FRANCISCO MEDEIROS BATISTA DAMASCENO

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1 FRANCISCO MEDEIROS BATISTA DAMASCENO ESTUDO COMPARATIVO IN VITRO DA ATIVIDADE ANTIFÚNGICA DE DIFERENTES CIMENTOS ENDODÔNTICOS E DO AGREGADO DE TRIÓXIDO MINERAL 2007 Mestrado em Odontologia Av. Alfredo Baltazar da Silveira 580 cobertura Rio de Janeiro, RJ Tels.: (0xx21) ramal:2204

2 FRANCISCO MEDEIROS BATISTA DAMASCENO ESTUDO COMPARATIVO IN VITRO DA ATIVIDADE ANTIFÚNGICA DE DIFERENTES CIMENTOS ENDODÔNTICOS E DO AGREGADO DE TRIÓXIDO MINERAL Rio de Janeiro 2007 FRANCISCO MEDEIROS BATISTA DAMASCENO

3 ESTUDO COMPARATIVO IN VITRO DA ATIVIDADE ANTIFÚNGICA DE DIFERENTES CIMENTOS ENDODÔNTICOS E DO AGREGADO DE TRIÓXIDO MINERAL Dissertação apresentada à Faculdade de Odontologia da Universidade Estácio de Sá, visando a obtenção do grau de Mestre em Odontologia (Endodontia). ORIENTADOR: Prof. Dr. José Freitas Siqueira Junior UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ RIO DE JANEIRO 2007 ii

4 "Não há homens, por mais sábios que sejam, que na sua juventude não tenham pronunciado palavras ou feito atos cuja memória desejariam ver apagada ou abolida. Mas não devem eles lamentar esses atos, pois só se chega ao conhecimento vivendo a experiência de atos agradáveis e desagradáveis. Na estrada de nossas vidas, não receberemos a sabedoria de outrem mas por nossas determinações e sacrifícios, pois só assim os conhecimentos obtidos se tornarão perduráveis e eternos..." Proust iii

5 DEDICATÓRIA A saudade é um sentimento forte, especialmente muito emocionante. Apesar de ter a certeza de que, mesmo sem estar fisicamente comigo, participaram intensamente de cada obstáculo, de cada momento, de cada realização. Hoje, a presença de vocês me faz falta e gostaria de poder abraçálos e dizer muito obrigado, mas apenas pedirei para que continuem olhando por mim onde quer que estejam. É com muito carinho e saudade que dedico este trabalho a vocês, meu Pai e minha Mãe, Jai Guru Dev. iv

6 A Licínia, pela cumplicidade, pela compreensão dos momentos ausentes, pelo carinho e respeito aos nossos ideais, sempre presente. Em todos os momentos, você foi a presença, o respeito à minha maneira de ser, o refúgio que tanto necessitei: sua companhia, seu sorriso e suas palavras serão sempre lembrados. Dividimos sonhos, emoções, pensamentos e dificuldades. Seu amor e carinho foram armas importantes para esta conquista. Dedico este trabalho a você, minha amada esposa, pelo seu apoio e estímulo ao meu crescimento pessoal. v

7 AGRADECIMENTOS Ao Prof. Dr. José Freitas Siqueira Júnior, que deixou muito mais que ensinamentos; sua dedicação, presteza e amizade permitiram transmitir, de maneira tão singular, que dons, habilidades e conhecimentos são instrumentos importantes para a construção da sabedoria na ciência. Hoje entendo todas as exigências e cobranças necessárias para que eu chegasse até aqui. Muito obrigado pela paciência e disponibilidade. À Profª. Drª. Isabela Rôças Siqueira, pelo seu profissionalismo, competência e dedicação. Profissionais como você, que conseguem ver além do que pode ser visto, nos fazem descobrir o quanto ainda somos pequenos e temos a aprender. Obrigado pelos ensinamentos, transmitidos com adorável entusiasmo. Ao Prof. Dr. Ernani da Costa Abad, por sua atenção, dedicação, incentivo constantes e tranqüilidade, conduzindo com maestria a arte de ensinar com o dom da convivência; fizeste do magistério um ideal. Aos Professores do Curso de Mestrado em Endodontia da Universidade Estácio de Sá por compartilharem os ensinamentos e posturas, pelo exemplo de conduta profissional e moral, pois abrem mão de seu tempo com o nobre fim de instruir e formar profissionais. vi

8 Aos colegas da equipe de Endodontia da UNIVERSO, Pablo Sotelo, Martha Amarante e Fernando Sampaio, pela convivência e tempo dedicado juntos, pelo incentivo na obtenção deste título, durante essa nossa caminhada. À secretária do Mestrado de Endodontia da Universidade Estácio de Sá, Maria Angélica Pedrosa pela valiosa contribuição e atenção dispensada. Aos meus irmãos Isabel, Damasceno Neto, Eliene, (Pedro e Marilene in memoriam), companheiros e amigos, que sempre me incentivaram. Meus agradecimentos a toda equipe dos cursos de especialização em Endodontia da AOSC e da Faculdade de Odontologia da UNIGRANRIO e em especial ao Prof. Dr. Edson Jorge Lima Moreira, por sua dedicação e palavras de estímulo: O sucesso depende essencialmente da nossa vontade, da nossa determinação e paixão pelo que fazemos (abril/97), pelo incentivo e consolidação de uma grande amizade. Muito obrigado! Se eu sou o que eu sei, então, dentro de mim tem uma parte de cada um que me ensinou. Finalmente, mas não com menos veemência, agradeço a todos aqueles que, de alguma forma, contribuíram para esta etapa profissional. A todos vocês, meu MUITO OBRIGADO! vii

9 ÍNDICE Resumo...ix Abstract...x Lista de Figuras...xi Lista de Tabelas...xii Introdução...1 Revisão da Literatura...7 Proposição...26 Materiais e Métodos...27 Resultados...31 Discussão...37 Conclusões...43 Referências Bibliográficas...44 viii

10 RESUMO O objetivo deste estudo in vitro foi avaliar a atividade antifúngica do ProRoot MTA - Agregado de Trióxido Mineral e dos cimentos endodônticos Roeko Seal Automix, AH Plus, Sealer 26, Intrafill, Acroseal, Epiphany e Kerr Pulp Canal Sealer, contra as seguintes espécies: Candida albicans, Candida glabrata, Candida tropicalis e Saccharomyces cerevisiae. O teste de difusão em ágar foi o método utilizado. Placas de Petri contendo o meio Tripticase-soja ágar (TSA) foram inoculadas com cada espécie de fungo testada. Em seqüência, as placas foram incubadas a 37 o C por 7 dias, em ambiente de aerobiose. Os resultados permitiram classificar os cimentos testados em ordem decrescente de eficácia antifúngica: Intrafill, AH Plus, Kerr Pulp Canal Sealer, Epiphany, MTA, Sealer 26, Acroseal e Roeko Seal. Nenhum material foi eficaz contra todas as espécies testadas. Os cimentos Intrafill, AH Plus e Kerr Pulp Canal Sealer apresentaram atividade inibitória contra três espécies testadas, mas foram ineficazes contra C. albicans. Os efeitos antifúngicos do MTA, Acroseal e Sealer 26 foram discretos e apenas observados para duas espécies testadas (C. tropicalis e S. cerevisiae para MTA e Sealer 26 e C. glabrata e C. tropicalis para o Acroseal). O cimento Roeko Seal não exibiu atividade antifúngica contra as espécies testadas. Palavras-chave: Cimentos endodônticos; atividade antifúngica; teste de difusão em ágar; Candida spp.; Saccharomyces cerevisiae ix

11 ABSTRACT The purpose of this in vitro study was to evaluate the antifungal activity of ProRoot MTA Mineral Trioxide Aggregate and the following endodontic sealers: Roeko Seal Automix, AH Plus, Sealer 26, Intrafill, Acroseal, Epiphany and Kerr Pulp Canal Sealer, against the following yeast species: Candida albicans, Candida glabrata, Candida tropicalis and Saccharomyces cerevisiae. The agar diffusion test was used to assess the antifungal effects of the materials. Trypticase-soy agar (TSA) plates were inoculated with each yeast species tested. In sequence, plates were incubated at 37 o C for 7 days, in aerobiosis. Our findings allowed the materials to be ranked in decreasing order of antifungal efficacy as follows: Intrafill, AH Plus, Kerr Pulp Canal Sealer, Epiphany, MTA, Sealer 26, Acroseal and Roeko Seal. None of the sealers tested was effective against all tested species. The sealers Intrafill, AH Plus and Kerr Pulp Canal Sealer presented antifungal activities against three of the tested species, but they were ineffective against C. albicans. The inhibitory effects of MTA, Acroseal and Sealer 26 were discreet and observed for just two fungal species (C. tropicalis and S. cerevisiae for MTA and Sealer 26, and C. glabrata and C. tropicalis for Acroseal). Roeko Seal did not exhibit antifungal activity against any of the tested species. Key words: Endodontic sealers; antifungal activity; agar diffusion test; Candida spp.; Saccharomyces cerevisiae x

12 LISTA DE FIGURAS Figura 1. Teste de difusão em ágar para avaliação da atividade antimicrobiana de cimentos endodônticos contra Saccharomyces cerevisiae...32 Figura 2. Teste de difusão em ágar para avaliação da atividade antimicrobiana de cimentos endodônticos contra cultura mista...32 xi

13 LISTA DE TABELAS Tabela 1. Componentes dos cimentos utilizados de acordo com as informações fornecidas pelos respectivos fabricantes...28 Tabela 2. Médias dos halos de inibição de crescimento fúngico produzidos pelos diferentes cimentos endodônticos (em mm)...31 Tabela 3. Média e desvio padrão (em mm) do diâmetro dos halos de inibição de crescimento antifúngico para o conjunto de microrganismos empregados em relação aos cimentos endodônticos testados, ordenados em ordem decrescente...33 Tabela 4. Resultados do teste de comparações múltiplas PSLD de Fischer para as médias dos halos de inibição de crescimentos dos cimentos testados...35 Tabela 5. Semelhanças estatísticas entre os cimentos testados...36 xii

14 INTRODUÇÃO O sucesso endodôntico está relacionado com a eliminação e a prevenção da infecção do canal radicular. A obturação do sistema de canais radiculares complementa todo o esforço realizado nas demais etapas do tratamento endodôntico, conduzindo e contribuindo para o êxito deste. O selamento tridimensional de toda extensão da cavidade endodôntica, desde sua porção coronária até o seu término apical, é o ideal a ser alcançado com a obturação. Entre as finalidades específicas de cada etapa operatória na obtenção do resultado ideal do tratamento endodôntico, um fator que requer especial atenção é a adequada impermeabilização dos túbulos dentinários, bem como o completo preenchimento dos espaços vazios do sistema de canais radiculares, visando impedir a infecção ou reinfecção do canal. O cimento endodôntico é usado com o intuito de ocupar os espaços não preenchidos pela guta-percha e assim promover um selamento adequado do canal radicular. Desta forma, ajuda a evitar o fluxo de exsudatos dos tecidos perirradiculares para o interior do canal, dificultando a sobrevivência de microrganismos resistentes às fases anteriores do tratamento e impedindo que bactérias ou seus produtos alcancem a região perirradicular. Nesse sentido, o uso do cimento endodôntico em associação com os cones de guta-percha torna-se indispensável no selamento do sistema de canais radiculares, contribuindo para uma melhor qualidade do tratamento (CARRASCOZA, 2000). 1

15 Técnicas modernas de obturação procuram lançar mão de maior quantidade de guta-percha e menor película de cimento. Ainda assim, os cimentos endodônticos têm importante papel no controle da percolação apical, escoando para as ramificações e melhorando a adaptação da obturação às irregularidades da interface dentina-material obturador (KOKKAS et al., 2004). As patologias pulpares e perirradiculares são usualmente de natureza inflamatória e de etiologia microbiana. Apesar de fatores químicos e físicos poderem induzir alterações inflamatórias na polpa e nos tecidos perirradiculares, microrganismos e seus produtos exercem um papel significativo na indução e, principalmente, na perpetuação das doenças pulpares e perirradiculares (SIQUEIRA, 1997; SIQUEIRA, 2001). O verdadeiro objetivo da terapia endodôntica consiste em prevenir a infecção do canal radicular em casos de polpa viva com inflamação irreversível e de controlar a infecção em um quadro de polpa necrosada, evitando assim o desenvolvimento de uma lesão perirradicular, quando ausente, ou criando condições propícias para sua reparação, quando presente. Em outras palavras, a terapia visa ao reparo ou à manutenção da saúde das estruturas perirradiculares e ao restabelecimento da função dentária normal (BASRANI et al., 2004; SIQUEIRA et al., 2004; NAIR et al., 2005; SIQUEIRA, 2005). A excelência endodôntica envolve o compromisso de favorecer as defesas do hospedeiro para reagir favoravelmente ao tratamento endodôntico. Neste sentido, o controle da inflamação e/ou da infecção endodôntica por meio do tratamento endodôntico é influenciado por vários fatores como o 2

16 esvaziamento, o alargamento, a desinfecção do sistema de canais radiculares e o selamento coronário. O papel dos microrganismos no estabelecimento da inflamação e infecção representa um grau de extrema importância no tratamento endodôntico. Este fato valorizou todos os aspectos envolvidos nos processos de controle microbiano, como as etapas relacionadas com o preparo dos canais radiculares, as substâncias irrigadoras, as medicações intracanais, a obturação e o selamento coronário. O canal radicular limpo e bem modelado favorece um bom selamento endodôntico, cujo valor reflete na qualidade da técnica de obturação associado ao cimento endodôntico. Vários estudos sobre os cimentos endodônticos disponíveis no mercado demonstram informações sobre suas diferentes propriedades físico-químicas e biológicas (GROSSMAN, 1976; ØRSTAVIK, 1981; HOLLAND & SOUZA, 1985; FIDEL, 1993; ESTRELA et al., 1995; FIDEL et al., 1995; SHIPPER et al., 2004; SHIPPER et al., 2005). A resposta biológica perirradicular associada à capacidade de selamento são importantes aspectos a se considerar durante a seleção do material obturador. Assim, a literatura apresenta vários estudos que investigaram diferentes variáveis sobre infiltração coronária ou apical, microbiana e não-microbiana (SIQUEIRA et al., 1999; SIQUEIRA et al., 2000b; ARAÚJO et al., 2002; BARBOSA et al., 2003; LOPES-FILHO, 2004). Os fungos, especialmente a espécie Candida albicans, são organismos eucariotas comumente encontrados na cavidade oral de indivíduos saudáveis ou doentes (ADDY, 1977). Tem sido demonstrado que podem ser detectados em cerca de 30% a 70% dos indivíduos sadios 3

17 (DARWAZEH et al., 2001). A região mais freqüentemente afetada é o dorso da língua, podendo também ser encontrados na bochecha, gengiva, palato e bolsas periodontais. Essas regiões são consideradas importantes portas de entrada para infecções sistêmicas, portanto a prevenção da colonização oral merece grande atenção (ADDY, 1977). Apesar de a C. albicans fazer parte da microbiota normal do trato intestinal, pode se constituir em patógeno oportunista das regiões mucocutâneas, trato digestivo e genital, além de envolver pele, unhas e trato respiratório com riscos de desencadear fungemias (KWON-CHUNG & BENNETT, 1992). Todavia, estabelece um equilíbrio com o hospedeiro denominado simbiose. Quando este equilíbrio é rompido devido a alterações nos mecanismos de defesa e no ambiente oral (quimioterapia e radioterapia, infecção por HIV, etc), estas leveduras podem causar infecções orais oportunistas, que, uma vez não tratadas, podem se tornar generalizadas e/ou disseminarem sistemicamente provocando fungemia (GREENSPAN, 1994). Fungos podem tomar parte nas infecções endodônticas e assim participar da etiologia das lesões perirradiculares (BAUMGARTNER et al., 2000; SIQUEIRA & SEN, 2004). Eles possuem vários atributos de virulência, incluindo adaptabilidade a uma variedade de condições ambientais, adesão a diversas superfícies, produção de enzimas hidrolíticas, transição morfológica, formação de biofilme e evasão e modulação das defesas do hospedeiro, que podem exercer um papel na patogênese de lesões perirradiculares (WALTIMO et al., 1997). Embora fungos sejam ocasionalmente encontrados em infecções endodônticas primárias, eles parecem ser mais freqüentemente associados ao fracasso da terapia endodôntica (NAIR et al., 1990). A C. 4

18 albicans é sem dúvida a espécie de fungo mais comumente isolada de canais infectados, sendo considerada um microrganismo dentinófilo por causa de sua afinidade de invadir a dentina (SIQUEIRA & SEN, 2004). Sua capacidade de invadir os túbulos dentinários (SEN et al., 1995; WALTIMO et al., 1997; SIQUEIRA et al., 2002b) e a resistência a medicamentos intracanais geralmente usados, como o hidróxido de cálcio (WALTIMO et al., 2004), podem explicar porque a C. albicans tem sido associada a casos de infecções secundárias ou persistentes (SIQUEIRA & SEN, 2004). Embora a guta-percha seja um adequado material preenchedor, não possui aderência às paredes do canal radicular. Neste ponto, os cimentos endodônticos são importantes pois, por meio da sua capacidade de escoamento e vedação, podem obliterar esses espaços. Somando a esse efeito, alguns cimentos possuem ação antimicrobiana, em função de suas composições químicas (SIQUEIRA et al., 2000a; AL-NAZHAN & AL-JUDAI, 2003; ÇOBANKARA et al., 2004; SIPERT et al., 2005; ELDENIZ et al., 2006, MIYAGAK et al., 2006, AL-HEZAIMI et al., 2006, TANOMARU FILHO et al., 2007). Esta propriedade pode ser de alguma valia na eliminação de microrganismos residuais, isto é, que permaneceram no canal após o preparo químico-mecânico (e medicação intracanal, quando usada). Quando forçado a escoar pela compactação empregada durante a obturação, o cimento pode penetrar em ramificações e outras irregularidades anatômicas, aumentando as chances de atingir microrganismos localizados nestas áreas, as quais são normalmente inacessíveis aos instrumentos e à substância química auxiliar. Além disso, os efeitos antimicrobianos do cimento podem eliminar microrganismos presentes em áreas de microinfiltração coronária de saliva, 5

19 evitando ou pelo menos retardando a recontaminação do canal. Com base nestas premissas, salienta-se então a importância de um material obturador ser dotado de eficácia antimicrobiana, cujo espectro de atuação deveria idealmente abranger também as espécies de fungos mais encontradas em canais radiculares infectados. 6

20 REVISÃO DA LITERATURA Fungos são microrganismos eucariotas que apresentam núcleo, complexo de Golgi, retículo endoplasmático, vesículas, membrana celular e parede celular espessa (SAMARANAYAKE, 1996). A parede celular representa 30% do peso da célula e é composta de carboidratos (80-90%, incluindo glicanas, manoproteínas e quitina), lipídios (2%) e proteínas (3-6%) (SAMARANAYAKE & Mac FARLANE, 1990). A parede celular é importante fator de virulência, pois promove adesão e colonização da célula fúngica, apresenta componentes antigênicos e secreta hidrolases e toxinas, entre outros efeitos (SAMARANAYAKE & Mac FARLANE, 1990). São microrganismos com 3 a 5 µm de diâmetro, capazes de se reproduzir sexualmente, assexualmente ou parasexualmente. Entretanto, as variedades patogênicas não se reproduzem sexualmente. Na fase de célula simples, são chamadas de leveduras e se reproduzem por brotamento, diferentemente das bactérias, que se reproduzem por fissão binária. Dessa maneira, uma célula mãe dá origem a uma célula filha, inicialmente de menor tamanho (SEN et at., 1997). Fungos crescem em um meio com sais, fontes de carbono, nitrogênio e fosfato, com temperatura variando de 20 a 40ºC e ph de 2 a 8 (DAHLÉN & MOLLER, 1992). A morfologia varia sob diferentes condições ambientais, incluindo leveduras (blastósporos, blastoconídeos), pseudohifas, hifas verdadeiras e clamidósporos (SAMARANAYAKE & MacFARLANE, 1990). Os principais mecanismos de patogenicidade dos fungos envolvem adesão pela parede celular, dimorfismo, interferência com as defesas do hospedeiro 7

21 (fagocitose, complemento, etc), sinergismo com bactérias e liberação de fatores moleculares, como hidrolases extracelulares (proteinases, lipases), anafilatoxinas, toxinas assassinas, nitrosaminas e metabólitos ácidos (SAMARANAYAKE & MacFARLANE, 1990). Das espécies fúngicas encontradas na cavidade oral, a C. albicans é a mais comum. Esta espécie é polimórfica e pode assumir diversas formas celulares, incluindo a de hifa e a de levedura ou blastósporo. A forma de hifa tem maior capacidade de invadir os tecidos e maior patogenicidade, por ser mais hidrofóbica que a forma de blastósporo, facilitando a penetração em diferentes superfícies e tecidos. Apesar de estar relacionada principalmente com as lesões refratárias ou resistentes ao tratamento, a participação de fungos na infecção endodôntica pode ocorrer em casos de infecção primária. NAIR et al. (1990) observaram por microscopia óptica e eletrônica de transmissão 31 lesões de dentes extraídos que apresentavam necrose pulpar e lesão perirradicular. Em casos raros, foram observadas estruturas parecidas com hifas e suas ramificações, sugestivas da presença de fungos. A presença desses microrganismos decorreria de invasão oportunista em canais radiculares infectados. WALTIMO et al. (1997) estudaram a ocorrência de fungos nos casos de lesão perirradicular persistente à terapia endodôntica convencional. Clínicos gerais de várias partes da Finlândia coletaram amostras de canais que apresentavam infecção endodôntica persistente (n=967). As amostras foram cultivadas aeróbica e anaerobicamente. Foram encontrados microrganismos em 692 amostras. Quarenta e oito cepas de fungos foram isolados de 7% das amostras que exibiram cultura positiva. Todas as 8

22 espécies de fungos isoladas, exceto uma, pertenciam ao gênero Candida. C. albicans foi o mais comum. Candida glabrata foi encontrada junto com C. albicans em uma amostra. Candida guilliermondii, Candida inconspicua e Geotrichum candidum também foram isolados uma vez. Foram encontrados fungos em culturas puras em seis amostras e em associação a bactérias em 41 amostras. PECIULIENE et al. (2001) estudaram a ocorrência e o papel de fungos, bacilos entéricos Gram-negativos e Enterococcus spp. nos dentes tratados endodonticamente com lesão perirradicular crônica e também avaliaram o efeito antimicrobiano da irrigação com iodeto de potássio iodetado. Foram isolados microrganismos em 33 de 40 dentes da amostra inicial. Fungos foram isolados de seis dentes e em três dos quais estavam em associação com Enterococcus faecalis. Bacilos entéricos (Escherichia coli, Klebsiella pneumoniae e Proteus mirabilis) estavam presentes em três dentes e o E. faecalis foi encontrado em 21 de 33 casos com culturas positivas. Os autores concluíram que existe uma alta prevalência de bactérias entéricas e de fungos em dentes tratados endodonticamente com lesão perirradicular crônica. Fungos estavam presentes em 6 dentes (18% das culturas positivas) e foram identificados como C. albicans em todos os casos. EGAN et al. (2002) determinaram a relativa prevalência e a diversidade de espécies fúngicas em amostras de saliva e de canais radiculares de alguns pacientes e também estabeleceram os fatores clínicos associados à presença dos fungos na saliva e em canais radiculares. Foram coletadas amostras de 60 canais radiculares de dentes associados a lesão perirradicular e amostras correspondentes de saliva não estimulada de 55 9

23 pacientes. C. albicans e Rodotorula mucilaginosa foram os mais prevalentes nas amostras colhidas de saliva e dos canais radiculares. Os autores concluíram que os fungos foram pouco freqüentes nos canais radiculares (10%). A sua presença nos canais estava significantemente associada à sua presença na saliva. SIQUEIRA & RÔÇAS (2004) investigaram a ocorrência de 19 espécies microbianas, pela análise da Polymerase Chain Reaction (PCR), em 22 amostras de canais radiculares de dentes com insucesso do tratamento endodôntico. Todas as amostras foram positivas para pelo menos uma das seguintes bactérias Gram-positivas: E. faecalis, Pseudoramibacter alactolyticus ou Propionibacterium propionicum. E. faecalis foi a espécie mais prevalente, detectada em 77% dos casos. As outras espécies mais detectadas foram: Pseudoramibacter alactolyticus (52%), Propionibacterium propionicum (52%), Dialister pneumosintes (48%) e Filifactor alocis (48%). C. albicans foi isolada em 9% das amostras. SIQUEIRA et al. (2002b) estudaram o padrão de colonização da dentina radicular bovina por C. albicans, C. glabrata, C. guilliermondii, Candida parapsilosis e Saccharomyces cerevisiae. Os dentes após 14 dias foram seccionados e fixados em glutaraldeído, após o que as duas metades foram submetidas ao recobrimento de ouro para análise no microscópio eletrônico de varredura. Os autores observaram que a C. albicans foi o microrganismo que apresentou colonização mais intensa da dentina radicular, ao passo que os outros quatro colonizaram discretamente ou não colonizaram a dentina. A C. albicans exibiu padrões diferentes de colonização, algumas vezes colonizando ligeiramente a superfície dentinária 10

24 não penetrando nos túbulos dentinários e outras penetrando profunda e completamente nos túbulos dentinários. Os resultados encontrados revelam que a C. albicans apresenta capacidade de colonização enquanto as outras espécies testadas não. Além disso, concluíram que estes resultados podem explicar o fato de a C. albicans ser a espécie fúngica mais freqüentemente encontrada nas infecções endodônticas. SIQUEIRA & SEN (2004) revisaram o papel dos fungos nos diferentes tipos de infecções endodônticas, focando na sua prevalência em tais infecções e nos seus mecanismos de patogenicidade. Além disso, foi também avaliada a suscetibilidade dos fungos às substâncias medicamentosas intracanal. Os autores observaram que os fungos possuem atributos de virulência que podem desempenhar papel importante na patogênese das doenças perirradiculares, estes incluem a capacidade de adaptação a várias condições ambientais, de adesão a diversas superfícies, de produção de enzimas hidrolíticas, de transição morfológica, de formação de biofilme e de evasão e imunomodulação das defesas do hospedeiro. Os fungos são ocasionalmente encontrados nas infecções endodônticas primárias, mas parecem estar associados ao fracasso do tratamento. A C. albicans é o fungo mais comumente isolado de canais radiculares infectados, sendo também conhecido como microrganismo dentinofílico, tendo em vista a sua afinidade de colonizar e invadir a dentina. Os autores também revelaram que a C. albicans é resistente aos medicamentos intracanal, como por exemplo, o hidróxido de cálcio. E dessa forma, pode-se explicar o fato de ela estar associada aos casos de infecções endodônticas persistentes. 11

25 WALTIMO et al. (2004) também realizaram uma revisão de literatura na qual encontraram que C. albicans é a espécie fúngica mais comumente encontrada em canais radiculares infectados. Ela é tipicamente encontrada em associação a bactérias Gram-positivas, como os estreptococos, mas também pode ser isolada em culturas puras, que é uma indicação de sua patogenicidade. Diversos fatores de virulência possibilitam o microrganismo aderir e penetrar na dentina. Além disso, C. albicans tolera bem as variações nas condições ambientais, como por exemplo, a alta alcalinidade. O hidróxido de cálcio, em estudos in vitro, geralmente não é efetivo contra os fungos orais - a sua atividade antifúngica in vivo ainda não é conhecida. Já o hipoclorito de sódio, os compostos iodados e a clorexidina apresentam comprovada ação antifúngica tanto em condições experimentais como em estudos in vivo, o que pode oferecer uma possibilidade de tratamento efetivo contra as infecções endodônticas de natureza fúngica. Todos estes estudos salientam o papel de fungos em infecções endodônticas persistentes e enfatizam a necessidade da busca de substâncias e materiais para uso endodôntico que sejam eficazes contra estes microrganismos. No que se refere aos cimentos endodônticos, inúmeros estudos têm testado seus efeitos antimicrobianos contra bactérias, mas alguns têm incluído fungos, principalmente C. albicans, no painel de espécies microbianas testadas. CANALDA & PUMAROLA (1989) avaliaram por meio do método de difusão radial em ágar a ação antimicrobiana dos cimentos à base de hidróxido de cálcio (CRCS e Sealapex), à base de óxido de zinco (Tubliseal e Endométhasone) e resinoso (AH 26). Os microrganismos utilizados foram: 12

26 Streptococcus haemolyticus, Staphylococcus aureus, E. coli, Veillonella sp., Bacteroides fragilis e C. albicans. Os halos de inibição foram medidos após 48 e 96 horas de incubação das placas a 37 o C em condições de aerobiose e anaerobiose. Verificaram que a ação antimicrobiana dos cimentos que contêm hidróxido de cálcio foi semelhante a dos outros cimentos, com exceção da Veillonella sp. que não sofreu ação do Sealapex. C. albicans não foi inibida pelo cimento AH 26. Os autores observaram também que os maiores halos de inibição ocorreram com o cimento Endométhasone, que possui paraformaldeído em sua composição. ESTRELA et al. (1995) avaliaram a ação antimicrobiana dos cimentos endodônticos Sealapex, Sealer 26 e Apexit empregando o teste de difusão em ágar. Para tanto, foram utilizadas três culturas puras de bactérias aeróbias facultativas: E. coli, Pseudomonas aeruginosa e E. faecalis. Transcorrido o período de incubação de 48 horas a 37ºC, foram realizadas as leituras das zonas de inibição. Os resultados obtidos mostraram que os cimentos obturadores analisados não promoveram zonas de inibição de crescimento para nenhum dos microrganismos, expressando total ausência de efeito antimicrobiano. SIQUEIRA & GONÇALVES (1996) compararam a atividade antibacteriana de três cimentos endodônticos contendo hidróxido de cálcio com um cimento à base de óxido de zinco e eugenol, contra bactérias anaeróbias. Os cimentos testados foram o FillCanal, Sealapex, Sealer 26 e Apexit, sendo todos manipulados de acordo com a especificação dos fabricantes. Como controle foi utilizada a pasta de hidróxido de cálcio com solução salina. As bactérias anaeróbias estritas testadas foram 13

27 Porphyromonas endodontalis, Porphyromonas gingivalis, Actinomyces israelii, Propionibacterium acnes, Fusobacterium nucleatum e Campylobacter rectus, além de duas anaeróbias facultativas, o S. aureus e Actinomyces naeslundii. O teste de difusão em ágar foi o método utilizado. As placas de S. aureus foram incubadas a 37ºC, em ambiente aeróbio, por 48 horas; as outras bactérias foram incubadas em ambiente anaeróbio por 7 dias, a 37ºC. Quatro placas foram utilizadas para cada bactéria testada. Após a incubação, os diâmetros de inibição foram mensurados em milímetros. O cimento FillCanal demonstrou os maiores halos de inibição entre os cimentos testados, sendo que o Sealer 26 foi ineficaz contra P. endodontalis e P. gingivalis. Não houve diferença significante entre o Sealapex e o hidróxido de cálcio. O Apexit foi ineficiente contra todas as bactérias testadas. DUARTE et al. (2001) avaliaram a capacidade antimicrobiana de alguns cimentos endodônticos. O método empregado também foi o de difusão do agente de forma radial no ágar. Os microrganismos utilizados foram: S. aureus, E. faecalis, P. aeruginosa, Bacillus subtilis e C. albicans. Os materiais testados foram: AH Plus, Sealer 26, Sealapex, Apexit e Sealer Plus. As misturas foram então levadas às escavações no ágar por meio de seringas tipo Luer Look, aguardando um período de 2 horas em temperatura ambiente para o cimento se difundir no meio. As placas foram levadas à estufa a 37 C por 24 horas, realizando-se então a evidenciação na formação de halo de inibição. Os resultados mostraram que o AH Plus apresentou a melhor ação antimicrobiana, inibindo 4 dos microrganismos testados, seguido pelo Sealapex (inibiu 3 microrganismos) e pelo Sealer 26 (inibição de 2 tipos 14

28 de microrganismos). O Apexit e o Sealer Plus não inibiram os microrganismos testados. Em outro estudo também empregando o método de difusão em ágar, DUARTE et al. (1997) analisaram a capacidade antimicrobiana de alguns materiais empregados na rotina endodôntica, bem como verificaram se o acréscimo de hexametilenotetramina ao pó do cimento Sealer 26 melhoraria sua capacidade antimicrobiana. Os materiais obturadores analisados nesse trabalho foram: Endomethasone, AH 26, Sealapex, Sealer 26 e pasta de hidróxido de cálcio acrescido de solução fisiológica. Quanto ao cimento Sealer 26, ainda foram preparadas duas outras versões experimentais, acrescendo 5% de hexametilenotetramina no experimental 1 e 10% no experimental 2. Os microrganismos utilizados foram: S. aureus, E. faecalis, Streptococcus mutans, P. aeruginosa, Klebsiella sp. e C. albicans. A leitura e medição dos halos de inibição foram realizadas após 24 e 48 horas de incubação a 37 o C. O cimento Endomethasone apresentou ação contra todos os microrganismos testados, obtendo os melhores resultados. O cimento AH 26 foi mais efetivo que o Sealer 26 e a adição de 5 ou 10% de hexametilenotetramina ao pó do Sealer 26 aumentou seus valores de inibição, principalmente com 10%. O cimento Sealapex e a pasta de hidróxido de cálcio não apresentaram halos de inibição contra os microrganismos testados. KAPLAN et al. (1999) avaliaram a efeito antimicrobiano in vitro de seis cimentos endodônticos após 2, 20 e 40 dias através do método de difusão em ágar. Estudaram os cimentos Apexit, Endion, AH Plus, AH 26, Procosol e Ketac-Endo. Os microrganismos foram: C. albicans, S. aureus, S. mutans e A. israelii. Furos com a capacidade de 0,1 ml foram confeccionados em placas 15

29 de ágar e preenchidos com os cimentos. As placas de ágar foram incubadas por 24 horas a 37 o C. As amostras foram então removidas e imersas em 4,5 ml de meio de cultura e divididas em três grupos. As amostras do grupo 1 foram conservadas por 2 dias a 37 o C, enquanto as amostras do grupo 2 e do grupo 3 foram conservadas a 4ºC por 20 e 40 dias, respectivamente. As amostras foram removidas e descartadas e 0,1 ml do meio de cultura foi posto nas placas de ágar com o objetivo de realizar a contagem das unidades formadoras de colônias. Os cimentos Apexit, Endion e AH Plus inibiram S. mutans e aos 20 dias A. israelii. Nenhum halo de inibição foi observado em relação a C. albicans e ao S. aureus. O cimento Ketac Endo somente produziu halo de inibição contra A. israelii de 2 a 40 dias. Os cimentos AH 26 e Procosol mostraram efeito antimicrobiano aos 40 dias sobre a C. albicans e aos 20 e 40 dias sobre S. mutans e S. aureus. Os autores concluíram que os cimentos avaliados neste estudo mostraram diferentes efeitos inibitórios em curto período de tempo. Os cimentos contendo eugenol e formaldeído foram mais efetivos contra os microrganismos em todos períodos do experimento. CARRASCOZA (2000) estudou o efeito antimicrobiano dos cimentos obturadores Sealapex, Sealer 26, Sealer Plus, Endofill e N-Rickert, empregando o método de difusão em ágar. Os microrganismos indicadores foram S. aureus, E. faecalis, P. aeruginosa, B. subtilis e C. albicans, assim como uma mistura desses microrganismos. As placas foram incubadas a 37ºC por 48 horas. As leituras das zonas de inibição-difusão microbiana foram efetuadas após o período de incubação. Foram coletadas amostras das zonas de difusão-inibição de cada placa e imersas em 7 ml de caldo BHI. Após incubação a 37ºC por 48 horas, os resultados mostraram que os 16

30 cimentos Sealapex, N-Rickert e Endofill evidenciaram apenas zonas de difusão. Para o cimento Sealer 26, foram observadas zonas de difusão contra todos os microrganismos e zonas de inibição para P. aeruginosa e C. albicans. O Sealer Plus mostrou ausência de zonas de difusão para P. aeruginosa e C. albicans, e presença de zonas de inibição para S. aureus e para a mistura. A cultura de E. faecalis foi resistente a todos os cimentos. SIQUEIRA et al. (2000a) investigaram e compararam os efeitos antimicrobianos e o grau de escoamento de cimentos endodônticos. Os cimentos endodônticos utilizados no estudo foram: Kerr Pulp Canal Sealer EWT, FillCanal, ThermaSeal, Sealer 26, AH Plus e Sealer Plus, sendo todos os cimentos preparados de acordo com as especificações dos fabricantes. Para a análise antimicrobiana, os microrganismos utilizados foram dois anaeróbios obrigatórios: Prevotella nigrescens e P. gingivalis, sete aeróbios ou anaeróbios facultativos: Streptococcus mitis, Streptococcus bovis, E. faecalis, P. aeruginosa, Lactobacillus casei, E. coli e C. albicans, além de uma cultura mista (saliva humana natural). Todos os procedimentos foram feitos em duplicata. As placas contendo bactérias anaeróbias e a cultura mista foram incubadas em anaerobiose a 37 C por 5 dias, e os meios contendo os outros microrganismos incubados em aerobiose a 37 C por 24 a 48 horas. Os efeitos antimicrobianos de cada material foram mensurados por meio das zonas de inibição em milímetros. Todos os cimentos testados mostraram algum efeito antimicrobiano contra a maioria dos microrganismos, sendo que uma análise geral não mostrou diferença significante entre os materiais testados. Em geral, os microrganismos mais resistentes foram P. aeruginosa, E. faecalis e E. coli. 17

31 CRUZ et al. (2001) testaram o efeito antimicrobiano dos cimentos Rickert, N-Rickert e Sealer 26 frente a S. aureus, S. mutans, Streptococcus salivarius, C. albicans e um pool de microrganismos coletados do sulco gengival de pacientes com periodontite marginal crônica. Os resultados demonstraram atividade antimicrobiana para todos os cimentos. O N-Rickert apresentou maior inibição de crescimento para S. aureus, S. mutans e C. albicans, enquanto o cimento Sealer 26 inibiu mais o crescimento do pool de microrganismos e do S. salivarius. Considerando que o controle da infecção é o objetivo principal do tratamento endodôntico e que os fungos estão envolvidos em alguns tipos de infecção, SIQUEIRA et al. (2001) investigaram os efeitos antifúngicos de vários medicamentos contra C. albicans, C. glabrata, C. guilliermondii, C. parapsilosis e S. cerevisiae, empregando o método de difusão em ágar. Foi observado que o sulfato de cálcio e o óxido de zinco em glicerina não apresentaram efeito antifúngico contra os microrganismos. Já as pastas de sulfato de cálcio e de hidróxido de cálcio em paramonoclorofenol canforado foram as que apresentaram efeitos antifúngicos mais pronunciados. O hidróxido de cálcio associado com glicerina ou com clorexidina e a clorexidina associada a um detergente também apresentaram atividade antifúngica, porém muito menor que as anteriores. Os autores concluíram que os efeitos antifúngicos dos medicamentos podem auxiliar no controle de infecções endodônticas persistentes ou secundárias decorrentes de fungos. A atividade antimicrobiana de cimentos endodônticos sobre E. faecalis foi avaliada por MICKEL et al. (2003). Dezessete placas de Petri contendo ágar-sangue foram inoculadas com esse microrganismo. Cinco discos foram 18

32 colocados em cada placa contendo os cimentos Sealapex, Roth 801, Kerr Pulp Canal Sealer EWT e AH Plus e um disco de ampicilina como controle. Após incubação por 24 e 48 horas a 37 o C, as zonas de inibição foram medidas. Grandes halos de inibição foram observados para o disco controle (ampicilina) e para os cimentos Roth 801, Sealapex e Kerr Pulp Canal Sealer EWT. Nenhuma atividade antimicrobiana foi demonstrado para o cimento AH Plus. ÇOBANKARA et al. (2004) avaliaram a atividade antibacteriana de cinco cimentos endodônticos utilizando E. faecalis como microrganismo teste. Os métodos para a análise foram: teste de difusão em ágar (ADT) e teste do contato direto (DCT). Os cimentos utilizados foram: RoekoSeal, Ketac-Endo, AH Plus, Sealapex e Sultan. Os resultados mostraram que o referencial antibacteriano dos materiais variou de acordo com o teste realizado. Ketac- Endo, AH Plus e Sultan foram semelhantes para o teste de DCT, sendo melhores inibidores do crescimento bacteriano do que o Sealapex e RoekoSeal. No teste ADT, RoekoSeal não mostrou qualquer efeito antibacteriano, ao contrário dos outros cimentos. PIZZO et al. (2006) observaram a atividade antimicrobiana dos cimentos endodônticos AH Plus, Endomethasone, Kerr Pulp Canal Sealer e Vcanalare (óxido de zinco e eugenol). Foi feito um teste de contato direto (DCT) e uma suspensão de 10 µl de E. faecalis foi colocada por 20 minutos, 24 horas e 7 dias em contato com os materiais. O crescimento bacteriano foi medido com um espectrofotômetro. Todos os cimentos apresentaram inibição bacteriana após 24 horas, com maior efetividade para o cimento AH Plus. Após 7 dias, o cimento Vcanalare foi o único que mostrou inibição frente ao 19

33 crescimento bacteriano. Os autores concluíram que a atividade antimicrobiana depende do período de contato e que todos os cimentos mostraram atividade antimicrobiana, mas que no período de 7 dias, somente o Vcanalare foi eficaz contra o E. faecalis. KOPPER et al. (2007) avaliaram in vitro a atividade antimicrobiana dos cimentos endodônticos AH Plus, Endofill e Sealer 26 imediatamente após a manipulação, em contato com culturas isoladas de E. faecalis, P. aeruginosa, S. aureus e C. albicans. Após 48 horas de incubação, os halos de inibição de crescimento microbiano foram mensurados. A média dos halos de inibição para os cimentos AH Plus, Endofill e Sealer 26 foram, respectivamente, em milímetros, de: 0,70, 3,13 e 1,79 para E. faecalis; 1,08, 3,40 e 3,01 para P. aeruginosa; 0,72, 3,16 e 4,03 para S. aureus; 1,32, 2,59 e 1,40 para C. albicans. Concluíram que todos os cimentos testados apresentaram atividade antimicrobiana em contato com as culturas estudadas. GOMES et al. (2004) analisaram as propriedades antimicrobianas de cinco cimentos endodônticos: Endo Fill, Endomethasone, Endomethasone N, Sealer 26 e AH-Plus, em diferentes períodos pós-manipulação, i.e., imediatamente e após 24 horas, 48 horas e 7 dias, contra os seguintes microrganismos: C. albicans, S. aureus, E. faecalis, Streptococcus sanguinis e A. naeslundii. Os métodos usados foram o contato direto através da observação do crescimento microbiano em meio líquido e o teste de difusão em ágar. Os resultados, nas duas metodologias usadas, mostraram que: 1) imediatamente após a manipulação, Endo-Fill e Endomethasone apresentaram a maior atividade antimicrobiana, sem diferenças estatisticamente significantes entre eles. O Sealer 26 teve a menor atividade 20

34 antimicrobiana; 2) nos outros tempos pós-manipulação, não foram observadas diferenças estatisticamente significantes entre os cimentos testados. Foi concluído que nenhum dos cimentos inibiu completamente o crescimento dos microrganismos testados. A atividade antimicrobiana de cada cimento diminuiu com o tempo e dependeu da suscetibilidade microbiana a eles. O agregado de trióxido mineral (MTA) tem sido amplamente utilizado em Endodontia como material retroobturador, no selamento de perfurações, no tratamento conservador pulpar, na apicificação e também como possível material obturador em associação com a guta-percha (TORABINEJAD & CHIVIAN, 1999; VIZGIRDA et al. 2004). Vários estudos relataram sua eficácia antifúngica sobre a espécie C. albicans (AL-NAZHAN & AL-JUDAI, 2003; SIPERT et al., 2005; RIBEIRO et al., 2006; AL-HEZAIMI et al., 2006; TANOMARU FILHO et al., TORABINEJAD et al. (1995) compararam os efeitos antibacterianos do MTA, amálgama, óxido de zinco e eugenol e Super EBA contra nove bactérias facultativas (E. faecalis, S. mitis, S. mutans, Streptococcus salivarius, Lactobacillus sp., S. aureus, Staphylococcus epidermidis, B. subtilis e E. coli) e sete bactérias anaeróbicas estritas (Prevotella buccae, B. fragilis, Prevotella intermedia, Prevotella melaninogenica, Fusobacterium necrophorum, F. nucleatum e Peptostreptococcus anaerobius). Discos saturados com líquido do Super EBA causaram graus variados de inibição de crescimento para as bactérias anaeróbias facultativas e estritas. O amálgama não apresentou efeito antibacteriano contra as bactérias testadas neste 21

35 estudo. O MTA teve efeito antibacteriano contra algumas bactérias facultativas e nenhum efeito nas bactérias anaeróbias estritas. As pastas de óxido de zinco e eugenol e de Super EBA tiveram alguma atividade antibacteriana contra ambos os tipos de bactérias testadas. Baseado nos resultados deste estudo, nenhum dos materiais testados teve os efeitos antibacterianos desejados para um material retrobturador. AL-NAZHAN & AL-JUDAI (2003) avaliaram in vitro o efeito antifúngico do MTA contra a C. albicans usando o teste de diluição em caldo. O MTA foi empregado recém-preparado e 24 horas após a manipulação. Os resultados mostraram que o MTA recém-preparado foi eficaz em eliminar o microrganismo após um dia de contato, ao passo que o MTA preparado há 24 horas foi eficaz apenas após 3 dias de incubação. Os autores concluíram que tanto o MTA recém-preparado quanto o com 24 horas de preparado foram eficazes contra a C. albicans. RIBEIRO et al. (2006) compararam a ação antimicrobiana do MTA de duas procedências (MTA-Dentsply e MTA-Angelus), do hidróxido de cálcio e do cimento de Portland pelo método de difusão em ágar. Placas de Petri contendo meio de cultura TSA com 5% de sangue de carneiro foram inoculadas com P. aeruginosa, E. coli, B. fragilis e E. faecalis, e os halos de inibição do crescimento microbiano foram analisados após 48 horas de incubação. Hidróxido de cálcio foi eficaz contra P. aeruginosa e B. fragilis, enquanto o MTA-Dentsply, MTA-Angelus e cimento de Portland apresentaram halo de inibição somente para P. aeruginosa. Nenhum dos materiais avaliados apresentou ação inibitória sobre E. coli e E. faecalis. 22

36 SIPERT et al. (2005) determinaram in vitro a atividade antimicrobiana dos cimentos Fillcanal, Sealapex, MTA, cimento de Portland e EndoRez, utilizando o método de difusão em ágar contra os seguintes microrganismos E. faecalis, E. coli, Micrococcus luteus, S. aureus, Staphylococcus epidermidis, P. aeruginosa e C. albicans. As placas foram mantidas a temperatura ambiente por 2 horas para a pré-difusão e então incubadas a 37 o C por 24 horas. Após esse período as zonas de inibição foram medidas. Os cimentos Fillcanal, Sealapex, MTA e Portland apresentaram atividade antimicrobiana, enquanto o cimento EndoRez não se mostrou ativo. MIYAGAK et al. (2006) avaliaram a capacidade antimicrobiana dos cimentos obturadores de canal: N-Rickert, Sealapex, AH Plus e também do MTA e cimento de Portland. O método utilizado foi a difusão em ágar, em placas previamente inoculadas com os seguintes microrganismos: C. albicans, E. faecalis, E. coli e S. aureus. A leitura do diâmetro do halo de inibição do crescimento microbiano foi realizada após 24 horas de incubação a 37 C. De acordo com a metodologia empregada, foi concluído que: somente os cimentos obturadores AH Plus e N-Rickert apresentaram atividade antimicrobiana contra C. albicans, S. aureus e E. coli; não foi observada atividade antimicrobiana para o cimento de Portland, MTA e Sealapex. O cimento N-Rickert apresentou halos de inibição maiores variando de 8 a 18 mm. E. faecalis foi resistente contra todos os cimentos testados. AL-HEZAIMI et al. (2006) avaliaram o efeito antifúngico de várias concentrações do MTA branco e do MTA cinza contra a C. albicans usando o teste de diluição em tubo. Foi encontrada uma correlação direta entre a concentração do MTA e a atividade antifúngica contra C. albicans. No 23

37 período zero ambos os tipos de MTA permitiram o crescimento fúngico a despeito da sua concentração. Os autores concluíram que tanto o MTA branco como o MTA cinza em concentrações de 50 mg/ml e 25 mg/ml apresentam atividade antifúngica contra C. albicans por períodos de até uma semana. Concentrações mais baixas do MTA cinza podem ainda ser efetivas, ao passo que em concentrações mais baixas o MTA branco não é eficaz. ELDENIZ et al. (2006) avaliaram a atividade antibacteriana de vários cimentos retrobturadores. O teste do contato direto com S. aureus, E. faecalis e P. aeruginosa foi empregado. Os autores concluíram que o IRM e o MTA foram os materiais que mais inibiram o crescimento bacteriano. MOHAMMADI et al. (2006) avaliaram e compararam o efeito antifúngico do MTA branco e do MTA cinza contra a C. albicans usando o teste de diluição em caldo. O MTA foi empregado recém-preparado e com 24 horas de preparado. Os resultados mostraram que tanto no MTA recémpreparado quanto no preparado há 24 horas o crescimento fúngico ocorreu na primeira hora de incubação. Com o aumento do tempo de incubação nenhum crescimento fúngico foi observado em 24 e 72 horas. Os autores concluíram que o MTA recém-preparado e o com 24 horas de preparado foram eficazes contra a C. albicans. TANOMARU FILHO et al. (2007) avaliaram a atividade antimicrobiana do Sealer 26, do Sealapex com óxido de zinco, óxido de zinco e eugenol, o cimento de Portland branco e cinza, o MTA-Angelus branco e cinza e o Pro Root MTA contra seis cepas de diferentes microrganismos por meio do teste de difusão em ágar. Os microrganismos utilizados foram M. luteus, S. aureus, E. coli, P. aeruginosa, C. albicans e E. faecalis. As placas foram mantidas em 24

38 temperatura ambiente por 2 horas para pré-difusão e em seguida incubadas a 37 C por 24 horas, quando então foram medidas as zonas de inibição. Os resultados mostraram que todos os materiais apresentaram atividade antimicrobiana contra todos os microrganismos testados. O Sealapex com óxido de zinco, o óxido de zinco e eugenol e o Sealer 26 geraram maiores halos de inibição que os materiais à base de MTA e cimento de Portland. Os autores concluíram que, com base na metodologia empregada, todos os materiais apresentaram atividade antimicrobiana, particularmente os cimentos endodônticos. Apesar de originalmente proposto como material a ser utilizado em retroobturações ou em perfurações radiculares, o MTA também tem sido testado como material obturador de canais (VIZGIRDA et al., 2004). Assim, a comparação de suas propriedades antimicrobianas com a de outros cimentos endodônticos se faz necessária, uma vez que não há estudos na literatura fazendo tal avaliação. Como pode ser atestado pela revisão da literatura pertinente, inúmeros estudos têm testado os efeitos antibacterianos de cimentos endodônticos, mas poucos avaliaram os efeitos antifúngicos. Mesmo assim, tais testes geralmente empregaram a C. albicans. Isto se justifica por ser a espécie fúngica mais freqüente em canais infectados, mas outras espécies também podem ser detectadas (WALTIMO et al., 1997) e conseqüentemente estarem envolvidas com a etiologia das doenças perirradiculares. Assim, torna-se necessária a avaliação dos efeitos inibitórios sobre outros fungos além da C. albicans de cimentos endodônticos novos, dos já estabelecidos no mercado e de materiais com potencial para serem utilizados na obturação. 25

39 PROPOSIÇÃO Considerando a literatura pertinente, o objetivo deste estudo in vitro foi avaliar a atividade antifúngica dos cimentos endodônticos Roeko Seal Automix, AH Plus, Sealer 26, Pro Root MTA- Agregado de Trióxido Mineral, Intrafill, Acroseal, Epiphany e Kerr Pulp Canal Sealer, contra as seguintes espécies: C. albicans, C. glabrata, C. tropicalis e S. cerevisiae, as quais têm sido isoladas de canais radiculares infectados. 26

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