Alterações congénitas da formação da hemoglobina:

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Alterações congénitas da formação da hemoglobina:"

Transcrição

1 ANEMIAS CAUSADAS POR DEFEITOS GENÉTICOS DA HEMOGLOBINA Alterações congénitas da formação da hemoglobina: TALASSEMIAS há uma síntese desequilibrada das cadeias globínicas HEMOGLOBINOPATIAS por alteração genética a informação é transmitida deficientemente e a hemoglobina tem uma constituição química diversa ANEMIAS HIPOCROMICAS MICROCÍTICAS DEFEITOS GENÉTICOS DA HEMOGLOBINA (TALASSEMIAS) TALASSEMIAS - Há deficiente síntese (desequilíbrio) das cadeias globínicas - defeito genético. - A velocidade de produção de certas hemoglobinas está diminuída levando a um desequilíbrio nas cadeias globínicas disponíveis para a construção de dímeros formação de quantidades anormais de hemoglobinas estruturalmente normais. - São doenças relativamente frequentes em Portugal. - Caracteriza-se por uma anemia hipocrómica microcítica, sem ou com pouca anisocitose e sem carência de ferro pensasse na Talassemia Hemoglobinas normais no adulto Hb A Hb F Hb A 2 Estrutura α 2 β 2 α 2 γ 2 α 2 δ 2 Normal (%) ,5-0,8 1,5-3,2

2 ANEMIAS HIPOCROMICAS MICROCÍTICAS - TALASSEMIAS - Se forem sintetizadas um número inadequado de cadeias β, as cadeias α estarão em excesso - O excesso de cadeias α vão-se combinar com outras cadeias globínicas disponíveis (δ ou γ) aumentando a quantidade de Hb A 2 (α 2 δ 2 ) e Hb F (α 2 γ 2 ) - Na ß talassemia existe uma diminuição na síntese da cadeia ß. Na α-talassemia, existe uma diminuição na síntese da cadeia α. - As cadeias alfa e beta são estruturalmente normais. O defeito é quantitativo! ANEMIAS HIPOCROMICAS MICROCÍTICAS - TALASSEMIAS ß-TALASSEMIA Tanto na α- como na β-talassemia t l i são produzidas inadequadas quantidades de hemoglobina o que resulta frequentemente na produção de glóbulos vermelhos que são microcíticos hipocrómicos. Na β-talassemia mutações ou supressões parciais do cromossoma 11 causam defeitos na síntese de cadeias β. Foram identificadas mais de 100 mutações.

3 ANEMIAS HIPOCROMICAS MICROCÍTICAS: ß-TALASSEMIAS Normalmente as cadeias globínicas α e β são produzidas em quantidades desiguais. Quando as cadeias de globinas β estão ausentes ou são produzidas em pequenas quantidades, como na β-talassemia, as cadeias α estão em excesso. O excesso de cadeias α combinam-se com outras cadeias globínicas disponíveis ( δ ou γ) para formar quantidades aumentadas de Hb A 2 (α 2 δ 2 ) e Hb F (α 2 γ 2 ). Podem-se igualmente formar Hb Barts (γ 4) ou tetrameros de cadeias gama em excesso. ANEMIAS HIPOCROMICAS MICROCÍTICAS: ß-TALASSEMIAS A severidade clínica da β-talassemia depende do grau de produção inadequada de cadeias β. A mutação no gene β é designada com o sinal + ou β+. -Na β-talassemia major não existem cadeias β (ßo) ou em pequena quantidade (ß+). -Na β-thalassemia minor as cadeias ß+ são produzidas numa quantidade médiareduzida. -Na β-thalassemia intermedia as cadeias ß+ são produzidas numa quantidade intermédia entre a forma major e a forma minor Na β-talassemia major (anemia de Cooley) As manifestações clinicas não são visíveis até cerca dos 6 meses de vida quando a produção de globinas normalmente se alteraria do predomínio de cadeias γ para cadeias β. - O excesso de cadeias alfa precipitam nos eritroblastos e nos GV maduros causando uma eritropoiese ineficaz e hemólise

4 ANEMIAS HIPOCROMICAS MICROCÍTICAS: ß-TALASSEMIAS MAJOR Na β-talassemia major (anemia de Cooley) (cont.) - Os doentes tornam-se muito dependentes de transfusões. Quase todos têm hepatomegalia e esplenomegalia, devido à excessiva destruição dos GV, hematopoiese extramedular e a sobrecarga de ferro. - A expansão da medula devido à hiperplasia eritróide causa alargamento dos ossos. - A maioria morre antes de atingir a idade adulta. - A sobrecarga de ferro (hemólise, aumento da absorção e transfusões) causa: danificação do coração, fígado e órgãos endócrinos. Dados laboratoriais - Após o primeiro ano de vida o esfregaço apresenta: anemia hipocrómica microcítica, anisocitose severa e poiquilocitose, células alvo (aumento da superfície da membrana sem ou com pouca hemoglobina) e pontuado basófilo. - A electroforese da Hb mostra aumento da Hb F, aumento da Hb A 2 e quantidades variáveis de Hb A. ANEMIAS HIPOCROMICAS MICROCÍTICAS: ß-TALASSEMIAS MINOR E INTERMÉDIA Na β-talassemia minor - A severidade d da doença expressa-se apenas como uma anemia média e um estado microcítico. Logo é difícil de distinguir de uma deficiência em ferro. - Como diferenciar: as talassemias aparecem com mais frequência reticulocitose e pontuado basófilo no sangue periférico. Na ß-thalassemia intermedia as cadeias β+ são produzidas em quantidades intermédias entre a major e a minor. Células alvo (microscopia electrónica)

5 ANEMIAS HIPOCROMICAS MICROCÍTICAS: α-talassemias α-talassemia - As cadeias β sem as cadeias α formam pares e combinam-se para formar a hemoglobina H (β4). - As cadeias globínicas desemparelhadas podem precipitar, danificando a membrana do GV. - Nas α-talassemias clássicas o defeito é causado pela delecção de um α-gene do cromossoma 16. ANEMIAS HIPOCROMICAS MICROCÍTICAS: α-talassemias Manifestações clínicas Variam com o número de α-genes (essenciais para a vida fetal) que são apagados no cromossoma 16. Hemoglobina de Bart

6 ANEMIAS HIPOCROMICAS MICROCÍTICAS: α-talassemias Dados laboratoriais - A delecção de 3 genes (Hb H) - leva a uma anemia hipocromica microcítica moderada - a Hb H pode ser detectada nos GV por electroforese ou nas preparações de reticulócitos - Os sinais de anemia intensificam-se com o número de genes apagados ANEMIAS HIPOCROMICAS MICROCÍTICAS: outros distúrbios na síntese da Hb HEMOGLOBINOPATIAS Existem outros distúrbios na produção de Hb (alteração genética, a informação é transmitida deficientemente e a hemoglobina tem uma constituição química diversa) com resultados clínicos semelhantes às talassemias: HEMOGLOBINA S - Há alteração das cadeias β substituição na posição 6 de uma adenina por uma timina (ácido glutâmico por valina, aa. neutro, logo a mobilidade electroforética vai diminuir posição central entre a HbA e A2) o que vai originar um verdadeiro descalabro no indivíduo homozigótico. - A hemoglobina vai, na privação de oxigénio e não só (infecção, desidratação,...), tornar-se insolúvel (precipita no GV) o glóbulo vermelho fica com um aspecto de foice, o que vai provocar um obstáculo à circulação sanguínea trombose, isquémia e necrose - Há uma destruição rápida dos GV

7 ANEMIAS HIPOCROMICAS MICROCÍTICAS: outros distúrbios na síntese da Hb HEMOGLOBINA S (cont.) Manifestações clínicas - Têm crises dolorosas ósseas que infectam, - Trombose do baço (deixa de existir) ficando asplénicos - Trombose da circulação pulmonar, cardíaca e cerebral - Priapismo: erecção prolongada e não controlada levando à necrose do pénis Dados laboratoriais - Electroforese da hemoglobina: na Hb S, a Hb A não é detectada (homozigótica). Usando padrões pode-se definir o tipo de hemoglobina - Observam-se no esfregaço: - células falciformes (drepanócitos) e células alvo - corpos de Howell-Jolly (devido à atrofia do baço) - Quando o sangue é desoxigenado aparecem os GV em foice ANEMIAS HIPOCROMICAS MICROCÍTICAS: outros distúrbios na síntese da Hb HEMOGLOBINA C Devido à substituição i do ácido glutâmico por lisina i (aa. básico, logo a mobilidade d electroforética vai diminuir muito. As fracções C e E podem ficar sobrepostas à Hb A2. Quando a fracção á superior a 15%, deve-se suspeitar das hemoglobinas C e E) nas cadeias globínicas β. - Forma heterozigótica assimptomática - Forma homozigótica sintomas leves de anemia Dados laboratoriais - Presença de células alvo - Células esféricas pouco coradas

8 ANEMIAS HIPOCROMICAS MICROCÍTICAS: outros distúrbios na síntese da Hb HEMOGLOBINA E Devido à substituição i do ácido glutâmico por lisina i nas cadeias globínicas β. A hemoglobina E migra, a ph alcalino, exactamente como a hemoglobina C. Ao contrário do que acontece com a hemoglobina C, não se separa da hemoglobina A e A2 em meio ácido. Esta propriedade permite diferenciar a hemoglobina C da E. HEMOGLOBINA D Devido à substituição do ácido glutâmico por valina (aa. neutro) nas cadeias globínicas β. A hemoglobina D migra, a ph alcalino, exactamente como a hemoglobina S. Ao contrário do que acontece com a hemoglobina S, não se separa da hemoglobina A e A2 em meio ácido. Esta propriedade permite diferenciar a hemoglobina S da D. ELECTROFORESE DAS HEMOGLOBINAS ph alcalino A (A0+A1) A2 A (A0+A1) F S-D A2-C-E Ponto de aplicação

9 ELECTROFORESE DAS HEMOGLOBINAS Células falciformes β-talassemias ANEMIA COM ALTERAÇÃO ESTRUTURAL DA MEDULA ÓSSEA Anemia normocrómica/normocítica APLASIA MEDULAR ou ANEMIA APLÁSTICA predomínio de tecido adiposo (faltam células de todas as séries) ERITROBLASTOPENIA há falha na série eritróide MEDULA INVADIDA ou OCUPADA POR VÁRIAS COISAS tumor, infecção, inflamação,...

10 ANEMIA COM ALTERAÇÃO ESTRUTURAL DA MEDULA ÓSSEA Aplasia medular APLASIA MEDULAR ou ANEMIA APLÁSTICA Fisiopatologia: - Doença imunológica os linfócitos T destrõem a steam cell - Lesão do microambiente que rodeia a steam cell - Falta de factores de crescimento hematopoiético Causas: Primária - congénita Secundária -radiações ionizantes, químicos, drogas,... Dados laboratoriais e clínicos: - Pancitopenia sem células atípicas no sangue - Medula óssea hipocelular de predomínio adiposo - Ausência de organomegalias - anemia normocrómica, normocítica ou macrocítica - Contagem reduzida de reticulócitos e normalmente extremamente reduzida em relação ao grau de anemia ANEMIA COM ALTERAÇÃO ESTRUTURAL DA MEDULA ÓSSEA Eritroblastopenia ERITROBLASTOPENIA (red cell aplasia) A steam cell comprometida com os eritroblastos é a única série afectada Causas: - Primária - congénita - raras - Adquiridas - formas agudas eritroblastopenia transitória da criança - formas crónicas mais frequente nos adultos Dados laboratoriais e clínicos: - Anemia normocrómica/normocítica - Baixa contagem de reticulócitos (por vezes zero) - Leucograma e plaquetas normais - Medula óssea com 0-3% de eritroblastos

11 ANEMIA SEM ALTERAÇÃO ESTRUTURAL IMPORTANTE DA MEDULA ÓSSEA ANEMIA POR DOENÇA HEPÁTICA GRAVE (cirrose) ANEMIA DA DOENÇA RENAL (falha renal) ANEMIA POR DOENÇA ENDÓCRINA (hipotiroidismo)

ANEMIAS parte IV. Profª Carolina Garrido Zinn

ANEMIAS parte IV. Profª Carolina Garrido Zinn ANEMIAS parte IV Profª Carolina Garrido Zinn Hemoglobinopatias Doenças hereditárias causadas por diminuição ou anomalia da síntese de globina Afetam cerca de 7% da população mundial Hemoglobina Proteína

Leia mais

CITOLOGIA DA TALASSEMIA ALFA

CITOLOGIA DA TALASSEMIA ALFA CITOLOGIA DA TALASSEMIA ALFA Foto 1: Talassemia Alfa Mínima em sangue periférico corado com azul de crezil brilhante. Comentários: A investigação laboratorial da talassemia alfa mínima se faz por meio

Leia mais

AMH Hemolíticas ANEMIAS HEMOLÍTICAS

AMH Hemolíticas ANEMIAS HEMOLÍTICAS HEMATOLOGIA II Curso de Farmácia 8 º período AMH Hemolíticas ANEMIAS HEMOLÍTICAS Anemias causadas por um aumento da destruição dos eritrócitos em relação à produção. Rompe-se o equilíbrio entre a produção

Leia mais

Talassemias. Márcio Hori

Talassemias. Márcio Hori Talassemias Márcio Hori Introdução Redução ou ausência de cadeias de globina na hemoglobina 1 par de genes de cadeias β (1 gene β no cromossomo 11) β 0 síntese de cadeias β ausente β + síntese de cadeias

Leia mais

Diagnóstico de hemoglobinopatias pela triagem neonatal

Diagnóstico de hemoglobinopatias pela triagem neonatal 1º Congresso Médico de Guarulhos Práticas Clínicas no SUS 5 a 7 novembro de 2015 Diagnóstico de hemoglobinopatias pela triagem neonatal Dra Christiane M. S. Pinto Hematologista Pediatrica HMCA Guarulhos

Leia mais

CLINICA MÉDICA HEMATOLOGIA 2003-2004 SANGUE

CLINICA MÉDICA HEMATOLOGIA 2003-2004 SANGUE 1 CLINICA MÉDICA HEMATOLOGIA 2003-2004 2 SANGUE 3 4 5 6 7 PATOLOGIA DO GLÓBULO RUBRO ANEMIAS POLICITEMIAS Valores de referência Hemoglobina g/dl recém-nascido

Leia mais

HEMOGRAMA ANEMIA FERROPRIVA. Hemoglobina. PDF created with pdffactory Pro trial version www.pdffactory.com. Ferro

HEMOGRAMA ANEMIA FERROPRIVA. Hemoglobina. PDF created with pdffactory Pro trial version www.pdffactory.com. Ferro HEMOGRAMA Profª. Francis Fregonesi Brinholi fbrinholi@hotmail.com. Hb = 0,8 g/dl Microcítica VCM < 78fL VCM:? Dosagem de ferritina Baixa Normal Alta Microcítica VCM < 78fL Normocítica VCM: 78-98fL Macrocítica

Leia mais

Hemoglobinopatias. Dra. Débora Silva Carmo

Hemoglobinopatias. Dra. Débora Silva Carmo Hemoglobinopatias Dra. Débora Silva Carmo Hemoglobinopatias O que é hemoglobina É a proteína do sangue responsável em carregar o oxigênio para os tecidos Qual é a hemoglobina normal? FA recém-nascido AA

Leia mais

CASUÍSTICA DE HEMOGLOBINOPATIAS NA POPULAÇÃO DO HFF

CASUÍSTICA DE HEMOGLOBINOPATIAS NA POPULAÇÃO DO HFF CASUÍSTICA DE HEMOGLOBINOPATIAS NA POPULAÇÃO DO HFF Serviço Patologia Clínica 21 de Maio 2015 Elzara Aliyeva Sónia Faria OBJECTIVO Efectuar um estudo casuístico das hemoglobinopatias na população da área

Leia mais

ANEMIAS HEMOLÍTICAS. Hye, 2013 www.uff.br/hematolab

ANEMIAS HEMOLÍTICAS. Hye, 2013 www.uff.br/hematolab ANEMIAS HEMOLÍTICAS Hye, 2013 www.uff.br/hematolab Anemias Hemolíticas Destruição acelerada de eritrócitos; Podem ser destruídas na medula óssea, no sangue periférico ou pelo baço; drjeffchandler.blogspot.com

Leia mais

Sempre que os valores do eritrograma estão abaixo dos normais para o laboratório fala-se de ANEMIA.

Sempre que os valores do eritrograma estão abaixo dos normais para o laboratório fala-se de ANEMIA. Sempre que os valores do eritrograma estão abaixo dos normais para o laboratório fala-se de. Valores mais utilizados: - Hemoglobina - Hematócrito PARÂMETRO HOMEM MULHER Hemoglobina (g/dl) 13,0-18,0 11,5-16,5

Leia mais

ATLAS CITOLÓGICO DE CONCLUSÃO DO CURSO DE CITOLOGIA CLÍNICA E LABORATORIAL DA ACADEMIA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO-SP

ATLAS CITOLÓGICO DE CONCLUSÃO DO CURSO DE CITOLOGIA CLÍNICA E LABORATORIAL DA ACADEMIA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO-SP ATLAS CITOLÓGICO DE CONCLUSÃO DO CURSO DE CITOLOGIA CLÍNICA E LABORATORIAL DA ACADEMIA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO-SP Tema Citológico : Diagnóstico laboratorial diferencial entre anemia

Leia mais

Prevalência de hemoglobinopatias e talassemias em pacientes com anemia na cidade de São Carlos

Prevalência de hemoglobinopatias e talassemias em pacientes com anemia na cidade de São Carlos Prevalência de hemoglobinopatias e talassemias em pacientes com anemia na cidade de São Carlos Ana Paula Rodrigues RESUMO Com o objetivo de estabelecer a freqüência de hemoglobinas variantes e β-talassemias

Leia mais

O estudo laboratorial da série vermelha é composto de vários testes que serão comentados a seguir. Ele é chamado de eritrograma.

O estudo laboratorial da série vermelha é composto de vários testes que serão comentados a seguir. Ele é chamado de eritrograma. Introdução O hemograma pode ser entendido como o exame do sangue periférico que permite fazer avaliação da série vermelha, série branca (leucócitos), e das plaquetas. Grosso modo, o sangue pode ser conceituado

Leia mais

DADOS LABORATORIAIS - Anemia inicialmente normocrómica/normocítica, caminhando para hipocrómica (talvez microcítica)

DADOS LABORATORIAIS - Anemia inicialmente normocrómica/normocítica, caminhando para hipocrómica (talvez microcítica) ANEMIAS HIPOCRÓMICAS - anemia das doença crónica ANEMIA DAS DOENÇA CRÓNICA (ADC) - ADC está associada com um doença subjacente (normalmente uma inflamação, infecção ou neoplasia), mas sem causa aparente

Leia mais

ANEMIAS OBSTETRÍCIA DIAGNÓSTICO

ANEMIAS OBSTETRÍCIA DIAGNÓSTICO ANEMIAS OBSTETRÍCIA A anemia é definida como síndrome caracterizada por diminuição de massa eritrocitária total. Laboratorialmente, definimos anemia como hemoglobina menor que 12 g/dl em mulheres ou 13

Leia mais

Doença de Células Falciformes

Doença de Células Falciformes Doença de Células Falciformes Pedro P. A. Santos Médico Oncologista - Hematologista Setor de Oncologia e Hematologia Hospital da Criança Conceição Porto Alegre RS Setembro 2015 Doença Falciforme Breve

Leia mais

Interpretação do Hemograma

Interpretação do Hemograma Interpretação do Hemograma MD 758 Prof. Erich de Paula O Hemograma completo Permite avaliação indireta da hematopoiese 1 O hemograma normal Hemograma Principais parâmetros Concentração de Hb (g/dl) - Confirmação

Leia mais

Normal Hb Meia-vida eritrocitária Normal 16,7g% 120 dias A. hemolítica compensada 16,7 g% 20 dias A. hemolítica descompensada 10 g% 10 dias

Normal Hb Meia-vida eritrocitária Normal 16,7g% 120 dias A. hemolítica compensada 16,7 g% 20 dias A. hemolítica descompensada 10 g% 10 dias 18 de Agosto de 2008. Professor Fernando Pretti. Anemias Hemolíticas Anemia Hemolítica Comparação Normal Hb Meia-vida eritrocitária Normal 16,7g% 120 dias A. hemolítica compensada 16,7 g% 20 dias A. hemolítica

Leia mais

Descrição do esfregaço

Descrição do esfregaço Descrição do esfregaço Série vermelha: microcitose e hipocromia acentuadas com hemácias em alvo. Policromasia discreta. Série branca: sem anormalidades morfológicas Série plaquetária: sem anormalidades

Leia mais

Normocítica, normocrómica VGM 80-95 fl CHGM > 30 g/dl. Deficiências múltiplas. Falha medular (pósquimioterapia, por carcinoma,..

Normocítica, normocrómica VGM 80-95 fl CHGM > 30 g/dl. Deficiências múltiplas. Falha medular (pósquimioterapia, por carcinoma,.. Patologia de eritrócito PATOLOGIA DO ERITRÓCITO - ANEMIAS: Quadro resumo Microcítica, hipocrómica VGM < 80 fl CHGM < 30 g/dl Deficiência de ferro Talassemia Anemia das doenças crónicas (alg. casos) Envenenamento

Leia mais

Profa. Dra. Claudia Regina Bonini Domingos Laboratório de Hemoglobinas e Genética das Doenças Hematológicas Departamento de Biologia Instituto de

Profa. Dra. Claudia Regina Bonini Domingos Laboratório de Hemoglobinas e Genética das Doenças Hematológicas Departamento de Biologia Instituto de Hemoglobinopatias e Talassemias Profa. Dra. Claudia Regina Bonini Domingos Laboratório de Hemoglobinas e Genética das Doenças Hematológicas Departamento de Biologia Instituto de Biociências, Letras e Ciências

Leia mais

INTERPRETAÇÃO DE EXAMES LABORATORIAIS

INTERPRETAÇÃO DE EXAMES LABORATORIAIS INTERPRETAÇÃO DE EXAMES LABORATORIAIS CINÉTICA DO FERRO Danni Wanderson Introdução A importância do ferro em nosso organismo está ligado desde as funções imune, até as inúmeras funções fisiológicas, como

Leia mais

DEFINIÇÃO. quantidade de plaquetas.

DEFINIÇÃO. quantidade de plaquetas. HEMOGRAMA DEFINIÇÃO É o exame mais requisitado pela medicina e nele analisa-se as células sanguíneas. É comum você pegar um laudo dividido em três partes:eritrograma, parte que analisa as células vermelhas

Leia mais

CAPÍTULO 1 A DOENÇA DAS CÉLULAS FALCIFORMES

CAPÍTULO 1 A DOENÇA DAS CÉLULAS FALCIFORMES CAPÍTULO 1 1 A DOENÇA DAS CÉLULAS FALCIFORMES Fenótipos, genótipos e haplótipos A doença causada pelas células falciformes se caracteriza por um conjunto de sinais e sintomas provocados pela deformação

Leia mais

17/03/2011. Marcos K. Fleury Laboratório de Hemoglobinas Faculdade de Farmácia - UFRJ mkfleury@ufrj.br

17/03/2011. Marcos K. Fleury Laboratório de Hemoglobinas Faculdade de Farmácia - UFRJ mkfleury@ufrj.br Marcos K. Fleury Laboratório de Hemoglobinas Faculdade de Farmácia - UFRJ mkfleury@ufrj.br São doenças causadas pela proliferação descontrolada de células hematológicas malignas ou incapacidade da medula

Leia mais

Raniê Ralph Semio 2. 01 de outubro de 2007. Professor Fernando Pretti. Hemograma Interpretação. O hemograma é um exame complementar muito importante.

Raniê Ralph Semio 2. 01 de outubro de 2007. Professor Fernando Pretti. Hemograma Interpretação. O hemograma é um exame complementar muito importante. 01 de outubro de 2007. Professor Fernando Pretti. Hemograma Interpretação O hemograma é um exame complementar muito importante. Doenças do sangue Anemias Doenças hemorrágicas: hemofilia, cirrosse hepática,

Leia mais

Mutações. Escola Secundária Quinta do Marquês. Disciplina: Biologia e Geologia Professor: António Gonçalves Ano letivo: 2013/2014

Mutações. Escola Secundária Quinta do Marquês. Disciplina: Biologia e Geologia Professor: António Gonçalves Ano letivo: 2013/2014 Escola Secundária Quinta do Marquês Mutações Disciplina: Biologia e Geologia Professor: António Gonçalves Ano letivo: 2013/2014 Trabalho realizado por: Bárbara Dória, nº4, 11ºB Definição de mutação As

Leia mais

SÍNDROMES MIELODISPLÁSICAS. Hye, 2014

SÍNDROMES MIELODISPLÁSICAS. Hye, 2014 SÍNDROMES MIELODISPLÁSICAS Hye, 2014 DEFINIÇÃO Trata se de um grupo de diversas desordens da medula óssea que leva o indivíduo não produzir células sanguíneas saudáveis em número suficiente. SINTOMATOLOGIA

Leia mais

PAULO CESAR NAOUM AC&T- 2013

PAULO CESAR NAOUM AC&T- 2013 PAULO CESAR NAOUM AC&T- 2013 HEMOGLOBINAS NORMAIS MOLÉCULA DA HEMOGLOBINA HUMANA NORMAL Hb A AS HEMOGLOBINAS HUMANAS SÀO COMPOSTAS POR QUATRO CADEIAS DE AMINOÁCIDOS CONHECIDAS POR GLOBINAS E INSERIDO EM

Leia mais

Biologia-Geologia 11ºano Novembro de 2006. Científico-Humanísticos Curso Ciências e Tecnologias. A hemoglobina. Texto adaptado

Biologia-Geologia 11ºano Novembro de 2006. Científico-Humanísticos Curso Ciências e Tecnologias. A hemoglobina. Texto adaptado Biologia-Geologia 11ºano Novembro de 2006 Científico-Humanísticos Curso Ciências e Tecnologias A hemoglobina Cada molécula de hemoglobina consiste em dois pares separados de globinas alfa e beta (cadeias

Leia mais

Mulher com 63 anos apresentou manchas na pele, hemorragias gengivais e genitais, além de muita fraqueza e confusão mental. Há uma semana tem febre e

Mulher com 63 anos apresentou manchas na pele, hemorragias gengivais e genitais, além de muita fraqueza e confusão mental. Há uma semana tem febre e CASO 01 - Mulher com 63 anos apresentou manchas na pele, hemorragias gengivais e genitais, além de muita fraqueza e confusão mental. Há uma semana tem febre e muita sudoração. O médico examinou a paciente

Leia mais

Declaração de Conflitos de Interesse. Nada a declarar.

Declaração de Conflitos de Interesse. Nada a declarar. Declaração de Conflitos de Interesse Nada a declarar. Anemia Megaloblástica Paula Loureiro Hematologista,MSC Recife-Pe Congresso SBPC- Salvador ador 2007 DEFINIÇÃO A anemia não é um diagnóstico, mas sim

Leia mais

Ferro (Fe): composição corporal - estruturas (citocromos, hemoglobina e mioglobina) Após absorção (mucosa ID) transferrina ferritina

Ferro (Fe): composição corporal - estruturas (citocromos, hemoglobina e mioglobina) Após absorção (mucosa ID) transferrina ferritina Revisão Bibliográfica 4ª-feira, 26 Maio 2010 Introdução Ferro (Fe): composição corporal - estruturas (citocromos, hemoglobina e mioglobina) Após absorção (mucosa ID) transferrina ferritina Eritropoiese

Leia mais

TALASSEMIAS: UMA ANÁLISE AMPLA E CORRELAÇÕES CLÍNICAS

TALASSEMIAS: UMA ANÁLISE AMPLA E CORRELAÇÕES CLÍNICAS TALASSEMIAS: UMA ANÁLISE AMPLA E CORRELAÇÕES CLÍNICAS Antonio Jose Dias Martins, Rassan Dyego Romão Silva e Bruna Rezende Faculdade Alfredo Nasser Aparecida de Goiânia GO Brasil antoniojdm35@hotmail.coml

Leia mais

ANEMIAS. Profª Carolina Garrido Zinn

ANEMIAS. Profª Carolina Garrido Zinn ANEMIAS Profª Carolina Garrido Zinn Palidez e fraqueza devem-se a corrupção do sangue. Hipócrates (400 a.c) O QUE É? Redução abaixo da normal da [Hb] Homens Mulheres Hb (g/dl)

Leia mais

Glóbulos vermelhos (hemácias ou eritrócitos)

Glóbulos vermelhos (hemácias ou eritrócitos) Doença Falciforme Glóbulos vermelhos (hemácias ou eritrócitos) Fonte: BESSIS, M. - Corpuscules - essai sur la forme des globules rouges de l homme springer international - 1976 Hemoglobina Função: Captar

Leia mais

TESTE DO PEZINHO. Informações sobre as doenças pesquisadas no teste do pezinho:

TESTE DO PEZINHO. Informações sobre as doenças pesquisadas no teste do pezinho: TESTE DO PEZINHO Informações sobre as doenças pesquisadas no teste do pezinho: 1) FENILCETONÚRIA Doença causada por falta de uma substância (enzima) que transforma a fenilalanina (aminoácido) em tirosina.

Leia mais

RESPOSTA RÁPIDA 154/2014 Alfapoetina na IRC

RESPOSTA RÁPIDA 154/2014 Alfapoetina na IRC RESPOSTA RÁPIDA 154/2014 Alfapoetina na IRC SOLICITANTE Dra. Herilene de Oliveira Andrade Juíza de Direito Comarca de Itapecerica NÚMERO DO PROCESSO 0335.14.706-3 DATA 26/03/2014 SOLICITAÇÃO Solicito parecer

Leia mais

II Workshop Internacional de Atualização. em Hepatologia. na Hematologia. Dominique Muzzillo

II Workshop Internacional de Atualização. em Hepatologia. na Hematologia. Dominique Muzzillo II Workshop Internacional de Atualização em Hepatologia O Fígado na Hematologia Dominique Muzzillo Prof a. Adjunto UFPR 1. Anemias - siderose secundária - hemólise transfusão 2. Doenças Malignas - leucemia

Leia mais

Exames laboratoriais

Exames laboratoriais Exames laboratoriais BIOSSEGURANÇA LABORATORIAL Hemograma: Avaliação quantitativa e qualitativa dos elementos do sangue. BIOSSEGURANÇA LABORATORIAL Hemograma: Pode ser subdividido em 3 partes conforme

Leia mais

Índice HEMATOLOGIA NA PRÁTICA CLÍNICA

Índice HEMATOLOGIA NA PRÁTICA CLÍNICA Índice HEMATOLOGIA NA PRÁTICA CLÍNICA PARTE I - PRINCÍPIOS BÁSICOS DE HEMATOLOGIA CAPÍTULO 1 - Introdução à Hematologia e Procedimentos Básicos de Laboratório, 3 Introdução à Hematologia, 4 O Microscópio,

Leia mais

Anemia: generalidades... 114 Conceito e prevalência... 114 Anemia mínima... 115 Sintomas e sinais... 118 Classificação... 120

Anemia: generalidades... 114 Conceito e prevalência... 114 Anemia mínima... 115 Sintomas e sinais... 118 Classificação... 120 SUMÁRIO 1 Hemograma... 21 Introdução e filosofia de trabalho... 21 Registro e processamento de dados... 29 Coleta de material... 31 Contadores eletrônicos... 35 Microscopia... 44 Critérios para indicação

Leia mais

AVALIAÇÃO LABORATORIAL

AVALIAÇÃO LABORATORIAL AVALIAÇÃO LABORATORIAL Escolha das análises a serem realizadas Realização da coleta de forma adequada domínio da técnica reconhecimento de eventuais erros de procedimento escolha do recipiente, acondicionamento

Leia mais

Anemias hemolíticas: Hemoglobinopatias Enzimopatias Anomalias de membrana. Profa. Alessandra Barone Prof. Archangelo Fernandes www.profbio.com.

Anemias hemolíticas: Hemoglobinopatias Enzimopatias Anomalias de membrana. Profa. Alessandra Barone Prof. Archangelo Fernandes www.profbio.com. Anemias hemolíticas: Hemoglobinopatias Enzimopatias Anomalias de membrana Profa. Alessandra Barone Prof. Archangelo Fernandes www.profbio.com.br Anemia hemolítica Anemia regenerativa ou hemolítica Causa

Leia mais

Síndromes talassêmicas: epidemiologia e diagnóstico. Sandra Regina Loggetto Mestre em Pediatria, área de Hematologia Pediátrica

Síndromes talassêmicas: epidemiologia e diagnóstico. Sandra Regina Loggetto Mestre em Pediatria, área de Hematologia Pediátrica Síndromes talassêmicas: epidemiologia e diagnóstico Sandra Regina Loggetto Mestre em Pediatria, área de Hematologia Pediátrica O que são talassemias? Grego: Thalassa (mar) + Haema (sangue) = Talassemia

Leia mais

Protocolo. Transplante de células-tronco hematopoiéticas nas hemoglobinopatias

Protocolo. Transplante de células-tronco hematopoiéticas nas hemoglobinopatias Protocolo Transplante de células-tronco hematopoiéticas nas hemoglobinopatias Versão eletrônica atualizada em Abril 2012 Embora a sobrevida dos pacientes com talassemia major e anemia falciforme (AF) tenha

Leia mais

Diagnóstico Diferencial Das Anemias

Diagnóstico Diferencial Das Anemias 2014 2 de Maio 6ª feira Diagnóstico Diferencial Das Anemias Sessão Televoter António Pedro Machado Manuel Ferreira Gomes Tolerabilidade Anemia Bem tolerada Mal tolerada Anemia crónica Anemia aguda Crónica

Leia mais

HEMATOLOGIA. 2010-11 3ºAno. 10ª Aula. Prof. Leonor Correia

HEMATOLOGIA. 2010-11 3ºAno. 10ª Aula. Prof. Leonor Correia HEMATOLOGIA 2010-11 3ºAno Prof. Leonor Correia 10ª Aula Hematologia 2010/2011 Tumores dos tecidos hematopoiético e linfático Classificação OMS 2008: Interesse e objectivos da classificação Neoplasias mieloproliferativas

Leia mais

Proeritroblasto ou Proeritroblasto ou P o r n o or o m o l b a l st s o: E i r t i ro r b o l b a l st s o ou o Nor o m o l b ast s o:

Proeritroblasto ou Proeritroblasto ou P o r n o or o m o l b a l st s o: E i r t i ro r b o l b a l st s o ou o Nor o m o l b ast s o: HEMATOLOGIA DRª ISIS H. VERGNE BIOMÉDICA ERITROPOIESE Fenômeno com diversas fases, onde ocorre: Síntese de DNA Mitose Síntese de hemoglobina com incorporação de Fe Perda do núcleo e organelas Produto final:

Leia mais

HEMORIO INSTITUTO ESTADUAL DE HEMATOLOGIA ARTHUR DE SIQUEIRA CAVALCANTI

HEMORIO INSTITUTO ESTADUAL DE HEMATOLOGIA ARTHUR DE SIQUEIRA CAVALCANTI MANUAL DO PACIENTE - LEUCEMIA LINFOCÍTICA CRÔNICA EDIÇÃO REVISADA 02/2004 HEMORIO INSTITUTO ESTADUAL DE HEMATOLOGIA ARTHUR DE SIQUEIRA CAVALCANTI Este manual tem como objetivo fornecer informações aos

Leia mais

Hemoglobina / Glóbulos Vermelhos são as células responsáveis por carregar o oxigênio para todos os tecidos.

Hemoglobina / Glóbulos Vermelhos são as células responsáveis por carregar o oxigênio para todos os tecidos. Doenças Hematológicas Hematologia é o ramo da medicina que estuda o sangue, seus distúrbios e doenças, dentre elas anemias, linfomas e leucemias. Estuda os linfonodos (gânglios) e sistema linfático; a

Leia mais

TÍTULO: DIFICULDADES PARA O DIAGNÓSTICO DA TALASSEMIA BETA INTERMEDIÁRIA EM RELAÇÃO A ANEMIA FERROPRIVA

TÍTULO: DIFICULDADES PARA O DIAGNÓSTICO DA TALASSEMIA BETA INTERMEDIÁRIA EM RELAÇÃO A ANEMIA FERROPRIVA TÍTULO: DIFICULDADES PARA O DIAGNÓSTICO DA TALASSEMIA BETA INTERMEDIÁRIA EM RELAÇÃO A ANEMIA FERROPRIVA CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE SUBÁREA: BIOMEDICINA INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO

Leia mais

CONCEITO: Principais tipos de anemia:

CONCEITO: Principais tipos de anemia: CONCEITO: Diminuição do número de HEMOGLOBINA contida nos glóbulos vermelhos como resultado da falta de um ou mais nutrientes essenciais à manutenção do organismo ou defeitos anatômicos das hemácias A

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE CONCURSO PÚBLICO

UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE CONCURSO PÚBLICO UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE CONCURSO PÚBLICO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO ALCIDES CARNEIRO DIA - 20/12/2009 CARGO: HEMATOLOGISTA C O N C U R S O P Ú B L I C O - H U A C / 2 0 0 9 Comissão de Processos

Leia mais

SÍNDROME DE HIPER-IgM

SÍNDROME DE HIPER-IgM SÍNDROME DE HIPER-IgM Esta brochura é para ser usada pelos pacientes e pelas suas famílias e não deve substituir o aconselhamento de um imunologista clínico. 1 Também disponível: AGAMAGLOBULINEMIA LIGADA

Leia mais

LEUCEMIAS. Profª Ms. Priscila Ferreira Silva prifs@hotmail.com

LEUCEMIAS. Profª Ms. Priscila Ferreira Silva prifs@hotmail.com LEUCEMIAS Profª Ms. Priscila Ferreira Silva prifs@hotmail.com HEMATOPOESE LEUCEMIAS Alteração genética monoclonal Classificadas em: Agudas Crônicas Mielóides Linfóides LEUCEMIAS Leucemias agudas: Leucemia

Leia mais

Principais Temas da Aula. Bibliografia. Definição de anemia

Principais Temas da Aula. Bibliografia. Definição de anemia Desgravadas do 4º Ano 2007/08 Disciplina: Medicina Laboratorial Medicina I Tema da Aula: Anemias Autor(es): Pedro Costa e Pedro Branco Equipa Correctora: Carolina Vasconcelos Nota da Equipa Correctora:

Leia mais

1 a - vermelho = sangue oxigenado azul = sangue desoxigenado

1 a - vermelho = sangue oxigenado azul = sangue desoxigenado O que é? Capítulo 1 Sangue e Talassemia As talassemias são doenças que impedem que o corpo humano produza uma quantidade suficiente de sangue de qualidade. Nosso organismo depende do sangue para sobreviver;

Leia mais

HEMORIO INSTITUTO ESTADUAL DE HEMATOLOGIA ARTHUR DE SIQUEIRA CAVALCANTI. Anemia Hemolítica Hereditária III (TALASSEMIA)

HEMORIO INSTITUTO ESTADUAL DE HEMATOLOGIA ARTHUR DE SIQUEIRA CAVALCANTI. Anemia Hemolítica Hereditária III (TALASSEMIA) HEMORIO INSTITUTO ESTADUAL DE HEMATOLOGIA ARTHUR DE SIQUEIRA CAVALCANTI MANUAL DO PACIENTE - ANEMIA HEMOLÍTICA HEREDITÁRIA III - TALASSEMIA EDIÇÃO REVISADA 02/2004 Anemia Hemolítica Hereditária III (TALASSEMIA)

Leia mais

Anemias. Anabela Morais. Unidade de Hematologia Pediátrica HSM

Anemias. Anabela Morais. Unidade de Hematologia Pediátrica HSM Anabela Morais Unidade de Hematologia Pediátrica HSM Lisboa, 2009 Definição Valor de hemoglobina ou do hematócrito 2 desvios-padrão abaixo da média de uma população testemunha, tendo em conta o sexo e

Leia mais

Transplante de Medula Óssea em Talassemia Maior

Transplante de Medula Óssea em Talassemia Maior Transplante de Medula Óssea em Talassemia Maior Belinda Pinto Simões Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto USP Beta talassemia major Doença genética resultando em redução ou ausência da síntese da cadeia

Leia mais

INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO DAS FACULDADES METROPOLITANAS UNIDAS

INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO DAS FACULDADES METROPOLITANAS UNIDAS TÍTULO: MÉTODOS DE DIAGNÓSTICO LABORATORIAL DA ANEMIA FALCIFORME CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE SUBÁREA: BIOMEDICINA INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO DAS FACULDADES METROPOLITANAS

Leia mais

UFABC Bacharelado em Ciência & Tecnologia

UFABC Bacharelado em Ciência & Tecnologia UFABC Bacharelado em Ciência & Tecnologia Transformações Bioquímicas (BC0308) Prof Luciano Puzer http://professor.ufabc.edu.br/~luciano.puzer/ Propriedades e funções de proteínas: Mioglobina / Hemoglobina

Leia mais

QUESTÕES DE HEMATOLOGIA E SUAS RESPOSTAS

QUESTÕES DE HEMATOLOGIA E SUAS RESPOSTAS QUESTÕES DE HEMATOLOGIA E SUAS RESPOSTAS O QUE É VERDADEIRO E O QUE É FALSO? Questões 1 Anemia na deficiência de ferro a) Está geralmente associada com elevação do VCM. b) O HCM geralmente está diminuído.

Leia mais

! Ministrador: Prof. Almir Feitosa!

! Ministrador: Prof. Almir Feitosa! Ministrador: Prof. Almir Feitosa Transcrição e ilustrações realizadas pela Dra ROSANA DE SOUZA e cedidas como colaboração ao acervo do P.O.A. ODONTOLOGIA HOSPITALAR Hemograma No nosso sangue circulam três

Leia mais

PATOFISIOLOGIA DOS ERITRÓCITOS (ANEMIAS) Dr. Marcos Mendes Disciplina de Fisiologia FMABC

PATOFISIOLOGIA DOS ERITRÓCITOS (ANEMIAS) Dr. Marcos Mendes Disciplina de Fisiologia FMABC PATOFISIOLOGIA DOS ERITRÓCITOS (ANEMIAS) Dr. Marcos Mendes Disciplina de Fisiologia FMABC ANEMIA: Conceitos Hb < 12 g/dl ( ) e Hb < 13 g/dl ( ) ou diminuição do número de hemácias ANISOCITOSE (VCM = 80

Leia mais

A ANÁLISE DAS ANÁLISES

A ANÁLISE DAS ANÁLISES A ANÁLISE DAS ANÁLISES HEMOGRAMA João Farela Neves Unidade de Imunodeficiências Primárias Coordenadora: Dra Conceição Neves Unidade de Cuidados Intensivos Pediátricos Coordenadora: Dra Lurdes Ventura Área

Leia mais

ANEMIAS parte III. Profª Carolina Garrido Zinn

ANEMIAS parte III. Profª Carolina Garrido Zinn ANEMIAS parte III Profª Carolina Garrido Zinn CLASSIFICAÇÃO DE ANEMIA MICROCÍTICA HIPOCRÔMICA VCM < 80 fl HCM < 27 pg Possíveis causas: Deficiência de Fe Talassemia Anemia de doença crônica (alguns casos)

Leia mais

AGAMAGLOBULINEMIA LIGADA AO CROMOSSOMA X

AGAMAGLOBULINEMIA LIGADA AO CROMOSSOMA X AGAMAGLOBULINEMIA LIGADA AO CROMOSSOMA X Esta brochura é para ser usada pelos pacientes e pelas suas famílias e não deve substituir o aconselhamento de um imunologista clínico. 1 Também disponível: DOENÇA

Leia mais

?respondaessa O que acontece com o corpo com anemia?

?respondaessa O que acontece com o corpo com anemia? 26 2 DOENÇAS DO SANGUE O sangue é um tecido fundamental à manutenção de todos os demais tecidos e órgãos do organismo humano. O equilíbrio entre o ritmo de produção e de destruição das células do sangue,

Leia mais

Hemoglobina. Uma mulher com Hb de 11,5 a vida toda pode ser considerada normal e não anêmica.

Hemoglobina. Uma mulher com Hb de 11,5 a vida toda pode ser considerada normal e não anêmica. 11 de Agosto de 2008. Professor Fernando Pretti. Anemia Abordagem Diagnóstica Definição É a redução, abaixo do normal, da concentração de hemoglobina circulante total. A anemia não é um diagnóstico de

Leia mais

Anemia hipocrômica microcítica Diagnóstico diferencial

Anemia hipocrômica microcítica Diagnóstico diferencial Universidade Federal da Bahia Faculdade de Medicina Pediatria Anemia hipocrômica microcítica Diagnóstico diferencial Fernanda C. Costa Fernanda M. de Andrade Jamima Tamandaré Pedro Teixeira Orientação:

Leia mais

Escolha o nível de contagem de plaquetas considerado seguro para a realização de uma cirurgia de grande porte:

Escolha o nível de contagem de plaquetas considerado seguro para a realização de uma cirurgia de grande porte: QUESTÃO 01 Escolha o nível de contagem de plaquetas considerado seguro para a realização de uma cirurgia de grande porte: a) 10.000/mm 3 b) 5.000/mm 3 c) 20.000/mm 3 d) 100.000/mm 3 e) 30.000/mm 3 QUESTÃO

Leia mais

A. Patologias vasculares B. Choque C. Hemostasia. 2 Letícia C. L. Moura

A. Patologias vasculares B. Choque C. Hemostasia. 2 Letícia C. L. Moura Alterações Circulatórias Edema, Hiperemiae e Congestão, Hemorragia, Choque e Hemostasia PhD Tópicos da Aula A. Patologias vasculares B. Choque C. Hemostasia 2 Patogenia Edema A. Patologias Vasculares Fisiopatogenia

Leia mais

As proteínas que compõem a membrana eritrocitária são estruturalmente classificadas em integrais ou transmembranárias e periféricas ou

As proteínas que compõem a membrana eritrocitária são estruturalmente classificadas em integrais ou transmembranárias e periféricas ou 1 2 As proteínas que compõem a membrana eritrocitária são estruturalmente classificadas em integrais ou transmembranárias e periféricas ou extramembranárias. Essas proteínas do citoesqueleto membranário

Leia mais

Raniê Ralph Semio 2. 4 de Outubro de 2007. Professor Fernando Pretti. Síndromes Anêmicas

Raniê Ralph Semio 2. 4 de Outubro de 2007. Professor Fernando Pretti. Síndromes Anêmicas 4 de Outubro de 2007. Professor Fernando Pretti. Síndromes Anêmicas Interrogatório: dados importantes no interrogatório do paciente anêmico. Raça Sexo Ocupação Doenças anteriores Idade Residência Alimentação

Leia mais

Departamento de Anatomia Patológica e Medicina Legal Disciplina : Imunologia. Leucograma. Prof.Dr. Manoel Barral-Netto

Departamento de Anatomia Patológica e Medicina Legal Disciplina : Imunologia. Leucograma. Prof.Dr. Manoel Barral-Netto Departamento de Anatomia Patológica e Medicina Legal Disciplina : Imunologia Leucograma Prof.Dr. Manoel Barral-Netto Os Neutrófilos são os granulócitos mais comuns no sangue. (55-70% de todos os Leucócitos

Leia mais

2 ANEMIAS CARÊNCIAIS 2.1 Anemia Ferropriva

2 ANEMIAS CARÊNCIAIS 2.1 Anemia Ferropriva 3 INTRODUÇÃO A anemia é a manifestação de um processo patológico subjacente. Existem três mecanismos para o aparecimento de uma anemia: produção deficiente de hemácias, hemólise e sangramentos. (LEÃO.

Leia mais

Este manual tem como objetivo fornecer informações aos pacientes e seus familiares a respeito do Traço Falcêmico

Este manual tem como objetivo fornecer informações aos pacientes e seus familiares a respeito do Traço Falcêmico MANUAL DO PACIENTE - TENHO TRAÇO FALCÊMICO.... E AGORA? EDIÇÃO REVISADA 02/2004 Este manual tem como objetivo fornecer informações aos pacientes e seus familiares a respeito do Traço Falcêmico Sabemos

Leia mais

ANEMIAS CLASSIFICAÇÃO E DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL

ANEMIAS CLASSIFICAÇÃO E DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL ANEMIAS CLASSIFICAÇÃO E DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL Paulo Cesar Naoum Professor Titular pela UNESP Diretor da Academia de Ciência e Tecnologia de São José do Rio Preto Introdução As anemias obedecem a um padrão

Leia mais

LÍDER NO DESENVOLVIMENTO DA CRIOPRESERVAÇÃO. Garantir o futuro do seu filho com SEGURANÇA e INOVAÇÃO TECNOLÓGICA

LÍDER NO DESENVOLVIMENTO DA CRIOPRESERVAÇÃO. Garantir o futuro do seu filho com SEGURANÇA e INOVAÇÃO TECNOLÓGICA LÍDER NO DESENVOLVIMENTO DA CRIOPRESERVAÇÃO Garantir o futuro do seu filho com SEGURANÇA e INOVAÇÃO TECNOLÓGICA Apresentação de um serviço único na Europa na área da Biotecnologia Clínica As células estaminais

Leia mais

IMUNODEFICIÊNCIA COMUN VARIÁVEL

IMUNODEFICIÊNCIA COMUN VARIÁVEL IMUNODEFICIÊNCIA COMUN VARIÁVEL Esta brochura é para ser usada pelos pacientes e pelas suas famílias e não deve substituir o aconselhamento de um imunologista clínico. 1 Também disponível: AGAMAGLOBULINEMIA

Leia mais

O alelo para a hemoglobina S (cadeia β ) é recessivo. Os indivíduos heterozigóticos (Hb A Hb S ), portadores, são resistentes à malária.

O alelo para a hemoglobina S (cadeia β ) é recessivo. Os indivíduos heterozigóticos (Hb A Hb S ), portadores, são resistentes à malária. Mutação O alelo para a hemoglobina S (cadeia β ) é recessivo. Os indivíduos heterozigóticos (Hb A Hb S ), portadores, são resistentes à malária. Introdução Agentes internos ou externos causam alterações

Leia mais

FICHA PARA IDENTIFICAÇÃO PRODUÇÃO DIDÁTICO PEDAGÓGICA

FICHA PARA IDENTIFICAÇÃO PRODUÇÃO DIDÁTICO PEDAGÓGICA FICHA PARA IDENTIFICAÇÃO PRODUÇÃO DIDÁTICO PEDAGÓGICA TURMA - PDE/2012 Título: Doenças de origem genética: anemia falciforme Autor Disciplina/Área Escola de Implementação do Projeto e sua localização Município

Leia mais

CONHECIMENTO GOTAS. neoplasias hematológicas: leucemia mieloide crônica

CONHECIMENTO GOTAS. neoplasias hematológicas: leucemia mieloide crônica CONHECIMENTO EM GOTAS neoplasias hematológicas: leucemia mieloide crônica leucemia é uma doença maligna dos leucócitos (glóbulos brancos). ela pode ser originada em duas linhagens diferentes: a linhagem

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO COMISSÃO DE EXAMES DE RESIDÊNCIA MÉDICA. Nome do Candidato Caderno de Prova 18, PROVA DISSERTATIVA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO COMISSÃO DE EXAMES DE RESIDÊNCIA MÉDICA. Nome do Candidato Caderno de Prova 18, PROVA DISSERTATIVA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO COMISSÃO DE EXAMES DE RESIDÊNCIA MÉDICA Novembro/2010 Processo Seletivo para Residência Médica - 2011 18 - Área de atuação em Hematologia e Hemoterapia Nome do Candidato

Leia mais

Tipos de enxertos. Tipos de Enxertos: Tipos de Enxertos: O que é um transplante? Imunologia dos Transplantes. Singênicos

Tipos de enxertos. Tipos de Enxertos: Tipos de Enxertos: O que é um transplante? Imunologia dos Transplantes. Singênicos O que é um transplante? Imunologia dos Transplantes Prof.Dr. Gilson Costa Macedo Processo de retirada de células, tecidos ou órgãos, chamados enxertos, de um indivíduo e a sua inserção em um indivíduo

Leia mais

Estudos de casos clínicos em hematologia, tecnologia e outras curiosidades

Estudos de casos clínicos em hematologia, tecnologia e outras curiosidades Estudos de casos clínicos em hematologia, tecnologia e outras curiosidades Slide 1: Esta é uma versão traduzida para o português da apresentação realizada por Jery Walters, biomédica com especialização

Leia mais

Genética Monoibridismo e Alelos Múltiplos

Genética Monoibridismo e Alelos Múltiplos Genética Monoibridismo e Alelos Múltiplos Aula Genética - 3º. Ano Ensino Médio - Biologia Prof a. Juliana Fabris Lima Garcia Hibridação Definição: O cruzamento entre indivíduos homozigotos que apresentam

Leia mais

Claudia Bley 23/06/2012

Claudia Bley 23/06/2012 Anemias carenciais Claudia Bley 23/06/2012 Anemia: 25% da população mundial Anemias carenciais Anemias decorrentes da deficiência de ingesta de nutrientes normais da dieta que são essenciais para eritropoiese

Leia mais

Patologia Geral. Adaptações Celulares. Carlos Cas4lho de Barros Augusto Schneider. h:p://wp.ufpel.edu.br/patogeralnutricao/

Patologia Geral. Adaptações Celulares. Carlos Cas4lho de Barros Augusto Schneider. h:p://wp.ufpel.edu.br/patogeralnutricao/ Patologia Geral Adaptações Celulares Carlos Cas4lho de Barros Augusto Schneider h:p://wp.ufpel.edu.br/patogeralnutricao/ Adaptações Celulares Alterações do: Volume celular aumento = hipertrofia - diminuição

Leia mais

Rejeição de Transplantes Doenças Auto-Imunes

Rejeição de Transplantes Doenças Auto-Imunes Rejeição de Transplantes Doenças Auto-Imunes Mecanismos da rejeição de transplantes Envolve várias reações de hipersensibilidade, tanto humoral quanto celular Habilidade cirúrgica dominada para vários

Leia mais

Hemoglobinopatias Interpretação do teste de triagem neonatal

Hemoglobinopatias Interpretação do teste de triagem neonatal 172 REVISÕES E ENSAIOS Hemoglobinopatias Interpretação do teste de triagem neonatal Haemoglobinopathies Interpretation of neonatal screening test Hemoglobinopatías Interpretación de la prueba de tamizaje

Leia mais

ANEMIAS CARENCIAIS NO BRASIL: ABORDAGEM MULTIPROFISSIONAL

ANEMIAS CARENCIAIS NO BRASIL: ABORDAGEM MULTIPROFISSIONAL ANEMIAS CARENCIAIS NO BRASIL: ABORDAGEM MULTIPROFISSIONAL Dra. Karlla Greick Batista Dias Penna PUC-Goiás Departamento de Biomedicina karllagreick@gmail.com Etimologia Anemia: an = prefixo de negação haima

Leia mais

Protocolo para Transfusão de Hemocomponentes em Crianças Grupo Hospitalar Conceição - Hospital da Criança Conceição.

Protocolo para Transfusão de Hemocomponentes em Crianças Grupo Hospitalar Conceição - Hospital da Criança Conceição. Protocolo para Transfusão de Hemocomponentes em Crianças Grupo Hospitalar Conceição - Hospital da Criança Conceição. 1. Introdução: Atualmente, a transfusão de hemocomponentes é considerado um procedimento

Leia mais

MEGACARIÓCITO partes de seu citoplasma dão origem às plaquetas, responsáveis pela coagulação sanguínea.

MEGACARIÓCITO partes de seu citoplasma dão origem às plaquetas, responsáveis pela coagulação sanguínea. Introdução Hematologia é o ramo da biologia que estuda o sangue. A palavra é composta pelos radicais gregos: Haima (de haimatos), "sangue" e lógos, "estudo, tratado, discurso". A Hematologia estuda, particularmente,

Leia mais

Sessão televoter anemias. Joana Martins, Manuel Ferreira Gomes António Pedro Machado

Sessão televoter anemias. Joana Martins, Manuel Ferreira Gomes António Pedro Machado Sessão televoter anemias Joana Martins, Manuel Ferreira Gomes António Pedro Machado Investigação do doente com anemia Anemia Anemia VS, PCR Electroforese das Hb Ferro sérico, ferritina CTFF Vitamina B12

Leia mais