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1 11 1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS Nas últimas décadas, acordos internacionais como o Protocolo de Quioto e o Pacto Global, bem como as mobilizações do governo brasileiro por meio da Agenda 21 colocam em pauta a discussão do papel das empresas como sendo agentes sociais ativos, cuja responsabilidade se estende à sociedade, ao meio ambiente e à nação. A construção de uma visão empresarial em que o valor da responsabilidade social corporativa está presente demonstra ser um fator de diferenciação. Estas construções e adaptações que se consolidam pelo mundo estão fazendo com que as organizações busquem ajustes na forma de responder aos principais atores (sociedade, comunidade, governo, empregados, etc.) que estão presentes neste ambiente nas quais elas estão inseridas. Nesse sentido, a sustentabilidade pode ser vista de forma sistêmica, estimulada por um diálogo contínuo entre a organização e seus atores internos e externos, possibilitando que a consciência ambiental esteja, cada vez mais, arraigada às tomadas de decisão das organizações. Portanto, atualmente, quando falamos em desenvolvimento de uma empresa, estamos falando de sua sustentabilidade empresarial. Sustentabilidade, nesse sentido, é o novo nome do desenvolvimento. Portanto, é importante observar que esse novo modelo de desenvolver vem se tornando uma forma de gestão, e faz com que a atitude da maioria das empresas seja repensada em prol dessas inovações sustentáveis. E, de acordo com as definições do Instituto de Pesquisa e Fomento à Inovação (IXL Center), com sede nos EUA, inovações sustentáveis são aquelas que criam valor agregado sem comprometer o atendimento às necessidades das gerações futuras. Algumas empresas, comprometidas com uma mudança de paradigma rumo à sustentabilidade, têm se antecipado e buscado práticas empresariais que não só cumpram a legislação vigente, mas que também incorporem a sustentabilidade de forma efetiva e duradoura, tanto nas suas operações internas como nas suas relações com as populações locais e com o meio ambiente onde se instalam. E, apesar desse contexto positivo, ainda são poucas as experiências em relação as alternativas inovadoras de intervenção que promovam o desenvolvimento

2 12 local sustentável, especialmente em regiões de complicada configuração socioambiental, como a Amazônia. Nesta pesquisa, estudaremos uma empresa conceituada, mundialmente, por suas práticas de gestão sustentável, que em 2008 foi eleita pela Revista Exame como a Empresa Sustentável do Ano, e que segundo o pesquisador americano Michael Porter, foi escolhida por ter o gene da sustentabilidade em seus negócios. Desde sua fundação, em 1969, a NATURA tem a preocupação com a sustentabilidade impregnada em sua estratégia de negócio, e recentemente no ano de 2006, fundou sua mais nova Unidade Industrial, no município de Benevides. Portanto, o tema desta pesquisa abordará as práticas de sustentabilidade empresarial da NATURA em sua Unidade Industrial de Benevides (UIB). Tendo como principal objetivo, analisar as conseqüências ambientais, econômicas e sociais para o município, levando em consideração os principais desafios encontrados para o exercício dessas práticas. A pesquisa objetiva responder três perguntas: Quais os desafios encontrados para o desenvolvimento das práticas sustentáveis na região? De que forma a Unidade contribui para a melhoria da qualidade de vida da sociedade local? E quais os resultados econômicos conseqüentes da instalação da UIB para os seus fornecedores (extrativistas)? Dessa forma, o fator que justifica a relevância deste estudo é o fornecimento de informações relevantes para o desenvolvimento socioeconômico local, e assim, a exemplo da própria UIB, ser um instrumento de pesquisa que ajude outras empresas a desenvolverem práticas sustentáveis na região. O conteúdo desta monografia será apresentado em 5 capítulos. O primeiro capítulo explanará sobre o conceito de desenvolvimento sustentável, e seu contexto histórico, descrevendo os principais fatos que marcaram a trajetória para a construção de seu conceito, e também dissertará sobre os desafios da sustentabilidade. No segundo capítulo, a sustentabilidade empresarial será explicada, através de seus conceitos e indicadores. Além, dos sistemas e normas de gestão socioambiental. O terceiro capítulo descreverá os conceitos de desenvolvimento socioeconômico, regional e regional sustentável.

3 13 O quarto capítulo dissertará sobre a metodologia utilizada nas pesquisas da Unidade Industrial de Benevides. E o quinto e último capítulo constará a apresentação da análise e resultados da investigação sobre o assunto, bem como relacionará as práticas de sustentabilidade da UIB com os desafios encontrados para o desenvolvimento sustentável na região, além da relação entre a Unidade e seus fornecedores e os resultados socioeconômicos do projeto.

4 14 2 DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Desenvolvimento Sustentável é um conceito aparentemente indispensável nas discussões sobre a política do desenvolvimento no final deste século, nas últimas décadas, tanto a sofisticação dos mercados como o esgotamento dos recursos obrigou o mundo a reformular a forma de fazer negócios. E o modelo vigente de desenvolvimento econômico acabou gerando uma série de desequilíbrios em diversos aspectos. Com o decorrer do tempo, o ritmo de produção veio aumentando, e simultaneamente com a geraçãode riqueza e novas tecnologias, a desigualdade social, a degradação e a poluição cresceram e ganharam destaque nos debates sociais e empresariais. Tal modelo favorece apenas uma minoria da população mundial, que consome demasiadamente,sem preocupação com os efeitos ambientais e com a desigualdade social gerada pela crescente concentração de renda na sociedade. E diante de tantas conseqüências desastrosas para a humanidade, surgiu a idéia de se criar um sistema que conciliasse desenvolvimento econômico, igualdade social e preservação ambiental, denominado então desenvolvimento sustentável. O desenvolvimento sustentável consiste exatamente em criar um modelo econômico capaz de gerar riqueza e inclusão social preservando o meio ambiente, seu principal objetivo é procurar satisfazer as necessidades presentes de produção e consumo sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades e sem comprometer o equilíbrio ambiental do planeta. E dentro do contexto teórico desse novo modelo de desenvolver, os setores industriais, portanto, devem controlar a emissão dos poluentes, os setores agrícolas devem preocupar-secom a preservação do meio ambiente e os países devem buscar a diminuição da desigualdade social e da miséria.

5 Histórico Nos últimos anos do século XX, consolida-se uma nova visão de desenvolvimento que não somente envolve o meio ambiente natural, mas também inclui os aspectos socioculturais numa posição de destaque nos debates mundiais. E, portanto, pode-se concluir que a qualidade de vida dos seres humanos passa a ser condição primordial para o progresso. Nos tempos pretéritos, as organizações precisavam preocupar-se apenas com a eficiência dos sistemas produtivos, e essa era a tendência seguida pelos grandes empresários, e refletia a noção de mercados e recursos limitados. Em um curto espaço de tempo, essa noção revelou-se equivocada, por que ficou evidente que o contexto de atuação das empresas tornava-se a cada dia mais severo. A preocupação mundial com os limites do desenvolvimentodo planeta datam da década de 60, quando se iniciam as discussões sobre os riscos da degradação do meio ambiente. Os movimentos ambientalistas começaram a se organizar e espalharam-se, questionando os impactos desta sociedade moderna, cada vez menos dependente do setor industrial. Este novo ambientalismo emerge, em meio a movimentos estudantis e hippies, com objetivos e demandas bem definidos, chamando a atenção para as conseqüências devastadoras que um desenvolvimento sem limites estava provocando. E a partir das discussões a respeito da preservação dos recursos naturais do planeta Terra, surge O Clube de Roma. O Clube de Roma era uma entidade formada por intelectuais e empresários, que não eram militantes ecologistas. Ele produziu os primeiros estudos científicos a respeito da preservação ambiental, que foram apresentados entre 1972 e 1974, e que relacionavam quatro grandes questões que deveriam ser solucionadas para que se alcançasse a sustentabilidade: controle do crescimento populacional, controle do crescimento industrial, insuficiência da produção de alimentos, e o esgotamento dos recursos naturais (CAMARGO, 2002). Após a publicação da obra Os Limites do Crescimento, pelo Clube de Roma em 1972, o conceito de sustentabilidade toma um grande impulso no debate mundial, atingindo o ponto culminante na Conferência das Nações Unidas de

6 16 Estocolmo, naquele mesmo ano. A Conferência, apesar de atribulada, gerou um documento histórico, a Declaração sobre o Ambiente Humano ou Declaração de Estocolmo com 24 artigos, assinado pelos países participantes e teve como um de seus principais desdobramentos a criação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), a primeira agência ambiental global. Em 1973, o canadense Maurice Strong lançou o conceito de ecodesenvolvimento, cujos princípios foram formulados por Ignacy Sachs em Onde concluia que os caminhos dodesenvolvimento seriam seis: satisfação das necessidades básicas; solidariedade com as gerações futuras; participação da população envolvida; preservação dos recursos naturais e do meio ambiente; elaboração de um sistema social que garanta emprego, segurança social e respeito a outras culturas; programas de educação. Esta teoria referia-se principalmente às regiões subdesenvolvidas, envolvendo uma crítica à sociedade industrial. E foram os debates em torno do ecodesenvolvimento que abriram espaço ao conceito de desenvolvimento sustentável. Outra contribuição à discussão veio 1974, com a Declaração de Cocoyok, das Nações Unidas. A declaração afirmava que a causa da explosão demográfica era a pobreza, que também gerava a destruição desenfreada dos recursos naturais, e afirmava que os países industrializados contribuíam para esse quadro com altos índices de consumo. Em 1975, a ONU voltou a participar da elaboração de um outro relatório, o Dag-Hammarskjöld, preparado pela fundação de mesmo nome, com colaboração de políticos e pesquisadores de 48 países. O Relatório Dag-Hammarskjöld completa o de Cocoyok, afirmando que as potências coloniais concentraram as melhores terras das colônias nas mãos de uma minoria, forçando a população pobre a usar outros solos, promovendo a devastação ambiental. Os dois relatórios têm em comum a exigência de mudanças nas estruturas de propriedade do campo e a rejeição pelos governos dos países industrializados. Em 1980, o termo "Desenvolvimento Sustentável" foi utilizado pela primeira vez, por um organismo privado de pesquisa, a União Mundial pela Natureza (UICN). Segundo Goldstein (2007, p. 54), o conceito de desenvolvimento sustentável começou a se delinear nesta época, não só para resolver os problemas

7 17 ambientais, mas também para garantir o prosseguimento do desenvolvimento tecnológico e econômico. Em 1987 foi ratificado o Protocolo de Montreal, tratado que estabeleceu restrições amplas à produção e ao uso dos clorofluorcarbonos CFCs. Em complemento à Convenção de Viena para Proteção da Camada de Ozônio (1985), que definiu os princípios que norteiam a problemática da destruição da camada de ozônio para mudança climática do planeta, o Protocolo de Montreal é considerado o primeiro grande impulsionador de uma globalização ambiental em prol do combate à degradação. Neste mesmo ano, a Comissão Mundial para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento da Organização das Nações Unidas (UNCED), na Noruega, presidida por Gro Harlem Brundtland e Mansour Khalid, elaborou um documento denominado Nosso Futuro Comum, mais conhecido como Relatório Brundtland, onde os governos signatários se comprometiam a promover o desenvolvimento econômico e social em conformidade com a preservação ambiental. Nesse relatório foi elaborada uma das definições mais difundidas do conceito, que afirma que o desenvolvimento sustentável é aquele que atende as necessidades do presente sem comprometer as possibilidades de as gerações futuras atenderem suas próprias necessidades. No Brasil, a consolidação do processo de implantação do conceito de desenvolvimento sustentável segue o direcionamento da Agenda 21, elaborada na Conferência das Nações Unidas sobre o meio ambiente e desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro em 1992, a Rio Eco 92. Os objetivos fundamentais da Conferência eram conseguir um equilíbrio justo entre as necessidades econômicas, sociais e ambientais das gerações presentes e futuras e firmar as bases para uma associação mundial entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento, assim como entre os governos e os setores da sociedade civil, enfocadas na compreensão das necessidades e os interesses comuns. (GONÇALVES, 2005). De acordo com Dias (2009, p.33), da Conferência resultaram cinco documentos básicos: Declaração do Rio de Janeiro sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, Declaração de princípios para a Gestão Sustentável das florestas, Convênio sobre a Diversidade Biológica, Convênio sobre as Mudanças Climáticas e

8 18 O programa das Nações Unidas para o século XXI, mais conhecido como Agenda 21. A Agenda 21 propõe uma nova relação entre produção, meio ambiente e desenvolvimento econômico inspirada em uma noção de sustentabilidade baseada na visão econômica de preservação ambiental.ela representa uma proposta para a implementação de um novo modelo de desenvolvimento sustentável quanto à exploração dos recursos naturais e preservação da biodiversidade. Sua estratégia conjuga crescimento econômico com progresso técnico capaz de poupar recursos materiais, mas sem restrição aos ritmos da acumulação capitalista. De todos, a Agenda 21 é o mais abrangente, e constitui um programa internacional que estabelece parâmetros para que se obtenha o desenvolvimento sustentável nas suas vertentes econômica, social e ambiental. No que diz respeito às empresas, em seu capítulo 31, item 1, reconhece que: O comércio e a indústria, inclusive as empresas transnacionais, desempenham um papel crucial no desenvolvimento econômico e social de um país. Um regime de políticas estáveis possibilita e estimula o comércio e a indústria a funcionar de forma responsável e eficiente e a implementar políticas de longo prazo. A prosperidade constante, objetivo fundamental do processo de desenvolvimento, é principalmente o resultado das atividades do comércio e da indústria. As empresas comerciais, grandes e pequenas, formais e informais, proporcionam oportunidades importantes de intercâmbio, emprego e subsistência (TENÓRIO, 2004, p. 63). Outro marco importante foi a Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas realizada em 1997 em Kyoto, Japão. O Protocolo assinado nesta convenção estabelece a redução na emissão de gases do efeito estufa, mas até os dias atuais não foi ratificado pelos Estados Unidos, o país que mais emite gases do Efeito Estufa. Em 1997 também, durante um período extraordinário de sessões da Assembléia Geral da ONU, em Nova York, foi realizada a Cúpula da Terra, conhecida como Rio+5, que tinha como principal objetivo analisar a execução do Programa 21, aprovado pela Cúpula de Após um período de intensas deliberações ocorridas devido às divergências entre os Estados sobre como financiar o desenvolvimento sustentável no plano mundial, foram obtidos alguns acordos, retratados no documento final de 58 páginas:

9 19 Adotar objetivos juridicamente vinculantes para reduzir a emissão dos gases do efeito estufa, os quais são causadores da mudança climática; avançar com mais vigor para modalidades sustentáveis de produção, distribuição e utilização de energia; focar a erradicação da pobreza como requisito prévio de desenvolvimento sustentável (DIAS, 2009, p.34). E dez anos após a ECO-92, a ONU realizou mais uma Conferência, a Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, a chamada Rio+10 ou Conferência de Joanesburgo. A qual tinha como objetivo principal rever as metas propostas pela Agenda 21 e direcionar as realizações às áreas que requerem um esforço adicional para sua implementação, porém, o evento tomou outro direcionamento, voltado para debater quase que exclusivamente os problemas de cunho social. Houve também a formação de blocos de países que quiseram defender exclusivamente seus interesses, sob a liderança dos EUA. Tinha-se a expectativa de que essa nova Conferência Mundial levaria à definição de um plano de ação global, capaz de conciliar as necessidades legítimas de desenvolvimento econômico e social da humanidade, com a obrigação de manter o planeta habitável para as gerações futuras. Porém, os resultados foram frustrados, principalmente, pelos poucos resultados práticos alcançados em Joanesburgo. Em síntese, pode-se dizer que houve uma discussão apenas em torno dos problemas sociais, e muitos países apresentaram propostas concretas que não sairam do papel, caso da Agenda 21. Segundo Hawken et al (2002), todos estes encontros e documentos são importantes não apenas porque propõem soluções práticas que emanam do pensamento do sistema como um todo. Elas representam o amplo consenso que está surgindo não das estruturas de poder, mas do seio da sociedade. Além disso, nunca na história grupos tão diferentes e independentes criaram parâmetros comuns de compreensão em todo o mundo, a respeito do que se pode chamar de sustentabilidade. O quadro 01 apresenta alguns marcos da discussão ambiental para melhor visualização:

10 20 Quadro 1 - Marcos históricos da discussão ambiental. Fonte: autor 2.2 Conceitos De acordo com Boff (2008), o conceito de desenvolvimento sustentável, verdadeiramente, possui uma pré-história de quase três séculos. Ele surgiu da percepção da escassez. As potências coloniais e industriais européias desflorestaram vastamente seus territórios para alimentar com lenha a incipiente produção industrial e a construção de seus navios com os quais transportavam suas mercadorias e submetiam militarmente grande parte dos povos da Terra. Então surgiu a questão: como administrar a escassez? Carl Von Carlowitz respondeu em 1713 com um tratado que vinha com o título latino de Sylvicultura Oeconomica. Ai ele usou a expressão nachhaltendes wirtschaften que traduzido significa:

11 21 administração sustentável. Os ingleses traduziram por sustainable yield que quer dizer produção sustentável. Dahl (1997) comenta que o termo desenvolvimento sustentável é claramente carregado de valores, existindo uma forte relação entre os princípios, a ética, as crenças e os valores que fundamentam uma comunidade e sua concepção de sustentabilidade. Assim, as conceituações diferem entre os autores, mas todas são importantes para que se tenha um retrato mais elaborado sobre a complexidade do termo desenvolvimento sustentável. O termo desenvolvimento sustentável foi discutido pela primeira vez em 1980, no documento World s Conservation Strategy elaborado pela International Union for the Conservation of Nature and Natural Resources (IUCN). Centrado na questão da integridade ambiental, este documento ressalta a importância das dimensões social, ecológica e econômica para o alcance da sustentabilidade, considerando-se os recursos vivos e não vivos e as vantagens de curto e longo prazo de ações alternativas. Conforme o documento Nosso Futuro Comum (Relatório de Brundtland), desenvolvido pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, o desenvolvimento sustentável é aquele que atende as necessidades presentes sem comprometer a capacidade das gerações futuras atenderem também as suas necessidades. O Relatório Brundtland destaca que: (...) o conceito de desenvolvimento sustentável tem limitações impostas pelo estágio atual da tecnologia e da organização social, no tocante aos recursos ambientais, e pela capacidade da biosfera de absorver os efeitos da atividade humana. Mas tanto a tecnologia quanto a organização social podem ser geridas e aprimoradas a fim de proporcionar uma nova era de crescimento econômico. (WCED, 1987, p. 9) É importante ressaltar que conforme na Agenda 21 Brasileira, existe uma diferença importante entre desenvolvimento sustentável (que internaliza a sustentabilidade em todos os níveis) e desenvolvimento sustentado (pré-requisito ao crescimento, referindo-se à macroeconomia). Mesmo assim, nota-se que na literatura há a utilização de ambos os termos, referindo-se por vezes a questões econômicas, por vezes à interpretação dada pelo Relatório Brundtland, também utilizada neste estudo.

12 22 Jara (1998) comenta ser difícil definir desenvolvimento sustentável partindo da perspectiva dos países pobres, uma vez que sustentabilidade, nos dicionários, significa algo capaz de ser suportável, duradouro e conservável, apresentando uma noção de continuidade. Mesmo assim, este autor apresenta um conceito interessante:... o conceito de desenvolvimento sustentável tem dimensões ambientais, econômicas, sociais, políticas e culturais, o que necessariamente traduz várias preocupações: com o presente e o futuro das pessoas; com a produção e o consumo de bens e serviços; com as necessidades básicas de subsistência; com os recursos naturais e o equilíbrio ecossistêmico; com as práticas decisórias e a distribuição de poder e com os valores pessoais e a cultura (JARA, 1998, p. 35). Para o desenvolvimento sustentável, Philippi (2001, p. 303) levanta dois pontos chaves: o conceito das necessidades faz com que as necessidades dos pobres recebam maior prioridade, e a noção dos limites que existem da tecnologia e da organização social impostaao meio ambiente, impedindo-o de atender às necessidades presentes e futuras. Ou seja, sepor um lado o desenvolvimento sustentável tenta priorizar os mais pobres, por outro lado há limites ao que diz respeito ao meio ambiente, o que faz com que as necessidades não sejam supridas. É o que se pode perceber sob a visão econômica, que é a de atender demandas e não as necessidades, fazendo surgir o caráter frágil do conceito. Satisfazer as necessidades e as aspirações humanas é o principal objetivo do desenvolvimento. Nos países em desenvolvimento, as necessidades básicas de grande número de pessoas alimento, roupas, habitação, emprego não estão sendo atendidas. Além dessas necessidades básicas, as pessoas também aspiram legitimamente a uma melhor qualidade de vida. Para que haja um desenvolvimento sustentável, é preciso que todos tenham atendido as suas necessidades básicas e lhes sejam proporcionadas oportunidades de concretizar suas aspirações a uma vida melhor (PHILIPPI, 2001, p. 304). No conceito de desenvolvimento sustentável parecem caber diversos significados, pois é tratado como sinônimo de sociedade racional, de indústrias limpas, de crescimento econômico, de utopias românticas; tudo nele parece pertencer. O que abrange ainda a satisfação das necessidades do presente, o atendimento das necessidades dos pobres e manutenção da capacidade das gerações futuras em satisfazer suas necessidades.

13 23 O conceito mais amplo de desenvolvimento sustentável apóia-se na integração de questões sociais, ambientais e econômicas, constituindo o tripé conhecido como triplebottomline (Figura 1). Figura 1: As três dimensões do desenvolvimento sustentável Fonte: CAMARGO, Desafios da sustentabilidade A sustentabilidade vem ganhando contornos demasiadamente expressivos nos últimos anos, e sinaliza que a tendência das empresas aderirem a práticas sustentáveis será imprescindível. Especialistas indicam que se adequar a sustentabilidade poderá ser a única alternativa para se manter no mercado global, e a não-adesão à essa experiência sustentável poderá significar seu desaparecimento do mercado ou a certeza da perda de capital. Com os projetos sócio-ambientais sendo incorporados às estratégias de negócio das empresas, não é mais suficiente avaliar seus resultados apenas pelas boas intenções dos colaboradores e da própria empresa. Da mesma forma com que

14 24 se preocupa em avaliar o ciclo de vida de cada produto, as companhias precisam fazer em relação aos seus projetos e programas sócio-ambientais, de modo a garantir o impacto social e o retorno institucional para suas marcas. E com tantas companhias aderindo esse modelo de desenvolver como estratégia fundamental para o êxito no mercado global, a sustentabilidade dessas empresas também vem sendo questionada. Seus acionistas querem saber se elas correm o risco de se desvalorizar, acuadas por passivos ambientais ou porque suas marcas podem ser acusadas de conivência com comportamentos duvidosos de fornecedores. Portanto o risco de não adotar práticas sustentáveis hoje, está ficando maior do que o custo de adotá-las. Idealmente arraigado à sustentabilidade, todo negócio empresarial, de acordo com os estudos de Quirino, deve fundamentar-se em: Ações para que as atividades mercantis não comprometam as futuras gerações, devendo cada decisão ser baseada no compromisso com o futuro e com o bem-estar delas; Condições para que os ecossistemas globais sejam produtivos e protegidos para que as condições climáticas sejam estáveis e seguras[...](quirino, 2004, p. 74) É perceptível hoje em dia que a agenda de sustentabilidade está vinculada ao futuro da humanidade, assim como os temas de segurança, paz e guerra (nuclear) estiveram na primeira metade do século XX. Contudo, para se inserir no conceito sustentável atual, as empresas precisam enfrentar certos desafios, e incorporar na cultura, uma identidade sustentável. Dessa forma, o conhecimento, a prática, a forma de se expressar através de relatos, ações e programas é que fazem com que uma empresa de fato se diferencie e que seus conceitos façam parte de sua cultura e de sua gestão. As empresas deveriam entender que do ponto de vista social, qualquer esforço deve estar orientado para a busca de uma situação na qual prevaleça a igualdade e estimule a mobilidade social e se mantenha a identidade cultural e o desenvolvimento empresarial. Do ponto de vista ambiental, os negócios devem conduzir a sociedade à promoção do desenvolvimento da biodiversidade e os cuidados com o meio ambiente. A orientação de qualquer negócio, pela ótica econômica deve estabelecer íntima relação com o crescimento, com a eficiência e com a inovação.

15 25 Contudo, nem sempre ocorre dessa forma, pois o desempenho de qualquer esfera mercantil deveria ter à frente a preservação do meio, contribuindo para o bom manejo dos recursos naturais, no entanto muitos empreendimentos voltados ao segmento empresarial vêm atentando contra a disponibilidade dos recursos naturais e entulhando o meio, ou seja, não se pensa e nem se garante a qualidade e eficiência dos processos. Nesse sentido, o ideal seria que as empresas aderissem ao negócio sustentável, buscando a criação de benefícios sociais, as satisfações das aspirações humanas e as necessidades básicas, satisfazer ou ultrapassar as condições ambientais de sustentabilidade para desenvolver mercados que incorporem esses valores. Nos últimos anos: A evolução do conceito de negócio sustentável foi dramática, principalmente por causa das profundas mudanças que se realizaram na área de comunicação, no desenvolvimento de novas técnicas de produção. No início dos anos 70, prevalecia o pensamento por parte dos consumidores e por parte dos negócios de que seu papel se centrava em pagar os impostos e no mínimo ter direito de operar. Em outras palavras, tanto os consumidores como os produtores não tinham nenhuma preocupação em mudar. (PORTILHO, 2005, p.81) Posteriormente, as relações se modificaram a tal ponto que os negócios procuraram buscar maior eficiência e manter uma política de boa vizinhança na qual o envolvimento social tinha papel importante nas relações com as comunidades. Na década de 90 houve uma reviravolta, uma vez que foi dada uma maior ênfase à funcionalidade, especialmente aos produtos. A responsabilidade social e a orientação para o serviço ao cliente demonstraram ser ferramentas eficazes para a procura de melhor posicionamento tanto nos mercados novos como nos já existentes. Nesse sentido, de todos os esforços iniciados por pequenas e médias empresas surgiu o conceito de ecoeficiência. A ecoeficiência visa otimizar o uso da energia e da matéria-prima para produzir benefício econômico e ecológico, com base na redução do impacto ambiental. Além, de criar oportunidades que promovam a rentabilidade e o desenvolvimento sustentável. E entre os benefícios estão a redução da emissão de tóxicos, aumento da reciclagem de materiais, aumento da

16 26 durabilidade do produto, aumento de bens e serviços, uso de matérias-primas alternativas e reutilização dos materiais residuais. E como conseqüência desse contexto, as empresas para poder competir se obrigam a empregar novas estratégias para agregar valor a sua atividade econômica, fazendo assim, com que os fatores ambiental e social começassem a desempenhar um papel fundamental nesse processo de agregação de valores.

17 27 3 SUSTENTABILIDADE EMPRESARIAL As mudanças no ambiente global que ocorreram nos últimos anos trouxeram consigo outras variáveis que começam a fazer parte da responsabilidade das empresas, e conseqüentemente de sua estratégia para a competitividade. Os stakeholders, segundo Figge e Schaltegger (2000) são os indivíduos ou grupos que tem interesses materiais ou imateriais na empresa, pressionam para uma atuação empresarial ecologicamente correta e socialmente justa, de forma que não basta mais à empresa tão somente o êxito econômico. Com isso, a sustentabilidade empresarial vem sendo amplamente discutida, pelo interesse do mercado em disseminar a cultura da sustentabilidade no mundo dos negócios. E muito mais do que uma preocupação ambiental, a sustentabilidade empresarial possui uma abrangência que mobiliza uma boa estratégia para a obtenção dos índices de sustentabilidade no mercado de capitais. Lembra Dias (2009, p. 35) que o Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável participou ativamente da organização da temática empresa e meio ambiente na Conferência do Rio em E o documento do Conselho Empresarial admite que o progresso em direção ao desenvolvimento sustentável é um bom negócio, pois consegue criar vantagens competitivas e novas oportunidades. No entanto, observa que isso exige mudanças profundas e de amplo alcance na atitude empresarial, incluindo a criação de uma nova ética na maneira de fazer negócios. Assim, é possível entender que a adoção do desenvolvimento sustentável no meio empresarial tem se pautado mais como um modo de as empresas assumirem formas de gestão mais eficientes, do que uma elevação do nível de consciência do empresariado em torno de uma perspectiva de desenvolvimento econômico mais sustentável. Estudos de Pena (2003, p.39) pontuam que o desenvolvimento sustentável nas organizações apresenta três dimensões, que são: a econômica, a social e a ambiental.

18 28 Do ponto de vista econômico, a sustentabilidade prevê que as empresas têm que ser economicamente viáveis, e seu papel na sociedade deve ser cumprido levando em consideração esse aspecto de responsabilidade. Em termos sociais, a empresa deve satisfazer aos requisitos de proporcionar as melhores condições de trabalho aos seus empregados procurando contemplar a diversidade cultural existente na sociedade em que atua, além de propiciar oportunidade aos deficientes de modo geral. Alem disso, seus dirigentes devem participar ativamente das atividades socioculturais de expressão da comunidade que vive no entorno da unidade produtiva. Do ponto de vista ambiental, deve a organização pautar-se pela ecoeficiência dos seus processos produtivos, adotar a produção mais limpa, oferecer condições para o desenvolvimento de uma cultura ambiental organizacional, adotar uma postura de responsabilidade ambiental, buscando a não contaminação de qualquer tipo do ambiente natural. 3.1 Conceitos Na década de 80, nascia no mundo o conceito de sustentabilidade. E só na década de 90 ele ganhou uma base concreta no Brasil, com a criação do CEBDS - Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável. Esse Conselho representa grupos empresariais expressivos no País e lideram um processo de mudança do atual modelo econômico e da maneira de fazer negócios. Logo, do ponto de vista empresarial, sustentabilidade É obter o crescimento econômico contínuo de um manejo mais racional dos recursos naturais e a utilização de tecnologias mais eficientes e menos poluentes. Para outros sustentabilidade é antes de tudo um projeto social e político destinado a erradicar a pobreza e elevar a qualidade de vida e satisfazer as necessidades básicas da humanidade e que oferece os princípios de orientações harmônicas da sociedade, considerando a apropriação e transformação sustentável dos recursos ambientais (DIAS, 2009, p.107).

19 29 Conceitualmente, sustentabilidade pode ser entendida como a propriedade de um processo que, além de continuar existindo no tempo, revela-se capaz de manter padrão positivo de qualidade; apresentar, no menor espaço de tempo possível, autonomia de manutenção; pertencer, simbioticamente, a uma rede de coadjuvantes também sustentáveis e, por fim, promover a dissipação de estratégias e resultados, em detrimento de qualquer tipo de concentração e/ou centralidade, tendo em vista a harmonia das relações sociais. A definição mais difundida, contudo, é a da Organização das Nações Unidas, na publicação "Our Common Future", em 1987, que define sustentabilidade como sendo o atendimento das necessidades das gerações atuais, sem comprometer a possibilidade de satisfação das necessidades das gerações futuras. O grande desafio da sustentabilidade está em permitir a expansão econômica sem descuidar, no entanto, da conservação do meio ambiente e das questões sociais. Portanto, o conceito de sustentabilidade inclui a utilização de recursos com caráter de perpetuação, abrangendo o econômico, o social e o ecológico, tripé que os ingleses denominam The Triple Bottom Line, expressão utilizada para refletir todo um conjunto de valores, objetivos e processos que uma empresa deve focar, com o objetivo de criar valor econômico, social e ambiental e, por meio desse conjunto, minimizar qualquer dano resultante de sua atuação. Assim como boa parte da literatura de sustentabilidade, este é um termo ainda em construção, não só no Brasil como no mundo. Por ser uma expressão idiomática, não existe ainda tradução adequada para "The Triple Bottom Line". Na maioria das vezes, o conceito continua sendo utilizado em inglês ou abordado como "tripolaridade". O caminho da responsabilidade socioambiental aponta para um cenário no qual os resultados e benefícios obtidos são compartilhados pelas empresas, pelo conjunto de parceiros envolvidos em seus negócios, pelas comunidades onde atuam e pela sociedade em que estão inseridas. Hoje, há consenso que, para a sobrevivência dos empreendimentos, da sociedade e do planeta, é preciso haver um equilíbrio entre os pilares social, ambiental e econômico. Portanto, a sustentabilidade empresarial consiste em assegurar o sucesso do negócio a longo prazo e ao mesmo tempo contribuir para o desenvolvimento

20 30 econômico e social da comunidade, um meio ambiente saudável e uma sociedade estável. 3.2 Indicadores de sustentabilidade A particularidade na definição de indicadores para a sustentabilidade vai além de suas inter-relações. Arthur Dahl (2002) comenta os dois desafios existentes neste contexto. O primeiro é que se faz necessário capturar a dinâmica da sustentabilidade através dos indicadores, como é o caso da perspectiva das futuras gerações. O segundo desafio é o de transmitir um amplo conceito de desenvolvimento que vá além do aspecto econômico, medido meramente através de riqueza material. A tarefa de se mensurar a sustentabilidade de uma sociedade, de uma comunidade ou de uma organização não é simples nem tampouco estanque. A definição de indicadores adequados a esta meta deve ser estudada a fundo e, uma vez estabelecida, deve ser flexível o suficiente para que o conjunto de indicadores seja alterado na medida em que a realidade o permita e necessite. A atualização dos indicadores é possível e desejada, desde que tenha como conseqüência uma visão cada vez mais realista do status da sustentabilidade. O desenvolvimento de metodologias para a mensuração do desenvolvimento sustentável começou de fato depois da Conferência Rio ECO 92, como forma de implementação das recomendações da Agenda 21. Segundo Dahl (2002), o início se deu através da utilização de estatísticas ambientais então disponíveis, principalmente quantitativas, que foram organizadas de acordo com os três pilares da sustentabilidade: o ambiental, o social e o econômico. Neste momento o enfoque foi dado na sustentabilidade da sociedade e comunidades. Já no que se refere à comunidade empresarial, a necessidade de indicadores para a sustentabilidade que fossem aplicados de maneira específica à realidade corporativa surgiu como conseqüência dos trabalhos direcionados às comunidades.

21 31 Temas como globalização, governança corporativa, contabilidade e cidadania tornaram-se fatores-chave dos debates da política e gestão em muitas organizações nos últimos anos. Os contratos sociais das corporações precisam ser redesenhados para refletir novas realidades, onde o conhecimento seja reconhecido como um fatorchave da produção e o desempenho social e ambiental sejam pontos de referência e exame (HENDERSON, 1999, p.123). E assim, iniciou-se uma tendência mundial dos investidores procurarem empresas socialmente responsáveis, sustentáveis e rentáveis para aplicar seus recursos. Tais aplicações, denominadas investimentos socialmente responsáveis, consideram que empresas sustentáveis geram valor para o acionista no longo prazo, pois estão mais preparadas para enfrentar riscos econômicos, sociais e ambientais. Essa demanda veio se fortalecendo ao longo do tempo e hoje é amplamente atendida por vários instrumentos financeiros no mercado internacional. Atentas a isso, a BOVESPA, em conjunto com várias instituições ABRAPP, ANBID, APIMEC, IBGC, IFC, Instituto ETHOS e Ministério do Meio Ambiente decidiram unir esforços para criar um índice de ações que seja um referencial ( benchmark ) para os investimentos socialmente responsáveis, o ISE Índice de Sustentabilidade Empresarial. Nesse sentido, essas organizações formaram um Conselho Deliberativo presidido pela BOVESPA, que é o órgão responsável pelo desenvolvimento do ISE. Posteriormente, o Conselho passou a contar também com o PNUMA em sua composição. A Bolsa é responsável pelo cálculo e pela gestão técnica do índice. O ISE tem por objetivo refletir o retorno de uma carteira composta por ações de empresas com reconhecido comprometimento com a responsabilidade social e a sustentabilidade empresarial, e também atuar como promotor das boas práticas no meio empresarial brasileiro. Neste contexto é formado em 1997 o Global Reporting Initiative GRI, iniciativa conjunta entre a organização não-governamental Coalition for Environmentally Responsible Initiatives (CERES) e o Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP) com o intuito de aumentar a qualidade, o rigor e a utilidade de relatórios para a sustentabilidade corporativa. Em 1999 é lançado o Dow Jones

22 32 Sustainability Index, que acompanha o desempenho financeiro das empresas líderes em sustentabilidade corporativa através de indicadores. No Brasil, o Instituto Ethos vem divulgando desde 2000 os Indicadores para a Responsabilidade Social Empresarial, cujo foco é a dimensão social do desenvolvimento sustentável. Em 2003, o Global Reporting Initiative destaca alguns dos principais benefícios que relatórios com indicadores para a sustentabilidade corporativa podem trazer às empresas e à sociedade como um todo: É uma abordagem pró-ativa para o gerenciamento efetivo de uma economia globalizada, em que a informação viaja na velocidade da internet; Relatórios ajudam a comunicar oportunidades e desafios econômicos, ambientais e sociais de uma organização a seus stakeholders de uma maneira muito superior a simplesmente responder por questões isoladas; As empresas enfatizam a importância das relações com os stakeholders como chave para seu sucesso, sendo ajudadas pela transparência e diálogo aberto; É um veículo que relaciona elementos tipicamente corporativos finanças, marketing, pesquisa e desenvolvimento - de uma maneira estratégica, dando espaço a discussões sobre temas que normalmente não ocorreriam; Ajuda a gerência a avaliar desenvolvimentos potencialmente danosos antes que se tornem surpresas desagradáveis; Ajuda a levantar as contribuições sociais e ecológicas da organização, aumentando a perspectiva fornecida pelos meios contábeis tradicionais; Pode reduzir a volatilidade e incerteza no preço das ações ao fornecer aos acionistas informações mais completas e regulares. Indicadores de sustentabilidade são diferentes dos indicadores tradicionais de progresso ambiental, social e econômico, pois existe uma estreita interconexão entre eles, conforme figura 2:

23 33 Figura 2 Interconexão dos indicadores de sustentabilidade. Fonte: Portilho, Sistemas e Normas de Gestão Ambiental O cuidar do meio ambiente é muito mais que o uso da razão, da ciência e da tecnologia, a importância disso é uma questão inclusive de sobrevivência. As mudanças de valores, mentalidade e comportamento são fundamentais para o futuro da espécie humana, em que o limite norteia uma situação que o consumismo e os valores materialistas exercem pressão sobre os recursos naturais. No processo deindustrialização, na sua maioria poluidor, os recursos naturais utilizados como matéria-prima são usados e descartados como lixo e resíduos. As exigências da comunidade internacional em relação à sustentabilidade ambiental global contribuíram para que as organizações entendessem que sua relação com a sociedade não poderia ser unilateral. Nesse contexto, as organizações passaram a utilizar práticas de gestão ambiental que agregassem valor às suas estratégias e que trouxessem respostas para os seus principais atores internos e externos. Uma das maneiras mais usuais de iniciar práticas de gestão ambiental tem sido a implantação de um Sistema de Gestão Ambiental (SGA), com vistas à certificação. Esse processo é balizado e orientado segundo normas internacionais. As normas ISO são padrões desenvolvidos pela Internacional Organization Standartization (ISO), organismo internacional não governamental com sede em Genebra. No Brasil, a única representante da ISO e um de seus fundadores é a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), também conhecida pelo governo brasileiro como Fórum Nacional de Normalização. Dentre essas, destaca-se a ISO 14000, que são uma família de normas que buscam estabelecer ferramentas e sistemas para a administração ambiental de uma organização, evidenciando as ações e comportamentos ambientais das

24 34 empresas. Elas estipulam a padronização de algumas ferramentas-chave de análise, tais como a auditoria ambiental e a análise do ciclo de vida. A série ISO tem como objetivo um Sistema de Gestão Ambiental que auxilie as empresas a cumprirem suas responsabilidades em relação ao meio ambiente que permeia a organização dentro de conceitos e procedimentos sem perder de vista características e valores regionais. As normas ISO se aplicam às atividades industriais, extrativas, agroindustriais e de serviços certificando as instalações da empresa, linhas de produção e produtos que satisfaçam os padrões de qualidade ambiental. Com o intuito de uniformizar as ações que deveriam se encaixar em uma nova ótica de proteção ao meio ambiente, a ISO International Organization for Standartization (Organização Internacional para Normalização) decidiu criar um sistema de normas que convencionou designar pelo código ISO Esta série de normas trata basicamente da gestão ambiental e não deve ser confundida com um conjunto de normas técnicas (VALLE, 1995, p.54). O quadro 2 mostra as normas que compõem a família ISO e conforme Cajazeira (1998), apenas a norma ISO é certificável, isto é, estabelece uma diretriz que pode ser validada por terceira parte, e a ISO é um guia deimplantação da ISO Quadro 2: Família de normas NBR ISO Fonte: ABNT, 1996.

25 35 A ISO é uma norma de gerenciamento, não é uma norma de produto ou desempenho. É um processo de gerenciamento das atividades da empresa que tem impacto no ambiente. Esta norma especifica os requisitos relativos a um Sistema de Gestão Ambiental, permitindo a uma organização formular política e objetivos que levem em conta os requisitoslegais e as informações referentes aos impactos ambientais significativos. Portanto, afinalidade básica da ISO é a de fornecer às organizações os requisitos básicos de um sistema de gestão ambiental eficaz. Com objetivo de definir critérios e exigências semelhantes, os procedimentos degestão ambiental foram padronizados em âmbito nacional. De acordo com a norma ISO 14001, a garantia de que uma organização atende a estes critérios é a certificação ambiental. Essa norma aplica-se a todos os portes e tipos de empresa adequando o equilíbrio da proteção ambiental e prevenção de poluição com as necessidades sócio-econômicas do negócio (ABNT, 2004). Segundo ABNT (2004), a norma ISO não estabelece requisitos absolutos para o desempenho ambiental. Cada organização identifica dentre as possibilidades aqueles aspectos ambientais que possa controlar e aqueles que possa influenciar. Dessa forma duas organizações com processos similares e níveis de desempenho diferentes podem estar em conformidade com os requisitos expressos na política ambiental, legal e melhoria contínua que cada uma tenha subscrito. Dentro da metodologia Plan-Do-Check-Act (PDCA), as empresas gerenciam seus processos em busca da melhoria contínua. Assim, a Gestão Ambiental dentro do sistema de gestão das organizações traz como práticas alguns mecanismos para minimizar os impactos ambientais decorrentes dos processos de industrialização. O Sistema de Gestão Ambiental (SGA), segundo a definição ISO, é o conjunto formado pela estrutura organizacional, responsabilidades, práticas, procedimentos, processos e recursos necessários para implantar e manter o gerenciamento ambiental (NAHUZ, 1995). Segundo Ehlke (2003), uma das maneiras mais usuais de iniciar uma gestão ambiental tem sido a implantação de um Sistema de Gestão Ambiental (SGA), com vistas à certificação. Esse processo é balizado e orientado segundo normas internacionais ISO

26 36 O sistema de gerenciamento ambiental previsto pela norma contém os seguintes elementos: a) uma política ambiental suportada pela Alta Administração; b) identificação dos aspectos ambientais e dos impactos significativos; c) identificação dos requisitos legais e outros requisitos; d) estabelecimento de objetivos e metas que suportem a política ambiental; e) definição de papéis, responsabilidades e autoridade; f) treinamento e conhecimento dos procedimentos; g) processo de comunicação do sistema de gerenciamento ambiental com todas aspartes interessadas; h) procedimento de controle operacional; i) procedimentos para emergências; j) procedimentos para monitorar e medir as operações que tem um significativoimpacto ambiental; k) procedimentos para corrigir não conformidade; l) procedimentos para gerenciamento dos registros; m) programa de auditoria e ação corretiva; n) procedimento de revisão pela alta administração. Esse sistema contém os elementos importantes do gerenciamento de uma empresa para identificar os aspectos significativos relativos ao meio ambiente que a empresa pode influenciar e controlar. Outra importante futura norma é a ISO , que apresentará diretrizes internacionais voltadas à Responsabilidade Social, estava prevista para ser publicada em 2008, constituindo a terceira geração de normas ISO, uma vez que já vigoram os sistemas de gestão de qualidade (ISO 9.000) e a de gestão ambiental (ISO ), adotadas por mais de 600 mil organizações em todo o mundo. A ISO difere das normas anteriormente citadas por não ser uma norma de certificação, isto é, ela servirá apenas como um guia de diretrizes e não como base para obtenção de selos e certificados de responsabilidade socioambiental pelas empresas e outras organizações. Caberá às partes

27 37 interessadas (os chamados stakeholders) avaliar até que ponto as indicações da ISO serão ou não seguidas (DIAS, 2009). É importante ressaltar que a norma se direciona para todos os tipos de organização. E abrangerá orientações sobre o processo de incorporação da Responsabilidade Social e ambiental às atividades de uma organização, além de indicações sobre os principais instrumentos, sistemas e entidades que, atualmente, abordem o tema, visando orientar as organizações de todos os tipos e tamanhos sobre os cuidados e princípios que devem ser seguidos por quem deseje ingressar na Responsabilidade Social. As vantagens dessa certificação simplificam e unificam as várias normas e os diversos tratados internacionais sobre a Responsabilidade Social, tornando mais fácil para as instituições adotarem as diretrizes principais. A certificação de responsabilidade social corporativa é questão recente no Brasil e no mundo. No exterior, algumas normas, como a Social Accountability 8000 (AS 8000), a Occupationa Health and Safety BS 8800 (BS 8800) e a Accountability 1000 (AA 1000), surgiram visando padronizar um conjunto mínimo de indicadores referentes aos aspectos éticos e de responsabilidade social na condução dos negócios. Nesse sentido, no Brasil, as empresas estão buscando alternativas para demonstrar seu envolvimento e preocupação com as questões sociais. E a forma mais simples de envolvimento é por meio da associação a uma entidade comprometida com os princípios da responsabilidade social. Assim, as empresas associadas se comprometem a seguir um código de conduta que visa normatizar as ações empresariais entre os agentes sociais. As pequenas empresas enfrentam problemas na implantação de um Sistema de Gestão Ambiental devido à necessidade de dedicar uma parte dos recursos humanos e financeiros a sua implantação de acordo com as normas da ISO As pequenas empresas não dispõem de pessoal técnico excedente que possa dedicar-se à manutenção de um Sistema de Gestão Ambiental, e a certificação do sistema supõe um custo apreciável em relação ao volume de negócios da empresa, o que não ocorre na média ou na grande empresa. No entanto, quando pequenas empresas estão vinculadas a grandes clientes que exigem de seus fornecedores um sistema de gestão ambiental, ou são

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