SEGUROS. Sector acelera crescimento em Produção de seguros cresce 11,6% até Setembro.

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1 ESTE SUPLEMENTO FAZ PARTE INTEGRANTE DO DIÁRIO ECONÓMICO Nº 6054 DE 19 DE NOVEMBRO DE 2014 E NÃO PODE SER VENDIDO SEPARADAMENTE O ramo Vida continua a ser o grande impulsionador do sector de seguros em Portugal, crescendo 16% até Setembro. Sector acelera crescimento em 2015 Produção de seguros cresce 11,6% até Setembro. RAQUEL CARVALHO Paulo Alexandre Coelho 2014 foi um ano de desafios para todo o mercado segurador português. Sobretudo ao nível da rentabilidade e crescimento das empresas de seguros a actuar no país. José Seixas Vale, presidente da Associação Portuguesa de Seguradores (APS) frisa que tem sido um ano de profundas mudanças estruturais no sector segurador e realça a necessidade de aumento do nível de rentabilidade do sector Não Vida, o que só será conseguido com uma mudança em vários segmentos. Porém, apesar da conjuntura e das dificuldades vividas pelas seguradoras, das 42 empresas de seguros sob a alçada do Instituto de Seguros de Portugal (ISP), 34 apresentaram resultados positivos nos primeiros nove meses do ano. Já o indicador de solidez revela uma taxa de cobertura da margem de solvência de 233% no final de Setembro, face aos 228% do mesmo período do ano passado, revelam números daquele instituto.» PUB

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3 II Diário Económico Quarta-feira 19 Novembro 2014» Além disso, de acordo com números recentemente divulgados pela APS, o sector vai crescer este ano, sendo que José Almaça, presidente do ISP espera uma evolução positiva da actividade seguradora em Pelo menos se a tendência de crescimento verificada nos primeiros nove meses do ano se mantiver. Em termos globais, de acordo com dados da APS, a produção de seguro directo no período compreendido entre Janeiro e Setembro registou um aumento de 11,6% face a igual período de 2013, situando-se em cerca de 9,9 mil milhões de euros. Para esta evolução positiva foi determinante o incremento de cerca de 16% verificado no ramo Vida. Em sentido contrário, os ramos Não Vida registaram um ligeiro decréscimo de 0,2%. Até Setembro, a produção de seguros directos do segmento Vida tinha atingido mais de 7.4 mil milhões de euros, um aumento acima dos mil milhões de euros, e que se justifica com o incremento da produção da modalidade Vida Não ligados a fundos de investimento, contabilizada como contratos de seguro (46,6%). De realçar que no segmento vida, o BPI Vida e a Ocidental Vida ocupam o 1º e 2º lugar em termos de produção de seguros directos. No segmento Não Vida, responsável por um total de 366 milhões de euros de produção directa de seguros, a Tranquilidade e a AXA são as duas líderes de mercado. Se tivermos em conta o ranking que tem em conta os resultados dos dois segmentos, a Fidelidade vence em toda a linha, seguida da Allianz e do Santander Totta Seguros. Lucros do sector caem para 166 milhões em Setembro Falando em lucros do sector, os mesmos caíram em Setembro, para 167 milhões de euros, menos 70% do que o ano passado. Até Junho, tinham sido de 256,9 milhões de euros, revelam dados do ISP. Em entrevista ao Diário Económico no início do mês, José Almaça, presidente daquele instituto, admitiu que esta queda foi provocada essencialmente pela crise no Grupo Espírito Santo (GES), tendo efeitos na confiança dos aforradores com um aumento do volume de resgates. E os resgates de contratos de investimentos não ligados, a crescerem cerca de 48%. Esta evolução levou a um aumento de 5,7% no peso dos resgates no total dos custos com sinistros. Foi no ramo vida que o grosso desse valor se fez sentir, com os resgates a aumentarem 27,5%, diz o relatório do ISP. E foi este aumento dos resgates que levou à subida do bolo de custos com sinistros de cerca de 8,96% face a Setembro do ano passado, invertendo por completo a tendência de descida. Importante frisar que a maioria dos resgates se deu nos produtos de poupança. No ramo Vida os custos com sinistros aumentaram 12,3%, enquanto nos ramos Não Vida houve um decréscimo de cerca de 3%. José Almaça descartou ao Diário Económico uma deterioração das contas das seguradoras Paulo Alexandre Coelho José Almaça, presidente do ISP acredita que 2015 será positivo para o sector segurador português. CARTEIRAS DE INVESTIMENTO Em setembro, cresceu 5,2%, o valor das carteiras de investimento face adezembrode ,2% PROVISÕES TÉCNICAS O rácio registou em Setembro, um incremento de 1,4% face a dezembro de ,4% PRODUÇÃO DE Cresce 11,6% até Setembro, para 9,9 mil milhões. 9,9 mil milhões de euros do GES, em termos de solidez financeira, garantindo que esta queda nos resultados se deve sobretudo ao facto da evolução dos mercados financeiros ter sido influenciada pela situação verificada no GES, admitindo ter havido um reforço do provisionamento técnico por parte de algumas empresas de seguros. As contas do ISP revelam ainda que a produção Não Vida não inverte a tendência de queda, sendo o ramo automóvel e de acidentes de trabalho os mais afectados pela crise. Mas José Almaça frisa haver uma quase estagnação, acreditando numa melhoria deste segmento para 2015, sendo que aqui, o ramo de acidentes de trabalho subiu 1,36% e o ramo automóvel caiu 1,94%. No ramo de incêndios e outros danos a queda foi de 0,67%. Já no ramo doença (seguros de saúde) houve um crescimento homólogo de 2,78%. Em contrapartida, o ramo Vida mantém a tendência de crescimento, tendo subido, até Setembro, 16%, o que para José Almaça confirma a confiança depositada pelos aforradores no sector segurador. Seguros mais caros em 2015 Os seguros vão ficar mais caros com o aumento da taxa paraoinemde2%para 2,5%, sobre o valor dos prémios ou contribuições relativos a contratos de seguros, prevista no OE 2015, uma receita que vai directamente para os cofres do Estado. Ou seja, mesmo sem haver alterações dos prémios, o custo dos seguros vai aumentar mais 20 milhões de euros/ano do que em 2014, por efeito do agravamento desta taxa que já tinha sido agravada de 1% para 2%, em A Associação Portuguesa de Seguradores (APS) já se mostrou contra esta proposta, considerando-a inconstitucional. APS aponta falha a projecto de lei A APS diz ser insuficiente e inadequada a forma como o parlamento se propõe transpor as orientações da Comissão Europeia sobre a aplicação ao sector dos seguros da directiva referente à não discriminação em função do sexo. Defende que o projecto de lei que penaliza as empresas por não discriminação em função do sexo, é mais restritivo do que a orientação da CE, por estabelecer uma proibição absoluta de utilização do género como factor de cálculo dos prémios e prestações. Critica o facto de não definir quaisquer orientações sobre as excepções a essa norma e aponta o dedo para o facto de introduzir uma retroactividade inadmissível de dois anos. Solvência II entra em vigor em 2016 A partir de 1 de Janeiro de 2016 entra em vigor o novo regime de Solvência II ditado pela Comissão Europeia. Mas em 2015 as seguradoras já terão de reportar resultados nesse formato. Daí que o Instituto de Seguros de Portugal tenha assumido já este ano, como objectivo estratégico a introdução gradual dos princípios do novo regime na regulamentação nacional, no sentido de agilizar e incentivar a preparação gradual e tempestiva das empresas. O novo regime visa a revisão global e profunda do modelo de solvência aplicável. As principais pedras basilares são a avaliação dos activos e passivos de uma forma consistente e baseada em princípios económicos e o maior alinhamento das exigências regulamentares de capital com os riscos efectivamente assumidos pelas empresas.

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5 IV Diário Económico Quarta-feira 19 Novembro 2014 Os tempos de mudança nas seguradoras A compra da Fidelidade e da Tranquilidade e a Solvência II vão marcar o sector. RAQUEL CARVALHO A Fosun adquiriu em Maio a Fidelidade, através de um processo de privatização, por milhões de euros, ficando com 30% da maior seguradora nacional. Em Outubro, ganhou a privatização e passou a deter 80%. Já a Tranquilidade poderá estar prestes a ser vendida aos norte-americanos da Apollo, que querem investir na companhia 200 milhões de euros, um valor que já inclui uma injecção de 140 milhões de euros na seguradora do universo Espírito Santos. Os dois negócios são os grandes acontecimentos do sector este ano, que podem mudar todo o panorama nos próximos anos. Para Para Seixas Vale, presidente da Associação Portuguesa de Seguradores (APS) estas são mudanças de alcance vastíssimo, só comparáveis com a nacionalização em 1975 e as privatizações iniciadas nos finais da década de 80 do século passado. Com implicações muito significativas e que se esperam positivas (ler artigo de opinião sobre o tema na página ao lado). Os responsáveis pelas seguradoras contacadas pelo Diário Económico vêem também com bons olhos estes negócios. José de Sousa, CEO da Liberty, acredita terem um alcance e implicações positivas a longo prazo e Gonçalo Coutinho, presidente da Real Vida, realça o capital para investir, o know how especifico e o acesso a novos mercados, produtos e alternativas de investimento. António Castanho, presidente executivo da CA Vida, frisa o reconhecimento da capacidade de gestão e de geração de valor do sector e a entrada de oportunidades de investimentos. Jan de Pooter, CEO da Ocidental para os ramos Vida e Não Vida) frisa que a capacidade de atrair investimento estrangeiro é elucidativa da vitalidade do sector e da sua importância para a economia. O mesmo argumento é utilizado por Teresa Mira Godinho, CEO da Allianz Portugal, que acredita serem negócios benéficos para empresas e clientes. Jan de Pooter acrescenta acreditar que a entrada destes novos accionistas irá contribuir para um maior dinamismo e potenciar a transmissão de know how e best practices de outros mercados, com benefício para todos. Já João Gama, director de comunicação da Mapfre, acredita que estes negócios levam a A capacidade de atrair investimento estrangeiro é elucidativa da vitalidade do sector e da sua importância para a economia, diz Jan de Pooter, CEO da Ocidental Companhia Portuguesa de Seguros. A venda da Fidelidade foioprincipalnegóciodosector segurador em Portugal e vai marcar a sua actividade. uma reflexão sobre a atractividade e o percurso futuro do nosso mercado segurador. SolvênciaIImudarátodoosector Os próximos anos serão de mudança no sector segurador e a Solvência II é um dos acontecimentos que marcarão o mercado. As exigências regulamentares provocam uma abordagem de gestão muito mais complexa e exigente com significativos impactos nas organizações e nos níveis de capitalização das seguradoras, diz António Castanho, presidente executivo da CA Vida. José de Sousa, CEO da Liberty Seguros lembra que as novas regras vão ser determinantes, visto levarem a uma separação das companhias que realmente querem ficar no mercado a longo prazo, e irão capitalizar as suas operações ao nível requerido pelas autoridades de supervisão, e quem ache melhor meter o seu capital noutras áreas de negócio. Jan de Pooter destaca o grande impacto e desafios que coloca de forma transversal nas seguradoras. Além destas novas regras, existem outras preocupações que as seguradoras devem ter. Seixas Vale, presidente da APS, defende uma mudança profunda no sector Não Vida, de forma a aumentar o seu nível de rentabilidade. A mesma opinião tem Jan de Pooter, que acredita que o grande desafio no Não Vida é, num contexto muito competitivo ao nível do preço, manter padrões de rentabilidade sustentáveis, e frisando que o momento é de consolidação. Já no Vida, o enquadramento de reduzidas taxas de juro que condiciona a rentabilidade da carteira e a capacidade de lançamento de novos produtos, são os grandes desafios por ele apontados. Para Teresa Mira Godinho, é importante que o sector tenha os olhos postos na inovação, para que seja capaz de garantir a solidez financeira necessária para fazer face às evoluções que possam vir a ocorrer, opinião partilhada por João Gama, da MAPFRE. Já Gonçalo Coutinho, presidente da Real Vida fala de uma tendência de separação das ligações accionistas entre bancos e seguradoras, que diz, vai permitir às seguradoras comercializar os seus produtos no canal bancário, sem que seja forçoso pertencer ao grupo do banco comercializador. Paulo Figueiredo

6 Quarta-feira 19 Novembro 2014 Diário Económico V OPINIÃO 2014: ano de mudanças estruturais A rentabilidade muito baixa nos últimos anos exige dos seguradores uma mudança em alguns ramos tem sido um ano de profundas mudanças estruturais no sector segurador. Realço três dessas situações: a primeira mudança do lado da oferta, isto é das seguradoras. Uma alteração significativa em duas das grandes seguradoras, uma das quais destacado líder do mercado, e outra por reestruturação do grupo financeiro a que pertencia. Mudanças necessárias. Mudanças no modelo de bancassurance em Portugal. Mudança no equilíbrio interno / internacional. Mudanças nas estratégias, na governance, nas políticas. E que vão prosseguir neste âmbito no futuro próximo. Mudança de alcance vastíssimo, só comparáveis, pela minha experiência de 40 anos no sector segurador, com a da irracional nacionalização em 1975 e das privatizações subsequentes iniciadas nos finais da década de 80 do século passado. Com implicações muito significativas e que se esperam positivas. JOSÉ SEIXAS VALE Presidente da Associação Portuguesa de Seguradores Têm acontecido mudanças de alcance vastíssimo em Portugal, só comparáveis às nacionalizações de 1975 e às privatizações da década de 80. Asegunda mudança estrutural foi decidida a nível europeu e tem a ver com a introdução do designado modelo de Solvência II. Aanálise estática e dinâmica das seguradoras, o seu modelo de gestão e governação e os sistemas de informação serão alterados de forma drástica. Objectivodomodeloétornaraproteçãodos segurados ainda maior e mais consistente com os riscos assumidos pelos seguradores. Também uma governação mais profunda e eficiente com uma avaliação mais sistemática dos riscos geridos e baseado num sistema de informação mais extenso e mais próximo da gestão de aspetos importantes como a política de preços, subscrição, resseguro e investimentos entre outros. O impacto será muito substancial na exigência de requisitosdecapital.apesardesepensarqueo mercado português cumprirá, no seu conjunto, as regras a introduzir, não se deve deixar de salientar que o impacto será muito significativo. Aterceira mudança estrutural tem a ver com a necessidade de aumento do nível de rentabilidade do sector Não Vida. Arentabilidade muito baixa nos últimos anos exige dos seguradores uma mudança nos Ramos Acidentes de Trabalho, Automóvel, Doença, Multiriscos, Habitação, Agrícola. Amudança previsível do ciclo económico de recessão para crescimento, ainda que menor do que o necessário para fazer face ao ressarcimento esperado endividamento global, alterará com significado a frequência e os custos médios da exploração no sentido do seu aumento, o que arrastará as medidas compensatórias do lado dos proveitos. Para mudanças estruturais, só políticas estruturais determinadas serão solução. Visão e liderança determinarão os vencedores e os vencidos. PUB

7 VI Diário Económico Quarta-feira 19 Novembro 2014 OPINIÃO CARLASÁPEREIRA, Manager, EY, Actuarial Services Relações fortes com os clientes Como devem as seguradoras desenvolver relações fortes com os seus clientes, num mundo cada vez mais global? O EY Global Insurance Consumer Survey 2014, que a EY acaba de publicar, abrangendo 30 países, dá algumas respostas e elenca perspectivas de como as seguradoras podem fortalecer as relações com os seus clientes. Os resultados mostram que um modelo focado no cliente é um imperativo estratégico para a indústria e salientam os desafios que o mercado enfrenta para alcançá-lo. Foram identificadas no Survey 5 conclusões relevantes. 1. Os baixos níveis de retenção e confiança nas seguradoras sugerem que existem problemas no relacionamento com os clientes: É fundamental apostar na melhoria da comunicação com o cliente e na oferta de produtos flexíveis que acompanhem a mudança nas suas necessidades ao longo do tempo. 2. Mesmo quem recomenda pode não ser leal: Ao contrário do que se seria de esperar, a probabilidade de um cliente manter uma apólice não apresenta uma forte correlação com a sua disponibilidade para recomendar. 3. As seguradoras têm tão poucas interacções com os clientes, que cada contacto torna-se crítico. Assim, as simples tarefas administrativas podem tornar-se num momento da verdade, podendo estes contactos mudar a percepção que os clientes têm das seguradoras. Os inquéritos na sequência de campanhas publicitárias ou de promoção de vendas de novas apólices ou de melhores coberturas devem ser uma prioridade. 4. Os consumidores querem que as comunicações sejam mais frequentes e personalizadas. 57% dos consumidores, em todos os tipos de produtos, preferem ser contactados no mínimo duas vezes por ano. Hoje, apenas 47% recebem contactos com essa frequência. Numa época em que muitos consumidores sentem existir uma sobrecarga de informação, é particularmente interessante constatar que os consumidores de seguros querem ser contactados mais regularmente. 5. Na era digital, as seguradoras devem redefinir as suas estratégias de distribuição e parcerias. As seguradoras devem oferecer uma combinação adequada de canais para manter a relação com os seus clientes. É fundamental a escolha de parceiros que partilhem a mesma visão e compromisso na satisfação do cliente. As expectativas dos actuais e futuros consumidores são desafiantes para o sector segurador, sendo necessária a transformação em várias dimensões. A evolução estratégica e o aumento da competitividade serão fundamentais para atingir os resultados desejados. Ocidental quer crescer no segmento não vida Allianz aposta no mundo digital A Ocidental ocupa o 2º lugar no segmento Vida e o 3º no Não Vida, do ranking da produção de seguros por empresa do Instituto de Seguros de Portugaql (ISP). Fonte da seguradora destaca que 2014 será mais um ano de crescimento em volume de Não Vida, reflectindo aquela que é uma das suas estratégias: crescer em Não Vida, afirma Jan de Pooter, CEO. Neste segmento, a seguradora, comprada em Junho pela Ageas, destaca o ramo Automóvel, que em Setembro apresentava um crescimento de prémios superior a 10%, face a igual período de Realça ainda o comportamento da Médis, também detida a 100% pela Ageas, que continua a crescer e expandir os seus canais de distribuição, atraindo novas parcerias, e revelando estar em preparação a entrada na gestão de subsistemas privados de saúde no início de 2015.No ramo Vida, Jan de Pooter garante que a liderança e crescimento têm sido alcançados com sólidos rácios de solvência e obtenção de resultados bastante acima da nossa quota de mercado natural. De frisar que a Ocidental tem vindo a seguir desde 2011 uma agenda estratégica intitulada Vision 2015 de médio e Temos que inovar todos os dias e ter a flexibilidade necessária para nos adaptarmos às diferentes necessidades dos clientes e ao mercado. A afirmação é de Teresa Mira Godinho, CEO da Allianz, 2ª seguradora global, e espelha uma das chaves do sucesso da seguradora que em 2014 esteve focada em alterar a forma de pensar os produtos, a sua subscrição e gestão tendo em conta o mundo digital e um tipo de clientes diferentes que queremos ser capazes de captar e reter, explica. A responsável frisa que na Allianz a solvência e sustentabilidade de resultados são uma prioridade. Por isso, diz, estamos a analisar e implementar medidas no ramo de acidentes de trabalho que permitam uma maior sustentabilidade desta linha de negócio. Quanto a resultados, a Allianz cresceu no volume de prémios Vida e Não Vida e aumentou a base de clientes, agentes, escritórios e colaboradores. Teresa Mira Godinho frisa que em 2014, a seguradora continuou a desenvolver a estratégia assente no crescimento e solidificação da nossa base de mediadores e destaca o lançamento da estratégia full digital, que, explica, visa dotar a Allianz Portugal de ferramentas adaptadas à nova realidade digital nas suas mais variadas formas. Esta é uma estratégia que se manterá em foco em 2015, ano em que a Allianz estará a preparar três lançamentos de novos produtos na áreas patrimoniais e automóvel. R.C. Teresa Mira Godimnho CEO da Allianza diz que a seguradora que solidificar a base de mediadores. Paulo Alexandre Coelho longo prazo assumida por toda a organização e que que assenta em seis opções estratégicas: crescer em Não Vida; manter a liderança no segmento Vida; manter uma matriz identitária de alta rentabilidade e custos controlados; expandir as fontes de negócio; potenciar o enfoque no cliente; reforçar a cultura empresarial e aumentar o compromisso de toda a organização. Uma estratégia que Jan de Pooter diz ter resultados tangíveis em 2014 e cuja implementação prosseguirá em Deferir o novo produto Reforma Activa, e o novo seguro Multirriscos HomeIn. R.C. Liberty muda plataforma A Liberty Seguros, 5ª no ranking das seguradoras globais, terá um ano de 2015 crucial, pela mudança da plataforma de sistemas, diz José de Sousa, CEO. É que, diz o responsável, perante a conjuntura do país, é preciso navegar à vista, fazer bem o trabalho de casa, modernizar a plataforma operativa e de sistemas, para poder encarar com optimismo o momento em que a economia arranque, e volte a aquecer. É isso mesmo que a Liberty Seguros vai fazer, a par de preservar negócio e reter clientes, dar uma boa resposta, e prestar um bom serviço. O ano que vem (2015) será ainda para revisitar o plano estratégico de longo prazo, ver as correções que são necessárias, executá-las sem dó nem piedade. É que, garante José de Sousa, preguiça e complacência, nos tempos que correm, são equivalente a uma sentença de morte.o CEO da Liberty assume um ligeiro crescimento, derivado da instabilidade que o mercado vive e garante haver agentes e corretores que nos procuram, e trazem negócios. Porém, confessa que as margens ainda não são o que deveriam ser, ainda há ramos que requerem de um ajustamento tarifário, frisa. R.C. Paula Nunes

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9 VIII Diário Económico Quarta-feira 19 Novembro 2014 Foto cedida por CA Vida / Paulo Alexandrino CA Vida focada nos produtos de vida risco A nossa estratégia está centrada no desenvolvimento de produtos de vida risco a preços que possam abranger o maior número possível de clientes, afirma António Castanho, presidente executivo da CA Vida, seguradora que ocupa o 4º lugar no ranking Vida do Instituto de Seguros de Portugal e que espera ultrapassar a fasquia dos 300 milhões de euros de seguros sob gestão, num total de mais de 220 mil clientes. O responsável diz que a CA Vida está preocupada em resolver os problemas reais das pessoas aquando da ocorrência de eventos que colocam em causa a família, filhos e casa. Em paralelo, aposta em produtos com garantias muito direccionadas para as ocorrências de impacto extremo para as quais o Estado e a sociedade em geral não têm soluções. Este é mesmo um dos segredos do sucesso da CA Vida, seguradora procurada para poupanças. Aliás, António Castanho diz que, como gestora de muitas poupanças, a seguradora tem um capital de confiança muito significativo, sendo de frisar o crescimento de 15% dos seguros de capitalização. Importante referir o alargamento das coberturas de saúde, como as doenças graves, intervenção cirúrgica, internamento, e problemas específicos das mulheres, como carcinoma in situ. É uma adaptação bem percepcionada pelo cliente e que nos permite estar mais próximo das suas necessidades, diz. R.C. ANTÓNIO CASTANHO Presidente Executivo da CA Vida Como gestora de muitas poupanças, a seguradora tem um capital de confiança muito significativo. Real Vida sobe em 90% a receita global Para a Real Vida Seguros, o ano 2014 está a ser de um crescimento global muito interessante, com a receita total processada a subir cerca de 90% para mais de 36 milhões de euros, informa Gonçalo Coutinho, presidente. O segmento que mais tem crescido é o de produtos financeiros, seguido dos acidentes pessoais e dos seguros vida. Quanto à estratégia seguida pela seguradora, bem posicionada no ramo vida, este ano foi de reformulação e melhoria da oferta de seguros e produtos financeiros. Houve ainda um reforço da equipa comercial e uma aposta importante no canal mediador. Em 2015 vamos consolidar e aprofundar o trabalho desenvolvido em 2014, frisou Gonçalo Coutinho. No que respeita a novidades, o presidente da Real Vida Seguros diz que 2014 foi recheado de vários produtos inovadores e atractivos. Porém, a grande novidadeéaespecialização em produtos vida, acidentes pessoais e produtos financeiros. Somos a única seguradora com estas características e acreditamos que as mesmas constituem uma mais valia para os consumidores nacionais e contribuem para a competitividade do mercado português. R.C. MAPFRE cresce mais de 16% O ano de 2014 está a correr bem para a MAPFRE, em linha com o que tínhamos planeado, afirma João Gama, director de marketing e comunicação da seguradora A 5ª no segmento Não Vida, está a crescer globalmente mais de 16% face ao ano anterior. No ramo Vida o desempenho é assinalável, devido ao crescimento de 38%. Em Não Vida, a MAPFRE está a crescer 4%. Este desempenho é o resultado de um crescimento em todos os segmentos e, naturalmente, da captação de novos clientes nas várias áreas de negócio que exploramos, assume João Gama, que frisa a implementação, no início de 2014, de um plano de negócio a vários anos com o objectivo de reforçar a nossa posição no mercado português. A ambição é crescer e ter uma operação mais forte e rentável. Para isso, a estratégia passa por reforçar significativamente os pontos de venda e ajustar o processo comercial a um modelo multicanal. Neste novo posicionamento, o digital terá uma importância crescente, revela. E se em 2014 o foco foi a actualização do portefólio para o segmento de particulares, em 2015, a MAPFRE vai dar especial enfoque à área corporate, revela. R.C. Fidelidade, Tranquilidade e BPI lideram De acordo com o ranking do Instituto de Seguros de Portugal sobre a produção por empresa, o BPI Vida e Pensões liderava o segmento Vida tendo em conta os dados dos primeiros nove meses do ano. Já o ranking Não Vida é liderado pela Tranquilidade. No total da produção Vida e Não Vida a líder é a Fidelidade. As três seguradoras foram contactadas pelo Diário Económido mas até à hora de fecho não responderam às perguntas. Quem também foi contactada sem sucesso foi a Santander Totta Seguros, 3ª no ranking Vida e Não Vida. João Paulo Dias / Arquivo Económico OPINIÃO SÉRGIO MELRO Diretor Executivo de Desenvolvimento Estratégico da AdvanceCare, Gestão de Serviços de Saúde, S.A. Os desafios dos seguros de saúde Experimentamos na atualidade um contexto com muitas alterações a diferentes níveis, que impactam naquilo que é a envolvente dos seguros de saúde em Portugal. Os últimos anos de austeridade conduziram, por um lado, a mudanças ao nível do Serviço Nacional de Saúde (principalmente na procura da almejada sustentabilidade) e, por outro, diminuíram a capacidade económica dos consumidores e das empresas. Neste contexto, e sendo o seguro de saúde um produto de reconhecida importância para as famílias, verificou-se uma maior procura no segmento dos seguros de saúde com uma menor cobertura de risco, e consequentemente com um menor prémio. Mas apesar de ainda haver alguma margemparaoaumentodaeficiênciadaprestação de cuidados de saúde, a pressão sobre os encargos com a saúde não irá abrandar, quer por via do envelhecimento da população, quer pelo constante recurso a novas tecnologias. Os seguros de saúde deverão ter um papel contributivo no sentido de rumar contra esta tendência, procurando dar mais cobertura de risco e mais serviço aos consumidores. Uma das medidas passará por munir o consumidor com mais conhecimento/informação: potenciando-lhe um posicionamento mais crítico acerca do procedimento clínico que irá realizar, em que unidade, com que médico, e por que preço; fomentando-lhe uma perspetiva de prevenção e o seguimento de um estilo de vida mais saudável; possibilitando-lhe uma melhor gestão da sua condição de doente. Será natural que se desenvolvam novos seguros de saúde mais simples (contrariando alguma complexidade corrente), assim como outros mais especializados na área das doenças graves e das doenças crónicas, e poderão ser criadas as condições para termos períodos contratuais mais duradouros (superiores a um ano). O movimento por parte de Seguradoras de aquisição (ou estabelecimento de parcerias estratégicas) de unidades de saúde privadas de referência, poderá estimular o acesso preferencial a sub-redes de prestação de cuidados de saúde, o que também poderá beneficiar o consumidor.

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11 X Diário Económico Quarta-feira 19 Novembro 2014 >> CASO LEGIONELLA Ainda é prematuro analisar a questão da crise da legionella como sendo do âmbito das seguradoras. Pedro Penalva, CEO da AON, garante que virá o momento em que tal será necessário e mesmo inevitável em sede de responsabilidade civil ou responsabilidade ambiental. Sobre os seus efeitos adversos e disruptores, que estão a afectar várias empresas, Penalva defende a necessidade das empresas investirem em planos de emergência e continuidade de negócio. RobertPratta/Reuters 3 PERGUNTAS A JOSÉ MANUEL DIAS DA FONSECA, MDS GROUP CHIEF EXECUTIVE A crise económica éamaior condicionante da nossa actividade CEO do Grupo MDS garante que 2014 será ano de crescimento. Remunerações de corretores valem mais 4,5 milhões de euros Dados do ranking do Instituto de Seguros foram revistos em Setembro. IRINA MARCELINO Foto cedida pela MDS O ranking do Instituto de Seguros de Portugal que organiza as remunerações dos corretores e mediadores de resseguros confirma a MDS como líder neste sector, tendo a empresa do universo Sonae reforçado a sua quota de mercado de 11,7% para 13,64%. O valor das remunerações em causa também subiu cerca de 2,7 milhões de euros, ou seja, 22% face ao ano anterior. O segundo lugar da tabela passou a ser ocupado pela AON Portugal, cuja quota passou de 7,7% para 11,35% e aumentou em mais de 4,3 milhões de euros. A multinacional liderada em Portugal por Pedro Penalva trocou, assim, de lugar com com a Luso-Atlântica, cujo CEO António Corrêa Figueira dizia, em Julho, ao Diário Económico, querer alcançar de novo 70 milhões de euros em volume de negócios em prémios cobrados de carteira sob gestão. No que respeita aos dados da AON, entre a primeira publicação do ranking e a sua revisão em Setembro, houve uma redução dos valores das remunerações da AON em cerca de 604,8 mil euros. A empresa, contudo, manteve a segunda posição e registou uma subida de 53,45% das suas remunerações. A queda dos dados apresentados influenciou o montante total de remunerações auferidas pelos operadores. Ainda assim, no total, as 80 empresas analisadas em 2013 (em 2012 foram 86) viram as suas remunerações globais aumentar 4,28%, mais 4,5 milhões de euros face a Os maiores crescimentos percentuais face a 2012 vieram de empresas de dimensão um pou- comenor.éocasodamse- Corretores de Consultores de Seguros, que passou do 65º para o 26º posto da tabela com um crescimento de 331%. Destaque ainda para o crescimento de 109% da Atlas Seguros, que passou a deter uma quota de mercado de 4,12%, face aos 2% de Esta subida deveu-se à aquisição da Marinho da Cruz, DC Mediação de Seguros, Patris e Radical Seguros. A empresa passou do 15º lugar para o sétimo. Top 10 das remunerações 1 MDS Corretores euros. Quota: 13,64% 2 AON Portugal euros. Quota: 11,35% 3 Marsh euros. Quota: 8,35% 4 Luso Atlântica euros. Quota: 8,12% 5 Villas-Boas ACP euros. Quota: 5,24% 6 Willis euros. Quota: 4,57% 7 Atlas Seguros euros. Quota: 4,12% 8 Costa Duarte euros. Quota: 3,57% 9 João Mata euros. Quota: 2,90% 10 RS - Reinsurance Solutions euros. Quota: 2,54% A líder em Portugal no sector dos corretores de seguro, MDS, vai continuar a crescer em A garantia foi dada por José Manuel Dias da Fonseca ao Diário Económico. O CEO do Grupo MDS afirmou ainda querer seguir a mesma estratégia de sempre e que levou a empresa, que foi fundada em 1984 pela Sonae, a crescer a dois dígitos nos últimos dois anos. Uma das suas opções de negócio passou pela integração de agentes em todo o país, através da MDS Partners. A internacionalização também tem estado na sua lista de prioridades. Além do Brasil, onde está porque um dos seus accionistas é brasileiro, a empresa entrou em Angola em 2013 e quer entrar em Espanha em Qual é o tema que mais vos preocupa no segmento das corretoras de seguros em Portugal? A crise económica é seguramente a maior condicionante da nossa atividade. Afecta duramente as empresas e os particulares, atingindo o nível de actividade, criando sérios problemas de cobrança e tesouraria, transformando o preço na quase única variável de decisão, o que empobrece claramente a qualidade da forma como as empresas encaram os seguros e o risco. A MDS continua a liderar o ranking dos corretores/mediadores de seguros em Portugal e subiu bastante a sua remuneração entre 2012 e O que motivou esta subida? A MDS é um grupo que, pelo facto de não estar focado num só segmento de negócio, fez com que durante os anos de crise continuasse a crescer a dois dígitos. Diversificamos produtos e mercados e o resultado compensou. De 2012 para 2013 continuámos a crescer e o mesmo acontecerá em Que estratégia vão continuar a seguir no futuro próximo? A mesma. Reforçar a qualidade de líder, consolidar os negócios emergentes do grupo, continuar a atrair grandes profissionais, continuar a investir em tecnologia e qualidade de informação para o cliente. I.M.

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13 XII Diário Económico Quarta-feira 19 Novembro 2014 Paulo Figueiredo APROSE A Associação Portuguesa da Mediação Profissional de Seguros (APROSE) tem 195 associados e foi fundada em 1976 e tem sede no Porto. Presidida por Luís Cervantes, a APROSE representa corretores e agentes de seguros profissionais, responsáveis e multisseguradora, deixando de fora os mediadores ligados e os agentes exclusivos. ENTREVISTA DAVID PEREIRA, Associações APROSE e ANACS vão juntar-se IRINA MARCELINO As duas associações que reunem mediadores e corretores têm vindo a aproximar-se institucionalmente e partilham opiniões sobre os temas mais estruturantes da mediação de seguros. APROSE (Associação Portuguesa da Mediação Profissional de Seguros) e ANACS (Associação Nacional de Agentes e Corretores de Seguros), que durante vários anos estiveram de costas voltadas, desenham agora uma aproximação. Os seus presidentes Luís Cervantes (LC) e David Pereira (DP) falam ao Diário Económico sobre a existência de uma forte associação nacional. O nosso principal objectivo passa pela unificação de associações, confirma David Pereira. Nas próximas assembleias gerais da ANACS e da APROSE, ainda em Novembro, serão ouvidos os associados e e discutidos os princípios chave da aproximação, conta Cervantes. O objectivo, revela ainda, é ter o processo concluído até Março de Paulo Alexandre Coelho ANACS A Associação Nacional de Agentes e Corretores de Seguros foi fundada em Junho de 1994 e representa mediadores de seguros em nome individual e colectivo, incluindo corretores de seguros. Tem hoje cerca de 180 associados. A sua sede é em Lisboa. A direcção é actualmente presidida por David Pereira. A fusão está no horizonte? DP Tudo está no horizonte, até a fusão, mas esse será um passo que só poderá ser dado pelos nossos associados e de conformidade com as deliberações da assembleia-geral. Mas acredito que será esse o caminho que conduzirá todos os mediadores e corretores profissionais a assumirem-se como uma grande classe profissional. LC O formato jurídico irá depender da vontade das assembleias gerais. Se seguirem as recomendações das duas direcções, durante o primeiro semestre do próximo ano teremos uma única associação. O que preocupa actualmente os corretores e os mediadores portugueses? DP Uma das grandes preocupações dos mediadores e corretores de seguros, desde sempre, foi a melhoria permanente da sua imagem junto dos seus clientes e da sociedade em PUB

14 Quarta-feira 19 Novembro 2014 Diário Económico XIII PRESIDENTE DA ANACS E LUÍS CERVANTES, PRESIDENTE DA APROSE de corretores vão juntar-se numa única associação. Mas para isso ainda têm de ouvir os seus associados no final do mês. geral, enquanto mais valia, para estes, na relação com as seguradoras. Outra preocupação é o aumento da sua qualidade técnica através da permanente formação dos seus quadros e colaboradores. Por último, a preocupação com a muito actual revisão da directiva [europeia] da Mediação de Seguros e da forma como esta irá ser transposta para a legislação portuguesa. Aumentar a protecção do consumidor de seguros é uma das vertentes desta directiva, que aplaudimos. Porém, não deverá ser esquecida, também, a defesa da mediação profissional, devendo, também, ser uma tónica constante. LC Temos a questão profissionalização da actividade. Teremos que aproveitar a revisão próxima da lei da mediação, no âmbito da revisão da directiva europeia da mediação de seguros, para promover o mediador profissional e eliminar as categorias cujo volume de receita anual não seja suficiente para uma formação contínua ou para garantir um atendimento de qualidade aos clientes. A questão da melhoria da produtividade, nomeadamente através do aumento das transacções automáticas e digitais entre a mediação e as companhias de seguros. Há ainda a questão da credenciação do mediador. E a necessidade de aumentar junto da sociedade o reconhecimento do mediador profissional. E finalmente, o combate às práticas não concorrenciais, que não protegem os direitos do consumidor, como por exemplo a venda força de seguros vinculados aos produtos de crédito bancário. É fundamental deixar a liberdade de escolha ao cliente sobre o mediador de seguro a adoptar em qualquer circunstância. Sobre a concorrência da banca >> Uma das medidas que deveria ser implementada e regulada é sobre a actuação das entidades bancárias e do seu desempenho enquanto mediadores de seguros. Todos os mediadores profissionais sentem na pele a feroz e desigual concorrência que é praticada pela banca, afirma David Pereira. >> Deixar que a mediação profissional exerça a sua actividade num mercado onde o cliente tem liberdade de escolha para que em cada situação do seu ciclo de vida possa optar por um agente, uma sociedade de mediação, um corretor ou um banco sem ser coagido ou obrigado a tomar uma decisão contrária à sua vontade por receio de efeitos colaterais, defende Luís Cervantes. a contratar os seus produtos, onde se incluem os seguros, e impedido de os rejeitar, sob pena de lhe ver rejeitado o crédito. Isto tanto se aplica a empresas como particulares, e os mediadores profissionais sabem do que falo. LC Essencialmente deixar que a mediação profissional exerça a sua actividade num mercado onde o cliente tem liberdade de escolha para que em cada situação do seu ciclo de vida possa optar por um agente, uma sociedade de mediação, um corretor ou um banco sem ser coagido ou obrigado a tomar uma decisão contrária à sua vontade por receio de efeitos colaterais. A maioria de reclamações que recebemos é de clientes que, não estando satisfeitos com o serviço prestado pelos bancos ao nível do pós-venda, querem mudar para um mediador e não conseguem. PUB O que acham que as empresas e a sociedade em geral ainda não sabe sobre os corretores e os mediadores de seguros? DP Acredito que as empresas, e os portugueses em geral, já possuem um grande conhecimento da actividade da mediação e corretagem de seguros, porém, nunca é demais reforçar que devem procurar o seu mediador, ou corretor, sempre que precisam dos seus serviços e ajuda, pois só estes estão preparados para os ajudar como verdadeiros profissionais que são. LC sendo uma actividade que mostra toda a sua capacidade no momento em que apoia o cliente na resolução do seu sinistro, a mediação ainda tem um caminho a percorrer no sentido de aumentar a informação junto do cliente sobre a forma de simplificar os passos que estes tem que percorrer quando necessitam accionar o seu seguro. Existem medidas públicas que devem ser tomadas de forma imediata para beneficiar os corretores e os mediadores de seguros? DP Achamos que sim. Uma das medidas que deveria ser implementada e regulada é sobre a actuação das entidades bancárias e do seu desempenho enquanto mediadores de seguros. Todos os mediadores profissionais sentem na pele a feroz e desigual concorrência que é praticada pela banca, uma vez que o ascendente que possuem sobre o cliente - não devemos esquecer que o cliente recorre à banca em situação de dependência por necessidade de crédito - lhes permite agir como entendem, impondo os seus produtos, repito impondo, ao cliente. Este, regra geral, aceita porque precisa do crédito, vendo-se coagido

15 XIV Diário Económico Quarta-feira 19 Novembro 2014 Pedro Penalva, CEO da AON Portugal. Marsh tem quota de mercado de 8,35% Subida de remunerações da Marsh deveu-se à procura das empresas por mais do que os seguros obrigatórios. Luís Gomes, director de Lisboa da Marsh Portugal. Paula Nunes AON cresce a taxa média anualde6%aoano Empresa liderada em Portugal por Pedro Penalva quer apostar em modelos de distribuição alternativos. Foto cedida pela Marsh A Aon tem vindo a crescer de forma muito significativa ao longo dos últimos anos em Portugal a uma taxa média anual de mais de 6%. E embora a componente transaccional - corretagem de seguros - tenha ainda uma enorme relevância na actividade da corretora, ao longo dos últimos anos a Aon tem vindo a investir de forma determinada em ampliar a sua presença na chamada cadeia de valor do risco, disse Pedro Penalva, CEO da AON, ao Diário Económico. A Aon desenvolve para os seus clientes trabalhos e consultoria na área da identificação, análise, determinação de impacto e mecanismos de mitigação dos riscos a que as organizações nossas clientes estão sujeitas, explicou, acrescentando que, a fechar a cadeia de valor, está o processo transaccional de transferência de riscos para seguradoras ou resseguradoras. O CEO da AON Portugal garantiu ainda que desde 2012 a empresa tem investido fortemente no pilar de pessoas. Este pilar passa pelo desenvolvimento de soluções que possibilitem aos nossos clientes gerir a reforma, a saúde, o engagement e a motivação dos seus colaboradores. No que respeita à subida no ranking do Instituto de Seguros de Portugal - a empresa passou do 4º para o 2º lugar entre 2012 e 2013, Pedro Penalva destaca que tem a ver com o reconhecimento da receita oriunda destas actividades de consultoria, no quadro da elaboração do ranking de corretores do ISP, o qual no passado contabilizava apenas a receita oriunda da nossa actividade transaccional, consubstanciada em comissões. No que respeita a estratégia, a Aon quer continuar a investir de forma determinada em Portugal, no desenvolvimento do talento local, na transferência de conhecimento, na adopção de melhores práticas, garantindo às empresas portuguesas o acesso ao state of the art em tecnologia e conhecimento para gerirem riscos e pessoas. Além disso, a empresa vai também apostar em modelos de distribuição alternativos que, fazendo uso das mais recentes tecnologias e modelos de distribuição, façam com que mais empresas, e mesmo indivíduos, tenham acesso aos nossos produtos e soluções, explica Pedro Penalva. No que respeita aos temas que mais preocupam a empresa actualmente, o CEO da Aon refere os desafios que se perspectivam para as empresas portuguesas, e que passam pelo crescimento num quadro macroeconómico desafiante, a inovação, enquanto forma de garantir uma capacidade competitiva e uma diferenciação sustentável no mercado, a internacionalização e ainda o facto de vivermos num ambiente marcado pelo risco, pela incerteza e pela volatilidade, nas suas mais diversas formas. I.M. Diversificar a actividade para áreas menos tradicionais, por forma a apoiar os clientes nos desafios que hoje enfrentam é um dos grandes objectivos da Marsh, corretora que está em terceiro lugar no ranking das renumerações dos corretores e mediadores de resseguros do Instituto de Seguros de Portugal (ISP). Luís Gomes, director de Lisboa da Marsh Portugal, garantiu ao Diário Económico que o que motivou esta subida foi a tendência para o crescimento de novo negócio, A empresa tem apostado em grandes áreas de especialização, como é o caso da gestão de sinistros, risco de crédito e FINPRO. bem como a retenção de clientes na nossa carteira, que em 2013 esteve nos 92%. Outro factor a considerar para esta subida, disse ainda, foi a preocupação das empresas para implementarem uma gestão de riscos eficaz, o que se transmite na procura de outros ramos de seguros que não apenas os obrigatórios. De acordo com os dados do ISP, o valor das renumerações da Marsh subiram mais de 411 mil euros entre 2012 e 2013, o que significa um aumento de 4,71% no valor. A quota de mercado também subiu, ainda que ligeiramente, passando de 8,3% para 8,35% De acordo com o responsável, a principal estratégia da Marsh passa por ser uma empresa cada vez mais focada e atenta às necessidades dos nossos clientes, continuando a trabalhar para oferecer serviços e soluções inovadoras. Presente em mais de 100 países, Espanha, Reino Unido, Estados Unidos e Brasil são as geografias mais representativas na actividade internacional da Marsh. A multinacional faz parte do grupo Marsh & McLennan Companies. A forte presença mundial tem permitido à Marsh acompanhar e dar apoio aos seus clientes em áreas como a internacionalização, que tem riscos específicos e que se não forem bem geridos podem colocar em causa grandes investimentos, disse, em Julho, fonte oficial da Marsh ao Diário Económico. Esta é uma das áreas onde a corretora está mais atenta. Mas não só. A empresa tem também apostado em grandes áreas de especialização, como é o caso da gestão de sinistros, do risco de crédito e das áreas de finantial institutions & professional liabilies, conhecidas como FINPRO. Em 2013, e para fazer face á crise, a Marsh alargou o leque de serviços e produtos e reforçou a oferta em áreas grandes áreas de especialização. A corretora lançou ainda novidades na área do risco de crédito & político, e seguro de responsabilidade civil para administradores e financeiros ( directors & officers ), além de responsabilidade ambiental. I.M. com R.C.

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