Análise do Novo Quadro Mercadológico do Setor de Seguros à Luz do Modelo de Weston, Chung e Hoag

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Análise do Novo Quadro Mercadológico do Setor de Seguros à Luz do Modelo de Weston, Chung e Hoag"

Transcrição

1 Análise do Novo Quadro Mercadológico do Setor de Seguros à Luz do Modelo de Weston, Chung e Hoag Resumo Autoria: Roberto Minadeo, Ana Lúcia Magri Lopes, César Moreira Alves O objetivo deste artigo é fornecer uma visão do ambiente mercadológico segurador brasileiro abordando fusões, aquisições e alianças ocorridas, dado o cenário mais acirrado devido à abertura do mercado e ao ingresso de novos players. Um dos efeitos desse novo quadro foi o crescimento dos investimentos, a entrada de players dotados de expertise que o mercado precisava, além do desenvolvimento de novos produtos e canais de distribuição. Esses fatores, aliados ao conhecido quadro de evolução da tecnologia da informação, causaram um acirramento da competição. O artigo apresenta uma breve trajetória da evolução do setor, e um referencial teórico sobre fusões e aquisições, com a adoção do Modelo de Weston, Chung e Hoag (1990), para analisar um conjunto selecionado de operações ocorridas no país. Nota-se que o ambiente mercadológico segurador brasileiro vivenciou na última década um panorama mutante, em parte devido aos eventos de F&A s e alianças da mesma forma que diversos outros setores, que sofreram as recíprocas influências da abertura econômica, do acirramento da concorrência e da revolução tecnológica. Assim, as F&A s podem ser vistas como uma das ferramentas utilizadas na consolidação do setor propiciando o ingresso de novas seguradoras de atuação global, novas corretoras e a criação de novos produtos bem como a saída de alguns players que focaram outros setores como a Bunge. Conclui-se que o modelo propicia consistentes padrões de análise, e que o setor teve suas motivações concentradas em poder de mercado e em ganhos de eficiência apesar de outras, também, terem sido contempladas, porém em menor escala. Introdução O acirramento da concorrência exige soluções dos agentes econômicos que contemplem de modo crescente a prática de alianças dos mais diversos tipos. Apesar de as operações de Fusões e Aquisições (F&A s) serem vistas sob o estereótipo de que houve ganhadores e perdedores, devem ser encaradas como uma forma de aliança aliás, as operações assim realizadas são mais bem-sucedidas (AKTOUF, 2007). No século XX em âmbito mundial, o seguro chega como uma instituição consolidada, confiável e moderna, garantindo a segurança dos bens, tanto das organizações como dos indivíduos (FREIRE, 1969). No Brasil a partir da década de 60 o mercado brasileiro enfrenta problemas devido à inflação, e o mercado segurador perdeu sua credibilidade. Os choques na economia brasileira e as dificuldades das décadas de 70 e 80 também causaram instabilidade no mercado segurador. A década de 90 representou para o Brasil o início de uma nova era econômica, em que o país deixou de ser uma economia fechada para se tornar uma economia aberta e globalizada, fazendo aumentar a competitividade de grande parte dos segmentos da economia brasileira. No momento, encontra-se em curso uma gradual abertura do setor de resseguros. Para aproveitar as oportunidades geradas pela abertura deste mercado, os players precisam estar preparados: conhecer as novas regras do jogo em detalhes, saber o que pensam as autoridades reguladoras e antecipar estratégias de concorrentes. Neste cenário, as fusões e aquisições (F&As) apresentam um crescente papel na economia mundial, e em particular na economia brasileira em função do final de algumas reservas de mercado. O artigo enfatiza o novo quadro mercadológico das empresas de seguros no contexto brasileiro. A relevância deste estudo está na tentativa de propiciar uma 1

2 compreensão mais adequada do mercado segurador, bem como das estratégias utilizadas pelas empresas deste setor em função do novo quadro de acirrada concorrência. O artigo está assim dividido: após esta introdução, a Seção 2 contextualiza o histórico do setor segurador no mundo em geral e no Brasil em particular. A Seção 3 apresenta o referencial teórico sobre F&As, com destaque para os autores escolhidos, acima citados. A Seção 4 apresenta um conjunto selecionado de F&A s a ser analisado segundo o modelo de Weston, Chung e Hoag (1990). Na Seção 5 é apresentada essa análise, seguida pela Seção 6, com as Considerações Finais. As referências encerram o artigo. Breve histórico do seguro Conforme Loureiro (2003), no período de a a.c. na China Antiga ocorreram as primeiras tentativas de se proteger contra riscos inerentes à atividade comercial marítima com a utilização de uma técnica que distribuía as mercadorias dos diversos comerciantes em várias embarcações para fracionar os prejuízos caso ocorresse algum problema. Por volta de 500 a.c., gregos e fenícios formavam grupos para acumular recursos, de maneira que se ocorressem sinistros ninguém seria penalizado sozinho com as despesas, assim, esses grupos repartiam os prejuízos entre si, visando o mutualismo que é o principal fundamento do seguro. Na Europa a partir do Séc. XIV surgem os primeiros contratos de seguros ou apólices oficiais, sendo o mais antigo datado de na cidade de Gênova. Já o embasamento científico do seguro nasceu em 1654, com a publicação de Geometria do Acaso sobre o cálculo de probabilidades, de Pascal, o que torna possível a elaboração de tábuas de mortalidade, base para o cálculo de seguros de vida. Em 1671, Jonh Witt, com base no trabalho de Pascal, calculou a probabilidade de uma pessoa, em cada ano de vida, morrer num determinado período de tempo. O seguro de incêndio nasceu após uma tragédia, em 1666, em Londres. As primeiras seguradoras focadas em incêndios marcam o surgimento dos seguros terrestres (LODDI, 2006). No século XX em âmbito mundial, o seguro chega como uma instituição consolidada, confiável e moderna, garantindo a segurança dos bens, tanto das organizações como dos indivíduos (FREIRE, 1969). Panorama histórico do seguro no Brasil Em 1808, os portos brasileiros foram abertos para a realização do comércio com as nações amigas de Portugal. Como forma de garantir o comércio, em fevereiro do mesmo ano, é autorizado o funcionamento da primeira seguradora do Brasil, chamada de Cia. de Seguros Boa Fé, sediada na Bahia - centro da navegação da época (LODDI, 2006). Em 1808, o comerciante Elias Antonio Lopes cedeu a D. João VI uma quinta, situada na Boa Vista. Em 1810, D. João VI nomeou-o corretor e provedor da Casa de Seguros da praça da Corte. Já em 1810, iniciaram-se as atividades da Companhia de Seguros Marítimos, que tinha como diretores Manoel Velho da Silva, Luiz de Souza Dias e Francisco Fernandes Barboza, todos também acionistas do Banco do Brasil, fundado em Luiz de Souza Dias também participava da Cia. de Seguros Indenidade, autorizada pela Resolução de 5/2/1810. Outra empresa foi a Cia. de Seguros Previdente, do qual era sócio Joaquim José Pereira de Faro, também sócio da Cia. Tranqüilidade, e também acionista do Banco do Brasil. Como sócio da Companhia de Seguros Permanente destacava-se Manoel Moreira Lírio, que atuava como corretor de terras e escravos. Outro dos empresários pioneiros do setor foi Ignacio Ratton, segundo presidente da Sociedade de Amigos da Praça (mandato ), que era acionista do Banco Comercial do Rio de Janeiro e da Cia. Phenix de Seguros. Um Decreto de 2

3 11/12/1822 determinou o seqüestro dos bens pertencentes aos súditos do Reino de Portugal com a exceção das Casas de Seguro (PIÑERO, 2002). Em 1828, D. Pedro I autoriza a fundação da Sociedade de Seguros Mútuos Brasileiros destinada ao seguro marítimo, mas em 1831 o governo extinguiu este órgão. (FREIRE, 1969). No ano de 1850 com a promulgação do Código Comercial Brasileiro, os seguros ganharam uma legislação própria já que até então eram regidos pelas leis portuguesas. Em 1855, os seguros de vida ganharam regulamentação que autorizava o funcionamento da Tranqüilidade Cia. de Seguros de Vida, cuja principal atividade era o seguro de pessoas livres e escravos (LODDI, 2006). No período , ingressaram no país 54 seguradoras estrangeiras, inclusive uma operando com resseguros. Dessas, 28 são inglesas, 15 são alemãs, 4 de Portugal, 3 da França, 2 da Suíça e 2 dos EUA (FUNENSEG, 2001, p. 31). Uma lei de 5/9/1895, a Lei n 294, dispunha que as companhias estrangeiras de seguros de vida mantivessem suas reservas técnicas constituídas e aplicadas no Brasil, para fazer frente aos riscos aqui assumidos. A lei exigia autorização prévia para o funcionamento de uma empresa, mediante carta patente. Também exigia um depósito inicial como garantia das operações de seguros. Determinava a autonomia dos representantes locais das seguradoras estrangeiras. Finalmente, determinava a possibilidade de fiscalização dos seus registros pelo Governo, quando conveniente. Algumas empresas estrangeiras discordaram da lei e fecharam as sucursais. Além disso, a New York Life Insurance Co., que operava no país desde 1885, resolveu que suas operações passariam a ser em dólar-ouro, com o que, o seu diretor-geral, Joaquín Sanchez de Larragoiti, saiu e criou sua própria empresa, a Sul-América. (FUNENSEG, 2001, pg. 37-8). O decreto-lei nº , de 1901 ordenou o funcionamento das companhias de seguros de vida, marítimo e terrestre de forma mais efetiva. Entre 1910 e 1915, surgiram inúmeras caixas de pensões e sociedades mútuas de pecúlio, cujo resultado foi uma onda de fraudes que prejudicou a disseminação do seguro no país. Assim, as legislações que se seguiram foram mais eficientes com o intuito de inibir a repetição de tais fraudes (CONTADOR e FERRAZ, 2000). Como um marco na história do seguro no Brasil e com a necessidade de fiscalizar e regulamentar o resseguro no país, em 1939 por meio do decreto-lei nº , de 03 de abril foi criado o Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) com a finalidade de ser um órgão técnico e de economia mista do qual participavam o Governo e as companhias seguradoras. As principais atribuições desse órgão eram: regulamentar e operar as operações de Resseguros no País e desenvolver operações de seguro em geral, sem perder sua função fiscalizadora e controladora (FREIRE 1969). A criação do IRB foi marcante por três aspectos (LODDI, 2006, p. 104): (1) as divisas nacionais perdidas para as empresas estrangeiras de resseguros que aqui atuavam passaram a ficar no País; (2) as seguradoras estrangeiras passaram a se organizar como empresas brasileiras, deixando de se comportar como meras agências de captação de seguros para suas matrizes; (3) as empresas nacionais passaram a ter capacidade de competir com as estrangeiras, já que garantiam a mesma qualidade de resseguro. Já no inicio da década de 60 o mercado brasileiro enfrenta problemas sérios devido à inflação. O seguro perde sua credibilidade já que não existiam regras e índices oficiais para as correções dos valores dos bens segurados gerando insatisfação dos segurados e perda do patrimônio dos mesmos. Diante disso as seguradoras perdem clientes e capital. Ante esse quadro, em 1966 o decreto-lei nº. 73 criou o Sistema Nacional de Seguros Privados, com dois órgãos: o Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) e a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), cuja finalidade era a de controlar e fiscalizar a criação e o funcionamento das seguradoras e entidades abertas de previdência privada (AMADOR, 2003). Assim, o 3

4 Governo restabeleceu o sistema de fiscalização e controle do mercado, que havia sido destruído no início da década de 60 (CONTADOR e FERRAZ, 2000). O Decreto (7/12/1967) cria o seguro obrigatório veicular. Foi uma compensação do Governo, pois o setor perdera o mercado do seguro de acidentes de trabalho estatizado pelo Decreto 293/67 (FUNENSEG, p ). Devido aos choques na economia brasileira durante as décadas de 70 e 80 as dificuldades também alcançaram o setor de seguros causando uma grande instabilidade no mercado. O número de seguradoras caiu de 189 em 1966 para 93 em 1980 (FUNENSEG, pg. 229). Essa redução foi resultado do acirramento gradual da concorrência, bem como da atuação governamental dos anos 70. Em 1985, o mercado segurador brasileiro ocupava a 49ª posição no ranking mundial, no critério que considera os prêmios pagos às seguradoras como porcentagem do PIB. (GRANEIRO; CALDAS DE MOURA; 1992, p. 59). No ano de 1990, os Ramos Elementares concentravam 80,11% do mercado; o Ramo Vida representava 12,35% e o Seguro Saúde somava 7,54%. Das 115 seguradoras existentes, três delas concentram 40,1% do mercado; as cinco maiores representam 52,1% e as dez maiores respondem por 66,1%. Finalmente, no período , a relação prêmios/pib ficou em média 0,88% muito baixa em relação aos países desenvolvidos; por exemplo, no ano de 1988, essa proporção era de 9,8% no Japão; 8,4% nos EUA; 8,2% no Reino Unido e 6,7% na Alemanha (GRANEIRO; CALDAS DE MOURA. 1992: 215). A Tabela 1 oferece dados sobre as maiores seguradoras no biênio TABELA 1 Dados das maiores seguradoras Companhia Provisões em 31/12/1990 (US$ mil) Companhia Prêmios Emitidos, em 30/09/1991 (US$ mil) Bradesco Prev. Segs Grupo Bradesco Itaú Grupo Sul América Sul América SATMA Grupo Bamerindus Bradesco Segs Grupo Itaú Prever Porto Seguro Porto Seguro Sasse Bamerindus Golden Cross Brasil Brasil Seguros Sul América Bandeirante Vera Cruz Paraná Minas-Brasil Vera Cruz Nacional Minas-Brasil Grupo Paulista Paulista Cosesp Marítima Grupo Real Cosesp União Nacional Aliança da Bahia Sul América Unibanco Marítima Financial Grupo Interamericana América do Sul Yasuda Grupo América do Sul Fonte: Graneiro; Caldas De Moura, (1992, p ). A partir de junho de 1996, o então Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, autoriza a entrada de mais de 20 empresas estrangeiras no Brasil (AMADOR, 2003). Segundo Loddi (2006), a estabilidade econômica e a abertura do setor ao capital estrangeiro, se refletiram em diversas aquisições ou fusões das empresas brasileiras pelas estrangeiras, sendo que cerca de 75% das aquisições e fusões do setor de seguros na década de 90 tiveram o envolvimento de capital estrangeiro. As companhias estrangeiras traziam para o Brasil novos produtos, tecnologias, formas de gerenciamento e comercialização, e em contrapartida as empresas do país contribuíam com o seu conhecimento sobre o mercado. Essas associações 4

5 resultaram em melhoria do serviço oferecido e o aumento da credibilidade das seguradoras junto ao consumidor. Devido ao crescimento do setor de seguros e à acirrada concorrência, o mercado vem direcionando as companhias a formular novos produtos e canais de vendas para a conquista de novos consumidores (SOUZA, 2002). De 1994 a 1999, o mercado segurador brasileiro passou de R$ 14,0 bilhões para R$ 20,3 bilhões. No mesmo período, a previdência privada aberta cresceu de R$ 695,7 milhões para R$ 3,0 bilhões. Finalmente, a capitalização saltou de R$ 2,4 para R$ 4,0 bilhões. A carteira de saúde cresceu de 1,9% em 1984 para 7,5% em 1990; 15,33% em 1995 e 24,7% no ano 2000 ficando apenas abaixo da carteira automóveis, que, nesse ano, representou 31% do mercado segurador nacional. (AMADOR, 2001). A Resolução CNSP nº 168, de 2007, define que até o início de 2010, 60% das operações de resseguros sejam feitas com empresas nacionais, portanto, o IRB deixa de ser um monopólio. Silva (2007) menciona que a proposta da nova lei é abrir parcialmente o mercado ressegurador brasileiro, encerrando um monopólio exercido pelo IRB, agora IRB- Brasil Resseguros, há quase 68 anos. Antes da efetiva abertura do mercado de resseguros, a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) precisou adaptar-se às mudanças do mercado criando novas regras para prevenir a insolvência das seguradoras, a exemplo do que ocorreu na Argentina. A mudança mais importante foi a da metodologia de cálculo da solvência das empresas, ou seja, sua capacidade de cumprir obrigações futuras. De agora em diante a solvência será calculada tendo-se por base os riscos assumidos pela empresa, quando anteriormente baseava-se no volume total de vendas. Assim, parte dos bens da empresa será destinada para cada tipo de risco. As novas medidas auxiliarão o mercado seguros e resseguros a ter uma participação maior e mais efetiva no Produto Interno Bruto PIB (FILIPPOZZI, 2008). Além destes fatos, a estabilização da economia, com a implantação do Plano Real, a partir do segundo semestre de 1994, fez com que as seguradoras sofressem uma significativa queda na receita de suas aplicações financeiras, evidenciando-se a necessidade de uma maior eficiência nas atividades inerentes ao próprio negócio. A partir de 1996 o dinamismo da atividade seguradora no Brasil teve, em sua trajetória multissecular, muitos pontos de destaque, desde a intervenção do Estado normatizador e fiscalizador até a abertura do mercado brasileiro às seguradoras estrangeiras (LEONE e PAMPLONA, 2005). Magalhães da Silva (2000) aduz que o mercado de seguros no Brasil possui grande potencial de crescimento. Caracteriza a indústria de seguros como destinado a um investidor que possui perfil de investimentos de longo prazo. Contador e Ferraz (2000) ressaltam que a concorrência, nessa indústria, se apresenta em transformação, em que se percebe que as mudanças no mercado ocasionam mudanças também nas empresas do setor, ou seja, quando havia altas taxas de inflação, a seleção de riscos tornava-se menos rigorosa, pois as aplicações no mercado financeiro podiam gerar lucros altíssimos. Porém, quando a inflação está em baixa, os ganhos financeiros não compensam prejuízos decorrentes da má seleção de riscos. De acordo com Antunes de Oliveira e Tabak (2004), com a globalização, a indústria financeira tem experimentado uma nova maneira de pensar suas atividades, com conseqüente reflexo em seu nível de eficiência, principalmente com o uso de novas tecnologias no processamento da informação e no gerenciamento do risco. Assim, no atual contexto de concorrência do setor de seguros, as empresas precisam estar em constante aperfeiçoamento de seus modelos gerenciais e qualidade da seleção de riscos. Fusões e Aquisições Os anos 80 e 90 foram marcados por uma preocupação com a crescente turbulência 5

6 ambiental, produtora de novas realidades de mercado (SILVA JR.; RIBEIRO, 2001). Nessa nova era competitiva, os mecanismos de fusões e aquisições (F&As) foram largamente utilizados pelas empresas para expansão de suas atividades produtivas em contextos históricos diferentes. O boom das F&As dos anos 80 na economia norte-americana visava principalmente a expansão internacional das grandes corporações multinacionais; enquanto que nos anos 90, essa atividade pode ser vista como uma adequação inteligente a ambientes de negócios em constante mutação, cujas causas vão desde mercado em retração e reformas governamentais até mudanças tecnológicas (TRICHES, 1996). O início de uma nova era econômica marcou o Brasil na década de 90, em que o país deixou de ser uma economia fechada para se tornar uma economia aberta e globalizada, fazendo aumentar a competitividade de grande parte dos segmentos da economia brasileira. A incerteza quanto ao futuro do país era um fator que impedia maior agressividade nas transações entre empresas na época, motivada principalmente pelo descontrole absoluto da inflação brasileira, impossibilitando qualquer planejamento estratégico de médio e longo prazo no âmbito das empresas nacionais e estrangeiras (GUARITA, 2002). O Plano Real contribuiu para a eficácia desse novo cenário, fazendo com que o Brasil se inserisse rapidamente nesse mundo globalizado, também definido como um processo de interdependência crescente. O processo de globalização também incentivou o desenvolvimento das operações de F&As, envolvendo empresas de diferentes países e de tamanhos variados no cenário mundial. De acordo com Barros; Souza e Steuer (2003), em todos os setores econômicos, o processo das F&As tem sido motivado pela lógica competitiva, que pressupõe saltos tecnológicos e busca de novos mercados. Vale ressaltar que fatores como a necessidade de ganhos em escalas de produção; atuação em outras regiões geográficas; surgimento de novos produtos; e busca de sinergias financeiras e tecnológicas levaram grandes conglomerados empresariais a atuar em outros países que não os de sua origem, por meio de aquisições, parcerias e joint ventures com empresas locais. Barros (2001) menciona que esses formatos podem evoluir em um continuum que inicia no simples licenciamento, passando por aliança, parceria e joint venture, e finaliza na operação de fusão e aquisição. Existem três distinções básicas entre fusão e aquisição: i) a fusão, que consiste na união entre duas ou mais empresas, cada uma deixando de existir para gerar uma nova firma, enquanto na aquisição, uma das empresas envolvidas mantém suas identidades jurídicas; ii) na fusão, usualmente as condições de pagamento são através de permuta de ações, enquanto, na aquisição, a modalidade de pagamento ocorre em espécie, ações, ou outros títulos; iii) na fusão, as empresas envolvidas são do mesmo ramo de atividade, enquanto, nas aquisições, é comum às empresas serem de ramos de atividades diferentes (MINADEO; CAMARGOS, 2007). Para cada evento de fusões, aquisições, parcerias e joint-ventures ocorridos no setor segurador existem estratégias, implícitas ou explícitas. Assim sendo, não são os tipos de eventos existentes que dão certo ou errado e, sim a estratégia que há por detrás dela (HÉAU, 2001). Para atender às necessidades impostas pelo ambiente competitivo, Macedo; Silva e Santos (2006), ressaltam que é necessário que as seguradoras utilizem de alguma estratégia para se manterem no mercado. As aquisições, fusões e incorporações nas palavras de Pasin e Neves (2001), constituem uma alternativa para a adequação do porte e da estrutura organizacional das empresas ao mercado e à conjuntura econômica mundial. As grandes organizações atentas a esta tendência, realizaram fusões, aquisições e parcerias relevantes dentro desse contexto. Barros e Cançado (2008) sustentam que as intenções de compra concentram-se prioritariamente em razões vinculadas ao mercado: aumento da participação e penetração em novos mercados ou aquisição de marcas. Somente 9% das adquirentes vincularam a razão da 6

7 compra às condições financeiras favoráveis. Por outro lado, os adquirentes acreditam que as empresas são vendidas devido à situação financeira precária ou às boas condições de negociação. De acordo com Haspeslagh e Jemilson (1991) e de Child et al. (1998), as razões que levam às aquisições não são pautadas somente pela lógica financeira, havendo também fatores psicológicos e de ordem afetiva considerados no processo. Os dados apontados pelos estudos de caso comprovam que a intenção de compra, ou estratégia que a determina, tem relação com a estratégia a ser utilizada na integração. No processo voltado para a aquisição de tecnologia ou know-how, a integração se deu via mescla e/ou pluralidade cultural. Em aquisições voltadas para razões ligadas ao mercado, a assimilação cultural foi a estratégia utilizada (BARROS; CANÇADO, 2008). Sinergias esperadas de fusões e aquisições É comum as transações de F&As criarem sinergias estas, representam os ganhos e benefícios decorrentes da união empresarial. Lemes Jr., Rigo e Cherobim (2002) apud Minadeo e Camargos (2007), apresentam na tabela 2, as fontes de sinergias em F&As: TABELA 2 Fontes de sinergias em F&As Sinergias Fonte(s) Economia operacional Redução de custos e despesas com atividades corporativas (marketing, finanças, etc). Economias Melhor estrutura de capital, maior capacidade de alavancagem com menor custo de financeiras endividamento. Melhorias na Substituição de administração ineficiente, geralmente da empresa adquirida, eficiência gerencial melhorando assim o seu desempenho econômico e financeiro. Poder de monopólio Maior porte resulta em um maior poder de mercado, de negociação e de competição. Economias fiscais Uso de isenções e compensações autorizadas pela lei, como é o caso do uso de prejuízos decorrentes de prejuízos operacionais, mediante um planejamento tributário. Fonte: Lemes Jr., Rigo e Cherobim (2002), apud Minadeo e Camargos (2007). Referencial Teórico utilizado para analisar o conjunto de F&As do setor segurador Weston, Chung e Hoag (1990), mencionam que as discussões acerca de F&A s, respaldadas pela teoria econômica, deram origem a diversas tentativas de explicações das razões dessa atividade que podem ser agrupadas em teorias de eficiência, de informação e sinalização, de problemas de agência, de poder de mercado, de vantagens fiscais e de fluxo de caixa livre, conforme resumidas no Quadro 1: Teoria Eficiência e Sinergia Informação e Sinalização Problemas de Agência Poder de Mercado Vantagens Fiscais Problema Sucessório Características A fusão é um modo de melhorar o desempenho da administração ou atingir alguma forma de sinergia. A fusão informa ao mercado e à administração que a empresa está subavaliada. F&A s representam soluções para problemas de agência. Além disso, custos de agência causados por conflitos no pagamento de dividendos podem ser causa de algumas F&A s. A fusão pode aumentar a participação de mercado. Uma empresa pode, através da fusão, se beneficiar de créditos fiscais ou se substituir impostos sobre ganho de capital por impostos sobre a renda. F&A s solucionam conflitos familiares ou de ausência de herdeiros, evitando a corrosão de patrimônios, ou o risco de grande parte deles estarem atrelados à empresa familiar. Além disso, F&A s podem trazer o retorno por longos anos de investimentos familiares em algum negócio, liberando os herdeiros para seus diferentes rumos. QUADRO 1 - Teorias de Fusão e Aquisição utilizadas para a análise das F&As do setor segurador. Fonte: Adaptado de Weston, Chung e Hoag (1990). 7

8 Conceitualmente, as teorias de eficiência são aquelas que afirmam que as fusões e aquisições são formas de melhorar o desempenho da administração ou de alcançar algum tipo de sinergia, contribuindo com a eficiência da economia como um todo, enquanto que a teoria do poder de mercado considera que as fusões e aquisições possibilitam um aumento na quota de mercado (WESTON, CHUNG e HOAG, 1990). Teoria da eficiência Para efeito desse estudo, esta teoria se desdobra sobre a teoria da eficiência diferencial; a teoria da eficiência operacional e a teoria da eficiência financeira. A teoria da eficiência diferencial é considerada tradicional. Ela afirma que se duas empresas se fundem, tendo uma a administração mais eficiente que a outra, a tendência é ocorrer uma elevação da eficiência da menos eficiente. Existiria neste caso um ganho social, bem como privado, devido ao aumento geral da eficiência da economia. Já a teoria da eficiência operacional toma como base a existência de economias de escala no negócio, sendo atingidas através da fusão de empresas. A obtenção de ganhos de eficiência em termos financeiros através das F&As resulta da redução do custo de capital para as empresas envolvidas neste processo. Assim, a diversificação através de F&As permitirá às empresas combinadas reduzir o risco dos ganhos financeiros, como o risco de insolvência e de falência. Dessa forma, as empresas de maior dimensão usufruem de certas vantagens nos mercados financeiros, nomeadamente em termos de acesso a esses mercados, pois apresentam um menor risco comparativamente às pequenas empresas. Teoria do poder de mercado Um dos motivos para a concretização de F&As que a teoria do poder de mercado considera, está relacionado com o interesse em aumentar a quota de mercado de uma empresa. Nas palavras de Weston, Chung e Hoag (1990), este é um assunto polêmico, pois, o fato de aumentar o tamanho de uma empresa não significa que a mesma se tornará mais eficiente ou que conseguirá atingir economias de escala, fazendo com que a fusão possa não ser o meio mais economicamente vantajoso de se aumentar a fatia de mercado. Segundo os autores, o aumento de quota de mercado via aquisições provoca uma concentração da indústria em uma empresa, podendo levar a um monopólio, fazendo com que este tipo de aquisição seja muito regulado pelos órgãos governamentais. Salientam, ainda, que a relação entre poder de mercado e obtenção de economias de escala não é tão imediata como aparenta. A criação ou aumento do poder de mercado através de F&As poderá resultar num aumento da concentração, vindo as empresas a ter uma atitude mais próxima de um monopólio. Por outro lado, a redução do número de concorrentes no mercado poderá originar comportamentos colusivos entre as empresas remanescentes, visto que com um menor número de intervenientes se torna mais fácil a celebração do acordo. Não é fácil manter um comportamento colusivo quando os processos de decisão de preços, produção, produtos, qualidade, serviços, entre outros são demasiado complexos já ao nível da empresa. Partindo desse pressuposto, as F&As do setor segurador descritas na tabela 4 encontram respaldo teórico e serão analisadas à luz de duas teorias: teoria da eficiência e teoria do poder de mercado (WESTON; CHUNG; HOAG, 1990). Operações de F&As do setor segurador a ser analisadas à luz do Referencial Teórico As operações abaixo foram escolhidas dentre as muitas ocorridas e listadas no banco 8

9 de dados dos autores em função de representar empresas de diversas nacionalidades, ramos de atuação, porte da operação, estrutura societária e forma da sua realização. Em momento algum se pretende que seja uma amostra com validade estatística, porém, apenas representam F&A s que atendem aos parâmetros acima apresentados. Os autores pretendem que o conjunto abaixo seja analisado à luz do modelo escolhido, com o intuito de buscar as motivações subjacentes dos adquirentes. TABELA 3 Fusões, aquisições e parcerias entre seguradoras O grupo espanhol Mapfre comprou 49% da Vera Cruz Seguradora em 1992, pois a legislação impedia que um grupo estrangeiro controlasse empresas nacionais. Em 1996, adquiriu o restante. Em 2005, a Mapfre adquiriu outras companhias, a Seguradora Roma e a Nossa Caixa Seguros e Previdência, visando ingressar em seguro prestamista, roubo e perda de celulares, e quebra de garantias (FENASEG, 2008). Em 1999 a MetLife ingressou no país com duas parcerias: Libra Vida e Novo Vida. Em 2002, adquiriu a Seguradora América do Sul (Seasul). Em 2003, adquiriu a carteira corporate da Seguradora Zurich. Em 2004, adquiriu a Soma Seguradora. Em 2005, adquiriu a Travelers Life & Annuity do Citigroup e as operações de seguros internacionais da Citigroup, atuante no Brasil (METLIFE, 2005). A Tokio Marine Seguradora em 2005 adquiriu 100% da Real Seguros e 50% da Real Vida e Previdência. A Tokio pertence à Millea Holdings, Inc. - o mais antigo grupo securitário japonês e um dos maiores do mundo, com operações em 36 países. Com isto, a Tokio Marine passou a ter exclusividade nas agências do ABN AMRO Real na distribuição de produtos de seguros de ramos elementares e produtos de previdência complementar e seguros de vida da Real Tokio Marine Vida e Previdência S.A. (TOKIO..., 2007). O grupo alemão Allianz comprou 57% da seguradora francesa AGF em Em 2007 passou a deter 100% do capital. Dentro da estratégia de marca global, aos poucos foi trocando o nome das unidades. Até agora, 85% das operações mundiais do grupo, que opera em 70 países, já têm o nome Allianz. No Brasil, o processo de incorporação da marca começou em 2008 (GROSS, 2008). O grupo americano Liberty Mutual Group tem presença no país com a compra, em 1996, da Paulista Seguros, com tradição em ramos elementares. Embora o principal produto da Liberty seja o seguro de automóveis, a seguradora também oferece outras linhas, como seguro de vida, property (residencial, comercial e condomínio) e transporte (terrestre, marítimo e responsabilidade civil) (FRANCO; SADALLA, 2008). Em 2003, a Porto Seguro adquiriu a Azul Seguros, antiga AXA Seguros que nasceu em 2000 da fusão entre a UAP Seguros e Motor Union Seguros, empresas presentes no Brasil há mais de 100 anos. Desde abril de 2004, a nova companhia, passou a fazer parte do controle das Empresas Porto Seguro que operam com estrutura e administração próprias e independentes (PORTO..., 2004). Em 1997, através de complexas operações, a AIG e a Unibanco Seguros fundiram suas operações no país, que passaram a ser 50% de cada sócio. Em 2003, a Unibanco AIG adquiriu do Grupo Fiat o controle Phenix Seguradora S/A - sediada em Nova Lima, Minas Gerais (UNIBANCO..., 2003). A HDI Seguros adquiriu a HSBC Seguros de Automóveis e Bens S.A., e firmou um acordo de longo prazo para underwriting de apólices de ramos elementares, formando uma rede de mais de 2000 pontos de vendas no País, composta pelas agências do HSBC e das lojas da promotora de vendas Losango (KPMG..., 2007). A Sul América formou uma joint venture com a Aetna Inc., na área de seguro saúde em Em 2002, o grupo holandês ING adquiriu a Aetna, assumindo 49% da Sul América Aetna (VAGNER, 2007). A Icatu Hartford Seguros S.A. em 2004 adquiriu os negócios da Canada Life Brasil Previdência e Seguros. Em 2005 ampliou para 59% sua participação na Santa Catarina Seguros e Previdência e adquiriu a carteira de previdência da Nationwide Marítima Vida e Previdência no país (KPMG..., 2007). Em 2008, o Banco do Brasil pagou R$ 670 milhões para adquirir o controle da Companhia de Seguros Aliança do Brasil, detido pela Companhia de Participações Aliança da Bahia, após aprovação da SUSEP. Mas, pela legislação do setor de seguros, o BB não poderá manter o controle por mais de um ano, devendo buscar um novo sócio para comandar a seguradora. A compra foi feita porque o BB gostaria de maior agressividade, e a Aliança não quis aportar novos recursos. A Aliança da Bahia detinha 60% do capital votante e 30% do capital total da Aliança do Brasil, enquanto o BB Investimentos possuía 40% do capital votante e 70% do capital total (RIBEIRO, 2008). A Aliança do Brasil (seguro de vida e elementares) é uma das cinco seguradoras nas quais o BB tem participação, ao lado da Brasilprev, Brasilsaúde, Basilcap e Brasilveículos Em 1994, a Sul América e o Banco do Brasil criaram a Brasilprev, focada na Previdência Privada (VAGNER, 2007; RIBEIRO, 2008). Fonte: Elaborada pelos autores. 9

10 Análise do conjunto selecionado de F&As à luz do Referencial Teórico TABELA 4 Análise das F&As entre seguradoras à luz do modelo adotado Negócio Motivações O Mapfre adquiriu a Vera Cruz para ingressar no país. A adquirida pertencia à Bunge, que focou no setor de commodities. Entre 1999 e 2005, a MetLife adquiriu diversos ativos no setor no país. A Tokio Marine adquiriu a Real Seguros e 50% da Real Vida e Previdência. A Allianz comprou a francesa AGF. A Liberty Mutual adquiriu a Paulista Seguros. A Porto Seguro adquiriu a Azul Seguros. A AIG e a Unibanco Seguros se fundiram. A HDI adquiriu 100% da HSBC Seguros de Automóveis e Bens. A Sul América se associou à Aetna na área de seguro saúde. Entre 2004 e 2005, a Icatu Hartford Seguros S.A. ampliou sua atuação mediante várias aquisições. Em 2008, o Banco do Brasil adquiriu a Aliança do Brasil. O Banco do Brasil realizou cinco alianças no setor segurador. A Sul América e o Banco do Brasil se associaram para oferecer planos de Previdência Privada. Fonte: Elaborada pelos autores. Eficiência Financeira e Operacional, pois a Vera Cruz não mais fazia parte do core business da antiga controladora. Além disso, do ponto de vista da Bunge, uma motivação se refere aos Problemas de Agência: uma empresa de commodities não possui cultura para gerir uma seguradora. Do ponto de vista da Mapfre, a operação foi motivada pelo Poder de Mercado. Do ponto de vista da MetLife, a operação foi motivada visando ampliar seu Poder de Mercado. Além disso, houve ganho em Eficiência Operacional (sinergias) e Financeira. A Tokio Marine possuía operações modestas no país, e com a aquisição ampliou seu Poder de Mercado. Além disso, ganhou acesso a uma rede de distribuição privilegiada o que representa ganhos de Eficiência. A Allianz é das maiores seguradoras do mundo, e vislumbrou uma oportunidade de ampliar seu Poder de Mercado no mundo todo, ao adquirir uma seguradora como a AGF o que trouxe diversos ganhos de Eficiência. A Liberty ganhou Poder de Mercado com a operação. Em função do porte relativamente pequeno da adquirida, esta vislumbrou ganhos de Eficiência. A Azul representou ampliação do Poder de Mercado e Eficiência Operacional e Financeira para a Porto Seguro. Essas motivações foram especialmente importantes porque em seguida, a Porto Seguro vendeu parte de seu capital em Bolsa, retornando significativos valores aos seus acionistas o que também sinaliza a presença de Problemas de Agência. Do ponto de vista do Unibanco, o ingresso de volumes significativos de recursos, representou Eficiência Financeira. Para a nova entidade criada pela fusão, vieram ganhos de Sinergia, e de Eficiência Operacional pelo porte internacional da AIG. Do ponto de vista da AIG também houve ganho de Poder de Mercado. A HDI ganhou Poder de Mercado, pois suas operações no país eram limitadas. Além disso, pela rede de distribuição do HSBC, ganhou Eficiência Operacional. Para o HSBC, a venda representou concentração em seu core business, o que pode ser entendido pela busca de Eficiência Financeira. A Sul América ganhou Poder de Mercado, ao ingressar em um ramo em que ainda não atuava. A Aetna vislumbrou nessa parceria com uma das maiores seguradoras brasileiras a possibilidade de obter ganhos de Eficiência Operacional, ao se valer da estrutura da sócia. A Icatu Hartford obteve ampliação de seu Poder de Mercado através dessas operações, além de Eficiências Operacionais e Financeiras. Por tratar-se de várias empresas que venderam ativos, não existem elementos para analisar as motivações que levaram à venda. O Banco do Brasil desejava crescer no mercado segurador, encontrando a oposição de seu sócio. Em função disso, recebeu aprovação da SUSEP para realizar a aquisição, porém, com o dever de revendê-la no prazo de um ano. O Banco do Brasil possui as limitações de gestão de qualquer estatal, além de limitações legais para criar novas empresas mas constitui um valioso canal de distribuição para seguros, mediante sua rede de agências; desse modo, com associações diversas, utilizou seu potencial e passou a deter uma fatia do mercado. Por outro lado, a Sul América não possui operações bancárias, estando, assim, em desvantagem em relação aos bancos que controlam seguradoras. Ao se associar ao Banco do Brasil, ganhou acesso a uma rede de distribuição, obtendo ganhos de Eficiência Operacional. O Banco do Brasil não atuava em Previdência Privada, e se associou a uma empresa que fora líder durante décadas nesse ramo, ganhando, portanto, Poder de Mercado. 10

11 Considerações Finais Os resultados dos dados analisados mostram que há muito tempo as F&A s são parte do panorama empresarial do setor segurador, com importância na realocação dos recursos na economia e na execução de estratégias corporativas, pois, constituem-se em alternativas interessantes para a adequação do porte e da estrutura organizacional das empresas ao mercado e à conjuntura econômica mundial. Apresentam crescente papel na economia globalizada e têm alterado as relações entre as empresas e as configurações das redes organizacionais. Além disso, representam importante solução para empresas com problemas de qualquer natureza sucessão, situações de crise, excesso de concorrentes, entre outros. Nota-se que o ambiente mercadológico segurador brasileiro vivenciou na última década um panorama mutante, em parte devido aos eventos de F&A s e alianças da mesma forma que diversos outros setores, que sofreram as recíprocas influências da abertura econômica, do acirramento da concorrência e da revolução tecnológica. Assim, as F&A s podem ser vistas como uma das ferramentas utilizadas na consolidação do setor propiciando o ingresso de novas seguradoras de atuação global, novas corretoras e a criação de novos produtos bem como a saída de alguns players que focaram outros setores como a Bunge. Mediante as F&A s, algumas seguradoras ampliaram seu mercado, aprimoraram seu portfólio de serviços, além de absorver empresas menores, menos eficientes ou com problemas sucessórios em função de serem patrimônios familiares. A competitividade e a adaptabilidade são indispensáveis no atual cenário do mercado segurador, que também inclui um novo quadro legal a ser implantado nos próximos anos exigindo, portanto: a) maior eficiência operacional; b) um quadro profissional mais competente; e c) maior volume de negócios, de modo a diluir os elevados investimentos em Tecnologia da Informação e em RH. A análise à luz dos autores adotados permitiu classificar e estabelecer um conjunto relativamente prático de padrões de motivações para as F&As estudadas. Novos estudos poderiam ser realizados para melhor validar o modelo desses autores, por exemplo, em outros setores da Economia. Além disso, as F&As do setor segurador podem ser objeto de outros estudos, à luz de outras teorias. Referências AKTOUF, O. Cooperação como condição necessária para criação de riqueza regional, nacional e global. Revista de Administração da Fead-Minas, v. 4, n. 1, jun. 2007, p AMADOR, P. A Atividade Seguradora no Brasil: fundamentos, história, regulamentação e prática. Rio de Janeiro: FENASEG, ANTUNES DE OLIVEIRA, C. V.; TABAK, B. M. Comparativo da eficiência bancária utilizando data envelopment analysis (DEA). In: ENCONTRO NORTE-NORDESTE DE FINANÇAS, 1., 2004, Recife. Anais do I ENEFIN. Recife: FIR, BARROS, B. T. (Org.). Fusões, aquisições e parcerias. São Paulo: Atlas, BARROS, B. T. Fusões e aquisições no Brasil: entendendo as razões dos sucessos e fracassos. In: BARROS, B. T.; SOUZA, H. H. R. F.; STEUER, R. Gestão nos processos de fusões e aquisições. São Paulo: Atlas, BARROS, B. T.; CANÇADO, V. L.. Aquisições um perfil das operações no Brasil. Disponível em: <http://www.fgvsp.br/iberoamerican/papers /0213_Barros.pdf>. Acesso em 30 abr BRASIL. CNSP nº 168, de Disponível em: <http://www.susep.gov.br/textos/resol168.pdf>. Acesso em 09 mai

12 CONTADOR, C. R.; FERRAZ, C. B. Mercado de Seguros e Capitalização no Brasil: um resgate da história. In: ENCONTRO BRASILEIRO DE PESQUISA OPERACIONAL, 32., 2000, Viçosa. Anais do XXXII SBPO. Viçosa: SOBRAPO, CHILD, J.; FAUCLKNER, D.; PITKETHLY, R.. The management of international acquisitions. New York: Oxford University Press FENASEG - Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização. Disponível em: <http://www.fenaseg.org.br/>. Acesso em: 28 jan FILIPPOZZI, E. M. (2008). A abertura do mercado brasileiro de resseguros. Disponível em: <http://www.noronhaadvogados.com.br/artigos/ emf040108pt.pdf>. Acesso em: 31 jan FRANCO, L.; SADALLA, P. Sobre o Grupo Liberty Mutual. Disponível em: <http://www.libertyseguros.com. br/ institucional/institucional_noticias.htm>. Acesso em: 30 jan FREIRE, N. Organização e contabilidade de seguros. São Paulo: Atlas, FUNENSEG. Alberti, V. (Coord.). Entre a Solidariedade e o Risco: História do Seguro Privado no Brasil. Editora FGV. Segunda Edição GRANEIRO, W. J. B.; CALDAS DE MOURA, J. T. Em busca da nova ordem financeira uma contribuição às reformas dos sistemas financeiro e de seguros no Brasil. Rio de Janeiro: Rio Fundo, GUARITA, S. A. D. Fusões e aquisições no Brasil: evolução do processo. Revista FAE bussines, n. 3, 24-36, set GROSS, J. AGF troca de nome e passa a se chamar Allianz em Disponível em: <http://www.agf.com.br/agf_corporativo/imprensa/clipping.asp>. Acesso em: 29 jan HASPESLAGH, P.C.; JEMISON, D. B. Managing acquisitions: creating value through corporate renewal. New York: The Free Press HÉAU D. Mania de fusões. In: BARROS, B. T. de. (Org.). Fusões aquisições & parcerias. São Paulo: Atlas, Cap. 2, p. 53. KPMG Corporate Finance. Pesquisa sobre fusões e aquisições: operações realizadas no Brasil Disponível em: <http://www.kpmg.com.br/publicacoes/fusoes_aquisicoes/fusoes_aquisicoes_%2007_3_trim. pdf>. Acesso em: 11 fev LEONE, S.; PAMPLONA, E. O. Custeio do E-Commerce: um caso em uma empresa de seguros. In: IX CONGRESSO INTERNACIONAL DE CUSTOS, 2005, Florianópolis. Brasil: LODDI, S. A. Tecnologia da informação como suporte para a competitividade: um estudo no setor de seguros f. Dissertação (Mestrado em Administração) Universidade Municipal de São Caetano do Sul, São Caetano do Sul LOUREIRO, C. A. G. O contrato de Seguros. nº. 62, fev Disponível em: <http://jus2.uol.com.br/ doutrina/texto.asp?id=3777>. Acesso em: 21 jan MACEDO, M. A. S.; SILVA, F. F.; SANTOS, R. M. Análise do mercado de seguros no Brasil: uma visão do desempenho organizacional das seguradoras no ano de Contabilidade e Finanças, USP. São Paulo, Especial Atuária, p , dez MAGALHÃES DA SILVA, A. C. Análise de Eficiência de Instituições Financeiras Brasileiras, segundo a metodologia de Data Envelpoment Analysis (DEA) f. Dissertação (Mestrado em Administração) COPPEAD, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro METLIFE. MetLife no Brasil: histórico de sucesso São Paulo. Disponível em: <http://www.metlife. com.br/quemsomosbrasil.aspx?gp=7>. Acesso em: 29 jan

13 MINADEO, R.; CAMARGOS, M. A. Fusões e aquisições na indústria petroquímica: uma análise da aquisição Ipiranga pelo Consórcio Petrobrás-Braskem-Ultra. In: IV SEGET, 2007, Resende. IV SIMPÓSIO DE EXCELÊNCIA EM GESTÃO E TECNOLOGIA. Resende: AEDB, Anais Eletrônicos... CD-ROM. PASIN, R. M.; NEVES, M. F. Fusões, aquisições e internacionalização da agroindústria sucro-alcooleira. In: II EGNA, 2001, Ribeirão Preto. Brasil, Disponível em: <http://www.pensaconference.org/ arquivos_2001/54.pdf. Acesso em: 11 fev PIÑERO, T. L. Os simples comissários: negociantes e política no Brasil Império. 300 f. Tese (Doutorado em História) Universidade Federal Fluminense. Niterói, PORTO SEGURO S. A. Discussão e análise da administração sobre a situação financeira e os resultados operacionais Disponível em: <http://www.portoseguro.com.br>. Acesso em: 30 jan RIBEIRO, A. BB adquire Aliança por R$ 670 milhões. Valor Online, 06 ago Disponível em: <http://www.valor.com.br>. Acesso em: 06 ago SILVA JR, A. B. da.; RIBEIRO, A. H. P. Parcerias e alianças estratégicas. In: BARROS, B. T. de. (Org.). Fusões aquisições & parcerias. São Paulo: Atlas, Cap. 4, p. 89. SILVA, S. Brasil: abertura do mercado de resseguros. Portal Terra. Disponível em: <http://www.terra.com.br>. Acesso em: 03 dez SOUZA, S. Seguros: contabilidade, atuária e auditoria. São Paulo: Saraiva, TOKIO Marine Seguradora no Brasil. Banco Real e Tokio Marine Nichido anunciam parceria em Disponível em: <http://www.realseguros.com.br/>. Acesso em 30 jan TRICHES, D. Fusões, aquisições e outras formas de associação entre firmas no Brasil. Revista de Administração, São Paulo, v. 31, n. 1, p , jan. / mar UNIBANCO AIG COMPRA A PHENIX SEGURADORA (2003). Gazeta Mercantil. Disponível em: <http://invertia.terra.com.br/previdencia/interna/0,,oi ei1806,0 0.html>. Acesso em 01 fev VAGNER, R. Jornal do Comercio RJ, Disponível em: <http://www.mzweb.com.br/sulamericari/web/ conteudopt.asp?idioma=0&tipo=10661 &conta=28&id=22760>. Acesso em: 01 fev WESTON, J. F.; CHUNG, K. S.; HOAG, S. E.. Mergers, Restructuring and Corporate Control. Prentice-Hall, Englewood Cliffs, New Jersey,

Nos últimos anos, o setor de seguros brasileiro vem sofrendo uma. série de transformações. Algumas delas podem ser visualizadas na

Nos últimos anos, o setor de seguros brasileiro vem sofrendo uma. série de transformações. Algumas delas podem ser visualizadas na Visão das Seguradoras: Uma análise da distribuição de seguros no Brasil Francisco Galiza Mestre em Economia (FGV), membro do Conselho Editorial da FUNENSEG, catedrático pela ANSP e sócio da empresa "Rating

Leia mais

2.1. COMPETINDO COM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

2.1. COMPETINDO COM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO 1 2.1. COMPETINDO COM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO Fundamentos da Vantagem Estratégica ou competitiva Os sistemas de informação devem ser vistos como algo mais do que um conjunto de tecnologias que apoiam

Leia mais

RESENHA DO RESULTADO DO MERCADO DE SEGUROS. Faturamento e Rentabilidade dos Segmentos de Seguros, Previdência Privada e Capitalização.

RESENHA DO RESULTADO DO MERCADO DE SEGUROS. Faturamento e Rentabilidade dos Segmentos de Seguros, Previdência Privada e Capitalização. RESENHA DO RESULTADO DO MERCADO DE SEGUROS Janeiro a Dezembro de 2008 Faturamento e Rentabilidade dos Segmentos de Seguros, Previdência Privada e Capitalização. Dados Realizados em 2008 e Estimados para

Leia mais

Uma proposta para o ranking das seguradoras brasileiras Francisco Galiza Mestre em Economia (FGV) Professor do MBA-Gestão Atuarial e Financeira (USP)

Uma proposta para o ranking das seguradoras brasileiras Francisco Galiza Mestre em Economia (FGV) Professor do MBA-Gestão Atuarial e Financeira (USP) Uma proposta para o ranking das seguradoras brasileiras Francisco Galiza Mestre em Economia (FGV) Professor do MBA-Gestão Atuarial e Financeira (USP) I) Introdução O objetivo deste trabalho é apresentar

Leia mais

DISSEMINAÇÃO ATUARIAL: PERSPECTIVAS PARA A PROFISSÃO ADRIANA OKADA

DISSEMINAÇÃO ATUARIAL: PERSPECTIVAS PARA A PROFISSÃO ADRIANA OKADA DISSEMINAÇÃO ATUARIAL: PERSPECTIVAS PARA A PROFISSÃO ADRIANA OKADA Novos Cenários Crises Recentes: Desaquecimento Econômico e Baixo Retorno Financeiro Mudanças Econômicas Maior Concorrência Novos Cenários

Leia mais

Mercado Segurador em 2015 - Uma Visão Executiva

Mercado Segurador em 2015 - Uma Visão Executiva Mercado Segurador em 2015 - Uma Visão Executiva Francisco Galiza www.ratingdeseguros.com.br Maio/2009 Sumário 1) Situação Atual 2) Mercado Segurador em 2015?? (1ª Pesquisa Dezembro/2008) 3) Mercado Segurador

Leia mais

O Cenário Atual do Mercado Segurador Brasileiro e suas Perspectivas. www.ratingdeseguros.com.br Francisco Galiza Junho/2010

O Cenário Atual do Mercado Segurador Brasileiro e suas Perspectivas. www.ratingdeseguros.com.br Francisco Galiza Junho/2010 O Cenário Atual do Mercado Segurador Brasileiro e suas Perspectivas www.ratingdeseguros.com.br Francisco Galiza Junho/2010 Sumário 1) Passado: História Econômica do Setor 2) Presente: Situação Atual 3)

Leia mais

Vencedoras - XI Prêmio Cobertura Francisco Galiza Outubro/2008

Vencedoras - XI Prêmio Cobertura Francisco Galiza Outubro/2008 Vencedoras - XI Prêmio Cobertura Francisco Galiza Outubro/2008 I) Critérios www.ratingdeseguros.com.br 1) Os dados usados serão os números de 2007 e do 1º Semestre de 2008. 2) Os prêmios serão dados nas

Leia mais

Exercícios sobre Competindo com a Tecnologia da Informação

Exercícios sobre Competindo com a Tecnologia da Informação Exercícios sobre Competindo com a Tecnologia da Informação Exercício 1: Leia o texto abaixo e identifique o seguinte: 2 frases com ações estratégicas (dê o nome de cada ação) 2 frases com características

Leia mais

Apresentação Institucional Setembro 2013

Apresentação Institucional Setembro 2013 Apresentação Institucional Setembro 2013 BB Seguridade Maior Companhia de Seguros, Previdência e Capitalização da América Latina* Rápido Crescimento com Alta Rentabilidade Maior Corretora de Seguros da

Leia mais

:: SEI / CADE - 0056816 - Parecer ::

:: SEI / CADE - 0056816 - Parecer :: Página 1 de 9 Ministério da Justiça - MJ Conselho Administrativo de Defesa Econômica - CADE SEPN 515 Conjunto D, Lote 4 Ed. Carlos Taurisano, 2º andar - Bairro Asa Norte, Brasília/DF, CEP 70770-504 Telefone:

Leia mais

Resultados das Seguradoras Brasileiras e Mercado Mundial Uma Análise Comparada

Resultados das Seguradoras Brasileiras e Mercado Mundial Uma Análise Comparada Resultados das Seguradoras Brasileiras e Mercado Mundial Uma Análise Comparada Novembro/2001 SUMÁRIO: I) Introdução II) Análise Comparada III) Projeções e Conclusões Francisco Galiza Consultor e Mestre

Leia mais

Porto Seguro S.A. Conference Call 3T06

Porto Seguro S.A. Conference Call 3T06 Porto Seguro S.A Conference Call 3T06 1 Ranking Brasileiro de Seguros Terceira maior Companhia 19,9% 14,9% 8,4% 7,6% 6,9% 5,4% 3,7% Bradesco Sul América Porto Seguro Unibanco Itaú Mapfre Tokio Marine Obs:

Leia mais

Orbitall. Autora: Carolina Fernandes Corrêa Leite. Orientadora: Profa. Ms. Ana Maria Santiago Jorge de Melo. Universidade Presbiteriana Mackenzie

Orbitall. Autora: Carolina Fernandes Corrêa Leite. Orientadora: Profa. Ms. Ana Maria Santiago Jorge de Melo. Universidade Presbiteriana Mackenzie Orbitall Autora: Carolina Fernandes Corrêa Leite Orientadora: Profa. Ms. Ana Maria Santiago Jorge de Melo Universidade Presbiteriana Mackenzie Introdução O setor de cartões de crédito tem crescido a taxas

Leia mais

Apresentação Institucional Junho 2013

Apresentação Institucional Junho 2013 Apresentação Institucional Junho 2013 BB Seguridade Maior Companhia de Seguros, Previdência e Capitalização da América Latina Rápido Crescimento com Alta Rentabilidade Maior Corretora de Seguros da América

Leia mais

EMPRESAS BRADESCO SEGUROS, PREVIDÊNCIA E CAPITALIZAÇÃO

EMPRESAS BRADESCO SEGUROS, PREVIDÊNCIA E CAPITALIZAÇÃO L2 0 0 6 R E L AT Ó R I O A N U A EMPRESAS BRADESCO SEGUROS, PREVIDÊNCIA E CAPITALIZAÇÃO Prêmio de Seguros Participação no Mercado (em %) Mercado 74,2% Fonte: Susep e ANS Base: Nov/2006 Bradesco 25,8%

Leia mais

Linha do Tempo Século 19

Linha do Tempo Século 19 História A SulAmérica acompanha a evolução do Brasil e do mundo em seus 114 anos de atuação. Somos o maior grupo segurador independente do Brasil, sempre preocupados em transmitir confiança e solidez aos

Leia mais

SÉRIE IPO s: TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE ABERTURA DE CAPITAL. Parte 4: Como tornar sua Empresa uma Companhia de Capital Aberto

SÉRIE IPO s: TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE ABERTURA DE CAPITAL. Parte 4: Como tornar sua Empresa uma Companhia de Capital Aberto SÉRIE IPO s: TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE ABERTURA DE CAPITAL Parte 4: Como tornar sua Empresa uma Companhia de Capital Aberto o O que é Abertura de Capital o Vantagens da abertura o Pré-requisitos

Leia mais

Respostas da Lista de Exercícios do Módulo 2: Vantagem Competitiva. Resposta do Exercício 1

Respostas da Lista de Exercícios do Módulo 2: Vantagem Competitiva. Resposta do Exercício 1 Respostas da Lista de Exercícios do Módulo 2: Vantagem Competitiva 1 Resposta do Exercício 1 Uma organização usa algumas ações para fazer frente às forças competitivas existentes no mercado, empregando

Leia mais

APRESENTAÇÃO CORPORATIVA SÃO PAULO, 2014

APRESENTAÇÃO CORPORATIVA SÃO PAULO, 2014 APRESENTAÇÃO CORPORATIVA SÃO PAULO, 2014 BRIGANTI ADVOGADOS é um escritório brasileiro de advogados, de capacidade e experiência reconhecidas, que nasce com um propósito distinto. Nosso modelo de negócio

Leia mais

RANKING DAS SEGURADORAS BRASIL. Até Outubro/2004

RANKING DAS SEGURADORAS BRASIL. Até Outubro/2004 RANKING DAS SEGURADORAS BRASIL Até Outubro/2004 Este estudo é patrocinado pelo SINCOR-SP (www.sincorsp.org.br) Janeiro/2005 Responsável Técnico: Francisco Galiza www.ratingdeseguros.com.br Rating de Seguros

Leia mais

Porto Seguro S.A. Receitas Totais

Porto Seguro S.A. Receitas Totais Porto Seguro S.A. Porto Seguro S.A. Receitas Totais R$ m ilhões 2006 2005 Variação Receitas Totais 4.548,1 3.849,9 18,1% (R$ milhões) 4.548,1 3.849,9 2.384,6 2.758,5 3.232,4 2002 2003 2004 2005 2006 CAGR

Leia mais

SINCOR-SP 2015 OUTUBRO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS

SINCOR-SP 2015 OUTUBRO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS OUTUBRO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS 1 Sumário Palavra do presidente... 3 Objetivo... 4 1. Carta de Conjuntura... 5 2. Análise macroeconômica... 6 3. Análise do setor de seguros 3.1. Receita

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DO SEGURO (cultura do seguro) www.sindsegsc.org.br A história do seguro remonta a séculos antes de Cristo, quando as caravanas atravessavam os desertos do Oriente para comercializar camelos.

Leia mais

Emilio Botín: O objetivo é nos tornarmos o banco privado número um do Brasil

Emilio Botín: O objetivo é nos tornarmos o banco privado número um do Brasil Nota de Imprensa Emilio Botín: O objetivo é nos tornarmos o banco privado número um do Brasil Presidente mundial do Banco Santander apresenta em São Paulo o Plano Estratégico 2008-2010 para o A integração

Leia mais

Atualização Janeiro 2005

Atualização Janeiro 2005 Atualização Janeiro 2005 A Indústria Visão Geral da Indústria Prêmios Auferidos (R$) (1) 2.400.000.000 2.300.000.000 2.200.000.000 2.100.000.000 2.000.000.000 1.900.000.000 jan/04 fev/04 mar/04 abr/04

Leia mais

Apresentação Institucional Março 2013

Apresentação Institucional Março 2013 Apresentação Institucional Março 2013 BB Seguridade Maior Companhia de Seguros, Previdência e Capitalização da América Latina Rápido Crescimento com Alta Rentabilidade Maior Corretora de Seguros da América

Leia mais

SINCOR-SP 2015 AGOSTO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS

SINCOR-SP 2015 AGOSTO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS AGOSTO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS 1 Sumário Palavra do presidente... 3 Objetivo... 4 1. Carta de Conjuntura... 5 2. Análise macroeconômica... 6 3. Análise do setor de seguros 3.1. Receita

Leia mais

Clube Vida em Grupo CVG

Clube Vida em Grupo CVG Clube Vida em Grupo CVG Edward Lange Agosto, 2013 Agenda 1 2 3 4 Allianz SE Allianz Brasil Estratégia Vida e Saúde 1 Allianz SE Concorrentes Globais Prêmio Emitido Líquido EUR Bi Allianz 52,3 46,9 99,2

Leia mais

Associação Itaú Unibanco Holding S.A. e Porto Seguro S.A.

Associação Itaú Unibanco Holding S.A. e Porto Seguro S.A. Associação Itaú Unibanco Holding S.A. e Porto Seguro S.A. www.itauunibancori.com.br www.portoseguro.com.br/ri As Companhias A Porto Seguro S.A. continuará listada no Novo Mercado da BM&Fbovespa (PSSA3);

Leia mais

EXPOSIÇÃO DIDÁTICA SOBRE A ABERTURA DO MERCADO DE RESSEGUROS NO BRASIL

EXPOSIÇÃO DIDÁTICA SOBRE A ABERTURA DO MERCADO DE RESSEGUROS NO BRASIL RELATÓRIOS DE PESQUISA EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO v.13, Série B. n.1, p. 1-7 EXPOSIÇÃO DIDÁTICA SOBRE A ABERTURA DO MERCADO DE RESSEGUROS NO BRASIL Deborah Tinoco Ribeiro deborahtinoco@yahoo.com.br Marcus

Leia mais

Teleconferência Resultado 2T2013 13/08/2013

Teleconferência Resultado 2T2013 13/08/2013 Teleconferência Resultado 2T2013 13/08/2013 BB Seguridade S.A. Resultado do 2º Trimestre de 2013 Aviso Importante Esta apresentação faz referências e declarações sobre expectativas, sinergias planejadas,

Leia mais

CASO 7 A evolução do balanço de pagamentos brasileiro no período do Real

CASO 7 A evolução do balanço de pagamentos brasileiro no período do Real CASO 7 A evolução do balanço de pagamentos brasileiro no período do Real Capítulo utilizado: cap. 13 Conceitos abordados Comércio internacional, balanço de pagamentos, taxa de câmbio nominal e real, efeitos

Leia mais

VIDA EM GRUPO JAN A AGOSTO 2015 1- MERCADO GLOBAL:

VIDA EM GRUPO JAN A AGOSTO 2015 1- MERCADO GLOBAL: VIDA EM GRUPO JAN A AGOSTO 1- MERCADO GLOBAL: O segmento de Vida em Grupo detém o segundo lugar no ranking de vendas do Mercado, representando 10,92% das vendas totais em contra 10,48% do ano passado.

Leia mais

2 Histórico de fusões e aquisições e conceitos.

2 Histórico de fusões e aquisições e conceitos. 2 Histórico de fusões e aquisições e conceitos. 2.1. Fusões e aquisições globais Com a globalização e a necessidade de escalas cada vez maiores de operação, as grandes empresas ultrapassaram fronteiras

Leia mais

Copersucar completa 50 anos de liderança em açúcar e etanol com planos para aumentar ainda mais sua atuação global

Copersucar completa 50 anos de liderança em açúcar e etanol com planos para aumentar ainda mais sua atuação global Copersucar completa 50 anos de liderança em açúcar e etanol com planos para aumentar ainda mais sua atuação global Exportações de açúcar da empresa devem aumentar 86% na safra 2009/2010 A Copersucar completa

Leia mais

A representação institucional do mercado segurador

A representação institucional do mercado segurador A representação institucional do mercado segurador A Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização CNseg é a entidade de representação

Leia mais

SINCOR-SP 2015 JULHO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS

SINCOR-SP 2015 JULHO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS JULHO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS 1 Sumário Palavra do presidente... 3 Objetivo... 4 1. Carta de Conjuntura... 5 2. Análise macroeconômica... 6 3. Análise do setor de seguros 3.1. Receita

Leia mais

Nossa atuação no setor financeiro

Nossa atuação no setor financeiro Nossa atuação no setor financeiro No mundo No Brasil O porte da equipe de Global Financial Services Industry (GFSI) da Deloitte A força da equipe do GFSI da Deloitte no Brasil 9.300 profissionais;.850

Leia mais

5 ECONOMIA MONETÁRIA E FINANCEIRA

5 ECONOMIA MONETÁRIA E FINANCEIRA 5 ECONOMIA MONETÁRIA E FINANCEIRA Os sinais de redução de riscos inflacionários já haviam sido descritos na última Carta de Conjuntura, o que fez com que o Comitê de Política Monetária (Copom) decidisse

Leia mais

MERCADO BRASILEIRO DE SEGUROS

MERCADO BRASILEIRO DE SEGUROS MERCADO BRASILEIRO DE SEGUROS PRESTAMISTA RESULTADOS E INDICADORES JAN A MAIO 2010 09-07-2010 1 MERCADO BRASILEIRO DE SEGUROS PRESTAMISTA Esse conjunto encerrou o período com um volume de vendas de R$

Leia mais

[ESTUDO DO MERCADO SEGURADOR NA ÁREA DE ABRANGÊNCIA DO SINDSEG MG/GO/MT/DF]

[ESTUDO DO MERCADO SEGURADOR NA ÁREA DE ABRANGÊNCIA DO SINDSEG MG/GO/MT/DF] [ESTUDO DO MERCADO SEGURADOR NA ÁREA DE ABRANGÊNCIA DO SINDSEG MG/GO/MT/DF] ESTUDO DE MERCADO REFERENTE AO TOTAL ARRECADADO ENTRE PRÊMIOS E CONTRIBUIÇÕES NO MERCADO Realizado Acumulado - 2009 / 2010 -

Leia mais

Ambiente de Negócios e Reformas Institucionais no Brasil

Ambiente de Negócios e Reformas Institucionais no Brasil Ambiente de Negócios e Reformas Institucionais no Brasil Fernando Veloso IBRE/FGV Book Launch of Surmounting the Middle Income Trap: The Main Issues for Brazil (IBRE/FGV e ILAS/CASS) Beijing, 6 de Maio

Leia mais

APRESENTAÇÃO - San Martin Franchising

APRESENTAÇÃO - San Martin Franchising APRESENTAÇÃO - San Martin Franchising MISSÃO Atuar no mercado segurador com máxima excelência, superando as expectativas de seus clientes, colaboradores e franqueados, proporcionando satisfação e confiabilidade.

Leia mais

Como poderemos ver é uma modalidade de alta rentabilidade e dominada pelo canal banco.

Como poderemos ver é uma modalidade de alta rentabilidade e dominada pelo canal banco. MERCADO DE SEGUROS BRASILEIRO RESIDENCIAL JANEIRO A JULHO DE 2008 Esse poderá ser o primeiro grande produto do chamado micro seguro. De fato a dificuldade para sua aplicabilidade para as camadas menos

Leia mais

Planejamento Estratégico

Planejamento Estratégico Planejamento Estratégico Análise externa Roberto César 1 A análise externa tem por finalidade estudar a relação existente entre a empresa e seu ambiente em termos de oportunidades e ameaças, bem como a

Leia mais

O entendimento e os benefícios de aplicação da Lei Federal de Inovação Tecnol. Florianópolis

O entendimento e os benefícios de aplicação da Lei Federal de Inovação Tecnol. Florianópolis O entendimento e os benefícios de aplicação da Lei Federal de Inovação Tecnol ológica Florianópolis polis,, 02 de abril de 2008. 1 CRONOLOGIA OS TRABALHOS: 1. Indicativos do quadro brasileiro de inovação;

Leia mais

Potencial Econômico dos Clientes dos Corretores de Seguros Independentes do Estado de São Paulo Francisco Galiza www.ratingdeseguros.com.

Potencial Econômico dos Clientes dos Corretores de Seguros Independentes do Estado de São Paulo Francisco Galiza www.ratingdeseguros.com. Potencial Econômico dos Clientes dos Corretores de Seguros Independentes do Estado de São Paulo Francisco Galiza www.ratingdeseguros.com.br Julho/2005 1) Introdução O objetivo deste estudo foi avaliar

Leia mais

1- INTRODUÇÃO: 2- RESULTADOS SUSEP JAN A SET 2015:

1- INTRODUÇÃO: 2- RESULTADOS SUSEP JAN A SET 2015: 1- INTRODUÇÃO: A SUSEP liberou no dia 26/10/2015 os números do Mercado de Seguros e Previdência referente ao período de jan a setembro de 2015. Cabe ainda lembrar que esses números se referem ao banco

Leia mais

Seus serviços vão além das fronteiras?

Seus serviços vão além das fronteiras? Seus serviços vão além das fronteiras? Negócios Internacionais Oportunidades para o setor de serviços Globalização Transformações de ordem política, econômica e cultural mundial Mais intensidade nas últimas

Leia mais

Empresas de. 5 Capitalização. Melhores Práticas das. 2 Apresentação 4 Introdução 5 Composição do Sistema de Capitalização.

Empresas de. 5 Capitalização. Melhores Práticas das. 2 Apresentação 4 Introdução 5 Composição do Sistema de Capitalização. Melhores Práticas das Empresas de Capitalização 2 Apresentação 4 Introdução 5 Composição do Sistema de Capitalização 5 Capitalização 6 Missão da Capitalização 7 Valores da Capitalização 7 Melhores Práticas

Leia mais

MINISTÉRIO DA FAZENDA Secretaria de Acompanhamento Econômico. Referência: Ofício n 7036/2004 /2004/SDE/GAB, de 30 de novembro de 2005.

MINISTÉRIO DA FAZENDA Secretaria de Acompanhamento Econômico. Referência: Ofício n 7036/2004 /2004/SDE/GAB, de 30 de novembro de 2005. MINISTÉRIO DA FAZENDA Secretaria de Acompanhamento Econômico Parecer n o 06071/2005/RJ COPCO/COGPI/SEAE/MF Rio de Janeiro, 10 de fevereiro de 2005. Referência: Ofício n 7036/2004 /2004/SDE/GAB, de 30 de

Leia mais

Atualidades do Mercado Financeiro

Atualidades do Mercado Financeiro Atualidades do Mercado Financeiro Sistema Financeiro Nacional Dinâmica do Mercado Mercado Bancário Conteúdo 1 Sistema Financeiro Nacional A estrutura funcional do Sistema Financeiro Nacional (SFN) é composta

Leia mais

Menores, mas com potencial de gigantes

Menores, mas com potencial de gigantes Menores, mas com potencial de gigantes 12 KPMG Business Magazine Empresas do mercado empreendedor ganham força com a expansão do consumo nos países emergentes O ano de 2008 foi um marco na história econômica

Leia mais

(MLRV) TRANSPORTES INTERNACIONAIS JAN A JUNHO DE 2015 SUSEP SES. lcastiglione@uol.com.br - 011-99283-6616 Página 1

(MLRV) TRANSPORTES INTERNACIONAIS JAN A JUNHO DE 2015 SUSEP SES. lcastiglione@uol.com.br - 011-99283-6616 Página 1 TRANSPORTES INTERNACIONAIS JAN A JUNHO DE 2015 SUSEP SES lcastiglione@uol.com.br - 011-99283-6616 Página 1 1- INTRODUÇÃO: Lamentavelmente a SUSEP alterou a estrutura de resultados não mais detalhando os

Leia mais

Pesquisa FGV-EAESP de Comércio Eletrônico no Mercado Brasileiro 16 a Edição 2014

Pesquisa FGV-EAESP de Comércio Eletrônico no Mercado Brasileiro 16 a Edição 2014 Resumo Introdução O Comércio Eletrônico é um dos aspectos relevantes no ambiente empresarial atual e tem recebido atenção especial das empresas nos últimos anos, primeiro por ser considerado como uma grande

Leia mais

Apresentação. Queremos lhe dar as boas-vindas à San Martin Corretora de Seguros um negócio seguro até no nome.

Apresentação. Queremos lhe dar as boas-vindas à San Martin Corretora de Seguros um negócio seguro até no nome. Apresentação Queremos lhe dar as boas-vindas à San Martin Corretora de Seguros um negócio seguro até no nome. História A empresa foi fundada no ano de 1995 na cidade paulista de São José do Rio Preto e

Leia mais

SEGUROS E RESSEGUROS

SEGUROS E RESSEGUROS SEGUROS E RESSEGUROS S EGUROS E R ESS Especialistas do setor prevêem que o mercado de seguros representará cerca de 6% do PIB até 2015 o mercado de seguros e resseguros no Brasil vem crescendo de forma

Leia mais

LISTA DE TABELAS. Tabela I Bradesco Relação de Receitas de Prestação de Serviços...

LISTA DE TABELAS. Tabela I Bradesco Relação de Receitas de Prestação de Serviços... BANCOS MÚLTIPLOS LISTA DE TABELAS Tabela I Bradesco Relação de Receitas de Prestação de Serviços... RESUMO Neste trabalho serão apresentadas as principais características e serviços disponibilizados pelos

Leia mais

PAINEL OPORTUNIDADES DE NEGÓCIOS DO MERCADO DE SEGUROS MINEIRO. Seguros de Pessoas

PAINEL OPORTUNIDADES DE NEGÓCIOS DO MERCADO DE SEGUROS MINEIRO. Seguros de Pessoas PAINEL OPORTUNIDADES DE NEGÓCIOS DO MERCADO DE SEGUROS MINEIRO Seguros de Pessoas SEGUROS DE PESSOAS Brasil por UF SP e RJ detém 60% do mercado; MG se mantém em 3º no Brasil, com 7,6% de participação;

Leia mais

Projeto APAS Affinity Auto

Projeto APAS Affinity Auto Projeto APAS Affinity Auto Índice Objetivo Parceiros Produto Estrutura de Atendimento Preços Por Amostragem Objetivo Desenvolver produtos de seguros e benefícios para funcionários, dirigentes e sócios

Leia mais

CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS

CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS 1 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS 1 2 SUMÁRIO Palavra do presidente... 3 Objetivo... 4 1. Carta de Conjuntura... 5 2. Análise macroeconômica... 6 3. Análise do setor de seguros 3.1. Receita de

Leia mais

O objetivo deste artigo é fazer uma análise sobre a classificação de riscos. Fenacor desde 1996. Este estudo é feito semestralmente, a partir das

O objetivo deste artigo é fazer uma análise sobre a classificação de riscos. Fenacor desde 1996. Este estudo é feito semestralmente, a partir das Classificação de Riscos no mercado segurador brasileiro Francisco Galiza Mestre em Economia (FGV) Responsável técnico pelo projeto de classificação de risco das empresas de seguros, patrocinado pela Fenacor

Leia mais

RANKING DAS SEGURADORAS BRASIL. 1º Semestre/2010

RANKING DAS SEGURADORAS BRASIL. 1º Semestre/2010 RANKING DAS SEGURADORAS BRASIL 1º Semestre/2010 Este estudo é patrocinado pelo SINCOR-SP (www.sincorsp.org.br) Setembro/2010 Responsável Técnico: Francisco Galiza www.ratingdeseguros.com.br 1 SUMÁRIO:

Leia mais

INCORPORAÇÃO, FUSÃO, CISÃO, JOINT- VENTURE O QUE É, QUANDO FAZER, QUANDO NÃO FAZER

INCORPORAÇÃO, FUSÃO, CISÃO, JOINT- VENTURE O QUE É, QUANDO FAZER, QUANDO NÃO FAZER INCORPORAÇÃO, FUSÃO, CISÃO, JOINT- VENTURE O QUE É, QUANDO FAZER, QUANDO NÃO FAZER Breve Análise de cada Situação Por: Antonio Carlos Nasi Nardon, Nasi Auditores e Consultores 1. INCORPORAÇÃO A incorporação

Leia mais

experiência Uma excelente alternativa em serviços de auditoria

experiência Uma excelente alternativa em serviços de auditoria experiência Uma excelente alternativa em serviços de auditoria A Íntegra é uma empresa de auditoria e consultoria, com 25 anos de experiência no mercado brasileiro. Cada serviço prestado nos diferentes

Leia mais

O mercado de seguros no Brasil - Um setor em expansão e suas características principais

O mercado de seguros no Brasil - Um setor em expansão e suas características principais O mercado de seguros no Brasil - Um setor em expansão e suas características principais Francisco Galiza Agosto/97 1 SUMÁRIO: I) Introdução II) Características principais II.1) Uma maior desconcentração

Leia mais

Estratégia Internacional

Estratégia Internacional Estratégia Internacional Professor: Claudemir Vasconcelos Aluno: Sergio Abreu Estratégia Internacional A internacionalização não se limita somente ao Comércio exterior (importação & exportação); é operar

Leia mais

Reunião Pública de Analistas 1T11

Reunião Pública de Analistas 1T11 Reunião Pública de Analistas 1T11 Porto Seguro Inicio das atividades Mudança de Controle Líder nacional em seguro de automóvel Líder nacional em seguro de residência Empregados Diretos Porto S/A Sucursais

Leia mais

AGROINDÚSTRIA. Fusões e aquisições no setor de alimentos BNDES. ÁREA DE OPERAÇÕES INDUSTRIAIS 1 Gerência Setorial 1 1. CRESCIMENTO INTERNO VERSUS

AGROINDÚSTRIA. Fusões e aquisições no setor de alimentos BNDES. ÁREA DE OPERAÇÕES INDUSTRIAIS 1 Gerência Setorial 1 1. CRESCIMENTO INTERNO VERSUS AGROINDÚSTRIA BNDES FINAME BNDESPAR ÁREA DE OPERAÇÕES INDUSTRIAIS 1 Gerência Setorial 1 Fusões e aquisições no setor de alimentos 1. CRESCIMENTO INTERNO VERSUS CRESCIMENTO EXTERNO O acirramento da concorrência

Leia mais

Normas gerais em seguro privado: concorrência e regulação de sinistro (Seminário Nova Lei Geral de Seguros 2012) CADE USP

Normas gerais em seguro privado: concorrência e regulação de sinistro (Seminário Nova Lei Geral de Seguros 2012) CADE USP Normas gerais em seguro privado: concorrência e regulação de sinistro (Seminário Nova Lei Geral de Seguros 2012) A lessandro O c tav iani CADE USP Agenda 1. Análise de voto do CADE BB Mapfre (2012) 2.

Leia mais

Desnacionalização: Reserva e Abertura do Mercado aos Bancos Estrangeiros

Desnacionalização: Reserva e Abertura do Mercado aos Bancos Estrangeiros Desnacionalização: Reserva e Abertura do Mercado aos Bancos Estrangeiros Fernando Nogueira da Costa Professor do IE-UNICAMP http://fernandonogueiracosta.wordpress.com/ desnacionalização bancária No final

Leia mais

RISCOS NOMEADOS E OPERACIONAIS JAN A MAIO DE 2012

RISCOS NOMEADOS E OPERACIONAIS JAN A MAIO DE 2012 RISCOS NOMEADOS E OPERACIONAIS JAN A MAIO DE 2012 1 ANÁLISE RISCOS NOMEADOS E OPERACIONAIS: Essa análise está calcada nos números divulgados pela SUSEP referente ao período de jan a maio de 2012 através

Leia mais

Boletim Econômico Edição nº 63 março de 2014 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico

Boletim Econômico Edição nº 63 março de 2014 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico Boletim Econômico Edição nº 63 março de 2014 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico A concentração bancária no Brasil é uma ameaça à justiça econômica e social 1 Quais as ameaças

Leia mais

Marco Antonio Rossi. Diretor Presidente do Grupo Bradesco Seguros e Previdência

Marco Antonio Rossi. Diretor Presidente do Grupo Bradesco Seguros e Previdência Marco Antonio Rossi Diretor Presidente do Grupo Bradesco Seguros e Previdência 1 Brasil Entre as Maiores Economias do Mundo Mercado Brasileiro de Seguros e Previdência O Mundo do Seguro e Previdência Desafios

Leia mais

Resultados do 2T08 PSSA3

Resultados do 2T08 PSSA3 Resultados do PSSA3 Perspectivas Perspectivas para o para segundo 2008 semestre de 2008 A Aumento criação de de empregos 31,6% no formais número até de empregos junho foi o formais maior desde em relação

Leia mais

Welcome Call em Financeiras. Categoria Setor de Mercado Seguros

Welcome Call em Financeiras. Categoria Setor de Mercado Seguros Categoria Setor de Mercado Seguros 1 Apresentação da empresa e sua contextualização no cenário competitivo A Icatu Seguros é líder entre as seguradoras independentes (não ligadas a bancos de varejo) no

Leia mais

Senior Solution (SNSL3) Conhecendo a empresa

Senior Solution (SNSL3) Conhecendo a empresa Análise XP Fundamentos Senior Solution (SNSL3) Conhecendo a empresa A Empresa A Senior Solution está presente, há mais de 17 anos, no segmento de Tecnologia da Informação no mercado brasileiro, sendo uma

Leia mais

Desafios para a Indústria Eletroeletrônica

Desafios para a Indústria Eletroeletrônica Desafios para a Indústria Eletroeletrônica 95 O texto aponta as características das áreas da indústria eletroeletrônica no país e os desafios que este setor tem enfrentado ao longo das últimas décadas.

Leia mais

Reunião Pública de Analistas 2T10

Reunião Pública de Analistas 2T10 Reunião Pública de Analistas 2T10 Porto Seguro Inicio das atividades Mudança de Controle Líder nacional em seguro de automóvel Maior seguradora do Brasil Posição Companhia `Principal Produto 1 Bradesco

Leia mais

2013 Inventta Todos os direitos reservados.

2013 Inventta Todos os direitos reservados. Agenda Quem Somos Gerindo a Inovação nas Empresas Estímulos Governamentais à Inovação Resultados da pesquisa FDC/Inventta Conclusões O GRUPO A Inventta é uma consultoria especializada em gestão da inovação,

Leia mais

ÊNFASE EM GESTÃO ECONÔMICO-FINANCEIRA

ÊNFASE EM GESTÃO ECONÔMICO-FINANCEIRA MBA DESENVOLVIMENTO AVANÇADO DE EXECUTIVOS ÊNFASE EM GESTÃO ECONÔMICO-FINANCEIRA O MBA Desenvolvimento Avançado de Executivos possui como característica atender a um mercado altamente dinâmico e competitivo

Leia mais

Tecnologia e Inovação: Clientes Especiais. Paulo Sgarbi Agosto 2015

Tecnologia e Inovação: Clientes Especiais. Paulo Sgarbi Agosto 2015 Tecnologia e Inovação: Clientes Especiais. Paulo Sgarbi Agosto 2015 NOSSO CARTÃO DE VISITAS Alemanha > Grupo TALANX - Terceiro maior grupo segurador alemão > 9,8 milhões de veículos segurados Prêmio Emitido

Leia mais

I. Da Descrição da Operação

I. Da Descrição da Operação Ministério da Justiça MJ Conselho Administrativo de Defesa Econômica CADE SEPN 515 Conjunto D, Lote 4 Ed. Carlos Taurisano, 2º andar Bairro Asa Norte, Brasília/DF, CEP 70770 504 Telefone: (61) 3221 8438

Leia mais

Metodologia. Pesquisa Quantitativa Coleta de dados: Público Alvo: Amostra: 500 entrevistas realizadas. Campo: 16 a 29 de Setembro de 2010

Metodologia. Pesquisa Quantitativa Coleta de dados: Público Alvo: Amostra: 500 entrevistas realizadas. Campo: 16 a 29 de Setembro de 2010 Metodologia Pesquisa Quantitativa Coleta de dados: Através de e-survey - via web Público Alvo: Executivos de empresas associadas e não associadas à AMCHAM Amostra: 500 entrevistas realizadas Campo: 16

Leia mais

Lucro Líquido de R$179,4 milhões ou R$2,33 por ação no 4T06 e R$460,2 milhões ou R$5,99 por ação em 2006.

Lucro Líquido de R$179,4 milhões ou R$2,33 por ação no 4T06 e R$460,2 milhões ou R$5,99 por ação em 2006. Lucro Líquido de R$179,4 milhões ou R$2,33 por ação no 4T06 e R$460,2 milhões ou R$5,99 por ação em 2006. São Paulo, 28 de fevereiro de 2007 - A Porto Seguro S.A. (Bovespa: PSSA3) anuncia seu resultado

Leia mais

Vantagens e Benefícios das parcerias internacionais

Vantagens e Benefícios das parcerias internacionais Vantagens e Benefícios das parcerias internacionais Nicola Minervini Santa Catarina, 02-05/12/2014 Sumario Desafios da empresa Ferramentas para a competitividade O porque das alianças Formas de alianças

Leia mais

(MLRV) SEGURO ACIDENTES PESSOAIS JAN A MAIO DE 2015 SUSEP SES. lcastiglione@uol.com.br - 011-99283-6616 Página 1

(MLRV) SEGURO ACIDENTES PESSOAIS JAN A MAIO DE 2015 SUSEP SES. lcastiglione@uol.com.br - 011-99283-6616 Página 1 SEGURO ACIDENTES PESSOAIS JAN A MAIO DE 2015 SUSEP SES lcastiglione@uol.com.br - 011-99283-6616 Página 1 1- INTRODUÇÃO: O Seguro de Acidentes Pessoais garante o pagamento de uma indenização aos beneficiários

Leia mais

Ranking das Seguradoras

Ranking das Seguradoras Ranking das Seguradoras 2010 Mensagem do Presidente Não há progresso sem mudanças O processo de mudança continua a cada instante que passa. Não vivemos uma época de mudanças, mas uma mudança de época.

Leia mais

Especialista questiona "ascensão" de bancos brasileiros em ranking

Especialista questiona ascensão de bancos brasileiros em ranking Veículo: Valor Online Data: 13/04/09 Especialista questiona "ascensão" de bancos brasileiros em ranking A crise global colocou os bancos brasileiros em destaque nos rankings internacionais de lucro, rentabilidade

Leia mais

Boletim de Conjuntura Econômica Dezembro 2008

Boletim de Conjuntura Econômica Dezembro 2008 Boletim de Conjuntura Econômica Dezembro 2008 Crise Mundo Os EUA e a Europa passam por um forte processo de desaceleração economica com indicios de recessão e deflação um claro sinal de que a crise chegou

Leia mais

PROCESSOS DE REORGANIZAÇÃO SOCIETÁRIA 1

PROCESSOS DE REORGANIZAÇÃO SOCIETÁRIA 1 PROCESSOS DE REORGANIZAÇÃO SOCIETÁRIA 1 1.1 - Aspectos Introdutórios 1.1.1 - Objetivos Básicos Tais operações tratam de modalidades de reorganização de sociedades, previstas em lei, que permitem às empresas,

Leia mais

SEGURO PRESTAMISTA JAN A MAIO DE 2015 SUSEP SES

SEGURO PRESTAMISTA JAN A MAIO DE 2015 SUSEP SES SEGURO PRESTAMISTA JAN A MAIO DE 2015 SUSEP SES lcastiglione@uol.com.br - 011-99283-6616 Página 1 1- INTRODUÇÃO: As características do seguro prestamista fazem com que o período de vigência seja de acordo

Leia mais

MANUAL DE INVESTIMENTOS

MANUAL DE INVESTIMENTOS IPEA - INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA MANUAL DE INVESTIMENTOS PROPOSTA DE COLETA E CADRASTRAMENTO DE INFORMAÇÕES SOBRE INTENÇÕES DE INVESTIMENTOS EMPRESARIAIS (Segunda Versão) Luciana Acioly

Leia mais

Na sociedade atual, a lógica do mutualismo garante a sustentabilidade do sistema de saúde suplementar?

Na sociedade atual, a lógica do mutualismo garante a sustentabilidade do sistema de saúde suplementar? Na sociedade atual, a lógica do mutualismo garante a sustentabilidade do sistema de saúde suplementar? Página 1 Conceitos Risco É um evento incerto cuja ocorrência tem um efeito negativo. Esse evento pode

Leia mais

PROJETO INTERNACIONAL

PROJETO INTERNACIONAL PROJETO INTERNACIONAL EM 10 PASSOS Ubirajara Marques Direitos: Todos os direitos reservados para Center Group International Duração: 1 hora Apresentação: Linguagem simples, para micros e médios empresários

Leia mais

A Crise Internacional e os Desafios para o Brasil

A Crise Internacional e os Desafios para o Brasil 1 A Crise Internacional e os Desafios para o Brasil Guido Mantega Outubro de 2008 1 2 Gravidade da Crise Crise mais forte desde 1929 Crise mais grave do que as ocorridas nos anos 1990 (crise de US$ bilhões

Leia mais

A INFLUÊNCIA DA BOLSA AMERICANA NA ECONOMIA DOS PAÍSES EMERGENTES

A INFLUÊNCIA DA BOLSA AMERICANA NA ECONOMIA DOS PAÍSES EMERGENTES A INFLUÊNCIA DA BOLSA AMERICANA NA ECONOMIA DOS PAÍSES EMERGENTES JOÃO RICARDO SANTOS TORRES DA MOTTA Consultor Legislativo da Área IX Política e Planejamento Econômicos, Desenvolvimento Econômico, Economia

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 93 Exposição na abertura do encontro

Leia mais

Reunião Pública dos Analistas 3T11

Reunião Pública dos Analistas 3T11 Grjrr Reunião Pública dos Analistas 3T11 Porto Seguro História e Posição A empresa se desenvolveu e atingiu posição de liderança em Auto e Residência, e conta com forte estrutura operacional e de distribuição

Leia mais