SALVAGUARDAS SOCIAIS E AMBIENTAIS DO SISTEMA ESTADUAL DE INCENTIVOS A SERVIÇOS AMBIENTAIS: RELATO DA EXPERIÊNCIA NO ACRE

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1 SALVAGUARDAS SOCIAIS E AMBIENTAIS DO SISTEMA ESTADUAL DE INCENTIVOS A SERVIÇOS AMBIENTAIS: RELATO DA EXPERIÊNCIA NO ACRE Ayri Saraiva Rando 1 Markus Erwin Brose 2 Frank Oliveira Arcos 3 Resumo: O Sistema Estadual de Incentivos a Serviços Ambientais do Acre SISA é considerado inovador e pioneiro por englobar diversos tipos e classes de serviços ambientais, além dos princípios presentes em sua legislação. Um dos seus diferenciais é a questão da implantação das suas salvaguardas socioambientais, as quais correspondem aos padrões sociais e ambientais de REDD+ da Iniciativa Internacional CCBA. A problemática deste artigo é a pequena quantidade de publicações referentes ao processo de implementação de tais padrões, que influencia no acesso às informações deste processo. Portanto, o objetivo geral do mesmo é socializar ao público uma sistematização pertinente ao processo de implementação citado. Para isso, os métodos utilizados são a pesquisa bibliográfica e o levantamento documental. Em relação aos resultados esperados, referem-se à publicação de documentos pertinentes à consulta dos indicadores acrianos e à publicação do manual para monitoramento das salvaguardas no SISA.. Palavras-chave: SISA. Salvaguardas. Padrões Sociais e Ambientais de REDD+. 1. INTRODUÇÃO O uso de instrumentos econômicos na gestão ambiental e na política ambiental, como os mecanismos de Compensações por Serviços Ambientais - CSA, é uma oportunidade de promover a política ambiental mista de comando e controle. O número crescente de iniciativas de CSA e de Pagamentos por Serviços Ambientais PSA demonstra a relevância destas mesmas em busca de sanar parte das externalidades negativas do modo de produção e de consumo da economia capitalista, externalidades estas, representadas pela poluição ambiental e degradação dos serviços ambientais disponíveis. 1 - Engenheiro Ambiental, Mestrando em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente na Universidade Federal do Acre, consultor da CARE Brasil no Acre e analista ambiental da empresa Floresta Desenvolvimento de Projetos / 2 - Doutor em Sociologia, foi Diretor da CARE Brasil e atualmente é Diretor Executivo da empresa Floresta Desenvolvimento de Projetos / 3 - Professor Assistente do Curso de Geografia da Universidade Federal do Acre, Mestre em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente MDR/UFAC /

2 A Lei N o 2.308, de 22 de outubro de 2010 cria o Sistema Estadual de Incentivos a Serviços Ambientais - SISA, o Programa de Incentivos por Serviços Ambientais - ISA Carbono e demais Programas de Serviços Ambientais e Produtos Ecossistêmicos do Estado do Acre. Esta política pública possibilita a implantação do mecanismo de Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal - REDD+, que é um exemplo de mecanismo de compensações por serviços ambientais, relativo à absorção, ao fluxo e ao estoque de carbono, o qual tem grande potencial na Amazônia devido à floresta tropical existente e ainda conservada em vastas áreas deste bioma. Conforme GTA et. al. (2010), os mecanismos de REDD+ possuem riscos e oportunidades, destacando-se entre os riscos de REDD+, a falta de garantias da participação dos povos indígenas e comunidades tradicionais na construção, implementação e avaliação de políticas e projetos de REDD+, além da perspectiva de compensar apenas aqueles que historicamente são responsáveis pelo desmatamento e não aqueles que vêm conservando as florestas historicamente. Entretanto, em relação às oportunidades destacam-se: frear o desmatamento e diminuir as emissões de Gases de Efeito Estufa - GEE a ele associadas; combater o aquecimento global e a um menor custo; promover incentivos à conservação da biodiversidade; garantir a proteção aos direitos dos Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais que vivem nestas florestas e dela dependam para sobreviver; melhorar as condições socioeconômicas dos Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais, valorizando seu papel de agentes históricos que tem significativamente contribuído para a conservação da floresta em pé (GTA et. al, 2010). As salvaguardas sociais e ambientais de REDD+ surgem justamente para minimizar os riscos e potencializar as oportunidades deste tipo de mecanismo. Moss e Nussbaum (2011) destacam que o termo salvaguardas refere-se à necessidade de proteção contra riscos e danos sociais e ambientais. Tal termo é frequentemente usado para medidas, bem como políticas e procedimentos destinados a evitar resultados indesejados de ações ou programas. Portanto, a aplicação das salvaguardas socioambientais pode ser uma política efetiva de gestão de riscos, pois elas visam garantir que as questões sociais e ambientais sejam avaliadas na tomada de decisão, apoiam tal avaliação e a redução dos riscos, e fornecem um mecanismo de consulta e divulgação de informações.

3 Os padrões sociais e ambientais de REDD+ da Iniciativa Internacional Climate, Community, Biodiversity Alliance CCBA são as salvaguardas do SISA, em implementação no Acre. Segundo o guia de implementação destes padrões CCBA, as etapas previstas incluem publicação de documentos, o que promove o acesso às informações deste processo e, consequentemente, uma maior participação por parte dos atores interessados. Portanto, a problemática em questão neste artigo é a pequena quantidade de publicações referentes ao processo de implementação dos padrões sociais e ambientais de REDD+ no Acre, que influencia no acesso às informações deste processo e pode limitar a participação dos atores interessados em desenhar e executar projetos no SISA, respeitando as salvaguardas de tal política pública. Neste sentido, o objetivo geral deste artigo é socializar ao público uma sistematização do processo em curso. 2. MATERIAL E MÉTODO Este artigo utiliza-se da pesquisa bibliográfica e do levantamento documental referente aos relatórios, às apresentações realizadas em eventos, aos resultados de consultas públicas e às memórias das atividades executadas pelo projeto de testes dos padrões sociais e ambientais de REDD+ junto ao Programa ISA Carbono e pelo projeto de institucionalização dos padrões sociais e ambientais de REDD+ no SISA, executados em parceria do Instituto de Mudanças Climáticas e Regulação de Serviços Ambientais do Acre IMC com a ONG CARE Brasil. 3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 3.1. A POLÍTICA AMBIENTAL E O USO DE INSTRUMENTOS ECONÔMICOS Lustosa et al. (2003) definem política ambiental como o conjunto de metas e instrumentos que buscam a redução dos impactos negativos da ação antrópica sobre o ambiente. Comentam também que, desde as primeiras manifestações de degradação ambiental, percebeu-se a necessidade da intervenção estatal no sentido de mediar e resolver os conflitos daí resultantes. Em linhas gerais, estas manifestações, no mundo desenvolvido, são apresentadas em três fases:

4 - A primeira fase estendeu-se desde o fim do século XIX até o período anterior à Segunda Guerra Mundial, tendo como forma preferencial de intervenção estatal a disputa em tribunais, onde as vítimas das externalidades negativas ambientais entram em juízo contra os agentes poluidores ou devastadores, sendo este um processo altamente custoso devido ao tempo de resolução dos litígios e devido aos fatores monetários. - A passagem progressiva para a segunda fase, inicia-se aproximadamente na década de 1950, a qual foi denominada política de comando e controle, assumindo duas características muito definidas: a imposição, pela autoridade ambiental, de padrões de emissão incidentes sobre a produção final do agente poluidor ou sobre o nível de utilização de um insumo básico do mesmo; e a determinação da melhor tecnologia disponível para abatimento da poluição e cumprimento do padrão de emissão. - Atualmente, os países desenvolvidos encontram-se em uma terceira etapa da política ambiental, a qual chama-se de política mista de comando e controle. Nesta modalidade de política ambiental, os padrões de emissão passam a ser instrumentos de uma política que usa diversas alternativas e possibilidades para o cumprimento de metas acordadas socialmente. Assim, a adoção dos padrões de qualidade dos corpos receptores é feita progressivamente em busca do cumprimento das metas de política e a adoção de instrumentos econômicos é feita em caráter complementar aos padrões mencionados, induzindo os agentes a combaterem a poluição e a moderarem o uso dos recursos naturais. Conforme Santos (2003), a cobrança pelo uso da água trata da aplicação do princípio poluidor-pagador, ampliando tal princípio para usuário-pagador, dentro do sistema de gestão de recursos hídricos, o que permite um maior disciplinamento do uso múltiplo da água. Born e Talocchi (2002) comentam que o debate sobre instrumentos econômicos na gestão e na política ambiental relaciona-se ainda às formulações pertinentes aos princípios do poluidor-pagador, usuário-pagador, ou como formas de compensação por desenvolvimento industrial ou agropecuário que deixa de ocorrer e não necessariamente pelo conceito mais amplo de Compensações por Serviços Ambientais. Após citações feitas neste capítulo, fica evidente a demanda pelo uso de instrumentos econômicos nas políticas ambientais brasileiras para implantação de uma política mista de comando e controle. Neste sentido, os mecanismos de Compensações por Serviços Ambientais podem cobrir esta lacuna.

5 O desenho e a implantação de políticas públicas de compensações por serviços ambientais é uma oportunidade de promover o uso de instrumentos econômicos na gestão e na política ambiental e de incentivar formulações de políticas pautadas no princípio do provedor ou protetor-recebedor que, consequentemente, fomenta uma política ambiental mista de comando e controle MECANISMOS DE COMPENSAÇÕES POR SERVIÇOS AMBIENTAIS Born e Talocchi (2002) definem serviços ambientais como a capacidade da natureza em continuar reproduzindo e mantendo as condições ambientais originais. Guedes e Seehusen (2011) consideram que os serviços ambientais englobam os serviços proporcionados ao ser humano tanto por ecossistemas naturais quanto pelos serviços providos por ecossistemas manejados diretamente pelo homem. Praticamente todos os mecanismos de CSA e/ou de Pagamentos por Serviços Ambientais - PSA existentes compreendem serviços ambientais associados a uma das quatro categorias distintas representadas pela retenção ou captação de carbono; conservação da biodiversidade; conservação de serviços hídricos e conservação de beleza cênica (WUNDER et al., 2008). Os instrumentos de CSA podem ser conceituados como sendo a transferência de recursos ou benefícios da parte que se beneficia com a provisão destes serviços para a parte que ajuda a prover e manter os serviços em questão, sendo o princípio orientador de tal relação o chamado princípio do protetor-recebedor (BORN; TALOCCHI, 2002), por exemplo, o sobrepreço para madeira certificada ou produtos de agricultura orgânica. Embora a ideia esteja muito vinculada à possibilidade de mobilização de recursos financeiros ou à criação de mercado e livre compra e venda de direitos, levando ao uso frequente da expressão Pagamentos por Serviços Ambientais PSA e Mercados de Serviços Ambientais, acredita-se que os instrumentos de CSA podem ir além da perspectiva de mera ferramenta econômica (BORN; TALOCCHI, 2002). Segundo Wunder et al. (2008), PSA é uma transação voluntária, na qual um serviço ambiental bem definido ou um uso da terra que possa assegurar este serviço é comprado por, pelo menos, um comprador, de, pelo menos, um provedor sob a condição de que o provedor garanta a provisão deste serviço. Ortiz (2003) enfatiza a existência de valores associados aos bens ou recursos ambientais, os quais podem ser valores morais, éticos ou econômicos e menciona que

6 todo recurso ambiental tem um valor intrínseco que, por definição, é o valor que lhe é próprio, interior, inerente ou peculiar. Entretanto, do ponto de vista econômico, o valor relevante de um recurso ambiental é aquele valor importante para a tomada de decisão, ou seja, para um economista o valor econômico de um recurso ambiental é a contribuição do recurso para o bem estar social. Portanto, a valoração econômica ambiental avalia o valor econômico de um recurso ambiental por meio da determinação do que é equivalente, em termos de outros recursos disponíveis na economia, que a sociedade estaria disposta a abrir mão de maneira a obter uma melhoria de qualidade ou quantidade do recurso ambiental (ORTIZ, 2003). Para Wunder et al. (2008), os PSA internacionais são medidas para o desmatamento evitado REDD. Recursos internacionais que viabilizam REDD poderiam financiar pagamentos diretos em âmbito local, ficando uma parte aos governos para reforçar mecanismos de comando e controle com o uso de instrumentos econômicos, de forma a assegurar a conservação ambiental em áreas com baixa governança e visando repartição justa de benefícios. Segundo os mesmos autores, a política ambiental na Amazônia brasileira tem se apoiado em instrumentos de comando e controle e que os índices de desmatamento continuam altos apesar da rígida legislação. Portanto, para Wunder et. al. (2008): A proposta de PSA traz duas inovações em relação à política de conservação e uso sustentável da floresta amazônica. Primeiramente, os esquemas de PSA têm um alto potencial de se auto fiscalizarem devido à participação ser voluntária e os pagamentos poderem ser reduzidos ou eliminados, caso seja detectado o não cumprimento do contrato por parte do provedor. Segundo, os PSA não diminuem a renda dos provedores de serviços ambientais, pelo contrário, podem resultar em provável aumento de renda destes provedores. Conforme Santay (2012), algumas experiências de PSA na América Latina podem ser destacadas, entre as quais: Projeto de Carbono Suruí, Brasil; Corredor de Conservação Chocó-Darién, Colômbia; Sequestro de Carbono em Comunidades Indígenas e Rurais em Oaxaca, México; Sequestro de Carbono em Comunidades de Pobreza Extrema na Serra Gorda, México; Fundo Ambiental para a Proteção das Bacias e Água, Equador; Experiências em Acordos Recíprocos Ambientais da Bolívia - o caso da Água, Bolívia.

7 Há várias iniciativas referentes a mecanismos de CSA no Brasil, entre elas: Programa Bolsa Floresta do Estado do Amazonas; Redução das Emissões do Desmatamento e da Degradação (REDD) no Mato Grosso; Lei Chico Mendes do Estado do Acre (Lei N o 1.277, de 13/01/99); Imposto Ecológico sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, chamado de ICMS Ecológico; e o Programa Produtor de Água da Agência Nacional de Águas ANA (HERCOWITZ et al., 2009). Em relação aos programas brasileiros centrados em carbono, Pagiola et al. (2012) enfatizam o Programa Carbono Seguro na microbacia do ribeirão dos Macacos, localizada entre os municípios de Lorena e Guaratinguetá, no estado de São Paulo; o Programa do Corredor Ecológico Monte Pascoal Pau Brasil na região da bacia do rio Caraíva e seu entorno, no extremo sul da Bahia; o Projeto de Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade do Noroeste do Mato Grosso; o Sistemas de Créditos de Conservação dos Corredores Ecológicos Chapecó e Timbó, localizados na região oeste e no planalto norte, respectivamente, do estado de Santa Catarina; e o Projeto Piloto de REDD no município de Cotriguaçu, estado do Mato Grosso. O Programa Bolsa Floresta do Estado do Amazonas, o Programa Produtores de Água do Espírito Santo, o Programa Bolsa Verde de Minas Gerais, e o Programa Piloto Mina d Água de São Paulo são programas estaduais de PSA no Brasil (PAGIOLA et. al., 2012). Considerando a quantidade de experiências desenvolvidas e em desenvolvimento no mundo, percebe-se a relevância do uso dos mecanismos de compensações por serviços ambientais como instrumento econômico na gestão e na política ambiental de diversos estados e países, que frisa a implantação de políticas ambientais mistas de comando e controle na tentativa de sanar parte dos problemas e impactos ambientais. No Acre, a Lei Estadual N o 2.308, de 22 de outubro de 2010, cria o Sistema Estadual de Incentivos a Serviços Ambientais do Acre - SISA, o Programa de Incentivos a Serviços Ambientais Carbono do Acre Programa ISA Carbono e demais Programas de Serviços Ambientais e Produtos Ecossistêmicos do Estado do Acre. O SISA inclui princípios e possui uma arquitetura institucional que possibilita ao estado criar elos com mercados emergentes de serviços ambientais (IPAM, 2012). O diferencial do estado do Acre é a sua jurisdição aprovada, pertinente ao SISA, a qual aborda um sistema geral que engloba vários tipos e diversas classes de serviços ambientais, sendo o Programa ISA Carbono, que inclui a possibilidade de projetos e planos de REDD+, o que encontra-se em estágio mais avançado. Outro

8 diferencial do Programa ISA Carbono e do SISA é o processo de implementação das salvaguardas sociais e ambientais de REDD+, que corresponde ao processo de implantação dos padrões sociais e ambientais de REDD+ da Iniciativa Internacional CCBA SISTEMA ESTADUAL DE INCENTIVOS A SERVIÇOS AMBIENTAIS DO ACRE Conforme a lei do SISA, o objetivo deste sistema é fomentar a manutenção e a ampliação da oferta dos seguintes serviços e produtos ecossistêmicos: o sequestro, a conservação, a manutenção e o aumento do estoque e a diminuição do fluxo de carbono; a conservação da beleza cênica natural; a conservação da sociobiodiversidade; a conservação das águas e dos serviços hídricos; a regulação do clima; a valorização cultural e do conhecimento tradicional ecossistêmico; e a conservação do solo. A Lei N o 2.308/2010 cria também o Programa ISA Carbono, que é vinculado à redução de emissões de gases de efeito estufa oriunda de desmatamento e degradação, ao fluxo de carbono, ao manejo florestal sustentável e à conservação, manutenção e aumento dos estoques de carbono florestal (REDD+). Este programa tem como objetivo geral promover a redução progressiva, consistente e de longo prazo das emissões de gases de efeito estufa com vistas ao alcance da meta voluntária estadual de redução de emissões por desmatamento e degradação florestal. IPAM (2012) ressalta que o Programa ISA Carbono está sendo desenhado para promover a redução de emissões baseado em um sistema de compensação que paga pelo desempenho do estado, indo da regulamentação de sistemas Cap-and-Trade entre estados às iniciativas de larga escala com o setor privado. Segundo IPAM (2012): Ao invés de um mercado global de carbono unificado, que parecia ser uma possibilidade real antes de Copenhague, vários tipos de mercados de carbono estão sendo desenvolvidos, sendo o impacto destes mercados, no longo prazo, dependente da compatibilidade e conexão entre eles. Estas conexões estão sendo desenvolvidas em diversos níveis. Um dos mercados mais proeminentes é resultado da política climática da Califórnia. Esta política, denominada AB32, prevê que entidades reguladas possam atingir uma parte de suas reduções de emissões de GEE usando créditos internacionais de carbono, os quais poderiam ser disponibilizados pelo Programa ISA Carbono do Acre.

9 No Brasil, os estados de São Paulo e Rio de Janeiro também têm políticas climáticas que demandam créditos de carbono, os primeiros acordos com Acre foram assinados em início de Outras políticas climáticas, como as da Austrália, Nova Zelândia, Coreia do Sul e China estão criando demanda por créditos de carbono florestal. A demanda por reduções de emissões decorrentes de programas de REDD+ também pode emergir fora dos mercados regulados. Alguns acordos liderados pela Noruega, de pagamento por desempenho, já foram estabelecidos com Brasil (U$1 bilhão para Fundo Amazônia), Indonésia (U$1 bilhão) e Guiana (U$0,25 bilhão). Nestes acordos, o dinheiro é disponibilizado conforme a redução do desmatamento é comprovada (IPAM, 2012). Ainda de acordo com IPAM (2012), o Estado do Acre tem potencial de ser o primeiro a oferecer créditos de REDD+ para estes mercados emergentes pagos por desempenho e para os mercados voluntários de carbono. Algumas das inovações institucionais e estruturas legais necessárias para a criação de um programa jurisdicional de REDD+ já foram feitas. Enfatiza-se também que o Acre é um dos integrantes de um memorando de entendimento com o Estado da Califórnia (assim como Chiapas, no México) para ser um dos primeiros estados a participar no sistema de Cap-and-Trade daquele estado. (IPAM, 2012) REDUÇÃO DAS EMISSÕES DO DESMATAMENTO E DA DEGRADAÇÃO FLORESTAL, DE CONSERVAÇÃO, DE MANEJO FLORESTAL SUSTENTÁVEL E DE AUMENTO DOS ESTOQUES DE CARBONO - REDD+ De acordo com Parker et al. (2009), a ideia básica da Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD) é simples: os países que estão dispostos e em condições de reduzir as emissões por desmatamento deveriam ser recompensados financeiramente por fazê-lo. As abordagens anteriores para conter o desmatamento global até agora não tiveram sucesso e mecanismos de REDD podem oferecer um novo marco referencial para permitir que os países com altos índices de desmatamento rompam esta tendência histórica. Cenamo et al. (2010) comentam que o mecanismo inicialmente chamado de RED passou por processos de construção e inclusão de outras atividades em seu escopo. Em 2005, quando o mecanismo foi proposto, incluía apenas desmatamento (RED), e conforme a inclusão destas outras atividades, a sigla foi modificando-se de tal maneira:

10 - RED, significa Redução de Emissões do Desmatamento; - REDD, significa Redução de Emissões do Desmatamento e Degradação Florestal; - REDD+, significa Redução de Emissões do Desmatamento e Degradação Florestal, o papel da conservação, o manejo florestal sustentável e o aumento dos estoques de carbono. Atualmente, utiliza-se REDD+ para definir qualquer atividade que esteja contemplada dentro do escopo previsto no mecanismo (CENAMO et al., 2010). As ações, iniciativas, projetos e programas de REDD+ devem servir para potencializar as oportunidades e reduzir os riscos existentes, salvaguardando aspectos socioambientais, tais como a garantia do direito dos povos indígenas, populações tradicionais e comunidades locais; a participação dos mesmos no desenho, implantação e avaliação; o consentimento livre, prévio e informado destes atores; os critérios para repartição justa e equitativa de benefícios; a transparência nos processos; e outros SALVAGUARDAS SOCIOAMBIENTAIS PARA MECANISMOS DE REDD+ De acordo com Bonfante et al. (2010), na Conferência das Partes - COP-15 em Copenhagen, em dezembro de 2009, começaram as discussões sobre salvaguardas socioambientais de REDD+. O texto produzido nesta conferência enfatizou a importância de envolvimento de múltiplos atores da sociedade civil na discussão sobre REDD+, destacando que este tema não pode ficar restrito às discussões internacionais, mas precisa ser levado para uma discussão nacional ou subnacional, envolvendo governos, setor privado, sociedade civil e, em especial, povos indígenas e comunidades tradicionais. Bonfante et al. (2010) destacam que as salvaguardas socioambientais brasileiras de REDD+ foram organizadas em princípios e critérios para facilitar a discussão em temáticas específicas e relevantes para REDD+. Um padrão voluntário internacional para salvaguardas socioambientais de REDD+ também está em desenvolvimento por meio de um processo envolvendo diversos atores, o qual é secretariado pela ONG CARE Internacional e pela CCBAEste padrão é denominado Padrões Sociais e Ambientais de REDD+ da Iniciativa Internacional (REDD+ Social and Environmental Standard REDD+ SES, na sigla em inglês) e pretende que seja usado por políticas e programas governamentais nos seus diferentes níveis (MOSS; NUSSBAUM, 2011).

11 3.6. PADRÕES SOCIAIS E AMBIENTAIS DE REDD+ DA INICIATIVA INTERNACIONAL A iniciativa CCBA e CARE reconhece a crescente consciência a respeito da necessidade de salvaguardas socioambientais efetivas, procurando definir e consolidar o apoio para um nível mais elevado de desempenho social e ambiental do Programa ISA Carbono do Acre. É relevante ressaltar a relação entre salvaguardas socioambientais e os padrões sociais e ambientais da Iniciativa Internacional, sendo as salvaguardas equivalentes às diretrizes gerais ou à definição de critérios mínimos a serem identificados, respeitados e reconhecidos em relação a aspectos sociais e ambientais relevantes em iniciativas de REDD+ e/ou em iniciativas de CSA. Já, os padrões vão além da definição de critérios mínimos ao chegar na definição de indicadores e da estratégia de Monitoramento, Relatoria e Verificação MRV, sendo assim, uma ferramenta de avaliação, demonstração e comunicação do desempenho social e ambiental de programas e políticas públicas (RANDO, 2013b). Segundo REDD+ SES (2010): Os padrões sociais e ambientais em questão integram um conjunto de princípios, critérios e indicadores (PCI) e processo de monitoramento, relatoria e verificação (MRV). Estes padrões são uma ferramenta para avaliar, demonstrar e comunicar um processo transparente, inclusivo e equitativo; os benefícios sociais e ambientais; e o respeito aos direitos dos Povos Indígenas e das comunidades locais. Segundo REDD+ SES (2010), nos níveis de princípios e critérios, os padrões são genéricos, ou seja, os mesmos em todos os países. No nível de indicador e da estratégia de Monitoramento, Relatoria e Verificação (MRV), há um processo para interpretação específica para países a fim de desenvolver um conjunto de indicadores adaptados para o contexto particular dos países. Os objetivos da implementação de tais padrões são: ajudar os governos a desenvolver apoio nacional e internacionalmente para seus programas, possibilitando, por exemplo, acesso preferencial a recursos; estimular a melhoria do desempenho social e ambiental de REDD+ e outros programas de carbono florestal em países e estados; desenvolver maior apoio global para uma ação efetiva e equitativa. A primeira versão dos Padrões Sociais e Ambientais de REDD+ é de primeiro de junho de 2010, engloba 8 princípios e 34 critérios, além de propor 98 indicadores (REDD+ SES, 2010).

12 Já, a segunda versão dos Padrões Sociais e Ambientais de REDD+ é de 10 de setembro de 2012, engloba 7 princípios e 28 critérios, e propõe 64 indicadores (REDD+ SES, 2012). Ressalta-se que o princípio 6 desta última versão é pertinente à participação plena e eficaz dos titulares de direitos e atores relevantes em Programas de REDD+, sendo que tal participação está diretamente relacionada com o acesso às informações sobre REDD+, que, por sua vez, pode ser facilitado com a disponibilização e a publicação técnica e/ou científica de artigos, como este. Com o intuito de divulgar e disponibilizar informações a respeito do processo de implementação destes padrões, e compartilhar a avançada e inovadora jurisdição de REDD+ do SISA, no que tange às salvaguardas sociais e ambientais IMPLANTAÇÃO DOS PADRÕES SOCIAIS E AMBIENTAIS DE REDD+ DA INICIATIVA INTERNACIONAL NO SISA No Acre, a implantação ocorre por meio da execução de dois projetos denominados projeto de testes dos padrões sociais e ambientais de REDD+ junto ao Programa ISA Carbono e projeto de institucionalização dos padrões sociais e ambientais de REDD+ no SISA, em execução através da parceria do Governo do Estado do Acre com a CARE Brasil. Observa-se que, baseando-se nas experiências dos países pilotos na implementação destes padrões, ou seja, com as lições aprendidas e recomendações feitas pelas equipes de 5 territórios (Acre-Brasil, Equador, Indonésia, Nepal e Tanzânia) que começaram a testar os padrões mencionados, foi elaborado pela Iniciativa Internacional um guia para implementação destes padrões nos países, estados ou provinciais, o qual define tal implementação em dez etapas. Conforme REDD+ SES (2012), estas etapas são: 1ª) Reuniões e oficinas para conscientização e capacitação; 2ª) Estabelecimento da equipe facilitadora; 3ª) Criação do Comitê Local de Padrões; 4ª) Desenvolvimento de um plano para o processo todo; 5ª) Desenvolvimento das minutas dos indicadores específicos para países; 6ª) Organização de consultas sobre tais indicadores; 7ª) Construção de um plano de monitoramento destes indicadores; 8ª) Desenvolvimento de um relatório preliminar de avaliação do desempenho;

13 9ª) Organização da revisão do relatório preliminar de avaliação do desempenho pelos atores; 10ª) Publicação do relatório de avaliação do desempenho Projeto de Testes dos Padrões Sociais e Ambientais de REDD+ junto ao Programa ISA Carbono Este projeto foi executado no período de julho de 2010 até fevereiro de A equipe de facilitação foi composta inicialmente pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Acre SEMA e pela CARE Brasil e, posteriormente, foi composta pelo IMC e pela CARE Brasil. As principais atividades executadas no projeto de testes dos REDD+ SES junto ao Programa ISA Carbono, por eixo estratégico do projeto e por etapa do guia para implementação dos REDD+ SES, encontram-se abaixo no Quadro 1. Quadro 1 Atividades realizadas durante o projeto de testes dos REDD+ SES junto ao Programa ISA Carbono do Acre Eixo Estratégico do Projeto Estruturação da Equipe de Execução Intercâmbio e Aprendizagem das Iniciativas Formação do Comitê Local de Padrões Desenvolvimento de Indicadores e Estratégias de MRV Etapa do Guia para implementação dos REDD+ SES Governança / Estabelecimento da Equipe Facilitadora Conscientização e Capacitação Governança / Formação do Comitê Local de Padrões Interpretação/ Desenvolvimento de Minutas de Indicadores Avaliação / Preparação de Plano de Atividade Formação da equipe de facilitação Participação na oficina de intercâmbio e aprendizagem nos Estados Unidos Participação na oficina de intercâmbio e aprendizagem no Equador Participação na oficina de intercâmbio e aprendizagem no Acre, Brasil Participação em reunião do coletivo dos 3 Conselhos Estaduais para integração Reuniões setoriais preparatórias para o processo eleitoral da sociedade civil e para o processo de seleção dos órgãos representantes do Governo do Acre na CEVA, que exerce o papel de Comitê Local de Padrões Participação em reunião do coletivo dos 3 Conselhos para eleição dos membros representantes da sociedade civil organizada na CEVA Início do funcionamento da CEVA Proposta preliminar dos indicadores acrianos Proposta de indicadores acrianos separados por normas complementares a serem criadas Classificação dos indicadores acrianos Primeira versão do plano de monitoramento dos indicadores acrianos com verificadores e fontes de verificação

14 Fonte: Rando (2013a) Monitoramento Interpretação / Organização de Consultas sobre Indicadores Segunda versão do plano de monitoramento dos indicadores acrianos com verificadores e fontes de verificação Oficina pré-teste Oficina com produtores rurais e extrativistas Oficina com lideranças indígenas 3 reuniões setoriais preparatórias: sociedade civil organizada dos 3 conselhos estaduais, representantes governamentais no âmbito federal e estadual e representantes governamentais na esfera municipal Relatório parcial referente à consulta pública dos indicadores acrianos Revisão e aprimoramento dos indicadores acrianos, verificadores e fontes de verificação para o plano de monitoramento / 2ª Proposta preliminar dos indicadores acrianos Organização da oficina de discussão e aprovação da 2ª proposta preliminar dos indicadores acrianos com membros da CEVA Quadro 1 Atividades realizadas durante o projeto de testes dos REDD+ SES junto ao Programa ISA Carbono do Acre (conclusão) Eixo Estratégico do Projeto Levantamento de Informações Harmonização dos REDD+ SES com as Salvaguardas Socioambientais Brasileiras Ação Complementar / Desenvolvimento de Indicadores e Estratégia de MRV Fonte: Rando (2013a) Etapa do Guia para implementação dos REDD+ SES Avaliação / Organização da Coleta de Dados Conscientização e Capacitação Interpretação/ Desenvolvimento de Minutas de Indicadores Atividade Levantamento de dados secundários pertinente à coleta de informações sobre o plano de monitoramento Quadro comparativo dos REDD+ SES com as salvaguardas socioambientais brasileiras, organizadas e validadas pela sociedade civil Apoio à organização e realização de 2 oficinas sobre gênero e REDD+, pertencentes à pesquisa-ação desenvolvida no Acre sobre este tema Ressalta-se que a publicação da minuta de indicadores acrianos para o respectivo processo de consulta pública foi feita por meio do Ofício N o 18/2011/GAB/IMC, de 27 de julho de 2011, encaminhado às instituições que integram pelo menos um dos três conselhos estaduais do Acre, às organizações que participaram de alguma forma da consulta pública referente à fase de desenho do SISA e aos atores relevantes interessados no tema, de maneira impressa, por e disponível na Internet, no sítio do Governo do Acre, durante o período oficial da

15 consulta pública em questão, que foi do dia 27 de julho de 2011 até 26 de setembro de Esta minuta foi denominada proposta preliminar dos indicadores acrianos e foi o produto levado ao público durante a execução do projeto de testes dos padrões sociais e ambientais de REDD+ junto ao Programa ISA Carbono do Acre. O ofício citado continha o convite para participação nesta consulta, o roteiro básico para tal participação, o formulário para recebimento de contribuições à proposta de indicadores acrianos, informes gerais sobre o SISA e sobre os padrões sociais e ambientais de REDD+ da Iniciativa Internacional, além da minuta dos indicadores em questão Projeto de Institucionalização dos Padrões Sociais e Ambientais de REDD+ no SISA Tal projeto está em execução desde março de 2012 e encerra-se em junho de A equipe de facilitação continua a cargo do IMC e da CARE Brasil. As principais atividades executadas no projeto de institucionalização dos REDD+ SES no SISA, por eixo estratégico do projeto e por etapa do guia para implementação dos REDD+ SES, encontram-se no Quadro 2 a seguir. Quadro 2 Atividades realizadas durante o projeto de institucionalização dos REDD+ SES no SISA (continua) Eixo Estratégico do Projeto Intercâmbio e Aprendizagem das Iniciativas Fortalecimento Institucional do Departamento de Monitoramento do IMC e da CEVA Etapa do Guia para implementação dos REDD+ SES Conscientização e Capacitação Governança - Funcionamento do Comitê Local de Padrões / Conscientização e Capacitação Atividade Participação na oficina de intercâmbio e aprendizagem na Tanzânia Participação na oficina de intercâmbio e aprendizagem na Guatemala Preparação para participação na oficina de intercâmbio e aprendizagem na Indonésia Organização e realização de oficina de troca de experiências entre Amazonas e Acre Organização e realização de oficina para planejamento estratégico do Departamento de Monitoramento do IMC Organização e realização de oficina para planejamento operacional da CEVA Evento de apreciação e recebimento de recomendações da CEVA aos indicadores acrianos, verificadores e fontes de verificação do plano de monitoramento, no primeiro semestre de 2012 Participação em reunião do coletivo dos 3 Conselhos para apresentação destes indicadores, verificadores e fontes de verificação Apoio à organização e realização das reuniões ordinárias

16 Aplicação dos REDD+ SES nos Projetos do SISA Fonte: Rando (2013a) Governança, Interpretação, Avaliação, Conscientização e Capacitação e extraordinárias da CEVA em 2012 e 2013 Revisão dos indicadores acrianos, verificadores e fontes de verificação, e construção do plano de monitoramento completo, sendo tais indicadores e plano, validados em reunião com a CEVA, em março de 2013 Termo de Cooperação CARE/IMAFLORA/IMC Encontro de planejamento desta cooperação, envolvendo a Secretaria Executiva e a Coordenação da CEVA Reunião com CEVA para recebimento de contribuições e validação da proposta da metodologia e dos fluxos de monitoramento para o manual de monitoramento das salvaguardas sociais e ambientais do SISA 8 reuniões para organização da oficina de apresentação e revisão do manual mencionado e realização da mesma Elaboração de documento para verificação do cumprimento dos REDD+ SES no desenho do Documento de Concepção do Projeto Purus Reunião com a CEVA para recebimento de recomendações e aprovação deste documento Construção do manual citado, com fluxo de monitoramento específico para projetos (Cooperação CARE/IMAFLORA/IMC) Proposta de temas para normas complementares Quadro 2 Atividades realizadas durante o projeto de institucionalização dos REDD+ SES no SISA (conclusão) Eixo Estratégico do Projeto Comunicação do Desenho e da Funcionalidade do Departamento de Monitoramento do IMC e da CEVA Fonte: Rando (2013a) Etapa do Guia para implementação dos REDD+ SES Governança, Interpretação, Avaliação, Conscientização e Capacitação Atividade Construção do manual para monitoramento das salvaguardas sociais e ambientais do SISA com fluxo de monitoramento específico para os programas e a política (Cooperação CARE/IMAFLORA/IMC), a ser utilizado pelo Departamento de Monitoramento do IMC e pela CEVA no processo de validação de tal monitoramento 8 reuniões para organização do seminário de apresentação das ações e resultados da CEVA em 2011 e 2012 e realização do seminário em questão Construção do folder da CEVA com impressão de exemplares a serem divulgados Lançamento do folder da CEVA durante o seminário de apresentação das ações e dos resultados da CEVA em 2011 e 2012 Na sequência, apresenta-se um resumo do processo participativo de construção e validação dos indicadores acrianos e do respectivo plano de monitoramento, referentes aos padrões sociais e ambientais de REDD+, em implementação no SISA.

17 Figura 1 Fluxograma do processo participativo de construção e validação dos indicadores acrianos e do plano de monitoramento Fonte: Manual de monitoramento das salvaguardas socioambientais de REDD+ no SISA, Acre, Brasil (em fase de elaboração)

18 Destaca-se que neste projeto de institucionalização dos padrões sociais e ambientais de REDD+ no SISA, a publicação prevista é a do manual para monitoramento das salvaguardas sociais e ambientais do SISA, tanto no âmbito do SISA quanto dos projetos do SISA, a qual deve se concretizar em meados de julho de 2013, com disponibilidade de acesso nos sítios do Governo do Estado do Acre, da CARE Brasil e do IMAFLORA. 4. RESULTADOS ESPERADOS Considerando as dez etapas previstas no guia para implementação dos padrões sociais e ambientais da Iniciativa Internacional nos países, enfatiza-se que a sexta etapa exige a publicação da minuta dos indicadores e a publicação dos indicadores aprovados e validados pelo Comitê Local de Padrões, que, no caso do Acre, é a Comissão Estadual de Verificação e Avaliação - CEVA. As etapas 8, 9 e 10 exigem a publicação do relatório preliminar de avaliação do desempenho social e ambiental, da revisão do relatório com comentários respondidos e da publicação do relatório final deste desempenho, respectivamente. Observa-se que as sete primeiras etapas estão em fase de conclusão no Acre, faltando apenas a diagramação e publicação do manual para monitoramento das salvaguardas sociais e ambientais do SISA, tanto no âmbito dos programas e da política quanto na esfera dos projetos do SISA, o qual inclui o plano de monitoramento dos indicadores acrianos, aprovado e validado pela CEVA. A publicação de tal manual está prevista para meados de julho de Assim, as publicações relativas aos dois projetos de implementação destes padrões na política em questão resumem-se ao Ofício N o 18/2011/GAB/IMC, que inclui a publicação da minuta dos indicadores acrianos ou proposta preliminar dos indicadores acrianos, e a publicação do manual mencionado para meados de julho de 2013, conforme já enunciado. Mesmo com o encerramento dos dois projetos, ficam faltando as etapas 8, 9 e 10 para cumprimento e seguimento deste guia de implementação, que, como exposto acima, envolvem mais publicações. É relevante o fato de que, após a publicação da minuta dos indicadores acrianos, as discussões, aprimoramento, aprovação e validação destes indicadores e do seu respectivo plano de monitoramento ocorreu junto à CEVA, ao coletivo dos 3 Conselhos Estaduais e ao Grupo de Trabalho Interinstitucional Indígena GT Indígena, que integra oficialmente a CEVA desde 16 de outubro de 2012, conforme Resolução N o 01/2012 da CEVA.

19 O fluxograma 1 já apresentado anteriormente explicita bem como foi o processo participativo de construção e validação dos indicadores acrianos e seu plano de monitoramento. 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS A elaboração deste artigo atende ao objetivo geral de socializar ao público uma sistematização pertinente ao processo de implantação dos padrões sociais e ambientais de REDD+ no Acre, no SISA, antes mesmo da publicação do manual para monitoramento das salvaguardas desta política pública de incentivos a serviços ambientais. Durante a execução dos projetos de testes e de institucionalização de tais padrões no SISA, mesmo com publicações feitas, o acesso às informações foi facilitado aos diversos segmentos e setores da sociedade acriana, por meio da CEVA e do coletivo dos 3 Conselhos Estaduais. Ao relatar a experiência em pauta, tal artigo atende ao objetivo específico de socializar a avançada e inovadora jurisdição de REDD+ do SISA, no que tange às salvaguardas sociais e ambientais. 6. REFERÊNCIAS ACRE (Estado). Lei N o 2.308, de 22 de outubro de 2010, que cria o Sistema Estadual de Incentivos a Serviços Ambientais - SISA, o Programa de Incentivos por Serviços Ambientais - ISA Carbono e demais Programas de Serviços Ambientais e Produtos Ecossistêmicos do Estado do Acre. Diário Oficial do Estado do Acre, de 05 de novembro de BONFANTE, T. M.; VOIVODIC, M.; FILHO, L. M. Desenvolvendo Salvaguardas Socioambientais de REDD+: um guia para processos de construção coletiva. Piracicaba, SP: Imaflora, p. BORN, R. H.; TALOCCHI, S. Proteção do capital social e ecológico: por meio de compensações por serviços ambientais (CSA). São Paulo: Peirópolis; São Lourenço da Serra, SP: Vitae Civilis, p CENAMO; M. C.; PAVAN, M. N.; BARROS, A. C.; CARVALHO, F. Guia sobre projetos de REDD+ na América Latina. Manaus, Brasil, p. GTA; CNS; COIAB. Redd saiba mais. Brasília, GUEDES, F. B.; SEEHUSEN, S. E. (org.). Pagamentos por serviços ambientais na mata atlântica: lições aprendidas e desafios. Brasília: MMA, p

20 HERCOWITZ, M.; MATTOS, L.; SOUZA, R. P. de. Estudos de casos sobre serviços ambientais. In.. NOVION, H. de.; VALLE, R. do. É pagando que se preserva?: subsídios para políticas públicas de compensação por serviços ambientais (orgs.). São Paulo; Instituto Socioambiental, p IMC; CARE BRASIL; IMAFLORA. Manual de monitoramento das salvaguardas sociaombientais de REDD+ no SISA, Acre, Brasil (em fase de elaboração), IPAM. Rumo ao REDD+ jurisdicional: pesquisa, análises e recomendações ao Programa de Incentivos aos Serviços ambientais do Acre (ISA Carbono). Brasília, DF, p. LUSTOSA, M. C. J.; CÁNEPA, E. M.; YOUNG, C. E. F. Política Ambiental. In..MAY; P. H.; LUSTOSA, M. C.; VINHA, V. da. Economia do meio ambiente. Rio de Janeiro: Elsevier 2003, p MOSS, N.; NUSSBAUM, R. A review of three REDD+ safeguard initiatives. Forest Carbon Partnership Facility and UN-REDD Programme p. ORTIZ, R. A. Valoração econômica ambiental. In..MAY; P. H.; LUSTOSA, M. C.; VINHA, V. da. Economia do meio ambiente. Rio de Janeiro: Elsevier 2003, p PAGIOLA, S.; GLEHN, H. C. V.; TAFARELLO, D. (org.). Experiências de pagamentos por serviços ambientais no Brasil. São Paulo: SMA/CBRN, p. PARKER, C.; MITCHELL, A.; TRIVEDI, M.; MARDAS, N. O pequeno livro do REDD+: um guia de propostas governamentais e não-governamentais para a redução de emissões por desmatamento e degradação. Global Canopy Foundation, p. RANDO, A. S. Padrões sociais e ambientais de REDD+ no SISA: ações e resultados. In.. Oficina de apresentação e revisão do manual para monitoramento das salvaguardas sociais e ambientais do SISA. Rio Branco, Acre, RANDO, A. S. Salvaguardas socioambientais no SISA: CEVA como comitê local de padrões. In.. Seminário de apresentação das ações e resultados da CEVA em 2011 e Rio Branco, Acre, REDD+ SES. Social and Environmental Standards. Padrões Sociais e Ambientais para REDD+. Versão 1 de padrões para REDD+, Disponível em: <www.reddstandards.org>. Acesso em: outubro de REDD+ SES. Social and Environmental Standards. Padrões Sociais e Ambientais para REDD+. Versão 2 de padrões para REDD+, Disponível em: <www.reddstandards.org>. Acesso em: janeiro de SANTAY, S. C. Experiencias en compensación por servicios ambientales en América Latina (PSA o REDD+): descripción de casos relevantes. Forest Trends, p.

21 SANTOS, M. R. M. O princípio poluidor-pagador e a gestão de recursos hídricos: a experiência europeia e brasileira. In..MAY; P. H.; LUSTOSA, M. C.; VINHA, V. da. Economia do meio ambiente. Rio de Janeiro: Elsevier 2003, p WUNDER, S.; BÖRNER, J.; TITO, M. R., PEREIRA, L. Pagamentos por serviços ambientais: perspectivas para a Amazônia Legal. Brasília: MMA, p. (Série Estudos, 10).

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