Violência, segurança e direitos das crianças: Aprofundamento do debate

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Violência, segurança e direitos das crianças: Aprofundamento do debate"

Transcrição

1 Violência, segurança e direitos das crianças: Aprofundamento do debate Introdução A violência social - nas suas diversas manifestações como conflito armado, criminalidade, violência institucional e de gênero, maus-tratos contra crianças e adolescentes, etc. - é um dos problemas mais graves que existem hoje na América Latina. As crianças e adolescentes constituem um dos grupos sociais mais afetados tanto pelas manifestações diretas como indiretas da violência. Mesmo assim, muitos adolescentes são vistos e retratados como agentes da violência, sendo foco de repressão, discriminação e de maior demanda de punição. Diante desse quadro, o projeto Políticas de Segurança e Direitos Humanos: Enfocando a primeira infância, infância e adolescência, visa aprofundar o debate iniciado em são Paulo no final de 2011 que, compreendendo a complexidade da violência, a enfoca a partir da perspectiva das políticas de segurança cidadã, atendendo à necessidade de proteção dos direitos das crianças e adolescentes, sejam elas vítimas ou agentes da violência. O objetivo da proposta é de que se fortaleça a perspectiva regional fortalecendo o dialogo entre as realidades brasileira e de outros países latino-americanos. O relatório apresentado pela Comissão Interamericana dos Direitos Humanos define como Políticas Públicas de Segurança Cidadã aquelas diretrizes ou cursos de ação que têm como objetivo fazer com que os direitos sejam cumpridos, tanto no plano normativo e operativo, como nas práticas institucionais e dos agentes estatais, devendo-se também abordar as causas da criminalidade e da violência. Do ponto de vista dos direitos das crianças e adolescentes, a abordagem da problemática da criminalidade, da violência e de seus impactos na segurança cidadã, deve ser feita priorizando a proteção das pessoas e não a defesa estatal. Deste modo, deve-se articular os direitos à vida, à integridade física, à liberdade pessoal, às garantias processais, à proteção judicial e à privacidade. Além disso, faz-se necessário enfocar particularmente aquelas pessoas em condição de especial vulnerabilidade em relação à violência e à criminalidade, tais como: crianças, adolescentes, indígenas, afrodescendentes, migrantes, etc. Nestas condições esses direitos devem ser cumpridos de acordo com padrões especiais. A necessidade de incluir os direitos da infância nos debates sobre políticas de segurança cidadã é especialmente importante quando se trata das crianças pequenas. A primeira infância é de importância fundamental para o desenvolvimento infantil, sendo que as experiências durante os primeiros seis anos de vida influenciam a criança por toda a vida. Esta é uma etapa de maior vulnerabilidade que demanda proteção especial e um ambiente seguro, acolhedor e propício ao desenvolvimento de suas potencialidades. Entretanto, as crianças pequenas vivem hoje, no Brasil uma situação de violação e/ou negligência de seus direitos. e mesmo assim, tanto nos debates acerca da violência como naqueles voltados às políticas de segurança cidadã, a primeira infância está ausente. Além da escassa visibilidade social acerca da primeira infância, as discussões sobre o tema não abordam, por exemplo, as relações entre as crianças pequenas e outras crianças que são seus irmãos ou irmãs mais velhos/as, ou entre as crianças pequenas e os/as adolescentes que em alguns casos são seus pais e mães. Considerando as questões recém-expostas, torna-se necessário e urgente ampliar os espaços de discussão e de intercâmbio entre os diversos atores comprometidos com a defesa e promoção dos direitos da infância e da adolescência na sociedade em geral, e especificamente nas políticas de segurança, ampliando a visibilidade sobre o tema, influenciando a agenda pública e fortalecendo as ações desenvolvidas por parte das organizações da sociedade civil.

2 Relevância do Colóquio O encontro realizado em São Paulo, uma iniciativa de Equidade para a Infância América Latina, foi organizado em conjunto com a Rede Nacional Primeira Infância (Brasil), o Instituto Arcor (Brasil) e a Fundação Arcor (Argentina) e o Instituto C&A(Brasil), e contou com o apoio do CIESPI (Brasil) e da Rede ANDI (Brasil). Dentre os assistentes, compareceram representantes do governo e de ONGs- Organizações não governamentais, académicos/as e especialistas do setor da responsabilidade social que trabalham pela infância. Além dos/as expositores/as brasileiros/as, participaram especialistas da Colômbia e do México; e entre o público, estiveram presentes representantes de 38 Instituições de 11 cidades brasileiras: Salvador, Fortaleza, São Luís, Campo Grande, Recife, Rio de Janeiro, Natal, Santa Catarina, Campinas, Santo André, São Paulo. O debate foi alimentado pelas experiências de trabalho dos/as participantes, que reconheceram a necessidade da articular de ações no âmbito das políticas de segurança pautadas na perspectiva dos direitos humanos. Dentre as contribuições atribuídas ao encontro, os assistentes apontaram que o mesmo: Criou uma interface entre o campo da infância e da adolescência no marco da problemática da segurança pública; Promoveu uma discussão sobre violência/segurança e primeira infância o que não é comum; Provocou a reflexão sobre a problemática a partir de uma perspectiva regional, que se constitui numa necessidade atual; neste sentido, sinalizou-se a importância do intercambio entre os países da região; Propiciou o encontro e a troca entre diversos atores (acadêmicos, políticos e profissionais do Sistema de Garantia de Direitos) gerando possibilidades de aprendizagem mutua. TEMAS DESTACADOS A partir das discussões, foi possível localizar três grandes temáticas emergentes. A primeira se refere à invisibilidade da primeira infância nas análises sobre os impactos das políticas de segurança. Sendo assim, se verifica a carência e escassez de discussão sobre as diferentes formas de violência e seus impactos na vida das crianças desde os primeiros anos de vida, por exemplo, em situações de detenção das mães nas prisões ou de famílias em situação de rua. A segunda temática, relacionada com os desdobramentos dos modelos de desenvolvimento, vincula-se com a ingerência da economia ilegal na economia formal e com a influência do consumo na subjetividade das crianças e adolescentes. A terceira e ultima temática refere-se à abordagem - geralmente reducionista e/ou discriminatórios- dos meios de comunicação sobre os acontecimentos que envolvem violência, segurança pública e adolescentes. As situações de violência são exploradas como matéria noticiável e pouco mostram o seguimento para a resolução do delito, situação esta que aprofunda a sensação de insegurança e impunidade. As infâncias presentes e ausentes nas políticas de segurança. Em termos de Políticas Públicas referentes às categorias infância e adolescência, destacaram-se questões como:

3 -A invisibilização da primeira infância nas abordagens e análises sobre a questão da violência e da segurança pública e, em contrapartida, ressalta-se a hipervisibilidade dada à adolescência como grupo agressor/promotor da violência. - A criminalização da pobreza, ligada à discriminação de grupos vulneráveis como afrodescendentes, indígenas, etc. - A rotulação dos/as adolescentes de setores populares e etnias discriminadas. Esta é reforçada em situações que catalisam sua construção como perigosos e como agentes de violência. Eventos públicos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas tornam-se situações críticas do ponto de vista dos direitos das crianças e adolescentes em geral, e dos setores populares, em particular. As ações higienistas retornam perto destes eventos. Surge, portanto, a necessidade de incidir na desconstrução das lógicas que subjazem estas ações no âmbito das politicas de segurança, bem como no âmbito das politicas publicas em geral. Direito à cidade/espaço público: crianças em um mundo urbano As crianças, independente da classe social têm acesso restrito à rua. Esta deixou de ser o espaço da brincadeira, do contato com o outro, da interação pública e do reconhecimento da diversidade. Esse fenômeno de privatização da vida situa o espaço público como lugar exclusivamente de trânsito. Entretanto, esse fenômeno atinge mais fortemente as crianças de classe média/classe alta que estão aprisionadas em apartamentos e condomínios fechados. As políticas de segurança não consideram a possibilidade de recriar espaços públicos para as crianças, viabilizando praças e lugares de brincadeiras e jogos como espaços de proteção, assim como não prevê a importância do trânsito protegido como uma forma de contribuir para a autonomia infantil. O Direito ao espaço público saudável e seguro é tema relevante e está estreitamente vinculado com o direito ao brincar - em contraposição com o direito ao brinquedo (nas classes médias e altas), o qual se refere ao consumismo exacerbado e a substituição do brincar pelo brinquedo. Os hábitos de consumo na infância associam o divertimento a determinados objetos adquiridos no mercado. Finalmente, o acesso às novas formas, meios e objetos de brincadeira e jogo aumentam a desigualdade social cada vez mais cedo. A coesão social já não parece fabricar-se em múltiplos lugares de encontro onde os membros de diferentes setores podiam se reconhecer mutuamente. Desta forma, surge a necessidade de vincular as análises do campo da infância com as políticas de segurança; bem como a necessidade de revisar as construções sobre o público e o privado em relação com os processos de socialização da infância. Direitos e participação infantil É necessário consolidar o direito à participação infantil e possibilitar que as crianças sejam de fato escutadas. Isso implica transformações político-institucionais e culturais. Uma tensão que se converte em um desafio para as politicas são os processos de agencia e voz das crianças e adolescentes, colocando no centro dos debates as construções e interações que envolvem a infância que, atualmente, continuam mediadas por perspectivas adultocêntricas e por relações de poder. TEMAS INSISTENTES a) Crianças e adolescentes como vítimas da violência no Brasil e na América Latina A violência contra as crianças e adolescentes se expressa de distintas formas e em larga escala. Duzentos milhões de crianças estão sujeitas cotidianamente a situações diversas de violências na

4 América Latina e Caribe. Trata-se de uma prática que ocorre no âmbito público e privado, sendo atravessada por condições estruturais que se imbricam nos processos e relações sociais. A violência é exercida tanto nas instancias institucionais como cotidianas e domésticas, onde habitam e transitam as crianças. O castigo corporal, por exemplo, permanece como forma de educação e disciplina culturalmente aceita em vários países. É uma das formas de violência mais documentadas, porém existem outras formas mais ocultas de violência contra a infância, como por exemplo os maus tratos verbais, de higiene e saúde e a negligência e abandono. Sendo pouco documentadas, estas formas de violência têm pouca ou nenhuma possibilidade de serem mapeadas e denunciadas. Tudo isso, somado a falta de Políticas Públicas especificas que proíbam a violência contra crianças e adolescentes em todos os níveis, fazem com que muitos casos e situações permaneçam ocultos e inquestionáveis na sociedade, perpetuando um padrão cultural do uso da violência como forma de educação na família e na sociedade. No que se refere às políticas de proteção da criança e do adolescente no Brasil: PL 7672/ Direito da criança e do adolescente de serem educados e cuidados sem o uso de castigos corporais ou de tratamento cruel ou degradante (está em tramitação no Congresso). No que se refere ao homicídio de adolescentes: em nível nacional, há uma escassez de políticas programas e projetos que trabalhem no sentido da sensibilização social em relação a esta problemática e das formas de prevenção e proteção. Na esfera municipal, há uma dificuldade em lidar com esta situação. Entre as ações existentes, em geral, não se aborda o tema em função dos fatores gênero e raça. b) Meios de Comunicação Na atualidade, os meios de comunicação são responsáveis, em grande medida, pela construção e definição das problemáticas sociais, incluindo explicações e causas sobre as situações de violência. Estas construções não são neutras, uma vez que obedecem a interesses sociais, econômicos, políticos, religiosos, dentre outros. Os meios de comunicação direcionam e fortalecem opiniões públicas sobre os fenômenos, reforçando imaginários baseados em estereótipos de classes, etnia e gênero, os quais são reproduzidos massivamente, e terminam alimentando as formas de intervenção estatal, práticas e modos de abordar as crianças e adolescentes envolvidas em situações de violência. Na abordagem realizada pelos meios de comunicação sobre as situações de violência que envolvem crianças e adolescentes, quase nunca são veiculadas ou abordadas as situações em que estas são vítimas. A violência contra as crianças pequenas poucas vezes se converte em noticia, e existe uma sobre-exposição midiática sobre os adolescentes agressores, convertidos em protagonistas da noticia. Também se realça uma abordagem discriminatória dos meios de comunicação sobre as situações de violência de acordo com a classe social / região geográfica / pertença racial das crianças, adolescentes e de suas famílias. O que evidencia a criminalização dos setores populares, e a estigmatização e culpabilização das famílias pobres como principais responsáveis do ato transgressor ou violento dos/as adolescentes. Este ponto evidencia, por um lado, a necessidade de estabelecer diretrizes para a produção de noticias sobre a infância nos meios de comunicação e, por outro, de abrir espaços alternativos para analisar e realizar um tratamento respeitoso e complexo sobre as noticias que envolvem as crianças. A mídia e a comunicação também tem forte incidência na construção da subjetividade e, desta forma, estão fortemente ligadas a um outro ponto recorrente de atenção que é o consumismo infantil e seus impactos na construção de uma sociedade violenta, principalmente em países onde a iniqüidade é

5 muito presente como no caso do Brasil e de diversos outros países de latino-américa. Neste sentido ressalta-se: Importância de aprofundar a discussão sobre os efeitos do consumo na vida e subjetividade das crianças; e problematizar a relação entre consumo e delito. Necessidade de colocar limites/intervir na publicidade destinada ao público infantil/adolescente. d) Instituições de atenção e proteção dos direitos das crianças e adolescentes As problemáticas sociais atuais desbordaram as instituições, revelando a necessidade de repensar os espaços para as crianças. Uma das instituições sobre a qual se dirige o olhar é a escola; a ela são feitas múltiplas demandas e se encarga o papel de protetora das crianças e adolescentes. Existe um demanda cada vez mais forte por sua reinvenção. É fundamental pensar esta reinvenção sem perder de vista as diferenças e as desigualdades sociais. A escola não somente não enfrenta, como também reafirma a desigualdade social, a qual também se expressa através da existência de diferentes instituições para os diferentes grupos sociais. Por sua parte destaca-se a importância fundamental do Conselho Tutelar como instituição privilegiada do Sistema de Garantia de Direitos. O Conselho Tutelar é o órgão público com maior capilaridade no Brasil, com exceção dos postos de saúde. Porém, uma grande parte dos Conselhos Tutelares ainda se encontra sem as mínimas condições para exercer sua função. Torna-se urgente equipá-los e investir em capacitação dos conselheiros e demais funcionários. Resta ainda uma discussão a respeito da fragmentação das instituições de direitos entre proteção e garantia, que revelam uma diferenciação entre crianças pobres e crianças de classe media. Necessidade de integralidade e intersetorialidade das políticas de atenção e proteção alem do fortalecimento da articulação entre os programas na esfera estatal (diálogo entre as diversas áreas). Gravidade da problemática do consumo de drogas entre os/as adolescentes (principalmente em relação ao crack). Ao mesmo tempo é importante não demonizar o tema. Há, por parte dos gestores públicos e dos próprios jovens, uma tendência a situar todos os problemas na relação com as drogas (por ex.: falsa ideia de que todas as crianças e adolescentes em situação de rua usam crack e que todos os delitos e crimes cometidos na adolescência e juventude têm relação com o uso de drogas). PERSPECTIVAS TRANSVERSAIS DE ANÁLISE DOS PROBLEMAS Não ignorando as especificidades e problemáticas particulares de cada um dos países e cidades latinoamericanas, faz-se necessário identificar perspectivas transversais que permitam avançar em processos de análise conjuntos. A seguir são propostos alguns eixos que favorecem a construção destas perspectivas. Em primeiro lugar, ressalta-se a heterogeneidade e as diferenças entre os sujeitos, bem como as diferenças entre as categorias utilizadas para referir-se a eles. Sendo assim, é fundamental distinguir os grupos/categorias primeira infância, infância e adolescência, não porque sejam temas separados ou não relacionados, senão porque quando se utiliza uma única denominação para todos os grupos, a heterogeneidade e a diversidade que estes pressupõem desaparecem. Em segundo lugar, destaca-se a necessidade de pensar a infância em interação com os demais grupos sociais e identitários e, a partir de diferentes categorias, como etnia, raça, gênero, lugar de moradia, idade, etc. Em outras palavras, abordar a primeira infância, infância e adolescência enfocando suas inter-relações com outros grupos sociais e identitários é fundamental para a compreensão tanto das matrizes de determinação dos problemas, como sua heterogeneidade e dinâmicas.

6 Em terceiro lugar, propõe-se analisar a interseção entre direitos, equidade e políticas públicas, o que implica em uma abordagem que considere o modelo de desenvolvimento econômico e suas repercussões nos processos de desigualdade. De igual modo, que reconheça o crescimento cada vez maior da economia ilegal e das atividades não formais e seu atravessamento nas relações e práticas sociais, originando novas formas de violência ou sobrepondo-se às existentes. No que se refere a esta questão, faz-se necessário analisar os múltiplos impactos das políticas em relação as drogas, o seu uso, abuso e tráfico de drogas na vida das crianças. Também é importante se analisar as relações precárias e informais de trabalho das famílias nas condições de vida das crianças incidindo não apenas no tráfico mas nas mais diversas práticas de trabalho infantil. Em quarto lugar, é importante considerar as tensões entre segurança e direitos humanos. É um desafio para as políticas de segurança pública na região romper com a lógica do confronto e da violência. Assim, torna-se fundamental construir uma política de segurança pública pautada nos DDHH, que tenha como principio fundamental a valorização da vida. No caso brasileiro, o discurso da guerra para combater o crime aumenta a violência. No Rio de Janeiro (por exemplo), a ocupação das comunidades populares com um discurso de guerra legitima que o estado entre com um equipamento que foi pensado para matar. Em quinto lugar, existe o desafio de tentar ampliar e aprofundar a articulação e a integração entre as políticas públicas para atender à integridade e integralidade das crianças e adolescentes. Em síntese, entende-se que os problemas devem ser abordados de maneira complexa, já que os mesmos variam muito entre si e se expressam de distintas formas na sociedade, não devendo ser analisados de forma reducionista. Por exemplo: A exploração sexual se manifesta de diversos modos, bem como a situação de rua. É imperativo criar marcos analíticos que coloquem em relação as condições estruturais e as especificidades cotidianas, que levem em consideração a multiplicidade de fatores e impactos, que permitam fugir das perspectivas lineares e causais, bem como das generalizações a partir de casos particulares. SUGESTÕES DE AÇÕES O Colóquio abre linhas de trabalho que podem se concretizar em ações futuras. Não se deve perder de vista que todas as ações e intervenções devem ser formuladas observando-se as particularidades dos fenômenos que se vinculam com formas de diferenças e/ou desigualdades, bem como com contextos e relações nas quais estas diferenças e/ou desigualdades se conformam. Consideramos que uma maneira de se abordar estas especificidades é através do uso de categorias como trajetória ou experiência, que permitem construir análises relacionais sobre as políticas e seus impactos, ao mesmo tempo em que repõem o lugar central dos sujeitos. Por exemplo, a análise das trajetórias/experiências das crianças e jovens envolvidos em situações de violência e delito permite conhecer os motivos pelos quais os adolescentes e jovens entram e permanecem no tráfico de drogas, o que pode ajudá-los a sair desta situação. Em geral, manifestou-se um desconhecimento da realidade dos países vizinhos e das políticas públicas e experiências de trabalho em relação ao tema. Sendo assim, torna-se difícil estabelecer, entre os mesmos, relações e diálogos. Emerge então a necessidade de trabalho que articule os diversos países da região a partir da troca de experiências e da socialização dos resultados das políticas e programas voltados para a infância e adolescência. Dentre as propostas de ação e de temáticas temos:

7 - Fortalecimento de redes locais e regionais. - Trabalho articulado entre os diversos órgãos do governo; Integração/articulação das políticas existentes; - Foco na prevenção; - Abertura de espaços na mídia para a reafirmação/ divulgação dos direitos das crianças; - Divulgação da produção de conhecimento sobre infância e adolescência; - Fortalecimento dos Conselhos Tutelares; - Fortalecimento dos Conselhos Municipais de direitos; - Realização de novos encontros (regionais, nacionais e municipais) para gerar intercâmbios e trocas de experiências sobre o tema.

Violência contra crianças e adolescentes: uma análise descritiva do fenômeno

Violência contra crianças e adolescentes: uma análise descritiva do fenômeno A crise de representação e o espaço da mídia na política RESENHA Violência contra crianças e adolescentes: uma análise descritiva do fenômeno Rogéria Martins Socióloga e Professora do Departamento de Educação/UESC

Leia mais

Histórico Rede Evangélica Nacional de Ação Social (RENAS) agosto de 2010 no Recife Transformando a sociedade a partir da igreja local

Histórico Rede Evangélica Nacional de Ação Social (RENAS) agosto de 2010 no Recife Transformando a sociedade a partir da igreja local Histórico Esta campanha tem sua origem no contexto do V Encontro Nacional da Rede Evangélica Nacional de Ação Social (RENAS) em agosto de 2010 no Recife PE. Nessa ocasião, o enfoque do evento foi: Transformando

Leia mais

ENFRENTAMENTO DA VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES: BALANÇO DE UMA DÉCADA

ENFRENTAMENTO DA VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES: BALANÇO DE UMA DÉCADA ENFRENTAMENTO DA VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES: BALANÇO DE UMA DÉCADA Área Temática: Direitos Humanos e Justiça Liza Holzmann (Coordenadora da Ação de Extensão) Liza Holzmann 1 Palavras Chave:

Leia mais

Plano Integrado de Capacitação de Recursos Humanos para a Área da Assistência Social PAPÉIS COMPETÊNCIAS

Plano Integrado de Capacitação de Recursos Humanos para a Área da Assistência Social PAPÉIS COMPETÊNCIAS PAPÉIS E COMPETÊNCIAS O SERVIÇO PSICOSSOCIAL NO CREAS... O atendimento psicossocial no serviço é efetuar e garantir o atendimento especializado (brasil,2006). Os profissionais envolvidos no atendimento

Leia mais

Roteiro de Diretrizes para Pré-Conferências Regionais de Políticas para as Mulheres. 1. Autonomia econômica, Trabalho e Desenvolvimento;

Roteiro de Diretrizes para Pré-Conferências Regionais de Políticas para as Mulheres. 1. Autonomia econômica, Trabalho e Desenvolvimento; Roteiro de Diretrizes para Pré-Conferências Regionais de Políticas para as Mulheres 1. Autonomia econômica, Trabalho e Desenvolvimento; Objetivo geral Promover a igualdade no mundo do trabalho e a autonomia

Leia mais

QUANDO TODO MUNDO JOGA JUNTO, TODO MUNDO GANHA!

QUANDO TODO MUNDO JOGA JUNTO, TODO MUNDO GANHA! QUANDO TODO MUNDO JOGA JUNTO, TODO MUNDO GANHA! NOSSA VISÃO Um mundo mais justo, onde todas as crianças e todos os adolescentes brincam, praticam esportes e se divertem de forma segura e inclusiva. NOSSO

Leia mais

Plano Decenal dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes

Plano Decenal dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes Plano Decenal dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes EIXO 1 PROMOÇÃO DOS DIREITOS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES Diretriz 01 - Promoção da cultura do respeito e da garantia dos direitos humanos de

Leia mais

Carta Aberta aos candidatos e candidatas às prefeituras e Câmaras Municipais

Carta Aberta aos candidatos e candidatas às prefeituras e Câmaras Municipais Carta Aberta aos candidatos e candidatas às prefeituras e Câmaras Municipais Estatuto da Criança e do Adolescente: 18 anos, 18 Compromissos A criança e o adolescente no centro da gestão municipal O Estatuto

Leia mais

Atuação do psicólogo na Assistência Social. Iolete Ribeiro da Silva Conselho Federal de Psicologia

Atuação do psicólogo na Assistência Social. Iolete Ribeiro da Silva Conselho Federal de Psicologia Atuação do psicólogo na Assistência Social Iolete Ribeiro da Silva Conselho Federal de Psicologia Concepção de Assistência Social Assistência social direito social e dever estatal Marco legal: Constituição

Leia mais

Tabela 1 Total da população 2010 Total de homens Total de mulheres Homens % Mulheres % Distrito Federal 2.562.963 1.225.237 1.337.

Tabela 1 Total da população 2010 Total de homens Total de mulheres Homens % Mulheres % Distrito Federal 2.562.963 1.225.237 1.337. PROGRAMA TÉMATICO: 6229 EMANCIPAÇÃO DAS MULHERES OBJETIVO GERAL: Ampliar o acesso das mulheres aos seus direitos por meio do desenvolvimento de ações multissetoriais que visem contribuir para uma mudança

Leia mais

CURSO EDUCAÇÃO, RELAÇÕES RACIAIS E DIREITOS HUMANOS

CURSO EDUCAÇÃO, RELAÇÕES RACIAIS E DIREITOS HUMANOS CURSO EDUCAÇÃO, RELAÇÕES RACIAIS E DIREITOS HUMANOS MARTA LÚCIA DA SILVA ROSANA CAPPUTI BORGES Educação Infantil: desigualdades de idade e raça, um grande desafio a ser conquistado. São Paulo 2012 EDUCAÇÃO

Leia mais

ANEXO IV PROPOSTAS APROVADAS NA CONFERÊNCIA ESTADUAL. Eixo MOBILIZAÇÃO IMPLEMENTAÇÃO MONITORAMENTO

ANEXO IV PROPOSTAS APROVADAS NA CONFERÊNCIA ESTADUAL. Eixo MOBILIZAÇÃO IMPLEMENTAÇÃO MONITORAMENTO PROPOSTAS APROVADAS NA CONFERÊNCIA ESTADUAL ANEXO IV Eixo MOBILIZAÇÃO IMPLEMENTAÇÃO MONITORAMENTO 1-Promoção dos Direitos de Crianças e Adolescentes Buscar apoio das esferas de governo (Federal e Estadual)

Leia mais

Programa Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes

Programa Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes Programa Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes Mostrando que a proteção de nossas crianças e adolescentes também está em fase de crescimento Subsecretaria de Promoção

Leia mais

RELATÓRIO DA PESQUISA ONLINE: Avaliação dos Atores do Sistema de Garantia de Direitos participantes das Oficinas em São Paulo

RELATÓRIO DA PESQUISA ONLINE: Avaliação dos Atores do Sistema de Garantia de Direitos participantes das Oficinas em São Paulo RELATÓRIO DA PESQUISA ONLINE: Avaliação dos Atores do Sistema de Garantia de Direitos participantes das Oficinas em São Paulo APRESENTAÇÃO A SaferNet Brasil é uma associação civil de direito privado, com

Leia mais

como Política Pública de Estado

como Política Pública de Estado como Política Pública de Estado Brasil 27 estados 5.565 municipios 190 milhoes ha 60 milhoes de 0 a 18 anos. Constituicao Federal de 1988 Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar

Leia mais

PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS

PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS EDUCAÇÃO BÁSICA ENSINO SUPERIOR EDUCAÇÃO NÃO-FORMAL EDUCAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DO SISTEMA DE JUSTIÇA E SEGURANÇA EDUCAÇÃO E MÍDIA Comitê Nacional de Educação

Leia mais

Ações Socioeducativas

Ações Socioeducativas AÇÕES SOCIOEDUCATIVAS NA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL Assistência Social Ações Socioeducativas Garantia dos direitos Inclusão social Desenvolvimento do protagonismo Desenvolvimento da autonomia individual

Leia mais

Políticas Setoriais Secretarias Municipais: Saúde, Assistência Social, Educação, Direitos Humanos(quando houver). Participações Desejáveis

Políticas Setoriais Secretarias Municipais: Saúde, Assistência Social, Educação, Direitos Humanos(quando houver). Participações Desejáveis PARÂMETROS PARA A CONSTITUIÇÃO DAS COMISSÕES INTERSETORIAIS DE ACOMPANHAMENTO DO PLANO NACIONAL DE PROMOÇÃO, PROTEÇÃO E DEFESA DO DIREITO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES À CONVIVÊNCIA FAMILIAR E COMUNITÁRIA

Leia mais

O Programa de Fortalecimento Institucional para a Igualdade de Gênero e Raça, Erradicação da Pobreza e Geração de Emprego - GRPE

O Programa de Fortalecimento Institucional para a Igualdade de Gênero e Raça, Erradicação da Pobreza e Geração de Emprego - GRPE O Programa de Fortalecimento Institucional para a Igualdade de Gênero e Raça, Erradicação da Pobreza e Geração de Emprego - GRPE Marcia Vasconcelos - OIT Reunión de Especialistas Género, Probreza, Raza,

Leia mais

Caderno de Propostas. 26, 27 e 28 de abril de 2013 Espaço APAS - São Paulo

Caderno de Propostas. 26, 27 e 28 de abril de 2013 Espaço APAS - São Paulo Caderno de Propostas VIII COREP - SP Congresso Regional de Psicologia Psicologia, Ética e Cidadania: Práticas Profissionais a Serviço da Garantia de Direitos 26, 27 e 28 de abril de 2013 Espaço APAS -

Leia mais

PROGRAMA MEDIAÇÃO DE CONFLITOS

PROGRAMA MEDIAÇÃO DE CONFLITOS Programa Mediação Conflitos PROGRAMA MEDIAÇÃO DE CONFLITOS MARCO LÓGICO 2015 Programa Mediação Conflitos A- Intificação do Problema (Árvore problemas): ÁRVORE DE PROBLEMAS CONSEQUÊNCIAS PROBLEMA Homicídios

Leia mais

1.4 Objeto e Metodologia

1.4 Objeto e Metodologia 1.4 Objeto e Metodologia O objeto a pesquisa cujos dados serão apresentados foi definido juntamente com a SAS- Secretaria de Assistência Social de Presidente Prudente em especial com a equipe do CREAS

Leia mais

Escola de Políticas Públicas

Escola de Políticas Públicas Escola de Políticas Públicas Política pública na prática A construção de políticas públicas tem desafios em todas as suas etapas. Para resolver essas situações do dia a dia, é necessário ter conhecimentos

Leia mais

O Desafio da Implementação das Políticas Transversais

O Desafio da Implementação das Políticas Transversais O Desafio da Implementação das Políticas Transversais Professora: Juliana Petrocelli Período: Novembro de 2013 PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA SECRETARIA DE DIREITOS HUMANOS SECRETARIA NACIONAL DE PROMOÇÃO DOS

Leia mais

Secretaria Nacional de Assistência Social

Secretaria Nacional de Assistência Social POLÍTICA NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL SISTEMA ÚNICO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL SUAS Secretaria Nacional de Assistência Social MARCOS NORMATIVOS E REGULATÓRIOS Constituição Federal 1988 LOAS 1993 PNAS 2004

Leia mais

ANEXO II CONDIÇÕES E CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO PARA APOIO E/ OU IMPLANTAÇÃO DE ÓRGÃOS COLEGIADOS E APOIO A FÓRUNS E REDES

ANEXO II CONDIÇÕES E CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO PARA APOIO E/ OU IMPLANTAÇÃO DE ÓRGÃOS COLEGIADOS E APOIO A FÓRUNS E REDES ANEXO II CONDIÇÕES E CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO PARA APOIO E/ OU IMPLANTAÇÃO DE ÓRGÃOS COLEGIADOS E APOIO A FÓRUNS E REDES I ÁREAS DE INTERESSE Criança e Adolescente Apoio aos Fóruns, Comitês, Associações

Leia mais

Projetos de Extensão SERVIÇO SOCIAL Estudo sociais em parceria com o fórum de UVA

Projetos de Extensão SERVIÇO SOCIAL Estudo sociais em parceria com o fórum de UVA Projetos de Extensão SERVIÇO SOCIAL Estudo sociais em parceria com o fórum de UVA Serviços técnicos do Serviço Social na área da família e infância nos processos do Fórum de União da Vitória O Serviço

Leia mais

Patrocínios: Governos Nacionais e Locais, empresas, organismos de cooperação internacional, universidades, doações.

Patrocínios: Governos Nacionais e Locais, empresas, organismos de cooperação internacional, universidades, doações. Criando ferramentas para a garantia ao direito à convivência familiar e comunitária. Documento Preparatório do Seminário Relaf 2013 Fortalecendo os Avanços. Criando ferramentas para a Garantia do Direito

Leia mais

Resumo executivo do Livro "Crianças Invisíveis - O enfoque da imprensa sobre o Trabalho Infantil Doméstico e outras formas de exploração"

Resumo executivo do Livro Crianças Invisíveis - O enfoque da imprensa sobre o Trabalho Infantil Doméstico e outras formas de exploração ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO - OIT PROGRAMA INTERNACIONAL PARA A ERRADICAÇÃO DO TRABALHO INFANTIL IPEC Resumo executivo do Livro "Crianças Invisíveis - O enfoque da imprensa sobre o Trabalho Infantil

Leia mais

CONSELHO REGIONAL DE PSICOLOGIA DO RIO GRANDE DO SUL CENTRO DE REFERÊNCIA TÉCNICA EM PSICOLOGIA E POLÍTICAS PÚBLICAS

CONSELHO REGIONAL DE PSICOLOGIA DO RIO GRANDE DO SUL CENTRO DE REFERÊNCIA TÉCNICA EM PSICOLOGIA E POLÍTICAS PÚBLICAS CONSELHO REGIONAL DE PSICOLOGIA DO RIO GRANDE DO SUL CENTRO DE REFERÊNCIA TÉCNICA EM PSICOLOGIA E POLÍTICAS PÚBLICAS FORMAÇÃO EM PSICOLOGIA E POLITICAS PÚBLICAS: UMA APROXIMAÇÃO DO CRPRS COM O MEIO ACADÊMICO

Leia mais

III SEMINÁRIO POLÍTICAS SOCIAIS E CIDADANIA AUTOR DO TEXTO: Fernanda de Lazari Cardoso; Marisa Alves Lacerda; Luciana da Silva Oliveira

III SEMINÁRIO POLÍTICAS SOCIAIS E CIDADANIA AUTOR DO TEXTO: Fernanda de Lazari Cardoso; Marisa Alves Lacerda; Luciana da Silva Oliveira III SEMINÁRIO POLÍTICAS SOCIAIS E CIDADANIA AUTOR DO TEXTO: Fernanda de Lazari Cardoso; Marisa Alves Lacerda; Luciana da Silva Oliveira Fortalecendo as escolas na rede de proteção à criança e ao adolescente

Leia mais

Proposta de tradução da Definição Global da Profissão de Serviço Social

Proposta de tradução da Definição Global da Profissão de Serviço Social Proposta de tradução da Definição Global da Profissão de Serviço Social O Serviço Social é uma profissão de intervenção e uma disciplina académica que promove o desenvolvimento e a mudança social, a coesão

Leia mais

Por uma Cultura da Paz Vera Maria Candau

Por uma Cultura da Paz Vera Maria Candau Por uma Cultura da Paz Vera Maria Candau Não é fácil situar-nos diante da questão da paz na atual situação do mundo e do nosso país. Corremos o risco ou de negar a realidade ou de não reconhecer o sentido

Leia mais

PRÁTICAS DA PSICOLOGIA EM SITUAÇÕES DE VIOLAÇÃO DE DIREITOS NO CREAS

PRÁTICAS DA PSICOLOGIA EM SITUAÇÕES DE VIOLAÇÃO DE DIREITOS NO CREAS PRÁTICAS DA PSICOLOGIA EM SITUAÇÕES DE VIOLAÇÃO DE DIREITOS NO CREAS Marcelo Gomes Pereira Júnior Mestrando em Psicologia pela Puc-Minas Psicólogo do CREAS de Nova Lima Psicólogo Clínico 23/04/13 Objetivos

Leia mais

Declaração de Brasília sobre Trabalho Infantil

Declaração de Brasília sobre Trabalho Infantil Declaração de Brasília sobre Trabalho Infantil Nós, representantes de governos, organizações de empregadores e trabalhadores que participaram da III Conferência Global sobre Trabalho Infantil, reunidos

Leia mais

Construindo uma cultura de paz. Tornando-se política pública

Construindo uma cultura de paz. Tornando-se política pública Construindo uma cultura de paz Em 2000, no marco do Ano Internacional para uma cultura de paz, a Representação da UNESCO no Brasil lançou o Programa Abrindo Espaços: educação e cultura para a paz, uma

Leia mais

PROGRAMAÇÃO. Organização: Apoio:

PROGRAMAÇÃO. Organização: Apoio: PROGRAMAÇÃO Organização: Apoio: Um encontro para refletir sobre os impactos das políticas de segurança nos direitos das crianças e adolescentes, a partir de uma perspectiva latino-americana PROGRAMAÇÃO

Leia mais

Carta de recomendações para o enfrentamento às violências na primeira infância

Carta de recomendações para o enfrentamento às violências na primeira infância Carta de recomendações para o enfrentamento às violências na primeira infância Rio de Janeiro, 2 de abril de 2015 A todas as pessoas que atuam na promoção e defesa dos direitos das crianças A Rede Nacional

Leia mais

Desenvolvimento Integral na Primeira Infância

Desenvolvimento Integral na Primeira Infância apresentam Desenvolvimento Integral na Primeira Infância Agenda de ações para a região da América Latina Resultados da Oficina Construindo uma Agenda Regional para o Desenvolvimento na Primeira Infância,

Leia mais

Mostra de Projetos 2011 "UMA REFLEXÃO ACERCA DA VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO BAIRRO DO XARQUINHO, NO MUNICÍPIO DE GUARAPUAVA-PR"

Mostra de Projetos 2011 UMA REFLEXÃO ACERCA DA VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO BAIRRO DO XARQUINHO, NO MUNICÍPIO DE GUARAPUAVA-PR Mostra de Projetos 2011 "UMA REFLEXÃO ACERCA DA VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO BAIRRO DO XARQUINHO, NO MUNICÍPIO DE GUARAPUAVA-PR" Mostra Local de: Guarapuava Categoria do projeto: Projetos

Leia mais

Histórico 2006/ 2010

Histórico 2006/ 2010 Histórico 2006/ 2010 Programa Na Mão Certa O Programa Na Mão Certa, uma iniciativa da Childhood Brasil, que tem como objetivo reunir esforços para mobilizar governos, empresas e organizações da sociedade

Leia mais

RESOLUÇÃO CONJUNTA CNAS/CONANDA Nº 001 DE 09 DE JUNHO DE 2010

RESOLUÇÃO CONJUNTA CNAS/CONANDA Nº 001 DE 09 DE JUNHO DE 2010 RESOLUÇÃO CONJUNTA CNAS/CONANDA Nº 001 DE 09 DE JUNHO DE 2010 Estabelece parâmetros para orientar a constituição, no âmbito dos Estados, Municípios e Distrito Federal, de Comissões Intersetoriais de Convivência

Leia mais

Articular o Conselho Escolar, os Grêmios Estudantis, os trabalhadores de educação, as Associações de Pais e Mestres e a comunidade em geral.

Articular o Conselho Escolar, os Grêmios Estudantis, os trabalhadores de educação, as Associações de Pais e Mestres e a comunidade em geral. EIXO 1 PROMOÇÃO DOS DIREITOS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES Garantir a elaboração e implementação da Política e do Plano Decenal de Direitos Humanos de Criança e Adolescente nos âmbitos federal, estadual,

Leia mais

Carta Política. Campanha Cidades Seguras para as Mulheres

Carta Política. Campanha Cidades Seguras para as Mulheres Carta Política Campanha Cidades Seguras para as Mulheres Brasil - 2014 Nós, mulheres de diversas localidades e comunidades de Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e São Paulo, que há muito

Leia mais

O Suas Sistema Único da Assistência Social em perspectiva Valéria Cabral Carvalho, CRESS nº 0897 Luiza Maria Lorenzini Gerber, CRESS nº 0968

O Suas Sistema Único da Assistência Social em perspectiva Valéria Cabral Carvalho, CRESS nº 0897 Luiza Maria Lorenzini Gerber, CRESS nº 0968 O Suas Sistema Único da Assistência Social em perspectiva Valéria Cabral Carvalho, CRESS nº 0897 Luiza Maria Lorenzini Gerber, CRESS nº 0968 Com a Constituição Federal de 1988, a Assistência Social passa

Leia mais

NÚCLEO TÉCNICO FEDERAL

NÚCLEO TÉCNICO FEDERAL NÚCLEO TÉCNICO FEDERAL Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte PPCAAM Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente Secretaria de Direitos Humanos Presidência

Leia mais

MÓDULO V Experiência de acolhimento em família solidária Aula 08. 1. Acompanhamento dos casos na modalidade de proteção em Família Solidária

MÓDULO V Experiência de acolhimento em família solidária Aula 08. 1. Acompanhamento dos casos na modalidade de proteção em Família Solidária MÓDULO V Experiência de acolhimento em família solidária Aula 08 Por Leonardo Rodrigues Rezende 1 1. Acompanhamento dos casos na modalidade de proteção em Família Solidária Os casos encaminhados à modalidade

Leia mais

Marcha Global contra o Trabalho Infantil Conferência Internacional sobre Trabalho Infantil na Agricultura Washington DC, EUA 28-30 julho, 2012

Marcha Global contra o Trabalho Infantil Conferência Internacional sobre Trabalho Infantil na Agricultura Washington DC, EUA 28-30 julho, 2012 Marcha Global contra o Trabalho Infantil Conferência Internacional sobre Trabalho Infantil na Agricultura Washington DC, EUA 28-30 julho, 2012 MARCO DE AÇÃO A Conferência Internacional sobre Trabalho Infantil

Leia mais

Igualdade de oportunidades e não discriminação: elementos centrais da Agenda do Trabalho Decente

Igualdade de oportunidades e não discriminação: elementos centrais da Agenda do Trabalho Decente Igualdade de oportunidades e não discriminação: elementos centrais da Agenda do Trabalho Decente Laís Abramo Socióloga, Mestre e Doutora em Sociologia Diretora do Escritório da OIT no Brasil Salvador,

Leia mais

SERVIÇOS DE CONVIVÊNCIA E FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS SCFV

SERVIÇOS DE CONVIVÊNCIA E FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS SCFV SERVIÇOS DE CONVIVÊNCIA E FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS SCFV SOCIOASSISTENCIAL X SOCIOEDUCATIVO SOCIOASSISTENCIAL apoio efetivo prestado a família, através da inclusão em programas de transferência de renda

Leia mais

3. Um olhar interessante na reação de Pe. Pedro Rubens é que a experiência apresentada nos traz olhar que os problemas são encarados como desafios.

3. Um olhar interessante na reação de Pe. Pedro Rubens é que a experiência apresentada nos traz olhar que os problemas são encarados como desafios. SISTEMATIZAÇÃO NICARAGUA Aprendizagens com a experiência. 1. Se deve levar em conta os momentos históricos. O nascimento do colégio na Venezuela também passou por vários momentos. Este colégio, contudo,

Leia mais

UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ MESTRADO EM PLANEJAMENTO E GOVERNANÇA PÚBLICA

UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ MESTRADO EM PLANEJAMENTO E GOVERNANÇA PÚBLICA UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ MESTRADO EM PLANEJAMENTO E GOVERNANÇA PÚBLICA REDE DE PROTEÇÃO À CRIANÇA E AO ADOLESCENTE EM SITUAÇÃO DE RISCO PARA A VIOLÊNCIA PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA

Leia mais

CONGRESSO INTERNACIONAL INTERDISCIPLINAR EM SOCIAIS E HUMANIDADES Niterói RJ: ANINTER-SH/ PPGSD-UFF, 03 a 06 de Setembro de 2012, ISSN 2316-266X

CONGRESSO INTERNACIONAL INTERDISCIPLINAR EM SOCIAIS E HUMANIDADES Niterói RJ: ANINTER-SH/ PPGSD-UFF, 03 a 06 de Setembro de 2012, ISSN 2316-266X CONGRESSO INTERNACIONAL INTERDISCIPLINAR EM SOCIAIS E HUMANIDADES Niterói RJ: ANINTER-SH/ PPGSD-UFF, 03 a 06 de Setembro de 2012, ISSN 2316-266X DA INVISIBILIDADE AFROBRASILEIRA À VALORIZAÇÃO DA DIVERSIDADE

Leia mais

NOME DO SERVIÇO: SERVIÇO DE CONVIVÊNCIA E FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS.

NOME DO SERVIÇO: SERVIÇO DE CONVIVÊNCIA E FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS. NOME DO SERVIÇO: SERVIÇO DE CONVIVÊNCIA E FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS. DESCRIÇÃO GERAL: Serviço realizado em grupos, organizado a partir de percursos, de modo a garantir aquisições progressivas aos seus

Leia mais

A construção participativa da Base Nacional Comum Curricular

A construção participativa da Base Nacional Comum Curricular Ministério da Educação Secretaria de Educação Básica A construção participativa da Base Nacional Comum Curricular Direitos e Objetivos de Aprendizagem e Desenvolvimento Diretrizes Curriculares Nacionais

Leia mais

GRATUITO CURSO COMPLETO DO SUS 17 AULAS 500 QUESTÕES COMENTADAS. Professor Rômulo Passos Aula 08

GRATUITO CURSO COMPLETO DO SUS 17 AULAS 500 QUESTÕES COMENTADAS. Professor Rômulo Passos Aula 08 1 www.romulopassos.com.br / www.questoesnasaude.com.br GRATUITO CURSO COMPLETO DO SUS 17 AULAS 500 QUESTÕES COMENTADAS Professor Rômulo Passos Aula 08 Legislação do SUS Completo e Gratuito Página 1 2 www.romulopassos.com.br

Leia mais

PROTEÇÃO INTEGRAL EM REDES SOCIAIS

PROTEÇÃO INTEGRAL EM REDES SOCIAIS PROTEÇÃO INTEGRAL EM REDES SOCIAIS ENCONTRO DE GRUPOS REGIONAIS DE ARTICULAÇÃO- ABRIGOS - SÃO PAULO O QUE É UMA REDE DE PROTEÇÃO SOCIAL? sistemas organizacionais capazes de reunir indivíduos e instituições,

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 101 DE 17 DE MARÇO DE 2005 (*)

RESOLUÇÃO Nº 101 DE 17 DE MARÇO DE 2005 (*) RESOLUÇÃO Nº 101 DE 17 DE MARÇO DE 2005 (*) Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente Dispõe sobre os Procedimentos e critérios para a aprovação de projetos a serem financiados com recursos

Leia mais

ESPORTE NÃO É SÓ PARA ALGUNS, É PARA TODOS! Esporte seguro e inclusivo. Nós queremos! Nós podemos!

ESPORTE NÃO É SÓ PARA ALGUNS, É PARA TODOS! Esporte seguro e inclusivo. Nós queremos! Nós podemos! ESPORTE NÃO É SÓ PARA ALGUNS, É PARA TODOS! Esporte seguro e inclusivo. Nós queremos! Nós podemos! Documento final aprovado por adolescentes dos Estados do Amazonas, da Bahia, do Ceará, do Mato Grosso,

Leia mais

VIOLÊNCIA NO TRABALHO EM AMERICA LATINA UMA FORMA DE DISCRIMINAÇÃO NO EMPREGO RISCO PARA A SAÚDE DOS TRABALHADHORES

VIOLÊNCIA NO TRABALHO EM AMERICA LATINA UMA FORMA DE DISCRIMINAÇÃO NO EMPREGO RISCO PARA A SAÚDE DOS TRABALHADHORES VIOLÊNCIA NO TRABALHO EM AMERICA LATINA UMA FORMA DE DISCRIMINAÇÃO NO EMPREGO RISCO PARA A SAÚDE DOS TRABALHADHORES FORMA DE DISCRIMINAÇÃO E VIOLAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS A violência é global e sistêmica.

Leia mais

Política de Proteção Infantil

Política de Proteção Infantil Política de Proteção Infantil Diga SIM à Proteção Infantil! Como uma organização internacional de desenvolvimento comunitário centrado na criança e no adolescente, cujo trabalho se fundamenta na Convenção

Leia mais

PORTARIA NORMATIVA INTERMINISTERIAL Nº- 17, DE 24 DE ABRIL DE 2007

PORTARIA NORMATIVA INTERMINISTERIAL Nº- 17, DE 24 DE ABRIL DE 2007 PORTARIA NORMATIVA INTERMINISTERIAL Nº- 17, DE 24 DE ABRIL DE 2007 Institui o Programa Mais Educação, que visa fomentar a educação integral de crianças, adolescentes e jovens, por meio do apoio a atividades

Leia mais

RESOLUÇÃO N. º 50/2012

RESOLUÇÃO N. º 50/2012 RESOLUÇÃO N. º 50/2012 Dispõe sobre os parâmetros para a formação continuada de conselheiros de direitos e tutelares e demais atores do sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente O Conselho

Leia mais

CARTA DO COMITÊ BRASILEIRO DE DEFENSORAS/ES DOS DIREITOS HUMANOS À MINISTRA DA SECRETARIA DOS DIREITOS HUMANOS DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

CARTA DO COMITÊ BRASILEIRO DE DEFENSORAS/ES DOS DIREITOS HUMANOS À MINISTRA DA SECRETARIA DOS DIREITOS HUMANOS DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA CARTA DO COMITÊ BRASILEIRO DE DEFENSORAS/ES DOS DIREITOS HUMANOS À MINISTRA DA SECRETARIA DOS DIREITOS HUMANOS DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA Brasília,12 de Dezembro de 2012. O Comitê Brasileiro de Defensoras/es

Leia mais

Rede de Defesa e Segurança

Rede de Defesa e Segurança Rede de Defesa e Segurança 1 PROGRAMA ALIANÇA PELA VIDA Objetivo: Estruturar ações integradas de prevenção, acolhimento e tratamento dos usuários e dependentes de álcool e outras drogas e seus familiares,

Leia mais

AS REPRESENTAÇÕES DO NEGRO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

AS REPRESENTAÇÕES DO NEGRO NA EDUCAÇÃO INFANTIL AS REPRESENTAÇÕES DO NEGRO NA EDUCAÇÃO INFANTIL Rosa Maria Cavalheiro Jefferson Olivatto da Silva UNICENTRO Resumo: No Brasil, a abordagem das questões relacionadas História e Cultura Afro-Brasileira e

Leia mais

Rede de Áreas Protegidas, Turismo e Inclusão Social: de uma perspectiva da América do Sul para uma perspectiva global

Rede de Áreas Protegidas, Turismo e Inclusão Social: de uma perspectiva da América do Sul para uma perspectiva global Rede de Áreas Protegidas, Turismo e Inclusão Social: de uma perspectiva da América do Sul para uma perspectiva global (texto extraído da publicação IRVING, M.A.; BOTELHO, E.S.; SANCHO, A.; MORAES, E &

Leia mais

II ENCONTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA A EDUCAÇÃO COMO MATRIZ DE TODAS AS RELAÇÕES HUMANAS E SOCIAIS SALVADOR, BA 2013

II ENCONTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA A EDUCAÇÃO COMO MATRIZ DE TODAS AS RELAÇÕES HUMANAS E SOCIAIS SALVADOR, BA 2013 II ENCONTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA A EDUCAÇÃO COMO MATRIZ DE TODAS AS RELAÇÕES HUMANAS E SOCIAIS SALVADOR, BA 2013 TEMÁTICA: EDUCAÇÃO, QUESTÃO DE GÊNERO E DIVERSIDADE EDUCAÇÃO

Leia mais

Mestrados Profissionais em Segurança Pública. Documento do Workshop Mestrado Profissional em Segurança Pública e Justiça Criminal

Mestrados Profissionais em Segurança Pública. Documento do Workshop Mestrado Profissional em Segurança Pública e Justiça Criminal I- Introdução Mestrados Profissionais em Segurança Pública Documento do Workshop Mestrado Profissional em Segurança Pública e Justiça Criminal Este documento relata as apresentações, debates e conclusões

Leia mais

Pacto Gaúcho pelo Fim do Racismo Institucional

Pacto Gaúcho pelo Fim do Racismo Institucional Pacto Gaúcho pelo Fim do Racismo Institucional Aos 21 de março de 2014, dia em que o mundo comemora o Dia Internacional contra a Discriminação Racial instituído pela ONU em 1966, adotamos o presente Pacto

Leia mais

ANEXO III CONDIÇÕES E CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO PARA APOIO A ESTUDOS, PESQUISAS E PROJETOS INOVADORES

ANEXO III CONDIÇÕES E CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO PARA APOIO A ESTUDOS, PESQUISAS E PROJETOS INOVADORES ANEXO III CONDIÇÕES E CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO PARA APOIO A ESTUDOS, PESQUISAS E PROJETOS INOVADORES I ÁREAS DE INTERESSE Criança e Adolescente Apoio a Estudos e Pesquisas e Projetos Inovadores para promoção,

Leia mais

Violência contra as Mulheres em Pernambuco

Violência contra as Mulheres em Pernambuco Violência contra as Mulheres em Pernambuco Recife, 25 de novembro de 2015 FICHA TÉCNICA Coordenação: Equipe do SOS Corpo Instituto Feminista para Democracia Pesquisadora: Ana Paula Melo (pesquisadora convidada)

Leia mais

PLANO OPERATIVO PARA IMPLEMENTAÇÃO DE AÇÕES EM SAÚDE DA POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RUA 2012-2015

PLANO OPERATIVO PARA IMPLEMENTAÇÃO DE AÇÕES EM SAÚDE DA POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RUA 2012-2015 MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE GESTÃO ESTRATÉGICA E PARTICIPATIVA PLANO OPERATIVO PARA IMPLEMENTAÇÃO DE AÇÕES EM SAÚDE DA POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RUA 2012-2015 Brasília - DF 2012 1 O presente Plano

Leia mais

Governo planeja ações com base em dados e tenta aprimorar combate à exploração incentivando envolvimento da sociedade civil em fóruns e conselhos

Governo planeja ações com base em dados e tenta aprimorar combate à exploração incentivando envolvimento da sociedade civil em fóruns e conselhos / / Fique ligado Notícias / Especiais Promenino Fundação Telefônica 10/12/2012 Os desafios da fiscalização do trabalho infantil Governo planeja ações com base em dados e tenta aprimorar combate à exploração

Leia mais

PROPOSTAS PARA O ESTADO BRASILEIRO - NÍVEIS FEDERAL, ESTADUAL E MUNICIPAL

PROPOSTAS PARA O ESTADO BRASILEIRO - NÍVEIS FEDERAL, ESTADUAL E MUNICIPAL PROPOSTAS PARA O ESTADO BRASILEIRO - NÍVEIS FEDERAL, ESTADUAL E MUNICIPAL MEDIDAS CONCRETAS PARA O ENFRENTAMENTO DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER NO ÂMBITO DOMÉSTICO/FAMILIAR A presente Matriz insere-se no

Leia mais

CHAMADA PÚBLICA SIMPLIFICADA FACULDADE DE PSICOLOGIA/UFAM Nº 03/2013 SELEÇÃO DE PROFISSIONAIS PARA ATUAÇÃO POR CURTO PRAZO

CHAMADA PÚBLICA SIMPLIFICADA FACULDADE DE PSICOLOGIA/UFAM Nº 03/2013 SELEÇÃO DE PROFISSIONAIS PARA ATUAÇÃO POR CURTO PRAZO UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS FACULDADE DE PSICOLOGIA Núcleo de Formação Continuada de Conselheiros dos Direitos e Conselheiros Tutelares do Estado do Amazonas Escola de Conselhos do Amazonas CHAMADA

Leia mais

EIXO DE TRABALHO 01 DIREITO A CIDADANIA, PARTICIPAÇÃO SOCIAL E POLÍTICA E A REPRESENTAÇÃO JUVENIL

EIXO DE TRABALHO 01 DIREITO A CIDADANIA, PARTICIPAÇÃO SOCIAL E POLÍTICA E A REPRESENTAÇÃO JUVENIL EIXO DE TRABALHO 01 DIREITO A CIDADANIA, PARTICIPAÇÃO SOCIAL E POLÍTICA E A REPRESENTAÇÃO JUVENIL Proposta I Fomentar a criação de grêmios estudantis, fóruns de juventude, diretórios centrais de estudantes,

Leia mais

VIOLÊNCIA CONTRA IDOSOS. Edinilsa Ramos de Souza CLAVES/ENSP/FIOCRUZ

VIOLÊNCIA CONTRA IDOSOS. Edinilsa Ramos de Souza CLAVES/ENSP/FIOCRUZ VIOLÊNCIA CONTRA IDOSOS Edinilsa Ramos de Souza CLAVES/ENSP/FIOCRUZ O que é Violência contra idosos? É um ato (único ou repetido) ou omissão que lhe cause dano ou aflição e que se produz em qualquer relação

Leia mais

CULTURA AFRO CULTURA AFRO

CULTURA AFRO CULTURA AFRO CULTURA AFRO ESCOPO Apresentamos o projeto Cultura Afro com o compromisso de oferecer aos alunos do ensino fundamental um panorama completo e diversificado sobre a cultura afro em nosso país. Levamos em

Leia mais

Faço saber que a Câmara Municipal de Queimados, APROVOU e eu SANCIONO a seguinte Lei:

Faço saber que a Câmara Municipal de Queimados, APROVOU e eu SANCIONO a seguinte Lei: LEI N.º 1135/13, DE 01 DE ABRIL DE 2013. Dispõe sobre o Sistema Municipal de Assistência Social de Queimados e dá outras providências. Faço saber que a Câmara Municipal de Queimados, APROVOU e eu SANCIONO

Leia mais

REF: As pautas das crianças e adolescentes nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

REF: As pautas das crianças e adolescentes nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Brasília, Dezembro de 2015 Exma. Sra. Dilma Rousseff Presidente da República Federativa do Brasil Palácio do Planalto Gabinete da Presidência Praça dos Três Poderes, Brasília - DF, 70150-900. REF: As pautas

Leia mais

Expert Consultation on Prevention of and Responses to Violence against Young Children Lima, 27 28 August 2012

Expert Consultation on Prevention of and Responses to Violence against Young Children Lima, 27 28 August 2012 Expert Consultation on Prevention of and Responses to Violence against Young Children Lima, 27 28 August 2012 JANDIRA FEGHALI (Deputada Federal/Brasil) Temas: Trabalhando com autoridades e parlamentares

Leia mais

Não discriminação e igualdade de oportunidades: elementos centrais da Agenda do Trabalho Decente

Não discriminação e igualdade de oportunidades: elementos centrais da Agenda do Trabalho Decente Não discriminação e igualdade de oportunidades: elementos centrais da Agenda do Trabalho Decente Laís Abramo Socióloga, Mestre e Doutora em Sociologia Diretora Escritório da OIT no Brasil Brasília, 3 de

Leia mais

O PROGRAMA ASSISTÊNCIA SÓCIO-JURÍDICA E OS DIREITOS DO IDOSO

O PROGRAMA ASSISTÊNCIA SÓCIO-JURÍDICA E OS DIREITOS DO IDOSO O PROGRAMA ASSISTÊNCIA SÓCIO-JURÍDICA E OS DIREITOS DO IDOSO Maria Salete da Silva Josiane dos Santos O Programa Assistência Sócio-Jurídica, extensão do Departamento de Serviço Social, funciona no Núcleo

Leia mais

Diretrizes de Aplicação Saúde mental de servidores públicos da Administração direta, autárquica e funcacional

Diretrizes de Aplicação Saúde mental de servidores públicos da Administração direta, autárquica e funcacional Diretrizes de Aplicação Saúde mental de servidores públicos da Administração direta, autárquica e funcacional CAPÍTULO I PRINCÍPIOS NORTEADORES Art. 1º Os procedimentos em saúde mental a serem adotados

Leia mais

Plano Nacional de Promoção, Proteção e Defesa do Direito de Crianças e Adolescentes à Convivência Familiar e Comunitária

Plano Nacional de Promoção, Proteção e Defesa do Direito de Crianças e Adolescentes à Convivência Familiar e Comunitária Plano Nacional de Promoção, Proteção e Defesa do Direito de Crianças e Adolescentes à Convivência Familiar e Comunitária Manaus/AM 29 de Abril de 2014 Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Criança

Leia mais

NORMATIVAS INTERNACIONAIS Publicação/Origem

NORMATIVAS INTERNACIONAIS Publicação/Origem LEVANTAMENTO DOS MARCOS LÓGICOS E LEGAIS DO SERVIÇO DE ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA, ABUSO E EXPLORAÇÃO SEXUAL CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES 1. Marcos Lógicos NORMATIVAS INTERNACIONAIS DECLARAÇÃO DE GENEBRA

Leia mais

IX Conferência Nacional de Assistência Social. Orientações para a realização das Conferências Municipais de Assistência Social

IX Conferência Nacional de Assistência Social. Orientações para a realização das Conferências Municipais de Assistência Social IX Conferência Nacional de Assistência Social Orientações para a realização das Conferências Municipais de Assistência Social Programação da conferência poderá incluir: 1. Momento de Abertura, que contará

Leia mais

Política Nacional sobre Drogas e o Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas Crack, é possível vencer. SALVADOR/BA ABRIL de 2012

Política Nacional sobre Drogas e o Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas Crack, é possível vencer. SALVADOR/BA ABRIL de 2012 Política Nacional sobre Drogas e o Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas Crack, é possível vencer SALVADOR/BA ABRIL de 2012 MARCOS HISTÓRICOS 1998: Adesão do Brasil aos princípios diretivos

Leia mais

Comissão Municipal Interinstitucional de Enfrentamento à Violência contra Crianças e Adolescentes

Comissão Municipal Interinstitucional de Enfrentamento à Violência contra Crianças e Adolescentes 1 Comissão Municipal Interinstitucional de Enfrentamento à Violência contra Crianças e Adolescentes PLANO MUNICIPAL DE ENFRENTAMENTO ÀS VIOLÊNCIAS CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES Ponta Grossa Paraná 2013

Leia mais

Conhecendo a Fundação Vale

Conhecendo a Fundação Vale Conhecendo a Fundação Vale 1 Conhecendo a Fundação Vale 2 1 Apresentação Missão Contribuir para o desenvolvimento integrado econômico, ambiental e social dos territórios onde a Vale atua, articulando e

Leia mais

AFRICAMOS: PENSAR E VIVER AFRICANIDADES PARA E COM AS CRIANÇAS EM CONTEXTOS COLETIVOS DE EDUCAÇÃO E CUIDADO

AFRICAMOS: PENSAR E VIVER AFRICANIDADES PARA E COM AS CRIANÇAS EM CONTEXTOS COLETIVOS DE EDUCAÇÃO E CUIDADO AFRICAMOS: PENSAR E VIVER AFRICANIDADES PARA E COM AS CRIANÇAS EM CONTEXTOS COLETIVOS DE EDUCAÇÃO E CUIDADO Área Temática: Educação Coordenador: Adilson de Angelo 1 Autoras: Neli Góes Ribeiro Laise dos

Leia mais

A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM MUNDO GLOBALIZADO

A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM MUNDO GLOBALIZADO A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM MUNDO GLOBALIZADO Introdução Escopo A Carta de Bangkok identifica ações, compromissos e promessas necessários para abordar os determinantes da saúde em

Leia mais

Lions Clube Centro-São José dos Campos

Lions Clube Centro-São José dos Campos Lions Clube Centro-São José dos Campos Projeto Transformação BRASIL Transformação é um projeto que visa ampliar as oportunidades educativas, investindo no desenvolvimento do potencial de cada criança e

Leia mais

PARECER DA UMAR relativo ao O III PLANO NACIONAL DE PREVENÇÃO E COMBATE AO TRÁFICO DE SERES HUMANOS 2014-2017

PARECER DA UMAR relativo ao O III PLANO NACIONAL DE PREVENÇÃO E COMBATE AO TRÁFICO DE SERES HUMANOS 2014-2017 PARECER DA UMAR relativo ao O III PLANO NACIONAL DE PREVENÇÃO E COMBATE AO TRÁFICO DE SERES HUMANOS 2014-2017 Antes de concretizar a análise do referido Plano cumpre-nos dizer que é necessário que todos

Leia mais

JORNADA DAS MARGARIDAS 2013

JORNADA DAS MARGARIDAS 2013 JORNADA DAS MARGARIDAS 2013 PAUTA INTERNA 1 - ORGANIZAÇÃO E PARTICIPAÇÃO SINDICAL 1 Assegurar condições de igualdade para homens e mulheres exercerem com autonomia o trabalho sindical nas diversas secretarias

Leia mais

Sistema Único de Assistência Social

Sistema Único de Assistência Social Sistema Único de Assistência Social Secretaria Nacional de Assistência Social Departamento de Proteção Social Especial Brasília-DF Dezembro de 2011 O Sistema Único de Assistência Social (Suas) é um sistema

Leia mais

Formação em Saúde Mental (crack, álcool e outras drogas) para agentes comunitários de saúde e auxiliares/técnicos de enfermagem da Atenção Básica

Formação em Saúde Mental (crack, álcool e outras drogas) para agentes comunitários de saúde e auxiliares/técnicos de enfermagem da Atenção Básica Formação em Saúde Mental (crack, álcool e outras drogas) para agentes comunitários de saúde e auxiliares/técnicos de enfermagem da Atenção Básica Introdução O projeto de formação de Agentes Comunitários

Leia mais