POLICIA E POLICIA POLrrICA NO RIO DE JANEIRO DOS AmOS 1920

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "POLICIA E POLICIA POLrrICA NO RIO DE JANEIRO DOS AmOS 1920"

Transcrição

1 n ~ ~-- '11IIII: REVIS!A DOARQUIVOPUBUCODOESTAnODOroo DEJANEmO POLICIA E POLICIA POLrrICA NO RIO DE JANEIRO DOS AmOS 1920 Marcos Jjuiz Bretas Professor Doutor em Historia da Universidade Federal do Rio de Janeiro1 A polfcia polftica sempre foi urn tema que despertou grande interesse. Este tipo de assunto atrai aten~iio imediata, mas freqilentemente apresentou fortes obsh1culos it pesquisa. Existe uma vasta prodw;iio a respeito de algumas polfcias polfticas mas, ao mesmo tempo e por razoes 6bvias, pouco se sabe sobre como estes sistemas funcionam, alem dos lugares comuns dos romances de espionagem. A expansiio dos sistemas de policiamento polftico - especialmente daqueles que se espraiaram pelo Estado e pela sociedade - po de ter consequencias importantes para grupos sociais diversos, que podem ser divididos entre aqueles que exercem a tarefa de policiar, os policiados, e a maior parte da popula~iio, que e afetada ainda que nao esteja diretamente envolvida na questao. Para 0 Brasil dos anos 1920 niio existem muitas fontes impressas sobre 0 tema, e os arquivos - ao menos 0 que restou deles -come~am agora a ser abertos ao publico. 2 Este artigo se baseia em muito poucas fontes documentais, e tentara abordar duas questoes que parecem basicas e podem se beneficiar de novas evidencias: a rela~iio entre 0 policiamento polftico organizado e os levantes militares dos an os 1920, e a rela~iio entre policiamento polftico e urn dos grupos mais diretamente afetados por sua emergencia: a polfcia tout court. As revoltas militares dos anos 1920 provocaram uma certa inversao no desenvolvimento da polfcia polftica no Brasil, quando comparada com outros paises. Na maioria dos casos foi urn sistema de controle de membros da elite na oposi~iio que foi transferido para vigiar as organiza~oes de trabalhadores. No Brasil, a vigihincia do movimento operario era anterior it organiza~iio formal da polfcia polftica, que teve de esperar 0 surgimento de urn grupo da elite capaz de amea~ar - ou parecer amea~ar - 0 controle do Estado. Niio demorou muito para que esta polfcia fosse empregada tambem contra 0 crescente medo do comunismo e contra o movimento operario. A organiza~iio de uma polfcia polftica pode ser inc1uida na redefini~iio do papel do Estado que come~a a ocorrer a partir da primeira guerra, e as primeiras medidas nesta dire~ao ja vinham sendo tomadas, mas foram as revoltas militares que forneceram 0 contexto apropriado para 0 crescimento do novo departamento. A emergencia hist6rica das polfcias polfticas ocorreu tanto dentro como fora dos departamentos policiais formais. A existencia de rivalidades entre as duas institui~oes e c1aramente percebida quando a polica polftica emergiu fora da polfcia oficial. A rivalidade e apresentada como conflito entre administradores em busca de mais poder, e uma estrategia de controle das institui~oes policiais e sugerida para.1 Este artigo foi origillalmente apreselltado no encolltro da Social Science History Association, em Baltimore, em novembro de Apesar de novas pesquisas realizadas desde entiio, decidi conservar suafonna original por me parecer que 0 argumento cemral cominua wilido..2 Uma exce~iio que oferece uma analise academica do policiamento do movimento operario e Paulo Sergio Pinheiro, "Violellcia de Estado e Classes Populares". Dados, 22, 1979, pp (AlaQUIVO P'OBLICO ---*-

2 REVISTADOARQIDVODOESTAnODOrooDEJANEIRO justificar a manuten~ao da dualidade. 0 que pretendemos mostrar aqui e a pequena rivalidade entre funciomirios de segundo escalao, dentro do mesmo departamento, que tiveram de se adaptar ao surgimento de urn novo papel e de urn novo conjunto de prioridades no trabalho policial, que num grau maior ou menor subvertia suas rotinas estabelecidas. A hist6ria polftica dos anos 1920 tern sido bastante estudada. Por longo tempo a participa~ao polftica dos militares foi urn tema central na discussao do Brasil neste seculo, e tambem do resto da America Latina. Boa parte dos eventos ocorridos ate 0 golpe militar de 1964 foram explicados como parte de urn processo desencadeado pelas revoltas militares iniciadas em 1922, e muitos dos jovens rebeldes de entao podiam ser encontrados entre os lfderes militares dos anos Em poucas linhas, a hist6ria dos anos 1920 tern como urn dos seus eixos de analise as rebeli5es militares de 1922 e 1924, e na for~a rebelde que cruzou 0 pais nos tres an os seguintes. Esta for~a terminou por sair do pais, transformando-se num grupo de revolucionarios profissionais que - com umas poucas exce~5es, notadamente Prestes que voltou-se para a esquerda - retornaram vitoriosos em A chamada revolu~ao de 1930 resultou da alian~a de for~as oligarquicas dissidentes, postas de lado no arranjo eleitoral dominante, de militares rebeldes e grupos sociais urbanos dedicados a reformas sociais. 0 prop6sito desta alian~a era extremamente vago; para alem de urn interesse comum na reforma da legisla~ao eleitoral, os revolucionarios vitoriosos tinham vis5es muito distintas das necessidades do pais, e os anos seguintes a tomada do poder seriam gastos em disputas entre os vencedores, habilmente guiadas pelo ditador Vargas, que se manteria no poder por quinze anos. A longa permanencia de Vargas no poder e 0 envolvimento continuo dos militares na polftica fizeram dos acontecimentos de 1930 urn importante ponto de partida para a compreensao dos futuros acontecimentos polfticos. 0 que muitas vezes e esquecido e 0 elemento de continuidade deste processo; muitas das tendencias polfticas da decada de 1930 estavam presentes nos anos anteriores, quando ja come~ava urn processo de reforma do Estado brasileiro. A revolu~ao de 1930 veio confirmar uma tendencia definida de expansao do papel estatal na defini~ao de polfticas economicas e sociais. A defini~ao de urn papel mais intervencionista para 0 Estado respondia em parte ao crescimento dos contlitos sociais, depois que a primeira guerra destruiu 0 credo liberal do seculo XIX, e tambem as poderosas alternativas intervencionistas que emergiam a direita e a esquerda. Neste contexto, a ideia de vigiliincia polftica ganhava importiincia, e os primeiros passos para 0 estabelecimento de uma se~ao polftica na polfcia foram tornados, para depois serem apenas aperfei~oados pel as antigas vitimas deste policiamento, agora os vencedores de Marcar a origem da polfcia polftica e urn ato arbitrario. Uma de sua principais caracteristicas, o segredo, e parte central no trabalho policial; uma de suas principais fun~5es, fornecer informa~5es para os governantes, e uma fun~ao ha muito exercida. Num certo sentido, e possivel dizer que toda polfcia em sua forma.' A bibliografia sobre os militares na republica brasileira e ejjor/lle. Para a republica velha a principal referencia e Jose Murilo de Carvalho, "As For~as Armadas na Primeira Republica: 0 poder desestabilizador". /n Historia Geral da Civiliza~iio Brasi/eira. Siio Paulo, /978. Para muitas outras referencias -em especial as do periodo -ver Paulo Cesar Farah (ed.) Tenellfismo: Bibliografia. Rio de Janeiro, _._-- (A RQUIVO

3 REVISTADOARQIDVOPUBUCODOESTADODORIODEJANEIRO original no antigo regime frances era polfcia polftica4; 0 relatorio das atividades do primeiro Intendente Geral de Polfcia do Rio de Janeiro, no infcio do seculo XIX, observava ter feito certos servic;:ospara 0 rei que nao deviam ser mencionados - provavelmente servic;:os ligados ao medo da difusao de ideais da revoluc;:ao francesa - que tammm eram uma forma de policiamento polftico. Mas se optarmos por uma definic;:aomais estrita de polfcia polftica como urnramo organizado de uma forc;:apolicial estabelecida, ou uma forc;:apolicial criada especificamente para esta func;:ao, dedicada a vigiar pessoas interessadas na mudanc;:ada ordem polftica, uma forc;:adeste tipa so vai aparecer no Brasil muito mais tarde. 0 Brasil imperial era extremamente descuidado com opositores polfticos e, ainda que seja possivel encontrar sinais de preocupac;:ao polftica no inicio da republica, estes nao apareciam de forma sistematica ou organizada. Nao havia uma oposic;:ao significativa ameac;:ando 0 regime; 0 pequeno grupo de monarquistas ativos nunca ofereceu urnrisco maior, ainda que fossem sujeitos a alguma vigilancia. A preocupac;:ao que cresce a partir do inicio do seculo e 0 movimento operario, que ameac;:ava mais a ordem social do que a polftica, mas que permitiria justificar a formac;:ao de uma sec;:aode ordem polftica e social na Secretaria de Polfcia do Distrito Federal.s Na imprensa operaria, e mesmo na grande imprensa do periodo, e possivel encontrar referencias freqiientes ao policiamento de organizac;:6es de trabalhadores e a repressao violenta de greves. Poucos dias apos os disturbios contra os bondes ocorrido em janeiro de 1909, 0 jornal 0 Operario noticiava a expulsao de urn agente secreta da polfcia do Partido Operario Socialista. Seis meses depois, A Voz do Trabalhador comentava a impossibilidade de realizar urnmeeting da Confederac;:ao Operaria Brasileira devido a perseguic;:ao policial.6 No outro lade do espectro da imprensa carioca, 0 Jamal do Commercia noticiava como os administradores da Fabrica de tecidos Confianc;:a, ameac;:ados com uma greve caso nao demitissem urn fiscal, chamaram a polfcia e obtiveram uma forc;:a de 28 prac;:as da Polfcia Militar com carabinas para - como dizia 0 jornal- poder agir sem se sentir ameac;:ados.7 A preocupac;:ao cresceu junto com a agitac;:ao operaria. Depois de uma tentativa inicial de apresentar a polfcia como uma observadora imparcial dos conflitos entre capital e trabalho, que seriam inerentes a uma sociedade moderna e industrializada - urn modele com 0 qual as elites urbanas brasileiras adorariam se identificar nos primeiros an os da republica - a polfcia passou para uma ac;:aomais intervencionista, na mesma Ver 0 artigo classico de Jean-Paul Brodeur, "High Policing and Low Policing: Remarks about the policing of political activities". In Kevin R. E. McCormick & Livy A. Visano, Understanding Policing. Toronto, 1992, pp Brodeur faz a distin~iio entre alta polfcia, originada na Fran~a e dedicada a defesa do Estado, e baixa polfcia, de acordo com 0 modelo britiinico e dedicada a prote~iio do cidadiio. 5 A separa~iio entre amea~as sociais e polfticas nunca funcionou na pratica. Ainda hoje as polfcias tem se~oes juntando ordem polftica e social como nos temidos DOPS da ditadura militar. Parece correto dizer que 0 movimento operario niio era uma amea~a a ordem polftica no inicio do seculo mas tambem e muito util apresentar quaisquer amea~as como amea~as a sociedade em vez de ao Estado. A mesma 16gica pennite apresentar inimigos polfticos como criminosos "comuns ". 6 0 Operario, 27/01/1909 e A Vozdo Trabalhador,22/07/ Jomal do Commercio, 19/03/1909. A mesma greve e noticiada com maiores criticas a polfcia no Correio da Manhii, citado por She/dom Leslie Maram, Anarquistas, imigrantes e 0 movimento operario brasileiro, Rio de Janeiro, 1979, pp Este livro e uma boafonte para 0 estudo da repressiio ao movimellfo operario. 27 ~lrqulvo P"0J3LICO

4 REVIST! DOARQmVOPUBUCODOESTAnODORIODEJANEIRO medida em que crescia a participa~ao anarquista no movimento openirio. 0 Chefe de Polfcia teve de reconhecer que os openirios nao 0 aceitavam como 0 arbitro imparcial e desinteressado que ele pensava ser. Mesmo continuando a negar 0 uso de violencia escancarada, 0 discurso dos Chefes de Polfcia aproximou-se mais e mais das praticas reais da repressao policial que encontramos nos relatos da imprensa. Nesse mesmo periodo, intensificava-se a demanda pela especializa~ao dos servi~os policiais. Os agentes de investiga~ao - reconhecidamente escassos como eles sempre sao - deveriam ser organizados e concentrados em grupos encarregados de lidar com problemas especfficos. Isto havia sido proposto pelo Chefe de Policia no relatorio do ana de 1911, onde ele sugeria que 0 Corpo de Investiga~ao e Seguran~a Publica - a unidade de investiga~ao civil criada em deveria se dividir em oito se~6es, incluindo uma de "ordem social" para proteger direitos individuais e a ordem polftica, e uma "se~ao especial", que faria qualquer tipo de servi~o que pudesse ser necessario ao Chefe de Polfcia. A reforma sugerida em 1911 foi levada a efeito em 1915, quando a Inspetoria de Investiga~ao e Capturas foi estruturada em dez se~6es. Em 1917 ela tinha 206 homens em servi~o, ainda que a sua lei de organiza~ao previsse apenas 80. A "se~ao especial" sugerida em 1911 nunca foi criada, mas a "ordem social" foi teoricamente dividida em duas se~6es: "ordem social" e "seguran~a publica". Por medida de economia de pessoal a separa~ao permaneceu no papel, ficando em 1917 urn grupo composto de urn comissario e sete agentes encarregado da seguran~a publica e da ordem social. Eles deveriam fazer a polfcia polftica e vigiar os anarquistas, socialistas e outros agitadores. Estes oito homens eram mantidos bastante ocupados, tendo produzido em 1916 para os arquivos da polfcia fichas sobre 1843 pessoas.8 A sessao era ainda muito pequena, mas certamente sua importancia foi crescendo com 0 passar dos anos. A Inspetoria recebeu uma nova organiza~ao em 1920, desta vez por decreto presidencial. Deveria ser composta por 237 homens divididos por oito s~6es com a ordem social e a seguran~a publica mantidas juntas, reconhecidas como uma so fun~ao. A se~ao de ordem publica e social mereceu urn status distinto das demais. Enquanto todas as outras eram subordinadas a urn dos tres sub-inspetores, a se~ao de ordem publica respondia diretamente ao Inspetor.9 Esta polfcia polftica deveria logo passar por seu grande teste, pois logo come~ariam as rebeli6es militares. Quando, depois da primeira onda de revoltas, Artur Bernardes assumiu a presidencia em novembro de acusado de ser urn dos principais responsaveis pelas revoltas por seu envolvimento no celebre episodio das Cartas Falsas - ele imediatamente fez uma pequena mas significativa reforma na polfcia, no segundo decreto por ele assinado. Ele autorizou que urn oficial militar assumisse a Chefia de Polfcia-cargo ate entao reservado a bachareis em Direito-nomeando 0 mesmo marechal Carneiro da Fontoura que como com andante da regiao militar no Rio de Janeiro agira prontamente para sufocar 0 levante de julho. No mesmo ato ele transformou a Inspetoria de Investiga~ao e Seguran~a Publica numa 43Delegacia Auxiliar, fazendo do anti go inspetor urn auxiliar direto do Chefe de Polfcia. Ao contrano dos outros tres delegados auxiliares, que tinham de ser advogados, 0 4 Delegado podia -e era de fato -ser selecionado entre os oficiais da PolfciaMilitar, uma pratica trazida dos tempos da Inspetoria. Bern alem da revolu~ao de 1930, 0 nome do 4 Delegado Auxiliar 8 Este paragrafo se baseia nas informa~jjes prestadas pelo Inspetor -Major Gustavo Bandeira de Melo da Policia Militar -em seu relatario para a Conferencia Judiciario-Policia de Annaes da Conferencia Judiciario-Policial, Rio de Janeiro, 1918, vol. I, pp Decreto n 14079,25/02/1920. <AJ:gQUlVO PtJ]3LICO

5 REVIST! DOARQUIVO PUBUCO DO ESTAnO DORIO DE JANEmO continuaria a ser sinonimo de repressao politica.lo as esfor~os para controlar os protestos openirios cresceu em importancia no final da decada de 1910, quando 0 movimento anarco-sindicalista atingiu seu auge com as greves de A partir de entao a preocupa~ao e 0 temor com 0 movimento openirio parece diminuir por algum tempo, mas uma tarefa muito maior seria atribufda a policia polftica: a inquieta~ao militar. a envolvimento militar na politic a marcou 0 nascimento da republica brasileira; em larga medida fruto de uma a~ao militar. Depois de dois presidentes militares eles deixaram de exercer 0 comando de fato, mas mantiveram cuidadosa observa~ao sobre as politicas governamentais. a desastre militar de Canudos em 1897 motivou uma mudan~a de prioridades, refor~ando 0 desejo de estabelecer urn exercito mais profissional e enfatisando as quest6es intern as. Ainda assim, a Escola Militar estaria a frente dos eventos da revolta da vacina em Nos an os seguintes se estabeleceria uma calma relativa, com uma grande preocupa~ao pro fissional, e os protestos deixariam 0 quadro de oficiais para os escal6es inferiores. No infcio dos anos descontentamento estava de volta. as novos oficiais profissionais, liderados por alguns homens treinados na Alemanha do pre-guerra, assistiam a chegada de uma missao francesa para treinar 0 Exercito brasileiro, a urn civil Ministro da Guerra, e constatavam que trinta anos de republica haviam apenas fortalecido os grupos politicos locais. Enquanto em 1910 as elites oposicionistas haviam tentado vencer uma elei~ao presidencial contra urn candidato militar apoiado pelas oligarquias principais, em 1922 eles tentaram jogar os militares contra 0 governo. A campanha eleitoral de 1922 foi marcada por conflitos, com urn forte carater anti-militar acrescentado pel a publica~ao na imprensa das Cartas Falsas, onde 0 candidato oficial supostamente dirigiria pesadas ofens as contra 0 marechal Hermes da Fonseca, 0 mais graduado oficial em servi~o, ex-presidente da republica e entao presidente do Clube Militar. A primeira metade de 1922 foi urn perfodo de intensa conspira~ao no Rio de Janeiro, e a policia polftica deve fer estado bastante ocupada. A tensao crescia com a indisciplina militar se concentrando em tome de Hermes no Clube Militar e - apesar de nao termos fontes para precisar - aparentemente 0 govemo se manteve razoavelmente bem informado sobre 0 curso dos acontecimentos. Quando 0 levante ec10diu no infcio de julho, as for~as legalistas estavam prontas e a espera. A vigilancia da conspira~ao foi levada a efeito principalmente por grupos legalistas dentro das for~as armadas. Em dezembro de 1921,0 General Carneiro da Fontoura, comandante da Regiao Militar, come~ou a construir uma rede de informa~6es, utilizando-se de sargentos do exercito como informantes.li A presen~a da policia e men os perceptivel, mas e1es tinham mesmo de ser extremamente cuidadosos pois policiar militares sempre foi urn ponto sensfve1. Desde 0 infcio da republica prevalecia uma alian~a informal entre os militares e os cidadaos para combater a policia; os manuais policiais tinham instru~6es detalhadas e especiais sobre os cuidados a tomar na prisao de militares.12 Mas a vigilancia existia; no livro de Joao Vicente sac 10 Sobre a polfcia dos anos 1930 ver Elizabeth Cancelli, 0 Mundo da Violencia. A Po[[cia da era Vargas. Brasflia, 1993; e Michael L. Conniff, Urban Politics in Brazil. The rise of Populism, Pittsburgh. 1981, pp II Estas informafoes se baseiam em Sargento lofio Vicente, Revoluffio de 5 de lulho. s.d. EUJIIlivro muito illteressaljte, supostamente escrito por urn sargellto legalista narrando os esforfos de seu grupo contra os revoluciolltlrios. 0 autor lembrava-se claramente da desastrosa rebelifio de sargentos de 1915 e que ria assegurar-se que desta vez as coisas seriam diferentes. 29 ~1RQUIVO ----

6 REVISTADOARQillVO PUBUCO DO ESTAnO DO roo DE JANEffiO encontradas men~6es a policiais envolvidos dos dois lados, incluindo uma curiosa historia em que a policia militar prende todos os presentes a uma reunhio de conspiradores legalistas, ocorrencia que ele atribui ao fato do comandante -oficial do exercito - do 3 Batalhao da Policia Militar ser contra 0 governo.13 Os eventos de julho de 1922 foram urn breve episodio na historia politica brasileira, mas tiveram grande impacto sobre 0 policiamento politico.14 0 perigo nao era mais 0 openirio organizando uma greve ou colocando uma bomba, mas uma conspira~ao contra 0 go verno constituido por grupos que alcan~avam os altos escal6es militares, e que eram capazes de empregar armamento pesado, contando com a simpatia - por vezes ativa - de elites urbanas. 0 governo Bernardes, iniciado em novembro, funcionou com a cidade em estado de sitio, e 0 governo atemorizado. Como ja observamos, Bernardes rapidamente moveu 0 comandante militar para a policia, e elevou 0 nivel do funcionario encarregado da policia politica. o primeiro efeito da rebeliao sobre a policia foi 0 aumento da imporhincia da Inspetoria de Investiga~ao, feita 4" Delegacia Auxiliar. A tendencia a especializa~ao vinha sendo seguida pela expansao das se~6es especializadas junto a Policia Central, em detrimento das delegacias de bairro. A policia politica tinha de ser centralizada, e isto contribuiu ainda mais para a centraliza~ao do policiamento em geral, talvez mesmo absorvendo os procedimentos tradicionais a servi~o das necessidades politicas. Como veremos adiante, uma tentativa foi feita em 1926 de limitar a esfera da policia politica, segundo urn diagnostico de que ela havia paralisado as atividades rotineiras de investiga~ao policial. As delegacias de bairro seriam for~adas a incorporar em sua rotina as novas demandas de policia politica e os problemas politicos. Vizinhos denunciariam vizinhos que falavam mal das autoridades, e vel has rixas comuns passariam a ter convenientes motivos politicos. A razao de estado chegava as ruas; agora tudo possuia supostos motivos politicos. IS As vezes existia se nao urn motivo politico, ao menos 0 envolvimento de poder derivado do clima politico. Pessoas come~aram a aparecer em delegacias, prendendo ou sendo pres as, capazes de produzir uma carta de alguem importante declarando possuir 0 portador algum tipo misterioso e mal /1 Siio abulldantes os exemplos deste tipo de collflito. Podemos escolher algulls do livro de registro de ocorrellcias do 13 Distrito Policial, respollsavel pela area de prostituir;:iio da LapaJoco de atrar;:iiode soldados de folga, em busca de diversiio Ilem sempre bem comportada: IlOdia 19 de setembro de comissario do distrito teve de pedir reforr;:osa Policia Celltral para prellder algulls soldados desordeiros. Um deles, cabo do exercito, chegou Ila delegacia declaralldo que tillha sido preso por Iliio ter dillheiro, por que a policia Iliio prelldia quem tillha dillheiro. Dois meses depois, em 14 de Ilovembro, outro grupo de soldadosfoi remetido sob guarda para 0 quartel ellquanto declaravam que Ilada acollteceria porque 0 exercito hd muito collhecia "os procedimentos irregulares da policia". /3 Epreciso cuidado com as acusar;:oes de Joiio Vicellte. 0 Millistro da Guerra - civil - tambem era contra 0 go verno. N A policia militar participou dos combates em Copacaballa, telldo perdido dois homells. As delegacias de policia civillliio collservam registro da revolta. No 5 Distrito, area do Clube Militar fechado pela policia tres dias antes da revolta, 0 comissario de servir;:ode 5 para 6 de julho -0 servir;:ovai de meio dia a meio dia -allotou IlO livro que Ilada digllo de Ilota ocorreu... /5 Mesmo queixas de greves, ollde a policia sempre atuou prolltamellte, recebiam sua raziio politica. Cardoso Mariallo & Cia telefollou para a delegacia para se queixar que os cortadores de capim haviam se reullido para votar uma greve. 0 queixoso fazia questiio de observar que era fornecedor de capim do governo, que seria portanto prejudicado pela greve. Livro de Registro de Ocorrellcias da 19" DP. 16/01/1925. ~1RQUIVO ;n T'-.~~ ~.' 30

7 REVISTADOARQUIVOPUBUCODOESTAnODOroo DEJANEIRO explicado de autoridade. No 13 DP, Gerale Katze foi preso por tentar agredir urn investigador; na delegacia ele apresentou urn documento informando que ele pertencia ao "servi~o reservado da polfcia".16 Quando 0 agente secreta efetuava uma prisao, 0 papel da delegacia local era reduzido, pois a responsabilidade pelo preso era transferida rapida e afortunadamente para a 4" Auxiliar. Mas levou urn certo tempo para os policiais se acostumarem a esta nova autoridade. Na noite de 15 de agosto de 1922,0 sargento do Exercito Jose Marques prendeu uma prostituta no Cafe Avenida, por estar "olhando insistentemente para ele".17 Na delegacia ele explicou que estava a servi~o secreta do General Carneiro da Fontoura. 0 comissario de servi~o observou - nao esque~amos que e ele que faz 0 relato - que era leviano fazer tal afirmac;ao num lugar publico. 0 sargento ficou nervoso, e acusou 0 policial de proteger prostitutas. 0 comissario deu ordem para a sua prisao enquanto 0 sargento praguejava e amea~ava 0 comissario de demissao. 0 delegado teve de ser chamado, e ordenou que 0 sargento fosse transferido para 0 quartel - procedimento usual na prisao de militares. Meia hora depois ele estava de volta no Cafe Avenida, ridicularizando a autoridade do comissario "entre as prostitutas. Isto e uma lastima pois contribui para ridicularizar as autoridades de urn pais educado".ix Era inevitavel que se desenvolvesse a inveja e a competi~ao entre os policiais de delegacia e os de investigac;ao. A estrategia adotada pelas delegacias era a de evitar envolver-se em casos produzidos por agentes da 4GDelegacia, seja recusando-se a registrar a prisao, seja enviando 0 preso para a Polfcia Central. 19 Na maior parte do tempo, os agentes secretos e os problemas polfticos conservaram-se fora dos livros de registro de ocorrencia; mas em momentos de tensao sua aparic;ao nao podia ser evitada. 0 mes de julho de 1924 assistiu as mais serias rebeli6es militares - ainda que 0 Rio tenha sido poupado, tendo sido cuidadosamente limpo de elementos suspeitos dois anos antes. 0 Chefe de Polfcia deu ordem de prontidao a delegacia do 5 Distrito na noite de 30 de junho, telefonando as 2 horas da manha para ordenar ao delegado e aos comissarios que ficassem na delegacia.20 Logo os acontecimentos polfticos voltaram a aparecer nos registros. 0 centro da vida social da 16 Livro de Registro de Ocorrencias da 13" DP. 13/11/ Este nao eo unico caso onde este tipo de comportamelllo e razao suficiellle para uma prisao. A po[(cia po[(tica estava la para ouvir e nao para ser vista. 18 Livro de Registro de Ocorrencias da 5G DP. 16/08/1922. Estes livros registram a presen~a da rede de sargelllos organizada pelo general Fontoura. Em 19 de agosto 0 sargelllo Erasmo Fernandes, do servi~o secreto da regiao militar infonnou que havia encontrado no Clube dos Zuavos, a wna hora da manha, sete dos jovens expulsos da Escola Milirar. Eles riram dele e 0 chamaram de espiao, for~ando-o a abandonar 0 local. Depois deste registro 0 servi~o secreto conseguiu permanecer secreto. 19Estes casos nao eramnecessariamellle po[(ticos. Em 17 de junho de 1923, ap6s receber queixas que policiais estavam espancando wn cidadao honesto, 0 comissario de servi~o na 14GDP registrou que os agelltes acusados hal'iam tentado lhe entregar 0 prisioneiro, sem explical' as razi5es da prisao "seu conhecido processo para evitar a responsabilidade poi' seus abusos". Ele recusou-se a aceitar 0 preso e os encaminhou a poucia central. 0 delegado ignorou a delllincia de violencia policial. Livro de Registlv de Ocorrencias da 14G DP. 17/06/1923. Vel' 0 registro do dia 15/02/1925 para um caso de transferencia depois de feito 0 registro, tamblm de um preso agredido, e 0 Livro de Registro de ocorrencias da 12GDP. 23/ 03/1925, para um caso explicitamellle polftico. 31 (AJgQUIVO PtJ'BLICO -.-.-

8 REVIST! DOAROUIVOPUBUCODOESTADODOmo DEJANEIRO cidade girava em tomo da Galeria Cruzeiro, na Avenida Central, e pelo menos duas brigas af ocorridas parecem ter motivac;6es polfticas.21 No dia 3 de julho, a delegacia do 19 DP recebeu urn chamado do diretor de uma fabrica de chapeus pedindo protec;ao-concedida -para 0 dia seguinte, quando pretendia demitir cinco trabalhadores "que se recusavam a trabalhar". No mesmo dia, uma prisao foi feita por urn "encarregado de diligencias", que prendeu urn empregado da policia que 0 criticou "e as ac;6es da policia", quando era revistador num botequim. Poucos dias depois, Luiz Alvim foi preso por parecer suspeito e vagar em tomo da estac;ao telefonica por tres dias.22 as boatos corriam a cidade como sempre, mas raras vezes chegavam oficialmente ao conhecimento da policia. No final do mes, urn sargento do exercito - mais urn - informou no 19 DP que ele havia sido inform ado por urn comissario de policia (os dois tern 0 mesmo sobrenome e provavelmente eram parentes) que 0 dono de urn teatro nas redondezas estava espalhando que 0 general Potyguara havia sido assassinado por seu ajudante de ordens, tenente Assunc;ao, que por sua vez havia sido morto pelas forc;as do govemo. a suposto boateiro s6 escapou de maiores inconvenientes porque 0 comissario de dia verificou que ele era "com padre eamigo" do Dr. Carlos de Campos, provavelmente algum notavellocal que podia responsabilizar-se por ele. Mas 0 maior problema ainda era vigiar e policiar oficiais militares suspeitos. Urn criador de casos exemplar era 0 Capitao tenente da Marinha Eduardo Henrique Sisson. Ele aparece duas vezes nos registros de ocorrencia, acusado de desordem e embriaguez nas madrugadas. Da primeira vez ele agrediu 0 dona da charutaria de urn bar e, levado a delegacia insultou as autoridades, do comissario de dia ate 0 presidente da republica. Ele foi preso novamente seis meses depois, nas mesmas circunstancias, permitindo ao comissario extender-se em comentarios sobre seu comportamento, seu 6dio as autoridades constitufdas, sugerindo que para 0 bem da ordem publica ele deveria ser transferido para alguma regiao menos populosa do que 0 Rio, aiem da punic;ao disciplinar cabfvel.23 Com militares agindo como policia politic a, e outros militares submetidos a sua vigiliincia, uma relac;ao ambfgua entre estes camaradas/inimigos emergia. A policia foi cham ada, provavelmente para assumir a culpa, em urn desses casos, quando urn sargento estava escoltando urn colega preso politico, transferido do Hospital Militar para sua unidade, 0 3 Regimento de Infantaria. Prisoneiro e guardiao deviam ter muito boas relac;6es, pois decidiram parar no caminho para ir a urn borde!. Para tristeza do sargento guardiao, 0 preso politico terminou mais rapido, e ja havia safdo quando procurado por seu "companheiro". a guardiao terminou escoltado 1fJDurante todo 0 mes de julho. quando a luta era intensa em Siio Paulo, as delegacias se mantiveram de prolltidiio. No dia 28 de julho 0 delegado da 14G DP registrou a not{cia do Jim da rebeliiio da forra militar de Siio Paulo, agradecendo a dedicariio e boa volltade de seus subordillados "durante estes dias Ilegros que enlamearam as brilhalltes paginas de Ilossa historia ". 2/ Em 9 dejulho ocorreu uma briga entre um estudante de medicina e umjomalista; no dia 13 0 Dr. Jose Mariano Nunes Coelho queixou-se de ter sido agredido a bengaladas por Audemaro da Silva Magalhiies, que ele acusava de ser "capanga do Macedo Soares", um proprietario dejornalligado a oposiriio. 22A estariio telefollica do Meier era um importante elemento de ligariio com a Vila Militar Capitiio Tenellte Sissonfoi preso em 3 de agosto de 1924 e em 22 defevereiro de Como e normal nestes casos, ele e idelltijicado apenas pelo nome e posto. Niio sei qual e 0 seu parentesco com 0 capitiio Roberto Sisson, woo das principais Jiguras da esquerda militar dos anos (AlRQUIVO 32

9 REVISTADOARQUlVop(mUCODOESTADoDORIDDEJAREmo pela policia para 03 RI como 0 novo prisioneiro.24 Ao final do governo Bernardes, a situa~ao no Rio havia se acalmado, e uma mudan~a foi tentada nas pniticas policiais. Em abril de marechal Carneiro da Fontoura foi substituido na chefia de policia por Carlos da Silva Costa, urn experimentado promotor publico, que tinha nove meses ate a posse do novo presidente para tentar reformar a policia. Ainda que reconhecendo ter poderes especiais por causa do estado de sftio, Silva Costa tentou agir sem usar tais poderes, para rest aurar a policia em suas fun~oes ordimirias. Ele agiu - em seu curto exercfcio do cargo - prioritariamente para criar novos instrumentos legais e estabelecer novas prioridades, acalmando a opiniao publica. Silva Costa indicou para chefiar a 4GAuxiliar urn oficial da policia militar que se dedicou a reduzir 0 cara.ter politico do departamento. 0 Tenente Coronel Bandeira de Melo criticou a mistura de investiga~ao polftica e criminal, notando que em momentos de crise politica as fun~oes policiais ficavam em segundo piano: "A policia polftica entre nos causou uma quase completa paralisia do verdadeiro trabalho de investiga~ao, e teve o efeito de relaxar a disciplina... Eo trabalho politico nao se beneficiou do emprego dos agentes policiais, aos quais faltavam as conec~oes para se infiltrar nos cfrculos onde os atentados contra os poderes publicos sao planejados; sendo seu trabalho tao inutil quanto penoso e arriscado. Ate onde eu sei, nesta capital, nenhuma conspira~ao jamais foi descoberta por urn agente oficial".25 Em seis meses, 33 agentes haviam sido demitidos por razoes disciplinares, e Bandeira de Melo podia anunciar com satisfa~ao que 44% dos casos criminais haviam sido resolvidos, e 33% dos bens roubados haviam sido recuperados, fazendo crer que a 4GDelegacia voltara a sua fun~ao original. Quando Coriolano de Goes assumiu a chefia de polfcia em novembro de 1926, a mudan~a de go verno e 0 fim do estado de sftio indicavam a normaliza~ao do trabalho policial. Ele come~ou por liberar os presos sem processo sob as leis do sitio, soltando 356 pessoas - "a maioria individuos perigosos, com 0 pior passado criminal"26 -da Colonia de Dois Rios,e 161da prisao militarda Ilha das Cobras. Ele nao tinhaurn numero preciso daqueles deportados para 0 norte do pais, agora autorizados a retornar, mas estimava-os em centenas. Ao mesmo tempo, Coriolano punha a 4'" Auxiliar a servi~o da repressao ao comunismo, 0 novo inimigo da sociedade. Coriolano substituiu 0 4 Delegado e -pela primeira vez -mencionou as atividades da se~ao de ordem polftica e social desta delegacia em seu relatorio anual. Durante os an os de 1927 e 1928 foram abertos dossiers sobre 2249 questoes politicas e sociais; 1231 sociedades recreativas e 144 associa~oes de c1asse. Foram feitas tambem, em 1927, fichas de 220 locais de vendas de explosivos, armas e muni~oes. A se~ao realizou 1750 prisoes (das quais apenas 92 em 1928), policiou 125 "greves fracassadas", 195 conferencias, 160 meetings e fez 461 a~oes de vigihincia secreta. No relatorio de 1929 as informa~oes desapareceriam novamente. U Livro de Registro de Ocorrencias do ]20 Dp, 17/02/ Re/atorio do Chefe de Policia, 1926, pp Em periodos de agitariio a po/icia sempre prendia os suspeitos habitllais. Isto era util para se /ivrar dos indesejaveis, e tambem para confundir agitariio politica com crime comunl. 33 <A.1RQUIVO P'O'BLICO -.-.-

10 REVlST!DO!RQillVO DO ESTADO DO RIO DE JANEmO Ao final dos anos 1920, 0 estabelecimento da polfcia polftica era uma realidade, de acordo com a tendencia de expansao dos poderes e das institui<;:oesligadas ao Estado. Era apenas questao de separar seus agentes do trabalho policial rotineiro, e providenciar urn inimigo suspeito a ser vigiado. A amea<;:amilitar estava desapareendo mas 0 novo Partido Comunista, fundado em 1922, estendia sua a<;:aosobre os incautos openirios. 0 comunismo e os eventos de 1930 refor<;:ariama percep<;:aoda necessidade de uma polfcia polftica, e a manteriam em movimento por urn longo tempo. Destruir seu poder seria bem mais diffcil do que construl-io. Urn ponto mais diffcil de avaliar equal efeito teve a emergencia da polfcia polftica sobre a polfcia. E uma afirma<;:aoconsagrada de historiadores que foi a tarefa polftica que originou a violencia policial. Ate certo ponto isso e incorreto, pois a polfcia ja estava acostumada a agir alem de suas atribui<;:oeslegais desde seu papel no controle da escravidao e das tarefas de controle da cidade em crescimento desordenado sem muitos recursos. Ao mesmo tempo, e imposslvel nao considerar que longos periodos de arbitrio -baseados em estado de sitio - e a interven<;:aodos servi<;:ossecretos com poderes extraordinarios muito semelhantes ao abuso puro e simples nao tenham como efeito ampliar a percep<;:aopolicial de agir acima da lei. Parece correto dizer que se 0 policiamento polftico nao esteve nas ralzes da violencia policial, ele agiu como urn forte estimulo para a manuten<;:ao dos velhos habitos, e contribuiu especialmente para a certeza de impunidade. ~~QUIVO

11 . I R~UIV~& HI~T~RI REVISTA DOABQUlVODOESTADODORIO DE JANEIRO V"%i'" f.:: \0, JtlW8 ". ~QUIVO Preservando II IIem6rfll do E8tsdo ArqulVo e H1st6r1a Rio de Ja.neJro n.3 P 1-62 lout. 1997

CRISE E RUPTURA NA REPÚBLICA VELHA. Os últimos anos da República Velha

CRISE E RUPTURA NA REPÚBLICA VELHA. Os últimos anos da República Velha CRISE E RUPTURA NA REPÚBLICA VELHA Os últimos anos da República Velha Década de 1920 Brasil - as cidades cresciam e desenvolviam * Nos grandes centros urbanos, as ruas eram bem movimentadas, as pessoas

Leia mais

Aula 10.1. Avaliação da Unidade II Pontuação: 7,5 pontos

Aula 10.1. Avaliação da Unidade II Pontuação: 7,5 pontos Aula 10.1 Avaliação da Unidade II Pontuação: 7,5 pontos 1ª QUESTÃO (1,0) Em seu discurso de despedida do Senado, em dezembro de 1994, o presidente Fernando Henrique Cardoso anunciou o fim da Era Vargas,

Leia mais

TEXTO 1. 1.Texto de problematização:

TEXTO 1. 1.Texto de problematização: TEXTO 1 1.Texto de problematização: A partir de 1922, o quadro começa a se modificar. Apesar dos presidentes Arthur Bernardes e Washington Luís pertencerem ainda ao esquema do café com leite, a nova situação

Leia mais

Violência homicida. Diferenças regionais

Violência homicida. Diferenças regionais 1 de 6 31/01/2014 23:35 Aumentar a fonte Diminuir a fonte VIOLÊNCIA CORPO NO CHÃO Morto em outubro de 2012, em Itaquera, Zona Leste paulistana: mais uma entre as mais de 40 mil pessoas assassinadas no

Leia mais

Período Democrático e o Golpe de 64

Período Democrático e o Golpe de 64 Período Democrático e o Golpe de 64 GUERRA FRIA (1945 1990) Estados Unidos X União Soviética Capitalismo X Socialismo Governo de Eurico Gaspar Dutra (1946 1950) Período do início da Guerra Fria Rompimento

Leia mais

Revolução de 1930. Fatores: Crise de 1929. Movimento Tenentista. Resultado das eleições.

Revolução de 1930. Fatores: Crise de 1929. Movimento Tenentista. Resultado das eleições. Revolução de 1930 Revolução de 1930 Fatores: Crise de 1929. Movimento Tenentista. Resultado das eleições. Revolução de 1930 Responsável pelo fim da chamada Política café com leite Política café com leite

Leia mais

TEMA 3 UMA EXPERIÊNCIA

TEMA 3 UMA EXPERIÊNCIA TEMA 3 UMA EXPERIÊNCIA DOLOROSA: O NAZISMO ALEMÃO A ascensão dos nazistas ao poder na Alemanha colocou em ação a política de expansão territorial do país e o preparou para a Segunda Guerra Mundial. O saldo

Leia mais

As ilustrações desta cartilha foram efetuadas por Carlos Myrria (092-236-5568 e 092-985-5420)

As ilustrações desta cartilha foram efetuadas por Carlos Myrria (092-236-5568 e 092-985-5420) Fica autorizada a reprodução do texto e ilustrações, no todo ou em parte, desde que se não altere o sentido, bem como seja citada a fonte. As ilustrações desta cartilha foram efetuadas por Carlos Myrria

Leia mais

Ministério da Justiça. Um guia para os. Procuradores. e para os Inquéritos

Ministério da Justiça. Um guia para os. Procuradores. e para os Inquéritos Ministério da Justiça Um guia para os Procuradores e para os Inquéritos Um guia para os Procuradores e para os Inquéritos Conteúdo 1. O que é um procurador? 3 2. O que é que os procuradores fazem? 4 3.

Leia mais

Condomínios mais Seguros

Condomínios mais Seguros Condomínios mais Seguros Palestra ministrada pelo Capitão Yasui Comandante da 2ª Companhia do 49º Batalhão de Polícia Militar. 13/04/2011 Formulado por um grupo de trabalho composto por policiais civis

Leia mais

LEVANTAMENTO DE FONTES PARA O DICIONÁRIO BRASILEIRO DA GUERRA DO PARAGUAI

LEVANTAMENTO DE FONTES PARA O DICIONÁRIO BRASILEIRO DA GUERRA DO PARAGUAI LEVANTAMENTO DE FONTES PARA O DICIONÁRIO BRASILEIRO DA GUERRA DO PARAGUAI Thasley Westanyslau Alves Pereira 1 ; Marcelo Santos Rodrigues 2. 1 Aluno do Curso de História; Campus de Porto Nacional; e-mail:thasley_uft@hotmail.com

Leia mais

A formação da monarquia inglesa na Baixa Idade Média, mais precisamente no século XII, na época da Guerra dos Cem anos.

A formação da monarquia inglesa na Baixa Idade Média, mais precisamente no século XII, na época da Guerra dos Cem anos. HISTÓRIA 8º ANO A formação da monarquia inglesa na Baixa Idade Média, mais precisamente no século XII, na época da Guerra dos Cem anos. Por volta do século XIII, o rei João sem terras estabeleceu novos

Leia mais

VIOLAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS NO PERÍODO DA DITADURA NO BRASIL: E A COMISSÃO DA VERDADE

VIOLAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS NO PERÍODO DA DITADURA NO BRASIL: E A COMISSÃO DA VERDADE VIOLAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS NO PERÍODO DA DITADURA NO BRASIL: E A COMISSÃO DA VERDADE Roberto de Paula Alvarenga RANGEL 1 Claudio José Palma SANCHEZ 2 RESUMO: O presente trabalho busca abordar um breve

Leia mais

REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR-LESTE GABINETE DO PRIMEIRO-MINISTRO

REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR-LESTE GABINETE DO PRIMEIRO-MINISTRO REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR-LESTE GABINETE DO PRIMEIRO-MINISTRO ALOCUÇÃO DE SUA EXCELÊNCIA O PRIMEIRO-MINISTRO, MINISTRO DA DEFESA E SEGURANÇA KAY RALA XANANA GUSMÃO POR OCASIÃO DA VISITA À ACADEMIA

Leia mais

Tropa de Elite - Polícia Militar Legislação da Polícia Militar Parte 05 Wagner Gomes

Tropa de Elite - Polícia Militar Legislação da Polícia Militar Parte 05 Wagner Gomes Tropa de Elite - Polícia Militar Legislação da Polícia Militar Parte 05 Wagner Gomes 2012 Copyright. Curso Agora eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor. PROMOÇÃO CONCEITO: O acesso na hierarquia

Leia mais

1º - Foi um movimento liderado pela BURGUESIA contra o regime absolutista. 2º - Abriu espaço para o avanço do CAPITALISMO.

1º - Foi um movimento liderado pela BURGUESIA contra o regime absolutista. 2º - Abriu espaço para o avanço do CAPITALISMO. APRESENTAÇÃO Aula 08 3B REVOLUÇÃO FRANCESA Prof. Alexandre Cardoso REVOLUÇÃO FRANCESA Marco inicial da Idade Contemporânea ( de 1789 até os dias atuais) 1º - Foi um movimento liderado pela BURGUESIA contra

Leia mais

SEGURANÇA PÚBLICA ASSUNTO DE TODOS

SEGURANÇA PÚBLICA ASSUNTO DE TODOS SEGURANÇA PÚBLICA ASSUNTO DE TODOS Minhas áreas de atuação são, pela ordem de número de eventos: Gestão de Projetos; Gestão de Ativos; Gestão de Segurança Industrial e Gestão Estratégica de empresas. Considero-me,

Leia mais

QUARTA CONSTITUIÇÃO (A CONSTITUIÇÃO DO ESTADO NOVO)

QUARTA CONSTITUIÇÃO (A CONSTITUIÇÃO DO ESTADO NOVO) QUARTA CONSTITUIÇÃO (A CONSTITUIÇÃO DO ESTADO NOVO) NOME...Constituição dos Estados Unidos do Brasil DATA...10 de Novembro de 1937 ORIGEM...Outorgada DURAÇÃO...9 anos PREÂMBULO O Presidente da República

Leia mais

Antes aceitar fazer uma doação ou apoiar uma causa de beneficência, faça as seguintes perguntas:

Antes aceitar fazer uma doação ou apoiar uma causa de beneficência, faça as seguintes perguntas: contra fraudes A cada ano, as pequenas empresas são alvo de práticas de vendas fraudulentas ou enganosas. Os empresários devem proteger suas empresas, e muitas vezes se trata apenas de identificar situações

Leia mais

cartilha direitos humanos layout:layout 1 2008-09-05 13:42 Página 1 CAPA

cartilha direitos humanos layout:layout 1 2008-09-05 13:42 Página 1 CAPA cartilha direitos humanos layout:layout 1 2008-09-05 13:42 Página 1 CAPA cartilha direitos humanos layout:layout 1 2008-09-05 13:42 Página 2 TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI* *Artigo 5º da Constituição Brasileira

Leia mais

PESQUISA IBOPE / INSTITUTO AVON

PESQUISA IBOPE / INSTITUTO AVON PESQUISA IBOPE / INSTITUTO AVON PERCEPÇÕES E REAÇÕES DA SOCIEDADE SOBRE A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER 2009 PARCERIAS INSTITUTO PATRÍCIA GALVÃO Planejamento e supervisão da pesquisa IBOPE INTELIGÊNCIA Campo

Leia mais

LINHA DIRETA ASSISTÊNCIA AOS JORNALISTAS EM MISSÕES PERIGOSAS

LINHA DIRETA ASSISTÊNCIA AOS JORNALISTAS EM MISSÕES PERIGOSAS LINHA DIRETA ASSISTÊNCIA AOS JORNALISTAS EM MISSÕES PERIGOSAS Em conformidade com o Direito Internacional Humanitário, os jornalistas que estiverem em missão em áreas de conflitos armados devem ser respeitados

Leia mais

Abaixo, você encontra perguntas e respostas frequentes sobre o exercício profissional dos médicos.

Abaixo, você encontra perguntas e respostas frequentes sobre o exercício profissional dos médicos. Consultas à Defesa Anualmente, o Departamento de Defesa Profissional da Associação Paulista de Medicina (APM) realiza cerca de mil atendimentos, esclarecendo dúvidas sobre uma série de assuntos e garantindo

Leia mais

Reportagem do portal Terra sobre o Golpe de 1964

Reportagem do portal Terra sobre o Golpe de 1964 Reportagem do portal Terra sobre o Golpe de 1964 http://noticias.terra.com.br/brasil/golpe-comecou-invisivel-diz-sobrinho-de-substitutode-jango,bc0747a8bf005410vgnvcm4000009bcceb0arcrd.html acesso em 31-03-2014

Leia mais

INTELIGÊNCIA POLICIAL NAS DELEGACIAS SECCIONAIS DE SÃO PAULO(*)

INTELIGÊNCIA POLICIAL NAS DELEGACIAS SECCIONAIS DE SÃO PAULO(*) INTELIGÊNCIA POLICIAL NAS DELEGACIAS SECCIONAIS DE SÃO PAULO(*) O presente artigo aborda pontos de reflexão a respeito da implantação e desenvolvimento de unidades de Inteligência Policial de base. Toma

Leia mais

Angola. Liberdade de Expressão JANEIRO DE 2015

Angola. Liberdade de Expressão JANEIRO DE 2015 JANEIRO DE 2015 RESUMO DO PAÍS Angola O presidente José Eduardo dos Santos, no poder há 35 anos, tem enfrentado um crescente número de críticas sobre a corrupção desenfreada, má governança e repressão

Leia mais

RECOMENDAÇÃO Nº 01/2013

RECOMENDAÇÃO Nº 01/2013 RECOMENDAÇÃO Nº 01/2013 O MINISTÉRIO PÚBLICO, neste ato representado pela Promotora de Justiça da Comarca Sanclerlândia - GO, Dra. Andréia Zanon Marques Junqueira que subscreve ao final, no uso de suas

Leia mais

EUROPA BRASIL SÉCULO XIX AMÉRICA O BRASIL NO FINAL DO SÉCULO XVIII SÉCULO XVIII FINAL DA IDADE MODERNA

EUROPA BRASIL SÉCULO XIX AMÉRICA O BRASIL NO FINAL DO SÉCULO XVIII SÉCULO XVIII FINAL DA IDADE MODERNA O BRASIL NO FINAL DO SÉCULO XVIII SÉCULO XVIII FINAL DA IDADE MODERNA EUROPA Expansão dos Ideais Iluministas Revolução Francesa Fim do Antigo regime Ascensão da Burguesia ao poder Revolução Industrial

Leia mais

Palestrante: EDUARDO JOSÉ MATTOS DA SILVA Bacharel em Ciências Econômicas pela Faculdade da Católica de Brasília Bacharel em Direito pela Faculdade

Palestrante: EDUARDO JOSÉ MATTOS DA SILVA Bacharel em Ciências Econômicas pela Faculdade da Católica de Brasília Bacharel em Direito pela Faculdade Palestrante: EDUARDO JOSÉ MATTOS DA SILVA Bacharel em Ciências Econômicas pela Faculdade da Católica de Brasília Bacharel em Direito pela Faculdade Euro Americana de Brasília Chefe da Divisão de Gestão

Leia mais

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 01. Tratando se das atribuições de um Vigia de um órgão público municipal, é correto afirmar que: A) A realização de rondas diurnas e noturnas tem como objetivo evitar roubos,

Leia mais

PROGRAMA LUGARES DA MEMÓRIA

PROGRAMA LUGARES DA MEMÓRIA Memorial da Resistência de São Paulo PROGRAMA LUGARES DA MEMÓRIA CEMITÉRIO MUNICIPAL DE AREIA BRANCA Endereço: Avenida Nossa Senhora de Fátima, 768, Areia Branca, Santos,SP. Classificação: Cemitério Identificação

Leia mais

Palestra Depois do Abuso Sexual Como encaminhar e lidar com criança vítima de abuso sexual

Palestra Depois do Abuso Sexual Como encaminhar e lidar com criança vítima de abuso sexual Palestra Depois do Abuso Sexual Como encaminhar e lidar com criança vítima de abuso sexual Guilherme Schelb, Promotor de Justiça da Infância em Brasília (1992-1995), especialista em temas da infância e

Leia mais

ESTADO CONDENADO POR PRISÃO E PROCESSO ILEGAL CONTRA VIGILANTE E PROPRIETÁRIO DA EMPRESA, POR PORTE DE ARMA

ESTADO CONDENADO POR PRISÃO E PROCESSO ILEGAL CONTRA VIGILANTE E PROPRIETÁRIO DA EMPRESA, POR PORTE DE ARMA ESTADO CONDENADO POR PRISÃO E PROCESSO ILEGAL CONTRA VIGILANTE E PROPRIETÁRIO DA EMPRESA, POR PORTE DE ARMA Desembargador diz que obrigação de delegado e promotor é conhecer a lei Segue abaixo, com partes

Leia mais

A violação do direito ao sigilo das conversas telefônicas

A violação do direito ao sigilo das conversas telefônicas 1 www.oxisdaquestao.com.br A violação do direito ao sigilo das conversas telefônicas Texto de CARLOS CHAPARRO A transcrição jornalística de conversas telefônicas violadas é, sem dúvida, uma questão complicada.

Leia mais

A PENA DE MORTE EM TEMPO DE GUERRA

A PENA DE MORTE EM TEMPO DE GUERRA UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO MILITAR DIREITO PENAL MILITAR PARTE GERAL MARCELO VITUZZO PERCIANI A PENA DE MORTE EM TEMPO DE GUERRA Marcelo Vituzzo Perciani 1º Tenente da Polícia

Leia mais

História B Aula 21. Os Agitados Anos da

História B Aula 21. Os Agitados Anos da História B Aula 21 Os Agitados Anos da Década de 1930 Salazarismo Português Monarquia portuguesa foi derrubada em 1910 por grupos liberais e republicanos. 1ª Guerra - participação modesta ao lado da ING

Leia mais

Informações importantes sobre a apresentação de uma reclamação

Informações importantes sobre a apresentação de uma reclamação Informações importantes sobre a apresentação de uma reclamação Quem pode fazer uma reclamação? Pode fazer uma reclamação se: for confrontado com um comportamento inapropriado por parte de um agente ou

Leia mais

MÍDIA E VIOLÊNCIA COMO OS JORNAIS RETRATAM A VIOLÊNCIA E A SEGURANÇA PÚBLICA NA BAIXADA FLUMINENSE. Silvia Ramos

MÍDIA E VIOLÊNCIA COMO OS JORNAIS RETRATAM A VIOLÊNCIA E A SEGURANÇA PÚBLICA NA BAIXADA FLUMINENSE. Silvia Ramos MÍDIA E VIOLÊNCIA COMO OS JORNAIS RETRATAM A VIOLÊNCIA E A SEGURANÇA PÚBLICA NA BAIXADA FLUMINENSE Silvia Ramos A pesquisa mídia e violência O Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade

Leia mais

Guerras na África voltam a recrutar crianças

Guerras na África voltam a recrutar crianças Guerras na África voltam a recrutar crianças Por Juan Carlos Bow Unicef calcula que há mais de 6 mil lutando na República Centro-Africana Não importa a origem do conflito armado, seja religioso, econômico

Leia mais

Na ditadura não a respeito à divisão dos poderes (executivo, legislativo e judiciário). O ditador costuma exercer os três poderes.

Na ditadura não a respeito à divisão dos poderes (executivo, legislativo e judiciário). O ditador costuma exercer os três poderes. Ditadura: É uma forma de governo em que o governante (presidente, rei, primeiro ministro) exerce seu poder sem respeitar a democracia, ou seja, governa de acordo com suas vontades ou com as do grupo político

Leia mais

Avaliação da unidade II Pontuação: 7,5 pontos

Avaliação da unidade II Pontuação: 7,5 pontos Avaliação da unidade II Pontuação: 7,5 pontos QUESTÃO 01 (1,0 ponto) A Segunda Grande Guerra (1939-1945), a partir de 7 de dezembro de 1941, adquire um caráter mundial quando os a) ( ) russos tomam a iniciativa

Leia mais

Cidadão com Segurança. Respeito mútuo entre Cidadão e Polícia

Cidadão com Segurança. Respeito mútuo entre Cidadão e Polícia Cidadão com Segurança Respeito mútuo entre Cidadão e Polícia Presidente do Conselho Nacional do Ministério Público e Procurador-Geral da República Roberto Monteiro Gurgel Santos Comissão do Sistema Prisional,

Leia mais

Benefício libera 10 mil presos

Benefício libera 10 mil presos Clipping produzido pelo Instituto de Políticas Públicas de Segurança da Fundação Santo André INSEFUSA 10/04/2006 Benefício libera 10 mil presos Jornal da Tarde, 10 de abril de 2006 - As portas das penitenciárias

Leia mais

REVOLUÇÃO FRANCESA MCC

REVOLUÇÃO FRANCESA MCC REVOLUÇÃO FRANCESA MCC REVOLUÇÃO FRANCESA. MOVIMENTO BURGUÊS França antes da revolução TEVE APOIO DO POVO Monarquia absolutista Economia capitalista.(costumes feudais) sociedade estamental. 1º Estado-

Leia mais

CENTRO EDUCACIONAL CHARLES DARWIN. b) Cite duas características do Estado Novo. Resposta: Ditadura, censura, nacionalismo, etc.

CENTRO EDUCACIONAL CHARLES DARWIN. b) Cite duas características do Estado Novo. Resposta: Ditadura, censura, nacionalismo, etc. 2ª série Ens. Médio EXERCÍCIOS DE MONITORIA HISTÓRIA - OBJETIVA Professora: Higor David Lopes Prucoli 1. (Fuvest 1987) Como se expressa a ação do governo na economia brasileira no período do Estado Novo?

Leia mais

AULA: 17 Assíncrona. TEMA: Cidadania e Movimentos Sociais DINÂMICA LOCAL INTERATIVA CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES HISTÓRIA

AULA: 17 Assíncrona. TEMA: Cidadania e Movimentos Sociais DINÂMICA LOCAL INTERATIVA CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES HISTÓRIA CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES DESAFIO DO DIA AULA: 17 Assíncrona TEMA: Cidadania e Movimentos Sociais 2 CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES DESAFIO DO DIA Conteúdos: China: dominação

Leia mais

FAGUNDES, Almeida * dep. fed. RJ 1915-1917.

FAGUNDES, Almeida * dep. fed. RJ 1915-1917. FAGUNDES, Almeida * dep. fed. RJ 1915-1917. João Frederico de Almeida Fagundes nasceu em Maricá, na antiga província do Rio de Janeiro, em 24 de maio de 1856, filho de José Manuel Nunes Fagundes e de Maria

Leia mais

POLÍCIA E POLÍTICA: RELAÇÕES ESTADOS UNIDOS/AMÉRICA LATINA Police and Politics: the United States/Latin America relations

POLÍCIA E POLÍTICA: RELAÇÕES ESTADOS UNIDOS/AMÉRICA LATINA Police and Politics: the United States/Latin America relations POLÍCIA E POLÍTICA: RELAÇÕES ESTADOS UNIDOS/AMÉRICA LATINA Police and Politics: the United States/Latin America relations Andréa Roloff Lopes * HUGGINS, Martha K. Polícia e Política: relações Estados Unidos/América

Leia mais

Período pré-colonial

Período pré-colonial CHILE Período pré-colonial O navegador português Fernão de Magalhães, a serviço do rei da Espanha, foi o primeiro europeu a visitar a região que hoje é chamada de Chile. Os mapuches, grande tribo indígena

Leia mais

problemas ligados a construção de uma estrada de ferro. Esta estrada de ferro acabou desalojando parte da população local, além de gerar desemprego e

problemas ligados a construção de uma estrada de ferro. Esta estrada de ferro acabou desalojando parte da população local, além de gerar desemprego e Movimentos sociais * A República Oligárquica foi um período turbulento. Várias revoltadas sacudiram o país. * No geral, estas revoltas mostravam insatisfação diante de um sistema de governo que alterava

Leia mais

LEI DO SORTEIO MILITAR

LEI DO SORTEIO MILITAR LEI DO SORTEIO MILITAR Em 1874 uma lei modificou o sistema de recrutamento militar no Brasil, até então constituído pelo voluntariado ou pelo recrutamento forçado, instituindo o sorteio para o serviço

Leia mais

BUSCA E APREENSÃO NO DIREITO PROCESSUAL PENAL

BUSCA E APREENSÃO NO DIREITO PROCESSUAL PENAL POLICIA FEDERAL DO BRASIL BUSCA E APREENSÃO NO DIREITO PROCESSUAL PENAL VISÃO GERAL Com o intuito de que não desapareçam am as provas do crime, o que tornaria impossível ou problemático o seu aproveitamento,

Leia mais

1. Por que portar arma de fogo fora do serviço?

1. Por que portar arma de fogo fora do serviço? Não se discute a Legalidade do porte de arma de fogo de "uso permitido e restrito (P.40)" por policiais, mesmo fora de serviço, desde que estejam também de posse do CRAF (Certificado de Registro de Arma

Leia mais

O TEMA DAS POLÍTICAS SOCIAIS NO DEBATE POLÍTICO ELEITORAL BRASILEIRO

O TEMA DAS POLÍTICAS SOCIAIS NO DEBATE POLÍTICO ELEITORAL BRASILEIRO O TEMA DAS POLÍTICAS SOCIAIS NO DEBATE POLÍTICO ELEITORAL BRASILEIRO Pela primeira vez desde 1984 uma das grandes figuras da política moderna no Brasil, Luis Ignácio Lula da Silva, não será candidato a

Leia mais

Brasil Império. Sétima Série Professora Carina História

Brasil Império. Sétima Série Professora Carina História Brasil Império Sétima Série Professora Carina História Confederação do Equador Local: Províncias do Nordeste. Época: 1824. Líderes da revolta: Manuel Paes de Andrade, frei Caneca e Cipriano Barata. Causas:

Leia mais

omo ser um bom cidadão?

omo ser um bom cidadão? C omo ser um bom cidadão? Conhecer os processos para denunciar o crime Cooperação entre polícia e cidadãos 993 Prevenção e combate à criminalidade Índice Quando souber de um crime... P. 2 Como efectuar

Leia mais

Festa da Árvore. Manuel da Fonseca à conversa com crianças do JAM e do GIAM, no Museu Municipal de Santiago do Cacém, Junho de 1986.

Festa da Árvore. Manuel da Fonseca à conversa com crianças do JAM e do GIAM, no Museu Municipal de Santiago do Cacém, Junho de 1986. PUBLICAÇÃO DA CÂMARA MUNICIPAL DE SANTIAGO DO CACÉM ARQUIVO, N.º 9 2011 EDITORIAL O ARQUIFOLHA deste ano associa-se às comemorações do Centenário do Nascimento do Escritor Manuel da Fonseca, analisando

Leia mais

Separação entre Estado e Igreja (20 de Abril de 1911) Cota CMPV/0015 Diários do Governo

Separação entre Estado e Igreja (20 de Abril de 1911) Cota CMPV/0015 Diários do Governo Separação entre Estado e Igreja (20 de Abril de 1911) Cota CMPV/0015 Diários do Governo NEWSLETTER: Dando continuidade à nossa nova rubrica on-line: Páginas de História com Estórias, passamos a apresentar

Leia mais

CÓDIGO DE ÉTICA - REVISÃO DE 2015 [REVISÃO 1]

CÓDIGO DE ÉTICA - REVISÃO DE 2015 [REVISÃO 1] CÓDIGO DE ÉTICA - REVISÃO DE 2015 [REVISÃO 1] CÓDIGO DE ÉTICA ÍNDICE 1. INTRODUÇÃO 2. VALORES DA Applus+ 1 3 3. ASSEGURANDO NOSSOS VALORES 3.1. Qual é a finalidade do Código? 3.2. Quem tem de cumprir o

Leia mais

Período Populista (1945/64)

Período Populista (1945/64) Período Populista (1945/64) INTRODUÇÃO Período de Democracia, sem censura e eleições direta (o( o povo vota) para presidente. O mundo encontrava-se no Período de Guerra Fria : Capitalistas (EUA) X Socialistas

Leia mais

presidente Brasil Por Nízea Coelho

presidente Brasil Por Nízea Coelho a PRIMEIRA presidente do Brasil Por Nízea Coelho 1 Lula é um fenômeno no mundo Historiador, mestre e futuro doutor. Este é Leandro Pereira Gonçalves, professor de História do Centro de Ensino Superior

Leia mais

REGULAMENTO GERAL DO CAMPUS VIRTUAL DE SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTADO DO CEARÁ

REGULAMENTO GERAL DO CAMPUS VIRTUAL DE SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTADO DO CEARÁ REGULAMENTO GERAL DO CAMPUS VIRTUAL DE SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTADO DO CEARÁ TÍTULO I DA FINALIDADE E DA COMPETÊNCIA DO CAMPUS VIRTUAL DE SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTADO DO CEARÁ CVSP Art. 1º O Campus Virtual

Leia mais

HISTÓRIA DO LEGISLATIVO

HISTÓRIA DO LEGISLATIVO HISTÓRIA DO LEGISLATIVO Maurício Barbosa Paranaguá Seção de Projetos Especiais Goiânia - 2015 Origem do Poder Legislativo Assinatura da Magna Carta inglesa em 1215 Considerada a primeira Constituição dos

Leia mais

Escola Básica de Custóias/ Faculdade de Letras da Universidade do Porto Núcleo de Estágio em História e Geografia 2011/2012 Estagiária: Diana Barroso

Escola Básica de Custóias/ Faculdade de Letras da Universidade do Porto Núcleo de Estágio em História e Geografia 2011/2012 Estagiária: Diana Barroso Escola Básica de Custóias/ Faculdade de Letras da Universidade do Porto Núcleo de Estágio em História e Geografia 2011/2012 Estagiária: Diana Barroso Escola: Básica de Custóias (sede) Ano: 8º ano Turma:

Leia mais

A Revoluções Burguesas na Inglaterra: o surgimento do Parlamentarismo

A Revoluções Burguesas na Inglaterra: o surgimento do Parlamentarismo A Revoluções Burguesas na Inglaterra: o surgimento do Parlamentarismo Parlamento Inglês -Rainha Elizabeth I (1558-1603) maior exemplo de poder absoluto na Inglaterra daquele tempo; - Maquiavélica; - Enquanto

Leia mais

3 Breve história da criminalidade nas favelas

3 Breve história da criminalidade nas favelas 3 Breve história da criminalidade nas favelas A origem das favelas no Rio de Janeiro é consensualmente datada no final do século XIX. A primeira favela foi a ocupação do Morro da Providência no centro

Leia mais

Associação Catarinense das Fundações Educacionais ACAFE CONCURSO POLÍCIA MILITAR CFO / Julho 2009 PARECER DOS RECURSOS

Associação Catarinense das Fundações Educacionais ACAFE CONCURSO POLÍCIA MILITAR CFO / Julho 2009 PARECER DOS RECURSOS 65) Sobre o crime de homicídio, segundo o Direito Penal Militar, analise as afirmações a seguir. l Comete crime militar de homicídio o soldado PM da ativa que mata outro soldado PM da ativa, em plena via

Leia mais

DECRETO Nº 20.393, DE 10 DE SETEMBRO DE 1931 (*)

DECRETO Nº 20.393, DE 10 DE SETEMBRO DE 1931 (*) DECRETO Nº 20.393, DE 10 DE SETEMBRO DE 1931 (*) Modifica o Codigo de Contabilidade da União e reforma o sistema de recolhimento da receita arrecadada e o de pagamento das despesas federais. O Chefe do

Leia mais

PROGRAMA LUGARES DA MEMÓRIA

PROGRAMA LUGARES DA MEMÓRIA Memorial da Resistência de São Paulo PROGRAMA LUGARES DA MEMÓRIA Cemitério de Areia Branca Endereço: Avenida Nossa Senhora de Fátima, 854 Areia Branca, Santos, SP. Classificação: Cemitério Identificação

Leia mais

COMITÊ DE ÉTICA EM PUBLICAÇÕES (COPE): ORIENTAÇÃO SOBRE BOA PRÁTICA EM PUBLICAÇÕES

COMITÊ DE ÉTICA EM PUBLICAÇÕES (COPE): ORIENTAÇÃO SOBRE BOA PRÁTICA EM PUBLICAÇÕES COMITÊ DE ÉTICA EM PUBLICAÇÕES (COPE): ORIENTAÇÃO SOBRE BOA PRÁTICA EM PUBLICAÇÕES Por que os protocolos foram criados? O comitê de publicação de ética (COPE) foi fundado em 1997 para tratar da questão

Leia mais

Mercosul Protocolo de Ouro Preto

Mercosul Protocolo de Ouro Preto PROTOCOLO DE OURO PRETO PROTOCOLO ADICIONAL AO TRATADO DE ASSUNÇÃO SOBRE A ESTRUTURA INSTITUCIONAL DO MERCOSUL (Ouro Preto, 17/12/1994) A República Argentina, a República Federativa do Brasil, a República

Leia mais

Oficina sobre Revolução, Contestação o maio de 1968 francês

Oficina sobre Revolução, Contestação o maio de 1968 francês Oficina sobre Revolução, Contestação o maio de 1968 francês Roteiro 1. Essa atividade foi pensada para alunos do ensino médio e envolve a discussão de temas relacionados a juventude, meio estudantil, trabalhadores,

Leia mais

8 A política nos quartéis

8 A política nos quartéis Introdução Antes do golpe de 1964, os militares brasileiros nunca haviam exercido o poder em nome do Exército de forma duradoura. Apesar disso, envolveram-se amiúde na política: de proclamações a manifestos,

Leia mais

PARTE V ADMINISTRAÇÃO DE CONFLITOS

PARTE V ADMINISTRAÇÃO DE CONFLITOS PARTE V ADMINISTRAÇÃO DE CONFLITOS Ganhar, nem sempre. Amadurecer, sempre. Prof. Glauber Santos glauber@justocantins.com.br www.justocantins.com.br Introdução É impossível imaginar uma empresa onde não

Leia mais

REVOLUÇÃO FRANCESA. Por: Rodrigo A. Gaspar

REVOLUÇÃO FRANCESA. Por: Rodrigo A. Gaspar REVOLUÇÃO FRANCESA Por: Rodrigo A. Gaspar REVOLUÇÃO FRANCESA Influência dos valores iluministas Superação do Absolutismo monárquico e da sociedade estratificada Serviu de inspiração para outras revoluções,

Leia mais

Valentim e mais 23 arguidos vão a Julgamento

Valentim e mais 23 arguidos vão a Julgamento Valentim e mais 23 arguidos vão a Julgamento Fonte: anti-corrupcao.150m.com e Correio da Manhã O juiz Pedro Miguel Vieira validou as mais de 16 mil horas de escutas do caso Apito Dourado e decidiu levar

Leia mais

Curso de Disseminação da Metodologia do PAIR CLIPPING DIÁRIO

Curso de Disseminação da Metodologia do PAIR CLIPPING DIÁRIO Curso de Disseminação da Metodologia do PAIR CLIPPING DIÁRIO 23 de Outubro de 2012 Veículo: Rede Andi Brasil Tema: Adoção ilegal BA: Denúncias apontam mais quatro adoções ilegais Pelo menos outras quatro

Leia mais

SECRETARIA DE ESTADO DE TRABALHO E ASSISTÊNCIA SOCIAL - SETAS

SECRETARIA DE ESTADO DE TRABALHO E ASSISTÊNCIA SOCIAL - SETAS SECRETARIA DE ESTADO DE TRABALHO E ASSISTÊNCIA SOCIAL - SETAS F O R M U L Á R I O D E I N F O R M A Ç Õ E S P E S S O A I S Foto 5x7 Instruções para preenchimento: 1. O Formulário de Informações Pessoais

Leia mais

A FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA NO RIO DE JANEIRO NA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XX

A FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA NO RIO DE JANEIRO NA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XX A FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA NO RIO DE JANEIRO NA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XX Bruno Alves Dassie Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro Universidade Estácio de Sá O objetivo desta

Leia mais

DEPARTAMENTO DE TAQUIGRAFIA, REVISÃO E REDAÇÃO NÚCLEO DE REDAÇÃO FINAL EM COMISSÕES TEXTO COM REDAÇÃO FINAL TRANSCRIÇÃO IPSIS VERBIS

DEPARTAMENTO DE TAQUIGRAFIA, REVISÃO E REDAÇÃO NÚCLEO DE REDAÇÃO FINAL EM COMISSÕES TEXTO COM REDAÇÃO FINAL TRANSCRIÇÃO IPSIS VERBIS CÂMARA DOS DEPUTADOS DEPARTAMENTO DE TAQUIGRAFIA, REVISÃO E REDAÇÃO NÚCLEO DE REDAÇÃO FINAL EM COMISSÕES TEXTO TRANSCRIÇÃO IPSIS VERBIS CPI - GRUPOS DE EXTERMÍNIO NO NORDESTE EVENTO: Reunião ordinária

Leia mais

Na atual Polônia, como na maioria dos países europeus,

Na atual Polônia, como na maioria dos países europeus, Unidades Especializadas de Polícia do Exército Polonês General Boguslaw Pacek, Exército Polonês Na atual Polônia, como na maioria dos países europeus, não há medo de agressão armada por parte de estados

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Page 1 of 7 Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 8.429, DE 2 DE JUNHO DE 1992. Dispõe sobre as sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos de enriquecimento

Leia mais

USUÁRIO QUE APANHOU NA PRISÃO, SOFREU

USUÁRIO QUE APANHOU NA PRISÃO, SOFREU NOME LUIS FILIPE PERTENCENTE A ALGUMA ORGANIZAÇÃO DA SOCIEDADE CIVIL? ESTADO MUNICÍPIO RIO DE JANEIRO (RJ) NOVA FRIBURGO DESCRIÇÃO DO CASO QUALIFICAÇÃO SEXO MASCULINO IDADE 22 25 COR GRAU DE INSTRUÇÃO

Leia mais

"Brasil é um tipo de país menos centrado nos EUA"

Brasil é um tipo de país menos centrado nos EUA "Brasil é um tipo de país menos centrado nos EUA" Neill Lochery, pesquisador britânico, no seu livro Brasil: os Frutos da Guerra mostrou os resultados da sua investigação histórica de um dos períodos mais

Leia mais

"JOSÉ LEÃO, UM MITO SANTO E O CLAMOR DE UM POVO POR JUSTIÇA".

JOSÉ LEÃO, UM MITO SANTO E O CLAMOR DE UM POVO POR JUSTIÇA. "JOSÉ LEÃO, UM MITO SANTO E O CLAMOR DE UM POVO POR JUSTIÇA". Capela de José Leão. Erguida em honra ao jovem assassinado no ano de 1877. Fonte: Foto do Portal Cabuginet. A História de José Leão é cercada

Leia mais

Em busca do arquivo perdido: a Assessoria Especial de Segurança e Informação da Universidade Federal do Espírito Santo (AESI/Ufes).

Em busca do arquivo perdido: a Assessoria Especial de Segurança e Informação da Universidade Federal do Espírito Santo (AESI/Ufes). Em busca do arquivo perdido: a Assessoria Especial de Segurança e Informação da Universidade Federal do Espírito Santo (AESI/Ufes). RESUMO: O principal objetivo deste artigo é apresentar os problemas relacionados

Leia mais

A DITADURA BRASILEIRA DE 1964

A DITADURA BRASILEIRA DE 1964 A DITADURA BRASILEIRA DE 1964 Dalmo A. Dallari * 1. A DITADURA E SUAS VARIANTES A história da humanidade tem sido uma confirmação reiterada do acerto da advertência do eminente político e historiador inglês

Leia mais

Marcel Gromaire, A Guerra. A partida de soldados portugueses para a guerra.

Marcel Gromaire, A Guerra. A partida de soldados portugueses para a guerra. Marcel Gromaire, A Guerra. A partida de soldados portugueses para a guerra. No início de agosto de 1914, as potências europeias desencadearam um conflito militar que ficou conhecido, entre os contemporâneos,

Leia mais

Latusa digital ano 2 Nº 16 julho de 2005

Latusa digital ano 2 Nº 16 julho de 2005 Latusa digital ano 2 Nº 16 julho de 2005 Uma intervenção Carlos Augusto Nicéas * Escolhi trazer para a nossa Conversação 1, alguns fragmentos do tratamento de um jovem de dezenove anos atualmente, dependente

Leia mais

total pelo ofensiva controlo de Alepo guerra A batalha de Alepo atingiu o

total pelo ofensiva controlo de Alepo guerra A batalha de Alepo atingiu o Exército ofensiva controlo sírio lança total pelo de Alepo guerra A batalha de Alepo atingiu o seu ponto crucial. Com 20 mil homens, tanques e blindados, o regime de Assad quer reconquistar bairro de Salaheddine

Leia mais

VESTIBULAR 2011 1ª Fase HISTÓRIA GRADE DE CORREÇÃO

VESTIBULAR 2011 1ª Fase HISTÓRIA GRADE DE CORREÇÃO VESTIBULAR 2011 1ª Fase HISTÓRIA GRADE DE CORREÇÃO A prova de História é composta por três questões e vale 10 pontos no total, assim distribuídos: Questão 1 3 pontos (sendo 1 ponto para o subitem A, 1,5

Leia mais

O DIREITO ÀS MEMÓRIAS NEGRAS E A OUTRAS HISTÓRIAS : AS COLEÇÕES DO JORNAL O EXEMPLO. Maria Angélica Zubaran

O DIREITO ÀS MEMÓRIAS NEGRAS E A OUTRAS HISTÓRIAS : AS COLEÇÕES DO JORNAL O EXEMPLO. Maria Angélica Zubaran O DIREITO ÀS MEMÓRIAS NEGRAS E A OUTRAS HISTÓRIAS : AS COLEÇÕES DO JORNAL O EXEMPLO Maria Angélica Zubaran Sabemos que, no âmbito das ciências humanas, a memória está relacionada aos processos da lembrança

Leia mais

Com base nas afirmações anteriores, na imagem e em seus conhecimentos, cite e analise:

Com base nas afirmações anteriores, na imagem e em seus conhecimentos, cite e analise: Questão 1: Os Tribunais da Inquisição foram criados pela Igreja no século XIII, para investigar e punir os crimes contra a fé. No século XVI a Inquisição foi reativada em vários países europeus, inicialmente

Leia mais

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA ENSINO MÉDIO ÁREA CURRICULAR: CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS DISCIPLINA: HISTÓRIA SÉRIE 1.ª CH 68 ANO 2012 COMPETÊNCIAS:. Compreender

Leia mais

MEMÓRIAS DE PESQUISA: A HISTÓRIA DE VIDA CONTADA POR MULHERES VIGIADAS E PUNIDAS

MEMÓRIAS DE PESQUISA: A HISTÓRIA DE VIDA CONTADA POR MULHERES VIGIADAS E PUNIDAS MEMÓRIAS DE PESQUISA: A HISTÓRIA DE VIDA CONTADA POR MULHERES VIGIADAS E PUNIDAS 1 Introdução O presente estudo se insere no contexto do sistema penitenciário feminino e, empiricamente, tem como tema as

Leia mais

Mas, um golpe de Estado militar instaurou a forma republicana presidencialista, em 15 de novembro de 1889.

Mas, um golpe de Estado militar instaurou a forma republicana presidencialista, em 15 de novembro de 1889. Brasil no período de transição: Império para República. Éramos governados por um dos ramos da Casa de Bragança, conhecido como família imperial brasileira que constituía o 11º maior império da história

Leia mais

BREVE MANUAL PARA USO DE ALGEMAS

BREVE MANUAL PARA USO DE ALGEMAS BREVE MANUAL PARA USO DE ALGEMAS Recordando do curso de Direitos Humanos e Direito Internacional Humanitário para Forças Policiais e de Segurança, que fiz pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha CICV,

Leia mais

Monster. Concursos ABUSO DE AUTORIDADE

Monster. Concursos ABUSO DE AUTORIDADE Monster Concursos ABUSO DE AUTORIDADE AULÃO PM-MG 06/03/2015 ABUSO DE AUTORIDADE LEI Nº 4.898, DE 9 DE DEZEMBRO DE 1965. #AULÃO #AQUIÉMONSTER Olá Monster Guerreiro, seja bem-vindo ao nosso Aulão, como

Leia mais

Gabarito oficial preliminar: História

Gabarito oficial preliminar: História 1) Questão 1 Segundo José Bonifácio, o fim do tráfico de escravos significaria uma ameaça à existência do governo porque Geraria uma crise econômica decorrente da diminuição da mão de obra disponível,

Leia mais