PALAVRAS-CHAVE: Trabalho e exploração Educação - Cortadores de cana.

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "PALAVRAS-CHAVE: Trabalho e exploração Educação - Cortadores de cana."

Transcrição

1 ISSN: O MODO DE PRODUCÃO CAPITALISTA E A EXPLORAÇÃO DO TRABALHO NA AGROINDUSTRIA CANAVIEIRA E SUA RELAÇÃO NAS CONDIÇÕES DE EDUCAÇÃO DO TRABALHADOR DO CORTE DA CANA ¹ Rosangela de Araujo RESUMO O presente artigo visa analisar, sob a perspectiva teórica marxista na obra Economia política de Paulo Netto e Marcelo Braz (2008), uma reflexão sobre o trabalho e sua exploração no modo de produção capitalista (MPC). Neste contexto, o estudo reflete sobre a realidade dos cortadores de cana da agroindústria canavieira contemporânea em Alagoas, tendo como recorte o município de Rio Largo, onde objetiva focar na exploração do trabalho na agroindústria canavieira e sua relação com as condições de educação do trabalhador do corte da cana, tendo em vista a introdução da maquinaria. A metodologia utilizada foi a pesquisas bibliográfica, documental e empírica. Verifica-se mediante a pesquisa que o uso da maquinaria pelo capital tem suas consequências sobre o trabalhador, já que a possibilidade de inserção no mercado de trabalho é muito limitada, principalmente diante da ausência de emprego no estado de Alagoas. Além disso, trata-se de uma classe trabalhadora que apresenta nível de escolaridade muito baixo, esses dados se repetem confirmados pela pesquisa anterior (2009/2010) em que o grau de escolaridade gira em torno do Ensino Fundamental Incompleto, o que equivale a 68 % do universo dos trabalhadores do corte da cana que foram entrevistados. PALAVRAS-CHAVE: Trabalho e exploração Educação - Cortadores de cana. INTRODUÇÃO Os dados apresentados neste artigo referem-se ao estudo feito sobre a exploração do trabalho humano na sociedade capitalista, levado em consideração os seguintes aspectos: seu objetivo, intensificação e aumento da jornada de trabalho, formas de extração da mais-valia e as consequências da exploração do trabalho na educação dos trabalhadores da agroindústria canavieira (cortadores de cana) contemporânea em Alagoas, tendo como campo de pesquisa o município de Rio Largo. O município de Rio Largo foi selecionado devido à existência de usinas no local e pela proximidade da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), facilitando o acesso dos investigadores envolvidos na pesquisa do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica - PIBIC/UFAL/CNPq. O método investigativo selecionado para obter respostas às questões aqui levantadas foram os seguintes: pesquisa bibliográfica (a intensificação do trabalho e o aumento da jornada de trabalho, buscando apreender a mais valia absoluta e relativa em Marx, com base na obra de Netto e Braz, 2008), pesquisa documental coleta de ¹ Graduanda em Pedagogia pela Universidade Federal de Alagoas e Integrante do Grupo de Pesquisa Antologia e Educação.

2 2 dados gerais sobre o universo canavieiro e a educação em fontes secundárias, tais como: Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Alagoas e censos (IBGE, PNAD, RA IS), entrevistas (com os cortadores de cana da usina de Rio Largo), observações (realizadas na usina e nos canaviais). Podemos afirmar, de início, que existe de certo modo um descaso e/ou falta de políticas sociais para os trabalhadores do corte da cana. Ao avaliar o processo histórico vivido por estes trabalhadores, percebe-se que estes sempre foram explorados, servindo de instrumento para o enriquecimento dos donos de usinas e sendo privados de uma série de direitos, tais como: educação, moradia descente, alimentação, saúde, entre outros. Este é o quadro que se apresenta frente ao uso das inovações tecnológicas nas indústrias, sobre o qual discorreremos a seguir. 1 O TRABALHO NA PERSPECTIVA MARXISTA Ao discorrer sobre a concepção de trabalho em Marx, Netto e Braz (2008, p. 34) afirmam que o trabalho não é apenas uma atividade específica de homens em sociedade, mais é, também e ainda, o processo histórico pelo qual surgiu o ser social. Conforme este pensamento, o trabalho permitiu e propiciou o desenvolvimento da espécie humana. Há milhares de anos o homem empenha seus esforços para extrair da natureza os meios para manter e reproduzir a vida. De acordo com Netto e Braz (2008, p.31), para diferenciar o trabalho de qualquer outra atividade natural vale tomar como base a teoria de Marx: [...] o trabalho é um processo entre o homem e a natureza, um processo em que o homem, por sua própria ação, media, regula e controla seu metabolismo com a natureza.. Dessa forma, os autores caracterizam o trabalho relacionando a ação pensada do homem que através do saber fazer transforma a natureza com o intuito de satisfazer das necessidades humanas. Ainda segundo os referidos autores, o processo de trabalho se modifica ao longo da historia da humanidade, o que envolve os meios empregados nessa transformação: 1) meios de trabalho - tudo aquilo que se vale o homem para trabalhar (instrumentos, ferramentas instalações etc.), bem como a terra que é um meio universal de trabalho; 2) os objetos de trabalho - tudo aquilo (matérias naturais brutas ou matérias naturais já modificadas pela ação do homem) sobre que incide o trabalho humano; e 3) a força de trabalho - trata-se da energia humana que no processo de trabalho é utilizada, valendo-se dos meios de trabalho para

3 3 transformar os objetos de trabalho em bens úteis à satisfação de necessidades. Estes fatores que intermedeiam a relação homem-natureza são denominados forças produtivas que, quando aperfeiçoadas, permitem o crescimento da produtividade do trabalho. A elevação da produtividade do trabalho está ligada à divisão social do trabalho. As relações de produção envolvem relações técnicas de produção que dependem das características que estão vinculadas ao regime de propriedade. Portanto, se a produtividade é coletiva, todos desfrutam igualmente da produtividade, mas, se a propriedade é privada, o proprietário dos meios de produção se apropria dos frutos do trabalho dos produtores diretos. É com a propriedade privada que surgem às classes sociais. 2 MODO DE PRODUÇÃO CAPITALISTA E A EXPLORAÇÃO DA FORÇA DE TRABALHO DOS CORTADORES DE CANA Um modo de produção é formado pela articulação entre forças produtivas e relações de produção. Para Netto e Braz (2008), o modo de produção deve ser analisado dentro de cada contexto histórico social e de acordo com a singularidade de cada época. O modo de produção capitalista teve início no apogeu do feudalismo, século XVI, e se instaurou constituindo riqueza, poder e acúmulo do excedente obtido por meio da produção generalizada de mercadorias. Hoje o capitalismo ocupa seu espaço, chegando ao século XXI, sendo o modo de produção que rege a vida econômica e social. O modo de produção capitalista se funda na exploração da força do trabalho. O proprietário, dono dos meios de produção, não executa o trabalho; ele compra a força do trabalho mediante o salário (valor pago pela força de trabalho) para produzir novas mercadorias (valor de troca) que é destinada à venda, com o objetivo exclusivo de obter lucro (dinheiro). É através da posse dos meios de produção, baseada na divisão do trabalho, que o capitalismo se desenvolve. Este modo de produção se beneficia da força de trabalho barata e escrava para se reproduzir. A força de trabalho produz o aumento na produtividade que cria mais valor do que o necessário, produzindo o excedente, isto é, a autovalorização do capital e a criação de mais valia; trata-se do lucro do capitalista criado com a jornada de trabalho excedente do trabalhador. De acordo com Netto e Braz (2008, p.106), com o aumento da jornada de trabalho se dá a extração da mais-valia, sem o uso de violência extra - econômica, pois o contrato de

4 4 trabalho é a falsa noção de que o salário é o pagamento do trabalho ( trabalho livre ). O capitalista usa esta forma socialmente oculta de exploração para tirar vantagem do operário que, embora perceba a injustiça, não tem a compreensão clara de como ela acontece. A exploração acontece também mediante os baixos salários que não correspondem ao valor produzido pelo emprego da sua força de trabalho. Para a compreensão das formas de extração da mais-valia faz-se necessária à compreensão da taxa de exploração do trabalho pelo capitalista que é a taxa de lucro, tendo uma relação entre mais-valia e investimento total do capital. São duas formas de extração da mais-valia: absoluta, quando o capitalista aumenta a jornada de trabalho do trabalhador e não aumenta o salário; e relativa, quando há uma diminuição da jornada de trabalho, mas uma intensificação do ritmo de trabalho que pode se dá pelo incremento de tecnologia no ambiente de produção. Se o empregador puder levar seus operários a fazer, sem pagamento extra, numa hora o mesmo que antes faziam em duas [...], terá as mesmas vantagens que se tivesse duplicado o dia de trabalho (NETTO; BRAZ, apud EATON, 1965, p. 101). Ao comprar a força de trabalho do proletário, o capitalista tem o direito de dispor do seu valor de uso, isto é, de dispor da sua capacidade de trabalho, capacidade de movimentar os meios de produção. Mas a força de trabalho possui uma qualidade única, um traço que a distingue de todas as outras mercadorias: ela cria valor ao ser utilizado, pode produz mais valor que o necessário para reproduzi-la; ela gera um valor superior ao que custa. É justamente aí que se encontra o segredo da produção capitalista: o capitalista pago ao trabalhador o equivalente ao valor de troca da sua força de trabalho e não o valor criado por ela na sua utilização, sendo que este último é maior que primeiro. O capitalista compra a força de trabalho pelo seu valor de troca e adquire o direito de utilizar-se por certo tempo de seu valor de uso. Dessa forma, o usineiro (que é um capitalista) paga o cortador de cana com seu próprio trabalho excedente e ainda lucra, extraindo a mais valia que é o trabalho excedente não pago ao trabalhador. Sendo assim, quanto maior a exploração, maior será a mais-valia. O trabalhador só produz e não ganha nada em cima desse lucro. O capitalista, por sua vez, age mediante um contrato de trabalho que mascara a exploração a que o trabalhador é submetido. As sociedades antigas, que também se utilizavam da exploração do trabalho, não tinham o contrato de trabalho para mascarar a relação de escravidão mantida entre os homens. Isto as diferenciava da sociedade capitalista.

5 5 Segundo Netto e Braz (2008, p.138), na análise teórica e histórica da acumulação da relação capital/trabalho, o capital desenvolve a acumulação capitalista e resulta na polarização de riqueza e pobreza social. Todos os métodos de produção de mais-valia são, simultaneamente, métodos da acumulação e toda expansão da acumulação à medida que se acumula capital, a situação do trabalhador, qualquer que seja o seu pagamento, alto ou baixo, tem de piorar. [... A acumulação] ocasiona uma acumulação de miséria correspondente á acumulação de capital. A acumulação da riqueza num pólo e, portanto, ao mesmo tempo, a acumulação de miséria, tormento de trabalho, escravidão, ignorância, brutalizarão e degradação moral no pólo oposto [...]. (MARX, 1984,1, 2, p. 210). No capitalismo, os meios de produção não pertencem ao trabalhador e sim aos empregadores capitalistas; assim, o trabalhador se sente impotente para modificar a situação de exploração que vivencia. 3 A INTRODUÇÃO DAS MÁQUINAS NO PROCESSO DE TRABALHO NA INDUSTRIA CANAVIEIRA E SUAS CONSEQUÊNCIAS NA EDUCAÇÃO DOS CORTADORES DE CANA DE ALAGOAS Mediante o advento da máquina essa exploração se intensificou gerando graves questões sociais como o desemprego e outros fatores. A concentração de riqueza está detida na mão do capital A intensificação do trabalho se dá pela busca constante do lucro, obtido por meio da produção da mais-valia que é produzida exclusivamente pela força de trabalho. Com o desenvolvimento das máquinas esta relação de exploração se intensificou, gerando uma questão social que é o desemprego, além de outros fatores como monitoramento e aceleração do ritmo de trabalho do corte da cana, que tem como peculiaridade o ganho baseado na produção. Diante disto, o trabalhador para garantir um rendimento razoável ao final de mês tem que de desdobrar na jornada de trabalho, para cortar em média 7 toneladas de cana por dia. Apesar da máquina não gerar mais-valia, nem transformar a natureza como o homem o faz, ela é uma importante ferramenta do capital para aumentar a produtividade, reduzir o número de trabalhadores no corte da cana e intensificar a exploração da jornada de trabalho do trabalhador, gerando a mais-valia relativa.

6 6 Apesar disso as máquinas, ela ganha cada vez mais espaço na era da tecnologia, reduzindo o número de trabalhadores no corte da cana. Outro fator é que: A mecanização da colheita contribuiu para reduzir a média salarial dos cortadores de cana. O uso das colhedeiras, além de contribuir para aumentar a oferta de mão-deobra no mercado de trabalho, contribui também para diminuir o rendimento do cortador, porque sobram as canas de pior qualidade para os homens cortarem, já que a máquina não opera em terrenos acidentados ou onde a cana, por exemplo, cresceu tombada. (SCOPINHO et al., 1999, p.154) No tocante a opinião dos trabalhadores sobre o uso das máquinas no corte da cana a partir das entrevistas realizadas no dia 4 de novembro de 2010, obtivemos as seguintes respostas: Entrevistado 1 - Eu acho errado, pois desemprega o trabalhador. Entrevistado 2 É ruim, muita gente vai ficar desempregada. Estes problemas não são causados pela máquina em si mesma, mas sua raiz está na lógica do sistema do capital. Nesse contexto, como os meios de produção não pertencem ao trabalhador e sim aos empregadores capitalistas, esses trabalhadores se sentem impotentes para modificar a situação de exploração a que são forçados a se submeter para sobreviver. O setor sucroalcooleiro em Alagoas foi responsável por 45% da cana produzida na região Nordeste no período da safra 2007/2008 e cerca de 6% da produção de cana-de-açúcar no Brasil, nesta mesma safra, veio do Estado. É de suma importância para este setor manter os altos índices de produtividade, e agora ele se utiliza de tecnologias cada vez mais avançadas, substituindo parcialmente o trabalho braçal por máquinas, o que já resultou na substituição de um total de quatrocentos trabalhadores. O uso da maquinaria pelo capital tem suas consequências sobre o trabalhador do corte da cana: quando este é dispensado pelo uso da maquinaria, a possibilidade de inserção no mercado de trabalho é muito limitada, principalmente diante dos insuficientes empregos gerados no Estado de Alagoas. Além disso, trata-se de uma classe de trabalhadores que apresenta índices muito baixos de escolaridade, conforme as pesquisas indicam. Num universo de 67 trabalhadores do corte da cana pesquisados, 28% são analfabetos, 69,70% possuem o ensino fundamental incompleto e 1,5% o ensino médio incompleto. Verifica-se ainda que, mesmo considerando que a maioria possui o ensino fundamental incompleto, vários destes trabalhadores não sabem ler e escrever (SILVA; SILVA, 2009; SANTOS, 2009).

7 7 Segundo Netto e Braz (2008, p.138), na teoria de Marx sobre a lei geral da acumulação do capital se verifica que esta tem um caráter tendencial: Quanto maiores a riqueza social, o capital em funcionamento, o volume e a energia de seu crescimento, portanto também a grandeza absoluta do proletariado e a força produtiva do seu trabalho, tanto maior o exército industrial de reserva. A força do de trabalho disponível é desenvolvida pelas mesmas causas que a força expansiva do capital. A grandeza proporcional do exercito industrial de reserva cresce, portanto, com a as potencias da riqueza. [... E] Quanto maior, finalmente, a camada lazarenta da classe trabalhadora e exército industrial de reserva, tanto maior o pauperismo oficial. (NETTO e BRAZ apud MARX, 1984, I, 2: 2009) Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE (Censo 2010) demonstram na atualidade um elevado índice de analfabetismo no país, com 9,6% da sua população entre 15 anos ou mais analfabeta. A maioria dos analfabetos do país está na região Nordeste que concentra 53,3% (7,43 milhões) do total de brasileiros que não sabem nem ler nem escrever. O Estado de Alagoas no quesito educação também tem índices muito negativos: ostenta o título de campeão da baixa escolaridade, com 38,6% da população rural com 15 anos ou mais sem saber ler nem escrever, também na área urbana a taxa de analfabetos é alta: 19,58% da população. De acordo com os dados expostos entende-se que em Alagoas a grande massa popular não tem acesso a educação formal e quando tem acesso são as a piores escolas para quem precisa dela e as melhores para quem tem uma boa situação econômica. É que apesar de vivermos em uma sociedade moderna com inovações tecnológicas o processo de socialização dos indivíduos em nosso estado e país é ainda oferecida de forma arcaica e seletiva, que contribui culturalmente para reprodução e o fracasso escolar. contribui para: Conforme Santos (2009, p.42) a consolidação do capital e a reestruturação produtiva O forte desenvolvimento da grande indústria e da maquinaria, principalmente nas novas potências capitalistas resultou numa maior intensificação: da produção da mercadoria; da extração do trabalho excedente; da vedação dos poros; de mais trabalho em menos tempos; do controle técnico e subjetivo do trabalho; e da desvalorização da força de trabalho, ao incluir mulheres e crianças no processo produtivo, impondo-lhe um salário menor e, assim, desvalorizando ainda mais o trabalho do ser humano. (SANTOS, 2009, p.42) Dessa forma quanto menor a escolarização do trabalhador, maior será sua exploração e a expansão do capital. Nesse caso é o que acontece com os trabalhadores do corte da cana

8 8 Esses números assustadores de pessoas com baixos níveis de escolaridade em nosso país comprovam o descaso e a falta de políticas públicas comprometidas com a educação. Esses dados favorecem o capital, pois depreciam o trabalho humano e causa a dependência dos trabalhadores que, com baixa ou nenhuma escolaridade, são obrigados a se submeter às regras capitalistas. Quanto à responsabilidade do Estado frente a essa questão, verifica-se que as políticas públicas voltadas para a educação são fragmentadas, a exemplo da LDB - Lei de Diretrizes e Base da Educação nº 9.394/96 que estabelece: Art.28. Na oferta da educação básica rural para a população rural, os sistemas de ensino promoverão as adaptações necessárias á sua adequação, as peculiaridades da vida rural e de cada região, especialmente. I- Conteúdos curriculares e metodologias apropriadas ás reais necessidades e interesses dos alunos da zona rural; II- Organização escolar própria, incluindo a adequação do calendário escolar ás fases dos ciclos agrícolas e condições climáticas; I- Adequação á natureza do trabalhado na zona rural. (MEC, 2002, P.28). Como podemos observar, a legislação trata da educação dos trabalhadores do campo e de sua peculiaridade. No entanto, verifica-se outra realidade na prática, já que os objetivos traçados na Lei não são cumpridos, a lei muitas vezes é desrespeitada e o reflexo disso é o que mostram os dados das estatísticas: alto número de analfabetos no país e principalmente no nordeste nas regiões campesina. Historicamente a educação brasileira vem sendo oferecida de forma precária e assistencialista. Diante de tudo o que já foi dito, vale acrescentar que as políticas sociais geralmente têm caráter compensatório e não resolvem efetivamente os problemas da educação e intensificam a vulnerabilidade dos cortadores de cana, pois com baixos níveis, ou mesmo nenhum nível de escolaridade, estes trabalhadores ficam sem alternativa a não ser a submissão à exploração dos usineiros. CONSIDERAÇÕES FINAIS Para Marx, O trabalho não é apenas uma atividade específica de homens em sociedade, mas é, também e ainda, o processo histórico pelo qual surgiu o ser social. Netto e Braz (2008, p. 34). O desenvolvimento do modo de produção capitalista tem seu fundamento na exploração do trabalho. Assim, à medida que o capital desenvolve-se com as inovações

9 9 tecnológicas, vai extraindo cada vez mais lucro e, paradoxalmente, depreciando a força de trabalho com baixos salários e extensas jornadas de trabalho. Com o recorte dado por esta pesquisa ao trabalho do corte da cana-de-açúcar em Alagoas, percebe-se que o uso da maquinaria pelo capital acarreta consequências sobre o trabalhador, como o desemprego que é agravado pelo fato de que a possibilidade de inserção no mercado de trabalho é muito limitada, principalmente pela insuficiente criação de empregos no Estado. Além disso, a extensa jornada de trabalho limita a possibilidade do cortador de cana escolarizar-se, e assim, melhorar sua condição vida e de trabalho. O Estado, por sua vez vem se utilizando de politicas compensatórias para atenuar a realidade dos cortadores de cana que não obtiveram melhorias, mas sim intensificação da exploração do seu trabalho apesar do avento da maquinaria e da tecnologia avançada. Em suma, os avanços tecnológicos só beneficiam os detentores dos meios de produção (usineiros), enquanto que os trabalhadores do corte da cana continuam sendo explorados, tendo sua condição de vida (e também de trabalho e educação) comprometida em nome da incessante busca de lucros pelo capitalista que o emprega. REFERÊNCIAS Analfabetismo: IBGE- divulga dado do censo Disponível em:<http://vidaeducacao.com.br//?p=1201>acesso em: 25 de Jun MEC. Diretrizes operacionais para a educação básica nas escolas do campo. Resolução CNE/CEB Nº 1 de 3 de Abril de NETTO, José Paulo; BRAZ, Marcelo. Economia Política: uma introdução à crítica. 5. Edição. São Paulo: Editora Cortez, SILVA, Jane Marinho da; SILVA, Maria Fernanda da. A modernização do setor sucroalcooleiro e a escolaridade de trabalhadores rurais cortadores de cana: algumas considerações f. Monografia (Graduação em Pedagogia) Universidade Federal de Alagoas, Maceió, SANTOS, Antônio César de Holanda. Expropriação do trabalho e escolarização do cortador de cana em Alagoas. Maceió, Dissertação (mestrado em educação). Universidade Federal de Alagoas.

10 SCOPINHO, Rosemeire Aparecida et. al. Novas tecnologias e saúde do trabalhador: a mecanização do corte da cana-de-açúcar. Disponível em: < Acesso em: 10 de nov

A EVOLUÇÃO DA CULTURA DO CAFÉ E DA CANA-DE-AÇUCAR NO MUNICIPIO DE FRANCA: UM ESTUDO NOS ANOS DE 1990 A 2007

A EVOLUÇÃO DA CULTURA DO CAFÉ E DA CANA-DE-AÇUCAR NO MUNICIPIO DE FRANCA: UM ESTUDO NOS ANOS DE 1990 A 2007 344 A EVOLUÇÃO DA CULTURA DO CAFÉ E DA CANA-DE-AÇUCAR NO MUNICIPIO DE FRANCA: UM ESTUDO NOS ANOS DE 1990 A 2007 Jordanio Batista Maia da Silva (Uni-FACEF) Hélio Braga Filho (Uni-FACEF) 1 INTRODUÇÃO Vivemos

Leia mais

Cortadores de cana têm vida útil de escravo em SP

Cortadores de cana têm vida útil de escravo em SP Cortadores de cana têm vida útil de escravo em SP Pressionado a produzir mais, trabalhador atua cerca de 12 anos, como na época da escravidão Conclusão é de pesquisadora da Unesp; usineiros dizem que estão

Leia mais

A verdade é como o ninho de cobra. Se reconhece não pela vista mas pela mordedura. (Mia Couto).

A verdade é como o ninho de cobra. Se reconhece não pela vista mas pela mordedura. (Mia Couto). O TRABALHO DOCENTE E A PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO Uma análise de sua historicidade Maria Ciavatta* A verdade é como o ninho de cobra. Se reconhece não pela vista mas pela mordedura. (Mia Couto). SEMINÁRIO

Leia mais

Tema: Educação do Campo

Tema: Educação do Campo CONSTRUÇÃO DO PLANO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE PALMAS-TO s Tema: Educação do Campo Alguns Termos: Educação Básica: Entendida conforme a LDB (9394/96) - constituída pela Educação Infantil, Fundamental e Ensino

Leia mais

O IDOSO EM QUESTÃO: ALUNOS DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS MOSTRAM SUA VISÃO SOBRE O QUE É SER IDOSO NA ATUALIDADE

O IDOSO EM QUESTÃO: ALUNOS DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS MOSTRAM SUA VISÃO SOBRE O QUE É SER IDOSO NA ATUALIDADE ISSN: 1981-3031 O IDOSO EM QUESTÃO: ALUNOS DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS MOSTRAM SUA VISÃO SOBRE O QUE É SER IDOSO NA ATUALIDADE Eva Pauliana da Silva Gomes 1. Givanildo da Silva 2. Resumo O presente

Leia mais

ESTA PALESTRA NÃO PODERÁ SER REPRODUZIDA SEM A REFERÊNCIA DO AUTOR.

ESTA PALESTRA NÃO PODERÁ SER REPRODUZIDA SEM A REFERÊNCIA DO AUTOR. ESTA PALESTRA NÃO PODERÁ SER REPRODUZIDA SEM A REFERÊNCIA DO AUTOR. ÉTICA E SERVIÇO SOCIAL: Elementos para uma breve reflexão e debate. Perspectiva de Análise Teoria Social Crítica (Marx e alguns marxistas)

Leia mais

INSTITUTOS SUPERIORES DE ENSINO DO CENSA PROGRAMA INSTITUCIONAL DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA PROVIC PROGRAMA VOLUNTÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA

INSTITUTOS SUPERIORES DE ENSINO DO CENSA PROGRAMA INSTITUCIONAL DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA PROVIC PROGRAMA VOLUNTÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA INSTITUTOS SUPERIORES DE ENSINO DO CENSA PROGRAMA INSTITUCIONAL DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA PROVIC PROGRAMA VOLUNTÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA IMPACTO DA CONSTRUÇÃO CIVIL NO PRODUTO INTERNO BRUTO BRASILEIRO

Leia mais

Katia Luciana Sales Ribeiro Keila de Souza Almeida José Nailton Silveira de Pinho. Resenha: Marx (Um Toque de Clássicos)

Katia Luciana Sales Ribeiro Keila de Souza Almeida José Nailton Silveira de Pinho. Resenha: Marx (Um Toque de Clássicos) Katia Luciana Sales Ribeiro José Nailton Silveira de Pinho Resenha: Marx (Um Toque de Clássicos) Universidade Estadual de Montes Claros / UNIMONTES abril / 2003 Katia Luciana Sales Ribeiro José Nailton

Leia mais

PLANO DE ESTUDOS 3º trimestre 2012

PLANO DE ESTUDOS 3º trimestre 2012 PLANO DE ESTUDOS 3º trimestre 2012 ano: 9º disciplina: geografia professor: Meus caros (as) alunos (as): Durante o 2º trimestre, você estudou as principais características das cidades globais e das megacidades

Leia mais

Subsunção formal e real do trabalho ao capital e suas implicações nas relações sociais Bárbara Cristhinny G.Zeferino 1 barbara_formacaoal@yahoo.com.

Subsunção formal e real do trabalho ao capital e suas implicações nas relações sociais Bárbara Cristhinny G.Zeferino 1 barbara_formacaoal@yahoo.com. Subsunção formal e real do trabalho ao capital e suas implicações nas relações sociais Bárbara Cristhinny G.Zeferino 1 barbara_formacaoal@yahoo.com.br Modalidad de trabajo: Eje temático: Palabras claves:

Leia mais

ZENUN, Katsue Hamada e; MARKUNAS, Mônica. Tudo que é sólido se desmancha no ar. In:. Cadernos de Sociologia 1: trabalho. Brasília: Cisbrasil-CIB,

ZENUN, Katsue Hamada e; MARKUNAS, Mônica. Tudo que é sólido se desmancha no ar. In:. Cadernos de Sociologia 1: trabalho. Brasília: Cisbrasil-CIB, ZENUN, Katsue Hamada e; MARKUNAS, Mônica. Tudo que é sólido se desmancha no ar. In:. Cadernos de Sociologia 1: trabalho. Brasília: Cisbrasil-CIB, 2009. p. 24-29. CAPITALISMO Sistema econômico e social

Leia mais

1. INTRODUÇÃO CONCEITUAL SOBRE O DESENVOLVIMENTO E O CRESCIMENTO ECONÔMICO

1. INTRODUÇÃO CONCEITUAL SOBRE O DESENVOLVIMENTO E O CRESCIMENTO ECONÔMICO 1. INTRODUÇÃO CONCEITUAL SOBRE O DESENVOLVIMENTO E O CRESCIMENTO ECONÔMICO A análise da evolução temporal (ou dinâmica) da economia constitui o objeto de atenção fundamental do desenvolvimento econômico,

Leia mais

OS ARRENDAMENTOS DE TERRA PARA A PRODUÇÃO DE CANA- DE- AÇÚCAR

OS ARRENDAMENTOS DE TERRA PARA A PRODUÇÃO DE CANA- DE- AÇÚCAR Tamires Silva Gama Acadêmica do Curso de Geografia da UEM. Bolsista do CNPq Tamires_gama@hotmail.com OS ARRENDAMENTOS DE TERRA PARA A PRODUÇÃO DE CANA- DE- AÇÚCAR INTRODUÇÃO Frente os avanços da modernização

Leia mais

REALIDADE DAS ESCOLAS MULTISSERIADAS FRENTE

REALIDADE DAS ESCOLAS MULTISSERIADAS FRENTE A REALIDADE DAS ESCOLAS MULTISSERIADAS FRENTE ÀS CONQUISTAS NA LEGISLAÇÃO EDUCACIONAL HAGE, Salomão Mufarrej UFPA GT: Educação Fundamental/ n.13 Agência Financiadora: CNPq Introdução Este texto apresenta

Leia mais

A QUESTÃO DA REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA NO BAIRRO SANGA FUNDA, PELOTAS, RS.

A QUESTÃO DA REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA NO BAIRRO SANGA FUNDA, PELOTAS, RS. A QUESTÃO DA REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA NO BAIRRO SANGA FUNDA, PELOTAS, RS. Carina da Silva UFPel, carinasg2013@gmail.com INTRODUÇÃO A atual sociedade capitalista tem como alicerce, que fundamenta sua manutenção,

Leia mais

Projeções de custos e rentabilidade do setor sucroenergético na região Nordeste para a safra 2013/14: o desafio de sobrevivência dos fornecedores

Projeções de custos e rentabilidade do setor sucroenergético na região Nordeste para a safra 2013/14: o desafio de sobrevivência dos fornecedores Projeções de custos e rentabilidade do setor sucroenergético na região Nordeste para a safra 2013/14: o desafio de sobrevivência dos fornecedores Essa publicação apresenta as projeções de custos de produção

Leia mais

ANÁLISE CONJUNTURAL DA MULHER NO MERCADO DE TRABALHO CATARINENSE: 2012-2013

ANÁLISE CONJUNTURAL DA MULHER NO MERCADO DE TRABALHO CATARINENSE: 2012-2013 GOVERNO DO ESTADO DE SANTA CATARINA SECRETARIA DE ESTADO DA ASSISTÊNCIA SOCIAL, TRABALHO E HABITAÇÃO SST DIRETORIA DE TRABALHO E EMPREGO DITE COORDENAÇÃO ESTADUAL DO SISTEMA NACIONAL DE EMPREGO SINE SETOR

Leia mais

Atividade extra. Módulo 2 Fascículo 2 Sociologia Unidade 3. Questão 1. Ciências Humanas e suas Tecnologias Sociologia

Atividade extra. Módulo 2 Fascículo 2 Sociologia Unidade 3. Questão 1. Ciências Humanas e suas Tecnologias Sociologia Atividade extra Módulo 2 Fascículo 2 Sociologia Unidade 3 Questão 1 Leia com atenção o texto de Paul Lovejoy sobre escravidão: Enquanto propriedade, os escravos eram bens móveis: o que significa dizer

Leia mais

NÍVEL DE EMPREGO, ESCOLARIDADE E RENDA NO RAMO DE ATIVIDADES FINANCEIRAS, SEGUROS E SERVIÇOS RELACIONADOS, DE CAMPO MOURÃO-PR.

NÍVEL DE EMPREGO, ESCOLARIDADE E RENDA NO RAMO DE ATIVIDADES FINANCEIRAS, SEGUROS E SERVIÇOS RELACIONADOS, DE CAMPO MOURÃO-PR. NÍVEL DE EMPREGO, ESCOLARIDADE E RENDA NO RAMO DE ATIVIDADES FINANCEIRAS, SEGUROS E SERVIÇOS RELACIONADOS, DE CAMPO MOURÃO-PR Área: ECONOMIA LOPES, Janete Leige PEREIRA, Kelli Patrícia PONTILI, Rosangela

Leia mais

A qualidade do emprego agrícola/ não agrícola entre os residentes rurais nas regiões metropolitanas brasileiras: Uma análise por gênero 2009.

A qualidade do emprego agrícola/ não agrícola entre os residentes rurais nas regiões metropolitanas brasileiras: Uma análise por gênero 2009. A qualidade do emprego agrícola/ não agrícola entre os residentes rurais nas regiões metropolitanas brasileiras: Uma análise por gênero 2009. Taciana Letícia Boveloni Ciências Econômicas Centro de Economia

Leia mais

A N A I S D O E V E N T O. 12 e 13 de Novembro de 2014 Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil

A N A I S D O E V E N T O. 12 e 13 de Novembro de 2014 Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil A N A I S D O E V E N T O 12 e 13 de Novembro de 2014 Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil Evolução da mecanização da colheita de cana-de-açúcar em São Paulo: uma reflexão a partir de dados do Protocolo

Leia mais

A crítica à razão especulativa

A crítica à razão especulativa O PENSAMENTO DE MARX A crítica à razão especulativa Crítica a todas as formas de idealismo Filósofo, economista, homem de ação, foi o criador do socialismo científico e o inspirador da ideologia comunista,

Leia mais

Karl Marx e a crítica da sociedade capitalista

Karl Marx e a crítica da sociedade capitalista Karl Marx e a crítica da sociedade capitalista As bases do pensamento de Marx Filosofia alemã Socialismo utópico francês Economia política clássica inglesa 1 A interpretação dialética Analisa a história

Leia mais

SÉCULO XIX NOVOS ARES NOVAS IDEIAS Aula: 43 e 44 Pág. 8 PROFª: CLEIDIVAINE 8º ANO

SÉCULO XIX NOVOS ARES NOVAS IDEIAS Aula: 43 e 44 Pág. 8 PROFª: CLEIDIVAINE 8º ANO SÉCULO XIX NOVOS ARES NOVAS IDEIAS Aula: 43 e 44 Pág. 8 PROFª: CLEIDIVAINE 8º ANO 1 - INTRODUÇÃO Séc. XIX consolidação da burguesia: ascensão do proletariado urbano (classe operária) avanço do liberalismo.

Leia mais

Empreendedora. Inovação e Gestão. Introdução ao empreendedorismo

Empreendedora. Inovação e Gestão. Introdução ao empreendedorismo Inovação e Gestão Empreendedora atuação empreendedora no brasil desenvolvimento da teoria do empreendedorismo diferenças entre empreendedores, empresários, executivos e empregados Introdução ao empreendedorismo

Leia mais

Prova Escrita de Economia A VERSÃO 1. 10.º e 11.º Anos de Escolaridade. Prova 712/1.ª Fase. Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos.

Prova Escrita de Economia A VERSÃO 1. 10.º e 11.º Anos de Escolaridade. Prova 712/1.ª Fase. Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos. EXAME NACIONAL DO ENSINO SECUNDÁRIO Decreto Lei n.º 74/2004, de 26 de Março Prova Escrita de Economia A 10.º e 11.º Anos de Escolaridade Prova 712/1.ª Fase 12 Páginas Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância:

Leia mais

SOBRE A ORIGEM DA OPRESSÃO DA MULHER

SOBRE A ORIGEM DA OPRESSÃO DA MULHER A condição da mulher na sociedade de classes: o machismo a serviço do capital Danielle Sampaio Albuquerque Niágara Vieira Soares Cunha O presente artigo tem como objetivo por em evidência a constituição

Leia mais

Cana de açúcar para indústria: o quanto vai precisar crescer

Cana de açúcar para indústria: o quanto vai precisar crescer Cana de açúcar para indústria: o quanto vai precisar crescer A demanda crescente nos mercados interno e externo por combustíveis renováveis, especialmente o álcool, atrai novos investimentos para a formação

Leia mais

Pesquisa. Há 40 anos atrás nos encontrávamos discutindo mecanismos e. O setor privado de ensino sob um perspectiva de gênero.

Pesquisa. Há 40 anos atrás nos encontrávamos discutindo mecanismos e. O setor privado de ensino sob um perspectiva de gênero. Pesquisa O setor privado de ensino sob um perspectiva de gênero. Introdução Há 40 anos atrás nos encontrávamos discutindo mecanismos e políticas capazes de ampliar a inserção da mulher no mercado de trabalho.

Leia mais

PNAD - Segurança Alimentar 2004 2009. Insegurança alimentar diminui, mas ainda atinge 30,2% dos domicílios brasileiros

PNAD - Segurança Alimentar 2004 2009. Insegurança alimentar diminui, mas ainda atinge 30,2% dos domicílios brasileiros 1 of 5 11/26/2010 2:57 PM Comunicação Social 26 de novembro de 2010 PNAD - Segurança Alimentar 2004 2009 Insegurança alimentar diminui, mas ainda atinge 30,2% dos domicílios brasileiros O número de domicílios

Leia mais

No modo de produção escravista os trabalhadores recebiam salários muito baixos.

No modo de produção escravista os trabalhadores recebiam salários muito baixos. Atividade extra Fascículo 2 Sociologia Unidade 3 Questão 1 Leia com atenção o texto de Paul Lovejoy sobre escravidão: Enquanto propriedade, os escravos eram bens móveis: o que significa dizer que eles

Leia mais

Trabalho Produtivo e Improdutivo: o cerne da questão

Trabalho Produtivo e Improdutivo: o cerne da questão Trabalho Produtivo e Improdutivo: o cerne da questão Gustavo Henrique Lopes Machado Vimos nos dois artigos iniciais desta série o conceito preciso de mercadoria, assim como dos ditos serviços. Sendo que,

Leia mais

Tabela 1 Total da população 2010 Total de homens Total de mulheres Homens % Mulheres % Distrito Federal 2.562.963 1.225.237 1.337.

Tabela 1 Total da população 2010 Total de homens Total de mulheres Homens % Mulheres % Distrito Federal 2.562.963 1.225.237 1.337. PROGRAMA TÉMATICO: 6229 EMANCIPAÇÃO DAS MULHERES OBJETIVO GERAL: Ampliar o acesso das mulheres aos seus direitos por meio do desenvolvimento de ações multissetoriais que visem contribuir para uma mudança

Leia mais

O EMPREGO RURAL NO CULTIVO DA CANA-DE-AÇÚCAR danton@iea.sp.gov.br

O EMPREGO RURAL NO CULTIVO DA CANA-DE-AÇÚCAR danton@iea.sp.gov.br O EMPREGO RURAL NO CULTIVO DA CANA-DE-AÇÚCAR danton@iea.sp.gov.br APRESENTACAO ORAL-Desenvolvimento Rural, Territorial e regional DANTON LEONEL DE CAMARGO BINI. INSTITUTO DE ECONOMIA AGRÍCOLA (IEA) DA

Leia mais

CURSOS PRECISAM PREPARAR PARA A DOCÊNCIA

CURSOS PRECISAM PREPARAR PARA A DOCÊNCIA Fundação Carlos Chagas Difusão de Idéias novembro/2011 página 1 CURSOS PRECISAM PREPARAR PARA A DOCÊNCIA Elba Siqueira de Sá Barretto: Os cursos de Pedagogia costumam ser muito genéricos e falta-lhes um

Leia mais

No que diz respeito à siderurgia em nível mundial, podemos destacar como principais pontos:

No que diz respeito à siderurgia em nível mundial, podemos destacar como principais pontos: Setor Siderúrgico 1 O setor siderúrgico brasileiro passou por profundas transformações na década de 90, tendo como principal elemento de mudança o processo de privatização do setor, que desencadeou, num

Leia mais

O Sonho de ser Empreendedor no Brasil

O Sonho de ser Empreendedor no Brasil O Sonho de ser Empreendedor no Brasil Marco Aurélio Bedê 1 Resumo: O artigo apresenta os resultados de um estudo sobre o sonho de ser Empreendedor no Brasil. Com base em tabulações especiais elaboradas

Leia mais

CONFERÊNCIA NACIONAL DE EDUCAÇÃO. Eixo VI Justiça Social, Educação e Trabalho: Inclusão, diversidade e igualdade EDUCAÇÃO DO CAMPO

CONFERÊNCIA NACIONAL DE EDUCAÇÃO. Eixo VI Justiça Social, Educação e Trabalho: Inclusão, diversidade e igualdade EDUCAÇÃO DO CAMPO CONFERÊNCIA NACIONAL DE EDUCAÇÃO Eixo VI Justiça Social, Educação e Trabalho: Inclusão, diversidade e igualdade EDUCAÇÃO DO CAMPO Quanto à Educação do Campo Superar as discrepâncias e desigualdades educacionais

Leia mais

REFLEXÕES SOBRE A QUESTÃO SOCIAL

REFLEXÕES SOBRE A QUESTÃO SOCIAL TEORIA MARXISTA NA COMPREENSÃO DA SOCIEDADE CAPITALISTA Disciplina: QUESTÃO E SERVIÇO Professora: Maria da Graça Maurer Gomes Türck Fonte: AS Maria da Graça Türck 1 Que elementos são constitutivos importantes

Leia mais

AGOSTO DEVE SER MARCADO POR QUEDA ANUAL DE 33% EM NOVA YORK

AGOSTO DEVE SER MARCADO POR QUEDA ANUAL DE 33% EM NOVA YORK Boletim Semanal sobre Tendências de Mercados Ano XVII 31/agosto/2015 n. 590 AGOSTO DEVE SER MARCADO POR QUEDA ANUAL DE 33% EM NOVA YORK A finalização do mês de agosto traz consigo mais um registro de forte

Leia mais

EDUCAÇÃO, LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO A PARTIR DO FILME NARRADORES DE JAVÉ

EDUCAÇÃO, LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO A PARTIR DO FILME NARRADORES DE JAVÉ EDUCAÇÃO, LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO A PARTIR DO FILME NARRADORES DE JAVÉ Geane Apolinário Oliveira Graduada em Pedagogia pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) - Geane-cg@hotmail.com RESUMO: Este

Leia mais

Economia Política da Violência em Alagoas

Economia Política da Violência em Alagoas Economia Política da Violência em Alagoas Fábio Guedes Gomes 1 "O sentimento de que as pessoas vivem com medo de serem assassinadas é um exagero muito grande. Existe situação terrível nas favelas, mas

Leia mais

Dinamismo do mercado de trabalho eleva a formalização das relações de trabalho de homens e mulheres, mas a desigualdade persiste

Dinamismo do mercado de trabalho eleva a formalização das relações de trabalho de homens e mulheres, mas a desigualdade persiste Dinamismo do mercado de trabalho eleva a formalização das relações de trabalho de homens e mulheres, mas a desigualdade persiste Introdução De maneira geral, as mulheres enfrentam grandes dificuldades

Leia mais

Desafios da EJA: flexibilidade, diversidade e profissionalização PNLD 2014

Desafios da EJA: flexibilidade, diversidade e profissionalização PNLD 2014 Desafios da EJA: flexibilidade, diversidade e profissionalização Levantamento das questões de interesse Perfil dos alunos, suas necessidades e expectativas; Condições de trabalho e expectativas dos professores;

Leia mais

TEMA: A importância da Micro e Pequena Empresa para Goiás

TEMA: A importância da Micro e Pequena Empresa para Goiás TEMA: A importância da Micro e Pequena Empresa para Goiás O presente informe técnico tem o objetivo de mostrar a importância da micro e pequena empresa para o Estado de Goiás, em termos de geração de emprego

Leia mais

Mudanças percebidas nos ecossistemas rurais do município de Bambuí/MG, face à implantação de uma usina alcooleira na região¹

Mudanças percebidas nos ecossistemas rurais do município de Bambuí/MG, face à implantação de uma usina alcooleira na região¹ IV Semana de Ciência e Tecnologia do IFMG campus Bambuí, IV Jornada Científica, 06 a 09 de dezembro de 2011 Mudanças percebidas nos ecossistemas rurais do município de Bambuí/MG, face à implantação de

Leia mais

SALÁRIO, LUCRO E DIVISÃO DE CLASSE RESUMO. relações sociais decorrentes dos modos de produção, sendo fator de transformação da

SALÁRIO, LUCRO E DIVISÃO DE CLASSE RESUMO. relações sociais decorrentes dos modos de produção, sendo fator de transformação da 1 SALÁRIO, LUCRO E DIVISÃO DE CLASSE Fabiane Ribeiro Caldas 1 RESUMO De acordo com o pensamento sociológico de Karl Marx, a sociedade se dá com as relações sociais decorrentes dos modos de produção, sendo

Leia mais

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na atualidade: luta, organização e educação

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na atualidade: luta, organização e educação O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na atualidade: luta, organização e educação Entrevista concedida por Álvaro Santin*, da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem

Leia mais

Brasil e suas Organizações políticas e administrativas. Brasil Atual 27 unidades político-administrativas 26 estados e distrito federal

Brasil e suas Organizações políticas e administrativas. Brasil Atual 27 unidades político-administrativas 26 estados e distrito federal Brasil e suas Organizações políticas e administrativas GEOGRAFIA Em 1938 Getúlio Vargas almejando conhecer o território brasileiro e dados referentes a população deste país funda o IBGE ( Instituto Brasileiro

Leia mais

redução dos preços internacionais de algumas commodities agrícolas; aumento dos custos de

redução dos preços internacionais de algumas commodities agrícolas; aumento dos custos de Desempenho da Agroindústria No fechamento do primeiro semestre de 2005, a agroindústria registrou crescimento de 0,3%, taxa bastante inferior à assinalada pela média da indústria brasileira (5,0%) no mesmo

Leia mais

BALANÇO DE PRODUÇÃO CIENTÍFICA: A UTILIZAÇÃO DAS TIC COMO FERRAMENTA DE PESQUISA ACADÊMICA

BALANÇO DE PRODUÇÃO CIENTÍFICA: A UTILIZAÇÃO DAS TIC COMO FERRAMENTA DE PESQUISA ACADÊMICA MILHOMEM, André Luiz Borges; GENTIL, Heloisa Salles; AYRES, Sandra Regina Braz. Balanço de Produção Científica: A utilização das TICs como ferramenta de pesquisa acadêmica. SemiEdu2010 - ISSN:1518-4846

Leia mais

Compreensão de escalas representadas em gráficos por alunos adultos pouco escolarizados

Compreensão de escalas representadas em gráficos por alunos adultos pouco escolarizados Compreensão de escalas representadas em gráficos por alunos adultos pouco escolarizados Bezerra, Lucicleide 1; Guimarães, Gilda 2 UFPE Resumo Este estudo investigou a compreensão de alunos da Educação

Leia mais

ESTRATIFICAÇÃO SOCIAL

ESTRATIFICAÇÃO SOCIAL ESTRATIFICAÇÃO SOCIAL É muito comum ler em notas de jornais, revistas, internet sobre as classes sociais, geralmente são classificadas da seguinte maneira: classe A, B, C, D, E. No mês de julho de 2008,

Leia mais

19 22 de Outubro de 2014, MINASCENTRO, Belo Horizonte MG

19 22 de Outubro de 2014, MINASCENTRO, Belo Horizonte MG 2º Simpósio Brasileiro de Saúde e Ambiente 19 22 de Outubro de 2014, MINASCENTRO, Belo Horizonte MG Eixo 1. Desenvolvimento socioeconômico e conflitos territoriais DESENVOLVIMENTO CAPITALISTA E SEUS IMPACTOS

Leia mais

A RELAÇÃO ENTRE INDIVÍDUO, NATUREZA E CULTURA: ELEMENTOS PARA PENSAR A RELAÇÃO INSTRUMENTAL COM O MEIO AMBIENTE.

A RELAÇÃO ENTRE INDIVÍDUO, NATUREZA E CULTURA: ELEMENTOS PARA PENSAR A RELAÇÃO INSTRUMENTAL COM O MEIO AMBIENTE. A RELAÇÃO ENTRE INDIVÍDUO, NATUREZA E CULTURA: ELEMENTOS PARA PENSAR A RELAÇÃO INSTRUMENTAL COM O MEIO AMBIENTE. Juliana de Castro Chaves 1 ; Zuzy dos Reis Pereira 2 1 Professora Doutora da UnUCSEH-UEG

Leia mais

A ANÁLISE DA PAISAGEM ATRAVÉS DE FOTOGRAFIAS TIRADAS PELOS PRÓPRIOS ALUNOS: OS POSSÍVEIS USOS PARA O CELULAR NAS AULAS DE GEOGRAFIA

A ANÁLISE DA PAISAGEM ATRAVÉS DE FOTOGRAFIAS TIRADAS PELOS PRÓPRIOS ALUNOS: OS POSSÍVEIS USOS PARA O CELULAR NAS AULAS DE GEOGRAFIA A ANÁLISE DA PAISAGEM ATRAVÉS DE FOTOGRAFIAS TIRADAS PELOS PRÓPRIOS ALUNOS: OS POSSÍVEIS USOS PARA O CELULAR NAS AULAS DE GEOGRAFIA Ires de Oliveira Furtado Universidade Federal de Pelotas iresfurtado@gmail.com

Leia mais

Coordenação: Profª Vera Rodrigues

Coordenação: Profª Vera Rodrigues III Oficina Técnica da Chamada CNPq/MDS - 24/2013 Seminário de Intercâmbio de pesquisas em Políticas Sociais, Combate à Fome e à Miséria no Brasil Projeto E agora falamos nós: mulheres beneficiárias do

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº, DE 2015 (Do Sr. Jarbas Vasconcelos)

PROJETO DE LEI Nº, DE 2015 (Do Sr. Jarbas Vasconcelos) PODER LEGISLATIVO Câmara dos Deputados Gabinete do Deputado JARBAS VASCONCELOS PROJETO DE LEI Nº, DE 2015 (Do Sr. Jarbas Vasconcelos) Concede seguro-desemprego, no período de entressafra, ao trabalhador

Leia mais

BOLETIM EMPREGO Setembro 2014

BOLETIM EMPREGO Setembro 2014 Introdução A seguir são apresentados os últimos resultados disponíveis sobre o emprego no Brasil, com foco no ramo Metalúrgico. Serão utilizadas as bases de dados oficiais, são elas: a RAIS (Relação Anual

Leia mais

As determinações do trabalho no modo de produção capitalista

As determinações do trabalho no modo de produção capitalista As determinações do trabalho no modo de produção capitalista Amanda Larissa Magalhães Ferreira 1 Luciene de Barros correia Teotonio 2 Sanney Karoliny Calixto Barbosa 3 Resumo: O presente artigo tem como

Leia mais

Lider coach: Uma nova abordagem para a gestão de pessoas. Orlando Rodrigues.

Lider coach: Uma nova abordagem para a gestão de pessoas. Orlando Rodrigues. Lider coach: Uma nova abordagem para a gestão de pessoas. Orlando Rodrigues. Ao longo da historia da Administração, desde seus primórdios, a partir dos trabalhos de Taylor e Fayol, muito se pensou em termos

Leia mais

EVASÃO ESCOLAR: UMA EXPRESSÃO DA QUESTÃO SOCIAL NO CONTEXTO DA ESCOLA 1

EVASÃO ESCOLAR: UMA EXPRESSÃO DA QUESTÃO SOCIAL NO CONTEXTO DA ESCOLA 1 EVASÃO ESCOLAR: UMA EXPRESSÃO DA QUESTÃO SOCIAL NO CONTEXTO DA ESCOLA 1 KAEFER, Carin Otília 2 ; LEAL, Francine Ziegler 3. 1 Resultado de projeto de extensão do Curso de Serviço Social da UNIFRA. 2 Orientadora/

Leia mais

A origem latina da palavra trabalho (tripalium, antigo instrumento de tortura) confirma o valor negativo atribuído às atividades laborais.

A origem latina da palavra trabalho (tripalium, antigo instrumento de tortura) confirma o valor negativo atribuído às atividades laborais. 1 Origem do termo O trabalho é o conjunto de atividades por meio das quais o ser humano cria as condições para sua sobrevivência. Por esta característica, sempre foi indispensável na vida dos indivíduos.

Leia mais

INCT Observatório das Metrópoles

INCT Observatório das Metrópoles INCT Observatório das Metrópoles INDICADORES SOCIAIS PARA AS REGIÕES METROPOLITANAS BRASILEIRAS: EXPLORANDO DADOS DE 2001 A 2009 Apresentação Equipe Responsável Luiz Cesar de Queiroz Ribeiro Marcelo Gomes

Leia mais

Fusões e Aquisições no Setor Sucroalcooleiro e a Promoção da Bioeletricidade

Fusões e Aquisições no Setor Sucroalcooleiro e a Promoção da Bioeletricidade Fusões e Aquisições no Setor Sucroalcooleiro e a Promoção da Bioeletricidade Nivalde J. de Castro 1 Guilherme de A. Dantas 2 A indústria sucroalcooleira brasileira passa por um intenso processo de fusões

Leia mais

O QUE É UMA MICROEMPRESA

O QUE É UMA MICROEMPRESA O que é empresa O Artigo 6º da Lei n.º 4.137, de 10/09/1962 define empresa como "... toda organização de natureza civil ou mercantil destinada à exploração por pessoa física ou jurídica de qualquer atividade

Leia mais

Mudanças Socioambientais Globais, Clima e Desastres Naturais

Mudanças Socioambientais Globais, Clima e Desastres Naturais Mudanças Socioambientais Globais, Clima e Desastres Naturais (ENSP/FIOCRUZ) Centro de Estudos e Pesquisas em Emergências e Desastres (CEPEDES) Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) AS MUDANÇAS SOCIOAMBIENTAIS

Leia mais

URBANIZAÇÃO LUGAR É A BASE

URBANIZAÇÃO LUGAR É A BASE URBANIZAÇÃO LUGAR É A BASE. DA REPRODUÇÃO DA VIDA E PODE SER ANALISADO PELA TRÍADE HABITANTE- IDENTIDADE-LUGAR. OBJETIVOS ESPECÍFICOS A. Caracterizar o fenômeno da urbanização como maior intervenção humana

Leia mais

Classes multisseriadas e nucleação das escolas: um olhar sobre a realidade da Educação do Campo

Classes multisseriadas e nucleação das escolas: um olhar sobre a realidade da Educação do Campo Classes multisseriadas e nucleação das escolas: um olhar sobre a realidade da Educação do Campo Segundo Fagundes & Martini (2003) as décadas de 1980 e 1990 foram marcadas por um intenso êxodo rural, provocado

Leia mais

VI CRESCIMENTO ECONÔMICO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

VI CRESCIMENTO ECONÔMICO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO VI CRESCIMENTO ECONÔMICO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO 1. Crescimento Econômico Conceitua-se crescimento econômico como "o aumento contínuo do Produto Interno Bruto (PIB) em termos globais e per capita,

Leia mais

OS EGRESSOS DO BOLSA FAMÍLIA NO MARANHÃO: dimensionamento e impacto sobre suas famílias e suas vidas

OS EGRESSOS DO BOLSA FAMÍLIA NO MARANHÃO: dimensionamento e impacto sobre suas famílias e suas vidas OS EGRESSOS DO BOLSA FAMÍLIA NO MARANHÃO: dimensionamento e impacto sobre suas famílias e suas vidas Profa. Dra. Maria Ozanira da Silva e Silva, GAEPP/UFMA Seminário de Intercâmbio de pesquisas em Políticas

Leia mais

SUMÁRIO. A contribuição dos clássicos da Sociologia para a compreensão da estrutura do trabalho na sociedade Capitalista...02

SUMÁRIO. A contribuição dos clássicos da Sociologia para a compreensão da estrutura do trabalho na sociedade Capitalista...02 SUMÁRIO A contribuição dos clássicos da Sociologia para a compreensão da estrutura do trabalho na sociedade Capitalista...02 Max Weber e o espírito do apitalismo...02 PRIMEIRO CONCEITO-Ética protestante

Leia mais

GRAZIANO DA SILVA, J. A Nova Dinâmica da Agricultura Brasileira. 2.ed.rev. Campinas, Unicamp.IE,1996.

GRAZIANO DA SILVA, J. A Nova Dinâmica da Agricultura Brasileira. 2.ed.rev. Campinas, Unicamp.IE,1996. Acesso a Tecnologias, Capital e Mercados, quanto à Agricultura Familiar x Agricultura Patronal (Texto auxiliar preparado para discussão no Primeiro Curso Centralizado da ENFOC) I No Brasil, a agricultura

Leia mais

MENOS ASSISTENCIALISMO, MAIS PEDAGOGIA. Moysés Kuhlmann: carências da educação infantil vão desde instalações à formação dos professores.

MENOS ASSISTENCIALISMO, MAIS PEDAGOGIA. Moysés Kuhlmann: carências da educação infantil vão desde instalações à formação dos professores. MENOS ASSISTENCIALISMO, MAIS PEDAGOGIA Moysés Kuhlmann: carências da educação infantil vão desde instalações à formação dos professores. 2 Ao lado das concepções do trabalho pedagógico para a infância,

Leia mais

COLÉGIO O BOM PASTOR PROF. RAFAEL CARLOS SOCIOLOGIA 3º ANO. Material Complementar Módulos 01 a 05: Os modos de produção.

COLÉGIO O BOM PASTOR PROF. RAFAEL CARLOS SOCIOLOGIA 3º ANO. Material Complementar Módulos 01 a 05: Os modos de produção. COLÉGIO O BOM PASTOR PROF. RAFAEL CARLOS SOCIOLOGIA 3º ANO Material Complementar Módulos 01 a 05: Os modos de produção. Modos de Produção O modo de produção é a maneira pela qual a sociedade produz seus

Leia mais

INICIAÇÃO AO ESTUDO DO CAPITAL IVAN BARBOSA HERMINE

INICIAÇÃO AO ESTUDO DO CAPITAL IVAN BARBOSA HERMINE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO CAPITAL IVAN BARBOSA HERMINE SÃO PAULO 2013 INICIAÇÃO AO ESTUDO DO CAPITAL IVAN BARBOSA HERMINE Este trabalho foi elaborado com o objetivo de incentivar o estudo da obra O Capital

Leia mais

Atlas Digital de MINAS GERAIS 1 de 18

Atlas Digital de MINAS GERAIS 1 de 18 Atlas Digital de MINAS GERAIS 1 de 18 Características Agropecuárias A sociedade brasileira viveu no século XX uma transformação socioeconômica e cultural passando de uma sociedade agrária para uma sociedade

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE NÚCLEO DE ESTUDOS EM SAÚDE COLETIVA OBSERVATÓRIO RH NESC/UFRN

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE NÚCLEO DE ESTUDOS EM SAÚDE COLETIVA OBSERVATÓRIO RH NESC/UFRN UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE NÚCLEO DE ESTUDOS EM SAÚDE COLETIVA OBSERVATÓRIO RH NESC/UFRN PESQUISA INTEGRANTE DO PLANO DIRETOR 2004/2005 ROREHS/MS/OPAS DINÂMICA

Leia mais

POLÍTICAS PÚBLICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

POLÍTICAS PÚBLICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL 1 POLÍTICAS PÚBLICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL Erika Cristina Pereira Guimarães (Pibid-UFT- Tocantinópolis) Anna Thércia José Carvalho de Amorim (UFT- Tocantinópolis) O presente artigo discute a realidade das

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL NO MUNDO DA TECNOLOGIA

A IMPORTÂNCIA DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL NO MUNDO DA TECNOLOGIA 25 a 28 de Outubro de 2011 ISBN 978-85-8084-055-1 A IMPORTÂNCIA DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL NO MUNDO DA TECNOLOGIA Zedequias Vieira Cavalcante¹, Mauro Luis Siqueira da Silva² RESUMO: A Revolução Industrial

Leia mais

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE Diretoria de Pesquisas Coordenação de Trabalho e Rendimento Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios

Leia mais

Principais Sociólogos

Principais Sociólogos Principais Sociólogos 1. (Uncisal 2012) O modo de vestir determina a identidade de grupos sociais, simboliza o poder e comunica o status dos indivíduos. Seu caráter institucional assume grande importância

Leia mais

2012 Copyright. Curso Agora Eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor. Tribunais Gestão de Pessoas Questões Giovanna Carranza

2012 Copyright. Curso Agora Eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor. Tribunais Gestão de Pessoas Questões Giovanna Carranza 2012 Copyright. Curso Agora Eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor. Tribunais Gestão de Pessoas Questões Giovanna Carranza 01. Conceitualmente, recrutamento é: (A) Um conjunto de técnicas e procedimentos

Leia mais

O Mercado de Trabalho nas Atividades Culturais no Brasil, 1992-2001

O Mercado de Trabalho nas Atividades Culturais no Brasil, 1992-2001 1 Ministério da Cultura Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) Data de elaboração da ficha: Ago 2007 Dados das organizações: Nome: Ministério da Cultura (MinC) Endereço: Esplanada dos Ministérios,

Leia mais

A RELAÇÃO MIGRAÇÃO-TRABALHO: UMA ANÁLISE SOB A ÓTICA DA QUESTÃO SOCIAL RESUMO

A RELAÇÃO MIGRAÇÃO-TRABALHO: UMA ANÁLISE SOB A ÓTICA DA QUESTÃO SOCIAL RESUMO A RELAÇÃO MIGRAÇÃO-TRABALHO: UMA ANÁLISE SOB A ÓTICA DA QUESTÃO SOCIAL Sâmia Bessa de Moraes 1 Edvânia Custódio do Nascimento 2 RESUMO Este trabalho faz uma breve análise sobre a relação existente entre

Leia mais

Parte 01 - Versão 2.3 (Março de 2009)

Parte 01 - Versão 2.3 (Março de 2009) Parte 01 - Versão 2.3 (Março de 2009) Teorias clássica ou neoclássica (liberalismo); Teoria keynesiana; Teoria marxista. Visão do capitalismo como capaz de se auto-expandir e se autoregular Concepção

Leia mais

300 mil. 1,2 milhão. de empregos diretos

300 mil. 1,2 milhão. de empregos diretos A história da cana-de-açúcar confunde-se com a do próprio Brasil. Fundamental para a colonização do nosso território pelos portugueses, ela ainda hoje desempenha um importante papel em nossa economia (vide

Leia mais

APRESENTAÇÃO DA SÉRIE FEDERAÇÃO DE ÓRGÃOS PARA ASSISTÊNCIA SOCIAL E EDUCACIONAL (FASE)

APRESENTAÇÃO DA SÉRIE FEDERAÇÃO DE ÓRGÃOS PARA ASSISTÊNCIA SOCIAL E EDUCACIONAL (FASE) APRESENTAÇÃO DA SÉRIE FEDERAÇÃO DE ÓRGÃOS PARA ASSISTÊNCIA SOCIAL E EDUCACIONAL (FASE) Esta série contempla documentos produzidos pela Fase Federação de Órgãos Para Assistência Social e Educacional. Trata-se

Leia mais

Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Sociologia

Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Sociologia Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Ensino Médio Elaborar uma proposta curricular para implica considerar as concepções anteriores que orientaram, em diferentes momentos, os

Leia mais

Boletim Econômico. Federação Nacional dos Portuários. Sumário

Boletim Econômico. Federação Nacional dos Portuários. Sumário Boletim Econômico Federação Nacional dos Portuários Agosto de 2014 Sumário Indicadores de desenvolvimento brasileiro... 2 Emprego... 2 Reajuste dos salários e do salário mínimo... 3 Desigualdade Social

Leia mais

EFEITOS DA POPULAÇÃO ECONOMICAMENTE ATIVA SOBRE A TAXA DE DESEMPREGO

EFEITOS DA POPULAÇÃO ECONOMICAMENTE ATIVA SOBRE A TAXA DE DESEMPREGO NOTA TÉCNICA EFEITOS DA POPULAÇÃO ECONOMICAMENTE ATIVA SOBRE A TAXA DE DESEMPREGO Maria Andréia Parente Lameiras* 1 INTRODUÇÃO Ao longo da última década, o mercado de trabalho no Brasil vem apresentando

Leia mais

Trabalho infantil e adolescente_. Impactos econômicos e os desafios para a inserção de jovens no mercado de trabalho no Cone Sul

Trabalho infantil e adolescente_. Impactos econômicos e os desafios para a inserção de jovens no mercado de trabalho no Cone Sul Trabalho infantil e adolescente_ Impactos econômicos e os desafios para a inserção de jovens no mercado de trabalho no Cone Sul A Convenção n o 182 da OIT de 1973 determina como idade mínima para iniciar

Leia mais

Desempenho da Agroindústria em 2004. histórica iniciada em 1992. Como tem sido freqüente nos últimos anos (exceto em 2003), os

Desempenho da Agroindústria em 2004. histórica iniciada em 1992. Como tem sido freqüente nos últimos anos (exceto em 2003), os Desempenho da Agroindústria em 2004 Em 2004, a agroindústria obteve crescimento de 5,3%, marca mais elevada da série histórica iniciada em 1992. Como tem sido freqüente nos últimos anos (exceto em 2003),

Leia mais

A ONU ESTIMA QUE, ATÉ 2050, DOIS TERÇOS DA POPULAÇÃO MUNDIAL ESTARÃO MORANDO EM ÁREAS URBANAS.

A ONU ESTIMA QUE, ATÉ 2050, DOIS TERÇOS DA POPULAÇÃO MUNDIAL ESTARÃO MORANDO EM ÁREAS URBANAS. A ONU ESTIMA QUE, ATÉ 2050, DOIS TERÇOS DA POPULAÇÃO MUNDIAL ESTARÃO MORANDO EM ÁREAS URBANAS. EM 1950, O NÚMERO CORRESPONDIA A APENAS UM TERÇO DA POPULAÇÃO TOTAL. CERCA DE 90% DO AVANÇO DA POPULAÇÃO URBANA

Leia mais

Seminario internacional: 2025: juventudes con una mirada estratégica Claves para un sistema de formación en perspectiva comparada - Uruguay

Seminario internacional: 2025: juventudes con una mirada estratégica Claves para un sistema de formación en perspectiva comparada - Uruguay Seminario internacional: 2025: juventudes con una mirada estratégica Claves para un sistema de formación en perspectiva comparada - Uruguay Experiência Brasil Eliane Ribeiro UNIRIO/UERJ/ Secretaria Nacional

Leia mais

DETERMINANTES DA VIOLÊNCIA NO BRASIL

DETERMINANTES DA VIOLÊNCIA NO BRASIL ESTUDO DETERMINANTES DA VIOLÊNCIA NO BRASIL Luciana da Silva Teixeira Consultora Legislativa da Área IX Política e Planejamento Econômicos, Desenvolvimento Econômico, Economia Internacional ESTUDO NOVEMBRO/2004

Leia mais

Aula5 POPULAÇÃO E DEMOGRAFIA NO BRASIL. Debora Barbosa da Silva

Aula5 POPULAÇÃO E DEMOGRAFIA NO BRASIL. Debora Barbosa da Silva Aula5 POPULAÇÃO E DEMOGRAFIA NO BRASIL META Refletir sobre as características da população brasileira como fundamento para a compreensão da organização do território e das políticas de planejamento e desenvolvimento

Leia mais

O Envelhecimento Populacional e as Repercussões na Política de Saúde e nas Famílias

O Envelhecimento Populacional e as Repercussões na Política de Saúde e nas Famílias O Envelhecimento Populacional e as Repercussões na Política de Saúde e nas Famílias Daiana de Aquino Hilario Machado * RESUMO: Neste artigo estaremos discutindo sobre as repercussões do envelhecimento

Leia mais

Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos.

Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos. EXAME NACIONAL DO ENSINO SECUNDÁRIO Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de julho Prova Escrita de Economia A 10.º e 11.º Anos de Escolaridade Prova 712/2.ª Fase 14 Páginas Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância:

Leia mais