Cultura e Política Durante a Ditadura Civil-Militar ( ): Um Estudo Presente Sobre sua História e Memória

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Cultura e Política Durante a Ditadura Civil-Militar (1964-1985): Um Estudo Presente Sobre sua História e Memória"

Transcrição

1 Cultura e Política Durante a Ditadura Civil-Militar ( ): Um Estudo Presente Sobre sua Mestrando em História Social pela USS, Especialista em História do Brasil pela UFF resumo: Em 1964 o Brasil foi assaltado, roubaram-lhe a nascente democracia, juntamente com ela levaram também a liberdade. Com a desculpa que o comunismo [sic] já se encontrava nos calcanhares da República, aplicaramlhe uma revolução redentora. Os ladrões faziam e fazem parte da sociedade, militares e uma parcela da sociedade civil estavam juntas no assalto. Como resultado do golpe desfechado em 64 produziram uma socieda-de marcada para sempre, mas esta não se calou. Como houve resistências no período escravista também houve no período militar pós-64, contrariando o pacifismo com que somos vistos. Nas artes foram muitos os que protestaram, na música popular muitos não se calaram. Analisar a música popular brasileira como uma arte engajada é trazer à tona não só a memória do período em que o Brasil esteve sob o manto negro-oliva dos governos autoritários dos militares, mas demonstrar a memória da resistência engajada através de uma das artes mais autênticas da brasilidade. Palavras-chave: Música popular brasileira (MPB). Romantismorevolucionário. Ditadura-militar (1964). Abstract: In 1964 Brazil was robbed, the emerging democracy was stolen, and the freedom was also taken. With the excuse that the communism [sic] was already taking place in the republic, it was applied a revolution redemptive. The thieves were and are part of society, a portion of the military and civil society were together in the robbery. As a result of the takeover in 64 it was produced a society that was marked forever, which did not silent. Just like there was resistance in the slave period there was also in the military period post- 64, opposing the pacifism in which we are seen. In the arts field many people protested and also did the ones from the popular music. Analyzing the brazilian popular music as an engaged art is not only to bring to light the memory of the period in which brazil was under the cloak black-green of the authoritarian military governments, but also to reveal the memory of resistance through one of the most authentic arts of the brazil. Keywords: Brazilian popular music (MPB). Romantic revolutionary. Military dictatorship (1964) 171

2 Memória e Identidade: disputas em torno da construção das lembranças do autoritarismo após o golpe de 1964 Ao analisar o período autoritário do pós-1964, amparados pelas discussões teóricas sobre a memória, nos valemos da análise de ROUSSO (2002, p. 95) na qual a história da memória tem sido quase sempre uma história das feridas abertas pela memória. 1 Ora, dessa maneira não haveria complicação em entender como este dizer de Henry Rousso se conecta a realidade brasileira através da memória; seja ela coletiva, dos grupos que lutaram contra a ditadura ou mesmo a memória individual, dos indivíduos engajados e das famílias que perderam seus entes, que de alguma forma haviam se envolvido na situação política pela qual o Brasil passava e tiveram suas vidas ceifadas nas mãos dos representantes do Estado. Anos após a convivência com as lembranças traumatizantes (POLLAK, 1989, p. 05) 2, hoje se busca mais que recuperar dados do passado, uma reconstrução da memória daqueles grupos que se organizaram contra o regime de exceção, neste aspecto a memória como construção social é formação de imagem necessária para os processos de constituição e reforço da identidade individual, coletiva e nacional. Desde algum tempo, mais propriamente após o fim do período de exceção (1985) as organizações e mesmo os indivíduos em particular, vem demonstrado a vontade de analisar as trajetórias daquele tempo, confluindo para o que POLLAK (1992, p. 206) demonstrava em seus estudos sobre a identidade social de um grupo através da memória. Há a necessidade de os grupos se organizarem, organizarem seus dados e conhecimentos para realizar o trabalho de rearrumação da memória do próprio grupo. 3 Um trabalho que muita das vezes é um processo psicológico quanto aos modos de construção (que) podem tanto ser conscientes como inconscientes (POLLAK, 1992, p. 206) 4. Ainda que este período seja na historiografia recente um objeto amplamente analisado, há grandes dificuldades que cerceiam o seu estudo [...] (e) o quanto esses obstáculos [...] servem se transformados em objeto de investigação. 5 Documentos, por exemplo, que muito mostrariam sobre os casos de mortes e torturas nos porões da ditadura, bem como tornariam mais explícito o seu funcionamento burocrático. Muitos dos que hoje são pesquisadores do tema foram de alguma forma envolvidos com o período, fazem da pesquisa de suas origens a origem de suas pesquisas (POLLAK, 1989, p. 05). 6 Essa busca 1 ROUSSO, Henry. A memória não é mais o que era. In: FERREIRA, Marieta de Moraes (Org.). Usos e abusos da história oral. Rio de Janeiro: FGV, POLLAK, Micael. Memória, esquecimento, silêncio. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, n. 3, vol. 2, p POLLAK, Michael. Memória e identidade social. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, n. 10, vol. 5, p Id. p ROLLEMBERG, Denise. Ditadura, intelectuais e sociedade: o Bem-Amado de Dias Gomes. In. AZEVEDO, Cecília. (Org.) Cultura política, memória e historiografia. Rio de Janeiro: FGV, p POLLAK apud LAPIERRE. 172

3 é necessária tanto para rever o passado quanto na busca empírica por fontes históricas para organização política da memória. Documentos já obtidos trazem dados como a relação de mortos e desaparecidos no período. De acordo com o levantamento atualizado pelo Grupo Tortura Nunca Mais, 183 pessoas foram mortas pelos órgãos militares de 1964 a Esses são classificados como militantes políticos. Outros 134, dentre homens e mulheres, são atualmente considerados como desaparecidos, casos onde não houve recuperação dos cadáveres e nem mesmo evidências de mortes. Não procuramos aqui analisar a trajetória de cada um buscando seu grau de envolvimento com os setores engajados e associações ou grupos nos quais militavam, simplificamos nossa análise emparelhando-a com as classificações feitas pelo mencionado grupo. 7 Como evidenciado há uma dívida a ser saldada com uma parcela da população que em sua memória e pela memória ainda possui tais feridas abertas e delas surgem clamores para que as verdades do passado sejam de fato reveladas. Esses clamores, vozes ativas de uma parcela inquietante da sociedade, fazem emergir suas memórias que prosseguem seu trabalho de subversão no silêncio e de maneira quase imperceptível afloram em momento de crise em sobressaltos bruscos e exacerbados. (POLLAK, 1989, p. 04). 8 Ainda que distantes temporalmente dos fatos, portanto, da história, nos comprometemos a realizar através do estudo a guarda da memória. Entretanto, não nos vemos como saudosistas de um passado não vivido como mostrou ROLLEMBERG (2009, p. 381) 9, mas nos encontramos nas observações de POLLAK (1992, p. 201) 10 quanto a quase uma memória herdada, pois, por meio da socialização política, ou da socialização histórica, [...] (ocorrem) fenômenos de projeção ou de identificação com determinado passado. Esse debate que há algum tempo ronda os ambientes mais politizados da sociedade espaços acadêmicos e comunitários, grupos eclesiais e etc., ganhou mais relevância após a chegada ao poder de Luiz Inácio Lula da Silva ( e ) que em sua trajetória representava uma alternativa de reformulações mais a esquerda. Diríamos então que a subversão do silêncio foi mais usual neste período e a sua luta pela construção dessa memória seguiu caminho com o governo de continuidade da exintegrante de grupos de resistência à ditadura (COLINA e VAR-Palmares) Dilma Rouseff. No governo Lula houve a proposta de criação da Comissão Nacional da Verdade, órgão que teria por objetivo de esclarecer os casos de violação de direitos humanos entre , como parte do Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH). Logo que a proposta foi apresentada a parcela mais conservadora da sociedade brasileira, juntamente com as Forças Armadas se demonstraram contrárias ao projeto, gerando pedidos de demissão e uma crise dos setores políticos entre aliados da base governista e sua oposição. De certo, também manifestaram apoio ao projeto de uma parcela da sociedade, como movimentos 7 MILITANTES políticos mortos. Rio de Janeiro, Disponível em: <http://www.torturanuncamais-rj.org.br/m d.asp?refresh= &tipo=0>. Acesso em: 13 abr POLLAK apud HERBERICH-MARX. POLLAK apud NORA. POLLAK, Michael. Memória, esquecimento, silêncio. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, n. 3, vol. 2, p Op. cit. ROLLEMBERG. p Op. Cit. POLLAK, 1992, p

4 sociais, partidos políticos e entidades de classe. Porém, não houve um amplo debate na sociedade brasileira. O senso comum ainda não se articulou para essa questão da memória, corroborando os dizeres de ROLLAND (2009, p. 419) 11 que nada aflora à superfície da memória [...] do maior país da América Latina, o Brasil. Por falta desse envolvimento mais amplo o projeto foi aprovado após alterações significativas em seu texto original, demonstrando assim as disputas permanentes entre os diferentes grupos que possuem objetivos distintos quando o assunto abrange os crimes cometidos por agentes do Estado e colaboradores durante a Ditadura Civil-Militar instaurada em O que ratifica a posição de POLLAK (1989, p. 04) quando explicita que existe conflito e competição entre memórias concorrentes. 12 Concorrendo entre si elas lutam pela hegemonia na construção/reconstrução da identidade nacional. 13 Essa questão-problema demonstra que a elaboração da memória se dá no presente e para responder as solicitações do presente. É do presente, sim, que a rememoração recebe incentivo, tanto quanto as condições para se efetivar. 14 Por isso é preciso, para os grupos que se articularam na resistência romper com as condições em que socialmente se produz p silêncio, por pressão coletiva ou conveniência pessoal, até que a memória possa sair de sua letargia e eventualmente atuar como alavanca para reivindicações. 15 Ou seja, a lei acima exposta anistiava tanto os militantes políticos, diga-se de passagem, considerados criminosos, como os torturadores e membros dos órgãos de repressão a serviço do Estado, que pelo senso comum muita das vezes não receberam o rótulo de assassinos e criminosos, ainda que operassem seus atos com a máquina do Estado nas mãos. Se havia uma causa a ser alcançada pelos militantes políticos, inflada após o golpe, de certo também almejavam um ideário os que em 1964 tomaram o poder e se articularam. Para grande parte dos que apoiaram o golpe, e hoje em dia é comum essa mesma opinião por aqueles que a ele se opuseram, a lei que anistiou os militantes políticos também anistiou os militares e seus crimes e vice-versa, ou seja, a lei foi bilateral e embora tenha havido o perdão para os dois lados houve um certo revanchismo somente para como os grupos que estavam do lado do poder, ou seja, aqueles que apoiaram os militares. Taxados de terroristas durante o regime militar, quando em cartazes seus rostos apareciam com dizeres como procura-se terrorista perigoso, os militantes ainda são vistos assim por uma parcela considerável de políticos de direita e ex-integrantes das Forças Armadas. Conforme mencionou HALBWACHS (2006, p. 74) a memória tem por base o passado 11 ROLLAND, Denis do Rio a Paris, história e memória: registros de sentido e amnésias locais da história comparada.. In. AZEVEDO, Cecília. (Org.) Cultura política, memória e historiografia. Rio de Janeiro: FGV, p Id. 13 Para HALBWACHS a memória individual, coletiva ou nacional está relacionada à formulação da identidade de um grupo ou indivíduo. 14 Op. Cit. MENESES, p Id. p

5 vivido 16, dessa forma trazemos conosco a bagagem daquilo que realizamos no passado, sejam atos heróicos ou atrocidades, contudo, há ferramentas de construção da memória que podem evidenciar alguns itens e mascarar outros. Fato interessantíssimo no tocante as disputas em torno da memória do período foi a criação do grupo TERNUMA (Terrorismo Nunca Mais) em oposição ao grupo Tortura Nunca Mais, este, formado basicamente por ex-militantes, familiares de presos políticos e membros da Igreja Católica (Arquidiocese de São Paulo) que objetivam o reparo sofrido pelas vítimas do Estado autoritário, aquele composto por militares e sociedade civil defensores da Revolução de Sobre ambas as situações COSTA (2007, pp ) recolheu várias entrevistas que circundam bem os discursos dos participantes do pós-64, porém em lados opostos. Citamos aqui uma menção a dois personagens antagônicos: O coronel Juarez de Deus participou do golpe militar de 1964, que, como todos os seus defensores, chamam de revolução e não se arrepende do que fez. Para Amadeu Felipe da Luz Ferreira, comandante militar da Guerrilha do Caparaó, valeu a pena ter lutado. Se fosse preciso, faria tudo outra vez. 18 Retornamos, dessa maneira, às questões que orbitam a memória, principalmente aos fato de sua organização pelos diversos grupos, como nomeou NORA (1993, p. 20) como memóriadever. 19 Quando se trata da resistência durante o regime civil-militar ela não foi homogênea e sua diversidade é uma dificuldade a ser considerada quando se pretende a organização de sua memória. Tanto na França, durante a resitência contra Vichy, quanto no Brasil eram várias as famílias políticas e ideológicas (POLLAK, 1992, p. 205) 20 e suas memórias podem ser conflitadas no tocante a hegemonia das esquerdas e mesmo das recordações que as lutas políticas encerram. Contudo, cabe ressaltar como MENESES (1992, p. 10) que a substância memorialística não pode ser redutível a um pacote de recordações 21, ela tem uma função pedagógica, não mecânica - onde apenas se concentrariam as lembranças de um passado vivido -, tem uma função social a ser considerada em amplos aspectos a constituição de identidade, a reificação, a autenticação dos fatos históricos etc.,. Se de fato ela é amparada pelas disputas políticas, como mencionou POLLAK (1992, p. 204) ao tratar da memória organizadíssima, que é a memória nacional 22, podemos concluir que as disputas políticas pela hegemonia na construção ou obstrução das lembranças do passado se concretizam a todos os instantes e em todos os campos possíveis da memória. 16 HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. 2. ed. São Paulo: Centauro Editora, Para mais informações sobre os grupos acessar os sites: <www.ternuma.com.br> (TERNUMA) e <www. torturanuncamais-rj.org.br> (TORTURA NUNCA MAIS). 18 COSTA, José Caldas da. Caparaó: a primeira guerrilha contra a ditadura. São Paulo: Boitempo, pp Op. Cit. NORA, p Op. Cit. POLLAK, 1992, p Op. Cit. MENESES p Op. Cit. POLLAK p

6 Neste caso há jogos de disputas entre memórias coletivas para reavaliar e constituir uma memória nacional 23. Podemos, então, reforçar a tese de que a memória é espaço contínuo de construção e reconstrução (MENESES, 1992, p. 10) 24 e que havendo essa disputa dos grupos pela hegemonia memorialística há também um processo intenso onde interagem mecanismos de seleção e descarte 25 dos dados da memória (MENESES, 1992, p. 16). Como entendemos mediante explicitado por NORA e POLLAK, que a memória está em diversos locais, dentre eles a canção, podemos considerar que esses espaços, no tocante a seleção e descarte estão amplamente conectados as questões levantadas por MENESES quando trata da amnésia social e a gestão social da memória. Esses espaços podem ser gerenciados, tratados de acordo com determinados interesses em relação aos fatos, em relação a história. Segundo POLLAK (1989, p. 05) um passado que permanece mudo é muitas vezes menos o produto do esquecimento do que de um trabalho de gestão da memória segundo as possibilidades de comunicação. 26 Com a instauração do golpe de 1964 veio com ele seu aparato burocrático. Órgãos de repressão que agiam não só no aspecto corporal, físico ou jurídico, mas também intervinham nos processos culturais e intelectuais. Dessa maneira geriam naquele determinado presente a história a ser mostrada, assim influenciariam futuramente a gestão da memória. Se as lembranças do passado foram e ainda são em muito tuteladas ressaltamos aqui a resistência de determinados grupos dentre eles os de aspecto cultural naquele período que hoje fazem parte da história política e cultural brasileira. Sua atuação pode ser evidenciada nesses aspectos e hoje ansiamos a sua memória como influência no que podemos chamar de arte engajada, dentre os movimentos citamos a Tropícália, como aspecto amalgamador entre cultura política e identidade nacional numa época de contradições. Conclusão De fato memória e história são distintas entre si. Se formam uma relação de interatividade essa passa pelas questões inerentes a ideologia e ao processo de conhecimento intelectual (MENESES, 1992, p. 22) 27. Contudo, tal distinção, teórica e metodológica, possui tênues linhas onde ambas trabalham em um mesmo conjunto e para um mesmo fim: a construção e aprimoramento tanto da democracia quanto da cidadania. Como na função cognitiva da história que permite o conhecimento e interpretação do passado há nos meandros da memória ferramentas inerentes às ideias que permitem sua construção. Quando olhamos nosso passado recente e dele extraímos os seus momentos, estamos aí 23 Para MENESES a memória nacional [...] não é o somatório das diferentes memórias coletivas de uma nação apresenta-se como unificada e integradora, procurando a harmonia e escamoteando ou sublimando o conflito: é da ordem da ideologia. 24 Id. MENESES. 25 Ibdem. p Op. Cit. POLLAK, 1989, p Para MENESES memória e história não podem se confundir. A primeira é operação ideológica, a segunda é operação cognitiva, forma intelectual 176

7 tomando o conhecimento de sua história, de seus fatos, suas trajetórias e as problemáticas que em torno de situações foram criadas. Como explicitou NORA (1993, p. 08), a história é o que as sociedades fazem do passado, ou seja, a história é um processo de representação do passado. Na história cabe espaço para os dados empíricos que almejam interpretações das sociedades, dos indivíduos, dos momentos políticos, econômicos culturais e etc. A memória, porém, é um fenômeno sempre atual, que ligada aos processos históricos lhes auxiliam nas construções através das lembranças daquilo que foi vivido ou herdado. Tratando do período por nós aqui estudado concluímos que ainda faltam questões a serem resolvidas em relação a acumulação de vestígios para a construção de uma memória coletiva solidificada. E muito dessas problemáticas não são resolvidas, devido principalmente às disputas entre as memórias concorrentes, ligadas aos principais grupos políticos que outrora atuaram em lados distintos. A organização de nossa memória nacional acompanhou o movimento das elites, seus principais momentos e fatos, embora na disputa pelo espaço memorial alguns setores excluídos tenham ganhado voz, a exemplo do movimento negro. Contudo, a luta para que a memória da resistência no pós-64 seja escrita de forma material é ainda um caminho de grandes obstáculos. Portanto, entendemos que um dos modos para atingir tal objetivo é a exploração dos materiais culturais da época lugares privilegiados dessa memória para divulgar e entender a história dos indivíduos que enfrentaram os órgãos repressivos a serviço governos militares. Então, assim como nossa história, nossa memória também não pode ser negligenciada, ela deve submeter os indivíduos para auxílio de sua construção e mesmo de uma reconstrução de sua história e de suas vidas. 177

8 Referências FICO, Carlos. Como eles agiam. Rio de Janeiro: Record, p. CARNEIRO, Maria Luiza Tucci (org). Minorias silenciadas: história da censura no Brasil. São Paulo: Edusp, p. FERREIRA, Jorge. Entre o comício e a mensagem: o presidente Goulart, as esquerdas e a crise política de março de In: AZEVEDO, Cecília (Org.) Cultura política, memória e historiografia. Rio de Janeiro: FGV, HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. 2. ed. São Paulo: Centauro, JOUTARD, Phillipe. Memória e identidade nacional: o exemplo dos Estados Unidos e da França. In: AZEVEDO, Cecília (Org.) Cultura política, memória e historiografia. Rio de Janeiro: FGV, LE GOFF, Jacques. História e memória. Campinas: Editora Unicamp, MENESES, Ulpiano T. Bezerra. A história, cativa da memória? Para um mapeamento da memória no campo das Ciências Sociais. Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, São Paulo, n. 34, p. 9-24, Disponível em: < Acesso em: 20 abr NAPOLITANO, Marcos. Tropicalismo: as relíquias do Brasil em debate. Revista Brasileira de História, São Paulo, v. 18, n. 35, NAVES, Santuza Cambraia. Da Bossa Nova à Tropicália: contenção e excesso na música popular. Rio de Janeiro: Revista Brasileira de Ciências Sociais, v. 15, n. 43, NORA, Pierre. Entre memória e história: a problemática dos lugares. Projeto História, São Paulo, n. 10, p. 7-28, POLLAK, Michael. Memória e identidade social. Revista Estudos Históricos, Rio de Janeiro, v. 5, n. 10, p , Disponível em: < Acesso em: 05 jun Memória, esquecimento, silêncio. Revista Estudos Históricos, Rio de Janeiro, v. 2, n. 3, p. 3-15, Disponível em: < Acesso em: 05 jun RIDENTI, Marcelo. Em busca do povo brasileiro: artistas da revolução, do CPC à era da tv. Rio de Janeiro: Record, Intelectuais e romantismo revolucionário. São Paulo Perspectiva, São Paulo, v. 15, n. 2, abr.- jun ROLLAND, Denis do Rio a Paris, história e memória: registros de sentido e amnésias locais da história comparada. In: AZEVEDO, Cecília (Org.) Cultura política, memória e historiografia. Rio de Janeiro: FGV, ROLLEMBERG, Denise. Ditadura, intelectuais e sociedade: o Bem-Amado de Dias Gomes. In: AZEVEDO, Cecília (Org.) Cultura política, memória e historiografia. Rio de Janeiro: FGV,

Palavras-chave: PIBID; Ditadura civil-militar; História Oral; memória; entrevistas.

Palavras-chave: PIBID; Ditadura civil-militar; História Oral; memória; entrevistas. A DITADURA LÁ EM CASA : APRENDENDO HISTÓRIA A PARTIR DE ENTREVISTAS Heloisa Pires Fazion Rebecca Carolline Moraes da Silva (PIBID/História/UEL) Resumo: A ditadura militar tornou-se um fato marcante na

Leia mais

Capacitação em Educação em Direitos Humanos. FUNDAMENTOS HISTÓRICO- FILOSÓFICOS DOS DIREITOS HUMANOS Módulo 1.8

Capacitação em Educação em Direitos Humanos. FUNDAMENTOS HISTÓRICO- FILOSÓFICOS DOS DIREITOS HUMANOS Módulo 1.8 Capacitação em Educação em Direitos Humanos FUNDAMENTOS HISTÓRICO- FILOSÓFICOS DOS DIREITOS HUMANOS Módulo 1.8 1 FUNDAMENTOS HISTÓRICO-FILOSÓFICOS DOS DIREITOS HUMANOS Direitos Humanos: sua origem e natureza

Leia mais

DITADURA MILITAR: O DISCURSO DE MULHERES NO CONFLITO POR TERRA NA REGIÃO DO ARAGUAIA

DITADURA MILITAR: O DISCURSO DE MULHERES NO CONFLITO POR TERRA NA REGIÃO DO ARAGUAIA DITADURA MILITAR: O DISCURSO DE MULHERES NO CONFLITO POR TERRA NA REGIÃO DO ARAGUAIA Juliany Teixeira Reis 1 Judite Gonçalves Albuquerque 2 Esta pesquisa foi inicialmente objeto de uma monografia de graduação

Leia mais

Acesso aos Arquivos da Ditadura: Nem Perdão, nem Talião: Justiça!

Acesso aos Arquivos da Ditadura: Nem Perdão, nem Talião: Justiça! Acesso aos Arquivos da Ditadura: Nem Perdão, nem Talião: Justiça! Tânia Miranda * A memória histórica constitui uma das mais fortes e sutis formas de dominação. A institucionalização da memória oficial

Leia mais

CONSTRUINDO A DEMOCRACIA SOCIAL PARTICIPATIVA

CONSTRUINDO A DEMOCRACIA SOCIAL PARTICIPATIVA CONSTRUINDO A DEMOCRACIA SOCIAL PARTICIPATIVA Clodoaldo Meneguello Cardoso Nesta "I Conferência dos lideres de Grêmio das Escolas Públicas Estaduais da Região Bauru" vamos conversar muito sobre política.

Leia mais

TÍTULO: A VIOLAÇÃO AOS DIREITOS HUMANOS NO PERÍODO DA DITADURA MILITAR BRASILEIRA E A SUA CONSEQUÊNCIA JURÍDICA NO BRASIL ATUAL

TÍTULO: A VIOLAÇÃO AOS DIREITOS HUMANOS NO PERÍODO DA DITADURA MILITAR BRASILEIRA E A SUA CONSEQUÊNCIA JURÍDICA NO BRASIL ATUAL TÍTULO: A VIOLAÇÃO AOS DIREITOS HUMANOS NO PERÍODO DA DITADURA MILITAR BRASILEIRA E A SUA CONSEQUÊNCIA JURÍDICA NO BRASIL ATUAL CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS SUBÁREA: DIREITO INSTITUIÇÃO:

Leia mais

desarquivando a ditadura MEMÓRIA E JUSTIÇA NO BRASIL

desarquivando a ditadura MEMÓRIA E JUSTIÇA NO BRASIL CECÍLIA MACDOWELL SANTOS EDSON TELES JANAÍNA DE ALMEIDA TELES ORGANIZADORES Linga-Bibliothek Linga A/906170 desarquivando a ditadura MEMÓRIA E JUSTIÇA NO BRASIL VOLUME II EDITORA HUCITEC São Paulo, 2009

Leia mais

A MENINA DOS OLHOS DA REPRESSÃO : DISCUTINDO DITADURA MILITAR E MÚSICA POPULAR BRASILEIRA NO ENSINO DE HISTÓRIA EM SALA DE AULA.

A MENINA DOS OLHOS DA REPRESSÃO : DISCUTINDO DITADURA MILITAR E MÚSICA POPULAR BRASILEIRA NO ENSINO DE HISTÓRIA EM SALA DE AULA. A MENINA DOS OLHOS DA REPRESSÃO : DISCUTINDO DITADURA MILITAR E MÚSICA POPULAR BRASILEIRA NO ENSINO DE HISTÓRIA EM SALA DE AULA. Autora: Mestra Rosicleide Henrique da Silva Universidade Federal de Campina

Leia mais

país. Ele quer educação, saúde e lazer. Surge então o sindicato cidadão que pensa o trabalhador como um ser integrado à sociedade.

país. Ele quer educação, saúde e lazer. Surge então o sindicato cidadão que pensa o trabalhador como um ser integrado à sociedade. Olá, sou Rita Berlofa dirigente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Brasil, filiado à Contraf e à CUT. Quero saudar a todos os trabalhadores presentes e também àqueles que, por algum motivo, não puderam

Leia mais

HISTÓRIA DO BRASIL CONTEMPORÂNEO II

HISTÓRIA DO BRASIL CONTEMPORÂNEO II Pág. 1 Caracterização Curso: LICENCIATURA EM HISTÓRIA Ano/Semestre letivo: 01/1 Período/Série: 6 Turno: ( ) Matutino ( X ) Vespertino ( ) Noturno Carga horária semanal: 3h (4 aulas) Carga horária total:

Leia mais

Em busca do arquivo perdido: a Assessoria Especial de Segurança e Informação da Universidade Federal do Espírito Santo (AESI/Ufes).

Em busca do arquivo perdido: a Assessoria Especial de Segurança e Informação da Universidade Federal do Espírito Santo (AESI/Ufes). Em busca do arquivo perdido: a Assessoria Especial de Segurança e Informação da Universidade Federal do Espírito Santo (AESI/Ufes). RESUMO: O principal objetivo deste artigo é apresentar os problemas relacionados

Leia mais

A CONCEPÇÃO DE EDUCAÇÃO DURANTE A REFORMA PROTESTANTE, A TRADUÇÃO DA BÍBLIA E A FUNÇÃO DOS HINOS NO ENSINO POPULAR RESUMO

A CONCEPÇÃO DE EDUCAÇÃO DURANTE A REFORMA PROTESTANTE, A TRADUÇÃO DA BÍBLIA E A FUNÇÃO DOS HINOS NO ENSINO POPULAR RESUMO A CONCEPÇÃO DE EDUCAÇÃO DURANTE A REFORMA PROTESTANTE, A TRADUÇÃO DA BÍBLIA E A FUNÇÃO DOS HINOS NO ENSINO POPULAR Autor: CERQUEIRA, Roberta da Matta. Orientador: OLIVEIRA, Ranieri Carli de. A idade média

Leia mais

Arquivo Público do Estado de São Paulo

Arquivo Público do Estado de São Paulo Arquivo Público do Estado de São Paulo Oficina: O(s) Uso(s) de documentos de arquivo na sala de aula Ditadura Militar e Anistia (1964 a 1985). Anos de Chumbo no Brasil. Ieda Maria Galvão dos Santos 2º

Leia mais

MODERNIZAÇÃO E CULTURA POLÍTICA NOS CICLOS DE ESTUDOS DA ADESG EM SANTA CATARINA (1970-75) Michel Goulart da Silva 1

MODERNIZAÇÃO E CULTURA POLÍTICA NOS CICLOS DE ESTUDOS DA ADESG EM SANTA CATARINA (1970-75) Michel Goulart da Silva 1 MODERNIZAÇÃO E CULTURA POLÍTICA NOS CICLOS DE ESTUDOS DA ADESG EM SANTA CATARINA (1970-75) Michel Goulart da Silva 1 INTRODUÇÃO Este projeto tem como problema de pesquisa a relação entre os ciclos de estudos

Leia mais

A DITADURA BRASILEIRA DE 1964

A DITADURA BRASILEIRA DE 1964 A DITADURA BRASILEIRA DE 1964 Dalmo A. Dallari * 1. A DITADURA E SUAS VARIANTES A história da humanidade tem sido uma confirmação reiterada do acerto da advertência do eminente político e historiador inglês

Leia mais

CANDAU, Joel. Memoria e Identidad. Buenos Aires: Ediciones Del Sol, 2008, 208 p. (Título Original Mémoire e Identité, Traducción Eduardo Rinesi)

CANDAU, Joel. Memoria e Identidad. Buenos Aires: Ediciones Del Sol, 2008, 208 p. (Título Original Mémoire e Identité, Traducción Eduardo Rinesi) Wilton C. L. SILVA CANDAU, Joel. Memoria e Identidad. Buenos Aires: Ediciones Del Sol, 2008, 208 p. (Título Original Mémoire e Identité, Traducción Eduardo Rinesi) Joel Candau é professor de Antropologia

Leia mais

Palavras-chave: Memória, Patrimônio, Discurso. INTRODUÇÃO

Palavras-chave: Memória, Patrimônio, Discurso. INTRODUÇÃO AQUI TEM HISTÓRIA : LUGARES DE MEMÓRIA Adriely M. de Oliveira (C. Sociais UEL/ Bolsista IC/Fundação Araucária). Orientadora: Ana Cleide Chiarotti Cesário. Palavras-chave: Memória, Patrimônio, Discurso.

Leia mais

ASPECTOS HISTÓRICOS RESGATE DA HISTÓRIA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO BRASIL Maria Izabel Rocha Simão e Silva Capacitação de Candidatos ao Conselho Tutelar Barbacena, julho/2010 Objetivos: 1- Entendimento

Leia mais

DIFERENÇAS E APROXIMAÇÕES ENTRE MEMÓRIA E HISTÓRIA

DIFERENÇAS E APROXIMAÇÕES ENTRE MEMÓRIA E HISTÓRIA UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE CENTRO DE ESTUDOS GERAIS INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E FILOSOFIA DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA DISCIPLINA: HISTÓRIA ORAL PROFESSORA: HEBE MARIA MATTOS ALUNO: EVANDRO DE OLIVEIRA

Leia mais

Profª: Sabrine Viviane Welzel

Profª: Sabrine Viviane Welzel História 9 ano Ditadura Militar 1 Leia com a tençao, o depoimento do general bandeira a respeito da participaçao dos militares na politica brasileira: no movimento de 1964, a ideologia politica foi puramente

Leia mais

Portanto, a conjuntura pós-1970 foi marcada pelo protagonismo de entidades e pessoas que

Portanto, a conjuntura pós-1970 foi marcada pelo protagonismo de entidades e pessoas que Os vigilantes da ordem: a cooperação DEOPS/SP e SNI e a suspeição aos movimentos pela anistia (1975-1983). Pâmela de Almeida Resende 1 Mestrado em História Social pela Universidade Estadual de Campinas

Leia mais

ABERTURA DOS ARQUIVOS DA DITADURA (CIVIL) MILITAR

ABERTURA DOS ARQUIVOS DA DITADURA (CIVIL) MILITAR CONGRESSO INTERNACIONAL INTERDISCIPLINAR EM SOCIAIS E HUMANIDADES Niterói RJ: ANINTER-SH/ PPGSD-UFF, 03 a 06 de Setembro de 2012, ISSN 2316-266X ABERTURA DOS ARQUIVOS DA DITADURA (CIVIL) MILITAR Cesar

Leia mais

A presença dos japoneses no Piauí. Anderson Michel de Sousa Miura Áurea da Paz Pinheiro

A presença dos japoneses no Piauí. Anderson Michel de Sousa Miura Áurea da Paz Pinheiro 1 A presença dos japoneses no Piauí Anderson Michel de Sousa Miura Áurea da Paz Pinheiro O tema deste artigo é a migração japonesa no Piauí, com destaque para as sobrevivências e rupturas na contemporaneidade

Leia mais

Dentre as instituições prisionais que receberam esses prisioneiros no Rio de Janeiro, podemos citar a Fortaleza de Santa Cruz, o Instituto Penal

Dentre as instituições prisionais que receberam esses prisioneiros no Rio de Janeiro, podemos citar a Fortaleza de Santa Cruz, o Instituto Penal Memória e Espaço: A inserção dos presos políticos nos presídios do Estado do Rio de Janeiro. Bárbara Nunes Alves Loureiro * Bianca Izumi Maeda * Fabio Villani Simini * Resumo Em abril de 1964, a deposição

Leia mais

Título: A UFPB e os Direitos Humanos. Autor: Maria de Nazaré Tavares Zenaide. 1. Apresentação

Título: A UFPB e os Direitos Humanos. Autor: Maria de Nazaré Tavares Zenaide. 1. Apresentação Título: A UFPB e os Direitos Humanos Autor: Maria de Nazaré Tavares Zenaide 1. Apresentação A UFPB vem ao longo das décadas de 70, 80 e 90 exercendo como ator social, um relevante papel, intervindo através

Leia mais

A imprensa brasileira e a representação de Geraldo Vandré como símbolo de protesto contra a ditadura militar

A imprensa brasileira e a representação de Geraldo Vandré como símbolo de protesto contra a ditadura militar A imprensa brasileira e a representação de Geraldo Vandré como símbolo de protesto contra a ditadura militar Dalva Silveira* Resumo O artigo pretende compreender a opção feita pela imprensa brasileira

Leia mais

A ditadura civil-militar brasileira através das artes: uma experiência com alunos do ensino médio no Colégio de Aplicação

A ditadura civil-militar brasileira através das artes: uma experiência com alunos do ensino médio no Colégio de Aplicação A ditadura civil-militar brasileira através das artes: uma experiência com alunos do ensino médio no Colégio de Aplicação Beatrice Rossotti rossottibeatrice@gmail.com Instituto de História, 9º período

Leia mais

PO 813734A AVALIAÇÃO DA PRESIDENTE DILMA PO 813734B INTENÇÃO DE VOTO PRESIDENTE PO 813734C 50 ANOS DA DITADURA MILITAR Nº CIDADE:

PO 813734A AVALIAÇÃO DA PRESIDENTE DILMA PO 813734B INTENÇÃO DE VOTO PRESIDENTE PO 813734C 50 ANOS DA DITADURA MILITAR Nº CIDADE: PO 813734A AVALIAÇÃO DA PRESIDENTE DILMA PO 813734B INTENÇÃO DE VOTO PRESIDENTE PO 813734C 50 ANOS DA DITADURA MILITAR Nº CPD: Nº CIDADE: CHECAGEM: 1 CHECADO 2 SEM TELEFONE 3 TELEFONE ERRADO 4 NÃO ENCONTRADO

Leia mais

NO TEMPO DA MINHA AVÓ: REFLEXÃO E USO DA HISTÓRIA ORAL EM SALA DE AULA

NO TEMPO DA MINHA AVÓ: REFLEXÃO E USO DA HISTÓRIA ORAL EM SALA DE AULA NO TEMPO DA MINHA AVÓ: REFLEXÃO E USO DA HISTÓRIA ORAL EM SALA DE AULA Juliana de Oliveira Meirelles Camargo Universidade Candido Mendes/ Instituto Prominas e-mail: Ju_meirelles@yahoo.com.br Léa Mattosinho

Leia mais

Disciplina: construção da disciplina consciente e interativa em sala de aula e na escola *

Disciplina: construção da disciplina consciente e interativa em sala de aula e na escola * Disciplina: construção da disciplina consciente e interativa em sala de aula e na escola * Dorotéia Baduy Pires** O que seria de uma orquestra, se cada músico tocasse o que quisesse? Se não houvesse disciplina?

Leia mais

A INCIVILIDADE EM SALA DE AULA

A INCIVILIDADE EM SALA DE AULA A INCIVILIDADE EM SALA DE AULA Claudiane Lorini claudianelorini@hotmail.com Silvana Rodrigues da Silva madonalongati@hotmail.com Tânia Marli Peçanha de Brito taniam.brito@hotmail.com RESUMO: O ambiente

Leia mais

Ditadura e democracia: entre memórias e história

Ditadura e democracia: entre memórias e história e-issn 2175-1803 Ditadura e democracia: entre memórias e história REIS FILHO, Daniel Aarão. Ditadura e democracia no Brasil: do golpe de 1964 à Constituição de 1988. Rio de Janeiro: Zahar, 2014. Autores:

Leia mais

O manual do guerrilheiro: práticas e normas da vida clandestina no Recife em tempos de Ditadura Militar

O manual do guerrilheiro: práticas e normas da vida clandestina no Recife em tempos de Ditadura Militar O manual do guerrilheiro: práticas e normas da vida clandestina no Recife em tempos de Ditadura Militar Roberto Diego de Lima 1 Resumo Durante o regime Civil-militar brasileiro (1964-1985) sempre houve

Leia mais

Aula 14 Regime Militar Prof. Dawison Sampaio

Aula 14 Regime Militar Prof. Dawison Sampaio Aula 14 Regime Militar 1 Contexto do Regime Militar Contexto interno: Colapso do Populismo (polêmica das Ref. de Base) Contexto externo: Guerra Fria e os interesses dos EUA (risco de cubanização do Brasil

Leia mais

Exacerbado, atual nacionalismo é pregado por quem veste Prada

Exacerbado, atual nacionalismo é pregado por quem veste Prada Para Ana Maria Dietrich, professora da Federal do ABC, grupos que levantam bandeiras do ódio e do preconceito não possuem fundamento e são regidos pela elite brasileira São Bernardo do Campo Professora

Leia mais

OS TERRITÓRIOS SAGRADOS DOS CANTOS NEGROS: UMA PROPOSTA DE MUSEU A CÉU ABERTO

OS TERRITÓRIOS SAGRADOS DOS CANTOS NEGROS: UMA PROPOSTA DE MUSEU A CÉU ABERTO CONGRESSO INTERNACIONAL INTERDISCIPLINAR EM SOCIAIS E HUMANIDADES Niterói RJ: ANINTER-SH/ PPGSD-UFF, 03 a 06 de Setembro de 2012, ISSN 2316-266X OS TERRITÓRIOS SAGRADOS DOS CANTOS NEGROS: UMA PROPOSTA

Leia mais

ANÁLISE DAS CATEGORIAS SUBVERSÃO E RESISTÊNCIA A PARTIR DA RELAÇÃO IGREJA- ESTADO DURANTE A DITADURA MILITAR NO BRASIL Camila da Silva Portela *

ANÁLISE DAS CATEGORIAS SUBVERSÃO E RESISTÊNCIA A PARTIR DA RELAÇÃO IGREJA- ESTADO DURANTE A DITADURA MILITAR NO BRASIL Camila da Silva Portela * ANÁLISE DAS CATEGORIAS SUBVERSÃO E RESISTÊNCIA A PARTIR DA RELAÇÃO IGREJA- ESTADO DURANTE A DITADURA MILITAR NO BRASIL Camila da Silva Portela * Este artigo traz indagações referentes a uma pesquisa mais

Leia mais

As Escolas Famílias Agrícolas do Território Rural da Serra do Brigadeiro

As Escolas Famílias Agrícolas do Território Rural da Serra do Brigadeiro As Escolas Famílias Agrícolas do Território Rural da Serra do Brigadeiro VIEIRA, Tatiana da Rocha UFV - pedagogia_tati@yahoo.com.br BARBOSA, Willer Araújo UFV- wbarbosa@ufv.br Resumo: O trabalho apresentado

Leia mais

COMISSÃO DE CULTURA PROJETO DE LEI Nº 3388, DE 2012

COMISSÃO DE CULTURA PROJETO DE LEI Nº 3388, DE 2012 COMISSÃO DE CULTURA PROJETO DE LEI Nº 3388, DE 2012 Dá o nome de Ponte Herbert de Souza Betinho, à atual Ponte Presidente Costa e Silva, localizada do km 321 ao 334, na BR 101/RJ. Autor: Deputado Chico

Leia mais

Golpe Militar: A Psicologia e o Movimento Estudantil do Rio Grande do Sul

Golpe Militar: A Psicologia e o Movimento Estudantil do Rio Grande do Sul 1919 X Salão de Iniciação Científica PUCRS Golpe Militar: A Psicologia e o Movimento Estudantil do Rio Grande do Sul Pâmela de Freitas Machado 1, Helena B.K.Scarparo 1 (orientadora) 1 Faculdade Psicologia,

Leia mais

A ADMINISTRAÇÃO ESCOLAR DURANTE A DITADURA MILITAR NO BRASIL (1964-1984)

A ADMINISTRAÇÃO ESCOLAR DURANTE A DITADURA MILITAR NO BRASIL (1964-1984) A ADMINISTRAÇÃO ESCOLAR DURANTE A DITADURA MILITAR NO BRASIL (1964-1984) Renata Leite Moura renata.leite@aluno.uece.br Maria Rafaela de Oliveira rafaoliveira800@gmail.com Roberta Rocha Olímpio betynha_ro@hotmail.com

Leia mais

Palavras-chave: Política de formação; Reformas educacionais; Formação de professores;

Palavras-chave: Política de formação; Reformas educacionais; Formação de professores; A POLÍTICA NACIONAL DE FORMAÇÃO DE PROFISSIONAIS DO MAGISTÉRIO DA EDUCAÇÃO BÁSICA PARFOR: O PAPEL DOS FÓRUNS ESTADUAIS PERMANENTE DE APOIO A FORMAÇÃO DOCE Edinilza Magalhães da Costa Souza UFPA Resumo

Leia mais

Planejamento. Ensino fundamental I 5 o ano. história Unidade 1. Ético Sistema de Ensino Planejamento Ensino fundamental I

Planejamento. Ensino fundamental I 5 o ano. história Unidade 1. Ético Sistema de Ensino Planejamento Ensino fundamental I história Unidade 1 A vinda da família real portuguesa para o Brasil Os desdobramentos sociais, políticos e econômicos da independência do Brasil Os aspectos históricos do início do Império brasileiro O

Leia mais

BEHAVIORISMO NO PARANÁ EM TEMPOS DE DITADURA MILITAR: O CASO DA UEL

BEHAVIORISMO NO PARANÁ EM TEMPOS DE DITADURA MILITAR: O CASO DA UEL BEHAVIORISMO NO PARANÁ EM TEMPOS DE DITADURA MILITAR: O CASO DA UEL Marcelo Mazzotti Bono Belascusa (PIBIC/CNPq/FA/UEM), Carlos Lopes Eduardo (Orientador), e-mail: caedlopes@gmail.com, Carolina Laurenti

Leia mais

Rever ou não rever. Eis a questão? O debate atual sobre a lei de anistia de 1979.

Rever ou não rever. Eis a questão? O debate atual sobre a lei de anistia de 1979. Rever ou não rever. Eis a questão? O debate atual sobre a lei de anistia de 1979. Comunicação apresentada no I Seminário Nacional Práticas Sociais, Narrativas Visuais e Relações de Poder, Universidade

Leia mais

Memórias da repressão no Cone Sul: relevância do tema na pesquisa em Biblioteconomia e de Ciência da informação.

Memórias da repressão no Cone Sul: relevância do tema na pesquisa em Biblioteconomia e de Ciência da informação. Memórias da repressão no Cone Sul: relevância do tema na pesquisa em Biblioteconomia e de Ciência da informação. Maria Guiomar da Cunha Frota Escola de Ciência da Informação da UFMG. Brasil Resumo O artigo

Leia mais

Direitos Humanos - Ensino Fundamental e Ensino Médio

Direitos Humanos - Ensino Fundamental e Ensino Médio Direitos Humanos - Ensino Fundamental e Ensino Médio Um projeto para discutir Direitos Humanos necessariamente tem que desafiar à criatividade, a reflexão, a crítica, pesquisando, discutindo e analisando

Leia mais

Período Democrático e o Golpe de 64

Período Democrático e o Golpe de 64 Período Democrático e o Golpe de 64 GUERRA FRIA (1945 1990) Estados Unidos X União Soviética Capitalismo X Socialismo Governo de Eurico Gaspar Dutra (1946 1950) Período do início da Guerra Fria Rompimento

Leia mais

Educação e a educação escolar Neri de Paula Carneiro

Educação e a educação escolar Neri de Paula Carneiro Educação e a educação escolar Neri de Paula Carneiro Resumo: neste artigo são traçadas algumas considerações sobre o sentido da educação e sua abrangência. Afirma-se que ela não acontece no isolamento,

Leia mais

LUÍS REIS TORGAL. SUB Hamburg A/522454 ESTADO NOVO. Ensaios de História Política e Cultural [ 2. IMPRENSA DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA

LUÍS REIS TORGAL. SUB Hamburg A/522454 ESTADO NOVO. Ensaios de História Política e Cultural [ 2. IMPRENSA DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA LUÍS REIS TORGAL SUB Hamburg A/522454 ESTADOS NOVOS ESTADO NOVO Ensaios de História Política e Cultural [ 2. a E D I Ç Ã O R E V I S T A ] I u IMPRENSA DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA 2 0 0 9 ' C O I M B R

Leia mais

OFICINA DE ENTREVISTAS: MEMÓRIAS NA SALA DE AULA

OFICINA DE ENTREVISTAS: MEMÓRIAS NA SALA DE AULA OFICINA DE ENTREVISTAS: MEMÓRIAS NA SALA DE AULA Taiane Vanessa da Silva (História/ UEL; bolsista PROEXT) Felipe Augusto Leme de Oliveira (História/ UEL; bolsista PROEXT) Regina Célia Alegro (Orientadora)

Leia mais

Karl Marx e a Teoria do Valor do Trabalho. Direitos Autorais: Faculdades Signorelli

Karl Marx e a Teoria do Valor do Trabalho. Direitos Autorais: Faculdades Signorelli Karl Marx e a Teoria do Valor do Trabalho Direitos Autorais: Faculdades Signorelli "O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém, desviamo-nos dele. A cobiça envenenou a alma dos homens,

Leia mais

A EDUCAÇÃO E SUA DIMENSÃO POLÍTICA A PARTIR DE ALGUNS ESCRITOS DE ANTONIO GRAMSCI

A EDUCAÇÃO E SUA DIMENSÃO POLÍTICA A PARTIR DE ALGUNS ESCRITOS DE ANTONIO GRAMSCI A EDUCAÇÃO E SUA DIMENSÃO POLÍTICA A PARTIR DE ALGUNS ESCRITOS DE ANTONIO GRAMSCI Resumo AREND, Catia Alire Rodrigues UTP catiarend@yahoo.com.br Eixo Temático: Políticas Públicas, Avaliação e Gestão da

Leia mais

Por uma Cultura da Paz Vera Maria Candau

Por uma Cultura da Paz Vera Maria Candau Por uma Cultura da Paz Vera Maria Candau Não é fácil situar-nos diante da questão da paz na atual situação do mundo e do nosso país. Corremos o risco ou de negar a realidade ou de não reconhecer o sentido

Leia mais

ANEXO III. Cronograma detalhado do PROAVI

ANEXO III. Cronograma detalhado do PROAVI ANEXO III Cronograma detalhado do PROAVI 65 PROGRAMA DE AUTO-AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL DA PUC-CAMPINAS CRONOGRAMA COMPLEMENTAR DETALHANDO AS ATIVIDADES E AS AÇÕES DE DIVULGAÇÃO COMISSÃO PRÓPRIA DE AVALIAÇÃO

Leia mais

Acerca da Luta Armada

Acerca da Luta Armada VALOR E VIOLÊNCIA Acerca da Luta Armada Conferência Pronunciada no Anfiteatro de História da USP em 2011 Wilson do Nascimento Barbosa Professor Titular de História Econômica na USP Boa noite! Direi em

Leia mais

PARÓQUIA SÃO CRISTÓVÃO VALINHOS, SP 1966 2016 50 ANOS DE EVANGELIZAÇÃO Arquidiocese de Campinas

PARÓQUIA SÃO CRISTÓVÃO VALINHOS, SP 1966 2016 50 ANOS DE EVANGELIZAÇÃO Arquidiocese de Campinas PARÓQUIA SÃO CRISTÓVÃO VALINHOS, SP 1966 2016 50 ANOS DE EVANGELIZAÇÃO Arquidiocese de Campinas CONCURSO: LOGOMARCA COMEMORATIVO AOS 50 ANOS DE EVANGELIZAÇÃO DA PARÓQUIA SÃO CRISTÓVÃO VALINHOS, SP INTRODUÇÃO

Leia mais

Título: Conflitos teológicos e políticos da Igreja Católica Brasileira presente nos artigos das revistas: Hora Presente e Permanência.

Título: Conflitos teológicos e políticos da Igreja Católica Brasileira presente nos artigos das revistas: Hora Presente e Permanência. Título: Conflitos teológicos e políticos da Igreja Católica Brasileira presente nos artigos das revistas: Hora Presente e Permanência. Nome: Glauco Costa de Souza (Graduando Unesp/Assis). e-mail: glaucojerusalem@hotmail.com

Leia mais

Mostra de Cinema Marcas da Memória da Comissão de Anistia

Mostra de Cinema Marcas da Memória da Comissão de Anistia Mostra de Cinema Marcas da Memória da Comissão de Anistia Sobre a Mostra Este projeto tem como objetivo promover sessões públicas e gratuitas de cinema, ao longo de uma semana, dedicadas à memória e à

Leia mais

Recorde: Revista de História de Esporte volume 1, número 2, dezembro de 2008

Recorde: Revista de História de Esporte volume 1, número 2, dezembro de 2008 CAPOEIRA THE HISTORY OF AN AFRO-BRAZILIAN MARTIAL ART RESENHA Prof. Vivian Luiz Fonseca Fundação Getúlio Vargas - PPHPBC CPDOC/FGV Rio de Janeiro, Brasil vivianluizfonseca@gmail.com Recebido em 9 de setembro

Leia mais

História Oral: panorama histórico e reflexões para o presente. Profa. Dra. Suzana Lopes Salgado Ribeiro

História Oral: panorama histórico e reflexões para o presente. Profa. Dra. Suzana Lopes Salgado Ribeiro História Oral: panorama histórico e reflexões para o presente Profa. Dra. Suzana Lopes Salgado Ribeiro O que é História Oral? Processo de trabalho que privilegia o diálogo e a colaboração de sujeitos considerando

Leia mais

Ensaio Pesquisa em Educação em Ciências ISSN: 1415-2150 ensaio@fae.ufmg.br Universidade Federal de Minas Gerais Brasil

Ensaio Pesquisa em Educação em Ciências ISSN: 1415-2150 ensaio@fae.ufmg.br Universidade Federal de Minas Gerais Brasil Ensaio Pesquisa em Educação em Ciências ISSN: 1415-2150 ensaio@fae.ufmg.br Universidade Federal de Minas Gerais Brasil Soares, José Francisco; Júdice, Renato A AUTO-EXCLUSÃO DOS ALUNOS DAS ESCOLAS PÚBLICAS

Leia mais

Golpe Militar: As Mudanças na Grade Curricular do Estado de Santa Catarina. múltiplas dimensões foram pouco analisadas de forma globalmente

Golpe Militar: As Mudanças na Grade Curricular do Estado de Santa Catarina. múltiplas dimensões foram pouco analisadas de forma globalmente Golpe Militar: As Mudanças na Grade Curricular do Estado de Santa Catarina. RESUMO O Regime Militar brasileiro, implantado por um golpe de Estado em 1964, durou vinte e um anos e mudou a face do país.

Leia mais

ENTRE ESTRATÉGIAS E TÁTICAS: DISPUTAS POLÍTICAS E SOCIAIS EM PERNAMBUCO (1960 1964)

ENTRE ESTRATÉGIAS E TÁTICAS: DISPUTAS POLÍTICAS E SOCIAIS EM PERNAMBUCO (1960 1964) ENTRE ESTRATÉGIAS E TÁTICAS: DISPUTAS POLÍTICAS E SOCIAIS EM PERNAMBUCO (1960 1964) Pablo Francisco de Andrade Porfírio UFPE pabloporfirio@hotmail.com / pabloporfirio@ig.com.br 1 INTRODUÇÃO. Este trabalho,

Leia mais

ABORDAGEM DO CICLO DE POLÍTICAS SEGUNDO STEPHEN BALL

ABORDAGEM DO CICLO DE POLÍTICAS SEGUNDO STEPHEN BALL Departamento de Educação 1 ABORDAGEM DO CICLO DE POLÍTICAS SEGUNDO STEPHEN BALL Aluna: Ana Carolina de Souza e Paula Gomes Orientadora: Maria Inês G.F. Marcondes de Souza Introdução Esse texto é resultado

Leia mais

PROJOVEM E INCLUSÃO DIGITAL: UM ESTUDO SOBRE AS REPERCUSSÕES DO PROGRAMA NA FORMAÇÃO DOS JOVENS ATENDIDOS NO RECIFE

PROJOVEM E INCLUSÃO DIGITAL: UM ESTUDO SOBRE AS REPERCUSSÕES DO PROGRAMA NA FORMAÇÃO DOS JOVENS ATENDIDOS NO RECIFE PROJOVEM E INCLUSÃO DIGITAL: UM ESTUDO SOBRE AS REPERCUSSÕES DO PROGRAMA NA FORMAÇÃO DOS JOVENS ATENDIDOS NO RECIFE Maria do Rozario Gomes da Mota Silva Orientadora: Profª Drª Márcia Ângela da Silva Aguiar

Leia mais

A América Central continental Guatemala, Costa Rica, Honduras, Nicarágua e El Salvador já foram parte do

A América Central continental Guatemala, Costa Rica, Honduras, Nicarágua e El Salvador já foram parte do p. 110 A América Central continental Guatemala, Costa Rica, Honduras, Nicarágua e El Salvador já foram parte do México até sua independência a partir de 1823; Em 1839 tornam-se independentes fracasso da

Leia mais

Discurso. Mais uma vez, quando chega a primavera é tempo de nascer uma nova imagem nestas paredes centenárias do Instituto dos Advogados Brasileiros.

Discurso. Mais uma vez, quando chega a primavera é tempo de nascer uma nova imagem nestas paredes centenárias do Instituto dos Advogados Brasileiros. Discurso Mais uma vez, quando chega a primavera é tempo de nascer uma nova imagem nestas paredes centenárias do Instituto dos Advogados Brasileiros. Mais um nome para compor, muito acima da Diretoria e

Leia mais

CENTRO POPULAR DE CULTURA DO PARANÁ (1959-1964): ENCONTROS E DESENCONTROS ENTRE ARTE, EDUCAÇÃO E POLÍTICA. Resumo

CENTRO POPULAR DE CULTURA DO PARANÁ (1959-1964): ENCONTROS E DESENCONTROS ENTRE ARTE, EDUCAÇÃO E POLÍTICA. Resumo CENTRO POPULAR DE CULTURA DO PARANÁ (1959-1964): ENCONTROS E DESENCONTROS ENTRE ARTE, EDUCAÇÃO E POLÍTICA Ana Carolina Caldas Mestra em História de Educação UFPR Resumo Este artigo é parte da dissertação

Leia mais

Título: A formação do professor para o uso do jornal na sala de aula no ensino

Título: A formação do professor para o uso do jornal na sala de aula no ensino Título: A formação do professor para o uso do jornal na sala de aula no ensino fundamental Resumo O projeto de iniciação científica está vinculado à pesquisa Uso do jornal em sala de aula e compreensão

Leia mais

PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO

PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO APRESENTAÇÃO O Projeto Político Pedagógico da Escola foi elaborado com a participação da comunidade escolar, professores e funcionários, voltada para a

Leia mais

VIOLAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS NO PERÍODO DA DITADURA NO BRASIL: E A COMISSÃO DA VERDADE

VIOLAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS NO PERÍODO DA DITADURA NO BRASIL: E A COMISSÃO DA VERDADE VIOLAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS NO PERÍODO DA DITADURA NO BRASIL: E A COMISSÃO DA VERDADE Roberto de Paula Alvarenga RANGEL 1 Claudio José Palma SANCHEZ 2 RESUMO: O presente trabalho busca abordar um breve

Leia mais

INTELIGÊNCIA PRODUTIVA

INTELIGÊNCIA PRODUTIVA INTELIGÊNCIA PRODUTIVA SIDINEI MARCELO DOS SANTOS Uniesp - Faculdade Renascença SP RESUMO: Este artigo pretende discutir o homem como ser único, com características e habilidades únicas e por isso temos

Leia mais

PROGRAMA LUGARES DA MEMÓRIA

PROGRAMA LUGARES DA MEMÓRIA Memorial da Resistência de São Paulo PROGRAMA LUGARES DA MEMÓRIA FAZENDA 31 DE MARÇO DE 1964 Situada entre os municípios de Itanhaém, Embu-Guaçu ao extremo sul da Grande São Paulo a fazenda, disfarçada

Leia mais

NÚCLEO DE PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA POLITICA. Curso 1. METODOLOGIA

NÚCLEO DE PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA POLITICA. Curso 1. METODOLOGIA NÚCLEO DE PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA POLITICA Curso 1. METODOLOGIA O curso será apresentado em cinco módulos temáticos, distribuídos em seis aulas, nas quais será analisado o período da ditadura civil- militar,

Leia mais

Aspectos Psicológicos da Educação em Direitos Humanos

Aspectos Psicológicos da Educação em Direitos Humanos Aspectos Psicológicos da Educação em Direitos Humanos Profª. Dda. Maria de Nazaré Tavares Zenaide Universidade Federal da Paraíba (UFPB) Não bastam boas leis, uma boa Constituição, é preciso que as pessoas

Leia mais

Ciências Humanas. História e Geografia Professor: Renato Pellizzari e Claudio Hansen 08/10/2014. Material de apoio para Aula ao Vivo

Ciências Humanas. História e Geografia Professor: Renato Pellizzari e Claudio Hansen 08/10/2014. Material de apoio para Aula ao Vivo Ciências Humanas Material de apoio para Aula ao Vivo 1. A charge expressa enfaticamente uma característica do processo histórico de urbanização da sociedade brasileira. A crítica contida na charge refere-se

Leia mais

50 anos depois, ainda vivemos o horror

50 anos depois, ainda vivemos o horror Especial 50 anos do golpe 50 anos depois, ainda vivemos o horror Tratar o passado de violações é constatar que o presente está marcado pela continuidade das violências por João Ricardo W. Dornelles publicado

Leia mais

O EXERCÍCIO DE ESTUDO E PESQUISA EM PROCESSOS CRIMINAIS: O CRIME DA FAZENDA CANOAS

O EXERCÍCIO DE ESTUDO E PESQUISA EM PROCESSOS CRIMINAIS: O CRIME DA FAZENDA CANOAS O EXERCÍCIO DE ESTUDO E PESQUISA EM PROCESSOS CRIMINAIS: O CRIME DA FAZENDA CANOAS João Olímpio Soares dos Reis. Mestre em Ciências da Educação pelo Instituto Pedagógico Enrique José Varona Havana/Cuba.

Leia mais

[REVISTA CONTEMPORÂNEA DOSSIÊ 1964-2014: 50 ANOS DEPOIS, A CULTURA AUTORITÁRIA EM QUESTÃO]

[REVISTA CONTEMPORÂNEA DOSSIÊ 1964-2014: 50 ANOS DEPOIS, A CULTURA AUTORITÁRIA EM QUESTÃO] 1 Os incontáveis matizes de cinza (NAPOLITANO, Marcos. 1964: História do Regime Militar Brasileiro. São Paulo: Contexto, 2014.) Luisa Quarti Lamarão * A julgar por sua aparência, o livro 1964: História

Leia mais

A BOCA CALA, O CORPO FALA: VIOLÊNCIA SEXUAL, SEGREDO E PSICANÁLISE.

A BOCA CALA, O CORPO FALA: VIOLÊNCIA SEXUAL, SEGREDO E PSICANÁLISE. A BOCA CALA, O CORPO FALA: VIOLÊNCIA SEXUAL, SEGREDO E PSICANÁLISE. Desde os primeiros passos de Freud em suas investigações sobre o obscuro a respeito do funcionamento da mente humana, a palavra era considerada

Leia mais

Matrizes ISSN: 1982-2073 matrizes@usp.br Universidade de São Paulo Brasil

Matrizes ISSN: 1982-2073 matrizes@usp.br Universidade de São Paulo Brasil Matrizes ISSN: 1982-2073 matrizes@usp.br Universidade de São Paulo Brasil NERY, JOÃO ELIAS As universidades no regime militar Matrizes, vol. 9, núm. 1, enero-junio, 2015, pp. 273-278 Universidade de São

Leia mais

O MUSEU E SUA FUNÇÃO SOCIAL PELO MAPEAMENTO DAS REDES SOCIAIS DOS MUSEUS Weidson Leles GOMES 1

O MUSEU E SUA FUNÇÃO SOCIAL PELO MAPEAMENTO DAS REDES SOCIAIS DOS MUSEUS Weidson Leles GOMES 1 O MUSEU E SUA FUNÇÃO SOCIAL PELO MAPEAMENTO DAS REDES SOCIAIS DOS MUSEUS Weidson Leles GOMES 1 Resumo: O presente Artigo busca abordar a pretensão dos museus de cumprir uma função social e a emergência

Leia mais

PACTO SOCIAL AMEAÇADO

PACTO SOCIAL AMEAÇADO PACTO SOCIAL AMEAÇADO Luiz Carlos Bresser-Pereira Folha de S. Paulo, 26.03.1981 A elevação decisiva das taxas de inflação e a configuração clara de uma recessão econômica nos dois primeiros meses de 1981

Leia mais

NÃO ESTAVA ESCRITO NA ESTRELA? DISPUTAS POR ESPAÇOS POLÍTICOS E CONSTRUÇÃO DE. Lucas Porto Marchesini Torres 1 APRESENTAÇÃO DO TEMA (PROBLEMÁTICA)

NÃO ESTAVA ESCRITO NA ESTRELA? DISPUTAS POR ESPAÇOS POLÍTICOS E CONSTRUÇÃO DE. Lucas Porto Marchesini Torres 1 APRESENTAÇÃO DO TEMA (PROBLEMÁTICA) NÃO ESTAVA ESCRITO NA ESTRELA? DISPUTAS POR ESPAÇOS POLÍTICOS E CONSTRUÇÃO DE MEMÓRIAS A PARTIR DAS AÇÕES ARMADAS DO PCBR (BAHIA, DÉCADA DE 1980). Lucas Porto Marchesini Torres 1 APRESENTAÇÃO DO TEMA (PROBLEMÁTICA)

Leia mais

CURSO EDUCAÇÃO, RELAÇÕES RACIAIS E DIREITOS HUMANOS

CURSO EDUCAÇÃO, RELAÇÕES RACIAIS E DIREITOS HUMANOS CURSO EDUCAÇÃO, RELAÇÕES RACIAIS E DIREITOS HUMANOS MARTA LÚCIA DA SILVA ROSANA CAPPUTI BORGES Educação Infantil: desigualdades de idade e raça, um grande desafio a ser conquistado. São Paulo 2012 EDUCAÇÃO

Leia mais

Relações Étnico-raciais no Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana. Relações Raciais no Brasil. Teleaula 2. Para Refletir!

Relações Étnico-raciais no Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana. Relações Raciais no Brasil. Teleaula 2. Para Refletir! Relações Étnico-raciais no Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana Teleaula 2 Profa. Dra. Marcilene Garcia de Souza Relações Raciais no Brasil Características históricas para compreender

Leia mais

A HISTÓRIA DA ALFABETIZAÇÃO INFANTIL NA EDUCAÇÃO DE SÃO CARLOS (1964-1985)

A HISTÓRIA DA ALFABETIZAÇÃO INFANTIL NA EDUCAÇÃO DE SÃO CARLOS (1964-1985) 1 A HISTÓRIA DA ALFABETIZAÇÃO INFANTIL NA EDUCAÇÃO DE SÃO CARLOS (1964-1985) Larissa Mendes Gontijo Dornfeld Orientadora: Profª. Drª. Ester Buffa Mestrado em Educação Linha de Pesquisa: História, Filosofia

Leia mais

PGM 3: MOBILIZAÇÃO E PARTICIPAÇÃO NA ESCOLA JOVEM

PGM 3: MOBILIZAÇÃO E PARTICIPAÇÃO NA ESCOLA JOVEM PGM 3: MOBILIZAÇÃO E PARTICIPAÇÃO NA ESCOLA JOVEM Falar em mobilização e participação de jovens na escola de ensino médio implica em discutir algumas questões iniciais, como o papel e a função da escola

Leia mais

Palavras-chave: mídia, sociedade de cultura, meios de comunicação de massa.

Palavras-chave: mídia, sociedade de cultura, meios de comunicação de massa. MÍDIA, IDENTIDADE CULTURAL E SOCIEDADE Viviane L Martins Mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP Resumo Este artigo visa uma breve análise sobre o modo como a mídia interage com a sociedade de cultura.

Leia mais

AH! SE FOSSE NO MEU TEMPO... AS REPRESENTAÇÕES DA ESCOLA PARA PROFESSORES E ALUNOS NOS ANOS 70 E NA ATUALIDADE

AH! SE FOSSE NO MEU TEMPO... AS REPRESENTAÇÕES DA ESCOLA PARA PROFESSORES E ALUNOS NOS ANOS 70 E NA ATUALIDADE AH! SE FOSSE NO MEU TEMPO... AS REPRESENTAÇÕES DA ESCOLA PARA PROFESSORES E ALUNOS NOS ANOS 70 E NA ATUALIDADE Rosa Maria da Exaltação Coutrim (UFOP) rosaexcoutrim@yahoo.com.br João Paulo Pereira de Almeida

Leia mais

IX Diálogos em Paulo Freire: Utopia, Esperança e Humanização A RELAÇÃO TRABALHO/EDUCAÇÃO EM UMA TURMA DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS.

IX Diálogos em Paulo Freire: Utopia, Esperança e Humanização A RELAÇÃO TRABALHO/EDUCAÇÃO EM UMA TURMA DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS. IX Diálogos em Paulo Freire: Utopia, Esperança e Humanização A RELAÇÃO TRABALHO/EDUCAÇÃO EM UMA TURMA DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS. Daiane Ferreira Ferreira* Resumo Este trabalho trata de atividades

Leia mais

Fotografia e Escola. Marcelo Valle 1

Fotografia e Escola. Marcelo Valle 1 Fotografia e Escola Marcelo Valle 1 Desde 1839, ano do registro da invenção da fotografia na França, quase tudo vem sendo fotografado, não há atualmente quase nenhuma atividade humana que não passe, direta

Leia mais

GODOY, Luciana Bertini. Ceifar, semear: a correspondência de Van Gogh.

GODOY, Luciana Bertini. Ceifar, semear: a correspondência de Van Gogh. GODOY, Luciana Bertini. Ceifar, semear: a correspondência de Van Gogh. 13 2. ed. São Paulo: Annablume; Fapesp, 2009. 274 p. RESENHA Pepita de Souza Afiune * A autora Luciana Bertini Godoy é graduada em

Leia mais

Reparação e Memória na Justiça de Transição no Brasil. Paulo Abrão

Reparação e Memória na Justiça de Transição no Brasil. Paulo Abrão Reparação e Memória na Justiça de Transição no Brasil Paulo Abrão A Ditadura Militar no Brasil (1964-1985) Fases - 1ª fase: 64-68 (golpe e aliança civil-militar) - 2ª fase: 68-79 (terrorismo de Estado)

Leia mais

A América Latina na Guerra Fria A ditadura militar no Brasil

A América Latina na Guerra Fria A ditadura militar no Brasil ID/ES Tão perto e ainda tão distante A 90 milhas de Key West. Visite Cuba. Cartão postal de 1941, incentivando o turismo em Cuba. 1 Desde a Revolução de 1959, Cuba sofre sanções econômicas dos Estados

Leia mais

Conteúdo Básico Comum (CBC) de HISTÓRIA do Ensino Fundamental do 6º ao 9º ano Exames Supletivos/2015

Conteúdo Básico Comum (CBC) de HISTÓRIA do Ensino Fundamental do 6º ao 9º ano Exames Supletivos/2015 SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS SUBSECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA SUPERINTENDÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DO ENSINO MÉDIO DIRETORIA DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS Conteúdo

Leia mais

RELAÇÕES DE TRABALHO DICIONÁRIO

RELAÇÕES DE TRABALHO DICIONÁRIO RELAÇÕES DE TRABALHO Conjunto de normas e princípios que regem a relação entre aquele que detém o poder de contratar outro para desenvolver determinada atividade e aquele que mobilizado para tal executa

Leia mais