COORDENADORIA DA CORTE ESPECIAL E DAS SEÇÕES - DIVISÃO DE PROCESSAMENTO E PROCEDIMENTOS DIVERSOS - SEGUNDA SEÇÃO

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1 PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 1ª REGIÃO COORDENADORIA DA CORTE ESPECIAL E DAS SEÇÕES - DIVISÃO DE PROCESSAMENTO E PROCEDIMENTOS DIVERSOS - SEGUNDA SEÇÃO CONFLITO DE COMPETÊNCIA N /MT (d) Processo Orig.: : DESEMBARGADOR FEDERAL RELATOR HILTON QUEIROZ RELATOR CONVOCADO : JUIZ FEDERAL PABLO ZUNIGA DOURADO AUTOR : MINISTERIO PUBLICO FEDERAL PROCURADOR : VANESSA CRISTHINA MARCONI ZAGO RIBEIRO SCARMAGNANI RÉU : GILMAR PRANGE RÉU : GILBERTO SIEBERT SUSCITANTE : JUIZO FEDERAL DA 2A VARA - MT SUSCITADO : JUIZO FEDERAL DA VARA UNICA DA SUBSECAO JUDICIARIA DE JUINA - MT DECISÃO Trata-se de conflito negativo de competência, suscitado pelo Juiz Federal da 2ª Vara da Seção Judiciária de Mato Grosso, em face de decisão que, em sede de ação civil pública por ato de improbidade administrativa, entendeu que a criação da Subseção Judiciária de Juína, em 30/07/2013, não alterou a competência originária. Esse o teor da decisão do juízo suscitante: Trata-se de ação de improbidade administrativa proposta pelo MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL em face de GILMAR PRANGE, GILBERTO SIEBERT, LUIZ SOARES, ELISON MARCELO SCHUSTER, ADEMIR PAULO USA, DELMIR VALDIR BALESTRIN, LIDIANE APARECIDA MILANI, ELVIS PEREIRA FRAGA, NOELI MARIA LORANDI e ANA MARIA NONATO GOMES DINIZ, em razão da suposta prática de atos de improbidade administrativa no município de COTRIGUAÇU/MT, localidade abrangida pela competência da Subseção Judiciária de Juína/MT, conforme art. 2º, 2º, da PORTARIA PRESI/CENAG 112 DE 05/07/2013, alterada pela PORTARIA PRESI/CENAG 119 DE 18 DE JULHO DE Os autos foram enviados à Subseção Judiciária de Juína/MT, em cumprimento à PORTARIA/PRESI/CENAG 106, de 28 de junho de 2013, c/c ROVIMENTO COGER 52/2010 (fls. 6346). Pela decisão de fls. 6354/6357 a MM. Juíza Federal devolveu os autos, alegando, em síntese, que a criação da Subseção Judiciária de Juína, em 30/07/2013, em nada altera a competência desta 2ª Vara Federal. Não obstante o art. 87 do Código de Processo Civil estabelecer a conhecida regra da perpetuatio Jurisdictionis, é ela excepcionada na parte final do mesmo dispositivo nas hipóteses de supressão do órgão judiciário ou alteração da competência em razão da matéria ou da hierarquia, ou seja, nos casos de competência absoluta. Ê sabido que na ação civil pública o juízo local tem competência funcional (artigo 2 da Lei 7.347/85), que é absoluta e deve ser declarada de ofício (art. 113, CPC); há prevalência, portanto, desta sobre o princípio da perpetuação da jurisdição. Essa é a orientação atual da jurisprudência do e. Tribunal Regional Federal da 1ª Região: PROCESSUAL CIVIL CONFLITO NEGATIVO DE COMPETÊNCIA. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. COMPETÊNCIA ABSOLUTA DO JUÍZO DO LOCAL DO DANO. LEI N /85, ART. 2º. CONFLITO CONHECIDO PARA FIRMAR A COMPETÊNCIA DO JUÍZO SUSCITANTE. 1. Em exame de conflito negativo de competência suscitado nos autos de ação civil pública objetivando o ressarcimento de dano ao patrimônio público - vícios de construção existentes em edificação financiada pelo Programa de Arrendamento Residencial - PAR, localizada no Município de Araguaína/TO. 2. Deve prevalecer, no caso concreto, o caráter funcional da competência do foro do local do dano, definido em lei, em contraposição ao Provimento COGER n. 49/2010, pois, considerando que o Juiz Federal... tem competência territorial e funcional sobre o local de qualquer dano (STF, RE /RS), sua proximidade com o evento danoso é providência que aumenta a eficiência da prestação jurisdicional. (CC /MA, Rel. Desembargador Federal João Batista Moreira, Terceira Seção, e-djf1 p. 05 de 25/07/2011). 3. Com a interiorização da Justiça Federal foi instalada uma vara no Município de Araguaína/TO. Passaram a coincidir tanto a sede da vara federal recém criada quanto o foro local do dano. Desloca-se a competência que, por ser absoluta (funcional), é declinável de ofício, não incidindo a regra da estabilização da competência (perpetuatio iurisdictionis), prevista no art. 87 do CPC. 4. A ação civil pública deve ser processada e julgada na Subseção Judiciária de Araguaina/TO, foro do local do dano, e não mais na Seção Judiciada de Tocantins. 5. Conflito conhecido para declarar a competência do Juízo da Subseção Judiciária de Araguaína/TO, o suscitante. (CC /TO, DESEMBARGADORA FEDERAL SELENE MARIA DE ALMEIDA, TRF1 - TERCEIRA SEÇÃO, e-djf1 DATA: 28/06/2013 PÁGINA: 146.) (sem grifos no original)

2 Desde há muito tempo se tem entendido que a competência estabelecida pela Lei 7.347/85 se aplicaria a casos de danos ambientais, ações envolvendo direitos indígenas, entre outros danos a direitos metaindividuais. No entanto, o julgado acima permite concluir que a e. Corte Federal não faz mais distinção entre os direitos tutelados pela ação civil pública e ação de improbidade administrativa. Ou seja, aplica-se a regra de competência qualquer que seja o direito material coletivo lato sensu art. 1º, Lei 7.347/85. Em se tratando de direitos difusos, ante a ausência de norma disciplinadora, deve-se buscar como fonte de regulação e integração, em primeiro lugar, os diplomas que compõem o chamado microssistema dos direitos coletivos (ex. CDC, Lei da Ação Civil Pública, Lei da Ação Popular, Lei de Ação Civil Pública, Lei da Ação Popular, Lei de Improbidade Administrativa etc.). A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça alinha-se a esse entendimento. Aquela egrégia Corte, por sua Primeira Seção, firmou posição de que, como não há na Lei 8.429/92 regramento específico acerca da competência territorial para processar e julgar as ações de improbidade, Tem-se aplicado, por analogia, o art. 2º da Lei 7.347/85, ante a relação de mútua complementariedade entre os feitos exercitáveis em âmbito coletivo, autorizando-se que a norma de integração seja obtida no âmbito do microssistema processual da tutela coletiva' (CC 97351/SP, Rel. Ministro CASTRO MEIRA, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 27/05/2009, DJe 10/06/2009). Transcrevo outro precedente do Superior Tribunal de Justiça, recente, que chancela o entendimento aqui sustentado: RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. COMPETÊNCIA TERRITORIAL FUNCIONAL. NATUREZA ABSOLUTA. APLICAÇÃO DO ART. 2º. DA LEI DA AÇÃO CIVIL PÚBLICA. INSTALAÇÃO DE NOVAS VARAS FEDERAIS. CIRCUNSCRIÇÁO QUE ABRANGE O LOCAL DO AVENTADO DANO. EXCEÇÃO AO PRINCIPIO DA PERPETUATIO JURISDICTIONIS. REGRA DO ART. 87 DO CPC. RECURSO ESPECIAL PROVIDO PARA DETERMINAR A REDISTRIBUIÇÃO DO FEITO A UMA DAS VARAS FEDERALS DA SUBSEÇÃO JUDICIARIA DE FEIRA DE SANTANA/BA. 1. É firme a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça quanto ao cabimento de propositura de ação civil pública para apuração de improbidade administrativa, aplicando-se, para apuração da competência territorial, a regra prevista no art. 2º da Lei 7.347/85, que dispõe que o ação deverá ser proposta no foro do local onde ocorrer o dano (AgRg no AgRg no REsp /RJ, Rel. Min. ARNALDO ESTEVES LIMA, DJe ). 2. Trata-se de uma regra de competência territorial funcional, estabelecida pelo legislador, a par da excepcionalidade do direito tutelado, no intuito de facilitar o exercício da função jurisdicional, dado que é móis eficaz a avaliação das provas no Juízo em, que se deram os fatos. Destarte, tem-se que a competência do local do dano é funcional e, portanto, de natureza absoluta. 3. Tomando-se em conta que o suposto ato ímprobo, objeto da ação subjacente, estaria circunscrito ao Município de Ruy Barbosa/BA, com a instalação da Subseção Judiciária de Feira de Santana/BA, cuja circunscrição abrange àquele Município, de rigor à redistribuição dos autos, posto que a alteração de competência de natureza absoluta constitui exceção ao princípio da perpetuatio Jurisdictionis, a teor do que dispõe o art. 87 do CPC. 4. Recurso Especial do MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL provido para determinar a redistribuição da Ação Civil Pública à uma das Varas Federais da Subseção Judiciária de Feira de Santana/BA. (REsp /BA, Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, PRIMEIRA TURMA, Julgado em 03/09/2013, DJe 03/10/2013) Observe-se que o julgado reporta-se justamente a situação de instalação de nova subseção judiciária no âmbito do mesmo Estado. Em síntese, também no que tange às ações de improbidade administrativa, a competência é de natureza absoluta, sendo determinada pelo local do dano. Assim, considerando que o caso em referência versa sobre improbidade administrativa, praticada no município de Cotriguaçu/MT, localidade compreendida na jurisdição da Subseção Judiciária de Juína/MT, ratifico a r. decisão de fl e DECLARO-ME INCOMPETENTE para julgar a causa e SUSCITO CONFLITO DE COMPETÊNCIA perante o colendo Tribunal Regional Federal da Primeira Região, nos termos dos artigos 116 e 118, do CPC. Publique-se. Registre-se. Intimem-se. Oficie-se. Cuiabá (MT), 2 de julho de (fls. 03/07). O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Procurador Regional da República Marcus da Penha Souza Lima, opinou pela competência do juízo suscitante. Decido. Cinge-se a questão discutida nos presentes autos em saber qual o Juízo competente para o conhecimento e processamento de ação de improbidade que, em face da criação e instalação de novas Varas Federais, foi redistribuída ao MM. Juízo Federal suscitado. A Ação Civil Pública por Atos de Improbidade Administrativa movida pelo Ministério Público Federal em face de Gilmar Prange e outros, foi distribuída à 2ª Vara da Seção Judiciária de Mato Grosso, em 30/04/2010. A Subseção Judiciária de Juína foi instalada em 30/07/2013. O Provimento COGER/1ª Região n. 52/2010 determinou a redistribuição, em razão da instalação de novas varas federais, dos processos que se encontrassem em tramitação e que fossem alcançados pela jurisdição territorial da nova vara, sendo essa a hipótese dos autos. O entendimento da Jurisprudência da Segunda Seção deste Tribunal era no sentido de que a competência seria do Juízo suscitante. Entretanto, o entendimento da Segunda Seção foi alterado e firmou-se no sentido contrário. O voto do Desembargador Olindo Menezes, em precedente semelhante, estabeleceu: Cuida-se de conflito negativo de competência suscitado pela Subseção Judiciária de Governador Valadares/MG, diante de decisão da Subseção Judiciária de Teófilo Otoni/MG, que lhe remeteu os autos da Ação Civil Pública por Ato de Improbidade Administrativa da autoria do Ministério Público Federal em face de Milton Trindade Vieira. Para o juízo suscitado, a competência para julgamento da Ação seria da 2ª Vara Federal de Governador Valadares, onde foi distribuída a ação, conforme jurisprudência da 2ª Seção deste Tribunal, entendimento com o qual não compartilha o juízo suscitante, ao fundamento de que a jurisprudência deste tribunal não é unânime no caso, tendo ainda, como base, a Portaria/PRESI/CENAG n. 436/2010, que diz respeito à redistribuição de processos quando da instalação das novas varas federais. Iniciado o julgamento na sessão de 17 de outubro, o Des. Federal Cândido Ribeiro, relator, votou pela competência da Vara de Teófilo Otoni, juízo suscitado, por três fundamentos:

3 a) por aplicação, por analogia, do art. 2º da Lei 7.347, de 24/07/1985 ( As ações previstas nesta lei serão propostas no foro do local onde ocorrer o dano, cujo juízo terá competência funcional para processar e julgar a causa. ), já que a Lei 8.429/1992 não contém regra especifica sobre competência territorial para processar e julgar as ações de improbidade administrativa; b) pelo fato de ter sido instalada a Vara de Teófilo Otoni depois de distribuição, o que implica a redistribuição dos processos daquela base, nos termos das determinações da Corregedoria-Regional - Provimento COGER Nº 52/2010; c) essa seria a orientação desta Seção, destacando, inclusive, cuidar-se hipótese de competência funcional, e mesmo de julgados do Superior Tribunal de Justiça - STJ. Considerando que, em hipóteses semelhantes, esta Seção tem decidido pelo foro da distribuição da ação de improbidade, em atenção ao princípio da perpetuatio jurisdictionis, pedi vista para melhor exame do tema, para evitar que o órgão decida de forma aleatória, sem levar em conta os seus próprios precedentes. As duas correntes têm bons fundamentos, mas não me parece necessário, em ações de improbidade administrativa, invocar o preceito do art. 2º da Lei da Ação Civil Pública, pelo qual a ação é proposta no foro do local onde ocorreu o dano, o que faz todo o sentido em ação civil pública, que trata de danos patrimoniais tangíveis que deixam vestígios, cuja prova terá que ser colhida no local da consumação - danos ambientais, ao consumidor, aos bens de valor artístico, estético, histórico, turístico, paisagístico, urbanísticos, à ordem econômica e a qualquer outro interesse difuso ou coletivo (Lei 7.347/ art. 1º). Os danos que constituem objeto da ação de improbidade são mais difusos e, em regra, de outra ordem, em razão da má aplicação de recursos do erário, repassados com freqüência aos Estados e Municípios, de desvio de recursos públicos e mesmo em razão de ofensa aos princípios reitores da administração, fatos que não têm necessariamente base empírica que exijam a colheita de prova tangível no local do dano, sendo mais consentâneo com a espécie a aplicação do princípio da perpetuatio jurisdictionis, como regra o art. 87 do Código de Processo Civil, deste teor: Determina-se a competência no momento em que a ação é proposta. São irrelevantes as modificações do estado de fato e de direito ocorridas posteriormente, salvo quando suprimirem o órgão judiciário ou alterarem a competência em razão da matéria ou da hierarquia. Apesar de precedentes outros, na outra linha, foi assim que decidiu esta Seção, na sessão de 05/09/2012, quiçá o seu mais recente pronunciamento, por unanimidade, no CC n , Relator o Des. Federal Ítalo Mendes (e-djf1 de 21/09/2012, p.558). Em face do exposto, peço vênia ao relator para, também conhecendo do conflito, declarar competente o juízo suscitante - Subseção Judiciária de Governador Valadares/MG. A ementa do julgado é a seguinte: PROCESSUAL CIVIL. CONFLITO DE COMPETÊNCIA. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. FORO COMPETENTE. INSTALAÇÃO DE NOVA VARA FEDERAL NO MUNICÍPIO ONDE OCORRIDO O FATO. REDISTRIBUIÇÃO. DESNECESSIDADE. APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA PERPETUATIO JURISDICTIONIS. 1. Não se aplica à ação de improbidade administrativa a regra do art. 2º da Lei 7.347, de 24/07/1985 ( As ações previstas nesta lei serão propostas no foro do local onde ocorrer o dano, cujo juízo terá competência funcional para processar e julgar a causa. ), pois os danos que constituem objeto da ação de improbidade, decorrentes da má aplicação ou do desvio de recursos públicos, ou da ofensa aos princípios norteadores da administração, em regra não têm dimensão tangível que justifique relação direta com o local físico da sua ocorrência, na perspectiva da produção da prova. 2. Proposta a ação de improbidade na Capital, ou em subseção, não se justifica a remessa dos autos à Subseção onde teria ocorrido o fato, instalada posteriormente. A hipótese deve ser regida pelo art. 87 do Código de Processo Civil, segundo o qual Determina-se a competência no momento em que a ação é proposta. São irrelevantes as modificações do estado de fato e de direito ocorridas posteriormente, salvo quando suprimirem o órgão judiciário ou alterarem a competência em razão da matéria ou da hierarquia. Precedentes da 2ª Seção. 3. Conflito conhecido, para declarar competente o juízo da 2ª Vara da Subseção Judiciária de Governador Valadares, suscitante. (CC /MG, Rel. Desembargador Federal Cândido Ribeiro, Rel. Acor. Desembargador Federal Olindo Menezes, SEGUNDA SEÇÃO, e-djf1 15/01/2013, p. 156). Ante o exposto, nos termos do art. 29, XXI, do Regimento Interno desta Corte, conheço do presente conflito negativo de competência, para declarar a competência do MM. Juízo Federal da 2ª Vara da Seção Judiciária de Mato Grosso, o suscitante. Brasília, 15 de dezembro de Juiz Federal PABLO ZUNIGA DOURADO Relator Convocado CONFLITO DE COMPETÊNCIA N /MT (d) Processo Orig.: : DESEMBARGADORA FEDERAL RELATORA MONICA SIFUENTES RELATOR CONVOCADO : JUIZ FEDERAL RENATO MARTINS PRATES AUTOR : UNIAO FEDERAL PROCURADOR : JOSÉ ROBERTO MACHADO FARIAS

4 RÉU : DAMIAO CARLOS DE LIMA RÉU : JOSE ROBERTO FAZOLINI RÉU : PREDICON CONSTRUCOES CIVIS LTDA RÉU : DELMAR SAUL SALTON SUSCITANTE : JUIZO FEDERAL DA 8A VARA - MT SUSCITADO : JUIZO FEDERAL DA VARA UNICA DA SUBSECAO JUDICIARIA DE JUINA - MT DECISÃO Trata-se de conflito de competência suscitado pelo Juízo Federal da Seção Judiciária de Mato Grosso, em face de decisão declinatória do Juízo Federal da 8ª Vara da Seção Judiciária do Estado do Mato Grosso, nos autos de ação civil pública por ato de improbidade administrativa promovida pela União contra Damião Carlos de Lima e outros, objetivando a condenação destes às sanções previstas no art. 12, incisos I, II e III, da Lei 8.429/92. Entendeu o suscitante que deve ser observada, no caso, a regra do art. 2º da Lei 7.347/85, que fixa a competência funcional para o processo e julgamento do feito pelo critério do foro do local do dano. Por sua vez, o suscitado argumenta que a ação em comento, ajuizada antes da criação da Vara Federal de Juína/MT, deve ser processada e julgada pelo juízo originário, em face da expressa determinação legal constante do art. 87 do CPC. O Ministério Público Federal, em parecer do Procurador Regional da República Márcio Barra Lima, manifesta-se pelo conhecimento do presente conflito negativo de competência para declarar competente o juízo suscitado, Vara Única da Subseção Judiciária de Juína/MT. É o relatório. ISSO POSTO, DECIDO. A prevalência do princípio da perpetuatio jurisdictionis, consagrado no art. 87 do CPC, como critério definidor da competência para o processo e julgamento das ações civis públicas tem sido sistematicamente reconhecida pela Colenda Segunda Seção deste Tribunal. A propósito, trago à colação o seguinte precedente: PROCESSUAL CIVIL. CONFLITO DE COMPETÊNCIA. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. FORO COMPETENTE. INSTALAÇÃO DE NOVA VARA FEDERAL NO MUNICÍPIO ONDE OCORRIDO O FATO. REDISTRIBUIÇÃO. DESNECESSIDADE. APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA PERPETUATIO JURISDICTIONIS. 1. Não se aplica à ação de improbidade administrativa a regra do art. 2º da Lei 7.347, de 24/07/1985 ("As ações previstas nesta lei serão propostas no foro do local onde ocorrer o dano, cujo juízo terá competência funcional para processar e julgar a causa."), pois os danos que constituem objeto da ação de improbidade, decorrentes da má aplicação ou do desvio de recursos públicos, ou da ofensa aos princípios norteadores da administração, em regra não têm dimensão tangível que justifique relação direta com o local físico da sua ocorrência, na perspectiva da produção da prova. 2. Proposta a ação de improbidade na Capital, ou em subseção, não se justifica a remessa dos autos à Subseção onde teria ocorrido o fato, instalada posteriormente. A hipótese deve ser regida pelo art. 87 do Código de Processo Civil, segundo o qual "Determina-se a competência no momento em que a ação é proposta. São irrelevantes as modificações do estado de fato e de direito ocorridas posteriormente, salvo quando suprimirem o órgão judiciário ou alterarem a competência em razão da matéria ou da hierarquia". Precedentes da 2ª Seção. 3. Conflito conhecido, para declarar competente o juízo da 2ª Vara da Subseção Judiciária de Governador Valadares, suscitante.(cc /MG, Rel. Desembargador Federal Olindo Menezes, e-djf1 15/01/2013, p. 156.) Ademais, a incompetência relativa não pode ser declarada de ofício, conforme preceitua a Súmula 33 do STJ. Nesse sentido é o seguinte julgado desta Corte: CONFLITO NEGATIVO DE COMPETÊNCIA. AÇÃO DE EXECUÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE REDISTRIBUIÇÃO, DE OFÍCIO, DAS AÇÕES AJUIZADAS DEPOIS DA INSTALAÇÃO DE NOVAS VARAS FEDERAIS. NÃO APLICAÇÃO DO PROVIMENTO COGER 19/2005. CPC, ART SÚMULA

5 33/STJ. COMPETÊNCIA DO JUÍZO SUSCITADO. 2. A ação originária foi proposta em 14/10/2010, depois da instalação da Subseção Judiciária de Picos (instalada em 11/11/2005). 3. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que o Provimento COGER n. 19/2005 (que determinou a redistribuição, em razão da instalação de novas varas federais, dos processos que se encontrassem em tramitação e que fossem alcançados pela jurisdição territorial da nova vara) se aplica, tão somente, aos processos em tramitação no momento da instalação da nova vara federal. Precedentes. 4. A competência fixada em razão do foro de eleição, sendo de natureza territorial e, portanto, relativa, não pode ser declinada de ofício, havendo de ser argüida por meio de exceção, nos termos do art. 112, do Código de Processo Civil. 5. Prevalência do entendimento consagrado na Súmula 33 do STJ: "A incompetência relativa não pode ser declarada de ofício". (3ª Seção, CC / PI, Rel. Desembargadora Federal Selene Maria de Almeida, e-djf , p. 28.) Ante o exposto, com fundamento no art. 29, XXI, do RITRF-1ª Região, conheço do conflito negativo de competência, para declarar a competência do Juízo Federal da 8ª Vara da Seção Judiciária do Mato Grosso, o suscitante, para processar e julgar o presente feito. Brasília, 8 de janeiro de Juiz Federal RENATO MARTINS PRATES Relator Convocado CONFLITO DE COMPETÊNCIA N /PA (d) Processo Orig.: : DESEMBARGADORA FEDERAL RELATORA MONICA SIFUENTES RELATOR CONVOCADO : JUIZ FEDERAL RENATO MARTINS PRATES AUTOR : INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZACAO E REFORMA AGRARIA - INCRA PROCURADOR : ADRIANA MAIA VENTURINI RÉU : ODILON URIAS DE REZENDE E OUTROS(AS) ADVOGADO : EDMAR TEIXEIRA DE PAULA SUSCITANTE : SUBSECAO JUDICIARIA DE PARAGOMINAS SUSCITADO : JUIZO FEDERAL DA SUBSECAO JUDICIARIA DE CASTANHAL - PA DECISÃO Trata-se de conflito de competência suscitado pelo Juízo Federal da Vara da Subseção Judiciária de Paragominas/PA, em face de decisão declinatória do Juízo Federal da Vara da Subseção Judiciária de Castanhal/PA, nos autos de ação de desapropriação promovida pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária - INCRA contra Odilon Urias de Resende e outros, objetivando a expropriação de imóvel localizado no município de Aurora do Pará/PA. Entendeu o suscitado que, nos termos do art. 95 do CPC, nas ações fundadas em direito real sobre imóveis é competente o foro da situação da coisa. Desse modo, entendeu que a instalação da

6 Subseção Judiciária de Paragominas/PA, autorizada pela Portaria PRESI/CENAG 10, de 19/04/2012, teria firmado a competência desta nova vara federal para processar e julgar o feito. Por sua vez, o suscitante argumenta que a ação em comento, ajuizada antes da criação da Vara Federal de Paragominas/PA, deve ser processada e julgada pelo juízo originário, em face da expressa determinação legal constante do art. 87 do CPC. Esclarece, ainda, que o feito encontra-se sentenciado, razão pela qual a redistribuição processual com base no Provimento COGER 52/2010 não tem cabimento no caso concreto. O Ministério Público Federal, em parecer do Procurador Regional da República Edmar Gomes Machado, manifesta-se pelo conhecimento do presente conflito negativo de competência para declarar competente o juízo suscitado, Vara da Subseção Judiciária de Castanhal/PA. É o relatório. ISSO POSTO, DECIDO. A prevalência do princípio da perpetuatio jurisdictionis, consagrado no art. 87 do CPC, nas hipóteses de fixação de competência decorrentes da instalação de novas varas federais com fundamento nas disposições do Provimento COGER 52, de , tem sido sistematicamente reconhecida pela Colenda Segunda Seção deste Tribunal. A propósito, trago à colação os seguintes precedentes: PROCESSO CIVIL. CONFLITO NEGATIVO DE COMPETÊNCIA. AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. CRIAÇÃO E INSTALAÇÃO DE NOVA VARA FEDERAL. PRINCÍPIO DA PERPETUATIO JURISDICIONIS. NÃO ALTERAÇÃO DA COMPETÊNCIA TERRITORIAL ANTERIORMENTE FIRMADA. 1. O Código de Processo Civil, em seu artigo 87, baseia-se no princípio da perpetuatio jurisdictionis, segundo o qual o feito deve permanecer no juízo de origem, salvo quando for suprimido órgão judiciário ou for alterada a competência em razão da matéria ou da hierarquia. Precedentes do Supremo Tribunal Federal e deste Tribunal Regional Federal. 3. Fato superveniente relativo à criação e instalação de nova vara federal não tem o condão de deslocar a competência do Juízo em que proposta a ação, sob pena de restar violado o Princípio do Juiz Natural. 4. Em razão do princípio da perpetuatio jurisdictionis, a criação e instalação de vara federal não altera a competência territorial anteriormente firmada. 5. Conflito de competência conhecido, para declarar competente o Juízo Federal de Ipatinga/MG. (CC /MG, Rel. Des. Federal Tourinho Neto, Segunda Seção, e-djf1 de 26/09/2012) PROCESSO CIVIL. CONFLITO NEGATIVO DE COMPETÊNCIA. AÇÃO POR ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. CRIAÇÃO E INSTALAÇÃO DE NOVA VARA FEDERAL. APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA PERPETUATIO JURISDICIONIS. NÃO ALTERAÇÃO DA COMPETÊNCIA TERRITORIAL ANTERIORMENTE FIRMADA. CONFLITO DE COMPETÊNCIA CONHECIDO PARA DECLARAR COMPETENTE O MM. JUÍZO FEDERAL SUSCITANTE. 1. Tem aplicação à hipótese em comento o princípio da perpetuatio jurisdicionis, pois, tendo a competência sido fixada em conformidade com o art. 87, do Código de Processo Civil, é de se entender ter sido firmada a competência da vara federal do local onde foi proposta a ação. Precedentes jurisprudenciais do egrégio Supremo Tribunal Federal e deste Tribunal Regional Federal. 2. Não tratando a hipótese dos autos das exceções previstas na parte final do acima transcrito art. 87, do Código de Processo Civil, pois não se constata, no caso, nem supressão de órgão judiciário, nem, tampouco, alteração da competência em razão da matéria ou da hierarquia, e considerando-se ainda a circunstância de que a ação civil pública por ato de improbidade administrativa foi ajuizada perante o MM. Juízo Federal da 8ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado de Goiás, verifica-se ser o caso de aplicação do princípio da perpetuatio jurisdictionis, pois o fato superveniente relativo à criação e instalação de nova vara federal não tem o condão de deslocar a competência do Juízo em que proposta a ação, sob pena de restar violado o Princípio do Juiz Natural. 3. Em face do princípio da perpetuatio jurisdictionis, a criação e instalação de vara federal não altera a competência territorial anteriormente firmada. 4. Verifica-se, portanto, que a competência para processar e julgar o processo objeto deste conflito de competência é do MM. Juízo Federal da 8ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado de Goiás, ora suscitante. 5. Conflito de competência conhecido, para declarar competente o MM. Juízo Federal da 8ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado de Goiás.

7 (CC /GO, Rel. Des. Federal I talo Fioravanti Sabo Mendes, Segunda Seção, e-djf1 de 21/09/2012) PROCESSO CIVIL AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA CONFLITO NEGATIVO DE COMPETÊNCIA INSTALAÇÃO DE NOVAS VARAS FEDERAIS PRINCÍPIO DA PERPETUATIO JURISDICTIONIS PRECEDENTES. I A criação e instalação de novas varas não modifica a competência territorial previamente fixada, em face do princípio da perpetuatio jurisdictionis, implícito no art. 87 do CPC. Precedentes do STF e do TRF da 1ª Região. II Conflito conhecido, para declarar a competência do Juízo Federal da 3ª Vara da Seção Judiciária de Goiás, o suscitado.(cc /GO, Rel. Desembargadora Federal Assusete Magalhães, e- DJF ) Desse modo, como na hipótese em apreço, não houve supressão de órgão judiciário, nem, muito menos, modificação da competência em razão da matéria ou da hierarquia, verifica-se ser o caso de aplicação do princípio da perpetuatio jurisdictionis, porquanto o fato superveniente relativo à criação e instalação de nova vara federal não tem o condão de deslocar a competência do juízo em que proposta a ação. Ademais, considerando que o feito já estava sentenciado, a remessa dos autos ao novo juízo federal não era cabível, uma vez que contrariou o art. 575, II, do CPC. Nesse sentido, veja-se o seguinte julgado desta Segunda Seção: PROCESSUAL CIVIL - CONFLITO NEGATIVO DE COMPETÊNCIA ENTRE JUÍZES FEDERAIS DE SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA E DE VARA FEDERAL DE CAPITAL - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA - FASE DE CONHECIMENTO DECIDIDA ANTES DA INSTALAÇÃO DO NOVO JUÍZO - REDISTRIBUIÇÃO DETERMINADA COM ESPEQUE, TÃO SOMENTE, EM PROVIMENTO DA CORREGEDORIA-GERAL - OFENSA A DISPOSITIVOS DE NORMA LEGAL VÁLIDA - CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL, ARTS. 475-P E 575, II - APLICABILIDADE - COMPETÊNCIA DO JUIZ SUSCITADO. 1 - "O juiz da ação é o juiz da execução (art. 475-P e art. 575, II do CPC)". (CC nº /PB - Rel. Ministro Fernando Gonçalves - STJ - Segunda Seção - UNÂNIME - DJe 19/3/2010.) 2 - "A ação de desapropriação já foi sentenciada. Nos termos do inciso II do art. 475-P do CPC, o juízo competente para o cumprimento da sentença é aquele que processou a causa. A competência não é alterada com a criação de nova Vara". (CC nº /PA - Rel. Juiz Federal Marcus Vinícius Reis Bastos (Convocado) - TRF/1ª Região - Segunda Seção - UNÂNIME - e-djf1 16/8/ pág. 04.) 3 - A redistribuição determinada pelo Juiz Suscitado destoa de dispositivos de norma legal válida. (Código de Processo Civil, arts. 475-P, II, e 575, II.) 4 - Competência do Juiz da 9ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Pará, Suscitado. (CC /PA, Rel. Desembargador Federal Catão Alves, e-djf1 20/06/2013, p. 182.) Ante o exposto, com fundamento no art. 29, XXI, do RITRF-1ª Região, conheço do conflito negativo de competência, para declarar a competência do Juízo Federal da Subseção Judiciária de Castanhal/PA, o suscitado, para processar e julgar o presente feito. Brasília, 8 de janeiro de Juiz Federal RENATO MARTINS PRATES Relator Convocado MANDADO DE SEGURANÇA N /GO (d) Processo Orig.: RELATORA : DESEMBARGADORA FEDERAL MONICA SIFUENTES

8 RELATOR CONVOCADO : JUIZ FEDERAL RENATO MARTINS PRATES IMPETRANTE : RUBENS ALVES LEAO ADVOGADO : RUBENS ALVES LEÃO IMPETRADO : JUIZO FEDERAL DA SUBSECAO JUDICIARIA DE RIO VERDE - GO INTERESSADO : MINISTERIO PUBLICO FEDERAL PROCURADOR : SABRINA MENEGARIO DECISÃO Trata-se de mandado de segurança impetrado por RUBENS ALVES LEÃO, objetivando a concessão de segurança para que seja aplicado o disposto no art. 17, 11, da Lei 8.429/92, em razão de litispendência entre os processos e Sustenta o impetrante, em síntese, a ocorrência de litispendência entre os referidos processos, com base em cotejo analítico entre os fatos e fundamentos constantes desses feitos. Afirma que o Ministério Público Federal agiu de má-fé ao insistir na argumentação de que as ações de improbidade eram diferentes, tumultuando a marcha processual, razão pela qual deve ser condenado no ônus da sucumbência. Requer a concessão dos benefícios da justiça gratuita e, por fim, a concessão da segurança para que seja reconhecida a litispendência entre as duas ações, com a extinção do processo É o relatório. ISSO POSTO, DECIDO. Infere-se da leitura da petição inicial e documentos apresentados, que os argumentos trazidos pelo impetrante referem-se a questão processual suscitada durante o processo e julgamento das ações de improbidade administrativa a que responde perante o Juízo Federal da Subseção Judiciária de Rio Verde/GO. É imperioso destacar que a questão atinente à alegada litispendência entre os processos mencionados pelo impetrante já foi por ele ventilada nos autos do Mandado de Segurança Originário /GO, sendo apreciada pela eminente Desembargadora Federal Mônica Sifuentes nos seguintes termos: Especificamente no que tange à litispendência, deve-se ressaltar que esta Corte já se manifestou desfavoravelmente à pretensão do impetrante, por ocasião do julgamento de apelação interposta pelo Ministério Público Federal, como se vê do acórdão colacionado a fls. 55/60, razão pela qual descabe imputar a responsabilidade pela continuação do segundo processo à autoridade impetrada. Trata-se, portanto, de questão já decidida e que só poderá ser alterada pelas instâncias especial ou extraordinária. Convém esclarecer que a decisão proferida no mandado de segurança acima citado transitou em julgado em 04/09/2014, conforme consulta ao sistema de acompanhamento processual desta Corte. Portanto, forçoso é concluir que a presente questão, em sede de mandado de segurança, já foi superada por decisão transitada em julgado, sendo inadequada uma nova impetração para discussão da mesma matéria. Ante o exposto, com fundamento no art. 10 da Lei /2009 c/c art. 267, I, do CPC, INDEFIRO A INICIAL e julgo extinto o processo sem resolução de mérito, DENEGANDO A SEGURANÇA (art. 6º, 5º, da Lei /2009). Sem honorários. Sem custas, em razão dos benefícios da justiça gratuita, que ora defiro ao impetrante. Publique-se. Intime-se. Brasília, 9 de janeiro de 2015.

9 Juiz Federal RENATO MARTINS PRATES Relator Convocado CONFLITO DE COMPETÊNCIA N /MT RELATOR : EXMO. SR. JUIZ FEDERAL PABLO ZUNIGA DOURADO (CONVOCADO) AUTOR : MUNICÍPIO DE COLNIZA - MT PROCURADO : IVAN WOLF E OUTROS R RÉU : NELCI CAPITANI ADVOGADO : DÉBORA SIMONE SANTOS ROCHA FARIA RÉU : SÉRGIO BASTOS DOS SANTOS SUSCITANTE : JUÍZO FEDERAL DA 1ª VARA - MT SUSCITADO : JUÍZO FEDERAL DA VARA ÚNICA DA SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE JUÍNA - MT DECISÃO Trata-se de conflito negativo de competência, suscitado pelo Juiz Federal da 1ª Vara da Seção Judiciária de Mato Grosso, em face de decisão que, em sede de ação civil pública por ato de improbidade administrativa, declinou da competência para processar e julgar o feito, por entender ser a hipótese de aplicação da regra da perpetuatio jurisdicionis. Esse o teor da decisão do juízo suscitante: Trata-se de Ação Civil Pública por ato de improbidade administrativa, proposta pelo Município de Colniza/MT em face de Nelci Capitani e outro, originariamente distribuído à 1ª Vara Federal da Seção Judiciária de Mato Grosso. No curso do processo, foi proferida decisão por este Juízo, reconhecendo a incompetência para o julgamento do feito, em virtude da criação da Subseção Judiciária de Juína/MT, sob o fundamento de que os fatos que deram origem a presente ação ocorreram no Município de Colniza/MT. Desse modo, determinou-se a remessa dos autos à referida Subseção Judiciária, com as cautelas de praxe. Por sua vez, o juízo da Vara Única Federal em Juína/MT, aduzindo o princípio da perpetuatio jurisdicionis, declarou-se igualmente incompetente para processar o feito, ordenando, assim, o retorno dos autos à 1ª Vara Federal de Cuiabá e gerando um conflito negativo de competência entre ambos juízos. Neste eito, determino: I - Proceda a Secretaria a remessa dos autos ao TRF 1ª Região, para que este, dirimindo o conflito negativo de competência entre o Juízo da 1ª Vara Federal da Seção de Mato Grosso, e a Subseção de Juína/MT, declare qual desses Juízos entende ser competente para processar e julgar o feito. II - Após, à conclusão. III - Intime-se. Cuiabá, 23 de julho de (fls. 339/340). O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Procurador Regional da República Luiz Augusto Santos Lima, opinou pela competência do Juízo Suscitante, o Juízo Federal da 1ª Vara de Mato Grosso. Decido.

10 Cinge-se a questão discutida nos presentes autos em saber qual o Juízo competente para o conhecimento e processamento de ação de improbidade que, em face da criação e instalação de novas Varas Federais, foi redistribuída ao MM. Juízo Federal suscitado. A Ação Civil Pública por Atos de Improbidade Administrativa movida pelo Ministério Público Federal em face de Nelci Capitani, foi distribuída à 1ª Vara da Seção Judiciária de Mato Grosso em 30/04/2013. A Subseção Judiciária de Juína foi instalada em 30/07/2013. O Provimento COGER/1ª Região n. 52/2010 determinou a redistribuição, em razão da instalação de novas varas federais, dos processos que se encontrassem em tramitação e que fossem alcançados pela jurisdição territorial da nova vara, sendo essa a hipótese dos autos. O entendimento da Jurisprudência da Segunda Seção deste Tribunal era no sentido de que competência seria do Juízo suscitante. Entretanto, o entendimento da Segunda Seção foi alterado e firmou-se no sentido contrário. O voto do Desembargador Olindo Menezes, em precedente semelhante, estabeleceu: Cuida-se de conflito negativo de competência suscitado pela Subseção Judiciária de Governador Valadares/MG, diante de decisão da Subseção Judiciária de Teófilo Otoni/MG, que lhe remeteu os autos da Ação Civil Pública por Ato de Improbidade Administrativa da autoria do Ministério Público Federal em face de Milton Trindade Vieira. Para o juízo suscitado, a competência para julgamento da Ação seria da 2ª Vara Federal de Governador Valadares, onde foi distribuída a ação, conforme jurisprudência da 2ª Seção deste Tribunal, entendimento com o qual não compartilha o juízo suscitante, ao fundamento de que a jurisprudência deste tribunal não é unânime no caso, tendo ainda, como base, a Portaria/PRESI/CENAG n. 436/2010, que diz respeito à redistribuição de processos quando da instalação das novas varas federais. Iniciado o julgamento na sessão de 17 de outubro, o Des. Federal Cândido Ribeiro, relator, votou pela competência da Vara de Teófilo Otoni, juízo suscitado, por três fundamentos: a) por aplicação, por analogia, do art. 2º da Lei 7.347, de 24/07/1985 ( As ações previstas nesta lei serão propostas no foro do local onde ocorrer o dano, cujo juízo terá competência funcional para processar e julgar a causa. ), já que a Lei 8.429/1992 não contém regra especifica sobre competência territorial para processar e julgar as ações de improbidade administrativa; b) pelo fato de ter sido instalada a Vara de Teófilo Otoni depois de distribuição, o que implica a redistribuição dos processos daquela base, nos termos das determinações da Corregedoria-Regional - Provimento COGER Nº 52/2010; c) essa seria a orientação desta Seção, destacando, inclusive, cuidar-se hipótese de competência funcional, e mesmo de julgados do Superior Tribunal de Justiça - STJ. Considerando que, em hipóteses semelhantes, esta Seção tem decidido pelo foro da distribuição da ação de improbidade, em atenção ao princípio da perpetuatio jurisdictionis, pedi vista para melhor exame do tema, para evitar que o órgão decida de forma aleatória, sem levar em conta os seus próprios precedentes. As duas correntes têm bons fundamentos, mas não me parece necessário, em ações de improbidade administrativa, invocar o preceito do art. 2º da Lei da Ação Civil Pública, pelo qual a ação é proposta no foro do local onde ocorreu o dano, o que faz todo o sentido em ação civil pública, que trata de danos patrimoniais tangíveis que deixam vestígios, cuja prova terá que ser colhida no local da consumação - danos ambientais, ao consumidor, aos bens de valor artístico, estético, histórico, turístico, paisagístico, urbanísticos, à ordem econômica e a qualquer outro interesse difuso ou coletivo (Lei 7.347/ art. 1º). Os danos que constituem objeto da ação de improbidade são mais difusos e, em regra, de outra ordem, em razão da má aplicação de recursos do erário, repassados com freqüência aos Estados e Municípios, de desvio de recursos públicos e mesmo em razão de ofensa aos princípios reitores da administração, fatos que não têm necessariamente base empírica que exijam a colheita de prova tangível no local do dano, sendo mais consentâneo com a espécie a aplicação do princípio da perpetuatio jurisdictionis, como regra o art. 87 do Código de Processo Civil, deste teor: Determina-se a competência no momento em que a ação é proposta. São irrelevantes as modificações do estado de fato e de direito ocorridas posteriormente, salvo quando suprimirem o órgão judiciário ou alterarem a competência em razão da matéria ou da hierarquia. Apesar de precedentes outros, na outra linha, foi assim que decidiu esta Seção, na sessão de 05/09/2012, quiçá o seu mais recente pronunciamento, por unanimidade, no CC n , Relator o Des. Federal Ítalo Mendes (e-djf1 de 21/09/2012, p.558). Em face do exposto, peço vênia ao relator para, também conhecendo do conflito, declarar competente o juízo suscitante - Subseção Judiciária de Governador Valadares/MG. A ementa do julgado é a seguinte:

11 PROCESSUAL CIVIL. CONFLITO DE COMPETÊNCIA. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. FORO COMPETENTE. INSTALAÇÃO DE NOVA VARA FEDERAL NO MUNICÍPIO ONDE OCORRIDO O FATO. REDISTRIBUIÇÃO. DESNECESSIDADE. APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA PERPETUATIO JURISDICTIONIS. 1. Não se aplica à ação de improbidade administrativa a regra do art. 2º da Lei 7.347, de 24/07/1985 ( As ações previstas nesta lei serão propostas no foro do local onde ocorrer o dano, cujo juízo terá competência funcional para processar e julgar a causa. ), pois os danos que constituem objeto da ação de improbidade, decorrentes da má aplicação ou do desvio de recursos públicos, ou da ofensa aos princípios norteadores da administração, em regra não têm dimensão tangível que justifique relação direta com o local físico da sua ocorrência, na perspectiva da produção da prova. 2. Proposta a ação de improbidade na Capital, ou em subseção, não se justifica a remessa dos autos à Subseção onde teria ocorrido o fato, instalada posteriormente. A hipótese deve ser regida pelo art. 87 do Código de Processo Civil, segundo o qual Determina-se a competência no momento em que a ação é proposta. São irrelevantes as modificações do estado de fato e de direito ocorridas posteriormente, salvo quando suprimirem o órgão judiciário ou alterarem a competência em razão da matéria ou da hierarquia. Precedentes da 2ª Seção. 3. Conflito conhecido, para declarar competente o juízo da 2ª Vara da Subseção Judiciária de Governador Valadares, suscitante. (CC /MG, Rel. Desembargador Federal Cândido Ribeiro, Rel. Acor. Desembargador Federal Olindo Menezes, SEGUNDA SEÇÃO, e-djf1 15/01/2013, p. 156). Ante o exposto, nos termos do art. 29, XXI, do Regimento Interno desta Corte, conheço do presente conflito negativo de competência, para declarar a competência do MM. Juízo Federal da 1ª Vara da Seção Judiciária de Mato Grosso, o suscitante. Brasília-DF, 08 de janeiro de Juiz Federal PABLO ZUNIGA DOURADO Relator Convocado MANDADO DE SEGURANÇA CRIMINAL N /DF Processo Orig.: RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL OLINDO MENEZES IMPETRANTE : DIRETOR GERAL DO SENADO FEDERAL ADVOGADO : FERNANDO CESAR DE SOUZA CUNHA E OUTRO(A) IMPETRADO : JUIZO FEDERAL DA 12A VARA - DF INTERESSADO : JUSTICA PUBLICA D E C I S Ã O O Diretor-Geral do Senado Federal impetrou o presente mandado de segurança, pretendendo a suspensão dos efeitos da decisão da 12ª Vara Federal/DF, consistente na requisição de documentos referentes a um pregão eletrônico realizado no âmbito da aludida Casa Legislativa, para fins de instrução do inquérito policial nº , conduzido, este, pela Polícia

12 Federal, tendo a impetração como fundamento central a falta de atribuição da Polícia Federal para conduzir inquérito policial sobre fatos delituosos que tenham ocorrida nas suas dependências. Submetido o feito à Vice-Presidente desta Corte, atuando em regime de plantão judiciário, Sua Excelência indeferiu a liminar, à considerado de que a impetração teria excedido o prazo decadencial de 120 dias, já que o fato que dera conhecimento do andamento do citado inquérito no âmbito da policia federal, que também requisitara peças administrativas para instrução do inquérito, seria de 28 de maio de 2014, enquanto o ajuizamento do writ data de 12/12/2014. A decisão está lançada nos seguintes fundamentos: Trata-se de mandado de segurança impetrado pelo Diretor-Geral do Senado Federal, contra ato judicial praticado pelo MM Juízo Federal da 12ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal, consistente na requisição de documentos referentes a um pregão eletrônico realizado no âmbito da aludida Casa Legislativa, para fins de instrução do inquérito policial nº , conduzido, este, pela Polícia Federal. Consoante a narrativa exordiana, a ilegalidade do ato judicial combatido se revela no fato de que ele termina por chancelar indevida atuação da Polícia Federal na investigação de supostos crimes praticados nas dependências do Senado Federal, sendo que em relação às infrações em tais circunstâncias cometidas seria privativa da Polícia do Senado Federal a prerrogativa da condução dos respectivos inquéritos. O impetrante fundamenta sua pretensão com a transcrição da legislação que considerou aplicável à espécie, além de doutrina e precedentes judiciais que seriam a ela favoráveis, ressaltando a necessidade de apreciação do feito em regime de plantão, tendo em vista que o prazo assinalado para o cumprimento da decisão combatida se encerra às 13h55min do dia 14/12/2014. Escoltam a inicial diversos documentos. Relatado no que pertinente, DECIDO. Compulsando os autos, verifico que, apesar de neste writ se investir contra o comando proferido em 19/11/2014, cuja intimação foi efetivada no dia 11 do corrente mês, o ato judicial que se reputa ilegal foi em verdade praticado em 28/05/2014, e que pelo menos desde 10/07/2014 ele já era de conhecimento dos dirigentes da Casa de Representação das Unidades Federativas, conforme se verifica do expediente pelo qual o Diretor-Geral Adjunto do Senado Federal encaminha ao Advogado-Geral desta o ofício informador da ordem em comento, para fins de seu atendimento. Com efeito, a decisão judicial pela qual foi assinalado o prazo de 72 horas para o fornecimento da documentação em testilha foi prolatada em caráter reiterativo a comando anterior, este, por sua vez, que terminou sendo objeto de pedido de reconsideração como alegado na própria inicial desprovido de eficácia suspensiva para fins de contagem de prazo recursal ou, como na espécie, para a utilização de ação mandamental como sucedâneo de recurso. Tal o contexto, emerge evidente a intempestividade do presente mandado de segurança, à luz do que previsto no art. 23 da Lei nº /2009. Assim, indefiro o pedido de liminar formulado, ante a falta de perspectiva de êxito na impetração, deixando de extinguir liminarmente o processo por julgar que tal atribuição escapa às atribuições do juízo plantonista. P. I.

13 Distribuído o feito a este Gabinete, vêm os autos à conclusão com pedido de reconsideração da decisão acima transcrita, renovando o pedido de deferimento de liminar. Sustenta o impetrante, que, embora a haja uma anterior decisão do juízo, ordenando a apresentação de documentos ao impetrante, essa decisão não mais estaria ao alcance da impetração; e que a decisão que ora impugna é outra, mais atual, que traz ordem de apresentação de outros documentos mais ampla que a primeira. Alega, ainda, que a tutela mandamental que busca é afastar ilegalidade que não estaria circunscrita um ato determinado no tempo, mas a uma situação contínua no tempo, qual seja, o processamento de um inquérito policial pela Polícia Federal, em detrimento da atribuição específica para tanto da Polícia Legislativa do Senado Federal, o que torna a impetração contemporânea aos fatos que pretende anular. Efetivamente, a decisão ora impugnada traz em seu contexto a determinação de novas providências à autoridade impetrante que, embora abarquem as da decisão anterior, têm perfil próprio e, portanto, aptidão de ofensa atual a direito líquido e certo. Não fora isso, a pretensão de ver examinada a eventual incompetência (atribuição) da Polícia Federal na instauração de inquérito onde lançada a decisão recorrida, é fato que, por não se convalidar no tempo, representa uma ofensa contínua ao direito subjetivo do Senado Federal. Nessa compreensão, torno sem efeito a decisão proferida em plantão (fls ) e restabeleço o processamento originário do mandado de segurança, examinando o seu pedido liminar. 2. O writ retrata tema polêmico, mas o fato é que a decisão denegatória contraria a jurisprudência do STF, expressa na Súmula 397-STF, ao afirmar que O poder de polícia da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, em caso de crime cometido nas suas dependências, compreende, consoante regimento, a prisão em flagrante do acusado e a realização do inquérito. Conquanto o verbete tenha sido editado à luz da Constituição de 1946 o precedente que lhe deu base foi julgado em 1964/HC , a norma constitucional lá existente (art. 40) é a mesma de hoje (art. 52, XIII), no sentido de atribuir prerrogativa ao Senado Federal para dispor sobre a sua Polícia, cuja regulamentação da sua atuação se dá por resolução interna. Para o Min. Vitor Nunes Leal, nos fundamentos do voto que proferiu no referido precedente, o Regimento Internos das Câmaras Legislativas, no que toca à sua própria polícia, tem força de lei, pois essa prerrogativa lhes foi atribuída com caráter de exclusividade pelo art. 40 da Constituição. Do mesmo modo, as resoluções das Câmaras sobre o regime do seu funcionalismo têm força de lei, e contra elas

14 não se pode opor uma lei geral, por ser inatingível, pelo legislador ordinário, a prerrogativa que a Constituição concedeu a cada uma das Câmaras. A Resolução 59/2002, do Senado Federal, ao dispor sobre o poder de polícia nas suas dependências, regula a matéria, quanto à atribuição para a instauração de inquérito policial, nos seguintes termos: Art. 4º Na hipótese de ocorrência de infração penal nas dependências sob a responsabilidade do Senado Federal, instaurar-se-á o competente inquérito policial presidido por servidor no exercício de atividade típica de polícia, bacharel em Direito. Afigura-se, portanto, duvidosa a atribuição da Polícia Federal na espécie, considerando-se os fatos em apuração suposto crime praticado por servidor do Senado Federal nas suas dependências, situação que confere verossimilhança aos fundamentos da impetração, suficiente para expressar, nos futuros atos de instrução do inquérito, o constrangimento ilegal, pela falta de atribuição da autoridade policial. Nessa linha de compreensão a 2ª Seção desta Corte já se manifestou, conforme precedente: EMENTA: MANDADO DE SEGURANÇA. ART. 4º, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CPP. SÚMULA 397 DO STF. INQUÉRITOS EXTRAPOLICIAIS. POLÍCIA LEGISLATIVA DO SENADO FEDERAL. ATRIBUIÇÃO. PROCEDIMENTO INVESTIGATÓRIO INTERNO. I. A Advocacia-Geral do Senado Federal, com atribuições que vão além da esfera administrativa, tem capacidade postulatória para ajuizar mandado de segurança na defesa dos interesses daquela instituição. II. O Art. 4º, parágrafo único, do CPP, ao tratar do Inquérito Policial, atribui, também, à autoridade administrativa, com função de polícia, a faculdade para apuração das infrações penais. III. O enunciado da Súmula 397 do STF estabelece: "O poder de polícia da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, em caso de crime cometido nas suas dependências, compreende, consoante o regimento, a prisão em flagrante do acusado e a realização do inquérito." IV. Segurança concedida. (MS / DF, Rel. DESEMBARGADOR

15 FEDERAL CÂNDIDO RIBEIRO, SEGUNDA SEÇÃO, e- DJF1 p.111 de 04/05/2009). A 3ª Turma, examinando questão semelhante, em habeas corpus originado de decisão impugnada que manteve inquérito policial instaurado pela Polícia Federal, entendeu que prevalece o entendimento do enunciado da Súmula 397 do STF, que atribui, não ao Delegado de Polícia Federal, mas às Casas Legislativas que compõem o Congresso Nacional, a atribuição para investigar possíveis condutas criminosas praticadas em suas dependências físicas: EMENTA: PROCESSUAL PENAL - HABEAS CORPUS - CRIMES DE AMEAÇA, USURPAÇÃO DE FUNÇÃO PÚBLICA E DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA - AUTORIA - SERVIDORES DA POLÍCIA LEGISLATIVA DO SENADO FEDERAL - REPRESENTAÇÃO DE CONDUÇÃO COERCITIVA DOS PACIENTES - DELEGADO DE POLÍCIA FEDERAL - FALTA DE ATRIBUIÇÃO - SÚMULA 397 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. I - Inquérito Policial instaurado por portaria de Delegado da Polícia Federal contra os ora pacientes, servidores da Polícia Legislativa do Senado Federal, objetivando apurar a ocorrência dos delitos de ameaça, usurpação de função pública e denunciação caluniosa, noticiadas em representação criminal, formulada por colega de serviço. II - Súmula 397 do Supremo Tribunal Federal atribui às casas legislativas que compõem o Congresso Nacional (Câmara dos Deputados e Senado Federal) o poder de polícia para investigar eventuais condutas criminosas praticadas nas suas dependências. III - Ordem parcialmente concedida, para determinar que as peças de informação contidas nos autos do Inquérito Policial 1809/2011-4/SR/DPF/DF, em trâmite na Superintendência Regional da Polícia Federal do Distrito Federal, sejam baixadas para a Polícia do Senado Federal, Órgão que possui atribuição legal para conduzir as investigações. (HC /DF, Rel. JUIZ FEDERAL MURILO FERNANDES DE ALMEIDA (CONV.), TERCEIRA TURMA, e-djf1 p.615 de 06/09/2012).

16 O fato, entretanto, não desautorizaria a requisição de documentos pela autoridade judicial que estivesse na condução do inquérito, dentro do interesse público geral na apuração dos delitos, aqui, ali ou acolá; mas, como o vício está na formação do próprio procedimento administrativo investigatório, a sua atuação fica contaminada pela eiva da origem, à vista do princípio da prerrogativa constitucional do Senado Federal, do qual deriva a atribuição exclusiva da Policia do Senado Federal em casos da espécie. 3. Nesse contexto verossimilhança dos fundamentos da impetração e risco de dano de difícil reparação à prerrogativa constitucional do Senado, concedo a liminar para, até segunda ordem, suspender os efeitos da decisão impugnada, até que se ultime o julgamento da presente impetração. Dê-se conhecimento desta decisão à autoridade apontada coatora, para os devidos fins, e para que preste informações, no prazo de dez dias. Para que não paire no debate, mesmo sem razão, eventual traço (apenas) corporativo, informe o impetrante, no mesmo prazo, o atual segmento da investigação no âmbito do Senado Federal. Após, colha-se a manifestação da Procuradoria Regional da República junto a este Tribunal. Cumpra-se. Intimem-se. Brasília, 19 de dezembro de Desembargador Federal OLINDO MENEZES Relator MANDADO DE SEGURANÇA CRIMINAL N /MT Processo Orig.: RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL OLINDO MENEZES IMPETRANTE : JOAO ARCANJO RIBEIRO (REU PRESO) ADVOGADO : ZAID ARBID IMPETRADO : JUIZO FEDERAL DA 7A VARA - MT INTERESSADO : JUSTICA PUBLICA D E S P A C H O João Arcanjo Ribeiro, brasileiro, casado, atualmente recolhido na Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Porto Velho/RO, impetra mandado de segurança contra ato da 7ª Vara Federal/MT, que decretou a perda em favor da União de bens imóveis, direitos e valores registrados em seu nome, relacionados na decisão impetrada, além da desconsideração inversa da personalidade jurídica de empresas do impetrante, com o conseqüente seqüestro, conforme requerido pelo MPF e pela União nos autos do PEDIDO PARA DISCRIMINAÇÃO E DECLARAÇÃO DE PERDIMENTO DE BENS EM FAVOR DA UNIÃO EM RAZÃO DA CONDENAÇÃO NA SENTENÇA/ACÓRDÃO CRIMINAL DO PROCESSO nº (fls ). Sustenta, no resumo do que (no momento) interessa para o exame do pedido de concessão de liminar, que, contra a decisão impetrada, seria cabível o presente mandado de segurança para emprestar efeito suspensivo à apelação criminal envolvendo o seqüestro e ou declaração de perdimento de bens, mormente quando inobservado o devido processo legal, com fundamento em jurisprudência desta Corte

17 trazida à colação, afirmando ainda ter interposto o pertinente recurso de apelação, e que a decisão contém defeitos tamanhos que a tornam teratológica. Afirma que a decisão infirmada tanto decretou o perdimento do patrimônio universal do impetrante, compreendendo bens, direitos e valores da sua pessoa física e das jurídicas com ele relacionadas, quanto ordenou a sua imediata arrecadação e administração, por terceiro compromissado judicialmente, e as suas alienações, com repercussões irreversíveis, seja pelo consabido traumatismo de alternâncias das administrações nos diversos segmentos dos seus negócios, seja pelo automatismo dessas alienações (fl. 5). Afirma, ainda, que a decisão teria incorrido em dois inescusáveis erros de direito: o primeiro por ausente o princípio da dupla incriminação, não há falar em possibilidade de, com a entrega do impetrante mediante compromisso expresso da República Federativa do Brasil em cumprir a extradição como julgada, maltratar essa obrigação e manter o processo e a condenação, a pretexto de indiciado (processo) e lavrada (sentença) no curso do pedido de entrega ; o segundo, porque sendo o perdimento de bens efeito da sentença penal condenatória transitada em julgado, conclusivo que, sem a ordem para o início do processo, para a ação penal e, por extensão, para a condenação, impossível, falar-se em pena acessória, sendo que entre o pedido de sua extradição, em 11/04/2013, e sua efetivação, em 11/03/2006, teria sido ultimada a instrução da ação penal , com a prolação da sentença condenatória, em 16/12/2003, que serviu de fundamento para a decisão impetrada. Anota que, em recurso especial, teria buscado o trancamento da ação penal, pelo desrespeito ao princípio da identidade ou dupla incriminação, sendo que a eminente Ministra Relatora não acolheu, todavia, esse pedido, com o argumento de que, embora houvesse decisão da Suprema Corte de Justiça do Uruguai, negando a extradição de João Arcanjo Ribeiro pelo processo nº , a sua deliberação em recurso especial seria per saltum, i.e, envolveria supressão de instância ; e que as condutas mencionadas na ação penal não autorizaram a extradição do impetrante, porque o delito-fim não era considerado crime no Uruguai, pelo que não poderia, depois de negada a entrega respectiva, ser processado, sofrer a decretação de perda total de seus bens ou tê-los sequestrados, nem muito menos ter sido condenado e preso pelo referido processo ou por outros com ele vinculados (incidental ou acessórios). Afirma que, no rigor dos termos o núcleo do princípio da identidade ou da dupla incriminação limita a extradição aos casos em que os atos praticados sejam condutas tipificadas como crime segundo as leis do Estado parte requerente (Brasil) e do Estado parte requerido (Uruguai) ; que, em situação análoga, esta Corte, no HC /MT, teria anulado o processo /MT, a partir da denúncia, para atender os termos em que deferida a extradição do impetrante naquela hipótese; e que, ausente justa causa para João Arcanjo Ribeiro ser processado e condenado pelos fatos informadores da ação penal compreendida no processo nº , e, por extensão, para o perdimento de bens, como pena vinculada à existência da sentença penal condenatória proferida naquele processo e com trânsito em julgado, por desrespeitar o princípio da dupla incriminação e o comando do julgamento da Suprema Corte de Justiça da República Oriental do Uruguai, que a República Federativa do Brasil assumiu o compromisso de cumprir, se apresentam ilegítimos, ineficazes e inexeqüíveis tanto a sentença de condenação do impetrante quanto a decisão de perdimento de todos os seus bens, direitos e valores e das pessoas jurídicas com ele relacionadas. Enfatiza que, tratando-se de perdimento de bens, decorrente de decisão em processo penal, é preciso estabelecer a exata dimensão do título judicial em que o mesmo está fundado para, a seguir, valorar se a sua execução está conforme a sua parte dispositiva ; que o acórdão proferido na apelação criminal afastou o perdimento de bens, na forma decretada na sentença condenatória, tendo ainda reduzido a pena privativa de liberdade de maneira significativa (11 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicial fechado); e que, com o trânsito em julgado do acórdão, teria ocorrido preclusão de se proceder no pedido de discriminação e declaração de perdimento de bens, pelo que deveriam os mesmos ser imediatamente restituídos ao impetrante. Destaca que, pelo princípio da eventualidade, se for admitido, em sede de medida suplementar, o pedido de discriminação e declaração de perdimento de bens, após o trânsito em julgado do mencionado acórdão, deve ser observado se ele atendeu às exigências legais ; que, qualquer que seja a medida a ser adotada pelo Ministério Público Federal e pela União, tirada do acórdão objeto, resolverá no respeito ao contraditório e a ampla defesa, por implicar na privação de bens e violação ao direito de propriedade (CF, art 5º, LIV e XXII), e que a falta do contraditório e da ampla defesa sobre o perdimento decretado torna nula a decisão porque é direito e garantia fundamental do impetrante, que só deve ser privado dos seus bens, direitos e valores com o devido processo legal. Observa que o administrador judicial já está sendo investido nos controles diretos das empresas e os gerentes de bancos sendo intimados para transferir os saldos em conta-corrente, tudo mediante atendimentos compulsórios, pois franqueado inclusive o uso da força policial ; e que até proposta de preferência na alienação antecipada dos bens já foi protocolizada nos autos, pela empresa americana Constrazza Internacional Construcion Inc, envolvendo a cota parte na sociedade Universal Towers Constrtuction Inc, proprietária do Crowe Plaza Hotel em Orlando, USA, flsl a

18 Por derradeiro, requer seja deferida a liminar para atribuir efeito suspensivo à apelação, de forma que, até o seu julgamento definitivo, seja possível paralisar os atos desse perverso e injurídico perdimento, retornando as partes ao status quo ante, devolvendo ao impetrante e as pessoas jurídicas com ele relacionadas a posse e a administração dos bens, direitos e valores lhes retirados. 2. Esta Corte, ao enfrentar questões análogas, quanto à via eleita, firmou entendimento de que o manejo do mandado de segurança contra ato judicial somente é cabível em situações excepcionais, quando verificada, de forma inequívoca, a presença de ilegalidade ou teratologia no referido ato e haja risco de lesão irreparável ou de difícil reparação, afastando, em tal hipótese, a incidência da Súmula 121 do extinto TFR: PROCESSO CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA. DECISÃO DE RELATOR DANDO OU NEGANDO EFEITO SUSPENSIVO A AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE, TERATOLOGIA OU ABUSIVIDADE. Não é admissível a impetração de mandado de segurança, como supedâneo de agravo regimental, contra ato de Relator ou funcionário do Tribunal, salvo quando a decisão é abusiva, ilegal ou teratológica. (MS /MG, Rel. Desembargador Federal Tourinho Neto, Corte Especial, e-djf1 de 16/03/2009, p.142) Tem entendido o Tribunal, ainda, que contra decisão que determina a constrição de bens e valores cabe recurso de apelação, nos termos do art. 593, II, do Código de Processo Penal: PROCESSUAL PENAL. MANDADO DE SEGURANÇA. ATO JUDICIAL. RESTITUIÇÃO DE COISA APREENDIDA. IMPOSSIBILIDADE. DECISÃO FUNDAMENTADA. AUSÊNCIA DE TERATOLOGIA. NÃO- CABIMENTO. MANDAMUS NÃO CONHECIDO. SEGURANÇA DENEGADA. 1. Consoante orientação jurisprudencial da 2ª Seção deste Tribunal Regional Federal da 1ª Região, da decisão que decreta a medida assecuratória de seqüestro de bens, o recurso cabível é a apelação. 2. O recurso próprio para questionar o indeferimento do pedido de restituição de bens apreendidos é a apelação (art. 593, II, CPP). 3. Esta Corte tem admitido o mandado de segurança contra ato judicial somente em casos excepcionais, quando abusivo ou teratológico, se houver a iminência ou possibilidade de dano irreparável. 4. A decisão impugnada não é teratológica e nem causa dano irreparável a direito líquido e certo do impetrante, estando o ato impugnado devidamente fundamentado, em virtude do que não se apresenta cabível este mandado de segurança. 5. Segurança denegada. (MS / RO, Rel. DESEMBARGADOR FEDERAL MÁRIO CÉSAR RIBEIRO, SEGUNDA SEÇÃO, e-djf1 p.9 de 09/05/2012) Em casos excepcionais, de flagrante ilegalidade e teratologia da decisão judicial, que possam gerar risco de lesão irreparável ou de difícil reparação, o TRF/1ª Região tem conhecido diretamente do mandado de segurança, afastando a Súmula 121 do extinto TFR. Mas essa não é a hipótese dos autos, em que a decisão impugnada encontra-se fundamentada. A nova Lei do Mandado de Segurança Lei , de 07/08/2009 dispõe que não se concederá mandado de segurança quando se tratar II - de decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo (art. 5º, II), admitindo, a contrario sensu, mandado de segurança contra decisão judicial da qual caiba recurso sem efeito suspensivo. A nova disposição legal há de ser interpretada, não para dispensar a interposição do recurso cabível, sem efeito suspensivo que seria, assim, ordinariamente substituído pelo mandado de segurança, o que seria inadmissível, senão para que, interposto o recurso cabível, possa ser-lhe atribuído, com o mandado de segurança, o efeito suspensivo, a fim de evitar lesão irreparável ou de difícil reparação. Nesse contexto, tem-se que o presente Mandado de Segurança é cabível, eis que o impetrante apelou da decisão impugnada e pretende tão somente atribuir efeito suspensivo à apelação supletiva, a respeito da qual o efeito suspensivo não é muito claro na norma processual, menos ainda em medidas assecuratórias. 3. No que tange à pretensão do impetrante, por via transversa, de desconstituição do acórdão, com trânsito em julgado, sob a alegação de que a decisão teria incorrido em dois erros inescusáveis, o primeiro por ausente o princípio da dupla incriminação, não há falar em possibilidade de, com a entrega do impetrante mediante compromisso expresso da República Federativa do Brasil em cumprir a extradição como julgada, maltratar essa obrigação e manter o processo e a condenação, a pretexto de indiciado (processo) e lavrada (sentença) no curso do pedido de entrega ; e, o segundo, porque sendo o perdimento de bens efeito da sentença penal condenatória transitada em julgado, conclusivo que, sem a ordem para o início do processo, para a ação penal e, por extensão, para a condenação, impossível, falar-se em pena acessória, sendo que entre o pedido de sua extradição, em 11/04/2013, e sua efetivação, em 11/03/2006, teria sido ultimada a instrução da ação penal , com a prolação da sentença condenatória, em 16/12/2003, e que serviu de fundamento para a decisão

19 impetrada, as alegações, em perspectiva de certificação, não se afeiçoam ao mandado de segurança, que exige prova pré-constituída (os fatos imprescindiriam de melhor demonstração) e mesmo porque isso equivaleria a aceitar o mandado de segurança como sucedâneo de uma revisão criminal, o que não seria cabível. A decisão impetrada, produzida para ter efeitos imediatos, no que interessa para o presente momento, afirma que: O presente pedido diz respeito à PENA DE PERDIMENTO DE BENS EM FAVOR DA UNIÃO, decretada na sentença condenatória proferida nos autos nº (fls. 8508/8604), em 16 de dezembro de 2003, tendo transitado em julgado em 26 de março de 2013 (autos nº , fls ). Ao final, na sentença condenatória proferida nos autos nº (fls. 8508/8604), os réus João Arcanjo Ribeiro, Silvia Chirata Arcanjo Ribeiro, Nilson Roberto Teixeira e Luiz Alberto Dondo Gonçalves, foram condenados pela prática do delito previsto no art. 288 do CP, na forma prescrita pela Lei nº 9.034/1995; do delito previsto no art. 16 e art. 22, parágrafo único, da Lei nº 7.492/1986, c/c art. 71 do; do art. 1º, VI e VII, parágrafo 4º, da Lei nº 9.613/1998, c/c art. 71 do CP, e ainda nos termos do art. 69 do Código Penal. Na mesma sentença, Adolfo Oscar Olivero Sesini foi condenado pela prática do delito previsto no art. 288 do CP, na forma prescrita pela Lei nº 9.034/1995; art. 22, parágrafo único, da Lei nº 7.492/86, art. 1º, VI e VII, parágrafos 2º, inciso II, e 4º, da Lei nº 9.613/1998, c/c art. 69 do CP, e Davi Estevanovick de Souza Bertoldi e Edson Marques de Freitas foram condenados pela prática do delito previsto no art. 288 do CP, na forma prescrita pela Lei nº 9.034/1995; art. 1º, parágrafos 2º, inciso II, e 4º, da Lei nº 9.613/1998, c/c art. 69 do CP. Em grau de recurso, quanto à pena privativa de liberdade, o e. TRF/1ª Região adotou o entendimento que o crime de lavagem de dinheiro previsto no art. 1º da Lei nº 9.613/1998 absorveu o crime previsto no art. 22 da Lei nº 7.492/ e, em razão disso, absolveu os réus em relação a esta última infração penal. No que diz respeito à PENA DE PERDIMENTO DE BENS EM FAVOR DA UNIÃO, entretanto, tal penalidade foi aplicada apenas em relação aos réus JOÃO ARCANJO RIBEIRO, SILVIA CHIRATA ARCANJO RIBEIRO, NILSON ROBERTO TEIXEIRA e LUIZ ALBERTO DONDO GONÇALVES. Na sentença condenatória proferida em 16/12/2003, quando à pena de perdimento de bens, foi assim determinado: Nos termos dos artigos 7º da Lei nº 9.613/98 e 91 do Código Penal, decreto o perdimento, em favor da União, de todos os bens, direitos e valores pertencentes aos Acusados João Arcanjo Ribeiro, Silvia Chirata Arcanjo Ribeiro, Nilson Roberto Teixeira e Luiz Alberto Dondo Gonçalves, bem como de todas as pessoas jurídicas vinculadas aos mesmos, os quais se fazem assentes neste feito e nos procedimentos em apenso, processos e , devendo a liquidação desta sentença, nesse tópico, efetuar-se nesta última demanda. Consigne-se ainda que dito patrimônio deverá ser vinculado a gastos sociais e em programas de segurança pública. Os imóveis rurais e urbanos, automóveis, jóias, títulos de créditos, as ações e cotas de sociedades mercantis, o avião citation, os valores depositados nos bancos nacionais, no Uruguai, nos Estados Unidos, Suíça e Ilhas Cayman, tudo está atingido pela pena de perdimento, devendo o patrimônio em questão, conforme já asseverado, ser liquidado nos autos onde se decretou o seu seqüestro, para onde deverá ser transladada cópia desta sentença. (autos nº , fls ). 1 Lei n /1986, art Efetuar operação de câmbio não autorizada, com o fim de promover evasão de divisas do País.

20 O acórdão proferido pelo e. TRF/1ª Região reformou em parte a sentença, tendo recebido a seguinte ementa: PROCESSO PENAL. PENAL. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. CRIMES CONEXOS DE COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL E DA ESTADUAL. PREVALÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. INEXISTÊNCIA DE PRERROGATIVA DE FUNÇÃO. COMPETÊNCIA DO JUÍZO DO PRIMEIRO GRAU. INVESTIGAÇÃO REALIZADA PELO MINISTÉRIO PÚBLICO. REQUISIÇÃO DE INQUÉRITO PELO JUIZ. DENÚNCIA. A-TECNIA. NÚMERO DE TESTEMUNHAS. LITISPENDÊNCIA E CRIME DE QUADRILHA. DOCUMENTOS EM LÍNGUA ESTRANGEIRA. MANUTENÇAO DO RÉU PRESO APÓS A SENTENÇA. CRIME CONTRA O SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL. FACTORINGS. EVASÃO DE DIVISAS. PATRIMÔNIO A DESCOBERTO. LAVAGEM DE DINHEIRO. O PRINCÍPIO DA CONSUNÇÃO. ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. CRIME DE QUADRILHA. DOSIMETRIA DA PENA. DELAÇÃO (TRAIÇÃO) PREMIADA. PENA DE PERDIMENTO. 1. Havendo conexão entre crimes da competência da Justiça Federal e da Estadual, a prevalência para o processo e julgamento é da Justiça Federal, que tem sede constitucional, não da Estadual, que é de natureza residual, não se aplicando o disposto no art. 78, II, a, do CPP. 2. Não figurando, na relação processual, acusado que tenha prerrogativa de foro em tribunal superior ou regional, a competência para o processo é do juízo de primeiro grau. O deputado estadual, arrolado como testemunha, não modifica a competência para conhecimento do processo, que continua sendo da alçada do juízo de primeiro grau. 3. Não é admissível que o mesmo órgão que investiga, estando, portanto, envolvido diretamente na colheita de prova, acuse. A separação das atribuições, investigação e acusação, é exigência do Estado Democrático de Direito, uma garantia do cidadão. Na hipótese, apesar da grande interferência do Ministério Público no inquérito, não se pode afirmar que tenha de modo absoluto dirigido o inquérito (Precedentes do TRF-1: HC /TO e HC /DF). 4. O juiz não pode e não deve deliberar sobre a opinio delicti, em razão de perder a imprescindível imparcialidade ao deliberar sobre a mesma, ao requisitar a instauração de inquérito, por tratar-se de uma atividade persecutória. Pode sim valer-se do disposto no art. 40 do CPP, pois, nesse caso, não se trata de opinio delicti e sim de notitia criminis. No entanto, o fato de o juiz ter requisitado a instauração de inquérito não é causa de nulidade do processo, haja vista que os réus só vieram insurgir-se depois de instaurada a ação penal.

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