MEIO AMBIENTE, INOVAÇÃO E COMPETITIVIDADE NA INDÚSTRIA BRASILEIRA: A CADEIA PRODUTIVA DO PETRÓLEO

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1 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO INSTITUTO DE ECONOMIA MEIO AMBIENTE, INOVAÇÃO E COMPETITIVIDADE NA INDÚSTRIA BRASILEIRA: A CADEIA PRODUTIVA DO PETRÓLEO MARIA CECÍLIA JUNQUEIRA LUSTOSA JANEIRO 2002

2 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO INSTITUTO DE ECONOMIA MEIO AMBIENTE, INOVAÇÃO E COMPETITIVIDADE NA INDÚSTRIA BRASILEIRA: A CADEIA PRODUTIVA DO PETRÓLEO MARIA CECÍLIA JUNQUEIRA LUSTOSA Tese de Doutorado apresentada ao Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro como requisito parcial para a obtenção do título de Doutor em Economia Orientador: Prof. CARLOS EDUARDO FRICKMANN YOUNG RIO DE JANEIRO JANEIRO DE 2002

3 MEIO AMBIENTE, INOVAÇÃO E COMPETITIVIDADE NA INDÚSTRIA BRASILEIRA: A CADEIA PRODUTIVA DO PETRÓLEO MARIA CECÍLIA JUNQUEIRA LUSTOSA Banca Examinadora: Tese de Doutorado apresentada ao Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro como requisito parcial para a obtenção do título de Doutor em Economia Prof. CARLOS EDUARDO FRICKMANN YOUNG Prof a ELDELMIRA DEL CAMEN ALVEAL CONTRERAS Prof. MAURÍCIO TIOMNO TOLMASQUIM Prof. PAULO BASTOS TIGRE Prof a SONIA MARIA DALCOMUNI RIO DE JANEIRO INSTITUTO DE ECONOMIA/UFRJ janeiro de 2002 i

4 Ficha Catalográfica Lustosa, Maria Cecília Junqueira Meio Ambiente, Inovação e Competitividade na Indústria Brasileira: a cadeia produtiva do petróleo [Rio de Janeiro] 2002 xviii, 246 p. 29,7 cm (IE/UFRJ, 2002) Tese (Doutorado) Universidade Federal do Rio de Janeiro, IE/UFRJ, Meio Ambiente 2. Inovação 3. Teoria Evolucionária 4. Competitividade

5 Aos meus antecessores, Léa e Aleixo, de quem tenho muitas saudades, A quem me sucede, Lena e Gabriel, que me ensinaram uma nova dimensão do amor. ii

6 Any great change must expect opposition because it shakes the very foundation of privilege Lucretia Coffin Mott ( ) A tecnologia revela o modo como o homem lida com a natureza, o processo de produção pelo qual sustenta sua vida e, assim, põe a nu o modo de formação de suas relações sociais e das idéias que fluem destas Karl Marx O Capital, v. I, cap. 15. iii

7 AGRADECIMENTOS Super obrigada, Cadu! Estes são os mais sinceros agradecimentos ao meu orientador, Prof. Carlos Eduardo Young. Sua orientação durante o decorrer do meu doutoramento foi fundamental para aprofundar os conhecimentos teóricos, ampliar os horizontes no entendimento da complexa relação entre Economia e Meio Ambiente, contribuindo decisivamente para me incluir na categoria de Economista Ecológico. Seu estímulo à publicação de meus trabalhos resultou em uma produção acadêmica importante nesses quatro anos de curso. Os agradecimentos também são para os meus professores das disciplinas cursadas no doutorado, pelos valiosos conhecimentos que me foram transmitidos e pela aceitação do meu viés ambiental na elaboração dos trabalhos de avaliação; Para outros professores e pesquisadores do Instituto de Economia, em especial João Carlos Ferraz e Renata La Rovère pelos seminários de delimitação temática da tese; Edmar Almeida e Carmen Alveal pelo auxílio para melhorar os conhecimentos sobre a indústria do petróleo; Victor Prochnik pelo auxílio na compreensão das cadeias produtivas, além da excelente companhia na sala em que trabalhei mais da metade do meu doutorado; Valéria da Vinha pelas conversas informais sobre as questões ambientais; Para os meus colegas de pós-graduação, em especial Paulo Fernando Cavalcanti (Paulo Pernambuco, com ficou conhecido no Rio de Janeiro) pelas críticas ao capítulo teórico e a montagem do Frank (essa é uma outra história!); Alexandre D Avignon (do PPE/COPPE) pelas discussões em torno das inovações ambientais; Mariana Iooty, Marina Szapiro, Luciano Losekann, Mauro Andrade e de tantos outros pela companhia nos momentos de lazer, tão raros e essenciais aos alunos de doutorado; Para os estagiários do Grupo de Pesquisa em Economia do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (GEMA) do IE/UFRJ, pela contribuição na busca de informações e elaboração de tabelas. Em especial, a Josiane Carvalho de Almeida (Josi), pela sua ajuda decisiva na edição da tese e elaboração de tabelas; iv

8 Para os meus irmão e irmãs pela ajuda a suportar a perda de nossos pais durante o doutorado; Para o Rogério, Lena e Gabriel pelo carinho e amor de sempre. Certamente ficarão muito felizes de não me ouvirem mais dizer: Quando eu terminar a tese.... A todos, muito obrigada v

9 RESUMO O processo de industrialização das economias capitalistas modernas gerou impactos negativos sobre o meio ambiente: a poluição e a depleção dos recursos naturais. A redução dos impactos ambientais das atividades industriais é vista por muitos agentes econômicos como uma ameaça a sua competitividade. As inovações ambientais surgem como o principal caminho para aliar crescimento econômico e preservação ambiental, permitindo às empresas melhorar sua competitividade. A tese tem por objetivos: buscar evidências sobre o comportamento da indústria brasileira em relação às questões ambientais e sua posição competitiva, enfatizando a relação entre a capacidade inovativa e as preocupações ambientais; e verificar até que ponto as questões ambientais estão sendo importantes para a competitividade da indústria brasileira do petróleo, centrando na questão do desenvolvimento de tecnologias ambientais como principal elemento explicativo da relevância da preservação do meio ambiente no âmbito competitivo da indústria. Na ausência de dados específicos para analisar o comportamento ambiental da indústria brasileira, foram utilizados dados de outras pesquisas que continham variáveis relativas ao meio ambiente. Para verificar o desenvolvimento de tecnologias ambientais na cadeia produtiva do petróleo, buscou-se informações na Petrobras a maior empresa do mercado brasileiro de petróleo e nos projetos voltados para o meio ambiente financiados pelo CTPETRO o fundo setorial para o desenvolvimento de ciência e tecnologia na indústria do petróleo. As principais conclusões em relação à análise do comportamento da indústria brasileira e sua posição competitiva revela as seguintes evidências: as empresas de inserção internacional demonstraram maiores preocupações com as questões ambientais; as maiores empresas consideraram que as questões ambientais influenciam na sua competitividade e que o meio ambiente é um fator de motivação para a inovação; as empresas mais inovadoras são mais motivadas a adotar inovações ambientais; a maioria das empresas de setores de alto potencial poluidor tende a considerar mais a influência das questões ambientais e sua competitividade do que aquelas de menor potencial poluidor. Na indústria brasileira do petróleo, a adoção de tecnologias menos poluentes não tem sido guiada pela proteção ambiental, mas pela busca de eficiência na utilização dos vi

10 recursos. A análise das principais tendências da pesquisa e desenvolvimento de tecnologias ambientais revela que os principais temas abordados pelos projetos ambientais em desenvolvimento foram o monitoramento e o tratamento de final de tubo. Não há evidências de uma integração ampla entre empresas, reguladores e grupos de interesses quanto ao sistema de monitoramento ambiental e divulgação das informações de forma organizada, sistemática e de acesso fácil. Aliado a este fator, a fragilidade institucional da gestão ambiental pública reduz as pressões necessárias à implementação de uma política mais agressiva em termos ambientais para o setor. Assim, mesmo com avanços importantes na área ambiental, a política pública relativa ao meio ambiente na indústria brasileira de petróleo tem se mostrado adaptativa, se comparada às tendências mundiais estratégias de domínio de tecnologias limpas para a geração de energia. vii

11 ABSTRACT The industrialization process of modern capitalist economies had lead to negative environmental impacts: the pollution and the depletion of natural resources. The reduction of environmental impacts from industrial activities is seen as a threat to many economic agents competitive position. Environmental innovations arise as the main path to conciliate economic growth and environmental preservation, allowing firms to improve their competitiveness. This thesis has two objectives. First, to show evidences from Brazilian industry environmental behaviour and its competitive position, stressing the relationship between innovative capacity and environmental concerns. Second, to examine how environmental issues are been relevant to the Brazilian oil industry competitiveness, emphasizing the development of environmental technologies as the main element to account for the relevance of environmental preservation in the industry competitive scope. In the absence of specific data to analyze the Brazilian industry environmental behaviour, data from other surveys that had environmental related variables were used. To find out the development of environmental technologies in the oil productive chain, information from Petrobras the main company in the Brazilian oil market was used together with data from environmental projects financed by CTPETRO the specific funding for science and technology development in the Brazilian oil industry. The main conclusions related to the Brazilian industry environmental behaviour and its competitive position are: companies with global insertion are more concerned with environmental issues; bigger companies considered that environmental issues influence in their competitiveness and that the environment is a motivation for innovation; more innovative companies are more prone to adopt environmental innovations; most of companies from high potential polluter sectors tend to consider that environmental issues influence more their competitiveness than those with lower potential polluter. In the Brazilian oil industry, the adoption of less pollutant technologies is not been driven by environmental protection, instead by the search of more efficiency in resource uses. The analysis of the main tendencies in the research and development of environmental technologies shows that monitoring and the end-of-pipe treatment are chief themes of environmental projects been developed. There are no evidences of a wide viii

12 integration between companies, regulators e stakeholders concerning the environmental monitoring system e the spread of those information in a well organized, systematic and easy access way. In addition, the institutional fragility of the public environmental management system reduces the needed pressures to implement a more emphatic environmental policy for this sector. Despite of significant improvement concerning the environment, environmental public policy related to the Brazilian oil industry is being more reactive, if compared with international tendencies the strategy of dominance of clean technologies for energy production. ix

13 Índice Lista de Tabelas... xiii Lista de Quadros... xvii Lista de Figuras... xviii INTRODUÇÃO... 1 Capítulo 1 - REGULAMENTAÇÃO AMBIENTAL, INOVAÇÃO E COMPETITIVIDADE: UMA ABORDAGEM EVOLUCIONÁRIA Os Problemas Ambientais e a Teoria Evolucionária Princípios Teóricos da Teoria Evolucionária Inovações Tecnológicas e Mudanças Técnicas Inovações e Tecnologias Ambientais Regulamentação Ambiental e Competitividade: as diferentes vertentes de análise As melhorias ambientais e a necessidade de regulamentação Regulamentação ambiental e competitividade O debate acerca da relação entre competitividade e preservação do meio ambiente discutindo a Hipótese de Porter Análise dos fatores determinantes da relação entre regulamentação ambiental, inovações ambientais e competitividade: proposta de um instrumental analítico Capítulo 2 - MEIO AMBIENTE E COMPETITIVIDADE: EVIDÊNCIAS EMPÍRICAS PARA A INDÚSTRIA BRASILEIRA Inovação e Meio Ambiente: evidências das empresas paulistas Inserção internacional Tamanho da firma Inovação Análise Setorial Competitividade e Meio Ambiente: evidências da indústria brasileira Determinantes do Investimento Ambiental x

14 Capítulo 3 - A CADEIA PRODUTIVA DO PETRÓLEO Breve Histórico da Indústria do Petróleo O surgimento e desenvolvimento da indústria do petróleo no mundo A indústria do petróleo no Brasil Situação atual de reservas, produção e consumo no mundo e no Brasil A cadeia produtiva do petróleo Delimitação da cadeia produtiva do petróleo Descrição e ligações da cadeia produtiva do petróleo Características e Dinâmica Interna das Etapas Produtivas O upstream O downstream Os fatores determinantes da competitividade internacional da indústria do petróleo Capítulo 4 - A CADEIA PRODUTIVA DO PETRÓLEO E O MEIO AMBIENTE Problemas Ambientais das Etapas da Cadeia Produtiva do Petróleo O upstream O refino As atividades secundárias Os acidentes O consumo do petróleo enquanto fonte de poluição A Cadeia do Petróleo e seu Aparato Regulatório na Área de Meio Ambiente Breve histórico da gestão ambiental pública no Brasil Legislação ambiental da cadeia do petróleo e as agências reguladoras Capítulo 5 - A PESQUISA E O DESENVOLVIMENTO DE TECNOLOGIAS AMBIENTAIS NA INDÚSTRIA DO PETRÓLEO NO BRASIL O Desenvolvimento de Ciência e Tecnologia na Indústria do Petróleo A Petrobras e o Desenvolvimento de Tecnologias Ambientais Os Projetos do CTPETRO na Área de Meio Ambiente xi

15 5.4 As Tecnologias Alternativas e as Convergências Tecnológicas: mudança de paradigma ou novas trajetórias tecnológicas no paradigma dos hidrocarbonetos? Tendências tecnológicas na direção de tecnologias mais limpas A estratégia de domínio de tecnologias limpas para a geração de energia CONCLUSÕES REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANEXOS ANEXO I ANEXO II ANEXO III ANEXO IV ANEXO V xii

16 Lista de tabelas Lista de Tabelas Tabela 1 Empresas que consideram o meio ambiente uma oportunidade de negócios e seus percentuais médios de exportações sobre o total das vendas, segundo origem do capital controlador Tabela 2 Empresas que consideram perdas de mercados devido aos efeitos de sua atividade sobre o meio ambiente e seus percentuais médios de exportações sobre o total das vendas, segundo origem do capital controlador Tabela 3 Empresas que consideram elevação de custos derivada dos efeitos de sua atividade sobre o meio ambiente e seus percentuais médios de exportações sobre o total das vendas, segundo origem do capital controlador Tabela 4 Empresas que consideram a degradação da imagem institucional derivada dos efeitos de sua atividade sobre o meio ambiente e seus percentuais médios de exportações sobre o total das vendas, segundo origem do capital controlador Tabela 5 Empresas que realizaram investimentos na reutilização ou tratamento de resíduos para redução dos problemas ambientais decorrentes de suas atividades e seus percentuais médios de exportações sobre o total das vendas, segundo origem do capital controlador Tabela 6 Empresas que realizaram investimentos na substituição de insumos contaminantes para redução de problemas ambientais decorrentes de suas atividades e seus percentuais médios de exportações sobre o total das vendas, segundo origem do capital controlador Tabela 7 Empresas que investiram em mudanças no processo de produção para redução de problemas ambientais e seus percentuais médios de exportações sobre o total das vendas, segundo origem do capital controlador Tabela 8 Grau de importância da estratégia de preservação do meio ambiente como fator de motivação para a empresa inovar e percentuais médios de exportações sobre o total das vendas, segundo origem do capital controlador Tabela 9 Empresas que adotaram programas e técnicas para melhoria de métodos produtivos para defesa do meio ambiente e percentuais médios de exportações sobre o total das vendas, segundo origem do capital controlador Tabela 10 Tamanho das empresas de acordo com o pessoal ocupado, segundo a origem do capital controlador xiii

17 Lista de tabelas Tabela 11 Faixa de receita líquida das empresas (em R$), segundo a origem do capitalcontrolador Tabela 12 Comportamento das empresas em relação às variáveis consideradas como indicadores de competitividade, segundo faixa de receita líquida Tabela 13 Comportamento das empresas em relação às variáveis consideradas como indicadores de competitividade, segundo o tamanho da firma de acordo número de pessoas ocupadas Tabela 14 Comportamento das empresas em relação às variáveis consideradas como indicadores de inovação ambiental para melhorar a competitividade, segundo faixa de receita líquida Tabela 15 Comportamento das empresas em relação às variáveis consideradas como indicadores de inovação ambiental para melhorar a competitividade, segundo o tamanho da firma de acordo número de pessoas ocupadas Tabela 16 Grau de importância da estratégia de preservação do meio ambiente como fator de motivação para a empresa inovar e percentuais por tamanho da firma, segundo o tamanho da firma de acordo número de pessoas ocupadas Tabela 17 Grau de importância da estratégia de preservação do meio ambiente como fator de motivação para a empresa inovar e percentuais por tamanho da firma, segundo a faixa de receita líquida Tabela 18 Empresas que investiram em mudanças no processo de produção para redução de problemas ambientais decorrentes de suas atividades, segundo grau de importância do departamento interno de P&D Tabela 19 Empresas que realizaram investimentos na substituição de insumos contaminantes para redução de problemas ambientais decorrentes de suas atividades, segundo grau de importância do departamento interno de P&D Tabela 20 Empresas que realizaram investimentos na reutilização ou tratamento de resíduos para redução de problemas ambientais decorrentes de suas atividades, segundo grau de importância do departamento interno de P&D Tabela 21 Grau de importância da estratégia de preservação do meio ambiente como fator de motivação para a empresa inovar, segundo grau de importância do departamento interno de P&D xiv

18 Lista de tabelas Tabela 22 Empresas que adotaram programas e técnicas para melhoria de métodos produtivos para defesa do meio ambiente, segundo a importância do departamento de P&D como fonte interna para atividades inovativas Tabela 23 Empresas que adotaram programas e técnicas para melhoria de métodos produtivos para defesa do meio ambiente, segundo a importância do licenciamento e aquisição de patentes como fontes internas para atividade inovativas Tabela 24 Comportamento das empresas em relação às variáveis consideradas como indicadores de competitividade e potencial poluidor, segundo setores industriais Tabela 25 Comportamento das empresas em relação às variáveis consideradas como indicadores de inovação ambiental para melhorar a competitividade e potencial poluidor, segundo setores industriais Tabela 26 Reservas provadas mundiais 1980, 1990 e Tabela 27 Produção, consumo, superávit ou déficit de consumo e percentuais de produção e de consumo de petróleo no mundo 1999 e 2000 (mil barris/dia) Tabela 28 Produção, consumo e déficit de consumo de petróleo no Brasil 1990 a 2000 (mil barris/dia) Tabela 29 Importações e exportações totais, importações de petróleo bruto, participação das importações de petróleo bruto nas importações totais 1999 e Tabela 30 Matriz insumo-produto do macro-complexo químico 1996 (em R$ milhões) Tabela 31 Decomposição do investimento offshore a preços de mercado em setor matriz Tabela 32 Distribuição de royalties por beneficiários Tabela 33 Taxas médias anuais de crescimento 1999/1996 (em porcentagem) Tabela 34 Operadoras das três rodadas de licitação de blocos Tabela 35 Capacidade instalada das refinarias nacionais Tabela 36 Emissões estimadas para o refino de petróleo e indústria petroquímica, segundo poluentes da água e do ar Tabela 37 Emissões estimadas para o refino de petróleo, segundo poluentes do ar Tabela 38 Balanço energético de países selecionados xv

19 Lista de tabelas Tabela 39 Fontes e setores responsáveis pela emissão de CO 2 Brasil Tabela 40 Chamadas de Projeto CTPETRO 1999/ xvi

20 Lista de quadros Lista de Quadros Quadro 1 O Macro-Complexo Químico Quadro 2 Cadeia Produtiva do Petróleo Quadro 3 Mapa do Macro-complexo Químico 1996 (em R$ milhões) Quadro 4 Mapa do Processo de Exploração e Produção Quadro 5 Principais Impactos Ambientais das Etapas da Cadeia do Petróleo Quadro 6 Algumas Leis Brasileiras Referentes ao Meio Ambiente Quadro 7 O Que Determina a Resolução Conama 23/ Quadro 8 Licenças e Estudos para Licenciamento Ambiental das Atividades de E&P. 183 Quadro 9 Cadeia do Petróleo e o Quadro Legal Federal Quadro 10 Projetos Ambientais CTPETRO xvii

21 Lista de figuras Lista de Figuras Figura 1 Produção,Consumo e Déficit de Consumo de Petróleo no Brasil a 2000 (mil barris/dia) Figura 2 Esquema Básico de Refino Figura 3 Área Concedida por Empresa Figura 4 Petróleo Processado e Capacidade de Processamento de Petróleo e Condensado nas Refinarias Nacionais Figura 5 Produção de Derivados de Petróleo nas Refinarias Nacionais Figura 6 Exportação de Derivados de Petróleo Figura 7 Postos Revendedores de Combustíveis Automotivos por Distribuidora xviii

22 Introdução INTRODUÇÃO A fascinante história da industrialização mundial, com seus primórdios na Revolução Industrial inglesa, mostra o papel preponderante do desenvolvimento tecnológico no processo de mudanças radicais que desde então caracterizam as sociedades humanas. É como se tivesse sido jogada uma pedra num imenso lago: seus efeitos vão sendo sentidos na medida em que suas ondas vão se movendo para as margens. Entretanto, a industrialização não se espalhou de maneira uniforme, como as ondas do lago, mas de maneira desigual e assimétrica, sofrendo interferências econômicas, sociais, políticas e institucionais. Os efeitos visíveis percebidos na superfície do lago desses mais de dois séculos de história já foram evidenciados, em várias épocas, por muitos autores de diferentes áreas do conhecimento. Mas, paralelamente às ondas provocadas pela pedra jogada, há um efeito no interior do lago, debaixo da superfície até o fundo, que só pode ser percebido anos depois. É justamente esse efeito submerso, cumulativo e irreversível os impactos negativos sobre o meio ambiente resultantes das atividades industriais que esta tese pretende incluir na análise econômica. O desenvolvimento econômico e tecnológico desde a Revolução Industrial, baseado no uso intensivo de matérias primas e energia, aumentou a velocidade de utilização de recursos naturais 1. Dada a sua abundância, a questão da sustentabilidade do sistema econômico ou seja, a manutenção das condições para seu bom desenvolvimento, não esgotando os recursos de que necessita e deixando-os disponíveis em boa qualidade para uso futuro não ficou no centro das preocupações dos economistas durante muitas décadas 2. Mais de um século e meio depois do início do processo de industrialização é que 1 Os recursos naturais podem ser renováveis ou não renováveis. Os não renováveis são finitos... que, em escala de tempo humana, uma vez consumido(s) não possa(m) ser renovado(s) (Lima-e-Silva et alii, 1999:194). Pertencem a esta categoria os minerais e os combustíveis fósseis. Os renováveis não podem ser totalmente consumidos dada sua capacidade de reprodução como a fauna e a flora ou de regeneração como a água e o ar. Entretanto, os recursos renováveis podem ser depletados, pois sua velocidade de exploração pode ser maior do que sua capacidade de renovação. 2 Não significa, entretanto, que os economistas clássicos não se preocupavam com a escassez de recursos produtivos, inclusive os recursos naturais. Pelo contrário, uma das grandes contribuições teóricas de David Ricardo, a teoria da renda da terra, mostra as implicações para o crescimento econômico de cultivar terras menos férteis portanto da escassez de terras férteis, dados os rendimentos decrescentes da produção agrícola, encarecendo os alimentos. Thomas Robert Malthus colocou os primeiros questionamentos quanto à sustentabilidade do sistema econômico, pois previa a escassez de alimentos o centro de seu argumento é que a população crescia em progressão geométrica e a produção de alimentos em progressão aritmétrica, 1

23 Introdução a questão da finitude dos recursos naturais, vista como ameaça ao crescimento das economias modernas, entra definitivamente na agenda de pesquisa dos economistas. Além da utilização intensiva dos recursos naturais, os rejeitos dos processos produtivos lançados no meio ambiente resultaram no acúmulo de poluentes acima da sua capacidade de absorção, gerando a poluição. Esta passa de uma dimensão local degradação dos corpos hídricos, dos solos e da qualidade do ar para uma dimensão regional e global. Muitas décadas após o início do processo de industrialização, a possibilidade da terra estar se aquecendo mais rapidamente, pelo aumento da concentração de gases do efeito estufa na atmosfera, tornou-se uma das principais preocupações ambientais globais. A depleção dos recursos naturais e a poluição são problemas ambientais resultantes das ações antrópicas, que também levam à perda de diversidade biológica biodiversidade, gerando desequilíbrios nos ecossistemas e fazendo com que percam parte de suas funções biológicas e sociais. Este conjunto de problemas é denominado de questão ambiental. Estes efeitos negativos sobre o meio ambiente são resultados de decisões e ações passadas, sugerindo uma interdependência temporal, revelando um processo de mudanças contínuas e evidenciando incertezas em relação ao conhecimento dos impactos ambientais resultantes do crescimento econômico. Mas a tecnologia, por si só, mesmo utilizando intensivamente recursos naturais e devolvendo os rejeitos das atividades produtivas para o meio ambiente, não geraria impactos ambientais significativos se não fosse o efeito escala. O aumento contínuo da produção demanda maior quantidade de recursos naturais e joga mais rejeitos no meio ambiente. Esse aumento está associado ao crescimento da população, logo ao crescimento da demanda, e também ao modo de produção capitalista a outra cara-metade da Revolução Industrial. Para o crescimento da produção capitalista é necessário novos mercados, portanto, novas necessidades dos consumidores. Assim, crescem a população e suas necessidades, aumentando a escala da produção industrial, a demanda por recursos naturais e os rejeitos tornando o sistema não sustentável. Entre os economistas neoclássicos, William Stanley Jevons, em 1865, analisou o risco da exaustão do carvão, a maior fonte de energia para indústria à época, e suas potenciais conseqüências catastróficas para a continuidade do crescimento econômico (Vercelli, 2000). Arthur Cecil Pigou, em 1920, introduziu o conceito de externalidade - consumo ou produção de um bem gera efeitos benéficos ou adversos a outros agentes que não são compensados no mercado via preços -, colocando a poluição como uma externalidade negativa do processo de produção industrial. 2

24 Introdução dos processos produtivos. Mesmo sendo o desenvolvimento tecnológico industrial o foco desta tese, evidentemente, a abordagem da questão ambiental do ponto de vista da indústria não esgota a discussão sobre sustentabilidade, pois o comportamento dos consumidores e dos outros setores econômicos são variáveis muito importantes. Coloca-se, portanto, um trade-off entre crescimento econômico e preservação do meio ambiente. Por um lado, o crescimento econômico trouxe melhorias nas condições de vida da população, gerando maior quantidade de bens e serviços disponíveis para satisfação das necessidades. Por outro lado, este mesmo crescimento trouxe problemas ambientais, que não ficam restritos à atividade industrial, como a ocupação desordenada do solo nas vizinhanças das unidades industriais, agravando as condições ambientais, causando danos à saúde humana e à qualidade do meio ambiente. O crescimento econômico leva à dupla exclusão a social e a ambiental. A primeira é resultado da forma desigual da distribuição dos benefícios do crescimento seja entre a população de um país ou entre países. Aliada à exclusão social, está a exclusão ambiental, resultante da crescente degradação do meio ambiente gerada pelo crescimento econômico, que faz com que as camadas menos abastadas da população sejam mais atingidas pelas más condições ambientais são elas que ocupam as áreas degradadas e menos usufruem de recursos naturais de qualidade. A redução da exclusão social pode ocorrer via distribuição de renda, mas para que aumente o padrão de vida de todos sem que seja reduzido o de alguns, é necessário que haja crescimento econômico. Mas este gera problemas ambientais, que reduzem o padrão de vida, gerando um antagonismo aparentemente insolúvel. Está posto o desafio: como crescer economicamente, com equidade social e preservação ambiental? Esta é uma questão que depende não somente de fatores econômicos, mas também sociais, políticos e institucionais, tornado-a muito ampla e complexa. Inovação e Competitividade O setor industrial é um dos que mais provoca danos ao meio ambiente, seja por seus processos produtivos ou pela fabricação de produtos poluentes e/ou que tenham problemas 3

25 Introdução de disposição final após sua utilização. Se por um lado as tecnologias 3 adotadas levaram à degradação ambiental, elas também possibilitaram maior eficiência no uso dos recursos naturais e a substituição de insumos no processo produtivo um exemplo marcante foi o melhor aproveitamento energético dos derivados do petróleo e a sua substituição parcial por outras fontes energéticas após o primeiro choque do petróleo em Portanto, o desenvolvimento tecnológico na direção de um padrão de produção menos agressivo ao meio ambiente é visto como uma solução parcial do problema. Em oposição à este otimismo tecnológico estão os autores conservacionistas 4, que acreditam que os recursos naturais não podem ser perfeitamente substituíveis, pois possuem características particulares,... de difícil ou mesmo impossível reprodução por sistemas produtivos;... O consumo destes recursos contém um certo grau de irreversibilidade e, portanto, o consumo atual redunda na impossibilidade das gerações futuras disporem da base atual de recursos naturais (Young, C. E. F. in: Oliveira, 1998:57). Entretanto, o processo concorrencial das empresas nas economias capitalistas gera uma necessidade de diferenciação permanente em relação aos seus concorrentes. A busca desta diferenciação passa pelo processo de inovação ao ter o domínio de uma nova técnica de produção ou de um novo produto, a empresa passa a auferir vantagens econômicas, sejam lucros extraordinários ou manutenção de sua parcela de mercado. As inovações podem ser técnicas ou organizacionais. As primeiras referem-se à introdução de um novo processo, produto, sistema ou equipamento, ou seja, é a elaboração de novos princípios técnicos. As segundas são mudanças na forma de organização, nas políticas, nas tarefas, nos procedimentos e nas responsabilidades é a introdução de novas rotinas de trabalho, procedimentos administrativos, relações intra-organizacionais, práticas gerenciais e relacionamento com os grupos de interesse (Kemp et alii, 2000). Na medida em que a preservação do meio ambiente tornou-se um fator de diferenciação para as empresas, caracterizando-se como uma oportunidade de negócios, surgiu a possibilidade de incluir preocupações ambientais em suas estratégias empresariais, 3 A tecnologia é entendida como... a set of pieces of knowledges, both directly practical (related to concrete problems and devices) and theoretical (but practically applicable although not necessarily already applied), know-how, methods, procedures, experience of successes and failures and also, of course, physical devices and equipment (Dosi, 1984:14). 4 São autores que colocaram a questão da sustentabilidade na agenda de pesquisa de diferentes áreas do conhecimento nos anos 60, como Herman Daly, Kenneth Boulding e John Krutilla. 4

26 Introdução por meio de práticas ecologicamente mais adequadas adoção de tecnologias ambientais, implantação de sistema de gestão ambiental, racionalização do uso dos recursos naturais, entre outros. As tecnologias ambientais podem ser definidas como o conjunto de conhecimentos, técnicas, métodos, processo, experiências e equipamentos que utilizam os recursos naturais de forma sustentável e que permitem a disposição adequada dos rejeitos industriais, de forma a não degradar o meio ambiente também chamadas de tecnologias ambientalmente saudáveis. Elas são obtidas por meio das inovações ambientais, ou seja, da introdução de novos procedimentos técnicos e organizacionais, no âmbito da produção industrial, que levam à maior proteção do meio ambiente. Nos casos em que as empresas não mostraram interesse em práticas menos agressivas ao meio ambiente, o Estado teve que, por meio da gestão ambiental pública, utilizar meios legais a política ambiental e suas regulamentações e incentivar as empresas a mudarem seu comportamento em relação aos impactos ambientais resultantes de suas atividades. A regulamentação ambiental tem um lado normativo e outro informativo traduz as necessidades de proteção ambiental em requerimentos específicos, sinalizando para os poluidores e os fornecedores de tecnologias ambientais o que está sendo demandado. A imposição de regulamentações ambientais é percebida por muitos empresários, formuladores de políticas e acadêmicos como um trade-off no qual estariam, de um lado, os benefícios sociais relativos à maior preservação ambiental, resultante de padrões e regulamentações mais rígidos; de outro lado, tais regulamentações levariam a um aumento dos custos privados do setor industrial, elevando preços e reduzindo a competitividade tanto das empresas quanto a do país. Outros economistas flexibilizam este trade-off, argumentando que as firmas respondem às regulamentações com inovações, melhorando a competitividade. As regulamentações redefinem as possibilidades de atuação da firma, determinando seu grau de liberdade para tomar decisões por meio da definição de parâmetros a serem obedecidos. A competitividade é definida como... a capacidade da empresa formular e implementar estratégias concorrenciais, que lhe permitam ampliar ou conservar, de forma duradoura, uma posição sustentável no mercado (Ferraz et alii, 1995). O estudo da competitividade tem como referência a dinâmica do processo de concorrência, de acordo 5

27 Introdução com o referencial teórico proposto adiante. Deve-se levar em conta os fatores determinantes da competitividade em seus três níveis: empresarial, estrutural e sistêmico (Coutinho e Ferraz, 1994). A variável ambiental encontra-se nos fatores estruturais de competitividade e nos fatores sistêmicos regulatórios e internacionais, podendo ser também um fator interno à empresa. Desta maneira, estabeleceu-se um debate sobre regulamentação ambiental e competitividade no início dos anos 90, incentivando diversos estudos sobre o tema. Na vertente mais flexível, se as firmas respondem às regulamentações com inovações, buscando atender determinados parâmetros, então a questão regulamentação/competitividade passa a ser uma questão inovação/competitividade. Portanto, a primeira hipótese desta tese é que a capacitação dos setores industriais para adotar e gerar tecnologias ambientais é uma condição necessária, mas não suficiente, para que os impactos ambientais negativos das indústrias sejam minorados, reforçando sua competitividade. Uma vez que o padrão tecnológico vigente é um dos responsáveis pela degradação ambiental, a introdução e difusão de novas tecnologias ambientais podem aumentar a produtividade dos recursos naturais utilizados como insumos e minimizar a poluição. Essas novas tecnologias reduzem custos devido ao aumento de produtividade ou pela conformidade, podem aumentar o valor do produto e dão um diferencial em relação aos concorrentes, uma vez que padrões ambientais mais rígidos estão sendo demandados pela sociedade e adotados pelos organismos reguladores. Estes resultados reforçam a competitividade das firmas. A segunda hipótese é que as questões ambientais afetam a competitividade das empresas e setores industriais até o ponto em que elas adotam inovações ambientais para tornarem-se mais competitivas. Logo, as questões ambientais são importantes, mas não determinantes, nas estratégias competitivas dos setores industriais. Entretanto, alguns fatores influenciam a importância da variável ambiental na estratégia competitiva das firmas e dos setores industriais a dimensão dos impactos ambientais, o tamanho das firmas, a capacidade inovativa e as relações como os mercados externo e interno. Para que ocorram melhorias ambientais, as firmas devem adotar inovações. Entretanto, a inovação na firma não é resultado de uma decisão baseada em fatores internos, mas de interações complexas entre a firma e seus clientes e fornecedores, e de um 6

28 Introdução contexto mais amplo, que inclui o ambiente institucional, cultural e social, a infraestrutura, aspectos macroeconômicos, o sistema de inovação. O foco da análise deve, portanto, sair da firma e centrar-se nos setores industriais, buscando uma abordagem sistêmica. Indústria Brasileira e Meio Ambiente A industrialização brasileira foi marcada por um relativo descaso com a questão ambiental, resultando na participação elevada de setores potencialmente poluidores na composição do produto industrial. Entre 1981 e 1999, o crescimento das indústrias de alto potencial poluidor foi superior ao da média geral da indústria (IBGE, apud Young e Lustosa, 2001). Esta constatação encontra explicações no processo de industrialização brasileiro,... resultado do atraso no estabelecimento de normas ambientais e agências especializadas no controle da poluição; da estratégia de crescimento associada à industrialização por substituição de importações, privilegiando setores intensivos em emissão; e da tendência de especialização do setor exportador em atividades potencialmente poluentes (Young e Lustosa, 2001:231). O II Plano Nacional de Desenvolvimento (II PND) veio complementar o processo de industrialização com setores de elevado potencial poluidor, incentivando a instalação de pólos petroquímicos, de indústrias metalúrgicas e produtoras de celulose, de usinas nucleares, entre outros. O esforço exportador do início da década de 80 baseou-se nos setores implantados no II PND, aumentando a produção industrial de alto potencial poluidor. Este perfil não foi alterado com a abertura comercial do final de década de 80. A questão ambiental ganhou espaço nas preocupações sociais das empresas a partir da década de 90. Ao perceber o crescente interesse e preocupação da sociedade com o meio ambiente, as empresas buscaram inserir-se no contexto dos agentes participantes das mudanças em resposta aos anseios da sociedade, visto a diminuição da capacidade financeira do Estado e do descrédito como ator de transformação capaz de solucionar problemas sociais relevantes o Estado de todos é apropriado para servir a interesses privados. 7

29 Introdução A reboque do vazio deixado pelo Estado, aproveitando para melhorar sua imagem e ter o reconhecimento da sociedade de ser um ator chave no processo de transformação, as empresas passaram a investir em programas ambientais de cunho social. Em final de 2001, existiam 183 projetos sociais ligados ao meio ambiente, patrocinados por empresas dos mais diversos setores industriais 5 (Exame, novembro/2001). Mesmo com pouco incentivo fiscal, as empresas envolveram-se nestes projetos na busca de uma imagem positiva, servindo como poderoso instrumento de marketing, diferenciando-se de seus concorrentes e ganhando espaço na mídia de forma espontânea, inclusive. Este é um primeiro indício de que o meio ambiente pode ser uma forma de melhorar a competitividade por meio do marketing ecológico. A despeito das ações sócio-ambientais implementadas pelas empresas, com resultados positivos para o meio ambiente e para a sociedade, os problemas ambientais dentro de casa resultado dos impactos ambientais negativos de suas atividades centrais ficaram bem aquém da visibilidade dos projetos ambientais voltados para a sociedade. As exceções são as empresas que sofreram alguma pressão para fazê-lo: das regulamentações de outros países em relação ao produto exportado, como no caso das grandes empresas exportadores do setor de papel e celulose, e das regulamentações nacionais, que forçam as empresas diminuírem os impactos ambientais de suas atividades. A redução de custos também exerceu um papel importante na minimização dos impactos ambientais das empresas. O meio ambiente, entretanto, não era o foco principal os programas de conservação de energia, de otimização de processos com objetivos de reduzir os custos com matérias primas, os processos de controle automatizados que reduzem desperdícios, entre outros, tiveram um rebate positivo na utilização mais racional dos recursos naturais. A implementação crescente da gestão ambiental, inclusive por meio da certificação de acordo com as normas ISO 14001, espelha a preocupação das empresas com seus problemas internos relativos ao meio ambiente. Porém, a certificação ambiental também serviu como um instrumento de marketing ecológico. A certificação pelas normas ISO 14031, de avaliação da performance ambiental, não tomou o mesmo impulso no esforço de certificação por parte das empresas. 5 Destes projetos, 13 foram patrocinados por empresas da indústria do petróleo: a Petrobras com 12 projetos, no valor total de R$ mil, e a Shell com um projeto, no valor de R$ 70 mil. 8

30 Introdução A cadeia do petróleo O parque industrial brasileiro é bastante desenvolvido e diversificado, apresentando indústrias articuladas entre si. Para obter uma categoria relevante para a análise sistêmica, foi utilizado o instrumental analítico de complexos industriais e cadeias produtivas, que possibilita delimitar sua área de influência a interação interfirmas e os fatores relevantes do contexto mais amplo que induzem às inovações ambientais. A escolha da cadeia do petróleo no Brasil para fazer a análise das questões ambientais a ela pertinentes, do seu processo inovativo em relação ao meio ambiente e sua influência sobre a competitividade justifica-se pelos seguintes fatores: Todas as etapas da cadeia apresentam problemas ambientais relevantes, derivados de suas atividades de alto potencial poluidor e de risco; Mudança do marco regulatório da indústria do petróleo, com abertura do mercado dos segmentos da cadeia produtiva, alterando fatores importantes do contexto institucional, concorrencial e do financiamento do sistema de inovações. Mudança de marco regulatório relativo ao meio ambiente, com a legislação ambiental aprimorando-se com maior velocidade. A mais geral por causa da maior pressão social, com a crescente conscientização das questões ambientais. A específica à indústria do petróleo, pela necessidade de mais regulamentações ambientais para as atividades que foram intensificadas no upstream e pelo recente desempenho ambiental sofrível da indústria do petróleo, provocado principalmente por acidentes. Seu peso econômico significativo, como fonte energética e de matérias primas de diversos segmentos da indústria, pela elevada participação nas receitas financeiras para a esfera governamental, pela forte demanda que exerce de outros complexos industriais e por seu peso na balança comercial. Elevada participação na matriz energética brasileira, sendo a principal fonte energética que alimenta o sistema de transporte nacional. Suas atividades envolvem grande complexidade de operações, exigindo ativos específicos de alto valor, logo investimentos de porte substancial. Distribuição regional desigual, tanto das reservas quanto da localização das unidades de refino, gerando impactos regionais diferenciados ambientais, sociais e econômicos 9

31 Introdução que são influenciados por características históricas, ecológicas e econômicas heterogêneas. O desenvolvimento tecnológico como traço marcante de sua competitividade, observado ao longo da sua evolução histórica. Busca no mercado internacional por processos de geração de energias mais limpas seja na própria rota dos hidrocarbonetos gás natural, gasolinas de qualidade superior derivados do petróleo e do gás - ou por fontes alternativas aos derivados do petróleo solar, eólica, biomassa, fontes renováveis como o álcool da cana-de-açúcar. Implica uma visão de longo prazo, com incertezas inerentes às novas tecnologias. A importância de estudar as relações entre a indústria do petróleo e seus impactos ambientais reside no fato de que a abertura do mercado para torná-lo mais competitivo gera novas formas de concorrência. Aliada a uma legislação ambiental mais restritiva, suscita o questionamento da importância da preservação ambiental como estratégia competitiva numa indústria potencialmente poluidora e com alto potencial de risco, porém com alto dinamismo tecnológico nas etapas da cadeia produtiva. Objetivos O foco da análise desta tese não é como a questão ambiental modifica a rotina das empresas por meio da gestão, auditoria ou contabilidade ambiental, mas sim como a questão ambiental pode mudar o ambiente competitivo e, consequentemente, as estratégias das empresas e setores industriais, tendo como estudos de casos a indústria de transformação brasileira e, mais detalhadamente, a cadeia produtiva do petróleo. A contribuição desta tese é no sentido de propor um instrumental de análise dos fatores determinantes da relação entre regulamentação ambiental, inovações ambientais e competitividade utilizando os conceitos da teoria evolucionária da mudança tecnológica, podendo servir de referencial para subsidiar políticas na direção de aliar crescimento econômico com preservação ambiental. Uma vez que a história da indústria do petróleo foi marcada por sucessivas e intensas inovações, o que permitiu seu desenvolvimento e soberania, seria também possível flexibilizar o trade-off entre produção industrial e preservação do meio ambiente por meio de inovações ambientais? Sendo as inovações um fator importante de 10

32 Introdução competitividade das empresas como no caso da própria indústria do petróleo, até que ponto a questão ambiental vai influenciar na competitividade das empresas do setor como um fator de diferenciação? A tese tem por objetivos: buscar evidências sobre o comportamento da indústria brasileira em relação às questões ambientais e sua posição competitiva, enfatizando a relação entre a capacidade inovativa e as preocupações ambientais. verificar até que ponto as questões ambientais estão sendo importantes para a competitividade da indústria do petróleo brasileira, centrando na questão do desenvolvimento de tecnologias ambientais como principal elemento explicativo da relevância da preservação do meio ambiente no âmbito competitivo da indústria. Referencial teórico Na escolha de um referencial teórico para analisar a questão central, baseando-se nas hipóteses principais desta tese, buscou-se uma teoria que tratasse de maneira adequada os elementos essenciais: meio ambiente, inovação e competitividade. A teoria evolucionária da mudança tecnológica apresenta-se como um referencial teórico consistente para abordar as questões que envolvem tecnologia e meio ambiente, pois trata o sistema econômico como inerentemente dinâmico e evolutivo, baseado em um processo constante de inovação tecnológica, organizacional e institucional. Este sistema é complexo e está sujeito a irreversibilidades, onde os agentes possuem racionalidade restrita, caracterizado pela existência de trajetórias dinâmicas de múltiplas possibilidades e por interdependência temporal. No modelo evolucionário da mudança tecnológica, a concorrência entre as firmas é o mecanismo que introduz novos elementos no sistema econômico, que são as inovações novas tecnologias de produção que vão substituindo as anteriores. Há um mecanismo de seleção, que ocorre no ambiente seletivo seu principal locus é o mercado, mas não o único, que elege as técnicas produtivas. A firma cuja técnica foi eleita melhora sua posição competitiva em relação aos demais concorrentes, obtendo sucesso no processo de concorrência. O processo de seleção gera assimetrias entre as firmas em termos de sua capacidade de inovar, imprimindo um ritmo irregular, porém contínuo, ao progresso 11

33 Introdução tecnológico. As assimetrias possibilitam manter a diversidade, fator importante para que possa haver mudanças. Para tratar as questões ambientais, enfocando o desenvolvimento de tecnologias na direção de um padrão de produção mais limpo, sem minar a competitividade das empresas e setores industriais, é fundamental entender como se dá a mudança tecnológica. A fim de teorizar sobre a mudança tecnológica, a teoria evolucionária buscou explicar as regularidades do processo inovativo e das mudanças tecnológicas utilizando conceitos próprios. Nelson e Winter (1977) usam o conceito de regime tecnológico para definir os limites e as direções do progresso tecnológico, por meio de parâmetros básicos que internalizam princípios, os quais configuram as tecnologias disseminadas nas indústrias. Este conceito está relacionado com as crenças dos engenheiros e técnicos sobre o que é viável ou que vale a pena ser desenvolvido, evidenciando a importância de aspectos cognitivos (Kemp, 1994). A partir de uma definição ampla de tecnologia, com anteriormente definida, Dosi (1984) faz um paralelo com a noção kuhniana 6 de paradigma científico e define paradigma tecnológico (ou programa de pesquisa) como um modelo ou padrão de solução para um determinado problema tecnológico, baseado em determinados princípios derivados das ciências naturais e em determinadas tecnologias de materiais. Dessa forma, o paradigma tecnológico determina em que direções a mudança tecnológica deve seguir e quais devem ser rejeitadas. Estas direções em que ocorrem as mudanças tecnológicas, são chamados de trajetórias tecnológicas, ou seja,... the pattern of normal problem solving activity (i.e. of progress ) on the grounds of a technological paradigm (Dosi,1984:15). As mudanças tecnológicas na direção de tecnologias ambientais podem ocorrer na trajetória tecnológica um motor à combustão mais potente e gera menos emissões ou no paradigma tecnológico mudança das fontes de energia primária na direção de gerar menos impactos ambientais. No que tange à geração primária de energia, pode-se identificar o paradigma dos hidrocarbonetos, ou seja, baseado no petróleo e no gás natural. 6 Refere-se a Thomas Kuhn, que define paradigma científico em seu livro The Structure of Scientific Revolutions. 12

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