CHRISTIANO PARRA CONSENTINO. A BLOGOSFERA Estudo de caso sobre o blog Dormiu!

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1 CHRISTIANO PARRA CONSENTINO A BLOGOSFERA Estudo de caso sobre o blog Dormiu! UNIVERSIDADE DE MARÍLIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM COMUNICAÇÃO MARÍLIA-SP 2012

2 CHRISTIANO PARRA CONSENTINO A BLOGOSFERA Estudo de caso sobre o blog Dormiu! Dissertação apresentada à Universidade de Marília (UNIMAR), Programa de Pós-graduação em Comunicação, para obtenção do Título de Mestre em Comunicação. Área de concentração: Mídia e Cultura. Orientador: Prof. Dr. Roberto Reis de Oliveira UNIVERSIDADE DE MARÍLIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM COMUNICAÇÃO MARÍLIA-SP 2012

3 Universidade de Marília - UNIMAR Reitor Dr. Márcio Mesquita Serva Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação Pró-reitora Profª. Drª. Suely Fadul Villibor Flory Programa de Pós-graduação em Comunicação Orientador Prof. Dr. Roberto Reis de Oliveira

4 UNIMAR UNIVERSIDADE DE MARÍLIA NOTAS DA BANCA EXAMINADORA DA DEFESA DE MESTRADO CHRISTIANO PARRA CONSENTINO A BLOGOSFERA Estudo de caso sobre o blog Dormiu! Data da Defesa: 14 de setembro de Banca Examinadora Prof. Dr. Roberto Reis de Oliveira Avaliação: Assinatura: Profa. Dra. Linda Bulik Avaliação: Assinatura: Profa. Dra. Rosana Borges Zaccaria Avaliação: Assinatura:

5 AGRADECIMENTOS À minha professora e amiga, Dra. Rosangela Marçolla, por seus ensinamentos, orientações e cumplicidade, sem as quais esse trabalho não teria sido concretizado. Aos meus pais, Ecidir e Angela, sempre ao meu lado, pelo incentivo, apoio e compreensão. A meu orientador e amigo, professor Dr. Roberto Reis, por acolher meu trabalho, por suas orientações, cumplicidade e dedicação. Às minhas amigas, professora M. a Debora Massarollo por sua compreensão, ajuda e apoio incondicional e à professora M. a Inês Godinho por sua ajuda, dicas e materiais que prontamente me disponibilizou. A meu grande amigo, aluno e professor, Diego Toledo, por acreditar em meu trabalho e ter embarcado, sem hesitar, nessa jornada. Aos professores e colegas do curso de pós-graduação pelos ensinamentos e amizade. A todos os amigos que sempre me apoiaram em todos os meus passos.

6 ÍNDICE INTRODUÇÃO I O QUE É UM BLOG Estrutura dos blogs Breve história dos blogs Plataformas e serviços de blogs Blogger WordPress Classificação dos blogs II BLOGOSFERA, MÉTRICAS E ELEMENTOS DAS REDES Otimização e Métricas dos blogs SEO (Search Engine Optimization) SMO (Social Media Optimization) Blogroll PageRank Social Mention Google Analytics Technorati Feed Porque os blogueiros blogam Elementos das redes sociais na internet Atores Conexões (interações, relações e laços) O Capital Social Visibilidade Reputação Popularidade... 63

7 Autoridade III DESCRIÇÕES E ANÁLISES DO BLOG DORMIU! Layout Conteúdo * do blogueiro Blog da vez Diário de bordo Games Imagens Informes publicitários Links Promoções Textos Vídeos Comentários Métricas Divulgação Blogroll Publicidade Outros projetos CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS GLOSSÁRIO ANEXOS

8 LISTA DE TABELAS 1. Blogger.com vs WordPress.com Definições de capital social, selecionadas e classificadas de acordo com suas fontes, ação coletiva e seus resultados Quantidade de artigos por categoria As três páginas mais acessadas desde 31 de março de Principais países que acessam o blog Dormiu!... 86

9 LISTA DE FIGURAS 1. Cabeçalho do blog Brainstorm # Cabeçalho padrão de um blog e cabeçalho padrão de um artigo Página inicial do Blogger Brasil Página inicial do Blogger da Google Página inicial do CMS Wordpress Página de inserção de artigos no Wordpress Matriz para tipificação de blogs Blogroll do blog Sedentário; Hiperativo Página principal do site Social Mention Google Analytics Relatório da Technorati Leitor de feeds GreatNews Aviso gerado ao se optar pela exclusão de um perfil no Facebook Layout do blog Dormiu! Layout do blog Dormiu! (estrutura) Paleta de cores do blog Dormiu! Tipografia do blog Dormiu! Background do blog Dormiu! Cabeçalho do blog Dormiu! Casinhas de cachorro luxuosas Liu Bolin, o homem invisível Convite para o evento de lançamento da Nova Saveiro Kit enviado pela Pepsi e Diego com a nova lata A nova lata da Brahma... 91

10 Resumo Título: A Blogosfera: estudo de caso sobre o blog Dormiu!. Resumo: O objetivo principal desse trabalho é investigar os possíveis padrões que possam justificar a popularidade e autoridade concedidas a um blog e seu autor. Os conceitos utilizados abordam questões como as relações entre os indivíduos de uma rede e a construção do capital social. A pesquisa foi desenvolvida através do estudo de caso do blog Dormiu!. Essa metodologia foi adotada devido ao aspecto social e qualitativo do objeto. Para complementar o estudo de caso, também foi realizada coleta de dados através de entrevista e pesquisa bibliográfica. O estudo sugere algumas hipóteses e observa padrões que influenciam na construção do capital social e consequentemente na autoridade que o autor exerce em meio a seus leitores. Palavras Chave: Mídias Sociais. Blog. Blogosfera. Capital Social. Dormiu!.

11 Resumen Título: La blogosfera: un estudio de caso en el blog Dormiu!. Resumen: El objetivo principal de este trabajo es investigar los posibles patrones que puedan justificar la popularidad y la autoridad otorgada a un blog y su autor. Los conceptos utilizados se ocupan de cuestiones tales como las relaciones entre los individuos en una red y la construcción de capital social. La investigación se desarrolló a través de un estudio de caso de blog Dormiu!. Esta metodología fue adoptada debido al aspecto social y cualitativos del objeto. Para complementar el estudio de caso, también se llevó a cabo recopilación de datos por entrevista y investigación bibliográfica. El estudio sugiere algunas hipótesis y observa las pautas que influyen en la construcción de capital social y, por tanto, la autoridad de la que el autor ejerce en medio de sus lectores. Palabras Clave: Medios de Comunicación Social. Blog. Blogosfera. Capital Social. Dormiu!.

12 Abstract Title: The blogosphere: a case study on the blog Dormiu!. Abstract: The main objective of this paper is to investigate the possible patterns that might justify the popularity and authority granted to a blog and his author. The concepts used are addressing issues such as the relations between individuals in a network and the construction of social capital. The research was developed through a case study of blog Dormiu!. This methodology was adopted due to the social and qualitative aspects of the object. To complement the case study, was also carried out data collection by interview and bibliographic research. The study suggests some hypotheses and observes patterns that influence in the construction of social capital and thus the authority that the author exercises in the midst of their readers. Keywords: Social Media. Blog. Blogosphere. Social Capital. Dormiu!.

13 INTRODUÇÃO Ficamos maravilhados com as possibilidades que a internet e as mídias sociais nos proporcionam, desde a transgressão de barreiras físicas até a ascensão descomunal de algumas personalidades que fizeram fama e fortuna repentinamente. Mas como de fato as mídias sociais funcionam? É realmente algo novo? Estamos à mercê de uma revolução comunicacional onde todos garantirão seus 15 minutos de fama? Esta dissertação apresenta um estudo de caso sobre o blog Dormiu!, uma ferramenta de comunicação profissional criada por um adolescente, que ganhou grande visibilidade e que conferiu ao autor status e capital social suficiente para que o mesmo fosse considerado expert em blogs. Como ocorre o acúmulo de capital social e o que confere ao autor do blog influência em meio a seus leitores? Quem realmente detém esse capital, o blog ou seu autor? A credibilidade e influência são restritas aos relacionamentos on-line ou extrapolam para o off-line? A frequência das interações por parte do blogueiro pode ser uma das prováveis variáveis que o levam a ser visto como alguém influente. Também é provável que parte dessa influência seja reflexo de como o blogueiro se apresenta na web. Com a finalidade de expor o caso e assim investigar possíveis padrões que sirvam como parâmetros para a construção do capital social através das mídias sociais, o desenvolvimento desse trabalho tem como base a análise do objeto de estudo por meio de pesquisa bibliográfica, categorização dos blogs e dados acerca do assunto, bem como seu detalhamento. Fez-se necessário o emprego de estudo de caso, tendo em vista a natureza social do objeto a ser estudado. Seu uso nos permitiu uma análise intensiva e nos propiciou ferramentas para investigar as diversas variáveis que permeiam o objeto. O estudo de caso é uma inquirição empírica que investiga um fenômeno contemporâneo dentro de um contexto da vida real, quando a fronteira entre o fenômeno e o contexto não é claramente evidente e onde múltiplas fontes de evidência são utilizadas. (YIN, 2001, p. 32)

14 12 Juntamente com o estudo de caso, foram utilizadas pesquisa bibliográfica, observações e entrevistas. O capítulo I apresenta as definições de blog, o detalhamento de sua estrutura e uma breve história de suas origens, onde são evidenciados personagens fundamentais, sem os quais os blogs não se tornariam o que são hoje. Também nesse capítulo encontram-se informações a respeito das plataformas utilizadas para a criação dos blogs e a descrição detalhada das duas mais populares atualmente. As possíveis classificações dos blogs encerram o capítulo I. Preocupado com a mensuração da blogosfera, o capítulo II mostra as principais ferramentas e práticas para otimização e acompanhamento de dados a respeito dos blogs. É no capítulo II que surge a indagação: por que os blogueiros blogam? O que leva as pessoas a criarem e compartilharem conteúdo pela web? Na tentativa de uma explanação plausível, é nesse capítulo que se encontra o referencial teórico que diz respeito aos elementos das redes sociais na internet, dividido em atores, conexões e capital social. O estudo de caso é retratado no capítulo III, onde o objeto estudado é cuidadosamente detalhado, de forma a se levantar questões e possíveis respostas que venham a justificar padrões encontrados durante a análise. Ao final do trabalho é possível observar alguns padrões que possam justificar o acúmulo de capital social pelo blog e seu autor. Foi verificado, também, que os dados pesquisados não foram suficientes para comprovar a eficácia dos padrões. Há variáveis que fogem à proposta desse trabalho, mas que devem ser consideradas. O estudo do blog Dormiu! pode contribuir para melhor compreensão do acúmulo de capital social na blogosfera. A análise detalhada de sua construção, organização e interação com seus leitores, fornecem dados relevantes no estudo dos blogs.

15 I O QUE É UM BLOG? Podemos considerar, hoje em dia, os blogs como a mais democrática ferramenta de publicação de conteúdo na web, pois permite que qualquer pessoa publique o que bem entender. Os blogs são centrados no conteúdo e nos usuários, deixando aspectos técnicos, como programação e design gráfico, em segundo plano. Dessa forma, torna possível ao internauta que não domina as linguagens de programação da web publicar conteúdo próprio de forma rápida e sem intermediários. (ORIHUELA, 2007, p. 2). Na página intitulada O que é, de um dos maiores serviços de blogs no Brasil, o Blogger, encontramos a seguinte definição: O blog é uma página web atualizada frequentemente, composta por pequenos parágrafos apresentados de forma cronológica. É como uma página de notícias ou um jornal que segue uma linha de tempo com um fato após o outro. O conteúdo e tema dos blogs abrange uma infinidade de assuntos que vão desde diários, piadas, links, notícias, poesia, ideias, fotografias, enfim, tudo que a imaginação do autor permitir. Usar um blog é como mandar uma mensagem instantânea para toda a web: você escreve sempre que tiver vontade e todos que visitam seu blog têm acesso ao que você escreveu. Vários blogs são pessoais, exprimem ideias ou sentimentos do autor. Outros são resultados da colaboração de um grupo de pessoas que se reúnem para atualizar um mesmo blog. Alguns blogs são voltados para diversão, outros para trabalho e há até mesmo os que misturam tudo. Os blogs também são uma excelente forma de comunicação entre uma família, amigos, grupo de trabalho, ou até mesmo empresas. Ele permite que grupos se comuniquem de forma mais simples e organizada do que através do ou grupos de discussão, por exemplo.[ ] [ ] A melhor forma de entender o funcionamento de um blog é visitando um. (O QUE É, 2012, on-line.) Blog é a abreviação de weblog, o equivalente em português a diário da web, e originou-se de uma brincadeira feita por Peter Merholz, que utilizou a forma we blog em vez de weblog. O termo foi criado pelo norte-americano Jorn Barger, que se referia a seu jornal on-line RobotWisdom 1 (MALINI, 2008, p. 2). Weblog, por sua vez, é um acrônimo originado das palavras web e log e se referia aos sites que disponibilizavam links para outros sites interessantes. O blog era, portanto, um guia 1 Disponível em: <http://www.robotwisdom.com>

16 14 que continha links e breves comentários a respeito dos mesmos (MACHADO apud MALINI, 2008, p. 2). Um weblog (também chamado de blog ou página de notícias ou filtro) é uma página da web onde um weblogger (às vezes chamado de blogueiro ou pre-surfer) registra todas as outras páginas da web de seu interesse. Normalmente adicionam-se novas entradas no topo da página, dessa forma os visitantes que retornam podem ler a página rolando-a para baixo até chegarem aos links que já haviam visto em sua última visita (BARGER, 1999) 2. Também é considerado erroneamente como uma página pessoal, na qual seriam publicados somente relatos de fatos ocorridos com o autor dos posts. De acordo com Primo (2008a, p. 122), a popularização dos blogs fez com que se buscassem pistas para a compreensão daquela modalidade de escrita, e logo surgiu a comparação com diários pessoais, no entanto os blogs possuem características distintas, apresentando estilos e objetivos que não podem ser equiparados aos diários de cunho pessoal. No entanto, há também blogs que se baseiam nos sentimentos, em percepções e reflexões do próprio autor, apesar de serem estas características de diários pessoais, os blogs possuem propósitos diferentes, como explica Primo. A principal distinção entre diários e blogs os opõem de maneira inconciliável. Diários pessoais se voltam para o intrapessoal, têm como destinatário o próprio autor. Blogs, por outro lado, visam o interpessoal, o grupal. (PRIMO, 2008a, p. 122) Hoje temos diversas categorias de blogs, como os pessoais, os especializados em um tema, os coorporativos etc. Muitos deles são referências no meio onde atuam. Um exemplo é o blog Brainstorm #9 3 criado pelo publicitário Carlos Merigo, considerado uma das principais referências sobre o mundo da publicidade no Brasil. Desde 2002 no ar, o Brainstorm #9 é um veículo online brasileiro independente que fala sobre criatividade e inspiração, seja na 2 A weblog (sometimes called a blog or a newspage or a filter) is a webpage where a weblogger (sometimes called a blogger, or a pre-surfer) 'logs' all the other webpages she finds interesting. The format is normally to add the newest entry at the top of the page, so that repeat visitors can catch up by simply reading down the page until they reach a link they saw on their last visit (Barger, 1999). (Tradução nossa) 3 Disponível em: <http://www.brainstorm9.com.br>

17 15 publicidade, internet, negócios, social media ou comunicação digital em geral. Trazendo antecipadamente os grandes trabalhos inspiradores do mercado de entretenimento e digital nacional e internacional, além da discussão sobre processos criativos. Com conteúdo em texto, vídeo, áudio e social, o Brainstorm #9 tem especial olhar pelo inusitado, inovador e original. Em quase 9 anos de existência, foi criada uma grande comunidade participativa de early adopters, com uma relação de confiança e credibilidade entre estudantes, profissionais e amantes da criatividade. Justamente por isso, o Brainstorm #9 vem sendo eleito por diversas pesquisas e publicações como um dos blogs mais influentes do Brasil. (<http://www.brainstorm9.com.br/sobre/>, acesso em 1 de fevereiro de 2012) O Brainstorm #9 mantém milhares de publicitários bem informados a respeito dos acontecimentos e tendências mundiais sobre publicidade. Logo no cabeçalho do blog é possível visualizar os tópicos mais importantes do dia, atalhos para outras páginas e botões para interação nas redes sociais. Figura 1 - Cabeçalho do blog Brainstorm #9 (Disponível em: <http://www.brainstorm9.com.br/>, acesso em 20 de fevereiro de 2012)

18 16 Os blogs considerados referências recebem uma quantidade alta de visitas diárias, o que os obrigam a publicar conteúdo novo diariamente, não raro mais de uma vez por dia. 1. Estrutura dos blogs A estrutura dos blogs é simples e se repete em quase todos os existentes, o que facilita em muito a navegação e a experiência do usuário. A atualização do material disponível fica a cargo do blogueiro, termo que denomina quem mantém ou escreve nos blogs. Há diversos tipos de blogueiros, desde o descompromissado, que publica informações sobre fatos banais de seu cotidiano, até o profissional, que em certos casos chega a ser remunerado com quantias consideráveis por seu trabalho. Comumente, um blog apresenta uma página principal, onde são listados os artigos ou posts, publicados verticalmente e em ordem cronológica invertida, ou seja, sempre o post mais recente no alto da página. Cada artigo possui sua própria URL, denominada, nesse caso, de link permanente, ou permalink, os quais são essenciais para conexões advindas de outros sites (ORIHUELA, 2007, p. 5). Na maioria dos casos, essa lista de posts da página principal apresenta o título do artigo, a data e hora de publicação, a categoria a qual pertence o artigo, uma foto relacionada com o tema e uma breve introdução ou, ainda, apenas um trecho inicial do artigo ou resumo acompanhado de um link ver mais, continuar lendo ou qualquer outro indicativo de que aquele link levará o leitor à página que contém o artigo por completo. Além da lista com os artigos, há também cabeçalhos e barras laterais inseridos na estrutura de um blog comum; no cabeçalho da página principal há a identificação do blog, endereços para contato e informações a respeito do tema abordado; já na barra lateral encontram-se informações sobre quem escreve no blog, além de links para outros sites. Essa lista de links que apontam para outros blogs é conhecida como blogroll. A maior parte dos blogs traz uma seleção de conexões (blogroll) que reúne os sites lidos ou pelos menos recomendados pelo autor [ ]. (ORIHUELA, 2007, p. 4).

19 17 Outro recurso indispensável é o campo de pesquisa, localizado ou no cabeçalho da página principal ou na barra lateral, que permite ao leitor fazer buscas no conteúdo do blog utilizando palavras-chave. Ainda na barra lateral podemos encontrar outros recursos de indexação e organização dos artigos publicados, como nuvem de tags e lista de categorias, que permite agrupar posts de um mesmo tema, além de organizar e facilitar a pesquisa por um determinado assunto. Na página que exibe o post na íntegra, o cabeçalho principal e a barra lateral continuam estáticos e a lista dos posts publicados dá espaço ao conteúdo do artigo. No cabeçalho de um artigo (que não possui qualquer semelhança com o cabeçalho da página principal, ver fig. 2) são exibidas informações como título, normalmente uma frase chamativa e curta, que faça referência ao conteúdo do post, data e hora da publicação, categoria, número de pessoas que fizeram comentários, palavraschave referentes ao conteúdo, autor do artigo (este também pode aparecer ao final do post) e o corpo do artigo, onde, além de textos, é comum a inserção de fotos, vídeos e links. Logo abaixo ao conteúdo disponibilizado no post, o leitor encontra a área de comentários, na qual pode interagir com o que foi citado no artigo. [ ] os blogs popularizaram a possibilidade dos leitores de comentar e discutir entre si o material publicado. Não é incomum que o conteúdo dos comentários de alguns blogs seja tão relevante quanto os próprios posts. Os comentários também facilitam a criação de um vínculo entre os blogueiros (nome que se dá a quem mantém e escreve em blogs), os leitores-comentaristas do blog e entre os próprios leitores. Esse sentimento de comunidade em torno desse tipo de site ajuda a garantir o retorno dos visitantes. (ERCILLIA; GRAEFF, 2008, p. 36) A figura 2 apresenta a diferença entre os cabeçalhos de blog e artigo, a nomenclatura se repete devido ao blog (ou qualquer outro tipo de site) ser desenvolvido em partes, dessa forma o artigo, ou post, é uma parte que contém cabeçalho, corpo e rodapé, inseridos no corpo do blog.

20 18 Figura 2 Cabeçalho padrão de blog e cabeçalho padrão de artigo Cabeçalho do blog Cabeçalho de artigo (Disponível em: <http://www.pinceladasdaweb.com.br/>, acesso em 20 de fevereiro de 2012) Essa constante vigília por parte dos leitores obriga o blogueiro a cada vez mais se dedicar ao blog, aprimorando sua escrita, sendo cauteloso e criterioso quanto ao material a ser publicado. 2. Breve história dos blogs Apesar da rede mundial de computadores ter nascido no início da década de 1960, o que conhecemos hoje como internet só foi viabilizado quase 30 anos depois, com a implementação do hipertexto 4 e dos navegadores. E foi Tim Berners-Lee o grande responsável por esse acontecimento (ORIHUELA, 2007, p.2; CASTELLS, 2003, p.18; ERCILLIA; GRAEFF, 2008, p.19). Utilizando-se de todo o conhecimento e pesquisas já desenvolvidas em torno da rede de computadores, Berners-Lee utilizou o conceito de hipertexto e criou os padrões HTML 5, MTML 6 e URI 7, que mais tarde foi renomeado para URL 8. 4 De acordo com o dicionário Miniaurélio Eletrônico (versão 5.12), hipertexto é o conjunto de blocos mais ou menos autônomos de texto, apresentado em meio eletrônico computadorizado e no qual há remissões associando entre si diversos elementos, de tal modo que o leitor pode passar diretamente entre eles, escolhendo seu próprio percurso de leitura, sem seguir sequência predeterminada. No entanto, esse conceito não é exclusividade dos meios eletrônicos. A leitura não linear dos hipertextos também está presente em dicionários e na Bíblia, por exemplo. Atualmente a palavra hipertexto tem sido em geral aceita para textos ramificados e responsivos, mas muito menos usada é a palavra correspondente hipermídia, que significa ramificações complexas e gráficos, filmes e sons responsivos assim como texto. Em lugar dela usa-se o estranho termo multimídia interativa, quatro sílabas mais longa, e que não expressa a ideia de hipertexto estendido. (Ted Nelson, Literary Machines, 1992, criador dos termos hipertexto e hipermídia.) 5 HyperText Markup Language.

21 19 Com a colaboração de Robert Cailliau, um dos pesquisadores do CERN 9, criou em dezembro de 1990 um programa navegador/editor e batizou o sistema de hipertexto de world wide web 10, também conhecido como www ou simplesmente web. Em agosto de 1991, o CERN lança na rede o software do navegador da www, o que acarretou no interesse de vários hackers por todo o planeta, que passaram a tentar desenvolver seus próprios navegadores modificando o trabalho original de Berners-Lee. Dessas versões modificadas surge o Mosaic (CASTELLS, 2003, p.18). Em 23 de janeiro de 1993, é lançado o primeiro release do Mosaic, sendo considerado o primeiro navegador com interface gráfica da história 11. Posteriormente, surgem os navegadores Netscape, em 1994, e Internet Explorer, da Microsoft, em Este último considerado, hoje, o navegador mais utilizado no mundo 12. Enquanto Netscape e Microsoft travavam a chamada Guerra dos browsers 13, a popularidade da internet aumentava, e, com isso, o conteúdo disponível. Os meios tradicionais começavam a explorar os recursos da rede. Surgem os jornais eletrônicos em A quantidade de conteúdo na Web crescia a uma velocidade impressionante. O desafio era encontrar a informação que se queria em meio às milhões de páginas publicadas. (ERCILLIA; GRAEFF, 2008, p. 24) Era quase impossível se achar algo nos primórdios da internet. A navegação era limitada aos sites que eram indicados por amigos ou periódicos. Para minimizar esse problema, foram criados sites que continham links para outros sites, 6 Marine Transport Markup Language. 7 Uniform Resource Identifier. 8 Uniform Resource Locator. 9 Acrônimo em francês para Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire (Conselho Europeu para Pesquisa Nuclear), onde Tim Berners-Lee atuava como consultor de engenharia de software quando criou a World Wide Web. 10 Disponível em: <http://www.w3.org/history/1989/proposal.html> 11 Disponível em: <http://www.livinginternet.com/w/wi_mosaic.htm>, acesso em 2 de fevereiro de 2012> 12 De acordo com o relatório emitido pela Net Market Share em janeiro de acesso em 02 de fevereiro de Por volta de 1995 até 1999, deu-se a chamada Guerra dos Browsers, onde duas empresas concorrentes, de um lado a Netscape com seu produto homônimo, doutro a Microsoft com o Internet Explorer, buscavam a liderança no mercado de navegadores web. (extraído do vídeo documentário)

22 20 acompanhados de uma breve descrição. Ainda em 1994, dois estudantes da Universidade de Stanford, nos EUA, diante do problema que era procurar conteúdo pela web, decidiram criar um site que prestava o serviço de adicionar links de outros sites para servir de guia a outros estudantes. Jerry Yang e David Filo criaram o Jerry s Guide to the WorldWideWeb (Guia do Jerry para a World Wide Web). No início era uma página simples que trazia alguns links, mas como a lista não parava de aumentar decidiram dividir o conteúdo em categorias e subcategorias. Surgiu, então, o conceito de diretório para organização das informações disponíveis na web (ERCILLIA; GRAEFF, 2008, p.24). Mais tarde, o serviço prestado por Yang e Filo deu origem à empresa Yahoo!, sigla para Yet Another Hierarchical Officious Oracle 14. No entanto, antes do Jerry s Guide to the World Wide Web já havia sites pessoais que disponibilizavam listas de link. Em 1992, o próprio Tim Berners-Lee disponibilizava uma página contendo links e suas respectivas descrições no site intitulado por ele de What's new in ' Além de links, Berners-Lee também postava informações a respeito de seu trabalho e de acontecimentos sobre a internet. De volta a 1994, Dave Winer, programador e fundador da UserLand Software (<http://www.userland.com>) começava a se interessar por publicações na web enquanto ajudava a automatizar os processos de produção de um jornal on-line que disponibilizava informações sobre a greve nos jornais impressos de São Francisco 16 (ROSENBERG, 2008, p.50). Em 1996, Winer cria um jornal on-line 17 com artigos em ordem cronológica, com a estrutura de um blog, no qual disponibilizava informações a respeito do movimento 24 Horas para a Democracia, um encontro virtual que apoiava o livre discurso na internet. Sua empresa foi pioneira no desenvolvimento de aplicações para a publicação de blogs. A Radio UserLand foi a primeira plataforma de publicação em rede que criou uma grande comunidade (VARELA. In: ORDUÑA, 2007, p.60). 14 Mais um Oráculo Hierárquico Oficioso. Yahoo! Media Relations. The History of Yahoo! How It All Started, Disponível em: <http://docs.yahoo.com/info/misc/history.html>, acesso em 11 de março de Disponível em: <http://www.w3.org/history/ hypertext/hypertext/www/news/9201.html>. 16 No dia 1 de novembro de 1994, os funcionários dos jornais impressos San Francisco Chronicle e The San Francisco Examiner entraram em greve, a qual permaneceu por 11 dias. 17

23 21 Entusiastas do livre discurso na internet começaram a aparecer em 1997, considerado como o ano do surgimento dos blogs. Foi nesse ano que quatro dos principais blogs da história nasceram, dentre eles o Scripting News, de Dave Winer; Cam Word, de Cameron Barret, professor de html e web design; Raster Web, de Pete Prodoehl; e Robot Wisdom, de Jorn Barger. Jorn Barger é um ativista social e político norte-americano e o criador do termo weblog. Muitas referências na web apontam para seu site como sendo o primeiro blog da história (VARELA. In: ORDUÑA, 2007, p. 60), no entanto o próprio Bargers em seu blog cita outro site como sendo o pioneiro dos blogs. Qual foi o primeiro weblog? O que há de novo, da Mosaic, escrito por MarcAndreesen, eu acho. 18 Jorn Barger 19 A página pessoal de Tim Bernes-Lee também é citada como sendo o primeiro blog, essa página encontra-se preservada em hypertext/hypertext/www/news/9201.html. (ORIHUELA, 2007, p. 2; AMARAL, RECUERO; MONTARDO, 2009, p. 28). O jornal The Charlotte Observer (http://www.charlotteobserver.com/), em 1998, utilizou pela primeira vez um blog para cobrir os estragos causados pelo furacão Bonnie. Em 1999, vários editores passam a utilizar os blogs como meio de publicarem seus artigos de forma individual, o que deu início à democratização da informação (VARELA, 2007, p. 60). Essa nova forma de publicação passou a popularizar-se ainda mais com empresas que ofereciam serviços de publicação de blogs de forma automatizada. Antes delas, era necessário conhecimento avançado em linguagens da web para a construção de um blog. O Blogger foi um dos pioneiros nesse ramo, oferecendo uma plataforma user friendly que permitia a qualquer pessoa sem conhecimentos de programação criar um blog de forma rápida (http://www.blogger.com). Nasceu, então, o we media, termo cunhado pelo escritor norte-americano Dan Gillmor (http://www.dangillmor.com), que se refere a indivíduos, dentro de uma 18 Tradução nossa para What was the first weblog? Mosaic's What's New page was started by Marc Andreesen, I think. 19 Disponível em: <http://www.robotwisdom.com/weblogs/index.html>, acesso em 5 de fevereiro de 2012.

24 22 comunidade com afinidades específicas, criando e publicando conteúdo na web sem a necessidade das grandes empresas de mídia. O we media é considerado uma das maiores ameaças para os meios tradicionais, pois não se trata de um indivíduo em seu púlpito, virtual ou físico, nem uma opinião individual. O we media cria organizações autogeridas e espontâneas que se alimentam da credibilidade de seus membros. (VARELA, 2007, p. 61) Os meios tradicionais como o jornal e a TV, até então detentoras de autoridade e da confiança do público, começam a perder espaço para grupos autônomos que publicam informação na internet. A informação aprendida por um membro do grupo é então replicada a outras pessoas que não só aprendem com essas informações, mas também contribuem com suas próprias publicações a partir de um certo ponto de maturidade dentro do grupo. Dessa forma as pessoas confiam mais no que se compartilha dentro dos grupos do que no que nas informações transmitidas pelos grandes meios de comunicação. O we media se explica por meio da convicção de que a colaboração entre os indivíduos pode produzir resultados novos e coerentes de estruturas complexas[ ] (VARELA, 2007, p. 61) Em 2000, o site Blogger lançou outra novidade: cada post em sua própria página individual, o que permitiu criar links para outros artigos, o chamado permalink. Com isso, cada post passou a ter seu próprio endereço físico, sua própria URL. Assim, permitiu-se, ainda, a inclusão de um sistema de comentários para cada artigo publicado. A importância e o potencial dos blogs só foram de fato expostos em 11 de setembro de 2001, nos atentados terroristas em Nova York e Washington. Pessoas recorriam aos blogs na tentativa de reaver parentes desaparecidos, imagens amadoras eram postadas antes que a televisão as divulgasse e muitos blogs contribuíram com informações importantes além da cobertura dos fatos ocorridos (VARELA, 2007, p. 63; ANTÚNEZ, 2007, p. 29; ERCILLIA; GRAEFF, 2008, p. 66). A ascensão dos blogs deu-se de forma muito rápida. No ano de 1999, havia apenas 23 blogs, de acordo com a lista de Jesse James Garrett do blog The Page of

25 23 Only Weblogs 20 ; hoje em dia, são blogs (embora esse número seja uma incógnita, como visto no Capítulo II, tópico 1.1) cadastrados no serviço de indexação de blogs Technorati (Disponível em: <http://technorati.com/blogs/directory>, acesso em 8 de fevereiro de 2012). 3. Plataformas e serviços de blogs Não bastasse criar conteúdo relevante, escrever razoavelmente bem, manterse atento às novas informações e atualizar constantemente seu blog, nos primórdios o blogueiro ainda deveria dominar os códigos de marcação de hipertexto (HTML 21 ) e procedimentos como envio de arquivos por FTP 22. De fato, um trabalho bastante árduo, que limitava a blogosfera apenas àqueles que dominavam os códigos. Embora a World Wide Web tenha inaugurado no início dos anos 1990, e pela primeira vez na história dos meios de comunicação, um espaço para a publicação de informação em escala global sem editores, há uma série de obstáculos que se interpunham entre o usuário médio e a publicação de conteúdos on-line: a codificação das páginas através de editores de HTML, sua composição mediante os programas de design gráfico e sua publicação em servidores web com aplicações de transferência de arquivos (FTP). (ORIHUELA, 2007, p. 2). À medida que a publicação de conteúdo por indivíduos começou a se popularizar, empresas de tecnologia enxergaram uma nova oportunidade de criarem serviços que dispensavam o conhecimento técnico e ofereciam ao usuário o que realmente interessava. A esse serviço deu-se o nome de CMS (Content Manager System, em português: Sistema de Gerenciamento de Conteúdo). O CMS permite que se incluam textos, imagens, vídeos, links, além de administrar os comentários feitos pelos leitores no blog e outros vários recursos. A partir daí, não era mais necessário saber programação; o CMS disponibilizava toda a estrutura de um blog, ficando a cargo do blogueiro o trabalho de criar conteúdo e escolher um novo layout (ou continuar a utilizar o layout padrão) para seu blog. 20 Disponível em: <http://www.jjg.net/retired/portal/tpoowl.html>. 21 Hiper Text Markup Language Linguagem de marcação de hipertexto, desenvolvida por Tim Berners-Lee. 22 File Transfer Protocol Protocolo de transferência de arquivos, necessário para a cópia de um arquivo local para um servidor remoto, por exemplo enviar um arquivo de seu PC para um servidor conectado à internet.

26 24 Um Content Manager System (sistema de gerenciamento de conteúdo), popularmente conhecido pela sigla CMS, é a ferramenta que permite ao usuário gerar de maneira dinâmica os elementos que fazem parte de um site, desde a criação de páginas, a redação, o design e os arquivos até a licença. Antes de os CMS surgirem, havia apenas sistemas orientados a programadores em virtude da complexidade do uso e da instalação nos servidores e do alto custo de alguns. Essas soluções eram voltadas para sites profissionais, como portais, sites corporativos, jornalismo ou estabelecimentos comerciais on-line. (ANTÚNEZ, 2007, p. 22) Depois do CMS qualquer pessoa poderia criar seu blog, ainda mais pelo fato de a maioria das empresas oferecerem não só o CMS, mas também um plano de hospedagem, na maioria das vezes gratuito. A administração por meio de um painel de controle amigável mais a gratuidade dos serviços foi a grande responsável pela multiplicação rápida dos blogs, de algumas dezenas para milhões em poucos anos. O motor que permitia que os blogs fossem o protagonista de uma revolução, comparada ao furor do surgimento da imprensa no século XV, acelerava seu ritmo. Começaram a surgir iniciativas, dentro e fora do novo continente, que insistiam na receita dois em um, ou seja, na instalação de um domínio (alternativa voltada a usuários de nível avançado). Com isso, temos o início da nova era na internet. Não se tratava de exibicionismo, mas de comunicação. Sem intermediários, sem censura, gratuita, universal. (ANTÚNEZ, 2007, p. 23) Apesar da importância dos CMS para a popularização dos blogs, apresentaremos aqui apenas os CMS mais utilizados no Brasil, a começar pelo Blogger, que além de popular mundialmente foi um dos pioneiros Blogger Desenvolvido para ser uma ferramenta de uso interno, o Blogger tornou-se um dos mais populares CMS da web, isso porque seus desenvolvedores concentraram-se naquilo que realmente importava: facilidade de uso, recursos avançados e hospedagem gratuita. Foi em 1999 que a pequena empresa de software Pyra Labs, sediada em São Francisco, EUA, deu início ao que viria a ser o Blogger. Inicialmente, deveria cumprir o propósito de gerenciar o blog da empresa, expondo por meio deste informações pertinentes como os projetos da empresa, lista de contatos, entre outros.

27 25 O Blogger compreendeu, melhor do que qualquer outro, a psicologia do indivíduo que vive na sociedade da informação. Não só por se estabelecer, como seus antecessores, como o serviço CMS com hospedagem gratuita, mas também por conhecer as afinidades e as fobias do internauta, independentemente de sua experiência ou de seus hábitos de navegação. Isso era amistoso e satisfatório para eles. Assim que se chegasse ao Blogger.com, percebia-se que os blogs eram algo diferente, emocionante. (ANTÚNEZ, 2007, p. 26) A simplicidade estava presente não só nas telas iniciais, mas desde o procedimento de cadastro, construção e gerenciamento dos blogs. Para se criar um blog, bastava criar uma conta utilizando um nickname 23, senha, título do blog, URL e . Além dos recursos tradicionais que o CMS oferecia, havia módulos avançados, em que o blogueiro pagava uma quantia para ter acesso a opções de gerenciamento e publicação que a versão gratuita não oferecia. A página inicial do Blogger apresentava slogans para motivar a criação de blogs por usuários inexperientes, também exibia uma lista dos últimos blogs atualizados e notícias sobre a blogosfera. Por conta da rápida adoção por parte dos internautas, o serviço passou por algumas dificuldades técnicas, uma delas foi a de não comportar o número de usuários, causando lentidão nos servidores e, algumas vezes, a interrupção momentânea do serviço, o que foi resolvido pela contribuição do Google em 2002 à Pyra Labs. O Blogger, então, passou a ser oferecido pela Google como mais um aplicativo de seu extenso portfólio de soluções web 24. Uma das mudanças mais significativas ocorridas com essa parceria, além da infraestrutura, foi a extinção do Blogger Pro. O Google disponibilizou (e continua a disponibilizar) a versão completa do Blogger de forma inteiramente gratuita, no entanto adicionou banners com publicidade em algumas partes da interface dos blogs (ANTUNÉZ, 2007, p. 27). Existe uma versão brasileira do Blogger (http://blogger.globo.com/index.jsp) disponibilizada pelo portal Globo.com. As Organizações Globo firmaram parceria com a Pyra Labs também em O Blogger Brasil instituiu recursos de hospedagem de imagens muito antes do Blogger estadunidense e tornou-se o grande responsável pela proliferação de blogs no país. Com a popularidade expandindo-se rapidamente, o Blogger Brasil também passou por problemas de 23 O mesmo que apelido, ou nome de usuário. 24 O CMS oferecido pelo Google é uma versão modificada do Blogger original da Pyra Labs, que nesse caso também é chamada de Blogspot.

28 26 hospedagem, o que levou à decisão de encerrar a gratuidade do serviço em 2004, tornando o acesso restrito aos assinantes do portal Globo.com. Esse episódio causou certa aversão por parte da blogosfera ao serviço oferecido pelas Organizações Globo, que sem aviso prévio decidiu banir vários blogs que funcionavam pelo sistema gratuito 25. Apesar do ocorrido, o Blogger Brasil ainda está no ar e é oferecido aos assinantes do portal Globo.com. Na página O que é do site do Blogger das Organizações Globo, o usuário encontra a seguinte descrição do serviço: O que é Blogger? O Blogger é uma ferramenta de Internet que ajuda você a publicar e atualizar seu blog a todo instante, de qualquer lugar do planeta, sem complicação ou programação [ ]. O que o Blogger faz? O Blogger permite que você atualize seus blogs de um jeito fácil e simples, sem se preocupar com instalação de programas, códigos ou scripts. Ele dá total controle sobre o conteúdo e o visual de seus blogs e ainda permite que você faça tudo isso de qualquer lugar do planeta, através da Internet. Tecnicamente, ao invés de editar manualmente suas páginas web e fazer o upload delas para o local em que estão hospedadas, você utiliza o Blogger em seu navegador e, através de uma interface amigável, atualiza instantaneamente o conteúdo de seu blog. Como o Blogger funciona? É simples: você utiliza um formato pronto disponível da biblioteca de estilos ou fornece ao Blogger o formato básico de sua página ou site. Depois, é só inserir e publicar o conteúdo utilizando o Blogger e usando os botões de comando. Pronto, sua página está atualizada! Sempre que você quiser adicionar novidades, notícias ou qualquer outro conteúdo ao seu blog ou site, basta escrever no Blogger e publicar. Se você é um usuário avançado, poderá utilizar as funcionalidades do Blogger em seu site ao lado de scripts 26, includes 27, ferramentas Java e diversas outras possibilidades. É possível utilizá-lo até como um "include" em alguma área de seu site. E se você não entende nada disso, nem se preocupe em saber do que se trata: o Blogger é simples para quem quer simplicidade e extremamente poderoso para quem deseja ir mais fundo. 25 acesso em 21 de fevereiro de Scripts são trechos de código reutilizáveis, o programador pode, por exemplo, utilizar um script pronto para conferir um CPF ao invés de escrevê-lo. 27 São scripts prontos também, a diferença é que o programador apenas inclui um link que chama o script ao invés de copiá-lo dentro de seu código.

29 27 Como eu começo a utilizar o Blogger? Fácil: basta clicar aqui. E se você tiver dúvidas, problemas ou sugestões, utilize nosso sistema de ajuda. (Disponível em: <http://blogger.globo.com/br/about.jsp>, acesso em 21 de fevereiro de 2012) As figuras 3 e 4 ilustram as páginas iniciais do Blogger Brasil, de propriedade das Organizações Globo, e do Blogger, de propriedade da Google, respectivamente. Figura 3 Página inicial do Blogger Brasil (Disponível em: <http://blogger.globo.com/index.jsp>) No entanto, a Google continua a disponibilizar de forma gratuita a versão em português do Blogger. Figura 4 Página inicial do Blogger da Google (Disponível em: <http://www.blogger.com>)

30 28 Desde o lançamento do Blogger, em 1999, os blogs redesenharam a Web, dinamizaram a política, sacudiram a imprensa e deram voz a milhões de pessoas. (Blogger, disponível em: <http://www.blogger.com/tour_start.g>, acesso em 22 de fevereiro de 2012). Em setembro de 2011, um infográfico intitulado How the world uses social network, criado pela Mashable 28 baseado em dados de pesquisa realizada pela Nielsen 29, apontava o Blogger como o principal CMS para construção de blogs no Brasil. E considerando todas as mídias sociais, o Blogger deteve 54,73% de usuários dentre os mais de 76 milhões de internautas brasileiros, ficando atrás somente das redes sociais Orkut (com 64,69%) e Facebook (com 64,19%) WordPress O WordPress aparece em quinto lugar na lista, ainda de acordo com a Mashable, com 28,3% de usuários (em quarto lugar está o Twitter, com 31,37%). No entanto, o WordPress é considerado uma das melhores plataformas para criação de blogs entre os blogueiros mais experientes. Ainda assim, há diversos sites, blogs e fóruns que discutem fervorosamente qual CMS é melhor, embora, com conhecimento em códigos de programação, o usuário consegue resultados semelhantes em ambas as plataformas. O WordPress é uma plataforma semântica de vanguarda para publicação pessoal, com foco na estética, nos Padrões Web e na usabilidade. O WordPress é ao mesmo tempo um software livre e gratuito. Em outras palavras, o WordPress é o que você usa quando você quer trabalhar e não lutar com seu software de publicação de blogs. (WordPress, 2012, on-line) Em fóruns e blogs especializados em TI, como imasters 30, Tecnoblog 31, UOLHost 32, dentre outros, há um grande número de defensores do WordPress em relação ao Blogger, mas é necessário uma pequena explicação à respeito do assunto. Assim como o Blogger, o WordPress é dividido em dois serviços distintos: um é o WordPress.com, que oferece, além do CMS, a hospedagem gratuita, no 28 acesso em 22 de fevereiro de acesso em 22 de fevereiro de

31 29 entanto o domínio do blog fica vinculado ao nome WordPress.com, por exemplo: Ademais, possui algumas restrições de recursos 33. O outro é o WordPress.org, que não oferece a hospedagem, sendo de responsabilidade do blogueiro a contratação de um domínio e hospedagem próprios, gratuita ou não, mas em relação aos recursos oferece uma lista de milhares de complementos criados pela comunidade 34. E por falar em comunidade, o CMS WordPress é open source, o que significa que qualquer pessoa com conhecimento avançado em linguagens de programação pode modificar o código fonte original do WordPress. Isso já não é possível com o Blogger, pois se trata de um produto de propriedade da Pyra Labs. Ademais, a comunidade WordPress disponibiliza temas e plug-ins de forma gratuita e paga. Desde desenvolvedores solitários até grandes empresas investem na criação de complementos para essa plataforma, o que, em termos de flexibilidade e recursos, deixa o WordPress bem à frente do Blogger. Na tabela 1 pode-se comparar os recursos oferecidos pelos dois CMS. Tabela 1 Blogger.com vs WordPress.com Postado em 9 de julho de 2008 WordPress.com Blogger.com Cadastro Gratuito Sim Sim Limitações em Propagandas Sim Não Export/Import Sim Não Blogs Múltiplos Sim Sim Grupos de Blogs Sim Sim Blog Privado Sim Sim Custom CSS Não Sim Códigos Javascript Não Sim Custom Template Não Sim Embed Object (ex: Flash) Não Sim Feed (RSS) Sim Sim Carregamento / Uploads jpg, jpeg, png, gif, pdf, doc, ppt Somente Imagens Próprio Domain Sim Sim 33 Disponível em: <http://www.wordpress.com>, acesso em 22 de fevereiro de Wordpress.org, disponível em: <http://www.wordpress.org>, acesso em 22 de fevereiro de 2012.

32 30 Registro de Domains Sim, com opção paga Não Sistema de Análise de Visitas Embutido Sim Não Sistema de Análise de Feed Embutido Sim Não Anti-Spam Sim, Askimet Não Postagens via Mail Não Sim FTP/SFTP Não Não Serviço de Pinging Sim, Ping-O-Matic Weblog Republicação de Posts Não Não Common ID OpenID Google ID Open Source Sim Não Gerenciamento de Links Sim (Bem fácil) Sim (Não tão fácil) Plugins Sim Não Widget Sim Sim Permite Criação de Novas Páginas Sim Não Update Internos Frequentes Não Frequentes Permite Mudanças na URL do Blog Não Sim (Disponível em: <http://www.wordpressbr.com/?s=blogger>, acesso em 22 de fevereiro de 2012) Como a tabela é de 2008, muito já mudou em ambas as plataformas, principalmente no WordPress, que está em sua versão Segundo o site da WordPress.com, são blogs criados com WordPress por todo o mundo, sendo que desse montante 6,5% são escritos em português. Há, ainda, uma notável galeria de empresas que utilizam a plataforma WordPress, como New York Times, CNN, Forbes, GM, UPS, Sony, ebay, Wolkswagen e várias outras. O CMS do WordPress é um dos mais completos, contém em sua página principal um menu lateral com todas as opções de gerenciamento, estatísticas sobre o blog, atalho para postagens rápidas, últimos comentários postados, dicas e notícias sobre a comunidade WordPress. Podemos observar a página administrativa padrão do WordPress na figura 5, que ilustra como é a página inicial do painel de controle de um blog criado com WordPress. Em destaque temos o menu principal, o resumo das estatísticas do blog, aviso de novos comentários e um quadro contendo campos para postagem rápida.

33 31 Figura 5 Página inicial do CMS WordPress Página de gerenciamento do blog ChrisParra, disponível em: <http://www.chrisparra.com>, acesso em 22 de fevereiro de Em relação à postagem de artigos, a interface também é bastante amigável como pode ser observado na figura 6. Contém opções avançadas que podem ser ocultadas caso o blogueiro queira utilizar somente as funções principais. Figura 6 Página de inserção de artigos no WordPress Página de inserção de posts do blog acesso em 22 de fevereiro de 2012.

34 32 Apesar da promessa de que não são necessários conhecimentos sobre programação, em qualquer que seja a plataforma a ser utilizada, sua total customização só é possível por meio da alteração dos códigos originais, seja na construção de um tema visual, inclusão de novos recursos ou otimização do blog para melhor posição nos rankings dos motores de busca. 4. Classificação dos blogs Como Primo (2008b) demonstra em seu artigo Blogs e seus gêneros: Avaliação estatística dos 50 blogs mais populares em língua portuguesa, a tipificação dos blogs é um assunto ainda a ser discutido. Há muitas classificações que por vezes são conflitantes ou não demonstram todas as significâncias e complexidades providas dos blogs. O autor sugere dezesseis gêneros, classificados com base em observações, condições de produção, impacto de condicionamentos profissionais e estilo de texto, sendo estes agrupados em quatro categorias: blog profissional, blog pessoal, blog grupal e blog organizacional; e definidos nos itens apresentados na figura 7. São assim, os gêneros, segundo Primo (2008b): a) Blogs profissionais: 1. Profissional autorreflexivo 2. Profissional informativo interno 3. Profissional informativo 4. Profissional reflexivo b) Blogs pessoais: 5. Pessoal autorreflexivo 6. Pessoal informativo interno 7. Pessoal informativo 8. Pessoal reflexivo c) Blogs grupais: 9. Grupal autorreflexivo 10. Grupal informativo interno 11. Grupal informativo 12. Grupal reflexivo

35 33 d) Blogs organizacionais: 13. Organizacional autorreflexivo 14. Organizacional informativo interno 15. Organizacional informativo 16. Organizacional reflexivo Primo tipificou os 16 gêneros de blogs com o auxílio de uma matriz, ilustrada pela figura 7. Figura 7 Matriz para tipificação de blogs (PRIMO, 2008b, p. 3) De acordo com Primo (2008b), os blogs profissionais referem-se àqueles que tratam de assuntos relacionados à área de atuação profissional do autor. Blogs pessoais abrangem qualquer assunto, normalmente aleatório, cujo autor tenha alguma familiaridade, ache interessante ou simplesmente esteja em evidência no momento da postagem. O blog pessoal não segue uma metodologia como as dos

36 34 profissionais, que buscam informações de qualidade e esperam retorno profissional em troca; blogs pessoais prezam pela livre expressão e individualidade do autor. Os blogs grupais são formados por dois ou mais autores unidos por um assunto em comum, como fãs de uma banda ou usuários de certo produto. Apesar de construído em grupo, os autores expressam-se de forma individualizada. Por fim, os blogs organizacionais mantêm o foco em assuntos relacionados à organização que os alimenta. Notícias, agenda, informações ao consumidor, lançamentos, tudo relacionado à empresa, apresentado com uma linguagem formal e com objetivos de marketing estabelecidos. Quem escreve em um blog organizacional o faz em nome da organização, sendo dessa forma um porta-voz. Para Recuero (2003, p. 3), há duas grandes categorias de weblogs cujas características dos posts eram facilmente distinguíveis e uma terceira, referente ao híbrido das categorias anteriores. São eles, diários eletrônicos, publicações eletrônicas e publicações mistas. Os weblogs atuam como versões mais dinâmicas dos websites pessoais. E, como websites pessoais, dividem as mesmas críticas: são experiências de publicação amadoras, muitas vezes produtos narcisísticos e exibicionistas. São geradores de conteúdo pessoal. E, como os websites pessoais, podem ser classificados em um semnúmero de categorias. (RECUERO, 2003, p. 3) A importância da tipificação dos gêneros de blogs consiste em evitar que as diversas formas de weblogs sejam encaradas apenas como ferramentas para criação de diários pessoais. Devido à sua versatilidade, o blog pode ser utilizado para muitos fins, sendo os mais populares a publicação de ideias e notícias. Para Recuero (2003), blogs poderiam ser categorizados como: a) diários, tratam basicamente da vida pessoal do autor; b) publicações, comentários sobre diversas informações; c) literários, os posts trazem contos, crônicas ou poesias; d) clippings, agregam links ou recortes de outras publicações; e) mistos, misturam posts pessoais e informativos, comentados pelo autor. (PRIMO, 2008b, p. 2) Sites especializados em mensurar e catalogar blogs, como o Technorati, DigNow, EatonWeb, Central Blogs, entre outros, classificam os blogs em categorias que facilitam a busca por assuntos de interesse.

37 35 O Technorati, um dos maiores diretórios de blogs existente e pioneiro no assunto, possui a seguinte lista de categorias e subcategorias 35 : a) Entretenimento: celebridades, filmes, música, televisão, comics, animações, jogos e livros; b) Negócios: finanças, bens imóveis e pequenos negócios; c) Esportes: beisebol, futebol americano, basquete, hóquei, tênis, golfe e motorsports; d) Política: política estadunidense e política mundial; e) Automóveis; f) Tecnologia: info tech e gadgets; g) Estilo de vida: saúde, religião, arte, animais de estimação, fashion, gastronomia, família, casa e viagens; h) Verdes (blogs voltados à conscientização da preservação ambiental); i) Ciência. No entanto, como Primo (2008b, p. 2) afirma, ainda que seja importante observar-se a tematização principal de um blog, tal procedimento não é suficiente para analisar-se com profundidade o fenômeno do blogar em sua complexidade. Como é possível perceber, a classificação dos blogs ainda é um assunto a ser estudado. Veremos no capítulo III a classificação do blog Dormiu! com base na síntese desses conceitos aqui expostos, com o objetivo de orientar o leitor a saber em qual área e de que forma esse blog atua. 36 No capítulo II abordaremos a importância de se mensurar os dados na web e algumas ferramentas populares de métricas. É nesse capítulo que se surge a pergunta: porque os blogueiros blogam? E por fim, é exposto os elementos das redes sociais na web. 35 <http://technorati.com/blogs/directory/>, acesso em 23 de fevereiro de Não têm este trabalho a intenção de um estudo aprofundado sobre as classificações e gêneros dos blogs.

38 II BLOGOSFERA, MÉTRICAS E ELEMENTOS DAS REDES Como cita Varela (2007, p.63), logo após o surgimento oficial dos blogs em 1997, os mesmos eram lidos quase que exclusivamente pelas mesmas pessoas que os escreviam, um grupo restrito de blogueiros que liam os blogs uns dos outros. À medida que ficavam populares, os blogs começaram aos poucos a conquistar um público fiel e crescente. Ponto de encontro dentre redes sociais e tecnológicas, a blogosfera é uma rede de interações intelectuais diretas e navegáveis, resultado da contribuição gratuita, aberta e verificável das consciências e das opiniões de muitas pessoas sobre assuntos de interesse geral e em tempo quase real. O funcionamento dos blogs baseia-se inteiramente nestas conexões. Tal como a inteligência, desenvolvem-se e crescem com o uso. Os blogs são um espaço de reflexão compartilhada (KERCKHOVE, 2006, p.11 apud MALINI, 2008, p. 2) Em 1999, o blogueiro Brad L. Graham 37 utilizou o termo blogosphere como uma brincadeira para representar a comunidade de blogueiros. Em 2001, logo após a explosão de blogs oriundos dos atentados de 11 de setembro em Nova York e Washington, o influente blogueiro William Quick 38, também conhecido como DailyPundit, consagrou o termo, em uso até hoje para definir o universo dos blogs. (VARELA, 2007, p. 63). De 1997 a 2005 foram criados aproximadamente dez milhões de blogs e cerca de cem milhões de pessoas passaram a lê-los regularmente, o que representava até 2005 um terço do universo ativo da internet. Com relação ao número de blogs existentes, há algumas divergências. Hewitt (2007, p. 9) afirma que em 2005 haviam mais de quatro milhões de blogs, Varella (VARELA, 2007, p.65) diz haver 6,25 milhões de blogs de acordo com o relatório do site Technorati daquele ano. Tal divergência pode ser justificada pela facilidade de se criar um blog e pelo fato de que muitos blogueiros abandonam seus blogs mesmo antes de publicarem algo. Um estudo apresentado pela consultoria Perseus em junho de 2004 mostrou que de cada três blogs, dois eram abandonados. (VARELA, 2007, p. 66). De acordo

39 37 com o site da Wordpress 39, há mais de 72 milhões de blogs hoje em dia (provavelmente aqui só foram computados os blogs criados com a plataforma Wordpress, no entanto não há nada que especifique isso no relatório), já um relatório da NM Incite 40 aponta que havia 173 milhões de blogs em novembro de Varela (2007, p. 63) descreve que a maioria dos blogs possui um público muito restrito. No entanto essas nanoaudiências são responsáveis pela criação de laços e potencialização das redes sociais, segundo Varela: São audiências mínimas, mas que estão bem interconectadas. Comunidades com uma forte coesão estabelecida por alguns interesses em comum e a participação de uma conversa sobre os conteúdos e a informação disponível nos blogs e nas fontes que são utilizados como referência. (VARELA, 2007, p. 63) Tão importante quanto o conteúdo disponibilizado, a audiência determina a popularidade do blog, quanto mais leitores, mais influente se torna, a ponto de ser referência e ter mais credibilidade do que meios especializados já consagrados. Os blogs são formados por superusuários: intensivos consumidores de meios que podem agir como guias e prescritores. Desempenham esse papel graças à confiança que passam para o restante dos membros da comunidade. (VARELA, 2007, p. 64) Mas como medir essas audiências? Como saber quantos leitores um blog possui, quais postagens são mais lidas, de onde vêm esses leitores, o que eles realmente querem saber? A resposta a essas perguntas encontram-se nas métricas. 1. Otimização e Métricas dos Blogs Métricas são um conjunto de ferramentas para mensurar e acompanhar a qualidade de um site, software, projeto etc. A importância das métricas está na possibilidade de se medir, analisar e obter resultados que norteiam as estratégias aplicadas para se atingir as metas propostas. A métrica dentro de um blog corporativo ou site é todo atributo que possa ser quantificado. Como exemplo, temos: origem geográfica, quantidade de páginas visualizadas, custo por visita, taxas de conversão, custos de uma campanha de marketing digital, alcance, 39 acesso em 18 de março de acesso em 18 de março de 2012.

40 38 tempo médio no site, horário de maior visitação, páginas mais visitadas tudo isso e muito mais pode e deve ser mensurado. [...] Os benefícios de mensurar dados estão diretamente ligados ao retorno do seu blog na internet. Com isso é possível ter uma estimativa de custo, fornecer conteúdo de relevância e dados para estudos futuros ajudando a traçar um planejamento com fundamentos para suas próximas ações de marketing digital. [...] (LAVEZZO, 2010, on-line). Há diversas ofertas de serviços de métricas, tanto pagas quanto gratuitas, para auxiliar na mensuração dos blogs, além de ferramentas de Marketing como SEO (Search Engine Optimization) e SMO (Social Media Optimization) SEO (Search Engine Optimization) O SEO consiste em práticas de otimização de seu site (qualquer tipo de site, não apenas blogs) para que esse melhor se posicione no ranking dos motores de busca, como o Google. Felipini (2010, p. 3) ilustra a importância de se posicionar seu site nos motores de busca da seguinte forma: Quando o usuário digita uma palavra-chave [no motor de busca do Google], o sistema vasculha o seu enorme banco de dados e apresenta uma relação de todas as páginas que contém aquela palavra. Diante da palavra pesca por exemplo, o Google acabou de me apresentar uma relação de páginas em português. São mais de 34 milhões de páginas com os mais diversos tipos de conteúdo [...]. Se sua loja virtual fosse fornecedora de algum produto relacionado à pesca, muito provavelmente você estaria nessa relação [...] a grande questão é: em que posição o seu site apareceria? Em primeiro, oitavo, 15º ou º lugar? Isso muda toda a questão, porque como cerca de 70% dos usuários não passam da primeira página de resultados, se o seu site não estiver entre os dez primeiros apresentados [...] a chance de ser visto e clicado será muito pequena. Caso o SEO de seu blog seja bem estruturado, há chances de que este fique bem posicionado, no entanto ninguém pode afirmar com certeza que essas práticas garantirão uma boa posição. O algorítimo (ou a lógica) dos motores de busca do Google, responsável por encontrar e indexar os sites, por exemplo, é um segredo guardado a sete chaves. (Google Search Engine Optimization: starter guide, 2010, on-line).

41 SMO (Social Media Optimization) Para cada tipo de site e objetivo proposto, há um conjunto específico de métricas, que podem ser usadas de forma isoladas ou em conjunto. Em se tratando de sites de redes sociais, esse conjunto é denominado SMO. O Social Media Optimization é um conjunto de métodos para gerar publicidade por meio da mídia social, comunidades on-line e sites de comunidade. [...] o foco está no aumento do tráfego proveniente de outras fontes de motores de busca. [...] é uma parte integrante de uma gestão da reputação on-line, uma estratégia para organizações que se preocupam com a sua presença on-line. Fazer com que o usuário navegue pelas diversas mídias sociais da marca proporciona uma experiência marcante ao usuário, além de promover backlinks relevantes para o site da empresa [...] (TELLES, 2011, p.146). A prática do SMO, assim como o SEO, consiste no emprego de um conjunto de métodos, a diferença é que o SMO visa, além do aumento do tráfego, o gerenciamento da reputação on-line desse blog Blogroll Um blogroll é a parte do blog destinada a promover outros blogs. Ao contrário de meios impressos tradicionais, é prática comum anunciar outros sites, oferecendo links para ajudar o leitor a navegar entre os blogs. Não há concorrência entre os webblogs, mesmo que tratem de um tema em comum. Um costume adotado pelos primeiros blogueiros e que permanece até hoje é o de comentar conteúdo de outros sites e blogs e incluir links para eles. Ser citado e receber um link de um blog popular é garantia de aumento de visitação. (ERCILLIA; GRAEFF, 2008, pag. 36) Essa prática também contribui para a popularização e a melhor qualificação de pagerank dos buscadores de conteúdo. Na blogosfera, fazer parte do blogroll de um blog conceituado é sinônimo de status. Para que isso aconteça é necessário pedir ao administrador do blog almejado a inclusão de um link, normalmente essa inclusão deve ser mútua. A figura 8 ilustra o blogroll do blog Sedentário e Hiperativo.

42 40 Figura 8 Blogroll do blog Sedentário e Hiperativo acesso em 18 de março de PageRank Uma página possui alta posição no ranking se a soma dos links que fazem referência a essa página forem altos. Se o site que fizer referência for bem posicionado no ranking, o valor da referência é mais alto do que os links de sites com posições mais baixas. (PAGE et. al., 1999, p. 2-6) O PageRank é então uma forma de se avaliar a relevância da página ao se buscar por determinado conteúdo utilizando o motor de busca da Google. Para calcular o valor do PageRank, o Google considera basicamente a quantidade de links que a página recebe. Funciona de modo semelhante a uma eleição, onde cada link é como um voto endossando a qualidade da página que recebe o link. Mas não basta ter uma grande quantidade de links para ter um PageRank alto, a relação semântica entre as páginas é importante, bem como a própria relevância da página que faz o link. (RICOTTA, 2002, online) Os blogs, de um modo geral, não têm as pretensões de um grande portal, onde o intuito é criar uma experiência completa, mantendo o leitor navegando em suas páginas. Além de ajudar na descoberta de conteúdo relevante na Web, a intensa troca de links entre blogs gerou um efeito colateral: as páginas de blogs se tornaram bem posicionadas nos resultados de mecanismos de busca como o Google, que usa a quantidade de links que uma página recebe como indício de qualidade do conteúdo. Blogs passaram a ser presença constante entre os primeiros

43 41 resultados de busca para os mais variados assuntos. (ERCILLIA; GRAEFF, 2008, p.36) Há diversos blogs que são populares apenas por oferecer ao leitor links para outras páginas interessantes na Web Social Mention Social Mention é uma ferramenta de busca de citações em mídias sociais. Basta digitar a palavra desejada e lhe é exibido em quais mídias sociais essa palavra foi citada. Social Mention é um buscador de mídia social e plataforma de análise que agrega conteúdo gerado por usuários de todo o universo em um único fluxo de informações. Isto permite rastrear e medir o que as pessoas estão falando sobre você, sua companhia, um novo produto ou qualquer tópico no cenário das mídias sociais em tempo real. Social Mention monitora mais de 100 mídias sociais diretamente, incluindo: Twitter, Facebook, FriendFeed, YouTube, Digg, Google etc. 41 (Social Mention.com, 2012, on-line) Essa ferramenta nos disponibiliza uma série de recursos preciosos para monitorarmos qualquer termo previamente definido, fornecendo-nos números reais sobre o mesmo. Também nos fornece métricas como Força, Paixão, Sentimento e Alcance, todos referindo-se ao termo pesquisado. Assim teríamos um conjunto de dados para uma análise da opinião dos usuários acerca de seu site, blog, empresa ou produto. (TELLES, 2011, p. 154) Sendo Força a porcentagem de citações efetivas em relação a citações possíveis, Paixão se refere à porcentagem de usuários que citam marcas repetidamente e Sentimento compreende os dados que exibem a relação entre citações positivas e negativas. A página inicial do Social Mention é minimalista, como ilustrado na figura Social Mention is a social media search and analysis platform that aggregates user generated content from across the universe into a single stream of information. It allows you to easily track and measure what people are saying about you, your company, a new product, or any topic across the web's social media landscape in real-time. Social Mention monitors 100+ social media properties directly including: Twitter, Facebook, FriendFeed, YouTube, Digg, Google etc. (Tradução nossa)

44 42 Figura 9 Página principal do site Social Mention acesso em 18 de março de Google Analytics O Google Analytics é uma ferramenta gratuita de monitoramento de sites disponibilizado pelo Google. Através do Analytics é possível mensurar uma série de dados como: número de visitantes, páginas mais acessadas, origem dos acessos, versão dos navegadores mais utilizados para visualizar seu site etc. O Google Analytics é a solução de análise da web de cunho empresarial que fornece a você uma ótima visibilidade do tráfego e da eficiência do marketing de seu website. Recursos avançados, flexíveis e fáceis de usar permitem que você veja e analise dados de tráfego de uma maneira totalmente nova. Com o Google Analytics, você se prepara melhor para compor anúncios mais bem segmentados, fortalecer suas iniciativas de marketing e criar websites que geram mais conversões. (Google Analytics, 2012, online) A figura 10 ilustra a página que contém o resumo dos relatórios que o Google Analytics disponibiliza.

45 43 Figura 10 Google Analytics Visão parcial do relatório resumido do blog Dormiu! no Google Analytics 1.7. Technorati O Technorati foi o primeiro buscador e diretório de blogs e ainda hoje é o mais utilizado no mundo. Possui mais de um milhão de blogs cadastrados e um ranking encabeçado pelos blogs mais acessados no mundo (no entanto o ranking é exclusivo dos blogs cadastrados no site). É uma ferramenta essencial que disponibiliza todo tipo de dados e métricas sobre a blogosfera. Os relatórios da Technorati abrangem quaisquer dados relevantes para análise do que acontece na internet. A figura 11 apresenta o relatório sobre o uso de plataformas de criação de blogs em 2011.

46 44 Figura 11 Relatório da Technorati Relatório da Technorati sobre o uso de plataformas de criação de blogs em (Disponível em: <http://technorati.com/social-media/article/state-of-the-blogosphere-2011-part3/>, acesso em 18 de março de 2012) 1.8. Feed Feed vem do inglês alimentar, e se refere neste caso ao fornecimento de informações úteis aos leitores de blogs. Hoje em dia o recurso de feed está disponível na maioria dos blogs e permite ao leitor optar pelo recebimento do conteúdo de um blog específico através da assinatura do feed do blog. Para isso é necessário um agregador de feeds, que possibilita ao leitor receber atualizações de todos os blogs que assinou em um mesmo local. O agregador pode ser um programa instalado localmente no computador do leitor ou um site que ofereça esse serviço, como o FeedBurner 42 do Google. O leitor de feeds GreatNews é ilustrado na figura a seguir. 42

47 45 Figura 12 - Leitor de feeds GreatNews Exemplo de feeds do jornal Folha de São Paulo, caderno de informática. Há, hoje em dia, uma infinidade de serviços de monitoramento de qualquer tipo de site. As ferramentas aqui listadas são um pequeno exemplo da complexidade em se medir as ações praticadas na web. As métricas nos dão norte para melhorarmos o conteúdo de nossos blogs, provendo assim informações relevantes e atuais aos leitores e consequentemente aumenta nossa popularidade e credibilidade na blogosfera. 2. Por que os blogueiros blogam? Muitos fatores podem influenciar um indivíduo ou grupo a criarem um blog e exporem suas ideias, no entanto não nos cabe nesse trabalho uma análise aprofundada. Exporemos a seguir os fatores mais comuns.

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