ESTUDO TÉCNICO DE VIABILIDADE DE PAGAMENTO POR SERVIÇOS AMBIENTAIS PARA PROTEÇÃO DA ÁGUA PARA O SUB-SISTEMA CANTAREIRA

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1 ESTUDO TÉCNICO DE VIABILIDADE DE PAGAMENTO POR SERVIÇOS AMBIENTAIS PARA PROTEÇÃO DA ÁGUA PARA O SUB-SISTEMA CANTAREIRA Joanópolis, São Paulo

2 Julho de 2011 Associação Terceira Via foi fundada em 20 de fevereiro de 2003 com a missão de promover a cooperação entre comunidade e instituições para que venham garantir a realização de seu pleno direito ao desenvolvimento econômico, humano, natural e socialmente sustentável, por um grupo de profissionais que atuaram no programa de desenvolvimento local Integrado e Sustentável DLIS / Comunidade Ativa. Desde então, atua como entidade ambientalista promovendo programas de geração de renda, educação ambiental e de apoio a políticas públicas, com metodologias próprias vivenciadas em diferentes regiões país, que em geral enfatizam espaços locais e regionais para soluções socioambientais junto às comunidades. Rua Coronel Alípio Cardoso Centro Joanópolis/SP CEP Este estudo técnico faz parte de um produto do projeto Cantareira em Rede Mobilização e Proposição de Ações Socioambientais, implementado no âmbito do Projeto PDA Mata Atlântica/MMA (chamada 5: apoio a projetos em redes), cujo objetivo é a proteção aos mananciais, recuperação de áreas degradadas e valorização dos serviços ambientais de produção e purificação de água na região do Sistema Cantareira. Tem como gestores foco, as Secretarias Estaduais de Meio Ambiente de MG e SP, proprietários, empresários, Sabesp, Agência Nacional de Águas (ANA), Comitê das Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (CBH-PCJ), Sociedade civil organizada da região, prefeituras dos municípios envolvidos. Área geográfica de abrangência do projeto: Sapucaí-Mirim (MG), Itapeva (MG), Camanducaia (MG), Extrema (MG), Bragança Paulista (SP), Vargem (SP), Joanópolis (SP), Piracaia (SP), Nazaré Paulista (SP), Atibaia (SP), Bom Jesus dos Perdões (SP), Mairiporã (SP). Autora: Deisy Regina Tres, Dra. Bióloga, Diretora da Biodiversitá Consultoria Ambiental (http://www.biodiversita.com.br) e Consultora de Projetos Socioambientais.

3 SUMÁRIIO Introdução... 5 Capítulo I Breves Considerações Sobre o Pagamento Para a Proteção dos Recursos Hídricos... 7 Projetos de PSA na Mata Atlântica... 8 Serviços Ambientais relacionados à Água Instrumentos Econômicos para a Gestão da Água Valoração Econômica dos Serviços Ambientais e Níveis de Pagamento Projetos de PSA de Proteção de Recursos Hídricos Capítulo II Cenário dos Recursos Hídricos no Sistema Cantareira O Sistema Cantareira Recursos Hídricos disponíveis no Sistema Cantareira Uso do Solo no Sistema Cantareira Unidades de Conservação no Sistema Cantareira Áreas de Preservação Permanente no Sistema Cantareira Capítulo III Metolodogias de Valoração e Esquemas de Pagamentos Com Foco na Proteção dos Recursos Hídricos Capítulo IV Recomendações para Acordos de PSA Com Foco na Proteção dos Recursos Hídricos para o Sub-Sistema Cantareira Referências Bibliográficas...74

4 IINTRODUÇÃO O Projeto Cantareira em Rede Mobilização e Proposição de Ações Socioambientais Este estudo intitulado Estudo Técnico de Viabilidade de Pagamento por Serviços Ambientais para Proteção da Água para o Sub-Sistema Cantareira, tem como objetivo apresentar o cenário dos recursos hídricos disponíveis na região de interesse, indicando as fontes fornecedoras e os potenciais beneficiários dos serviços ambientais com foco na ÁGUA. O presente estudo também indica metodologias de valoração e esquemas de pagamentos, baseados nas principais experiências de PSA-ÁGUA no Brasil, propondo, ao final, um checklist de alternativas técnicas para o Sub-Sistema Cantareira. Faz parte de um produto do projeto Cantareira em Rede Mobilização e Proposição de Ações Socioambientais, implementado no âmbito do Projeto PDA Mata Atlântica/MMA (chamada 5: apoio a projetos em redes), cujo objetivo é a proteção aos mananciais, recuperação de áreas degradadas e valorização dos serviços ambientais de produção e purificação de água na região do Sistema Cantareira. O projeto propõe a realização de processo participativo para formação de rede, difusão de informações e proposição de ações de recuperação e proteção dos mananciais e valorização dos serviços ambientais prestados pela região do Sistema Cantareira, visando a construção de políticas públicas voltadas a este tema. Tais objetivos deverão ser atingidos através da produção de estudos técnicos (focados na bacia do Rio Jaguari, a maior e mais importante do Sistema, que conta com a maior parte das experiências de pagamento por serviços ambientais e cujas características permitem avaliar a relação entre uso do solo e produção de água); sensibilização e mobilização dos atores regionais; realização de encontros para, participativamente, propor as ações; fortalecimento e ampliação da rede de atores e divulgação dos resultados do projeto através de ações de comunicação (publicações e hot site), de forma a torná-la replicável para outras regiões do bioma Mata Atlântica. Entre os resultados esperados com a realização do projeto estão a elaboração de proposta de gestão integrada das APAs existentes na região, a valorização dos serviços ambientais prestados pela vegetação remanescente e a recuperar na região, o compromisso dos gestores públicos com a implementação das ações propostas no âmbito do projeto, a proposição de diretrizes para políticas municipais e regionais relacionadas com valoração e esquemas de pagamento de serviços ambientais, a incorporação dos estudos e diretrizes ao Programa Produtor de Água da ANA, a formalização de uma rede de organizações da sociedade civil e poder público comprometida com ações de proteção e recuperação dos mananciais e valorização dos serviços ambientais prestados pela vegetação remanescente e a recuperar na região do Sistema Cantareira, a proposição de áreas prioritárias para a ampliação e criação de Unidades de Conservação e RPPNs e a criação de uma agenda positiva e inovadora para a região, valorizando seu papel de produtora de água para abastecimento público. O projeto terá os seguintes produtos: mapa de uso e ocupação do solo atual (2008/2009) da área de abrangência do projeto, relatório técnico com estudo demonstrativo sobre a relação entre alterações de uso do solo e produção de água, mapa com identificação de áreas estratégicas para a produção e purificação de água, mapa com áreas prioritárias para criação/ampliação de Unidades de Conservação e RPPNs, mapa com áreas prioritárias para a recuperação de APPs e recomposição de vegetação, carta de compromissos e formalização de rede comprometida com ações de proteção, recuperação e valorização dos serviços ambientais prestados pela vegetação remanescente e a recuperar na região, publicação de dois números da revista do projeto Cantareira em Rede, exemplares cada e um série de documentos, em formato digital, com os resultados

5 dos estudos, mapas produzidos, ações propostas e carta de compromissos, a ser disponibilizado no hot site do projeto e nos respectivos sites das instituições componentes da rede.

6 CAPÍTULO I BREVES CONSIDERAÇÕES SOBRE O PAGAMENTO PARA A PROTEÇÃO DOS RECURSOS HÍDRICOS Projetos de PSA-Água na Mata Atlântica A garantia de água nas cidades, onde vive mais da metade da população mundial, é um dos maiores desafios do nosso tempo. Atualmente, 1 bilhão de pessoas não têm acesso à água potável, e nos próximos 25 anos a situação tende a se agravar, principalmente nas cidades dos chamados países em desenvolvimento. O consumo irresponsável e a poluição dos mananciais, aliados ao aumento das populações urbanas, são as principais causas dessa escassez. Além de fundamental para vida, a água também é um importante insumo econômico. Uma boa gestão dos recursos hídricos, incluindo acesso à água potável e tratamento de esgotos, impulsiona o desenvolvimento, contribui para aliviar a pobreza e a saúde da população. O valor da água, no entanto, não se resume ao que se pode estimar em termos de custos e benefícios monetários. A água e os ecossistemas a ela associados prestam diversos SERVIÇOS AMBIENTAIS que não possuem um valor mensurável em unidades monetárias, embora sejam extremamente valiosos, inclusive para a manutenção da economia. Para abastecer os 20 milhões de habitantes da Grande São Paulo são necessários 5,7 bilhões de litros diários retirados de oito sistemas produtores de água, entre eles estão as bacias hidrográficas da Guarapiranga e Billings, e as represas do Sistema Cantareira, que juntos são responsáveis por boa parte da água consumida na região. Estas áreas, a despeito da situação frágil em relação à disponibilidade de água da maior área urbana do Brasil, sofrem diferentes processos de degradação que resultam na piora da qualidade e na perda de condições ambientais para produção de água em quantidade. Atualmente, boa parte das bacias hidrográficas formadoras dos mananciais encontra-se alteradas por atividades humanas. Segundo dados sobre uso do solo, produzidos pelo ISA ao longo dos últimos anos, nas regiões da Guarapiranga e Billings, a ocupação urbana já chega a 15% da área de drenagem e a ocupação por diferentes atividades econômicas está entre 30% e 40%. Na região do Sistema Cantareira, a ocupação urbana é pequena, mas 70% do território encontra-se alterado por diferentes atividades humanas. As áreas com vegetação e, portanto, com grande contribuição para a produção de água de boa qualidade e em quantidade suficiente, vêm sofrendo redução ao longo dos anos (ISA, 2008). Uma ferramenta econômica que tem mostrado seu dinamismo e seu potencial para conservação dos serviços ecossistêmicos, como purificação e produção de água, é o PAGAMENTO POR SERVIÇOS AMBIENTAIS (PSA), discutido amplamente na publicação intitulada Guia sobre pagamentos por serviços ambientais para a proteção de bacias hidrográficas, Produto I do Projeto Cantareira em Rede Mobilização e Proposição de Ações Socioambientais, Associação Terceira Via. Na Mata Atlântica, por exemplo, há 40 projetos de PSA-ÁGUA, envolvendo 848 prestadores de serviços ambientais, englobando uma área total de aproximadamente 40 mil hectares. Os

7 projetos atuam na conservação de áreas de remanescentes florestais, restauração florestal e regeneração assistida em bacias hidrográficas, que provêm água para aproximadamente 38 milhões de brasileiros. No Sistema Cantareira em São Paulo está localizada uma das quarenta iniciativas em curso, e uma das treze iniciativas situadas em importantes sistemas de abastecimento de grandes aglomerações urbanas. Outras estão em regiões estrategicamente importantes para a conservação de corredores naturais, o que possibilita agregar mais valor para tais iniciativas/projetos, pois se multiplicam os serviços oferecidos pela manutenção de determinado remanescente florestal água, conservação dos solos, carbono, manutenção dos fluxos gênicos e habitats (MMA, 2011). O levantamento realizado pelo Ministério do Meio Ambiente (2011) estimou um número total de 848 prestadores de serviços ambientais já recebendo valores que variam entre R$ 10 ha/ano a R$ 577 ha/ano. Das 40 iniciativas mapeadas, 28 estão na região Sudeste (6 em implementação, 17 em desenvolvimento e 5 em fase de articulação); 7 iniciativas localizadas na região Sul (2 em implementação, 1 em desenvolvimento e 4 em fase de articulação) e somente 5 se encontram na região Norte, Nordeste e Centro-Oeste (2 em desenvolvimento e 3 em fase de articulação). 57% das iniciativas estão sob a área de ocorrência de Florestas Estacionais Semieciduais, Florestas Ombrófilas Mistas, Densas e Abertas; outras 13% em Savanas; e ainda, 30% localizadas em áreas de transição entre Floresta Ombrófila Densa e Mista, Estepes e Savanas. De maneira geral, as iniciativas necessitam de mais de uma instituição para a sua realização, tendo como fontes de recursos para pagamentos, basicamente orçamentos públicos, assim como recursos de Comitês de Bacias Hidrográficas, através da cobrança pelo uso da água e de empresas fornecedoras de água para a população. As iniciativas de PSA para proteção de recursos hídricos têm sido, em maior parte, lideradas por prefeituras municipais, e, em alguns casos, por emprsas municipais de água, podendo ser observada também uma forma de participação dos órgãos estaduais de meio ambiente e/ou recursos hídricos, de organizações não governamentais e da Agência Nacional de Águas (ANA), responsável pela introdução do conceito de Produtor de Água. Este conceito foi formalmente testado nas experiências desenvolvidas no Sistema Cantareira, e é a principal referência para os esquemas de PSA-Água no país, com as devidas adaptações para cada local e para cada arranjo institucional. No Estado de São Paulo, o Programa Mina d água é a primeira iniciativa de PSA-Água no âmbito estadual. Os custos para a implementação e manutenção de tais sistemas são muito variáveis e alcançam valores de R$ 200 mil a R$ 2,5 milhões por ano. Estes montantes, na maior parte das vezes, não refletem somente os custos relacionados aos pagamentos aos produtores rurais, mas também os das ações de restauração e conservação; entretanto, muitas vezes, não consideram os altos custos de transação para o estabelecimento dos projetos, decorrentes da necessidade da consolidação das parcerias e também do caráter ainda pioneiro das iniciativas. É importante lembrar que o produtor rural não recebe apenas os pagamentos strictu sensu. Ele recebe também um pacote de outros benefícios, incluindo insumos para a restauração e conservação florestal (cercas, mudas, adubos); o trabalho associado a estas ações (equipes de trabalho pagas pelo projeto); outros benefícos como a conservação dos solos, sistemas de saneamento rural, conservação de estradas, etc. Discute-se também no Congresso Nacional o Substitutivo ao Projeto de Lei 792 de Este não somente visa estabelecer diretrizes para a Política Nacional de Pagamento por Serviços

8 Ambientais no país, como também a criação do Programa Federal de Pagamento por Serviços Ambientais e do Fundo Federal de Pagamento por Serviços Ambientais. A discussão sobre este Projeto de Lei vem sendo feita com uma boa participação da sociedade civil e das instituições que participam do debate e da implementação de Programas de PSAs no país. Ao longo do debate, já surgiram pontos importantes, tais como: a) isenção fiscal para PSA; b) a possibilidade de recebimento de pagamentos, mesmo em áreas de proteção legal; c) a formalização de que produtores rurais possam receber recursos públicos, se eles fornecerem serviços ambientais à população; d) a possibilidade de vinculação dos contratos a terra e não ao indivíduo, aumentando a segurança jurídica para contratos de longo prazo. Avançar nesta política é fundamental para que o mecanismo de PSA ganhe a escala desejável, pois ainda há muitos desafios a serem enfrentados. Existem lacunas importantes em termos de recursos humanos, metodologias e capacitação técnica para a elaboração, implementação, monitoramento e avaliação de projetos. Além disso, faltam recursos financeiros em larga escala para fazer jus ao tamanho do desafio (MMA, 2011). Serviços ambientais relacionados à água Os serviços ambientais de proteção dos recursos hídricos vêm sendo reconhecidos pelos tomadores de decisões através da implementação de esquemas de PSA, onde, a partir deles são internalizados os custos e benefícios relacionados aos serviços ambientais na contabilidade de atividades produtivas e de conservação, seguindo o conceito do poluidor-pagador e provedor-recebedor. Pagamento por serviços ambientais de proteção dos recursos hídricos No caso da água, os esquemas de PSA remuneram produtores rurais pela proteção e restauração de ecossistemas naturais, notadamente florestais, em áreas estratégicas para a produção de água (nascentes, matas ciliares, áreas de captação). Eles funcionam da seguinte maneira: quando os usuários de água reconhecem o valor ou a importância do serviço ambiental de proteção da quantidade e qualidade dos recursos hídricos, ou seja, das externalidades ambientais positivas geradas pelos produtores rurais quando os mesmos executam ações de restauração e conservação florestal. Geram, assim, um incentivo econômico real para os produtores rurais, estimulando a execução de atividades que garantem a provisão dos serviços ambientais (MMA, 2011).

9 Principais serviços ambientais relacionados à água Fonte: Extraído de ISA (2008). Instrumentos econômicos para a gestão da água A água e os ecossistemas associados a ela prestam diversos serviços ambientais, alguns com alto valor para uso humano e outros com valores indiretos, mas fundamentais para a manutenção da integridade dos ecossistemas. A água é fundamental para a vida e é também importante como insumo econômico. O valor da água, no entanto, não se resume ao que se pode estimar em termos de custos e benefícios monetários. Muitos dos serviços ambientais prestados pela água e pelos ecossistemas associados não possuem um valor mensurável em unidades monetárias, embora sejam extremamente valiosos, inclusive para a manutenção da economia. Pode-se determinar com relativa facilidade os gastos necessários para tratar a água contaminada do município de São Paulo. No entanto, ainda que existam tecnologias para tratar a água com custos que a sociedade ainda possa pagar, é muito mais complicado estimar

10 os prejuízos causados pela perda de serviços prestados pelas áreas úmidas, como o controle de enchentes e os habitats para a fauna e flora aquática. Os instrumentos econômicos são baseados no conceito de internalização das externalidades. Isso significa que agentes econômicos devem incorporar em suas decisões os custos, ou, no caso dos serviços ambientais, os benefícios de suas atividades com efeitos ao meio ambiente (MMA, 2011). Por isso, a gestão da água deve levar em consideração o conceito de capacidade de suporte, que relaciona os sistemas econômicos e ecológicos, ou os limites da interferência humana nos ciclos naturais da água (ciclo hidrológico), onde as intervenções acima destes limites podem causar mudanças imprevisíveis nos ecossistemas, para as quais muitas vezes não existe tecnologia capaz de revertê-las, ou, se existem, resultam em um significativo custo monetário. A gestão da água e as tomadas de decisões, portanto, devem ser capazes de analisar não apenas o retorno financeiro de curto prazo das ações implementadas, mas também suas conseqüências ecológicas. Especificamente com relação aos pagamentos por serviços ambientais, existem diversas experiências de instrumentos econômicos sendo aplicadas em todo o mundo. Landell-Mills & Porras (2002), por exemplo, revisaram 287 casos de pagamentos por serviços ambientais em vários países desenvolvidos e em desenvolvimento nas Américas, no Caribe, na Europa, na África, na Ásia e no Pacífico. Exclusivamente com relação aos serviços ambientais vinculados à água, elas estudaram 61 experiências, em 22 países, sendo 20 na América do Norte, 18 na América Latina e Caribe, 17 na Ásia, 5 na África e 1 na Europa. No Brasil, especificamente, existem algumas experiências de Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA), sobretudo se admite a definição mais ampla para o termo. Neste caso, o ICMS ecológico poderia ser interpretado como uma política de compensação por serviços ambientais. Outros instrumentos como: a cobrança pelo uso e descarte da água, a cobrança de royalties pela extração de recursos naturais, sistemas de concessões florestais e taxa de reposição florestal, isenção fiscal para RPPNs, servidão ambiental, créditos por reduções certificadas de emissões de gases de efeito estufa, certificação e selos ambientais etc. (Young, 2005). Existe também a experiência do Bolsa Floresta, no Amazonas; do Proambiente, na Amazônia Legal; os subsídios aos seringueiros, no Acre; entre outros. Relacionados à água, podem ser mencionados o Projeto Oásis, da Fundação O Boticário, em São Paulo (SP), e o projeto Conservador das Águas, da prefeitura de Extrema (MG), com colaboração da The Nature Conservancy (ISA, 2008). Alguns instrumentos econômicos para a gestão da água: Instrumentos econômicos para a gestão da água TAXAS DE EXTRAÇÃO DE ÁGUA COBRANÇA PELO USO DA ÁGUA Cobrança de um valor monetário, uma quantia em dinheiro, para a extração de água. As águas subterrâneas e superficiais podem ser taxadas de forma diferente para incentivar um ou outro uso. Apesar de ter um cará ter eminentemente arrecadador, as taxas de extração de água podem gerar incentivos para a diminuição do consumo e maior eficiência (diminuição de perdas). Em muitos países, a utilização do dinheiro arrecadado com as taxas de extração de água é vinculada à gestão da água, de forma que o dinheiro retorna, indiretamente, para as pessoas que contribuíram. Tem o objetivo principal de financiar a infra-estrutura de captação e distribuição da água. Em princípio, a cobrança pelo uso da água deveria incluir os custos econômicos diretos relacionados à distribuição, conservação e uso

11 COBRANÇA PELA EMISSÃO DE ESGOTOS E EFLUENTES COBRANÇA POR LANÇAMENTO DE ÁGUA CONTAMINADA SUBSÍDIOS LICENÇAS COMERCIALIZÁVEIS RESPONSABILIZAÇÃO POR DANOS À ÁGUA Fonte: Adaptado de ISA (2008). futuro da água, os custos sociais e os custos ambientais relacionados a este uso. São tarifas pagas pela descarga da água utilizada. Consiste em um valor monetário pago pelas emissões indiretas, isto é, pelos esgotos domésticos ou efluentes lançados no sistema de tratamento de efluentes. Estas taxas podem desempenhar um papel incentivador na medida em que internaliza o custo de tratamento dos efluentes de acordo com o princípio do "poluidor pagador". Consiste em pagamentos diretos com base em medições ou estimativas da quantidade e qualidade de poluentes lançados em um corpo d'água. Tem dois objetivos principais: compensar usuários pelo custo que eles possam ter em decorrência de uma proibição ou de uma ação desejável, ou criar os incentivos necessários para alcançar determinada ação desejável, mas não obrigatória. Neste sentido, podem incentivar mudanças de comportamento para ações ambientalmente mais desejáveis ou promover investimentos em técnicas de produção ambientalmente mais adequadas, mitigando ou eliminando efeitos negativos. A criação de licenças comercializáveis do direito de usar/poluir a água decorre da idéia de que em mercados perfeitamente competitivos, as licenças alcançarão seu maior valor de uso. Os detentores de licenças que obtém baixos benefícios por usufruírem de suas licenças teriam um incentivo para vendê-las a alguém que obtivesse maiores benefícios. Esta transação resultaria, em teoria, em um benefício mútuo. O vendedor da licença obteria uma renda superior à que teria usufruindo do seu direito, enquanto que o comprador obteria um benefício superior ao gasto com a aquisição da licença. Especificamente com relação à água, as licenças comercializáveis podem ser aplicadas à extração de água, ao lançamento de efluentes e ao uso de bens e serviços da água, por exemplo, peixes ou geração de energia. Tem o objetivo de internalizar e recuperar os custos de um impacto ambiental por meio de ações legais, fazendo o poluidor pagar pelo impacto causado. Desta forma, a responsabilização por danos ambientais coloca em prática o princípio do "poluidor pagador". Por um lado, a responsabilização ambiental procura induzir o poluidor a ter mais cuidado com suas decisões com relação à emissão de poluentes, respeitando o princípio de precaução e, por outro lado, procura garantir a compensação das vítimas de um dano ambiental. Utilizando a terminologia de Landell-Mills & Porras (2002), é necessário definir a commodity pela qual o serviço ambiental será pago, ou, em outras palavras, qual o instrumento que transformará aquele serviço em um bem transacionável no mercado. Para tanto, é necessário identificar os beneficiários e avaliar qual o serviço prestado que lhes favorece e pelo qual estariam dispostos a pagar. Na revisão dos 61 casos realizados pelas autoras, elas identificaram oito categorias de pagamentos por serviços em áreas de mananciais:

12 Categorias de pagamentos por serviços em áreas de mananciais NEGOCIAÇÃO DIRETA ENTRE COMPRADORES E VENDEDORES TRANSAÇÕES COM BASE EM INTERMEDIÁRIOS TRANSAÇÕES CONSORCIADAS COMERCIALIZAÇÃO INTERNA TAXAS AOS USUÁRIOS Envolve compra de terra, contratos que determinam práticas específicas de manejo e criação de áreas protegidas em propriedades privadas. Intermediários são utilizados para controlar os custos de transação e os riscos. Normalmente são ONGs, organizações das comunidades e agências governamentais. Em alguns casos foram criados fundos fiduciários. Controlam os custos de transação dividindo os riscos entre vários compradores. Transações dentro de uma mesma organização, por exemplo, pagamentos intra-governamentais. Ocorre quando o serviço é determinado por medidas padrões, por exemplo, os certificados. Um intermediário mais sofisticado que oferece uma plataforma central de TRANSAÇÕES comercialização para compradores e vendedores. Este mecanismo depende CLEARING-HOUSE da existência de padrões pré-concebidos de commodities, por exemplo, créditos de salinidade ou compensações de qualidade da água. Geralmente associados ao mecanismo anterior, os leilões procuram estimular um mercado mais competitivo para os serviços ambientais relacionados à água. LEILÕES Leilões são propostos para determinar a oferta de serviços ambientais bem como para alocar os pagamentos da maneira mais eficiente. Quando os pagamentos pela proteção dos mananciais vão embutidos em COMÉRCIO NO outros produtos comprados pelos consumidores. Normalmente são associados VAREJO a certificações e rotulações que geram um reconhecimento por parte do consumidor e uma disposição a pagar. Fonte: Adaptado de ISA (2008). Entre os 61 casos analisados pelas autoras, os serviços prestados e as commodities que transformam estes serviços em produtos comercializáveis no mercado são apresentados a seguir, bem como a explicação do significado de cada commodity (instrumento). Com base nos casos revisados, as autoras sugerem, de forma genérica, quais seriam os passos importantes a serem dados para a implantação de um esquema de PSA e a estruturação do mercado. Os passos são os seguintes: Verificar que o serviço existe e que é positivo e identificar quais as atividades florestais que proporcionam o serviço. Geração de disposição a pagar, isto é, promover a percepção entre os beneficiários de que o manejo de florestas por terceiros, localizados rio acima, tem um valor e é positivo para eles mantê-los. Definir uma commodity que funcione como proxy do serviço, ou seja, definir o instrumento que transformará o serviço em um bem transacionável no mercado. Desenhar e implantar um mecanismo de pagamentos e as instituições de suporte. Atividade piloto e feedback para a efetiva estruturação do mecanismo e do mercado associado.

13 PROTEÇÃO DE HABITAT AQUÁTICO REGULAÇÃO DO LENÇOL FREÁTICO QUALIDADE DA ÁGUA Serviços prestados e instrumentos transacionáveis no mercado relacionado à água SERVIÇO INSTRUMENTO DEFINIÇÃO Proteção de Mananciais Créditos de qualidade da água Aquisições de terras Áreas protegidas em propriedades privadas Créditos de salinidade Créditos de transpiração Produtos que não provocam salinização Licenças de redução de fluxos d'água Contratos de melhores práticas de manejo Produtos livres de salmão Arrendamento de terras Contratos de restauração de habitats de salmões Créditos de habitats de salmões Direitos de água Contratos negociados entre proprietários de terras nas bacias hidrográficas e beneficiários localizados a jusante nos quais se expressam de forma detalhada as melhores práticas de manejo que deverão ser implementadas para o recebimento do pagamento. Comercializa o serviço prestado pelas florestas para manutenção da qualidade da água, a redução de sedimentos e a carga de nutrientes nos corpos d'água. Licenças de poluição são concedidas para fontes de poluição pontuais (por exemplo, plantas industriais), que só podem exceder seus limites se investirem em redução de poluição de fontes difusas, por exemplo, na proteção de mananciais. Atividades que melhoram a qualidade da água são recompensadas com créditos de qualidade da água que podem ser compensados pelo excesso de poluição. Desenvolvido nos EUA. Uma das formas mais simples de garantir a oferta de água de qualidade, comprando as terras em áreas de mananciais. Contratos entre proprietários e aqueles que querem proteger ou expandir certos ecossistemas naturais (por exemplo, florestas e mananciais) nos quais os proprietários recebem um pagamento para manejar a terra de forma a alcançar o objetivo da conservação definido. Funciona como uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), com a diferença que o proprietário recebe um pagamento pela mesma. Comercializa-se a função de controle da salinidade da água e dos solos realizadas pelas florestas. A plantação de árvores em áreas críticas reduz o lençol freático e consequentemente a salinização do solo superficial a dos corpos d'água. Limites de emissões de salinidade são dados a poluidores pontuais, que podem excedê-los apenas se os compensam por meio de aquisição de créditos de salinidade. Proprietários que investem em atividade que reduz a salinidade do solo e da água, por exemplo plantação de árvores, são contemplados com créditos que podem ser vendidos aos que poluem. Utilizado na Austrália. Comercializa-se a função exercida pela floresta de evapo-transpiração e regulação do lençol freático. Os créditos de transpiração são fornecidos para plantações de árvores em pontos críticos da captação. Utilizado na Austrália. Pagamento pela função de controle de salinidade das florestas e do cultivo de outros produtos (por exemplo, lima e tomates) vai embutido (internalizado) nas vendas destes produtos nos mercados sensíveis ao problema. Consiste em licenças para atividades que reduzem a disponibilidade de água para usuários a montante. Plantações de árvores exóticas usam quantidades significativas de água e necessitam ser licenciadas. Em teoria, as licenças podem ser transacionadas, por exemplo, os proprietários que diminuírem a redução que causam no fluxo de água podem vender o excesso constante nas licenças para outros. Utilizado na África do Sul. Contratos negociados entre proprietários de terras nas bacias hidrográficas e beneficiários localizados a jusante nos quais se expressam de forma detalhada as melhores práticas de manejo que deverão ser implementadas para o recebimento do pagamento. O pagamento pela manutenção de habitats de salmões seria embutido na venda de produtos agrícolas. Proprietários que investem no manejo de áreas sensíveis para o salmão seriam financeiramente recompensados por seus esforços. Consiste na distribuição de direitos de uso das florestas em uma área determinada para o arrendador, que se compromete a proteger a floresta de atividades madeireiras e não madeireiras insustentáveis. Contratos negociados entre proprietários e pessoas/instituições que querem proteger o habitat dos salmões estabelecendo atividades detalhadas de restauração e manutenção de habitats em troca de pagamento. Baseado em um sistema regulatório para que os proprietários de terras em áreas de habitat de salmões conservem as florestas. Se realizaria um zoneamento de acordo com o valor que a área desempenha para os habitats dos salmões. Os proprietários em zonas menos sensíveis poderiam realizar outras atividades que não a conservação desde que compensassem créditos de habitats de salmão em áreas mais valiosas para esta espécie. Estabelece direitos de propriedade para usos da água. Normalmente é utilizado para regular a demanda de água, mas pode ser estendido com a finalidade de criar incentivos para atividades que melhoram a distribuição de água, de forma que direitos adicionais podem ser estabelecidos para venda. Direitos de água também se configuram como uma maneira de garantir que os usuários de água paguem pela

14 REGULAÇÃO E QUALIDADE DA ÁGUA CONTROLE CONTAM. SOLO Aquisições de terras Plantações de espécies filtrantes proteção dos mananciais. Uma das formas mais simples de garantir a oferta de água de qualidade, comprando as terras em áreas de mananciais. Comercialização da função de remoção dos contaminantes do solo realizada por algumas espécies de árvores e sistemas vegetativos (leguminosas e gramíneas) que absorvem água contaminada do solo. Este processo é conhecido por fitoremediação. Contratos de proteção de mananciais Áreas protegidas Aquisições de terras Contratos negociados entre proprietários de terras em áreas de mananciais e beneficiários a jusante que especificam atividades de manejo que devem ser levadas a ação em troca de um pagamento. Contratos entre proprietários e aqueles que querem proteger ou expandir certos ecossistemas naturais nos quais os proprietários recebem um pagamento para manejar a terra de forma a alcançar o objetivo da conservação definido Uma das formas mais simples de garantir a oferta de água de qualidade, comprando as terras em áreas de mananciais. Direitos de água Arrendamento de mananciais Estabelece direitos de propriedade para usos da água. Normalmente é utilizado para regular a demanda de água, mas pode ser estendido com a finalidade de criar incentivos para atividades que melhoram a distribuição de água, de forma que direitos adicionais podem ser estabelecidos para venda. Direitos de água também se configuram como uma maneira de garantir que os usuários de água paguem pela proteção dos mananciais. Terras em áreas de mananciais são arrendadas por beneficiários a jusante, que implementam atividades de proteção. Fonte: Adaptado de ISA (2008). Valoração econômica dos serviços ambientais e níveis de pagamento Um ponto importante em projetos de PSA é a definição dos preços a serem pagos pelos serviços ambientais, em especial para o caso da água e da biodiversidade. Como não há mercados estabelecidos para estes serviços, o valor dos pagamentos devem ser negociados entre o comprador e o provedor dos serviços ambientais para que se chegue a um valor justo e viável. A valoração econômica não é estritamente necessária para se chegar aos valores a serem pagos. No entanto, ela pode ser bastante útil para ajudar a balizá-los. Pelo lado da disposição a pagar, ela pode demonstrar aos compradores uma estimativa dos benefícios econômicos relacionados ao provimento de cada serviço ambiental. Pelo lado dos ofertantes, ela pode ajudar a estimar os custos adicionais incorridos pelos produtores, que dependem dos custos de oportunidade e a diferença de custo da prática sustentável em relação a menos sustentável. Estes custos adicionais frequentemente balizam a disposição mínima a receber por parte dos produtores para que eles entrem em um esquema de PSA. Existem diversos métodos para estimar o valor econômico de serviços ambientais. Dependendo do serviço que se queira valorar e do contexto local, deve-se utilizar um método diferente de valoração (ou combinar vários métodos).

15 Valoração simulada Preferências reveladas Valoração de mercado Métodos de valoração econômica e exemplos de aplicação Método Preço de mercado Custos evitados Custos de Baseado substituiçã nos o custos Custos de mitigação/ restauraçã o Função de produção/fator de renda Custos de viagem Preços hedônicos Exemplo Aplicável principalmente aos bens (peixe ou madeira) ou também a serviços culturais (como lazer). O valor do serviço de controle de enchentes pode ser derivado dos danos estimados caso a enchente ocorresse. O valor da recarga do lençol freático pode ser estimado a partir dos custos de obtenção de água de outras fontes. Os benefícios dos serviços de regulação fornecidos por zonas úmidas podem ser estimados calculando os custos de investimento necessários para prevenir enchentes na sua ausência. O valor do serviço ambiental é estimado pela sua contribuição como insumo ou fator de produção de outro produto: a contribuição da fertilidade do solo à produção e, com isso, à renda do produtor. Uma parte do valor de lazer atribuído pelas pessoas a uma localidade ou paisagem se reflete no montante de tempo e dinheiro que as pessoas gastam com a viagem para visitar este lugar. O valor da beleza cênica pode ser estimado ao identificar quanto ter uma bela vista aumenta o preço de um imóvel. Valoração contingente Modelagem de escolha Valoração em grupo Fonte: Adaptado de MMA (2011). Freqüentemente a única maneira de se estimar valores de não-uso. A aplicação de questionários pode levantar a disposição a pagar dos usuários pela preservação das amenidades ambientais ou pela melhoria de um serviço: a melhoria da qualidade de água para possibilitar a pesca e o banho num rio. Aplicável através de diferentes métodos: experimentos de escolha, classificação de contingências, comparação de pares. Estimativas de valoração obtidas em grupo e baseadas nos princípios da democracia deliberativa e na suposição de que decisões públicas devem resultar do debate e de consensos entre atores sociais, e não da agregação de preferências individuais medidas separadamente.

16 Projetos de PSA de proteção de recursos hídricos Seguindo a definição de Wunder (2005), propõe-se que, ao elaborar um sistema de PSA, sejam considerados alguns componentes: a transação, o serviço ambiental (ou uso da terra capaz de prover o serviço), o comprador, o provedor e a condicionalidade. Adicionalmente, quando o PSA for um sistema mediado por governos, pode ser necessário estabelecer um marco legal (MMA, 2011). Não há uma receita única para se conceber um sistema de PSA e sempre é preciso adaptar a estratégia de intervenção às realidades locais (Peru. Minam et al., 2010). No entanto, identificam-se muitas dificuldades por parte de instituições interessadas em ter um panorama sobre os pontos principais que envolvem um PSA. Neste contexto, como resultado da sistematização de lições aprendidas de uma experiência piloto conduzida no Peru, são propostos abaixo alguns passos e questões orientadoras para apoiarem o processo de desenvolvimento de um sistema de PSA dentro da estratégia de conservação, recuperação e uso sustentável dos recursos naturais em questão (Peru. Minam et al., 2010). Segundo esta proposta, o processo de desenvolvimento de PSA é dividido em tem três fases: de diagnóstico, desenho e implementação (MMA, 2011). Baseada na publicação do Ministério do Meio Ambiente (2011) é apresentada a cadeia de resultados para projetos de PSA de proteção de recursos hídricos, que busca identificar os passos e as fases necessárias para o estabelecimento de esquemas de PSA-ÁGUA, conforme os resultados esperados em cada fase para a consecução do objetivo final, qual seja, o estabelecimento de esquemas de PSA-ÁGUA nas principais bacias hidrográficas brasileiras. No caso deste estudo, estaremos focados no estabelecimento de esquemas no Sub-Sistema Cantareira. As principais fases da cadeia de resultados são apresentadas no quadro abaixo. 1. Articulação e formação de parcerias fase exploratória na qual o processo de articulação tem início; os parceiros e as potencias sinergias são identificadas. 2. Prospecção de alternativas (ou rotas) de PSA etapa fundamental para o avanço do processo. Esta é a fase na qual a demanda potencial, que pode sustentar financeiramente os esquemas de PSA, é prospectada e definida. É importante lembrar aqui que, como para qualquer PSA, não há esquema possível sem um potencial comprador do serviço ambiental. 3. Desenvolvimento fase na qual os parceiros constroem as informações necessárias para a implementação do projeto. Nesta fase são levantados dados socioeconômicos (perfil dos produtores) e geográficos (uso do solo, cobertura vegetal) e a partir deles definem-se os valores de pagamentos e as ações de conservação e restauração a serem efetuadas. É também neste momento que são definidos os papéis dos parceiros e sua contribuição efetiva para a implementação do projeto. 4. Implementação fase na qual o projeto de fato vai ao campo, o que significa: produtores engajados, contratos assinados, atividades de restauração e conservação implementadas, monitoramento destas atividades realizado e, por fim, os pagamentos aos produtores feitos com base no monitoramento. 5. Monitoramento fase na qual os resultados de longo termo são monitorados, particularmente aqueles relacionados aos efeitos do projeto na qualidade e quantidade de água. Nesta etapa, busca-se construir tanto a linha de base quanto a aplicação do protocolo de monitoramento previamente

17 estabelecido. 6. Replicação e alavancagem etapa da cadeia de resultados na qual o foco se volta às ações que podem levar os projetos pilotos ao ganho de escala necessário. Divide-se em algumas linhas: a) capacidade de treinamento; b) assistência técnica; c) aplicação de Sistemas de Suporte à Decisão; d) desenvolvimento e implementação de políticas públicas; e) utilização de redes já existentes como forma de disseminar o conhecimento acumulado. 7. Programas públicos etapa adicionada mais recentemente, em função do grande potencial de replicação dos programas públicos cirados em alguns Estados. As atividades e os desafios correspondentes à implementação de programas desta monta ficam alocados de forma destacada no processo de implmentação de esquemas de PSA-ÁGUA no país. Fonte: Adaptado de MMA (2011). Conforme MMA (2011), uma etapa fundamental na cadeia de resultados é a prospecção das alternativas (ou rotas) de PSA. É nessa fase que são identificados os possíveis indutores de esquemas PSA-ÁGUA, ou seja, como se formará a demanda para o estabelecimento dos esquemas de PSA. Consideram-se quatro rotas principais: COMITÊ DE BACIAS HIDROGRÁFICAS (CBH) A base do esquema e a principal fonte de recursos para os pagamentos provêem da cobrança pelo uso da água, estabelecido pela Lei 9.433/97 (Lei Nacional de Recursos Hídricos), que além de possibilitar a cobrança pelo uso da água, também determina que a alocação destes recursos deve ser decidida pelo CBH. Esta instituição é composta por representantes dos usuários de água, dos órgãos governamentais e da sociedade civil. Reflete as aplicações concretas dos conceitos poluidor-pagador (cobrança pelo uso da água) como espelho do conceito provedor-recebedor (PSA), retratando os dois processos de internalização das externalidades negativa e positiva, respectivamente. COMPRADORES VOLUNTÁRIOS Este caso seria aquele que mais se aproxima dos esquemas puros, ou de mercados, no qual os beneficiários diretos dos serviços fariam pagamentos voluntários, diretamente aos provedores dos mesmos. Um exemplo são os grandes usuários de água, como empresas de água mineral e de abastecimento público municipal. Fonte: Adaptado de MMA (2011). LEGISLAÇÃO QUE APÓIA A CRIAÇÃO DE MECANISMOS DE PSA Trata-se do estabelecimento de um arcabouço legal específico e um arranjo institucional que cria condições para o estabelecimento dos esquemas de PSA, e que fundamentalmente estabelece as fontes de recursos, o valor (ou faixa de valores) a serem pagos, as categorias de produtores rurais que podem se beneficiar do esquema, as atividades de conservação e restauração elegíveis para os pagamentos, e outras informações relevantes. Em relação às fontes de recursos, cita-se recursos orçamentários, royalties ou outros de origem definida (carimbados). Estes arcabouços legais podem ser criados nos três níveis de governo. GRANDES USUÁRIOS DE ÁGUA Empresas usuárias de água estariam colaborando voluntariamente para esquemas PSA, buscando mitigar ou compensar sua pegada hídrica. Com o avançar da internalização do conceito de pegada hídrica e da relação existente com a responsabilidade socioambiental de grandes empresas, cresce a possibilidade de se ter, no futuro próximo, iniciativas corporativas que incluam o suporte a esquemas de PSA-ÁGUA como parte das medidas tomadas para a mitigação e/ou compensação da pegada hídrica das empresas.

18 CAPÍTULO II CENÁRIIO DOS RECURSOS HÍÍDRIICOS NO SIISTEMA CANTAREIIRA O Sistema Cantareira O Sistema Cantareira produz 33 m 3 /s de água e abastece 8,8 milhões de habitantes, 46% da população da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) e fornece uma das melhores águas do planeta, com padrões de qualidade superiores aos exigidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Considerado um dos maiores sistemas produtores de água do mundo, tem uma área de aproximadamente 228 mil hectares e abrange 12 municípios: Camanducaia, Extrema, Itapeva e Sapucaí-Mirim, em Minas Gerais, e Bragança Paulista, Caieiras, Franco da Rocha, Joanópolis, Mairiporã, Nazaré Paulista, Piracaia e Vargem em São Paulo. Com exceção de Extrema, Itapeva e Joanópolis, que estão integralmente inseridos na área produtora de água para o Sistema Cantareira, os demais municípios têm apenas parte de seu território dentro da área de drenagem do sistema. Para produzir esta quantidade de água, o Sistema Cantareira faz a transposição entre duas bacias hidrográficas, importando água da Bacia Hidrográfica do Piracicaba para a Bacia Hidrográfica do Alto Tietê. Com quase 45% de sua área do estado de Minas Gerais, é composta por cinco sub-bacias hidrográficas Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Juquery; e seis reservatórios Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha, Paiva Castro e Águas Claras; interligados por 48 km de túneis artificais subterrâneos, canais e bombas. Seu território está inserido no Corredor de Biodiversidade da Serra do Mar e na Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, e a porção mineira faz parte do Corredor Ecológico da Mantiqueira. Segundo o estudo produzido pelo Instituto Socioambiental (ISA), em 2003, mais de 70% do território estava ocupado por usos antrópicos, apenas 21% por Mata Atlântica e cerca de 70% APPs no entorno dos rios, nascentes e reservatórios estavam alterados por usos humanos. Entre 1989 e 2003, os usos urbanos cresceram 33,5% e o desmatamento foi de 6,3% (perda de hectares de vegetação). Apesar de sua importância, apenas 0,5% deste território encontra-se efetivamente protegido (porções dos Parques Estaduais do Juquery e Cantareira inseridos na bacia), já que nenhuma das três APAs estaduais existentes na região (APAs Fernão Dias, Piracicaba-Juquery Mirim e Sistema Cantareira) está definitivamente implementada. Empreendimentos em curso na região e modelos adotados por municípios para desenvolverem seus territórios representam ameaças aos recursos hídricos. Os atores regionais estão desarticulados e faltam alternativas para enfrentar tais ameaças. Há experiências de valorização e pagamento por serviços ambientais em andamento, que vêm obtendo adesão de distintos atores, indicando o potencial mobilizador do tema como estratégia para construção de agenda positiva. Para este estudo técnico, será considerado o Sub-Sistema Cantareira compreendendo os municípios de: Sapucaí-Mirim (MG), Itapeva (MG), Camanducaia (MG), Extrema (MG), Bragança Paulista (SP), Vargem (SP), Joanópolis (SP), Piracaia (SP), Nazaré Paulista (SP), Atibaia (SP), Bom Jesus dos Perdões (SP), Mairiporã (SP).

19 Municípios inseridos total ou parcialmente no Sistema Cantareira. Fonte: ISA (2006) Recursos Hídricos disponíveis no Sistema Cantareira A água produzida pelo Sistema Cantareira é proveniente das bacias hidrográficas que alimentam os cinco reservatórios: Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Juquery. A tabela abaixo apresenta as sub-bacias hidrográficas formadoras do sistema, com suas respectivas áreas e municípios compreendidos total ou parcialmente no Sistema Cantareira. Bacia Área (ha) Área (%) Municípios (*) Atibainha ,9 13,8 Piracaia e Nazaré Paulista Cachoeira ,3 17,2 Camanducaia, Joanópolis e Piracaia Jacareí ,7 8,9 Bragança Paulista, Joanópolis, Piracaia e Vargem Jaguari ,3 45,3 Camanducaia, Extrema, Itapeva, Sapucaí-Mirim, Joanópolis e Vargem Juquery ,0 14,8 Caieiras, Franco da Rocha, Mairiporã e Nazaré Paulista Área total ,3 100,00 (*) Municípios compreendidos total ou parcialmente no Sistema Cantareira. Fonte: Adaptado de ISA (2006).

20 Uso do Solo no Sistema Cantareira A análise do uso do solo permite verificar de que forma as atividades humanas estão contribuindo positiva ou negativamente para a qualidade ambiental. Isto porque, a urbanização e a ocupação por atividades econômicas diversas, implantadas em áreas impróprias e sem planejamento, acabam prejudicando a capacidade de um manancial produzir água (ISA, 2006). Uso do solo no Sistema Cantareira em 2003 (1) Dados obtidos a partir de interpretação de imagem de Satélite Landsat ETM 7, fevereiro de (2) Em relação à área total do Sistema Cantareira. Fonte: ISA (2006)

21 Distribuição das categorias de uso do solo, por bacias formadoras do Sistema Cantareira em 2003 * Uso do solo obtido a partir de interpretação de imagem de satélite Landsat. (1) Em relação à área total ocupada por usos antrópicos no Sistema Cantareira em 2003, que inclui agricultura, campo antrópico, indústria, lazer, mineração, reflorestamento e solo exposto. (2) Em relação à área total ocupada por usos urbanos no Sistema Cantareira em 2003, que inclui ocupação urbana de alta e média densidade, ocupação dispersa e condomínios. (3) Em relação à área total ocupada por remanescentes de vegetação natural no Sistema Cantareira em 2003, que inclui campo de altitude, campo cerrado, várzea, Mata Atlântica secundária em estágio médio ou inicial, e Mata Atlântica secundária em estágio avançado ou primário. Fonte: ISA (2006). Distribuição das categorias de uso do solo, por municípios inseridos no Sistema Cantareira em 2003 * Uso do solo obtido a partir de interpretação de imagem de satélite Landsat. (1) Em relação à área total ocupada por usos antrópicos no Sistema Cantareira em 2003, que inclui agricultura, campo antrópico, indústria, lazer, mineração, reflorestamento e solo exposto. (2) Em relação à área total ocupada por usos urbanos no Sistema Cantareira em 2003, que inclui ocupação urbana de alta e média densidade, ocupação dispersa e condomínios. (3) Em relação à área total ocupada por remanescentes de vegetação natural no Sistema Cantareira em 2003, que inclui campo de altitude, campo cerrado, várzea, Mata Atlântica secundária em estágio médio ou inicial, e Mata Atlântica secundária em estágio avançado ou primário.

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