RELATÓRIO DO ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO EM MEDICINA VETERINÁRIA

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1 1 UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL DEPARTAMENTO DE ESTUDOS AGRÁRIOS CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA RELATÓRIO DO ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO EM MEDICINA VETERINÁRIA ÁREA DE CLÍNICA MÉDICA E CIRÚRGICA EM PEQUENOS ANIMAIS ORIENTADORA: PROF a. MSc. CRISTIANE BECK SUPERVISORA: MED. VET. CRISTIANE BARCELLOS MITRI Samara Veit Ijuí, RS, Brasil 2014

2 2 RELATÓRIO DO ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO EM MEDICINA VETERINÁRIA Samara Veit Relatório do Estágio Curricular Supervisionado na área de Clínica Médica e Cirúrgica de Pequenos Animais apresentado ao curso de Medicina Veterinária, da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ, RS), como requisito parcial para obtenção do grau de Médica Veterinária Orientadora: Prof a. MSc. Cristiane Beck Ijuí, RS, Brasil 2014

3 3 UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL DEPARTAMENTO DE ESTUDOS AGRÁRIOS CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA A Comissão Examinadora, abaixo assinada, aprova o Relatório do Estágio Supervisionado em Medicina Veterinária RELATÓRIO DO ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO elaborado por Samara Veit como requisito parcial de obtenção do grau de Médica Veterinária COMISSÃO EXAMINADORA Cristiane Beck (orientadora) Maria Andreia Inkelmann (UNIJUÍ) Ijuí, 03 de dezembro 2014.

4 4 AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente a Deus, pelo dom da vida, por ter me dado saúde, por ter permitido que tudo isso acontecesse e pelas oportunidades que me proporcionou. Agradeço a minha mãe Maria Adelaide, que me deu apoio, que me incentivou nas horas difíceis, ao meu pai Renato, que não mediu esforços para me dar o melhor, agradeço aos dois, pessoas mais importantes da minha vida por terem confiado e acreditado em mim, pela força, dedicação e apoio incondicional. Agradeço a minha orientadora Cristiane Beck, pelos ensinamentos, ajuda e paciência. Agradeço as minhas colegas Laura, Thayrine e Marília que se tornaram grandes amigas. Agradeço aos demais professores pelos ensinamentos durante toda a graduação. Agradeço a minha supervisora Cristiane Barcellos Mitri e a equipe da Clínica Veterinária Bicho Bom, pela oportunidade e ensinamentos. Agradeço aos meus amigos que estão felizes com a minha conquista. Muito Obrigada!

5 5 RELATÓRIO DO ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO EM MEDICINA VETERINÁRIA ÁREA DE CLÍNICA MÉDICA E CIRÚRGICA DE PEQUENOS ANIMAIS Samara Veit RESUMO O Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária foi realizado na área de Clínica Médica e Cirúrgica de Pequenos Animais, na Clínica Veterinária Bicho Bom na cidade de Santo Ângelo RS, sob a supervisão da Médica Veterinária Cristiane Barcellos Mitri e orientação da Professora MSc. Cristiane Beck, no período de 28 de Agosto até 9 de Outubro de 2014, totalizando 150 horas. Durante o estágio foram acompanhados e realizados cirurgias, atendimentos clínicos, colheita de amostras de material para exames complementares, acompanhamento de ultrassonografia e radiografia, aplicação de medicamentos e vacinas. Estas atividades estão descritas com auxílio de tabelas. Dois casos clínicos são apresentados e discutidos que foram acompanhados durante o estágio. O estágio é de extrema importância, pois possibilita a aplicação dos conhecimentos teóricos recebidos durante a graduação, além de conhecer a rotina de uma clínica veterinária.

6 6 LISTA DE TABELAS Tabela 1 - Procedimentos ambulatoriais realizados e/ou acompanhados durante a realização do Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária na área de Clínica Médica e Cirúrgica de Pequenos Animais na Clínica Veterinária Bicho Bom, no período de 28 de Agosto a 9 de Outubro de Tabela 2 - Atendimentos clínicos classificados por sistema orgânico, procedimentos cirúrgicos e doenças infectocontagiosas acompanhadas durante a realização do Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária na área de Clínica Médica e Cirúrgica de Pequenos Animais na Clínica Veterinária Bicho Bom, no período de 28 de Agosto a 9 de Outubro de Tabela 3 - Tabela 3 - Diagnósticos estabelecidos das doenças infectocontagiosas durante a realização do Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária na área de Clínica Médica e Cirúrgica de Pequenos Animais na Clínica Veterinária Bicho Bom, no período de 28 de Agosto a 9 de Outubro de Tabela 4 - Tabela 4 - Diagnósticos estabelecidos das afecções do sistema digestório durante a realização do Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária na área de Clínica Médica e Cirúrgica de Pequenos Animais na Clínica Veterinária Bicho Bom, no período de 28 de Agosto a 9 de Outubro de Tabela 5 - Diagnósticos estabelecidos das afecções do sistema endócrino e hematopoiético durante a realização do Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária na área de Clínica Médica e Cirúrgica de Pequenos Animais na Clínica Veterinária Bicho Bom, no período de 28 de Agosto a 9 de Outubro de Tabela 6 - Diagnósticos estabelecidos das afecções do sistema locomotor, nervoso e oftálmico durante a realização do Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária na área de Clínica Médica e Cirúrgica de Pequenos Animais na Clínica Veterinária Bicho Bom, no período de 28 de Agosto a 9 de Outubro de Tabela 7 - Diagnósticos estabelecidos das afecções do sistema genitourinário durante a realização do Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária na área de Clínica Médica e Cirúrgica de Pequenos Animais na Clínica Veterinária Bicho Bom, no período de 28 de Agosto a 9 de Outubro de

7 7 Tabela 8 - Tabela 9 - Diagnósticos estabelecidos das afecções do sistema tegumentar durante a realização do Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária na área de Clínica Médica e Cirúrgica de Pequenos Animais na Clínica Veterinária Bicho Bom, no período de 28 de Agosto a 9 de Outubro de Procedimentos cirúrgicos acompanhados durante a realização do Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária na área de Clínica Médica e Cirúrgica de Pequenos Animais na Clínica Veterinária Bicho Bom, no período de 28 de Agosto a 9 de Outubro de Tabela 10 - Exames complementares solicitados durante a realização do Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária na área de Clínica Médica e Cirúrgica de Pequenos Animais na Clínica Veterinária Bicho Bom, no período de 28 de Agosto a 9 de Outubro de

8 8 LISTA DE ABREVIATURAS, SIGLAS E SÍMBOLOS BID = duas vezes ao dia C = graus Celsius FeLV = Vírus da Leucemia Felina IM = intramuscular IV = intravenoso Kg = quilograma mg = miligramas ml = mililitros MSc = Mestre em Ciência m 2 = metros quadrados MPA = medicação pré-anestésica RS = Rio Grande do Sul SC = subcutâneo VO = via oral % = porcentagem

9 9 LISTA DE ANEXOS Anexo A - Laudo do hemograma do paciente com suspeita de hemangiossarcoma esplênico Anexo B - Laudo do exame bioquímico do paciente com suspeita de hemangiossarcoma esplênico Anexo C - Laudo do exame de urina do paciente com suspeita de hemangiossarcoma esplênico Anexo D - Laudo dos exames bioquímicos do paciente com suspeita de hemangiossarcoma esplênico Anexo E - Laudo dos exames bioquímicos do paciente com suspeita de hemangiossarcoma esplênico Anexo F - Laudo histopatológico do paciente com suspeita de hemangiossarcoma esplênico Anexo G - Laudo do hemograma do paciente com suspeita de linfoma alimentar Anexo H - Laudo do exame bioquímico do paciente com suspeita de linfoma alimentar Anexo I - Laudo do exame de urina do paciente com suspeita de linfoma alimentar Anexo J - Laudo do exame ultrassonográfico do paciente com suspeita de linfoma alimentar Anexo K - Laudo citológico do intestino delgado do paciente com suspeita Anexo L - de linfoma alimentar Laudo do hemograma do paciente com suspeita de linfoma alimentar Anexo M - Laudo do hemograma do felino com suspeita de linfoma alimentar Anexo N - Laudo do hemograma do paciente com suspeita de linfoma alimentar Anexo O - Laudo histopatológico do paciente com suspeita de linfoma alimentar... 55

10 10 SUMÁRIO INTRODUÇÃO ATIVIDADES DESENVOLVIDAS RELATO DE CASO HEMANGIOSSARCOMA ESPLÊNICO EM UM CANINO LINFOMA ALIMENTAR EM UM FELINO CONCLUSÃO REFERÊNCIAS...35 ANEXOS...37

11 11 INTRODUÇÃO O Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária é de grande importância ao estudante, pois se trata do momento de por em prática e aprimorar os conhecimentos adquiridos durante a graduação. Além de vivenciar a rotina de atendimentos clínicos, coleta de matérias para exames complementares, auxílio nos exames de imagem (radiografia e ultrassonografia) e convívio com animais e proprietários. O Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária foi realizado na área de Clínica Médica e Cirúrgica de Pequenos Animais na Clínica Veterinária Bicho Bom, na cidade de Santo Ângelo, no estado do Rio Grande do Sul, no período de 28 de Agosto a 9 de Outubro de 2014, totalizando 150 horas, sob a supervisão interna da Médica Veterinária Cristiane Barcellos Mitri e orientação da professora MSc. Cristiane Beck. A Clínica Veterinária Bicho Bom está em funcionamento a 14 anos, está localizada na Rua dos Andradas, n 861, no centro da cidade de Santo Ângelo e tem como tema Amor e Respeito pela Saúde Animal. O horário de atendimento ao público se dá das 8h:30min ás 12h e 13h:30min ás 18h:30min. A clínica oferece atendimento clínico e cirúrgico, serviço de internação, diagnóstico por imagem e conta com três médicos veterinários. Possui um laboratório de análises clínicas sob a responsabilidade de uma biomédica. Também possui um setor de estética animal e pet shop. A estrutura da Clínica Veterinária Bicho Bom consiste em uma recepção, loja com produtos para animais de companhia, dois ambulatórios para atendimentos clínicos, estética animal, setor de internação, laboratório de análises clínicas e uma sala de isolamento para animais com suspeita e/ou confirmação de doenças infectocontagiosas. A escolha da Clínica Veterinária Bicho Bom para a realização do Estágio Curricular Supervisionado foi por apresentar infraestrutura adequada, pela referência na região, pelo variado quadro de exames complementares que são realizados na própria clínica e pela possibilidade de acompanhar profissionais capacitados e

12 12 competentes, possibilitando assim um melhor aprendizado. A área de Clínica Médica e Cirúrgica de Pequenos Animais foi escolhida devido o desafio de diagnosticas as patologias que acometem os animais, assim podendo proporcionar a eles um tratamento correto e digno. O estágio desenvolvido teve como objetivo o complemento da formação acadêmica e por em prática o conhecimento já adquirido durante a graduação, permitindo assim uma melhor preparação para o mercado de trabalho

13 13 1 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS As principais atividades acompanhadas durante o Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária na Clínica Veterinária Bicho Bom foram atendimentos clínicos e procedimentos cirúrgicos, foram realizados e acompanhados colheita de materiais para exames complementares, procedimentos ambulatoriais, além de auxiliar nos exames de diagnóstico por imagem. Os atendimentos clínicos e cirúrgicos estão apresentados a seguir em forma de tabelas descritos conforme os sistemas orgânicos, bem como os procedimentos ambulatoriais e exames complementares realizados. Tabela 1 - Procedimentos ambulatoriais realizados e/ou acompanhados durante a realização do Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária na área de Clínica Médica e Cirúrgica de Pequenos Animais na Clínica Veterinária Bicho Bom, no período de 28 de Agosto a 9 de Outubro de Procedimentos Cães Gatos Total % Cistocentese ,79 Confecção de muleta de Thomas ,57 Confecção de tala ,79 Curativo ,14 Desverminação ,5 Enema ,36 Quimioterapia ,36 Retirada de pinos ,57 Retirada de pontos ,36 Vacinação ,57 Total Tabela 2 Atendimentos clínicos classificados por sistema orgânico, procedimentos cirúrgicos e doenças infectocontagiosas acompanhadas durante a realização do Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária na área de Clínica Médica e Cirúrgica de Pequenos Animais na Clínica Veterinária Bicho Bom, no período de 28 de Agosto a 9 de Outubro de (continua) Atendimentos Cães Gatos Total % Doenças infectocontagiosas ,55 Digestório ,00

14 14 Endócrino ,64 Hematopoiético ,64 Locomotor ,27 Nervoso ,64 Oftálmico ,82 Reprodutor ,27 Tegumentar ,91 Urinário ,82 Procedimentos cirúrgicos ,45 Total ,00 Tabela 3 - Diagnósticos estabelecidos das doenças infectocontagiosas durante a realização do Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária na área de Clínica Médica e Cirúrgica de Pequenos Animais na Clínica Veterinária Bicho Bom, no período de 28 de Agosto a 9 de Outubro de Diagnósticos Cães Gatos Total % Cinomose ,50 Parvovirose ,50 Rinotraqueíte ,00 Total ,00 Tabela 4 - Diagnósticos estabelecidos das afecções do sistema digestório durante a realização do Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária na área de Clínica Médica e Cirúrgica de Pequenos Animais na Clínica Veterinária Bicho Bom, no período de 28 de Agosto a 9 de Outubro de Diagnósticos Cães Gatos Total % Corpo estranho intestinal ,09 Gastroenterite ,36 Gastroenterite hemorrágica ,18 Giardíase ,27 Úlcera de língua ,09 Total

15 15 Tabela 5 - Diagnósticos estabelecidos das afecções do sistema endócrino e hematopoiético durante a realização do Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária na área de Clínica Médica e Cirúrgica de Pequenos Animais na Clínica Veterinária Bicho Bom, no período de 28 de Agosto a 9 de Outubro de Diagnósticos Cães Gatos Total % Carcinoma apócrino das glândulas sudoríparas ,00 Carcinoma de tireóide ,00 Hemangiossarcoma esplênico ,00 Linfoma alimentar ,00 Total ,00 Tabela 6 Diagnósticos estabelecidos das afecções do sistema locomotor, nervoso e oftálmico durante a realização do Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária na área de Clínica Médica e Cirúrgica de Pequenos Animais na Clínica Veterinária Bicho Bom, no período de 28 de Agosto a 9 de Outubro de Diagnósticos Cães Gatos Total % Epilepsia ,29 Fratura de fêmur ,57 Fratura de rádio e ulna ,29 Fratura de úmero ,29 Protusão ocular ,29 Síndrome vestibular periférica ,29 Total ,00 Tabela 7 Diagnósticos estabelecidos das afecções do sistema genito-urinário durante a realização do Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária na área de Clínica Médica e Cirúrgica de Pequenos Animais na Clínica Veterinária Bicho Bom, no período de 28 de Agosto a 9 de Outubro de Diagnósticos Cães Gatos Total % Carcinoma simples de glândula mamária ,00 Cistite ,00 Leydigoma ,00 Piometra ,00 Seminoma ,00 Total ,00

16 16 Tabela 8 - Diagnósticos estabelecidos das afecções do sistema tegumentar durante a realização do Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária na área de Clínica Médica e Cirúrgica de Pequenos Animais na Clínica Veterinária Bicho Bom, no período de 28 de Agosto a 9 de Outubro de Diagnósticos Cães Gatos Total % Demodicose ,67 Dermatite alérgica a saliva de pulga ,67 Escabiose ,67 Otite parasitária ,67 Piodermite Secundária ,67 Piodermite superficial ,67 Total ,00 Tabela 9 Procedimentos cirúrgicos acompanhados durante a realização do Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária na área de Clínica Médica e Cirúrgica de Pequenos Animais na Clínica Veterinária Bicho Bom, no período de 28 de Agosto a 9 de Outubro de Procedimentos Cães Gatos Total % Enterotomia ,14 Esplenectomia ,14 Mastectomia parcial ,14 Mastectomia total ,29 Orquiectomia ,29 Ovariosapingohisterectomia eletiva ,43 Ovariosapingohisterectomia não eletiva ,14 Redução de protusão ocular ,14 Ressecção e anastomose ,14 Retirada do lobo quadrado hepático e vesícula biliar ,14 Total ,00

17 17 Tabela 10 Exames complementares solicitados durante a realização do Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária na área de Clínica Médica e Cirúrgica de Pequenos Animais na Clínica Veterinária Bicho Bom, no período de 28 de Agosto a 9 de Outubro de Exames Cães Gatos Total % Alanina aminotransferase ,12 Albumina ,58 Citologia do ouvido ,74 Creatinina ,12 Dosagem de fósforo ,16 Eletrocardiograma ,74 Fosfatase alcalina ,16 Gama glutamiltransferase ,74 Glicose ,33 Hemograma ,49 Parasitológico de fezes ,23 Parasitológico de pele ,33 Radiografia ,98 Teste de fluorosceína ,16 Teste lacrimal de Schirmer ,58 Ultrassonografia ,56 Urinálise ,98 Total ,00

18 18 2 RELATO DE CASO 2.1 Hemangiossarcoma esplênico em um canino Resumo As neoplasias vem aumentando significantemente nos últimos anos, isso acontece devido ao aumento no tempo de vida médio dos animais. Entre essas neoplasias há o hemangiossarcoma, tumor maligno de origem endotelial vascular, que acomete na maioria das vezes cães, de oito a treze anos. Um dos sítios primários é o baço, e animais acometidos com hemangiossarcoma geralmente apresentam sinais clínicos inespecíficos. O diagnóstico definitivo se dá pela análise histopatológica e o tratamento de escolha é a excisão do tumor associado a quimioterapia, com prognóstico reservado a ruim. Esse trabalho tem como objetivo relatar o caso clínico de um canino fêmea com suspeita de hemangiossarcoma esplênico. Palavras chave: angiossarcoma, hemangioendotelioma, hemorragia, esplenectomia Introdução Por ser um órgão hematopoiético, o baço, tem como função a filtração do sangue, estocagem de plaquetas e eritrócitos maduros, fagocitose de destruição de eritrócitos, plaquetas e leucócitos, hematopoiese extramedular e atua no metabolismo do ferro (VALLI et al, apud, CAMPOS et al, 2011). Devido a sua localização e função, o baço é alvo de várias patologias primárias ou secundárias (CAMPOS, 2011). Há alterações que podem comprometer a função do baço, por exemplo, os distúrbios de crescimento, anormalidades circulatórias e as neoplasias malignas ou benignas, causando aumento esplênico (CAMPOS, 2011).

19 19 As principais causas de esplenomegalia em cães são as neoplasias primárias, sendo o hemangiossarcoma é o responsável por 80% desses tumores (CAMPOS, 2011). O hemangiossarcoma é um neoplasma vascular maligno, originado de células endoteliais pleomórficas que formam espaços vasculares que podem ser ocupados de sangue ou massas sólidas (BACKSCHAT, 2012). Esse tumor pode-se originar em qualquer órgão ou tecido vascularizado, porém, o baço tem maior incidência com cerca de 50 a 60 % (BROWN, apud, MOROZ; SCHWEIGERT, 2007). O hemangiossarcoma atinge também com mais frequência o átrio direito, tecido sub cutâneo e fígado, porém pode atingir de 1% a 2 % órgãos como rim, bexiga, osso, língua e próstata (COUTO, 2010). Acomete com maior frequência cães, em comparação a outras espécies, de meia idade entre oito a treze anos (MOROZ; SCHWEIGERT, 2007). As raças mais atingidas são frequentemente grandes a gigantes como por exemplo, Pastor Alemão, Labrador, Boxer, Pointer e Golden Retriever (PASTOR, apud, MOROZ; SCHWEIGERT, 2007). Cães machos tem maior incidência do que fêmeas (MACEWEN; SCHULTHEISS, apud, FERRAZ et al, 2008), porém para Pastor (2002) a predisposição por sexo do animal não esta esclarecida (MOROZ; SCHWEIGERT, 2007). O hemangiossarcoma apresenta nódulos de tamanhos variados, de cor cinza pálida a vermelho escuro, com formato nodular e macio, podem ter áreas hemorrágicas e de necrose (FERRAZ et al, 2008). O tumor tem comportamento agressivo e maligno, tem crescimento rápido, leva a síndrome da coagulação intravascular disseminada (CID), e causa metástases, sendo que 25 % são metástases cardíacas (BACKSCHAT et al, 2012). São classificados de acordo com a extensão da invasão, o estágio I está somente confinado no baço, o estágio II apresenta rompimento do baço com ou sem invasão dos linfonodos, já o estágio III apresenta metástases em linfonodos, fígado e intestino (PAGE; THRALL, 2008) Metodologia

20 20 No dia 2 de setembro foi atendido na Clínica Veterinária Bicho Bom em Santo Ângelo, um canino fêmea, com nove anos de idade, da raça Rottweiler, pesando aproximadamente 50 Kg. Na anamnese a proprietária relatou que o canino tinha tido vômito no dia anterior, parado de comer e estava percebendo que o animal tomava água em excesso. No exame clínico a temperatura retal estava 37,9 C, a mucosa oral estava pálida e o animal encontrava-se ofegante, na palpação abdominal não foi percebido nada anormal. A avaliação do paciente com hemangiossarcoma esplênico deve ser realizada através do exame clínico, hemograma, bioquímica sérica hepática e renal, ultrassonografia abdominal e radiografia torácica (NEER, apud, CAMPOS, et al, 2011). Nesse caso foi feita a colheita de sangue para análise hematológica e a bioquímica sérica, foi também feita a colheita de urina para a urinálise. No mesmo dia o animal recebeu um litro de fluidoterapia com Ringer com lactato 1 via IV, foi administrado amoxicilina + ácido clavulânico 2 (8,75mg/Kg, IM), Bionew 3 (0,2 mg/kg, IV), metoclopramida 4 (1mg/Kg, IM), ranitidina 5 (2mg/Kg, IV), omeprazol 6 (10mg/10Kg, VO). No dia seguinte pela manhã o animal continuava ofegante, não apresentava febre, foi dosada creatinina e fósforo. O animal não estava urinando, então foi adicionado ao tratamento furosemida 7 (5mg/Kg) e dois litros de fluidoterapia via IV, a tarde o animal ainda não havia urinado, então foi administrado novamente furosemida, e mais um litro e meio de fluidoterapia. Também foi realizada a ultrassonografia abdominal Resultado e Discussão Animais com hemangiossarcoma esplênico podem apresentar anormalidades hematológicas, como anemia, trombocitopenia, presença de hemácias nucleadas, fragmentos de hemácias, leucocitose neutrofílica, desvio à esquerda e monocitose (COUTO, 2010). As hemácias nucleadas encontradas no sangue do animal com hemangiossarcoma são causadas pela infiltração de células malignas na medula óssea, hematopoiese extramedular, hipoxemia e hipoesplenismo com infiltração neoplásica (FERRAZ, 2008). A infiltração de células malignas também está

21 21 associada a baixa do hematócrito, além do aumento da função eritrofagocitária e perda de sangue pelo tumor (JOHNSON et al, apud, CAMPOS et al, 2011). A anemia é o achado hematológico mais comum, causada pelas hemorragias intracavitárias e classificada como, anemia regenerativa normocítica normocrômica (FERRAZ et al, 2008). Nesse caso o animal não apresentou nenhuma alteração hematológica significativa, mas apresentou valores elevados da creatinina, fósforo e fosfatase alcalina, foi dosado também a ALT e a albumina que não apresentaram alteração (ANEXO B). A urinálise também estava alterada, a densidade estava 1025, foram encontradas mais que 50 leucócitos e hemácias por campo e estava com a bacteriúria aumentada (ANEXO C). COUTO (2010) indicam a ultrassonografia da cavidade abdominal pois permite a visualização esplênica, para confirmar a suspeita de formação neoplásica, esses neoplasmas aparecem como nódulos com ecogenicidade variável, de anecoicos a hipercoicos. Pode-se perceber que o parênquima esplênico aumenta, com o seu contorno abaulado e com presença de massa, em alguns casos identifica-se líquido livre, indicando possível ruptura do tumor (GARCIA et al, 2012). Se os tumores forem muito extensos, podem ocupar toda a cavidade abdominal, assim deslocando os órgãos e dificultando a identificação da origem do neoplasma (MILES, apud, GARCIA, et al, 2012). Na ultrassonografia desse animal foi observado um aumento de volume uterino, e uma massa porém não sendo definida sua exata localização, podendo ser no baço ou no fígado. BACKSCHAT et al (2012) indica a radiografia torácica para detectar possíveis metástases, nesse caso não foi realizada pois o proprietário não autorizou. Quando não é possível estabelecer o diagnóstico, a localização da massa ou quando há sinais de hemorragia o indicado é a realização da laparotomia exploratória (NEER, apud, CAMPOS, 2011). Nesse caso foi indicado imediatamente. Foi então realizada a MPA onde foi utilizado tramadol 8 associado a quetamina 9 10% (3mg/Kg) via IM, a indução foi realizada com propofol 10 (5mg/Kg, IV), após o animal foi intubado e para a manutenção anestésica foi utilizado isofloran 11 ao efeito e oxigênio a 100%. Na laparotomia exploratória foi realizada a ovariosalpingohisterectomia, a esplenectomia devido a uma grande massa localizada na porção ventral e cranial do baço, além de outros nódulos no parênquima. Além disso foi realizada uma enterotomia pois no jejuno havia uma

22 22 pequena bola de borracha. Foi administrado tramadol 8 e meloxican 12 0,2% após a cirurgia. No dia seguinte ao da cirurgia foram dosados novamente a creatinina e o fósforo que ainda estavam alterados (ANEXO E), mas já estavam com valores menores que o dia anterior. Os proprietários optaram por levar o canino para casa e continuaram a administrar os medicamentos que foram receitados, amoxicilina + ácido clavulânico e omeprazol por mais 5 dias, tramadol e meloxican por mais dois dias e caso voltasse a vomitar eles deveriam levá-la para a clínica para uma nova avaliação. No dia 11 de setembro o resultado do laudo histopatológico confirmou o hemangiossarcoma esplênico (ANEXO F). O tratamento mais indicado para hemangiossarcoma esplênico é a cirurgia, que consiste na esplenectomia, porém os resultados tem sido ruins, o tempo de vida varia em relação ao estágio do tumor, mas geralmente o tempo de vida desses animais é curto (BACKSCHAT et al 2012). Para COUTO (2010) é de aproximadamente 20 a 60 dias, e menos de 10 % chega a ter um ano de sobrevida. A quimioterapia é indicada para aumentar o tempo de vida do animal, contribuindo contra o caráter altamente metastático do tumor (FERRAZ et al, 2008). Para Backschat et al (2012), o tempo de vida de um animal esplectomizado é de 19 a 143 dias, isso se dá pelas micrometastáses, mas com quimioterapia adequada ocorre um aumento na sobrevida para até 179 dias. São conhecidos alguns protocolos adequados para a quimioterapia, como o protocolo VAC, que é a associação de doxorrubicina (25 mg/m 2 IV), vincristina (0,7 mg/m 2 IV) e ciclofosfamida (50 mg/m 2 VO), os animais tratados com esse protocolo tem sobrevida média de 172 dias após a cirurgia (MACEWEN et al, apud, FERRAZ, 2008). Para Couto (2010) o tempo médio de vida de animais tratados com esse protocolo é de 140 a 202 dias. Esse protocolo apresenta alguns efeitos colaterais como, mielossupressão, gastroenterite, alopecia e hiperpigmentação e cardiotoxicidade (COUTO, 2010). É indicado antes da realização da quimioterapia, um hemograma, auscultação cardíaca e eletrocardiograma, pois a doxirrubicina causa toxicidade cardíaca, e cardiopatas não devem ser tratados com esse medicamento (FERRAZ et al, 2008). Pode ser associada a quimioterapia, a imunoterapia com lipossomos, o muramil tripeptídeo (MTP), essa associação aumenta a sobrevida dos animais para até 277 dias (COUTO, 2010). Essa associação apresenta menos ocorrência de metástases, esse medicamento se inicia

23 23 no primeiro dia da quimioterapia e mais oito semanas, na dose se 1 mg/m 2 e nas próximas aplicações na dose de 2mg/m 2,15 (FERRAZ et al, 2008). O prognóstico de hemangiossarcoma varia de reservado a ruim, pois depende do rompimento ou não do tumor, da presença de metástases e da aplicação de uma quimioterapia adequada (MACEWEN, apud, FERRAZ et al, 2008). Foi entrado em contato com os proprietários para comunicá-los do resultado e informar que o animal deveria receber a quimioterapia, porém eles optaram por não realizar o tratamento quimioterápico Conclusão Com base na literatura pode-se concluir que o hemangiossarcoma é uma neoplasia vascular maligna, susceptível a ruptura causando hemorragia. Muito comum em cães velhos de raças grandes, e sendo de fundamental importância o exame histopatológico para o diagnóstico diferencial de outras patologias que acometem o baço, além dos outros exames complementares, como ultrassonografia e hemograma completo. Sendo a associação da cirurgia com a quimioterapia o tratamento mais eficaz para aumentar a sobrevida do animal Referências BACKSCHAT P. S. et al. Estudo casuístico retrospectivo ne neoformações primárias esplênicas. Medvep Revista Científica de Medicina Veterinária Pequenos animais e Animais de estimação, 2012, p CAMPOS A. G., et al. Esplenectomia em cães: estudo retrospectivo. Revista Acadêmica: Ciência Agrária e Ambiental, Curitiba, v.9, n. 3, p , jul/set 2011 CAMPOS S. N., et al. Estudo retrospectivo de alterações esplênicas em caninos. XV Encontro Nacional de Patologia Veterinária e I Congresso Brasileiro de Patologia Veterinária. Anais... Goiânia: Patologia Veterinária/ EVZ/ UFG, 2011.

24 24 COUTO C. G., Neoplasias Selecionadas em Cães e Gatos In:NELSON R. W.; COUTO C.G. Medicina interna de pequenos animais. 4 ed. Rio de Janeiro: Editora Elsevier, p FERRAZ J. R. S., et al. Hemangiossarcoma canino: revisão de literatura. Jornal Brasileiro de Ciência Animal 2008, v.1, n. 1, p GARCIA D. A. A., et al. Ultrassonografia abdominal pré-operatória em cães e gatos com suspeita de tumores abdominais. Ciência Rural, Santa Maria, v.42, n.1, p , jan., MOROZ L. R.; SCHWEIGERT A. Hemangiossarcoma em cão. Faculdade Integrado de Campo Mourão, v.2, n.1, p , jan/jul PAGE R.L.; THRALL D. E., Sarcomas de Tecidos e Hemangiossarcomas In:ETTINGER S. J.; FELDMANN E.C. Tratado de medicina interna veterinária: doenças do cão e do gato. 5 ed. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan, P

25 Linfoma Alimentar em um felino Resumo O linfoma pode ser também chamado de linfossarcoma, que se origina num órgão hematopoiético, como linfonodo, baço ou fígado. Porém podem se desenvolver em qualquer órgão, pela migração dos linfócitos pelos tecidos do organismo. Esse tumor pode-se desenvolver em um local e se espalhar para outros ou se desenvolve em locais múltiplos simultaneamente. O linfoma é a neoplasia mais comum em gatos, sendo que até 50% desses tumores são malignos. A imunodeficiência viral felina (FIV) e a leucemia viral felina (FeLV) são fatores predisponentes ao linfoma, além dos carcinógenos químicos presentes na fumaça do cigarro. São diagnosticados através do exame clínico, exames complementares e exames citológicos e histopatológicos. O tratamento mais indicado é a quimioterapia sistêmica, com associação de medicamentos. O objetivo desse trabalho é relatar o caso de um felino macho com suspeita de linfoma alimentar. Palavras chave: linfossarcoma, quimioterapia, felino Introdução O linfoma é a proliferação neoplásica de linfócitos (COUTO, 2010). Tem origem em órgãos linfoides, como linfonodos, baço, fígado, timo e medula óssea (PHALIWAL et al, apud, VIERA et al). Mas pela migração dos linfócitos pelos tecidos do organismo pode-se desenvolver em qualquer órgão (DALEK et al, apud, ARAUIJO, 2009). É uma das neoplasias mais comum em gatos, sendo responsável por até 90% dos tumores hematopoiéticos (OLIVEIRA et al, 2012). O linfoma em gatos envolve mais frequentemente linfonodos e órgãos internos e é menos comumente encontrado em nódulos linfáticos periféricos (AMORIM, apud, ARAUIJO, 2009).

26 26 O linfoma é classificado com base no local anatômico, em multicêntrico, alimentar, mediastinal e extranodal (VAIL et al, apud, ARAUIJO, 2009). Já morfologicamente são classificados em padrão de crescimento (difuso ou folicular) e a constituição celular (células grandes ou pequenas, clivadas ou não e diferenciação plasmocitária) (DALEK, apud, ARAUIJO,2009). O linfoma alimentar é definido como neoplasia linfóide que afeta o trato gastrointestinal e os linfonodos regionais, atingindo geralmente o intestino delgado, fígado e baço (SHERDING; JOHNSON, apud, BADO, 2011). O tumor pode ser tanto solitário, quanto disseminado por todo o intestino, camada muscular e submucosa, assim podendo causar obstrução intestinal parcial ou completa (VAIL et al, apud ARAUJO, 2009). É o mais frequente dos linfomas, representa até 72% dos casos, a maioria dos gatos que apresentam linfoma alimentar tem idade avançada, com média de 9 a 13 anos (OLIVEIRA et al, 2012). A causa do linfoma alimentar ainda é desconhecida, na medicina humana a doença inflamatória intestinal é a precursora de neoplasias linfóides do trato gastrointestinal, e há indícios que na medicina veterinária ocorra algo semelhante (NORSWORTHY et al, apud, BADO, 2011). Esse linfoma é classificado em dois tipos, que são correlacionados com o tipo celular presente na neoplasia, agressividade do tumor e resposta aos tratamentos (NORTH; BANCKS, apud, BADO, 2011). São denominados linfoma de células pequenas (linfocítico ou bem diferenciado) e linfoma de células grandes (linfoblástico ou pouco diferenciado) (BADO, 2011). O linfoma linfocítico tende a ser menos agressivo, com progressão lenta e perda de peso crônico, raramente apresentam sintomas agudos, o espessamento das alças intestinais ou massas podem ser encontrados na palpação abdominal e os linfonodos podem estar aumentados, podendo ser palpados algumas vezes (NORTH et al, apud, BADO, 2011). O linfoma linfoblástico tem sinais clínicos mais agudos e severos, tem início e progressão rápidos, e a maioria dos gatos vão apresentar algum tipo de anormalidade palpável no abdômen, que podem ser massas ou espessamento das alças intestinais, além disso a neoplasia se espalha rapidamente aos demais órgãos e raramente tem resposta ao tratamento (BIRCHARD, apud, BADO, 2011). Alguns estudos indicam que o linfoma linfocítico tem maior probabilidade de ser células T, enquanto o linfoblástico tem maior probabilidade de ser células B (PATTERSON-KANE et al, apud, BADO, 2011).

27 Metodologia No dia 17 de setembro de 2014, foi atendido na Clínica Veterinária Bicho Bom um felino macho, com 15 anos de idade, pesando 3,900 Kg, na anamnese o proprietário relatou que o animal havia perdido peso, não estava mais se limpando e apresentava apetite diminuído. No exame clínico foi percebido que o animal estava com 38 C de temperatura retal e um pouco apático. Foi feita a colheita de sangue para a realização da análise hematológica completa e perfil bioquímico para avaliar a saúde geral do animal. Foi realizada também a ultrassonografia abdominal, para encontrar possíveis alterações. A radiografia torácica deve ser realizada para encontrar possíveis metástases e avaliação cardíaca (NORSWORTHY et al, apud, BADO, 2011), foi indicado ao proprietário, porém ele optou em não realizá-la Resultado e Discussão Foram realizados exames complementares para avaliar a saúde geral do animal, o hemograma apresentou algumas alterações, como o aumento no número de leucócitos, bastonetes e neutrófilos (ANEXO G). A maioria dos casos de linfoma alimentar que não tem envolvimento da medula óssea o hemograma e o leucograma estarão normais, mas em alguns animais podem apresentar aumento de leucócitos, em especial neutrófilos, linfócitos e eosinófilos (NORSWORTHY, apud, BADO 2011). Além disso alguns animais podem desenvolver anemia leve a moderada, devido a liberação de fatores neoplásicos que deprimem a eritropoiese (FIGHERA et al, 2002). Foi dosado a ALT, creatinina, fosfatase alcalina e gama GT, porém só a fosfatase apresentou alteração (ANEXO H). Para COUTO (2010) o hemograma completo e o perfil bioquímico não são diagnósticos definitivos de linfoma alimentar, deve ser realizada a dosagem de cálcio para saber se há uma síndrome paraneoplásica em curso (MORRIS; DOBSON, apud, BADO 2011). Essa síndrome ocorre por parte dos linfócitos neoplásicos que ativam os osteoclastos que

28 28 estimulam a reabsorção óssea e renal do cálcio (COUTO; FIGHERA, apud, FIGHERA et al, 2002). O linfoma também secreta imunoglobulinas, e quando produzidas em grande quantidade interferem na função plaquetária, podendo ocasionar epistaxe, sangramento gengival e gastrointestinal, porém essa condição não é comum em gatos (ARAUIJO, 2009). A urinálise apresentou aumento de leucócitos e hemácias, além da presença de sangue (ANEXO I). A ultrassonografia abdominal tem grande significado para o diagnóstico do linfoma alimentar, pois o resultado pode influenciar o prognóstico e a conduta do médico veterinário (VAIL, 2008). Nesse caso foi realizada a ultrassonografia abdominal, sendo que o fígado apresentou alterações, estava aumentado de tamanho e foi encontrada uma área arredondada medindo 2,3 x 2,2 cm no lobo medial direito, o rim direito e esquerdo estavam aumentados de tamanho, além de ter sido encontrado líquido livre na cavidade abdominal em quantidade moderada (ANEXO J). A maioria dos felinos com linfoma alimentar crônico apresentam anormalidades na ultrassonografia como, espessamento da parede do intestino delgado, colón com perda da estrutura massas intestinais, já podendo ter infiltração de fígado e baço (WILSON et al, apud, BADO, 2011). A maneira mais eficaz de diagnosticar o linfoma é através da biopsia aspirativa por agulha fina (BAAF) do linfonodo aumentado, massa ou órgãos afetados (LIPP, apud, ARAUIJO, 2009). Porém em gatos esses aspirados de linfonodos geralmente não tem valor para diagnóstico devido a dificuldade de diferenciar a hiperplasia benigna do linfoma. Além disso a citologia não permite a diferenciação nos graus do linfoma (baixo, intermediário ou alto) (ARAUIJO, 2009). Por isso o mais indicado é o exame histopatológico para confirmar o diagnóstico, as técnicas mais indicadas para amostra de tecido são a endoscopia e a laparotomia (WILSON, apud, BADO, 2011). Também é indicado a excisão de todo o linfonodo, pois nele pode-se encontrar a orientação, a invasividade e as anormalidades arquitetônicas da estrutura acometida que são necessárias para o diagnóstico (VAIL, 2008). Para determinar o imunofenótipo do linfoma (células T e B) é indicado as análises histoquímicas e imunoistoquímicas (WALY et al, apud, BADO, 2011). Depois de encontrados esses resultados foi indicado ao proprietário a realização da cirurgia para a retirada da massa do fígado, porém ele ficou indeciso.

29 29 Nos dois dias seguintes o animal retornou para a tomar a medicação receitada, sendo que era administrado amoxicilina + ácido clavulânico 2 (8,75mg/Kg), e nos dias seguintes o animal não retornou para a clínica. O felino retornou 6 dias depois, quando o proprietário decidiu pela realização da cirurgia, a médica veterinária decidiu realizar a laparotomia exploratória no mesmo dia, pela gravidade do caso. Na MPA foi administrado tramadol 8 (2 mg/kg via IM), na indução foi usado propofol 10 (6mg/Kg via IV), na manutenção foi utilizado isoflorano ao efeito e à oxigênio a 100%. Na laparotomia exploratória foi percebido além da massa no fígado, havia três nódulos no intestino delgado, foi retirado dois desses nódulos através da ressecção e anastomose, o maior dos nódulos próximo ao íleo que não foi possível retirar. Foi também retirado o lobo quadrado hepático e a vesícula biliar. Foi realizado o citológico dos nódulos e as células encontradas eram compatíveis com linfoma (ANEXO K). Os dois nódulos que foram retirados do intestino e do lobo retirado do fígado foram enviados para análise histopatológica. No dia seguinte foi realizado o hemograma, foi observado que o número de leucócitos diminuíram, chegando ao padrão fisiológico e o felino começava a apresentar anemia (ANEXO L). Foram administrados amoxicilina + ácido clavulânico 2 (8,75 mg/kg IM), Bionew 3 (0,2 mg/kg IM), metade de um comprimido de protetor hepático 13 (VO) durante treze dias e meloxican 12 0,2% (0,1mg/Kg SC) foi administrado nos 5 primeiros dias. Foi realizado um hemograma no dia 29 de setembro e o felino apresentava grave anemia (ANEXO M), então foi adicionado Hemolitan Gold 13 (2 gotas/kg, VO) ao tratamento. Durante o tratamento o felino ficou internado na clínica recebendo alimentação pastosa PetCareHiperproteico 14, pois o animal não se alimentava sozinho. Foi observado que o felino não reagia as medicações, caminhava pouco, foi realizado um novo hemograma no dia 4 de outubro e o animal continuava anêmico (ANEXO N). No dia 7 de outubro foi emitido o resultado do exame histopatológico, confirmando a suspeita de linfoma alimentar (ANEXO O). Com a confirmação do linfoma alimentar foi indicado a quimioterapia ao proprietário, que aceitou realizá-la. A quimioterapia sistêmica é o tratamento mais indicado para linfoma, pois é uma doença com comportamento sistêmico (DALEK et al, apud, ARAUJO, 2009).

30 30 Geralmente esses protocolos quimioterápicos usam drogas combinados, e não há evidência de que a cirurgia associada seja mais eficaz do que a quimioterapia isolada (WILSON, apud, BADO 2011). Atualmente são encontrados vários protocolos quimioterápicos e há inúmeros fatores que devem ser considerados para a escolha do protocolo ideal, como o custo, compromisso com a duração, eficácia, toxicidade e a experiência do médico veterinário (VAIL, 2008). O tratamento tem como objetivo melhorar e prolongar o tempo de vida do animal, além de que a quimioterapia combinada permite o extermínio das células cancerosas, evitar a resistência e diminuir os efeitos colaterais (VAIL; CRYSTAL, apud, ARAUIJO, 2009). O tratamento quimioterápico se divide em duas etapas, a primeira é a indução da remissão e a segunda a manutenção do paciente livre do tumor (BADO, 2011). Na primeira etapa geralmente é realizado o protocolo COP (ciclofosfamida, vincristina e prednisona) é a terapia menos agressiva, e a segunda mais agressiva é geralmente utilizado o protocolo CHOP (ciclofosfamida, doxorrubicina, vincristina e prednisona. (COUTO, 2010). O COP tem duração de um ano, já o CHOP tem duração média de 6 meses (NORSWORTHY et al, apud, BADO 2011). O protocolo COP tem remissão completa até 80% dos casos, mostrando eficiência no tratamento do linfoma felino (COUTO, 2010). O protocolo ACM é o mais indicado para felinos com o linfoma alimentar, utiliza-se as drogas vincristina (0,025 mg/kg IV) a cada 4 semanas, L- asparaginase (400 UI/Kg IM) no primeiro dia, prednisona (5 mg/kg VO) duas vezes ao dia, ciclofosfamida (0,025 mg/ Kg IV ou VO) a cada 21 dias começando a partir da segunda semana, doxorrubicina (20mg/m 2 IV) na quarta e sexta semana e metotrexato (0,8 mg/kg IV ou VO). Na manutenção é indicado repetir o esquema da oitava a décima quarta semana (vincristina e prednisona) a cada duas semanas, durante 12 meses, e a cada três semanas durante 6 meses e cada quatro semanas durante 6 meses, assim finalizando e totalizando 2 anos (DALEK, apud, ARAUJO, 2011). É um protocolo complexo, com grande número de agentes quimioterápicos e oferecem uma longa remissão e um maior tempo de sobrevivência, porém tem maior toxicidade (ETTINGER apud, ARAUJO, 2011). As taxas de remissão em gatos tratados com diversos protocolos é de até 75% e tem de 6 a 9 meses de vida, alguns vivendo mais que um ano (COUTO, 2010).

31 31 A Médica Veterinária optou por não começar imediatamente a quimioterapia, pois o animal estava anêmico e não respondia as medicações. No dia 9 de outubro foi decidido pelo proprietário, com o consentimento da Médica Veterinária a realização da eutanásia Conclusão O linfoma é a neoplasia mais comum nos felinos, porém sua etiologia ainda é desconhecida, o diagnóstico definitivo se da pela análise histopatológica, associada com a ultrassonografia e análise hematológica. Como apresenta alto grau de malignidade seu prognóstico é reservado a ruim, e o tratamento de escolha é a quimioterapia Referências ARAUIJO G. C. Linfoma felino f. Monografia (Trabalho de conclusão de curso). Universidade Federal do Rio Grande do Sul. BADO A. S. Linfoma alimentar em gatos f. Monografia (Trabalho de conclusão de curso). Universidade Federal do Rio Grande do Sul. COUTO C.G., Linfoma no Cão e no Gato In: NELSON R. W.; COUTO C.G. Medicina interna de pequenos animais. 4 ed. Rio de Janeiro: Editora Elsevier, p FIGHERA R. A. et al. Linfossarcoma em cães. Ciência Rural, Santa Maria, v. 32, n. 5, p , VAIL D. M., Tumores Hematopoiéticos In: ETTINGER S. J.; FELDMANN E.C. Tratado de medicina interna veterinária: doenças do cão e do gato. 5 ed. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan, P VIEIRA M.C. et al. Proteína Sérica Total no diagnóstico do linfoma canino. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE MEDICINA VETERINÁRIA, 2011, Florianópolis. Anais eletrônicos, UFMG, 2011.

32 32

33 33 FONTES DE AQUISIÇÃO 1 Ringer com lactato - Sanobial- Pouso Alegre- MG, Brasil. 2 Clavacillin - Norbrook Newry Irlanda do Norte. 3 Bionew - Vetnil- Louveira SP, Brasil. 4 Cloridrato de metoclopramida Teuto Anápolis GO, Brasil. 5 Cloridrato de ranitidina Teuto Anápolis GO, Brasil. 6 Petprazol - Vetnil- Louveira SP, Brasil. 7 Semidin Vétoquinol Mariporã SP, Brasil. 8 Tramal - Grünenthal GmBH Stolberg Alemanha. 9 Ketamina - União Química Embu Guaçu SP, Brasil. 10 Propovan - Cristália Itapira SP, Brasil. 11 Isoforine - Cristália Itapira SP, Brasil. 12 Maxican - Ouro Fino Cravinhos SP, Brasil. 13 Hemolitan Gold - Vetnil Louveira SP, Brasil. 14 PetCareHiperproteico - Jofadel Varginha MG, Brasil.

34 34 3 CONCLUSÃO O Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária é uma maneira de por em prática os ensinamentos aprendidos durante os 5 anos de graduação. É um momento decisivo para a formação profissional pois convive-se com animais e seus proprietários e os desafios do dia-a-dia da rotina de um Médico Veterinário. Na Clínica Veterinária Bicho Bom pude conviver com competentes profissionais e de grande responsabilidade com seus pacientes e proprietários, procurando sempre fazer o melhor e transmitindo seus conhecimentos aos estagiários. O período passado na Clínica Veterinária Bicho Bom foi de grande valia, tanto em relação ao conhecimento prático adquirido, quanto a formação humanística, priorizando a responsabilidade para com a saúde e bem-estar animal. Por fim, termino o Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária na Área de Clínica Médica e Cirúrgica de Pequenos Animais, com grande conhecimento transmitido por profissionais competentes, que foram adquiridos durante algumas semanas. Assim sendo, o Estágio Curricular Supervisionado foi de grande importância para o crescimento profissional e pessoal.

35 35 4 REFERÊNCIAS ARAUIJO G. C. Linfoma felino f. Monografia (Trabalho de conclusão de curso). Universidade Federal do Rio Grande do Sul. BACKSCHAT P. S. et al. Estudo casuístico retrospectivo ne neoformações primárias esplênicas. Medvep Revista Científica de Medicina Veterinária Pequenos animais e Animais de estimação, 2012, p BADO A. S. Linfoma alimentar em gatos f. Monografia (Trabalho de conclusão de curso). Universidade Federal do Rio Grande do Sul. CAMPOS A. G., et al. Esplenectomia em cães: estudo retrospectivo. Revista Acadêmica: Ciência Agrária e Ambiental, Curitiba, v.9, n. 3, p , jul/set 2011 CAMPOS S. N., et al. Estudo retrospectivo de alterações esplênicas em caninos. XV Encontro Nacional de Patologia Veterinária e I Congresso Brasileiro de Patologia Veterinária. Anais... Goiânia: Patologia Veterinária/ EVZ/ UFG, COUTO C.G., Linfoma no Cão e no Gato In: NELSON R. W.; COUTO C.G. Medicina interna de pequenos animais. 4 ed. Rio de Janeiro: Editora Elsevier, p COUTO C. G., Neoplasias Selecionadas em Cães e Gatos In:NELSON R. W.; COUTO C.G. Medicina interna de pequenos animais. 4 ed. Rio de Janeiro: Editora Elsevier, p FERRAZ J. R. S., et al. Hemangiossarcoma canino: revisão de literatura. Jornal Brasileiro de Ciência Animal 2008, v.1, n. 1, p FIGHERA R. A. et al. Linfossarcoma em cães. Ciência Rural, Santa Maria, v. 32, n. 5, p , GARCIA D. A. A., et al. Ultrassonografia abdominal pré-operatória em cães e gatos com suspeita de tumores abdominais. Ciência Rural, Santa Maria, v.42, n.1, p , jan., 2012.

36 36 MOROZ L. R.; SCHWEIGERT A. Hemangiossarcoma em cão. Faculdade Integrado de Campo Mourão, v.2, n.1, p , jan/jul PAGE R.L.; THRALL D. E., Sarcomas de Tecidos e Hemangiossarcomas In:ETTINGER S. J.; FELDMANN E.C. Tratado de medicina interna veterinária: doenças do cão e do gato. 5 ed. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan, P VAIL D. M., Tumores Hematopoiéticos In: ETTINGER S. J.; FELDMANN E.C. Tratado de medicina interna veterinária: doenças do cão e do gato. 5 ed. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan, P VIEIRA M.C. et al. Proteína Sérica Total no diagnóstico do linfoma canino. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE MEDICINA VETERINÁRIA, 2011, Florianópolis. Anais eletrônicos, UFMG, 2011.

37 ANEXOS 37

38 Anexo A- Laudo do hemograma do paciente com suspeita de hemangiossarcoma esplênico. 38

39 Anexo B Laudo do exame bioquímico do paciente com suspeita de hemangiossarcoma esplênico 39

40 Anexo C Laudo do exame de urina do paciente com suspeita de hemangiossarcoma esplênico 40

41 Anexo D Laudo dos exames bioquímicos do paciente com suspeita de hemangiossarcoma esplênico 41

42 Anexo E Laudo dos exames bioquímicos do paciente com suspeita de hemangiossarcoma esplênico 42

43 43 Anexo F- Laudo histopatológico do paciente com suspeita de hemangiossarcoma esplênico Rua Anselmo Machado Soares, 148. Bairro Camobi. Santa Maria, RS (55) Identificação do paciente Nome: Jeeva Espécie: canina Raça: Rottweiler Sexo: fêmea Idade: 9 anos Identificação do proprietário Proprietário: Nilzane Beltrão Soares Identificação do médico veterinário Nome: Dra. Cristiane Mitri Consultório/clínica: Bicho Bom Clínica Veterinária Identificação da amostra Data da coleta: 03/09/2014 Data de entrada: 05/08/2014 Data da emissão do laudo: 11/09/2014 Tempo entre a entrada da amostra e a emissão do laudo: 4 dias úteis. História clínica A paciente veio para consulta no dia dois de setembro com histórico de vômito com sangue e anorexia. Ao exame clínico foi constatado palidez de mucosa oral e temperatura de 37,9 o C. No hemograma não foram evidenciadas alterações. Creatinina 2,8 mg/dl e fosfatase alcalina 638 U/l. Densidade urinária de 1025, leucócitos 50/campo, hemácias 50/campo, bacteriúria aumentada e raros cilindros

44 44 granulosos. Recebeu tratamento com soroterapia EV, Clavacilin, Bionew, Plasil, ranitidina,, omeprazol. No dia 03/09 a creatinina subiu para 3,4 mg/dl e o fósforo para 11,3 mg/dl. Como estava urinando muito pouco foi adicionado furosemida ao tratamento. Ao ultrassom visualizou-se aumento de volume uterino e massa em região de fígado ou baço. Foi para a laparotomia exploratória, onde foi realizada OHS e esplenectomia devido a uma massa grande na porção ventral e cranial do baço e outros nódulos menores no parênquima. Foi realizada também enterotomia devido à presença de uma bola no jejuno (corpo estranho). Foi adicionado Tramal Suspeita clínica Hemometra, hemangiossarcomas de baço Descrição macroscópica Material fixado em formol três fragmentos de baço. Na extremidade de um deles há uma massa com aproximadamente 4,5 cm de diâmetro. Ao corte é firme. A superfície de corte é homogeneamente vermelha. Dois ovários com múltiplos cistos que variam de 0,5-1 cm de diâmetro. Ao corte flui líquido translúcido. Fragmento de útero fechado e com 3 cm de comprimento. Descrição histológica Baço são observados dois padrões de proliferação celular neoplásica. Uma população de células se distribui na forma de um manto sólido. As células que formam esse manto são alongadas, têm citoplasma escasso e limites citoplasmáticos indistintos. Os núcleos são fusiformes ou ovais e formados por cromatina levemente agregada. O pleomorfismo é moderado. O número de mitoses varia de 1-2/cga. Outra população de células se distribui na forma de lagos repletos de eritrócitos. A parede desses lagos é formada por células endoteliais bem diferenciadas. Há grandes áreas preenchidas por material eosinofílico e amorfo (necrose de coagulação). O estroma, em algumas áreas, é abundante e constituído de feixes espessos de tecido conjuntivo rico em fibroblastos imaturos. Útero há hiperplasia acentuada do epitélio endometrial. Muitas glândulas endometriais estão acentuadamente dilatadas e formam grandes cistos. Esses cistos são constituídos por apenas uma camada de células. As células epiteliais superficiais mantêm sua característica morfológica colunar, mas o citoplasma apical

45 45 de algumas células é marcadamente vacuolizado (interpretado como epitélio progestacional ). Ovários há substituição da maior parte do parênquima ovariano (>90%) por múltiplas cavitações revestidas por uma monocamada de epitélio simples e pavimentoso. Diagnóstico morfológico Baço, hemangiossarcoma (bem diferenciado). Útero, hiperplasia endometrial cística difusa acentuada. Ovários, múltiplos cistos. Comentário Os hemangiossarcomas, também chamados de angiossarcomas, são neoplasmas malignos que se originam a partir das células endoteliais dos vasos sanguíneos. Esses tumores são comuns no cão e em outras espécies domésticas, principalmente em gatos. Hemangiossarcomas podem originar-se em diferentes locais do corpo, mas principalmente no baço e na pele. Hemangiossarcomas esplênicos são os neoplasmas malignos mais frequentemente descritos no baço de cães. Esses tumores ocorrem principalmente em cães idosos e as raças Pastor alemão e Golden retriever são mais frequentemente afetadas. Os cães acometidos desenvolvem aumento de volume abdominal, pois comumente tais tumores adquirem grandes dimensões. Anemia é comum e ocorre principalmente pela formação de milhares de trombos intratumorais, uma forma de sequestro sanguíneo. Na maior parte das vezes, o diagnóstico desses neoplasmas só é realizado quando ocorre ruptura e, consequentemente, hemoperitônio. Nesses casos, o cão desenvolve apatia extrema de surgimento agudo em decorrência de choque hipovolêmico. Hemangiossarcomas esplênicos de cães podem ocorrer como neoplasmas solitários (quando apenas o baço é afetado), primários com metástases (quando o baço é o foco primário e há metástases em quaisquer outros dois órgãos, incluindo linfonodos e mesotélio) ou multicêntricos (quando vários órgãos são acometidos simultaneamente sem que seja possível definir uma origem). Dessa forma, é prudente aceitar que mesmo nos casos em que, no momento do diagnóstico, apenas o baço estivesse afetado, o surgimento de outros tumores em diferentes órgãos é possível. Com base nisso, o prognóstico para cães com

46 46 hemangiossarcoma esplênico é reservado, pois mesmo com a extirpação precoce, células neoplásicas já podem ter se implantado na cavidade abdominal ou metastatizado para os linfonodos drenantes e/ou outras vísceras, principalmente fígado, coração e pulmões. Entretanto, não é incomum a esplenectomia ser curativa, desde que o fenômeno previamente descrito não tenha ocorrido. Recomenda-se avaliação clínica e laboratorial (incluindo exames de imagem [radiográfico e ultrassonográfico]) periódica, a fim de pesquisar metástases nodais, hepáticas e pulmonares. As lesões observadas no útero dessa cadela são típicas de hiperplasia endometrial cística (HEC). HEC é uma alteração comum em cadelas e ocorre sob a influência da progesterona. Corpos lúteos persistentes, o uso de progestágenos para inibir o cio e cistos ovarianos, como o observado neste caso, podem levar ao desenvolvimento de HEC. Tatiana Mello de Souza, Méd. Vet., Me., Dr. Membro do Colégio Brasileiro de Patologia Animal

47 Anexo G Laudo do hemograma do paciente com suspeita de linfoma alimentar. 47

48 Anexo H Laudo do exame bioquímico do paciente com suspeita de linfoma alimentar. 48

49 Anexo I Laudo do exame de urina do paciente com suspeita de linfoma alimentar 49

50 Anexo J - Laudo do exame ultrassonográfico do paciente com suspeita de linfoma alimentar 50

51 51

52 Anexo K Laudo citológico do intestino delgado do paciente com suspeita de linfoma alimentar 52

53 Anexo L Laudo do hemograma do paciente com suspeita de linfoma alimentar 53

54 Anexo M Laudo do hemograma do felino com suspeita de linfoma alimentar 54

55 Anexo N - Laudo do hemograma do paciente com suspeita de linfoma alimentar 55

56 56 Anexo O Laudo histopatológico do paciente com suspeita de linfoma alimentar Rua Anselmo Machado Soares, 148. Bairro Camobi. Santa Maria, RS (55) TB 523/14 Identificação do paciente Nome: Preto Espécie: felina Raça: SRD Sexo: macho Idade: 15 anos Identificação do proprietário Proprietário: Lurdes Zorzan Identificação do médico veterinário Nome: Dra. Cristiane Mitri Consultório/clínica: Bicho Bom Clínica Veterinária Identificação da amostra Data da coleta: 25/09/2014 Data de entrada: 29/09/2014 Data da emissão do laudo: 07/10/2014 Tempo entre a entrada da amostra e a emissão do laudo: 6 dias úteis. História clínica

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