PRÓ-REITORIA DE PESQUISA, PÓS-GRADUAÇÃO E EXTENSÃO. PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO/MESTRADO JAIME CUÉLLAR VELARDE. No Crepúsculo

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1 10 PRÓ-REITORIA DE PESQUISA, PÓS-GRADUAÇÃO E EXTENSÃO. PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO/MESTRADO JAIME CUÉLLAR VELARDE No Crepúsculo Memórias Subversivas da Ditadura Civil-Militar na Amazônia Paraense ( ) BELÉM 2012

2 11 JAIME CUÉLLAR VELARDE No Crepúsculo Memórias Subversivas da Ditadura Civil-Militar na Amazônia Paraense ( ) Exame de Qualificação da Dissertação de Mestrado apresentado à Universidade da Amazônia, como requisito para a Conclusão do Curso de Mestrado em Comunicação, Linguagens e Cultura. Orientadora: Prof.ª Drª. Neusa G. de Santana Pressler Co-Orientador: Prof. Dr. Agenor Sarraf Pacheco BELÉM 2012

3 12 JAIME CUÉLLAR VELARDE No Crepúsculo Memórias Subversivas da Ditadura Civil-Militar na Amazônia Paraense ( ) Data: 10 / Agosto / BANCA EXAMINADORA Profª Drª. Neusa G. de Santana Pressler Prof. Dr. Agenor Sarraf Pacheco (UFPA) Co-Orientador Profª Drª. Ivone Xavier Amorim (UNAMA) Examinadora Prof. Dr. Pere Petit (UFPA) Examinador

4 13 RESUMO O golpe e processo ditatorial civil-militar ( ) incitaram consideráveis publicações, ciclos de debates, fóruns, conferências e pesquisas. Esta vasta produção no cenário nacional recebeu, em 2004, uma publicação regional de memórias sobre os quarenta anos do golpe em solo amazônico paraense, intitulada Relatos subversivos: os estudantes e o golpe no Pará. A temática provocou-me o interesse por conhecer mais sobre a produção regional e tal qual foi a surpresa ao perceber raras e honrosas produções nesta seara, cujo destaque recai sobre as pesquisas de Pere Petit, com enfoques políticos e econômicos sobre o tema em tela. De posse destas informações, decidi investigar as memórias de sujeitos culturais sobre o golpe e Ditadura Civil-Militar na Amazônia Paraense sob os auspícios dos Estudos Culturais. Compreendendo a História Oral como método de captura e interpretação de memórias, investi na compreensão deste advento a partir de relatos de memórias de oito narradores dissidentes ao regime. Ao estabelecer aspectos identitários dos narradores, privilegiei mapear e analisar sentimentos aflorados daquelas narrativas orais e performáticas por compreender corpo e linguagem como portadores de cultura. Assim, ciente das importâncias dos métodos tradicionais para a compreensão da história, alcancei outra compreensão para os anos de Ditadura Civil-Militar na Amazônia Paraense pautada nas encenações de memórias marginais à historiografia tradicional. PALAVRAS-CHAVE: Golpe e Ditadura Civil-Militar; Amazônia Paraense; Sujeitos Culturais; Estudos Culturais; Memórias.

5 14 Dedico A minha mãe, Josefina Velarde, pela formação ética e cuidados a mim dedicados em momentos tão frágeis de minha existência. E a meu pai, Jaime Ottó Cuéllar Winkelmann, pelo incentivo à leitura desde a mais tenra infância. A meus filhos Sabina, Artur e Manuela, por me fazerem sentir o peso da responsabilidade e fazer brotar na pedra o germe do Amor incondicional. A minha esposa Heliana Gabriel Velarde pelo amor, paixão, romantismo, companheirismo e cumplicidade. A Pedro Galvão de Lima, Ruy Antonio Barata, João de Jesus Paes Loureiro, Jose Seráfico de Carvalho, Alfredo Oliveira, André Costa Nunes, Cláudio Barradas e Dulce Rosa de Bacelar Rocque, pela sinceridade e belas lições de ousadia. A memória post morten de Ronaldo Barata e todos aqueles que derramaram suor e lágrimas pelos ideais e convicções de um mundo mais justo.

6 15 AGRADECIMENTOS Ao co-orientador e amigo Dr. Agenor Sarraf Pacheco, pelos primeiros incentivos para cursar este Mestrado em Comunicação, Linguagens e Cultura. Também pelos telefonemas de repreensão e estímulo para talhar em minha identidade acadêmica a dedicação tão necessária ao fazer-se pesquisador. Pelas horas de leituras e sugestões não remuneradas, feitas tão somente pela atitude de companheirismo. Acima de tudo, pelas críticas corajosas e sinceras na ânsia de tornar-me um Mestre com domínio sobre conceitos e discussões. Pelos méritos deste trabalho, muito obrigado. À Banca de Qualificação, na figura do Dr. Gerson Albuquerque, pela sensibilidade em instigar-me buscar a presença feminina coadjuvante na cena cultural amazônica; Dr. Pere Petit, pela sobriedade na análise de conceitos político-econômicos; Dra. Ivone Xavier, por apontar percursos identitários. A Dra. Neusa Pressler por conceder seu tempo e nome a este trabalho. A todos, pela leitura atenciosa e apontamentos necessários para construir um texto com contornos acadêmicos tão necessários para o entendimento dos anos de Ditadura Civil- Militar ( ) sem, contudo, cair na sisudez e monotonia. A todos os professores do Programa de Mestrado em Comunicação, Linguagens e Cultura: Dra. Amarílis Tapiassu, por ensinar-me a ser mais humilde e menos arrogante; Dr. Paulo Nunes, por fazer-me perceber o texto para além das narrativas falocêntricas; Dra. Cenira Sampaio e Dra. Analaura Corradi, por ambas ensinarem sobre os meios adequados para estabelecer a comunicação; Dr. Erasmo Borges, pelos favorecimentos em perceber os sentidos nos textos e contextos. Pelo estímulo às leituras necessárias para realizar uma escrita acadêmica voltada para a interdisciplinaridade e pelas contribuições para a tessitura final desta dissertação, muito obrigado. Especialmente, pelo academicismo competente, agradeço à Dra. Socorro Cardoso, pelas lições metodológicas nos percursos da pesquisa e escrita; Dra. Mariza Mokarzel, por instigar afloramentos de sensibilidades na interpretação da arte; Dra. Ivania Neves, pelos aspectos não ditos e interstícios dos discursos; Dra. Ivone Xavier e Dr. Agenor Sarraf, pelas contribuições diretas para a pesquisa e escrita desta dissertação nas indicações de leituras sobre identidades e domínio da pesquisa. Pelos méritos deste trabalho, muito obrigado. A todos os colegas de classe agradeço pelas discussões e afloramentos de perspicácias em temas de parco domínio. Especialmente a Welton Diego, Hellen Monarcha, Marcos Valério e Orlando Simões, por contribuir incisivamente para a construção de minha identidade com elementos mais transitivos com questões sensíveis, tirar proveito do estar

7 16 conectado com a imediatez cibernética, mais crítico com o chão social de sujeitos outrora invisibilizados e, principalmente, mais peirciano nas análises semióticas. E, como não poderia deixar de ser, a Valdir Ribeiro, por ouvir e guardar desabafos, ansiedades e pequenezas de espírito no final das aulas. Aos porta-vozes da cultura amazônica, em versos e prosas, Nilson Chaves e Juracy Siqueira, pelas informações tão prestimosas e necessárias para compreender o âmbito cultural paraense nos anos de censura ditatorial. Pela atenção, cordialidade e empenho em ajudar-me a mapear a tênue relação entre censura-cultura naqueles tempos, muito obrigado. Aos (mais que) amigos Ivonete Dias da Silva e Carlos Alberto Pompeu Costa. Pelo suporte para os primeiros passos desta caminhada iniciada em Pela acolhida em vossos lares, carinhos de vossos familiares, conselhos de ordem pessoal/profissional. Pelo estímulo emocional nas horas de fragilidades, muito obrigado. Ao colega de ofício, Marivaldo Soeiro, pela decisiva influência em pesquisar a temática da Ditadura Civil-Militar. Foi por ti, meu caro, que percebi a desgastante e gratificante prática da pesquisa solitária junto a arquivos empoeirados. Pelo estímulo e pela amizade, muito obrigado. A aluna e amiga Lorena Alves, pelas transcrições das entrevistas para que este texto pudesse ser gestado, por ouvir atentamente as divagações teóricas e pela disponibilidade em ajudar-me a correr contra o tempo. Sem tua paciente ajuda não seria possível obter méritos nas análises das memórias pesquisadas. Por tudo, muito obrigado. Aos colegas de trabalho Filipe da Silva Santos, Gean Silva Costa e Jesanias Calderaro, pela incomensurável dedicação nas horas de reflexão de escrita, impressão, encadernação dos textos provisórios e versão final desta dissertação. Este trabalho não teria êxitos sem a bem humorada ajuda de todos. Por tudo isto, muito obrigado. Aos funcionários ou verdinhos do Programa, pela sóbria dedicação, bom humor e disciplina no exercício de suas funções para que as aulas transcorressem sem problemas e a produção do conhecimento fluísse em sala sem transtornos.

8 17 Vivi ativamente e meus cabelos brancos demonstram isso; tenho coisas importantes que fiz e vivi para poder recordar; as risadas que dei ficaram gravadas nos sulcos profundos do meu rosto. Compreendi a importância da liberdade que o envelhecimento traz ganhando assim o direito, como mulher, inclusive, de ter opinião e até de estar errada. (Dulce Rosa de Bacelar Rocque). Sonho Pervagam pela minha mente tênues ideias do tempo ido e vivido - fugaz memória do que fora (quem sabe?) sem jamais ter sido. (José Seráfico de Carvalho).

9 18 SUMÁRIO CONSIDERAÇÕES INICIAIS 10 NARRADORES E NARRATIVAS 26 I PARTE DAÍ PARA FRENTE TUDO FOI CORRERIA E ATROPELO. OS SOLDADOS ENTRARAM QUEBRANDO TUDO Pedro Galvão de Lima Ruy Antonio Barata João de Jesus Paes Loureiro José da Silva Seráfico de Assis Carvalho 57 II PARTE NÃO ME PRENDERAM, NÃO APANHEI E NÃO MUDEI DE IDEIA Alfredo Oliveira André Avelino da Costa Nunes Cláudio de Souza Barradas Dulce Rosa de Bacelar Rocque 92 III PARTE TÁTICAS E SENTIMENTOS DE RESISTÊNCIAS 102 CONSIDERAÇÕES FINAIS 145 DESCRIÇÃO DAS FONTES 151 Entrevistas Pedro Galvão de Lima Ruy Antonio Barata João de Jesus Paes Loureiro José da Silva Seráfico de Assis Carvalho 151 Alfredo Oliveira Cláudio de Souza Barradas Dulce Rosa de Bacelar Rocque Jornais 151 Referências 152 Sites eletrônicos 155

10 19 CONSIDERAÇÕES INICIAIS A feitura desta investigação está inserida ao rol de minhas necessidades políticas a partir da particular experiência de ler Relatos subversivos: os estudantes e o Golpe Civil-Militar no Pará. Era um lançamento inovador para compreender a história da ditadura no Pará sob a perspectiva das memórias de um grupo de estudantes à altura do Golpe Civil- Militar. O texto bem escrito de Pedro Galvão naquela edição foi, provavelmente, o que mais vincou meus juízos de valor. Após aquela leitura minhas posturas políticas acerca da ditadura militar foram abruptamente modificadas. Passei a frequentar fóruns de discussões via internet, com a presença de inúmeros personagens que se afirmavam ali como protagonistas e antagonistas do Golpe Civil-Militar e de todo o processo ditatorial. Busquei obras especializadas em sebos e bibliotecas que pudessem nutrir minhas inquietações políticas e acadêmicas. Sem perceber, já havia sido fisgado pela temática e a saída, mesmo que não a desejasse, já me era impossível. Naquela ocasião, outras produções lançadas ao mercado editorial no mesmo ano traziam à tona a temática da Ditadura Civil-Militar em esfera nacional. Dentre os principais, destaco os trabalhos de Kushnir (2004), Fico (2004), Reis (2004), Motta (2004) e Ridenti (2004). Por ser um ano emblemático para a temática ditatorial por conta dos 40 anos de Golpe Civil-Militar, estas produções semearam perspicácias para pesquisas enviesadas com o mesmo teor. Assim me percebi convidado a pesquisar mais sobre a seara. Entretanto, entre todas aquelas obras faltava produções que melhor contemplassem a realidade amazônica. Elio Gaspari, com dupla edição intitulada A ditadura escancarada e A ditadura envergonhada, ambas em 2002, davam subsídio para compreender aquela época dentro de novas perspectivas para alem do enquadramento meramente político ou econômico. Seu olhar se direcionava para analises envolvendo sentimentos, em especial o uso intransigente da violência e vergonha latente daqueles que perpetraram abusos de poder, respectivamente. O golpe e a ditadura militar: 40 anos depois ( ), lançado também em 2004, e organizado por Daniel Aarão Reis, Marcelo Ridenti e Rodrigo Patto Sá Motta, trouxe talvez o maior fôlego para a pesquisa sub judice dos Estudos Culturais. As análises lançaram mão de fontes pouco usuais para a tradição historiográfica, tais como de charges, músicas, depoimentos, jornais. As várias possibilidades de encenar a memória (REIS: 2004) e as múltiplas temporalidades na escrita sobre o tema da Ditadura Civil-Militar (DELGADO: 2004), caíram como luvas para encarnar o propósito deste trabalho.

11 20 Marcelo Ridenti, um dos autores de O golpe e a ditadura militar: 40 anos depois ( ), em 1993, havia lançado O fantasma da revolução brasileira, em alusão às derrotas acumuladas pelas esquerdas brasileiras. Desde as músicas de protesto capitaneadas por Chico Buarque e Caetano Veloso, até a Guerrilha do Araguaia, com as inúmeras mortes no interior do Brasil, o autor discorreu sobre acertos, avanços e retrocessos da luta engajada contra a Ditadura Civil-Militar. Entretanto, era o ano de lançamento daquele trabalho era A ditadura havia capitulado recentemente (1985), com eleições diretas para presidente somente em Ou seja, sua pesquisa estava impregnada por ranços imediatistas que exigiam mais pressa nas mudanças sociais e políticas do país. Este trabalho deve ser situado no tempo-espaço para ser analisado. Ao iniciar a pesquisa debrucei-me sobre a literatura especializada na Amazônia Paraense. Somente naquele momento percebi o quanto a temática da Ditadura Militar em nossa região ainda carece de maiores investimentos acadêmicos. Em honrosa exceção figura Chão de Promessas, de Pere Petit (2003). É a principal obra sobre as trajetórias em confronto com lutas pela terra, redemocratização e rumos políticos da Amazônia nos tempos de exceção. Sua análise recai sobre os principais eventos governamentais causadores de mudanças no quadro econômico, político e social da região desde os tempos do boom da borracha até a Nova República (1995). Outro trabalho é a dissertação de mestrado de Tony Leão da Costa intitulada Música do norte: intelectuais, artistas populares, tradição e modernidade na formação da MPB no Pará (anos 1960 e 1970), produzida no do Programa de Mestrado em História Social da Amazônia, da Universidade Federal do Pará, em A pesquisa tangencia a temática ditatorial de modo bastante engenhoso. Sob o artifício de compreender os percursos da música produzida no período naquela década, Costa mergulha em censuras, decretos e artifícios institucionais autoritários. Tem também o mérito de recorrer à História Oral enquanto método interpretativo nas humanidades inovando na produção sobre a ditadura militar na Amazônia Paraense ao apresentar vozes de intelectuais e artistas musicais antes marginalizados pela produção historiográfica. Carlos Eduardo dos Santos e Santos, Mestre em História pelo Programa de Pós- Graduação em História Social da Amazônia da Universidade Federal do Pará, em 2011, com o trabalho intitulado Do Ponto de Vista da Caserna: Memórias do Cotidiano e Experiências de Militares da Aeronáutica em Belém Durante o Regime Militar ( ), também adentra no rol de produções sobre a temática ditatorial. O trabalho prestigia atores sociais que,

12 21 ao longo do processo de arbitrariedades, foram os únicos a falar: os próprios militares. Por outro lado, tem o mérito de recorrer aos contemporâneos do período em tela. Raquel Cunha, em Trabalho de Conclusão de Curso, enveredou por temática bastante parecida com esta Dissertação. Com o título Um olhar à cidade de Belém sob o Golpe de 1964: paisagens e memórias de estudantes e artistas, de 2008, cinco personagens da época do Golpe Civil-Militar foram entrevistados com enfoque antropológico. As pistas daquela pesquisa apontaram para caminhos que busquei desvendar. Por exemplo, Paes Loureiro e o padre teatrólogo Cláudio Barradas, entrevistados daquele trabalho, também estão aqui. Ainda carrega o mérito de ser o primeiro trabalho a prestigiar a narrativa feminina naqueles tempos: a professora Violeta Loureiro, na época do Golpe Civil-Militar era namorada do professor Paes Loureiro. De posse destas leituras, senti a necessidade de visibilizar experiências de outros sujeitos capazes de produzir maior entendimento acerca do cotidiano conflituoso vivenciado nos tempos de exceção na Amazônia Paraense. Optei em dar ouvidos aos testemunhos de sujeitos culturais como porta-vozes daquele período. Este esboço foi produzido com o auxílio de análises em jornais, revistas, livros, vídeos e entrevistas cujo cerne era os tempos de exceção provocados pelo golpe e consequente Ditadura Civil-Militar iniciada em Neste sentido, Relatos subversivos, por ser uma produção gestada a partir das memórias de seus autores, foi a obra seminal para a pesquisa e, consequentemente, para a urdidura desta escrita. Justamente por tratar-se de um livro de narrativas experimentadas em tempos traumáticos, cujo cerne eram os jovens estudantes à época do Golpe Civil-Militar, notei ser um belo mote para iniciar a escrita. A partir disto, decidi que o rol de entrevistados para a feitura desta dissertação seria composta por aqueles memorialistas. Assim o fiz por tratar-se de um ato de justiça com minha própria consciência, em especial por lembrar que inúmeras passagens daquelas memórias me levam às lágrimas sempre que folheava/folheio suas páginas. Pelo falecimento de um, impossibilidade de comunicação e distância de residências de outros, novos narradores foram incorporados. Abandonei a ideia de utilizar somente os memorialistas de Relatos subversivos. Desta forma, ficaram oito narradores para compor a argumentação a seguir. São eles: Cláudio Barradas, José Seráfico de Carvalho, André Costa Nunes, Dulce Rosa, Pedro Galvão de Lima, Alfredo Oliveira, Paes Loureiro e Ruy Antonio Barata. Esse aspecto talvez já antecipe o teor desta dissertação juntamente com o título No Crepúsculo: Memórias Subversivas da Ditadura Civil-Militar na Amazônia Paraense ( ). O incipiente mergulho no conjunto de documentos orais e escritos permitiu-me

13 22 acionar zonas de sensibilidades adormecidas e despertar o desejo de luta contra atitudes e posturas tidas como desprezíveis na condição humana. A temática da Ditadura Militar no Brasil e, especialmente, na Amazônia Paraense, fez-me compreender o quão são caros os estudos de temas sobre as lutas em torno do poder, liberdade, direitos humanos. Aqui reside a contribuição desta dissertação para compreender as teias do Golpe Civil-Militar na Amazônia Paraense. No objetivo central desta dissertação surgiram três pontos específicos intimamente imbricados. São nós górdios, cujos desates são imprescindíveis para os contornos finais deste trabalho. Chegaram a estar nas previsões do projeto inicial da pesquisa, mas alguns foram abandonados pela insuficiência de informações, outros se fortaleceram ao longo da trajetória de leituras e pesquisa de campo. Adiante os detalharei. Primeiro, é extremamente necessário reconhecer a impossibilidade de analisar o cotidiano conflituoso da Amazônia Paraense sem antes selecionar pessoas representativas da cultura paraense denominados de sujeitos culturais, como adiante explanarei melhor sobre esta categoria. Após seleção criteriosa dos entrevistados, foi possível analisar as experiências narradas por estes sujeitos culturais e, como consequência, desnudar o seu cotidiano em relação ao regime à época do Golpe Civil-Militar. Junto a isso, mapeei o conjunto de linguagens por eles construídas para lidar com os mecanismos de censura/opressão. Segundo, feita a seleção dos sujeitos culturais a terem suas memórias analisadas, pude interpretar o imaginário por eles produzido nas interfaces e tensões com o imaginário hegemônico no contexto da ditadura na Amazônia Paraense. 1 Ou seja, é preciso considerar a heterogeneidade dos sujeitos selecionados para então perceber as tensões se construindo por motivações diferenciadas para cada um deles. Implica afirmar as tensões, seu lugar social e situações vividas com sensibilidades diferenciadas. Desta forma, é mister captar as estratégias e diferentes mecanismos de silenciamentos, opressão, censura implementados pelo poder militar na região amazônica para situar no tempo-espaço os sujeitos pesquisados. A metodologia da História Oral foi privilegiada para explorar as narrativas produzidas no corpo-a-corpo da pesquisa. Assim constatei censuras, perseguições políticas e prisões como responsáveis por criar outras perspectivas para as inúmeras paisagens da capital paraense. Paisagens que hoje remetem a um passado doloroso para Paes Loureiro, Pedro Galvão de Lima e José Seráfico de Carvalho. Paralelamente, o poder público corroborado 1 Sobre estudos do imaginário social no campo histórico, há uma significativa bibliografia. Entre eles é válido citar: (PANTLAGEAN, 1993; BACZKO, 1985).

14 23 por setores da academia responsável pela produção/discussão do conhecimento das décadas posteriores ao Golpe Civil-Militar construiu significados turísticos ou com enfoque histórico sem ênfase para o período ditatorial que assolou o Brasil por 20 anos. Exemplo visível desse processo está na ressignificação de alguns patrimônios que compõem o chamado Complexo Feliz Lusitânia. Especialmente o espaço hoje chamado Casa das Onze Janelas que abriga o Boteco das Onze e um espaço de Exposição Permanente de Arte Modernista Amazônica. 2 Em 1964, aquele lugar foi a Quinta Companhia de Guardas com reuniões do CMA (Comando Militar da Amazônia), além de calabouço para aprisionar e deixar incomunicáveis os jovens estudantes acusados de subversão. O mesmo espaço foi cenário das angústias do então Deputado Estadual Benedito Monteiro, comunista convicto, local de prisão e torturas mentais. 3 Ou seja, junto aos mecanismos de opressão e censura do período da ditadura estão o esquecimento e a negligência historiográfica causada pelo próprio poder público. No corpo desta dissertação tangenciarei os meandros desta relação, articulando Ditadura Civil-Militar e memórias. Com isso, pretende contribuir para que se fortaleçam as estratégias de divulgação de memórias de dor para que o passado não se repita. A esse respeito é necessário mencionar Beatriz Sarlo, quando debruçada sobre as memórias do holocausto, assinala: Nunca se pode saber tudo, nem nunca podemos nos resignar a um saber parcial e ao mesmo tempo inevitável (como o de toda prática) e inimigo da memória (1997, p. 42). Com a História Oral, apreendi memórias sobre a temática da ditadura militar na Amazônia Paraense, daí os caminhos da pesquisa tornaram-se menos herméticos. Como vislumbrei acima, essa metodologia não é apenas uma técnica de entrevistas preocupada com informações dadas pelos depoentes. É também o campo de significações de lembranças, silêncios ou esquecimentos gestados no momento da entrevista. 2 A Quinta Companhia de Guardas funcionava onde hoje abriga a Casa das 11 Janelas e compõe o Complexo Turístico Feliz Lusitânia. A Casa foi construída no século 18 como residência de Domingos da Costa Bacelar, proprietário de engenho de açúcar. Em 1768, a casa foi adquirida pelo governo do Grão-Pará para abrigar o Hospital Real. O projeto de adaptação é do arquiteto bolonhês José Antônio Landi. O hospital funcionou até 1870 e depois a casa passou a ter várias funções militares. Em 2001, o Governo do Estado do Pará assinou com o Exército Brasileiro um convênio, alienando os terrenos da Casa das Onze Janelas e do Forte do Presépio em favor do Estado. A Casa, como todo espaço inserido no processo histórico, serviu a diversas finalidade e funções no decorrer dos tempos. Assim, ao refletir as atitudes do Poder Público sobre tal Patrimônio há clareza da multiplicidade das dimensões que o mesmo assume na paisagem urbana e nas relações sociopolíticas nas quais se insere. Apesar disto, penso como dever do Estado criar mecanismos de informação para que a sociedade fique à par das historicidades e significados da paisagem e patrimônios que lhe pertencem. Inspirado em: acessado em às 15h22. 3 Ver Monteiro (1993). Na obra Transtempo, Monteiro argumenta sobre dúvidas, perguntas e incertezas gestadas a partir de um completo desconhecimento do que acontecia durante o tempo que estava incomunicável na prisão. Dedica inclusive um capítulo sobre esta temática pp

15 24 Tratei de por em prática ensinamentos da sabedoria dos que usam há largo tempo essa metodologia, assim como o bom senso do saber ouvir. Destaco Alessandro Portelli (1993; 1996; 1997a; 1997b; 2010), Paul Thompson (2002) e Alistair Thomson (1997, 2001) como intelectuais desta vertente teórico-metodológica, conforme assinala Khoury (2010), utilizados neste texto dissertativo. E por instigação dessas leituras, fiz a seguinte opção metodológica: o esquema de perguntas produzido para cada entrevistado acabou não sendo executado conforme o planejamento inicial; foi a partir da fala dos entrevistados que surgiam as novas perguntas, sendo que em vários momentos limitei-me a sorrir, franzir a testa, balançar a cabeça... Sempre sugerindo para o entrevistado seguir a narrativa sem sentir-se preso a uma camisa de forças de um roteiro pré-estabelecido. Quando foi possível uma segunda entrevista o depoente era rememorado dos pontos tocados na entrevista anterior. Alguns aspectos que me interessavam maior aprofundamento eram colocados no início da conversa para manter-me fiel ao ritmo do primeiro encontro. Pretendi com isso não quebrar o ritmo das narrativas. Pela experiência de pesquisa, acompanhamento, alerta e numerosas contribuições de meu co-orientador, e boa dose de sensibilidade, acredito que esta técnica foi sumamente produtiva para esta tecedura. Para desenhar reflexões e provocar os trechos pinçados das entrevistas, jornais, autores, a opção recaiu sobre a teoria interpretativa dos Estudos Culturais, em especial autores como Stuart Hall (2003, 2006), Dennys Cuche (2002), Edouard Glissant (2005), Homi Bhabha (2007), além das pesquisas produzidas por Pacheco (2009; 2009b; 2011) sobre a Amazônia Marajoara em conexões com esta teoria interpretativa. Somando-se a estes, Michael de Certeau (1997), contribuiu decisivamente na construção de significados das práticas dos sujeitos pesquisados. Ainda por sugestão dos Estudos Culturais, a pesquisa caminhou abstendo-se propositadamente dos tradicionais manuais de História Política do Pará. Tal opção, longe de negligenciar a importância de tais compêndios, pretendeu narrar experiências de outros agentes históricos como forma de obter perspectivas inéditas acerca do cotidiano amazônico à época do Golpe Civil-Militar. O uso da História Oral está nesta dissertação não só por questões metodológicas, mas por fazer emergir memórias há muito em zonas de silêncio. 4 Logo, a escolha da História 4 Expressão arquitetada por Pacheco (2010) a partir da audição de relatos de mulheres marcadas em suas infâncias por abusos sexuais que, por vergonha, autopreservação, luta por sustento, não denunciaram seus algozes. Por essa razão, as memórias dessas experiências dolorosas não eram compartilhadas. A impossibilidade

16 25 Oral é uma opção política para justiça historiográfica ao propor sujeitos outrora sequer mencionados pela escrita acadêmica. Há, contudo, uma necessária observação acerca da relação entre sujeitos e zonas de silêncio. Os personagens contemplados nesta dissertação não se submeteram à penumbra da escrita histórica por decisão própria. Se a produção acadêmica não os vinculou à construção de astúcias de resistências durante o processo ditatorial, isso se deve tão somente ao tradicionalismo historiográfico de não perceber novos sujeitos nas tramas históricas. No caso dos atores aqui pesquisados são evidentes as estacas fincadas pelos próprios para delimitar seus raios de ação. Produziram seguidamente ao longo dos anos ditatoriais por meio de peças teatrais, músicas, poemas, artigos, cartas, panfletos, reuniões, artigos e ações de repúdio aos autoritarismos. As táticas de sublevação os marcavam ainda mais como subversivos e, portanto, construíram suas identidades sem que isso fosse necessariamente algo a ser escondido. Afinal, como cheguei até eles se não fosse pelos estardalhaços produzidos naqueles tempos? Metodologicamente, esta escrita dissertativa, respondendo aos anseios deste Mestrado multidisciplinar em Comunicação, Linguagens e Cultura, opções analíticas foram construídas junto com a orientação, mas sempre permitindo a circulação de conceitos e discussões cujos focos estavam para além das orientações sob a esteira dos Estudos Culturais. Alargar os horizontes desta urdidura sem posturas monolíticas foi a tônica do trabalho. Doravante, apresento as categorias construídas a partir desta postura. Estarão no corpo da escrita sempre de modo relacional. A categoria identidade, por exemplo, receberá o debate a partir de Hall (2003, 2006) e Cuche (2002). Isso porque ambos discutem variadas possibilidades de compreensão do fazer-se e trajetórias de homens e mulheres na contemporaneidade; e ao longo da pesquisa constatei que sujeitos contíguos ao Golpe Civil-Militar fizeram questão de forjar elementos constitutivos de suas identidades, ao mesmo tempo, sujeitos externos atribuíram elementos outros para representar essas identidades. Isso ocorre porque esses agentes históricos operam suas identidades sociais de acordo com suas atuações artísticas ou profissionais, mas sem olvidar outros papéis construídos em igrejas, famílias, esquinas, cafés, círculos de amizade, etc.. de retransmissão desses saberes a outras gerações ou a outros grupos sociais dá-se pelo simples fato de que existem mecanismos de silenciamento e coerção por parte de grupos hegemônicos. Então, tais memórias são produtos de relações de poder entre sujeitos que mediram força em algum tempo e lugar. Não estão, necessariamente, no esquecimento. Esperam o momento oportuno para emergir, fazer-se ouvir e revelar-se ao palco de ações protagonistas de histórias interditas, mas vividas. Como? Simplesmente permitindo-se narrar o que viveram.

17 26 Diante deste quadro, para Hall e Cuche o conceito de identidade é controverso, antagônico, movediço, efêmero, flexível, móvel... Adjetivos necessários para dar conta do multifacetado universo de significações que constituem o estar no mundo dos sujeitos culturais valorizados pela investigação. Cuche (2002), ao abordar as relações e diferenças entre identidade e cultura, diz que: Não se pode pura e simplesmente confundir as noções de cultura e de identidade cultural ainda que as duas tenham uma grande ligação. Em última instância, a cultura pode existir sem consciência de identidade, ao passo que as estratégias de identidade podem manipular e até modificar uma cultura que não terá então quase nada em comum com o que ela era anteriormente. A cultura depende em grande parte de processos inconscientes. A identidade remete a uma norma de vinculação, necessariamente consciente, baseada em oposições simbólicas. (Cuche, 2002, p. 176). Assim, para Cuche (2002) as categorias existem separadamente, mas estão vinculadas. Isso me instigou a pensar cultura e identidade amazônicas como fenômenos em constante dinamismo. As identidades amazônicas, em especial a dos sujeitos culturais aqui pesquisados, estão carregadas de oposições simbólicas que, por sua vez, causam processos inconscientes junto à cultura da região. Assim como há oposição, a categoria produz laços de pertencimento. Ao instigar esta reflexão, o texto de Cuche se fez também imprescindível para colaborar e corroborar aspectos da discussão que pretendo travar. Isso foi materializado nesta dissertação com a narrativa do teatrólogo Cláudio Barradas (que hoje exerce funções de sacerdócio é padre da Paróquia Cristo Ressuscitado, no bairro da Marambaia, em Belém). As atividades de teatrólogo e padre teatrólogo Cláudio Barradas, pela dicotomia em si destes papeis, provocam em Barradas identidades movediças. Forçando-o a assumir papeis nem sempre acionados automaticamente, como se fossem uma máquina programável. Por exemplo, o próprio Cláudio Barradas ao narrar sobre o fato de ser chamado de contraditório por um repórter da RBA (Rede Brasil Amazônica de Televisão), contou o seguinte episódio: (...) O cabra veio me entrevistar e me pergunta: Camisinha? Aí eu falo assim: Queres a resposta do padre ou do ser humano? Se for do ser humano eu digo: Usa. Se for do padre eu digo: Não. Porque o padre é só soldado raso, soldado não pensa, só obedece. Aí o cara disse: Tu és contraditório. Eu disse: É. Sou. Mas contraditória é a vida (Cláudio Barradas, entrevista em 13 e 23 de maio de 2011). A fala de Barradas retoma Hall (2006) a respeito das contradições envolvendo a categoria identidade, em especial o jogo das identidades. Significa dizer que Barradas, ao

18 27 sugerir o uso de preservativos no momento da relação sexual, assume papel de cidadão consciente e preocupado com os riscos em contrair doenças ou evitar gravidez, caso não haja prevenção e cuidados com o corpo. E, ao migrar sua postura para o papel de Padre da Igreja Católica Apostólica Romana, tem ciência que esta instituição não autoriza práticas sexuais fora do matrimônio, cuja finalidade não seja a reprodução; sendo assim, não cabe a preocupação com prevenção de gravidez ou doenças, portanto o uso de preservativo é cabalmente proibido. Neste sentido, o jogo das identidades descrito pelas reflexões de Hall (2006) é encenado conscientemente por Barradas. O perfeito controle e aquiescência das suas identidades permitem imersões e emersões sempre que lhe é conveniente. A movimentação das identidades do padre-cidadão frente às vivências cotidianas é negociável e sempre relacional. Claudio Barradas fora selecionado para esta dissertação pela sua atuação junto ao teatro no período pesquisado. Ou seja, trata-se de um sujeito com forte influência cênica. Com a entrevista, revelava-se um sujeito em trânsitos identitários que, indubitavelmente, estarão no cerne das análises desta pesquisa. Para Hall (2003), a identidade está pontilhada por uma íntima relação com a cultura popular. Como discuto e percebo os sujeitos culturais em permanente contato com a construção da cultura popular na Amazônia Paraense, notei dificuldades para iniciar essa discussão. Hall também já advertia sobre tal dificuldade ao afirmar: tenho quase tanta dificuldade com popular quanto tenho com cultura. Quando colocamos os dois termos juntos, as dificuldades podem se tornar tremendas (Hall, 2003, p. 231). Ao assumir o poder em 1964, os militares provocaram no Pará como em todo o Brasil um palco de intervenções na cultura popular para controlar o imaginário da população. Essa atitude de controlar corações e mentes por parte de governos despóticos, aliás, é facilmente constatada em outros momentos da história recente do Brasil. 5 No caso paraense, censores passaram a compor um cotidiano de fiscalização e controle de teatrólogos, músicos, poetas. Esses censores, sob o argumento da ordem, moral e bons costumes não permitiam a publicação ou veiculação de ideias subversivas ao regime. Hall, mesmo analisando relações entre cultura e poder na Europa, contribui para reflexões em terras amazônicas. 5 Ver a fundação e objetivos do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), criado em 1939, no governo golpista de Getúlio Vargas. A Fundação Getúlio Vargas, em seu Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea, traz importantes dados acerca das metodologias utilizadas pelo governos varguista para atingir seus objetivos populistas juntos às massas. Disponível em - acessado em 12 de abril de 2012, às 15h22min.

19 28 De um jeito ou de outro, o povo é frequentemente o objeto da reforma : geralmente para seu próprio bem, é lógico e na melhor das intenções. Atualmente, compreendemos a luta e a resistência bem melhor do que a reforma e a transformação (Hall, 2003, p. 232). Esse enunciado acima permite refletir sobre o fato de que o papel dos censores, respondendo a um projeto de poder dos governos militares, tinha a nítida intenção de um longo processo de moralização das classes trabalhadoras, de desmoralização dos pobres e de reeducação do povo (Idem, p. 232). Ora, sob o discurso de reeducação do povo estavam os interesses governamentais de silenciar sujeitos tidos como subversivos. Isso, claro, não implica numa passividade por parte do povo diante de tal projeto de poder. Afinal de contas, para Hall (Ibidem) a cultura é o terreno sobre qual as transformações são operadas (Ibidem, p. 232). O teatrólogo Cláudio Barradas, ao narrar um exemplo da forma como lidava com a censura, com risos e tom de sarcasmo, narra o seguinte: Aí, depois nós viemos, uma peça política, um texto muito bom: A ameaça. Passa-se no final na Cabanagem. Um sargento muito doido que anda pelo interior caçando cabano. Aí chega a uma barraca onde só tem uma velha e a filha dela. Ele insiste que elas esconderam cabano. Massacram a velha, massacram a menina. No final eles matam a moça. Aí fica só a velha, a moça... Eu faço a velha ficar cantando liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós. Um espetáculo lindo. Tá, tá, tá... (Claudio Barradas, entrevista em maio de 2011). O padre teatrólogo narra o episódio com enorme satisfação, euforia e, principalmente, sarcasmo para denunciar sua sagacidade, de um lado; e falta de percepção das ironias tramadas, da parte dos censores que o acompanhavam. Ao narrar especificamente este fato, Barradas dá ênfase à liberdade sendo mostrada como resultado do embate cultural e político entre o público massacrado e os sargentos muito doidos que massacravam jovens meninas. É uma metáfora, sem dúvidas, para denunciar a situação vivida naquele momento no Brasil. Sobre esta questão levantada pelo padre teatrólogo, Hall (2003) já advertia sobre esse palco de conflitos e sobre o fato de que classes sociais e poder dominante estão imbricados pela relação mútua nas lutas culturais. Fenômeno das lutas, aliás, que em momento algum deixou de movimentar-se no período pesquisado. Não existe um estrato autêntico, autônomo e isolado de cultura da classe trabalhadora. A maioria das formas de recreação popular mais imediatas, por exemplo, estão saturadas de imperialismo popular. Poderíamos esperar outra coisa? (Hall, 2003, p. 234).

20 29 Ao articular Hall com a narrativa de Barradas, observo como lançou mão de seu instrumento cultural o teatro para lidar com os mecanismos da censura. Os duplos sentidos, os jogos com as palavras nas peças são apenas um exemplo de táticas de resistência. Pelas entrevistas concedidas, descobri que além de usar peças para dar recados ao regime ou ao público, Barradas também inseria palavras de baixo calão para escamotear suas verdadeiras intenções políticas. Quando o censor ouvia tais palavras se concentrava nelas e deixava passar as demais justamente o que interessava aos interesses políticos de Barradas. Criou táticas múltiplas para burlar a opressão. Diante das táticas de resistência tão comuns em todos os sujeitos culturais desta pesquisa, Michael de Certeau (1997) foi imprescindível para dar conta dessa análise. Por meio de bilhetes, anotações em pés de páginas, palavrões em cenas teatrais, duplos sentidos em versos e trovas, os dissidentes ao regime ditatorial conseguiram imprimir críticas à postura ditatorial. Estes sujeitos, de certa forma sentindo-se agredidos pelo estado de censura e violência, resistiam e criaram táticas algumas vezes sutis, outras vezes atabalhoadas, consciente ou inconscientes. Surtindo efeitos ou não junto a outros grupos, os sujeitos culturais conseguiram criar brechas dentro do regime de exceção. O fato é que diversas táticas de resistência foram urdidas e postas em prática. Estarão do início ao fim desta dissertação e Certeau é o teórico que melhor se adéqua para sustentar essas reflexões. Outras duas categorias de análise estão presentes neste texto para discutir as memórias em tempos de censura. Ambas foram cunhadas no decorrer das leituras e investigação de campo. Obviamente, ao final da dissertação poderão ser questionadas, pois foram gestadas sob o calor da empiria da pesquisa, mas certamente apresentam contribuição para o debate sobre a ditadura em solo amazônico. São elas, sujeitos culturais e memórias de dor. Sujeitos culturais é a categoria utilizada para denominar agentes contemporâneos ao Golpe Civil-Militar que de alguma forma criaram táticas de resistência ao regime. Inicialmente, esse termo não estava prescrito no projeto de pesquisa ou nas sugestões da orientação. Esses sujeitos, inicialmente, eram denominados como intelectuais que interferiram no processo político e cultural da ditadura, cumprindo o papel de dissidentes ao regime. No entanto, a cada momento em que as entrevistas iniciavam e a expressão era mencionada rapidamente era rechaçada pelos entrevistados. Assim ocorreu com os entrevistados Paes Loureiro, Pedro Galvão de Lima e Cláudio Barradas. Entendi essa recusa como um problema a tornar-se perigoso para o êxito do

21 30 trabalho. Seria difícil sustentar uma categoria de análise em que os sujeitos sociais sinceramente não se reconheciam nela ou, por modéstia, alegavam não se reconhecer. Com inspirações em Marilena Chauí a partir de uma conferência (que inspirou a publicação de um texto entre jan./abr. de 1995) na USP para os funcionários públicos da cidade de São Paulo, em dezembro de Naquele ano, Chauí atuava na gestão municipal e estava envolta na mudança de mentalidade dos servidores para a invenção de uma nova cultura política. Queria criar ações que permitissem aos funcionários públicos de São Paulo se notar como servidores da sociedade, detentores de poder, intervenção e atitudes que, ao serem postas em prática, estariam beneficiando a população paulistana. Não era isto que acontecia na postura desses servidores. Agiam como detentores do estado e, portanto, livres de quaisquer tipos de fiscalização. Ora, a proposta de Chauí para os funcionários públicos de São Paulo se aproximava da maneira que eu concebia os sujeitos da pesquisa no contexto amazônico. Daí veio a inspiração para compreender os entrevistados selecionados para esta pesquisa como sujeitos que punham suas artes, engajamentos, posturas ideológicas e táticas a serviço de um bem coletivo. Portanto, neste texto, sujeitos culturais são todos aqueles que de alguma forma utilizaram o teatro, a poesia, a trova, a música, a literatura, o discurso político, ou quaisquer outras linguagens possíveis de estarem a serviço da sociedade, numa atitude fundada não na subserviência, mas na doação e postura de igualdade entre os cidadãos. E por agirem às margens do poder ditatorial urdindo táticas diversas para burlar a ditadura, foram tachados de subversivos, perigosos, comunistas, perigosos, vermelhos. 6 Obviamente, com o passar das últimas quatro décadas, sofreram transformações em suas identidades. Naquela altura, eram estudantes recém-formados ou formandos, cuja perspectiva de futuro estava atravessada pelas ações ditatoriais do novo regime. Cada um ruminou o passado conforme o repertório particular e hoje são atores sociais bem diferentes daquilo que foram um dia. Ao retomar o diálogo com os sujeitos da pesquisa houve ainda a rechaça à categoria analítica denominada intelectual. Todos foram enfáticos em afirmar-se como profissionais nas áreas em que atuam no mercado de trabalho. A postura diante do termo sujeitos culturais foi de maior aceitabilidade quando eu comentava a maior abrangência desta nomenclatura. Assim, optei pelo uso desta expressão por ter sido testada e aprovada na fase das entrevistas. 6 Preocupados com os sentidos que o esquecimento sobre os difíceis tempos de ditadura militar na Amazônia Paraense poderiam produzir na atualidade, alguns sujeitos culturais, registraram em livros de memórias publicados, percepções das experiências do passado pelos óculos do presente. Entre essas publicações, destacamse LOUREIRO (2011); NETTO (2003); OLIVEIRA (2010); SERÁFICO (2007, 2010).

22 31 As memórias de dor é outra categoria cunhada a partir do calor das entrevistas. Todos, sem exceção, mesmo com sorrisos ou queixos erguidos pelo orgulho como lidaram com os tempos de autoritarismos, em vários momentos elevaram o tom da voz, cruzaram os braços, franziram as testas, enrubesceram os rostos. Performances que denunciavam de alguma maneira as memórias dolorosas por terem vivenciado momentos de medo, tensão, raiva. Por enquanto, alguns exemplos: em 1964, durante os primeiros dias do Golpe Civil- Militar, Paes Loureiro foi preso, torturado física e psicologicamente, transferido para prisão no Rio de Janeiro sob risco de ser suicidado pelo DOPS (Delegacia de Ordem Política e Social), que, como diz o nome, teoricamente teria única função de estabelecer e manter a ordem, no entanto agia como instrumento de coerção e violência do Estado contra os opositores do regime. Na narrativa de Loureiro, há um expresso de ressentimento para com o regime e toda a repercussão que isso causou à sua trajetória como poeta. O mesmo ocorre com as narrativas do então teatrólogo Cláudio Barradas e de Pedro Galvão, formado no curso de Direito no mesmo ano de Ambos trazem inscritas em suas trajetórias de vida as marcas nada indeléveis das perseguições da ditadura em terras amazônicas. O primeiro foi várias vezes censurado em suas peças, chegando a sofrer perseguição no ambiente de trabalho passando dias sem que colega algum lhe dirigisse a palavra. O segundo foi preso sem nenhuma alegação para sua prisão. Aflito pela falta de acusação formal, foi libertado pelo fato de pertencer à reserva do Exército. Em 2004, passados 40 anos de sua prisão, Pedro Galvão foi responsável direto pela seleção de depoentes e organização de textos para um livro intitulado 1964: Relatos Subversivos os estudantes e o Golpe Civil-Militar no Pará. A ideia e materialização do livro em si já demonstram um passado ainda presente na vida deste sujeito, provavelmente com marcas de um ressentimento recalcado, como já dizia Nietsche (ANSART, 2004). Quanto ao problema inicial construído para esta pesquisa de mestrado, surgiram questões para balizar a investigação. São elas: Como os tempos de censura foram experenciados e interpretados pelos sujeitos culturais dissidentes ao governo militar? De que maneira as múltiplas memórias e fazeres sociais se ressignificaram com as práticas dos grupos dominantes? Quais foram/são as linguagens utilizadas pelos sujeitos sociais que compartilhavam (ou não) dos tempos de silêncio? Diante dessa problemática que iluminou a pesquisa de campo e o diálogo com o campo teórico-metodológico, o texto dissertativo está dividido em três partes. Na I Parte, intitulada DAÍ PARA FRENTE TUDO FOI CORRERIA E ATROPELO. OS

23 32 SOLDADOS ENTRARAM QUEBRANDO TUDO, apresento Pedro Galvão de Lima, Ruy Antonio Barata, João de Jesus Paes Loureiro e José da Silva Seráfico de Assis Carvalho. Compõem esta etapa da escrita por serem aqueles sujeitos que vivenciaram e narraram a nevrálgica experiência do cárcere. Seja na Quinta Companhia de Guardas ou no 2º Batalhão da Polícia Militar, na Rua Gaspar Viana ou em São Paulo, caso de Ruy Antonio Barata, ou no Rio de Janeiro, caso de Paes Loureiro. Os primeiros dias do abril de 1964 foram repletos de prisões como medidas temerosas de resistência à revolução em curso. Em geral, as detenções não passaram de 59 dias, prazo teoricamente legal para aprisionar sem apresentar justificativas cabíveis. Nos primeiros dias daquele abril, as prisões tinham caráter preventivo contra eventuais perigos comunistas que pudessem estar rondando a capital paraense. E o foco era o movimento estudantil universitário. Assim se justifica a invasão da UAP e consequente prisão de muitos daqueles estudantes. Neste momento, apresento também as razões que me motivaram a optar pelos sujeitos culturais elencados, suas trajetórias de vida, interpretações das experiências compartilhadas em contato com os tempos de exceção. Cada um destes ocupava um lugar social específico à época do Golpe Civil-Militar e, por ocasião da Ditadura Civil-Militar instituída, tiveram suas trajetórias de vida borradas pela experiência dolorosa da prisão. Assim, as narrativas acionam memórias de experiências a partir das perseguições e prisões consideradas como divisores de águas para o fazer social de cada um. Para os sujeitos culturais Pedro Galvão, Seráfico de Carvalho, Paes Loureiro e Ruy Antonio Barata, o ponto de partida das memórias sobre os tempos de Ditadura Militar na Amazônia Paraense, além das detenções, estão centrados em duas fatídicas experiências. A primeira, em 30 de março de 1964, no desbaratamento do I SLARDES (I Seminário Latino Americano de Reforma do Ensino Superior), na Faculdade de Odontologia, na Praça Batista Campos. Na ocasião, um grupo de jovens armados de porretes e a Polícia Militar invadiram e causaram uma briga generalizada provocando o desfecho precoce do evento. A segunda experiência comum a todos os memorialistas deu-se dois dias depois, na noite de 1º de abril. Com o Golpe civil-militar já assegurado no Rio de Janeiro e, em Belém, Orlando Ramagem (General do CMA Comando Militar da Amazônia) subsidiado pelo Coronel Jarbas Passarinho, também assegurava o êxito da empreitada golpista em terras amazônicas. Nesta mesma noite, a UAP (União Acadêmica Paraense) foi invadida pelas Forças Armadas. Desta vez, todos os estudantes foram agredidos e detidos. Nesta investida do Exército o estudante de Direito José Seráfico de Carvalho levou uma bofetada do Coronel José Lopes de Oliveira vulgo Peixe-Agulha, apelido dado em homenagem ao nariz

24 33 adunco. Esta última violência que chegou às vias de descontrole do uso da força não escapou incólume aos registros da memória. As duas cenas, ao ser narrativizadas em diferentes tons e abordagens demonstram o quão significativos foram os primeiros contatos dolorosos destes narradores com as prisões do Golpe e Ditadura Civil-Militar na Amazônia Paraense. Na II Parte, intitulada NÃO ME PRENDERAM, NÃO APANHEI E NÃO MUDEI DE IDEIA, destaco elementos que permitem conhecer as identidades dos sujeitos que, apesar de vivenciar todas as dores do golpe e Ditadura Civil-Militar, não chegaram a experimentar a prisão. São eles: Alfredo Oliveira, André Avelino da Costa Nunes, Cláudio de Souza Barradas e Dulce Rosa de Bacelar Rocque. Apesar do cárcere não compor diretamente suas experiências vividas, tais sujeitos apresentam memórias eivadas de pesarosas recordações. O subtítulo acima está inspirado no texto de André Costa Nunes, do livro de memórias Relatos subversivos. Julguei oportuna a escolha da frase para intitular a segunda parte desta dissertação pelo fato de Nunes apresentar toda a carga negativa do que havia sido a notícia do Golpe Civil-Militar, nos dias 1º e 02 de abril, quando ainda estava em Santarém (PA), à serviço do Banco de Crédito da Borracha. Nunes se esforça para narrar a fuga daquela cidade para Belém (PA). Por ser desconhecida era também perigosa para sua integridade em dias de caça a comunistas e a capital, apesar de estar mais próxima da vigilância ostensiva, era terreno conhecido e, portanto, com maiores facilidades de ação. O texto foi narrado com tentativas de traços cômicos. A prosa flui facilmente da caneta de Nunes. Os sorrisos durante a leitura acontecem em vários momentos. Por isso mesmo, pelo esforço em transmitir uma ideia de tranquilidade, compreendi naquela escrita o medo (ou cagaço, como prefere Nunes), ânsia por liberdade, sede de justiça, necessidade de expressão política e cultural, como únicas chances para não ser preso. E foram estas também as sensações compreendidas nas entrevistas dos outros três narradores que compõem esta parte. Daí a escolha para tal subtítulo. Nenhum foi preso, nenhum apanhou, nenhum mudou de ideia, mas todos estavam acorrentados ao mesmo valor simbólico do Golpe civil-militar. Pari passu, apresento traços de suas identidades justificando-os como sujeitos culturais. Suas escolhas políticas, com exceção do padre teatrólogo Cláudio Barradas, recaíram sobre o Partido Comunista Brasileiro. Apesar disto, há fortes diferenças de percursos trilhados. Na III Parte, sob o título de TÁTICAS E SENTIMENTOS DE RESISTÊNCIAS, dedico-me a mapear sentimentos evocados, colhidos, construídos e lembrados pelos sujeitos

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