A Inovação na Era Multipolar: a Tecnologia como Fator Estratégico para o Brasil 1

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1 A Inovação na Era Multipolar: a Tecnologia como Fator Estratégico para o Brasil 1 Giordano Bruno Antoniazzi Ronconi 2 RESUMO: O presente trabalho procurará visualizar a inserção do Brasil no processo de criação e gerenciamento de novas tecnologias. Uma vez introduzidas algumas noções históricas e teóricas sobre a criação, manutenção e difusão de tecnologia no Sistema Internacional, será criada uma imagem comparativa deste processo. Dessa forma, os EUA mostram-se com uma boa imagem quanto à capacidade e à necessidade da inovação tecnológica. Assim, será possível abordar a situação brasileira não somente em termos comparativos, mas também podendo analisar as capacidades que o país possui para criar uma complexa organização social que propicie o desenvolvimento de tecnologias produtivas e que esteja de acordo com as atuais estratégias e planos nacionais. PALAVRAS-CHAVE: inovação tecnológica; gerenciamento de conhecimento; sistema de inovações; economia da inovação; mudança de Sistema Internacional. 1. Introdução Ao ouvirmos palavras como inovação tecnológica ou difusão de conhecimento, embora elas sejam percebidas na economia e nas relações internacionais, surge uma grande dificuldade em contextualizar as relações e a importância que elas têm com o Estado e o Sistema Internacional. Todavia, a ideia de considerar a inovação como dada, exógena ou até mesmo aleatória no Sistema aparenta ser equivocada, afinal, não relacionamos os países detentores de grande poder com conhecimento tecnológico avançado durante toda a formação do sistema interestatal, até mesmo antes de seu surgimento? Esse tipo de questão torna-se mais complexa na medida em que inferimos que o atual sistema está em mudança. Contudo, seguindo algumas definições de Gilpin (1981), não conseguimos ainda definir ou prever que tipo de mudança será essa (de sistema, sistêmica ou de interação). Todavia, está claro, a partir da análise que se fará, de que a inovação é um fator fundamental para incitar mudanças no sistema. Também, será destacada a importância que ela tem para a inserção regional de um país, indicando assim sua importância no desenvolvimento econômico e político deste, ou seja, de que o aumento de poder pode advir na forma de inovação tecnológica e que isto tem implicações importantes no cenário internacional. 1 O autor agradece ao apoio de Bruna Jaeger, Guilherme Simionato e Willian Roberto pela revisão e discussão acerca do trabalho. 2 Graduando no curso de Relações Internacionais (UFRGS). Contato:

2 Este artigo tem como propósito analisar a ideia de inovação tecnológica no Sistema Internacional, tendo como hipótese de que é um fator estratégico para as relações internacionais e, portanto, indicador de poder e de mudanças no sistema. Para isto, o trabalho será dividido em três seções. A primeira parte procura fazer uma revisão bibliográfica e conceitual do assunto, para assim compreender sua inserção no contexto internacional. A segunda parte é um esforço imagético: visualiza-se a importância de uma base tecnológica para a formação da superpotência estadunidense e como as noções obtidas na primeira parte influem na construção de sua hegemonia. Por fim, na terceira parte é contemplada a posição atual do Brasil quanto ao assunto e analisa-se a importância da inovação para a integração regional sul-americana neste novo período internacional. 2. Abordando a Inovação Tecnológica no Sistema Internacional Como caráter introdutório, entenderemos a noção de inovação como resultado de várias invenções que causam uma mudança em uma tecnologia existente. Por sua vez, sua difusão deve ser vista como um processo de inovação relativa, pois é uma mudança na qual empresas/países aplicam em sua estrutura depois que outras já realizaram (Barbieri 1990). A inovação pode ser considerada radical quando surge um novo produto ou processo inédito (ex.: avião), enquanto a inovação incremental caracteriza um melhoramento do existente (ex.: jato), constituindo-se como o tipo mais comum de inovação. Pode-se então entender a inovação tecnológica como responsável pelo rompimento ou aperfeiçoamento das técnicas e/ou processos de produção. Afinal, o que é e para que serve a inovação tecnológica? À primeira vista, ela aparenta se situar de acordo com uma visão neoclássica, que é a de diminuir custos de produção e aumentar a produtividade de uma firma ao possibilitar a melhoria de um produto ou a criação de um novo mercado através de um novo produto. Todavia, continuando o raciocínio deste último ponto, percebemos que as consequências são muito maiores do que simplesmente a criação de mais uma estrutura mercadológica: criam-se novas formas de estrutura e de hierarquia de produção, assim como de relações sociais, decorrendo disso uma nova maneira de interação entre os atores (países, empresas, indivíduos). Schumpeter pode ser um bom autor para uma melhor visualização das mudanças estruturais, da destruição criativa que as inovações provocam no sistema econômico e do processo gerencial que ela implica. Contudo, sua fonte, Marx, se mostra como um autor que, de fato, capta a importância da inovação no sistema mundial, encaixando-a como essencial para o dinamismo capitalista (Rosenberg 2006).

3 As implicações do progresso técnico para Marx são muitas, mas iremos nos ater a alguns pontos importantes relacionados ao assunto. A propensão a inovar está subentendida na ideia de capital, caracterizando toda a lógica capitalista (Cipolla 2006). A inovação é fundamental não somente para manter uma taxa de lucro alta, ou pelo menos não decrescente, e continuar a circulação do capital por meio do aumento da produção; em outras palavras, ela é uma atividade econômica em si, ao garantir mais valor (de troca e de uso) no meio de produção de mais-valia, isto é, a maquinaria. Outro ponto é a inexistência do indivíduo na inovação. Assim como Darwin indicou que a evolução é um processo coletivo da natureza, a inovação é um processo coletivo da produção, a partir de várias invenções, que assim a direcionam (Marx 1996). Dessa forma, podemos entender que a composição do capital orgânico 3 e a organização social das invenções transformam o capitalismo um processo retroativo, dialético - entre as forças e as relações de produção - e, portanto, dinâmico. Esse processo implica algumas considerações sobre as relações criadas pela tecnologia. Não podemos ver a relação tecnologia/sociedade como determinista, pois esta relação não molda por si só, nem completamente, um sistema econômico. Assim, não podemos predizer o tipo de implicação que ocorrerá, visto que pode ser positiva ou negativa, bem como pode alterar uma parte, mas não a outra. Consequentemente, não devemos confundir medição com causação (Rosenberg 2006). Não obstante, é necessário perceber que decisões políticas moldam e influenciam a inovação. Devemos entender que a sociedade capitalista só se sustenta graças às constantes transformações das e nas formas de produção (Tigre 2006) e que a tecnologia - resultado de um esforço intelectual coletivo - incorporada na máquina e na estrutura organizacional, torna-se uma fonte principal da geração de riqueza (Filho s.d.). Afirmar isso implica também indicar que a exogenidade da inovação tecnológica presente na estrutura conceitual das várias teorias econômicas e de relações internacionais é um ponto a ser questionado. O surgimento de novas tecnologias é um componente da estrutura dinâmica mundial, uma vez que altera comportamentos e relações políticas intra e interestatais. Devemos discutir este ponto com o auxílio de Gilpin, pois este autor aborda a mudança, nas suas várias formas, no Sistema Internacional. Para ele, uma precondição para a mudança política é a disjunção entre o sistema social existente e a redistribuição de poder para os atores que ganhariam benefícios de uma mudança no sistema. Os tipos de mudanças podem ser de três tipos: mudança de sistema, na qual muda a natureza dos atores (cidade-estado, império, Estado nacional); sistêmica, na qual se 3 União entre capital variável (força de trabalho), capital constante (investimento) e mais-valia.

4 mudam as regras e/ou a hierarquia dos atores, alterando a governança 4 do sistema por meio de guerras hegemônicas ou por resoluções pacíficas entre os atores; e de interação, na qual o processo (ou as suas regras) político-econômico entre Estados é alterado, tornando-se mais como um presságio para os dois primeiros tipos de mudança (Gilpin 1981). Devemos nos atentar ao segundo tipo de mudança, que parece caracterizar o contexto atual, devido ao fato de o sistema estar apresentando momentos de instabilidade. Agora, após tal classificação, o seguinte questionamento deve ser feito: por que e como ocorrem mudanças no equilíbrio do Sistema Internacional? A pergunta já foi parcialmente respondida no parágrafo anterior: o sistema é alterado quando os Estados percebem que um ótimo (ou condições melhores) entre segurança e riqueza para sua população pode ser atingido por meio de uma mudança dentro da estrutura anárquica do sistema e que tal mudança resulta em um aumento de poder para estes. Incitar essa mudança vem de vários fatores 5, sendo alguns deles a situação econômica, as capacidades militares e as suas respectivas inovações. Dessa forma, o ambiente material econômico - cujos fatores tais como o sistema de comunicações e transporte 6, a tecnologia militar e a natureza de sua economia -, assim como a balança internacional de poder, criam incentivos ou desincentivos para um Estado promover mudanças no sistema (Gilpin 1981). A inovação tecnológica acaba se destacando como um dos principais fatores, pois no atual sistema capitalista de Estados nacionais ela está se desenvolvendo mais rápido que os outros supracitados. A interatividade entre inovação e difusão de conhecimento no Sistema Internacional mostra-se como um fatorchave para compreender as mudanças no sistema. Na medida em que um país mantém-se como inovador, ele passa a ser superior em vários setores, com destaque para dois: econômico e militar. O primeiro, por produzir bens com alto valor agregado e também por conseguir concentrar riqueza, dinamiza o centro capitalista. O segundo, por possuir capacidades estratégicas e militares superiores aos outros países, possibilita o domínio além de seu território. Todavia, os custos desta manutenção de superioridade aumentam gradativamente, fazendo com que outros (aqueles que absorveram as tecnologias a custos muito mais baixos que o país inovador e criaram suas bases produtivas a partir disso) despontem para desafiar sua posição. Outra abordagem é a de 4 Seria a legitimidade o direito de governar consentido pelos Estados devido à vitória da ultima guerra hegemônica ou por benefícios de segurança e de ordem econômica ou também por ideologias comuns. 5 Embora se compreenda na teoria realista de relações internacionais que fatores estruturais determinam o comportamento dos atores (e, dessa forma a estabilidade/instabilidade do sistema), devemos nos atentar ao fato de que estes fatores não predizem mudanças, mas as probabilizam. 6 É possível entender a difusão das Tecnologias de Informação e Comunicação como fundamento de um sistema produtivo em capital, pois elas geram economia de velocidade e, com isso, custos e produção são reduzidos (Tigre 2006).

5 que Estados mais preocupados com segurança doméstica inovam relativamente menos do que Estados mais preocupados com ameaças externas. A lógica se encontra no fato de que a tecnologia não é neutra e sim distributiva, criando desigualdades na sociedade e agravando a situação doméstica (barrando a entrada de novas tecnologias). As decisões políticas de segurança do governo decorrem do resultado da balança entre ameaças internas e ameaças externas (militares, econômicas ou até mesmo culturais), afetando, dessa forma, a inovação tecnológica do país (Taylor 2005). Indicar este último ponto mostra que, na medida pela qual avançamos nas implicações tecnológicas no Sistema Internacional, quando tratamos de inovação nas capacidades do Estado, a sua implicação com custos não é usual, nominal ou puramente econômica. Pelo contrário, trata-se mais de custos estratégicos 7, ou seja, de um país ficar para trás na corrida internacional, perdendo capacidades de resposta no sistema político e, portanto, diminuindo sua influência fora de suas fronteiras. Devido à sua dinamicidade, a inovação tecnológica torna-se um elemento volátil no Sistema Internacional: sua difusão - e posterior melhoramento por outro país - pode alterar as capacidades e estruturas sócio-políticas do Estado, alterando assim, o jogo de poder nas relações internacionais. Outro problema é a resistência frente a uma mudança tecnológica, onde tanto o conservadorismo da sociedade (Gilpin 1981), quanto os empresários/proprietários/servidores de tecnologias antigas (Taylor 2005) criarão formas de resistência à entrada de novas tecnologias. Entendendo a relação entre inovação, Estado e relações internacionais como um processo dinâmico, na medida em que surgem inovações radicais, ocorre uma quebra de paradigma tecnológico 8, assim como também abrem brechas para mudar o sistema. Devido a isso, para manter ou conseguir uma posição de destaque tecnológico, é necessário criar formas de gerenciar o conhecimento, criar bases institucionais para a inovação, ou seja, controlar e direcionar a trajetória da inovação. Dessa forma, uma abordagem e análise de um país por meio de Sistemas de Inovação (SI) permite uma contextualização de como ocorre a sua gestão (Tigre 2006). Entende-se por SI uma maneira de examinar a criação e o fluxo de tecnologia, bem como de descobrir como tais processos tomam forma, permitindo assim uma análise quanto ao relacionamento entre mudança tecnológica e crescimento econômico (Carlsson 1996). Portanto, ao referir-se a SI, este deve ser entendido 7 Não podemos afirmar que as inovações militares são do tipo demand-pull, ou seja, que novos armamentos surgem graças às forças de mercado. Olhando pela teoria do technology push, que os fatores do lado da oferta apresentam independência no curto prazo às mudanças de mercado, parece contemplar, mas não por completo, as inovações militares. Isso se deve ao fato de que a teoria vê no desenvolvimento de uma nova tecnologia a futura criação de um mercado (Tigre 2006). 8 Aqui, o paradigma pode ser entendido como um conjunto de implementos desenvolvidos e melhorados que ajudam a definir os caminhos da busca pela inovação.

6 como todo o conjunto de organizações cujas instituições interagem entre si, contribuindo assim com o desempenho inovativo do conjunto (Sbicca e Pelaez 2006). Analisando no sistema a área de Ciência e Tecnologia (C&T), podemos observar que, caso existirem condições para a constituição de uma base industrial de defesa, seria possível, assim, um país alcançar uma posição diferenciada no Sistema Internacional, além de poder auferir um domínio tecnológico além de suas fronteiras (Carpes 2007). Logo, chegamos a pontos definidores da inovação tecnológica para as relações internacionais. Primeiro, ela engendra a renovação do capitalismo e permite com que países caracterizados como líderes tecnológicos estejam no centro desta dinâmica. Todavia, como a difusão tecnológica é inevitável, tais países visam direcionar sua difusão de várias formas, através de acordos estratégicos 9 ou através da dependência tecnológica. Segundo, a inovação cria tecnologias que não são neutras, mas distributivas em várias formas e setores. Logo, ela altera a distribuição de poder tanto dentro de uma sociedade quanto entre os Estados. Uma possível decorrência desta dinâmica é a guerra hegemônica e a consequente mudança no sistema. Terceiro, a inovação pode ser controlada e seu direcionamento é essencial para construir uma base tecnológica. Isso pode ser analisado através da ideia dos sistemas nacionais de inovação. Quarto, o domínio das capacidades de inovar é um fator-chave para desenvolver uma indústria de defesa própria. Entendendo sua importância, devemos partir para o próximo passo, isto é, captar esta discussão teórica na formação da hegemonia estadunidense. 3. A formação do complexo industrial-militar-acadêmico dos EUA Para entender a composição do atual sistema inovativo dos Estados Unidos e a sua relação com a emergência multipolar atual, devemos primeiramente observar criação deste sistema, no começo de sua ascensão como grande potência. O país já investia na construção de universidades públicas no século XIX, sendo que neste período estava ocorrendo uma mudança quanto ao papel da universidade, que trataria de ser uma base técnica de conhecimento (logo, uma política de aumento de produtividade no país) e não de bacharelismos fúteis para a elite, como acontecia na Europa no mesmo período (Rosenberg 2006). Ter como base universidades em todo seu território será fundamental para a construção de um sistema de inovação no próximo século, mais precisamente a partir da II Guerra Mundial. 9 Está ideia será melhor desenvolvida na próxima parte, visto que a difusão pode beneficiar ambas partes de formas diferentes.

7 De acordo com Medeiros (2005), até o final da década de 1930, a inovação era basicamente difundida para os EUA e qualquer esforço interno de P&D no país eram centros de pesquisa das Forças Armadas. Somente a partir da II Guerra Mundial, com o surgimento do Comitê de Pesquisa de Defesa Nacional (NDRC), que começam esforços conjuntos entre universidades, laboratórios industriais e militares e que propiciam importantes inovações na concorrência armamentista contra a Alemanha. O Projeto Manhattan e a construção do avião B-29 são exemplos deste esforço e se mostram, em conjunto, essenciais para trazer a bomba atômica e alterar cálculos políticos de poder no contexto internacional. Todavia, mais importante para este estudo foi o fato de a doutrina militar estadunidense ser alterada durante a II Guerra e, por conseguinte, afetado os rumos da inovação tecnológica no país. Surgia entre militares a concepção de que ganhar guerras era devido à superioridade tecnológica de um país e que, para isso, era necessário direcionar a inovação em conjunto com todos os atores institucionais deste processo (Medeiros 2005). Cria-se assim uma grande motivação (segurança nacional dependendo da posição do país na corrida armamentista-tecnológica) para os formuladores de política externa, fazendo com que recursos sejam facilmente aprovados aos setores de pesquisa de desenvolvimento. Assim surge o sistema de inovação estadunidense, ou complexo militar-industrial, como o presidente Dwight D. Eisenhower o denominou em seu último discurso na Casa Branca (Eisenhower 1961) e que mais tarde foi reconhecido como um complexo militar-industrial-acadêmico (MIA) por envolver todo o centro de pesquisa e desenvolvimento do país em objetivos específicos de segurança nacional. Dominar o processo de inovação, canalizando todas as forças sociais disponíveis, e direcioná-lo de acordo com os objetivos estratégicos do Departamento de Defesa (DOD) acelerou o surgimento de inovações militares radicais. Novamente, Medeiros aborda este processo e indica a importância das parcerias dos laboratórios universitários, centros da pesquisa científica, com o governo: Indústrias fornecedoras de armas como a Lockheed, General Electric, Boeing, General Dynamics, AT&T destacaram-se entre as maiores, do mesmo modo o MIT, a Universidade da Califórnia, Stanford, Harvard e Columbia foram os principais institutos que depois da guerra fizeram a tecnologia americana. (Medeiros 2005, 233) O autor mostra como o processo institucional foi essencial para transformar o sistema de inovações estadunidense em algo interdependente, mas sem um controle direto do DOD. Para isso, agências subordinadas ao departamento, sendo a principal a Agência de Projetos de Pesquisa Avançados (ARPA), que depois será chamada de DARPA, se transformaram em atores institucionais de grande importância na função de liderar a criação de novas tecnologias. Os resultados tecnológicos serão de extrema importância estratégica para a

8 manutenção da hegemonia estadunidense na Guerra Fria. Por isso, serão enfatizados quatro destes: os projetos SAGE e ATLAS, a rede ARPANET e a Missão Tizard. O Projeto Sage (Semiautomatic Ground Control Environment) representou um exemplo clássico de trabalho conjunto entre universidade (MIT) e o governo federal. De acordo com Hughes (1998), foi a partir deste projeto em que computadores foram vistos não mais como calculadoras aritméticas, mas como centros de controle automáticos para um processo militar complexo. Em linhas gerais, este projeto tinha como objetivo a defesa territorial do país frente a ataques nucleares da União Soviética, por meio da substituição de radares de detecção manual por automática. Já a partir dos anos 1950 o computador torna-se uma arma fundamental e uma rede interdependente entre laboratórios estatais, universidades e laboratórios do setor privado é criada (Medeiros 2005). O projeto de mísseis balísticos intercontinentais ATLAS, desenvolvido também a partir dos anos 1950, foi fundamental para a correlação de forças na Guerra Fria. Começado em 1954, ele se tornou uma forma de manual, devido a sua grande estrutura e complexidade gerencial, assim como também vários erros foram resolvidos e incorporados para futuros projetos militares-civis, em razão de ocorrerem diversos problemas gerenciais (tomadas de decisão) e administrativo-burocráticos (hierarquias entre os grupos). A complexidade existente neste grande projeto mostra como algumas áreas, como a de mísseis, necessita de um forte relacionamento entre todas as partes do sistema de inovação para que ocorra progresso no projeto. Outro fator importante do ATLAS é o fortalecimento do conceito de engenharia de sistemas, ou seja, da coordenação logística de sistemas complexos interdisciplinares e do gerenciamento das diversas operações que ocorrem no processo (Hughes 1998). O projeto do ARPANET pode ser resumido da seguinte forma: Uma rede de computadores era uma nova ideia sobre como usar computadores. Uma ideia originada da concorrência armamentista e voltada para ampliar os mecanismos de controle de informações. De fato, a ideia original veio da RAND Corporation, visando à montagem de uma rede de comunicações que poderia sobreviver a um ataque nuclear e viabilizar um contra-ataque de mísseis. Para este objetivo, o sistema deveria ser descentralizado e não hierárquico. (Medeiros 2005, pg. 238) O que deu origem à internet que conhecemos, o projeto ARPANET, iniciado em 1969, mostra-se como uma nova abordagem de organização militar e, como o projeto ATLAS e SAGE, reforçou a relação entre universidade e a instituição governamental, visto que os pontos de comunicação da rede ARPANET se situavam ou em laboratórios acadêmicos ou em bases militares.

9 Por fim, cabe ainda perceber a importância da difusão de tecnologia e o aproveitamento dela em seu sistema de inovação usando como exemplo os projetos de radares. Em termos bastante simplistas, o radar é uma forma de obter conhecimento, ou seja, de medir quantidades, posições e ações de cada unidade no campo (IEEE Global History Network 2008). A Grã-Bretanha possuía no começo do século XX o conhecimento avançado quando se tratava de radares (pioneiros na produção de micro-ondas) e com eles ganhou batalhas contra a Alemanha na II Guerra Mundial, tendo então um forte impacto nos resultados finais para o lado vitorioso. Todavia, para desenvolver sistemas de radares mais complexos (o magnetron, uma válvula eletrônica responsável pela geração de energia micro-ondas), a Grã-Bretanha necessitava de dinheiro, tempo e engenharia - recursos que não possuía. Por isso, em 1940, a missão britânica Tizard oficializou a transferência de tecnologia britânica para os estadunidenses em troca de cooperação científica durante a Guerra (Goebel 2013). Incorporando essa nova e importante tecnologia em seu sistema de inovação, os laboratórios estadunidenses a melhoraram no pós-segunda Guerra e os EUA se transformou no líder desta importante ferramenta estratégica durante a Guerra Fria. Existe também uma grande importância na difusão comercial que estes projetos viabilizaram as empresas. As que trabalharam no complexo adquiriram capacidades organizacionais específicas, que foram incorporadas na estrutura da empresa. Dessa forma, é empiricamente comprovado que tal processo de aprendizagem organizacional constrói as capacidades de conhecimento (técnico, funcional e gerencial) de uma empresa, transformando-a em um grande polo tecnológico internacional (Chandler Jr. 2002). Empresas como a IBM e AT&T são exemplos disso. A firma acumula capital devido aos conhecimentos e às suas competências previamente adquiridas, fazendo com que a história conte no processo (Tigre 2006). Todos estes projetos militares e crescimentos de firmas possibilitarem a hegemonia estadunidense na Guerra Fria. Atualmente, projetos hipersônicos são o cerne de pesquisa do complexo MIA estadunidense. Alcançar a velocidade hipersônica é alcançar uma velocidade acima de Mach 5, ou seja, acima de km/h. Em termos gerais, a obtenção desta tecnologia permite a aplicação de um ataque, oriundo do território estadunidense, em questão de minutos, e está vinculada com o Projeto FALCON (Force Application and Launch from Continental United States) que é visto como uma das principais iniciativas da DARPA de obter a velocidade hipersônica em aeronaves (Air-Attack s.d.). Aumentando eficiência no transporte e na comunicação, a inovação tecnológica

10 permite aumentar os ganhos no caso de uma decisão de alterar o Sistema Internacional 10 (Gilpin 1981). Todavia, projetos deste tipo de tecnologia já estão em andamento há mais de 30 anos e nenhum resultado significativo surgiu até então. A falta de resultados produtivos tanto nesta como em outras tecnologias (por exemplo, na nova geração de aviões, o F-35 estadunidense possui um dos custos de produção mais altos, se comparado com os outros países) aponta para o descrédito dos projetos de uso militar na nova configuração de poder. Além disso, a exploração de novas fontes de energia (fusão nuclear ou fóssil envolvendo liquefação e gaseificação) e o desenvolvimento do setor eletrônico na corrida dos supercomputadores 11 terão altos custos de P&D e aumentarão a incerteza de investir nesse setor estadunidense, fazendo com que os setores comerciais de P&D adquiram maior importância (Rosenberg 2006). Ao contextualizarmos estes projetos e as consequências destes no processo histórico, percebemos sua influência no Sistema Internacional e na posição de liderança tecnológica que os Estados Unidos obtiveram. Entretanto, os objetivos militares estadunidenses (possuir uma capacidade de ataque imediata de armas convencionais e nucleares em qualquer parte do globo e resistir a qualquer tipo de ataque) ainda não se realizaram por completo. Logo, o declínio relativo da liderança estadunidense inferido tanto na crise dos anos 1970 quanto na de 2008 aparenta estar presente também no setor tecnológico, onde o destaque singular do país nas várias fronteiras tecnológicas deixa de existir (Rosenberg 2006). Para corroborar com a hipótese de declínio relativo da liderança tecnológica, Medeiros aponta a inversão dos principais setores no gerenciamento das inovações. Com o advento de novos competidores tecnológicos na área de eletrônicos e também devido à difusão de tecnologias nos anos 1970, os custos de inovar no setor militar aumentaram. Procurando reduzir custos de novas armas, as novas políticas industriais se voltavam à aceleração da transição de tecnologia de uso militar para uso civil e o encaminhamento da pesquisa comercial para projetos militares 12 (Medeiros 2005). Embora haja incerteza no rumo dos EUA quanto à manutenção da liderança tecnológica (Rosenberg 2006), podem-se tirar várias noções quanto à importância de um sistema nacional de inovações bem 10 Cabe perceber aqui as possibilidades dos EUA de mudança de sistema (um novo tipo de império, de caráter regional), no sistema (uma nova guerra hegemônica ou até mesmo um novo acordo de governança para o século XXI) e também de interação, visto o caráter dual (dominação e autogoverno) que este país possui (Mantovani 2006). 11 A competitividade e a inovação nesse setor é tão alta que já existe há algumas décadas a chamada lei (que na verdade é uma observação de um engenheiro nos anos 60) de Moore: o número de transistores dos chips teria um aumento de 60%, pelo mesmo custo, a cada período de 18 meses. Todavia, essa observação/lei pode estar chegando ao fim, devido aos crescentes custos de produção mencionados. 12 Como mencionado na nota de rodapé 7, essa era uma abordagem demand-pull

11 estruturado, com objetivos fixos e com um apoio governamental forte. Tais fatores conduziram ao fortalecimento de uma indústria de defesa capaz de garantir a vitória dos EUA na Guerra Fria. Outro ponto é perceber a importância das inovações militares tanto no cotidiano quanto no Sistema Internacional: é graças ao radar que temos um micro-ondas para esquentar comida enquanto também é graças a ele que guerras podem ser travadas sem necessidade de visualizar a olho nu o inimigo. Por fim, ao analisar uma parte do sistema de inovação estadunidense, podemos depreender as formas de que a nova transição tecnológica se dará assim como também inferir um relativo declínio da potência no cenário mundial, implicando um crescente desequilíbrio no sistema. No decorrer deste processo, devemos nos atentar à posição do Brasil na questão inovação, visto sua importância, nesta seção, de inserção internacional para um país. 4. Inserção do Brasil na relação inovação tecnológica e integração regional Após uma contextualização teórica e conceitual, assim como uma visão geral da geração de inovações pela grande potência atual, devemos analisar o caso brasileiro no cenário atual das inovações tecnológicas, mantendo essas concepções como pano de fundo. Para isso, um panorama histórico e institucional geral da formação do sistema de inovações brasileiro facilitará uma compreensão da importância do gerenciamento e produção de conhecimento tanto no país quanto para a região sul-americana atualmente. Devemos nos atentar para a criação do Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq) e a agência Financiadora de Projetos (FINEP) como marco da tentativa de redução da dependência tecnológica brasileira (Lima e Barreto s.d.). O CNPq, que possuía como objetivos o estudo da energia nuclear e a produção de ciências exatas, acabou perdendo importância durante os planos industrializantes do presidente Kubitschek devido tanto a pressões estadunidenses quanto à diminuição de seu orçamento. Todavia, o CNPq retomou sua importância institucional em todo o período dos Planos Nacionais de Desenvolvimento (1972/85), pois passava a realizar ações governamentais na área da C&T e, com o auxílio da FINEP e outros fundos, procurava manter, mesmo que a nível considerado baixo, uma base tecnológica para o país. Cabe mencionar que no governo Collor e Itamar, a importância de uma política tecnológica diminui, pois havia um foco maior na política industrial voltada para o comércio exterior (Lima e Barreto s.d.). Isso terá um forte impacto no comportamento das empresas atualmente e será discutido mais adiante.

12 No começo do século XXI, o Brasil desenvolve significativamente seu sistema de inovação, aperfeiçoando suas instituições, financiando a inovação por vários meios e garantindo apoio por meio de leis específicas. O notável avanço inovativo das instituições brasileiras (como, por exemplo, a crescente importância inovadora e institucional da FIOCRUZ referente à saúde pública) torna-se um pilar importante para um sistema de inovações bem estruturado. Percebe-se também, um aumento no dispêndio total em C&T, chegando em 1,62% em relação ao PIB, maior valor registrado desde o começo durante os últimos dez anos (Ministério da Ciência e Tecnologia 2010). Todavia, ao analisar a participação das empresas privadas e públicas neste percentual, percebe-se que as empresas privadas se comportaram de modo individual no momento de realizar inovações, partindo de fontes próprias de pesquisa, havendo com que haja pouca participação com as universidades, principais fontes de informação. Já as empresas estatais possuem uma maior cooperação com as universidades e apresentam taxas de inovação superiores das privadas (Leis, Bassi e da Silva s.d.). Dessa forma, destaca-se um grande desafio para o Brasil, que é o de aumentar o investimento privado e reduzir tanto o ambiente de incerteza, quanto a ideia, já difundida desde a década de 1990, de inovação exógena, automática e sem auxílios governamentais 13 (Cruz 2010). A Lei da Inovação também é fundamental na formação do sistema de inovação brasileiro, pois esta criou um ambiente fiscal favorável 14, uma socialização de riscos da inovação e favoreceu a interação públicoprivada ao fazer com que o Estado tenha um poder de compra significativo nas empresas beneficiadas (da Silva 2010). A Lei da Informática também deve ser mencionada, pois esta concede incentivos a empresas produtoras de hardware e seu gasto tributário é de aproximadamente R$ 3,5 bilhões para 2010 (Tribunal de Contas da União 2010). Tais leis têm promovido o crescimento das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) no Brasil, se tornando um dos principais setores de investimento em P&D do país (Secretaria do Estado de Ciência, Tecnologia e Informação 2013). As TIC também estão se transformando em um novo paradigma de produção quando se trata de gestão de inovações, pois é possível obter economias de escala ao explorar os efeitos de rede característicos dessa tecnologia. Cabe ainda mencionar que algumas leis se mostram mais como obstáculo do que como facilitador: a Lei das Patentes reconhece patentes de medicamentos estrangeiros, tornando então impraticável uma fonte de inovação conhecida como engenharia reversa (Tigre 2006). 13 Ao observarmos o relatório de fundos setoriais da FINEP, percebemos que os valores de apoio a projetos de interação Universidade-Empresa e apoio à inovação em 2010 são em torno de 2 bilhões de reais (FINEP 2010). 14 A Lei do Bem (11.196/2005) também deve ser relacionada e entendida como uma forma de incentivos fiscais às pessoas jurídicas que realizem pesquisa tecnológica e/ou desenvolvimento de alguma inovação tecnológica.

13 Cabe ainda perceber que as empresas brasileiras de grande importância (Embraer, Petrobras e Embrapa) pesam bastante no percentual P&D/PIB e na questão de inovação tecnológica. Para não nos aprofundarmos muito, vamos somente observar que números como os US$ 580 milhões de investimento total da Embraer 15 (Embraer 2013), os investimentos anuais acima de um bilhão de dólares no setor de P&D da Petrobras (Rocha 2011) e o aumento de um bilhão, totalizando cerca de 5 bilhões de reais em investimentos totais feitos pela Embrapa em 2011 (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento 2011), mostram que tais empresas estão aumentando sua importância no sistema de inovação brasileiro. Alguns indicadores, como artigos científicos, doutores titulados e patentes também auxiliam a ideia da crescente posição brasileira atualmente. Os dois primeiros indicadores permitem uma generalização do panorama acadêmico enquanto o terceiro permite uma noção sobre a atual competitividade brasileira internacionalmente (Cruz 2010). A quantidade de artigos científicos do Brasil triplicou nos últimos anos, enquanto a média anual de crescimento de doutores formados é em torno de 11% 16, representando 10 mil doutores por ano (Indicador Brasil 2011). Já a situação da capacidade inovadora das empresas, visualizada de forma geral pelo número de patentes, é a menos favorável, pois em 2012, mesmo com o país obtendo o número recorde de 210 patentes reconhecidas nos Estados Unidos, sua variação bianual foi algo em torno de 0,03% (U.S. Patent and Trademark Office 2012). Frente a esta situação é que podemos caracterizar as iniciativas do governo Dilma, com o Plano Brasil Maior. Deste plano, destacam-se algumas metas até 2014: ampliar o investimento fixo, elevar o dispêndio empresarial em P&D em porcentagem do PIB 17 e aumentar a porcentagem de indústrias intensivas em conhecimento. Uma das bases deste plano será a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (Brasil Maior s.d.), fazendo entender que um dos maiores planos atuais de política industrial e setorial tem como núcleo direcionar suas forças à inovação tecnológica e, com isso, ao crescimento e desenvolvimento do país. Desse modo, é possível reconhecer o Plano Brasil Maior como uma forma de solucionar (ou, pelo menos reduzir) as lacunas institucionais do sistema de inovação (Aguiar 2012). 15 Destes valores, 400 milhões estão somente relacionados com P&D (Embraer 2013). Também cabe salientar o fato de que no setor das aeronaves, os gastos brasileiros em P&D são iguais às médias dos países da OCDE (Tigre 2006). 16 As mesmas taxas para a China são 40%, para a Índia 8,5%, para o Japão 6,2%, para os Estados Unidos 2,5% e para a Alemanha 0% (Indicador Brasil 2011) 17 Também está presente nas metas da Política de Desenvolvimento Produtivo (Ministério do Desenvolvimento, Industria e Comércio Exterior 2010).

14 Até então, percebemos que nos últimos anos o Brasil esta adquirindo formas de capacidades de gerenciamento e de fortalecimento (econômico, político e legal) do conhecimento tecnológico e, consequentemente, da inovação. Devemos agora dar mais um passo e situar o que foi observado até agora com o que foi mencionado sobre os Estados Unidos no panorama internacional. Concomitantemente à inovação tecnológica, o país desenvolve capacidades de defesa próprias e com isso aumenta sua influência tanto regional quanto internacionalmente: tal fato está sendo visto com o aumento anual no dispêndio em P&D na Defesa (Leis, Bassi e da Silva s.d.) e do aumento de projetos militares. No caso da produção de foguetes, o Brasil anda realizando diversos acordos relacionados com a difusão de tecnologia 18 e a Agência Espacial Brasileira, vinculada ao MCTI, está promovendo cada vez mais iniciativas nesse setor por meio da Missão Espacial Completa Brasileira. Essa missão está atualmente oferecendo os recursos, humanos e econômicos, necessários para dominar os cinco pontos que formam uma potência espacial: desenvolver satélites e lançadores, ter centro de lançamento, enviar um artefato para o espaço que volte para a terra e executar um voo espacial tripulado (Caliari 2013). Outro ponto é o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), cuja compra anda atualmente sendo negociada. Sua importância é vital para os interesses de segurança e defesa e propicia um desenvolvimento das tecnologias de informação, discutidas nos parágrafos seguintes. Possuir o SDCG implica o aumento da comunicação institucional, o aumento da banda larga e a absorção e transferência de tecnologia para o setor aeroespacial brasileiro. A complexidade destes projetos acaba por englobar diversos laboratórios de pesquisa, instituições públicas (militar, técnicas e/ou acadêmicas) e empresas (prime contractors), incluindo neste caso a recém-criada estatal Visiona, operada pela Telebrás e pelo Ministério da Defesa (Caliari 2013), fazendo com que se criem raízes para um complexo MIA brasileiro. Assim, os avanços e as dificuldades que o programa espacial brasileiro possui ilustram bem um dos fatores do sistema de inovação brasileiro. Todavia, percebe-se que dentro deste sistema, com o surgimento um complexo MIA, criam-se os princípios para a consolidação da Base Industrial de Defesa (BID). A criação de um parque industrial de defesa que incorpore as inovações internas acaba se tornando um fator atrativo para a integração regional, não por esta lógica derivar diretamente de teorias econômicas de integração, mas também 18 Destaca-se o joint-venture com a Ucrânia, que, segundo fontes, é um atalho proposto no governo Lula para alcançar o conhecimento técnico necessário para a independência no campo de criação de foguetes e satélites espaciais. Há também acordos com a Alemanha e, principalmente, com a China. (Retrato do Brasil 2013).

15 pelo caráter político que possui, pois cristaliza os objetivos já formulados na criação da União de Nações Sul- Americanas (UNASUR 2008). Além disso, deve-se dar importância às novas tecnologias na qual o Brasil anda se destacando regional e internacionalmente e sua importância para o processo de integração. Refiro-me às tecnologias sociais e da informação e comunicação (TIC). As tecnologias sociais são um conjunto de técnicas desenvolvidas e/ou aplicadas na interação com a população e que tenham impacto no desenvolvimento e na qualidade de vida delas (Instituto de Tecnologia Social 2004). Atualmente, ao investir em tecnologias sociais a partir do Instituto de Tecnologia Social e pela Fundação Banco do Brasil 19, o Brasil se distingue dos outros países, pois projeta uma imagem de exemplo de Estado democrático em processo de inclusão e desenvolvimento social. No contexto de integração regional, isso legitima a posição do país como um líder por consentimento, pois seu exemplo passa a ser emulado na região. As TIC se apresentam como força-motriz da institucionalização da UNASUL, pois consolidam os objetivos de integração (como os de segurança e defesa) na região, ao aumentar a esfera de cooperação dos países por meio do compartilhamento de dados 20 (Cepik e Arturi 2011). Conclui-se que o crescimento e o investimento das atividades de ciência e tecnologia no Brasil aumentam anualmente, estruturando um diversificado sistema de inovação. Dentro deste sistema, percebemos falhas estruturais, de caráter histórico, que ainda devem ser tratadas. Contudo, também vemos uma organização de um profundo complexo militar-industrial-acadêmico. Assim, percebe-se que destas iniciativas o Brasil acaba se configurando em um ator de grande peso regional transformando-o no principal articulador da integração regional. Por trás deste processo de integração está a crescente base tecnológica e produtiva, incentivada por uma rede de instituições de vários setores. Mesmo devido à incapacidade de predizermos o futuro, na medida em que incorporamos mais fatos 21, o rumo que o Brasil toma começa a ficar mais nítido. 19 Exemplos atuais são o sistema de Cisternas de Placas Pré-Moldadas, que oferece água limpa às regiões semiáridas brasileiras; o BB Educar, um novo processo de alfabetização em salas de aula; e também os investimentos nas cadeias produtivas do setor de alimentos, que está correlacionado com o programa Fome Zero (Pena e Mello 2004). 20 Conforme Arturi & Cepik (2011), um ótimo exemplo desta ideia é o Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM), que possui uma grande capacidade operacional tanto nacional quanto regional. 21 Sendo um dos mais recentes a criação da Empresa Brasileira para a Pesquisa Industrial e Inovação (EMBRAPII), uma instituição que tem como objetivo fomentar a pesquisa e inovação tecnológica, por meio da cooperação entre instituições e empresas nacionais (Imprensa do Planalto 2013).

16 5. Conclusões SEMINÁRIO BRASILEIRO DE ESTUDOS ESTRATÉGICOS INTERNACIONAIS A inovação está presente durante toda a história da humanidade, sendo acelerada com o capitalismo, se tornando a sua peça central. Nas relações internacionais, ela se torna fundamental para entender mudanças no Sistema Internacional e garante, explícita ou implicitamente, um aumento de capacidades - poder - entre os atores. Igualmente, devido a retornos decrescentes e aumentos de custos, um país antes líder tecnológico acaba perdendo suas capacidades inovadoras, enquanto os países periféricos absorvem estas, por meio da difusão tecnológica. Dessa forma, o gerenciamento da inovação e a gestão do conhecimento tornam-se peças fundamentais para um país aumentar sua base inovadora e produtiva. A complexidade deste processo acaba sendo visualizada pela ideia de sistemas de inovação, uma organização institucional entre os diferentes atores dentro do Estado. Como visto pelo processo histórico, possuir dentro deste sistema um complexo industrial-militaracadêmico indica as pretensões de um país aumentar e catalisar suas capacidades no Sistema Internacional. Na medida em que surgem, de forma crescente, ameaças externas de segurança a um país, este assume decisões políticas de inovar internamente. Isso se torna um fator fundamental para a conjuntura atual dos processos de integração, onde a forma de mudança ainda não podemos dizer se é sistêmica ou de sistema, mas percebemos que está afetando a configuração de poder, abrindo espaço para a periferia. No caso do Brasil, seu desenvolvimento econômico, social e político favorece a consolidação de um sistema de inovação nacional. Várias das iniciativas do país levam à consolidação do projeto de uma base industrial de defesa forte, que têm como implicações políticas e econômicas uma maior integração dos países da região sul-americana. Dessa forma, essa tendência de integração regional graças a uma base de inovação tecnológica é uma possibilidade futura. Contudo, a incerteza sobre a mudança e a complexidade no Sistema Internacional dificultam uma constatação clara de tal processo. Principalmente, dificuldades internas de alguns setores políticos e sociais podem alterar as projeções feitas. Todavia, a realidade nos permite inferir que hoje nós temos condição, de fato, de dar a importância à questão da inovação necessária ao nosso país (Rouseff 2013).

17 6. Referências SEMINÁRIO BRASILEIRO DE ESTUDOS ESTRATÉGICOS INTERNACIONAIS Aguiar, Thais Dalla Colleta de. A relação entre reformas institucionais e inovação tecnológica no desenvolvimento econômico. Porto Alegre: UFRGS, Air-Attack. USAF/DARPA FALCON Pogram. s.d. Program.html (acesso em 2013 de abril de 10). Barbieri, José Carlos. Produção e Transferência de Tecnologia. São Paulo: Editora ótica, Brasil Maior. s.d. (acesso em 20 de Março de 2013). Caliari, Tânia. O plano mudou. Retrato do Brasil, 2013: Carlsson, Bo. Technological Systems and Economic Perfomance. Em The Handbook of Industrial Innovation, por Mark DOGSON e Roy ROTHWELL, Brookfield: Edward Elgar Publishing Company, Carpes, Mariana Montez. A política nuclear brasileira no contexto das relações internacionais contemporâneas: domínio tecnológico como estratégia de inserção internacional. Rio de Janeiro, 8 de março de Cepik, Marco, e Carlos Schmidt Arturi. Tecnologias de Informação e Integração Regional: Desafios Institucionais para a Cooperação Sul-Americana na Área de Segurança. Revista de Ciências Socias, 2011: Chandler Jr., Alfred D. O século eletrônico. Rio de Janeiro: Elsevier, Cipolla, Francisco Paulo. A inovação na teoria de Marx. Em Economia da Inovação Tecnológica, por Victor Pelaez e Tamás Szmrecányi, São Paulo: Editora Hucitec, Cruz, Carlos Henrique de Brito. Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil: desafios para o período 2011 a Interesse Nacional, da Silva, Luciana Souza. Inovação tecnológica e globalização. As relações entre políticas públicas e desenvolvimento nacional. XIX Encontro Nacional do CONPEDI, junho de 2010: Eisenhower, Dwight D. President Eisenhower On The Military-Industrial Complex. 17 de Janeiro de (acesso em 10 de abril de 2013). Embraer. APRESENTAÇÃO INSTITUCIONAL RI - MARÇO Embraer. março de = (acesso em 10 de abril de 2013).

18 Filho, Ricardo Schmidt. Trabalho intelectual, Inovação, Ciência e Tecnologia e Mudança Técnica em Marx: novas questões em uma "velha" teoria. s.d. FINEP. Informações sobre a Demanda. Sistema Integrado de Gestão de Ciência, Tecnologia e Inovação (acesso em 2013 de abril de 11). Gilpin, Robert. War and Chage in World Politics. Cambridge: Cambridge University Press, Goebel, Greg. [3.0] Microwave Radar & The MIT Rad Lab. 1 de fevereiro de (acesso em 10 de abril de 2013). Hughes, Thomas P. Rescuing Prometheus. Nova Iorque: Vintage, IEEE Global History Network. 8 de setembro de (acesso em 9 de abril de 2013). Imprensa do Planalto. Dilma Rousseff anuncia modelo da Empresa Brasileira para Pesquisa e Inovação Industrial. Presidência da República Federativa do Brasil. 14 de abril de (acesso em 4 de abril de 2013). Indicador Brasil. Brasil forma 10 mil doutores por ano. 16 de junho de (acesso em 10 de abril de 2013). Instituto de Tecnologia Social. Reflexões sobre a construção do conceito de tecnologia social. Em Tecnologia Social: uma estratégia para o desenvolvimento, Rio de Janeiro, Leis, Fabiana, Nadia S. Schmidt Bassi, e Cristian Luiz da Silva. Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil: o Resultado da Cooperação nas Empresas Privadas e Estatais a partir de s.d. Lima, Márcio de Araújo, e Ricardo Candéa Sá Barreto. A inovação tecnológica no Brasil na última década do século XX. s.d. Mantovani, Maria da Graça Hahn. Tribunal sul-americano : concepção cibernética de integração. Porto Alegre, março de Marx, Karl. O Capital (Tomo 2). São Paulo: Editora Nova Cultura, Medeiros, Carlos Aguiar. O Desenvolvimento Tecnológico Americano no Pós-Guerra como um Empreendimento Militar. Em O Poder Americano, por José Luís FIORI, Petrópolis: Editora Vozes, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Balanço Patrimonial dos Exercícios Findos em 31 de dezembro e 2011 e

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