FINANCEIRIZAÇÃO DA PRODUÇÃO E AS CONSEQUÊNCIAS PARA A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "FINANCEIRIZAÇÃO DA PRODUÇÃO E AS CONSEQUÊNCIAS PARA A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO"

Transcrição

1 FINANCEIRIZAÇÃO DA PRODUÇÃO E AS CONSEQUÊNCIAS PARA A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO Marina Borges Lima Fantti (UFSCar ) O objetivo desse artigo é apresentar uma breve revisão das consequências da financeirização da produção para a organização do trabalho. Inicialmente, é apresentada a constituição da lógica financeira e sua entrada nas organizações. Posterioormente, são apresentadas as consequências da financeirização para a organização do trabalho. Os principais resultados desse estudo demonstram que dentre as consequências da financeirização da produção para a organização do trabalho, pode-se citar: mudanças nos diversos níveis hierárquicos nas organizações, desde responsabilidades e resultados esperados até as formas de remuneração, principalmente, nos níveis gerenciais e estratégicos; mudança na forma com que o controle sobre os empregados é realizado; redução dos custos com o trabalho, entre outras. Espera-se que este trabalho sirva de estímulo para que pesquisas futuras, que analisem o relacionamento existente entre a financeirização da produção e a organização do trabalho, sejam desenvolvidas. Palavras-chaves: Financeirização da produção, organização do trabalho

2 1. Introdução A partir da década de 1980 observou-se o fortalecimento dos investidores institucionais e sua maior influência nas organizações, constituindo assim a entrada da lógica financeira nas organizações. Esse fortalecimento contribuiu para o aumento das disputas entre os investidores institucionais e os gerentes, fazendo com que os gerentes perdessem aos poucos o controle das organizações conquistado na Revolução Gerencial, que teve inicio na década de 20, do século XX e prevaleceu até 1980 (DAVIS, 2009). Neste contexto, passou a ser enfatizada nas organizações, a necessidade de gerar valor aos acionistas, a partir do aumento constante do valor das ações na crescente busca por capital, além da necessidade de atender aos princípios da governança corporativa. Por conseguinte, as organizações tiveram que adequar seus modelos de organização e gestão para atender ao capitalismo dos acionistas, do qual valoriza o custo de oportunidade, a liquidez, a flexibilidade do investimento, levando a algumas consequências para a organização da produção e do trabalho. Assim, o objetivo deste artigo é apresentar uma breve revisão das consequências da financeirização da produção para a organização do trabalho. Inicialmente, é apresentada a constituição da lógica financeira e sua entrada nas organizações, sendo analisadas as eras vivenciadas pelas organizações norte-americanas e as características presentes na entrada da lógica financeira nas organizações. Posteriormente, são analisados os impactos da financeirização no mundo do trabalho. Por fim, são apresentadas as considerações finais. Os principais resultados deste estudo, após o levantamento bibliográfico, demonstram que dentre as consequências da financeirização da produção para a organização do trabalho, podese citar: mudanças nos diversos níveis hierárquicos nas organizações, desde responsabilidades e resultados esperados até as formas de remuneração, principalmente, nos níveis gerenciais e estratégicos; mudança na forma com que o controle sobre os empregados é realizado; redução dos custos com o trabalho, entre outras. 2

3 Espera-se que os resultados obtidos neste trabalho complementem o conhecimento existente e sirvam de estímulo para que outros pesquisadores investiguem mais profundamente o relacionamento existente entre a lógica financeira e a organização do trabalho. 2. Constituição da lógica financeira e sua entrada nas organizações 2.1. Eras vivenciadas pelas organizações norte-americanas Para um melhor entendimento de como o mundo contemporâneo está focado na acumulação sob dominância financeira, é importante a análise do contexto histórico. Neste sentido, serão abordadas as três principais eras vivenciadas pelas organizações norte-americanas, a partir do século XX, que constituíram segundo Davis (2009), reflexos da revolução das finanças e da maior influência dos mercados financeiros. A primeira era trata-se do capitalismo financeiro, caracterizada pela atuação dos banqueiros em grandes corporações, principalmente, devido ao fato deles transformarem produtores locais e regionais em diversos monopólios e oligopólios, tais como: a General Eletric e o US Stell. De acordo com a perspectiva pública, tratava-se de cartéis controlados por financistas da Wall Street (DAVIS, 2009). Louis Brandeis publicou uma série de artigos caracterizando essa era, que fizeram parte de sua obra Other People s Money: And How the Bankers Use It, de 1914, demonstrando de que forma a economia americana era controlada por oligopólios financeiros (DAVIS, 2009). No entanto, com o boom do mercado de ações em 1920, houve um crescimento vasto da participação pública nas organizações. O número de acionistas nos Estados Unidos quadriculou de 2.4 milhões para 10 milhões entre 1924 e 1930, fazendo com que a propriedade das grandes organizações se descentralizasse, diminuísse o controle exercido pelos banqueiros e aumentasse a atuação dos gerentes profissionais (DAVIS, 2009). Esse era o nascimento do denominado capitalismo gerencial, a segunda era das organizações norte-americanas, que iniciou na década de 1920 e durou até No livro The Modern Corporation and Private Property, publicado em 1932, Adolph Berle e Gardiner Means denominou a Revolução dos Gerentes, o crescimento do controle dos gerentes profissionais nas organizações. (DAVIS, 2009). De acordo com Ussem (1993), estudos realizados a partir da década de 1970 confirmaram as afirmações de Berle e Means (1932) apud de Davis (2009), de que os controles das 3

4 organizações, paulatinamente, passaram dos proprietários para os gerentes profissionais em grandes empresas norte-americanas. Como referência, Ussem (1993) cita que um dos principais estudos realizados reportou que, em 1974, 82% das 200 maiores empresas não financeiras estavam sobre controle dos gerentes, contra apenas 40% em Desde o final da Segunda Guerra Mundial, crescia a atuação dos gerentes profissionais, principalmente nas grandes indústrias. Segundo Davis (2009), esse período apresentou como características: contratação de diversas pessoas para atuarem em grandes unidades industriais, plantas de produção em massa com foco em ganho de escala, atuação dos gerentes profissionais em organizações que apresentavam diferentes princípios tecnológicos, sociais e econômicos. Neste período, o objetivo principal da empresa e dos gerentes profissionais, não era maximizar o retorno sobre o investimento e os lucros dos acionistas, mas aumentar o tamanho das empresas e diversificar, na medida em que grandes organizações pagavam melhor, proporcionavam maior prestígio e mais oportunidades devido à maior quantidade de níveis hierárquicos (DAVIS, 2009). No entanto, Chesnais (2005) verificou que, a partir da década de 1950, surgiram os primeiros movimentos de recomeço da centralização do capital sob a forma financeira. Esse autor destaca dois fatores fundamentais para esse processo. Por um lado, as famílias de alta renda começam a aplicar suas poupanças financeiras em títulos de seguro de vida, estimulados pelos incentivos fiscais adotados pelo governo daquele país. E, por outro lado, as mudanças na periodicidade dos pagamentos aos assalariados, que se tornou mensal, acompanhadas das modificações na legislação que passou a estabelecer obrigatoriamente a abertura de contas bancárias para recebimento dos salários. Além disso, observou-se a partir da década de 1970, o fortalecimento dos investidores institucionais, devido a algumas mudanças que deram suporte. A primeira mudança estava relacionada às alterações na legislação, que permitia aos fundos de pensão e às companhias de seguro investir em proporções consideráveis de seus portfólios em ações de companhias. Tal posicionamento dos investidores era fortemente influenciado pelo período inflacionário, que levava os fundos a buscar novas formas de ganhos para compensar os investidores (FLIGSTEIN & MARKOWOTINZ, 1992). Outra mudança no período foi o fim da diferenciação quanto às possibilidades de investimento do dinheiro aplicado entre bancos 4

5 comerciais e poupança, que fez os investidores de longo prazo, buscarem rentabilidades compatíveis com outras aplicações financeiras mais rentáveis, como as aplicações de curto prazo. A transferência de ações de proprietários individuais para instituições, como fundos de pensão e de investimento e companhias de seguros, tornou possível o processo de takeover, ou seja, de assumir a direção das empresas, nas quais esses investidores possuíam ações (DONADONE, 2009). Assim, verificou-se que nos anos 1980, o investidor institucional passou a ocupar uma posição mais ativa quanto ao gerenciamento das empresas, ainda em muitos casos subordinados aos interesses gerenciais. Mas, aos poucos, crescia a pressão por mudanças que proporcionassem maior controle das empresas e maior retorno aos investidores. Neste sentido, começava a ser questionado o controle gerencial das empresas. Sobre o ponto de vista econômico, as empresas não maximizavam os seus lucros, por usar os recursos no pagamento mais do que o necessário aos empregados e adotar estratégias empresariais que afetava as operações do mercado e alocava de forma ineficaz os recursos (DAVIS, 2009). Dentre outros fenômenos importantes para a sustentação e expansão da predominância da lógica financeira a partir década de 1980, têm-se a ampliação da dívida pública da Europa e dos EUA, estimulada pelas políticas de altos juros, significando maior dependência desses governos em relação ao mercado financeiro internacionalizado; intervenções dos bancos centrais para evitar o colapso dos bancos credores da dívida do Terceiro Mundo; transformação dos EUA no maior devedor do mundo, possibilitando, com isso, a manutenção da supremacia do dólar norte-americano no mercado financeiro mundial e, ainda, o fato de que os EUA passam a forçar a liberalização dos sistemas financeiros da Ásia e da América Latina (BELLUZO, 2006). Além disso, o processo de globalização e desenvolvimento de tecnologias de informação e de comunicação favoreceu a expansão dos sistemas financeiros. Isto reduziu os custos das transações financeiras e permitiu enorme mobilidade de capitais, dando a oportunidade de facilmente se retirar o capital de um investimento de baixo desempenho para alocá-lo em investimentos mais atrativos (DAVIS, 2009). 5

6 Todos esses acontecimentos contribuíram para a terceira era, denominada por capitalismo dos acionistas ou financeirização da economia, caracterizada pela a maior influência dos mercados financeiros nas corporações devido às modificações ocorridas nas políticas econômicas, que via de regra, adotavam regimes mais liberais, ondas de privatização de grandes empresas industriais e financeiras e pela liberação dos sistemas financeiros (PLIHON, 2003). Em suma, essa era caracterizou a expansão do fenômeno da financeirização, observada inicialmente nos Estados Unidos e na União Européia, e em seguida nos demais mercados mundiais, cujos principais conceitos e consequências serão abordados a seguir Geração de valor aos acionistas e governança corporativa Diante do fortalecimento da lógica financeira, observou a difusão dos conceitos de geração de valor aos acionistas e da governança corporativa nas organizações, dos quais serão abordados a seguir. A partir da década de 1980, os investidores institucionais tentavam forçar a administração das empresas de capital aberto a reconhecerem a necessidade de se aumentar constantemente o valor das ações na busca crescente de ganhos de capital, sendo disseminada a necessidade de gerar valor aos acionistas (CROTTY, 2002). Assim observa-se um maior foco na geração de valor segundo a lógica financeira ao invés da geração de valor pela lógica da produção, na medida em que os ganhos obtidos nas estratégias financeiros e no controle dos mercados, que, normalmente, são mais altos que os obtidos em melhorias dos processos de produção (ERTURK et al., 2008). Froud et al. (2000) apresentam as diferenças existentes entre o estereótipo da lógica da produção (predominante na década de 1980) e da lógica financeira (predominante a partir da década de 1990), conforme descrito na Tabela 1. 6

7 Tabela 1 Diferenças existentes entre os estereótipos da lógica de produção e financeira Fonte: Froud et al. (2000) A caracterização da forma de valorização do capital via lógica financeira nas organizações nasceu do trabalho de Fligstein (1990), que foi o primeiro a responder como grandes organizações dos Estados Unidos deveriam operar para preservar o crescimento e a lucratividade. Para esse autor, a empresa é vista como um portfólio de ativos, sendo que a maior responsabilidade de seus executivos é gerir desempenho desse portfólio, analisando o desempenho de cada divisão e centro de lucro, vendendo qualquer estrutura cujo desempenho fique abaixo de investimentos alternativos. 7

8 Assim, conforme relatado por Dias e Zilbovicius (2009) observa-se uma mudança na concepção acerca das possibilidades de valorização do capital, privilegiando os mercados financeiros, nos quais o capital se valoriza sem passar pela esfera produtiva, relacionada à produção de bens e/ou serviços. Paralelamente, a difusão do conceito de geração de valor aos acionistas, verificou-se também a difusão do conceito de governança corporativa, por se tratar de uma maneira dos acionistas se fazerem ouvir pelas empresas. De acordo com a definição proposta pelo IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa): Governança Corporativa é o sistema pelo qual as organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo os relacionamentos entre proprietários, conselho de administração, diretoria e órgãos de controle. As boas práticas de governança corporativa convertem princípios em recomendações objetivas, alinhando interesses com a finalidade de preservar e otimizar o valor da organização, facilitando seu acesso ao capital e contribuindo para a sua longevidade. (IBGC, 2012). As práticas de governança corporativa se baseiam nos princípios de transparência, independência e prestação de contas como meio de atrair investimentos aos negócios e ao país, apesar de haver variações de aplicação (IBGC, 2012). De modo geral, podem-se dividir os sistemas de governança corporativa no mundo em Outsider System e Insider System, cujas principais características estão descritas na Tabela 2. Tabela 2 Características dos sistemas de governança corporativa 8

9 Fonte: IBGC (2012) 3. Financeirização da produção e a organização do trabalho Diante da necessidade em gerar valor aos acionistas, atender aos princípios da governança corporativa e às exigências do mercado financeiro, as organizações tomaram algumas ações para se adequar às novas exigências e demandas, cujas consequências para a organização do trabalho serão descritas a seguir Os novos gerentes profissionais A difusão das práticas corporativas associadas à lógica financeira fez com que ocorressem mudanças nos diversos níveis hierárquicos nas organizações, desde responsabilidades e resultados esperados até as formas de remuneração, principalmente, nos níveis gerenciais e estratégicos. Com a demissão de parcelas consideráveis da gerência média, a necessidade de pensar a empresa em termos financeiros e a curto prazo, começa a ruir o esquema de distribuição de poder formado ao longo das últimas décadas da revolução gerencial (DONADONE e SNELWAR, 2004). Vale ressaltar, que a Teoria da Agência teve grande influência na medida em que tentou impor uma disciplina financeira nas organizações e gerar maiores benefícios sociais para os acionistas, justificando-se na existência de excessos gerenciais e, do que a mídia e a governança corporativa rotularam como, existência dos CEOs fat cats, que se preocupavam em enriquecer ao invés de gerar valor para os acionistas (ERTURK et al., 2008). Neste contexto, a empresa deveria ser vista como um feixe de contratos entre indivíduos bem definidos no tempo, no espaço e na abrangência, em que se deixa de lado a idéia de trabalho coletivo e se passa a focar no controle e individualização da medida do desempenho (GRÜN, 2004). Alterações nas responsabilidades dos níveis gerenciais, consequentemente, foram observadas, por serem mais cobradas por resultados financeiros no curto prazo e na 9

10 composição salarial dos executivos, por ganhar importância à remuneração variável pelos resultados obtidos, principalmente nos relacionados ao gerenciamento dos preços das ações. Assim, começou a emergir uma reestruturação dos times da alta-administração das organizações, que foi demonstrado por Cetina e Prada (2008), ao analisarem 400 grandes empresas norte-americanas no período de Esses autores demonstraram que os CFOs (Chief Financial Officers) ganharam espaço para gerenciar a avaliação dos mercados de ações e os COOs (Chief Operating Officer) começaram a ser eliminados, por ser um vestígio da estratégia centralizada apenas na diversificação e não no desempenho financeiro como um todo. Além disso, as organizações passaram a considerar as preferências dos investidores institucionais e dos analistas financeiros na hora de comprar outras organizações (CETINA e PRADA, 2008). Vale ressaltar, que além do aumento dos CFOs (Chief Financial Officers), nas equipes da alta administração, as origens funcionais do CEO (Chief Executive Officer) se alteraram com o tempo, influenciando diretamente na lógica a ser adotada na empresa (FLIGSTEIN, 2002). No que se chama de concepção produtivista da empresa, em que são valorizados acima de tudo os aspectos físicos relacionados à produção, eram refletidas no dia-a-dia decisório da empresa a experiência e as habilidades dos engenheiros que fundaram muitas das grandes organizações. Outra concepção possível da empresa é a de vendas e marketing, em que, geralmente, os CEOs teriam vindo da área de vendas. Nesta lógica, muitas vezes é prioritária a obtenção de maiores fatias do mercado em detrimento do próprio resultado financeiro da empresa, pois o foco estaria no aumento de vendas e não tanto no retorno sobre os ativos empregados. Por fim, posteriormente surgiria à concepção financeira das empresas, pois os CEOs teriam vindo da área financeira. Seguindo o mesmo raciocínio, Fligstein (2002) aponta que talvez já esteja sendo observada uma nova concepção, a rede de empresas, em que o CEO seria proveniente da área de Tecnologia da Informação. No entanto, segundo Fligstein (2002), atualmente, a concepção financeira se faz bastante presente e influente nas corporações. Após analisar as origens funcionais dos CEOs de empresas norte-americanas durante toda a década de 1970, esse autor conclui que as empresas geridas por CEOs provenientes da área financeira eram, de fato, mais rentáveis. 10

11 3.2. Desempenho, controle e criação de valor Várias consultorias de renome global elaboraram modelos e métricas próprias para medir a contribuição da empresa para a criação de valor aos acionistas. Tais modelos elucidam como a lógica de criação de valor ao acionista deve permear as decisões e as práticas empresariais (FROUD et al., 2000). Esses modelos e métricas buscam estabelecer o que Haspeslagh et al. (2000), denominou direcionadores de valor, cuja função seria traduzir as métricas econômicas para as diferentes atividades por meio de indicadores, bem como guiar as decisões e ações de cada empregado em direção a maior criação de valor, demonstrando aos empregados de que forma suas decisões e tomadas de ação diárias podem influenciar na geração de valor ao acionista. Neste contexto, há uma mudança na forma com que o controle sobre os empregados é realizado, deixando de ser realizado por meio de procedimentos, regras, e formalizações para ser realizado por meio de indicadores e pelo gerenciamento por resultados, do qual reduz o espaço de autonomia dos envolvidos, que tendem a repetir soluções já testadas a fim de garantir o cumprimento de todas as metas (DIAS e ZILBOVICIUS, 2009) Redução dos custos com o trabalho Nas décadas de revolução gerencial, era bastante utilizada a estratégia de reter e reinvestir nas organizações, quando se tratava de alocação de rendimentos. Essa estratégia estimulava reter todo o dinheiro e força de trabalho empregada e reinvestir em ativos físicos e força de trabalho complementar, produzindo um crescimento incomum das organizações, com muitas divisões e foco em diferentes tipos de negócios (LAZONICK e O SULLIVAN, 2000). No entanto, com a maior atuação dos investidores e da expansão da abordagem de geração de valor ao acionista e dos princípios da governança corporativa, foi verificado por Lazonick e O Sullivan (2000), que as organizações estavam deixando de utilizar estratégias voltadas para o reter e reinvestir para utilizar estratégias voltadas para o diminuir e distribuir. A estratégia de diminuir e distribuir tornou-se o foco das organizações devido à influência dos stock opinions, que as encorajava a alinhar os seus interesses aos interesses financeiros externos ao invés de alinhar com os interesses de produção dos quais elas exerciam controle. 11

12 Em se tratando de alocação de seus recursos, verificou-se que os níveis estratégicos passaram a realizar o downsizing nas organizações que eles controlavam, a partir da redução dos níveis hierárquicos e da força de trabalho empregada e da melhor distribuição de seus rendimentos, de maneira a suportar os preços de suas ações no mercado (COLE 1995). Além disso, foi observado por DiMaggio (2001), a emergência do emprego-projeto. Neste fenômeno é observado cada vez mais o desuso da estrutura hierárquica, a diminuição de regras, o estabelecimento de papéis mais difusos e a diminuição do comprometimento de longo prazo nas relações empregatícias. Segundo esse autor, as empresas cada vez mais deveriam realizar alianças, organizando-se em redes e trabalhando em equipes de projetos. Adicionalmente, observou-se o aumento de formas alternativas de emprego, como o contrato temporário, a terceirização e o trabalho em tempo parcial, das quais focam também na redução dos custos com o trabalho. Vale ressaltar, que apesar dessa busca por flexibilizar ao máximo as relações empregatícias não ser um fenômeno novo, acaba se encaixando com perfeição à necessidade de flexibilidade e liquidez, em oposição ao capital fixo, imobilizado, intrínseca à lógica financeira (DIAS e ZILBOVICIUS, 2009). Neste contexto, observa-se também a emergência e difusão dos conceitos de empregabilidade e empreendedorismo, nos quais é responsabilidade de cada trabalhador a sua manutenção no cargo via investimentos por ele realizados, por exemplo, em qualificação (POWELL, 2001). Esses são alguns dos sintomas de uma transferência dos riscos do capitalismo para o trabalhador, cabendo, em certa medida, perguntar-se se a própria distinção capital x trabalho faz sentido num mundo onde todos devem ser empreendedores, ou seja, assumir riscos, tal qual o capitalista tradicional (DIAS e ZILBOVICIUS, 2009). 4. Considerações Finais Esse artigo reflete o resultado de um levantamento bibliográfico realizado sobre as consequências da financeirização da produção para a organização do trabalho. Inicialmente, foi demonstrado de que forma se deu a constituição da lógica financeira e sua entrada nas organizações, focando na análise das eras vivenciadas nas organizações norte-americanas e de que forma foram difundidos os conceitos de geração de valor aos acionistas e de governança corporativa nas organizações. 12

13 Posteriormente, foram abordadas as consequências da financeirização para a organização do trabalho, sendo demonstrado de que forma ocorreu a alteração na forma de atuação dos gerentes profissionais, devido à necessidade de gerar valor aos acionistas e atender aos princípios da governança corporativa. Observou-se assim o foco na obtenção de resultados financeiros no curto prazo, a disseminação da aplicação de remuneração variável atrelada aos resultados obtidos e a reestruturação dos times da alta-administração, ganhando espaço os profissionais oriundos das áreas financeiras. Em seguida, foi enfatizada a mudança na forma de controle realizado sobre os trabalhadores, sendo realizada por meio do gerenciamento por resultados e pela ênfase na geração de valor aos acionistas. Por fim, foram abordadas as formas de redução dos custos do trabalho, sendo aplicadas estratégias de downsizing, de flexibilização das relações empregatícias e da transferência dos riscos do capitalismo para os trabalhadores. Vale ressaltar, que ao realizar esse levantamento bibliográfico, observou-se que os impactos da financeirização da produção na organização do trabalho foram poucos explorados e podem se constituir em um importante ponto para trabalhos futuros. REFERÊNCIAIS BELLUZZO, Luiz Gonzaga. As transformações da economia capitalista o pós-guerra e a origem dos desequilíbrios globais. Política Econômica em Foco, Campinas, n.7, p.24-41, novembro de 2005/abril de CETINA, Karin Knorr; PRADA, Alex. The sociology of financial markets. New York: Oxford University Press, CHESNAIS, François. (coord) et al. A mundialização Financeira: raízes sociais e políticas, configuração consequências. São Paulo: Boitempo, COLE, Robert E. The death and life of the american quality movement. New York: Oxford University Press, CROTTY, James. The neoliberal paradox: the impacto of destrictive product market competition and modern financial markets on nonfinancial corporation performance in the neoliberal era. In: Epstein, G. Financialization and the World Economy, Edward Elgar, DAVIS, Gerald F. Managed by the markets. New York: Oxford University Press, DIAS, Ana Valéria Carneiro; ZILBOVICIUS, Mauro. Trabalho e criação de valor: financeirização da produção e novas formas de organização do trabalho. In: Mondadore et al. (Org.) Sociologia econômica e das finanças: um projeto em construção, São Carlos: EdUFSCar, p , DI MAGGIO, Paul J. The twenty-first-century firm: changing economic organization in international perspective. Princeton University Press,

14 DONADONE, Julio Cesar. Lógica financeira e dinâmica organizacional nos anos 1990: novos donos, novos consultores, outros gerentes. In: Mondadore et al. (Org.) Sociologia econômica e das finanças: um projeto em construção, São Carlos: EdUFSCar, p , DONADONE, Julio Cesar; SZNELWAR, Laerte Idal. Dinâmica organizacional, crescimento das consultorias e mudanças nos conteúdos gerenciais nos anos 90. In: Produção, vol.14, n.2, p.58-69, ERTURK., Ismail; FROUD Julie; JOHAL. Sukhdev; LEAVER, Adam; WILLIAMS, Karel. Financialization at work: key texts and commentary. Routlegde, FLIGSTEIN, Neil. The transformation of corporate control. Cambridge, MA-USA: Harvard University Press, The architecture of markets: an economic sociology of twentyfirst-century capitalist societies. Princeton University, FLIGSTEIN, Neil; MARKOWITZ, Linda. The finance conception of the corporation and the causes of the financial reorganization of large American corporations, Efficiency and Ownership: The Future of the Corporation, maio de FROUD, Julie; HASLAM, C.; JOHAL, Sukhdev; WILLIAMS, Karel. Shareholder value and financialization: consultancy promises, management moves. Economy and Society, n. 29, p , GRUN, Roberto. A evolução recente do espaço financeiro no Brasil e alguns reflexos na cena política. Dados - Revista de Ciências Sociais, vol. 47, n. 1, p. 5-47, HASPESLAGH, P.; NODA, T.; BOULOS, F. Are you (really) managing for value? Insead Working Paper, 2000/67/SM, IBGC. In: acessado em 12/11/2012. LAZONICK, William; O`SULLIVAN, Mary. Maximizing shareholder value: a new ideology for corporate governance. Economy and Society, vol. 29, n.1, p , PLIHON, Dominique. Le nouveau capitalisme. Paris : La Découverte, POWELL, Walter. The capitalism firm in the twenty-first century: emerging patters in western enterprise. In: DiMaggio, Paul (Ed.). The twenty-first-century firm: changing economic organization in international perspective. Princeton: Princeton University Pressm STEWART, G. Bennett. The quest for value. New York: HarperCollins, USSEM, Michael. Executive defense: shareholder power and corporate reorganization. London: Harvard University Press, 289p,

Governança Corporativa e o Escritório de Projetos

Governança Corporativa e o Escritório de Projetos Governança Corporativa e o Escritório de Projetos OBJETIVOS Conhecer a Governança Corporativa Entender os tipos de estruturas organizacionais Compreender o modelo de Escritório de Projetos O que é Governança

Leia mais

Administração Financeira e Orçamentária I. Introdução à Administração Financeira

Administração Financeira e Orçamentária I. Introdução à Administração Financeira Administração Financeira e Orçamentária I Introdução à Administração Financeira Conteúdo O Campo das Finanças A Função Financeira na Empresa As Funções do Administrador Financeiro O Objetivo da Empresa

Leia mais

Estratégia de TI. Posicionamento Estratégico da TI: como atingir o alinhamento com o negócio. Conhecimento em Tecnologia da Informação

Estratégia de TI. Posicionamento Estratégico da TI: como atingir o alinhamento com o negócio. Conhecimento em Tecnologia da Informação Conhecimento em Tecnologia da Informação Conhecimento em Tecnologia da Informação Estratégia de TI Posicionamento Estratégico da TI: como atingir o alinhamento com o negócio 2011 Bridge Consulting Apresentação

Leia mais

Como Investir em Ações Eduardo Alves da Costa

Como Investir em Ações Eduardo Alves da Costa Como Investir em Ações Eduardo Alves da Costa Novatec CAPÍTULO 1 Afinal, o que são ações? Este capítulo apresenta alguns conceitos fundamentais para as primeiras de muitas decisões requeridas de um investidor,

Leia mais

O Valor da TI. Introduzindo os conceitos do Val IT para mensuração do valor de Tecnologia da Informação. Conhecimento em Tecnologia da Informação

O Valor da TI. Introduzindo os conceitos do Val IT para mensuração do valor de Tecnologia da Informação. Conhecimento em Tecnologia da Informação Conhecimento em Tecnologia da Informação Conhecimento em Tecnologia da Informação O Valor da TI Introduzindo os conceitos do Val IT para mensuração do valor de Tecnologia da Informação 2010 Bridge Consulting

Leia mais

O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey

O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey Executivos em todos os níveis consideram que a sustentabilidade tem um papel comercial importante. Porém, quando se trata

Leia mais

INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA 1.1

INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA 1.1 1.0 INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA 1.1 1.2 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA Qual o objetivo das empresas para a administração financeira? Maximizar valor de mercado da empresa; Aumentar a riqueza dos acionistas.

Leia mais

4. Tendências em Gestão de Pessoas

4. Tendências em Gestão de Pessoas 4. Tendências em Gestão de Pessoas Em 2012, Gerenciar Talentos continuará sendo uma das prioridades da maioria das empresas. Mudanças nas estratégias, necessidades de novas competências, pressões nos custos

Leia mais

O que é Finanças? instituições, mercados e instrumentos envolvidos na transferência de fundos entre pessoas, empresas e governos.

O que é Finanças? instituições, mercados e instrumentos envolvidos na transferência de fundos entre pessoas, empresas e governos. Demonstrações Financeiras O Papel de Finanças e do Administrador Financeiro Professor: Roberto César O que é Finanças? Podemos definir Finanças como a arte e a ciência de administrar fundos. Praticamente

Leia mais

Prof. José Luis Oreiro Instituto de Economia - UFRJ

Prof. José Luis Oreiro Instituto de Economia - UFRJ Prof. José Luis Oreiro Instituto de Economia - UFRJ Palma, G. (2002). The Three routes to financial crises In: Eatwell, J; Taylor, L. (orgs.). International Capital Markets: systems in transition. Oxford

Leia mais

A INFLUÊNCIA DA COMUNICAÇÃO NO DESENVOLVIMENTO DE AÇÕES DE RESPONSABILIDADE SOCIAL NO BRASIL

A INFLUÊNCIA DA COMUNICAÇÃO NO DESENVOLVIMENTO DE AÇÕES DE RESPONSABILIDADE SOCIAL NO BRASIL A INFLUÊNCIA DA COMUNICAÇÃO NO DESENVOLVIMENTO DE AÇÕES DE RESPONSABILIDADE SOCIAL NO BRASIL Introdução A partir da década de 90 as transformações ocorridas nos aspectos: econômico, político, social, cultural,

Leia mais

1ª SESSÃO. A evolução da teoria sobre a criação de valor através de boas práticas de Governança Corporativa PROF. DR. ALEXANDRE DI MICELI DA SILVEIRA

1ª SESSÃO. A evolução da teoria sobre a criação de valor através de boas práticas de Governança Corporativa PROF. DR. ALEXANDRE DI MICELI DA SILVEIRA 1ª SESSÃO A evolução da teoria sobre a criação de valor através de boas práticas de Governança Corporativa PROF. DR. ALEXANDRE DI MICELI DA SILVEIRA SÓCIO-FUNDADOR DIREZIONE CONSULTORIA EMPRESARIAL PROFESSOR

Leia mais

Risco na medida certa

Risco na medida certa Risco na medida certa O mercado sinaliza a necessidade de estruturas mais robustas de gerenciamento dos fatores que André Coutinho, sócio da KPMG no Brasil na área de Risk & Compliance podem ameaçar a

Leia mais

Qualidade na gestão de projeto de desenvolvimento de software

Qualidade na gestão de projeto de desenvolvimento de software Qualidade na gestão de projeto de desenvolvimento de software [...] O que é a Qualidade? A qualidade é uma característica intrínseca e multifacetada de um produto (BASILI, et al, 1991; TAUSWORTHE, 1995).

Leia mais

Utilização dos processos de RH em algumas empresas da cidade de Bambuí: um estudo multi-caso

Utilização dos processos de RH em algumas empresas da cidade de Bambuí: um estudo multi-caso III Semana de Ciência e Tecnologia do IFMG campus Bambuí II Jornada Científica 9 a 23 de Outubro de 200 Utilização dos processos de RH em algumas empresas da cidade de Bambuí: um estudo multi-caso Sablina

Leia mais

O Supply Chain Evoluiu?

O Supply Chain Evoluiu? O Supply Chain Evoluiu? Apresentação - 24º Simpósio de Supply Chain & Logística 0 A percepção de estagnação do Supply Chain influenciada pela volatilidade do ambiente econômico nos motivou a entender sua

Leia mais

A REORIENTAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL BRASILEIRO IBGC 26/3/2015

A REORIENTAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL BRASILEIRO IBGC 26/3/2015 A REORIENTAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL BRASILEIRO IBGC 26/3/2015 1 A Situação Industrial A etapa muito negativa que a indústria brasileira está atravessando vem desde a crise mundial. A produção

Leia mais

Aula 5 Ferramentas Estratégicas em RI. Geraldo Soares

Aula 5 Ferramentas Estratégicas em RI. Geraldo Soares Aula 5 Ferramentas Estratégicas em RI Gestão de Base Acionária Targeting Formador de Mercado Acompanhamento de Mercado com Analistas Estudos de Percepção Geraldo Soares Boas Vindas Geraldo Soares Ferramentas

Leia mais

O RH dos sonhos dos CEOs

O RH dos sonhos dos CEOs O RH dos sonhos dos CEOs Expectativas e estratégias da liderança para os Recursos Humanos Presidentes de empresas de todos os portes falaram sobre a importância dos Recursos Humanos para as suas empresas

Leia mais

OS DESAFIOS DO INTERIOR DE SÃO PAULO EM ATRAIR E CONTRATAR EXECUTIVOS OS DESAFIOS DO INTERIOR DE SÃO PAULO EM ATRAIR E CONTRATAR EXECUTIVOS

OS DESAFIOS DO INTERIOR DE SÃO PAULO EM ATRAIR E CONTRATAR EXECUTIVOS OS DESAFIOS DO INTERIOR DE SÃO PAULO EM ATRAIR E CONTRATAR EXECUTIVOS OS DESAFIOS DO INTERIOR DE SÃO PAULO EM ATRAIR E CONTRATAR EXECUTIVOS EDITORIAL Bem vindos à nossa pesquisa. No Brasil desde 2000, a Michael Page foi a primeira consultoria internacional de recrutamento

Leia mais

Estruturando o modelo de RH: da criação da estratégia de RH ao diagnóstico de sua efetividade

Estruturando o modelo de RH: da criação da estratégia de RH ao diagnóstico de sua efetividade Estruturando o modelo de RH: da criação da estratégia de RH ao diagnóstico de sua efetividade As empresas têm passado por grandes transformações, com isso, o RH também precisa inovar para suportar os negócios

Leia mais

Melhores práticas. Cada vez mais cientes das

Melhores práticas. Cada vez mais cientes das Número de empresas brasileiras que procuram se aprimorar em governança corporativa aumentou na última edição do estudo Melhores práticas Estudo aponta que as empresas investem mais no aprimoramento dos

Leia mais

A TRINITY INVESTIMENTOS assessora investidores individuais, institucionais e corporativos na prospecção, identificação, qualificação e condução de

A TRINITY INVESTIMENTOS assessora investidores individuais, institucionais e corporativos na prospecção, identificação, qualificação e condução de FATO RELEVANTE Do ponto de vista da Teoria de Finanças, as oportunidades de investimento em PE/VC permitem que o mercado se torne mais completo, melhorando a relação risco/retorno, alterando a fronteira

Leia mais

1. Organizações e Propriedades

1. Organizações e Propriedades 1. Organizações e Propriedades Conteúdo 1. Organizações 2. Propriedades 3. Formas de Propriedades Privadas 4. Alguns Conceitos 5. Propriedades Públicas 1 Bibliografia Recomenda Livro Texto: Administração

Leia mais

Parte V Financiamento do Desenvolvimento

Parte V Financiamento do Desenvolvimento Parte V Financiamento do Desenvolvimento CAPÍTULO 9. O PAPEL DOS BANCOS PÚBLICOS CAPÍTULO 10. REFORMAS FINANCEIRAS PARA APOIAR O DESENVOLVIMENTO. Questão central: Quais as dificuldades do financiamento

Leia mais

Melhores Práticas de Governança

Melhores Práticas de Governança Melhores Práticas de Governança Corporativa Eletros Novembro de 2011 Eliane Lustosa Objetivos Introdução Governança Corporativa (GC) Conceito e princípios básicos Sistema Importância e benefícios Principais

Leia mais

ARTIGOS AÇÕES MOTIVACIONAIS

ARTIGOS AÇÕES MOTIVACIONAIS ARTIGOS AÇÕES MOTIVACIONAIS ÍNDICE em ordem alfabética: Artigo 1 - ENDOMARKETING: UMA FERRAMENTA ESTRATÉGICA PARA DESENVOLVER O COMPROMETIMENTO... pág. 2 Artigo 2 - MOTIVANDO-SE... pág. 4 Artigo 3 - RECURSOS

Leia mais

Gestão do Conhecimento A Chave para o Sucesso Empresarial. José Renato Sátiro Santiago Jr.

Gestão do Conhecimento A Chave para o Sucesso Empresarial. José Renato Sátiro Santiago Jr. A Chave para o Sucesso Empresarial José Renato Sátiro Santiago Jr. Capítulo 1 O Novo Cenário Corporativo O cenário organizacional, sem dúvida alguma, sofreu muitas alterações nos últimos anos. Estas mudanças

Leia mais

3 Metodologia. 3.1 Tipo de Pesquisa

3 Metodologia. 3.1 Tipo de Pesquisa 3 Metodologia Neste capítulo é descrita a metodologia da presente pesquisa, abordandose o tipo de pesquisa realizada, os critérios para a seleção dos sujeitos, os procedimentos para a coleta, o tratamento

Leia mais

Pesquisa Salarial - Presidentes e Diretores Executivos Brasil 2015. www.pageexecutive.com

Pesquisa Salarial - Presidentes e Diretores Executivos Brasil 2015. www.pageexecutive.com Pesquisa Salarial Presidentes e Diretores Executivos Brasil 2015 1 Índice Apresentação Metodologia Destaques Benefícios Outros Benefícios Forma de contratação Seguro D&O Presidente Diretor Financeiro Diretor

Leia mais

A Importância do CRM nas Grandes Organizações Brasileiras

A Importância do CRM nas Grandes Organizações Brasileiras A Importância do CRM nas Grandes Organizações Brasileiras Por Marcelo Bandeira Leite Santos 13/07/2009 Resumo: Este artigo tem como tema o Customer Relationship Management (CRM) e sua importância como

Leia mais

GLOBALIZAÇÃO DEFINIÇÃO

GLOBALIZAÇÃO DEFINIÇÃO DEFINIÇÃO O termo globalização surgiu no início dos anos 80, nas grandes escolas de administração de empresas dos Estados Unidos (Harvard, Columbia, Stanford, etc.), como referência às oportunidades de

Leia mais

* (Resumo executivo do relatório Where does it hurts? Elaborado pela ActionAid sobre o impacto da crise financeira sobre os países em

* (Resumo executivo do relatório Where does it hurts? Elaborado pela ActionAid sobre o impacto da crise financeira sobre os países em * (Resumo executivo do relatório Where does it hurts? Elaborado pela ActionAid sobre o impacto da crise financeira sobre os países em desenvolvimento) A atual crise financeira é constantemente descrita

Leia mais

CONSULTORIA MUDAR NEM SEMPRE É FÁCIL, MAS AS VEZES É NECESSÁRIO

CONSULTORIA MUDAR NEM SEMPRE É FÁCIL, MAS AS VEZES É NECESSÁRIO MUDAR NEM SEMPRE É FÁCIL, MAS AS VEZES É NECESSÁRIO CONTEÚDO 1 APRESENTAÇÃO 2 PÁGINA 4 3 4 PÁGINA 9 PÁGINA 5 PÁGINA 3 APRESENTAÇÃO 1 O cenário de inovação e incertezas do século 21 posiciona o trabalho

Leia mais

A. Conceito de Trade Marketing, responsabilidades, atividades, amplitude de atuação e limites

A. Conceito de Trade Marketing, responsabilidades, atividades, amplitude de atuação e limites 5 Conclusão Trade Marketing é um termo conhecido por grande parte dos profissionais das áreas comercial e de marketing, principalmente entre as indústrias de bens de consumo. Muitas empresas já incluíram

Leia mais

MBA. Controladoria PÚBLICO-ALVO COMPLEMENTAÇÃO ACADÊMICA MATERIAL DIDÁTICO. Controladoria

MBA. Controladoria PÚBLICO-ALVO COMPLEMENTAÇÃO ACADÊMICA MATERIAL DIDÁTICO. Controladoria MBA Controladoria Controladoria O MBA Controladoria une a tradição do Ibmec em pesquisas avançadas em Administração, Economia e Finanças com a Controladoria. Com este embasamento, propõe-se desenvolver

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL NA GESTÃO EMPRESARIAL

A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL NA GESTÃO EMPRESARIAL A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL NA GESTÃO EMPRESARIAL Aldemar Dias de Almeida Filho Discente do 4º ano do Curso de Ciências Contábeis Faculdades Integradas de Três Lagoas AEMS Élica Cristina da

Leia mais

Governança Corporativa O papel do Administrador Profissional na gestão eficaz e na liderança de performance

Governança Corporativa O papel do Administrador Profissional na gestão eficaz e na liderança de performance Governança Corporativa O papel do Administrador Profissional na gestão eficaz e na liderança de performance Adm. Valter Faria São Paulo, 27 de novembro de 2014 Jornal de Hoje Que habilidades serão exigidas

Leia mais

Processo de Negociação. Quem somos. Nossos Serviços. Clientes e Parceiros

Processo de Negociação. Quem somos. Nossos Serviços. Clientes e Parceiros Quem somos Nossos Serviços Processo de Negociação Clientes e Parceiros O NOSSO NEGÓCIO É AJUDAR EMPRESAS A RESOLVEREM PROBLEMAS DE GESTÃO Consultoria empresarial a menor custo Aumento da qualidade e da

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS

EMENTAS DAS DISCIPLINAS EMENTAS DAS DISCIPLINAS CURSO DE GRADUAÇÃO DE ADMINISTRAÇÃO Evolução de Pensamento Administrativo I Estudo da administração, suas áreas e funções, o trabalho do administrador e sua atuação; a evolução

Leia mais

O Grupo Gerdau incentiva o trabalho em equipe e o uso de ferramentas de gestão pela qualidade na busca de soluções para os problemas do dia-a-dia.

O Grupo Gerdau incentiva o trabalho em equipe e o uso de ferramentas de gestão pela qualidade na busca de soluções para os problemas do dia-a-dia. O Grupo Gerdau incentiva o trabalho em equipe e o uso de ferramentas de gestão pela qualidade na busca de soluções para os problemas do dia-a-dia. Rio Grande do Sul Brasil PESSOAS E EQUIPES Equipes que

Leia mais

EMENTAS - MATRIZ CURRICULAR - 2016

EMENTAS - MATRIZ CURRICULAR - 2016 EMENTAS - MATRIZ CURRICULAR - 2016 901491 - EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ADMINISTRATIVO I Estudo da administração, suas áreas e funções, o trabalho do administrador e sua atuação; a evolução da teoria organizacional

Leia mais

Evolução do Pensamento

Evolução do Pensamento Unidade I Evolução do Pensamento Administrativo Prof. José Benedito Regina Conteúdo da disciplina EPA Parte 1 - Conceitos gerais da administração Parte 2 - Evolução histórica: Abordagens administrativas

Leia mais

Gestão estratégica em finanças

Gestão estratégica em finanças Gestão estratégica em finanças Resulta Consultoria Empresarial Gestão de custos e maximização de resultados A nova realidade do mercado tem feito com que as empresas contratem serviços especializados pelo

Leia mais

ESTUDO DE CASO MÓDULO XI. Sistema Monetário Internacional. Padrão Ouro 1870 1914

ESTUDO DE CASO MÓDULO XI. Sistema Monetário Internacional. Padrão Ouro 1870 1914 ESTUDO DE CASO MÓDULO XI Sistema Monetário Internacional Padrão Ouro 1870 1914 Durante muito tempo o ouro desempenhou o papel de moeda internacional, principalmente por sua aceitabilidade e confiança.

Leia mais

Administração Financeira II

Administração Financeira II Administração Financeira II Introdução as Finanças Corporativas Professor: Roberto César INTRODUÇÃO AS FINANÇAS CORPORATIVAS Administrar é um processo de tomada de decisões. A continuidade das organizações

Leia mais

Private Equity ADVISORY

Private Equity ADVISORY Private Equity ADVISORY Private Equity Excelentes profissionais que trabalham em equipe, transformando conhecimento em valor, em benefício de nossos clientes. Private Equity 1 Qualidade e integridade são

Leia mais

SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE BRASÍLIA PÚBLICA

SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE BRASÍLIA PÚBLICA SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE BRASÍLIA PÚBLICA 2 Caixa, patrimônio dos brasileiros. Caixa 100% pública! O processo de abertura do capital da Caixa Econômica Federal não interessa aos trabalhadores e à população

Leia mais

A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM MUNDO GLOBALIZADO

A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM MUNDO GLOBALIZADO A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM MUNDO GLOBALIZADO Introdução Escopo A Carta de Bangkok identifica ações, compromissos e promessas necessários para abordar os determinantes da saúde em

Leia mais

3 Privatização dos Aeroportos

3 Privatização dos Aeroportos 27 3 Privatização dos Aeroportos Este capítulo discorre sobre a experiência internacional com a privatização dos aeroportos, a eficiência entre as diversas formas de capital e a estrutura escolhida pelo

Leia mais

Política de Sustentabilidade

Política de Sustentabilidade Seu futuro é o nosso compromisso. O presente documento visa trazer em seu conteúdo o posicionamento do INFRAPREV frente aos desafios propostos e impostos pelo desenvolvimento sustentável. Para formular

Leia mais

Contabilidade financeira e orçamentária I

Contabilidade financeira e orçamentária I Contabilidade financeira e orçamentária I Curso de Ciências Contábeis - 6º Período Professora: Edenise Aparecida dos Anjos INTRODUÇÃO ÀS FINANÇAS CORPORATIVAS Finanças Corporativas: incorporaram em seu

Leia mais

Gestão do Fluxo de Caixa em Épocas de Crise

Gestão do Fluxo de Caixa em Épocas de Crise Gestão do Fluxo de Caixa em Épocas de Crise Lucro que não gera caixa é ilusão "Se você tiver o suficiente, então o fluxo de caixa não é importante. Mas se você não tiver, nada é mais importante. É uma

Leia mais

O GRUPO ABRIL E A EDUCAÇÃO: ESTRATÉGIAS DE ATUAÇÃO

O GRUPO ABRIL E A EDUCAÇÃO: ESTRATÉGIAS DE ATUAÇÃO O GRUPO ABRIL E A EDUCAÇÃO: ESTRATÉGIAS DE ATUAÇÃO Luciana Sardenha Galzerano FE/Unicamp Agência Financiadora: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo Fapesp Resumo Este trabalho objetiva

Leia mais

O Brasil Plural é um Grupo Financeiro fundado em 2009 que possui escritórios no Rio de Janeiro, São Paulo e Nova York. Nossos sócios possuem um amplo

O Brasil Plural é um Grupo Financeiro fundado em 2009 que possui escritórios no Rio de Janeiro, São Paulo e Nova York. Nossos sócios possuem um amplo O Brasil Plural é um Grupo Financeiro fundado em 2009 que possui escritórios no Rio de Janeiro, São Paulo e Nova York. Nossos sócios possuem um amplo histórico de sucesso no mercado de capitais brasileiro

Leia mais

segundo o processo de tomada de decisões:

segundo o processo de tomada de decisões: Curso de Especialização em Administração Judiciária Tópicos de Administração Financeira Turma II Prof: Carlos Vidal 1 - A FUNÇÃO FINANCEIRA DA EMPRESA segundo o processo de tomada de decisões: a) decisões

Leia mais

7 CONCLUSÕES A presente dissertação teve como objetivo identificar e compreender o processo de concepção, implantação e a dinâmica de funcionamento do trabalho em grupos na produção, utilizando, para isso,

Leia mais

CVRD: Governança Corporativa e Diretrizes Estratégicas

CVRD: Governança Corporativa e Diretrizes Estratégicas CVRD: Governança Corporativa e Diretrizes Estratégicas Rio de Janeiro, 25 de outubro de 2001 - O Conselho de Administração da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) aprovou um novo modelo de governança e diretrizes

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS

EMENTAS DAS DISCIPLINAS EMENTAS DAS DISCIPLINAS CURSO DE GRADUAÇÃO DE ADMINISTRAÇÃO Nome da disciplina Evolução do Pensamento Administrativo I Estudo da administração, suas áreas e funções, o trabalho do administrador e sua atuação;

Leia mais

A RELAÇÃO ENTRE A MOTIVAÇÃO E A ROTATIVIDADE DE FUNCIONÁRIOS EM UMA EMPRESA

A RELAÇÃO ENTRE A MOTIVAÇÃO E A ROTATIVIDADE DE FUNCIONÁRIOS EM UMA EMPRESA A RELAÇÃO ENTRE A MOTIVAÇÃO E A ROTATIVIDADE DE FUNCIONÁRIOS EM UMA EMPRESA Elaine Schweitzer Graduanda do Curso de Hotelaria Faculdades Integradas ASSESC RESUMO Em tempos de globalização, a troca de informações

Leia mais

O capitalismo e o Advento de uma sociedade de consumo

O capitalismo e o Advento de uma sociedade de consumo O capitalismo e o Advento de uma sociedade de consumo Camila Fernandes Colégio Mãe de Deus T. 301 Resumo: A condição da redução do cidadão em consumidor, e a criação de tal cultura global, deu-se através

Leia mais

Gerenciamento de Processos de Negócio

Gerenciamento de Processos de Negócio Gestão por Processos By Alan Lopes +55 22-99202-0433 alopes.campos@mail.com http://prof-alan-lopes.weebly.com Gerenciamento de Processos de Negócio - Conceitos e fundamentos - Modelagem de processo - Análise

Leia mais

SISTEMA BANCÁRIO E SEUS DETERMINANTES

SISTEMA BANCÁRIO E SEUS DETERMINANTES SISTEMA BANCÁRIO E SEUS DETERMINANTES Aluno: Tomás Guanziroli Orientador: Juliano Junqueira Assunção Introdução O projeto investiga os determinantes e as consequências da expansão do sistema bancário brasileiro.

Leia mais

CURSO FERRAMENTAS DE GESTÃO IN COMPANY

CURSO FERRAMENTAS DE GESTÃO IN COMPANY CURSO FERRAMENTAS DE GESTÃO IN COMPANY Instrumental e modular, o Ferramentas de Gestão é uma oportunidade de aperfeiçoamento para quem busca conteúdo de qualidade ao gerenciar ações sociais de empresas

Leia mais

CAPÍTULO 1 - CONTABILIDADE E GESTÃO EMPRESARIAL A CONTROLADORIA

CAPÍTULO 1 - CONTABILIDADE E GESTÃO EMPRESARIAL A CONTROLADORIA CAPÍTULO 1 - CONTABILIDADE E GESTÃO EMPRESARIAL A CONTROLADORIA Constata-se que o novo arranjo da economia mundial provocado pelo processo de globalização tem afetado as empresas a fim de disponibilizar

Leia mais

Tipos de riscos Leitura preparada por Luiz A. Bertolo

Tipos de riscos Leitura preparada por Luiz A. Bertolo Tipos de riscos Leitura preparada por Luiz A. Bertolo ESBOÇO 1. Risco 2. Risco de Fluxo de Caixa 3. Risco da Taxa de Re-investimento 4. Risco da taxa de juros 5. Risco do poder de compra 6. Retornos e

Leia mais

O que é Finanças? 22/02/2009 INTRODUÇÃO ÀS FINANÇAS CORPORATIVAS

O que é Finanças? 22/02/2009 INTRODUÇÃO ÀS FINANÇAS CORPORATIVAS Prof. Paulo Cesar C. Rodrigues E mail: prdr30@terra.com.br INTRODUÇÃO ÀS FINANÇAS CORPORATIVAS O que é administração financeira? Qual sua importância para as corporações? Como são tomadas as decisões financeiras?

Leia mais

Cinco principais qualidades dos melhores professores de Escolas de Negócios

Cinco principais qualidades dos melhores professores de Escolas de Negócios Cinco principais qualidades dos melhores professores de Escolas de Negócios Autor: Dominique Turpin Presidente do IMD - International Institute for Management Development www.imd.org Lausanne, Suíça Tradução:

Leia mais

OS PRINCÍPIOS DA ESSILOR

OS PRINCÍPIOS DA ESSILOR OS PRINCÍPIOS DA ESSILOR Cada um de nós, na vida profissional, divide com a Essilor a sua responsabilidade e a sua reputação. Portanto, devemos conhecer e respeitar os princípios que se aplicam a todos.

Leia mais

ÊNFASE EM GESTÃO ECONÔMICO-FINANCEIRA

ÊNFASE EM GESTÃO ECONÔMICO-FINANCEIRA MBA DESENVOLVIMENTO AVANÇADO DE EXECUTIVOS ÊNFASE EM GESTÃO ECONÔMICO-FINANCEIRA O MBA Desenvolvimento Avançado de Executivos possui como característica atender a um mercado altamente dinâmico e competitivo

Leia mais

Quem precisa de metas afinal? Por que ter metas?

Quem precisa de metas afinal? Por que ter metas? Metas e Objetivos Muito se confunde a respeito destes dois conceitos quando se faz um planejamento estratégico do negócio. A diferença entre Meta e Objetivo, no entanto, é bastante clara como será apresentada

Leia mais

3. Processos, o que é isto? Encontramos vários conceitos de processos, conforme observarmos abaixo:

3. Processos, o que é isto? Encontramos vários conceitos de processos, conforme observarmos abaixo: Perguntas e respostas sobre gestão por processos 1. Gestão por processos, por que usar? Num mundo globalizado com mercado extremamente competitivo, onde o cliente se encontra cada vez mais exigente e conhecedor

Leia mais

1 a Jornada de Contabilidade Práticas de Governança Corporativa e Transparência 22 de setembro de 2005

1 a Jornada de Contabilidade Práticas de Governança Corporativa e Transparência 22 de setembro de 2005 1 a Jornada de Contabilidade Práticas de Governança Corporativa e Transparência 22 de setembro de 2005 Agenda Introdução Demandas do mercado de capitais Governança corporativa Governança corporativa no

Leia mais

METANOR S.A. Metanol do Nordeste Camaçari - Bahia - Brasil Relatório da Administração de 2011

METANOR S.A. Metanol do Nordeste Camaçari - Bahia - Brasil Relatório da Administração de 2011 METANOR S.A. Camaçari - Bahia - Brasil Relatório da Administração de 2011 Senhores Acionistas, Em conformidade com as disposições legais e estatutárias, a administração da METANOR S.A. submete à apreciação

Leia mais

Administração Financeira

Administração Financeira Prof. Fabini Hoelz Bargas Alvarez O que são finanças? Finanças é a arte e a ciência de gestão do dinheiro; Imprescindível, pois todos os indivíduos e organizações recebem ou levantam dinheiro; A teoria

Leia mais

Demonstrações Contábeis

Demonstrações Contábeis Demonstrações Contábeis Resumo Demonstrações contábeis são informações e dados que as empresas oferecem ao fim de cada exercício, com a finalidade de mostrar aos acionistas, ao governo e todos os interessados,

Leia mais

Taking ESG into account Podemos evoluir para uma Economia Sustentável

Taking ESG into account Podemos evoluir para uma Economia Sustentável Taking ESG into account Podemos evoluir para uma Economia Sustentável Investimentos Sustentáveis - O que é material para a análise e decisão de investimentos? Dos princípios aos indicadores chaves de performance

Leia mais

INSTITUTO DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA

INSTITUTO DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA INSTITUTO DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA Autor: Jeferson Correia dos Santos ARTIGO TÉCNICO INOVAÇÃO NA GESTÃO DE PÓS-VENDAS: SETOR AUTOMOTIVO RESUMO A palavra inovação tem sido atualmente umas das mais mencionadas

Leia mais

PROGRAMA BOM NEGÓCIO PARANÁ- APOIO AO EMPREENDEDORISMO AVALIAÇÃO DO NÚCLEO MARINGÁ

PROGRAMA BOM NEGÓCIO PARANÁ- APOIO AO EMPREENDEDORISMO AVALIAÇÃO DO NÚCLEO MARINGÁ PROGRAMA BOM NEGÓCIO PARANÁ- APOIO AO EMPREENDEDORISMO AVALIAÇÃO DO NÚCLEO MARINGÁ AREA TEMÁTICA: TRABALHO LAIS SILVA SANTOS 1 CARLOS VINICIUS RODRIGUES 2 MARCELO FARID PEREIRA 3 NEUZA CORTE DE OLIVEIRA

Leia mais

SUMÁRIO FLUXO DE CAIXA...3 FATORES QUE AFETAM O FLUXO DE CAIXA...4 DESEQUILÍBRIO FINANCEIRO...6 ADMINISTRAÇÃO DE CAIXA...7

SUMÁRIO FLUXO DE CAIXA...3 FATORES QUE AFETAM O FLUXO DE CAIXA...4 DESEQUILÍBRIO FINANCEIRO...6 ADMINISTRAÇÃO DE CAIXA...7 FLUXO DE CAIXA SUMÁRIO FLUXO DE CAIXA...3 INTRODUÇÃO...3 CICLO DO FLUXO DE CAIXA...4 FATORES QUE AFETAM O FLUXO DE CAIXA...4 FATORES INTERNOS...4 FATORES EXTERNOS...5 DESEQUILÍBRIO FINANCEIRO...6 SINTOMAS...6

Leia mais

ANÁLISE ECONÔMICO FINANCEIRA DA EMPRESA BOMBRIL S.A.

ANÁLISE ECONÔMICO FINANCEIRA DA EMPRESA BOMBRIL S.A. Universidade Federal do Pará Centro: Sócio Econômico Curso: Ciências Contábeis Disciplina: Análise de Demonstrativos Contábeis II Professor: Héber Lavor Moreira Aluno: Roberto Lima Matrícula:05010001601

Leia mais

Administração Prof. Esp. André Luís Belini Bacharel em Sistemas de Informações MBA em Gestão Estratégica de Negócios

Administração Prof. Esp. André Luís Belini Bacharel em Sistemas de Informações MBA em Gestão Estratégica de Negócios Administração Prof. Esp. André Luís Belini Bacharel em Sistemas de Informações MBA em Gestão Estratégica de Negócios Cronograma das Aulas. Hoje você está na aula Semana Tema 01 Apresentação do PEA. Fundamentos

Leia mais

Américo da Costa Ramos Filho 22 de março de 2010.

Américo da Costa Ramos Filho 22 de março de 2010. O Global e o Contextualtual no Aprendizado Gerencial de Multinacionais Uma Perspectiva Brasileira Américo da Costa Ramos Filho 22 de março de 2010. Américo da Costa Ramos Filho 22 de março de 2010. OBJETIVO

Leia mais

INDICADORES DE RENTABILIDADE: UMA ANÁLISE ECONOMICO FINANCEIRA SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTABEIS DA INDÚSTRIA ROMIA S/A

INDICADORES DE RENTABILIDADE: UMA ANÁLISE ECONOMICO FINANCEIRA SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTABEIS DA INDÚSTRIA ROMIA S/A INDICADORES DE RENTABILIDADE: UMA ANÁLISE ECONOMICO FINANCEIRA SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTABEIS DA INDÚSTRIA ROMIA S/A AUTOR ANTONIA TASSILA FARIAS DE ARAÚJO UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ RESUMO O presente

Leia mais

Governança Corporativa Profa. Patricia Maria Bortolon

Governança Corporativa Profa. Patricia Maria Bortolon Governança Corporativa Investidores Institucionais e Governança Corporativa Aula 11 Participação Acionária de Investidores Institucionais No Reino Unido: Tipo de Investidor 1963 % 2006 % Indivíduos 54

Leia mais

biblioteca Cultura de Inovação Dr. José Cláudio C. Terra & Caspar Bart Van Rijnbach, M Gestão da Inovação

biblioteca Cultura de Inovação Dr. José Cláudio C. Terra & Caspar Bart Van Rijnbach, M Gestão da Inovação O artigo fala sobre os vários aspectos e desafios que devem ser levados em consideração quando se deseja transformar ou fortalecer uma cultura organizacional, visando a implementação de uma cultura duradoura

Leia mais

2.1. COMPETINDO COM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

2.1. COMPETINDO COM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO 1 2.1. COMPETINDO COM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO Fundamentos da Vantagem Estratégica ou competitiva Os sistemas de informação devem ser vistos como algo mais do que um conjunto de tecnologias que apoiam

Leia mais

Carreira: definição de papéis e comparação de modelos

Carreira: definição de papéis e comparação de modelos 1 Carreira: definição de papéis e comparação de modelos Renato Beschizza Economista e especialista em estruturas organizacionais e carreiras Consultor da AB Consultores Associados Ltda. renato@abconsultores.com.br

Leia mais

Cursos de Gestão Tecnológica Disciplina: Teoria das Organizações

Cursos de Gestão Tecnológica Disciplina: Teoria das Organizações Função Organização Aspectos Administrativos Objetivos Dividir o trabalho Designar as atividades e especialização Administração Desempenho Organizacional Planejar Agrupar as Organizar atividades em órgãos

Leia mais

GLOBALIZAÇÃO FINANCEIRA E GLOBALIZAÇÃO PRODUTIVA

GLOBALIZAÇÃO FINANCEIRA E GLOBALIZAÇÃO PRODUTIVA GLOBALIZAÇÃO FINANCEIRA E GLOBALIZAÇÃO PRODUTIVA GLOBALIZAÇÃO FINANCEIRA Interação de três processos distintos: expansão extraordinária dos fluxos financeiros. Acirramento da concorrência nos mercados

Leia mais

Governança Corporativa e Familiar Desafios e Oportunidades

Governança Corporativa e Familiar Desafios e Oportunidades Governança Corporativa e Familiar Desafios e Oportunidades Luiz Marcatti Fevereiro/2009 GOVERNANÇA CORPORATIVA É o sistema pelo qual as sociedades são dirigidas e monitoradas, envolvendo os relacionamentos

Leia mais

O processo de abertura comercial da China: impactos e perspectivas

O processo de abertura comercial da China: impactos e perspectivas O processo de abertura comercial da China: impactos e perspectivas Análise Economia e Comércio / Desenvolvimento Carolina Dantas Nogueira 20 de abril de 2006 O processo de abertura comercial da China:

Leia mais

Sistemas de Informação

Sistemas de Informação Material adicional: Sistemas de Informação livro Osistema de Informação : Enfoque Gerencial... livro O Analista de Negócios e da Informação... 1. Conceito de Sistema A palavra sistema envolve, de fato,

Leia mais

SISTEMAS INTEGRADOS P o r f.. E d E uar a d r o Oli l v i e v i e r i a

SISTEMAS INTEGRADOS P o r f.. E d E uar a d r o Oli l v i e v i e r i a SISTEMAS INTEGRADOS Prof. Eduardo Oliveira Bibliografia adotada: COLANGELO FILHO, Lúcio. Implantação de Sistemas ERP. São Paulo: Atlas, 2001. ISBN: 8522429936 LAUDON, Kenneth C.; LAUDON, Jane Price. Sistemas

Leia mais

Auditoria Interna e Governança Corporativa

Auditoria Interna e Governança Corporativa Auditoria Interna e Governança Corporativa Clarissa Schüler Pereira da Silva Gerente de Auditoria Interna TUPY S.A. Programa Governança Corporativa Auditoria Interna Desafios para os profissionais de auditoria

Leia mais

GOVERNANÇA CORPORATIVA CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO CONSELHO CONSULTIVO

GOVERNANÇA CORPORATIVA CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO CONSELHO CONSULTIVO GOVERNANÇA CORPORATIVA CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO CONSELHO CONSULTIVO O QUE É GOVERNANÇA CORPORATIVA? Conselho de Família GOVERNANÇA SÓCIOS Auditoria Independente Conselho de Administração Conselho Fiscal

Leia mais

COMO TORNAR-SE UM FRANQUEADOR

COMO TORNAR-SE UM FRANQUEADOR COMO TORNAR-SE UM FRANQUEADOR O que é Franquia? Objetivo Esclarecer dúvidas, opiniões e conceitos existentes no mercado sobre o sistema de franquias. Público-Alvo Empresários de pequeno, médio e grande

Leia mais

01/12/2012 MEIO AMBIENTE E RESPONSABILIDADE SOCIAL. Guarantã do Norte/MT A SOCIEDADE ESTÁ EM TRANSFORMAÇÃO

01/12/2012 MEIO AMBIENTE E RESPONSABILIDADE SOCIAL. Guarantã do Norte/MT A SOCIEDADE ESTÁ EM TRANSFORMAÇÃO MEIO AMBIENTE E RESPONSABILIDADE SOCIAL Guarantã do Norte/MT A SOCIEDADE ESTÁ EM TRANSFORMAÇÃO TAREFAS ESTRUTURA PESSOAS AMBIENTE TECNOLOGIA ÊNFASE NAS TAREFAS Novos mercados e novos conhecimentos ÊNFASE

Leia mais

PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU ESPECIALIZAÇÃO GESTÃO ESTRATÉGICA DE FINANÇAS 1 JUSTIFICATIVA

PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU ESPECIALIZAÇÃO GESTÃO ESTRATÉGICA DE FINANÇAS 1 JUSTIFICATIVA PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU ESPECIALIZAÇÃO GESTÃO ESTRATÉGICA DE FINANÇAS 1 JUSTIFICATIVA A atividade empresarial requer a utilização de recursos financeiros, os quais são obtidos na forma de crédito e de

Leia mais