CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO CEARÁ FACULDADE CEARENSE CURSO DE SERVIÇO SOCIAL JAILMA DE SOUSA RODRIGUES

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1 CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO CEARÁ FACULDADE CEARENSE CURSO DE SERVIÇO SOCIAL JAILMA DE SOUSA RODRIGUES Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes: o desvelar da mercantilização de sujeitos no bairro Genibaú Fortaleza 2013

2 JAILMA DE SOUSA RODRIGUES Monografia submetida à aprovação. Coordenação do Curso de Serviço Social do Centro de Ensino Superior do Ceará, como requisito parcial à obtenção do grau de graduação. Fortaleza 2013

3 R696e Rodrigues, Jailma de Sousa Exploração sexual de crianças e adolescentes: o desvelar da mercantilização de sujeitos no bairro Genibaú / Jailma de Sousa Rodrigues. Fortaleza f. Orientador: Profº. Ms. Mário Henrique Costa Benevides. Trabalho de Conclusão de curso (graduação) Faculdade Cearense, Curso de Serviço Social, Exploração sexual. 2. Crianças e adolescentes. 3. Políticas de enfrentamento. I. Benigno, Edmundo. II. Título CDU Bibliotecário Marksuel Mariz de Lima CRB-3/1274

4 JAILMA DE SOUSA RODRIGUES Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes: o desvelar da mercantilização de sujeitos no bairro Genibaú Monografia como pré-requisito para obtenção do título de Bacharelado em Serviço Social, outorgado pela Faculdade Cearense Fac, tendo sido aprovada pela banca examinadora composta pelos professores. Data de aprovação: / / BANCA EXAMINADORA Orientador: Professor Ms. Mário Henrique Costa Benevides Professora Dra. Mônica Duarte Cavaignac Professora Ms. Maria de Fátima Farias

5 RESUMO O presente estudo analisa a inserção de crianças e adolescentes no fenômeno exploração sexual. Aborda o conceito de exploração sexual e suas variadas formas, tais como: pornografia, exploração sexual no turismo, exploração sexual agenciada, etc. Trás como foco principal as causas e motivações que levam crianças e adolescentes a se envolverem neste mercado criminoso e as relações deste fenômeno com o mundo do trabalho. Assim, procura entender o fenômeno como uma atividade de essência econômica e caráter comercial e mercantil, que submete crianças e adolescentes ao trabalho do comércio e da indústria do sexo. Faz um resgate histórico da infância na realidade brasileira. Trás um pouco da realidade da exploração sexual no Brasil e no mundo. Apresenta o histórico do fenômeno ao longo da história, as políticas públicas e a luta da sociedade civil no enfrentamento da questão. Analisa as normas legais brasileiras, tais como o Estatuto da Criança e do Adolescente, a Constituição Federal de 1988 e a as normas internacionais internalizadas que tratam sobre o tema. No que se refere à metodologia, a pesquisa apresenta uma abordagem qualitativa e foram utilizadas a pesquisa bibliográfica, documental e de campo. Como instrumento para a coleta de dados foi empregada a entrevista semi-estruturada. Por fim, faz uma análise das falas dos sujeitos entrevistados numa perspectiva hermenêutica-dialética (MINAYO, 1996) PALAVRAS-CHAVES: Exploração Sexual; Crianças e Adolescentes; Trabalho; Políticas de enfrentamento

6 ABSTRACT This study analyzes the inclusion of children and adolescents in sexual exploration phenomenon. Addresses the concept of sexual exploration and its various forms, such as pornography, sexual exploration in tourism, sexual exploration brokered, etc.. Main focus behind the causes and motivations that lead children and teenagers to get involved in this criminal market and the relationship of this phenomenon with the world of work. Thus, attempts to understand the phenomenon as a core economic activity and trade and mercantile character, children and adolescents who submits the work of trade and the sex industry. It recounts the history of childhood in the Brazilian reality. Back a little of the reality of sexual exploitation in Brazil and worldwide. Presents the history of the phenomenon throughout history, public policy and civil society struggle in coping with the issue. Analyzes Brazilian laws, such as the Statute of Children and Adolescents, the 1988 Constitution and international norms internalized that deal with the topic. With regard to methodology, the research presents a qualitative approach was used and the research literature, documentary and field. As an instrument for data collection was employed semi-structured interview. Finally, an analysis of the speech of the interviewees perspective dialectical hermeneutics (MINAYO, 1996). KEYWORDS: Sexual Exploration - Children and Adolescents - Labour - Policies coping

7 Nossas vidas começam a terminar no dia em que permanecemos em silêncio sobre as coisas que importam. Martin Luther Kinh Jr.

8 AGRADECIMENTOS A Deus, responsável pelo que me tornei e pelo que ainda me tornarei. Motivo da minha alegria; sustentáculo em meio à tristeza e ao desânimo. A ti Deus, toda minha honra, todo o meu louvor pra sempre. Ao meu pai, fonte inesgotável de força para prosseguir lutando. À minha mãe, mulher mais importante da minha vida. Às minhas irmãs Jucilene e Jaqueline, amigas e companheiras e maiores torcedoras do meu sucesso. E, aos meus outros nove irmãos. Aos meus sobrinhos Vítor e Eduardo, que quando minhas forças haviam se esgotado na construção desta monografia, tiraram-me do quarto e convenceramme a levá-los para tomar milk shake. Sim, a perturbação de vocês foi muito importante. Ao professor Mário Henrique por ter aceitado me orientar mesmo em meio à defesa de sua tese e compromisso com outras orientandas. À professora Flaubênia Girão pela dedicação, companheirismo, confiança e acima de tudo pela amizade dispensada. O que fez por mim, extra faculdade, demonstrou ser mais que minha coordenadora. À professora Mônica Duarte, que, mesmo sem saber, foi uma das principais responsáveis pela minha paixão à vida acadêmica desde o primeiro semestre. Sua inteligência e conhecimento passados de maneira tão exemplar; seu companheirismo e incentivo e, sua confiança em mim como aluna, se configuraram como alicerces para minha formação e estímulo para continuidade dos estudos. Ao professor Renato Ângelo, primeiro responsável por meu interesse apaixonado em reflexões e categorias sociológicas pautadas neste trabalho. Às professoras Letícia Peixoto, Vívian Matias e Sandra Lima, exemplos de sublime dedicação à formação de novos profissionais e a todos os demais professores e professoras tão importantes em todo o meu processo de construção profissional.

9 A minha supervisora de estágio do IJF - Instituto Dr José Frota, Neubejâmia Rocha Lemos, que participou ativamente em meu processo de formação profissional e tornou mais leve a apreensão da relação teoria-prática neste conturbado hospital. À coordenadora do núcleo de estágio do IJF Nora Rosa Almeida pela dedicação, respeito e amizade e a todas as demais profissionais que me receberam com tanto carinho. Aos meus colegas de classe que participaram em minha construção acadêmica, e, de forma especial, às amigas: Cristina Souza, Marlúcia Rosendo, Mirnna Vasconcelos e Glaucineide Pinto, que tornaram-se amigas mais que especiais. À minha amada Igreja Batista de Henrique Jorge que participou fortemente na construção de meu caráter. Aos meus amigos e amigas, de perto e de longe, que torcem por mim incondicionalmente e são como da família.

10 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ABRAPIA Associação Brasileira CADUNICO Cadastro Único CECOVI Centro de Combate à Violência Infantil CECRIA Centro de Referência, Estudos e Ações sobre Crianças e Adolescentes COPAG Coordenadoria das Organizações do Parque Genibaú CERU Centro de Estudos Rurais e Urbanos CF Constituição Federal CFESS Conselho Federal de Serviço Social CFEP Conselho Federam de Psicologia CMAS Conselho Municipal de Assistência CMDCA Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente CPI Comissão Parlamentar de Inquérito CPMI Comissão Parlamentar Mista de Inquérito CREAS Centro de Referência Especializado de Assistência Social DAS Departamento de Ação Social DCA Delegacia da Criança e do Adolescente DCECA Delegacia de Combate a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes ECA Estatuto da Criança e do Adolescente ESCA Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes ESCA Exploração Sexual Comercial de Crianças e Adolescentes FCEVS Fórum Cearense de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes FUNCI Fundação da Criança e da Família Cidadã IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IDH Índice de Desenvolvimento Humano IPEA Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada IVS Índice de Vulnerabilidade Social LOAS Lei Orgânica de Assistência Social NOB/SUAS Norma Operacional Básica NUCEPEC Núcleo Cearense de Estudos e Pesquisas sobre Criança PESTRAF Pesquisa sobre Tráfico de Mulheres, Crianças e Adolescentes

11 PNAS PSB PSE PETI SESI SEMAS SER SEPLA STDS SUAS TCC UNICEF Política Nacional de Assistência Social Proteção Social Básica Proteção Social Especial Programa de Erradicação do Trabalho Infantil Serviço Social da Indústria Secretaria Municipal de Assistência Secretaria Executiva Regional Secretaria do Planejamento Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social Sistema Único da Assistência Social Trabalho de Conclusão de Curso Fundo das Nações Unidas para Infância

12 SUMÁRIO LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS INTRODUÇÃO CAPÍTULO I O UNIVERSO CONCEITUAL DA EXPLORAÇÃO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES E PERCURSO METODOLÓGICO Percurso Metodológico História Social da Infância e adolescência Infância e Adolescência na Realidade brasileira Entendendo os Conceitos de Exploração Sexual Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes no Mundo Contexto da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes no Brasil Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes no Ceará e Fortaleza.29 CAPÍTULO II TRABALHO, MERCADO DO SEXO E POLÍTICAS DE ENFRENTAMENTO À EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES Trabalho e Trabalho Infanto-juvenil no Mercado do Sexo Políticas de Enfrentamento Cenário Internacional Políticas de Enfrentamento Cenário nacional CPMI/ e CPI O Terceiro Setor no Enfrentamento à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes Políticas Estaduais e Municipais de enfrentamento à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes O papel do CREAS e a Proteção Social Especial no enfrentamento à ESCA Caminhos e descaminhos da Legislação Brasileira no enfrentamento ao Trabalho Infantil e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes CAPÍTULO III UMA ANÁLISE DOS SUJEITOS ENVOLVIDOS A PARTIR DO BAIRRO GENIBAÚ Cenário da Pesquisa Origem e Construção do Bairro Parque Genibaú Apresentação dos Sujeitos da Pesquisa Motivações Para a Entrada no Mercado do Sexo Condições e Relações de Trabalho no Mercado do Sexo Sonhos CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS ANEXOS... 95

13 INTRODUÇÃO Assuntos relacionados a crianças e adolescentes nem sempre estiveram na pauta da agenda pública. Temas como o da Exploração Sexual foram durante muito tempo negados; só a partir de denúncias e movimentos da sociedade civil passou-se a dar visibilidade a questões tão complexas como essa. Estudos apontados pela literatura apresentam o tema como complexo e apontam a situação socioeconômica e histórico-cultural como as principais causas da exploração sexual de crianças e adolescentes. A má distribuição de renda, o desenvolvimento desigual das regiões brasileiras, a pobreza, o desemprego, a ineficácia e ausência de políticas públicas, a concepção ainda vigente das crianças e adolescentes como objetos de dominação, a fragilização das famílias e o consumismo, são as primeiras dessas causas na sociedade atual (COLARES, 2006). Pesquisas ainda mostram que muitos dos adolescentes vítimas da exploração sexual não se consideram explorados e ainda há os que negam que participam do mercado do sexo. Para Leal (2000) o fetichismo da mercadoria é o exemplo do modo pelo qual as formas econômicas do capitalismo ocultam as relações sociais a elas subjacentes, o que pode ser utilizado como ponto de partida para análise de como a exploração sexual é reproduzida ideologicamente, sobretudo para aqueles que não se acham explorados. A motivação para pesquisar o tema se deu pela inserção numa campanha de enfrentamento à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes que está executada no período da Copa das Confederações, e se estenderá até a Copa do Mundo de 2014, idealizada e liderada pela Rede Evangélica Nacional de Ação Social Renas. A campanha conta com articuladores nas doze cidades-sede da Copa do Mundo e tem o objetivo de articular ações junto à sociedade civil para enfrentar o fenômeno. Esta decisão levou-me a participar de alguns espaços de debate e ações importantes, como: o Fórum de Enfrentamento à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, o que me deu oportunidade de discutir o tema com pessoas 11

14 envolvidas politicamente na área, participar de audiências públicas, palestras, ações e treinamentos que, consequentemente, deram um norte à minha pesquisa. O objetivo geral da pesquisa é analisar as motivações que levam crianças e adolescentes ao mercado do sexo no fenômeno da exploração sexual. Ao tempo que os objetivos específicos são: analisar o contexto contemporâneo da exploração sexual e seu enfrentamento; conhecer e analisar as políticas de enfrentamento à exploração sexual de crianças e adolescentes; identificar as possíveis causas e/ou motivações da inserção de adolescentes no mercado do sexo; pesquisar as relações de trabalho no fenômeno da exploração sexual de crianças e adolescentes. Para alcançar meu objetivo, foi necessário realizar uma pesquisa bibliográfica sobre: exploração sexual, infância, políticas de enfrentamento à exploração sexual, trabalho, habitus, dentre outros. Além de aprofundar os conhecimentos acerca da legislação vigente que envolve o tema. O levantamento bibliográfico foi elaborado a partir de livros, cartilhas, artigos científicos, documentos e estudos realizados por institutos de pesquisa. Para a pesquisa de campo e, levando em consideração a natureza do objeto, optei por uma metodologia de abordagem qualitativa, utilizando a entrevista semi-estruturada como instrumento de coleta de informações. E o método hermenêutico dialético como método de análise. A pesquisa aconteceu entre os meses de maio e junho de 2013 e foram realizadas cerca de duas entrevistas com cada um dos três sujeitos selecionados. O trabalho foi dividido em 3 (três) capítulos. Nos dois primeiros referenciei a parte teórica e o percurso metodológico e, no último, apresentei os resultados finais da pesquisa. No capítulo primeiro: O universo conceitual da Exploração Sexual de crianças e adolescentes e percurso metodológico, além das indicações metodológicas, procuro apontar questões históricas e conceituais que possibilitaram uma maior compreensão acerca da infância e adolescência. Além disso, apresentar a realidade da exploração sexual no Brasil e no mundo e a relação deste fenômeno com o mundo do trabalho. 12

15 No capítulo segundo: trabalho, mercado do sexo e políticas de enfrentamento à exploração sexual, apresento as políticas de enfrentamento à exploração sexual nos cenários internacional e nacional, com destaque para os planos nacionais, estaduais e municipais de enfrentamento à exploração sexual, aos documentos conselhos e comitês de enfrentamento; as CPMI S/CPI S realizadas em nível nacional e municipal; e os programas federais, municipais e estaduais e a luta da sociedade civil, o que inclui o trabalho das Ong s, no enfrentamento a exploração sexual de crianças e adolescentes. No capítulo terceiro e último chego ao final deste trabalho apresentando o lócus da pesquisa empírica e suas particularidades, os sujeitos envolvidos e, por fim, a análise final do trabalho. A partir da análise das falas dos sujeitos, colhidas através de entrevistas foi possível revelar a complexidade de suas experiências no mercado do sexo: seus sentimentos, comportamentos, olhares, formas de pensar e de agir. Nas considerações finais apresento minhas tentativas de conclusão, elaboradas, especialmente, a partir da pesquisa de campo realizada. E uma questão importante neste capítulo, diz respeito às motivações que levaram os sujeitos a escolherem o mercado do sexo como fonte de renda e alternativa para resolução de sua segregação social. Iniciei as leituras na perspectiva teórica bourdieusiana, que apresenta o conceito de habitus e quanto mais me aproximava de suas considerações mais crescia o desejo de utilizar o conceito como um aporte teórico, uma categoria que me ajudaria a pensar o real, a mediação entre o singular e o universal, ou seja, a particularidade, o concreto pensado da vida de meus sujeitos, muito embora não me sentisse capaz para isso. Diante do exposto, pretendo com este trabalho tentar responder as seguintes indagações: Que vulnerabilidades levam crianças e adolescentes ao mercado sexo? Essses meninos e meninas se reconhecem explorados e exploradas sexualmente? Qual a visão da sociedade frente ao fenômeno? O que o poder público tem feito para enfrentar o problema? Como a sociedade civil tem se apresentado frente à questão da exploração sexual? 13

16 CAPÍTULO I - O UNIVERSO CONCEITUAL DA EXPLORAÇÃO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES E PERCURSO METODOLÓGICO. 1.1 Indicações metodológicas Uma pesquisa é sempre, de alguma forma, um relato de longa viagem empreendida por um sujeito cujo olhar vasculha lugares muitas vezes já visitados. Nada de absolutamente original, portanto, mas um modo diferente de olhar e pensar determinada realidade a partir de uma experiência e de uma apropriação do conhecimento que são, aí sim, bastante pessoais (DUARTE, 1995.p.01). Este ponto aborda a metodologia utilizada na presente pesquisa. Conforme Demo (1982), a dialética seria a metodologia específica das Ciências Sociais, pois essas ciências possuem especificidades que precisam de uma metodologia própria para suas análises, que devem ver na história não somente o fluxo das coisas, mas igualmente a principal origem explicativa. Completando o argumento, Minayo (1996) diz que a análise dos dados apresenta três possibilidades numa pesquisa qualitativa: a análise de conteúdo, a análise do discurso e a hermenêutica-dialética. Sendo, portanto, para esta autora, o método hermenêuticodialético: [...] O mais capaz de dar conta de uma interpretação aproximada da realidade. Essa metodologia coloca a fala em seu contexto para entendê-la a partir do seu interior e no campo da especificidade histórica e totalizante, em que é produzida (Minayo, 1996, p. 231) Contemplada pela argumentação da autora, acima citada, utilizei o método hermenêutico dialético para a construção dessa pesquisa, compreendendo que este propicia uma maior compreensão da realidade ao permitir analisar o fenômeno com aprofundamento dos dados coletados tendo como base o referencial teórico escolhido, repleto de elementos contraditórios, numa perspectiva da totalidade. Para análise dos dados seguimos três passos propostos por Minayo (2007), sendo eles: 1 Ordenação dos dados: trata-se da transcrição, leitura e organização da entrevistas. Nesta fase foi dada significativa importância aos relatos da observação 14

17 dos participantes: gestos, expressões, entonação de voz, etc.; 2 Classificação dos dados: nesta fase a autora aponta para a importância de se perceber que o dado não existe por si só. A classificação dos dados é constituída tendo como pressuposto um questionamento que fazemos sobre ele, a partir de um arcabouço teórico bem fundamentado; 3 Análise final: momento de retornar a cada tópico e fazer o diálogo e a discussão das falas com o referencial teórico, buscando responder as questões da pesquisa baseada em seus objetivos. A metodologia adotada tem caráter qualitativo. A pesquisa qualitativa foi escolhida como parâmetro de análise, pois segundo Godoy (1995, apud NEVES, 1996), identificam-se nesse tipo de pesquisa as seguintes características: a) ambiente natural como fonte direta de dados e o pesquisador como instrumento fundamental; b) caráter descritivo; c) o significado que as pessoa dão às coisas e à sua vida como preocupação do investigador; d) enfoque indutivo. Além disso, a pesquisa qualitativa aborda questões subjetivas, trabalha no universo dos significados, valores e aspirações (Minayo, 1996). De acordo com Campos (2004, p.43) dentro do quadro referencial da metodologia qualitativa destacam-se: a história oral, biografia, autobiografia e história de vida. Optamos por fazer a pesquisa nas pegadas da história de vida por entender a importância da escuta qualificada para uma análise hermenêuticodialética bem elaborada, bem como pelo fato de nossos sujeitos serem pessoas jovens e/ou adultas que viveram situação de exploração na infância e/ou adolescência. A metodologia História de Vida é fruto da Escola de Chicago 1 : [...] Pelo termo história de vida designamos metodologias e métodos muito diferentes, seja pela qualidade da presença do pesquisador na coleta de dados, seja pela análise dos materiais, seja pelo tipo de hipóteses científicas que ela verifica (CIPRIANI et al, 1975 apud SANTOS IMM, SANTOS RS, 2008, p. 02). Entendemos, portanto, que o objetivo do método história de vida é ter acesso a uma realidade que ultrapassa o narrador, ou seja, permite ao entrevistador 1 Por Escola de Chicago costuma-se designar um conjunto de trabalhos de pesquisa sociológica realizado, entre 1915 e 1940, por professores e estudantes da Universidade de Chicago. Caracterizase antes de tudo pela pesquisa empírica. (BARROS e SILVA ). 15

18 relacionar as facetas do mundo subjetivo do narrador com os fatos sociais que o circulam. A proposta quanto ao tipo de pesquisa é bibliográfica, documental e pesquisa de campo, pois, como bem nos alerta Goldemberg (2004), é necessário conhecermos bem o tema a ser pesquisado, utilizando para isso todos os recursos disponíveis; para tanto procurarei realizar uma pesquisa bibliográfica com o objetivo de construir um quadro teórico fundamentado em autores com trabalhos publicados relacionados ao meu tema. Os livros são, portanto, minha principal fonte de pesquisa, pois, segundo Carlos Gil, constituem as fontes bibliográficas por excelência (GIL, 2002, p.44). Para a pesquisa documental, me reportei a documentos; legislações vigentes, como artigos da Constituição Federal, Estatuto da Criança e do Adolescente e outros; projetos de leis; relatórios nacionais, estaduais e municipais; documentários; dados estatísticos; reportagens; filmes, dentre outros, como fontes importantes de análise. Como o propósito desta pesquisa é refletir a complexidade real do fenômeno da exploração sexual de crianças e adolescentes, entendemos como Bourdieu (2005), que não podemos capturar a lógica mais profunda do mundo social a não ser por um processo de submersão na particularidade de uma realidade empírica, historicamente situada. Portanto, mergulhei na pesquisa de campo, pensando a atitude investigativa como: a manifestação de um processo que envolve o questionamento permanente dos fatos, (...) superando os limites impostos pela realidade social e pelo conhecimento acumulado pelas ciências. (Batini, 1991 apud BOURGUIGNON, 2007, p. 50) Para a coleta dos dados o instrumento selecionado foi a entrevista - coletada via áudio gravação - com jovens e adultos, hetero, homo e/ou bissexuais, moradores(as) do bairro Parque Genibaú e, que, quando crianças e/ou adolescentes, estiveram em situação de exploração sexual. Utilizamos um roteiro prévio na modalidade de entrevista semi-estruturada, que dava aos meus sujeitos liberdade para falar de suas histórias. Este roteiro de perguntas foi alterado durante o meu percurso em campo por perceber outras possibilidades e ainda alguns 16

19 percalços que se, não enfrentados, poderiam atrapalhar o alcance de meu objetivo. Como referencia Goldemberg (2004, p. 79) os instrumentos devem ser corrigidos e adaptados durante todo o processo de trabalho, visando aos objetivos da pesquisa. Os sujeitos que compuseram a amostra desta pesquisa foram selecionados por acessibilidade e conveniência. De acordo com Gil (2011) este tipo de amostragem não apresenta um rigor mais apurado como outros tipos de amostragem, permitindo que o investigador, nas pesquisas exploratórias e qualitativas, escolha os elementos mais acessíveis do universo em questão, sem determinação prévia de quantidade. Isso porque: Numa metodologia de base qualitativa o número de sujeitos que virão a compor o quadro das entrevistas dificilmente pode ser determinado a priori tudo depende da qualidade das informações obtidas em cada depoimento, assim como da profundidade e do grau de recorrência e divergência destas informações (DUARTE, 1995.p.01). Para conhecer as ações do poder público municipal fizemos uma pesquisa documental e exploratória oriundos da SDH - Secretaria de Direitos Humanos, órgão responsável pelas ações de enfrentamento ao fenômeno, no objetivo de coletar dados que conjugados à utilização de análise dos documentos citados acima serviram-me como fontes fidedignas de informações. A última fase consistiu na análise dos dados, que após sistematizados, foram transcritos e analisados com base no método de análise escolhido, hermenêutico-dialético. Espero que, com as escolhas desses procedimentos metodológicos e técnicas de coleta de dados, tenha conseguido responder à questão central da pesquisa, ou seja, as motivações para a inserção de meninos e meninas como trabalhadores e trabalhadoras no mercado do sexo. 1.2 História social da infância e adolescência Segundo Guerra (2001) existem fortes barreiras para se recuperar a trajetória da criança e do adolescente, devido à ausência de documentos que tratem do assunto. Apesar deste fato, alguns autores se debruçaram nesta tarefa. Dois deles são os que aparecerão com ênfase neste item: Philippe Ariès (2006) com a obra História Social da Família e Del Priore (2000). 17

20 Para Ariès a sociedade medieval não reconheceu a infância, tampouco a adolescência. Nesta velha sociedade tradicional se via mal essas duas fases da vida, que eram muito curtas, uma vez que cedo eram colocadas em meio aos adultos e partilhavam seus costumes, trabalhos e jogos. De criancinha pequena, ela se transformava imediatamente em homem jovem, sem passar pelas etapas da juventude, que talvez fossem praticadas antes da Idade Média e que se tornaram aspectos essenciais das sociedades evoluídas de hoje (ARIÈS, 2006, p. 09). De acordo com este autor, embora as etapas da vida fossem bem demarcadas, não havia diferença entre infância e adolescência. A ideia de infância era associada à dependência e só se saía dela se saísse dessa condição. Por conseguinte, a noção de adolescência que temos hoje inexistia nesse período da história. Só no século XVIII, a partir de personagens da literatura e com a preocupação de políticos com a moral, é que passa a ser pressentida a noção de adolescência. É neste momento que o autor indica um novo lugar assumido pelas crianças e adolescentes, e também das famílias, na sociedade industrial que se iniciava. O processo de escolarização e de enclausuramento e a transformação da família em um lugar de afetividade necessária, são elementos distintos apresentados por este autor para apresentar a nova etapa em que entrariam crianças e adolescentes. Segundo Guerra (1996 Apud BARROS, 2008) o momento de preparação escolar coincide com a transição do feudalismo para o capitalismo e com o desejo da burguesia em educar de uma forma especial seus filhos, isto é, prepará-los em termos das atividades que deveriam exercer quando adultos, bem como aquelas necessárias para enfrentar adequadamente o poder da aristocracia (p.27). A disciplina era a palavra de ordem. Para Ariès (2006) era por meio da organização dos colégios, através das pedagogias, e divisão por série, que se precisava completar que se introduziria a nova disciplina. Os mestres e diretor seriam autoridade superior e o sistema disciplinar altamente rigoroso, inexistente na Idade Média, caracterizava-se em três 18

21 pontos principais: a vigilância constante, a delação erigida em princípio de governo e em instituição e a aplicação ampla de castigos corporais. Segundo Foucalt (2006 apud BARROS, 2008) os colégios se constituíam como lócus privilegiado para construção de corpos dóceis e úteis, baseada numa disciplina voltada para a ordem e os interesses do adulto, e porque não dizer da sociedade capitalista. Ariès declara que é em meados do século XIX o adolescente deixa de ser confundido com a criança. Não mais se ligavam a infância e adolescência à fraqueza; crianças e adolescentes não eram afastados dos adultos; relaxam-se a disciplina, o castigo corporal, as humilhações, para dar abertura a um novo processo: tratava-se agora de despertar na criança a responsabilidade do adulto, o sentido de sua dignidade. (p.119). Sentimento que desconsidera a condição de sujeito em desenvolvimento. Depois deste pequeno resumo da historiografia internacional da infância e adolescência, considerado importante para iniciar esta reflexão, entendemos como necessário compreender o percurso desta historiografia na realidade brasileira. No próximo item apontamos as especificidades do legado histórico e social da infância e adolescência em nosso país para perceber como este foi determinante para o tratamento do tema nos dias atuais. 1.3 Infância e adolescência na realidade brasileira Para Rocha et al (2011), para que haja uma maior compreensão acerca da problemática, é necessário que coloquemos o tema inserido num contexto histórico-social de uma sociedade marcada por uma realidade de violência endêmica e de profundas raízes culturais. É o que nos propomos fazer neste ponto. No século XVI Ramos (2000) classifica a história das crianças nas naus portuguesas como uma história trágico-marítima. As crianças pobres eram arrancadas dos pais e entregues às embarcações portuguesas para servirem de grumetes ou pagens e órfãs do Rei. Segundo este autor os grumetes eram auxiliares dos marinheiros, geralmente filhos de famílias humildes e tinham entre nove e dezesseis anos. Para 19

22 eles eram separadas as tarefas mais pesadas, que normalmente seriam desempenhadas por homens, e sem pausa para descanso; trabalhavam sem proteção nenhuma, correndo sempre riscos de sofrer inúmeros acidentes; dormiam em dormitórios imundos; suas roupas eram sujas e ocupavam o pior lugar da hierarquia marítima: (...) Estes grumetes são a gente mais rasteira do navio (...) e só servem para lançar os cabos acima, mas não sobem aos mastros, nem passam do convés. Fazem todo o serviço pesado do navio, ajudam como criados aos marinheiros, que lhes batem e os repreendem muito; não podem tampouco menear o leme e não há trabalho algum, quer fora, quer dentro do navio, que eles não sejam obrigados a fazer, como baldear o navio e dar à bomba; e este último serviço só a eles pertence, salvo se por algum caso fortuito o navio fizer mais água do que é costume (LOPES & FRUTUOSO apud LAVAL, 2003: s/p). Os pagens tinham uma rotina menos árdua que a dos grumetes, pois lhes cabia o trabalho de servir as mesas dos oficiais, arrumarem as camas e os camarotes, mas eram submetidos às mesmas situações de exploração e violência que os grumetes. Tinham um dia-a-dia difícil e sofrido em alto mar: crianças, mesmo acompanhadas dos pais, eram violentadas por pedófilos (idem, p. 19). Ainda para este autor, neste período em Portugal, havia muitas crianças órfãs de pais. Essas crianças eram arrancadas de suas mães e também compunham as embarcações que vinham para o Brasil junto com os grumetes e pagens. Sendo chamadas de órfãs do rei, essas meninas, que eram brancas, pobres e menores de 16 anos eram vendidas, tendo que ser guardadas e vigiadas cuidadosamente a fim de manterem-se virgens, pelo menos, até que chegassem à colônia (p. 19) ou serviam como prostitutas. Temos, portanto, registrado na história de nosso país, à época do Brasil colônia, crianças e adolescentes vivendo sem proteção alguma, onde o único valor que lhes era atribuído devia-se a sua força de trabalho. A expectativa de vida das crianças e adolescentes era de apenas 14 anos de idade e, para cada duas crianças que nasciam, uma morria até chegar aos sete anos. Um dos principais motivos para que isso ocorresse era o fato de as mesmas serem tratadas como animais e verem toda sua energia sugada na exploração de sua mão-de-obra (PRIORE, 2000, p. 20). 20

23 Meninos e meninas em total vulnerabilidade social. Como aponta Ribeiro (1995) viviam desnutridas, maltrapilhas e descalças, sendo subjugadas a uma labuta diária de gente grande ; pequenos escravos condenados ao trabalho extrativista, considerados como coisas e manipulados com objetivos puramente pecuniários; onde era tirado de cada um o maior proveito possível (p. 212). No século XVI as crianças continuavam a ser utilizadas para a satisfação dos adultos; desta vez a dos padres Jesuítas da Igreja Católica, através de uma rígida educação, como bem nos afirma Barros (2008, p.34): A importância desde cedo atribuída ao ensino dos meninos, indígenas e também europeus recém-chegados, ensejou mais que a mera transferência de conhecimentos e doutrinas, pois a vigilância e o enquadramento da juventude estiveram sempre presentes. Numa perspectiva de estruturação de um rígido sistema disciplinar, análogo aquele apontado por Ariès no princípio da escolarização européia, não se abria mão dos castigos físicos, comuns no contexto de ensino e catequese. Ensinava-se, desse modo, diferente relação com o corpo, agora macerado e domado, convertido pela sujeição e o temor. Segundo Holanda (1994), apesar de a Igreja ter obtido êxito na conversão de algumas crianças e adolescentes nativas e europeias, muitas delas resistiam não apenas à religião proposta como também à exploração de seu trabalho nos canaviais. Segundo Priore (2000) até o século XVIII, enquanto o Código Filipino 2 fixava a maioridade de 12 anos para as meninas e de 14 anos para os meninos, para a Igreja, a criança tornava-se adulta aos sete anos. Para as crianças filhas de escravos, a partir de 28 de setembro de 1871, com a Lei do Ventre Livre, essa questão ficou definida da seguinte maneira: Art. 1.º - Os filhos de mulher escrava que nascerem no Império desde a data desta lei serão considerados de condição livre. 1.º - Os ditos filhos menores ficarão em poder o sob a autoridade dos senhores de suas mães, os quais terão a obrigação de criá-los e tratá-los até a idade de oito anos completos. Chegando o filho da escrava a esta idade, o senhor da mãe terá opção, ou de receber do Estado a indenização de 2 As Ordenações Filipinas são um conjunto de leis tanto de direito material quanto de direito processual coligidas ao tempo do domínio espanhol sobre a Coroa lusitana. Resultaram da reforma feita por Felipe II da Espanha (Felipe I de Portugal) ao Código Manuelino, durante o período da União Ibérica (1580 a 1640). Passaram a viger em 1603 e continuaram vigentes em Portugal ao final da União, por confirmação de D. João IV. Até a promulgação do primeiro Código Civil brasileiro, em 1916, estiveram também em vigor no Brasil. Disponível em: Acesso em: 15 de maio de

24 600$000, ou de utilizar-se dos serviços do menor até a idade de 21 anos completos. No primeiro caso, o Govêrno receberá o menor e lhe dará destino, em conformidade da presente lei (LEI Nº 2040 de ). A Lei do Ventre Livre fora uma maneira de iniciar a abolição da escravatura por uma pressão, especialmente inglesa, ao Brasil. Com a Lei vemos que aos filhos de escravos era garantido o tempo apenas de até oito anos para ser criança. O senhor de escravos tinha a obrigação de mantê-los até essa idade; a partir daí lhes era garantido o direito de utilizá-las como mão de obra escrava até que estes completassem vinte e um anos, quando poderiam receber alforria. Priore (2000) afirma não existir registros para se conhecer como era a infância das crianças e adolescentes filhos de escravos, entretanto, podemos imaginar como se dava a transição da infância (até sete anos) para a adolescência. Segundo este autor, apesar de as crianças filhas de escravos terem uma infância difícil, era neste momento de transição que elas se davam conta de seu grau de inferioridade em relação aos filhos dos brancos. As exigências dos senhores eram claras e indiscutíveis, afinal, começava ali seu processo de exploração e este precisava ser o mais abissal possível a fim de extrair o máximo de suas forças até que estes chegassem aos vinte um anos de idade. Quando ainda adolescentes, as meninas filhas de escravos eram objetos de desejo dos homens brancos e, com isso, utilizadas pelos moços brancos para inseri-los na iniciação da prática sexual, muitas vezes com consentimento dos pais das pequenas escravas, uma vez que isso poderia render a família algum retorno financeiro. Não seria extravagância nenhuma concluir (...) que os pais, dominados pelo interesse econômico de senhores de escravos, viram sempre com olhos indulgentes e até simpáticos a antecipação dos filhos nas funções genésicas. (...) até as mães mais desembaraçadas empurravam para os braços dos filhos já querendo ficar rapazes e ainda donzelos, negrinhas e mulatinhas capazes de despertá-los da aparente frieza ou indiferença sexual (...). O que a negra da senzala fez foi facilitar a depravação com sua docilidade de escrava: abrindo as pernas ao primeiro desejo do senhor moço. Desejo não, ordem. Afinal, o que sempre se apreciou foi a idéia de homem raparigueiro, (...) deflorador de mocinhas (FREYRE, 2002, p. 470). Entende-se aqui, juntamente com Faleiros (2000), o quanto a formação social, econômica e cultural de nosso país, alicerçada na colonização e na 22

25 escravidão, acabou por auxiliar a produção de tipos de violência empreendidos contra esse público específico, inferiorizado pela raça/cor, gênero e/ou idade. Segundo Guerra (2001) essas desigualdades sociais em que viveram e vivem os brasileiros tem reflexo direto na condição de vida de nossa infância e adolescência. No Brasil, 27,3 milhões de crianças e adolescentes são pobres, residindo em domicílios com renda per capita até meio salário mínimo encontrandose em situação de grande vulnerabilidade 3. Estudos do UNICEF (2010) afirmam que dados socioeconômicos apontam que a maioria das crianças e adolescentes no Brasil passa sua primeira infância em situação de pobreza, indicando bastante vulnerabilidade às violações de direitos o que poderá acarretar consequências sérias para o resto de suas vidas. O mesmo estudo apresenta a vulnerabilidade infanto-juvenil com destaque aos processos sociohistóricos de dominação expressos em situação de dominação e violência. Colares (2006) aponta que no Brasil são vários os indícios oferecidos, desde os primórdios, de uma erotização do corpo feminino, especialmente da pobre, negra e jovem. Isto vendeu para fora, por uma rede de exploração sexual no turismo, uma imagem de uma sexualidade tropical fundamentada no carnaval, no samba, nas mulatas e nas belas praias, o que para Guidens (1996 Apud LEAL, 1999), [...] pode fortalecer nas sociedades machistas desejos que vão se internalizando de tal maneira, que é preciso descarregar esta energia erótica numa dada prática sexual, o que historicamente era realizada em prostíbulos, hoje existem outros estabelecimentos e formas sofisticadas, envolvendo crianças e adolescentes, como: a pornografia na internet; o turismo sexual (folders, books, etc.); os classificados de jornais e outros meios de comunicação, ligados em redes globalizadas do sexo, os quais se constituem em verdadeiros espaços de busca sexual e erotismo (Idem, p. 17). Interessante observar que Estudos de Leal (1999) comprovam que no fenômeno da exploração da sexual de crianças e adolescentes no Brasil a maioria das vítimas é do sexo feminino, de cor negra e oriunda de família de baixa renda. 3 Mensagem Presidencial referente ao Plano Plurianual 2008/2011 do Governo Federal 23

26 1.4 Entendendo os conceitos da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes Segundo o CECRIA - Centro de Referência, Estudos e Ações sobre Crianças e Adolescentes 4 a década de 1990 representou um marco no avanço conceitual da exploração sexual de crianças e adolescentes, pela importância e visualização que se deu ao tema, no entanto, até os dias de hoje não se chegou a um consenso sobre este conceito. Com base nas informações do I Congresso Mundial de Combate a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, Libório (2004) esclarece que se podia vislumbrar quatro dimensões da exploração sexual: prostituição infanto-juvenil, pornografia, turismo sexual e tráfico de crianças e adolescentes para fins de exploração sexual. Ainda segundo a autora essas modalidades relacionam-se entre si e influenciam umas as outras formando um círculo vicioso difícil de ser enfrentado. Segundo CECOVI Centro de Combate a Violência Infantil (2008), desde a década de 1990 a utilização de crianças e adolescentes no mercado do sexo era vista como prostituição infanto-juvenil. Até este momento não se haviam ainda aprofundado os estudos sobre o tema. Mais tarde estudos mostraram que prostituição não seria o termo que melhor se adequasse no caso de crianças e adolescentes por se entender que sua condição especial de desenvolvimento impede uma escolha ou opção, ficando então exploração sexual comercial o termo adotado. Saffiot (1995) empreende na mesma linha de raciocínio ao reconhecer que o conceito de prostituição infanto-juvenil não é correto por se tratar de uma forma de inserção ilegal e precoce de trabalho. Como vimos desta década até a presente data o fenômeno da exploração sexual de crianças e adolescentes ESCA vem passando por várias mudanças conceituais, seja pelo percurso histórico, seja pela complexidade do fenômeno e as especificidades dos tipos de violência abarcadas no termo. Para Faleiros (2000), todos os avanços terminológicos e conceituais foram conquistados pelas lutas da sociedade civil e a divergência conceitual remete a uma discussão de cunho epistemológico para conceituação, e não apenas a uma divergência semântica. 4 Disponível em Acesso em: 12 de abril de

27 Percebemos que, mesmo com os avanços, há uma certa dificuldade em se concluir quanto ao conceito. Para Faleiros o uso sexual de menores de idade com fins lucrativos é nomeado ora como prostituição infanto-juvenil, ora como abuso sexual, e em outros momentos como exploração sexual comercial (2000, p. 9). Neste trabalho, usaremos o termo exploração sexual de crianças e adolescentes. Segundo Scandola (2011 apud GONÇALVES, 2008) em grande parte dos documentos oficiais e/ou das campanhas realizadas no Brasil, a exploração sexual é conceituada sem a sua inserção nas realidades específicas, e também tomada como uma forma de violação de direitos genérica, percebida no senso comum como restrita à relação entre agressor (ou cliente) e a vítima (a criança ou adolescente) (p. 9). Estas posturas deixam fora de sua compreensão, componentes importantes para o entendimento da violação, sua complexidade e extensão de responsabilidades pelas violações de direitos (p. 9). Já Santos (2007) considera exploração sexual apenas a prática involuntária da prostituição, e no caso de existir agenciador. Para ele, qualquer forma de equivalência entre prostituição infanto-juvenil e exploração sexual de crianças e adolescentes não passa de uma visão moralizante que rejeita o direito de adolescentes de exercerem o trabalho sexual com protagonismo e a prostituição infanto-juvenil passa a ser proibida como se fosse sempre exploração sexual. Enquanto isso, em termos gerais, de acordo com Faleiros (1998 apud LEAL, 1999 p. 09) entende-se por exploração sexual comercial: [...] uma violência sexual sistemática que se apropria comercialmente do corpo, como mercadoria para auferir lucro. Mesmo inscrito como autônomo sem intermediários, o uso (abuso) do corpo, em troca de dinheiro, configura uma mercantilização do sexo e reforça os processos simbólicos, imaginários e culturais machistas, patriarcais, discriminatórios e autoritários. (FALEIROS, 1998 apud LEAL 1999, p. 09). E Taquette (2007, p. 59) completa: [...] algum tipo de transação comercial ou alguma troca e/ou benefício em dinheiro, ofertas ou bens por intermédio da exploração sexual de menores de 18 anos. Ocorre uma relação de mercantilização e abuso de poder do corpo de crianças e adolescentes por exploradores sexuais (mercadores) 25

28 organizados em redes de comercialização local ou global (mercado) e por consumidores de serviços sexuais pagos (demanda). É na linha de pensamento desses dois últimos autores que embasamos nossa pesquisa. E, para uma melhor compreensão, definiremos cada uma das modalidades em que se insere a exploração sexual. Pornografia a definição legal varia de acordo com cada país. Segundo a Save The Childeren (2005) é qualquer exposição de crianças e adolescentes em atividades sexuais simuladas ou explícitas, ou de seus órgãos genitais para propósitos sexuais. Exploração sexual agenciada é intermediada por pessoas ou serviços, como bordéis, serviços de acompanhamento e clubes noturnos. Exploração sexual não-agenciada - É a exploração sexual de crianças e adolescentes sem a presença do intermediário. A exploração sexual agenciada e não-agenciada acontece em diversos cenários, muitas vezes facilitadas por diferentes atividades econômicas, como por exemplo: turismo, transporte de carga, construção civil e nos centros urbanos. Turismo para fins de exploração sexual ou exploração sexual no turismo 5 é a organização de excursões turísticas com o objetivo de proporcionar prazer sexual aos turistas estrangeiros com os moradores locais. Para Faleiros (2004) é essa a modalidade que mais envolve a atividade econômica e é a que apresenta maior perigo ao jovem pobre que quer se inserir no mundo do consumo. Tráfico para fins de exploração sexual é o recrutamento, transporte e recebimento de pessoas, por meio de trabalho forçado ou até mesmo escravo para fins de exploração sexual ou remoção de órgão (Save The Childeren, 2005). 5 O termo turismo sexual foi utilizado até meados de 2011, quando o Ministério do Turismo declarou que um crime não pode ser conceituado como uma modalidade turística (BRASIL, 2011). Apesar disso, não podemos negar os modos de exploração sexual comercial organizados e coordenados por redes do trade turístico que lucram com um mercado de compra e venda de sexo. Não deixando, portanto, em nosso entendimento de a exploração sexual se configurar também como uma modalidade turística. 26

29 Segundo Leal (2004) o governo dos Estados Unidos calcula que a exploração sexual é a maior causa para o tráfico internacional. Nessa modalidade as pessoas traficadas são usadas não apenas para atividades sexuais, mas também no trabalho forçado e escravo, tráfico de órgãos e adoção. Uma forma de escravidão da atual modernidade Exploração Sexual de crianças e adolescentes no mundo O Fundo das Nações Unidas para a Infância - UNICEF afirma existirem 150 milhões de meninas e 73 milhões de meninos menores de 18 anos vítimas de exploração sexual no mundo 6. Apesar dos números, Faleiros (2000) adverte para o cuidado com esta questão, por se tratar de uma situação de violência, onde qualquer estatística é apenas uma prévia do que realmente está acontecendo, uma vez que trata-se de denúncias. O UNICEF Declara ainda que cerca de 100 mil crianças são vítimas de exploração sexual nas Filipinas; em Bangladesh, a média de idade dos menores que são vítimas de exploração sexual é de 13 anos; enquanto isso, nas praias do Quênia, 150 mil crianças e adolescentes são prostituídas diariamente por turistas de países mais ricos. Estatísticas mostram que, no Nepal, o tráfico chega a atingir 7 mil crianças e adolescentes por ano; outras dizem que chega a 12 mil. Essas crianças são levadas, principalmente para o país vizinho, a Índia. Algumas dessas meninas são vendidas tendo apenas seis anos de idade, e há relatos de que a maioria destas chegam a receber muitos clientes num mesmo dia para atender necessidades básicas, como saciar a fome com um prato de comida O contexto da exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil Segundo Leal (1999) a exploração sexual no Brasil se apresenta de quatro formas. A primeira se dá em lugares fechados, com maior freqüência em regiões de garimpos onde se caracteriza por cárcere privado, vendas, tráfico, leilões de virgens, mutilações, desaparecimento, entre outros. A segunda se dá com crianças e adolescentes em situação de rua e/ou de abuso sexual. A terceira, por meio do turismo e da pornografia em regiões com maior fluxo de pessoas, com 6 Disponível em: Acesso em: 12 de maio de

30 concentração nas capitais e regiões do nordeste. A quarta se dá no turismo portuário, com maior concentração na região norte do país e fronteiras nacionais e internacionais do centro-oeste. Por se tratar de uma questão complexa e cheia de tabus, a exploração sexual de crianças e adolescentes manteve-se invisível no Brasil e no mundo até a década de Especificamente no Brasil essa invisibilidade deu-se por ser um país culturalmente machista e moralista, bem como pela tolerância social ao tema. Diante da visível de impunidade de tal crime, profissionais da justiça, pessoas da sociedade civil em geral e ONG S que trabalham na defesa de direitos humanos começaram a se articular em movimentos que enfrentassem o problema. Hoje o tema ganha prioridade nas agendas públicas de governos democráticos e especialmente da sociedade civil organizada, além de estar presente também em estudos acadêmicos (FALEIROS, 1999). Em 1992, trabalhos como o de Gilberto Dimenstein em Meninas da Noite: a prostituição das meninas-escravas do Brasil, que denunciava o tráfico de meninas para fins sexuais, e ainda o dossiê Crianças da Amazônia, que denunciava crianças em situação de escravidão sexual nos garimpos do norte do país trouxeram visibilidade à questão. Ainda nesta década, a divulgação de um documento dá a sociedade uma visibilidade ainda maior sobre o tema; matérias divulgadas em todo sistema de comunicação mostram ao mundo como o fenômeno se apresenta no Brasil (SERPA, 2009). Com toda repercussão midiática, o Congresso Nacional instaura no início da década de 1990, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da prostituição para apurar o caso. Enquanto isso, representantes do mundo todo se preparam para participar de um evento que marcará o enfrentamento ao fenômeno, o I Congresso Mundial de Combate à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes em 1996 em Estocolmo. É então nesse período que surge uma reflexão no que diz respeito à terminologia e o termo prostituição infanto-juvenil passa a ser questionado. O universo, lamentavelmente amplo, de vulnerabilidade social, que alcança um número cada vez maior de crianças e adolescentes, leva-as a uma vitimização pela prática 28

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