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1 Da Coroa Norte-Poente de Lisboa a Monsanto: Projecto Urbano para a Estação de Benfi ca João Nery Pereira Morais Dissertação para a obtenção do grau de Mestre em : Arquitectura Júri Presidente: Prof. Pedro Filipe Pinheiro da Serpa Brandão Orientador: Prof. Nuno Lourenço José Ribeiro Fonseca Vogal: Prof. António Manuel Barreiros Ferreira Junho 2013

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3 Agradecimentos ao meu avô Daniel à Carol, aos meus Pais, Carlos e Margarida, à minha Família, aos Amigos, Colegas e Professores pelo apoio, infl uência e paciência e ao meu orientador, Arq. Nuno Lourenço pela partilha de conhecimento e acompanhamento a todos, obrigado! 3

4 Resumo O presente relatório enquadra-se no âmbito da disciplina de Projeto Final de Arquitectura, como trabalho fi nal de curso. Este trabalho tem como objectivo fazer uma análise crítica da área da cidade em estudo e fundamentar uma proposta de intervenção urbana a duas escalas. Numa primeira parte procedeu-se à elaboração de um projeto urbano estratégico para a Coroa Norte-Poente de Lisboa e numa segunda parte detalhou-se um projecto urbano para a área envolvente à estação de Benfi ca. A primeira parte do projeto corresponde a um trabalho colectivo realizado no primeiro semestre do ano lectivo de 2011/ 2012 e a segunda parte corresponde a um trabalho individual realizado no segundo semestre do mesmo ano lectivo. A Coroa Norte-Poente contém três núcleos históricos nomeadamente Benfi ca, Carnide e Pontinha, que estão na origem dos focos de desenvolvimento urbano da Coroa Norte Poente de Lisboa e correspondem de forma alargada, hoje em dia, aos centros da periferia Norte- Poente do concelho de Lisboa. Sendo a Coroa Norte Poente um território periférico em relação ao centro tradicional da cidade, é no entanto um troço de anel urbano que realiza a fronteira do concelho de Lisboa com a periferia Nordeste da Área Metropolitana de Lisboa, os concelhos da Amadora e Odivelas. Se por um lado a Coroa Norte se desenvolveu pelo aparecimento da segunda circular, o crescimento para Leste é em parte despoletado pela linha ferroviária Lisboa-Sintra. A área envolvente à estação de Benfi ca está dividida em duas partes, a Norte e a Sul da linha de comboio. A Norte destaca-se a zona envolvente ao centro tradicional de Benfi ca e o conjunto universitário das Escolas Superiores de Música, Educação e Comunicação. A Sul encontra-se o Bairro do Calhariz, a Buraca, e o parque da cidade, Monsanto. A Coroa Norte é um território fragmentado, pela presença de uma rede viária de primeiro nível por um lado e operações urbanísticas não planeadas no seu conjunto por outro lado. A continuidade e a qualidade do espaço urbano encontram-se assim em certos pontos desqualifi cadas. Ao nível das intenções estratégicas para a Coroa Norte, propôs-se a requalifi cação de um eixo circular que à escala da cidade liga o vale da ameixoeira a Monsanto. Ao nível da infra-estrutura, tratase de um eixo paralelo à segunda circular, com perfi l de rua, que atravessa, Benfi ca, Carnide, Telheiras, Lumiar, Quinta das Conchas. Pretende-se a consolidação desta via pelos espaços envolventes aos bairros, equipamentos e terrenos não urbanizados das quintas. É perante este problema que se propôs um projecto urbano para a estação de Benfi ca, com o fi m de qualifi car a envolvente de um interface de transportes que se entende fundamental para a sustentabilidade da mobilidade urbana. Partiu-se do pressuposto da necessidade de criar uma centralidade na estação de Benfi ca, requalifi cando o espaço público adjacente através de acessos, praças, jardins, como de usos comerciais e de serviços associados. É igualmente tema central requalifi car a continuidade urbana entre as duas partes da linha férrea como o acesso ao parque de Monsanto. Palavras Chave: Estação de Benfica, Bairro do Calhariz, Monsanto, Segunda Circular, Projecto Urbano, Reabilitação Urbana, transporte público 4

5 Abstract This report was developed on the behalf of the graduation subject of Final Project on Architecture. This report main goal is to make a critical reading about the project site and justify an urban proposal, on two scales. On the fi rst part, we elaborated a strategic urban plan to the Lisbon North-East ring and on a second part we detailed an urban project on the Benfi ca railway station surroundings. The fi rst part of this report corresponds to a collective work that took place on the fi rst semester of the 2011/2012 scholar year and the second part corresponds to a individual work done during the second semester of the same year. The North-Eastern urban ring has three main historical centers, Benfi ca, Carnide, and Pontinha, which are the beginning of the the development of the North-Eastern sector of the city. Despite the fact that the Northern urban ring is on a peripheral situation related to Lisbon traditional center, it is the border that separates the enlarged suburban area of Lisbon Metropolitan Area from its core. Towards the North, the ring makes contact with Odivelas municipality and to the North-East it makes contact with Amadora municipality and to the wider urban axe of Lisbon - Sintra, which grew around the respective railroad. The growth of this Lisbon North ring was mainly triggered by the construction of the second circular high-way. The surrounding area to Benfi ca station is split on two parts, North and South of the railroad tracks. In the northern part are located Benfi ca traditional center and a group of universities which are the Superior School of Music, Education, and Journalism. To the south of the tracks there are the Buraca and Calhariz neighborhoods, and Lisbon city main park, Monsanto. Lisbon urban North ring is a fragmented territory due to the presence of fi rst level road system on one side and globally non-planned residencial urban operations on the other. This led to discontinuity and degradation of public spaces. Regarding the strategic proposal to Lisbon North-Eastern urban ring, we suggested the requalifi cation of a circular axe which connects the Ameixoeira Vale (which is a vast green area) to the Monsanto Park (therefore qualifying a green corridor). On the road system prespective this axe runs parallel to the second circular highway, with a street (or avenue) section typology, crossing Benfi ca, Carnide, Telheiras, Lumiar until Quinta das Conchas. This axe would be framed by public spaces as squares, gardens, parks which can be landscaped from ancient farms properties. On the surroundings of the Benfi ca railway station the proposed urban project consists on a plan to renew the area of an intermodal station which is believed to be a key infrastructure to the sustainability of the city mobility system. We assumed the need to create a node or pole at the surroundings of the station also by implementing new uses as commercial and services along with the renovation of public spaces. Apart from improve the access to public transportation and highlight it on the city urban form, there is also the urge to improve North-South of the railroad tracks connection to pedestrians, thus improve access to the city park of Monsanto. Keywords: Benfica Train Station, Bairro do Calhariz, Monsanto, Second Circular Highway, Urban Project, Urban Renewal, public transport 5

6 índice 0. Introdução 13 Enquadramento e Objetivos 15 Motivação e Justifi cação 18 Metodologia e Organização 18 I. Coroa Norte de Lisboa 21 A. Análise Contexto histórico: Benfica e Carnide 23 a. Génese do povoamento e primeiras organizações territoriais 23 b. Arquitectura Eclesiástica como génese do espaço urbano núcleo histórico. 24 c. Quintas de Recreio e Palacetes: êxodo da Burguesia 24 d. Aqueduto e crescimento populacional 24 e. Infraestruras: Estradas, linha ferroviária e eléctrico 26 f. Escolas, Fábricas e Bairros Operários 26 g. Século XX: transformações do território Enquadramento Regional Área Metropolitana de Lisboa 32 a. Hierarquia viária 32 b. Transportes e mobilidade Caracterização biofísica 34 a. Topografi a 34 b. Estrutura verde principal Usos do Solo e principais equipamentos Unidades Tipo- Morfológicas: formas de crescimento urbano Síntese- A imagem da Cidade 38 B. Proposta de Plano Urbano Estratégico para a Coroa Norte de Lisboa Intenções 42 a. Vias Estruturantes 42 b. Continuidade do espaço canal Projecto Urbano proposto 44 a. Vias e Parque Urbano 44 b. Edifi cado e Espaço Público proposto 44 II. Projeto Urbano para a envolvente da estação de Benfica 47 A. Caracterização e diagnóstico da envolvente da Estação de Benfica Caracterização 48 6

7 a. Localização e planeamento 48 b. Estrutura Urbana 52 c. Análise biofísica e mobilidade 58 B. Casos de Estudo de requalificação de estação e de áreas envolventes a uma estação ferroviária Tipologias 64 a. Estação Barroca do séc. XIX 64 b. O interface de transportes do séc. XX 66 c. Reabilitação de estações e áreas envolventes centrais e suburbanas Exemplos 68 a. Exemplo 1: Estação de Metro da Trindade, Porto, Portugal, 2003, Arq. Eduardo Souto de Moura 68 b. Exemplo 2: Estação de Metro Alboraya-Palmaret, Valência, Espanha, 2010, Rstudio 70 c. Exemplo 3: Percurso pedonal assistido da baixa ao Castelo de São Jorge, Lisboa, Portugal, 2009, Arq. João Pedro Falcão de Campos 72 d. Exemplo 4: Projecto para concurso Nova Estação Intermodal de Ourense, Ourense, Espanha, 2011, Arq. João Álvaro Rocha, Arq. Eduardo Souto Moura, Arq. António Pimenta 74 e. Exemplo 5: Projecto de estudo prévio de loteamento do bairro Guillemins, 2007, Liège, Bélgica, Departamento de Urbanismo da cidade de Liège, e Arq Déthier 76 C. Projecto Urbano proposto Intenções 78 a. Consolidação das áreas envolventes 78 b. Acessibilidades e Limites Projecto - a ideia Alterações e propostas 86 a. Rede viária e estacionamento 86 b. Rede de espaços públicos e espaços verdes 88 c. Edifi cado e Usos 90 III. Desenhos 95 Conclusão 109 Bibliografia 112 Anexos 115 7

8 índice de fi guras Fig.1. Área de estudo da Coroa Norte Poente de Lisboa em vista satélite da cidade de Lisboa (adaptado de Bing Maps) 17 Fig.2. Área de estudo da coroa Norte Poente de Lisboa e área de estudo de Benfica (adaptado de Bing Maps) Estação de Benfi ca 19 Fig.3. Igreja da Luz 25 Fig.7. Paláçio do Marquês da Fronteira 25 Fig.9. WELLS, J., fl Vista das Quintas, de Gerard de Visme e Marquês de Fronteira, em Benfi ca; J. Wells, gravura : água-tinta e sépia. 25 Fig.4. Igreja de Benfi ca 25 Fig.8. Quinta da Granja 25 Fig.5. Paláçio Baldaia 25 Fig.10. Jardins do Palácio Marques da Fronteira 25 Fig.6. Paláçio dos Condes de Carnide 25 Fig.11. Colégio Militar 25 Fig.12. GRIMA, M Planta da cidade de Lisboa e seus arredores,escala 1:25000, Lisboa: Lith. Malta, Fig.13. Plano geral de melhoramento da capital, Fonte: Lisboa de Frederico Ressano Garcia , Fig.14. Diagramas da evolução das principais vias e da mancha da área constrúida/urbanizada (fonte: IGEO) 29 Fig.16. Vias e área edifi cada em 1911(adaptado de Bing Maps) 31 Fig.18. Vias e área edifi cda em 1970 (adaptado de Bing Maps) 31 Fig.20. Vias e área edifi cada em 2013 (adaptado de Bing Maps) 31 Fig.15. Estrada da Luz, anos Fig.17. Segunda Circular em Fig.19. Segunda Circular na zona da Escola Superior de Comunicação actualmente 31 Fig.21. Vias de 1º Nível, Vias Ferroviárias e principais estações, na Área Metropolitana de Lisboa (adaptado de Bing Maps) 33 Fig.22. Hierarquia viária e interfaces de transporte nas áreas de estudo (adaptado de Bing Maps PDM de Lisboa, 2012) 33 Fig.23. Vias ferróviárias, de metropolitano e de mobilidade suave nas áreas de estudo (adaptado de Bing Maps) 35 Fig.24. Topografi a da Cidade de Lisboa e nas áreas de estudo (arcgis) 35 Fig.25. Principais áreas verdes das áreas de estudo, quintas,estradas e núcleos históricos (adaptado de Bing Maps) 37 Fig.26. Usos do Solo nas áreas de estudo segundo o P.D.M de Lisboa (adaptado de PDM de Lisboa, 2012) 37 Fig.27. Formas de crescimento urbano (adaptado de Bing Maps) 39 Fig.28. Diagrama síntese da área de estudo segundo o método de Kevin Lynch (José Frederico Pereira, Projecto Final IST, 2011) 39 Fig.30. Vista de pássaro sobre a Segunda circular e o pólo universitário da Escola Superior de Comunicação (BUSQUETS, Joan, As Grandes Avenidas Inovadoras em Lisboa, Portugal, 2010, Camara Municipal de Lisboa) 41 Fig.29. Vista de pássaro sobre Eixo Norte-Sul, Telheiras, Benfi ca e Monsanto 41 Fig.31. Eixo a reperfi lar na integração dos vários pólos de atracção concêntricos. (adaptado de Bing Maps) 43 Fig.32. Áreas verdes a integrar no projeto do eixo circular (adaptado de Bing Maps) 43 Fig.33. Estrutura urbana das vias de mobilidade lenta a valorizar e integrar no eixo circular (adaptado de Bing Maps) 45 8

9 Fig.34. Projeto Urbano estratégico proposto para a Coroa Norte Poente de Lisboa (Projecto Final, IST, 2011adaptado de Bing Maps) 45 Fig.35. Planta de localização da área de estudo da envolvente da estação de Benfi ca. (adaptado de Bing Maps) 49 Fig.36. Área envolvente à estação de Benfi ca (Bing Maps) 49 Fig.37. Excerto do Plano Geral de Urbanização de Lisboa - PGUCL (Plano de Meyer-Heine, 1967) publicado em 1977 pela Portaria n.º 27477, de 19 de Maio 51 Fig.38. excerto do Plano Director Municipal de Lisboa de 2012, publicado no Diário da República, 2ª série, nº 168, de 30 de agosto Aviso nº 11622/2012. (legenda ver anexo ) 51 Fig Planos de Pormenor aprovados para a zona zona de Benfi ca: 1_Plano de Pormenor para o Eixo Luz-Benfi ca 2_Plano de Pormenor para a envolvente do Mercado de Benfica. 3_Plano de Pormenor do Calhariz de Benfi ca (www.cm-lisboa.pt e adaptado de Bing Maps) 51 Fig.40. Excerto da Planta de Lisboa do levantamento coordenado pelo Eng.º Silva Pinto 1904 a Fig.41. Excerto da fotografi a aérea de Fig.42. Excerto da fotografi a aérea de Fig.43. Excerto de fotografi a aérea de Bing Maps de Fig.44. Vista de pássaro da área de intervençã da estação de Benfi ca ( Bing Maps) 54 Fig.45. Principais vias, áreas verdes e edifícios de referência na área envolvente à estação de Benfica (adaptado de Bing Maps) 55 Fig.46. Escola Superior de Educação 55 Fig.47. Escola Superior de Comunicação 55 Fig.48. Troço do Aqueduto na Buraca 55 Fig.49. Panorâmica da área de intervenção da estação desde a 2ª circular (Google Maps) 56 Fig.50. Diagrama hipsométrico da envolvente da estação de Benfi ca e principais equipamentos e infraestruturas 59 Fig.51. Espaços vedes na área de estudo (adaptado de Bing Maps) 59 Fig.52. Diagrama de transportes públicos e ciclovias (adaptado de Bing Maps) 59 Fig.53. Mapa do Ruído na área de estudo db(a) (PDM de Lisboa, 2012) 59 Fig.55. Radial de Benfi ca, entre São Domingos de Benfi ca e Monsanto 61 Fig.54. Monsanto com a área de intervenção assinalada a vermelho (adaptado de Google Maps) 61 Fig.56. Linha Lisboa-Sintra entre Monsanto e São Domingos de Benfi ca 61 Fig.57. Ciclovia paralela à Radial de Benfica 61 Fig.58. Vista desde Monsanto, da segunda circular e da estação de Benfi ca ( REFER) 63 Fig.59. Barcelona, Estação Barcelo-Sants, inserção no enfi amento das Av. Josep Taradellas e Av. de Roma (adaptado de Google Maps) 65 Fig.60. Gares de Paris assinaladas na malha urbana e respetiva relação com a rede de boulevards (adaptado de Google Maps) 65 Fig.61. Avenida Nuno Álvares em Castelo Branco com a estação local no seu topo ( Adaptado de Google Maps) 65 Fig.62. Estação Central de Utrecht ligando os dois lados da cidade e respectivo masterplan ( Cities on Rails- The redevelopment of railway satations areas) 67 Fig.64. Relação entre o átrio da estação e espaços púlbicos da cidade (( Cities on Rails- The redevelopment of railway satations areas) 67 Fig.63. Conceito do terminal de Utrecht Centraal. Pisos de cima para baixo: cobertura,átrio, cais ferróviário, paragem de eléctricos e paragem de autocarros (( Cities on Rails- The redevelopment of railway satations areas)) 67 Fig.65. Estação da Trindade, Metro do Porto (Adaptado de Bing Maps) 69 Fig.66. Estação da Trindade, Metro do Porto (Flickr) 69 9

10 Fig.67. Estação de Metro de Valência, Palmaret- Alboraya, antes da intervenção 71 Fig.68. Estação de Metro de Valência, Palmaret- Alboraya, depois da intervenção 71 Fig.69. Vista de pássaro da estação de Metro de Valencia, Palmaret- Alboraya e da praça, RStudio 71 Fig.70. Corte da estação de Metro Palmaret-Alboraya pelo estacionamento, átrio e cais, RStudio 71 Fig.71. Área de intervenção do projecto de acesso ao castelo (adaptado de Google Maps) 73 Fig.72. Planta e Alçados da intervenção na Rua da Vitória (Falcão de Campos, Arquitecto) 73 Fig.73. Requalificação urbana do Largo A.A. da Costa, zona envolvente ao Mercado do Chão do Loureiro, até ao Castelo de São Jorge (Falcão de Campos, Arquitecto) 73 Fig.74. Alçado para a Rua da Vitória do edifício de acolhimento (Falcão de Campos, Arquitecto) 73 Fig.75. Planta geral do concurso estação intermodal de Ourense (Arq. Souto Moura, Arq.João Álvaro Rocha) 75 Fig.76. Edifício da estação e torre de hotel e serviços (Arq. Souto Moura, Arq. João Álvaro Rocha 75 Fig.77. Cortes transversais da estação de intermodal de Ourense (Arq. Souto Moura, Arq. João Álvaro Rocha) 75 Fig.80. Vista geral do projecto de qualifi cação do eixo Estação-Mediateca e bairro Guillemins (Arq. Déthier) 77 Fig.78. Planta Geral do projecto de reabilitação urbana do bairro Guillemins, Liége (Arq. Déthier) 77 Fig.79. Corte da estação de alta velocidade de Liège ( Arq. Santiago Calatrava 77 Fig.81. Pontos de passagens entre a cidade e Monsanto e proposta de passagem integrada no projecto urbano 79 Fig.82. Espaços a Integrar e requalifi car 79 Fig.83. Relação entre estação/espaços a integrar e malhas/bairros envolventes 79 Fig.84. Relação entre estação de Benfi ca e equipamentos e áreas verdes envolentes 79 Fig.86. Entrada da Estação de Benfi ca, paragem de Taxis, tomadas e largadas, e Rua da Venezuela (vista poente) 81 Fig.87. Entrada da estação de Benfica, paragens de autocarro e Rua da Venezuela (vista Nascente) 81 Fig.85. Panorâmica sobre terrenos a consolidar entre o bairro de moradias e as traseiras da Av. Gomes Pereira. 81 Fig.88. Vista do cruzamento entre a saída da segunda circular, a entrada para o recinto das universidades, e a Rua Carolina Michaelis 81 Fig.89. Planta de espaços a integrar e requalifi car e proposta/ alteração de rodovias. 82 Fig.95. Zona arborizada à frente da estação de Benfi ca (vista poente) 83 Fig.90. Escadas para a plataforma 83 Fig.93. Bairro do Calhariz 83 Fig.92. Átrio da estação 83 Fig.97. Bairro do Calhariz 83 Fig.96. Zona arborizada à frente da estação de Benfi ca (vista nascente 83 Fig.91. Plataformas e desnível para o tardoz da estação 83 Fig.94. Estrada do Calhariz e acesso por passagem inferiorà 2ªcirci. a Monsanto 83 Fig.98. Corte C-C pela alameda proposta e pelo átrio da estação 84 Fig.99. Fotomontagem sobre ortofotomapa da proposta 85 Fig.100. Planta das vias propostas e alteradas 87 Fig.101. Planta dos edifícios demolidos,construídos e a reabilitar 87 Fig.102. Planta dos usos existentes e propostos 89 10

11 Fig.103. Planta dos espaços públicos e espaços verdes propostos 89 Fig.104. Corte pela praça da estação, átrio e acessos ao Bairro do Calhariz 90 Fig.105. Alçado Norte da estação 90 Fig.108. Planta da área da estação 91 Fig.106. Planta do cais da estação, estacionamento e edifício de escritórios integrado na estação 91 Fig.107. Planta do átrio da estação e praça da estação 91 Fig.109. Axonometria da proposta de requalificação da estação e espaços envolventes 93 Fig.110. ANEXO 1- PINTO, Silva Planta Topográfica de Lisboa, in SILVA, Augusto Vieira da Plantas Topográfi cas de Lisboa, Esc. 1:25000, Lisboa: [s.n], Fig.111. ANEXO 2- Fotografi a Aérea da Coroa Norte Poente de Lisboa de Fig.112. ANEXO 3- Ortofotomapa de Lisboa de (IGEO, 1998) 117 Fig.113. ANEXO 4- Ortofotomapa de Lisboa ( Bing Maps, 2012) 117 Fig.114. Câmara Municipal de Lisboa- Plano Director de Urbanização de Lisboa (Plano de Groer), Fig.115. Plano Geral de Urbanização de Lisboa - PGUCL (Plano de Meyer-Heine, 1967) publicado em 1977 pela Portaria n.º 27477, de 19 de Maio. png 118 Fig.116. ANEXO 5- Planta de Ordenamento do Plano Director Municipal de Lisboa de 2012 ( Camara Municipal de Lisboa) 119 Fig.117. ANEXO 6- Excerto da planta (em elaboração) de intenções urbanísticas (Camara Municipal de Lisboa) 119 Fig.118. ANEXO 7- Plano de Pormenor do Calhariz ( Planos Efi cazes- Camara Municipal de Lisboa) 120 Fig.119. ANEXO 8- Plano de Pormenor Eixo Luz-Benfi ca (Planos efi cazes- Camara Municipal de Lisboa) 120 Fig.120. ANEXO 9- Moção- Acessibilidades à Estação de Benfi ca (Freguesia de Benfi ca, 2012)

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13 0. Introdução 13

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15 Enquadramento e Objetivos O presente relatório enquadra-se no âmbito da disciplina de Projeto Final de Arquitectura, como trabalho fi nal de curso. Este trabalho tem como objectivo fazer uma análise crítica da área da cidade em estudo e fundamentar uma proposta de intervenção urbana a duas escalas. Numa primeira parte procedeu-se à elaboração de um projeto urbano estratégico e numa segunda parte detalhou-se uma zona deste projeto. A primeira parte do projeto corresponde a um trabalho colectivo realizado no primeiro semestre do ano lectivo de 2011/ 2012 e a segunda parte corresponde a um trabalho individual realizado no segundo semestre do mesmo ano lectivo. A área de estudo de projeto consiste na Coroa Norte Poente de Lisboa. Esta área corresponde à zona envolvente à segunda circular, delimitada a Nascente pelo Eixo Norte-Sul, a Norte pelo limite do concelho de Lisboa e pela CRIL, a Poente pela fronteira com o concelho da Amadora e o IC19, e a Sul por Monsanto e a Radial de Benfi ca. Esta zona contém três núcleos históricos nomeadamente Benfi ca, Carnide e Pontinha, que estão na origem dos focos de desenvolvimento urbano da Coroa Norte Poente de Lisboa e correspondem de forma alargada, hoje em dia, aos centros da periferia Norte- Poente do concelho de Lisboa. A área de estudo para desenho de pormenor, corresponde à estação de Benfi ca e sua envolvente, ou seja, Benfi ca, Bairro do Calhariz, Monsanto. O trabalho global divide-se assim em duas partes: num projecto estratégico e num projecto urbano para uma zona específi ca do projecto estratégico. O objectivo global é a defi nição de um conjunto de estratégias de intervenção na cidade, com vista à melhoria da qualidade do espaço público e à melhoria da articulação das diferentes partes da cidade, fragmentadas e descontínuas. A ferramenta do projeto urbano, ao contrário dos Planos de Urbanização e Planos de Pormenor, permite uma articulação mais fl exível entre os intervenientes no planeamento da cidade. Com efeito, este instrumento de planeamento permite segundo Portas (2011), abranger vários planos num só, priorizando os aspectos mais urgentes ou alargar-se no tempo para os investimentos mais demorados 1. O projecto urbano surge nesta temática como projecto de reabilitação urbana numa zona periférica, em relação ao centro tradicional da cidade, mas com potencial de gerar uma centralidade em relação aos subúrbios propriamente ditos. Para Portas (1998), os objectivos que deve atingir o Projecto Urbano são: ( ) 1. O espaço colectivo como objecto de requalifi cação, complemento ou extensão de infraestruturas, equipamento e ambiente; 2. Relações como objecto de transformação das redes, sistemas, nodos e inter relações; 3. Actividades como objecto de revitalização e nova localização; 4. Centralidade como objecto de recentralização ou formação de sistemas policêntricos. Para 1 PORTAS, Nuno; DOMINGUES, Álvaro; CABRAL, João Políticas Urbanas II Transformações, Regulação e Projectos, Portugal, Fundação Calouste Gulbenkian, 2011, p.6 15

16 superar, por exemplo, uma condição mais periférica. 5. Parque Temático como recinto de revitalização e inovação funcional ou de valorização de corredores naturais. ( ) 1. Com efeito, a Coroa Norte de Lisboa enquadra-se num território urbano descontínuo, que tem em diversos limites urbanos em contacto com quintas não urbanizadas mas conservadas, cercadas pela urbanização, ou simplesmente com territórios ainda rurais (com uma agricultura informal de hortas urbanas), ou áreas não urbanizadas (de programação indefenida) ainda com vestígios do passado rural. A este fenómeno de coabitação de área urbana e área rural no mesmo espaço territorial da cidade, Domingues (2008), refere que A esta dupla transformação rural e urbana é muito simplifi cador atribuir o conceito híbrido de rurbanização (não se trata de cruzar duas entidades puras e sempre idênticas, de onde resulta uma terceira ) ( ) O que está a acontecer é biologia mais complexa e mais próxima do transgénico. Um território pode misturar genes que pertencem a universos e codifi cações diferentes 2. Esta ideia sugere um olhar crítico sobre os espaços ditos rurais na cidade para entender até que ponto estes se devem urbanizar ou conservar. Por um lado iremos realizar uma leitura crítica do território, de forma a evidenciar os elementos urbanos estruturantes e os principais problemas e mais-valias do espaço urbano. Por outro lado iremos procurar e propor alternativas e soluções de planeamento para a cidade, o que deverá ser um exercício transversal aos vários agentes responsáveis na transformação do território. Com efeito iremos procurar soluções ao nível do traçado urbano, da programação dos usos, e na alteração e redesenho de infraestruturas. O projeto urbano deverá potenciar a estrutura ecológica da cidade e ser sustentável. Com efeito, iremos investigar as possibilidades de qualifi cação de espaços urbanos do território, através da sua integração na malha urbana, na estrutura ecológica, na valorização do património e fi nalmente no desenho das próprias tipologias urbanas e ecológicas que os conformam. Ao nível da investigação teórica iremos analisar alguns casos de estudo que remetem para a temática da regeneração urbana na periferia. À luz da recente revisão do Plano Director Municipal de Lisboa, este trabalho visa procurar a articulação das várias escalas de planeamento da cidade (PDM, PU, PP) e perceber de que forma, as intenções afi rmadas nestes planos se podem interligar no desenho de um Projeto Urbano e vice versa.. Desta forma iremos apresentar em primeiro lugar, o projeto estratégico proposto em trabalho para a Coroa Norte de Lisboa, e em segundo lugar, o plano de regeneração urbana para o lugar específi co da envolvente da estação de Benfi ca. 1 PORTAS, Nuno. Interpretazioni del progetto urbano In Urbanística nº110, Roma, p51-60, Junho, DOMINGUES, Álvaro, Urbanização Extensiva- uma nova escala para o planeamento in CITTA 1st Annual Conference on Planning Research. FEUP, 30 Maio 2008; Porto, p12 16

17 Fig.1. Área de estudo da Coroa Norte Poente de Lisboa em vista satélite da cidade de Lisboa (adaptado de Bing Maps) 17

18 Motivação e Justificação A escolha da temática do desenho de um projeto urbano como elemento condutor da dissertação de fi nal de curso deve-se a um interesse e preocupação pelas questões da regeneração urbana. Com efeito, desenrolando-se este trabalho numa parte da cidade, cuja forma se encontra praticamente defi nida pelas sucessivas camadas históricas de operações urbanísticas, construção de infraestruturas e preenchimento do espaço livre, surge a urgência de resolver problemas atuais, resultantes do cruzamentos destes acontecimentos urbanos, no espaço e no tempo, cujo aspecto negativo, foi a degradação do espaço público, com consequências sociais, económicas e ecológicas. No entanto, é precisamente na valorização das características intrínsecas deste território que encontraremos as respostas aos problemas enunciados: barreiras topográfi cas e físicas, descontinuidade e desqualifi cação do espaço público, subvalorização do transporte público e restante mobilidade, défi ce de polaridades urbanas e segregação de usos. A resolução destas questões é essencial para o melhor funcionamento da cidade a dois tempos: enquanto sistema alargado à área metropolitana, através de uma rede de mobilidade regional e a articulação desta com a rede de distribuição local, e os seus respetivos ritmos de vida e fl uxos de mobilidade. No entanto, sabendo que a cidade é um organismo em constante transformação, este trabalho é também motivado pela introdução de novas construções urbanas. Com efeito, pretende-se estudar de que forma é que a própria arquitectura das tipologias propostas (estação, torre, quarteirão, banda) pode melhorar a dinâmica de um espaço urbano fragmentado e descontínuo. Situando-se a Coroa Norte de Lisboa, num anel periférico em relação ao centro da cidade (planeado e regular), a Coroa Norte é uma faixa urbana, de fronteira com os concelhos adjacentes e com a restante área metropolitana de Lisboa. Desta forma, a Coroa Norte é um território de passagem, e de interface entre o centro da AML (o centro de Lisboa) e a sua periferia alargada. Trata-se portanto de um lugar de passagem ao nível das infraestruturas viárias e ferroviárias mas também um lugar fortemente marcado pelo uso residencial. No entanto, enquanto elemento aglutinador da Coroa Norte, a segunda circular cruza uma série de focos de sector terciário. É por isso um desafi o para este projeto, a interligação de zonas monofuncionais num território extremamente irregular na sua forma urbana. A escolha da área de estudo da envolvente da estação de Benfi ca está relacionada com o facto de esta área ser um local fortemente marcado pelas pesadas infraestruturas viárias que promovem uma descontinuidade entre a cidade e o parque de Monsanto. Por outro lado, é pela oportunidade de requalifi car a envolvente de uma estação ferroviária, a estação de Benfi ca, de uma das linhas ferroviárias suburbanas mais utilizadas, que vamos promover o uso do transporte ferroviário, na ligação desta zona ao centro da cidade. Metodologia e Organização Sendo que este relatório abrange duas fases de trabalho de projeto, uma coletiva e outra individual, utilizar o trabalho de estudo prévio de uma estratégia urbana para a Coroa Norte de Lisboa, para contextualizar e justifi car a escolha e desenvolvimento da área de intervenção da estação de Benfi ca. No âmbito de atingir os objetivos delineados, iremos estruturar o relatório de projeto em duas 18

19 Fig.2. Área de estudo da coroa Norte Poente de Lisboa e área de estudo de Benfi ca (adaptado de Bing Maps) Estação de Benfi ca 19

20 partes principais. Numa primeira parte, far-se-á uma descrição e análise do estudo prévio proposto para a Coroa Norte Poente de Lisboa: o troço envolvente a Benfi ca, Carnide, Pontinha. Neste capítulo serão descritos de forma sumária, alguns factores de desenvolvimento da área de estudo, escolhidos com o propósito de realizar uma leitura do território de uma forma clara e objectiva. Desta forma iremos contextualizar a área de estudo na expansão de Lisboa ao longo do século XX, nomeadamente na Coroa Norte Poente de Lisboa, no âmbito da urbanização e infraestruturação. Iremos referir os principais elementos da estrutura biofísica e como a cidade se relaciona com estes. Por fi m far-se-á uma análise da organização urbana actual e uma síntese de leitura da imagem da cidade Num último ponto do primeiro capitúlo será apresentada a proposta de estratégia urbana para a Coroa Norte de Lisboa. Com efeito, justifi car-se á a escolha dos elementos urbanos que se consideraram fundamentais como ponto de partida para a proposta de intenções. No segundo capítulo do relatório faremos a descrição do projecto urbano proposto para a estação de Benfi ca e a sua justifi cação. Com efeito, num primeiro momento será realizada uma caracterização e um diagnóstico da zona da estação de Benfi ca e em seguida abordaremos um conjunto de casos de estudo relativos à temática da reabilitação urbana em torno de uma estação de comboios, para perceber as várias maneiras de interpretar esta problemática. Por fi m, faremos a memória descritiva do projecto urbano proposto no trabalho individual para a envolvente da estação de comboio de Benfi ca. Serão expostas e fundamentadas as opções de projecto e far-se-á a descrição dos ambientes urbanos propostos e os elementos que os defi nem. 20

21 I. Coroa Norte de Lisboa Monsanto Benfi ca Carnide Pontinha Lumiar 21

22 22

23 A. Análise 1. Contexto histórico: Benfica e Carnide A área de estudo abrange os núcleos históricos de Benfi ca, Carnide, Pontinha, e Lumiar, contudo iremos focar-nos ao nível da evolução histórica, nos núcleos de Benfi ca e Carnide cuja relação histórica com o a expansão de Lisboa é mais imediata, e estão directamente relacionados com a expansão pelas estradas da Luz e de Benfi ca, eixos centrais da área de estudo. Nesta linha iremos abordar os principais factores de desenvolvimento que impulsionaram o seu crescimento. Desta forma, iremos analisar os factores que estiveram na génese das várias fases de crescimento destes núcleos urbanos desde a fi xação dos primeiros povos à actualidade. Este resumo histórico tem como base o estudo realizado por Consiglieri (1993) 1 a. Génese do povoamento e primeiras organizações territoriais Devido às condições de fertilidade e à linha de água do vale em que se insere Benfi ca, a fi xação de povos nesta área está registada desde o Paleolítico (estação arqueológica Av. Gomes Pereira), Neolítico (Moinho das Cruzes) e Calcolítico (Montes Claros). Segundo alguns estudos depreende-se igualmente que Monsanto (Mons sacer ou mons sanctus) podia corresponder a algum lugar de culto, Pré- Romano. Quanto à presença romana foi verifi cada pela existência de vestígios enterrados como no interior dos conventos. A presença Mourisca está marcada antes de mais pela toponímia dos arredores e pelo surgimento do saloio enquanto designação para trabalhador rural dos arredores da cidade. Com efeito temos a referência a nomes árabes nos arredores como Alfornelos de Al-forner, o forneiro. As primeiras vilas, surgem com o foral atribuído aos mouros após a reconquista de Lisboa, como por exemplo nas localidades de Carnide (1187), Alfornelos, Louro e Falagueira (1220). Entre outras destaque-se os mouros forros, povo a quem foi permitida a permanência perante a atribuição do foral. Com a cristianização, a Igreja foi adquirindo propriedades e construindo igrejas e conventos, consolidando a sua presença nestas localidades. Desta forma o património eclesiástico vai ser determinante no arranque do povoamento. Com efeito, fruto das cartas de foral atribuídas para a fundação de povoações nos arredores de Lisboa surge o conceito de Termo. O termo consistia essencialmente numa região administrativa de cidades independentes que se organizavam em torno da cidade principal, neste caso Lisboa, funcionando no seu conjunto como área metropolitana. Nesta organização as cidades-satélite tinham uma administração local independente mas dependiam economicamente das trocas comerciais com a capital. 1 CONSIGLIERI, Carlos - Pelas Freguesias de Lisboa, Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa - 1ªedição, Lisboa Pelouro da Educação,

24 b. Arquitectura Eclesiástica como génese do espaço urbano núcleo histórico. Quanto ao património eclesiástico construído na génese do lugar de Benfi ca, são de referir: a Igreja de São Domingos de Benfi ca (séc. XVII) que sucede ao Convento de S. Domingos (1399) e a Igreja de Nossa Senhora do Amparo (1809) que sucede á Igreja de Santa Maria de Benfi ca (que existiu entre o séc. XV e XVIII). A infl uência da presença destes edifícios é importante para o desenvolvimento urbano, consolidando a concentração do povoamento por um lado, e elevando a importância administrativa das localidades por outro lado. É visível na malha urbana a centralidade da Igreja de Nossa Senhora do Amparo, adjacente à Estrada de Benfi ca, polarizando o crescimento de uma série de arruamentos na sua envolvente. Verifi ca-se igual centralidade na malha, mas de modo menos evidente, a situação urbana da Igreja de São Domingos. Na localidade de Carnide, surge como primeiro edifício signifi cativo, a Igreja de S. Lourenço em 1342, a par do aglomerado da aldeia de Carnide. A devoção a Nª Senhora da Luz levou a que, em 1463, surgisse a Ermida do mesmo nome. Esta ermida evoluiria para Igreja da Luz, cuja construção começa em No início do séc. XVI dá-se a construção do hospital da Luz, igualmente de origem eclesiástica, com a função de acolher peregrinos, contudo o hospital cessa funções em 1814 e o edifício é transformado no Colégio Militar. O desenvolvimento urbano de Carnide quinhentista estrutura-se entre a Igreja de S. Lourenço, o núcleo habitacional do largo do coreto e o Largo da Luz. O crescimento dá-se linearmente, adjacente à Estrada da Luz, com as Igrejas e Conventos dispostos ao longo desta via. O largo da Luz está conformado entre a Igreja da Luz, Hospital da Luz (Col. Militar) e vários conventos entre os quais o Seminário dos Franciscanos a Nascente e o Convento de S. João da Cruz a Norte. c. Quintas de Recreio e Palacetes: êxodo da Burguesia Após o Terramoto de 1755 Carnide e Benfi ca vão ter um crescimento populacional nomeadamente da burguesia. Com efeito, como caminho de fuga da destruição no centro da cidade, parte da burguesia vem viver para a periferia rural. Este êxodo burguês aumenta a construção de novos palacetes. Refi ra-se algumas destas construções, que dignifi cam tanto as frentes urbanas, da Estradas da Luz, da Estrada de Benfi ca como das quintas. Em Benfi ca, sobre uma colina, a Sul do actual centro comercial Colombo e a Norte da Estrada da Luz, localiza-se a Quinta da Granja. Por outro lado, temos a Quinta de S. João, o Palácio do Marquês da Fronteira, e outro conjunto de quintas, no sopé da colina de Monsanto, a Norte. O Palácio Baldaia (actual Laboratório da Investigação Veterinária), na Estrada de Benfi ca, é igualmente uma construção apalaçada de grande requinte formal. Em Carnide, são de referir o Palácio dos Condes de Carnide, que possui um terreno murado, completamente inserido na malha urbana actual, adjacente ao Largo do Jogo da Bola. A Norte do núcleo histórico de Carnide surgem diversas quintas associadas a este conjunto urbano. d. Aqueduto e crescimento populacional O crescimento dá-se igualmente no restante espectro da população, de forma mais alargada, graças à construção de uma nova infra-estrutura em 1748: o Aqueduto das Águas Livres. O sistema de 24

25 Fig.3. Igreja da Luz Fig.4. Igreja de Benfi ca Fig.5. Paláçio Baldaia Fig.6. Paláçio dos Condes de Carnide Fig.7. Paláçio do Marquês da Fronteira Fig.8. Quinta da Granja Fig.10. Jardins do Palácio Marques da Fronteira Fig.11. Colégio Militar Fig.9. WELLS, J., fl Vista das Quintas, de Gerard de Visme e Marquês de Fronteira, em Benfi ca; J. Wells, gravura : água-tinta e sépia. 25

26 ramais do aqueduto é signifi cativamente extenso na periferia de Lisboa, e vai despoletar o crescimento de vários focos populacionais suburbanos. Na área de estudo identifi cam-se alguns chafarizes como o Chafariz da Buraca (1791) e o Chafariz de Benfi ca (1799), de Reinaldo dos Santos e o Chafariz de São Domingos de Benfi ca (1817). Na zona da Buraca identifi cou-se um troço do Aqueduto, que se estende à superfície, desde a Damaia até ao Bairro do Calhariz de Benfi ca, ladeando a actual linha de comboio. e. Infraestruras: Estradas, linha ferroviária e eléctrico Conforme vimos, os aglomerados de Carnide e Benfi ca crescem de forma autónoma de Lisboa, até ao século XX. Com efeito, estes dois núcleos urbanos, apoiados respectivamente na Estrada da Luz e Estrada de Benfi ca vão promover a urbanização destes eixos. Estas vias vão assumir um papel cada vez mais importante na mobilidade da periferia/centro da cidade em simultâneo que se dá um crescimento urbano linear ao longo destes eixos. No entanto, de 1874 a 1904, a elaboração e aprovação do Plano Geral de Melhoramentos da Capital orientada pelo Engenheiro Frederico Ressano Garcia, promove a urbanização do actual eixo Marquês de Pombal, Saldanha, Entrecampos, Campo Grande. A expansão da cidade no sentido Nordeste fi ca fora da racionalidade do plano e prossegue de forma espontânea pelas estradas antigas estradas rurais. Contudo embora a actividade agrícola ainda fosse um importante uso do solo da periferia, assistimos á implantação de algumas Fábricas e respectivos bairros operários. Por outro lado o próprio crescimento industrial de Lisboa e o êxodo rural vão dar início a um aumento populacional e ao desenvolvimento do caminho-de-ferro para suprimir as necessidades de comunicação com os subúrbios. Com o despoletar da revolução industrial, a periferia de Lisboa ganha outra capacidade de crescimento devido á implementação do caminho ferro. Com a inauguração do caminho-de-ferro entre Alcântara-Terra e Sintra em 2 de Abril 1887, começou uma ligação que vai promover o desenvolvimento da periferia. Com efeito, ao atravessar esta franja da cidade, o caminho-de-ferro entre Lisboa e Sintra vai ter um impacto urbanístico ao longo de toda a sua extensão, hoje em dia conhecida como Linha de Sintra. A 20 de Maio de 1888 é aberta à exploração o troço entre as estações de Benfi ca, Sete Rios, Chelas e Xabregas. Em 11 de Junho de 1891 é aberta a ligação Campolide-Rossio. A 5 de Setembro de 1891 é aberto o troço entre Campolide, Sete Rios, Chelas e Xabregas concluindo-se a linha férrea urbana de Lisboa. Ao longo do século XX para além da criação da linha de Cascais, ligação á margem melhoria das vias, melhorias nas estações, interfaces e material circulante esta é ainda a matriz da rede de linha férrea urbana de Lisboa. A linha de eléctrico teve um impacto diferente na urbanização de Lisboa, estando hoje em dia reduzida ao núcleo histórico da cidade. No entanto, esta chegou a ter ramais até Benfi ca e Carnide respectivamente pela Estrada de Benfi ca e da Luz, ligando-se em Sete Rios ao resto da rede. A ligação a Carnide iniciou-se em 1929 e terminou em 1960 e a ligação a Benfi ca apenas durou de 1962 a f. Escolas, Fábricas e Bairros Operários Embora os locais de implantação de fábricas e interpostos industriais tenham tido um desenvolvimento particularmente ribeirinho, devido à possibilidade de intermodalidade entre o caminho-de-ferro e o transporte fl uvial, surgem na periferia algumas fábricas no início do século. Não 26

27 1 2 Fig.12. GRIMA, M Planta da cidade de Lisboa e seus arredores,escala 1:25000, Lisboa: Lith. Malta, Benfi ca 2- Carnide 2 1 Fig.13. Plano geral de melhoramento da capital, Fonte: Lisboa de Frederico Ressano Garcia , Benfi ca 2- Carnide 27

28 esqueçamos que a periferia tinha uma indústria essencialmente assente na agricultura das quintas. Registe-se a fundação da Fábrica Simões (1907), na Avenida Gomes Pereira, que infl uência fi xação de alguns conjuntos habitacionais, ainda hoje observáveis, como o Bairro Operário da travessa do Açougue. Na Estrada de Benfi ca, em São Domingos de Benfi ca, é construído em 1904 por iniciativa do comerciante Francisco Grandela, o Bairro Operário Grandela, para albergar os operários dos armazéns e as fábricas Grandela. Este conjunto consiste em duas bandas de dois pisos, com 70 fogos no total, tendo o segundo piso acesso directo á rua por escada de um só lance. As duas bandas são de desenho homogéneo e regular, excepto as duas construções de topo, com frente de rua para a Estrada de Benfi ca, que albergavam respectivamente a Escola Primária e a Creche. Em 1916, o arquitecto Adães Bermudes desenha a actual Escola Superior de Educação, na colina da Quinta de Marrocos, em Benfi ca. g. Século XX: transformações do território A expansão urbana de Lisboa ao longo do século XX vai estar fortemente ligada á infraestruturação das artérias suburbanas da cidade. Com efeito, como vamos poder observar na sobreposição das cartas militares de 1928, 1949, 1970, 1993, 2009, o crescimento da mancha urbana acompanha a construção das principais infra-estruturas viárias de ligação aos pólos urbanos periféricos. Por outro lado, as vias ditas, históricas, de abastecimento e ligação do centro ao espaço rural, como as Estradas de Benfi ca e da Luz mantém um carácter estruturante da organização urbana, gerando um desenvolvimento linear e tentacular ao longo destas. Com efeito, se por um lado, a expansão urbana de maior escala está associada á evolução da estrutura viária, as vias históricas asseguram uma matriz de vivências urbanas locais mas com uma intensa relação de comunicação entre o centro e a periferia. 1928: No primeiro quarto do século, o limite da ocupação urbana de Lisboa, mantinha-se restrito na sua periferia às Avenidas Nova e ao tecido histórico dos bairros ribeirinhos. Contudo, adivinhamse desde já o crescimento lançado pelos principais eixos das Avenidas Novas, nomeadamente pelo eixo, Avenida da Liberdade, Avenida Fontes Pereira de Melo, Avenida da República. Benfi ca e Carnide ainda são nesta altura, aglomerados rurais, cuja ocupação urbana consiste num conjunto de Quintas, Palacetes, e casas simples, em redor dos largos e adros das respectivas igrejas e conventos. É de salientar a posição estratégica das localidades de Benfi ca e Carnide nas duas estradas abastecedoras do centro de Lisboa, Estrada de Benfi ca e Estrada da Luz, cuja confl uência na zona de Sete Rios, marca um ponto de forte continuidade com a futura expansão de Lisboa. 1949: Neste momento verifi ca-se algum crescimento tentacular ao longo das estradas que ligam o centro à periferia. A construção da auto-estrada A5, inaugurada anteriormente pelo Engenheiro Duarte Pacheco em 1944 promove a densifi cação da cidade, articulando-a com a linha de Cascais. Em Benfica e Carnide regista-se um aumento da mancha urbana, mantendo-se o seu carácter de pólos satélite. Com a implementação do Plano Geral de Urbanização e Expansão de Lisboa PGUEL (de Étienne de Groer) defi nem-se as grandes linhas de desenvolvimento da cidade. Em 1948 o plano foi aprovado 28

29 Fig.14. Diagramas da evolução das principais vias e da mancha da área constrúida/urbanizada (fonte: IGEO) Vias : área urbanizada: 29

30 e iniciaram-se os trabalhos de construção. Á escala da cidade a ideia principal era a criação de uma rede viária radiocêntrica. Os principais pontos eram: organizar densidades populacionais decrescentes do centro para a periferia, construir a ponte sobre o Tejo, um aeroporto internacional, o parque de Monsanto e dividir o território num plano de zonamento. 1970: A inauguração da Ponte sobre o Tejo em 1966, com o eixo da Avenida de Ceuta, Praça de Espanha, Campo Pequeno e Areeiro cria um primeiro anel de circulação. Num segundo anel surge um primeiro troço da segunda circular. Este segundo anel impulsiona o crescimento na coroa Norte, numa primeira fase a sul da via rápida e numa segunda fase, a Norte desta. Carnide mantém o seu carácter mais isolado contudo a estrada de Benfi ca, que liga Lisboa a Amadora, acentua o crescimento linear nesta via. No plano Meyer-Heine, publicado em 1977 vai-se resolver essencialmente problemas de congestionamento de tráfego ao projectar-se uma rede municipal de primeiro nível. Esta rede não só vai ligar as principais vias periféricas da cidade entre si como resolver fl uxos internos de tráfego. Estas vias são essencialmente, o segundo troço da segunda circular que liga o existente, da zona do aeroporto ao futuro IC19 (linha de Sintra) e a ligação Norte-Sul, entre a segunda circular e a ponte 25 de Abril. A nível interno da cidade refi ra-se o projecto da Avenida Lusíada para ligar a segunda circular ao nó da Praça de Espanha. O plano estratégico para Lisboa ( P.E.L.,1992), acompanha o zonamento estratégico da cidade por sucessivas coroas. Desta forma destacamos os anéis concêntricos propostos: 1- Área Central da Cidade (centro da cidade), 2- Charneira Urbana (Arco Terciário Direccional, 3- Coroa de transição (Periferia com articulação Metropolitana) 4- Arco Ribeirinho (Ligação da cidade ao rio sem perder de vista o Porto). 1993: Nesta altura, observa-se um eixo suburbano, IC19 segunda circular, e outro eixo intraurbano: Benfi ca Avenida Lusíada Praça de Espanha. Estas operações viárias são o rastilho determinante para a explosão demográfi ca da Coroa Norte de Lisboa, sendo assim os núcleos de Benfi ca e Carnide, absorvidos pelo perímetro urbano. 2013: O momento actual traduz a total ocupação da área metropolitana de Lisboa, exceptuando a área de Monsanto. Surge o conceito de cidade-região. Os inevitáveis congestionamentos deste crescimento acelerado e não programado na sua totalidade são resolvidos pela construção de novos eixos viários: os Eixo Norte-Sul, a radial de Benfi ca, IC17, a Radial da Pontinha. Estes eixos funcionam à escala da cidade e escala regional. Contudo, observa-se uma relação causa consequência no crescimento da ocupação urbana em relação á construção das grandes infra-estruturas viárias, independentemente do grau de controlo das operações urbanísticas residências. 30

31 Fig.15. Estrada da Luz, anos 70 Fig.16. Vias e área edifi cada em 1911(adaptado de Bing Maps) estação de Benfi ca Fig.17. Segunda Circular em 1961 Fig.18. Vias e área edifi cda em 1970 (adaptado de Bing Maps) Fig.19. Segunda Circular na zona da Escola Superior de Comunicação actualmente Fig.20. Vias e área edifi cada em 2013 (adaptado de Bing Maps) 31

32 2. Enquadramento Regional Área Metropolitana de Lisboa No contexto da área metropolitana de Lisboa, a área de estudo inscreve-se numa rede de comunicação viária e ferroviária, á escala nacional e local sendo atravessada por importantes eixos metropolitanos. Identifi cam-se no sentido Este-Oeste o eixo composto pelas vias: IC19 - Segunda Circular - A1. No sentido Norte-Sul identifi cam-se dois eixos paralelos: o eixo Norte-Sul composto pela Ponte 25 Abril- IP7 - A8; e outro eixo Norte-Sul, constituído pela CRIL, que liga a zona ribeirinha no nó de Algés, às vias circulares periféricas, (Segunda Circular e CREL). No contexto da linha ferroviária, a área de estudo é atravessada pela Linha de Sintra. Com efeito, esta importante linha de comboio suburbano, para a periferia poente de Lisboa, tem em Benfi ca a última estação do Município de Lisboa. Numa política integrada de tarifários de transporte, como já é a actual, podemos considerar que o troço da linha ferroviária municipal, funciona como um complemento á rede de metropolitano (i.e. o caso do RER de Paris). Neste contexto, a estação de Benfi ca tem uma importância estratégica na medida de atrair o fl uxo mono pendular, Sintra-Lisboa, mas também, um fl uxo oposto, através da proximidade com outros interfaces de transporte do município de Lisboa (Sete Rios e Entrecampos). a. Hierarquia viária Conforme vimos anteriormente, esta zona é atravessada por diversas vias de todas as hierarquias viárias. Com efeito, segundo o PDM de Lisboa, a CRIL e o Eixo Norte-Sul e o IC19 são vias de 1º nível nacional. Embora com as mesmas características de perfi l (auto-estrada ou via equiparada a A.E), a segunda circular entre Benfi ca e o Campo Grande é de 1º nível municipal, e entre o Campo Grande e a A1, é de 2º nível nacional. A Radial de Benfi ca, de 1º nível, e a Avenida Lusíada, de 2º nível, ligam a segunda circular e o eixo Norte-Sul. Embora estas vias facilitem uma grande mobilidade entre centros na cidade, são responsáveis pela fragmentação do território. O cruzamento destas vias, dá origem a distribuidores com signifi cativo impacto urbano: com efeito estes nós rodoviários tornam-se pólos de atracção pela facilidade de acesso que fornecem. A rede de 3º nível, assenta em grande parte nos vias mais antigas, nomeadamente nas antigas estradas abastecedoras como a Estrada da Luz e a Estrada de Benfi ca. Esta rede não é totalmente planeada, mas sim uma sobreposição de momentos históricos de operações urbanas, sobre o antigo espaço rural, que a conforma ainda em certos pontos. Em certos pontos assiste-se ao congestionamento de certas vias, em consequências de confl itos entre função e perfi l, do canal de circulação. Contudo, perante um território fragmentado, a rede de 3º nível, representa uma continuidade de percursos, contínuos entre bairros, de grande relação com o centro de Lisboa, nomeadamente pelas vias radiais (Estradas da Luz e de Benfi ca). b. Transportes e mobilidade A rede de mobilidade nesta área abrange o comboio intercidades, o comboio suburbano, o metropolitano, os autocarros e as ciclovias. Verifi ca-se a existência de um conjunto de interfaces importantes na articulação destes meios de transporte: Sete Rios, Pontinha, Colombo, Estação de 32

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