PLANO DE CURSO. Instituição: SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL - SENAC SÃO PAULO

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1 PLANO DE CURSO Instituição: SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL - SENAC SÃO PAULO CNPJ: / Data: 09 de abril de 2012 Número do Plano: 169 Eixo Tecnológico: GESTÃO E NEGÓCIOS HABILITAÇÃO TÉCNICA DE NÍVEL MÉDIO Curso: TÉCNICO EM SEGUROS Carga Horária: 800 horas Qualificação Técnica de Nível Médio de Assistente Administrativo Carga Horária: 160 horas Ato de Autorização: Conselho Regional do Senac São Paulo, conforme Resolução nº 06/2012, de 31/01/2012. Vigência: Este Plano de Curso é válido para turmas iniciadas a partir de 31/01/2012.

2 1. JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS A Habilitação Técnica de Nível Médio em Seguros Eixo Tecnológico Gestão e Negócios de acordo com o Catálogo Nacional de Cursos Técnicos de Nível Médio instituído pela Resolução CNE/CEB nº 03/08 fundamentada no Parecer CNE/CEB nº 11/08, atende ao disposto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) Lei Federal nº /96, no Decreto Federal nº /04, na Resolução CNE/CEB nº 04/99 e no Parecer CNE/CEB nº. 16/99 do Conselho Nacional de Educação, na Lei 4594/64 que regula a profissão do Corretor de Seguros, no Decreto /65 que regulamenta a profissão de Corretor de Seguros de Vida e de Capitalização, no Decreto-Lei nº 73/66 do Sistema Nacional de Seguros Privados alterado pela Lei Complementar nº 126/2007 que dispõe sobre a política de resseguro, retrocessão e sua intermediação, as operações de co-seguro, as contratações de seguro no exterior e as operações em moeda estrangeira do setor securitário, na Lei Complementar nº 109/2001 que dispõe sobre o Regime de Previdência Complementar e dá outras providências, no Regimento das Unidades Educacionais Senac São Paulo e demais normas do sistema de ensino. Segundo o Portal do Sistema de Representação Institucional do Mercado de Seguros, Previdência Privada, Saúde Suplementar e Capitalização 1, a prática da mutualidade, um dos fundamentos da atividade seguradora, é tão antiga quanto a civilização. Conforme registros históricos, datado de anos a.c, há um documento, o qual pode nomear de contrato de seguros firmado entre condutores de caravanas da Mesopotâmia. Este instrumento era utilizado para garantir a proteção contra a perda de burros usados no transporte, quando esses caíam vítimas de feras ou de ladrões. Alguns especialistas no assunto afirmam que o segmento de seguro e da previdência foram criações dos jesuítas, especificamente do Padre José de Anchieta, que era incentivador do mutualismo ligado à assistência. Identifica-se que a primeira regulamentação da atividade seguradora está datada de 1791, a partir da promulgação das Regulações da Casa de Seguros de Lisboa e somente em 1808, com a abertura dos portos brasileiros, se dá o início das atividades relacionadas ao seguro marítimo, através da Companhia de Seguros Boa Fé, sediada na Bahia; sendo a primeira seguradora a funcionar no país. Segundo o anuário Estatístico da SUSEP: 2 Com a promulgação da Constituição de 1937 (Estado Novo) foi estabelecido o "Princípio de Nacionalização do Seguro", já preconizado na Constituição de Em conseqüência foi promulgado o Decreto n 5.901, de 20 de junho de 1 Viver Seguro, disponível em:< e< Acesso: 3 fev Anuário Estatístico da SUSEP Disponível em: Acesso em: 6 fev

3 1940, criando os seguros obrigatórios para comerciantes, industriais e concessionários de serviços públicos, pessoas físicas ou jurídicas, contra os riscos de incêndios e transportes (ferroviário, rodoviário, aéreo, marítimo, fluvial ou lacustre), nas condições estabelecidas no mencionado regulamento. A operação securitária é regulamentada e fiscalizada pelo Estado, sob a competência do Ministério da Fazenda 3, por meio do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) 4 e da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) 5. Integram o mercado segurador brasileiro as seguradoras, corretoras, resseguradoras e entidades abertas de previdência privada, conforme dados da tabela abaixo: 116 Seguradoras 19 Empresas de Capitalização 25 Entidades de Previdência Privada Corretores de Seguro 32 Corretores de Resseguro 93 Resseguradoras Fonte: SUSEP. Acesso em: out Segundo estatísticas da SUSEP o mercado de seguros brasileiro constitui uma parcela importante da economia cerca de 3,52% do PIB (ou 5,17%, se considerados com os planos de saúde). Este setor, que durante as décadas de 70 e 80 do século XX esteve estagnado por conta da inflação elevada que dificultava o planejamento financeiro, adquiriu estabilidade após a década de 90, com o Plano Real 6. Seguradoras estrangeiras se instalaram no Brasil, o que aumentou a concorrência, propiciou a melhora da qualidade do serviço oferecido e impulsionou o crescimento do mercado. Ainda mais recentemente, em 2007, o mercado de seguros brasileiro teve sua legislação alterada e passou a operar sem a retaguarda de um monopólio estatal ressegurador (IRB Instituto de Resseguros do Brasil 7 ), como vinha ocorrendo desde o Governo de Getúlio 3 Ministério da Fazenda. Disponível em: < Acesso em: 20 out CNSP. Disponível em: Acesso em 20 out SUSEP. Disponível em: < Disponível em: 20 out Ministério da Fazenda. Disponível em: < Acesso em: 20 out Plano Real: o programa brasileiro de estabilização econômica. 7 IRB- Disponível em: <http://www.bcb.gov.br/pre/composicao/irb.asp>. Acesso em 22 dez

4 Vargas 8. Isso criou ainda mais oportunidades de emprego, com a instalação de quase uma centena de resseguradores nacionais e estrangeiros. Para os próximos anos as expectativas são de elevado desenvolvimento, o que deve ser motivado por diversos fatores, como: o aumento do crédito, da frota de automóveis e do setor de construção civil, do desenvolvimento do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) 9, do crescimento das classes A, B e C 10 e, ainda, pelos preparativos para a Copa do Mundo de 2014 e para as Olimpíadas de O contrato de seguro é o instrumento pelo qual pessoas e empresas, mediante o pagamento de uma quantia, transferem as consequências econômicas dos prejuízos que podem vir a sofrer para as seguradoras. Sendo assim, os seguros são a forma mais eficiente e organizada para proteção contra os efeitos danosos dos riscos, assegurando a continuidade e o resultado da atividade das empresas, protegendo o patrimônio, a saúde financeira e a renda das famílias. Diante desse cenário o objetivo do curso é capacitar profissionais que possam atuar na operação de seguros, resseguros, distribuição e serviços correlatos. O Senac São Paulo, considerando esses aspectos, oferece esta habilitação técnica de nível médio, em consonância com sua Proposta Pedagógica, respeitando valores estéticos, políticos e éticos, mantendo compromisso com a qualidade, o trabalho, a ciência, a tecnologia e as práticas sociais relacionadas com os princípios da cidadania responsável e da sustentabilidade ambiental. A Instituição se propõe a dar continuidade à atualização deste Plano de Curso, para acompanhar as transformações tecnológicas e socioculturais do mundo do trabalho, especialmente no mercado de seguros brasileiro, mediante contato permanente com especialistas da área e do setor produtivo. 2. REQUISITOS DE ACESSO Para matrícula na Habitação Técnica de Nível Médio em Seguros o candidato deve estar cursando, no mínimo, a 2ª série do Ensino Médio. Documentos: Requerimento de Matrícula. Documento de Identidade (RG) (cópia simples). 8 Getúlio Vargas, presidente do Brasil que governou de 1930 a PAC - Programa de Aceleração do Crescimento, lançado em 28 de janeiro de 2007, é um programa do governo federal brasileiro que engloba um conjunto de políticas econômicas e que tem como objetivo acelerar o crescimento econômico do Brasil. 10 G1 Economia. Tassia Tum. Crescimento da classe C no Brasil é 'feito enorme', diz Dilma. 27 jun Disponível em:< Acesso em: 20 out

5 Certificado ou Histórico Escolar de conclusão do Ensino Médio (apresentação do original e cópia simples ou cópia autenticada) ou, Declaração de escola comprovando estar cursando a escolaridade mínima exigida (original). Para matrícula na Qualificação Técnica de Nível Médio de Assistente Administrativo, quando realizada de forma independente da habilitação, o candidato deve ter no mínimo o Ensino Fundamental completo. Documentos: Requerimento de Matrícula. Documento de Identidade (RG) (cópia simples). Certificado ou Histórico Escolar de conclusão do Ensino Fundamental (apresentação do original e cópia simples ou cópia autenticada). As inscrições e as matrículas serão efetuadas conforme cronograma estabelecido pela Unidade, atendidos os requisitos de acesso e nos termos regimentais. 3. PERFIL PROFISSIONAL DE CONCLUSÃO O Técnico em Seguros é o profissional que controla operações relacionadas a contratos de seguros; assiste na subscrição de riscos, emissão de apólices, cobrança e operacionalização de cálculos de prêmios, regulação de sinistros e dá suporte na comercialização de produtos. Pode atuar como assistente ou analista de seguros e/ou riscos em corretoras, seguradoras, entidades de previdência privada aberta, instituições financeiras, resseguradoras e empresas que tenham os setores especializados na gestão de riscos e seguros. Para tanto, no decorrer do curso o aluno deve mobilizar e articular com pertinência os saberes necessários à ação eficiente e eficaz, integrando suporte científico, tecnológico e valorativo que lhe permita: Buscar atualização constante e autodesenvolvimento, por meio de estudos e pesquisas no mercado nacional e internacional para propor inovações, identificar e incorporar criticamente novos métodos, técnicas e tecnologias às suas ações e responder às situações cotidianas e imprevisíveis com flexibilidade e criatividade. Assumir postura profissional condizente com os princípios que regem as ações dos profissionais do eixo tecnológico Gestão e Negócios, atuando em equipes disciplinares e relacionando-se adequadamente com outros profissionais, clientes e fornecedores envolvidos no processo de trabalho, contribuindo de forma efetiva 5

6 para atingir os objetivos estabelecidos no seu campo de trabalho. Gerenciar seu percurso profissional, com iniciativa e de forma empreendedora, visualizando oportunidades de trabalho nos diversos setores e possibilidades para projetar seu itinerário formativo, seja prestando serviços em organizações ou na condução do seu próprio negócio. Atuar com responsabilidade, comprometendo-se com os princípios da ética, da sustentabilidade ambiental, da preservação do desenvolvimento social, orientando suas atividades por valores expressos no ethos profissional, resultante da qualidade e do gosto pelo trabalho bem feito. Para atender às demandas do processo produtivo, o Técnico em Seguros deverá constituir, além das competências já desenvolvidas na qualificação técnica que integra o itinerário formativo desta habilitação, as seguintes competências profissionais: Identificar a estrutura das operações securitárias, contextualizando o mercado segurador, o conceito e contrato de seguro, bem como seus elementos fundamentais e o Sistema Nacional de Seguros Privados, para realização de suas atividades profissionais. Controlar operações relacionadas a contratos de seguros de vida, de danos e de modalidades especiais (rural, crédito, garantia de obrigações contratuais), planos de saúde, previdência privada e capitalização para assegurar o bom funcionamento dos seguros e planos. Utilizar a tecnologia da informação, com foco no mercado, visando dar suporte para o processo decisório. O perfil do egresso da Qualificação Técnica de Nível Médio de Assistente Administrativo prevê o desenvolvimento da seguinte competência: Identificar oportunidades de negócios e/ou novos modelos de atuação, planejando, organizando, acompanhando e avaliando as atividades administrativas com visão sistêmica e foco em resultado. 4. ORGANIZAÇÃO CURRICULAR A organização curricular deste curso Técnico em Seguros está estruturada em cinco módulos e compreende, em seu itinerário formativo, uma Qualificação Técnica de Nível Médio de Assistente Administrativo (módulos I e II). O módulo I não é pré-requisito para prosseguimento nos demais módulos, porém é necessária a sua conclusão com aprovação 6

7 juntamente com o módulo II, para a certificação na Qualificação Técnica de Nível Médio de Assistente Administrativo. O módulo III é pré-requisito para os módulos IV e V. Os módulos de I a V correspondem a Habilitação Técnica de Nível Médio em Seguros. M Ó D U L O S Carga Horária I Ambientação Organizacional 40 II Assistente Administrativo 120 III Mercado, Operações e Contrato de Seguro 128 IV Seguros de Pessoas, Plano de Saúde e Previdência Privada 180 V Seguros de Danos 332 TOTAL DE HORAS 800 Módulo I Ambientação Organizacional possibilita ao aluno o contato com o ambiente empresarial e ferramentas, propondo ações e metas alinhadas com as prioridades corporativas, compreendendo as diretrizes estratégicas da empresa e percebendo como o processo de planejamento é realizado nas organizações. Além de visualizar o ciclo de vida da organização, entendendo as alterações que estas sofrem ao longo do tempo em sua estratégia de negócio. Deve ser oferecido preferencialmente no início do curso, podendo ser desenvolvido isoladamente ou em concomitância com o módulo II. Módulo II Assistente Administrativo propicia ao aluno a identificação de oportunidades empreendedoras e o contato com as principais rotinas administrativas existentes nas empresas, com visão sistêmica das organizações e do mundo dos negócios. Pode ser desenvolvido isoladamente ou em concomitância com os módulos I. Módulo III - Mercado, Operações e Contrato de Seguro: propicia ao aluno a identificação do funcionamento do mercado segurador brasileiro, a partir do conceito, do contexto e dos órgãos reguladores do seguro. Aborda também os temas de resseguros e riscos possibilitando ao aluno avaliar a importância destes na operação de seguros. Deve ser desenvolvido isoladamente, antes dos módulos IV e V. 7

8 Módulo IV - Seguros de Pessoas, Plano de Saúde e Previdência Privada: propicia ao aluno a definição de seguros de vida, previdência privada e saúde compatíveis com o perfil de cada empresa e o cálculo de prêmios destes, possibilitando que o aluno evidencie as principais diferenças entre eles. Deve ser desenvolvido após os módulos I, II e III e/ou em concomitância com o V. Módulo V - Seguros de Danos: propicia ao aluno a definição de seguros de danos compatíveis com o perfil de cada empresa e o cálculo de prêmios destes. Deve ser desenvolvido após os módulos I, II e III e/ou em concomitância com o IV. COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS A SEREM DESENVOLVIDAS NOS MÓDULOS Módulo I Ambientação Organizacional Identificar os modelos de gestão, baseando-se na evolução das teorias administrativas objetivando a visão sistêmica da organização. Definir a arquitetura organizacional, com base nos conceitos e princípios de gestão para subsidiar os processos administrativos e de tomada de decisão. Reconhecer-se como profissional, tendo como base o conceito de missão, visão e valores, objetivando o desenvolvimento de uma postura ética comprometida com a sustentabilidade. Módulo II Assistente Administrativo Identificar características e a importância do comportamento empreendedor, mobilizando conceitos e técnicas específicas para desenvolvimento profissional. Identificar oportunidades de negócio com base no processo criativo e inovador de geração de ideias, discutindo as tendências e perspectivas das organizações, modelos e relações de trabalho para criação de novos projetos, produtos ou serviços. Propor estrutura de produção, operação ou prestação de serviço, conhecendo as atividades deste processo nas empresas, suas principais funções, técnicas e tendências, a fim de aprimorar o desempenho e competitividade da organização. Criar modelos financeiros que simule uma nova iniciativa de negócios, reconhecendo a atividade de finanças, contabilidade e controladoria, principais funções e atividades em empresas, visando o planejamento financeiro, controle e tomada de decisão. Analisar as diversas áreas da empresa, com base na visão sistêmica da organização, na coerência intersetorial e na estratégia empresarial, para a concretização da ideia de negócio e sua sustentabilidade. 8

9 Módulo III Mercado, Operações e Contrato de Seguro Identificar termos e atividades da área de seguro, emissão de apólice, regulação de sinistros, indenização nos diversos ramos do seguro, com finalidade de compreender a operação securitária. Identificar aspectos jurídicos dos seguros, utilizando-se de modelos contratuais da legislação e regulamentação aplicáveis, com o objetivo de compreender o funcionamento do contrato de seguros. Assistir na contratação de resseguros, considerando os limites técnicos das seguradoras, visando o cumprimento das obrigações financeiras. Módulo IV Seguros de Pessoas, Plano de Saúde e Previdência Privada Calcular a taxa dos prêmios e/ou contribuições, aplicando critérios ou sistemas de tarifação/precificação, para assistir na contratação de seguros/planos de previdência privada/saúde, capitalização e subscrição de riscos; Processar propostas de seguros de pessoas das diversas modalidades e/ou, previdência privada, e/ou planos de saúde e/ou capitalização, a partir das normas do mercado segurador, visando a análise, aceitação do risco e/ou, emissão de apólices e/ou implantação de plano de previdência privada e/ou saúde e/ou capitalização; Cobrar prêmios e/ou controlar comissões, constituir e controlar reservas técnicas e/ou matemáticas, por meio de sistemas operacionais específicos, para assegurar o cumprimento das condições da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) e/ou da Agência nacional de Saúde (ANS) com relação aos contratos; Regular sinistros, por meio do levantamento de informações sobre os eventos ocorridos, prejuízos sofridos, análise dos contratos para apuração dos riscos e determinação dos valores a serem indenizados; Dar suporte à comercialização de produtos, orientando em relação ao conteúdo dos contratos, preenchimento das propostas de seguro de pessoas e/ou, saúde e/ou, previdência privada e/ou, capitalização para a correta contratação. Módulo V - Seguros de Danos Calcular a taxa dos prêmios, aplicando critérios ou sistemas de tarifação/precificação, para assistir na contratação de seguros de danos e subscrição de riscos; Processar propostas de seguros de danos, a partir das normas do mercado segurador, visando a análise, aceitação do risco e emissão de apólices; 9

10 Cobrar prêmios, controlar comissões, constituir e controlar reservas técnicas por meio de sistemas operacionais específicos, para assegurar o cumprimento das condições da SUSEP e dos contratos; Regular sinistros relacionados a seguros de danos, por meio do levantamento de informações sobre os eventos ocorridos, prejuízos sofridos, análise dos contratos para apuração dos riscos e determinação dos valores a serem indenizados; Dar suporte à comercialização de seguros de danos, orientando em relação ao conteúdo dos contratos, preenchimento das propostas de seguro, para a correta contratação Indicações Metodológicas As indicações metodológicas que orientam este curso, em consonância com a Proposta Pedagógica do Senac São Paulo, pautam-se pelos princípios da aprendizagem com autonomia e do desenvolvimento de competências profissionais, entendidas como a capacidade de mobilizar, articular e colocar em ação valores, conhecimentos e habilidades necessários para o desempenho eficiente e eficaz de atividades requeridas pela natureza do trabalho 11. As competências profissionais descritas na organização curricular foram definidas com base no perfil profissional de conclusão, considerando processos de trabalho de complexidade crescente, relacionados com a comercialização de bens e serviços. Tais competências desenham um caminho metodológico que privilegia a prática pedagógica contextualizada, colocando o aluno frente a situações problemáticas que possibilitem o exercício contínuo da mobilização e a articulação dos saberes necessários para a ação e a solução de questões inerentes à natureza do trabalho neste segmento. A incorporação de tecnologias e práticas pedagógicas inovadoras previstas, como o trabalho por projeto, atende aos processos de produção da área, às constantes transformações que lhe são impostas e às mudanças socioculturais relativas ao mundo do trabalho. Propicia aos alunos a vivência de situações desafiadoras que levam a um maior envolvimento, instigando-os a decidir, opinar, debater e construir com autonomia o seu desenvolvimento profissional. Permite, ainda, a oportunidade de trabalho em equipe, assim como o exercício da ética, da responsabilidade social e da atitude empreendedora. 11 Esta é a definição de competência profissional presente nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico Resolução CNE/CEB nº 04/99. 10

11 As situações de aprendizagem previstas para o curso têm como eixo condutor um Projeto que será construído no decorrer dos módulos, ou seja, por etapas, considerando as especificidades de cada módulo. O trabalho por projeto favorece o desenvolvimento das competências previstas em cada módulo, na medida em que considera contextos similares àqueles encontrados nas condições reais de trabalho e estimula a participação ativa dos alunos na busca de soluções para os desafios que dele emergem. Estudo de casos, proposição de problemas, pesquisa em diferentes fontes, contato com empresas e especialistas da área, seminários, visitas técnicas, trabalho de campo e simulações de contextos compõem o repertório do trabalho por projeto, que será especificado no plano dos docentes, a ser elaborado sob a coordenação da Área Técnica da Unidade e registrado em documento próprio. Cabe ressaltar que, na mediação dessas atividades, o docente deve atuar no sentido de possibilitar a identificação de problemas diversificados e desafiadores, orientando a busca de informações, estimulando o raciocínio lógico e a criatividade e incentivando respostas inovadoras. Deve, também, criar estratégias que propiciem avanços, tendo sempre em vista que a competência é formada pela prática e que esta se dá em situações concretas. PLANO DE REALIZAÇÃO DO ESTÁGIO PROFISSIONAL SUPERVISIONADO O estágio é um ato educativo, tendo como objetivo proporcionar a preparação para o trabalho produtivo e para vida cidadã do educando, sempre desenvolvido em ambientes de trabalho que envolva atividades relacionadas com a natureza do curso, nos termos da legislação vigente. Este curso não prevê estágio profissional supervisionado, ficando a critério da Direção da Unidade autorizar a sua realização como uma atividade opcional do aluno, acrescida à carga horária total do curso. O estágio não obrigatório e opcional do aluno poderá ser realizado desde que o mesmo esteja matriculado, frequente regularmente o curso e tenha, no mínimo 16 anos. O aluno que optar pelo estágio poderá iniciá-lo a partir do módulo I, com atividades voltadas às rotinas administrativas referentes à Qualificação Técnica. A partir do módulo III, o estágio poderá ser iniciado com atividades relacionadas ao segmento de seguros referentes à Habilitação. Mesmo não sendo obrigatório, o estágio será orientado e supervisionado por um responsável da parte concedente e acompanhado por docente orientador indicado pelo Senac, que se responsabilizará pela sua avaliação e pela verificação do local destinado às 11

12 atividades do estágio, procurando garantir que as instalações e as atividades desenvolvidas sejam adequadas para a formação cultural e profissional do educando. Os estágios poderão ser desenvolvidos em organizações privadas ou públicas onde as atividades relacionadas às competências previstas neste plano de curso se façam necessárias, desde que ofereçam as condições essenciais ao cumprimento de sua função educativa, de maneira a evitar situações em que o aluno seja compelido a assumir responsabilidades de profissionais já qualificados e, dessa forma, desenvolvendo as atividades compatíveis com as previstas no Termo de Compromisso. Serão aplicados estratégias e instrumentos de avaliação do desempenho do aluno, com registros em formulário próprio de acompanhamento do estágio, com anotações diárias feitas pelo estagiário e validadas pelo supervisor do campo de estágio. O estágio não poderá exceder 06 horas diárias e 30 horas semanais, devendo constar do respectivo Termo de Compromisso. A carga horária do estágio deverá ser de, no mínimo, 10% do total de horas da habilitação ou, no mínimo, o mesmo percentual da respectiva qualificação técnica e o aluno poderá concluí-lo até a data de término do curso estabelecida no Termo de Compromisso firmado entre o aluno ou seu responsável legal, a parte concedente e o Senac, que indicará as condições para sua realização. Periodicamente o aluno deverá apresentar ao docente orientador do estágio, relatório das atividades realizadas. Um relatório final deverá ser entregue até 30 dias após o término do curso, devidamente assinado pelo supervisor do estágio. Para realização do estágio há necessidade dos seguintes documentos: Acordo de Cooperação entre a Unidade Senac que oferecer o curso e a parte concedente que oferecer o campo de estágio. Este documento deverá definir as responsabilidades de ambas as partes e todas as condições necessárias para a realização do estágio. Plano de Atividades do estagiário, elaborado em acordo com aluno, parte concedente e o Senac, incorporado ao termo de Compromisso. Termo de Compromisso de Estágio, consignando as responsabilidades do estagiário e da parte concedente, firmado pelo seu representante, pelo estagiário e pela Unidade Senac, que deve zelar pelo cumprimento das determinações constantes do respectivo termo. Seguro de Acidentes Pessoais para os estagiários, com cobertura para todo o período de duração do estágio pela parte concedente e, alternativamente, assumida pelo 12

13 Senac. A apólice deve ser compatível com valores de mercado, ficando também estabelecidos no Termo de Compromisso. Durante a realização do estágio devem ser elaborados: Relatório de Estágio, segundo orientações do supervisor. Ficha de Acompanhamento de Estágio com registros diários feitos pelo estagiário e com visto do supervisor. O aluno ao qual for concedida a oportunidade do estágio opcional e que realizar, integralmente, as horas e atividades previstas no respectivo Termo de Compromisso terá apostilado no verso do seu Certificado/Diploma o estágio realizado. Caso não cumpra o mínimo de horas e de atividades previstas, não terá direito a qualquer aditamento em seu documento de conclusão. 5. CRITÉRIOS DE APROVEITAMENTO DE CONHECIMENTOS E EXPERIÊNCIAS ANTERIORES As competências anteriormente adquiridas pelos alunos, relacionadas com o perfil profissional de conclusão do Técnico em Seguros podem ser avaliadas para o aproveitamento de estudos, nos termos da legislação e das normas vigentes. Assim, podem ser aproveitados no curso os conhecimentos e experiências adquiridos: Em cursos, módulos, etapas ou certificação profissional técnica de nível médio, mediante comprovação e análise da adequação ao perfil profissional de conclusão e, se necessário, com avaliação do aluno. Em cursos de formação inicial e continuada ou qualificação profissional, no trabalho ou por outros meios informais, mediante avaliação do aluno. O aproveitamento, em qualquer condição, deverá ser requerido antes do início do módulo e em tempo hábil para deferimento pela direção da unidade e devida análise por parte dos docentes, aos quais caberá a avaliação das competências e a indicação de eventuais complementações. 6. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO A avaliação da aprendizagem será contínua e cumulativa, priorizando aspectos qualitativos relacionados ao processo de aprendizagem e ao desenvolvimento do aluno observado durante a realização das atividades propostas, individualmente e/ou em grupo, tais como pesquisas, relatórios de atividades e visitas técnicas, estudo de casos e do meio, diagnóstico ou prognóstico sobre situações de trabalho e produtos gerados pelos projetos desenvolvidos. 13

14 A avaliação deve se pautar por critérios e indicadores de desempenho, pois considera-se que cada competência traz em si determinado grau de experiência cognitiva, valorativa e comportamental. Assim, pode-se dizer que o aluno adquiriu determinada competência quando seu desempenho expressar esse patamar de exigência qualitativa. Para orientar o processo de avaliação, torná-lo transparente e capaz de contribuir para a promoção e a regulação da aprendizagem, é necessário que os indicadores de desempenho sejam definidos no plano de trabalho docente e explicitados aos alunos desde o início do curso a fim de direcionar todos os esforços da equipe técnica, dos docentes e do próprio aluno, para que ele alcance o desempenho desejado. Desse modo, espera-se potencializar a aprendizagem e reduzir ou eliminar o insucesso. Isso porque a educação por competência implica em assegurar condições para que o aluno supere dificuldades de aprendizagem diagnosticadas durante o processo educacional. A autoavaliação será estimulada e desenvolvida por meio de procedimentos que permitam que o aluno acompanhe seu progresso e pela identificação de pontos a serem aprimorados, considerando-se que esta é uma prática imprescindível à aprendizagem com autonomia. O resultado do processo de avaliação será expresso por menções: Ótimo: capaz de desempenhar, com destaque, as competências exigidas pelo perfil profissional de conclusão. Bom: capaz de desempenhar, a contento, as competências exigidas pelo perfil profissional de conclusão. Insuficiente: ainda não capaz de desempenhar, no mínimo, as competências exigidas pelo perfil profissional de conclusão. As menções serão atribuídas por módulo, considerando os critérios e indicadores de desempenho relacionados às competências previstas em cada um deles, as quais integram as competências profissionais descritas no perfil de conclusão. Será considerado aprovado aquele que obtiver, ao final de cada módulo, as menções Ótimo ou Bom e frequência mínima de 75% do total de horas de efetivo trabalho educacional. Será considerado reprovado, aquele que obtiver a menção Insuficiente em qualquer um dos módulos, mesmo após as oportunidades de recuperação, ou tiver frequência inferior a 75% do total de horas de efetivo trabalho educacional. 14

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