PALAVRAS-CHAVE: Trabalho e exploração Educação - Cortadores de cana.

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1 ISSN: O MODO DE PRODUCÃO CAPITALISTA E A EXPLORAÇÃO DO TRABALHO NA AGROINDUSTRIA CANAVIEIRA E SUA RELAÇÃO NAS CONDIÇÕES DE EDUCAÇÃO DO TRABALHADOR DO CORTE DA CANA ¹ Rosangela de Araujo RESUMO O presente artigo visa analisar, sob a perspectiva teórica marxista na obra Economia política de Paulo Netto e Marcelo Braz (2008), uma reflexão sobre o trabalho e sua exploração no modo de produção capitalista (MPC). Neste contexto, o estudo reflete sobre a realidade dos cortadores de cana da agroindústria canavieira contemporânea em Alagoas, tendo como recorte o município de Rio Largo, onde objetiva focar na exploração do trabalho na agroindústria canavieira e sua relação com as condições de educação do trabalhador do corte da cana, tendo em vista a introdução da maquinaria. A metodologia utilizada foi a pesquisas bibliográfica, documental e empírica. Verifica-se mediante a pesquisa que o uso da maquinaria pelo capital tem suas consequências sobre o trabalhador, já que a possibilidade de inserção no mercado de trabalho é muito limitada, principalmente diante da ausência de emprego no estado de Alagoas. Além disso, trata-se de uma classe trabalhadora que apresenta nível de escolaridade muito baixo, esses dados se repetem confirmados pela pesquisa anterior (2009/2010) em que o grau de escolaridade gira em torno do Ensino Fundamental Incompleto, o que equivale a 68 % do universo dos trabalhadores do corte da cana que foram entrevistados. PALAVRAS-CHAVE: Trabalho e exploração Educação - Cortadores de cana. INTRODUÇÃO Os dados apresentados neste artigo referem-se ao estudo feito sobre a exploração do trabalho humano na sociedade capitalista, levado em consideração os seguintes aspectos: seu objetivo, intensificação e aumento da jornada de trabalho, formas de extração da mais-valia e as consequências da exploração do trabalho na educação dos trabalhadores da agroindústria canavieira (cortadores de cana) contemporânea em Alagoas, tendo como campo de pesquisa o município de Rio Largo. O município de Rio Largo foi selecionado devido à existência de usinas no local e pela proximidade da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), facilitando o acesso dos investigadores envolvidos na pesquisa do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica - PIBIC/UFAL/CNPq. O método investigativo selecionado para obter respostas às questões aqui levantadas foram os seguintes: pesquisa bibliográfica (a intensificação do trabalho e o aumento da jornada de trabalho, buscando apreender a mais valia absoluta e relativa em Marx, com base na obra de Netto e Braz, 2008), pesquisa documental coleta de ¹ Graduanda em Pedagogia pela Universidade Federal de Alagoas e Integrante do Grupo de Pesquisa Antologia e Educação.

2 2 dados gerais sobre o universo canavieiro e a educação em fontes secundárias, tais como: Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Alagoas e censos (IBGE, PNAD, RA IS), entrevistas (com os cortadores de cana da usina de Rio Largo), observações (realizadas na usina e nos canaviais). Podemos afirmar, de início, que existe de certo modo um descaso e/ou falta de políticas sociais para os trabalhadores do corte da cana. Ao avaliar o processo histórico vivido por estes trabalhadores, percebe-se que estes sempre foram explorados, servindo de instrumento para o enriquecimento dos donos de usinas e sendo privados de uma série de direitos, tais como: educação, moradia descente, alimentação, saúde, entre outros. Este é o quadro que se apresenta frente ao uso das inovações tecnológicas nas indústrias, sobre o qual discorreremos a seguir. 1 O TRABALHO NA PERSPECTIVA MARXISTA Ao discorrer sobre a concepção de trabalho em Marx, Netto e Braz (2008, p. 34) afirmam que o trabalho não é apenas uma atividade específica de homens em sociedade, mais é, também e ainda, o processo histórico pelo qual surgiu o ser social. Conforme este pensamento, o trabalho permitiu e propiciou o desenvolvimento da espécie humana. Há milhares de anos o homem empenha seus esforços para extrair da natureza os meios para manter e reproduzir a vida. De acordo com Netto e Braz (2008, p.31), para diferenciar o trabalho de qualquer outra atividade natural vale tomar como base a teoria de Marx: [...] o trabalho é um processo entre o homem e a natureza, um processo em que o homem, por sua própria ação, media, regula e controla seu metabolismo com a natureza.. Dessa forma, os autores caracterizam o trabalho relacionando a ação pensada do homem que através do saber fazer transforma a natureza com o intuito de satisfazer das necessidades humanas. Ainda segundo os referidos autores, o processo de trabalho se modifica ao longo da historia da humanidade, o que envolve os meios empregados nessa transformação: 1) meios de trabalho - tudo aquilo que se vale o homem para trabalhar (instrumentos, ferramentas instalações etc.), bem como a terra que é um meio universal de trabalho; 2) os objetos de trabalho - tudo aquilo (matérias naturais brutas ou matérias naturais já modificadas pela ação do homem) sobre que incide o trabalho humano; e 3) a força de trabalho - trata-se da energia humana que no processo de trabalho é utilizada, valendo-se dos meios de trabalho para

3 3 transformar os objetos de trabalho em bens úteis à satisfação de necessidades. Estes fatores que intermedeiam a relação homem-natureza são denominados forças produtivas que, quando aperfeiçoadas, permitem o crescimento da produtividade do trabalho. A elevação da produtividade do trabalho está ligada à divisão social do trabalho. As relações de produção envolvem relações técnicas de produção que dependem das características que estão vinculadas ao regime de propriedade. Portanto, se a produtividade é coletiva, todos desfrutam igualmente da produtividade, mas, se a propriedade é privada, o proprietário dos meios de produção se apropria dos frutos do trabalho dos produtores diretos. É com a propriedade privada que surgem às classes sociais. 2 MODO DE PRODUÇÃO CAPITALISTA E A EXPLORAÇÃO DA FORÇA DE TRABALHO DOS CORTADORES DE CANA Um modo de produção é formado pela articulação entre forças produtivas e relações de produção. Para Netto e Braz (2008), o modo de produção deve ser analisado dentro de cada contexto histórico social e de acordo com a singularidade de cada época. O modo de produção capitalista teve início no apogeu do feudalismo, século XVI, e se instaurou constituindo riqueza, poder e acúmulo do excedente obtido por meio da produção generalizada de mercadorias. Hoje o capitalismo ocupa seu espaço, chegando ao século XXI, sendo o modo de produção que rege a vida econômica e social. O modo de produção capitalista se funda na exploração da força do trabalho. O proprietário, dono dos meios de produção, não executa o trabalho; ele compra a força do trabalho mediante o salário (valor pago pela força de trabalho) para produzir novas mercadorias (valor de troca) que é destinada à venda, com o objetivo exclusivo de obter lucro (dinheiro). É através da posse dos meios de produção, baseada na divisão do trabalho, que o capitalismo se desenvolve. Este modo de produção se beneficia da força de trabalho barata e escrava para se reproduzir. A força de trabalho produz o aumento na produtividade que cria mais valor do que o necessário, produzindo o excedente, isto é, a autovalorização do capital e a criação de mais valia; trata-se do lucro do capitalista criado com a jornada de trabalho excedente do trabalhador. De acordo com Netto e Braz (2008, p.106), com o aumento da jornada de trabalho se dá a extração da mais-valia, sem o uso de violência extra - econômica, pois o contrato de

4 4 trabalho é a falsa noção de que o salário é o pagamento do trabalho ( trabalho livre ). O capitalista usa esta forma socialmente oculta de exploração para tirar vantagem do operário que, embora perceba a injustiça, não tem a compreensão clara de como ela acontece. A exploração acontece também mediante os baixos salários que não correspondem ao valor produzido pelo emprego da sua força de trabalho. Para a compreensão das formas de extração da mais-valia faz-se necessária à compreensão da taxa de exploração do trabalho pelo capitalista que é a taxa de lucro, tendo uma relação entre mais-valia e investimento total do capital. São duas formas de extração da mais-valia: absoluta, quando o capitalista aumenta a jornada de trabalho do trabalhador e não aumenta o salário; e relativa, quando há uma diminuição da jornada de trabalho, mas uma intensificação do ritmo de trabalho que pode se dá pelo incremento de tecnologia no ambiente de produção. Se o empregador puder levar seus operários a fazer, sem pagamento extra, numa hora o mesmo que antes faziam em duas [...], terá as mesmas vantagens que se tivesse duplicado o dia de trabalho (NETTO; BRAZ, apud EATON, 1965, p. 101). Ao comprar a força de trabalho do proletário, o capitalista tem o direito de dispor do seu valor de uso, isto é, de dispor da sua capacidade de trabalho, capacidade de movimentar os meios de produção. Mas a força de trabalho possui uma qualidade única, um traço que a distingue de todas as outras mercadorias: ela cria valor ao ser utilizado, pode produz mais valor que o necessário para reproduzi-la; ela gera um valor superior ao que custa. É justamente aí que se encontra o segredo da produção capitalista: o capitalista pago ao trabalhador o equivalente ao valor de troca da sua força de trabalho e não o valor criado por ela na sua utilização, sendo que este último é maior que primeiro. O capitalista compra a força de trabalho pelo seu valor de troca e adquire o direito de utilizar-se por certo tempo de seu valor de uso. Dessa forma, o usineiro (que é um capitalista) paga o cortador de cana com seu próprio trabalho excedente e ainda lucra, extraindo a mais valia que é o trabalho excedente não pago ao trabalhador. Sendo assim, quanto maior a exploração, maior será a mais-valia. O trabalhador só produz e não ganha nada em cima desse lucro. O capitalista, por sua vez, age mediante um contrato de trabalho que mascara a exploração a que o trabalhador é submetido. As sociedades antigas, que também se utilizavam da exploração do trabalho, não tinham o contrato de trabalho para mascarar a relação de escravidão mantida entre os homens. Isto as diferenciava da sociedade capitalista.

5 5 Segundo Netto e Braz (2008, p.138), na análise teórica e histórica da acumulação da relação capital/trabalho, o capital desenvolve a acumulação capitalista e resulta na polarização de riqueza e pobreza social. Todos os métodos de produção de mais-valia são, simultaneamente, métodos da acumulação e toda expansão da acumulação à medida que se acumula capital, a situação do trabalhador, qualquer que seja o seu pagamento, alto ou baixo, tem de piorar. [... A acumulação] ocasiona uma acumulação de miséria correspondente á acumulação de capital. A acumulação da riqueza num pólo e, portanto, ao mesmo tempo, a acumulação de miséria, tormento de trabalho, escravidão, ignorância, brutalizarão e degradação moral no pólo oposto [...]. (MARX, 1984,1, 2, p. 210). No capitalismo, os meios de produção não pertencem ao trabalhador e sim aos empregadores capitalistas; assim, o trabalhador se sente impotente para modificar a situação de exploração que vivencia. 3 A INTRODUÇÃO DAS MÁQUINAS NO PROCESSO DE TRABALHO NA INDUSTRIA CANAVIEIRA E SUAS CONSEQUÊNCIAS NA EDUCAÇÃO DOS CORTADORES DE CANA DE ALAGOAS Mediante o advento da máquina essa exploração se intensificou gerando graves questões sociais como o desemprego e outros fatores. A concentração de riqueza está detida na mão do capital A intensificação do trabalho se dá pela busca constante do lucro, obtido por meio da produção da mais-valia que é produzida exclusivamente pela força de trabalho. Com o desenvolvimento das máquinas esta relação de exploração se intensificou, gerando uma questão social que é o desemprego, além de outros fatores como monitoramento e aceleração do ritmo de trabalho do corte da cana, que tem como peculiaridade o ganho baseado na produção. Diante disto, o trabalhador para garantir um rendimento razoável ao final de mês tem que de desdobrar na jornada de trabalho, para cortar em média 7 toneladas de cana por dia. Apesar da máquina não gerar mais-valia, nem transformar a natureza como o homem o faz, ela é uma importante ferramenta do capital para aumentar a produtividade, reduzir o número de trabalhadores no corte da cana e intensificar a exploração da jornada de trabalho do trabalhador, gerando a mais-valia relativa.

6 6 Apesar disso as máquinas, ela ganha cada vez mais espaço na era da tecnologia, reduzindo o número de trabalhadores no corte da cana. Outro fator é que: A mecanização da colheita contribuiu para reduzir a média salarial dos cortadores de cana. O uso das colhedeiras, além de contribuir para aumentar a oferta de mão-deobra no mercado de trabalho, contribui também para diminuir o rendimento do cortador, porque sobram as canas de pior qualidade para os homens cortarem, já que a máquina não opera em terrenos acidentados ou onde a cana, por exemplo, cresceu tombada. (SCOPINHO et al., 1999, p.154) No tocante a opinião dos trabalhadores sobre o uso das máquinas no corte da cana a partir das entrevistas realizadas no dia 4 de novembro de 2010, obtivemos as seguintes respostas: Entrevistado 1 - Eu acho errado, pois desemprega o trabalhador. Entrevistado 2 É ruim, muita gente vai ficar desempregada. Estes problemas não são causados pela máquina em si mesma, mas sua raiz está na lógica do sistema do capital. Nesse contexto, como os meios de produção não pertencem ao trabalhador e sim aos empregadores capitalistas, esses trabalhadores se sentem impotentes para modificar a situação de exploração a que são forçados a se submeter para sobreviver. O setor sucroalcooleiro em Alagoas foi responsável por 45% da cana produzida na região Nordeste no período da safra 2007/2008 e cerca de 6% da produção de cana-de-açúcar no Brasil, nesta mesma safra, veio do Estado. É de suma importância para este setor manter os altos índices de produtividade, e agora ele se utiliza de tecnologias cada vez mais avançadas, substituindo parcialmente o trabalho braçal por máquinas, o que já resultou na substituição de um total de quatrocentos trabalhadores. O uso da maquinaria pelo capital tem suas consequências sobre o trabalhador do corte da cana: quando este é dispensado pelo uso da maquinaria, a possibilidade de inserção no mercado de trabalho é muito limitada, principalmente diante dos insuficientes empregos gerados no Estado de Alagoas. Além disso, trata-se de uma classe de trabalhadores que apresenta índices muito baixos de escolaridade, conforme as pesquisas indicam. Num universo de 67 trabalhadores do corte da cana pesquisados, 28% são analfabetos, 69,70% possuem o ensino fundamental incompleto e 1,5% o ensino médio incompleto. Verifica-se ainda que, mesmo considerando que a maioria possui o ensino fundamental incompleto, vários destes trabalhadores não sabem ler e escrever (SILVA; SILVA, 2009; SANTOS, 2009).

7 7 Segundo Netto e Braz (2008, p.138), na teoria de Marx sobre a lei geral da acumulação do capital se verifica que esta tem um caráter tendencial: Quanto maiores a riqueza social, o capital em funcionamento, o volume e a energia de seu crescimento, portanto também a grandeza absoluta do proletariado e a força produtiva do seu trabalho, tanto maior o exército industrial de reserva. A força do de trabalho disponível é desenvolvida pelas mesmas causas que a força expansiva do capital. A grandeza proporcional do exercito industrial de reserva cresce, portanto, com a as potencias da riqueza. [... E] Quanto maior, finalmente, a camada lazarenta da classe trabalhadora e exército industrial de reserva, tanto maior o pauperismo oficial. (NETTO e BRAZ apud MARX, 1984, I, 2: 2009) Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE (Censo 2010) demonstram na atualidade um elevado índice de analfabetismo no país, com 9,6% da sua população entre 15 anos ou mais analfabeta. A maioria dos analfabetos do país está na região Nordeste que concentra 53,3% (7,43 milhões) do total de brasileiros que não sabem nem ler nem escrever. O Estado de Alagoas no quesito educação também tem índices muito negativos: ostenta o título de campeão da baixa escolaridade, com 38,6% da população rural com 15 anos ou mais sem saber ler nem escrever, também na área urbana a taxa de analfabetos é alta: 19,58% da população. De acordo com os dados expostos entende-se que em Alagoas a grande massa popular não tem acesso a educação formal e quando tem acesso são as a piores escolas para quem precisa dela e as melhores para quem tem uma boa situação econômica. É que apesar de vivermos em uma sociedade moderna com inovações tecnológicas o processo de socialização dos indivíduos em nosso estado e país é ainda oferecida de forma arcaica e seletiva, que contribui culturalmente para reprodução e o fracasso escolar. contribui para: Conforme Santos (2009, p.42) a consolidação do capital e a reestruturação produtiva O forte desenvolvimento da grande indústria e da maquinaria, principalmente nas novas potências capitalistas resultou numa maior intensificação: da produção da mercadoria; da extração do trabalho excedente; da vedação dos poros; de mais trabalho em menos tempos; do controle técnico e subjetivo do trabalho; e da desvalorização da força de trabalho, ao incluir mulheres e crianças no processo produtivo, impondo-lhe um salário menor e, assim, desvalorizando ainda mais o trabalho do ser humano. (SANTOS, 2009, p.42) Dessa forma quanto menor a escolarização do trabalhador, maior será sua exploração e a expansão do capital. Nesse caso é o que acontece com os trabalhadores do corte da cana

8 8 Esses números assustadores de pessoas com baixos níveis de escolaridade em nosso país comprovam o descaso e a falta de políticas públicas comprometidas com a educação. Esses dados favorecem o capital, pois depreciam o trabalho humano e causa a dependência dos trabalhadores que, com baixa ou nenhuma escolaridade, são obrigados a se submeter às regras capitalistas. Quanto à responsabilidade do Estado frente a essa questão, verifica-se que as políticas públicas voltadas para a educação são fragmentadas, a exemplo da LDB - Lei de Diretrizes e Base da Educação nº 9.394/96 que estabelece: Art.28. Na oferta da educação básica rural para a população rural, os sistemas de ensino promoverão as adaptações necessárias á sua adequação, as peculiaridades da vida rural e de cada região, especialmente. I- Conteúdos curriculares e metodologias apropriadas ás reais necessidades e interesses dos alunos da zona rural; II- Organização escolar própria, incluindo a adequação do calendário escolar ás fases dos ciclos agrícolas e condições climáticas; I- Adequação á natureza do trabalhado na zona rural. (MEC, 2002, P.28). Como podemos observar, a legislação trata da educação dos trabalhadores do campo e de sua peculiaridade. No entanto, verifica-se outra realidade na prática, já que os objetivos traçados na Lei não são cumpridos, a lei muitas vezes é desrespeitada e o reflexo disso é o que mostram os dados das estatísticas: alto número de analfabetos no país e principalmente no nordeste nas regiões campesina. Historicamente a educação brasileira vem sendo oferecida de forma precária e assistencialista. Diante de tudo o que já foi dito, vale acrescentar que as políticas sociais geralmente têm caráter compensatório e não resolvem efetivamente os problemas da educação e intensificam a vulnerabilidade dos cortadores de cana, pois com baixos níveis, ou mesmo nenhum nível de escolaridade, estes trabalhadores ficam sem alternativa a não ser a submissão à exploração dos usineiros. CONSIDERAÇÕES FINAIS Para Marx, O trabalho não é apenas uma atividade específica de homens em sociedade, mas é, também e ainda, o processo histórico pelo qual surgiu o ser social. Netto e Braz (2008, p. 34). O desenvolvimento do modo de produção capitalista tem seu fundamento na exploração do trabalho. Assim, à medida que o capital desenvolve-se com as inovações

9 9 tecnológicas, vai extraindo cada vez mais lucro e, paradoxalmente, depreciando a força de trabalho com baixos salários e extensas jornadas de trabalho. Com o recorte dado por esta pesquisa ao trabalho do corte da cana-de-açúcar em Alagoas, percebe-se que o uso da maquinaria pelo capital acarreta consequências sobre o trabalhador, como o desemprego que é agravado pelo fato de que a possibilidade de inserção no mercado de trabalho é muito limitada, principalmente pela insuficiente criação de empregos no Estado. Além disso, a extensa jornada de trabalho limita a possibilidade do cortador de cana escolarizar-se, e assim, melhorar sua condição vida e de trabalho. O Estado, por sua vez vem se utilizando de politicas compensatórias para atenuar a realidade dos cortadores de cana que não obtiveram melhorias, mas sim intensificação da exploração do seu trabalho apesar do avento da maquinaria e da tecnologia avançada. Em suma, os avanços tecnológicos só beneficiam os detentores dos meios de produção (usineiros), enquanto que os trabalhadores do corte da cana continuam sendo explorados, tendo sua condição de vida (e também de trabalho e educação) comprometida em nome da incessante busca de lucros pelo capitalista que o emprega. REFERÊNCIAS Analfabetismo: IBGE- divulga dado do censo Disponível em:<http://vidaeducacao.com.br//?p=1201>acesso em: 25 de Jun MEC. Diretrizes operacionais para a educação básica nas escolas do campo. Resolução CNE/CEB Nº 1 de 3 de Abril de NETTO, José Paulo; BRAZ, Marcelo. Economia Política: uma introdução à crítica. 5. Edição. São Paulo: Editora Cortez, SILVA, Jane Marinho da; SILVA, Maria Fernanda da. A modernização do setor sucroalcooleiro e a escolaridade de trabalhadores rurais cortadores de cana: algumas considerações f. Monografia (Graduação em Pedagogia) Universidade Federal de Alagoas, Maceió, SANTOS, Antônio César de Holanda. Expropriação do trabalho e escolarização do cortador de cana em Alagoas. Maceió, Dissertação (mestrado em educação). Universidade Federal de Alagoas.

10 SCOPINHO, Rosemeire Aparecida et. al. Novas tecnologias e saúde do trabalhador: a mecanização do corte da cana-de-açúcar. Disponível em: < Acesso em: 10 de nov

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