UNIVERSIDADE CANDO MENDES INSTITUTO A VEZ DO MESTRE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU

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1 UNIVERSIDADE CANDO MENDES INSTITUTO A VEZ DO MESTRE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO FINANCEIRO NA EMPRESA Rosilene da Conceição Maximiano Rio de Janeiro 2009

2 2 UNIVERSIDADE CANDO MENDES INSTITUTO A VEZ DO MESTRE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO FINANCEIRO NA EMPRESA OBJETIVOS: O objetivo geral desta dissertação é propor um modelo formal de planejamento econômico-financeiro de curto prazo para as empresas comerciais de pequeno porte. Elaborar e propor método para a elaboração de um fluxo de caixa pelo método indireto, método direto e pelo método orçamentário, oriundos do planejamento econômico, baseados nos modelos existentes de planejamento financeiro empresarial.

3 AGRADECIMENTOS 3 A Deus, que tanta perseverança, sabedoria e luz tem me concedido ao longo de toda a minha vida.

4 DEDICATÓRIA 4 Dedido ao meu filho Valmir e ao Dr. Alfredo Laufer, que tanto me incentivaram para conclusão do curso e na elaboração deste trabalho.

5 RESUMO 5 A proposta deste trabalho é apresentar um modelo de planejamento econômico financeiro de curto prazo que seja adequado às especificidades da pequena empresa comercial brasileira e contribuir para a melhoria da gestão, tendo em vista o modo informal como o planejamento é elaborado e a escassez de ferramentas e controles que têm como finalidade acompanhar e avaliar o seu desempenho. A principal meta é elaborar e aplicar um modelo objetivo e de fácil implementação, fornecendo embasamento técnico para a tomada de decisões e evitando o empirismo. Para tanto são demonstrados os processos e propostos relatórios operacionais e gerenciais. Este modelo tem sua gênese em uma série de pesquisas e estudos, visando a atender às necessidades dos pequenos empresários do segmento comercial e industrial, Formalizar o processo de planejamento econômico e financeiro, dotando tais gestores de ferramentas técnicas capazes de auxiliá-los na análise dos resultados obtidos, e, ao mesmo tempo, fornecendo parâmetros confiáveis para a tomada de decisões. Uma boa idéia, bons relacionamentos e capital não são suficientes para garantir o sucesso de um negócio, pois nada disto adianta se a empresa for mal administrada, especialmente na área financeira. Assim, para se tornar um empresário bem sucedido, não basta se esforçar e se dedicar integralmente ao negócio, é preciso saber administrar bem as finanças da sua empresa. Manter

6 6 as finanças em ordem não significa apenas contratar um bom contador, pois esses profissionais, em geral, se concentram na elaboração dos demonstrativos financeiros da empresa, como balanços patrimoniais, por exemplo, mas não se envolvem especificamente em seu planejamento financeiro. De maneira simplificada, pode ser dito que cabe ao contador registrar o resultado alcançado pela empresa. Esse resultado, porém, é fruto do planejamento financeiro elaborado pelo empresário. Assim, o planejamento financeiro envolve, entre outras coisas, o estabelecimento de metas de venda, determinação de preço dos produtos ou serviços, análise e controle de custos da empresa. Forçados a tomar todas estas decisões sozinhos, a maioria dos micro e pequenos empresários enfrenta sérias dificuldades e acaba cometendo o grave erro de misturar as finanças pessoais com as finanças da empresa. O grande problema é que muitas vezes esses mesmos empresários sequer investem o tempo necessário para organizar suas finanças pessoais, de forma que a situação torna-se ainda mais difícil quando estas se misturam com as da empresa.

7 7 SUMÁRIO INTRODUÇÃO 1 CAPÍTULO I O PROCESSO DE PLANEJAMENTO ECONOMICO E FINANCEIRO 4 CAPITULO II A CONTROLADORIA 21 CAPÍTULO III CONTROLES ADMINISTRATIVOS 38 CONCLUSÃO 43 ÌNDICE 54

8 INTRODUÇÃO 8 A cada dia que passa, o fluxo de informações dentro de uma empresa fica maior e mais complexo, exigindo cada vez mais um número maior de dados para auxiliar à tomada de decisões. E essa complexa malha organizacional exige uma demanda cada vez maior de profissionais que consigam ter uma visão ampla. A Controladoria proporciona ao profissional atuar na área econômica e financeira através do desenvolvimento de um sistema de informações gerenciais que proporcione essa visão ampla, com base de dados da contabilidade, que facilite o posicionamento dos executivos numa empresa, desde o aspecto operacional até o estratégico. Visando estimar as necessidades de financiamento para garantir fundos suficientes para que uma empresa pague seus compromissos, o Planejamento Financeiro é o processo que, além de estimar a quantia necessária para continuar as operações, viabiliza o processo de decisão sobre quando e como realizar financiamentos. Por se tratar de um procedimento confiável, é também um instrumento muito relevante para as organizações, na medida em que fornece roteiros para dirigir, coordenar e controlar as diversas ações para se alcançar os objetivos desejados. Está envolvida a realização de projetos de vendas, renda e ativos baseados em estratégias alternativas de produção e de marketing, seguidas pela decisão de como atender as necessidades financeiras previstas. Dessa forma, entre as diversas etapas do Planejamento Financeiro podemos citar: a adoção de um sistema de demonstrações financeiras projetadas; o cálculo da demanda de fundos necessários para a execução dos planos traçados; a elaboração

9 9 de uma previsão da disponibilidade de fundos resultantes da execução dos planos; a elaboração de um sistema de controle sobre as fontes e as aplicações de fundos dentro da organização; e também o desenvolvimento de uma metodologia de adaptação dos planos às variáveis externas não controláveis. O Planejamento Financeiro pode ser preparado em termos de curto e de longo prazo. Os planos financeiros de longo prazo procuram refletir os resultados esperados no planejamento estratégico da empresa. À medida que o horizonte de planejamento se distancia da data de elaboração, o grau de detalhamento se reduz, em virtude do nível de confiabilidade das projeções. Portanto, a atuação a longo prazo se apóia nos instrumentos de orçamento de capital e nas expectativas de geração de lucros e caixa. Já os planos financeiros de curto prazo devem ser bem detalhados, através do uso de instrumentos como o orçamento de capital, as projeções de fluxo de caixa e de Demonstrativo de Resultados periódicos e os balanços patrimoniais projetados. Enquanto o horizonte de planejamento típico de longo prazo é cinco anos, embora algumas empresas operem com períodos de dez anos, o intervalo que pode ser interpretado como curto prazo é usualmente um período de um ano. Em uma visão mais prática, a partir de dados históricos e da necessidade de investimentos, são feitos orçamentos, através dos quais pode-se prever gastos durante o período definido para as projeções de receita. É possível ainda identificar as variáveis que influenciam diretamente na receita da empresa, além de incluir as metas para crescimento de vendas. Dessa forma, são criados cenários com probabilidades de ocorrência, de acordo com os ganhos de receita e o volume de recursos disponível para cobrir os gastos anteriormente orçados.

10 10 O controle financeiro permitirá a comparação entre o desempenho da empresa periódico e as projeções determinadas entre os cenários otimista, conservador e pessimista. Portanto, a empresa terá conhecimento sobre o diagnóstico financeiro em que se encontra e poderá elaborar planos de contingência para os resultados previstos. Na formulação do planejamento, utilizam-se modelos que permitem simular os impactos financeiros estimados decorrentes das estratégias estabelecidas. Esses modelos propiciam a elaboração de previsões das demonstrações financeiras. Os resultados esperados com o desenvolvimento de um sistema orçamentário consistem no planejamento mais racional do emprego dos recursos tecnológicos, humanos, materiais e financeiros. Além disso, o Planejamento Financeiro permite prevê um superávit ou déficit de caixa no exercício, com a adaptação mais rápida caso haja alterações nos fatores externos, já que estes serão mais facilmente identificados. O Planejamento Financeiro fornece maior previsibilidade para empresas que desejam tomar decisões mais consistentes e confiáveis, além de maior sustentabilidade a curto, médio e longo prazo. Planejar as finanças é fazer uma programação do seu orçamento, permitindo que as reservas não se esgotem antes do mês terminar, estimulando a poupança. Um bom planejamento é capaz de ajudar na visualização das despesas de forma a contemplar os gastos usuais e pequenos imprevistos, diminuindo o desperdício e as compras por impulso. Desta forma, é possível construir um patrimônio, garantir a aposentadoria e viver com mais tranqüilidade. Em um cenário econômico cheio de incertezas, crises

11 11 econômicas e grande concorrência, o planejamento financeiro mostra-se não somente como uma ferramenta para a boa gerencia, mas sim como algo necessário a sobrevivência da empresa. De acordo com o conceito, planejar é traçar metas, elaborar planos direcionados a peculiaridades do projeto que se almeja por em prática, e finanças significa dinheiro, riqueza, ciência da variação da moeda. Desta forma, planejar as finanças da empresa é criar uma estratégia econômica, para que se atinjam os objetivos que podem ser de curto ou longo prazo, da maneira mais estruturada e precisa possível. Realizando este processo, a empresa obtém o seu crescimento financeiro e estrutural planejado com maior facilidade e auxilia a mesma a possuir sustentabilidade em seus empreendimentos. O presente artigo tem por objetivo destacar a importância do planejamento financeiro nas organizações como ferramenta necessária ao crescimento, fortalecimento e existência. Ao estipular os objetivos da empresa, o gestor traça metas que deverão ser seguidas para que não faltem recursos para a realização das operações. O planejamento define as linhas de investimento e financiamento da empresa. Para compreender o conceito de planejamento financeiro, fragmentou-se em planejamento e finanças. Conforme o dicionário informal, planejamento é traçar metas, elaborar planos direcionados a peculiaridades do projeto que se almeja por em prática. Já as finanças, pode-se dizer que são um método de administração dos recursos disponíveis, encaixando-se no meio empresarial ou particular, discutindo-se a distribuição e aplicação dos recursos, seja ele um salário de especifica pessoa ou faturamento de uma organização. Ao juntar os dois conceitos, entende-se que o planejamento financeiro é o ato de estabelecer o modo pelo qual os objetivos financeiros podem ser alcançados. Dentre os temas abordados no trabalho, encontram-se além dos conceitos, a função do planejamento financeiro, os planejamentos a longo e a curto prazo, os modelos e estruturas do planejamento, previsão de venda, planejamento do lucro,

12 12 planejamento estratégico empresarial, modelo de planejamento estratégico e o orçamento de caixa. A presente análise descreve pontos relevantes ao processo de planejamento financeiro que contribuem significativamente para a empresa atingir seus objetivos da melhor forma possível. O planejamento financeiro torna-se um instrumento indispensável para o sucesso almejado.

13 CAPÍTULO I 13 O PROCESSO DE PLANEJAMENTO ECONÔMICO E FINANCEIRO Atualmente vivenciamos uma metamorfose na nossa estrutura econômica, onde cada vez mais o amadorismo e o improviso estão desaparecendo, é indispensável a presença de um planejamento, planejamento este que vamos explanar neste trabalho. No mundo de negócios atual onde inovações no processo de gestão empresarial são de suma importância, informações são interligadas instantaneamente, oportunidades de negócios surgem nos mais diferentes locais do mundo, para tanto a empresa que deseja permanecer e ampliar seu mercado tem que estar preparada para estes desafios. Nesse contexto de uma economia global surge um dos fatores responsáveis para a obtenção do sucesso empresarial, o processo de planejamento financeiro. Por definição, o homem de negócios é objetivo e prático. Partindo desse princípio vem-se de encontro ao planejamento financeiro das empresas, que visa dar a sustentação necessária para execução de planos estratégicos a curto e a longo prazo, direcionando toda a ação empresarial com vistas a atingir as metas orçamentárias previstas. Por meio do planejamento financeiro as metas estabelecidas para o crescimento de uma empresa atingem resultados satisfatórios. Ele preocupase com a parte financeira, na qual pode-se destacar os elementos da política de investimento e financiamento da empresa sem examinar detalhadamente os componentes individuais dessas políticas.

14 14 A presente análise tem por objetivo descrever pontos relevantes ao processo de planejamento financeiro que contribuem significativamente para a empresa atingir seus objetivos da melhor forma possível. O planejamento financeiro torna-se um instrumento indispensável para o sucesso almejado. O objetivo geral o aprofundamento no estudo do planejamento, tanto no estratégico como no financeiro e operacional, nas micro e pequenas empresas do setor comercial, na tentativa de trazer soluções viáveis para esta problemática através de conhecimentos da controladoria, procurando detalhar a melhor maneira possível para os empresários realizarem este planejamento, visando auxiliá-los a solucionar problemas decorrentes da falta dele. Uma boa idéia, bons relacionamentos e capital não são suficientes para garantir o sucesso de um negócio, pois nada disto adianta se a empresa for mal administrada, especialmente na área financeira. Assim, para se tornar um empresário bem sucedido, não basta se esforçar e se dedicar integralmente ao negócio, é preciso saber administrar bem as finanças da sua empresa. Manter as finanças em ordem não significa apenas contratar um bom contador, pois esses profissionais, em geral, se concentram na elaboração dos demonstrativos financeiros da empresa, como balanços patrimoniais, por exemplo, mas não se envolvem especificamente em seu planejamento financeiro. De maneira simplificada, pode ser dito que cabe ao contador registrar o resultado alcançado pela empresa. Esse resultado, porém, é fruto do planejamento financeiro elaborado pelo empresário. Assim, o planejamento financeiro envolve, entre outras coisas, o estabelecimento de metas de venda, determinação de preço dos produtos ou serviços, análise e controle de custos da empresa etc. Forçados a tomar todas estas decisões sozinhos, a maioria dos micro e pequenos empresários enfrenta sérias dificuldades e acaba cometendo o grave erro de misturar as finanças pessoais com as finanças da empresa. O grande problema é que muitas vezes esses mesmos empresários sequer investem o tempo necessário para organizar suas finanças pessoais, de forma que a situação torna-se ainda mais difícil quando estas se misturam com as da empresa.

15 1.1 Contabilidade Gerencial 15 As empresas comerciais de pequeno porte enfrentam um ambiente de constantes mudanças. E, especialmente, em um contexto de globalização é-lhes exigida uma adaptação rápida às novas realidades, e essa é uma questão de sobrevivência. O que se espera da contabilidade é que ela esteja inserida neste contexto, assumindo um espaço novo, o espaço da informação útil, capaz de proporcionar às empresas e aos seus gestores instrumentos eficazes para a tomada de decisão e que seus processos tornem-se instrumentos e um diferencial de mercado. As pequenas empresas comerciais têm carências relacionadas principalmente à inexistência ou insuficiência de seus controles e planejamentos básicos, fato que é confirmado por pesquisa realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), e isso se deve em grande parte à falta de formação específica de seus gestores, ao alto custo de empregados treinados e também a uma certa aversão a controles desnecessários e a uma visão enrijecida e distorcida dos controles contábeis e dos processos de planejamento, gerados por um certo excesso de pragmatismo e confiança em processos subjetivos e arbitrários de tomada de decisão. Segundo Longo (2003, p. 1), contabilidade consiste em um completo sistema de geração de informações financeiras e também gerenciais; pois além de abranger o gerenciamento financeiro, gerenciamento de resultados, possibilita a seus usuários obter a evolução patrimonial da empresa. Já Cunha (2003), abordando a contabilidade no contexto da gestão empresarial, aponta que esta deve ser entendida como um sistema provedor de informações que objetiva subsidiar o processo decisório das empresas. Diz ainda que são muitos os autores que legitimam essa posição, destacando que quase todos os gestores em todas as organizações apresentam-se mais bem preparados para desempenhar suas funções quando têm uma razoável compreensão dos dados contábeis. Ressalta

16 16 também que esses mesmos autores demonstram a margem de contribuição como o método adequado para a tomada de decisão de curto prazo e cita explicitamente Martins (1996). Longo (2003), relata que os elementos da contabilidade gerencial podem ser agrupados em três blocos: 1) o bloco do controle e planejamento financeiro das empresas comerciais, que remete aos registros das movimentações de entrada e saída de dinheiro ou numerários; b) o bloco do gerenciamento dos resultados, que por sua vez se remete ao controle e planejamento dos custos e outros gastos para a empresa desenvolver suas atividades e a programação de receitas; e c) o bloco de apuração e orçamentos dos resultados, que diz respeito à projeção dos dados e ao processo de planejamento econômico financeiro. Esses três blocos estão associados e compõem um conjunto de ferramentas essenciais e eficazes para a tomada de decisão dos gestores. Essa tripartição é apenas didática, pois, na prática, os controles caminham paralelos e geram informações fundamentais para a administração, como demonstrado no modelo proposto nesta dissertação. 1.2 Contabilidade de Custos O processo de custeio dos produtos e serviços dependendo do sistema e do método de custo pode alcançar valores diferentes e estruturas diferentes. Assim, Padoveze (2000, p.44) faz a distinção entre sistema de custo e o método de custos apontando que o método define os custos, que, por sua vez, farão parte do custeio do produto ou serviço, e o sistema define a forma de mensuração de cada componente do custo. Os métodos de custeio podem ser divididos em dois grupos: o método de custeio variável ou direto e o método de custeio por absorção. Quanto ao objeto de custeio, pode-se classificar os custos em: custos diretos ou indiretos e despesas fixas ou variáveis.

17 17 O custo de produção, segundo a ótica econômica de Garófalo e Carvalho (1986, p. 231), representa o total das despesas incorridas na combinação mais econômica dos fatores através da qual se pode obter a quantidade estipulada de produto. Sob essa perspectiva o custo é considerado como um elemento revelador da mobilidade dos fatores de produção uma combinação de capital e trabalho em longo prazo e as empresas procuram uma combinação adequada desses fatores para minimizar os seus custos, quer seja pelo aumento ou diminuição da sua estrutura quer seja pela mobilidade de outros fatores produtivos. Em termos contábeis, por outro lado, o conceito de custo é definido por Martins (2000, p. 24) como todo gasto relativo à bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou serviços. Nessa perspectiva, os custos são classificados em fixos ou variáveis. Os custos fixos são entendidos como aqueles que não variam com a quantidade produzida ou vendida (Receita Bruta). Os variáveis representam a parcela de custo total que muda conforme a variação da quantidade produzida ou vendida. Os custos variáveis são aqueles que se alteram em conformidade com o nível de atividade ou vendas e são compostos de todos os custos diretos e alguns custos indiretos Custos e despesas Os conceitos de custos e despesas são assumidos como aqueles definidos por Martins (1996) que diferencia despesa de custos. Para o autor há vários itens acessórios a serem considerados como despesas que incidem sobre as atividades operacionais das empresas. Já os custos estão ligados diretamente às atividades operacionais. No caso das empresas comerciais de pequeno porte, o custo é basicamente o custo da venda da mercadoria.

18 1.2.2 Previsões e provisões 18 Basicamente a contabilidade não considera a existência de previsões, terminologicamente. A nomenclatura tradicionalmente empregada é a da provisão, cuja referência é um valor estimado de uma ocorrência esperada futura. Assim ao se prever faz-se, contabilmente, uma provisão. Porém, conforme apontam Pinho e Sampaio (2003), a nomenclatura contábil tem reservado o termo provisão para algumas ocorrências e lançamentos específicos como a Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa. Conforme Iudícibus, Martins e Gelbcke (2000, p.91): A apuração do valor da provisão pode variar, pois cada empresa pode ter aspectos peculiares a respeito de seus clientes, ramo de negócios, situação do crédito em geral e a própria conjuntura econômica do momento." Assim, provisão é um termo típico dos demonstrativos contábeis. Por outro lado, nas demonstrações e projeções financeiras, o termo previsão encontra respaldo, o que é confirmado em consulta ao Glossário do Tesouro Nacional, que define que Previsão num sentido mais amplo é prever a direção e a extensão, partindo do conhecimento do presente, do passado, e com base em certas hipóteses sobre o futuro. Admite a probabilidade e exclui a certeza absoluta. Previsão Orçamentária: A previsão orçamentária é, além do ato de planejamento das atividades financeiras do Estado, ato de caráter jurídico, criador de direitos e obrigações.

19 19 Assim, por despesas fixas provisionadas entende-se nesta dissertação aquelas que, mesmo realizadas em um mês, são pagas apenas no exercício do mês seguinte, como, por exemplo, contas de concessionárias de serviços públicos, como água e telefone. 1.3 Formação do Preço É comum que se confunda a contabilidade de custos com os custos gerenciais. Até a metade do século XVIII não existiam grandes indústrias e a contabilidade de custos era voltada somente para o comércio e não para a indústria. Os custos eram calculados periodicamente, pelo menos na época do balanço através da fórmula, CMV = EI + CO - EF, em que CMV é igual a Custo das mercadorias vendidas, EI é o estoque inicial, CO é igual a compras e EF igual a estoque final. Com o auxílio dessa fórmula eram calculados os custos, pois não havia inventários permanentes de estoques. Com o advento da revolução industrial no final daquele século, o início da produção em série e em escala maior e, como conseqüência, surgem as grandes fábricas. E a necessidade e aplicação de novas técnicas para cálculo de custos. Os inventários deixaram de ser periódicos e se tornaram permanentes, o que significa que os controles de entradas e saídas de mercadorias passaram a ser efetuadas a cada entrada e a cada saída. Com isso, surgiram também três novas técnicas na época para valorização dos estoques, que no Brasil são denominadas de PEPS, UEPS e MPM. O PEPS significa primeiro que entra é o primeiro que sai, UEPS é o último que entra é o primeiro que sai e MPM é a média ponderada móvel. Cada uma dessas técnicas provoca distorções nos resultados da empresa devido à forma como valoriza os estoques e conseqüentemente o custo das mercadorias vendidas.

20 20 Como base de valor para formação de nossos preços para vendas deve-se utilizar sempre que possível o custo de reposição sem os impostos e mais o frete de compra, isso sempre que possível. Muitas vezes a quantidade de itens para formação de um produto é muito grande e é praticamente impossível conseguir preços atualizados de tudo, nesse caso recomenda-se o UEPS por ser o último preço pago 1.4 Remuneração do Capital Os processos de planejamento econômico e financeiro empresarial tradicionalmente apresentados na literatura, como os de Gitman (1997) e Braga (1989), se diferenciam do modelo proposto nesta dissertação principalmente no que se refere à projeção das vendas. Gitman (1997) sugere que a previsão de vendas seja feita com base em indicadores econômicos como o Produto Nacional Bruto (PNB) e no consenso dos canais de vendas da empresa, enquanto que Braga (1989) aponta que as previsões de vendas, nos casos de empresas comerciais, deveriam ser determinadas em função do mercado. Para o fim proposto aqui, a projeção de vendas passou a ser compreendida levando-se em conta as perspectivas do mercado. Porém, os riscos de perspectivas negativas do mercado, intrínsecos à própria prática comercial, levaram à necessidade de se buscar alternativas de análise. Nos casos de projeção negativa, o processo de planejamento deve ser capaz de oferecer alternativas analíticas eficazes, permitindo, assim, que a estratégia comercial

21 21 possa estar focada não só na redução das despesas fixas, mas na redução das despesas fixas atuais, no custo do capital próprio e do capital de terceiros e no custo do imposto de renda e das contribuições. Assim, é necessário que se ofereça uma definição mais precisa do volume mínimo de vendas necessário para que a empresa arque com todos os seus custos e despesas, salde seus compromissos (como o imposto de renda e as contribuições sociais), pague pela utilização do capital de terceiros e remunere o capital próprio investido. As vantagens do processo de planejamento econômico e financeiro proposto ao longo do trabalho investigativo se configuraram, sobretudo, na possibilidade de se formalizar o processo de planejamento econômico e financeiro empresarial nas pequenas empresas comerciais e na perspectiva de se definir um parâmetro mínimo para o volume de vendas que a empresa deveria atingir, baseado no custo de sua estrutura operacional Cálculo do custo do capital próprio As principais alternativas avaliadas foram o Modelo de Formação de Preços de Ativos de Capital, a Remuneração paga pelas aplicações financeiras de renda fixa (do tipo CDB) e Taxa de juros SELIC. A utilização do Modelo de Formação de Preços de Ativos de Capital (CAPM) no estudo do custo do capital próprio de pequenas empresas comerciais é extremamente complexo e exige acuidade teórica singular. Os principais elementos que podem vir a se constituir em entraves operacionais são a própria configuração da empresa, pois grande parte das empresas de pequeno porte no Brasil é constituída sob a forma de Sociedade Limitada (que, anteriormente ao Novo Código Civil, Lei , de 10 de janeiro de 2002, eram denominadas Sociedade por Cotas de Responsabilidade Limitada) ou sob a forma de Empresário Individual. Porém, tanto a primeira como a segunda configuração não possui valores mobiliários negociados em Bolsa de Valores. Também há a realidade de um

22 22 incipiente mercado mobiliário brasileiro, pois o Índice Oficial da Bolsa de Valores de São Paulo (IBOVESPA) ainda apresenta um reduzido número de ações negociadas, mesmo após a nova política que resultou na supressão das negociações das ações na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro e na concentração das atividades na Bolsa de Valores de São Paulo. Isso torna os índices obtidos pouco representativos da realidade brasileira. O tradicionalismo e a limitação técnica dos proprietários e gestores empresariais é fator relevante, pois a própria escolha da forma empresarial praticada, e principalmente, dos procedimentos e técnicas de gestão adotados nas pequenas empresas comerciais, indicam que os agentes envolvidos têm pouco conhecimento sobre o mercado financeiro. Isso ocasiona entraves tanto de ordem técnica quanto de ordem psicológica (de fidúcia), conhecimentos indispensáveis para a implementação do método, objeto da presente pesquisa Modelo de Precificação de Ativos Financeiros (CAPM) Esse modelo foi desenvolvido na década de 1960, em três iniciativas isoladas, independentes e praticamente concomitantes por Sharpe (1964), Lintner (1965) e Monsin (1966). Conforme Corrêa (1997, p.26), a idéia do modelo CAPM é combinar um ativo livre de risco com um nível de retorno mínimo a uma carteira formada por ativos com riscos. A fórmula do CAPM permite encontrar a taxa justa de retorno de um ativo financeiro a um determinado nível de risco e é dividida em duas partes: Risk Free (RF) que corresponde à taxa livre de risco (que no Brasil corresponde aos títulos públicos como LTN ou aplicações de renda fixa pós-fixada como a Caderneta de Poupança) e ao RM que é o Retorno Médio do Mercado, que corresponde no Brasil ao índice IBOVESPA. Utiliza um coeficiente de ajuste do risco denominado

23 23 Coeficiente b que é específico para cada setor da economia e é calculado por empresas especializadas, como o Banco JP Chase Morgan, Agência Moodys. Esse Coeficiente b mede o risco sistemático (não diversificável) tanto para ativos individuais como para carteiras, e quanto maior for o Coeficiente b, maior o prêmio de risco, e conseqüentemente o retorno exigido também é maior. Corrêa (1997) conclui que O CAPM, como teoria, mostra que o prêmio pelo risco assumido, na verdade, não depende de seu risco total, ou mesmo de seu risco individual, mas sim, de sua relação com o mercado, já que este sustenta todo o agregado de riscos proporcionados por todos os ativos existentes. 1.5 Conceito de Planejamento Conforme o dicionário informal, planejamento é traçar metas,elaborar planos direcionados a peculiaridades do projeto que se almeja por em prática. O planejamento é uma ferramenta administrativa, que possibilita perceber a realidade, avaliar os caminhos, construir um referencial futuro, que organiza e define as ações a serem utilizadas. Sendo, portanto, o lado racional da ação. É uma maneira de antecipar (por suposições e/ou análises estatísticas) os resultados esperados e a possibilidade de concretização dos mesmos. A intenção do planejamento dentro de uma organização é buscar racionalmente o melhor caminho para se chegar no lugar esperado. Para Herckert (2000): Para planejar é preciso partir da renda que se tem, e estabelecer as prioridades em seu orçamento. Alguns passos devem ser seguidos: Liquide suas dívidas, comece a poupar, monte uma reserva financeira, planeje o futuro, quite seu financiamento imobiliário, pense na família, continue poupando e aproveite a vida.

24 24 Muitos empresários defendem que o principal motivo para o fechamento de suas empresas seria a instabilidade econômica; dificuldade para aquisição de financiamentos, juros altos, queda do poder aquisitivo, etc. Sem dúvidas esse é um motivo de bastante relevância neste ciclo de encerramento das atividades das empresas, más não é o principal. Em recentes pesquisas realizadas pelo Sebrae, constatou-se que o principal motivo para o encerramento das atividades das micro e pequenas empresas no Brasil é a falta de planejamento, tanto financeiro como estratégico. Sendo assim, poderemos nos utilizar dos conhecimentos da controladoria como ferramenta para solucionar este problema. Ela servirá como fonte teórica para a realização desse planejamento. Na controladoria, trabalham-se os dados e informações fornecidas pela contabilidade e pela administração, visando sempre mostrar aos administradores, através da figura do controller, os pontos de estrangulamento presentes e futuros que podem colocar em risco ou reduzirem a rentabilidade da empresa. A tarefa da Controladoria requer a aplicação de princípios sadios, os quais abrangem todas as atividades empresarias, desde o planejamento inicial até a obtenção do resultado final. Segundo Ivanildo Guimarães Mendes1 (2002): "O Controller é um 'almoxarife' da base de dados da empresa, onde se encontram, além dos dados, os critérios de mensuração e de valoração e as regras de decisão, entre outras informações. Essa base de dados

25 25 controla todas as vertentes de decisão da empresa, sejam elas operacionais, econômicas ou financeiras". 1.6 Conceito de Finanças Profº Francisco Bueno, diz que finança significa dinheiro, riqueza, ciência da variação da moeda. O conceito de finanças na atual conjuntura nasceu em 1950 por Harry Markowitz, com este conceito se tornou possível usar a matemática no estudo de seleção de carreira. Quando falamos de finanças, pode-se dizer que é um método de administração dos recursos disponíveis, encaixando-se no meio empresarial ou particular, discutindo-se a distribuição e aplicação dos recursos, seja ele um salário de especifica pessoa ou faturamento de uma organização. 1.7 Planejamento Financeiro Conceito de Planejamento Financeiro Segundo Gitman (1997, p. 589) O planejamento financeiro é um aspecto importante para o funcionamento e sustentação da empresa, pois fornece roteiros para dirigir, coordenar e controlar suas ações na consecução de seus objetivos. Para Teló (web 2004) O planejamento financeiro estabelece o modo pelo qual os objetivos financeiros podem ser alcançados. Um plano financeiro é, portanto, uma declaração do que deve ser feito no futuro Função do Planejamento Financeiro Dentro da estratégia financeira de uma empresa, o planejamento é ferramenta de vital importância, uma vez que o caixa determina a sobrevivência da empresa, e é através dele que se saberá se a empresa possui liquidez para saudar seus

26 26 compromissos ou se necessitará fazer financiamentos. O planejamento financeiro evita surpresas e cria planos alternativos caso ocorram imprevistos. Conforme Teló (web 2004) O planejamento financeiro estabelece diretrizes de mudança e crescimento numa empresa, preocupando-se com uma visão global, com os principais elementos de políticas de investimento e financiamento da empresa. Quando as estimativas e previsões a respeito do futuro revelam que a empresa não terá o resultado desejado por falta de recursos, cabe a mesma adquirir outras fontes de recurso ou rever suas estimativas. No processo de planejamento financeiro é necessário levar em conta as incertezas internas e externas da empresa para que estas forças não afetem a mesma, uma vez que não se pode considerar a administração financeira como uma área isolada. Para isso, é necessário um vasto conhecimento do negócio, dentre os fatores externos citam-se a situação geral da economia, taxas de inflação, taxas de juros correntes e projetadas, aspectos tributários e aumento nos custos. Segundo Gitman (1997, p. 589) As empresas utilizam de planos financeiros para direcionar suas ações com vistas a atingir seus objetivos imediatos e em longo prazo. Os planejamentos financeiros costumam ser iniciados focando o alcance de objetivos em longo prazo e depois passam a visar os objetivos de curto prazo. O planejamento a curto prazo é denominado operacional e o a longo prazo estratégico. Para Telo (2004) O planejamento financeiro é desenvolvido fundamentalmente por meio de projeções, como estimativa mais aproximada possível da posição econômico-financeira esperada. Compreende a programação avançada de todos os planos da administração financeira e a integração e coordenação desses planos com os planos operacionais de todas as áreas da empresa.

27 1.7.3 Importância da Análise financeira 27 Ao contrário do que se pode imaginar, a análise financeira, ou análise de indicadores, não serve apenas para ajudar na própria gestão da empresa. Ela também pode ser fundamental na obtenção de financiamentos, pois os bancos, em geral, analisam a capacidade de a empresa arcar com os encargos da dívida através desses mesmos indicadores. Esta capacidade é medida pelos indicadores de liquidez e de estrutura de capital da empresa. Além disto, a análise financeira pode ajudar a convencer os sócios existentes, ou potenciais, a investir mais dinheiro na empresa. Afinal, um acionista que obtém ganhos elevados com relação ao dinheiro que investiu, o que é medido através dos indicadores de rentabilidade, provavelmente irá se interessar em colocar mais dinheiro na empresa. No caso da gestão da empresa, os indicadores de atividade permitem que o empresário consiga estimar quanto tempo leva, em média, para que seus estoques acabem, ou quanto tempo, em média, ele leva para receber no caso de vendas a prazo, ou até mesmo quanto tempo em média ela está demorando até pagar os seus fornecedores. pelos sócios, ou patrimônio líquido Planos Financeiros a Longo Prazo São ações elaboradas para objetivos previstos para um futuro distante, compreendido geralmente num período de dois a dez anos. Por haver naturalmente muitas mudanças ao longo destes períodos, estes planos são revisados constantemente com o uso das informações atualizadas. Estes horizontes de planejamento variam de empresa para empresa, pois quando se possui um ciclo de

28 28 produção curto e incertezas operacionais, estes horizontes de planejamento são mais curtos. Para Teló (web, 2004) A ausência de planejamento financeiro eficaz a longo prazo é uma razão freqüentemente citada para a ocorrência de dificuldades financeiras e falência de empresas Planos Financeiros a Curto Prazo Estas ações são planejadas para períodos mais curtos, geralmente de um a dois anos, e são compostas na sua maioria por previsões de vendas e dados operacionais e financeiros. Segundo Gitman (1997, p. 589) A partir das previsões de venda são desenvolvidos planos de produção que consideram tanto o tempo necessário para converter a matéria prima em produto acabado (lead time), como os tipos e quantidades de matérias prima exigidos. Com base nesses planos, a empresa pode ainda estimar as necessidades de mão de obra direta, as despesas gerais de fabrica e as despesas operacionais. Tendo preparado essas estimativas, pode-se preparar a demonstração do resultado e o orçamento de caixa projetado. Assim, com os insumos básicos da demonstração do resultado projetado, o orçamento de caixa, o plano de financiamento em longo prazo, o plano de investimento de capital, e o balanço patrimonial do período corrente, o balanço projetado da empresa pode ser finalmente desenvolvido.

29 1.8. Modelos de Planejamento 29 Cada empresa apresenta uma necessidade diferente de planejamento, para isso existem modelos diferenciados, podendo eles serem desde os simplificados até os mais complexos. Os planejamentos mais complexos apresentam maior riqueza em detalhes. De acordo com Bachega e Coli (2008) de um modo geral, os modelos demandam três elementos: (a) entradas (demonstrações financeiras atuais e previsões das variáveis relevantes); (b) modelo de planejamento (sistema de equações que estabelecem as relações entre as variáveis fundamentais); (c) saídas (demonstrações financeiras projetadas e índices financeiros). 1.9 Estrutura de Planejamento Financeiro A estruturação de um planejamento financeiro é um documento semelhante a um demonstrativo de resultados do exercício (DRE), pois contém informações necessárias para estipular metas, objetivos e inclusive a correção de supostas falhas na administração da organização Demonstrativos Projetados A gestão financeira da sua empresa não é muito diferente da gestão do seu próprio orçamento. Portanto, o primeiro passo para entender o porquê sua empresa está ou não ganhando dinheiro é entender as fontes de receitas e gastos, ou seja, entender o funcionamento dos demonstrativos financeiros da empresa. Como as micro e pequenas empresas (MPEs) não precisam elaborar demonstrativos financeiros detalhados, pois em geral têm capital fechado e poucos sócios, muitos

30 30 empresários acabam não adotando os procedimentos necessários para o controle das contas de suas empresas. Isto é particularmente verdade no caso das empresas que não adotam o regime de lucro real, e que, portanto, não precisam comprovar despesas. Ainda que não haja necessidade de divulgação de demonstrativos financeiros detalhados, você deve pedir ao seu contador que elabore estas planilhas, pois isso facilita a gestão financeira da empresa. Em geral, quando se fala de demonstrativos financeiros, tem-se em mente a elaboração de três documentos: Balanço Patrimonial, Demonstrativo de Resultados e Demonstração de Origens e Aplicação de Recursos (DOAR) Balanço Patrimonial É um dos principais demonstrativos financeiros e mostra o que a empresa possui (ativos), o quanto deve (passivo), e quanto capital os acionistas investiram na empresa (patrimônio líquido). Esses são, na verdade, os três itens principais que compõem o balanço patrimonial de uma empresa. De maneira simplificada, pode se dizer que o balanço patrimonial de uma empresa que acabou de começar suas atividades ilustra como os recursos obtidos junto aos acionistas (patrimônio) ou credores (dívidas) estão sendo utilizados na compra dos ativos da empresa. Diante disto fica fácil entender que o total de ativos de uma empresa é sempre igual à soma do total de dívidas e obrigações que ela possui, ou seja, o passivo, acrescido do total de recursos investidos pelos sócios, ou patrimônio líquido. Ativo - O ativo representa todos os itens ou bens da empresa que são usados nas suas atividades, sejam eles quais forem. Podemos citar como componentes do ativo de uma empresa: caixa e aplicações financeiras, estoques de produtos, contas a receber, imóveis, equipamentos, investimentos etc.

31 31 Passivo - Para adquirir cada um desses bens, a empresa precisa se financiar. De maneira geral, pode-se dizer que o patrimônio líquido é igual à parte do financiamento feita pelos acionistas, enquanto que o passivo é igual à parte feita por terceiros, que pode incluir fornecedores e bancos, entre outros. Apesar de nem todos os itens do passivo serem financeiros, de uma forma ou de outra funcionam da mesma forma, pois correspondem a obrigações que a empresa tem com terceiros e que ainda não foram cumpridas (ex. impostos a pagar, dívidas com fornecedores etc.). Patrimônio Líquido - No início das atividades de uma empresa o patrimônio líquido equivale aos recursos investidos pelos sócios. Contudo, à medida que o tempo passa, o patrimônio líquido de uma empresa passa a incorporar também a parcela de ganhos que ela obteve e que não foi gasta com funcionários, aluguel, encargos de dívidas, impostos, ou sacada pelos sócios da empresa. Assim, com o tempo o patrimônio passa a refletir não apenas o capital investido pelos sócios, como também a parcela de ganho da empresa que foi reinvestida pelos sócios na própria empresa. A esta parcela se dá o nome de Reserva de Lucros, ou Lucros Retidos. Assim, o patrimônio líquido de uma empresa é resultado da soma do capital dos sócios. mais o total de lucros retidos pela empresa Demonstrativo de Resultados Esse documento detalha e quantifica o que a empresa recebe (receitas), o quanto ela gasta (despesas), assim como o resultado líquido destas operações (lucro ou

32 32 prejuízo) em um determinado intervalo de tempo. Com base na análise do lucro ou prejuízo da empresa, o empresário pode estimar o quanto pode retirar da companhia, ou, em caso de prejuízo, o quanto precisa investir para equilibrar o seu caixa. Podese dizer que o demonstrativo de resultados é organizado de acordo com o processo de produção da empresa, como ilustrado abaixo: (+) Receitas brutas de vendas: denomina o que a empresa recebe pelos produtos que vende ou serviços que presta. (-) Deduções da receita bruta: inclui a soma de impostos que são descontados diretamente da receita bruta, como o IRRF e, em alguns casos, INSS. (=) Receitas líquidas de vendas: define o que a empresa realmente recebe pelos produtos que vende, descontando os impostos retidos na fonte. (-) Custo de produtos vendidos: soma das despesas diretamente ligadas à produção (matérias primas, custo de energia etc). (=) Resultado bruto: ganho da empresa depois de descontadas as despesas que ela incorre para vender os seus produtos ou oferecer seus serviços. (-) Despesas Gerais e administrativas: total das despesas indiretamente ligadas à produção (gastos com funcionários, despesas administrativas e de vendas). (-) Despesas financeiras líquidas: gastos que a empresa incorre no pagamento de juros sobre as dívidas que levantou para financiar suas atividades. (=) Resultado Operacional: determina ganho/perda gerado pelas atividades (ou operações) da empresa. Resultado não operacional: soma das receitas e despesas

33 33 não diretamente vinculadas às atividades da empresa, tais como ganhos ou perdas na compra de ativos ou venda de ativos. (=) Lucro ou prejuízo antes de impostos: ganho da empresa após serem descontadas todas as despesas com exceção dos gastos com impostos etc. (-) Impostos e contribuições pagas: equivale às deduções de imposto de renda (=) Lucro Líquido: é igual aos ganhos ou perdas líquidas da empresa no exercício, sendo definido como a parcela do lucro disponível aos sócios. Dependendo da política da empresa, ela pode reinvestir os lucros na empresa (lucro retido), ou distribuir parte desses lucros na forma de dividendos aos sócios. Ao contrário do balanço, que representa uma fotografia das atividades da empresa em uma data específica (ex: em 31 de dezembro), o demonstrativo de resultados representa uma descrição das suas atividades durante o período a que se refere. Ou seja, o demonstrativo de resultados do primeiro trimestre traz o resultado acumulado no trimestre (o item vendas, por exemplo, traz a soma de todas as vendas executadas durante todo o trimestre e não somente no último dia do trimestre, como é o caso das contas do balanço patrimonial Previsões de Vendas Entende-se por previsão de vendas como um dos principais dados necessários ao planejamento financeiro, que são dados ao administrador financeiro geralmente pelo setor de marketing. Com estes dados é possível elaborar a previsão dos fluxos de caixa, avaliando entradas provenientes das vendas, e saídas originadas de custos e

34 34 despesas. Caberá ao administrador a decisão de quanto de caixa a empresa necessita para a realização de suas operações. Estas previsões de venda dividem-se em internas, externas e combinadas. As internas dizem respeito às projeções realizadas pelos canais de venda da empresa, e através destas é possível obter outras estimativas, como a capacidade da produção em suprir a demanda, por exemplo. As externas dizem respeito aos fatores econômicos que intervirão no desempenho das vendas, como o PNB e a renda pessoal disponível. Já as previsões combinadas unem as anteriores, gerando assim dados mais precisos Planejamentos do Lucro Segundo Gitman (1997, p. 599) O planejamento do lucro envolve a elaboração da demonstração do resultado e do balanço patrimonial projetados. A elaboração dessas demonstrações exige uma fusão cuidadosa de inúmeros procedimentos que levam em conta as receitas, custos e despesas, obrigações, ativos e participações acionitárias, resultantes do nível de operações antecipadas. Conforme Gitman (1997, p. 599): Para realizar tais projeções, o administrador faz aproximações mais simplificadas de demonstrações históricas, baseando-se na teoria de que as futuras demonstrações não se diferem das passadas. Para estas elaborações são necessárias as demonstrações financeiras do ano anterior e previsões de vendas para o ano seguinte.

35 1.11. Planejamento Estratégico Empresarial 35 De acordo com o site Sempretops, o conceito de planejamento estratégico é um processo gerencial que diz respeito à formulação de objetivos para a seleção de programas de ação e para sua execução, levando em conta as condições internas e externas à empresa. O olhar estratégico faz com que um gestor passe a gerenciar melhor os problemas do dia-a-dia pois o seu foco muda de discutir os problemas para que hajam atitudes a fim de concluir como transformar os problemas que surgiram em oportunidades para a empresa ou então planejar para eliminar o problema mencionado. Uma organização que está agindo com planos de planejamento estratégico, deve expor o mesmo para seus colaboradores e ao próprio gestor. Trata-se de uma rotatividade de informações cabíveis a todos envolvidos. HALLORAN (1994, p. 22), sobre o planejamento financeiro: Presume a sua elaboração e resume: embora as projeções financeiras sejam apenas uma estimativa, elas tornam-se mais concretas à medida que você colhe um numero maior de informações. A estratégia não é apenas estipular metas, e sim as reais ações a serem realizadas para objetivar as citadas metas, na intenção de enxergar e chegar ao que os outros não vêem e onde os outros não conseguem chegar.

36 36 De acordo com Luciano Salamacha, Quando o assunto é estratégia, os resultados que se deseja ter no futuro começam a ser construídos com atitudes concretas no presente. Lembre-se: se a competência da sua empresa é uma arma poderosa, o planejamento estratégico é a mira que racionaliza os recursos e potencializa o resultado. Tudo faz parte de um conjunto, onde agindo harmoniosamente atingem objetivos fundamentais, conforme mencionado por Moreira (web,2001). Alguns componentes fundamentais devem compor o planejamento estratégico de produção: tecnologia do produto, tecnologia do processo, capacidade de instalações, localização das instalações, recursos humanos e suprimentos Modelo de Planejamento Estratégico Existem centenas de modelos diferentes de planejamento estratégico, sendo eles em livros, textos, anúncios e outros. Para Mintzberg (2000, p. 45): As estratégias devem resultar de um processo controlado e consciente de planejamento formal, decomposto em etapas distintas, cada uma delineada por checklists e apoiada por técnicas. As estratégias surgem prontas deste processo, devendo ser explicadas para que possam ser implementadas através da atenção detalhada a objetivos, orçamentos, programas e planos operacionais de vários tipos.

37 37 Segundo Mintzberg (2000, p. 53), o Controle estratégico é um estilo hibrido, que envolve a autonomia das unidades de negócios e também a promoção dos interesses corporativos. A responsabilidade pela estratégia fica com a divisão, mas as estratégias devem se aprovadas pela direção central Ferramentas Necessárias ao Planejamento Financeiro As ferramentas necessárias ao planejamento financeiro de uma empresa são representadas pelos demonstrativos projetados e pelos orçamentos de caixa, que tornam possíveis a constituição de um mapa, tornando mais fácil a visualização das metas desejadas pela empresa. Além da elaboração dos demonstrativos financeiros descritos acima, as empresas precisam investir também em mecanismos de controle administrativo, que variam de acordo com a área de atuação da empresa. Controle de vendas: - permite prever receitas futuras e, conseqüentemente, programar as compras da empresa. É através do controle de vendas que o empresário consegue, por exemplo, estimar o prazo médio concedido nas vendas a prazo, assim como o índice de inadimplência entre seus clientes. Controle de compras: da mesma forma que o controle de vendas ajuda o empresário a estimar o prazo médio das vendas a prazo, o controle de compras permite que seja estimado o prazo médio de compras da sua própria empresa. Esta análise permite não só distribuir melhor as compras ou as reposições de estoque da empresa de acordo com a disponibilidade de caixa, como eventualmente a negociação de termos mais favoráveis junto aos fornecedores.

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