Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "WWW.EXPERTCONSULT.COM"

Transcrição

1 Kanski Jack J. em Oftalmologia CAUSAS E DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS

2 em Oftalmologia Causas e Diagnósticos Diferenciais Mr Jack J Kanski MD, MS, FRCS, FRCOphth Honorary Consultant Ophthalmic Surgeon Prince Charles Eye Unit King Edward VII Hospital Windsor, UK

3 2012 Elsevier Editora Ltda. Tradução autorizada do idioma inglês da edição publicada por Mosby um selo editorial Elsevier Limited. Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei de 19/02/1998. Nenhuma parte deste livro, sem autorização prévia por escrito da editora, poderá ser reproduzida ou transmitida sejam quais forem os meios empregados: eletrônicos, mecânicos, fotográfi cos, gravação ou quaisquer outros. ISBN: Copyright 2010, Elsevier Limited. All rights reserved. First published 2010 The right of Jack Kanski to be identifi ed as author of this work has been asserted by him in accordance with the Copyright, Designs and Patents Act This edition of Signs in ophthalmology by Jack J. Kanski is published by arrangement with Elsevier Limited. ISBN: Capa Sergio Liuzzi - Interface Designers Editoração Eletrônica Futura Elsevier Editora Ltda. Conhecimento sem Fronteiras Rua Sete de Setembro, nº º andar Centro Rio de Janeiro RJ Rua Quintana, nº 753 8º andar Brooklin São Paulo SP Serviço de Atendimento ao Cliente Consulte também nosso catálogo completo, os últimos lançamentos e os serviços exclusivos no site NOTA Como as novas pesquisas e a experiência ampliam o nosso conhecimento, pode haver necessidade de alteração dos métodos de pesquisa, das práticas profi ssionais ou do tratamento médico. Tanto médicos quanto pesquisadores devem sempre basear-se em sua própria experiência e conhecimento para avaliar e empregar quaisquer informações, métodos, substâncias ou experimentos descritos neste texto. Ao utilizar qualquer informação ou método, devem ser criteriosos com relação a sua própria segurança ou a segurança de outras pessoas, incluindo aquelas sobre as quais tenham responsabilidade profi ssional. Com relação a qualquer fármaco ou produto farmacêutico especifi cado, aconselha-se o leitor a cercar-se da mais atual informação fornecida (i) a respeito dos procedimentos descritos, ou (ii) pelo fabricante de cada produto a ser administrado, de modo a certifi car-se sobre a dose recomendada ou a fórmula, o método e a duração da administração, e as contraindicações. É responsabilidade do médico, com base em sua experiência pessoal e no conhecimento de seus pacientes, determinar as posologias e o melhor tratamento para cada paciente individualmente, e adotar todas as precauções de segurança apropriadas. Para todos os efeitos legais, nem a Editora, nem autores, nem editores, nem tradutores, nem revisores ou colaboradores, assumem qualquer responsabilidade por qualquer efeito danoso e/ou malefício a pessoas ou propriedades envolvendo responsabilidade, negligência etc. de produtos, ou advindos de qualquer uso ou emprego de quaisquer métodos, produtos, instruções ou ideias contidos no material aqui publicado. O Editor K24s CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO NA FONTE SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ Kanski, Jack J. em oftalmologia : causas e diagnósticos diferenciais / [Jack J. Kanski] ; [tradução Luiz Paulo da Veiga Monteiro Lazaro Jr.]. - Rio de Janeiro : Elsevier, p. : il. ; 28 cm Tradução de: Signs in ophthalmology : causes and differential diagnosis Inclui índice ISBN Olhos - Doenças - Diagnóstico. 2. Oftalmologia. I. Título CDD: CDU: 617.7

4 REVISÃO CIENTÍFICA iii SUPERVISÃO Ricardo Lima de Almeida Neves Professor Assistente de Oftalmologia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) Coordenador da Disciplina de Oftalmologia da Faculdade de Ciências Médicas da UERJ Mestre em Oftalmologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Preceptor do Programa de Residência Médica em Oftalmologia da Faculdade de Ciências Médicas da UERJ REVISORES CIENTÍFICOS Erika Semenovitch (Cap.4) Título de Especialista pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) Residência Médica e Especialização em Retina no Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE-UERJ) Médica do Setor de Retina e Vítreo do HUPE-UERJ Flavio Mac Cord Medina (Caps. 13, 15) Mestre e Doutorando em Ciências Médicas pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), SP Pós-graduado em Retina Clínica e Cirúrgica pela Universidade de São Paulo (USP) Médico do HUPE e do Hospital Federal dos Servidores do Estado (HFSE- RJ) Título de Especialista pelo CBO João Gabriel Costa (Caps. 2, 14) Professor Adjunto de Oftalmologia da Faculdade de Ciências Médicas da UERJ Livre-docente em Oftalmologia pela UERJ Doutor e Mestre em Oftalmologia pela UFRJ Luiz Paulo da Veiga Monteiro Lázaro Jr. (Caps.1, 5 a 7, índice) Médico Oftalmologista do HUPE-UERJ Especialista em Oftalmologia pelo CBO Especialista em Oftalmologia pela Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO) Marcia Brazuna de Castro (Cap. 12) Médica do Setor de Retina e Vítreo do HUPE-UERJ Pós-mestranda pela Universidade Federal Fluminense (UFF) Marcus Montello França (Cap. 8) Título de Especialista pelo CBO Fellow em Retina do HUPE-UERJ Mario César Moreira de Araújo (Caps. 3, 10) Título de Especialista pelo CBO Médico Oftalmologista do HUPE-UERJ Ricardo Miguel Japiassú (Caps. 9, 11) Médico Coordenador do Setor de Retina e Vítreo do HUPE-UERJ Pós-doutoranda pela UNIFESP Mestre em Oftalmologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF)

5 iv TRADUÇÃO Alcir Costa Fernandes Filho (Caps. 8, 9) Graduado pelo Instituto Brasil-Estados Unidos (curso de inglês regular completo) Detentor do Certifi cate of Profi ciency in English - University of Michigan Tradutor Inglês/Português pela Universidade Estácio de Sá Ana Julia Perrotti-Garcia (Índice - parte) Cirurgiã-dentista formada pela Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (USP) Tradutora Intérprete graduada pelo UniFMU, SP Especialista em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial pela Metodista (Rudge Ramos, SP) Especialista em Tradução pela USP Mestre em Linguística Aplicada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Doutoranda em Língua Inglesa pela USP André Portes (Caps. 11, 13) Diretor do Curso de Pós-graduação em Oftalmologia da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Professor Adjunto da Faculdade de Medicina da Universidade Estácio de Sá, RJ Doutor em Oftalmologia pela Universidade de São Paulo Responsável pelo Departamento de Oftalmologia do Hospital Federal de Bonsucesso, RJ Andrea Delcorso (Caps. 1 a 3) Tradutora Técnica Especializada em Medicina Erika Semenovitch (Cap.4) Flavio Mac Cord Medina (Cap. 15) João Gabriel Cordeiro Costa (Cap. 14) Luiz Paulo da Veiga Monteiro Lázaro Jr. (Caps. 5 a 7) Marcia Brazuna de Castro (Cap. 12) Mario César Moreita de Araújo (Cap. 10) Sérgio Jesus-Garcia (Índice-parte) Médico pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (FCMSCSP) Medical Writer

6 Apresentação Muito sobre os diagnósticos de doença ocular se baseia em uma observação precisa e na interpretação correta dos sinais clínicos. O propósito principal deste livro é familiarizar o leitor com as características evidentes, com as causas e diagnósticos diferenciais dos muitos sinais que podem ocorrer em desordens oftálmicas. O último capítulo é dedicado aos sinais sistêmicos que podem ocorrer em doenças que apresentam manifestações oftálmicas. Onde for adequado, investigações especiais, como a angiofl uoresceinografi a e a RM, também são incluídas. O texto é conciso, ainda que abrangente, e a informação-chave codifi cada por cores é utilizada para auxiliar o leitor a navegar em cada seção. Este livro deve ser de interesse particular para oftalmologistas em treinamento e optometristas. Jack J. Kanski Windsor 2009

7 vi Agradecimentos Sou extremamente agradecido a Irina Gout da Prince Charles Eye Unit e aos seguintes colegas e departamentos médico-fotográfi cos por me fornecerem imagens, sem as quais este livro não poderia ter sido elaborado: Barry C. 3.62, 4.10, 9.28, 10.68, 13.2, 13.10, 13.18, 13.30, 13.42, 13.64, 13.67, 13.87, , , , , Bates R. 1.11, 1.13, 1.15, 1.33, 1.68, 1.72, 1.117, 2.4, 2.10, 3.6, 3.8, 3.24, 3.37, 3.49, 3.55, 3.67, 3.78, 4.4, 4.8, 4.9, 5.1, 5.3, 5.34, 5.35, 5.44, 5.49, 5.55, 5.131, 7.31, 7.32, 8.50, 8.93, 10.4, 10.20, 10.30, 11.34, , 14.1, 14.2, 14.37, 15.18, 15.35, 15.68, 15.69, Bolton A , 13.79, Byer NE Curi A , Curtis R. 5.6, 5.19, 7.2, 7.20, 10.26, Damato BE. 3.76, 8.46, 11.13, 12.53, 12.54, 12.74, 13.65, , , , , , Emond RT, Welsby PD, Rowland HA. Colour Atlas of Infectious Diseases, Mosby, , Fielder A Fogla R. 4.14, 5.9, 5.11, 5.32, 5.37, 5.88, 5.127, Forbes CD, Jackson WF. Color Atlas and Text in Clinical Medicine, Mosby , Frank H , ffytche T , Gass JDM. Stereoscopic Atlas of Macular Diseases; Diagnosis and Treatment, Mosby, , 12.47, 12.55, 13.51, 13.52, 13.53, 13.66, 13.90, 13.91, , , , , , , , Gilli P. 2.13, 8.52, 12.12, 12.18, 12.20, 12.26, 12.32, 13.18, 13.34, 13.57, , , , , , , Govan J , Harry J Heyreh S , Jager M , 3.70, 3.84, 5.57, 10.43, 10.49, 10.52, 10.53, Krachmer JH, Mannis MJ, Holland EJ. Cornea, Mosby , 1.114, 1.116, 3.28, 3.52, 3.87, 3.92, 5.23, 5.41, 5.50, 5.51, 5.75, 5.89, 5.94, 5.96, 5.97, Leys A Link T Lisch W MacKeen L. 1.34, 2.12, 2.28, 7.6, 7.12, 7.17, 7.24, Martinkova R McAllister J Merin L. 1.37, 5.90, 12.15, 13.35, 13.84, , , , , Messmer E Meyer D Milweski SA , , Mir A. Atlas of Clinical Diagnosis, Saunders , 4.17, 5.112, 8.18, 8.95, 10.11, 13.97, , 15.38, 15.53, 15.60, 15.64, 15.65, 15.83, 15.89, 15.98, Moorfields Eye Hospital , , , Morse PH , 13.82, Nerad JA, Carter KD, Alford, MA. Oculoplastic and Reconstructive Surgery, in Rapid Diagnosis in Ophthalmology, Mosby, , 1.82, 2.3, 2.37, Nischal KK , 2.11, 2.19a, 2.21, 5.27, 5.93, 7.30, 8.73, 11.11, 12.52, , Noble B Parluekar M. 1.76, 5.18, Pavésio CE. 8.5, 11.5, 11.28, , , , Pearson A. 1.2, 1.6, 1.79, 1.104, 1.108, 1.125, 1.126, Puri K Raik N Raina UK. 1.47, 5.24, 7.29, 8.25, 8.98, Ridgway A Rogers N. 1.85, 1.111, 5.14, 5.23, 5.79, 6.2, 7.34, 8.54, 9.16, 9.18, 9.32, 9.33, 10.2, 10.32, Rose G. 2.36, 14.45, Rosen ES, Eustace P, Thompson HS, Cumming WJK. Neuro-ophthalmology, Mosby Saine P. 3.1, 13.16, 13.49, , Salmon, J Sarra G-C Schuman JS, Christopoulos V, Dhaliwal DK, Kahook MY, Noecker RJ. Lens and Glaucoma, in Rapid Diagnosis in Ophthalmology, Mosby , 6.14, 7.1, 8.79, 10.14, 10.15, 10.18, 10.24, 10.43, 10.49, 10.52, 10.53, Singh AD, Damato BE, Pe er J, Murphree AL, Perry JD. Clinical Ophthalmic Oncology, Saunders, , 1.87, 1.106, 1.112, 1.115, 3.65, 3.94, 11.12, Sloper J. 9.12, Spaide RF. Diseases of the Retina and Vitreous, WB Saunders , 13.46, 13.54, , , , Talks J Tanner V Taylor D. 2.22, Taylor D, Hoyt CS. Pediatric Ophthalmology and Strabismus. Elsevier Saunders, , 2.3, 2.6, 9.19, 12.14, , Tuft SJ. 1.5, 1.21, 1.23, 1.24, 1.25, 1.26, 1.53, 3.3, 3.4, 3.10, 3.16, 3.19, 3.24, 3.26, 3.31, 3.32, 3.33, 3.45, 5.39, 5.42, 5.46, 5.52, 5.56, 5.59, 5.63, 5.68, 5.69, 5.70, 5.72, 5.73, 5.84, 5.122, 5.133, 5.134, 15.2, 15.30, Watson PG, Hazelman BL, Pavésio CE, Green WR. The Sclera and Systemic Disorders, Butterworth-Heinemann, , 4.6, 4.20, 5.21, 5.45, 5.123, 8.29, 8.82, 15.21, Webber S Yanguela J a, Zatouroff M. Physical Signs in General Medicine, Mosby, , 8.15, Zografos L. 3.68, 5.95, As ilustrações apresentadas no livro foram desenvolvidas por Marion Tasker.

8 vii Sumário 1 Pálpebras 1 2 Órbita 39 3 Conjuntiva 61 4 Episclera e esclera 91 5 Córnea Câmara anterior Pressão intraocular e ângulo Íris Pupilas Cristalino Vítreas Cabeça do nervo óptico Fundus Motilidade ocular sistêmicos 383 Índice 421 As listas detalhadas dos conteúdos dos capítulos podem ser encontradas no início de cada um.

9 1. Ósseos Hipertelorismo. SINAIS CLÍNICOS NA DOENÇA ORBITÁRIA Distopia na qual as órbitas não estão niveladas. Órbitas rasas. 2. Tecido mole Edema de pálpebra. Ptose. Quemose. 3. Mau posicionamento do globo ocular Proptose. Enoftalmia. Deslocamento. 4. Oftalmoplegia Por massa orbitária. Miopatia restritiva. Paralisia de nervo oculomotor. Encarceramento do músculo em fraturas. 5. Segmento posterior Edema de papila. Atrofia óptica. Pregas coriorretinianas. Congestão vascular da retina. Grande separação das órbitas ( Fig. 2.1). Causas Traumatismo facial. ANORMALIDADES ÓSSEAS Hipertelorismo Associada a anormalidades sistêmicas congênitas (ver adiante). Anormalidades ósseas 41 Diagnóstico diferencial Telecanto no qual haja distância aumentada entre os cantos mediais em decorrência de tendões cantais mediais anormalmente longos. Fig. 2.1

10 42 CAPÍTULO 2 ÓRBITA Procurar sistemicamente Craniossinostose (ver adiante). Displasia nasofrontal. Encefalocele basal com ponte nasal larga. Condições sindrômicas Hurler, Noonan, Roberts, Gorlin-Goltz e Meckel-Gruber. Distopia Órbitas desniveladas. Causas Ver Tabela 2.1. Tabela 2.1 Causas de distopia orbitária 1. Congênitas Idiopáticas Síndrome de Goldenhar Microssomia hemifacial Craniossinostose coronal Síndromes de fendas faciais (Fig. 2.2) 2. Adquiridas Fraturas do assoalho ou da margem orbitária Displasia fibrosa Meningioma em placa Fig. 2.2 Oxicefalia Órbitas rasas associadas a craniossinostoses Crânio alto, estreito e pontudo, testa alta e prognatismo superior ( Fig. 2.3). Fig. 2.3

11 Anormalidades ósseas 43 Síndrome de Crouzon Hipoplasia mesofacial, eixos orbitários virados para as laterais (exorbitismo), ponte nasal reta, nariz de bico de papagaio, maxilar proeminente e exotropia em V (Fig. 2.4). Síndrome de Apert Fig. 2.4 Semelhante à síndrome de Crouzon, porém com proptose e hipertelorismo menos severos (Fig. 2.5). Procurar Polegares e hálux grandes, além de sindactilia. Fig. 2.5

12 44 CAPÍTULO 2 ÓRBITA Síndrome de Pfeiffer Acrocefalia (crânio pontudo), hipoplasia mesofacial, rotação orbitária e fissuras palpebrais inclinadas para baixo (Fig. 2.6). Outras causas Fig. 2.6 a. Anormalidades cromossômicas Trissomia 13 (síndrome de Patau). Trissomia 18 (síndrome de Edward). b. Outros defeitos ósseos Osteogênese imperfeita. Osteopetrose. Hiperfosfatemia. ENOFTALMIA Na enoftalmia, o globo ocular apresenta-se retraído dentro da órbita. Pode ser causado pelas seguintes condições. Globo ocular pequeno a. Phthisis bulbi (Fig. 2.7). b. Microftalmia, em que o volume líquido do globo é reduzido; pode ser simples (Fig. 2.8) ou colobomatoso. c. Nanoftalmia, que é caracterizada por olhos pequenos, alta hipermetropia, esclera espessa, porém fraca, predisposição a glaucoma de ângulo fechado e derrame uveal. Fig. 2.7 Fig. 2.8

13 Proptose 45 Anormalidades ósseas estruturais a. Após fratura por explosão do assoalho orbitário (Fig. 2.9). b. Defeitos ósseos congênitos como no NF1. Atrofia dos elementos orbitários Fig. 2.9 a. Após radioterapia. b. Atrofia hemifacial de Parry-Romberg (Fig. 8.95). c. Esclerodermia. d. Sinusite maxilar crônica. e. Presença de varizes orbitárias de longa duração (Fig. 2.10). f. Cutucão ocular (sinal oculodigital) em crianças cegas (Fig. 2.11). Lesões orbitárias com formação de cicatriz Fig Fig a. Carcinoma cirroso metastático de mama. b. Doença orbitária inflamatória esclerosante crônica. Síndrome da retração de Duane Embora essa síndrome geralmente seja caracterizada por retração do globo ocular em adução, raramente pode haver enoftalmia verdadeira na posição primária (Fig A). PROPTOSE O globo ocular é projetado para a frente mais perceptível ao olhar de cima para baixo (Fig. 2.12). Direção A proptose axial é causada por lesões no cone muscular tais como hemangioma cavernoso, tumores de nervo óptico e doença ocular da tireoide. A proptose excêntrica é causada por lesões extraconais em que a direção da proptose é determinada pelo local da lesão. Causas de pseudoproptose Globo ocular ipsilateral grande, como na buftalmia ( Fig. 2.13) ou em miopia muito alta. Retração ipsilateral de pálpebra. Enoftalmia contralateral. Fig Fig. 2.13

14 Células vítreas 237 CÉLULAS VÍTREAS Leucócitos Iridociclite Células retrocristalinianas (Fig. 11.1) vistas em associação a células aquosas. Uveíte intermediária Fig Definição Condição comumente crônica, frequentemente bilateral e assimétrica, que afeta tipicamente adultos jovens. Pode ser idiopática ou associada a uma doença sistêmica oculta (Tabela 11.1). Células vítreas (vitreíte), variando de formas brandas a severas (Fig. 11.2). Procurar Uveíte anterior branda. Bancos de neve periféricos inferiores (pars planitis Fig. 11.3). Bolas de algodão vítreas. Fig Periflebite periférica. Edema macular cistoide crônico. Tabela 11.1 Associações sistêmicas da uveíte intermediária Sarcoidose Esclerose múltipla Doença de Whipple Doença de Lyme Doença da arranhadura do gato Macroglobulinemia de Waldenström Fig. 11.3

15 238 CAPÍTULO 11 VÍTREAS Síndrome de Fuchs A síndrome de Fuchs está frequentemente associada à vitreíte que não deve ser confundida com uveíte intermediária. Uveíte posterior e panuveíte A celularidade é mais densa no local do foco inflamatório (Fig. 11.4). A vitreíte severa pode impedir a visualização do fundo de olho (Fig. 11.5). Endoftalmite infecciosa Fig Fig Classificação a. Acometimento agudo pós-cirúrgico e pós-traumático. b. Acometimento tardio crônico e pós-operatório. c. Acometimento tardio agudo associado a uma bolha filtrante. d. Endógena. Descolamento agudo do vítreo posterior Apresentação Eritrócitos Unilateral, com aparecimento súbito de pequenos pontos escuros ou de coloração vermelha, frequentemente associados à fotopsia. Procurar Fontes de sangramento estão associadas à laceração retiniana tracional (Fig. 11.6) ou menos frequentemente à avulsão de vasos sanguíneos periféricos sem associação com laceração. Fig. 11.6

16 Células vítreas 239 Retinopatias proliferativas Formação de novos vasos associados às seguintes condições pode causar hemorragia vítrea. a. Diabetes (Fig. 11.7). b. Seguimento de oclusão venosa retiniana. c. Anemia falciforme. d. Doença de Eales. e. Vasculite. Miscelânea de desordens retinianas Fig a. Macroaneurisma (Fig. 11.8). b. Telangiectasia. c. Hemangioma capilar. Trauma Fig a. Trauma contuso que pode estar associado à formação de diálise (Fig. 11.9). b. Penetrante. c. Iatrogênica durante cirurgia para descolamento de retina. Causas sistêmicas Fig a. Distúrbios hemorrágicos. b. Síndrome de Terson (hemorragia subaracnoide + hemorragia vítrea).

17 240 CAPÍTULO 11 VÍTREAS Células de pigmento Células de pigmento poeira de tabaco no vítreo anterior (Fig ) consistem em macrófagos contendo células do epitélio pigmentado retiniano. Causas Lacerações retinianas agudas associadas a descolamento agudo de vítreo posterior (Fig. 11.6). Descolamento de retina regmatogênico. Crioterapia retiniana excessiva. Vitreorretinopatia proliferativa. Traumatismo. Fig Células tumorais Retinoblastoma endofítico Lesão friável que pode semear células tumorais no vítreo (Fig ). Linfoma intraocular primário Fig Infiltração vítrea por grupamentos ou lâminas de células tumorais (Fig ). Procurar Linfoma sub-retiniano (Fig ). Doença do sistema nervoso central (Fig ). Fig Fig Fig

18 Opacidades vítreas 241 OPACIDADES VÍTREAS Moscas volantes comuns Moscas volantes inócuas Moscas volantes são pequenas opacidades múltiplas bilaterais vermiformes, melhor observadas pelo paciente contra um fundo branco ou claro. Opacidades maiores são características de degeneração do gel vítreo e são comuns em míopes. Associadas a descolamento agudo do vítreo posterior Múltiplas teias de aranha que são condensações de fibras de colágeno dentro de um gel vítreo colapsado. O anel de Weiss é uma opacidade distinta em forma de anel, localizado na face posterior do vítreo, que consiste num descolamento de tecido glial da margem do disco óptico (Fig ). Fig Inflamatórias Bolas de algodão Causas Uveíte intermediária (Fig. 11.3). Sarcoidose com frequência observada inferiormente (Fig ). Candidíase bolas de algodão compostas de microabscessos (Fig ). Fig Fig

19 242 CAPÍTULO 11 VÍTREAS Outras Opacidades lineares (Fig ) são causadas por alterações do próprio gel vítreo. Opacidades grosseiras (Fig ) são causadas por destruição tecidual acentuada. Fig Fig Hialose asteroide (doença de Benson) Definição Partículas iridescentes Condição inócua, comum e usualmente unilateral, que se acredita de ocorrência mais frequente em diabéticos. Partículas esféricas, branco-amareladas, pequenas e numerosas, dispersas em todo o vítreo (Fig ). Sínquise cintilante Fig Definição Condição usualmente unilateral e incomum que ocorre no olho com grande hemorragia vítrea prévia. Numerosas partículas refrativas planas, marrom-douradas; em contraste com a hialose asteroide, as opacidades tendem a se sedimentar inferiormente, quando o olho está imóvel.

EXOFTALMIA/ ENOFTALMIA. Definição Protusão do globo ocular, de volume normal, provocada por um processo ocupando espaço retrocular.

EXOFTALMIA/ ENOFTALMIA. Definição Protusão do globo ocular, de volume normal, provocada por um processo ocupando espaço retrocular. EXOFTALMIA/ ENOFTALMIA EXOFTALMIA Definição Protusão do globo ocular, de volume normal, provocada por um processo ocupando espaço retrocular. Fisiopatologia Secundário a um aumento do volume de gordura

Leia mais

www.saudedireta.com.br

www.saudedireta.com.br H00-H59 CAPÍTULO VII : Doenças do olho e anexos H00-H06 Transtornos da pálpebra, do aparelho lacrimal e da órbita H10-H13 Transtornos da conjuntiva H15-H19 Transtornos da esclera e da córnea H20-H22 Transtornos

Leia mais

CEGUEIRA E CATARATA. Perguntas e respostas

CEGUEIRA E CATARATA. Perguntas e respostas CEGUEIRA E CATARATA Perguntas e respostas Texto de apoio ao curso de Especialização Atividade física adaptada e saúde Prof. Dr. Luzimar Teixeira 14. O que torna a pessoa cega? Somado aos acidentes e defeitos

Leia mais

SINAIS OCULARES de MEDICINA GERAL(SISTEMICOS) / SINAIS OCULARES LOCAIS

SINAIS OCULARES de MEDICINA GERAL(SISTEMICOS) / SINAIS OCULARES LOCAIS SINAIS OCULARES de MEDICINA GERAL(SISTEMICOS) / SINAIS OCULARES LOCAIS SEMIOLOGIA DOS OLHOS. Sinais e sintomas: Pupilares. Aparelho neuromuscular dos olhos. Fundo de olho. Manifestações: a) cardiovasculares

Leia mais

DIPLOPIA DIPLOPIA MONOCULAR

DIPLOPIA DIPLOPIA MONOCULAR DIPLOPIA Definição - Visão dupla dum objecto único. 1) DIPLOPIA MONOCULAR Diplopia que desaparece com a oclusão dum olho atingido 2) DIPLOPIA BINOCULAR ligada a um desequilíbrio binocular de oculomotricidade

Leia mais

Workshop de Ecografia Ocular

Workshop de Ecografia Ocular Workshop de Ecografia Ocular Ana Miguel Quintas, Helena Prior Filipe 1ª Reunião Anual de Internos de Oftalmologia SPO Jovem 14 de Julho de 2012 Apresentação do Workshop Pré-teste (10 ) Prelecção (15 )

Leia mais

Ultra-sonografia Ocular

Ultra-sonografia Ocular nnn nnn aaa Ultra-sonografia Ocular Curso de Especialização em Ultra-sonografia Profa. Dra. Renata Squarzoni Histórico 1880 - CURIE: efeito piezoelétrico 1942 - FIRESTONE: sonares de navios 1949 - LUDWIG

Leia mais

Guyton & Hall Perguntas e Respostas em Fisiologia

Guyton & Hall Perguntas e Respostas em Fisiologia Guyton & Hall Perguntas e Respostas em Fisiologia Guyton & Hall Perguntas e Respostas em Fisiologia 2 a Edição John E. Hall, PhD Arthur C. Guyton Professor and Chair Associate Vice Chancellor for Research

Leia mais

Trauma ocular Professora Chalita

Trauma ocular Professora Chalita Trauma ocular Professora Chalita Mais comum em homens do que mulheres. Mais comum em jovens. Pode ser classificado em: o Globo fechado (ou trauma contuso) Contusão (como um soco, por exemplo) Laceração

Leia mais

Mini Glossário. B Blefarite Inflamação das pálpebras.

Mini Glossário. B Blefarite Inflamação das pálpebras. A Acomodação Capacidade do olho em focar a várias distâncias, desde o perto ao longe, por alteração da potência dióptrica do cristalino. Acuidade Visual Capacidade de discriminar dois pontos próximos como

Leia mais

Atlas de Oftalmologia 8. DOENÇAS TRAUMÁTICAS OCULARES. António Ramalho

Atlas de Oftalmologia 8. DOENÇAS TRAUMÁTICAS OCULARES. António Ramalho 8. DOENÇAS TRAUMÁTICAS OCULARES 1 8 - DOENÇAS TRAUMÁTICAS Pregas coroideias Consistem em estrias ou sulcos, paralelos, localizados ao nível da coróide interna, membrana Bruch, EPR e, por vezes, da retina

Leia mais

Miopia. Miopia Patológica. pseudomiopia e miopia nocturna. Miopia elevada, associada a mudanças

Miopia. Miopia Patológica. pseudomiopia e miopia nocturna. Miopia elevada, associada a mudanças Miopia Miopia patológica, pseudomiopia e miopia nocturna Miopia elevada, associada a mudanças as degenerativas ou patológicas do pólo p posterior do olho. Comprimento axial excessivo Progressiva Alterações

Leia mais

Glaucoma. O que é glaucoma? Como acontece?

Glaucoma. O que é glaucoma? Como acontece? Glaucoma O que é glaucoma? Glaucoma é uma doença crônica do olho (que dura toda a vida), que ocorre quando há elevação da pressão intra-ocular (PIO), que provoca lesões no nervo ótico e, como conseqüência,

Leia mais

CARTILHA DE ORIENTAÇÕES PARA PREENCHIMENTO DE GUIAS DE REFERÊNCIA EM OFTALMOLOGIA. Área de abrangência do DRS XIII

CARTILHA DE ORIENTAÇÕES PARA PREENCHIMENTO DE GUIAS DE REFERÊNCIA EM OFTALMOLOGIA. Área de abrangência do DRS XIII CARTILHA DE ORIENTAÇÕES PARA PREENCHIMENTO DE GUIAS DE REFERÊNCIA EM OFTALMOLOGIA Área de abrangência do DRS XIII HOSPITAL DAS CLINICAS DA FACULDADE DE MEDICINA DE RIBEIRÃO PRETO UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

Leia mais

António Ramalho UVEITES

António Ramalho UVEITES UVEITES CLASSIFICAÇÃO ANATÓMICA ANTERIOR o Irite o Iridociclite o Ciclite anterior INTERMEDIÁRIA o Pars planite o Hialite o Cilcite posterior POSTERIOR o Coroidite focal o Coroidite multifocal o Coroidite

Leia mais

CRESEMS, CISCOPAR e 20ª. Regional de Saúde Toledo PR PROTOCOLOS CLÍNICOS ESPECIALIZADOS

CRESEMS, CISCOPAR e 20ª. Regional de Saúde Toledo PR PROTOCOLOS CLÍNICOS ESPECIALIZADOS CRESEMS, CISCOPAR e 20ª. Regional de Saúde PROTOCOLOS CLÍNICOS ESPECIALIZADOS OFTALMOLOGIA Pré-requisitos: História clínica detalhada; Exame físico completo; Exames complementares essenciais conforme o

Leia mais

Imagem da Semana: Tomografia de órbita

Imagem da Semana: Tomografia de órbita Imagem da Semana: Tomografia de órbita Figura: Tomografia computadorizada contrastada de crânio. Enunciado Criança do sexo masculino, 2 anos, natural de Parauapebas (PA), apresentava reflexo branco em

Leia mais

Fundo de Olho e Retinopatia Diabética. Prof. Cláudia Gallicchio Domingues Universidade de Caxias do Sul

Fundo de Olho e Retinopatia Diabética. Prof. Cláudia Gallicchio Domingues Universidade de Caxias do Sul Fundo de Olho e Retinopatia Diabética Prof. Cláudia Gallicchio Domingues Universidade de Caxias do Sul Exame de Fundo de Olho Importância - Patologias nervo óptico, coróide e retina Doenças oculares e

Leia mais

Protocolos para exames complementares em oftalmologia

Protocolos para exames complementares em oftalmologia Protocolos para exames complementares em oftalmologia Regulamentar as indicações absolutas para a requisição dos 31 exames complementares oftalmológicos. É necessário entender que cada profissional poderá

Leia mais

Retinopatia diabética. A retinopatia diabética é uma das causas mais comuns de cegueira no Reino Unido. A causa principal desta doença é a diabetes.

Retinopatia diabética. A retinopatia diabética é uma das causas mais comuns de cegueira no Reino Unido. A causa principal desta doença é a diabetes. Retinopatia diabética Introdução A retinopatia diabética é uma das causas mais comuns de cegueira no Reino Unido. A causa principal desta doença é a diabetes. A retinopatia é a lesão dos pequenos vasos

Leia mais

4º par craneano - nervo troclear

4º par craneano - nervo troclear 4º par craneano - nervo troclear O 4º par craneano é responsável pela inervação do músculo oblíquo superior, tendo este como principal acção a infraducção do olho, principalmente quando este se encontra

Leia mais

Profa. Le:cia Veras Costa- Lotufo. Câmara superautomá:ca Posiciona- se na direção do objeto Poder de foco Regula a sensibilidade do filme

Profa. Le:cia Veras Costa- Lotufo. Câmara superautomá:ca Posiciona- se na direção do objeto Poder de foco Regula a sensibilidade do filme BIOFÍSICA DA VISÃO Profa. Le:cia Veras Costa- Lotufo VISÃO: Interação da luz com os fotorreceptores da re:na Re:na filme inteligente situado no OLHO Olho Câmara superautomá:ca Posiciona- se na direção

Leia mais

OCULAR: FORMAÇÃO E DIFERENCIAÇÃO DA VESÍCULA

OCULAR: FORMAÇÃO E DIFERENCIAÇÃO DA VESÍCULA EMBRIOGÊNESE DO APARELHO OCULAR: FORMAÇÃO E DIFERENCIAÇÃO DA VESÍCULA ÓPTICA Profa. Dra. MARIA ANGÉLICA SPADELLA Disciplina Embriologia Humana FAMEMA Cronologia do Desenvolvimento: Início do desenvolvimento:

Leia mais

Atlas de Oftalmologia 5. DOENÇAS INFLAMATÓRIAS. António Ramalho

Atlas de Oftalmologia 5. DOENÇAS INFLAMATÓRIAS. António Ramalho 5. DOENÇAS INFLAMATÓRIAS 1 5 DOENÇAS INFLAMATÓRIAS Epiteliopatia placóide multifocal posterior aguda (APMPPE) Também chamada Epiteliopatia em placas. Pouco frequente. Idiopática. Bilateral habitualmente.

Leia mais

Fisiologia Sentidos Especiais

Fisiologia Sentidos Especiais O Olho Fisiologia Sentidos Especiais Profa. Ana Maria Curado Lins, M.Sc Anatomia do Olho Esclerótica: membrana mais externa do olho, é branca, fibrosa e resistente; mantém a forma do globo ocular e protege-o;

Leia mais

Workshop de Angiografia Da Teoria à Prática Clínica

Workshop de Angiografia Da Teoria à Prática Clínica Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra Centro de Responsabilidade de Oftalmologia Associação para a Investigação Biomédica e Inovação em Luz e Imagem Sociedade Portuguesa de Oftalmologia Workshop

Leia mais

ÁREA/ESPECIALIDADE: MEDICINA / OFTALMOLOGIA CLÍNICA

ÁREA/ESPECIALIDADE: MEDICINA / OFTALMOLOGIA CLÍNICA UFF UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE CCM CENTRO DE CIÊNCIAS MÉDICAS HUAP HOSPITAL UNIVERSITÁRIO ANTONIO PEDRO PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO ÁREA/ESPECIALIDADE: MEDICINA / OFTALMOLOGIA CLÍNICA 127 INSTRUÇÕES

Leia mais

GLAUCOMA DE ÂNGULO FECHADO

GLAUCOMA DE ÂNGULO FECHADO GLAUCOMA DE ÂNGULO FECHADO Introdução Glaucoma de Ângulo Fechado é um tipo de glaucoma que actualmente é designado Glaucoma por Encerramento do Ângulo. Não é o tipo de glaucoma mais frequente na Europa,

Leia mais

AZOOR (Retinopatia zonal externa aguda oculta )

AZOOR (Retinopatia zonal externa aguda oculta ) AZOOR (Retinopatia zonal externa aguda oculta ) É a mais frequente dos síndromes AZOR. Individualizada em 1993, por Gass. O nome AZOOR integra as seguintes características típicas: - AGUDA - perda súbita

Leia mais

O descolamento de retina pode começar em uma pequena área, mas, quando não tratado, pode ocorrer descolamento de toda a retina.

O descolamento de retina pode começar em uma pequena área, mas, quando não tratado, pode ocorrer descolamento de toda a retina. PRINCIPAIS DOENÇAS OCULARES DESCOLAMENTO DE RETINA Definição O descolamento de retina é a separação da retina da parte subjacente que a sustenta. A malha de nervos que constitui a parte sensível à luz

Leia mais

CRITÉRIOS DE INCLUSÃO/EXCLUSÃO NAS SEGUINTES PATOLOGIAS: CATARATA E GLAUCOMA

CRITÉRIOS DE INCLUSÃO/EXCLUSÃO NAS SEGUINTES PATOLOGIAS: CATARATA E GLAUCOMA CRITÉRIOS DE INCLUSÃO/EXCLUSÃO NAS SEGUINTES PATOLOGIAS: CATARATA E GLAUCOMA CATARATA CRITÉRIOS DE INCLUSÃO Esta indicada em portadores de opacidade do cristalino que, mesmo com melhor correção óptica,

Leia mais

Luz, olho humano e óculos Capítulo 12 (pág. 219)

Luz, olho humano e óculos Capítulo 12 (pág. 219) Luz, olho humano e óculos Capítulo 12 (pág. 219) Raios de Luz - Alguns filósofos gregos pensavam que nossos olhos emitiam raios que permitiam enxergar os objetos; - Só nos é possível ver quando há luz

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ FACULDADE DE MEDICINA PROGRAMA DE EDUCAÇÃO TUTORIAL. Caio Abner Leite

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ FACULDADE DE MEDICINA PROGRAMA DE EDUCAÇÃO TUTORIAL. Caio Abner Leite UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ FACULDADE DE MEDICINA PROGRAMA DE EDUCAÇÃO TUTORIAL Caio Abner Leite Letra legível História resumida Queixa e duração, antecedentes pessoais relacionados ao caso ou às contra-indicações.

Leia mais

Pesquisa com células tronco para tratamento de doenças da retina

Pesquisa com células tronco para tratamento de doenças da retina Pesquisa com células tronco para tratamento de doenças da retina O Setor de Retina da Divisão de Oftalmologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto- USP(HCRP-FMRP-USP) está

Leia mais

É um agente físico capaz de sensibilizar os nossos órgãos visuais.

É um agente físico capaz de sensibilizar os nossos órgãos visuais. É um agente físico capaz de sensibilizar os nossos órgãos visuais. Dispersão da luz Luz Branca v Prisma Vermelho Laranja Amarelo Verde Azul Anil Violeta COR Luz: As Primárias São: Vermelho, Verde e Azul

Leia mais

Retinopatia Diabética

Retinopatia Diabética Retinopatia Diabética A diabetes mellitus é uma desordem metabólica crónica caracterizada pelo excesso de níveis de glicose no sangue. A causa da hiper glicemia (concentração de glicose igual ou superior

Leia mais

PROVA ESPECÍFICA Cargo 75

PROVA ESPECÍFICA Cargo 75 11 PROVA ESPECÍFICA Cargo 75 QUESTÃO 26 O teto da órbita consiste de: a) um osso. b) dois ossos. c) três ossos. d) quatro ossos. QUESTÃO 27 a) Cisto dermóide é um teratoma cístico maligno. b) Dacriopo

Leia mais

PARECER COREN-SP 62/2013 CT PRCI n 100.960 Tickets nº 280.706

PARECER COREN-SP 62/2013 CT PRCI n 100.960 Tickets nº 280.706 PARECER COREN-SP 62/2013 CT PRCI n 100.960 Tickets nº 280.706 Ementa: Realização do exame de fundo de olho por Enfermeiro. 1. Do fato Enfermeira solicita parecer sobre a competência do Enfermeiro para

Leia mais

CLASSIFICAÇÃO ANATÓMICA:

CLASSIFICAÇÃO ANATÓMICA: UVEITES POSTERIORES A inflamação intraocular do segmento posterior (inflamação da retina e da coróide) é uma afecção ocular grave, que pode comprometer a acuidade visual a curto ou longo prazo. A inflamação

Leia mais

Atlas de Oftalmologia 9. TUMORES. António Ramalho

Atlas de Oftalmologia 9. TUMORES. António Ramalho 9. TUMORES 1 9 - TUMORES Nevo coróide É o tumor mais comum da úvea. Benigno. Início muito cedo na vida. Cresce lentamente durante a puberdade. Alguns podem sofrer degenerescência maligna. SINTOMAS: Assintomático.

Leia mais

Atlas de Oftalmologia 12. ANOMALIAS PERIFÉRICAS DA RETINA. António Ramalho

Atlas de Oftalmologia 12. ANOMALIAS PERIFÉRICAS DA RETINA. António Ramalho 12. ANOMALIAS PERIFÉRICAS DA RETINA 1 12 - ANOMALIAS PERIFÉRICAS DA RETINA Rasgaduras da retina SINTOMAS: Quando ocorre um descolamento posterior do vítreo, há sintomas associados como floaters, flash

Leia mais

PRINCÍPIOS BÁSICOS. Histórico:

PRINCÍPIOS BÁSICOS. Histórico: REFRAÇÃO Histórico: PRINCÍPIOS BÁSICOS Lei básica da reflexão era conhecida por Euclides, o mais famoso matemático da Antigüidade viveu entre 325 e 265 AC. De forma experimental, o princípio básico da

Leia mais

Luz, olho humano e óculos Capítulo 12

Luz, olho humano e óculos Capítulo 12 Luz, olho humano e óculos Capítulo 12 O olho humano O papel da retina e do cérebro A Pupila - É a estrutura do olho responsável por regular a entrada da quantidade de luz para a formação da imagem; - Em

Leia mais

Atlas de Oftalmologia 6. DOENÇAS INFECCIOSAS. António Ramalho

Atlas de Oftalmologia 6. DOENÇAS INFECCIOSAS. António Ramalho 6. DOENÇAS INFECCIOSAS 1 6 DOENÇAS INFECCIOSAS Toxoplasmose Congénita e adquirida. Toxoplasmose congénita é habitualmente a manifestação recorrente da doença congénita. SINTOMAS: Floaters e diminuição

Leia mais

Guia para o tratamento com Lucentis (ranibizumab) Para a perda de visão devida a Edema Macular Diabético (EMD) Informação importante para o doente

Guia para o tratamento com Lucentis (ranibizumab) Para a perda de visão devida a Edema Macular Diabético (EMD) Informação importante para o doente Guia para o tratamento com Lucentis (ranibizumab) Para a perda de visão devida a Edema Macular Diabético (EMD) Informação importante para o doente Secção 1 Sobre o Lucentis Este caderno de informação foi

Leia mais

Doenças sistémicas e implicações para a visão

Doenças sistémicas e implicações para a visão Doenças sistémicas e implicações para a visão O papel do Optometrista é cada vez mais de importante, tanto na detecção de anomalias como no acompanhamento das previamente detectadas por médico. Muitas

Leia mais

EVITANDO ACIDENTES. Como evitar acidentes com os olhos. Cozinhando. Produtos de limpeza. Objetos e crianças. Plantas

EVITANDO ACIDENTES. Como evitar acidentes com os olhos. Cozinhando. Produtos de limpeza. Objetos e crianças. Plantas EVITANDO ACIDENTES Como evitar acidentes com os olhos Quando se trata de acidentes com os olhos, o melhor remédio é a prevenção, pois algumas lesões podem causar desde a perda da qualidade da visão até

Leia mais

Biofísica da visão II. Ondas eletromagnéticas, o olho humano, Funcionamento da visão, Defeitos da visão.

Biofísica da visão II. Ondas eletromagnéticas, o olho humano, Funcionamento da visão, Defeitos da visão. Biofísica da visão II Ondas eletromagnéticas, o olho humano, Funcionamento da visão, Defeitos da visão. Sistema de líquidos do olho Glaucoma: aumento da pressão intra-ocular SIMULAÇÃO DE PERDA NO GLAUCOMA

Leia mais

recomendações Atualização de Condutas em Pediatria

recomendações Atualização de Condutas em Pediatria Atualização de Condutas em Pediatria nº 49 Departamentos Científicos da SPSP, gestão 2007-2009. Departamento de Oftalmologia Causas de baixa visão e cegueira em crianças Departamento de Medicina do Sono

Leia mais

Exame de fundo de olho. Fundo de olho normal

Exame de fundo de olho. Fundo de olho normal Fundo de olho normal cap. 04 Fundo de olho normal O exame de fundo de olho é o exame da retina, a qual é uma camada localizada na parte posterior do olho, formando a porção que cobre internamente toda

Leia mais

MÓDULO 9. A luz branca, que é a luz emitida pelo Sol, pode ser decomposta em sete cores principais:

MÓDULO 9. A luz branca, que é a luz emitida pelo Sol, pode ser decomposta em sete cores principais: A COR DE UM CORPO MÓDULO 9 A luz branca, que é a luz emitida pelo Sol, pode ser decomposta em sete cores principais: luz branca vermelho alaranjado amarelo verde azul anil violeta A cor que um corpo iluminado

Leia mais

DR. PAOLA GRECHI ROMERO CASTRO CRM 16594 RQE 8487

DR. PAOLA GRECHI ROMERO CASTRO CRM 16594 RQE 8487 DR. PAOLA GRECHI ROMERO CASTRO CRM 16594 RQE 8487 APRESENTAÇÃO PROFISSIONAL Graduação em Medicina - Universidade Estadual de Campinas UNICAMP (1998 2003). Prêmio de Melhor Aluna de Oftalmologia e Prêmio

Leia mais

DR. PAOLA GRECHI ROMERO CASTRO CRM 16594

DR. PAOLA GRECHI ROMERO CASTRO CRM 16594 DR. PAOLA GRECHI ROMERO CASTRO CRM 16594 FORMAÇÃO Graduação em Medicina - Universidade Estadual de Campinas UNICAMP (1998 2003). Prêmio de Melhor Aluna de Oftalmologia e Prêmio de Melhor Aluna de Pediatria.

Leia mais

Relatório Final de Instrumentação de Ensino F809 Ótica e Problemas da Visão

Relatório Final de Instrumentação de Ensino F809 Ótica e Problemas da Visão Relatório Final de Instrumentação de Ensino F809 Ótica e Problemas da Visão Aluna: Gabriela Simone Lorite RA 008769 Orientador: Lucila Cescato Universidade Estadual de Campinas Junho/2004 Resumo O olho

Leia mais

ÓPTICA GEOMÉTRICA MENU DE NAVEGAÇÃO LENTES ESFÉRICAS. LENTES CONVERGENTES Elementos

ÓPTICA GEOMÉTRICA MENU DE NAVEGAÇÃO LENTES ESFÉRICAS. LENTES CONVERGENTES Elementos LENTES ESFÉRICAS ÓPTICA GEOMÉTRICA MENU DE NAVEGAÇÃO Clique em um item abaixo para iniciar a apresentação LENTES CONVERGENTES Elementos Propriedades Construção Geométrica de Imagens LENTES DIVERGENTES

Leia mais

Fraturas do Terço Médio da Face

Fraturas do Terço Médio da Face Fraturas do Terço Médio da Face Epidemiologia: Pico de incidência entre 15 e 30 anos Homens correspondem a 60-80% As principais causas são acidente automobilístico, agressão, esportes radicais e quedas

Leia mais

Autoria: Conselho Brasileiro de Oftalmologia, Associação Médica Brasileira e Associação Brasileira de Catarata e Cirurgia Refrativa (ABCCR).

Autoria: Conselho Brasileiro de Oftalmologia, Associação Médica Brasileira e Associação Brasileira de Catarata e Cirurgia Refrativa (ABCCR). Diretriz de tratamento da Catarata Autoria: Conselho Brasileiro de Oftalmologia, Associação Médica Brasileira e Associação Brasileira de Catarata e Cirurgia Refrativa (ABCCR). Participantes: Dr. Armando

Leia mais

Fraturas Orbitárias White Blowout (por Explosão) ou Trapdoor (com Encarceramento): Difícil de Encontrar, Importante Tratar

Fraturas Orbitárias White Blowout (por Explosão) ou Trapdoor (com Encarceramento): Difícil de Encontrar, Importante Tratar Fraturas Orbitárias White Blowout (por Explosão) ou Trapdoor (com Encarceramento): Difícil de Encontrar, Importante Tratar Ann Hermansson e Johan Nilsson Introdução As fraturas orbitárias em crianças são

Leia mais

Hipertensão intracraniana Hidrocefalia

Hipertensão intracraniana Hidrocefalia Hipertensão intracraniana Hidrocefalia M.Sc. Prof.ª Viviane Marques Fonoaudióloga, Neurofisiologista e Mestre em Fonoaudiologia Coordenadora da Pós-graduação em Fonoaudiologia Hospitalar Chefe da Equipe

Leia mais

ÓPTICA GEOMÉTRICA MENU DE NAVEGAÇÃO. LENTES ESFÉRICAS LENTES CONVERGENTES Elementos

ÓPTICA GEOMÉTRICA MENU DE NAVEGAÇÃO. LENTES ESFÉRICAS LENTES CONVERGENTES Elementos ÓPTICA GEOMÉTRICA MENU DE NAVEGAÇÃO Clique em um item abaixo para iniciar a apresentação LENTES ESFÉRICAS LENTES CONVERGENTES Elementos Propriedades Construção Geométrica de Imagens LENTES DIVERGENTES

Leia mais

As oclusões venosas retinianas são a segunda causa mais comum de patologias vasculares da retina, atrás apenas da Retinopatia Diabética

As oclusões venosas retinianas são a segunda causa mais comum de patologias vasculares da retina, atrás apenas da Retinopatia Diabética INTRODUÇÃO Doença obstrutiva venosa é uma afecção comum da retina. Usualmente as obstruções venosas são reconhecidas facilmente e as suas opções terapêuticas têm sido muito investigadas. As oclusões venosas

Leia mais

Óptica Visual e. Instrumentação

Óptica Visual e. Instrumentação Óptica Visual e Instrumentação Trabalho elaborado por: Andreia Fonseca 13220 Elia Coelho 13846 Gonçalo Heleno 13007 Ensino de Física e Química Página 1 Objectivos: Este trabalho experimental tem como principais

Leia mais

OS SENTIDOS AUDIÇÃO E VISÃO

OS SENTIDOS AUDIÇÃO E VISÃO OS SENTIDOS AUDIÇÃO E VISÃO Profª Ana Cláudia Reis Pedroso AUDIÇÃO O ÓRGÃO DA AUDIÇÃO: A ORELHA O órgão responsável pela audição é a orelha (antigamente denominado ouvido), também chamada órgão vestíbulo-coclear

Leia mais

Falso Olho Provisório (para ser substituído) Planos de Negócios que Dão Certo

Falso Olho Provisório (para ser substituído) Planos de Negócios que Dão Certo Falso Olho Provisório (para ser substituído) Planos de Negócios que Dão Certo Preencha a ficha de cadastro no final deste livro e receba gratuitamente informações sobre os lançamentos e as promoções da

Leia mais

Projeto CAPAZ Básico Ametropias 1 Miopia e Hipermetropia

Projeto CAPAZ Básico Ametropias 1 Miopia e Hipermetropia 1 Introdução Ao assistir à aula, você teve acesso ao comportamento do olho humano, constatou quando há uma deficiência visual e como é possível corrigi-la. Vimos algumas peculiaridades, o que acontece

Leia mais

Todo o conjunto que compõe a visão humana é chamado globo ocular.

Todo o conjunto que compõe a visão humana é chamado globo ocular. Olho humano O olho humano é um sistema óptico complexo, formado por vários meios transparentes além de um sistema fisiológico com inúmeros componentes. Olho humano Todo o conjunto que compõe a visão humana

Leia mais

Instrumentos Ópticos

Instrumentos Ópticos Instrumentos Ópticos Associação de Lentes. Lentes Justapostas: Lentes Justapostas Separação Nula. A lente equivalente à associação de duas lentes justapostas, apresenta vergência dada por: C res = C 1

Leia mais

Tumores Benignos dos Tecidos Moles

Tumores Benignos dos Tecidos Moles Tumores Benignos dos Tecidos Moles Classificação - OMS (2005) Hamartoma: crescimento dismórfico de tecido original de uma região. Geralmente autolimitante e pode sofrer involução Neoplasia: crescimento

Leia mais

Estrutura do OLHO HUMANO:

Estrutura do OLHO HUMANO: ÓPTICA DA VISÃO Estrutura do OLHO HUMANO: É um fino tecido muscular que tem, no centro, uma abertura circular ajustável chamada de pupila. Ajustam a forma do cristalino. Com o envelhecimento eles perdem

Leia mais

A consulta foi analisada pela Câmara Técnica de Oftalmologia do CFM, que emitiu seu parecer, o qual adoto na íntegra:

A consulta foi analisada pela Câmara Técnica de Oftalmologia do CFM, que emitiu seu parecer, o qual adoto na íntegra: PROCESSO-CONSULTA CFM nº 24/13 PARECER CFM nº 17/13 INTERESSADO: Dr. F.J.M.C ASSUNTO: Cirurgia bilateral no mesmo ato cirúrgico RELATOR: Cons. José Fernando Maia Vinagre EMENTA: Não há elementos definitivos

Leia mais

Atlas de Oftalmologia. 11. Cristalino. António Ramaho

Atlas de Oftalmologia. 11. Cristalino. António Ramaho 11. Cristalino 1 AUSÊNCIA Afaquia congénita Primária (associada a alterações do segmento anterior) ou secundária (mais frequente) ANOMALIA DE FORMA Coloboma Patologia congénita. Rara. Uni ou bilateral.

Leia mais

Atividade O olho humano e os defeitos da visão

Atividade O olho humano e os defeitos da visão Atividade O olho humano e os defeitos da visão A atividade proposta pode ser desenvolvida para aprimorar seus conhecimentos sobre o olho humano e os defeitos da visão. Sugere-se que seja desenvolvida em

Leia mais

EstudoDirigido Exercícios de Fixação Doenças Vasculares TCE Hipertensão Intracraniana Hidrocefalia Meningite

EstudoDirigido Exercícios de Fixação Doenças Vasculares TCE Hipertensão Intracraniana Hidrocefalia Meningite EstudoDirigido Exercícios de Fixação Doenças Vasculares TCE Hipertensão Intracraniana Hidrocefalia Meningite SOMENTE SERÃO ACEITOS OS ESTUDOS DIRIGIDOS COMPLETOS, MANUSCRITOS, NA DATA DA PROVA TERÁ O VALOR

Leia mais

Guia para o tratamento com Lucentis (ranibizumab)

Guia para o tratamento com Lucentis (ranibizumab) Guia para o tratamento com Lucentis (ranibizumab) Para a perda de visão devida a edema macular secundário a oclusão da veia retiniana (OVR) Informação importante para o doente Secção 1 Sobre o Lucentis

Leia mais

Crianças com deformidades na face. Avaliação da via aérea difícil. Valéria B. Melhado Hosp. Beneficência Portuguesa de Santos

Crianças com deformidades na face. Avaliação da via aérea difícil. Valéria B. Melhado Hosp. Beneficência Portuguesa de Santos Crianças com deformidades na face Avaliação da via aérea difícil Valéria B. Melhado Hosp. Beneficência Portuguesa de Santos anomalias anatômicas cavidade oral espaço mandibular anterior maxila articulação

Leia mais

A síndrome ocorre em cerca de um para cada 100 a 160 mil nascimentos. Especialistas atribuem o acidente genético à idade avançada dos pais.

A síndrome ocorre em cerca de um para cada 100 a 160 mil nascimentos. Especialistas atribuem o acidente genético à idade avançada dos pais. Síndrome de Apert O que é Síndrome de Apert? A síndrome de Apert é uma desordem genética que causa desenvolvimento anormal da caixa craniana. Bebês com síndrome de Apert nascem com a cabeça e a face com

Leia mais

18º Imagem da Semana: Tomografia Computadorizada de Crânio

18º Imagem da Semana: Tomografia Computadorizada de Crânio 18º Imagem da Semana: Tomografia Computadorizada de Crânio Enunciado Paciente masculino, 78 anos, hipertenso, com fibrilação atrial, admitido no PA com queixa de dificuldade para deambular e confusão mental

Leia mais

DRA. PAOLA GRECHI CRM 16594 RQE 8487

DRA. PAOLA GRECHI CRM 16594 RQE 8487 DRA. PAOLA GRECHI CRM 16594 RQE 8487 APRESENTAÇÃO PROFISSIONAL Graduação em Medicina - Universidade Estadual de Campinas UNICAMP (1998 2003). Prêmio de Melhor Aluna de Oftalmologia e Prêmio de Melhor Aluna

Leia mais

DR. FERNANDO JOSÉ DE NOVELLI CRM 12289

DR. FERNANDO JOSÉ DE NOVELLI CRM 12289 DR. FERNANDO JOSÉ DE NOVELLI CRM 12289 FORMAÇÃO Graduado em Medicina pela Universidade de São Paulo (USP) (1990-1995). Residência médica no Hospital das Clínicas de São Paulo pela Universidade de São Paulo

Leia mais

Lentes de bordas finas: quando as bordas são mais finas que a região central.

Lentes de bordas finas: quando as bordas são mais finas que a região central. Lentes Esféricas Uma lente é um meio transparente que tem duas faces curvas ou uma face curva e outra plana. Na figura temos os tipos usuais de lentes,sendo as faces curvas esféricas. Lentes de bordas

Leia mais

ALLERGAN PRODUTOS FARMACÊUTICOS LTDA

ALLERGAN PRODUTOS FARMACÊUTICOS LTDA PILOCARPINA ALLERGAN PRODUTOS FARMACÊUTICOS LTDA Solução Oftálmica Estéril cloridrato de pilocarpina 1% / 2% / 4% BULA PARA O PACIENTE APRESENTAÇÃO Solução Oftálmica Estéril Frasco plástico conta-gotas

Leia mais

Módulo 7: ROP. O que é a retinopatia da prematuridade? Qual a população que precisa ser examinada? examinada? realizado? realizado?

Módulo 7: ROP. O que é a retinopatia da prematuridade? Qual a população que precisa ser examinada? examinada? realizado? realizado? Atenção à saúde do Recém-nascido de Risco Superando pontos críticos Módulo 7: ROP O que é a retinopatia da prematuridade? Qual a população que precisa ser examinada? examinada? ser Q Quando uando o o exame

Leia mais

GLAUCOMA APÓS CIRURGIA DE CATARATA CONGÉNITA

GLAUCOMA APÓS CIRURGIA DE CATARATA CONGÉNITA GLAUCOMA APÓS CIRURGIA DE CATARATA CONGÉNITA Catarina Pedrosa, Inês Coutinho, Cristina Santos, Mário Ramalho, Susana Pina, Isabel Prieto Estágio de Glaucoma Dr. Esperancinha, Dr. Fernando Vaz, Dr. Paulo

Leia mais

Câncer de Pele. Os sinais de aviso de Câncer de Pele. Lesões pré câncerigenas. Melanoma. Melanoma. Carcinoma Basocelular. PEC SOGAB Júlia Käfer

Câncer de Pele. Os sinais de aviso de Câncer de Pele. Lesões pré câncerigenas. Melanoma. Melanoma. Carcinoma Basocelular. PEC SOGAB Júlia Käfer Lesões pré câncerigenas Os sinais de aviso de Câncer de Pele Câncer de Pele PEC SOGAB Júlia Käfer Lesões pré-cancerosas, incluindo melanoma, carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular. Estas lesões

Leia mais

DR. FERNANDO JOSÉ DE NOVELLI CRM 12289 RQE 6098

DR. FERNANDO JOSÉ DE NOVELLI CRM 12289 RQE 6098 DR. FERNANDO JOSÉ DE NOVELLI CRM 12289 RQE 6098 APRESENTAÇÃO PROFISSIONAL Graduado em Medicina pela Universidade de São Paulo (USP) (1990-1995). Residência médica no Hospital das Clínicas de São Paulo

Leia mais

Engenharia Biomédica - UFABC

Engenharia Biomédica - UFABC Engenharia de Reabilitação e Biofeedback Deficiência Visual Professor: Pai Chi Nan 1 Anatomia do olho 2 1 Anatomia do olho Córnea Proteção Focalização 3 Íris e pupila Anatomia do olho Controle da quantidade

Leia mais

Sumário. Data: 06/12/2013 NT 245 /2013. Medicamento x Material Procedimento Cobertura

Sumário. Data: 06/12/2013 NT 245 /2013. Medicamento x Material Procedimento Cobertura NT 245 /2013 Solicitante: Ilmo Dr RODRIGO DIAS DE CASTRO Juiz de Direito Comarca de Campestre Data: 06/12/2013 Medicamento x Material Procedimento Cobertura Número do processo: 0023168-04.2013.8.13.0110

Leia mais

ESTUDOS CLÍNICOS E GENÉTICOS DO GLAUCOMA

ESTUDOS CLÍNICOS E GENÉTICOS DO GLAUCOMA ESTUDOS CLÍNICOS E GENÉTICOS DO GLAUCOMA João Rafael Ferreira de Jesus Rosa Orientador: Dr. Rodrigo da Silva Santos Faculdade Alfredo Nasser E-mail: joaorafaelf94@gmail.com RESUMO O glaucoma é uma neuropatia

Leia mais

04/06/2012 INTRODUÇÃO À RAGIOLOGIA SIMPLES DO TÓRAX. Dante L. Escuissato RADIOGRAFIAS DO TÓRAX INCIDÊNCIAS: FRONTAL (PA) PERFIL TÓRAX

04/06/2012 INTRODUÇÃO À RAGIOLOGIA SIMPLES DO TÓRAX. Dante L. Escuissato RADIOGRAFIAS DO TÓRAX INCIDÊNCIAS: FRONTAL (PA) PERFIL TÓRAX INTRODUÇÃO À RAGIOLOGIA SIMPLES DO TÓRAX Dante L. Escuissato RADIOGRAFIAS DO TÓRAX INCIDÊNCIAS: FRONTAL (PA) PERFIL TÓRAX 1 RADIOGRAFIAS AS RADIOGRAFIAS APRESENTAM 4 DENSIDADES BÁSICAS: AR: traquéia, pulmões,

Leia mais

Saúde Ocular do Idoso

Saúde Ocular do Idoso Saúde Ocular do Idoso Norma Helen Medina Centro de Oftalmologia Sanitária CVE CCD/SES SP dvoftal@saude.sp.gov.br Classificação de deficiência visual Organização Mundial da Saúde CID 10 Cegueira Acuidade

Leia mais

Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC) - Relatório n 23. Recomendação

Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC) - Relatório n 23. Recomendação TOMOGRAFIA DE COERÊNCIA ÓPTICA PARA AVALIAÇÃO DE DOENÇAS DA RETINA Demandante: Departamento de Atenção Especializada/Secretaria de Atenção à Saúde DAE/SAS/MS 1. O Procedimento A Tomografia de Coerência

Leia mais

Portaria nº 339 de 08 de Maio de 2002.

Portaria nº 339 de 08 de Maio de 2002. Portaria nº 339 de 08 de Maio de 2002. O Secretário de Assistência à Saúde, no uso de suas atribuições legais, Considerando a Portaria GM/MS nº 866, de 09 de maio de 2002, que cria os mecanismos para organização

Leia mais

Guia para o tratamento com Lucentis (ranibizumab)

Guia para o tratamento com Lucentis (ranibizumab) Guia para o tratamento com Lucentis (ranibizumab) Para a perda de visão devida a neovascularização coroideia (NVC) secundária a miopia patológica Informação importante para o doente Secção 1 Sobre o Lucentis

Leia mais

372/2014. Ranibizumabe para Retinopatia diabética

372/2014. Ranibizumabe para Retinopatia diabética 11/07/2014 372/2014 Ranibizumabe para Retinopatia diabética SOLICITANTE : Dr Fabiano Teixeira Perlato Juiz de Direito da Comarca de Carmo do Rio Claro /MG NÚMERO DO PROCESSO: 0026614-73.2014.8.13.0144

Leia mais

Patologia da Órbita na Urgência de Neurorradiologia

Patologia da Órbita na Urgência de Neurorradiologia Clínica Universitária de Imagiologia - Hospitais da Universidade de Coimbra Reunião Temática Neurorradiologia 3/2/10 Patologia da Órbita na Urgência de Neurorradiologia Cátia Marques Fátima Rio Objectivos:

Leia mais

EMENTA: VISÃO MONOCULAR. CARACTERIZAÇÃO DE DEFICIÊNCIAS DECRETO Nº 5.296/04. NOTA TÉCNICA Nº 12/2007 CORDE/SEDH/PR.460/06 DA CÂMARA DOS DEPUTADOS.

EMENTA: VISÃO MONOCULAR. CARACTERIZAÇÃO DE DEFICIÊNCIAS DECRETO Nº 5.296/04. NOTA TÉCNICA Nº 12/2007 CORDE/SEDH/PR.460/06 DA CÂMARA DOS DEPUTADOS. CÂMARA DE COORDENAÇÃO E REVISÃO PGT/CCR/Nº 4570/2008 INTERESSADOS: EXPRESSO RODOVIÁRIO SÃO MIGUEL LTDA ASSUNTO: CONTRATAÇÃO DE PORTADORES DE DEFICIÊNCIA: MÍNIMO LEGAL EMENTA: VISÃO MONOCULAR. CARACTERIZAÇÃO

Leia mais

ESCLERODERMIA LOCALIZADA LOCALIZED SCLERODERMA

ESCLERODERMIA LOCALIZADA LOCALIZED SCLERODERMA ESCLERODERMIA LOCALIZADA LOCALIZED SCLERODERMA Esclerodermia significa pele dura. O termo esclerodermia localizada se refere ao fato de que o processo nosológico está localizado na pele. Por vezes o termo

Leia mais

Professora Bruna FÍSICA B. Aula 17 Seus Óculos. Página 232

Professora Bruna FÍSICA B. Aula 17 Seus Óculos. Página 232 FÍSICA B Aula 17 Seus Óculos. Página 232 INTRODUÇÃO Na aula de hoje, estudaremos os defeitos da visão e os tipos de lentes indicadas para correção destes defeitos. Para isso, estudaremos primeiramente

Leia mais

OZURDEX ALLERGAN PRODUTOS FARMACÊUTICOS LTDA. Implante Biodegradável para Uso Oftálmico. Cada implante contém 0,7 mg de dexametasona

OZURDEX ALLERGAN PRODUTOS FARMACÊUTICOS LTDA. Implante Biodegradável para Uso Oftálmico. Cada implante contém 0,7 mg de dexametasona OZURDEX ALLERGAN PRODUTOS FARMACÊUTICOS LTDA Implante Biodegradável para Uso Oftálmico Cada implante contém 0,7 mg de dexametasona BULA PARA O PACIENTE APRESENTAÇÕES Implante biodegradável para uso oftálmico

Leia mais

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO O(A) paciente, ou seu responsável, declara, para todos os fins legais, especialmente do disposto no artigo 39, VI, da Lei, 8.078/90 que dá plena autorização ao

Leia mais