RESORT E ECOTURISMO: SINERGIA POSITIVA OU NEGATIVA?

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1 UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA ESCOLA DE ADMINISTRAÇÃO NPGA NÚCLEO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO CURSO DE MESTRADO PROFISSIONAL EM ADMINISTRAÇÃO Leonardo Vasconcellos Loureiro RESORT E ECOTURISMO: SINERGIA POSITIVA OU NEGATIVA? SALVADOR - BAHIA 2005

2 LEONARDO VASCONCELLOS LOUREIRO RESORT E ECOTURISMO: SINERGIA POSITIVA OU NEGATIVA? Dissertação apresentada ao Curso de Mestrado Profissional da Escola de Administração, da Universidade Federal da Bahia, como requisito parcial para a obtenção do grau de Mestre em Administração. Orientador: Prof. Dr. Paulo Henrique de Almeida Salvador 2005

3 Escola de Administração - UFBA L892 Loureiro, Leonardo Vasconcellos. Resort e ecoturismo: sinergia positiva ou negativa?/ Leonardo Vasconcellos Loureiro f. Orientador: Prof. Dr. Paulo Henrique de Almeida. Dissertação (mestrado profissional) Universidade Federal da Bahia, Escola de Administração, Ecoturismo. 2. Turismo. 3. Desenvolvimento sustentável. 4. Resorts. 5. Educação ambiental. I. Almeida, Paulo Henrique de. II. Universidade Federal da Bahia. Escola de Administração. III. Título. CDD

4 LEONARDO VASCONCELLOS LOUREIRO RESORT E ECOTURISMO: SINERGIA POSITIVA OU NEGATIVA? Dissertação para obtenção do grau de Mestre em Administração. Salvador, 2005 Banca Examinadora: Dr. Paulo Henrique de Almeida Universidade Federal da Bahia Dr. Marcus Alban Suarez Universidade Federal da Bahia Dr. Sylvio Bandeira de Mello e Silva Universidade Católica do Salvador

5 AGRADECIMENTOS Ao Professor Paulo Henrique de Almeida, que orientou esta dissertação. Ao Professor e Coordenador do Mestrado Profissional em Administração José Célio Andrade, sempre atencioso e disponível. Aos Professores Sylvio C. Bandeira de Mello e Silva e Marcus Alban Suarez, pelas críticas, sugestões e indicações bibliográficas. A Iris de Souza Leão Barros, pela grande ajuda na pesquisa, pelo auxílio na correção do texto e pelo estímulo ao desenvolvimento desse trabalho. A Karina Mylena de Souza Leão Barros Loureiro pelo companheirismo, especialmente nos momentos mais difíceis. A Martha Maria Cordeiro Vasconcellos, Leilane Vasconcellos Loureiro, Reynaldo Jorge Calmon Loureiro e Maria do Socorro Mendonça Vasconcellos pelo apoio recebido das mais diversas formas. iv

6 RESUMO O turismo de massa teve início no século XX, após a Segunda Guerra Mundial, consolidando-se na década de Porém, desde meados da década de 1980, ele vem, cada vez mais, perdendo espaço para o turismo segmentado. Dentre as diversas opções de segmentação, uma merece destaque especial: o ecoturismo. Ele está ligado ao desenvolvimento sustentável do meio ambiente natural e dos recursos culturais, sociais e econômicos das comunidades locais, promovendo e incentivando a conservação e a educação ambiental. É um segmento do turismo que vem crescendo bastante no mundo e no Brasil, país que dispõe de imenso potencial natural e cultural. Paralelamente, encontra-se em crescimento a indústria de resorts, hotéis de lazer que oferecem descanso e entretenimento aos hóspedes. Os resorts podem ser de vários tipos: litorâneo, de rio, de floresta, de estância hidrotermal, rural, de montanha e outros. Possuem características peculiares, entre elas a promoção de diversas atividades recreativas, e atingem a públicos alvos variados. Tem sido cada vez mais freqüente a associação de resorts com o ecoturismo, formando os eco-resorts. Esses empreendimentos criam polêmica, pois existem características de ambos que são opostas e contraditórias, como também existem fatores que contribuem para essa união. A viabilidade da existência de resorts voltados para o ecoturismo, como turismo sustentável, é a tese desta dissertação. Palavras-chave: Turismo de massa; Turismo segmentado; Ecoturismo; Desenvolvimento sustentável; Educação ambiental; Resorts; Eco-resorts. v

7 ABSTRACT Mass tourism in the twentieth century began after World War II and it was consolidated during the 1970s. However, since the mid 1980s, it has become more specialized or segmented. There are many kinds of segmented tourism, and one deserves particular attention: it is the ecotourism. Ecotourism is related to the sustainable development of the natural environment and the cultural, social, and economic resources of local communities. At best, it promotes and stimulates environmental conservation and also helps to educate people about the importance of caring for our planet. Ecotourism is growing around the world, notably in Brazil, which has great natural and cultural potential. At the same time, the resort industry is also growing. There are now many geographical types of resorts, including coastal, river, forest, hydrothermal, rural and mountain. These resorts have their own characteristics, including the promotion of many recreational activities, and they are designed to attract a variety of clients. The association of resorts with ecotourism forming ecoresorts has been each time more frequent. But the development of ecoresorts has sometimes led to controversy. This study analyzes the potential conflicts and benefits of the union of both, ecotourism and resorts, and consequently the viability of the ecoresorts while sustainable tourism. Keywords: Mass tourism; Segmented tourism; Ecotourism; Sustainable development; Environmental education; Resorts; Ecoresorts. vi

8 SUMÁRIO LISTA DE QUADROS.... ix INTRODUÇÃO TURISMO A importância do turismo e os seus impactos Do turismo de massa ao micro-segmentado Conceito de não-lugar ECOTURISMO Conceitos e princípios Desenvolvimento e turismo sustentável O crescimento do ecoturismo Surgimento e evolução no Brasil O potencial ecoturístico brasileiro e o seu desenvolvimento atual Impactos positivos e negativos O perfil do ecoturista RESORTS Conceito O modelo Resort Timeshare Residências secundárias Hotéis-resort Modelo all-inclusive Tipos de Resort De montanha De rio e/ou floresta De estância hidrotermal Rural ou de fazenda vii

9 3.3.5 Para golfe Spa Litorâneo ou de praia Navios Instalações comuns em todos os tipos de resort Considerações gerais Principais características Programa de atividades para os hóspedes Exemplos de atividades recreativas Público alvo Família Grupos de amigos Casais Terceira idade Empresas e/ou eventos Eventos esportivos RESORT E ECOTURISMO Fatores que dificultam a compatibilidade entre ecoturismo e resort Aspectos que podem eliminar ou reduzir os fatores dificultadores Fatores que facilitam a compatibilidade entre ecoturismo e resort Aspectos que podem eliminar ou reduzir os fatores de compatibilidade CASOS REAIS Resorts no Brasil O caso do Complexo Costa do Sauípe O caso do Praia do Forte EcoResort CONCLUSÃO REFERÊNCIAS viii

10 LISTA DE QUADROS Quadro 1 - Impactos econômicos Quadro 2 - Impactos sociais Quadro 3 - Impactos culturais e ambientais Quadro 4 - Atividades recreativas oferecidas por diferentes tipos de resorts Quadro 5 - Principais elementos dos resorts no Brasil ix

11 10 INTRODUÇÃO Uma organização empresarial é possuidora de uma ilha com bastante área de Mata Atlântica dentro da Baía de Todos os Santos. A sua intenção é buscar parcerias para, futuramente, desenvolver um grande empreendimento de resort voltado prioritariamente para o ecoturismo. É dentro deste contexto que a presente Dissertação está inserida. O autor busca estudar as chances de sucesso deste mega empreendimento. Ela trata de um tema delicado na área de turismo: a possibilidade de ser desenvolvido adequadamente o ecoturismo para os hóspedes de resorts. É possível promover o desenvolvimento sustentável em uma determinada região, através da prática do ecoturismo aliado à implantação e operação de resorts? O tema é polêmico porque existem diversas variáveis envolvidas, algumas favoráveis à sinergia ecoturismoresorts e outras contrárias. O objetivo dessa pesquisa foi responder a essa questão. Sua resposta foi positiva. Em conseqüência, procurou-se resumir parâmetros e linhas de conduta para o correto desenvolvimento, implantação e funcionamento de resorts em áreas com potencial ecoturístico, visando contribuir positivamente para o desenvolvimento local. Para atingir esse objetivo, esse trabalho buscou primeiramente verificar as razões do surgimento do ecoturismo. Em seguida, analisou o ecoturismo e os resorts, estudando cada um de forma independente. A partir dessas investigações, elaborou uma análise comparativa e crítica com o intuito de responder ao problema de pesquisa, listando condições e critérios para que os dois possam coexistir e se correlacionar. No final, comparou os resultados obtidos a dois casos reais de resorts, verificando o grau e a

12 11 extensão da sua aplicabilidade, juntamente com as falhas identificadas e os seus respectivos motivos. No capítulo 1, a atividade do turismo é descrita brevemente, sendo discutida a sua relevância para a sociedade como um todo. Posteriormente, é abordada uma importante transformação pela qual a atividade passa desde meados da década de oitenta, acompanhando uma tendência mundial em diversos setores da economia: a segmentação gradual e cada vez maior, com a conseqüente perda de mercado do turismo de massa para um turismo cada vez mais especializado. Por fim, trata do conceito de não-lugar e das diferentes maneiras em que o termo é empregado. O capítulo 2 trata do segmento do turismo que mais tem crescido nos últimos anos, que ainda tem um grande potencial de desenvolvimento e que é um dos objetos de estudo desse trabalho: o ecoturismo. O ecoturismo é definido e caracterizado. Mostrase como surgiu no Brasil, as dificuldades que encontrou e que ainda encontra. Descreve-se, em seguida, o potencial brasileiro e como ele vem sendo utilizado. No final, a atividade é analisada em termos dos impactos positivos e negativos que a sua exploração pode gerar e é traçado o perfil do ecoturista. O capítulo 3 estuda os resorts. Descreve tanto as características gerais que os hotéis precisam ter para serem assim classificados, como as características peculiares de cada um dos seus diferentes tipos. Discute os programas de atividades recreativas para os hóspedes e os principais públicos alvos atingidos por essa categoria de hotel. O capítulo 4 faz uma análise comparativa e crítica a respeito de diversos fatores e aspectos que favorecem a sinergia entre ecoturismo e resort e outros que contestam esta união. O último capítulo inicialmente lista e analisa os resorts brasileiros de uma maneira geral. Posteriormente, estuda dois casos: o Complexo Costa do Sauípe e o Praia do Forte EcoResort. Descreve as suas estruturas e características principais e analisa as suas relações com o ecoturismo à luz dos conceitos e aspectos presentes neste trabalho.

13 12 Durante a elaboração da Dissertação, foram encontradas duas dificuldades principais. A primeira diz respeito à determinação da dimensão do ecoturismo, tanto em nível mundial, quanto em nível nacional. A grande maioria das referências consultadas não apresenta números nem estatísticas. O próprio site do Ministério do Turismo não faz referência a nenhuma estatística sobre o ecoturismo. O Anuário Estatístico de 2004 (volume 31), elaborado pela Embratur, que traz diversos dados e números sobre o turismo nacional, apresentados sob diversos contextos diferentes (são quase 180 páginas de planilhas e tabelas), não destaca nenhum número específico para o ecoturismo. Da mesma forma, o site do Ibama também não apresenta nenhum número. É possível que um dos motivos da dificuldade de se apurar, com alguma precisão, o peso desse segmento esteja no fato de que muitos ecoturistas não praticam exclusivamente a atividade durante toda a sua viagem, mas apenas em uma parte dela. De qualquer maneira, é fácil constatar a importância e o crescimento da mesma, graças à verificação do aumento da demanda e da oferta de produtos ecoturísticos. A segunda dificuldade foi a escassez, em termos de quantidade e qualidade, de material específico que trate de resorts. Existe bastante texto publicitário e notícias específicas, porém não há muita literatura acadêmica e científica que aborde aspectos teóricos, gerais e amplos desses grandes empreendimentos. Muitos livros sobre turismo reservam apenas pequenos trechos sobre resorts e neles normalmente constam apenas o conceito e algumas poucas informações. Este trabalho não se propõe a esgotar a discussão acerca da viabilidade sinergética entre ecoturismo e resorts. Ele se limita a analisar diversos aspectos e argumentos qualitativos, fornecendo talvez mais combustível para o debate, e externando a opinião do autor em face das informações pesquisadas e analisadas sob seu ponto de vista. A maior intenção do autor é promover uma reflexão sobre a relevância do tema, para que futuras pesquisas possam ser desenvolvidas a respeito do mesmo.

14 13 1. TURISMO 1.1 A IMPORTÂNCIA DO TURISMO E OS SEUS IMPACTOS De acordo com a OMT (2003, p. 17), o setor de viagens e turismo é o maior e o mais diversificado do mundo. Muitas nações dependem dessa dinâmica atividade como principal fonte de geração de renda, emprego, crescimento do setor privado e aperfeiçoamento da infra-estrutura. O incremento turístico é especialmente estimulado nos países em desenvolvimento como suplementares a outras formas de crescimento econômico, tais como manufatura ou exportação de recursos naturais. Por sua característica de indústria não poluidora e com altos índices de geração de empregos diretos e indiretos, cobrindo um amplo espectro de níveis de formação profissional, o turismo vem ganhando cada vez mais destaque no desenvolvimento de políticas de diversos países. As receitas geradas pelo turismo internacional representam uma das maiores parcelas das exportações mundiais de todos os setores econômicos, perdendo apenas para os setores do petróleo e seus derivados e de automóveis e suas peças e acessórios. Conseqüentemente, ele é muito importante para diversos países, pois representa o ingresso de moeda estrangeira, aumentando as divisas (ODEBRECHT, OMT, 1997, 2003). O turismo é uma atividade que assumiu importância econômica só recentemente, a partir do surgimento e crescimento do turismo de massa, em meados do século XX. Segundo Barbosa (2002), os fatores chave do seu desenvolvimento são diversos: a conquista do tempo do ócio, a evolução do transporte aéreo de passageiros, o aumento de renda e a capacidade de gasto turístico e a transformação das férias e da viagem turística em necessidades básicas.

15 14 O turismo é um fenômeno complexo e, para estudá-lo e analisá-lo com uma maior profundidade é necessário lançar mão de uma série de disciplinas, inclusive: antropologia, sociologia, psicologia, geografia, história, arquitetura e urbanismo, economia, administração e direito. Podemos dizer que as áreas de estudo mais importantes para uma análise holística do turismo são: a econômica, política, social, cultural, tecnológica e geográfica e ambiental. O turismo reúne muitos tipos diferentes de empresas e organizações e os serviços oferecidos por elas se combinam para atender às muitas e diferentes necessidades e anseios dos turistas. Essas empresas e organizações são agrupadas nos seguintes subsetores: hospedagem (hotéis, resorts, albergues), alimentação (restaurantes, lanchonetes), transporte (companhias aéreas, operadoras de transporte terrestre, empresas de cruzeiros marítimos), comercialização (operadoras e agentes de viagem), atividades turísticas (atrativos, comércio, entretenimento) e organizações turísticas (organizações turísticas nacionais, associações empresariais do setor). De acordo com a sua forma e modo de exploração, o turismo pode gerar inúmeras externalidades ou impactos positivos (benefícios) e negativos (prejuízos) para uma determinada região. Podemos ordenar esses impactos nas diferentes áreas às quais ele está relacionado (REJOWSKI, 1996): QUADRO 1 - IMPACTOS ECONÔMICOS BENEFÍCIOS Geração de empregos diretos e indiretos Geração de renda Aumento de divisas em moeda estrangeira Aumento da arrecadação de impostos Criação e desenvolvimento de empresas Descentralização de riquezas Diversificação da economia Maior distribuição e circulação de renda Aumento da renda per capta Expansão das oportunidades locais Atração de investimentos diversificados Maior visibilidade da região PREJUÍZOS Especulação imobiliária Aumento da economia informal Aumento do custo de vida Geração de inflação Privilégios de benefícios econômicos Emprego sazonal Aumento da tributação Dependência do turismo como atividade básica

16 QUADRO 2 - IMPACTOS SOCIAIS 15 BENEFÍCIOS Diminuição do índice de desemprego Melhoria e desenvolvimento da infraestrutura Aumento de capacitação da mão-de-obra Aumento da mão-de-obra especializada Melhoria da qualidade de vida da população Conscientização e educação da comunidade Criação de auto-estima na comunicação pela sua participação direta nas decisões Desenvolvimento da estrutura urbana Aumento de atividades de lazer Incremento da qualidade da prestação de serviços Divulgação da região, município, estado ou país Integração e desenvolvimento regional PREJUÍZOS Imigração desordenada Aumento da prostituição Aumento do tráfico de drogas Acúmulo de lixo urbano e rural Aumento da poluição e do tráfego urbano Exploração do turista Crescimento desordenado e desequilíbrio da distribuição espacial da população Aumento da criminalidade Crescimento do vandalismo Desconforto da população local Evasão da população local Rejeição do turista pelos residentes Desagregação familiar Aumento de doenças Problemas de infra-estrutura básica Congestionamento de locais públicos e privados Aumento da população sazonal QUADRO 3 - IMPACTOS CULTURAIS E AMBIENTAIS BENEFÍCIOS Aumento da consciência ambiental Conservação e preservação do patrimônio natural e cultural, através dos recursos gerados Desenvolvimento de uma consciência turística Valorização da cultura local Renovação da identidade cultural Preservação e resgate da história, tradições culturais e populares Intercâmbio e integração sociocultural PREJUÍZOS Descaracterização de manifestações culturais Perda da identidade e de valores culturais Extrapolação da capacidade de carga na exploração de atrativos turísticos 1 Deterioração de bens culturais Depredação do meio ambiente Desequilíbrio ecológico Poluição sonora, visual, do ar e da água 1 Por capacidade de carga entende-se o limite máximo do número de pessoas que pode freqüentar determinada atração turística sem causar impactos ou danos indesejados à mesma.

17 16 A ocorrência e a intensidade de cada impacto, seja ele positivo ou negativo, depende da combinação de uma série de fatores gerados pelas ações dos atores diretamente envolvidos no processo de desenvolvimento do turismo. Ao Governo, entre outras ações, cabe normatizar e regular a atividade turística, promover e divulgar os destinos, principalmente no exterior, desenvolver e melhorar a infra-estrutura nas áreas de destinação, incentivar e promover a capacitação de recursos humanos, estabelecer regras para a criação de incentivos fiscais e liberação de linhas de financiamento para a implantação de empreendimentos turísticos privados. À iniciativa privada cabe, entre outras coisas, desenvolver, construir e implantar empreendimentos turísticos, prestar os serviços inerentes à atividade turística e contribuir na melhoria da infra-estrutura e na capacitação de recursos humanos. À comunidade cabe integrar-se de forma participativa ao desenvolvimento do turismo desde o seu estágio mais preliminar de planejamento até a sua implementação e operação. É importante proceder a análise do custo-benefício, gerado pela combinação dos impactos positivos e negativos, para avaliar a abrangência e a forma de exploração da atividade turística em uma determinada região. Muitas vezes, essa análise é difícil de se executar, pois muitos impactos são dificilmente quantificáveis, ficando a avaliação deles limitada à análise qualitativa. É fundamental também que a atividade turística seja monitorada constantemente e a medida mais importante para garantir a qualidade desse monitoramento é o estabelecimento de indicadores que possam ser usados para medir os sucessos e os fracassos da atividade, para que seja possível adotar medidas corretivas, quando necessário. Na medida que o turismo vem evoluindo, o perfil do turista tem-se alterado, ficando cada vez mais conscientizado e exigente em relação ao produto turístico que lhe é ofertado. Hoje, o volume de informações que são disponibilizadas ao turista é enorme e ele freqüentemente faz comparações com os locais já visitados. A concorrência entre os destinos turísticos está mais acirrada a cada dia. Dessa forma, para que uma determinada região turística tenha sucesso é fundamental que haja uma cooperação e uma integração entre as esferas públicas, a iniciativa privada e a comunidade, de modo que o turista encontre em seu entorno serviços urbanos de qualidade no tocante à limpeza pública, saneamento básico, segurança, qualidade ambiental, sistema de transporte e sinalização urbana, além de, é claro, de meios de hospedagem,

18 17 alimentação e diversão de ótimo nível e com excelente atendimento (EMBRATUR, 1995). 1.2 DO TURISMO DE MASSA AO MICRO-SEGMENTADO Para a OMT (2003, p. 23), foi uma combinação de desejo, mobilidade, acessibilidade e dinheiro que possibilitou o turismo de massa. O século XX trouxe novas tecnologias, tais como aviões mais velozes e confortáveis, computadores, robôs, e comunicações por satélite, que transformaram o modo das pessoas viverem, trabalharem e se divertirem. Credita-se à tecnologia o desenvolvimento do turismo de massa por uma série de razões: ela proporcionou o aumento do tempo de lazer, propiciou renda adicional, intensificou as telecomunicações e criou modos mais eficientes de transporte. O turismo de massa, também conhecido como turismo tradicional ou convencional, é aquele voltado para um grande número de pessoas, que geralmente ocorre nos centros urbanos. Teve início após a Segunda Guerra Mundial devido a múltiplas causas, de acordo com Rosa e Tavares (2002): aumento contínuo da renda pessoal, generalização das férias pagas, urbanização e evolução dos meios de transporte atrelada à redução dos custos dos mesmos. Alcançou o ápice nos anos setenta, com a modernização dos meios de comunicação e transporte. O turismo de massa tornou a produção turística um dos negócios mais importantes e de maior crescimento dos últimos anos (BARBOSA, 2002). Por ser um turismo explorado em larga escala, muitas vezes traz consigo alguns impactos negativos, como: a destruição dos recursos naturais e culturais das regiões visitadas, a inflação nos preços dos produtos nas comunidades receptoras, o aumento do desemprego nestas áreas, devido à sazonalidade da demanda de turistas e outros tantos, vistos anteriormente. É um turismo generalista, ou seja, oferece uma determinada e restrita gama de opções para todos os tipos de turista, independentemente da idade e de preferências individuais. Caracteriza-se pela oferta de pacotes de viagens padronizados. Desde meados da década de 80, vem se desenvolvendo, cada vez mais forte, um outro tipo de turismo: o turismo segmentado, ou melhor, micro-segmentado, se for

19 18 considerada a grande variedade de opções disponíveis nos dias atuais. Esse turismo micro-segmentado, ao contrário do turismo de massa, geralmente atende a pequenos grupos de turistas, que desejam realizar viagens mais personalizadas e singulares, e oferece uma gama de produtos e serviços mais sofisticados e criativos. Enquanto o turismo de massa encontra-se num período de saturação, com o seu desenvolvimento consolidado e com taxas de crescimento não muito altas, o microsegmentado encontra-se em fase de expansão, com alguns segmentos apresentando grande destaque graças às altas taxas de crescimento, como é o caso do turismo de eventos e negócios e do ecoturismo. O turismo está em constante evolução. Assim como quase todas as atividades econômicas, passa por inovações constantes em virtude principalmente da competitividade dos mercados, dos avanços tecnológicos e das exigências da demanda. Os consumidores atuais tendem a ser mais bem educados, mais conscientes, mais críticos e exigentes. Possuem, em geral, uma maior experiência de viagem e preferências mais consistentes por vivências singulares. São mais informados e sofisticados. Buscam experiências diferenciadas, mais significativas ou intensas. Em função de tudo disso, as empresas de turismo estão se especializando cada vez mais, deixando de ser generalistas e buscando oferecer produtos segmentados, para atender às necessidades de clientelas específicas, ou seja, atender a nichos especiais de mercado. Atualmente, essa segmentação já conta com diversas opções que são colocadas à disposição dos turistas, que podem escolher livremente o tipo de turismo que irão desfrutar, inclusive com a possibilidade de combinar dois ou mais tipos. A seguir serão descritos brevemente os principais segmentos do turismo. Algumas informações foram baseadas na OMT (2003) e em Conceitos..., (2003). TURISMO DE AVENTURA promove a prática de atividades de aventura e esporte recreacional e radical. Geralmente é realizado em ambientes naturais (cachoeiras, rios, vales, montanhas, florestas) para que as pessoas tenham um contato íntimo com a natureza, tornando a experiência mais proveitosa e agradável. Vem crescendo muito no Brasil graças à imensa quantidade e diversidade de atrativos

20 19 naturais que o país possui. Permite que pessoas sem conhecimento técnico nem experiência possam participar das mais diferentes modalidades, sentindo praticamente a mesma emoção de um praticante experiente e treinado. Uma característica importante é que envolve emoções com riscos controlados. Para isso, é necessária a utilização de técnicas, procedimentos e equipamentos específicos e apropriados para cada atividade, com o intuito de garantir a segurança pessoal e a de terceiros. São exemplos de atividades representadas pelo turismo de aventura: trekking (caminhada em trilhas), canoagem, mergulho, mountain bike, pára-quedismo, rafting, escalada, rapel e arvorismo (COSTA, 2002). TURISMO CULTURAL o termo turismo cultural é redundante, porque não existe turismo que não seja cultural. Aqui, refere-se àquele que tem como objetivo conhecer os bens materiais e imateriais produzidos pelo homem: igrejas, monumentos, museus, bibliotecas, arte, história, cultura, religião, hábitos e costumes de um povo. Inclui também presença em peças teatrais, apresentações de orquestras sinfônicas, exposições de arte, apresentações culturais diversas e demais eventos culturais. TURISMO DESPORTIVO se inserem nessa categoria todas as viagens feitas com o objetivo principal de acompanhar ou participar da realização de qualquer evento esportivo. TURISMO EDUCACIONAL muito embora todo turismo possa ser considerado educativo, no sentido de que o turista aprende sobre a história, a cultura, a sociedade e outros aspectos do destino, o termo turismo educacional refere-se a viagens nas quais o aprendizado acontece mediante um programa estruturado ou formal. O exemplo típico desse segmento são os programas de intercâmbio, nos quais os estudantes freqüentam escolas (por um semestre ou ano acadêmico), normalmente em um país estrangeiro. Determinados roteiros turísticos também podem fazer parte desse segmento, no momento em que são voltados para locais históricos, culturais ou científicos importantes, sendo coordenados por professores especializados e, muitas vezes incluindo livros, palestras e outros materiais complementares para criar uma experiência de aprendizagem mais formal. TURISMO ESOTÉRICO é um turismo cuja viagem é motivada pela necessidade humana de relaxar e principalmente de se auto-conhecer, em um ambiente que permita ao turista entrar em contato com a sua espiritualidade, através de um trabalho acompanhado por profissionais.

21 20 TURISMO DE EVENTOS E NEGÓCIOS é o turismo realizado por pessoas que viajam para participar de congressos, convenções, feiras, simpósios, seminários, reuniões e demais encontros profissionais, com objetivos nos campos científicos, técnicos e profissionais. Na realidade, esse segmento não surgiu juntamente com os demais para se contrapor ao turismo de massa. Ele faz parte do turismo de massa. A diferença é que hoje ele está mais sofisticado, especializado e com mais recursos, oferecendo aos turistas uma maior variedade de opções de produtos e serviços. Esse segmento está em franca expansão no Brasil. Um em cada três turistas estrangeiros que chegam ao Brasil é um business tourist. É considerado o mais rentável de todos, pois o turista de negócios passa, em média, três dias no local de destino e gasta, no Brasil, cerca de R$800,00 por dia; é mais que o dobro dos gastos de quem viaja a passeio. Um dos motivos que faz com que o turista de negócios gaste mais que o turista de lazer, é que na maioria das vezes sua viagem é patrocinada pela empresa onde trabalha, fazendo com que o dinheiro que gastaria para pagar a viagem seja empregado na compra de passeios, mercadorias e outros serviços. São realizados aproximadamente eventos em todo o Brasil anualmente e estima-se que sete milhões de turistas viajam a negócios por ano no Brasil (JORNAL NACIONAL, 2003). TURISMO NÁUTICO vem apresentando um bom crescimento dentro da atividade turística. Existem diversos tipos de turismo náutico: cruzeiros marítimos, yacht-cruzeiros 2, oceânico (realizado a bordo de veleiros de pequeno a médio porte), costeiro (muito utilizado no Brasil devido à existência de ótimas baías), de canais, de rios (com grande potencial de crescimento no Brasil, devido à existência de inúmeras bacias hidrográficas) e lagos. TURISMO RELIGIOSO é representado pelas viagens motivadas por questões religiosas, que expressam sentimentos místicos e suscitam a fé e a esperança. No Brasil existem diversas cidades nas quais esse tipo de turismo é praticado. Nelas são realizadas romarias durante determinado período do ano. Dois bons exemplos são as cidades de Aparecida (Nossa Senhora Aparecida), em São Paulo e Juazeiro do Norte (Padre Cícero), no Ceará. TURISMO RURAL - é a modalidade de turismo praticada em espaço rural, dentro de fazendas. Nela, o turista entra em contato com a vida no campo, com os hábitos, cultura e culinária locais. Esse tipo de turismo tem proporcionado aos 2 São yachts com capacidade para transportar até 100 pessoas, possuem um serviço diferenciado e são capazes de navegar em lugares mais rasos, proporcionando aos turistas uma maior variedade de locais para visitação.

22 21 proprietários de sítios e fazendas uma fonte alternativa de renda e muitas cidades com características rurais têm desenvolvido as economias locais com a prática dessa atividade. Desenvolve-se em locais que apresentam como atrativos cachoeiras, rios, gado, outros animais de fazenda e atividades agrícolas. Muitas vezes é também chamado de Agroturismo. É bastante procurado por pessoas que residem em áreas urbanas, que querem fugir de seus ambientes modernos e visitar áreas mais simples. Começou a ser melhor explorado no Brasil no final da década de oitenta. TURISMO SAÚDE é aquele que as pessoas praticam à procura por meios de manutenção ou de tratamento para o bom funcionamento do seu corpo e mente. Engloba três situações diferentes: tratamento médico pessoas que viajam a um local para obter um tratamento especializado (muitas vezes hospitais e médicos de renome mundial) com o objetivo de curar determinada doença; boa forma e bem-estar pessoas que procuram engajar-se em atividades preventivas de saúde, como relaxamento, exercícios e dieta (os spa são o melhor exemplo); reabilitação e recuperação pessoas que viajam para destinos que oferecem tratamento especial ou que estão localizados em áreas consideradas particularmente benéficas para a saúde daquelas que estão se recuperando de doenças (um bom exemplo são as águas termais de Caldas Novas, GO). O turismo de saúde é considerado um segmento com muito potencial de crescimento. Durante as próximas décadas, uma geração de pessoas acostumadas aos serviços médicos modernos vai entrar em seu período de aposentadoria, e espera-se uma demanda por um nível de saúde e conforto bem superior à das gerações anteriores. TURISMO SOCIAL é o turismo desenvolvido para atender às camadas menos favorecidas da sociedade e aos portadores de deficiências físicas. No Brasil, possui um bom potencial de crescimento, pois mais da metade da população vive com menos de três salários mínimos mensais. O Senac e o Senai têm projetos nessa área. TURISMO DA TERCEIRA IDADE é um turismo voltado para grupos de pessoas com mais de 65 anos. É composto, na sua grande maioria, por aposentados que querem desfrutar de momentos de lazer. Por isso, são programadas diversas atividades específicas com o objetivo de integrar e divertir todo o grupo. Esse tipo de turismo está em expansão, graças principalmente ao aumento da expectativa de vida da população. TURISMO ECOLÓGICO mais conhecido como ECOTURISMO, é o segmento do turismo que mais cresce no mundo e no Brasil. Devido aos desgastes físico e

23 22 mental do dia-a-dia, as pessoas têm tido, cada vez mais, vontade de estar em contato com a natureza, deixando para segundo plano as visitas aos grandes centros urbanos. Quando se fala de ecoturismo, pode-se relacionar uma gama de atrativos ecológicos, voltados para a integração do turista com a natureza e cultura da localidade visitada. Sendo objeto desta dissertação, será discutido detalhadamente no próximo capítulo. 1.3 CONCEITO DE NÃO-LUGAR A idéia de não-lugar está associada à criação de lugares irreais, através da manipulação que os homens fazem da natureza. Eles utilizam a imaginação para construir espaços e ambientes artificiais, abandonando o mundo real, repleto de belezas naturais e culturais. Esses locais são conhecidos como não-lugares. Os não-lugares são construídos a partir de imagens de sonhos e fantasias induzidas pelo marketing. São formados graças à universalização dos hábitos e comportamentos que ganham cada vez mais força frente à identidade própria do local ou região (RAMALHO FILHO e SARMENTO, 2004). Existem, basicamente, três formas diferentes de se criar não-lugares. Muitas vezes, os não-lugares formam cenários turísticos reproduzidos fora dos seus locais de origem, constituindo-se num mundo de faz-de-conta, num simulacro, criando locais para os turistas a partir do nada. Tentam representar um outro lugar, porém só existem na aparência. Reproduzem simulações de lugares ou obras famosas numa espécie de clonagem. Barbosa (2004), cita três bons exemplos: Cidade de Las Vegas é uma das cidades que mais recebe turistas no mundo (mais de 35 milhões por ano), construída em pleno deserto de Mojave, na Califórnia, repleta de grandes hotéis, resorts e cassinos. Muitos são construídos em representações: um como uma parte de Veneza, incluindo os famosos canais; outro representando um bairro de Nova Iorque; outro, uma famosa pirâmide do Egito. Como se para ir à Veneza ou conhecer as pirâmides não fosse preciso nem ir à Itália nem ao Egito, bastasse ir a Las Vegas.

24 23 Parque temático da Disneyworld em Orlando na Flórida é um imenso parque artificial, repleto de atrações diferentes, algumas reproduzindo ícones famosos, como o castelo da Cinderela, que é uma réplica de um castelo da Bavária, no sul da Alemanha, outras reproduzindo a natureza, como o Animal Kingdom, que é o local onde se faz um pseudo safari africano, com animais selvagens artificiais. Museu de Otsuka, no Japão expõe as mais célebres obras de arte da pintura mundial, todas falsas. São obras-primas, reproduzidas através de tecnologia superavançada em cerâmica. O acervo inclui obras que remontam à Antiguidade. O que interessa ao museu japonês não é expor o talento de pintores que fazem parte da história da humanidade e sim expor o domínio da técnica de reproduzir quadros famosos com alta fidelidade. Os não-lugares também procuram retratar valores e costumes do passado, utilizando formas, estilos e cores diferentes dos originais, buscando na verdade atrair e encantar o público e não realmente resgatar a história com a maior exatidão possível. O que importa é transformar os locais da maneira que se imagina que irão agradar ao maior número de pessoas, especialmente turistas, mesmo sabendo que essa transformação não representa mais que um mundo irreal, de faz-de-conta. Assim, o patrimônio histórico e cultural acaba transformando-se em um não-lugar, um pastiche. A maioria dos turistas quer desfrutar de um local encantador ao invés de um local que preserve a memória do passado com a sua verdadeira identidade. Barbosa (2004) apresenta dois exemplos de lugares antigos que fazem parte da história do Brasil, que foram revitalizados e transformados em verdadeiros cenários turísticos: o Pelourinho e o Recife Antigo. Em ambos os casos, houve uma modernização do passado, criando fachadas multicoloridas, destoando da originalidade e do passado histórico, para atrair turistas: Pelourinho, na Bahia no início da década de noventa, o Pelourinho encontrava-se em completa decadência, habitado em sua quase totalidade por uma população marginalizada (desempregados, prostitutas e traficantes). Era considerado um dos locais mais perigosos de Salvador. Além disso, a grande maioria dos seus antigos casarões ameaçava desabar, desgastados pelo tempo e pela falta de manutenção. Por ser um patrimônio histórico nacional de grande

25 24 relevância (reconhecido como patrimônio da humanidade pela Unesco em 1981) e com o intuito de fomentar o turismo, o governo estadual adotou uma política de requalificação completa do local. Nesse complexo processo, os casarões foram restaurados (ou melhor, reformados) sem muita preocupação com a preservação histórica e sim com a criação de um lugar seguro, limpo e belo para atrair os turistas. As cores fortes utilizadas nas fachadas servem para chamar a atenção, embora no passado prevalecessem os tons pastéis, principalmente o branco e o cinza. Recife Antigo, em Pernambuco é um bairro que também se encontrava em decadência e não fazia parte dos roteiros turísticos da cidade. O processo de restauração começou em 1993 e apresentou características similares à revitalização do Pelourinho. Foram empregadas cores fortes nas fachadas como forma de apelo visual para seduzir os turistas, também com pouca preocupação com a manutenção da arquitetura original. Há ainda diversas situações em que são utilizadas palavras e mensagens apelativas e ilusórias com a intenção de valorizar o produto para aumentar as vendas, criando fantasias nas mentes dos consumidores (turistas). Certos lugares só existem pelas palavras que os evocam. Nesse sentido, são também não-lugares, lugares imaginários. Essa falsa identidade, que acaba por criar um simulacro, tem sido utilizada para atrair turistas com base apenas nas construções verbais. De acordo com Barbosa (2004), são exemplos: A cidade de Recife foi chamada de a Veneza brasileira, talvez por possuir dois rios que cortam a cidade, três ilhas e diversas pontes. Percebe-se claramente a natureza apelativa do termo, que pretende transferir para Recife o poder de uma imagem carregada de magia e sedução que foi incorporada pelo senso comum, representando-a como um lugar romântico e sensual, cheio de canais por onde trafegam gôndolas (idem, 2004, p. 60). Quando, na realidade, são duas cidades históricas completamente diferentes. Recife não é um nãolugar, quando considerada sua história e cultura, mas se a olharmos como a Veneza brasileira, ela se torna um não-lugar, um pastiche. Búzios, no Rio de Janeiro, ficou conhecida como Côte d Azur brasileira, a partir dos anos 60, tempo em que era apenas uma simples vila de pescadores,

26 25 não tendo, nem de longe, a sofisticação das praias da verdadeira Côte d Azur, no litoral francês do Mediterrâneo, nome que deriva do azul translúcido deste mar e sua única semelhança com Búzios. A indústria do turismo, com sua tendência à homogeneização e padronização, coerente com uma certa globalização, faz com que a identidade própria do local (sua história, cultura, paisagem) seja ofuscada pela recriação de uma nova identidade, buscada em outro lugar do mundo, omitindo os valores do local. A imagem que se tem de um lugar, normalmente famoso e exuberante, é projetada em outro com contexto diferente, produzindo o não-lugar e comercializada pelo turismo. A adoção desses novos valores, frutos de uma cultura mundial, pode provocar segregações, frustrações e conflitos sociais através da alteração da concepção de vida e costumes dos moradores locais, fruto de um choque cultural entre os valores tradicionais e aqueles trazidos pelos turistas (RAMALHO FILHO e SARMENTO, 2004). O hábito do consumo de bens e serviços está cada vez mais presente na vida dos indivíduos, influenciados por uma mídia que transporta um marketing agressivo e, muitas vezes, falso e irreal, interessado em encontrar fórmulas para aumentar as vendas sem muita preocupação com a veracidade e qualidade das informações veiculadas. Formam-se valores de uma cultura pós-moderna, consumista, muitas vezes baseados em pastiches e simulacros. O resort também pode ser considerado como um não-lugar: empreendimento grande, completo e auto-suficiente, que oferece aos hóspedes excelente conforto, afastandoos do mundo real e fazendo com que eles permaneçam todas as 24 horas de todos os dias das suas férias dentro das suas instalações, isolados do mundo à sua volta. Os resorts são ilhas da fantasia. O marketing turístico pode direcionar seus esforços de captação de clientes com a veiculação de imagens que despertam fantasias nas mentes dos consumidores, criando um simulacro, tão presente na cultura pósmoderna. Segundo Augé apud Barbosa (2004, p. 63), lugares e não-lugares correspondem aos espaços muito concretos, mas também a atitudes, a posturas, à relação que os indivíduos entretêm com os espaços onde eles vivem ou que percorrem.

27 Para Barbosa (2004, p. 56), 26 vivemos num mundo em que o conceito de realidade torna-se incrivelmente irrelevante. Tudo passa a ser uma cópia. O que é falso acaba aparentando ser mais real do que o verdadeiro [...]. Os turistas sabem que o lugar visitado é um simulacro e é, talvez, essa capacidade de poder ver o falso que se transforma na maior atração. O olhar do turista está direcionado para as aparências, é o faz-de-conta. Para ele, a fantasia transforma-se num importante produto para iludi-lo, em uma sociedade que consome cada vez mais imagens de uma irrealidade. O conceito de não-lugar, fundamental para a análise do objeto desta dissertação, será utilizado no capítulo 4 para discutir a viabilidade sinergética entre ecoturismo e resort.

28 27 2. ECOTURISMO 2.1 CONCEITOS E PRINCÍPIOS O ecoturismo é um segmento do turismo que tem recebido muita atenção nos últimos anos. De acordo com a OMT (2003), o ecoturismo é aquele que: Proporciona uma experiência direta com relação a um lugar; Proporciona uma experiência educacional que desenvolve nos visitantes a compreensão e a apreciação do local visitado e promove comportamentos adequados e ética preservacionista; É ambientalmente responsável e utiliza várias estratégias para minimizar os impactos negativos; Maximiza os retornos econômicos do lugar. Para a Embratur e Ibama (1994, p. 19), o ecoturismo é um segmento da atividade turística que utiliza, de forma sustentável, o patrimônio natural e cultural, incentiva sua conservação e busca a formação de uma consciência ambientalista através da interpretação do ambiente, promovendo o bem-estar das populações envolvidas. A partir desta definição e aliados aos conceitos desenvolvidos por diversos especialistas internacionais, podemos listar os seguintes princípios a serem adotados pelo ecoturismo, que permitem sua identificação diferenciada perante o turismo de massa ou convencional (SALVATI, 2001a): Conservação e uso sustentável dos recursos naturais e culturais; Informação e interpretação ambiental; Geração de recursos (é um negócio);

29 28 Reversão dos benefícios para a comunidade local e para a conservação e proteção dos recursos naturais e culturais; Envolvimento e participação da comunidade local. Seguindo esse mesmo raciocínio e, de acordo com Mourão (2003), o ecoturismo deve: Promover e desenvolver turismo com bases cultural e ecologicamente sustentáveis; Promover e incentivar investimentos em conservação dos recursos culturais e naturais utilizados; Fazer com que a conservação beneficie materialmente as comunidades envolvidas, pois somente servindo de fonte de renda alternativa estas se tornarão aliadas de ações conservacionistas; Ser operado de acordo com critérios de mínimo impacto para ser uma ferramenta de proteção e conservação ambiental e cultural; Educar e motivar pessoas, através da participação nas atividades, de forma que elas percebam a importância de áreas natural e culturalmente conservadas. Para Ayala (1996a), o ecoturismo deve promover uma interpretação ambiental, contribuindo para aumentar o entendimento e o conhecimento dos turistas sobre os recursos naturais (educação ambiental) e deve desenvolver programas que favoreçam a proteção e conservação de áreas naturais, além de contribuir para o desenvolvimento da comunidade local, programas esses financiados através das receitas deixadas pelos visitantes. De forma resumida, o ecoturismo deve basicamente: minimizar os impactos ambientais, respeitar os valores culturais locais e maximizar os benefícios para as comunidades locais e a satisfação do turista, incluindo a interpretação e a educação ambiental. O ecoturismo é uma importante alternativa de desenvolvimento sustentável, utilizando racionalmente os recursos naturais sem comprometer a sua capacidade de renovação

30 29 e a sua conservação e, em muitos casos, até melhorando as condições ambientais de locais com algum nível de depredação, poluição ou deterioração. É uma atividade que promove o reencontro do homem com a natureza. Proporciona acesso a ambientes naturais remotos, raros e/ou espetaculares. O contato lúdico com o meio natural coloca sempre uma possibilidade de ruptura com maneiras de sentir, de pensar e de conduzir ações baseadas em valores sedimentados por uma rotina e um estilo de vida desgastante, que afastam as pessoas de sua condição animal e natural. Intuição, instinto, capacidade de lidar com o inesperado e enfrentar nossos medos interiores, [...] tudo isso se apaga no cotidiano urbano. E o estar na natureza força rupturas, negociações e enfrentamentos que induzem à construção de novas leituras/discursos sobre nós mesmos, nossos prazeres, nossas crenças sobre o que somos, o que gostamos, o que acreditamos (SERRANO, 2002). A procura da natureza, através do ecoturismo tem diversas motivações, sendo as principais: descanso, relaxamento, contemplação, reflexão, lazer e adrenalina (turismo de aventura). Neste segmento, diversas atividades podem ser desenvolvidas, entre elas: a prática de esportes radicais, a observação e contemplação do ambiente natural, da flora e da fauna, o safari fotográfico e a transmissão de informações e conceitos in loco, visando principalmente a educação ambiental. Cabe ao ecoturista, de acordo com as suas preferências, interesses e habilidades, determinar o nível de intensidade das suas experiências (AYALA, 1996b). O turismo de aventura, caracterizado na seção 1.2, pode se enquadrar ou não como ecoturismo. Existe uma região de interseção entre estes dois segmentos do turismo. A simples prática de determinadas atividades recreacionais ou esportes radicais em ambientes de grande beleza natural não implica necessariamente que os seus participantes sejam ecoturistas de fato. Para que isso ocorra, é imperativo que essas atividades contenham determinados elementos que satisfaçam aos princípios básicos do ecoturismo. Por exemplo, a prática de rapel em uma cachoeira ou de rafting nas corredeiras de um rio por um grupo de pessoas que realizam turismo de aventura com o intuito unicamente de desfrutar das emoções proporcionadas pelas atividades, não configuram a prática de ecoturismo. No entanto, se:

31 30 a realização delas for precedida de um encontro entre os participantes, onde profissionais especializados explicam as características naturais da região, suas riquezas e fragilidades, os costumes da população nativa, os procedimentos e formas de conduta adequados durante o contato com a natureza; o acesso às áreas aonde serão praticados o rapel ou o rafting for feito através de caminhadas comandadas por um guia credenciado que dá explicações in loco sobre a fauna e flora, incrementando a educação ambiental; houver um respeito à capacidade de carga do local visitado e um real comprometimento dos envolvidos (órgãos ambientais, setor público, empresários, guias, turistas, população) em promover a conservação ambiental e cultural; e se os turistas estiverem interessados em aliar o prazer proporcionado pelas atividades do turismo de aventura com a vontade de aprender sobre o ecossistema local, aproveitando o passeio como um todo e não apenas as atividades em si. Nestas condições, o turismo de aventura representado por essas duas atividades (rapel e rafting) também é ecoturismo. Em outros termos, nem todo turismo de aventura é ao mesmo tempo ecoturismo e nem todo ecoturismo é turismo de aventura. É verdade também que o primeiro está bem mais correlacionado ao segundo que o inverso. Com algum esforço e imaginação, os organizadores do turismo de aventura podem incrementar os roteiros e atrações oferecidas, transformando-os em atividades ecoturísticas e, conseqüentemente, agregando bastante valor ao seu produto e gerando mais benefícios para a região. Por outro lado, é interessante que o ecoturismo ofereça diversos tipos de atividades (desde as mais amenas até as mais radicais) para os seus aficionados. Contudo, muitas vezes, as atividades de turismo de aventura não são oferecidas devido às dificuldades impostas pelas condições naturais. Caso o ecoturismo seja adequadamente desenvolvido, pode vir a ser um dos mais inteligentes instrumentos de viabilização econômica para o correto gerenciamento dos recursos naturais disponíveis no planeta, possibilitando acesso às gerações futuras aos legados da natureza.

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