Palavras-chave: trabalha produtivo, susbsunção, valor e terceirização.

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Palavras-chave: trabalha produtivo, susbsunção, valor e terceirização."

Transcrição

1 Subsunción del trabajo informal en el capitalismo contemporâneo Autor: Marcos Antonio Tavares Soares Instituição: Professor da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB); Doutorando em Desenvolvimento Econômico do Instituto de Economia da Unicamp, área de concentração: Economia Social e do Trabalho Bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB). Endereço eletrônico: Trabalho para área: A5 Resumen El estudio examina la dinámica del empleo informal en el período en que el capitalismo se desarrolla bajo la norma de acumulación flexible. Que se observa en este período, la expansión financiera y el avance de las formas precarias de trabajo que se oponen a la tendencia a la baja en las ganancias para los años de Sin embargo, se constató que el trabajo sigue siendo esencial para el proceso de acumulación capitalista y la reproducción social. Los años de 1970 el trabajo informal en Brasil (la semi-periferia) y en los países periféricos, era visto sólo como una estrategia de sobrevivencia, se sustituye por la función de participar también en la reproducción del capital, y una forma de reducir el costo del trabajo. Mediante la investigación, reveló que, el trabajo informal en Brasil, también conocida como la nueva informalidad, asume el papel de participar en el proceso de valorización de capital, realizando no sólo como una estrategia de sobrevivencia para los desempleados, sino que es el sistema de acumulación flexible se subsume al capital. Palavras-chave: trabalha produtivo, susbsunção, valor e terceirização. 0

2 Subsunção do trabalho informal no capitalismo contemporâneo Marcos Antonio Tavares Soares 1 Os limites intransponíveis em que se podem mover a manutenção e a expansão do valorcapital, a qual se baseia na expropriação e no empobrecimento da grande massa dos produtores colidem constantemente com os métodos de produção que o capital tem de empregar para atingir o seu objetivo [...] K. Marx Transformações econômicas e trabalho informal O último quartel do século XX é marcado por intensas transformações no mercado de trabalho, que se apresentam na tendência à elevação da taxa de desemprego mundial, na precarização de parte dos novos postos de trabalho e pela expansão do trabalho informal. As metamorfoses que ocorrem nas formas de emprego/ocupação da População Economicamente Ativa (PEA) nas economias de mercado tornam mais difíceis à compreensão da estruturação que assume o mercado de trabalho, formal e informal, e, por conseguinte eleva-se a possibilidade de imprecisão sobre a função do trabalho na estrutura produtiva. O esgotamento do modelo de produção fordista associado à ascensão da adoção das políticas neoliberais marca os últimos anos da década de As empresas passam a adotar um modelo de acumulação baseado na flexibilização do uso do capital e do trabalho, modelo este que se reproduzirá nos países do centro, da semi-periferia e da periferia do capitalismo 2. Também nesse período, associado diretamente às mutações do mercado de trabalho, pesquisadores identificaram a expansão de formas de ocupação para geração de renda que se encontravam fora do mercado de trabalho formal/tradicional. A estas, chamaram de informal ou de ocupações do setor informal 3. Desde os anos de 1970, o debate sobre essa temática tem ocupado pesquisadores nas universidades e nas instituições como a OIT e o Banco Mundial. Até o momento, ano de 2009, é consensual entre os pesquisadores que ainda não se tem uma definição precisa sobre o 1 Doutorando em Desenvolvimento Econômico do Instituto de Economia da Unicamp, área de concentração: Economia Social e do Trabalho; Professor da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB); Bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB). Endereço eletrônico: 2 Conceituação adotada por Arrighi (1997). 3 Definição utilizada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), publicado em Uma síntese desse relatório pode ser encontrada em Cacciamali (1989). Vale salientar que Keith Hart já havia utilizado o termo informal num trabalho sobre emprego e renda urbana em Gana, em 1971 (TAVARES, 2004). Outros autores também encontraram trabalhadores em ocupações semelhantes ao que hoje se denomina de informal, por exemplo: Huberman (1986), Braverman (1987) e Joan Robinson (apud FAGUNDES, 1992). 1

3 setor informal 4. Deve-se salientar que, a definição elaborada pela OIT e consolidada em 1993 é amplamente utilizada pelas instituições internacionais, nacionais e pela academia. É comum encontrar nas publicações nacionais das mais conceituadas revistas científicas e por relatórios de órgãos dos governos nas três esferas - federal, estadual e municipal -, a adoção do termo setor informal para referir-se às formas de trabalho que não são da esfera formal. Apesar disso, a própria OIT, no ano de 2002 passa a utilizar o termo economia informal em substituição ao termo setor informal (OIT apud TOKMAN, 2004, p. 217). De acordo com Tokman (2004, p. 217) a OIT em 2002 reconhece que a informalidade tem crescido em todo o mundo, incluyendo a los países industrializados, al punto que la mayor parte dos nuevos empleos de los últimos años, particularmente en los países en desarrollo y em transición, se há creado em la economía informal. É importante ressaltar que em trabalhos mais recentes da literatura brasileira o termo economia informal ainda não foi incorporado ou debatido. O que se percebe, preliminarmente, é que o objeto trabalho informal encontra-se em desenvolvimento e sua formação é um complexo ainda não revelado teoricamente. As causas do seu surgimento, manutenção e expansão ainda não foram aprofundadas de modo suficiente que permita emanar dessas investigações uma definição mais precisa. Diversos pesquisadores do Brasil e de outros países da América latina têm se dedicado a compreender o fenômeno, entre eles destacam-se as interpretações de Souza e Tokman (1976), realizadas no âmbito do Programa Regional de Emprego para a América Latina e Caribe (PREALC) da Organização Internacional do Trabalho (OIT); os de Souza (1999), Tokman (2004), Cacciamali (1983, 1989, 2000, 2007), Tavares (2004), e as abordagens de cunho neoclássico, conhecidas como teoria da segmentação e teoria da escolha. Souza e Tokman, constataram a existência de dois espaços de reprodução da força de trabalho integrados no mesmo mercado. Identificavam como determinantes da segmentação do mercado: os fluxos migratórios e ao padrão tecnológico adotado. Apesar de reconhecerem a articulação entre os mercados, afirmam que se organiza um setor econômico onde a demanda de mão-de-obra não é função do processo de acumulação de capital (SOUZA; TOKMAN, 1976, p. 151). Para os autores supracitados, a participação do trabalho informal no mercado tende a cair no caso de crescimento econômico; acreditavam ser [...] altamente provável que sejam necessárias duas ou três gerações para que as pessoas ocupadas neste setor sejam absorvidas pelas atividades de mais alta produtividade (SOUZA; TOCKMAN, 1976, p. 156). Diante do exposto, verifica-se que no âmbito da OIT, nos anos de 1970, o setor informal não participa do processo de acumulação de capital, sendo funcional para o sistema capitalista, apenas, no sentido da geração de ocupação e renda e não no sentido da reprodução do capital. A razão da expansão do setor informal dá-se em função da adoção dos modelos de desenvolvimento equivocados (SOUZ; TOKMAN, 1976). Talvez por assim entender o setor informal, os autores acreditavam que ao longo de duas ou três gerações os trabalhadores do setor informal fossem incorporados ao setor formal. 4 O setor informal é composto pelo conjunto de trabalhadores que atuam por conta própria, por proprietários de unidades de produção que se baseiam no trabalho familiar, e por ajudantes e empregados que eventualmente estejam trabalhando nesse setor. Essa é a definição aceita, desde 1993, pelos Sistemas Nacionais de Estatísticas do Trabalho, sob recomendação da OIT (CACCIAMALI, 2007, p.153). 2

4 Souza (1999), avança na concepção do que se entende por trabalho informal, afirmando existir diversos graus de subordinação deste ao capital, o seu espaço é determinado pelo movimento do capital e pode chegar a formas de subordinação direta, como a superexploração da mão-de-obra. Observa-se que o autor na década de 1980 já reconhecia, diferente do que afirmou em 1976, a participação do trabalho informal no processo de acumulação de capital. É importante destacar que até meados dos anos de 1970, o mercado de trabalho mundial tendia à formalização do trabalho, estando a taxa de desemprego mundial em 1975 em 2,3% da PEA mundial. No caso brasileiro o processo de formalização do trabalho avançava, chegando a 58,07% em A partir desse ano começa um processo de reversão da tendência (POCHMANN, 2005). Tokman, em trabalho publicado em 2004, também avança na compreensão da informalidade, concorda com a nova ótica da OIT, afirmando que a economia informal inclui trabalhadores a domicilio, trabalhadores de fábricas explotadoras, além daqueles trabalhadores que já integravam o setor informal. Para Cacciamali (2000), as transformações por que passa o sistema capitalista apresentam diferentes impactos nos mercados de trabalho com características estruturais diferentes. Diante dessas mudanças, o termo informal [...] reporta-se, ao invés de um objeto de estudo, à análise de um processo de mudanças estruturais em andamento na sociedade e na economia que incide na redefinição das relações de produção, das formas de inserção dos trabalhadores na produção, dos processos de trabalho e de instituições denominado neste trabalho de processo de informalidade. (2000, p. 163) A autora observa que decorrem desse processo, principalmente, dois fenômenos que merecem ser discutidos: o primeiro é concernente às relações de trabalho no âmbito do setor formal; o segundo refere-se ao setor informal. No primeiro, observam-se relações de trabalho assalariado não registrado junto aos órgãos competentes, como também contratações legais ou consensuais que selam relações de trabalho precárias. Nesse último caso, encontram-se as cooperativas de trabalho, empreiteiras de mão-de-obra, agências de trabalho temporário, locadora de mão-de-obra, prestação de serviços temporários dissimulada sob a forma de trabalho autônomo (2000, p ). Já no segundo, inserem-se as atividades de baixa produtividade que ocupam o espaço econômico não ocupado pelas empresas capitalistas, em que predominam atividades de sobrevivência, nas quais os trabalhadores, por meio do auto-emprego, conta-própria ou microempresas, asseguram a sua existência (2000, p ). Para a autora, o uso do termo informalidade comporta inserções na produção que fogem da forma clássica de relação de trabalho assalariado. Tavares (2004) também verifica a inserção do trabalho informal nas empresas capitalistas, o que chama de nova informalidade e afirma que essas novas formas do capital extrair mais valia estão integradas à dinâmica capitalista. 3

5 Dessa forma, verificam-se mudanças no modo de apreensão do fenômeno e o conceito é ampliado. Para OIT e para Tockman, economia informal ; para Cacciamali (2000 e 2007) setor informal e processo de informalidade. Ela usa esse último termo pelo fato de constatar a ocorrência de diversas formas de trabalho informal que se articulam com o capital. Nessa mesma perspectiva, Tavares (2004) identifica a nova informalidade. As interpretações da escola Neoclássica da economia atribuem a expansão da informalidade às escolhas feitas pelos indivíduos. Argumentam que por ser o setor informal mais flexível ou porque os indivíduos possuem características não-observáveis (iniciativa, preferência pelo risco, etc.), parte dos trabalhadores optam por ocupações informais. Dessa maneira, o trabalhador escolhe trabalhar no setor informal em função deste oferecer uma remuneração mais adequada ao seu capital humano e/ou as suas necessidades cotidianas (RAMOS, 2007). No mesmo sentido, o Banco Mundial (2007), no relatório Informalidad: escape y exclusión (2007, p. 4), afirma: La mayor parte de esos trabajadores informales seleccionaron sus ocupaciones de acuerdo a sus necesidades individuales (especialmente su deseo de flexibilidad y autonomía). Para essa instituição, os trabalhadores por conta própria escolhem se participam ou não do setor formal. As interpretações de cunho neoclássico atribuem ao trabalhador a decisão a respeito de sua inserção no mercado de trabalho. É certo que isso pode acontecer, contudo, as evidências empíricas apontam para a escassez de postos de trabalho no setor formal capaz de empregar a totalidade da PEA que deseja trabalhar. Seria a segmentação do mercado de trabalho e a expansão do setor informal resultado da escolha dos indivíduos? Há vagas para todos que se dirigirem ao mercado de trabalho formal? Se não há oferta de emprego com registro em carteira suficiente para atender aos trabalhadores, logo não há escolha, pois esta requer opções concretas de ocupação. Autores como Souza (1999), Tokman (2004) e Cacciamali (2000 e 2007), reconhecem que a dinâmica de setor informal subordina-se aos ciclos de expansão e retração do capital. Eles apresentam uma série de fatores que influenciam de alguma maneira a utilização do trabalho informal por empresas tipicamente capitalistas. Esses estudos, de certo modo, relacionam a utilização da força de trabalho de modo informal a estratégias para reduzir o custo do fator trabalho na produção. Cabe destacar que o avanço das interpretações se dá pari passu ao desenvolvimento da acumulação flexível. Acumulção flexível, centralidade e precarização do trabalho O regime flexível de acumulação de capital, caracteriza-se por processos de reprodução ampliada de capital de modo que este tenha maior mobilidade e liquidez. Nesse regime o capital se aproxima do seu ideal reprodutivo, porém inatingível que é: D-D, ou seja, eliminar o tempo de imobilização do capital no processo produtivo. Ao expandir-se via financeirização, o capital aproxima-se do seu ideal, é dinheiro fazendo dinheiro. Nesse processo, o capital se reproduz de modo acelerado. Nesse sentido, observa-se que enquanto o PIB mundial está em torno de 64 trilhões de dólares o capital financeiro em circulação se encontra em 600 trilhões de dólares. 4

6 Apesar desses números e da força que a financeirização da economia tem apresentado, o capital não prescinde do trabalho, ao contrário, pois mesmo com todo avanço da financeirização, observa-se que o trabalho continua central no processo de reprodução do capital 5. O capital continua a buscar formas de exploração do trabalho que assegure rentabilidade compatíveis com o momento histórico. O desenvolvimento de estratégias que promovam a redução do custo da força de trabalho expandem-se em paralelo com o avanço da financeirização. No mercado financeiro o capital encontra taxas de retorno atraentes e mais vantajosas do que as encontradas via aplicação no setor produtivo da economia, com isso ele vai exigir que o investimento produtivo passe a apresentar taxas de rentabilidade mais altas. Diante dos problemas de reprodução ampliada do capital na busca da valorização do valor, inicia-se um processo de reestruturação produtiva, reforma do Estado e liberalização comercial e financeira. Dada às novas demandas dos capitalistas, as idéias neoliberais começam a tomar forma de políticas econômicas e sociais. Estas vão atuar no sentido de garantir a recomposição dos lucros em detrimento dos ganhos sociais advindos do crescimento do emprego (público e privado), da regulação do mercado de trabalho, do investimento público e dos gastos sociais com políticas universais. No que se refere ao mercado de trabalho, processa-se a flexibilização das relações de trabalho de forma a permitir ajustes no uso, na contratação, no volume e no preço da força de trabalho 6. A valorização do valor sob a lógica do capital financeiro não anula a esfera da produção, mas a submete a lógica de valorização financeira. A produção continua a se expandir e com ela surgem novos produtos, indústrias, profissões e postos de trabalho 7. A acumulação de capital sob a regência da lógica das finanças não implica que caminhemos para a sociedade do fim do trabalho. O que se verifica é que a liderança das finanças na acumulação de capital impõe mudanças ao setor produtivo privado. Neste, as mudanças implicam em novas formas de gestão do capital e do trabalho. Como o capital busca a valorização do valor e o mercado financeiro se apresenta como um espaço propício para sua valorização, montante cada vez maior de capital é destinado à valorização na esfera financeira. Nesse circuito D-D o capital se autonomiza. Contudo, a esfera produtiva não é eliminada e lastreia parte das mercadorias que circulam no mercado financeiro e, além disso, é na produção que é assegurada a base material para a reprodução social. O fato de na fase atual o capital financeiro ser o principal fator determinante da taxa de lucro, não implica em eliminação do capital produtivo. Além disso, vale lembrar que o capital define-se como uma relação social de produção e que a sociedade para a sua existência carece de uma base material, sendo razoável afirmar que o capital é produto da relação social a qual 5 Capitais individuais podem se reproduzir de modo autônomo sem precisar passar pela produção, entretanto o sistema capitalista necessita de trabalho para se desenvolver produzindo bens e serviços imprescindíveis para a sociedade. 6 Para saber mais sobre esse processo consultar Krein (2007). 7 Aqui concordamos com a idéia de Schumpeter de destruição criadora: A abertura de novos mercados estrangeiros ou domésticos e o desenvolvimento organizacional, da oficina artesanal aos conglomerados como a U.S. Steel, ilustram o mesmo processo de mutação industrial - [...] que incessantemente revoluciona a estrutura econômica a partir de dentro, incessantemente destruindo a velha, incessantemente criando uma nova. Esse processo de destruição criativa é o fato essencial acerca do capitalismo (Schumpeter, Cap. VII, p , 1984). 5

7 é fundada e mantida pelo trabalho. O desenvolvimento do capitalismo está diretamente associado ao desenvolvimento das forças produtivas, as quais partem do desenvolvimento do trabalho. Desse modo, entende-se que não é possível eliminar a esfera da produção do processo de reprodução do capital e da compreensão da realidade gerada pelas relações sociais de produção capitalista. Dito isso, parece mais razoável continuar a analisar a dinâmica do trabalho (trabalho abstrato, concreto, formal e informal) na sociedade contemporânea, pois, se a conclusão fosse à do fim do trabalho, não faria sentido continuar a investigação do objeto, a não ser como uma pesquisa de valor histórico. Se a análise sobre a dinâmica econômica e social se centrar num período longo, por exemplo, um século, será constatado que o trabalho assalariado se expande. Quanto ao emprego do chão de fábrica, o trabalho enquanto ação que transforma a natureza de modo consciente, também é possível identificar a expansão do trabalho na indústria em números absolutos 8. Além dessa expansão do trabalho na indústria, trabalho produtivo que gera riqueza material e mais-valia, tem se também a expansão trabalho produtivo que apenas valoriza o valor sem necessariamente gerar riqueza material. Trata-se aí do trabalho produtivo, trabalho este que participa do processo de produção de capital valorização do valor - e por isso produtivo para o capital. As formas de manifestação do trabalho produtivo independem da formalização da relação entre capital e trabalho. Desse modo, o trabalho produtivo para o capital pode se dá na esfera do trabalho informal. Este pode ser verificado nas formas de trabalho que mantém alguma relação com a empresa capitalista e participa diretamente do processo de valorização do capital. No caso brasileiro, observa-se a expansão do trabalho domiciliar, contratação de empresas de uma única pessoa (Personalidade Jurídica - PJ), contratação de cooperativas, terceirizações, conta-própria etc. Trabalho informal produtivo A condição para que o trabalho seja produtivo ao capital é satisfeita se o trabalho em questão está participando do processo de produção de capital, ou seja, se o trabalho em análise participa do processo de valorização do valor. Nesse caso não será a materialidade, a formalização ou a aparência da relação que vai determinar se o trabalho é ou não produtivo para o capital. 8 Nesse sentido, afirma Coggiola: Em países como o Brasil, a classe operária cresceu de 1,1 milhão (1949) para 14,6 milhões (1990); no Egito, de 400 mil (1954) para 7,3 milhões (1990); na China, de 17 milhões (1950) para 136 milhões (1996). Nos tigres asiáticos [...] passou-se de 2,1 milhões de operários industriais (1950) para 29,5 milhões (1990). De conjunto, em meados de século XIX havia 20 milhões de operários industriais, na Europa e os EUA (1,5% da população mundial); em 1900, 70 milhões, principalmente na Europa, Rússia, Estados Unidos e Japão (4% da população mundial); em 1950, existiam aproximadamente 150 milhões de operários industriais (6% da população mundial). Em 2000, a equivalente cifra se situa, segundo estimativas, entre 550 e 600 milhões (10% da população mundial), dois terços dos quais nos países em desenvolvimento (2002, p. 476). 6

8 A partir dessa interpretação de trabalho produtivo, baseada no Capítulo sexto inédito de Marx, chega-se a compreensão que diversas formas de trabalho não manifestas como próprias na relação entre capital e trabalho são na verdade formas de valorização do valor do capital adiantado e estas atividades encontram-se subsumidas ao capital. Nesse sentido destacam-se: a terceirização, cooperativas que prestam serviços a empresas capitalistas, trabalho domiciliar, subcontratações e as empresas de uma única pessoa (PJ). Todas essas formas de trabalho produtivo normalmente não captadas nas estatísticas como força de trabalho incorporada na produção corrente. A terceirização caracteriza-se pelo uso de uma empresa contratar, de outras empresas, produtos e serviços necessários para o seu processo de produção. As empresas contratantes, ou seja, as que estão terceirizando parte do processo de produção, vão implementar a redução dos custos provenientes da força de trabalho, por meio da exploração de relações de trabalho precárias, como a contratação de pequenas empresas e de cooperativas; a subcontratação de trabalhadores, cujas atividades são desenvolvidas em domicílio. As cooperativas de produção quando funcionam como apêndice da grande empresa, via estabelecimento de contrato de produção ou serviços, nesses casos, de modo geral, as empresas determinam o que produzir, quanto e, às vezes, como deve ser produzido. Não restam dúvidas de que, ao se configurar este tipo de relação, a empresa contratante controla a produção no interior da cooperativa e o trabalho encontra-se como constituinte do capital da grande empresa. Às pequenas empresas, ou formas análogas, podem funcionar no setor industrial, comercial e de serviços. Têm como características: atender à lógica familiar; alto grau de exploração do trabalho; o patrão (dono) também trabalha; se irregulares (ilegais) fogem da legislação; se regularizadas, tendem a não cumprir todas as determinações legais. Diversas empresas, grandes, tendem a contratar esse tipo de trabalhador ou de empresas via o estabelecimento de subcontratos. O capital se aproveita da lógica da produção familiar, utilizando a seu favor a unidade familiar para criar condições de exploração entre os próprios trabalhadores. Embora não seja facilmente perceptível, a relação de compra e venda da força de trabalho desenvolve-se em essência. Observa-se que o processo pode ocorrer da seguinte forma: a empresa contratante desloca parte da produção que seria realizada no chão da fábrica para o domicílio do trabalhador ou para uma pequena ou média empresa subcontratada. Pochmann (2008) chama atenção para o crescimento do número de empresas sem empregados, conhecidas como PJ s 9 (personalidade jurídica), as quais substituem o a relação de assalariamento. Ele observa que em 1985 das empresas de terceirização, apenas 11 delas, o equivalente a 4,3%, eram empresas PJ s. Em 2005, essas empresas já somavam 1.918, o equivalente a 30,4% do total de empresas de terceirização. Nos casos supracitados, o trabalho não é nada mais do que um meio para a valorização do capital, ou seja, processo de trabalho subsumido pelo capital. Assim sendo, observa-se que o processo recente de expansão da terceirização, do trabalho domiciliar e das cooperativas é mais uma forma encontrada pelos capitalistas para fugir dos encargos trabalhistas e da rigidez da jornada de trabalho. 9 Pochmann (2008) também salienta que essas empresas PJ s em comparação com o emprego formal, o custo fiscal do contrato PJ (empresa) chega a ser mais de que 50% inferior. 7

9 Essas formas de exploração do trabalho permitem a empresa capitalista destinar um quantum menor de capital para a produção, pois parte da produção será realizada pelo ou pela subcontratada a(o) qual caberá imobilizar capital fixo. Com isso, a grande empresa capitalista poderá destinar parte do seu capital para as aplicações financeiras, investimentos em novas tecnologias e no desenvolvimento de novos produtos e serviços, desse modo, o capital ganha em mobilidade e liquidez, assim como pressupõem o regime de acumulação flexível. Subsunção do trabalho informal ao capital Por subsunção do trabalho ao capital, entende-se que o trabalho encontra-se voltado para a produção de valor e existe com tal fim. Não significa apenas uma relação em que o emprego do trabalho depende do ciclo econômico, mas que o trabalho, independe da fase do ciclo, existe para o capital e seu movimento se dá para reproduzi-lo. Desse modo, na fase atual de subsunção real do trabalho ao capital, observa-se que o capital subsume o trabalho em suas diferentes formas de apresentação, seja no mercado de trabalho formal, seja no informal. Se nas décadas de 1970 e 1980 predominava formas de trabalho informal voltadas para a subsistência e sem relação direta com atividade capitalista, hoje, observa-se a expansão de formas de trabalho informal produtoras de bens e serviços vinculadas a empresa capitalista. Essas são formas que tendem a se expandir no capitalismo desregulado. As formas de trabalho informal que geralmente são captadas pelas pesquisa sobre mercado de trabalho, como o Conta-Própria e os Trabalhadores Assalariados Sem Carteira, apresentam-se ora em expansão, ora estagnada e ora em retração. Os seus movimentos se dão em função do ciclo econômico, o que pode ser constatado na Tabela 1. Já as formas de trabalho informal diretamente produtivas ao capital podem se encontrar nas categorias supracitadas, como também na categoria Empregador e seu movimento de expansão não necessariamente depende do ciclo econômico. Assim, observa-se que de modo geral o trabalho informal tende a se expandir mais nos períodos de baixa dinamismo da economia, contudo não é só a dinâmica econômica que determina as variações quantitativas do trabalho informal. Tem-se também como um dos fatores fundamentais para a compreensão da lógica de expansão do trabalho informal a fase de acumulação de capital. Esta vai determinar estratégias de desenvolvimento e as formas de utilização do trabalho para o processo de acumulação de capital. 8

10 TABELA 1 - População ocupada, segundo categorias selecionadas a 2007 Categorias/Anos Brasil Urbana Área Metropolitana Área Urbana Não Metropolitana Rural Outras Atividades Posição na Ocupação Com Carteira % 30,0% 29,7% 30,4% 30,9% 32,6% 34,1% Funcionário Público % 7,1 6,9 6,6 6,8 6,8 7,0 Empregado Doméstico % 7,2 7,2 7,7 7,7 7,6 7,4 Conta-Própria % 23,8 23,9 22,8 22,8 21,6 21,5 Empregador % 4,2 4,3 4,4 4,3 4,6 3,9 Sem Carteira % 15,9 17,4 18,4 17,7 17,6 17,1 Outros % 11,8 10,7 9,7 9,7 9,2 9,0 Fonte: Microdados da Pnad (IBGE) conforme IPEA Notas: 1 Considerou-se a população com 16 anos ou mais, a partir de 2004 a Pnad passa a contemplar a população rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá. 9

11 As formas de trabalho informal produtivas ao capital pode se expandir em fases de crescimento econômico ou em fases de retração da economia. O crescimento no número de cooperativas, de empresas de terceirizaçação, de PJ s e de trabalho domiciliar dependem do regime de acumulação, da taxa de rentabilidade exigida, da concorrência mundial, da regulação do mercado de trabalho e do mercado em geral. Considerações finais Com a exposição feita nesse artigo, observa-se que o trabalho informal pode se apresentar: a) apenas funcional ao capital (improdutivo); b) como produtivo e; c) nem produtivo nem improdutivo. Estes últimos são caracterizados pelas atividades que se desenvolvem sem relação com a empresa capitalista, como as atividades de subsistência. De todo modo, elas servem para evitar uma maior pressão no mercado de trabalho e uma possível convulsão social. Assim sendo, elas também têm sua funcionalidade para o sistema. Consideramos o trabalho informal improdutivo ao capital, quando este apesar de estabelecer relação direta com a empresa capitalista, as atividades desse trabalho estão relacionadas com atividade meio, ou seja, não participam diretamente do processo de valorização do valor. Por exemplo: uma cooperativa que presta serviço de limpeza numa indústria de calçados, etc. O trabalho informal produtivo se dá quando este é incorporado na produção direta de um bem ou serviço que é atividade fim da empresa capitalista. Certamente que a relação entre capital e trabalho, nesse caso, prescinde do contrato formal e do local de execução da atividade ser o espaço da empresa capitalista. Nesse o último caso, podemos considerar as empresas de terceirização da força de trabalho, as PJ s, o trabalho domiciliar, parte das cooperativas que se encontram subsumidas ao capital e várias outras formas de subcontratação e/ou exploração da força de trabalho. Esses novos e velhos mecanismos de extração de mais-valia se contrapõem a tendência à queda da taxa de lucro que se observava nos anos de Somado a isso a adoção de um conjunto de políticas neoliberais permitiram a consolidação do regime de acumulação flexível, o qual passou a exigir maior liberdade ao capital. Na esfera financeira e também real o capital ganhou em mobilidade e poder, na esfera real da produção ele passou exigir maior flexibilidade nas relações de trabalho de modo a permitir também maior mobilidade e rentabilidade competitiva com a esfera financeira. Assim, sem uma intervenção enérgica no mercado de trabalho e na própria regulação das finanças, o trabalho continuará sendo elemento de ataque e de redução da sua importância no mundo capitalista. 10

12 Referências Bibliográficas ARRIGHI, Giovanni. A ilusão do desenvolvimento. Petrópolis: Vozes, BANCO MUNDIAL. Informalidad: escape y exclusión. Washington, 2007 BALTAR, P., et al. O emprego formal nos anos recentes. Carta social e do trabalho. Campinas: CESIT, n. 3, jan-abr, 2006 BRAVERMAN, H. Trabalho e capital monopolista: a degradação do trabalho no século XX. Rio de Janeiro: Guanabara, CACCIAMALI, M. C. (Pré-)Conceito sobre o setor informal, reflexões parciais embora instigantes. Revista Econômica. Rio de Janeiro: 7 letras, v.9, n.1, Setor informal urbano e formas de participação na produção. São Paulo: IPE/USP, Globalização e processo de informalidade. In: Economia e Sociedade n. 14. Campinas: jun Informalização recente do mercado de trabalho brasileiro. Brasília: Ministério do Trabalho, CASTELLS, Manuel. A teoria marxista das crises econômicas e as transformações do capitalismo. Rio de Janeiro: Paz e Terra, COGGIOLA, O. O capital contra a história: gênese e estrutura da crise contemporânea. São Paulo: Xamã; Edições Pulsar, DEDECCA, C. S. Racionalização econômica e trabalho no capitalismo avançado. Campinas: UINCAMP, IE, (Coleção Teses) FAGUNDES, M. E. M. Informalidade na Região Metropolitana de Salvador: um estudo exploratório f. Dissertação (Mestrado Economia) Universidade Federal da Bahia/FCE, Salvador, FURTADO. C. (1987). Formação Econômica do Brasil. 22 ed. São Paulo: Editora Nacional. HUBERMAN, L. História da riqueza do homem. 21. Ed. Rio de Janeiro: Guanabara, HUSSON, M. Fim do trabalho ou redução de sua duração? Revista Soc. Bras. Economia Política, Rio de Janeiro: 7 letras, n.5, dez IPEA. Políticas sociais: acompanhamento e análise. N. 17, acessado em dez. de KREIN, J. D. Tendências recentes nas relações de emprego no Brasil: IE/Unicamp. Tese de doutorado, MALAGUTI, M. L. Crítica à razão informal: a imaterialidade do salariado. São Paulo: Boitempo; Vitória: Edufes, MAJNONI d INTIGNANO, B. A fábrica de desempregados. Rio de Janeiro: Bertrand do Brasil, MARX, Karl. O Capital. São Paulo: Nova Cultural, Livro I, vols. 1 e 2. (Coleção Os economistas). 11

13 . O Capital: crítica da economia política: o processo global de produção capitalista. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, Livro III, v. 4..Teorias da mais-valia. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, Capítulo VI (Inédito). São Paulo: Ciências Humanas, MAZZUCCHELLI, Frederico. A contradição em processo. 2. ed. Campinas/SP: Unicamp, POCHMANN, M ; BORGES, A. Era FHC : a regressão do trabalho. São Paulo: Anita Garibaldi, A superterceirização do trabalho. Campinas: LTr, QUADROS, W. Dinâmica da classe média brasileira. In: Espaços para o crescimento sustentado da economia brasileira. DUPAS, G. (org). São Paulo, Ed. UNESP: IEEI, RAMOS, C. A. Setor informal: do excedente estrutural à escolha individual. Marcos interpretativos e alternativas de política. Revista Econômica. Rio de Janeiro: 7 Letras, v.9 n. 1, RAMOS, L. A evolução da informalidade no Brasil metropolitano: IPEA, texto de discussão, N. 914, SALAMA, P. Pobreza e exploração do trabalho na América latina. São Paulo: Boitempo, SCHUMPETER, J. Capitalismo, socialismo e democracia. Rio de Janeiro, SOARES, M. A. T. Trabalho informal: da funcionalidade à subsunção ao capital. Vitória da Conquista/Ba: Edições UESB, Desenvolvimento do capitalismo sob a liderança do capital financeiro e a precarização do trabalho no Brasil. XI Encontro Nacional da ABET, Campinas, set de SOUZA, P. R; TOKMAN, V. E. O problema ocupacional: o setor informal urbano. In: SERRA, J. (Coord.). América Latina: ensaios de interpretação econômica. Rio de Janeiro: Paz e terra, (Estudos Latino-Americanos, v. 5). SOUZA, P. R. Salário e emprego em economias atrasadas. Campinas: Ed. da Unicamp, (Coleção Teses).. Emprego, salário e pobreza. São Paulo: Hucitec-Funcamp, (Coleção Economia e Planejamento) TAVARES, M. A. Os fios (in)visíveis da produção capitalista: informalidade e precarização do trabalho.são Paulo: Cortez, 2004 TOKMAN, V. E. Una voz en el camino. Empleo y equidad en América Latina: 40 años de búsqueda. Ciudad do México: Fondo de Cultura Económica, TEODORO, M. o Estado e os diferentes enfoques sobre o informal. IPEA, texto de discussão, n. 919,

Título: Características do trabalho por conta própria no Brasil

Título: Características do trabalho por conta própria no Brasil Área 4 Economia e Movimentos Sociais: mercado de trabalho e sindicalismo; política agrária e movimentos sociais no campo; economia solidária; desigualdade étnico-racial e de gênero; movimento estudantil

Leia mais

Algumas considerações sobre o trabalho informal no capitalismo contemporâneo

Algumas considerações sobre o trabalho informal no capitalismo contemporâneo Algumas considerações sobre o trabalho informal no capitalismo contemporâneo Thiago Leibante * Introdução O trabalho informal é um fenômeno social que se encontra em praticamente todo o mundo capitalista.

Leia mais

XIX QUALIEDUC EDUCAÇÃO PRESSENCIAL & A DISTÄNCIA

XIX QUALIEDUC EDUCAÇÃO PRESSENCIAL & A DISTÄNCIA XIX QUALIEDUC EDUCAÇÃO PRESSENCIAL & A DISTÄNCIA A APROPRIAÇÃO DE TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS POR INVESTIDORES PRIVADOS SÃO INSTRUMENTOS QUE LEVAM A COMERCIALIZAÇÃO DO ENSINO? 1 MSc. EDUARDO GUERINI JULHO/2013

Leia mais

Palavras chaves: Superexploração, opressão de gênero, economia brasileira.

Palavras chaves: Superexploração, opressão de gênero, economia brasileira. A SUPEREXPLORAÇÃO DA FORÇA DE TRABALHO FEMININA NO BRASIL TAMARA SIEMANN LOPES (autora) 1 CINTHIA DE SOUZA(coautora) 2 Resumo: A inserção da mulher nas atividades econômicas passou a ser uma variável relevante

Leia mais

Atendência de forte ex

Atendência de forte ex ARTIGO Estudo traça o novo perfil do desemprego no Brasil A abertura comercial sem critérios, aliada ao contexto competitivo interno de altas taxas de juros e ausência de financiamento de médio e longo

Leia mais

Trabalho Produtivo e Improdutivo: o cerne da questão

Trabalho Produtivo e Improdutivo: o cerne da questão Trabalho Produtivo e Improdutivo: o cerne da questão Gustavo Henrique Lopes Machado Vimos nos dois artigos iniciais desta série o conceito preciso de mercadoria, assim como dos ditos serviços. Sendo que,

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS

EMENTAS DAS DISCIPLINAS EMENTAS DAS DISCIPLINAS CURSO DE GRADUAÇÃO DE SERVIÇO SOCIAL INTRODUÇÃO AO SERVIÇO SOCIAL EMENTA: A ação profissional do Serviço Social na atualidade, o espaço sócioocupacional e o reconhecimento dos elementos

Leia mais

TRABALHO DOCENTE NA EDUCAÇÃO SUPERIOR

TRABALHO DOCENTE NA EDUCAÇÃO SUPERIOR TRABALHO DOCENTE NA EDUCAÇÃO SUPERIOR Refere-se ao conjunto de atividades desenvolvidas pelo professor/pesquisador no âmbito das relações estabelecidas com a instituição de ensino, considerando seus fins

Leia mais

O GRUPO ABRIL E A EDUCAÇÃO: ESTRATÉGIAS DE ATUAÇÃO

O GRUPO ABRIL E A EDUCAÇÃO: ESTRATÉGIAS DE ATUAÇÃO O GRUPO ABRIL E A EDUCAÇÃO: ESTRATÉGIAS DE ATUAÇÃO Luciana Sardenha Galzerano FE/Unicamp Agência Financiadora: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo Fapesp Resumo Este trabalho objetiva

Leia mais

Emprego feminino no Brasil:

Emprego feminino no Brasil: S E R I E políticas sociales 60 Emprego feminino no Brasil: mudanças institucionais e novas inserçoes no mercado de trabalho Volumen I Lena Lavinas Francisco León Coordinadores División de Desarrollo Social

Leia mais

Após a década de 1990, várias pessoas em todo o mundo mantêm hábito de consumo semelhantes.

Após a década de 1990, várias pessoas em todo o mundo mantêm hábito de consumo semelhantes. A ECONOMIA GLOBAL Após a década de 1990, várias pessoas em todo o mundo mantêm hábito de consumo semelhantes. O século XX marcou o momento em que hábitos culturais, passaram a ser ditados pelas grandes

Leia mais

TEXTO 1 1. CONJUNTURA BRASILEIRA. 1.1. As Transformações Recentes

TEXTO 1 1. CONJUNTURA BRASILEIRA. 1.1. As Transformações Recentes TEXTO 1 1. CONJUNTURA BRASILEIRA 1.1. As Transformações Recentes O Brasil, do ponto de vista econômico e social, vem sofrendo uma constante mutação em seus principais indicadores básicos como: população;

Leia mais

Uma Breve análise da FUNPRESP e a PL 1992/2007: mais uma vitória do capital financeiro

Uma Breve análise da FUNPRESP e a PL 1992/2007: mais uma vitória do capital financeiro Uma Breve análise da FUNPRESP e a PL 1992/2007: mais uma vitória do capital financeiro * Fernando Marcelino A mundialização financeira, desde meados da década de 1960, em conjunto com uma série de medidas

Leia mais

Dinamismo do mercado de trabalho eleva a formalização das relações de trabalho de homens e mulheres, mas a desigualdade persiste

Dinamismo do mercado de trabalho eleva a formalização das relações de trabalho de homens e mulheres, mas a desigualdade persiste Dinamismo do mercado de trabalho eleva a formalização das relações de trabalho de homens e mulheres, mas a desigualdade persiste Introdução De maneira geral, as mulheres enfrentam grandes dificuldades

Leia mais

DESCONCENTRAÇÃO INDUSTRIAL E EMPREGO NAS REGIÕES METROPOLITANAS DE BELO HORIZONTE, GOIÂNIA E RIO DE JANEIRO.

DESCONCENTRAÇÃO INDUSTRIAL E EMPREGO NAS REGIÕES METROPOLITANAS DE BELO HORIZONTE, GOIÂNIA E RIO DE JANEIRO. DESCONCENTRAÇÃO INDUSTRIAL E EMPREGO NAS REGIÕES METROPOLITANAS DE BELO HORIZONTE, GOIÂNIA E RIO DE JANEIRO. Vivian Fernanda Mendes Merola vfmerola1@gmail.com Universidade de São Paulo Faculdade de Filosofia

Leia mais

Evolução do emprego formal na Região Metropolitana de Porto Alegre no período 1999-2010

Evolução do emprego formal na Região Metropolitana de Porto Alegre no período 1999-2010 Evolução do emprego formal na Região Metropolitana de Porto Alegre no período 1999-2010 Economista, Pesquisador da FEE 1 Introdução Considerando-se o mercado de trabalho no Brasil, verifica-se que enquanto

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS INSTITUTO DE FILOSOFIA, SOCIOLOGIA E POLÍTICA CURSO DE CIÊNCIAS SOCIAIS PLANO DE ENSINO. Semestre Letivo 2015 2º

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS INSTITUTO DE FILOSOFIA, SOCIOLOGIA E POLÍTICA CURSO DE CIÊNCIAS SOCIAIS PLANO DE ENSINO. Semestre Letivo 2015 2º Professor(es) UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS INSTITUTO DE FILOSOFIA, SOCIOLOGIA E POLÍTICA CURSO DE CIÊNCIAS SOCIAIS PLANO DE ENSINO Ano Semestre Letivo 2015 2º 1. IDENTIFICAÇÃO: Código: 1.1. Disciplina:

Leia mais

Taxa de analfabetismo

Taxa de analfabetismo B Taxa de analfabetismo B.1................................ 92 Níveis de escolaridade B.2................................ 94 Produto Interno Bruto (PIB) per capita B.3....................... 96 Razão de

Leia mais

março de 2014 Fundação Perseu Abramo - Partido dos Trabalhadores A DINÂMICA RECENTE DO MERCADO DE TRABALHO BRASILEIRO: O EMPREGO

março de 2014 Fundação Perseu Abramo - Partido dos Trabalhadores A DINÂMICA RECENTE DO MERCADO DE TRABALHO BRASILEIRO: O EMPREGO 12 março de 2014 Fundação Perseu Abramo - Partido dos Trabalhadores A DINÂMICA RECENTE DO MERCADO DE TRABALHO BRASILEIRO: O EMPREGO Expediente Esta é uma publicação da Fundação Perseu Abramo. Diretoria

Leia mais

ESTA PALESTRA NÃO PODERÁ SER REPRODUZIDA SEM A REFERÊNCIA DO AUTOR.

ESTA PALESTRA NÃO PODERÁ SER REPRODUZIDA SEM A REFERÊNCIA DO AUTOR. ESTA PALESTRA NÃO PODERÁ SER REPRODUZIDA SEM A REFERÊNCIA DO AUTOR. ÉTICA E SERVIÇO SOCIAL: Elementos para uma breve reflexão e debate. Perspectiva de Análise Teoria Social Crítica (Marx e alguns marxistas)

Leia mais

ESTUDO DE CASO MÓDULO XI. Sistema Monetário Internacional. Padrão Ouro 1870 1914

ESTUDO DE CASO MÓDULO XI. Sistema Monetário Internacional. Padrão Ouro 1870 1914 ESTUDO DE CASO MÓDULO XI Sistema Monetário Internacional Padrão Ouro 1870 1914 Durante muito tempo o ouro desempenhou o papel de moeda internacional, principalmente por sua aceitabilidade e confiança.

Leia mais

EVIDÊNCIAS BASEADAS EM PESQUISAS DOMICILIARES DO IBGE

EVIDÊNCIAS BASEADAS EM PESQUISAS DOMICILIARES DO IBGE EVIDÊNCIAS BASEADAS EM PESQUISAS DOMICILIARES DO IBGE BRASIL Dinâmica demográfica Refletindo tendências demográficas delineadas há algumas décadas, a população brasileira cresceu a uma taxa anual estimada

Leia mais

BRASIL EXCLUDENTE E CONCENTRADOR. Colégio Anglo de Sete Lagoas Prof.: Ronaldo Tel.: (31) 2106 1750

BRASIL EXCLUDENTE E CONCENTRADOR. Colégio Anglo de Sete Lagoas Prof.: Ronaldo Tel.: (31) 2106 1750 BRASIL EXCLUDENTE E CONCENTRADOR As crises econômicas que se sucederam no Brasil interromperam a política desenvolvimentista. Ocorre que o modelo de desenvolvimento aqui implantado (modernização conservadora

Leia mais

Dipartimento di Economia e Management - Università di Ferrara Ferrara, 11 aprile 2014

Dipartimento di Economia e Management - Università di Ferrara Ferrara, 11 aprile 2014 Dipartimento di Economia e Management - Università di Ferrara Ferrara, 11 aprile 2014 La crisi globale e il feticcio della regolamentazione nell esperienza europea e in quella del Sud America. Flávio Bezerra

Leia mais

Relatório produzido em conjunto por três agências das Nações Unidas

Relatório produzido em conjunto por três agências das Nações Unidas Relatório produzido em conjunto por três agências das Nações Unidas Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) Organização Internacional

Leia mais

Pesquisa. Há 40 anos atrás nos encontrávamos discutindo mecanismos e. O setor privado de ensino sob um perspectiva de gênero.

Pesquisa. Há 40 anos atrás nos encontrávamos discutindo mecanismos e. O setor privado de ensino sob um perspectiva de gênero. Pesquisa O setor privado de ensino sob um perspectiva de gênero. Introdução Há 40 anos atrás nos encontrávamos discutindo mecanismos e políticas capazes de ampliar a inserção da mulher no mercado de trabalho.

Leia mais

DESEMPENHO RECENTE DO COMÉRCIO VAREJISTA

DESEMPENHO RECENTE DO COMÉRCIO VAREJISTA ÁREA DE OPERAÇÕES INDUSTRIAIS 2 - AO2 GERÊNCIA SETORIAL DE COMÉRCIO E SERVIÇOS Data: Dezembro/98 N o 20 DESEMPENHO RECENTE DO COMÉRCIO VAREJISTA O comércio é a ponta da cadeia produtiva e é o primeiro

Leia mais

Faculdade de Economia Economia Política I 1º Semestre de 2011 (março/julho de 2011)

Faculdade de Economia Economia Política I 1º Semestre de 2011 (março/julho de 2011) Faculdade de Economia Economia Política I 1º Semestre de 2011 (março/julho de 2011) Professores: José Trindade/Gilberto Marques e-mail: jrtrindade@uol.com.br Aulas: seg-qua, 10:30-12:30hs Conhecimento

Leia mais

Rio de Janeiro. Ed. Civilização Brasileira. p. 182. Citação da obra Ideias Estéticas de Marx de Adolfo Sánchez Vázquéz, 1968, p. 221.

Rio de Janeiro. Ed. Civilização Brasileira. p. 182. Citação da obra Ideias Estéticas de Marx de Adolfo Sánchez Vázquéz, 1968, p. 221. VIII Colóquio Internacional Marx e Engels - 2015 Título: Trabalho produtivo e improdutivo: a atividade artística musical e os fundamentos de sua precariedade Autor: Fábio Luiz Tezini Crocco - Professor

Leia mais

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas BRASIL Setembro 2011 Profa. Anita Kon PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO PROGRAMA DE ESTUDOS PÓS GRADUADOS

Leia mais

O QUE É UMA MICROEMPRESA

O QUE É UMA MICROEMPRESA O que é empresa O Artigo 6º da Lei n.º 4.137, de 10/09/1962 define empresa como "... toda organização de natureza civil ou mercantil destinada à exploração por pessoa física ou jurídica de qualquer atividade

Leia mais

Desestruturação e informalidade do mercado de trabalho no Brasil

Desestruturação e informalidade do mercado de trabalho no Brasil Desestruturação e informalidade do mercado de trabalho no Brasil Mauricio de Souza Sabadini Professor do Dept o de Economia da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Brasil sabadini@npd.ufes.br

Leia mais

Principais Sociólogos

Principais Sociólogos Principais Sociólogos 1. (Uncisal 2012) O modo de vestir determina a identidade de grupos sociais, simboliza o poder e comunica o status dos indivíduos. Seu caráter institucional assume grande importância

Leia mais

Entrevista com Edgard Porto (Transcrição) (Tempo Total 26:33)

Entrevista com Edgard Porto (Transcrição) (Tempo Total 26:33) Entrevista com Edgard Porto (Transcrição) (Tempo Total 26:33) Edgard: A idéia [desta entrevista] é a gente comentar dez características da globalização e seus reflexos em Salvador. Meu nome é Edgard Porto,

Leia mais

Caderno Prudentino de Geografia, Presidente Prudente, n.32, v.2, p.367-373, ago./dez.2010 RESENHA:

Caderno Prudentino de Geografia, Presidente Prudente, n.32, v.2, p.367-373, ago./dez.2010 RESENHA: RESENHA: PINTO, Geraldo Augusto. A organização do trabalho no século 20: taylorismo, fordismo e toyotismo. 2.ed. São Paulo: Expressão Popular, 2010. 88p. Rogério Gerolineto FONSECA Graduando do curso de

Leia mais

principalmente na UFES (três), na UFSCar (dois) e a UERJ (dois). Em 2005 a produção tem ápice com doze estudos em diferentes universidades.

principalmente na UFES (três), na UFSCar (dois) e a UERJ (dois). Em 2005 a produção tem ápice com doze estudos em diferentes universidades. A PRODUÇÃO CIENTÍFICA EM EDUCAÇÃO ESPECIAL/INCLUSÃO ESCOLAR NA PERSPECTIVA DA PESQUISA-AÇÃO: REFLEXÕES A PARTIR DE SEUS CONTEXTOS Mariangela Lima de Almeida UFES Agência Financiadora: FAPES Num contexto

Leia mais

A QUALIFICAÇÃO NO NOVO CONTEXTO DA AUTOMAÇÃO E FLEXIBILIZAÇÃO DO TRABALHO: UM ESTUDO NO SETOR BANCÁRIO

A QUALIFICAÇÃO NO NOVO CONTEXTO DA AUTOMAÇÃO E FLEXIBILIZAÇÃO DO TRABALHO: UM ESTUDO NO SETOR BANCÁRIO A QUALIFICAÇÃO NO NOVO CONTEXTO DA AUTOMAÇÃO E FLEXIBILIZAÇÃO DO TRABALHO: UM ESTUDO NO SETOR BANCÁRIO ALVES, Ana Elizabeth Santos (UESB/UFBA) GT: Trabalho e Educação 1 A Qualificação frente ao atual processo

Leia mais

TEORIA DO CAPITAL HUMANO: CONCEITOS E POSTULADOS

TEORIA DO CAPITAL HUMANO: CONCEITOS E POSTULADOS CRÍTICAS À TEORIA DO CAPITAL HUMANO: UMA CONTRIBUIÇÃO À ANÁLISE DE POLÍTICAS PÚBLICAS EM EDUCAÇÃO Camila Fernandes da Costa UFRN - fernandes.camila23@yahoo.com.br Emerson Nunes de Almeida UFRN - nunespedagogo@yahoo.com.br

Leia mais

7.000 6.500 6.000 5.500 5.000 4.500 4.000 3.500 3.000 2.500 2.000 1.500 1.000 500 - -500-1.000 fev./2010. ago./2011. fev./2012. nov.

7.000 6.500 6.000 5.500 5.000 4.500 4.000 3.500 3.000 2.500 2.000 1.500 1.000 500 - -500-1.000 fev./2010. ago./2011. fev./2012. nov. 4 SETOR EXTERNO As contas externas tiveram mais um ano de relativa tranquilidade em 2012. O déficit em conta corrente ficou em 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB), mostrando pequeno aumento em relação

Leia mais

VIII COLÓQUIO INTERNACIONAL MARX E ENGELS. A Questão Agrária no Brasil no Século XXI

VIII COLÓQUIO INTERNACIONAL MARX E ENGELS. A Questão Agrária no Brasil no Século XXI 1 VIII COLÓQUIO INTERNACIONAL MARX E ENGELS A Questão Agrária no Brasil no Século XXI Marcos Cassin 1 Mírian Helena Goldschmidt 2 GT3 Marxismo e ciências humanas Introdução O que é a Questão Agrária? O

Leia mais

Analfabetismo no Brasil

Analfabetismo no Brasil Analfabetismo no Brasil Ricardo Paes de Barros (IPEA) Mirela de Carvalho (IETS) Samuel Franco (IETS) Parte 1: Magnitude e evolução do analfabetismo no Brasil Magnitude Segundo estimativas obtidas com base

Leia mais

Aspectos culturais e relações de gênero 1

Aspectos culturais e relações de gênero 1 Aspectos culturais e relações de gênero 1 Objetivo da Aula A questão de gênero realiza-se culturalmente por ideologias que tomam formas específicas em cada momento histórico e, tais formas, estão associadas

Leia mais

EXPANSÃO E PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU CAPTANDO DESAFIOS

EXPANSÃO E PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU CAPTANDO DESAFIOS EXPANSÃO E PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU CAPTANDO DESAFIOS Maria da Graça Ramos GEUIpesq/UFPel Resumo: No presente texto procura-se estabelecer as relações fundamentais entre a produção da ciência com a

Leia mais

HETEROGENEIDADE ESTRUTURAL NO SETOR DE SERVIÇOS BRASILEIRO

HETEROGENEIDADE ESTRUTURAL NO SETOR DE SERVIÇOS BRASILEIRO HETEROGENEIDADE ESTRUTURAL NO SETOR DE SERVIÇOS BRASILEIRO João Maria de Oliveira* 2 Alexandre Gervásio de Sousa* 1 INTRODUÇÃO O setor de serviços no Brasil ganhou importância nos últimos tempos. Sua taxa

Leia mais

Tabela 1 Evolução da taxa real de crescimento anual do PIB em países selecionados: 1991-2014

Tabela 1 Evolução da taxa real de crescimento anual do PIB em países selecionados: 1991-2014 Ano III /2015 Uma das grandes questões no debate econômico atual está relacionada ao fraco desempenho da economia brasileira desde 2012. De fato, ocorreu uma desaceleração econômica em vários países a

Leia mais

ELABORAÇÃO DE UM ORÇAMENTO DE CAPITAL

ELABORAÇÃO DE UM ORÇAMENTO DE CAPITAL ELABORAÇÃO DE UM ORÇAMENTO DE CAPITAL 1. Introdução Uma empresa é administrada para satisfazer os interesses e objetivos de seus proprietários. Em particular, a organização de atividades econômicas em

Leia mais

NOTA CEMEC 06/2015 CÂMBIO CONTRIBUI PARA RECUPERAÇÃO DE MARGENS E COMPETITIVIDADE DA INDÚSTRIA

NOTA CEMEC 06/2015 CÂMBIO CONTRIBUI PARA RECUPERAÇÃO DE MARGENS E COMPETITIVIDADE DA INDÚSTRIA NOTA CEMEC 06/2015 CÂMBIO CONTRIBUI PARA RECUPERAÇÃO DE MARGENS E COMPETITIVIDADE DA INDÚSTRIA Agosto de 2015 O CEMEC não se responsabiliza pelo uso dessas informações para tomada de decisões de compra

Leia mais

A inserção das mulheres nos mercados de trabalho metropolitanos e a desigualdade nos rendimentos

A inserção das mulheres nos mercados de trabalho metropolitanos e a desigualdade nos rendimentos A INSERÇÃO DA MULHER NO MERCADO DE TRABALHO MARÇO 2013 A inserção das mulheres nos mercados de trabalho metropolitanos e a desigualdade nos rendimentos De maneira geral, as mulheres enfrentam grandes dificuldades

Leia mais

População e PIB das cidades médias crescem mais que no resto do Brasil

População e PIB das cidades médias crescem mais que no resto do Brasil RELEASE 17 de JULHO de 2008. População e PIB das cidades médias crescem mais que no resto do Brasil Aumentos de riquezas e de habitantes nas cidades com 100 mil a 500 mil, neste século, superam a média

Leia mais

PÓS-GRADUAÇÃO EM DOCÊNCIA DO ENSINO SUPERIOR

PÓS-GRADUAÇÃO EM DOCÊNCIA DO ENSINO SUPERIOR PÓS-GRADUAÇÃO EM DOCÊNCIA DO ENSINO SUPERIOR Instituição Certificadora: FALC Amparo Legal: Resolução CNE CES 1 2001 Resolução CNE CES 1 2007 Carga Horária: 460h Período de Duração: 12 meses (01 ano) Objetivos:

Leia mais

Grupos de Trabalho XIII Encontro Nacional da ABET UFPR Curitiba-PR 28 a 31 de outubro de 2013. Ementas dos GTs do Encontro Nacional da ABET 2013

Grupos de Trabalho XIII Encontro Nacional da ABET UFPR Curitiba-PR 28 a 31 de outubro de 2013. Ementas dos GTs do Encontro Nacional da ABET 2013 Grupos de Trabalho XIII Encontro Nacional da ABET UFPR Curitiba-PR 28 a 31 de outubro de 2013 Ementas dos GTs do Encontro Nacional da ABET 2013 1. Desenvolvimento, crises e implicações sobre o mundo trabalho

Leia mais

Rede de Áreas Protegidas, Turismo e Inclusão Social: de uma perspectiva da América do Sul para uma perspectiva global

Rede de Áreas Protegidas, Turismo e Inclusão Social: de uma perspectiva da América do Sul para uma perspectiva global Rede de Áreas Protegidas, Turismo e Inclusão Social: de uma perspectiva da América do Sul para uma perspectiva global (texto extraído da publicação IRVING, M.A.; BOTELHO, E.S.; SANCHO, A.; MORAES, E &

Leia mais

Resenha. De forma sintética e competente, faz uma reconstituição histórica desde os processos de colonização que marcaram as sociedades latino-

Resenha. De forma sintética e competente, faz uma reconstituição histórica desde os processos de colonização que marcaram as sociedades latino- Revista Latino-americana de Estudos do Trabalho, Ano 17, nº 28, 2012, 229-233 Resenha O Continente do Labor, de Ricardo Antunes (São Paulo, Boitempo, 2011) Graça Druck A iniciativa de Ricardo Antunes de

Leia mais

PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO STRICTO SENSU EM POLÍTICAS PÚBLICAS, ESTRATÉGIAS E DESENVOLVIMENTO

PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO STRICTO SENSU EM POLÍTICAS PÚBLICAS, ESTRATÉGIAS E DESENVOLVIMENTO PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO STRICTO SENSU EM POLÍTICAS PÚBLICAS, ESTRATÉGIAS E DESENVOLVIMENTO LINHA DE PESQUISA: POLÍTICAS PÚBLICAS DE CULTURA JUSTIFICATIVA O campo de pesquisa em Políticas Públicas de

Leia mais

PERSPETIVAS SOCIAIS EMPREGO

PERSPETIVAS SOCIAIS EMPREGO sumário executivo Organização Internacional do Trabalho PERSPETIVAS SOCIAIS E DE EMPREGO NO MUNDO Mudança nas modalidades do emprego 2 015 perspetivas sociais e de emprego no mundo Mudança nas modalidades

Leia mais

Análise dos resultados

Análise dos resultados Análise dos resultados Produção de bens e serviços de saúde A origem dos bens e serviços ofertados em qualquer setor da economia (oferta ou recursos) pode ser a produção no próprio país ou a importação.

Leia mais

Crianças/Adolescentes ocupados por U.F e por Faixa Etária

Crianças/Adolescentes ocupados por U.F e por Faixa Etária Erradicação do Trabalho Infantil Brasília, 2 de fevereiro de 21 Introdução Esta nota apresenta um quadro do trabalho infantil no período de 26 a 28, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios

Leia mais

O espaço dos jovens e dos idosos no mercado de trabalho atual. Resumo

O espaço dos jovens e dos idosos no mercado de trabalho atual. Resumo O espaço dos jovens e dos idosos no mercado de trabalho atual Amilton Moretto Palavras-chave:,, Ocupação, Mercado de trabalho. Resumo O artigo analisa o espaço que jovens e as pessoas idosas têm ocupado

Leia mais

UTILIZAÇÃO DE SERVIÇOS TERCEIRIZADOS PELA INDÚSTRIA TOCANTINENSE

UTILIZAÇÃO DE SERVIÇOS TERCEIRIZADOS PELA INDÚSTRIA TOCANTINENSE Edição Especial Terceirização ondagem O termômetro da indústria tocantinense Palmas, Tocantins junho de 2014 UTILIZAÇÃO DE SERVIÇOS TERCEIRIZADOS PELA INDÚSTRIA TOCANTINENSE 72% das empresas industriais

Leia mais

O papel do Estado 20/3/2012

O papel do Estado 20/3/2012 O papel do Estado Na passagem do século XIX para o século XX Função Principal do Direito e Segurança garantia da liberdade da propriedade Século XIX nenhuma interferência na ordem natural da economia O

Leia mais

1. INTRODUÇÃO CONCEITUAL SOBRE O DESENVOLVIMENTO E O CRESCIMENTO ECONÔMICO

1. INTRODUÇÃO CONCEITUAL SOBRE O DESENVOLVIMENTO E O CRESCIMENTO ECONÔMICO 1. INTRODUÇÃO CONCEITUAL SOBRE O DESENVOLVIMENTO E O CRESCIMENTO ECONÔMICO A análise da evolução temporal (ou dinâmica) da economia constitui o objeto de atenção fundamental do desenvolvimento econômico,

Leia mais

Autor(es) RENATA NAYARA ZANE. Orientador(es) FRANCISCO CONSTANTINO CROCOMO, MARIA THEREZA MIGUEL PERES. Apoio Financeiro PIBIC/CNPQ. 1.

Autor(es) RENATA NAYARA ZANE. Orientador(es) FRANCISCO CONSTANTINO CROCOMO, MARIA THEREZA MIGUEL PERES. Apoio Financeiro PIBIC/CNPQ. 1. 19 Congresso de Iniciação Científica ANÁLISE COMPARATIVA DA INFORMALIDADE NA CIDADE DE PIRACICABA: OS PERMISSIONÁRIOS DO CAMELÓDROMO E OS DA FEIRA DE ARTESANATO Autor(es) RENATA NAYARA ZANE Orientador(es)

Leia mais

Desindustrialização e Produtividade na Indústria de Transformação

Desindustrialização e Produtividade na Indústria de Transformação Desindustrialização e Produtividade na Indústria de Transformação O processo de desindustrialização pelo qual passa o país deve-se a inúmeros motivos, desde os mais comentados, como a sobrevalorização

Leia mais

Projetos de intervenção urbanística no Centro Velho de São Paulo: estudo sobre seus impactos nos movimentos sociais por moradia.

Projetos de intervenção urbanística no Centro Velho de São Paulo: estudo sobre seus impactos nos movimentos sociais por moradia. Projetos de intervenção urbanística no Centro Velho de São Paulo: estudo sobre seus impactos nos movimentos sociais por moradia. Leianne Theresa Guedes Miranda lannethe@gmail.com Orientadora: Arlete Moysés

Leia mais

A CIBERNETIZAÇÃO DA ATIVIDADE PRODUTIVA

A CIBERNETIZAÇÃO DA ATIVIDADE PRODUTIVA A CIBERNETIZAÇÃO DA ATIVIDADE PRODUTIVA Celso Candido O processo de transformação do modo de produção industrial para o imaterial passa pelo reconhecimento do computador como a principal máquina-ferramenta

Leia mais

Aumento da participação de mulheres no mercado de trabalho: mudança ou reprodução da desigualdade?

Aumento da participação de mulheres no mercado de trabalho: mudança ou reprodução da desigualdade? Aumento da participação de mulheres no mercado de trabalho: mudança ou reprodução da desigualdade? Natália de Oliveira Fontoura * Roberto Gonzalez ** A taxa de participação mede a relação entre a população

Leia mais

PALAVRA DO PRESIDENTE

PALAVRA DO PRESIDENTE PALAVRA DO PRESIDENTE A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria CNTI por meio da Secretaria para Assuntos do Trabalho da Mulher, do Idoso e da Juventude, dando seguimento ao nosso trabalho

Leia mais

ZENUN, Katsue Hamada e; MARKUNAS, Mônica. Tudo que é sólido se desmancha no ar. In:. Cadernos de Sociologia 1: trabalho. Brasília: Cisbrasil-CIB,

ZENUN, Katsue Hamada e; MARKUNAS, Mônica. Tudo que é sólido se desmancha no ar. In:. Cadernos de Sociologia 1: trabalho. Brasília: Cisbrasil-CIB, ZENUN, Katsue Hamada e; MARKUNAS, Mônica. Tudo que é sólido se desmancha no ar. In:. Cadernos de Sociologia 1: trabalho. Brasília: Cisbrasil-CIB, 2009. p. 24-29. CAPITALISMO Sistema econômico e social

Leia mais

OS NEGROS NOS MERCADOS DE TRABALHO METROPOLITANOS NOVEMBRO DE 2015

OS NEGROS NOS MERCADOS DE TRABALHO METROPOLITANOS NOVEMBRO DE 2015 OS NEGROS NOS MERCADOS DE TRABALHO METROPOLITANOS NOVEMBRO DE 2015 OS NEGROS NOS MERCADOS DE TRABALHO METROPOLITANOS E m comemoração ao 20 de novembro, consagrado como o Dia da Consciência Negra, o DIEESE

Leia mais

A EVOLUÇÃO DA CULTURA DO CAFÉ E DA CANA-DE-AÇUCAR NO MUNICIPIO DE FRANCA: UM ESTUDO NOS ANOS DE 1990 A 2007

A EVOLUÇÃO DA CULTURA DO CAFÉ E DA CANA-DE-AÇUCAR NO MUNICIPIO DE FRANCA: UM ESTUDO NOS ANOS DE 1990 A 2007 344 A EVOLUÇÃO DA CULTURA DO CAFÉ E DA CANA-DE-AÇUCAR NO MUNICIPIO DE FRANCA: UM ESTUDO NOS ANOS DE 1990 A 2007 Jordanio Batista Maia da Silva (Uni-FACEF) Hélio Braga Filho (Uni-FACEF) 1 INTRODUÇÃO Vivemos

Leia mais

FEDERAÇÃO DO COMÉRCIO DO PARANÁ PESQUISA CONJUNTURAL DO COMÉRCIO PONTA GROSSA

FEDERAÇÃO DO COMÉRCIO DO PARANÁ PESQUISA CONJUNTURAL DO COMÉRCIO PONTA GROSSA FEDERAÇÃO DO COMÉRCIO DO PARANÁ PESQUISA CONJUNTURAL DO COMÉRCIO ANÁLISE CONJUNTURAL DO MÊS DE JANEIRO DE 2014 PONTA GROSSA Este relatório, referente ao mês de Janeiro de 2014, da Pesquisa Conjuntural

Leia mais

Comunicado da. Presidência

Comunicado da. Presidência Número 7, agosto de 2008 Comunicado da Presidência Pobreza e riqueza no Brasil metropolitano Realização: Assessoria Técnica da Presidência 2 1. Apresentação 1 A economia brasileira, ao longo dos últimos

Leia mais

O estágio atual da crise do capitalismo

O estágio atual da crise do capitalismo O estágio atual da crise do capitalismo II Seminário de Estudos Avançados PC do B Prof. Dr. Paulo Balanco Faculdade de Economia Programa de Pós-Graduação em Economia Universidade Federal da Bahia São Paulo,

Leia mais

Criação de postos de trabalho no Rio de Janeiro Carlos H. Corseuil * e Daniel D. Santos *

Criação de postos de trabalho no Rio de Janeiro Carlos H. Corseuil * e Daniel D. Santos * Criação de postos de trabalho no Rio de Janeiro Carlos H. Corseuil * e Daniel D. Santos * As transformações econômicas e geopolíticas ocorridas nos anos 90 em praticamente todas as economias do mundo trouxeram

Leia mais

PERFIL DOS TRABALHADORES NA CONSTRUÇÃO CIVIL NO ESTADO DA BAHIA

PERFIL DOS TRABALHADORES NA CONSTRUÇÃO CIVIL NO ESTADO DA BAHIA PERFIL DOS TRABALHADORES NA CONSTRUÇÃO CIVIL NO ESTADO DA BAHIA SETEMBRO /2012 ÍNDICE INTRODUÇÃO 3 1. Dimensão e características da ocupação no setor da construção civil no Brasil e na Bahia (2000 e 2010)...

Leia mais

V Encontro das Agências no Brasil 18 e 19 de março de 2001. Mudanças na Cultura de Gestão

V Encontro das Agências no Brasil 18 e 19 de março de 2001. Mudanças na Cultura de Gestão 1 V Encontro das Agências no Brasil 18 e 19 de março de 2001. Painel: Desenvolvimento Institucional Mudanças na Cultura de Gestão Roteiro: 1. Perfil das organizações do PAD. 2. Desenvolvimento Institucional:

Leia mais

AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO NUMA SOCIEDADE EM TRANSIÇÃO

AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO NUMA SOCIEDADE EM TRANSIÇÃO AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO NUMA SOCIEDADE EM TRANSIÇÃO AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO NUMA SOCIEDADE EM TRANSIÇÃO MÁRCIA MARIA PALHARES (márcia.palhares@uniube.br) RACHEL INÊS DA SILVA (bcpt2@uniube.br)

Leia mais

Crise financeira internacional: Natureza e impacto 1. Marcelo Carcanholo 2 Eduardo Pinto 3 Luiz Filgueiras 4 Reinaldo Gonçalves 5

Crise financeira internacional: Natureza e impacto 1. Marcelo Carcanholo 2 Eduardo Pinto 3 Luiz Filgueiras 4 Reinaldo Gonçalves 5 Crise financeira internacional: Natureza e impacto 1 Marcelo Carcanholo 2 Eduardo Pinto 3 Luiz Filgueiras 4 Reinaldo Gonçalves 5 Introdução No início de 2007 surgiram os primeiros sinais de uma aguda crise

Leia mais

Diagnósticos e Prognósticos de Políticas para o Mercado de Trabalho (PROLAM, NESPI e FEA-USP)

Diagnósticos e Prognósticos de Políticas para o Mercado de Trabalho (PROLAM, NESPI e FEA-USP) Professores e pesquisadores do Programa de Integração da América Latina (PROLAM), da Faculdade de Economia e Administração (FEA) e do Núcleo de Estudos e Pesquisas de Política Internacional, Estudos Internacionais

Leia mais

Crise, reestruturação e heterogeneidade no mercado de trabalho brasileiro. A importância das dimensões de idade, gênero e escolaridade.

Crise, reestruturação e heterogeneidade no mercado de trabalho brasileiro. A importância das dimensões de idade, gênero e escolaridade. XXVII Congreso de la Asociación Latinoamericana de Sociología. VIII Jornadas de Sociología de la Universidad de Buenos Aires. Asociación Latinoamericana de Sociología, Buenos Aires, 2009. Crise, reestruturação

Leia mais

I Ao longo do último século o Brasil passou de um país mentalmente aberto para um país mentalmente fechado.

I Ao longo do último século o Brasil passou de um país mentalmente aberto para um país mentalmente fechado. I Ao longo do último século o Brasil passou de um país mentalmente aberto para um país mentalmente fechado. Em 1900, o País chegou a ter 7,3% da população composta por imigrantes; hoje, tem apenas 0,3%.

Leia mais

O investimento público e o desenvolvimento econômico do Brasil

O investimento público e o desenvolvimento econômico do Brasil CRISTINA FRÓES DE BORJA REIS (*) O investimento público e o desenvolvimento econômico do Brasil Esse artigo apresenta as relações entre investimento público e desenvolvimento econômico no Brasil entre

Leia mais

Salário Mínimo e Mercado de Trabalho no Brasil no Passado Recente

Salário Mínimo e Mercado de Trabalho no Brasil no Passado Recente Salário Mínimo e Mercado de Trabalho no Brasil no Passado Recente João Saboia 1 1. Introdução A questão do salário mínimo está na ordem do dia. Há um reconhecimento generalizado de que seu valor é muito

Leia mais

ação do primeiro setor, representado pelo Estado, que gradativamente exime-se de suas funções básicas, delegando-as a outras esferas da sociedade.

ação do primeiro setor, representado pelo Estado, que gradativamente exime-se de suas funções básicas, delegando-as a outras esferas da sociedade. O TRABALHO VOLUNTÁRIO NO ÂMBITO DO SETOR PRODUTIVO PRIVADO: REFLEXÕES SOBRE OS NOVOS DISPOSITIVOS DA REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA MIRANDA, Aline Barbosa UFU alinebarbosas@yahoo.com.br SILVA, Maria Vieira UFU

Leia mais

A presença feminina no mercado de trabalho na Região Metropolitana de São Paulo 2014

A presença feminina no mercado de trabalho na Região Metropolitana de São Paulo 2014 A INSERÇÃO DA MULHER NO MERCADO DE TRABALHO NA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO Março de 2015 A presença feminina no mercado de trabalho na Região Metropolitana de São Paulo 2014 Em 2014, a presença de

Leia mais

O Mercado de Trabalho nas Atividades Culturais no Brasil, 1992-2001

O Mercado de Trabalho nas Atividades Culturais no Brasil, 1992-2001 1 Ministério da Cultura Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) Data de elaboração da ficha: Ago 2007 Dados das organizações: Nome: Ministério da Cultura (MinC) Endereço: Esplanada dos Ministérios,

Leia mais

Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil

Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil Fevereiro/2014 A taxa de câmbio é um dos principais preços relativos da economia, com influência direta no desempenho macroeconômico do país e na composição de

Leia mais

Economia Industrial 1

Economia Industrial 1 UNIVERSIDADE COMUNITÁRIA DA REGIÃO DE CHAPECÓ Curso de Economia Economia Industrial Análise Estrutural dos Mercados e da Concorrência em Oligopólios Conceitos Introdutórios Professor : Johnny Luiz Grando

Leia mais

O Emprego Doméstico na Região Metropolitana de Belo Horizonte em 2013

O Emprego Doméstico na Região Metropolitana de Belo Horizonte em 2013 PESQUISA DE EMPREGO E DESEMPREGO NA METROPOLITANA DE BELO HORIZONTE Ano 19 Nº 13 - O Emprego Doméstico na Região Metropolitana de Belo Horizonte em A partir da aprovação da Emenda Constitucional n 72,

Leia mais

OS PROCESSOS DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL EM UM DESENHO CONTEMPORÂNEO

OS PROCESSOS DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL EM UM DESENHO CONTEMPORÂNEO OS PROCESSOS DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL EM UM DESENHO CONTEMPORÂNEO Karen Ramos Camargo 1 Resumo O presente artigo visa suscitar a discussão acerca dos processos de trabalho do Serviço Social, relacionados

Leia mais

Thaiz Braga, Francisco Vidal, Xaumar Neves (orgs.) TRABALHO EM QUESTÃO

Thaiz Braga, Francisco Vidal, Xaumar Neves (orgs.) TRABALHO EM QUESTÃO > / Thaiz Braga, Francisco Vidal, Xaumar Neves (orgs.) TRABALHO EM QUESTÃO SUMÁRIO 9 APRESENTAÇÃO 11 rtrabalho EM QUESTÃO NESTE INÍCIO DE SÉCULO XXI Mareio Pochmann 12 TRAJETÓRIA RECENTE DO MERCADO DE

Leia mais

Curso Superior de Tecnologia em Gestão Financeira. Conteúdo Programático. ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA DE CURTO PRAZO / 100h

Curso Superior de Tecnologia em Gestão Financeira. Conteúdo Programático. ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA DE CURTO PRAZO / 100h ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA DE CURTO PRAZO / 100h CAPITAL DE GIRO liquidez e capital circulante líquido rentabilidade do ativo estratégias de gerência fontes de financiamento estudo de caso orçamento de caixa

Leia mais

PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO EM GESTÃO DA RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIAL E DESENVOLVIMENTO PETROBRÁS UNIVERSIDADE COORPORATIVA OFICINA2

PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO EM GESTÃO DA RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIAL E DESENVOLVIMENTO PETROBRÁS UNIVERSIDADE COORPORATIVA OFICINA2 PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO EM GESTÃO DA RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIAL E DESENVOLVIMENTO PETROBRÁS UNIVERSIDADE COORPORATIVA OFICINA2 ESTRATÉGIAS E INSTRUMENTOS DE RESPONSABILIDADE SOCIAL AMBIENTAL E

Leia mais

VII Congresso Latino-Americano de Estudos do Trabalho. O Trabalho no Século XXI. Mudanças, Impactos e Perspectivas.

VII Congresso Latino-Americano de Estudos do Trabalho. O Trabalho no Século XXI. Mudanças, Impactos e Perspectivas. VII Congresso Latino-Americano de Estudos do Trabalho. O Trabalho no Século XXI. Mudanças, Impactos e Perspectivas. GT 18 - Psicología Social Del Trabajo en América Latina: Identidades y procesos de subjetivación,

Leia mais

Universidade Eduardo Mondlane Faculdade de Economia

Universidade Eduardo Mondlane Faculdade de Economia Universidade Eduardo Mondlane Faculdade de Economia ECONOMIA INDUSTRIAL Aula 01 e 02: 04/03/2008 e 06/03/2008 Docentes: Carlos Nuno Castel-Branco; Carlos Vicente; Nelsa Massingue. Conceito de Industrialização

Leia mais

O PROCESSO DE REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA NO BRASIL E AS MODIFICAÇÕES DA ECONOMIA GOIANA PÓS DÉCADA DE 1960.

O PROCESSO DE REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA NO BRASIL E AS MODIFICAÇÕES DA ECONOMIA GOIANA PÓS DÉCADA DE 1960. O PROCESSO DE REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA NO BRASIL E AS MODIFICAÇÕES DA ECONOMIA GOIANA PÓS DÉCADA DE 1960. Glauber Lopes Xavier 1, 3 ; César Augustus Labre Lemos de Freitas 2, 3. 1 Voluntário Iniciação

Leia mais

A URBANIZAÇÃO RECENTE NO BRASIL E AS AGLOMERAÇÕES METROPOLITANAS

A URBANIZAÇÃO RECENTE NO BRASIL E AS AGLOMERAÇÕES METROPOLITANAS 1 A URBANIZAÇÃO RECENTE NO BRASIL E AS AGLOMERAÇÕES METROPOLITANAS Fausto Brito Cláudia Júlia Guimarães Horta Ernesto Friedrich de Lima Amaral O grande ciclo de expansão da urbanização no Brasil é relativamente

Leia mais

Figura 38 - Resultado global do Balanço de Pagamentos (US$ bilhões acum. Em 12 meses) Dez/95-Mar/07

Figura 38 - Resultado global do Balanço de Pagamentos (US$ bilhões acum. Em 12 meses) Dez/95-Mar/07 113 6. SETOR EXTERNO Fernando Ribeiro de Leite Neto 6.1 Balanço de Pagamentos 6.1.1 Resultado Global do Balanço de Pagamentos Ao longo de 2006, o setor externo da economia brasileira logrou registrar o

Leia mais

O DOCENTE NA EDUCAÇÃO SUPERIOR: NO CONTEXTO REAL DO TRABALHO

O DOCENTE NA EDUCAÇÃO SUPERIOR: NO CONTEXTO REAL DO TRABALHO O DOCENTE NA EDUCAÇÃO SUPERIOR: NO CONTEXTO REAL DO TRABALHO Marcia Akemi Yamada 1 Soraia Kfouri Salerno 2 Resumo Uma das premissas do trabalho docente na Instituição do Ensino Superior (IES) é a produção

Leia mais

DETERMINANTES DA POBREZA E DESIGUALDADE DE RENDA NO BRASIL: ANÁLISE DA ECONOMIA BRASILEIRA ENTRE 1994 E 2014. RESUMO

DETERMINANTES DA POBREZA E DESIGUALDADE DE RENDA NO BRASIL: ANÁLISE DA ECONOMIA BRASILEIRA ENTRE 1994 E 2014. RESUMO DETERMINANTES DA POBREZA E DESIGUALDADE DE RENDA NO BRASIL: ANÁLISE DA ECONOMIA BRASILEIRA ENTRE 1994 E 2014. Cleber Yutaka Osaku 1 ; Alexandre de Souza Correa 2. UFGD/FACE - Caixa Postal - 364 - Dourados/MS,

Leia mais