SOCIEDADE DE EDUCAÇÃO DO VALE DO IPOJUCA FACULDADE DO VALE DO IPOJUCA FAVIP COORDENAÇÃO DE ARQUITETURA E URBANISMO CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO

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1 0 SOCIEDADE DE EDUCAÇÃO DO VALE DO IPOJUCA FACULDADE DO VALE DO IPOJUCA FAVIP COORDENAÇÃO DE ARQUITETURA E URBANISMO CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO Yoran Anne da Silva Ramalho Calado ANTEPROJETO PARA UM COMPLEXO DE LAZER EM SANHARÓ/PE CARUARU 2012

2 1 YORAN ANNE DA SILVA RAMALHO CALADO ANTEPROJETO PARA UM COMPLEXO DE LAZER EM SANHARÓ/PE Trabalho de conclusão de curso apresentado à Faculdade do Vale do Ipojuca, como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Arquitetura e Urbanismo. Área de atuação: Projeto Arquitetônico Orientador: Professor Fernando Medeiros. CARUARU 2012

3 2 Catalogação na fonte - Biblioteca da Faculdade do Vale do Ipojuca, Caruaru/PE C141a Calado, Yoran Anne da Silva Ramalho. Anteprojeto para um Complexo de Lazer em Sanharó-PE. / Yoran Anne da Silva Ramalho Calado. 89 f.: il. Orientador(a) : Fernando Luiz Nascimento M. da Silva. Trabalho de Conclusão de Curso (Arquitetura e Urbanismo) -- Faculdade do Vale do Ipojuca. Inclui apêndice 1. Espaços de lazer. 2. Lazer. 3. Hospedagem. I. Calado, Yoran Anne da Silva Ramalho. II. Título. CDU 72 [13.1] Ficha catalográfica elaborada pelo bibliotecário: Jadinilson Afonso CRB-4/1367

4 3 YORAN ANNE DA SILVA RAMALHO CALADO ANTEPROJETO PARA UM COMPLEXO DE LAZER EM SANHARÓ/PE Trabalho de conclusão de curso apresentado à Faculdade do Vale do Ipojuca, como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Arquitetura e Urbanismo. Orientador: Professor Fernando Medeiros. Aprovado em: 04/12/2012. Avaliador Interno - Alexandre Sávio Pereira Ramos Avaliador Interno - Gustavo Magalhães Silva Miranda Avaliador Externo - Paulo Campos Siqueira Orientador - Fernando Luiz Nascimento Medeiros das Silva CARUARU 2012

5 4 Dedico o trabalho aos meus familiares, à Mãe Mariquinha (in memoriam) e sobretudo aos meu pais pela educação e amor que recebi.

6 5 AGRADECIMENTO Agradeço ao Criador pela oportunidade concedida, e por me fazer alcançar os meus objetivos de vida. Aos meus pais Magel Ramalho e Lucila Ramalho, que sempre depositaram em mim confiança, respeito e dedicação para sempre olhar pra frente e nunca desistir dos meus sonhos. Agradeço às minhas avós e a toda minha família, pelas orações, compreensão e afeto. Agradeço aos amigos que conheci ao longo desses anos de faculdade, à ajuda que recebida em especial de Williams Victor e Hellen Barros, ao companheirismo das minhas amigas e amigos do curso, que após a realização do trabalho de graduação nossa amizade veio a solidificar-se ainda mais, sendo estes considerados parte da minha família. Aos meus primeiros professores agradeço pela excelente educação, esta que fez de mim uma pessoa ávida por conhecimento e melhoria de vida. Agradeço ainda aos meus professores acadêmicos, em especial à Andreza Procoro, onde desde sua primeira aula despertou em mim a paixão que tenho pela Arquitetura, ao meu orientador Fernando Medeiros, pela confiança que em mim depositou ao longo do desenvolvimento do trabalho, que soube aconselhar e conduzir sua orientação como um pai. Agradeço também a todo o corpo docente de Arquitetura e Urbanismo da FAVIP, pois através deles aprendi introdutoriamente as várias áreas que compõem a Arquitetura e Urbanismo, não só para o desenvolvimento do trabalho, mas para toda a minha carreira profissional.

7 6 Quando uma forma cria beleza tem na beleza sua própria justificativa. (Oscar Niemeyer)

8 7 RESUMO O presente trabalho propõe um espaço arquitetônico de caráter privado destinado ao lazer na cidade de Sanharó, Pernambuco. A implantação do equipamento urbano na cidade é de fundamental importância devido ao futuro promissor que tal espaço incide, devido à disseminação da temática desde o início do século passado. O tema foi escolhido, especialmente pela problemática da falta de equipamentos urbanos compatíveis com as necessidades usuais da população. Deste modo, o trabalho apresenta estudos relativos aos espaços de lazer e sua configuração arquitetônica, referenciados à ótica literária que serve de embasamento para formulação do planejamento do objeto proposto, sendo este um anteprojeto para um complexo de lazer, levando em consideração as particularidades provenientes de cada concepção projetual. Palavras-chave: Espaços de lazer, lazer, hospedagem.

9 8 ABSTRACT This paper proposes an architectural space of a private nature for leisure in the city of Sanharó, Pernambuco. The implementation of urban infrastructure in the city is of paramount importance due to the promising future that such space concerns due to the spread of the theme from the beginning of the last century. The theme was chosen, especially the problem of lack of urban facilities consistent with the needs of the usual population. Thus, the paper presents studies relating to leisure and its architectural configuration, referenced to the optical literature that serves as basis for the planning design of the proposed object, which is a blueprint for a leisure complex, taking into account the particularities from each design projetual. Keywords: Spaces of leisure, recreation, accommodation.

10 9 LISTA DE FIGURAS Figura 1- Foto aérea Sanharó e mapeamento dos espaços de lazer Figura 2- Resort Atlantis Paradise Figura 3- Entrada do parque Beto Carrero World Figura 4- Parque aquático Beach Park Figura 5- Mapa de implantação Terra de Santa Fé Figura 6- Apartamentos da pousada Figura 7- Lobby da pousada Figura 8- Infraestrutura para eventos Figura 9- Vista paisagismo Terra de Santa Fé Figura 10- Implantação ilustrativa do complexo Figura 11- Vista piscina Parque Aquático I Figura 12- Vista tobogãs Parque Aquático I Figura 13- Setorização dos parques aquáticos Figura 14- Vista superior da pousada e auditório Figura 15- Parque Aquático II Figura 16- Área VIP e vista das cascatas e do palco Figura 17- Implantação da Mini fazenda e Parque de aventuras Figura 18- Infraestrutura da Mini fazenda Figura 19- Implantação ilustrativa Beach Park Figura 20- Vista aérea do complexo Figura 21- Vista setor de hospedagem Suítes Resort Figura 22- Vista Beach Park Praia Figura 23-Vista Parque Aquático Figura 24- Vista área de lazer do Acqua Resort Figura 25- Wellness Resort e túnel de acesso ao parque Figura 26- Esquema de localização do sítio Figura 27- Delimitação urbana Sanharó Figura 28- Vista do terreno para entrada da cidade Figura 29- Terreno proposto Figura 30- Faixa non aedificandi da rodovia no terreno Figura 31- Curso d água próximo ao terreno... 54

11 10 Figura 32- Paisagem panorâmica frontal do terreno Figura 33- Testada frontal com topografia plana Figura 34- Vista dos lagos Figura 35- Representação das zonas de ventilação e insolação Figura 36- Perfil da rodovia com a face do terreno Figura 37- Símbolo internacional de acessibilidade Figura 38- Esquema gráfico Organofluxograma Figura 39- Implantação geral Figura 40- Partido Arquitetônico Figura 41- Perspectiva Bloco de Entrada, Administração e Serviço Figura 42- Corte Longitudinal Auditório Figura 43- Perspectiva Auditório Figura 44- Perspectiva Salão de Eventos Figura 45- Planta baixa Restaurante Figura 46- Perspectiva Restaurante Figura 47- Perspectiva Pousada Figura 48- Perspectivas Bangalôs tipo A e B Figura 49- Perspectiva Bloco de Lazer Figura 50- Perspectiva geral Complexo de Lazer... 81

12 11 LISTA DE QUADROS Quadro 1- Síntese entre Resorts e Complexos de lazer Quadro 2- Análise de potencialidades e problemáticas dos estudos de caso Quadro 3- Quadro de potencialidades do terreno proposto Quadro 4- Síntese Código de obras Quadro 5- Síntese da Regulamentação da EMBRATUR Quadro 6- Síntese Normas NBR Quadro 7- Síntese das normas do COSCIP Quadro 8- Programa e Dimensionamento Quadro 9- Apresentação Gráfica Anteprojeto Arquitetônico... 82

13 12 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ABNT- Associação Brasileira de Normas Técnicas COSCIP- Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico para o Estado de Pernambuco CE- Ceará EMBRATUR- Instituto Brasileiro de Turismo EPP- Etapa Pré-Projetual FAVIP- Faculdade do Vale do Ipojuca IBGE- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística MR- Módulo de Referência para cadeirante NBR- Norma Brasileira PE- Pernambuco RDC- Resolução de Diretoria Colegiada SP- São Paulo TCC- Trabalho de Conclusão de Curso TG1- Trabalho de Graduação 1 TG2- Trabalho de Graduação 2 UH- Unidade Habitacional VIP- Very Important Person - Trad. Pessoa Muito Importante ZAM- Zona de Atividades Múltiplas

14 13 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO OBJETO DE ESTUDO JUSTIFICATIVA OBJETIVOS PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS REFERENCIAL TEÓRICO DEFINIÇÃO DOS TERMOS ESPAÇOS DE LAZER COMPLEXOS DE LAZER ESTUDOS DE CASO Estudo 01: Terra de Santa Fé, Bezerros/PE Estudo 02: Magic City, Suzano/SP Estudo 03: Beach Park, Porto das Dunas/CE Análise comparativa dos estudos de caso Diretrizes adotadas ETAPAS PRÉ-PROJETUAIS EPP ANÁLISE 01: ESTUDO DO CONTEXTO URBANO ANÁLISE 02: ESTUDO DO TERRENO ANÁLISE 03: CONDICIONANTES FÍSICOS E AMBIENTAIS ANÁLISE 04: CONDICIONANTES LEGAIS Código de Obras Municipal Normas e regulamentações da EMBRATUR Norma ABNT NBR Código de Segurança contra Incêndio e Pânico - COSCIP PROGRAMA E DIMENSIONAMENTO ORGANOFLUXOGRAMA ANTEPROJETO ARQUITETÔNICO MEMORIAL JUSTIFICATIVO APRESENTAÇÃO GRÁFICA CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS... 85

15 14 1. INTRODUÇÃO O lazer está diretamente relacionado com a qualidade de vida das pessoas e exerce significativa influência em sua formação, dessa maneira, cada vez mais recebe maior destaque. No espaço urbano o lazer pode ser usufruído em praças e parques coletivos, que geralmente são construídos pelo poder público. Nessa temática de espaços de lazer, os equipamentos mais relevantes são aqueles oferecidos por espaços privados, a exemplo: teatros, cinemas, clubes aquáticos, dentre outros de diversas naturezas. Impulsionado por sua importância e destaque para a sociedade, o presente trabalho vem propor uma alternativa de lazer, através de um complexo de caráter privado que irá reunir hospedagem e espaços recreativos em um único local. Para isso busca-se na literatura o esclarecimento sobre o lazer e sua configuração nos lugares edificados, de forma a compreender a dinâmica do funcionamento de tais espaços. O trabalho foi elaborado com o propósito de planejar arquitetonicamente um equipamento urbano destinado ao lazer dentro dos critérios estabelecidos pelos condicionantes legais, com a finalidade de concentração de áreas e edificações de múltiplos usos no mesmo local. Os fatores que impulsionaram a escolha do tema foram os fatores sociais contidos não somente na Constituição Federal, mas em diversos documentos oficiais e as necessidades físicas de usufruir o tempo livre para renovação dos desgastes causados pelo trabalho e situações do dia-a-dia. Para isso o trabalho busca referências físicas e literais contidas na análise dos estudos de caso e revisão da literatura. O desenvolvimento trabalho é composto por quatro partes, sendo cada uma delas disposta em um capítulo. Assim, a primeira parte pontua a problemática que principiou a escolha do tema e sua justificativa, apresenta os objetivos que se buscam alcançar ao final e ao decorrer do planejamento do projeto, descreve a forma que o trabalho foi elaborado, introduzindo ao leitor um breve conhecimento sobre a cidade proposta, evidenciando sua potencialidade para recebimento do empreendimento.

16 15 A segunda parte consiste no referencial teórico, atentando o esclarecimento do tema através de definições literárias, de modo a explanar os termos agregados, e descrever a arquitetura sobre complexos de lazer. Foram analisados estudos de casos relacionados à proposta do trabalho, como exposição da reflexão edificada sob a ótica teórica que possibilita embasamento crítico para o anteprojeto proposto. A terceira parte resulta na prática inicial dos conceitos contidos na revisão da literatura, através de etapas pré-projetuais, com análises do terreno, o seu entorno, os condicionantes físico-ambientais e legais, oferecendo então, subsídio para elaboração do programa de necessidades e dimensionamento do anteprojeto, objeto desta pesquisa, os quais foram elaborados a partir do comparativo analítico entre estudos de caso, referenciados à literatura. A quarta e última parte aborda o produto alcançado expresso através do planejamento do complexo de lazer e justificativa das escolhas construtivas e postura projetual adquirida ao longo das etapas projetuais. O presente trabalho não tem como intenção a pesquisa aprofundada de forma a exaurir o tema, mas sim obter o embasamento teórico e espacial necessário que contribua para o planejamento arquitetônico de um complexo de lazer.

17 16 2. OBJETO DE ESTUDO O referido capítulo reúne medidas sobre o conhecimento da problemática que permeia e embasa a escolha do tema, evidenciando a potencialidade que o equipamento incide sobre a implantação do empreendimento na cidade proposta. Em seguida, apresenta objetivos que foram delimitados que auxiliam para o alcance no decorrer e ao final do planejamento arquitetônico da edificação. Já por fim, a metodologia descreve a forma e o procedimento o qual o projeto de pesquisa e o projeto arquitetônico foram elaborados, consistindo na pesquisa por fonte bibliográfica, leitura da normatização fixada para este tipo de equipamento urbano, escolha e análises do terreno e seu contexto JUSTIFICATIVA O lazer e o turismo são fenômenos os quais a cada dia ocupam maior importância na economia e principalmente no dia-a-dia da vida moderna. As empresas dedicadas ao turismo e à hotelaria cada vez mais vêm investindo em áreas, destinadas ao entretenimento e ao lazer, sejam elas nos centros urbanos ou nos locais mais distantes que apresentem potencial turístico. O lazer é previsto na Constituição Federal do Brasil como um direito social individual e coletivo para qualquer cidadão (Art. 6º, 7º, 217 e 227) o mesmo é equiparado aos direitos sociais de saúde, educação, trabalho, segurança, proteção à infância, dentre outros direitos sociais. Sendo de responsabilidade da família, da sociedade e do Estado assegurar o indivíduo a esses direitos (BRASIL, 1988). Em Pernambuco o setor de empreendimentos hoteleiros vinculados ao lazer vem se tornando crescente. Contudo, no Agreste pernambucano ainda são poucos os espaços voltados a essa temática, principalmente no que diz respeito a áreas de grande porte e variedade de equipamentos, restando apenas alternativas à população de usufruir seu tempo livre em espaços livres públicos, ou quando necessário, programar viagens para outras cidades.

18 17 São muitas as cidades que não dispõem de equipamentos de lazer ou, quando dispõem, é em número insuficiente. A maioria dos equipamentos localiza-se dispersa pelo núcleo urbano, onde a principal problemática é a falta de concentração de diversas atividades reunidas em um conjunto único de equipamentos de lazer privados, que ofereça boa qualidade, como é o caso da cidade de Sanharó/PE, onde essa mesma fragilidade estende-se também pela região. A partir da problemática apontada, a proposta consiste no planejamento arquitetônico de um complexo de lazer, através de uma edificação destinada à recreação e hospedagem localizada na cidade de Sanharó, recorte geográfico do tema proposto. A cidade está inserida em uma área de constante tráfego de veículos, sendo cortada pela rodovia brasileira BR 232, distando 201 km da capital pernambucana, Recife. A cidade foi escolhida, sobretudo por estar em uma área de fácil acesso a usuários da região, assim poderá atrair pessoas das cidades circunvizinhas. Na cidade de Sanharó os equipamentos destinados ao lazer estão em locais pontuais, ou seja, não se encontram numa área específica de concentração de lazer, ficando distribuídos por toda cidade, não se encontrando concentrados numa área com potencial para esse tipo de uso. Os equipamentos de lazer oferecidos pelo poder público para uso comum da população encontrados na cidade são: a Academia das Cidades, que população utiliza para promover bem estar físico através de caminhadas e exercícios físicos ao ar livre; Ginásio Municipal Poliesportivo, usado para prática de esportes pelas escolas e a simbólica Praça Governador Miguel Arraes, localizada na entrada da cidade, conta através de esculturas a história e características da cidade, cuja população utiliza para realização de caminhadas ao ar livre. As edificações e equipamentos de lazer de caráter privado, com uso comum pela população na cidade são: o Clube Lítero Recreativo de Sanharó, onde são realizados os eventos privados e bailes municipais; o Campo de futebol do Grêmio; a Associação dos produtores de laticínios de Sanharó que possui o clube privativo intitulado de SPARK Clube, o qual comporta a importante feira anual do leite com exposições e festividades; Clube Piscina Elshaday, onde além de piscinas e bar, possui área para pequenos shows, sendo por vezes utilizado para festas privadas.

19 18 A Figura 1 apresenta a configuração espacial do núcleo urbano do município, em que a consolidação pela população veio a se localizar próximo da rodovia. A imagem pontua ainda a totalidade dos equipamentos de lazer existentes e sua disposição na cidade. A figura apresenta por fim a localização do terreno proposto para implantação do empreendimento. Figura 1- Foto aérea Sanharó e mapeamento dos espaços de lazer TERRENO BR 232 BELO JARDIM 1 PESQUEIRA LEGENDA: 1- PRAÇA GOVERNADOR MIGUEL ARRAES 2- CLUBE LÍTERO RECREATIVO DE SANHARÓ 3- ACADEMIA DAS CIDADES 4- CAMPO DO GRÊMIO 5- GINÁSIO POLIESPORTIVO 6- CLUBE PISCINA 7- SPARK CLUBE EQUIPAMENTOS DE LAZER EXISTENTES TERRENO PROPOSTO CENTRO URBANO RODOVIA BR 232 Fonte: Estúdio Davi Fotos, editado pela autora, 2012.

20 19 O tema foi escolhido, sobretudo, com a intenção de explorar uma opção de lazer para a cidade e que possa ser usufruída também pelas cidades circunvizinhas, sendo proposto um anteprojeto de um complexo de lazer, cujo objetivo consiste em diversificar os serviços privados de recreação na região. Portanto, este complexo traz como proposta essencial à concentração de diversificadas atividades em um só local, desde as de recreação às esportivas.

21 OBJETIVOS Objetivo geral Elaborar um anteprojeto arquitetônico para um Complexo de lazer na cidade de Sanharó-PE. Objetivos específicos: - Obter edificações destinadas exclusivamente ao lazer, hospedagem e a recreação; - Planejar um bloco de hospedagem, onde as unidades habitacionais serão subdividas em categorias, de forma a atender distintas necessidades usuais de acessibilidade e classe econômica; - Propor diferentes equipamentos de lazer adequados às distintas necessidades de faixa etária; - Conceber traçados paisagísticos para trilhas e caminhadas percorrendo os bosques e áreas livres.

22 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS Os procedimentos metodológicos revelam o que será realizado para se obter o produto final desejado, quais tipos de documentação foram utilizados e principalmente como se realizou todo o processo. Quanto ao tipo dos procedimentos, a pesquisa será exploratória, que tratam de determinados problemas de pesquisa de forma quase pioneira (BERTUCCI, 2009, p. 48). Quanto à técnica dos procedimentos, foram realizados estudos de casos e pesquisa documental. Estudo através da literatura sobre o planejamento e implantação de espaços de lazer e recreação, bem como seus equipamentos instalados: hospedagem, restaurante e espaços de convivência, a fim de estabelecer uma concepção projetual o mais próximo possível dos parâmetros ideais de zoneamento para elaboração de um complexo de lazer; Pesquisa na Biblioteca Pública sobre o histórico do município; Estudo e absorção das melhores soluções projetuais, a partir de estudos de caso compatíveis com a proposta do complexo de lazer, assim como sua localização, a disposição dos setores no terreno, os condicionantes, o clima, os materiais, as técnicas construtivas aplicadas e sua singularidade atrativa; Visita in loco dos espaços de convívio hospedagem no Hotel Fazenda Portal de Gravatá em Pernambuco. Pesquisa em periódicos, documentos oficiais e fontes eletrônicas a fim de obter conhecimentos técnicos, soluções espaciais e materiais para serem empregados no desenvolvimento projetual; Obtenção do levantamento do terreno através de pesquisa aos órgãos municipais e com os proprietários das porções territoriais; Realização do mapeamento e quantificação dos equipamentos de lazer existentes na cidade, sendo demonstrado através de imagem ilustrativa. Pesquisa na legislação vigente da cidade na Prefeitura Municipal, para implantação de complexo de lazer;

23 22 Elaboração de análises dos condicionantes físico e ambiental, a partir dos estudos do terreno e do seu entorno. Pontuar as potencialidades e as fragilidades do terreno e o macro zoneamento; Elaboração de quadros síntese, para melhor compreensão dos dados obtidos a partir dos estudos de casos e condicionantes legais. Concretização do anteprojeto arquitetônico, através do subsídio das etapas descritas anteriormente. A união desses procedimentos metodológicos, a partir de revisões bibliográficas, estudos de caso e análise do terreno, resulta no suporte para início do planejamento de um complexo de lazer, que esteja de acordo com as diretrizes propostas pelos órgãos municipais, estatuais e nacionais; normas e regulamentações da EMBRATUR para a área de hospedagem e as normas técnicas da ABNT para os demais ambientes e representação gráfica.

24 23 3. REFERENCIAL TEÓRICO Atualmente, observamos o constante desenvolvimento do lazer, vemos grandes complexos e cidades de lazer. Mas qual é seu significado, como surgiram e qual sua importância para a sociedade? Por se tratar de um tema contemporâneo, a bibliografia sobre complexos de lazer é bastante reduzida. Portanto, o presente capítulo abordará o esclarecimento geral e definições sobre o lazer, seu surgimento e sua importância para o indivíduo na sociedade. Em seguida serão realizados recortes sobre os espaços edificados de lazer, após as informações obtidas sobre os espaços edificados de forma a obter a contextualização específica sobre estes complexos DEFINIÇÃO DOS TERMOS Para escrever sobre os complexos de lazer, faz-se necessário para melhor compreensão do tema, o esclarecimento dos dois termos: Complexo e Lazer. Para isso, buscou-se o entendimento através de seus significados encontrados no dicionário Michaelis, referenciados à literatura. A palavra complexo, segundo o dicionário Michaelis, deriva do latim complexu, que significa a abrangência de muitos elementos ou partes, ação de abranger. Conjunto de coisas, fatos ou circunstâncias que entre si têm qualquer ligação. Seu sinônimo é a palavra, multíplice do latim multiplice, significa o que não é único, copioso. Que se manifesta de vários modos, variado, complexo. Trazendo o significado à arquitetura, os complexos são espaços de grande escala ou porções territoriais, que concentram um determinado número de atividades ou circunstâncias voltadas a uma temática específica. Como por exemplo: complexos industriais, complexos culturais, complexos regionais, dentre outros complexos. A expressão lazer deriva do latim, licere, que significa ócio, vagar. O Ócio do latim otiu, por sua vez significa descanso, repouso, preguiça, sossego (GUERRA, 2004). Onde as definições de todos esses termos resultam na liberdade de não fazer

25 24 coisa alguma. O lazer consiste em ações desenvolvidas durante o tempo livre (RODRIGUES 1988) apud (SILVA, 2005). O termo lazer vem sendo frequentemente utilizado no cotidiano e através da mídia. Ao adentrar-se no universo das definições, surge o significado do sociólogo francês Dumazedier (1976), que o define como: (...) Um conjunto de ocupações às quais o indivíduo pode entregar-se de livre vontade, seja para repousar, seja para divertir-se, recrear-se ou ainda para desenvolver a sua formação ou informação desinteressada, sua participação social voluntária ou sua livre capacidade criadora, após liberar-se ou desembaraçar-se das obrigações profissionais, familiares e sociais. (p. 34) Essa definição é a mais comumente encontrada e utilizada, foi escrita há mais de 30 anos, e mesmo após esse tempo, esclarece de forma objetiva a definição do lazer como algo praticado de forma espontânea, utilizando-se do tempo livre, através da realização de atividades que geram prazer ao serem praticadas. O lazer tornou-se uma palavra da moda e o seu uso corrente, normalmente designa pacotes de turismo ou atividades rotineiras, como: passeios, leitura, assistir televisão, entre outras práticas usufruídas no tempo livre. Muitas vezes o lazer confunde-se com a questão econômica (GUERRA, 2004). É comum as pessoas associarem ao termo um pensamento supérfluo ou banal como define Dumazedier (1979, p.19), pois muitos acreditam que só pode usufruí-lo, quando possui dinheiro. Dirigindo-se às raízes do significado do termo, conclui-se que o lazer está incorporado às atividades que despertem prazer, nos momentos de ócio 1, mas que não necessariamente estão relacionados diretamente com a questão financeira. Assim, pode-se considerar como lazer, assistir à televisão ou ler um livro, que não exigem gastos onerosos. O lazer surgiu ainda na antiguidade, onde os gregos atribuíam maior valor ao tempo livre do que ao tempo de produção (GUERRA, 2004). Com o passar do tempo, foi tendo seu conceito modificado, através de aspectos socioculturais, onde a transformação das cidades passou a condicionar novos hábitos cotidianos. O desgaste diário, causado pelas atividades de trabalho ou estudo, resultando no dano 1 De origem grega significa parar ou cessar, indica ideia de repouso ou paz (BACAL, 1998, apud GUERRA, 2004).

26 25 físico e psíquico deve ser restaurado através do lazer (ANDRADE, 2001). Andrade ainda afirma que: O trabalho e as apreensões desgastam muito as pessoas e lhes causam diferentes tensões e cansaços. O lazer as revigora psicológica e fisicamente, as relaxa e as ajuda a viver com alegria, tornando-as produtivas, realistas e, talvez, otimistas com respeito e perspectivas que alimentam (2001, p. 109). Como visto por Rodrigues (1988) apud Silva (2005), o lazer reflete-se na ação de uma ou mais determinadas atividades nos momentos de tempo livre. Para tanto, as atividades comumente enquadradas como lazer são: as atividades físicas, manuais, sociais, intelectuais e artísticas. Em um espaço de lazer as atividades desenvolvidas na maioria das vezes são: atividades físicas, através da prática de esportes e atividades sociais por meio da relação de convívio com outros usuários do espaço. Após conhecer o significado e sua importância para os indivíduos, adentramos nas definições e na arquitetura dos espaços de lazer ESPAÇOS DE LAZER Os espaços de lazer podem ser ou não edificados, e são frequentemente encontrados no ambiente urbano. Podem ser públicos, como: áreas verdes, ou de caráter privado: como bares, cinemas, centros culturais, parques, dentre outros recintos. Tais espaços apresentam em comum à propriedade de possibilitar a participação social lúdica (SILVA, 2005). Exemplo de um espaço edificado de caráter privado que vem ganhando destaque desde o final do século XX, são os resorts. São hotéis de lazer, descendem de spas e das casas de banho das antigas Grécia e Roma, que ressurgiram na Renascença, após período de inatividade na Idade Média (ANDRADE, BRITO E JORGE, 2003, p. 73). O maior atrativo desse espaço é a recreação e os esportes praticados em espaços abertos. Demandam grandes áreas de terreno com requisitos especiais de localização e preferencialmente de beleza natural, entretanto exigem altas taxas de ocupação para manter os custos. Por isso os resorts investem na diversificação de

27 26 suas atividades, visando à captação do maior número de usuários, logo é comum ter incorporado à sua área instalações para conferências, congressos e eventos (ANDRADE, BRITO E JORGE, 2003, p. 73). Esse tipo de espaço geralmente tem localização à beira mar, ou em outros cenários dotados de beleza natural, assim tira partido do meio em que está inserido, através da integração de seus espaços internos com o exterior. Um exemplo internacional significativo mencionado por Andrade, Brito e Jorge (2003) é o Resort Atlantis Paradise (Figura 2), localizado em uma ilha nas Bahamas, com infraestrutura completa de hospedagem e lazer com parque aquático e cassino. Figura 2- Resort Atlantis Paradise Fonte: e Acesso em 20 mai Hotéis de lazer geralmente localizam-se em áreas rurais ou locais turísticos fora do centro urbano. Normalmente a tipologia arquitetônica é predominantemente horizontal, oferecendo infraestrutura completa de áreas, instalações, equipamentos e serviços próprios de lazer para o hóspede e estes geralmente são turistas em viagem de recreação (ANDRADE, BRITO E JORGE 2003, p. 45). Já a escolha do terreno deve atender à localização, que pode estar inserido em ambiente privilegiado por paisagens naturais com apelo turístico e preferencialmente ter fácil localização. Em casos de grandiosas estruturas de lazer como os resorts cinco estrelas, observa-se que o empreendimento investe na infraestrutura de estradas ou em alguns casos pista de decolagem de forma a facilitar o acesso dos turistas ao local. Quanto às vagas de estacionamento podem ser eliminadas dependendo do local inserido, em uma ilha, por exemplo, em que o acesso é feito somente por meio aéreo ou marítimo. Porém, para transição dos hóspedes pelo espaço, o local pode oferecer aos clientes pequenos meios de transporte.

28 COMPLEXOS DE LAZER Dentro da infinidade de temáticas do lazer, surgem os complexos, de modo a atrair e massificar pessoas através de seus diversificados equipamentos, onde os mesmos se concentram, juntamente com atividades variadas. Esses complexos podem assumir várias temáticas: como parques de diversões, a exemplo o Beto Carrero World 2 que se subdivide em parque de diversões e zoológico, em Santa Catarina; Parques aquáticos como o Beach Park no Ceará 3, ou reunir características sucedidas do sítio implantado, como por exemplo, a temática agrária. Figura 3- Entrada do parque Beto Carrero World Figura 4- Parque aquático Beach Park Fonte: Fonte: Acesso em 17 de abr Acesso em 05 de abr Os exemplos referidos nas imagens acima têm em comum o partido lúdico, através da arquitetura edificada e dos equipamentos de lazer. São obtidos através da inserção de elementos que fazem parte do imaginário de crianças e adultos, como os castelos medievais, elementos gregos como frontões e colunas, além de ter como público alvo o turista família 4 e excursões de adolescentes e crianças, onde seu objetivo principal é atender ao maior número de usuários. Assemelham-se aos resorts, quanto ao tamanho dos lotes, diversidade de equipamentos de lazer e esportes, infraestrutura e público. Difere apenas na proporção dos setores de hospedagem e lazer. Nos resorts é maior a concentração de unidades habitacionais no setor de hospedagem que vem a sobressair-se ao 2 Eleito o melhor parque da América Latina, por leitores do site Parque de Diversões no Chile em Fonte: 3 Conhecido como o maior parque aquático da América Latina. Fonte: Beach Park, Tipo de turista tradicional, que viaja com os filhos e mostra preferência por viagens em grupos. Fonte: Hollanda, 2003, p. 12.

29 28 setor de lazer. Enquanto nos complexos de lazer ocorre o inverso, pois o setor de lazer destaca-se pela diversidade de equipamentos, que é seu principal atrativo, vindo a assumir maior importância para o setor de hospedagem que em alguns casos pode não existir. Contudo os complexos de lazer geralmente são atrelados ao turismo. Pela vasta quantidade de equipamentos e de espaço para comportá-los, faz com que os encontrem em algumas cidades, as quais demandam de potencial turístico para abrigá-los, ou utilizar desses equipamentos como meio estratégico, visando a potencializar a demanda de turistas para a cidade com a finalidade de geração de renda local. É comum encontrar nos complexos de lazer, grande infraestrutura de hospedagem como é o caso do Beach Park, que possui três complexos hoteleiros. Quando houver o setor de hospedagem, é necessário levar em consideração para dimensionamento, o público alvo, pois a hospedagem tem que estar de acordo com o perfil socioeconômico do turista (HOLLANDA, 2003, p. 18). Outros equipamentos oferecidos pelo complexo podem auxiliar na geração de capital em determinadas épocas do ano para manutenção dos custos financeiros, como a inserção de área para convenções e espaço para eventos. Outro fator importante para o planejamento de complexos é a construção da paisagem, onde é desenhada através da disposição dos equipamentos abertos e dos setores sociais, de hospedagem e de serviço. Esses equipamentos juntos formarão a paisagem construída do espaço. É importante o aproveitamento do paisagismo em soluções que resguardem áreas, para permanecerem fora do alcance da visão do usuário, como por exemplo: as atividades de serviço, que formam a paisagem natural do espaço. De acordo com o tamanho da gleba 5, é necessária a previsão de áreas, visando à flexibilidade e posteriores expansões do complexo, pois essas áreas não ocupadas deverão receber tratamento paisagístico (ANDRADE, BRITO E JORGE 2003). O quadro 1 apresenta a síntese comparativa das informações obtidas por 5 Porção territorial a ser parcelada. Fonte: Lei 6766 Parcelamento do solo urbano, 1979.

30 29 Andrade, Brito e Jorge (2003) para subsídio no planejamento e construção dos espaços de lazer: resorts e complexos. Quadro 1- Síntese entre Resorts e Complexos de lazer Antecedentes RESORTS Spas e casas de banho das antigas Grécia e Roma. COMPLEXOS DE LAZER Antecedentes Resorts e casas de banho das antigas Grécia e Roma. Exemplos significativos Localização Terreno Tamanho e diversidade das instalações Características lobby Atlantis Paradise, Bahamas; Transamérica, Ilhéus; Eco Resort do Cabo, Pernambuco. Locais de grande beleza natural; Fácil acesso para os turistas; Disponibilidade infraestrutura; Observar a legislação de proteção ao meio ambiente Grandes glebas topografia e propícia a instalações de parques aquáticos e quadras poliesportivas; Desejável: proximidade de praia, margem de rios, lagos e represas; Há necessidade de tratamento paisagístico das áreas não diretamente ocupadas; As piscinas são elementos de grande importância para o projeto paisagístico; O número de apartamentos deve ser suficiente para suporte econômico às instalações; Deve ser considerada a necessidade de existência de alojamento para funcionários. Exemplos significativos Localização Terreno Tamanho e diversidade das instalações Deve ser dimensionado Características com generosidade, em lobby função da maior disponibilidade de tempo das pessoas para atividades sociais; Necessidade de lojas. lojas. Fonte: ANDRADE, BRITO E JORGE, 2003, p. 77. Disneyworld, Orlando; Beach Park, Ceará; Beto Carrero World, Santa Catarina; Fácil acesso e identificação em relação à estrada para os turistas locais e regionais; Disponibilidade de infraestrutura de serviços básicos; Grandes glebas topografia e propícia a instalações de parques aquáticos e quadras poliesportivas; Desejável: proximidade de praia, margem de rios, lagos e represas; Há necessidade de tratamento paisagístico das áreas não diretamente ocupadas; As piscinas são elementos de grande importância para o projeto paisagístico; O número de apartamentos deve ser suficiente para suporte econômico às instalações; Prever apartamentos acessíveis, como recomenda a EMBRATUR, dentro da norma NBR 9050:2004. Dispor de grandes áreas; A maior disponibilidade de tempo dos hóspedes motiva compras, por isso a necessidade de

31 30 O quadro anteriormente apresentado é uma síntese das recomendações e reflexões feitas por Andrade, Brito e Jorge (2003), para levar-se em consideração a viabilidade na escolha do terreno de implantação desses equipamentos e aponta características arquitetônicas que compõem tais espaços. Evidencia também a semelhança entre esses dois equipamentos. Onde se pode concluir que os resorts são constituídos por amplas áreas de hospedagem focadas no lazer, e os complexos de lazer são, portanto grandes áreas recreativas que podem ou não conter área para hospedagem. No entanto, quando a mesma existe, pode funcionar independente do setor de lazer. Para abordagem do tema, fez-se necessário a análise da literatura sobre espaços de lazer, paralelamente a apreciações de características espaciais e arquitetônicas de tais espaços, através de estudos de casos, de modo a complementar o conhecimento e caracterizações desses espaços que atuam como referenciais edificados, apresentados nos estudos a seguir.

32 ESTUDOS DE CASO A análise dos estudos de caso tem o princípio de obter as melhores soluções arquitetônicas, a partir da investigação de conjuntos edificados existentes, de forma a auxiliar no desenvolvimento da postura projetual. Para que isso ocorra faz-se necessário o estabelecimento de objetivos intercessores, que equivalem a etapas para obtenção do objetivo proposto: - Observar as soluções espaciais, assim como a maneira pela qual os equipamentos foram implantados no terreno; - Compreender o zoneamento dos setores nos estudos apresentados, de forma a compreender como se dá a integração dos setores; - Ter um olhar crítico sobre as propostas analisadas de forma a estabelecer critérios para o planejamento arquitetônico. Para isso foram escolhidos três estudos de caso de complexos, e cada um segue uma temática distinta. Foram escolhidos, especialmente, pela proposta que cada um apresenta e também pela influência que exercem sobre a região em que se inserem. Ao final de cada descrição do estudo, foi elaborada uma análise conclusiva dos aspectos positivos e negativos do complexo respectivamente. O primeiro estudo segue a temática agrária anexada aos esportes de aventura, está situado no Agreste pernambucano e exerce influencia regional sobre o local que se insere. Já o segundo é um complexo de lazer que concentra atividades recreativas através de vários parques e está localizado na cidade de Suzano em São Paulo, exercendo influência regional sobre as cidades circunvizinhas. Os dois complexos possuem em sua infraestrutura mini fazendas. O último estudo de caso é um complexo turístico, que foi escolhido devido ao seu porte e notoriedade internacional. E este está localizado à beira mar no estado do Ceará, apresentando temática totalmente voltada a atividades aquáticas, possuindo assim como o segundo estudo apresentado, local para conferências. No entanto todos os complexos possuem em suas estruturas áreas voltadas à hospedagem dos usuários, cuja escala varia conforme a proposta do empreendimento.

33 Estudo 01: Terra de Santa Fé, Bezerros/PE Terra de Santa Fé é um complexo de lazer localizado no Agreste pernambucano na cidade de Bezerros. O complexo está distribuído em uma área de aproximadamente 350 hectares, o qual concentra dois grandes setores, o primeiro é um setor residencial formado por condomínio e uma pousada. O segundo setor, é o de lazer com atividades de características agrárias, que podem ser identificadas através dos passeios a cavalo e a charrete, prática de arvorismo, e prática de esportes através de quadras poliesportivas e de tênis conforme visto no zoneamento demarcado na Figura 5. Figura 5- Mapa de implantação Terra de Santa Fé ACESSO N ACESSO LEGENDA: ESTACIONAMENTOS VAQUEJADA POLIESPOSTIVAS E TÊNIS BOSQUE RECEPÇÃO E EVENTOS Fonte: adaptado pela autora, Acesso em 12 mar. 2012

34 33 O empreendimento está situado às margens da rodovia BR 232, Km 94, o acesso é feito por duas entradas, sendo a primeira entrada exclusiva para acesso ao condomínio, onde seus lotes possuem em média m², segundo informações contidas no site do estabelecimento. Já a segunda entrada dá acesso a áreas de lazer, pista de vaquejada, ao estacionamento e a pousada. O projeto arquitetônico foi elaborado pelo arquiteto Carlos Fernando Pontual. A pousada é composta por um total de 52 unidades habitacionais distribuídas por 21 apartamentos e esta adota como partido construtivo, o resgate da vila de moradores. Observa-se que os apartamentos constituem as próprias residências de trabalhadores da fazenda, as quais passaram por reforma para adaptação dos usos, segundo informações contidas no site. Figura 6- Apartamentos da pousada Figura 7- Lobby da pousada Fonte: Acesso em 12 mar O complexo adotou como tipologia arquitetônica características agrárias, devido ao sítio implantado estar localizado na zona rural, desse modo observa-se como temática as atividades de cunho rural e edificações que utilizam materiais rústicos. Possui infraestrutura para realização de eventos, composta por salão com temática rústica, que remete aos antigos filmes de faroeste e um pavilhão de eventos com estrutura montada ao ar livre.

35 34 Figura 8- Infraestrutura para eventos Fonte: Acesso em 12 mar O projeto de paisagismo foi elaborado por Janete Freire, que optou pela preservação da flora e dos lagos existentes, onde se tirou partido na exploração de paisagens naturais do terreno com intenção de oferecer ao usuário o contato com a natureza que pode ser observado através da Figura 9. Figura 9- Vista paisagismo Terra de Santa Fé Fonte: Acesso em 12 mar O lazer é praticado ao ar livre em contato com a natureza, com isso os blocos e atividades assumiram essa temática tirando partido dessa característica. O setor de hospedagem tem a preocupação em proporcionar aconchego ao hóspede, tirando partido de antigas vilas existentes no local, que passaram por ampliação e adaptação.

36 35 Análise crítica Por concentrar dois tipos de uso, o complexo dispõe de dois acessos pela rodovia BR 232, dessa forma possibilita a melhor setorização de fluxos. O terreno ocupa uma vasta extensão territorial, e as atividades e equipamentos foram concentrados no centro do terreno, o que possibilitou a formação de amplas áreas para expansão. Possui boa distribuição dos equipamentos ao longo do terreno, através da forma em que estão dispostos. O estacionamento, de acordo com o conforto ambiental está localizado ao oeste, fazendo com que os outros equipamentos estejam localizados em áreas de ventos predominantes para nossa região. O complexo traz ao usuário um contato agrário em todas as atividades que oferece e através do sistema construtivo dos espaços edificados, sendo obtido através da incorporação ao sítio inserido, que tira partido da temática ruralista. Apesar de possuir boa distribuição de equipamentos, o complexo tem ligações muito distantes entre as edificações, tornando o percurso longo, o que acarreta na diminuição do conforto físico do usuário. Existe apenas um restaurante, que por sua vez localiza-se no centro do complexo, para atender a todos os usuários, o espaço torna-se distante de muitas atividades, o que de fato aumenta a problemática por não haver lanchonetes ou quiosques espalhados ao longo do complexo, para comercialização de lanches e bebidas. Na pousada os apartamentos são conjugados, fazendo com que haja uma varanda em comum para todos os blocos, e diminui assim a privacidade dos hóspedes. Esse aspecto é uma reflexão sobre a proposta, não se efetiva como um ponto negativo, pois faz parte do objetivo do empreendimento que busca o resgate de antigas vilas de trabalhadores, sendo esse aspecto refletido no volume edificado. Dessa forma, oferece maior aconchego aos hóspedes, possibilitando maior convívio social.

37 Estudo 02: Magic City, Suzano/SP O complexo de lazer está implantado em uma área de aproximadamente 30 hectares e está cercado pela mata atlântica, em Suzano, São Paulo. É um grande complexo constituído por vários parques temáticos. São ao todo quatro parques, sendo dois parques aquáticos, um parque de diversões e um parque de aventuras. O complexo dispõe ainda de área VIP para família, mini fazenda, auditório e uma pousada. A figura abaixo mostra que o parque possui implantação bem definida. O acesso é único e central, isso torna o ponto determinante para a setorização dos parques. Ao lado esquerdo do acesso principal, está localizado o parque de diversões com os brinquedos: autopista, twister, playground e campo de futebol. Em um lago próximo ao parque de diversões, concentram-se atividades leves através da pesca e passeios em pedalinhos. Figura 10- Implantação ilustrativa do complexo 2 ACESSO 1 LEGENDA: 01- LEGENDA: ACESSO GERAL 02- PÓRTICO LAZER 03- ESTACIONAMENTO PARQUE AVENTURAS E MINI FAZENDA ÁREA VIP PESCA E PEDALINHOS POUSADA ESTACIONAMENTOS 1 E 2 RESTAURANTES Fonte: adaptado pela autora, PARQUE DE DIVERSÕES PARQUE AQUÁTICO I PARQUE AQUÁTICO II

38 37 Próximo ao acesso situa-se a secretaria e a bilheteria do complexo, que ao atravessá-la através de um pórtico de entrada, encontra-se o estacionamento exclusivo para ônibus. Ao longo do espaço percebe-se que o equipamento é bem arborizado e oferece boa estrutura de serviços através de lojas de conveniência, lojas de artesanato, e restaurantes. Ao lado esquerdo do acesso, conforme indicado no mapa de implantação, observa-se a localização do estacionamento de veículos, próximo à guarda de volumes. Os parques aquáticos estão separados por massa arbórea, onde em um lado está o parque aquático I (um), que possui atividades leves e moderadas, principalmente para crianças, possui piscinas recreativas, tobogãs e área de descanso (ver Figura 11 e Figura 12). Figura 11- Vista piscina Parque Aquático I Fonte: Acesso em 29 mar Figura 12- Vista tobogãs Parque Aquático I Fonte: Acesso em de mar. 2012

39 38 Cada parque dispõe de entrada própria, o que garante o controle de usuários segundo a faixa etária. Vale ressaltar que em cada parque encontram-se distribuídos banheiros e lanchonetes. Próximo ao parque aquático I (um) localizam-se os restaurantes, o fraldário, os banheiros, e lojas de conveniência e artesanato, sua setorização pode ser observada na figura abaixo. Figura 13- Setorização dos parques aquáticos 1 LEGENDA: PARQUE AQUÁTICO I PARQUE AQUÁTICO II ÁREA VIP POUSADA ESTACIONAMENTO RESTAURANTES Fonte: adaptado pela autora, 2012 Próximo à área dos parques aquáticos, encontra-se a Pousada Magic City, que tem sua planta em formato radial, onde as unidades habitacionais 6 estão dispostas nas extremidades da circunferência. Ao centro localiza-se um auditório com planta circular que foi construído com capacidade para comportar 120 pessoas. A pousada pode ser acessada pela área dos restaurantes ou por acesso direto através dos parques aquáticos. 6 UH- Unidade Habitacional. É o espaço, atingível a partir das áreas principais de circulação, comuns do estabelecimento, destinado à utilização pelo hóspede, para seu bem-estar, higiene e repouso. Designação da EMBRATUR (Instituto Brasileiro de Turismo).

40 39 Figura 14- Vista superior da pousada e auditório Fonte: Acesso em 29 mar e 05 jun A pousada tem um total de 64 unidades habitacionais distribuídas em 08 blocos, onde cada um possui 08 apartamentos. Seu sistema construtivo é em alvenaria e seu sistema de coberta é feito pela tradicional telha canal como pode ser observado nas imagens acima. O parque aquático II (dois) tem sua entrada em frente ao parque aquático I (um). É caracterizado por atividades direcionadas a todas as faixas etárias, possuindo área kids e piscina recreativa para todas as idades, embora possua brinquedos mais radicais, como gigantes tobogãs. Figura 15- Parque Aquático II Fonte: Acesso em 29 mar. 2012

41 40 A área VIP localiza-se próximo ao parque aquático II (dois), o local é equipado por ofurôs, cascatas, hidromassagem e piscina térmica coberta com temperatura de 39º. A área geralmente é usada por adultos, mas não possui restrições quanto à idade, que pode também ser usufruída por jovens e crianças. A área é dotada de um palco para pequenos eventos ao ar livre, vestiários, lanchonete, banheiros e telefones. Figura 16- Área VIP e vista das cascatas e do palco Fonte: Acesso em 29 mar O parque de aventuras é distante dos outros parques, pode ser acessado pela área de restaurantes. Predominam as atividades de escalada, cama elástica e arvorismo adulto e infantil, as quais são atividades descobertas. Nas proximidades do parque de aventuras, situa-se a mini fazenda (ver Figura 17), cercada por vegetação, onde o acesso para esses equipamentos é feito por um caminho de terra batida. Dessa forma proporciona ao usuário vivenciar a temática rural oferecida pelo parque de aventuras e mini fazenda, desde o seu acesso.

42 41 Figura 17- Implantação da Mini fazenda e Parque de aventuras LEGENDA: 26- MINI FAZENDA 36- ENTRADA 37- ARVORISMO 38- PAREDE ESCALADA 39- CAMA ELÁSTICA 40- ARVORISMO INFANTIL Fonte: Acesso em 29 mar O sistema construtivo da mini fazenda é em alvenaria de tijolos, e os animais, como observado na Figura 18, ficam em áreas cercadas, onde em alguns casos é possível a interação do usuário com os animais. Essa área juntamente com o parque de aventuras proporciona aos usuários contato com a natureza. Figura 18- Infraestrutura da Mini fazenda Fonte: Acesso em 29 mar O Complexo possui estrutura completa de atividades voltadas à diversão, hospedagem e prestação de serviços. A mini fazenda foi implantada em um local mais reservado juntamente ao parque de aventuras, apresentando assim como no estudo de caso anterior, a preocupação em proporcionar aos seus visitantes contato e proximidade com a natureza.

43 42 Análise crítica O zoneamento é feito de maneira bem definida e objetiva, a localização do acesso contribui para essa setorização, que por estar centralizado acaba induzindo à implantação setorizada dos parques. São diversos parques temáticos distribuídos no espaço, como parque de diversões, parques aquáticos e parque de aventuras, fazendo com que o complexo de lazer venha a atender a diferentes públicos, como visto através da literatura, sendo o objetivo principal desses espaços. Em cada parque encontram-se distribuídos lanchonetes e banheiros, que facilitam o conforto físico do usuário que não precisa percorrer grandes distâncias à procura de bebidas, alimentos e banheiros. Foi apropriado o conceito que optou pela separação dos estacionamentos em duas zonas, onde em um lado encontra-se o estacionamento para ônibus, em outro está localizado o estacionamento de carros, o que impede o cruzamento desses fluxos acarretando na otimização do tempo para manobras. Possui grande porção territorial destinada à expansão que pode ser feita por quaisquer dos parques ou para pousada devido à localização concentrada e centralizada da mesma e dos equipamentos que ocupam o núcleo do terreno, visto que a área de expansão localiza-se em seus perímetros. Quanto aos aspectos negativos, devido sua localização, a pousada está muito distante do acesso, onde para se chegar à mesma torna-se necessário o percurso por todo parque aquático. Outro aspecto negativo apontado está na proximidade do campo de futebol com o parque de diversões e o palco.

44 Estudo 03: Beach Park, Porto das Dunas/CE O Beach Park é um complexo turístico composto por parque aquático e área de hospedagem. Conceituado como o maior parque aquático da América Latina, recebe esse título pela diversidade de brinquedos e completa infraestrutura. Acolhe cerca de mais de 1 milhão de pessoas por ano. O terreno possui forma semelhante a um trapézio, com área de aproximadamente 18 hectares localizados à beira mar. Ao terreno foi acrescida recentemente uma nova área, que compreende um novo setor de hospedagem. Figura 19- Implantação ilustrativa Beach Park PRAIA PORTO DAS DUNAS ACESSO ACESSO LEGENDA: HOSPEDAGEM ÁREA VIP PRAIA ESTACIONAMENTO BRINQUEDOS LEVES BRINQUEDOS MODERADOS BRINQUEDOS RADICAIS Fonte: adaptado pela autora, O acesso se faz pela lateral direita do parque, onde próximo situa-se o estacionamento, o qual é subdividido para ônibus e veículos de pequeno porte, possuindo área de expansão. O acesso dispõe de amplo espaço de manobra para veículos de grande porte, conforme pode ser observado na Figura 19 e Figura 20.

45 44 Figura 20- Vista aérea do complexo Fonte: Acesso em 13 abr A primeira construção da edificação de hospedagem foi o Beach Park Suítes Resort, que pode ser diretamente acessado pela entrada geral. O resort foi construído em 1996, possui um total de 182 apartamentos, havendo áreas próprias de lazer, que são independentes do parque aquático. Figura 21- Vista setor de hospedagem Suítes Resort Fonte: Acesso em 13 abr A caminho do parque encontra-se a edificação para convenções e eventos, que possui entrada próxima ao acesso principal. Nessa área encontram-se espalhados quiosques para lanches e bebidas, além de possuir área para expansão que se encontra coberta por vegetação.

46 45 Através desse caminho pode-se chegar ao Beach Park Praia (ver Figura 22), que funciona como um espaço reservado VIP, e é acessada por um caminho de garrafas de vidro encaixadas que formam composições no solo através das cores. O espaço localiza-se à beira mar, com extenso espaço ao ar livre, possui completa estrutura de serviços: restaurante, quiosques para venda de lanches, além de atividades esportivas de lazer. Figura 22- Vista Beach Park Praia Fonte: Acesso em 31 mar O complexo aquático concentra brinquedos dos mais leves aos mais radicais em um mesmo local. A setorização dos mesmos ocorre através dos próprios brinquedos e pelas piscinas recreativas. Pelo espaço estão dispostos quiosques de sorvetes, lanches e bebidas, e todos eles são cobertos por piaçava 7. O complexo possui sistema de aproveitamento de água do parque aquático. Figura 23-Vista Parque Aquático Fonte: Acesso em 31 mar Espécie nativa do sul do Estado da Bahia, sua fibra é utilizada como cobertura. Fonte: acesso em 31 mai

47 46 O segundo setor de hospedagem o Acqua Resort, tem m² e está totalmente integrado ao complexo aquático, o acesso pode ser feito por um caminho à margem do complexo aquático. O mesmo está situado à beira mar, possui 123 apartamentos e área de lazer com piscinas e quadras de tênis próprias, tem acesso direto ao parque aquático, através de um rio artificial localizado na piscina do Resort, o acqua link. Figura 24- Vista área de lazer do Acqua Resort Fonte: Acesso em 31 mar Encontra-se em construção o último complexo de hospedagem, o Wellness Resort, em um terreno confrontante que veio a incorporar-se a estrutura do complexo. Este possui acesso e estacionamento independentes e incorpora uma extensa área com acesso ao parque que é feito por um túnel, já que acima dele existe caminho de veículos. Assim como os outros empreendimentos de hospedagem, também possui área própria de lazer. A área de lazer é mais complexa do que nos outros resorts, pois possui cinema na água, piscina espetáculo, spa, pista de cooper, dentre outras atividades. Figura 25- Wellness Resort e túnel de acesso ao parque Fonte: Fonte: Acesso em 31 mai Acesso em 13 abr. 2012

48 47 O complexo está em uma área com vista e localização privilegiadas devido à proximidade com a praia Porto das Dunas, Ceará, tirando partido do próprio local em que se insere, como o primeiro estudo de caso, que nessa ocasião é a paisagem tipicamente tropical refletida pelo paisagismo do local. O parque reúne brinquedos, equipamentos e piscinas concentrados em um mesmo local, que podem ser usufruídos por toda a família, havendo ainda um sistema instalado no local para reaproveitamento das águas das piscinas. Devido a sua importância e destino turístico, possui setores de hospedagem formados por dois resorts e um hotel. Análise Crítica O complexo possui vasta diversidade de brinquedos com a temática aquática lúdica e diversidade de infraestrutura de serviços oferecidos, como hospedagem, quiosques de lanchonetes, restaurantes, lojas de conveniência, dentre outros serviços. Todo o parque é bem sombreado e arborizado por coqueiros e árvores tropicais espalhadas ao longo do espaço e assume característica tropical. São encontrados brinquedos a nível leves, moderados e radicais, fazendo com que o parque seja aproveitado por todas as idades. A sua localização à beira mar, fez com que tirasse partido para criação de uma área VIP na praia, que conta com diversas variedades de serviços. Possui sistema próprio de tratamento de águas, para reaproveitamento, sedo utilizada em limpeza e manutenção do parque e para irrigação as plantas. Devido à quantidade de equipamentos e brinquedos, o complexo não dispõe de área própria para expansão, no entanto para que ocorressem seria necessário à compra de lotes confrontantes. Quanto aos aspectos negativos, pelo fato de não haver barreiras físicas ou demarcação de qualquer que seja a natureza, seja massa arbórea ou delimitação de piso, torna-se confuso para o usuário encontrar alguns brinquedos.

49 PROBLEMÁTICAS POTENCIALIDADES Anteprojeto para um Complexo Análise comparativa dos estudos de caso Para melhor compreensão das análises apontadas, foi elaborado um quadro comparativo para apreciações sobre os três estudos de casos de complexos. O qual expõe as potencialidades e problemáticas sintetizadas obtidas por meio da análise crítica apresentada em cada estudo. Quadro 2- Análise de potencialidades e problemáticas dos estudos de caso ESTUDO 01- TERRA DE SANTA FÉ, BEZERROS PE ESTUDO 02- MAGIC CITY, SUZANO PE ESTUDO 03- BEACH PARK, FORTALEZA CE Boa distribuição do zoneamento ao longo do terreno; Possui dois acessos, o que possibilita a setorização dos fluxos; Vegetação frontal densa, o que possibilita privacidade aos equipamentos; Localização dos equipamentos em zonas de ventilação; O setor de alimentação está centrado do terreno, de forma a atender todos os equipamentos; Setorização disposta ao logo do complexo é claramente definida e de forma objetiva; Concentração de diversos parques temáticos, garantindo a variedade de equipamentos e atendendo a diversos públicos; Cada parque possui pelo menos banheiros e lanchonetes; Planejamento de um estacionamento exclusivo para ônibus de excursões. Vasta variedade de brinquedos e opções de serviços: hoteleiros, alimentação e infraestrutura; Possui setores de brinquedos radicais, leves e moderados; Área VIP a beira mar; Todo o complexo aquático e de hospedagem é acessado apenas por uma entrada, o hotel mais recente tem acesso e estacionamento próprios, o acesso ao parque é por meio de um túnel. Possui uma vasta área de expansão. Falta de quiosques ou edificações de pequeno porte para comercialização de bebidas e comida; Restaurante, mesmo estando no centro, torna-se distante para algumas atividades; O campo de futebol está muito perto dos brinquedos; Possui apenas um acesso, onde para se chegar à pousada é necessário percorrer todo o parque aquático. Não possui área de expansão; Zoneamento do parque aquático confuso. Percursos distantes. Fonte: Yoran Ramalho, Diante do quadro apresentado, pode-se observar que as potencialidades superam as problemáticas nos três casos, principalmente quanto à setorização, que nos dois primeiros estudos foram apontadas como potencialidades. Portanto os estudos de caso, juntamente com a análise descrita irão contribuir para formulação do programa de necessidades e zoneamento do complexo de lazer.

50 Diretrizes adotadas De acordo com a análise dos estudos de caso, foram pontuadas as propostas que serão referidas para o anteprojeto proposto, considerando os aspectos relevantes para o planejamento do complexo de lazer. Os pontos abaixo descritos têm como objetivo a elaboração do programa de necessidades e zoneamento do anteprojeto arquitetônico: - Setorização as atividades de lazer e o bloco de hospedagem de forma a obter zoneamento preciso e perfeitamente definido. - Aderência da proposta da adoção de variedade de equipamentos e atividades de lazer; - Planejamento de área VIP destinada a toda família; - Utilização da proposta de dois tipos de hospedagem, um composto por unidades habitacionais em uma mesma edificação, e outro distribuído ao longo do complexo em bangalôs; - Planejamento de áreas de expansão para os setores de hospedagem e o setor dos equipamentos de lazer. A apreciação dos estudos de casos constitui uma etapa fundamental de análise dos espaços e sua configuração espacial. Os dados obtidos através do diagnóstico crítico, juntamente com o conhecimento teórico adquirido no início do referente capítulo ofereceram subsídio para elaboração do programa de necessidades e dimensionamento, contidos nas etapas pré-projetuais, e o anteprojeto arquitetônico do complexo de lazer.

51 50 4. ETAPAS PRÉ-PROJETUAIS EPP As etapas pré-projetuais são procedimentos que antecedem a fase do projeto arquitetônico. Esse momento é essencial e consiste em diversas análises para chegar ao zoneamento e dimensionamento do complexo. A análise foi subdividida em duas etapas onde no primeiro momento, o terreno será estudado através dos condicionantes físicos e ambientais e do contexto urbano o qual está inserido, sendo esta etapa finalizada com a revisão dos parâmetros urbanos e normatização. Na segunda etapa inicia-se o estudo de implantação, que consiste no zoneamento dos setores e dimensionamento dos ambientes que irão compor o complexo ANÁLISE 01: ESTUDO DO CONTEXTO URBANO A cidade de Sanharó localiza-se no agreste de Pernambuco a 201 km da capital, na microrregião do Vale do Ipojuca, cortada pelo rio Ipojuca limitando-se ao norte com a cidade de Belo Jardim, ao sul com São Bento do Una, a leste com Belo Jardim e a oeste com Pesqueira sendo cortada pela rodovia BR 232. Sua ocupação populacional veio a se consolidar assim como em outras cidades ao norte dessa rodovia. Devido ao adensamento dessa área norte da cidade, observa-se a tendência ao desenvolvimento também ao sul da rodovia, que é onde está localizado o terreno proposto para implantação do complexo. O terreno proposto está inserido na cidade de Sanharó, que foi escolhida, sobretudo devido a sua localização, pois está na rota de um corredor turístico (ALECRIM 1995, p.323) que liga as cidades de Belo Jardim e Pesqueira pela rodovia brasileira BR 232. A área oferece suporte de acesso por outras cidades circunvizinhas, ao mesmo tempo em que visa o desenvolvimento turístico da cidade através da implantação de um equipamento de lazer.

52 51 Figura 26- Esquema de localização do sítio PERNAMBUCO BRASIL LEGENDA: Localização terreno proposto Rodovia BR 232 Fonte: Acesso em 19 mai. 2012, DINIT, Montagem Yoran Ramalho, O terreno é localizado fora do perímetro urbano, conforme critérios estabelecidos pela Prefeitura Municipal. Portanto o terreno não está inserido em nenhum dos setores definidos pelo órgão municipal, está localizado em área de expansão urbana com potencial de desenvolvimento, devido sua localização de fácil acesso ao centro e as cidades vizinhas (Figura 27). A característica predominante do contexto urbano do setor a ser trabalhado é a informalidade na ocupação territorial pela população, observam-se tendências à formação de uma futura Zona de Atividades Múltiplas- ZAM. As edificações existentes são reduzidas e concentram-se às margens da rodovia. Sendo ainda heterogêneas referentes ao parcelamento dos lotes, ao gabarito e recuo das edificações e principalmente quanto ao uso. Essa heterogeneidade acontece por Sanharó ainda não possuir plano diretor 8, que regulamenta diretrizes de ocupação e uso do solo, a partir da determinação de zonas. Por isso, nesse setor o uso é tão diversificado. A imagem a seguir mostra a ocupação da cidade, a delimitação dos setores existentes e a localização do terreno. 8 Segundo o censo do IBGE, em 2010 a população passou dos habitantes. Sendo prevista a elaboração do Plano Diretor em no máximo 5 anos após a contagem do censo.

53 52 Figura 27- Delimitação urbana Sanharó BELO JARDIM TERRENO SANHARÓ SEM ESCALA PESQUEIRA LEGENDA: Rio Ipojuca RFFSA Rodovia BR 232 Sistema viário urbano Fonte: Prefeitura Municipal, departamento de Obras e Tributação, O terreno está próximo a propriedades agrárias, restaurantes, praça simbólica de entrada, lojas de conveniência, postos de combustíveis, comércio em geral e área residencial. Juntos esses equipamentos formam a paisagem construída do entorno. Figura 28- Vista do terreno para entrada da cidade Fonte: Yoran Ramalho, 2012.

54 ANÁLISE 02: ESTUDO DO TERRENO A escolha do terreno sobreveio da localização em área afastada do adensamento urbano central, que dispusesse de fácil acesso pelos usuários do empreendimento, mas que ao mesmo tempo fosse localizado na malha urbana. Sendo esse local privilegiado pela paisagem natural. O terreno proposto está situado nas proximidades do Km 198 nas margens sul da rodovia BR 232, com acesso próximo a Avenida 18 de Copacabana. Possui área de m² (quatrocentos e noventa e nove mil e setecentos e oitenta e um metros quadrados), aproximadamente 50 hectares, com acesso às cidades de Pesqueira e Belo Jardim (Figura 29). Figura 29- Terreno proposto BELO JARDIM BR 232 PESQUEIRA LEGENDA: DIREÇÃO FLUXOS SENTIDO DAS DE AUTOMÓVEISPOUSADA CIDADES VIZINHAS Fonte: Google Earth, editada pela autora, ÁRVORES EXISTENTESQUADRAS Próximo ao terreno há um curso d água, que deságua no rio Ipojuca, onde de acordo com a Lei 6766 (1979) em seu Art. 4ª, sobre parcelamento do solo, recomenda-se reservar faixa de área non aedificandi 9 de 15 (quinze) metros para cada lado, essa área também é prevista para a face norte do terreno adjacente à rodovia, conforme pode ser observado nas próximas imagens. 9 Faixa de terreno ao longo de estrada ou cursos d água onde, por disposição legal, é vedado edificar. Fonte: acesso em 24 mai

55 54 Figura 30- Faixa non aedificandi da rodovia no terreno Fonte: Yoran Ramalho, Figura 31- Curso d água próximo ao terreno Fonte: Yoran Ramalho, A paisagem natural do terreno é formada pela composição de arbustos e espécies arbóreas. As espécies arbóreas estão localizadas pontualmente nas extremidades do terreno e próximo aos lagos, sendo elas: Algaroba, Eucalipto, Juá, Mulungu, Mandacaru, Jenipapo, dentre outras espécies, a localização das arbóreas no terreno podem ser vistas na Figura 29. Possui vista privilegiada, se limitando com terras não parceladas e possui paisagem natural preservada ao sul do terreno. Dessa vista será tirado partido para locação dos equipamentos de lazer e do bloco de hospedagem que serão os setores principais da proposta projetual. Quanto à infraestrutura 10, o terreno dispõe de rede elétrica e abastecimento de água potável. Mas devido ao impacto causado pelo equipamento será necessária a criação de rede própria coletora de esgotamento sanitário e abastecimento de água através de fontes existentes no município e coleta seletiva de lixo. 10 Consideram-se infraestrutura básica equipamentos urbanos de escoamento das águas pluviais, iluminação pública, redes de esgoto e abastecimento de água potável, de energia elétrica pública e domiciliar e as vias de circulação pavimentadas ou não. (Lei Parcelamento e uso do solo urbano, Capítulo II, art. 4ª, parágrafo 4ª, 1979).

56 55 Figura 32- Paisagem panorâmica frontal do terreno Fonte: Yoran Ramalho, O terreno em sua quase totalidade apresenta topografia plana, exceto na face sul, que no final do terreno apresenta cursos drenantes naturais provenientes de águas pluviais que escoam e formam lagos naturais existentes. Figura 33- Testada frontal com topografia plana Fonte: Yoran Ramalho, Não foi possível obter imagens dos lagos existentes que estão localizados no fim da delimitação do terreno, entretanto as imagens a seguir foram retiradas do software Google Earth, de forma a compreender a topografia anteriormente descrita. Figura 34- Vista dos lagos Fonte: Google Earth, 2012.

57 FRAGILIDADES POTENCIALIDADES Anteprojeto para um Complexo 56 A implantação do equipamento proposto de lazer torna-se viável devido às características anteriormente descritas, que atendem às recomendações de localização mencionadas por Andrade (2003), acrescidas as necessidades sociais devido à deficiência de espaços de lazer e hospedagens na cidade. Para melhor entendimento a tabela abaixo aponta as potencialidades do terreno e seu contexto. Quadro 3- Quadro de potencialidades do terreno proposto TERRENO ESCOLHIDO Localizado em área de expansão urbana Implantação em área de fácil acesso e visualização Paisagem privilegiada devido poucas construções ao entorno Entorno possui vários equipamentos comerciais, devido à localização em rota turística, o que facilita a procura por hospedagem. Proximidade com a BR 232 e a entrada da cidade Morfologia trapezoidal permite o máximo de aproveitamento do terreno Paisagem natural composta por lagos Porção territorial plana Vasta porção territorial possibilita amplas áreas para expansões Localização em rota turística Ruído causado por veículos da rodovia Necessidade de planejamento de serviços de infraestrutura Falta de definição de zona ou setor para atividade predominante prevista por lei Previsão de faixas non aedificandi que diminuem a área útil do terreno, entretanto amplia a área verde. Fonte: Yoran Ramalho, Em qualquer escolha de terreno, existem as fragilidades e as potencialidades apresentadas pelo mesmo ou devido seu entorno. Quanto ao fator determinante para preferência, cabe considerar quais dessas características são mais dominantes. As problemáticas apresentadas, não vêm a comprometer a viabilidade de implantação da edificação no terreno proposto, onde se observa que a potencialidades sobressaem-se em relação às problemáticas apontadas.

58 FACE OESTE FACE LESTE Anteprojeto para um Complexo ANÁLISE 03: CONDICIONANTES FÍSICOS E AMBIENTAIS O terreno situa-se em uma área considerada como expansão do núcleo urbano da cidade de Sanharó/PE. Nesse setor ainda são poucos os imóveis construídos, portanto não há interferência física que venha a comprometer a incidência de fatores ambientais como a ventilação e insolação. O clima que abrange o Agreste pernambucano é caracterizado como semiárido quente com temperaturas médias de 26º, devido às altitudes do Planalto da Borborema (FREITAS, 2010). A imagem abaixo exibe o esquema representativo das zonas de ventilação e insolação que abrange o terreno, visto que o entorno não possui barreira física construída que venha a interferir na incidência de fatores ambientais. A face nordeste do terreno recebe incidência de 30% dos ventos da região, enquanto que a face sudeste é responsável pela incidência de 70% da ventilação. A face norte, portanto está propensa a receber insolação durante todo o dia, devido ao movimento solar. Figura 35- Representação das zonas de ventilação e insolação FACE NORTE BR 232 VENTILAÇÃO NE INSOLAÇÃO NASCENTE INSOLAÇÃO POENTE VENTILAÇÃO SE FACE SUL TRAGETÓRIA SOLAR Fonte: Yoran Ramalho, 2012.

59 58 O terreno possui sua face norte confrontando-se com a BR 232. Devido ao constante tráfego de veículos, o ruído causado torna-se frequente com valores acerca de 70 a 90 decibéis 11 (VIANNA, 2006). Esse fator é determinante quanto ao planejamento arquitetônico, pois deverá ser levado em consideração o posicionamento dos blocos e observar a necessidade de condicionamento acústico para alguns ambientes. Figura 36- Perfil da rodovia com a face do terreno Fonte: Yoran Ramalho, A figura acima evidencia a proximidade da face norte do terreno proposto com a rodovia BR 232. Sendo constante o ruído causado pelo tráfego de veículos, onde em alguns ambientes será analisado o quanto o ruído irá interferir na inteligibilidade de alguns ambientes ANÁLISE 04: CONDICIONANTES LEGAIS É a forma de por a edificação em condição desejada, conforme determinação fixada por legislações específicas de escala federal, nacional e municipal. Para a concepção do projeto será necessária à utilização das recomendações referidas no Código de Obras Municipal de Sanharó, a Regulamentação Geral dos Meios de Hospedagem da EMBRATUR, a normatização NBR Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos e por fim, o Código de Segurança contra Incêndio e Pânico para o Estado de Pernambuco COSCIP decibéis para carro no trânsito da cidade e decibéis para caminhão no trânsito da cidade. Fonte: VIANNA, Nelson, 2006.

60 Código de Obras Municipal O Código de obras municipal de Sanharó (2006) objetiva orientar os projetos de edificações e sua consequente execução no município e assegurar a observância de padrões mínimos de segurança, higiene, salubridade e conforto nas edificações, conforme determinação do seu art. 15º. Estabelece normas e recomendações para execução de obras, reformas e acréscimo de área construída. Recomenda ainda áreas mínimas internas, dentro dos padrões da acessibilidade previstos na NBR 9050 (2004) e estabelece normas para uso do solo, como os afastamentos do terreno e gabarito das edificações. A tabela abaixo expõe os artigos que serão consultados para o planejamento do complexo. Compreende a síntese das normas contidas no Código de Obras Municipal de Sanharó. Quadro 4- Síntese Código de obras QUADRO SÍNTESE DO CÓDIGO DE OBRAS DE SANHARÓ CAPÍTULO SEÇÃO II- Das Edificações em Geral I- Das Normas Gerais VII- Das Edificações em Geral I- Das Normas Gerais ARTIGO PARÁGRAFO DESCRIÇÃO 4º, Único Os projetos e obras sujeitas às disposições desta Lei deverão atender as Normas, Especificações, Padrões e Métodos da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). 26, I As portas de acesso às edificações, bem como, as passagens ou corredores, devem ter as larguras mínimas de 0,80m. 27, I- IV As escadas terão largura mínima de 1,00m (um metro) e permitirão passagem com a altura mínima de 2,10m (dois metros e dez centímetros). As de uso coletivo: - Terão largura mínima útil de 1,50m; - Terão patamar intermediário de profundidade pelo menos igual à largura da escada; - Serão de material resistente ao fogo quando atender a mais de dois pavimentos ou quando o edifício tiver seu andar térreo destinado a fins comerciais; - Não poderá ser em leque ou caracol, salvo, as de acesso a compartimentos de uso secundário. Que nesse caso deverá apresentar largura mínima de 0,80m. 28, 1º-3º As rampas não poderão apresentar declividade superior a 12% (doze por cento), quando destinadas a pedestres, e a 20% (vinte por cento), quando destinadas a veículos. - Quando a declividade exceder a 6% (seis por cento), o piso das rampas deverá receber acabamento antiderrapante. - Em todas as edificações públicas ou de uso coletivo,

61 60 VII- Das Edificações em Geral II- Dos Afastamentos VII- Das Edificações em Geral III- Do Gabarito das Edificações VII- Das Edificações em Geral IV- Da Iluminação e Ventilação deverão ser previstas rampas para facilitar o acesso de deficientes físicos. - Em todos os estabelecimentos de lazer e/ou recreação deverão dispor de no mínimo um sanitário para deficientes físicos dotados de barras de proteção que assegure aos mesmos, total segurança , a Todas as edificações residenciais construídas ou reconstruídas dentro do perímetro urbano deverão obedecer a um afastamento mínimo frontal de 3m (três metros) da testada do lote e 1,50m (um metro e cinquenta centímetros) para a divisa do lote quando houver abertura para iluminação ou ventilação. Na ausência de recuo lateral considerar o afastamento frontal de 5m (cinco metros), sendo permitido estacionamento nessa área O gabarito máximo de altura das edificações não deverá ultrapassar a 04 pavimentos, ou seja, pilotis e três andares a estes superpostos. Não poderá ultrapassar 12,00m 35, I-III Os compartimentos de utilização prolongada deverão ter iluminação e ventilação diretas equivalentes a 1/5 da área do compartimento para o exterior. Pé direito mínimo de 2,70m e dimensões que permitam a inscrição de um círculo de 2,50m de diâmetro. 36, I- II Os compartimentos de utilização transitória deverão ter iluminação e ventilação diretas equivalentes a 1/3 da área do compartimento para o exterior. Pé direito mínimo de 2,40m. 43, II Nas edificações multifamiliares: a) As unidades residenciais possuirão no mínimo: sala, dormitório, cozinha e um banheiro; b) Área útil não poderá ser inferior a 25,00m²; VIII- Das c) Os banheiros e cozinha terão as paredes com altura mínima Edificações de 2,10m com piso revestido por material lavável e Residenciais impermeável; d) As áreas dos lotes serão de uso coletivo, obrigando, além dos estacionamentos, atividades de lazer e administração do condomínio; e) Disporão de banheiro para zelador. 44 As edificações multifamiliares poderão integrar prédios mistos, com atividades de comércio, escritórios e consultórios, desde que tenham acesso independente ao logradouro público. Fonte: Lei nº 37, Concedido pela Prefeitura Municipal de Sanharó. O quadro proporciona subsídio para elaboração do anteprojeto mediante recomendações e normatização da legislação do presente Código de Obras Municipal. Para isso foi elaborada a síntese de forma a ressaltar exclusivamente as normas e dimensionamento aplicáveis ao produto projetual, de forma a ser implantado na cidade de Sanharó.

62 Normas e regulamentações da EMBRATUR A EMBRATUR foi criada em 1966, sendo inicialmente nomeada de Empresa Brasileira de Turismo, onde passou a ser denominada em 1991, através da Lei de Instituto Brasileiro de Turismo. É a autarquia especial do Ministério do Turismo responsável pela execução da Política Nacional de Turismo no que diz respeito à promoção, marketing e apoio à comercialização dos destinos, serviços e produtos turísticos brasileiros no mercado internacional. Trabalha pela geração de desenvolvimento social e econômico para o país (MINISTÉRIO DO TURISMO). A deliberação normativa nº429, 2002 dispõe o Regulamento Geral dos Meios de Hospedagem. O presente regulamento tem como princípio, estabelecer o conceito da empresa hoteleira, meio de hospedagem, requisitos exigidos para operação e funcionamento dos estabelecimentos e as condições para contratação do serviço de hospedagem. O quadro abaixo representa o resumo das disposições contidas no regulamento: ARTIGO Quadro 5- Síntese da Regulamentação da EMBRATUR QUADRO SÍNTESE DAS NORMAS E REGULAMENTAÇÕES DA EMBRATUR PARÁGRAFO INCISO DESCRIÇÃO Art. 3 Único, I e II Os meios de hospedagem oferecerão aos hóspedes, no mínimo: Alojamento para uso temporário em unidades habitacionais (UH) específicas a essa finalidade; Serviços mínimos de: Portaria/Recepção para atendimento e controle permanentes de entrada e saída; Guarda de bagagens e objetos de uso pessoal dos hóspedes, em local apropriado; Conservação, manutenção, arrumação e limpeza das áreas, instalações e equipamentos. Art. 4 Unidade Habitacional- UH é o espaço atingível a partir das áreas principais de circulação comuns do estabelecimento, destinado à utilização pelo hóspede, para seu bem-estar, higiene e repouso. Art. 5 I- III Quanto ao tipo, as UH dos meios de hospedagem são as seguintes: Quarto - UH constituída, no mínimo, de quarto de dormir de uso exclusivo do hóspede, com local apropriado para guarda de roupas e objetos pessoais; Apartamento - UH constituída, no mínimo, de quarto de dormir de uso exclusivo do hóspede, com local apropriado para guarda de roupas e objetos pessoais, servida por banheiro privativo; Suíte - UH especial constituída de apartamento, conforme definido no inciso II, deste artigo, acrescido de sala de estar. Art. 7 II Quanto a aspectos construtivos: a) edificações construídas ou expressamente adaptadas para a atividade;

63 62 Art. 18 Art. 25 b) áreas destinadas aos serviços de alojamento, portaria/recepção, circulação, serviços de alimentação, lazer e uso comum, e outros serviços de conveniência do hóspede ou usuário, separadas entre si e no caso de edificações que atendam a outros fins, independentes das demais; c) proteção sonora, conforme as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT - e legislação aplicáveis; d) salas e quartos de dormir das UH dispondo de aberturas para o exterior, para fins de iluminação e ventilação; e) todos os banheiros dispondo de ventilação natural, com abertura direta para o exterior, ou através de duto; f) serviços básicos de abastecimento de água, bem como de energia elétrica, rede sanitária, tratamento de efluentes e coleta de resíduos sólidos, com destinação adequada; g) facilidades construtivas, de instalações e de uso, para pessoas com necessidades especiais, de acordo com a NBR 9050, em prédio com projeto de arquitetura aprovado pela Prefeitura Municipal, como meio de hospedagem, após 12 de agosto de III Quanto a equipamentos e instalações: a) instalações elétricas e hidráulicas de acordo com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT - e legislação aplicável; b) instalações de emergência, para a iluminação de áreas comuns e para o funcionamento de equipamentos indispensáveis à segurança dos hóspedes; c) elevador para passageiros e cargas, ou serviço, em prédio com quatro ou mais pavimentos, inclusive o térreo, ou conforme posturas municipais; d) instalações e equipamentos de segurança contra incêndio e pessoal treinado a operá-lo, de acordo com as normas estabelecidas e pelo Corpo de Bombeiros local; e) quarto de dormir da UH mobiliado, no mínimo, com cama, equipamentos para a guarda de roupas e objetos pessoais, mesa-decabeceira e cadeira. 2º Serão exigidas condições específicas de proteção, observadas as normas e padrões estabelecidos pelos órgãos governamentais competentes, para os meios de hospedagem localizados no interior ou nas proximidades de: a) unidades de conservação, ou protegidas pela legislação ambiental vigente; b) aeroportos, estações viárias, vias industriais, ou estabelecimentos que ofereçam problemas especiais de poluição ambiental e sonora. Os meios de hospedagem que dispuserem de UH e áreas acessíveis a pessoas portadoras de deficiência deverão colocar, junto à entrada principal do estabelecimento, da placa com o Símbolo Internacional de Acesso a essa faixa de clientela. As disposições constantes deste Regulamento serão aplicadas, a todos os meios de hospedagem. Fonte: EMBRATUR, Regulamento Geral dos Meios de Hospedagem. As normas, no que diz respeito aos parâmetros da arquitetura, foram extraídas e sintetizadas no quadro referido. Proporcionando clareza e precisão no momento de consulta da regulamentação no dimensionamento e planejamento do complexo de lazer.

64 Norma ABNT NBR 9050 A norma visa proporcionar à maior quantidade possível de pessoas, independente da idade, estatura, ou limitação de mobilidade ou percepção, a utilização autônoma e segura do espaço (NBR 9050,2004). Para isso estabelece normas para os espaços internos edificados, mobiliários e para espaços externos abertos, como vagas de estacionamento, passeios e rampas, de forma a garantir a acessibilidade do usuário. Sendo de responsabilidade do arquiteto o planejamento de edificações que atendam às exigências mínimas de acessibilidade previstas pela norma. O símbolo internacional de acesso é utilizado para indicar a acessibilidade da edificação, espaços e equipamentos urbanos. Sendo indicado por um pictograma 12 branco sobre fundo azul, devendo estar voltado para o lado direito. (NBR 9050, ). Pode haver variação de cores, como mostra a figura abaixo, mas não poderá ser modificado ou inserido nenhum novo elemento que descaracterize o símbolo (NBR 9050, ). Figura 37- Símbolo internacional de acessibilidade Fonte: NBR 9050, 2004 A rampa de acesso à edificação deve ter largura mínima de 1,50m com patamares niveladores no seu início e fim observando a declividade recomendada para cada ocorrência, e caso tenha curvas estas também devem ser feitas através de patamares, e sempre devem ser construídas em piso não escorregadio, possuir corrimão e guarda corpo. Quanto às vagas de estacionamento destinadas aos portadores de deficiência, devem se localizar o mais próximo dos acessos principais do edifício. As recomendações principais da norma foram organizadas no quadro a seguir. 12 Diagrama ilustrado com pinturas. Fonte: Dicionário Michaelis.

65 64 LOCAIS ACESSOS Quadro 6- Síntese Normas NBR 9050 QUADRO SÍNTESE DAS NORMAS NBR 9050 RECOMENDAÇÕES Todas as entradas deverão ser acessíveis CIRCULAÇÕES Largura mínima de 0,90m Pisos com superfície regular e antiderrapante PORTAS Deverão ter vão livre de 0,80m VAGAS ESTACIONAMENTO SANITÁRIOS VESTIÁRIOS RESTAURANTES, BARES E REFEITÓRIOS HOSPEDAGEM PISCINAS As vagas destinadas a portadores de deficiência deverão possuir circulação de 1,20m, podendo ser compartilhada por duas vagas. Quantificação: Até 10 vagas, não necessita prever nenhuma vaga acessível. De 11 a 100 vagas é necessário prever 01 (uma) vaga acessível. Acima de 100 vagas totais, deverá reservar 1% do total para vagas acessíveis. 5% (cinco por cento) do total de cada peça sanitária deverão ser acessíveis, com quantidade mínima de pelo menos 01 (uma) unidade de cada. Os boxes acessíveis deverão ter no mínimo 1,70 x 1,50m para rotação de 180º. As barras de apoio devem ter comprimento mínimo de 0,65m e diâmetro de 0,03m. As cabines individuais acessíveis deverão possuir as dimensões mínimas de 1,80 x 1,80m, com superfície de 0,80 x 1,80m e 0,46m de altura para troca de roupas deitado. Prever barras de apoio horizontais de comprimento mínimo de 0,80m e altura de 0,75m do piso. Devem possuir no mínimo 5% do total de mesas acessíveis, com no mínimo 01 (uma) unidade. Dispostas com o restante das mesas. As pousadas, auditórios, sala de convenções, ginástica e piscinas devem ser acessíveis. Pelo menos 5% dos quartos deverão ser acessíveis, respeitando o mínimo de 01 (uma) unidade. Não podendo ser isolado dos demais dormitórios. 10% do total de dormitórios devem ser propensos à adaptação. O piso do entorno não poderá ser escorregadio e nem muito abrasivo. As bordas e degraus devem ter acabamento arredondado. Os degraus deverão ter piso de 0,46m e espelho de 0,20m. Quando houver banco de transferência, o mesmo deverá estar associado ao degrau ou rampa. Fonte: NBR Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos, Sintetizado pela autora, A partir da síntese obtida das normas para acessibilidade em edificações, a tabela referencia a etapa de planejamento do anteprojeto, pois nela está contida a normatização principal dos ambientes que fazem parte da proposta do complexo, constituindo os equipamentos de hospedagem, lazer e serviços, que estão referidos no programa de necessidades do complexo.

66 Código de Segurança contra Incêndio e Pânico - COSCIP O Código de Segurança contra Incêndio e Pânico para o Estado de Pernambuco- COSCIP tem por finalidade estabelecer condições mínimas de segurança contra incêndio e pânico em edificações, sendo de competência do próprio Corpo de Bombeiros o estudo, análise, planejamento, fiscalização e execução das normas que fazem obedecer ao assunto. O complexo vem a ser enquadrado em duas definições por possuir setor de lazer e hospedagem, conforme os artigos 11 e 15, respectivamente: Edificação de Reunião Pública, cuja natureza de ocupação específica venha a congregar uma população flutuante ou temporária em um dado momento, provocada por um evento isolado esporádico, transitório ou descontínuo. Edificação Residencial Transitória, que abrigam em regime residencial ou domiciliar exclusivamente transitório, grupos de pessoas com aproveitamento e ocupação de áreas coletivas, considerando tais grupos como parte integrante de uma população temporária dessas edificações. Para edificações com fins exclusivos de pernoite ou pousada. Os sistemas de segurança contra incêndio e pânico devem ser dimensionados em função dos parâmetros abaixo, determinados previstos no Art. 25 da presente lei: Área total construída por pavimento e/ou coberta; Número de pavimentos e natureza das circulações e/ou acessos (abertas ou fechadas); Altura total da edificação ou de áreas ou setores específicos, em caso de ocupações diversas; Número total de economias habitáveis na edificação e/ou em agrupamentos; Número total de economias habitáveis por pavimento edificado; Distâncias a serem percorridas pela população em circulações ou acessos, partindo-se do local mais afastado até as saídas de emergência, em cada pavimento considerado.

67 66 Para melhor compreensão sobre as normas descritas na presente norma, a tabela a seguir resume os principais pontos abordados e apresentar as recomendações exigidas: Quadro 7- Síntese das normas do COSCIP QUADRO SÍNTESE DO CÓDIGO CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO ARTIGO Art. 40 Art. 57 DESCRIÇÃO Será obrigatória a instalação de extintores de incêndio nas edificações previstas neste Código, independentemente da existência de qualquer outro sistema de segurança. A reserva mínima para combate a incêndios deverá ser dimensionada em função da classe de ocupação do risco correspondente, em conformidade com o disposto na tabela abaixo: Art. 107 Art. 132 e 140 Art. 142 Art. 143 Art. 175 O sistema de proteção por chuveiros automáticos tem por finalidade a proteção de áreas de maior risco, evitar a propagação dos incêndios e garantir um caminhamento seguro às rotas de fuga. É exigido que o edifício possuísse um sistema de chuveiros automáticos em todas as áreas de circulação e garagem, além de um sistema de detecção e alarme de incêndio. Os sistemas e dispositivos para evacuação das edificações classificadas neste Código serão exigidos em função de sua classe de ocupação e destinam-se a: Possibilitar que sua população possa abandoná-las, em caso de sinistro, no menor espaço de tempo possível, e protegido em sua integridade física; Permitir o fácil acesso de auxílio externo, para o combate ao sinistro e a retirada da população. Os sistemas e dispositivos de evacuação devem dotar as edificações de um caminhamento seguro e protegido, dos pontos mais afastados até as saídas de emergência, em cada pavimento, e destas até as áreas de descarga. As portas das saídas de emergência e as portas das salas e compartimentos com capacidade acima de 50 (cinquenta) pessoas, e em comunicação com os acessos, devem abrir no sentido de trânsito de saída. Art. 178 Em salas com capacidade acima de 200 pessoas, a porta de comunicação com o acesso deverá ser dotada de ferragens ou dispositivos do tipo anti-pânico. Fonte: Lei nº Código de Segurança contra Incêndio e Pânico para Pernambuco- COSCIP, Sintetizado pela autora, As edificações construídas seguirão a tipologia de gabarito predominantemente horizontal, que não irá dispor de reserva de incêndio, cuja norma exige a reserva de incêndio para edificações acima de quatro pavimentos. As normas que foram analisadas ofereceram embasamento para a definição do dimensionamento dos ambientes que constituíram as edificações. O método de sintetizar as normas específicas para aplicação ao complexo de lazer contribuiu de maneira objetiva para o dimensionamento e a posteriores consultas ao logo do processo de concepção projetual.

68 PROGRAMA E DIMENSIONAMENTO A etapa constitui na formulação do programa de necessidades a partir da análise dos estudos de caso referentes os complexos de lazer e na elaboração do pré-dimensionamento dos ambientes de acordo com as normas específicas à natureza do complexo. O programa foi elaborado a partir das análises dos estudos de caso, entretanto não foi possível ter acesso às dimensões dos ambientes, apenas aos mapas de implantação, portanto o dimensionamento foi elaborado a partir de recomendações das normas da NBR 9050, 2004, das regulamentações da EMBRATUR para o setor de hospedagem e recomendações sugeridas por Andrade, 2003, como mostra o Quadro 8. O complexo é formado por três amplos setores principais, onde deles descendem o restante. São eles o setor de lazer que engloba atividades de recreação e alimentação edificadas e ao ar livre, desse setor, descende o social, em que se localizam os equipamentos de eventos, auditório e restaurante. O setor de hospedagem compreende a pousada, que por sua vez, terá suas unidades habitacionais - UH subdivididas em duas partes, a primeira será um bloco concentrado de apartamentos e a segunda serão bangalôs dispostos ao longo do terreno, de forma a garantir a privacidade dos hóspedes, fazendo com que os mesmos desfrutem da paisagem circundante. Será destinado principalmente às famílias. O último setor é o administrativo, que além de compreender as atividades de gestão da pousada e do lazer, terá como anexo o bloco de serviço, com a cozinha principal do restaurante, o refeitório e vestiário dos funcionários. Terá próximo acesso próprio de serviço para carga e descarga, depósito de lixo e reservatório de água. O quadro abaixo apresenta o programa de necessidades dos três setores, juntamente com o pré-dimensionamento dos ambientes e as fontes as quais recomendam o dimensionamento mínimo para cada ambiente segundo sua especificidade.

69 HOSPEDAGEM LAZER SOCIAL Anteprojeto para um Complexo 68 Quadro 8- Programa e Dimensionamento PROGRAMA ÁREA PREVISTA ÁREA FONTE EM TG 01 ADOTADA Recepção e Lobby 50m² 127,20m² Andrade, Banheiros acessíveis 6m² cada 3,40m² cada NBR 9050 Loja Conveniência 30m² 30m² - Auditório 320m² 756,20m² Andrade, 2003 Salão Eventos Multifuncional 504m² 700m² Andrade, 2003 Restaurante 270m² 364,50m² Andrade, 2003 Cozinha 90m² 84,50m² Andrade, 2003 Sala de Jogos 40m² 49,98m² - Bar Molhado 108m² 93,00 Andrade, Quiosques 10m² cada 15m² cada - Playground 100m² 236,11m² - Piquenique e Trilhas ,60m² - 02 Píer do Lago 10m² cada 190m² cada - Pesca ecológica Piscinas e Deck 500m² 8.720,44m² - Quadras e Mini campo 150m² 600m² cada - 02 Banheiros com Vestiário 40m² cada 25m² cada Andrade, 2003 Área para Eventos ,81m² - Recepção e Lobby 50m² 163,40m² Andrade, Unidades Habitacionais Administração 60m² 101,40m² Andrade, Acessíveis 30m² 30m² cada ABNT 9050: Adaptáveis - 30,50m² ABNT 9050: Standard 25m² 25m² EMBRATUR 04 Bangalôs 35m² 25m² cada - Casal 05 Bangalôs - 43m² cada - Família 01 Bangalô Adaptável - 43m² ABNT 9050:2004 Piscina pousada ,48m² - Piscina Bangalôs - 398,55m² - Rouparia limpa 2,50m² 16,40m² Andrade, 2003 Rouparia suja 2,50m² 16,40m² Andrade, 2003 Depósito geral 9,1m² 16,40m² Andrade, 2003 Ambulatório - 7,5m² RDC 50 Guarda Bagagens - 9,0m² -

70 SERVIÇO ADMINISTRAÇÃO Anteprojeto para um Complexo 69 Administração 50m² 242m² Andrade, 2003 Atendimento 30m² 34m² - Ambulatório 7,5m² 10,60m² RDC 50 Sala Reunião 75m² 42,90m² - Sala Monitoramento 20m² 19,80m² - 02 Banheiros 6m² cada 3,40m² ABNT 9050:2004 Copa 15m² 12m² - Lavanderia 50m² 64,50m² Andrade, 2003 Cozinha Central de 50m² 72,30m² Andrade, 2003 Armazenagem Geral Recepção, Triagem e Controle - 15,50m² - de Alimentos Refeitório 150m² 96,70m² - 02 Banheiros com vestiário 32m² cada 39,50m² Andrade, 2003 Carga/ Descarga 27m² mín. 27m² Andrade, 2003 Vasilhames - 4,50m² - Lixo Seco - 6,00m² - Lixo Úmido - 6,00m² - ÁREA TOTAL EDIFICADA ESTACIONAMENTO GERAL 217 VAGAS ESTACIONAMENTO SERVIÇO 20 VAGAS Fonte: Yoran Ramalho, ,88m² 4.739,97m² 309,50m² O dimensionamento dos ambientes que compõem os setores do lazer e de serviços foi calculado através das referências recomendadas por Andrade (2003). O salão de eventos multifuncional foi calculado para atender a quantidade de 200 pessoas, com o padrão de 0,8m² para recepção do público somado a 1,3m² para assentos. O auditório foi dimensionado para comportar 250 pessoas, sendo utilizado o padrão para auditório de 0,8m² por pessoa, essa área foi acrescida 40% total para o Foyer, aplicado a regra de quantificação de peças sanitárias pela quantidade de pessoas, referida a locais de reunião de pessoas, de 01 bacia para cada conjunto de 50 pessoas, com 05 peças sanitárias para cada banheiro, sendo reservada pelo menos 01 unidade acessível de cada peça sanitária NBR 9050, 2004).

71 70 O restaurante foi calculado para 150 pessoas, que atende ao bloco de hospedagem e ao lazer. Para cada pessoa foi estipulada uma área de 1,8m² sendo 1/3 multiplicado desse total para obter o dimensionamento da cozinha. O bar molhado foi dimensionado, segundo o mesmo critério de 1,8m² por usuário, o bar atenderá o número de 60 usuários. O setor de hospedagem é constituído por dois blocos de pousada e bangalôs, para seu dimensionamento foi utilizado o padrão mínimo recomendado pelo órgão nacional, referido na deliberação para hospedagem da EMBRATUR, e pelo órgão municipal, referido através do Código de Obras Municipal, ambos recomendam que a unidade habitacional seja constituída no mínimo de 25m² que compreende dormitório, sala e banheiro individual. Pelo total de unidades habitacionais, foram estipulados dois apartamentos adequados à acessibilidade e outros quatro apartamentos que poderão ser adaptáveis, previsto pela NBR 9050 (2004). Todos ambientes foram calculados, seguindo as recomendações feitas por Andrade, Brito e Jorge (2003), através de critérios estabelecidos para número de usuários e pelas normas municipais e nacionais. Em alguns casos não foi possível obter fontes de pesquisa para serem referenciadas. A área construída dos ambientes totalizou cerca de 4.834,88m² (quatro mil oitocentos e trinta e quatro metros quadrados). O município não dispõe de lei de edificações, por isso a foi determinada uma vaga de estacionamento para cada 50m² construídos, que totalizaria 97 vagas, mas foram planejadas 237 vagas que atendem a todos os setores, cada vaga ocupa o espaço mínimo de 25m² incluindo área para manobras e circulação. A norma NBR 9050 recomenda que de acima de 100 vagas deve-se reservar pelo menos 1% do total vaga para portadores de deficiência, para tanto o projeto reservou 02 vagas no estacionamento de serviço e 04 vagas para o estacionamento geral.

72 ORGANOFLUXOGRAMA O organofluxograma é a conexão entre organograma e fluxograma, cuja união resulta em um diagrama com a disposição dos setores por ordem hierárquica, a intensidade e comunicação entre eles, ou ambientes de uma edificação iniciado pelo seu acesso. Para a formulação do organofluxograma do complexo de lazer, o gráfico veio a ser organizado por meio da locação dos setores de lazer, administrativo, de serviços e de hospedagem. O esquema gráfico apresenta a hierarquia, a intensidade do fluxo e conexão entre os setores do complexo, podendo ser compreendido no esquema abaixo. Figura 38- Esquema gráfico Organofluxograma Fonte: Yoran Ramalho, 2012.

73 72 5. ANTEPROJETO ARQUITETÔNICO O município para implantação do complexo foi escolhido devido à ausência e subutilização de espaços recreativos na localidade e região e ainda pelo potencial de locação devido à proximidade com cidades que indispõem destes espaços recreativos e de hospedagem, sendo esta uma pousada com classificação três estrelas (EMBRATUR). A área escolhida é dotada de beleza e paisagem natural preservada, esse aspecto incidiu como um dos pontos determinantes de escolha, sendo um dos critérios sugeridos por Andrade (2003) e ainda pela proximidade com a rodovia que proporciona visibilidade e fácil acesso ao público. O trabalho compreende a dificuldade do poder público em investir pouco nas áreas urbanas de lazer devido questões emergenciais da cidade, dessa forma a iniciativa privada conquista o mercado desprovido de equipamentos de lazer. Por essa dialética o trabalho propõe um empreendimento privado, moldado às necessidades do público alvo. O empreendimento possui como público alvo o turista família, grupos de excursões de todas as idades e a turistas de viagens à trabalho (ANDRADE, 2001), pois o complexo possui em seu programa auditório, e salão com ambiente multifuncional, que foram pensados de modo à atrair o maior número de usuários MEMORIAL JUSTIFICATIVO Devido à importância do lazer para a sociedade como fator regenerativo físico e psíquico (ANDRADE, 2001), justifica-se a importância do equipamento para a cidade, visto que a mesma necessita do empreendimento devido à carência de espaços privados voltados a recreação. O terreno escolhido manterá grande parte de sua área preservada por vegetação densa, cerca de aproximadamente 3/4 da área total, que propicia conforto térmico e visual, que pode ser utilizada para futuras expansões de todos os espaços

74 73 construídos e abertos. Por possuir dois lagos naturais, este foi o fator preliminar para o zoneamento das áreas localizadas em suas proximidades, portanto o acesso geral do empreendimento é feito pela rodovia através de uma faixa de desaceleração que se abre para uma esplanada condutora central ramificando-se após 200 metros para os acessos das áreas abertas e edificadas do complexo. Figura 39- Implantação geral BLOCO DE ENTRADA, AUDITÓRIO, SALÃO MULTIFUNCIONAL E RESTAURANTE 05- SETOR HABITACIONAL 06- PIQUENIQUE E CAMINHADAS Fonte: Yoran Ramalho, LAGOS NATURAIS 08- PISCINAS 09- PLAYGROUND 10- ESPAÇO PARA EVENTOS A primeira entrada dá acesso ao bloco principal, que possui grande pátio aberto para concentração de pessoas e sendo um eixo norteador de circulação indutiva dos transeuntes, justifica-se sua admissão por estar no núcleo das cinco edificações: o auditório, o salão de eventos, o restaurante, o bloco principal e a pousada, que por sua vez divide-se em duas áreas, a primeira delas formada por blocos de unidades habitacionais, e outra por bangalôs próximos ao lago, tirando partido da paisagem e de localização por maior incidência de ventilação, conforme apontado no estudo de condicionantes ambientais. O segundo acesso é para a área

75 74 de lazer, onde os dois grandes setores possuem em comum o restaurante que é localizado no eixo entre a pousada e as piscinas. O partido arquitetônico é a composição de formas puras, principalmente o quadrado, o triângulo e o círculo. Foram trabalhadas em todas as edificações pelo menos duas das três formas básicas, sendo essa relação de contraste com meio natural ao qual se insere. A utilização de tais formas incide na composição da paisagem construída, que encontrou no partido a forma de expressar arquitetura limpa, com inspiração no movimento modernista, aliado ao conforto térmico das edificações com extensos beirais e utilização de panos de vidro curvos para maximização da ventilação natural dos ambientes, que tem a finalidade de propiciar leveza aos blocos. Figura 40- Partido Arquitetônico Fonte: Acesso em 22 nov A intenção de contrastar com o meio natural justifica-se por não existirem formas puras na natureza, entretanto tal contraste não teve como intenção ofuscar a paisagem natural, mas sim de utilizar da mesma como artefato para composição visual do complexo. Nos locais ao ar livre o agenciamento foi definido por caminhos orgânicos, que tomaram essa forma pela proximidade com o elemento água. O bloco de entrada é a concentração de três funções principais para o funcionamento do equipamento, são elas: a área social, a área administrativa e a

76 75 área de serviço, dessa maneira cada um desses setores assumiu uma forma geométrica, onde o setor social é a composição entre semicírculo e coberta plana em laje com formato triangular, seu acesso é lateral e voltado para um grande pátio. A área administrativa, não deixa de ser uma área de serviço, mas que tem uma relação com o público, dessa maneira, tal setor está relativamente ligado por acesso ao lobby, sua plástica é reflexo da inspiração volumétrica do bloco social, sendo constituída por dois quadrantes de círculo, em que sua coberta é um prolongamento vertical de tais quadrantes, formada por platibandas e cobertura metálica termoacústica. A última área, a de serviço, impõe racionalidade, dessa maneira a forma que o compõe é o retângulo, pois se adequa a qualquer função, esse bloco possui relação direta com a administração pela afinidade das funções, seu sistema de coberta é o mesmo da área administrativa. Essas três funções expressas em formas que compõem o bloco de entrada estão situadas ao próximo ao acesso onde o usuário tem o primeiro contato visual, apresentam a identidade plástica do complexo. Figura 41- Perspectiva Bloco de Entrada, Administração e Serviço Fonte: Yoran Ramalho, O restante dos blocos possui autonomia espacial, deste modo, para utilizá-los não é necessário adentrar no bloco principal. O primeiro desde grupo, o auditório teve sua composição espacial e plástica adequada à sua função, onde se fez necessário o estudo de fonte bibliográfica complementar que proporcionou diretrizes para o planejamento do espaço. Soler, Kowaltowski e Pina (2005) em seu artigo apontam que é praticamente impossível planejar um espaço que atenda a todos os

77 76 usos sem perder sua qualidade acústica, portanto o auditório foi planejado para palestras. O piso interno teve disposição espacial escalonada, sendo importante para a visibilidade da plateia e ainda desejável acusticamente para garantir a recepção sonora, evitando o paralelismo entre o piso e o teto (SOLER, KOWALTOWSKI E PINA, 2005). Figura 42- Corte Longitudinal Auditório Fonte: Yoran Ramalho, Sua composição volumétrica é formada por dois quadrados rotacionados a 45 graus, o primeiro acomoda o foyer e os banheiros em que o acesso para a plateia e para os camarins é feito por antecâmara que evita a troca de sons. O segundo quadrado é um anexo, em que se localizam os camarins e dá acesso ao palco, este volume assim como o primeiro foi incorporado ao corpo principal, onde o volume era de início o retângulo que teve duas de suas faces abrindo-se do palco em direção ao foyer, deste modo evita a utilização de paredes paralelas para melhor dissipação sonora. A plateia teve ainda seu pé direito duplo, desta forma aumenta o volume do espaço, onde foram posicionadas placas refletoras acústicas, visando o melhoramento acústico do ambiente. Figura 43- Perspectiva Auditório Fonte: Yoran Ramalho, 2012.

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