FINANCEIRIZAÇÃO DA PRODUÇÃO E AS CONSEQUÊNCIAS PARA A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO

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1 FINANCEIRIZAÇÃO DA PRODUÇÃO E AS CONSEQUÊNCIAS PARA A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO Marina Borges Lima Fantti (UFSCar ) O objetivo desse artigo é apresentar uma breve revisão das consequências da financeirização da produção para a organização do trabalho. Inicialmente, é apresentada a constituição da lógica financeira e sua entrada nas organizações. Posterioormente, são apresentadas as consequências da financeirização para a organização do trabalho. Os principais resultados desse estudo demonstram que dentre as consequências da financeirização da produção para a organização do trabalho, pode-se citar: mudanças nos diversos níveis hierárquicos nas organizações, desde responsabilidades e resultados esperados até as formas de remuneração, principalmente, nos níveis gerenciais e estratégicos; mudança na forma com que o controle sobre os empregados é realizado; redução dos custos com o trabalho, entre outras. Espera-se que este trabalho sirva de estímulo para que pesquisas futuras, que analisem o relacionamento existente entre a financeirização da produção e a organização do trabalho, sejam desenvolvidas. Palavras-chaves: Financeirização da produção, organização do trabalho

2 1. Introdução A partir da década de 1980 observou-se o fortalecimento dos investidores institucionais e sua maior influência nas organizações, constituindo assim a entrada da lógica financeira nas organizações. Esse fortalecimento contribuiu para o aumento das disputas entre os investidores institucionais e os gerentes, fazendo com que os gerentes perdessem aos poucos o controle das organizações conquistado na Revolução Gerencial, que teve inicio na década de 20, do século XX e prevaleceu até 1980 (DAVIS, 2009). Neste contexto, passou a ser enfatizada nas organizações, a necessidade de gerar valor aos acionistas, a partir do aumento constante do valor das ações na crescente busca por capital, além da necessidade de atender aos princípios da governança corporativa. Por conseguinte, as organizações tiveram que adequar seus modelos de organização e gestão para atender ao capitalismo dos acionistas, do qual valoriza o custo de oportunidade, a liquidez, a flexibilidade do investimento, levando a algumas consequências para a organização da produção e do trabalho. Assim, o objetivo deste artigo é apresentar uma breve revisão das consequências da financeirização da produção para a organização do trabalho. Inicialmente, é apresentada a constituição da lógica financeira e sua entrada nas organizações, sendo analisadas as eras vivenciadas pelas organizações norte-americanas e as características presentes na entrada da lógica financeira nas organizações. Posteriormente, são analisados os impactos da financeirização no mundo do trabalho. Por fim, são apresentadas as considerações finais. Os principais resultados deste estudo, após o levantamento bibliográfico, demonstram que dentre as consequências da financeirização da produção para a organização do trabalho, podese citar: mudanças nos diversos níveis hierárquicos nas organizações, desde responsabilidades e resultados esperados até as formas de remuneração, principalmente, nos níveis gerenciais e estratégicos; mudança na forma com que o controle sobre os empregados é realizado; redução dos custos com o trabalho, entre outras. 2

3 Espera-se que os resultados obtidos neste trabalho complementem o conhecimento existente e sirvam de estímulo para que outros pesquisadores investiguem mais profundamente o relacionamento existente entre a lógica financeira e a organização do trabalho. 2. Constituição da lógica financeira e sua entrada nas organizações 2.1. Eras vivenciadas pelas organizações norte-americanas Para um melhor entendimento de como o mundo contemporâneo está focado na acumulação sob dominância financeira, é importante a análise do contexto histórico. Neste sentido, serão abordadas as três principais eras vivenciadas pelas organizações norte-americanas, a partir do século XX, que constituíram segundo Davis (2009), reflexos da revolução das finanças e da maior influência dos mercados financeiros. A primeira era trata-se do capitalismo financeiro, caracterizada pela atuação dos banqueiros em grandes corporações, principalmente, devido ao fato deles transformarem produtores locais e regionais em diversos monopólios e oligopólios, tais como: a General Eletric e o US Stell. De acordo com a perspectiva pública, tratava-se de cartéis controlados por financistas da Wall Street (DAVIS, 2009). Louis Brandeis publicou uma série de artigos caracterizando essa era, que fizeram parte de sua obra Other People s Money: And How the Bankers Use It, de 1914, demonstrando de que forma a economia americana era controlada por oligopólios financeiros (DAVIS, 2009). No entanto, com o boom do mercado de ações em 1920, houve um crescimento vasto da participação pública nas organizações. O número de acionistas nos Estados Unidos quadriculou de 2.4 milhões para 10 milhões entre 1924 e 1930, fazendo com que a propriedade das grandes organizações se descentralizasse, diminuísse o controle exercido pelos banqueiros e aumentasse a atuação dos gerentes profissionais (DAVIS, 2009). Esse era o nascimento do denominado capitalismo gerencial, a segunda era das organizações norte-americanas, que iniciou na década de 1920 e durou até No livro The Modern Corporation and Private Property, publicado em 1932, Adolph Berle e Gardiner Means denominou a Revolução dos Gerentes, o crescimento do controle dos gerentes profissionais nas organizações. (DAVIS, 2009). De acordo com Ussem (1993), estudos realizados a partir da década de 1970 confirmaram as afirmações de Berle e Means (1932) apud de Davis (2009), de que os controles das 3

4 organizações, paulatinamente, passaram dos proprietários para os gerentes profissionais em grandes empresas norte-americanas. Como referência, Ussem (1993) cita que um dos principais estudos realizados reportou que, em 1974, 82% das 200 maiores empresas não financeiras estavam sobre controle dos gerentes, contra apenas 40% em Desde o final da Segunda Guerra Mundial, crescia a atuação dos gerentes profissionais, principalmente nas grandes indústrias. Segundo Davis (2009), esse período apresentou como características: contratação de diversas pessoas para atuarem em grandes unidades industriais, plantas de produção em massa com foco em ganho de escala, atuação dos gerentes profissionais em organizações que apresentavam diferentes princípios tecnológicos, sociais e econômicos. Neste período, o objetivo principal da empresa e dos gerentes profissionais, não era maximizar o retorno sobre o investimento e os lucros dos acionistas, mas aumentar o tamanho das empresas e diversificar, na medida em que grandes organizações pagavam melhor, proporcionavam maior prestígio e mais oportunidades devido à maior quantidade de níveis hierárquicos (DAVIS, 2009). No entanto, Chesnais (2005) verificou que, a partir da década de 1950, surgiram os primeiros movimentos de recomeço da centralização do capital sob a forma financeira. Esse autor destaca dois fatores fundamentais para esse processo. Por um lado, as famílias de alta renda começam a aplicar suas poupanças financeiras em títulos de seguro de vida, estimulados pelos incentivos fiscais adotados pelo governo daquele país. E, por outro lado, as mudanças na periodicidade dos pagamentos aos assalariados, que se tornou mensal, acompanhadas das modificações na legislação que passou a estabelecer obrigatoriamente a abertura de contas bancárias para recebimento dos salários. Além disso, observou-se a partir da década de 1970, o fortalecimento dos investidores institucionais, devido a algumas mudanças que deram suporte. A primeira mudança estava relacionada às alterações na legislação, que permitia aos fundos de pensão e às companhias de seguro investir em proporções consideráveis de seus portfólios em ações de companhias. Tal posicionamento dos investidores era fortemente influenciado pelo período inflacionário, que levava os fundos a buscar novas formas de ganhos para compensar os investidores (FLIGSTEIN & MARKOWOTINZ, 1992). Outra mudança no período foi o fim da diferenciação quanto às possibilidades de investimento do dinheiro aplicado entre bancos 4

5 comerciais e poupança, que fez os investidores de longo prazo, buscarem rentabilidades compatíveis com outras aplicações financeiras mais rentáveis, como as aplicações de curto prazo. A transferência de ações de proprietários individuais para instituições, como fundos de pensão e de investimento e companhias de seguros, tornou possível o processo de takeover, ou seja, de assumir a direção das empresas, nas quais esses investidores possuíam ações (DONADONE, 2009). Assim, verificou-se que nos anos 1980, o investidor institucional passou a ocupar uma posição mais ativa quanto ao gerenciamento das empresas, ainda em muitos casos subordinados aos interesses gerenciais. Mas, aos poucos, crescia a pressão por mudanças que proporcionassem maior controle das empresas e maior retorno aos investidores. Neste sentido, começava a ser questionado o controle gerencial das empresas. Sobre o ponto de vista econômico, as empresas não maximizavam os seus lucros, por usar os recursos no pagamento mais do que o necessário aos empregados e adotar estratégias empresariais que afetava as operações do mercado e alocava de forma ineficaz os recursos (DAVIS, 2009). Dentre outros fenômenos importantes para a sustentação e expansão da predominância da lógica financeira a partir década de 1980, têm-se a ampliação da dívida pública da Europa e dos EUA, estimulada pelas políticas de altos juros, significando maior dependência desses governos em relação ao mercado financeiro internacionalizado; intervenções dos bancos centrais para evitar o colapso dos bancos credores da dívida do Terceiro Mundo; transformação dos EUA no maior devedor do mundo, possibilitando, com isso, a manutenção da supremacia do dólar norte-americano no mercado financeiro mundial e, ainda, o fato de que os EUA passam a forçar a liberalização dos sistemas financeiros da Ásia e da América Latina (BELLUZO, 2006). Além disso, o processo de globalização e desenvolvimento de tecnologias de informação e de comunicação favoreceu a expansão dos sistemas financeiros. Isto reduziu os custos das transações financeiras e permitiu enorme mobilidade de capitais, dando a oportunidade de facilmente se retirar o capital de um investimento de baixo desempenho para alocá-lo em investimentos mais atrativos (DAVIS, 2009). 5

6 Todos esses acontecimentos contribuíram para a terceira era, denominada por capitalismo dos acionistas ou financeirização da economia, caracterizada pela a maior influência dos mercados financeiros nas corporações devido às modificações ocorridas nas políticas econômicas, que via de regra, adotavam regimes mais liberais, ondas de privatização de grandes empresas industriais e financeiras e pela liberação dos sistemas financeiros (PLIHON, 2003). Em suma, essa era caracterizou a expansão do fenômeno da financeirização, observada inicialmente nos Estados Unidos e na União Européia, e em seguida nos demais mercados mundiais, cujos principais conceitos e consequências serão abordados a seguir Geração de valor aos acionistas e governança corporativa Diante do fortalecimento da lógica financeira, observou a difusão dos conceitos de geração de valor aos acionistas e da governança corporativa nas organizações, dos quais serão abordados a seguir. A partir da década de 1980, os investidores institucionais tentavam forçar a administração das empresas de capital aberto a reconhecerem a necessidade de se aumentar constantemente o valor das ações na busca crescente de ganhos de capital, sendo disseminada a necessidade de gerar valor aos acionistas (CROTTY, 2002). Assim observa-se um maior foco na geração de valor segundo a lógica financeira ao invés da geração de valor pela lógica da produção, na medida em que os ganhos obtidos nas estratégias financeiros e no controle dos mercados, que, normalmente, são mais altos que os obtidos em melhorias dos processos de produção (ERTURK et al., 2008). Froud et al. (2000) apresentam as diferenças existentes entre o estereótipo da lógica da produção (predominante na década de 1980) e da lógica financeira (predominante a partir da década de 1990), conforme descrito na Tabela 1. 6

7 Tabela 1 Diferenças existentes entre os estereótipos da lógica de produção e financeira Fonte: Froud et al. (2000) A caracterização da forma de valorização do capital via lógica financeira nas organizações nasceu do trabalho de Fligstein (1990), que foi o primeiro a responder como grandes organizações dos Estados Unidos deveriam operar para preservar o crescimento e a lucratividade. Para esse autor, a empresa é vista como um portfólio de ativos, sendo que a maior responsabilidade de seus executivos é gerir desempenho desse portfólio, analisando o desempenho de cada divisão e centro de lucro, vendendo qualquer estrutura cujo desempenho fique abaixo de investimentos alternativos. 7

8 Assim, conforme relatado por Dias e Zilbovicius (2009) observa-se uma mudança na concepção acerca das possibilidades de valorização do capital, privilegiando os mercados financeiros, nos quais o capital se valoriza sem passar pela esfera produtiva, relacionada à produção de bens e/ou serviços. Paralelamente, a difusão do conceito de geração de valor aos acionistas, verificou-se também a difusão do conceito de governança corporativa, por se tratar de uma maneira dos acionistas se fazerem ouvir pelas empresas. De acordo com a definição proposta pelo IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa): Governança Corporativa é o sistema pelo qual as organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo os relacionamentos entre proprietários, conselho de administração, diretoria e órgãos de controle. As boas práticas de governança corporativa convertem princípios em recomendações objetivas, alinhando interesses com a finalidade de preservar e otimizar o valor da organização, facilitando seu acesso ao capital e contribuindo para a sua longevidade. (IBGC, 2012). As práticas de governança corporativa se baseiam nos princípios de transparência, independência e prestação de contas como meio de atrair investimentos aos negócios e ao país, apesar de haver variações de aplicação (IBGC, 2012). De modo geral, podem-se dividir os sistemas de governança corporativa no mundo em Outsider System e Insider System, cujas principais características estão descritas na Tabela 2. Tabela 2 Características dos sistemas de governança corporativa 8

9 Fonte: IBGC (2012) 3. Financeirização da produção e a organização do trabalho Diante da necessidade em gerar valor aos acionistas, atender aos princípios da governança corporativa e às exigências do mercado financeiro, as organizações tomaram algumas ações para se adequar às novas exigências e demandas, cujas consequências para a organização do trabalho serão descritas a seguir Os novos gerentes profissionais A difusão das práticas corporativas associadas à lógica financeira fez com que ocorressem mudanças nos diversos níveis hierárquicos nas organizações, desde responsabilidades e resultados esperados até as formas de remuneração, principalmente, nos níveis gerenciais e estratégicos. Com a demissão de parcelas consideráveis da gerência média, a necessidade de pensar a empresa em termos financeiros e a curto prazo, começa a ruir o esquema de distribuição de poder formado ao longo das últimas décadas da revolução gerencial (DONADONE e SNELWAR, 2004). Vale ressaltar, que a Teoria da Agência teve grande influência na medida em que tentou impor uma disciplina financeira nas organizações e gerar maiores benefícios sociais para os acionistas, justificando-se na existência de excessos gerenciais e, do que a mídia e a governança corporativa rotularam como, existência dos CEOs fat cats, que se preocupavam em enriquecer ao invés de gerar valor para os acionistas (ERTURK et al., 2008). Neste contexto, a empresa deveria ser vista como um feixe de contratos entre indivíduos bem definidos no tempo, no espaço e na abrangência, em que se deixa de lado a idéia de trabalho coletivo e se passa a focar no controle e individualização da medida do desempenho (GRÜN, 2004). Alterações nas responsabilidades dos níveis gerenciais, consequentemente, foram observadas, por serem mais cobradas por resultados financeiros no curto prazo e na 9

10 composição salarial dos executivos, por ganhar importância à remuneração variável pelos resultados obtidos, principalmente nos relacionados ao gerenciamento dos preços das ações. Assim, começou a emergir uma reestruturação dos times da alta-administração das organizações, que foi demonstrado por Cetina e Prada (2008), ao analisarem 400 grandes empresas norte-americanas no período de Esses autores demonstraram que os CFOs (Chief Financial Officers) ganharam espaço para gerenciar a avaliação dos mercados de ações e os COOs (Chief Operating Officer) começaram a ser eliminados, por ser um vestígio da estratégia centralizada apenas na diversificação e não no desempenho financeiro como um todo. Além disso, as organizações passaram a considerar as preferências dos investidores institucionais e dos analistas financeiros na hora de comprar outras organizações (CETINA e PRADA, 2008). Vale ressaltar, que além do aumento dos CFOs (Chief Financial Officers), nas equipes da alta administração, as origens funcionais do CEO (Chief Executive Officer) se alteraram com o tempo, influenciando diretamente na lógica a ser adotada na empresa (FLIGSTEIN, 2002). No que se chama de concepção produtivista da empresa, em que são valorizados acima de tudo os aspectos físicos relacionados à produção, eram refletidas no dia-a-dia decisório da empresa a experiência e as habilidades dos engenheiros que fundaram muitas das grandes organizações. Outra concepção possível da empresa é a de vendas e marketing, em que, geralmente, os CEOs teriam vindo da área de vendas. Nesta lógica, muitas vezes é prioritária a obtenção de maiores fatias do mercado em detrimento do próprio resultado financeiro da empresa, pois o foco estaria no aumento de vendas e não tanto no retorno sobre os ativos empregados. Por fim, posteriormente surgiria à concepção financeira das empresas, pois os CEOs teriam vindo da área financeira. Seguindo o mesmo raciocínio, Fligstein (2002) aponta que talvez já esteja sendo observada uma nova concepção, a rede de empresas, em que o CEO seria proveniente da área de Tecnologia da Informação. No entanto, segundo Fligstein (2002), atualmente, a concepção financeira se faz bastante presente e influente nas corporações. Após analisar as origens funcionais dos CEOs de empresas norte-americanas durante toda a década de 1970, esse autor conclui que as empresas geridas por CEOs provenientes da área financeira eram, de fato, mais rentáveis. 10

11 3.2. Desempenho, controle e criação de valor Várias consultorias de renome global elaboraram modelos e métricas próprias para medir a contribuição da empresa para a criação de valor aos acionistas. Tais modelos elucidam como a lógica de criação de valor ao acionista deve permear as decisões e as práticas empresariais (FROUD et al., 2000). Esses modelos e métricas buscam estabelecer o que Haspeslagh et al. (2000), denominou direcionadores de valor, cuja função seria traduzir as métricas econômicas para as diferentes atividades por meio de indicadores, bem como guiar as decisões e ações de cada empregado em direção a maior criação de valor, demonstrando aos empregados de que forma suas decisões e tomadas de ação diárias podem influenciar na geração de valor ao acionista. Neste contexto, há uma mudança na forma com que o controle sobre os empregados é realizado, deixando de ser realizado por meio de procedimentos, regras, e formalizações para ser realizado por meio de indicadores e pelo gerenciamento por resultados, do qual reduz o espaço de autonomia dos envolvidos, que tendem a repetir soluções já testadas a fim de garantir o cumprimento de todas as metas (DIAS e ZILBOVICIUS, 2009) Redução dos custos com o trabalho Nas décadas de revolução gerencial, era bastante utilizada a estratégia de reter e reinvestir nas organizações, quando se tratava de alocação de rendimentos. Essa estratégia estimulava reter todo o dinheiro e força de trabalho empregada e reinvestir em ativos físicos e força de trabalho complementar, produzindo um crescimento incomum das organizações, com muitas divisões e foco em diferentes tipos de negócios (LAZONICK e O SULLIVAN, 2000). No entanto, com a maior atuação dos investidores e da expansão da abordagem de geração de valor ao acionista e dos princípios da governança corporativa, foi verificado por Lazonick e O Sullivan (2000), que as organizações estavam deixando de utilizar estratégias voltadas para o reter e reinvestir para utilizar estratégias voltadas para o diminuir e distribuir. A estratégia de diminuir e distribuir tornou-se o foco das organizações devido à influência dos stock opinions, que as encorajava a alinhar os seus interesses aos interesses financeiros externos ao invés de alinhar com os interesses de produção dos quais elas exerciam controle. 11

12 Em se tratando de alocação de seus recursos, verificou-se que os níveis estratégicos passaram a realizar o downsizing nas organizações que eles controlavam, a partir da redução dos níveis hierárquicos e da força de trabalho empregada e da melhor distribuição de seus rendimentos, de maneira a suportar os preços de suas ações no mercado (COLE 1995). Além disso, foi observado por DiMaggio (2001), a emergência do emprego-projeto. Neste fenômeno é observado cada vez mais o desuso da estrutura hierárquica, a diminuição de regras, o estabelecimento de papéis mais difusos e a diminuição do comprometimento de longo prazo nas relações empregatícias. Segundo esse autor, as empresas cada vez mais deveriam realizar alianças, organizando-se em redes e trabalhando em equipes de projetos. Adicionalmente, observou-se o aumento de formas alternativas de emprego, como o contrato temporário, a terceirização e o trabalho em tempo parcial, das quais focam também na redução dos custos com o trabalho. Vale ressaltar, que apesar dessa busca por flexibilizar ao máximo as relações empregatícias não ser um fenômeno novo, acaba se encaixando com perfeição à necessidade de flexibilidade e liquidez, em oposição ao capital fixo, imobilizado, intrínseca à lógica financeira (DIAS e ZILBOVICIUS, 2009). Neste contexto, observa-se também a emergência e difusão dos conceitos de empregabilidade e empreendedorismo, nos quais é responsabilidade de cada trabalhador a sua manutenção no cargo via investimentos por ele realizados, por exemplo, em qualificação (POWELL, 2001). Esses são alguns dos sintomas de uma transferência dos riscos do capitalismo para o trabalhador, cabendo, em certa medida, perguntar-se se a própria distinção capital x trabalho faz sentido num mundo onde todos devem ser empreendedores, ou seja, assumir riscos, tal qual o capitalista tradicional (DIAS e ZILBOVICIUS, 2009). 4. Considerações Finais Esse artigo reflete o resultado de um levantamento bibliográfico realizado sobre as consequências da financeirização da produção para a organização do trabalho. Inicialmente, foi demonstrado de que forma se deu a constituição da lógica financeira e sua entrada nas organizações, focando na análise das eras vivenciadas nas organizações norte-americanas e de que forma foram difundidos os conceitos de geração de valor aos acionistas e de governança corporativa nas organizações. 12

13 Posteriormente, foram abordadas as consequências da financeirização para a organização do trabalho, sendo demonstrado de que forma ocorreu a alteração na forma de atuação dos gerentes profissionais, devido à necessidade de gerar valor aos acionistas e atender aos princípios da governança corporativa. Observou-se assim o foco na obtenção de resultados financeiros no curto prazo, a disseminação da aplicação de remuneração variável atrelada aos resultados obtidos e a reestruturação dos times da alta-administração, ganhando espaço os profissionais oriundos das áreas financeiras. Em seguida, foi enfatizada a mudança na forma de controle realizado sobre os trabalhadores, sendo realizada por meio do gerenciamento por resultados e pela ênfase na geração de valor aos acionistas. Por fim, foram abordadas as formas de redução dos custos do trabalho, sendo aplicadas estratégias de downsizing, de flexibilização das relações empregatícias e da transferência dos riscos do capitalismo para os trabalhadores. Vale ressaltar, que ao realizar esse levantamento bibliográfico, observou-se que os impactos da financeirização da produção na organização do trabalho foram poucos explorados e podem se constituir em um importante ponto para trabalhos futuros. REFERÊNCIAIS BELLUZZO, Luiz Gonzaga. As transformações da economia capitalista o pós-guerra e a origem dos desequilíbrios globais. Política Econômica em Foco, Campinas, n.7, p.24-41, novembro de 2005/abril de CETINA, Karin Knorr; PRADA, Alex. The sociology of financial markets. New York: Oxford University Press, CHESNAIS, François. (coord) et al. A mundialização Financeira: raízes sociais e políticas, configuração consequências. São Paulo: Boitempo, COLE, Robert E. The death and life of the american quality movement. New York: Oxford University Press, CROTTY, James. The neoliberal paradox: the impacto of destrictive product market competition and modern financial markets on nonfinancial corporation performance in the neoliberal era. In: Epstein, G. Financialization and the World Economy, Edward Elgar, DAVIS, Gerald F. Managed by the markets. New York: Oxford University Press, DIAS, Ana Valéria Carneiro; ZILBOVICIUS, Mauro. Trabalho e criação de valor: financeirização da produção e novas formas de organização do trabalho. In: Mondadore et al. (Org.) Sociologia econômica e das finanças: um projeto em construção, São Carlos: EdUFSCar, p , DI MAGGIO, Paul J. The twenty-first-century firm: changing economic organization in international perspective. Princeton University Press,

14 DONADONE, Julio Cesar. Lógica financeira e dinâmica organizacional nos anos 1990: novos donos, novos consultores, outros gerentes. In: Mondadore et al. (Org.) Sociologia econômica e das finanças: um projeto em construção, São Carlos: EdUFSCar, p , DONADONE, Julio Cesar; SZNELWAR, Laerte Idal. Dinâmica organizacional, crescimento das consultorias e mudanças nos conteúdos gerenciais nos anos 90. In: Produção, vol.14, n.2, p.58-69, ERTURK., Ismail; FROUD Julie; JOHAL. Sukhdev; LEAVER, Adam; WILLIAMS, Karel. Financialization at work: key texts and commentary. Routlegde, FLIGSTEIN, Neil. The transformation of corporate control. Cambridge, MA-USA: Harvard University Press, The architecture of markets: an economic sociology of twentyfirst-century capitalist societies. Princeton University, FLIGSTEIN, Neil; MARKOWITZ, Linda. The finance conception of the corporation and the causes of the financial reorganization of large American corporations, Efficiency and Ownership: The Future of the Corporation, maio de FROUD, Julie; HASLAM, C.; JOHAL, Sukhdev; WILLIAMS, Karel. Shareholder value and financialization: consultancy promises, management moves. Economy and Society, n. 29, p , GRUN, Roberto. A evolução recente do espaço financeiro no Brasil e alguns reflexos na cena política. Dados - Revista de Ciências Sociais, vol. 47, n. 1, p. 5-47, HASPESLAGH, P.; NODA, T.; BOULOS, F. Are you (really) managing for value? Insead Working Paper, 2000/67/SM, IBGC. In: acessado em 12/11/2012. LAZONICK, William; O`SULLIVAN, Mary. Maximizing shareholder value: a new ideology for corporate governance. Economy and Society, vol. 29, n.1, p , PLIHON, Dominique. Le nouveau capitalisme. Paris : La Découverte, POWELL, Walter. The capitalism firm in the twenty-first century: emerging patters in western enterprise. In: DiMaggio, Paul (Ed.). The twenty-first-century firm: changing economic organization in international perspective. Princeton: Princeton University Pressm STEWART, G. Bennett. The quest for value. New York: HarperCollins, USSEM, Michael. Executive defense: shareholder power and corporate reorganization. London: Harvard University Press, 289p,

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