A CONSOLIDAÇÃO DA IDENTIDADE DA EDUCAÇÃO INFANTIL E A CARREIRA DOS EDUCADORES DE CURITIBA

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "A CONSOLIDAÇÃO DA IDENTIDADE DA EDUCAÇÃO INFANTIL E A CARREIRA DOS EDUCADORES DE CURITIBA"

Transcrição

1 A CONSOLIDAÇÃO DA IDENTIDADE DA EDUCAÇÃO INFANTIL E A CARREIRA DOS EDUCADORES DE CURITIBA Resumo HECK, Beatriz Terezinha Muraski 1 - UFPR Grupo de Trabalho Políticas Públicas,Avaliação e Gestão da Educação Agência Financiadora: não contou com financiamento Este trabalho apresenta parte da análise de uma pesquisa em andamento sobre a carreira dos educadores que atuam nos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) públicos, do Município de Curitiba, na linha de Políticas Educacionais da UFPR. A Carreira própria de Educador de Curitiba, instituída pela Lei nº /2006, é composta de um cargo único, sendo específica para a atuação nos CMEIs e adveio da reestruturação de uma carreira que estava alocada na assistência social (a Carreira de Atendimento à Infância, Adolescência e Atendimento Social- Lei nº /2002). Estes profissionais docentes, que atuam na educação das crianças de 0 a 5 anos, pertencem à uma carreira à parte e diferenciada do Magistério Municipal. Nesta questão é que está situada a problematização: a Carreira de Educador, de alguma forma, inclui estes profissionais na educação ou, pelo contrário, os mantém a margem do magistério? A análise da legislação nacional e do Município de Curitiba que regulamentam a carreira dos docentes da educação infantil, assim com a revisão de literatura, revelam que o lugar que os profissionais da educação infantil têm ocupado está atrelado ao lugar reservado à educação infantil na história da gestão e financiamento das políticas para a educação das crianças de 0 a 5 anos, um lugar ainda sobrante no que se refere ao acesso à educação infantil pública e ao insuficiente financiamento para a área. Este contexto corrobora para o não reconhecimento da função docente dos profissionais da educação infantil e para a desvalorização dessa função colocada numa relação hierárquica com os demais profissionais, situação que se evidencia nos planos de carreira considerando a análise das remunerações, funções e condições de trabalho. Contexto este que tem permanecido no município de Curitiba, contrariando o aspecto legal ora estabelecido pela LDB 9.393/96, Resolução 02/2009 que Fixa as Diretrizes Nacionais para os Planos de Carreira e Remuneração dos Profissionais do Magistério da Educação Básica e da Lei nº que estabelece o Piso Salarial Nacional. Palavras-chave: Carreira. Educação Infantil. Políticas Públicas. 1 Mestranda em Educação pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), graduada em Pedagogia pela Universidade Federal do Paraná. Pedagoga da rede municipal de ensino de Curitiba. Pedagoga da rede estadual de educação do Paran.

2 3031 Introdução A Educação Infantil desde a Constituição Federal de 1988 e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1996 é um direito social que vem se consolidando nas ações práticas das políticas públicas, ganhando reconhecimento social, educativo e político. A história da educação infantil no Brasil não acompanhou o mesmo percurso dos sistemas escolares e dos profissionais do magistério. Sua instauração ocorre inicialmente num contexto de assistência, de proteção e guarda às crianças pequenas e pobres, em substituição ao papel das mães, absorvidas pelo mercado de trabalho em decorrência da industrialização. A configuração da carreira docente dos profissionais da educação infantil tem sua especificidade atrelada à concepção de educação infantil desenvolvida ao longo da sua história. Conforme Cerisara (2004), falar das profissionais docentes da educação infantil requer que sejam destacados os avanços, retrocessos e impasses vividos por esta área em razão da sua recente inserção como direito à educação das crianças pequenas no Brasil. Com o desenvolvimento de uma concepção de criança e infância que começou a se fortalecer com a produção acadêmica, militantes e intelectuais da área, especialmente a partir da década de 80, com princípios de afirmação das crianças como cidadãs de direito, incorporados pela Constituição Federal de 88, deflagrou-se o processo de delineamento para o reconhecimento de uma especificidade intrínseca ao trabalho pedagógico. Inicia-se, então, Conforme Côco (2009) um processo de configuração de um campo de trabalho que requer adequada profissionalização e formação dos educadores associado ao seu reconhecimento como profissional docente. Coadunando com os pressupostos da CF de 88 do direito à educação das crianças pequenas, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1996, art. 29, estabeleceu a educação infantil como primeira etapa da educação básica e, no art. 89, das Disposições Transitórias e exigiu que regulamentações fossem estabelecidas para integração das creches e pré-escolas aos sistemas de ensino até 1999, desligando-as da área da assistência. O Município de Curitiba manteve os docentes que atuavam nos Centros Municipais de Educação Infantil públicos, denominados educadores, alocados numa carreira da área da assistência social até 2006, quando em dezembro deste mesmo ano, aprovou a Lei que instituiu uma carreira própria para estes docentes: a carreira de Educador. Trata-se de uma carreira à parte do magistério municipal. Partindo do pressuposto de integração determinado

3 3032 pela LDB 9.394/96, a questão se impõe é: a carreira de Educador, de alguma forma, inclui estes profissionais na educação ou, pelo contrário, os mantém a margem do magistério? Entendendo a carreira docente como fator de valorização profissional e condição para a implementação da qualidade da educação para todos, este trabalho traz parte da análise de uma pesquisa em andamento sobre a carreira dos educadores que atuam na educação infantil da rede municipal de Curitiba. Há importantes estudos 2 que revelam o movimento em direção à construção da carreira do magistério ao longo da história da educação em nosso país. Porém, verifica-se a necessidade de estender estas discussões para o âmbito das políticas educacionais para a carreira docente na educação infantil, pois esta tem sua especificidade e requer investigações dada a questão da sua recente inserção na educação. O direito à educação infantil A Constituição federal de 1988 marcou significativamente a história dos direitos das crianças e, por conseguinte da educação infantil. Isso porque conforme destacam Campos, Rosemberg e Ferreira (2006), pela primeira vez uma Constituição brasileira traz a criança como cidadã de direitos, com especificações próprias que não aquelas circunscritas no campo do Direito da Família e ainda, traz como um de seus direitos e dever do Estado o atendimento à educação oferecida em creches e pré-escolas. Antes disso, porém, a educação infantil viveu uma longa história de contradições que demonstraram a pouca importância atribuída pelo Estado e pela sociedade brasileira às instituições infantis. Vieira (1988) revela que o Estado brasileiro começou a se organizar com fins de proteção à criança, principalmente após 1940, com a proposição de ações de cunho social, assumindo funções nas áreas da saúde, educação, previdência e assistência. Contudo, até por volta de 1960, não havia produção de planos ou programas para área, desencadeando ações de respostas à demanda isoladas, atendendo a uma perspectiva assistencialista, de caráter caritativo e de promoção social, com fins de cuidados, cuja demanda era atendida por instituições filantrópicas e associações comunitárias, mediante convênio com a Legião Brasileira de Assistência (LBA) e/ou com as próprias prefeituras, utilizando de estratégias que visavam baixo investimento de recursos 3. Conforme Campos, Rosemberg e Ferreira (2006) também estava prevista a utilização de trabalho voluntário, realizados pela comunidade em 2 Abreu (2008), Camargo e Jacomini (2011), Carissimi (2011), Subirá (2012), entre outros. 3 Sobre este assunto ver Rosemberg (2002) e Franco (1984).

4 3033 espaços ociosos, como mecanismo de combate a mortalidade e subnutrição infantis considerados emergenciais que se destinavam à criança pobre. A inserção da Educação Infantil na Constituição Federal de 1988 marca o rompimento legal com o atendimento assistencial e coloca a Educação Infantil, conforme art. 6º, no status de direito a educação, um direito social que requer políticas públicas concisas, pois não se trata de caridade do Estado, mas de seu dever. Educação Infantil não é um luxo ou favor, é um direito a ser melhor reconhecido pela dignidade e capacidade de todas as crianças brasileiras, que merecem de seus educadores um atendimento que as introduza a conhecimentos e valores, indispensáveis a uma vida plena e feliz (BRASIL, 1998, p. 13). A análise da legislação nacional e do Município de Curitiba que regulamentam a carreira dos docentes da educação infantil, assim com a revisão de literatura, revelam que o lugar que os profissionais da educação infantil têm ocupado 4 está atrelado ao lugar reservado à educação infantil na gestão e financiamento das políticas para a educação das crianças de 0 a 5 anos, ou seja, um lugar sobrante conforme expressão utilizada por Botelho (2011). Um lugar que tem persistido até os dias atuais quando se observam os índices de crianças que não tem acesso à educação infantil pública, a não integração completa das creches aos sistemas de ensino e o insuficiente financiamento para a área, pois segundo Campos (2010) essa integração estabelecida na legislação não havia se completado em muitos municípios, ocorrendo apenas no âmbito administrativo, ficando para trás a gestão pedagógica. Concomitante a esta situação está o não reconhecimento da função docente dos profissionais, ou na desvalorização dessa função posta numa relação hierárquica com os demais professores que se evidenciam na constituição dos planos de carreira. A Política de Fundos e a Carreira dos Profissionais da Educação Infantil Como uma faceta do capitalismo, durante os anos de 1990 ocorreram modificações estruturais na busca pela ampliação do capital, durante o mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso. Conforme Corrêa (2011), o Brasil assistiu as mudanças no padrão de gestão do Estado, que resultaram no fortalecimento da relação público-privado e do estabelecimento do público não estatal, ocasionando a redução da oferta direta pelo Estado dos serviços e bens sociais, como a educação e a saúde por exemplo. 4 Sanchez (2010), Campos (2010), Corrêa e Pinto (2010), Cerisara (2002; 2004), Kramer (2008), entre outros.

5 3034 Conforme estudos de Rosemberg (2002) o que se observou nos países subdesenvolvidos foi uma ampliação do atendimento baseado na contenção dos gastos conforme modelo divulgado por organismos multilaterais (UNESCO e UNICEF) em vários países: a) a EI como instrumento de combate a pobreza e desnutrição; b) a EI preparatória para o ensino fundamental, preocupando-se com a melhora no desempenho escolar; c) a falta de recursos públicos pelos países pobres paralelamente o ensino fundamental (admitido como prioridade) e a EI; d) utilização de modelos que minimizam gastos e investimentos públicos para a EI através da busca e apoio nos recursos da comunidade e criação de programas não - formais ou não institucionais. Nesse contexto, foi aprovado um modelo de financiamento para a educação que se coaduna com a concepção de Estado pretendida: o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério Fundef 5. Como o próprio nome indica, conforme a Emenda Constitucional 14 de 1996, regulamentada pela Lei nº do mesmo ano, os recursos obtidos eram destinados à priorização da universalização do ensino fundamental e para a valorização dos profissionais desta modalidade de ensino, deixando a educação infantil, à margem da obtenção dos recursos (da mesma forma a EJA e o Ensino Médio). Outra política que impactou negativamente a educação, especialmente a educação infantil, foi a Lei Complementar nº 101 de 2000, chamada Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que, dentre outras determinações, estabeleceu que a despesa total com pessoal, em cada período de apuração e em cada ente da Federação, não poderá exceder os percentuais da receita líquida (BRASIL, 2000, art. 19). Para os Municípios e Estados, o percentual determinado foi de 60%. Os Municípios têm ajustado a sua gestão para a educação infantil conforme os recursos disponíveis. Com isso, o que se assiste é a expansão do conveniamento 6, e/ou a manutenção dos profissionais em cargos e carreiras que barateiam sua remuneração. Sanchez (2010) denuncia a precariedade que se expressa na manutenção de cargos como de educador infantil, monitor, ou auxiliar de creche, como um recurso encontrado pelos Municípios para escapar da obrigação de pagamento do piso salarial nacional para o magistério. 5 Esse fundo reunia recursos dos Estados e Municípios e os redistribuía conforme o número de matrículas no ensino fundamental regular. 6 Parte do fundo público é destinado às instituições privadas para atendimento à demanda de matrículas em razão dos custos e dos encargos políticos-administrativos serem menores ao poder público.

6 3035 Diversos autores 7 verificaram que o nível de cobertura desta modalidade de ensino estava muito limitado e que requereria contínua expansão da oferta. Os recursos disponíveis por aluno nos municípios não propiciavam a consolidação de uma rede de educação infantil de qualidade, ainda mais se fosse considerado a demanda reprimida. São grandes as desigualdades entre os entes federados. Os convênios, tem se apresentado como resposta à descentralização das responsabilidades acerca da gestão e financiamento do ensino fundamental e educação infantil para os Municípios, que o consideram uma saída para a expansão da oferta de vagas (ADRIÃO, 2006). Conforme José Marcelino Rezende Pinto (2000), em decorrência da Lei 9.424/96, que estabeleceu em seu art. 9º, que os estados, o Distrito Federal e municípios tinham, inicialmente, até julho de 1997, que organizar planos de carreiras e de remuneração de acordo com as diretrizes fixadas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), houve a tramitação do Parecer do CNE 02/97 8. Com a não aprovação deste, o CNE decidiu aprovar a Resolução 03/97, que se configurou numa lei inócua quanto à melhoria das condições de remuneração dos docentes e que se restringiu apenas a remuneração do ensino fundamental, desconsiderando a situação da educação infantil e do ensino médio. O autor destaca que em razão desta dificuldade de entendimento entre o CNE e o MEC, os níveis de governo não se preocuparam em fazer cumprir a Resolução diante da omissão do MEC na fiscalização. Certamente este foi um fator relevante na elaboração tardia pelos municípios dos seus planos de carreira. E mais uma vez a importância da valorização e reconhecimento dos profissionais da educação infantil assume um lugar sobrante, ou seja, um lugar à margem da constituição dos planos de carreira para o magistério. O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), instituído pela EC nº 53, de 2006, atenderia, portanto, toda a educação básica, da creche ao ensino médio, visando às condições de acesso e permanência de todas as crianças a uma escola de qualidade, assim como a valorização de todos os profissionais da educação. Com a Lei , de 2007, foi determinada a implantação de planos de carreira para os profissionais da educação básica pública, devendo todos receber remuneração condigna. O 7 Davies (1999); Guimarães e Pinto (2001); Nascimento (2012) entre outros. 8 Esta Deliberação elaborada por João Monlevade estabelecia uma remuneração média para todos os professores da educação básica e indicava a fixação de um Piso Nacional de e do Custo/Aluno/Qualidade através de lei. Porém, o ministro da Educação, Paulo Renato não o homologou.

7 3036 seu art. 41 previu também a fixação pelo Poder Público, em lei específica, do Piso Salarial Nacional para os profissionais do magistério público a Educação Básica. Com base nesta legislação foram aprovados a Lei nº /2008 que estabeleceu o Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN) e a Resolução nº 02/2009, que fixou as Diretrizes Nacionais para os Planos de Carreira e Remuneração dos Profissionais do Magistério da Educação Básica. A Res. 02/09 entre outros dispositivos estabelece: acesso à carreira por concursos de provas e títulos; progressão por titulação e aperfeiçoamento profissional, por desempenho, atualização e aperfeiçoamento profissional; isonomia salarial com demais servidores públicos com formação semelhante. O PSPN é entendido como o valor abaixo do qual os entes federados não podem fixar seu vencimento inicial das carreiras do magistério (para a formação em nível médio, na modalidade normal) para a jornada de, no máximo de 40 horas semanais, sendo seu valor proporcional às demais jornadas de trabalho. Nascimento (2012), ao se debruçar sobre os avanços e retrocessos na oferta da educação infantil sob o enfoque do financiamento, verificou que as metas para o PNE só serão de fato efetivadas se as vozes dos militantes, especialistas da área educacional e dos inúmeros educadores forem ouvidas, isto é, se for aprovada a destinação de 10% do PIB para cobertura financeira à educação, de modo que se rompa com a expansão precária da oferta e da qualidade de ensino. A Educação Infantil em Curitiba e a Carreira de seus Profissionais No ano de 1997, Cássio Taniguchi assume a Prefeitura Municipal permanecendo por dois mandatos no poder. Foi, portanto, na sua gestão que estavam as incumbências de adequações da Educação Infantil municipal às exigências da Lei de Diretrizes e Bases da Educação LDB 9394/96. Na época, duas Secretarias estavam trabalhando com a Educação infantil: a Secretaria Municipal de Educação (SME), que zelava pelo atendimento pré-escolar existente em algumas escolas e que, através de convênios, cedia professores para atuar nas creches (nas turmas das crianças de 5 a 6 anos); e a Secretaria Municipal da Criança (SMCr), órgão responsável pelas 127 creches oficiais (que atendiam as crianças de 0 a 4 anos e onze meses) e 79 conveniadas do Município de Curitiba. (SOCZEK, 2006).

8 3037 Neste período, desde 1985, as profissionais que atuavam diretamente com a criança eram as babás, nomeadas por concurso público 9. A princípio para o ingresso exigia-se apenas o 1º grau incompleto e a provação em prova escrita. O cargo de babá pertencia à carreira de Serviços Gerais. Mais tarde, em 1991, com a instituição do Plano de Carreiras da Administração Municipal (Lei nº 7670/91) houve a regulamentação da carreira dos servidores que atuavam na educação infantil. Então o Decreto 452/1991, 6º, estabeleceu que as babás fossem enquadradas na Carreira de Auxiliar de Desenvolvimento Social, na função de Atendente Infantil, do Grupo Ocupacional Desenvolvimento Social, requerendo ensino fundamental completo. No ano de 2003, a Lei municipal Nº /2003, extinguiu a Secretaria Municipal da Criança, conforme art. 3º, reorganizando e subdividindo as suas atribuições entre a Secretaria Municipal da Educação e a Fundação de Ação Social FAS. À Secretaria Municipal da Educação coube a administração das creches e pré-escolas públicas e conveniadas. Nesse período de transição das instituições de educação infantil, os docentes eram denominados de educadores. O cargo de educador pertencia à Carreira de Atendimento à Infância e adolescência, alocada na área da Assistência Social, conforme a recém-aprovação da Lei nº de Embora a exigência para ingresso tenha aumentado requerendo Ensino Médio e a aprovação num processo de concurso público que constava de prova escrita de conhecimentos, prova de títulos, avaliação psicológica (inclusive com análise de perfil para o cargo) e exame médico-ocupacional, é importante lembrar que a LDB de 1996 já estabelecia como formação mínima para o exercício do magistério na educação infantil e nas primeiras séries de Ensino fundamental, oferecida em nível médio, na modalidade Normal magistério de 2º Grau (BRASIL, 1996, Art. 62). Essa carreira, portanto, não atendia a determinação da LDB quanto à formação, além disso, estava legalmente alocada na área da assistência, o que além de não atender o princípio da integração aos sistemas educacionais, enfraquecia a identidade educacional dos profissionais docentes responsáveis pelo trabalho com as crianças nos 125 CMEIs atendidos em O primeiro concurso público para os funcionários de creche ocorreu em 1985, Lei nº 6691/ Fonte: SME/Departamento de Planejamento e Informações Sistemas de Gestão Educacional e Plano de Obras.

9 3038 Na busca pelo atendimento legal quanto à formação, aprovou-se em 2006 a Lei nº Esta legislação iniciou oficialmente seu processo em 24 de novembro de 2006, por ocasião do encaminhamento da Mensagem do Prefeito nº 91/ A lei reestruturou as Carreiras de Atendimento a Infância e Adolescência e Atendimento Social 12. Desde então, os docentes da educação infantil continuaram a ter o cargo denominado Educador alocado agora, porém, numa carreira própria também denominada Educador. Conforme o Livro de Atas da Câmara Municipal de Curitiba 13, a aprovação do projeto de Lei 14 que previa a substituição da Lei /2002, e que reestruturaria a carreira do educador, entrou para votação em 1º turno, em Regime de Urgência. Esse fato causou indignação por parte de alguns aos Vereadores, que afirmaram que uma discussão desta envergadura não poderia ser apreciado às pressas. Conforme a Mensagem do prefeito nº 91/2006, a preocupação centrou-se na necessidade de formalizar a força da lei 9.394/96 acerca da exigência da formação mínima estabelecida. Este é o principal argumento utilizado pelo prefeito na mensagem, associado à suposição de que o projeto de lei atenderia aos anseios destes 4000 docentes na época. Explica-se que não há menção ou explicitação de quais sejam os anseios dos referidos servidores, na mensagem encaminhada. Essa opção pela designação educadores também não expressa a determinação da LDB, que trabalha com a denominação professores e docentes da educação básica. Cerisara afirmou que conforme a LDB, até o ano de 2007 todos os profissionais que atuam diretamente com crianças em creches e pré-escolas, independente das denominações recebidas, auxiliares de sala, pajens, auxiliares do desenvolvimento infantil, ou qualquer outra denominação, passarão a ser considerados professores e deverão ter formação específica para a área. (CERISARA, 2002, p. 13). A carreira dos educadores de Curitiba tem apresentado diferenças significativas observáveis: a jornada de trabalho dos educadores é de 40 horas semanais e sua remuneração é de R$ 1.225,18. Já os professores, têm uma jornada de 20 horas semanais e sua remuneração 11 Mandato exercido por Carlos Alberto Richa. 12 Passou a existir então dois cargos: a) de Educador (carreira de Educador), b) Educador Social (da Carreiras de Atendimento Social da administração Direta e da Carreira de Atendimento Social da Fundação de Ação Social, da Administração Indireta). Todas as carreiras mantidas sob a do Estatuto dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba. 13 Ata 2º Sessão Extraordinária, do 2º Período Legislativo Ordinário, da 2º Sessão Legislativa, da 14º Legislatura realizada em 11 de dezembro de 2006 sob a presidência do Vereador João Claudio Derosso. 14 Projeto de Lei nº

10 3039 inicial é de R$ 1.199, Ambos os profissionais desempenham a mesma função: docente. Contudo, a questão do cuidar e educar está prevista somente para as funções dos educadores, enquanto que na relação das atribuições dos professores não está mencionado a dimensão do cuidar 16. Isso revela que a dicotomia entre o cuidar e educar não foi completamente resolvida, fato que pode influenciar na concepção do trabalho que se pretende realizar na educação infantil e na diferenciação das exigências feitas a ambos os profissionais. Considerações Finais A LDB ao estabelecer a integração das creches e pré-escolas aos sistemas de ensino pretendia avançar quanto ao caráter educativo pedagógico específico para as crianças pequenas, assim como possibilitar que os profissionais, atuando junto a elas, viessem a ser professores com direito de formação tanto inicial quanto em serviço e à valorização em termos de seleção, contratação, estatuto, piso salarial, benefícios, entre outros (CERISARA, 2002, p. 12). Contudo, o que se tem assistido no Município de Curitiba é a opção por contratar profissionais com carreiras diferenciadas para atuar junto às crianças, evidenciando que a questão da carreira dos educadores precisa ser analisada e compreendida mais profundamente em toda a sua complexidade visando uma perspectiva de valorização profissional docente isonômica articulada aos princípios das Diretrizes Nacionais para os Planos de Carreira e Remuneração dos Profissionais do Magistério da Educação Básica, a Lei do Piso Salarial Nacional. Para tanto, se faz necessário mecanismos para a proteção e efetivação do direito reservado às crianças da educação infantil, e, por conseguinte, reservado aos seus profissionais através dos avanços surgidos com a regulamentação das legislações nacionais. Uma efetiva proteção, portanto, requer adequado financiamento. REFERÊNCIAS 15 Dados obtidos junto ao Edital de concurso para provimento dos cargos de educador e professor publicado no Diário Oficial Atos do Município, publicado em 28 de fevereiro de Conforme Decreto nº 3 de 2007, que regulamenta as atribuições dos educadores e o Decreto nº Decreto nº 762 de 2001, que regulamenta as atribuições do grupo do magistério.

11 3040 ABREU, Diana Cristina de. Carreira e perfil do profissional do magistério na rede municipal de ensino de Curitiba: História e impacto da política brasileira de valorização do magistério vi, 169 f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Federal do Paraná, Disponível em: <http://www.ppge.ufpr.br/teses/m08_abreu.pdf >. Acesso em: 15 fev ADRIÃO, Teresa. Educação e produtividade: a reforma do ensino paulista e a desobrigação do Estado. São Paulo: Xamã, BOTELHO, Jordana Stella. Prescrições para os Jardins de Infância paranaenses: Do Programa de Experiências de 1950 ao Regimento e Planejamento de Atividades de vi, 259 f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Federal do Paraná, Disponível em: <http://www.ppge.ufpr.br/teses/m11_jordana%20stella%20botelho.pdf>. Acesso em: 24 mar BRASIL. Constituição (1988). Constituição: República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal, Disponível em: < Acesso em: 10 mar Constituição (1988). Emenda Constitucional nº 14, de 12 de setembro de Diário Oficial da União, Brasília, DF, 13 set Seção I, p Brasília, 1996a. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/emendas/emc/emc14.htm>. Acesso em: 27 jan Constituição (1988). Emenda Constitucional nº 53, de 19 de dezembro de Diário Oficial da União, Brasília, DF, 20 dez Seção I, p. 5. Brasília, Disponível em:<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/emendas/emc/emc53.htm>. Acesso em: 31 jan Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de Diário Oficial da União, Brasília, DF, 23 dez Seção I, p Brasília, 1996b. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/ldb.pdf>. Acesso em: 24 abr Lei nº 9.424, de 24 de dezembro de Brasília, 1996c. Disponível em: <http://www.diariooficial.hpg.com.br/fed_lei_9424_1996.htm>. Acesso em: 27 jan Lei nº , de 20 de junho de Brasília, Disponível em: <http://www010.dataprev.gov.br/sislex/paginas/42/2007/11494.htm>. Acesso em: 27 jan Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Básica. Parecer nº 22, de 17 de dezembro de Brasília, Disponível em: < >. Acesso em: 14 set Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de Brasília, Disponível em: < Acesso em: 17 set 2012.

12 3041. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Básica. Resolução nº 2, de 28 de maio de Brasília, Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/resolucao_cne_ceb002_2009.pdf>. Acesso em: 25 abr Lei nº , de 16 de julho de Brasília, Disponível em: < Acesso em: 24 ago.2012 CAMARGO, Rubens Barbosa de. ; JACOMINI, Maria Aparecida. Carreira e salário do pessoal docente da educação básica: algumas demarcações legais. Educação em Foco, Belo Horizonte, ano 14, n 17, p , jul Disponível em: < Acesso em: 23 abr CAMPOS, Maria Malta; ROSEMBERG, Fúlvia; FERREIRA, Isabel M. Creches e préescolas no Brasil. 4. ed. São Paulo: Cortez, p. CAMPOS, Maria Malta. A educação infantil como direito. In: CAMPANHA NACIONAL PELO DIREITO À EDUCAÇÃO. Insumos para o debate 2 Emenda Constitucional nº 59, de 2009 e a educação infantil: impactos e perspectivas. São Paulo: Campanha Nacional pelo Direito à Educação, p. 8-14, Disponível em: < 01_ pdf>. Acesso em: 10 out CARISSIMI, Aline Chalus Vernick. Perfil Profissional e condições do trabalho docente: um estudo sobre os professores dos anos iniciais da RME de Curitiba vi, 149 f. Dissertação (Mestrado em Educação). Universidade Federal do Paraná, Disponível em: < Acesso em: 05 mar CERISARA, Ana Beatriz. Professoras de educação infantil: entre o feminino e o profissional. São Paulo: Cortez, v. 98, CERISARA, Ana Beatriz. Por uma pedagogia da educação infantil: desafios e perspectivas para as professoras. In: BARBOSA, Raquel Lazzari Leite (Org.). Trajetórias e perspectivas da formação de educadores. São Paulo: UNESP, 2004, p Disponível em: < ematico_2.pdf>. Acesso em: 02 fev CORRÊA, Bianca Cristina.; PINTO, José Marcelino Rezende. Estatutos e planos de carreira do magistério em cinco municípios paulistas: questões para a democratização da gestão escolar. In: CONGRESSO IBERO-LUSO-BRASILEIRO DE POLÍTICA E ADMINISTRAÇÃO DA EDUCAÇÃO,1, 2010, Elvas e Meida e Cáceres. Cadernos ANPAE, n.9. Programas e Trabalhos completos. Niterói (RJ): ANPAE; Lisboa (PT): FPAE; Cáceres (ES): FEAE, CD-ROM. Disponível em: < Acesso em: 05 fev

13 3042 CORRÊA, Bianca Cristina. Políticas de educação infantil no Brasil: ensaio sobre os desafios para a concretização de um direito. Jornal de Políticas Educacionais. NUPE/UFPR, Curitiba, nº 9, p , Disponível em: < Acesso em: 20 nov CÔCO, Valdete. Professores na Educação Infantil: inserção na carreira, espaço de atuação e formação. In: REUNIÃO ANUAL DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PÓS- GRADUAÇÃO E PESQUISA EM EDUCAÇÃO, 32., 2009, Caxambu. Anais da 32a. Reunião anual da ANPED: sociedade, cultura e educação - novas regulações? Rio de Janeiro: ANPED, p Disponível em: < Acesso em 12 fev CURITIBA. Prefeitura Municipal. Lei Ordinária de Curitiba-PR, nº 6691, de 07/08/1985. Curitiba, Disponível em: < Acesso em: 27 out Prefeitura Municipal. Lei Ordinária de Curitiba-PR, nº 7670, de 10/06/1991. Curitiba, Disponível em: < Acesso em: 02 jun Prefeitura Municipal. Lei Ordinária de Curitiba-PR, nº , de 28/06/2001. Curitiba, Disponível em: < 10.html>. Acesso em: 15 ago Prefeitura Municipal. Lei Ordinária de Curitiba-PR, nº , de 11/04/2002. Curitiba, Disponível em: < Acesso em: 15 ago Prefeitura Municipal. Lei Ordinária de Curitiba-PR, nº de 03/04/2003. Curitiba, Disponível em: < Acesso em: 25 out Prefeitura Municipal. Lei Ordinária de Curitiba-PR, nº , de 19/12/2006. Curitiba, Disponível em: <

14 3043 ordinaria/2006/1208/12083/lei-ordinaria-n reestrutura-as-carreiras-de-educadoratendimento-social-da-administracao-direta-e-de-atendimento-social-da-fundacao-de-acaosocial-fas-altera-as-areas-de-atividade-de-atendimento-social-atendimento-socio-preventivoeducacao-infantil-servicos-de-creche-e-risco-social-na-administracao-direta-suprime-as-areasde-atendimento-social-e-risco-social-na-fundacao-de-acao-social-revoga-a-lei-n de-11- de-abril-de-2002-que-cria-as-carreiras-de-atendimento-a-infancia-e-adolescencia-e-deatendimento-social-transforma-os-cargos-de-carreiras-de-desenvolvimento-social-previstasna-lei-n e-suas-alteracoes-da-administracao-direta-e-da-fundacao-de-acao-socialfas-e-altera-a-redacao-do-art-5-caput-da-lei-n de-29-de-dezembro-de-1994-e-daoutras-providencias html>. Acesso em: 09 maio Prefeitura Municipal. Decreto de Curitiba-PR, nº 452 de 12/08/1991. Curitiba, Disponível em: <http://leismunicipais.com.br/a/pr/c/curitiba/decreto/1991/45/452/decreto-n dispoesobre-o-regulamento-de-enquadramento-de-que-trata-o-capitulo-vii-da-lei-n-7670-de-10-dejunho-de-1991-e-da-outras-providencias html>. Acesso em 23 out Prefeitura Municipal. Decreto de Curitiba-PR, nº 762 de 03/07/2001. Curitiba, Disponível em: < Acesso em: 17 nov Prefeitura Municipal. Decreto de Curitiba-PR, nº 3 de 08/01/2007. Curitiba, Disponível em: < administracao-direta-da-municipalidade-de-curitiba html>. Acesso em: 09 set Secretaria Municipal de Recursos Humanos. Edital n. 1, de 28 de fevereiro de 2012 Estabelece normas de Concurso Público para reserva de vagas para o cargo de Profissional do Magistério - Docência I na carreira do Magistério Público Municipal e para o cargo de Educador na carreira de Educador. Diário Oficial Atos do Município de Curitiba, Curitiba, ano XLVI, n.16, p. 268, 28 de fevereiro Disponível em: < Acesso em: 10 mar DAVIES, Nicholas. O Fundef e o orçamento da educação: desvendando a caixa preta. Campinas, São Paulo: Autores associados, FRANCO, Maria Aparecida Ciavatta. Lidando pobremente com a pobreza: análise de uma tendência no atendimento a crianças de 0-6 anos de idade. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, Fundação Carlos Chagas, n. 51, p , nov GUIMARÃES, José Luiz; PINTO, José Marcelino Rezende. A demanda pela Educação Infantil e os recursos disponíveis para o seu financiamento. Em Aberto, Brasília, v. 18, n. 74, p , dez Disponível em: <

15 3044 Acesso em: 09 jun KRAMER, Sônia (Org.). Profissionais de educação infantil: gestão e formação. São Paulo: Àtica, 2008, 256p. NASCIMENTO, Ana Paula Santiago do. Avanços e retrocessos na oferta da educação infantil no Brasil: Análise financeiro-orçamentária dos recursos destinados a essa etapa da educação vi, 225 f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo, PINTO, José Marcelino Rezende. Os Recursos para Educação no Brasil no Contexto das Finanças Públicas. Brasília: Editora Plano, p. ROSEMBERG, Fúlvia. Organizações Multilaterais, Estado e Políticas de Educação. Cadernos de Pesquisa, n. 115, p , mar Disponível em: < Acesso em: 06 jul SANCHEZ, Carlos Eduardo. Desafios do poder público municipal na garantia do acesso à pré-escola e na ampliação do acesso à creche na perspectiva da Emenda Constitucional nº 59/2009. In: CAMPANHA NACIONAL PELO DIREITO À EDUCAÇÃO. Insumos para o debate 2 Emenda Constitucional nº 59, de 2009 e a educação infantil: impactos e perspectivas. São Paulo: Campanha Nacional pelo Direito à Educação, p , Disponível em: < 01_ pdf>. Acesso em: 10 out SOCZEK, Márcia Barbosa. Políticas públicas para a educação infantil no Município de Curitiba: ( ) vi, 163 f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Federal do Paraná, Disponível em: <http://www.ppge.ufpr.br/teses/teses/m06_soczek.pdf>. Acesso em: 26 maio SUBIRÁ, Juliana. Aparecida Alves. Um panorama da remuneração inicial dos professores nos municípios do primeiro anel metropolitano de Curitiba: configurações, impasses e perspectivas vi, 194 f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Federal do Paraná, Disponível em: < %20SUBIRA,%20JULIANA%20APARECIDA%20ALVES.pdf?sequence=1>. Acesso em: ago VIEIRA, Lívia Maria Fraga. Mal necessário: creches no Departamento Nacional da Criança ( ). Cadernos de Pesquisa, São Paulo: Fundação Carlos Chagas, n. 67, nov Disponível em: < Acesso em: 16 jan

data PROJETO DE LEI N 8035/2010. 1 Supressiva 2. Substitutiva 3. Modificativa 4. Aditiva 5. Substitutivo global

data PROJETO DE LEI N 8035/2010. 1 Supressiva 2. Substitutiva 3. Modificativa 4. Aditiva 5. Substitutivo global Página Artigo: 6º Parágrafo: Único Inciso Alínea EMENDA MODIFICATIVA O parágrafo único do Artigo 6º do PL n 8035 de 2010, passa a ter a seguinte redação: Art. 6º... Parágrafo único. O Fórum Nacional de

Leia mais

OS PLANOS DE CARREIRAS DOS MUNICIPIOS DO PRIMEIRO ANEL DA REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA: A FORMAÇÃO COMO UM ELEMENTO DE VALORIZAÇÃO DO PROFESSOR

OS PLANOS DE CARREIRAS DOS MUNICIPIOS DO PRIMEIRO ANEL DA REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA: A FORMAÇÃO COMO UM ELEMENTO DE VALORIZAÇÃO DO PROFESSOR OS PLANOS DE CARREIRAS DOS MUNICIPIOS DO PRIMEIRO ANEL DA REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA: A FORMAÇÃO COMO UM ELEMENTO DE VALORIZAÇÃO DO PROFESSOR Resumo O presente artigo é parte de um projeto de pesquisa

Leia mais

Carta-Compromisso pela. Garantia do Direito à Educação de Qualidade. Uma convocação aos futuros governantes e parlamentares do Brasil

Carta-Compromisso pela. Garantia do Direito à Educação de Qualidade. Uma convocação aos futuros governantes e parlamentares do Brasil 1 Carta-Compromisso pela Garantia do Direito à Educação de Qualidade Uma convocação aos futuros governantes e parlamentares do Brasil Para consagrar o Estado Democrático de Direito, implantado pela Constituição

Leia mais

O Ensino a Distância nas diferentes Modalidades da Educação Básica

O Ensino a Distância nas diferentes Modalidades da Educação Básica O Ensino a Distância nas diferentes Modalidades da Educação Básica Francisco Aparecido Cordão Conselheiro da Câmara de Educação Básica do CNE facordao@uol.com.br 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16

Leia mais

Marcia Andreia Grochoska UFPR

Marcia Andreia Grochoska UFPR OS DESAFIOS FRENTE AOS PLANOS DE CARREIRA DO MAGISTÉRIO DOS MUNICIPIOS DO 1º ANEL DA REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA PERANTE A APROVAÇÃO DA LEI FUNDEB Marcia Andreia Grochoska UFPR Resumo: Este artigo

Leia mais

Ensino fundamenta - responsabilidade só dos Municípios?

Ensino fundamenta - responsabilidade só dos Municípios? Ensino fundamenta - responsabilidade só dos Municípios? O que prevê a legislação e qual tem sido a participação estadual, municipal e privada na oferta de educação básica no RJ? Nicholas Davies, prof.

Leia mais

Eixo 1 Políticas públicas, financiamento, avaliação e gestão da educação

Eixo 1 Políticas públicas, financiamento, avaliação e gestão da educação Eixo 1 Políticas públicas, financiamento, avaliação e gestão da educação OFERTA DE VAGAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL: AS PARCERIAS/ CONVÊNIOS COM INSTUIÇÕES PRIVADAS COM FINS LUCRATIVOS Jaqueline dos Santos Oliveira

Leia mais

FUNDAMENTOS LEGAIS, PRINCÍPIOS E ORIENTAÇÕES GERAIS PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL

FUNDAMENTOS LEGAIS, PRINCÍPIOS E ORIENTAÇÕES GERAIS PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL FUNDAMENTOS LEGAIS, PRINCÍPIOS E ORIENTAÇÕES GERAIS PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL I - Fundamentos legais A Constituição de 1988, inciso IV do artigo 208, afirma: O dever do Estado com a educação será efetivado

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE PINHAIS

PREFEITURA MUNICIPAL DE PINHAIS LEI Nº 1059, DE 28 DE DEZEMBRO DE 2009. Dispõe sobre a Organização do Sistema Municipal de Ensino do Município de Pinhais e dá outras providências. A CÂMARA MUNICIPAL DE PINHAIS,, aprovou e eu, PREFEITO

Leia mais

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO CÂMARA DE EDUCAÇÃO BÁSICA RESOLUÇÃO Nº 5, DE 3 DE AGOSTO DE 2010 (*)

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO CÂMARA DE EDUCAÇÃO BÁSICA RESOLUÇÃO Nº 5, DE 3 DE AGOSTO DE 2010 (*) MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO CÂMARA DE EDUCAÇÃO BÁSICA RESOLUÇÃO Nº 5, DE 3 DE AGOSTO DE 2010 (*) Fixa as Diretrizes Nacionais para os Planos de Carreira e Remuneração dos Funcionários

Leia mais

XXV ENCONTRO NACIONAL DA UNCME

XXV ENCONTRO NACIONAL DA UNCME XXV ENCONTRO NACIONAL DA UNCME Os desafios da Educação Infantil nos Planos de Educação Porto de Galinhas/PE Outubro/2015 Secretaria de Educação Básica CONCEPÇÃO DE EDUCAÇÃO INFANTIL É direito dos trabalhadores

Leia mais

A LEGISLAÇÃO E A FORMAÇÃO DOS PROFESSORES PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL

A LEGISLAÇÃO E A FORMAÇÃO DOS PROFESSORES PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL A LEGISLAÇÃO E A FORMAÇÃO DOS PROFESSORES PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL INTRODUÇÃO Márcia Barbosa Soczek 1 Este texto tem como referência básica os documentos oficiais que orientaram a implantação das políticas

Leia mais

O Lugar da Educação Infantil nas Políticas para a Primeira Infância. Rio de Janeiro/RJ Setembro/2015

O Lugar da Educação Infantil nas Políticas para a Primeira Infância. Rio de Janeiro/RJ Setembro/2015 SEMINÁRIO NACIONAL CURRÍCULO E AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: POLÍTICAS PARA A PRIMEIRA INFÂNCIA O Lugar da Educação Infantil nas Políticas para a Primeira Infância Rio de Janeiro/RJ Setembro/2015 Secretaria

Leia mais

PL 8035/2010 UMA POLÍTICA DE ESTADO. Plano Nacional de Educação 2011/2020. Maria de Fátima Bezerra. Deputada Federal PT/RN

PL 8035/2010 UMA POLÍTICA DE ESTADO. Plano Nacional de Educação 2011/2020. Maria de Fátima Bezerra. Deputada Federal PT/RN PL 8035/2010 Plano Nacional de Educação 2011/2020 UMA POLÍTICA DE ESTADO Maria de Fátima Bezerra Deputada Federal PT/RN Presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara Federal O PNE foi construído

Leia mais

POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO INFANTIL

POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO INFANTIL POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO INFANTIL (arquivo da Creche Carochinha) Secretaria de Educação Básica CONCEPÇÃO DE EDUCAÇÃO INFANTIL A Educação Infantil é dever do Estado e direito de todos, sem qualquer

Leia mais

CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO ELEMENTOS PARA O NOVO PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO

CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO ELEMENTOS PARA O NOVO PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO ELEMENTOS PARA O NOVO PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO EDUCAÇÃO BÁSICA: EDUCAÇÃO BÁSICA: 1. Definir os padrões mínimos de qualidade estabelecidos pela LDB, considerando as especificidades

Leia mais

LEI Nº 1528/2004. A CÂMARA MUNICIPAL DE ARAUCÁRIA, Estado do Paraná, aprovou, e eu, Prefeito Municipal, sanciono a seguinte Lei:

LEI Nº 1528/2004. A CÂMARA MUNICIPAL DE ARAUCÁRIA, Estado do Paraná, aprovou, e eu, Prefeito Municipal, sanciono a seguinte Lei: LEI Nº 1528/2004 "INSTITUI O SISTEMA MUNICIPAL DE ENSINO DO MUNICÍPIO DE ARAUCÁRIA, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS". A CÂMARA MUNICIPAL DE ARAUCÁRIA, Estado do Paraná, aprovou, e eu, Prefeito Municipal, sanciono

Leia mais

MÓDULO II PISO SALARIAL PROFISSIONAL NACIONAL

MÓDULO II PISO SALARIAL PROFISSIONAL NACIONAL MÓDULO II PISO SALARIAL PROFISSIONAL NACIONAL LEGISLAÇÃO BÁSICA LEI Nº 11.738, DE 16/07/2008 1 Profissionais têm direito ao piso piso. O art. 1º e o 2º do art. 2º definem quais profissionais têm direito

Leia mais

UNCME RS FALANDO DE PME 2015

UNCME RS FALANDO DE PME 2015 UNCME RS FALANDO DE PME 2015 DIRETORIA UNCME-RS VALORIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO: FORMAÇÃO, REMUNERAÇÃO, CARREIRA E CONDIÇÕES DE TRABALHO CONTATOS: Site: www.uncmers E-MAIL: uncmers@gmail.com.br

Leia mais

Responsabilidades e desafios do setor público quanto ao direito à educação

Responsabilidades e desafios do setor público quanto ao direito à educação Responsabilidades e desafios do setor público quanto ao direito à educação Cleuza Rodrigues Repulho Dirigente Municipal de Educação de São Bernardo do Campo/ SP Presidenta da Undime A Undime como organização

Leia mais

Tema 2 CONAE 2014 Diretrizes gerais para intervenção do PROIFES-Federação na CONAE 2014

Tema 2 CONAE 2014 Diretrizes gerais para intervenção do PROIFES-Federação na CONAE 2014 Tema 2 CONAE 2014 Diretrizes gerais para intervenção do PROIFES-Federação na CONAE 2014 Eixo I O plano Nacional de Educação e o Sistema Nacional de Educação: organização e regulação. Instituir, em cooperação

Leia mais

Pesquisa inédita faz paralelo entre sistema de educação infantil português e brasileiro

Pesquisa inédita faz paralelo entre sistema de educação infantil português e brasileiro Pesquisa inédita faz paralelo entre sistema de educação infantil português e brasileiro O estudo Educação Infantil em Debate - a Experiência de e a Realidade eira faz um paralelo entre as soluções encontradas

Leia mais

AGUARDANDO HOMOLOGAÇÃO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO

AGUARDANDO HOMOLOGAÇÃO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO INTERESSADO: Ministério da Educação/Secretaria de Educação Básica UF: DF ASSUNTO: Consulta sobre profissionais de Educação Infantil que atuam em redes

Leia mais

PLANO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO

PLANO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO PLANO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO REDAÇÃO DO PROJETO DE LEI Aprova o Plano Municipal de Educação - PME e dá outras providências. O Prefeito do Município de vereadores decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Faço

Leia mais

Constituição Federal

Constituição Federal Constituição Federal CONSTITUIÇÃO FEDERAL 1 CONSTITUIÇÃO FEDERAL DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL - 1988 COM A INCORPORAÇÃO DA EMENDA 14 Capítulo III Da Educação, da Cultura e do Desporto Seção I Da Educação

Leia mais

LEI N. 1397/2013, de 03 de dezembro de 2013.

LEI N. 1397/2013, de 03 de dezembro de 2013. LEI N. 1397/2013, de 03 de dezembro de 2013. REESTRUTURA O SISTEMA MUNICIPAL DE ENSINO, O CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE FAZENDA VILANOVA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. PEDRO ANTONIO DORNELLES, PREFEITO

Leia mais

PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO ATRIBUIÇÕES E PRAZOS INTERMEDIÁRIOS DA LEI Nº 13.005/2014

PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO ATRIBUIÇÕES E PRAZOS INTERMEDIÁRIOS DA LEI Nº 13.005/2014 PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO ATRIBUIÇÕES E PRAZOS INTERMEDIÁRIOS DA LEI Nº 13.005/2014 ANA VALESKA AMARAL GOMES E PAULO SENA Consultores Legislativos da Área XV Educação, Cultura e Desporto SETEMBRO/2014

Leia mais

LEI 3.948, de 16 de novembro de 2009 Sistema Municipal de Ensino

LEI 3.948, de 16 de novembro de 2009 Sistema Municipal de Ensino LEI 3.948, de 16 de novembro de 2009 Sistema Municipal de Ensino Disciplina a organização do Sistema Municipal de Ensino do Município de Mococa e dá outras providências. CAPÍTULO I DA EDUCAÇÃO MUNICIPAL

Leia mais

PLANO DE CARREIRA E REMUNERAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO

PLANO DE CARREIRA E REMUNERAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO PLANO DE CARREIRA E REMUNERAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO I. INTRODUÇÃO: Plano de Carreira é o conjunto de normas que disciplinam o ingresso e instituem oportunidades e estímulos ao desenvolvimento

Leia mais

PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL PDI 2014-2018 PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO 2011 2020 METAS E ESTRATÉGIAS DE IMPLEMENTAÇÃO

PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL PDI 2014-2018 PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO 2011 2020 METAS E ESTRATÉGIAS DE IMPLEMENTAÇÃO PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL PDI 2014-2018 PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO 2011 2020 METAS E ESTRATÉGIAS DE IMPLEMENTAÇÃO Marcos Neves Comissão Central PDI do IFSC PNE EXIGÊNCIA CONSTITUCIONAL O art.

Leia mais

EIXO 1: Políticas Públicas, Financiamento, Avaliação e Gestão da Educação

EIXO 1: Políticas Públicas, Financiamento, Avaliação e Gestão da Educação EIXO 1: Políticas Públicas, Financiamento, Avaliação e Gestão da Educação Aline Chalus Vernick Carissimi Doutoranda em Educação - UFPR 1 Faculdades Integradas Santa Cruz alinevernick@hotmail.com CONDIÇÕES

Leia mais

A FORMAÇÃO DO PROFISSIONAL DA EDUCAÇÃO INFANTIL

A FORMAÇÃO DO PROFISSIONAL DA EDUCAÇÃO INFANTIL A FORMAÇÃO DO PROFISSIONAL DA EDUCAÇÃO INFANTIL Maria das Graças Oliveira Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas, Campinas/SP, Brasil. Resumo Este texto é parte de uma Tese de Doutorado

Leia mais

CRUZ VERMELHA BRASILEIRA FILIAL NO MARANHÃO CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO: CRIAÇÃO E FUNCIONAMENTO

CRUZ VERMELHA BRASILEIRA FILIAL NO MARANHÃO CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO: CRIAÇÃO E FUNCIONAMENTO CRUZ VERMELHA BRASILEIRA FILIAL NO MARANHÃO CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO: CRIAÇÃO E FUNCIONAMENTO CRUZ VERMELHA BRASILEIRA FILIAL NO MARANHÃO Presidente Carmen Maria Teixeira Moreira Serra Secretário

Leia mais

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ASSEMBLEIA LEGISLATIVA Gabinete de Consultoria Legislativa

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ASSEMBLEIA LEGISLATIVA Gabinete de Consultoria Legislativa ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ASSEMBLEIA LEGISLATIVA Gabinete de Consultoria Legislativa LEI Nº 13.421, DE 05 DE ABRIL DE 2010. (publicada no DOE nº 062, de 05 de abril de 2010 2ª edição) Institui a Carreira

Leia mais

Audiência Pública no Senado Federal

Audiência Pública no Senado Federal Audiência Pública no Senado Federal Comissão de Educação, Cultura e Esporte Brasília DF, 7 de maio de 2008 1 Audiência Pública Instruir o PLS n o 026 de 2007, que Altera a Lei n o 7.498, de 25 de junho

Leia mais

UMA TRAJETÓRIA DEMOCRÁTICA: das habilitações à coordenação pedagógica

UMA TRAJETÓRIA DEMOCRÁTICA: das habilitações à coordenação pedagógica UMA TRAJETÓRIA DEMOCRÁTICA: das habilitações à coordenação pedagógica Shirleiscorrea@hotmail.com A escola, vista como uma instituição que historicamente sofreu mudanças é apresentada pelo teórico português

Leia mais

EVASÃO NO CURSO DE PEDAGOGIA DE UMA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO UM ESTUDO DE CASO

EVASÃO NO CURSO DE PEDAGOGIA DE UMA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO UM ESTUDO DE CASO EVASÃO NO CURSO DE PEDAGOGIA DE UMA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO UM ESTUDO DE CASO Elizabeth da Silva Guedes UNESA Laélia Portela Moreira UNESA Resumo A evasão no Ensino Superior (ES) vem chamando

Leia mais

Prezadas Senadoras, Prezados Senadores,

Prezadas Senadoras, Prezados Senadores, Carta 035/ 2015 Brasília, 12 de maio de 2015 Carta Aberta da Undime às Senadoras e aos Senadores integrantes da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado Federal referente ao PLS 532/ 2009

Leia mais

A construção da. Base Nacional Comum. para garantir. Direitos e Objetivos de Aprendizagem e Desenvolvimento

A construção da. Base Nacional Comum. para garantir. Direitos e Objetivos de Aprendizagem e Desenvolvimento A construção da Base Nacional Comum para garantir Direitos e Objetivos de Aprendizagem e Desenvolvimento Política pública de Educação ESTADO dever de educar legislação planejamento instituições CIDADÃO

Leia mais

LEI Nº 13.574, DE 12 DE MAIO DE 2003. (Projeto de Lei nº 611/02, da Vereadora Claudete Alves - PT)

LEI Nº 13.574, DE 12 DE MAIO DE 2003. (Projeto de Lei nº 611/02, da Vereadora Claudete Alves - PT) LEI Nº 13.574, DE 12 DE MAIO DE 2003 (Projeto de Lei nº 611/02, da Vereadora Claudete Alves - PT) Dispõe sobre a transformação e inclusão no Quadro do Magistério Municipal, do Quadro dos Profissionais

Leia mais

II - obrigatoriedade de participação quando realizados no período letivo; III - participação facultativa quando realizados fora do período letivo.

II - obrigatoriedade de participação quando realizados no período letivo; III - participação facultativa quando realizados fora do período letivo. Capítulo II DA EDUCAÇÃO Art. 182. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada pelo Município, com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento

Leia mais

ALTERAÇÕES NA LDB E REGULAMENTAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

ALTERAÇÕES NA LDB E REGULAMENTAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL ALTERAÇÕES NA LDB E REGULAMENTAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL Encontro Nacional da Uncme Outubro/2013 (arquivo da Creche Carochinha) Secretaria de Educação Básica CONCEPÇÃO DE EDUCAÇÃO INFANTIL A Educação Infantil

Leia mais

PERGUNTAS FREQUENTES SOBRE ENSINO FUNDAMENTAL DE 9 ANOS

PERGUNTAS FREQUENTES SOBRE ENSINO FUNDAMENTAL DE 9 ANOS PERGUNTAS FREQUENTES SOBRE ENSINO FUNDAMENTAL DE 9 ANOS Perguntas mais frequente e respostas do Departamento de Políticas Educacionais. 1. Qual é a nomenclatura adequada para o primeiro ano do ensino fundamental

Leia mais

A reforma do Estado e novos desafios para a gestão educacional

A reforma do Estado e novos desafios para a gestão educacional Autor: Indira Alves França Orientador: Alicia Bonamino Título obtido: Mestrado Título da tese ou dissertação: Gestão Educacional em Tocantins Data de finalização: junho de 2007 Data de ingresso no curso:

Leia mais

SEMINÁRIOS TRANSDISCIPLINARES HISTÓRIA E PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO

SEMINÁRIOS TRANSDISCIPLINARES HISTÓRIA E PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO SEMINÁRIOS TRANSDISCIPLINARES HISTÓRIA E PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO AS PERSPECTIVAS POLÍTICAS PARA UM CURRÍCULO INTERDISCIPLINAR: DESAFIOS E POSSIBILIDADES Professor Doutor Carlos Henrique Carvalho Faculdade

Leia mais

LEI MUNICIPAL Nº 574/2004. 14-04-2004. JOSÉ ALVORI DA SILVA KUHN PREFEITO MUNICIPAL DE MORMAÇO, Estado do Rio Grande do Sul.

LEI MUNICIPAL Nº 574/2004. 14-04-2004. JOSÉ ALVORI DA SILVA KUHN PREFEITO MUNICIPAL DE MORMAÇO, Estado do Rio Grande do Sul. LEI MUNICIPAL Nº 574/2004. 14-04-2004 CRIA O SISTEMA MUNICIPAL DE ENSINO DE MORMAÇO, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. JOSÉ ALVORI DA SILVA KUHN PREFEITO MUNICIPAL DE MORMAÇO, Estado do Rio Grande do Sul. FAÇO

Leia mais

PARECER HOMOLOGADO Despacho do Ministro, publicado no D.O.U. de 11/1/2010, Seção 1, Pág. 19. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO

PARECER HOMOLOGADO Despacho do Ministro, publicado no D.O.U. de 11/1/2010, Seção 1, Pág. 19. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO PARECER HOMOLOGADO Despacho do Ministro, publicado no D.O.U. de 11/1/2010, Seção 1, Pág. 19. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO INTERESSADO: Conselho Nacional de Educação/Câmara de Educação

Leia mais

13 Nesse sentido, são profissionais da educação: I professores habilitados em nível médio ou superior para a docência na educação

13 Nesse sentido, são profissionais da educação: I professores habilitados em nível médio ou superior para a docência na educação EIXO VI Valorização dos Profissionais da Educação: Formação, Remuneração, Carreira e Condições de Trabalho O termo trabalhadores/as da educação se constitui como recorte de uma categoria teórica que retrata

Leia mais

PARECER HOMOLOGADO Despacho do Ministro, publicado no D.O.U. de 18/10/2010, Seção 1, Pág.10. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO

PARECER HOMOLOGADO Despacho do Ministro, publicado no D.O.U. de 18/10/2010, Seção 1, Pág.10. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO PARECER HOMOLOGADO Despacho do Ministro, publicado no D.O.U. de 18/10/2010, Seção 1, Pág.10. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO INTERESSADO: Conselho Nacional de Educação/Câmara de Educação

Leia mais

A GESTÃO ESCOLAR E O PROCESSO DE DEMOCRATIZAÇÃO DA ESCOLA PÚBLICA

A GESTÃO ESCOLAR E O PROCESSO DE DEMOCRATIZAÇÃO DA ESCOLA PÚBLICA A GESTÃO ESCOLAR E O PROCESSO DE DEMOCRATIZAÇÃO DA ESCOLA PÚBLICA Shirlei de Souza Correa - UNIVALI 1 Resumo: No contexto educacional pode-se considerar a gestão escolar como recente, advinda das necessidades

Leia mais

CRECHES NO SISTEMA DE ENSINO DE JUIZ DE FORA: VELHOS DILEMAS E NOVAS PERSPECTIVAS

CRECHES NO SISTEMA DE ENSINO DE JUIZ DE FORA: VELHOS DILEMAS E NOVAS PERSPECTIVAS CRECHES NO SISTEMA DE ENSINO DE JUIZ DE FORA: VELHOS DILEMAS E NOVAS PERSPECTIVAS Alexsandra Zanetti Prefeitura de Juiz de Fora alexzanetti13@yahoo.com.br Resumo: Neste trabalho pretendemos fazer um relato

Leia mais

PROPOSTA DE PROJETO DE LEI SOBRE O PISO SALARIAL NACIONAL DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO ESCOLAR PÚBLICA

PROPOSTA DE PROJETO DE LEI SOBRE O PISO SALARIAL NACIONAL DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO ESCOLAR PÚBLICA PROPOSTA DE PROJETO DE LEI SOBRE O PISO SALARIAL NACIONAL DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO ESCOLAR PÚBLICA Regulamenta o inciso VIII do artigo 206 da Constituição Federal, para instituir o piso salarial profissional

Leia mais

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO GABINETE DO MINISTRO PORTARIA Nº 27, DE 15 DE JANEIRO DE 2014 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO GABINETE DO MINISTRO

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO GABINETE DO MINISTRO PORTARIA Nº 27, DE 15 DE JANEIRO DE 2014 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO GABINETE DO MINISTRO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO GABINETE DO MINISTRO PORTARIA Nº 27, DE 15 DE JANEIRO DE 2014 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO GABINETE DO MINISTRO DOU de 16/01/2014 (nº 11, Seção 1, pág. 26) Institui o Plano Nacional de

Leia mais

CURSO EDUCAÇÃO, RELAÇÕES RACIAIS E DIREITOS HUMANOS

CURSO EDUCAÇÃO, RELAÇÕES RACIAIS E DIREITOS HUMANOS CURSO EDUCAÇÃO, RELAÇÕES RACIAIS E DIREITOS HUMANOS MARTA LÚCIA DA SILVA ROSANA CAPPUTI BORGES Educação Infantil: desigualdades de idade e raça, um grande desafio a ser conquistado. São Paulo 2012 EDUCAÇÃO

Leia mais

EDUCAÇÃO E CUIDADO EM CRECHES: PÓS - LDB 9394/96: O PROJETO FUNDO DO MILÊNIO PARA A PRIMEIRA INFÂNCIA E A MESA EDUCADORA COMO PROPOSTA PEDAGÓGICA

EDUCAÇÃO E CUIDADO EM CRECHES: PÓS - LDB 9394/96: O PROJETO FUNDO DO MILÊNIO PARA A PRIMEIRA INFÂNCIA E A MESA EDUCADORA COMO PROPOSTA PEDAGÓGICA EDUCAÇÃO E CUIDADO EM CRECHES: PÓS - LDB 9394/96: O PROJETO FUNDO DO MILÊNIO PARA A PRIMEIRA INFÂNCIA E A MESA EDUCADORA COMO PROPOSTA PEDAGÓGICA Débora Teixeira de Mello 1 RESUMO Este trabalho visa acompanhar

Leia mais

UNIÃO NACIONAL DOS CONSELHOS MUNICIPAIS DE EDUCAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO - UNCME/ES CARTA DE DOMINGOS MARTINS

UNIÃO NACIONAL DOS CONSELHOS MUNICIPAIS DE EDUCAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO - UNCME/ES CARTA DE DOMINGOS MARTINS CARTA DE DOMINGOS MARTINS A União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação do Espírito Santo (UNCME/ES) em seu V Encontro Estadual realizado nos dias 23 e 24 de setembro de 2010, na cidade de Domingos

Leia mais

PROPOSTA DE PROJETO DE LEI SOBRE O PISO SALARIAL NACIONAL DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO ESCOLAR PÚBLICA

PROPOSTA DE PROJETO DE LEI SOBRE O PISO SALARIAL NACIONAL DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO ESCOLAR PÚBLICA PROPOSTA DE PROJETO DE LEI SOBRE O PISO SALARIAL NACIONAL DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO ESCOLAR PÚBLICA Regulamenta o inciso VIII do artigo 206 da Constituição Federal, para instituir o piso salarial profissional

Leia mais

FORMAÇÃO DE PROFESSORES E A POLÍTICA NACIONAL DA EDUCAÇÃO INFANTIL

FORMAÇÃO DE PROFESSORES E A POLÍTICA NACIONAL DA EDUCAÇÃO INFANTIL FORMAÇÃO DE PROFESSORES E A POLÍTICA NACIONAL DA EDUCAÇÃO INFANTIL Resumo LINHARES, Clarice Schneider UNICENTRO clarinha_linhares@yahoo.com.br Área Temática: Formação de Professores Este trabalho partiu

Leia mais

A IMPLANTAÇÃO DO ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS EM ESCOLAS ESTADUAIS DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS: ALGUMAS PONDERAÇÕES

A IMPLANTAÇÃO DO ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS EM ESCOLAS ESTADUAIS DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS: ALGUMAS PONDERAÇÕES A IMPLANTAÇÃO DO ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS EM ESCOLAS ESTADUAIS DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS: ALGUMAS PONDERAÇÕES Inajara Ramos 1, Lislene Nagaroto 2, Luciana Alves 3, Vera Lúcia Catoto Dias 4, Ana Maria

Leia mais

Política Nacional de Educação Infantil. Secretaria de Educação Básica Ministério da Educação

Política Nacional de Educação Infantil. Secretaria de Educação Básica Ministério da Educação Política Nacional de Educação Infantil Secretaria de Educação Básica Ministério da Educação Principais Marcos Normativos Constituição Federal - 1988 Lei de Diretrizes e Bases (LDB) - 1996 Estatuto da Criança

Leia mais

PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO ATRIBUIÇÕES E PRAZOS INTERMEDIÁRIOS DA LEI Nº 13.005, DE 2014

PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO ATRIBUIÇÕES E PRAZOS INTERMEDIÁRIOS DA LEI Nº 13.005, DE 2014 ESTUDO PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO ATRIBUIÇÕES E PRAZOS INTERMEDIÁRIOS DA LEI Nº 13.005, DE 2014 Ana Valeska Amaral Gomes Paulo Sena Consultores Legislativos da Área XV Educação, Cultura e Desporto Nota

Leia mais

Faço saber, que a Câmara Municipal de Mangueirinha, Estado do Paraná aprovou e eu, ALBARI GUIMORVAM FONSECA DOS SANTOS, sanciono a seguinte lei:

Faço saber, que a Câmara Municipal de Mangueirinha, Estado do Paraná aprovou e eu, ALBARI GUIMORVAM FONSECA DOS SANTOS, sanciono a seguinte lei: LEI Nº 1512/2009 SÚMULA: Cria o Conselho Municipal da Educação. Faço saber, que a Câmara Municipal de Mangueirinha, Estado do Paraná aprovou e eu, ALBARI GUIMORVAM FONSECA DOS SANTOS, sanciono a seguinte

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO VICENTE Cidade Monumento da História Pátria Cellula Mater da Nacionalidade

PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO VICENTE Cidade Monumento da História Pátria Cellula Mater da Nacionalidade Cria o Sistema Municipal de Ensino e estabelece normas gerais para a sua adequada implantação. Proc. n.º 5193/02 PAULO DE SOUZA, Vice-Prefeito no exercício do cargo de Prefeito do Município de São Vicente,

Leia mais

INDICAÇÃO CME nº : 04/02 - Aprovada em 05/09/02 Plano Municipal de Educação. Relator : Conselheiro José Augusto Dias I - RELATÓRIO

INDICAÇÃO CME nº : 04/02 - Aprovada em 05/09/02 Plano Municipal de Educação. Relator : Conselheiro José Augusto Dias I - RELATÓRIO INDICAÇÃO CME nº : 04/02 - Aprovada em 05/09/02 Plano Municipal de Educação Relator : Conselheiro José Augusto Dias I - RELATÓRIO 1. Por quê o Plano Municipal de Educação? A idéia de planejamento da educação

Leia mais

3. PRINCÍPIOS, FINS E LEGISLAÇÃO EDUCACIONAL VIGENTE

3. PRINCÍPIOS, FINS E LEGISLAÇÃO EDUCACIONAL VIGENTE 3. PRINCÍPIOS, FINS E LEGISLAÇÃO EDUCACIONAL VIGENTE 3.1 RELAÇÃO DE DOCUMENTOS FUNDAMENTAIS EM VIGÊNCIA A atual Constituição da República Federativa do Brasil foi promulgada em 5 de outubro de 1988. No

Leia mais

Políticas Educacionais para a Primeira Infância

Políticas Educacionais para a Primeira Infância Políticas Educacionais para a Primeira Infância Secretaria de Educação Básica A creche - Albert Samuel Anker Ministério da Educação Principais Marcos Normativos Constituição Federal - 1988 Lei de Diretrizes

Leia mais

EIXO I. O Plano Nacional de Educação e o Sistema Nacional de Educação Organização e Regulação

EIXO I. O Plano Nacional de Educação e o Sistema Nacional de Educação Organização e Regulação EIXO I O Plano Nacional de Educação e o Sistema Nacional de Educação Organização e Regulação A garantia do direito à educação de qualidade é um princípio fundamental e basilar para as políticas e gestão

Leia mais

PLANO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DOS SERVIDORES INTEGRANTES DO PCCTAE

PLANO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DOS SERVIDORES INTEGRANTES DO PCCTAE PLANO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DOS SERVIDORES INTEGRANTES DO PCCTAE Ministério da Educação Novembro de 2013 1 SUMÁRIO 1. Apresentação 1.1 Introdução 1.2 Base Legal 1.3 Justificativa 2.

Leia mais

REDAÇÃO FINAL MEDIDA PROVISÓRIA Nº 562-A, DE 2012 PROJETO DE LEI DE CONVERSÃO Nº 10 DE 2012

REDAÇÃO FINAL MEDIDA PROVISÓRIA Nº 562-A, DE 2012 PROJETO DE LEI DE CONVERSÃO Nº 10 DE 2012 REDAÇÃO FINAL MEDIDA PROVISÓRIA Nº 562-A, DE 2012 PROJETO DE LEI DE CONVERSÃO Nº 10 DE 2012 O CONGRESSO NACIONAL decreta: Dispõe sobre o apoio técnico ou financeiro da União no âmbito do Plano de Ações

Leia mais

A ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA MUNICIPAL DE ENSINO DE CURITIBA

A ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA MUNICIPAL DE ENSINO DE CURITIBA A ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA MUNICIPAL DE ENSINO DE CURITIBA ZAIONS, Eliane de Souza Cubas CME/SME ezaions@sme.curitiba.pr.gov.br Eixo Temático: Políticas Públicas e Gestão da Educação Agência Financiadora:

Leia mais

O FUNDEF E AS ESCOLAS COMUNITÁRIAS, FILANTRÓPICAS, CONFESSIONAIS E DE EDUCAÇÃO ESPECIAL

O FUNDEF E AS ESCOLAS COMUNITÁRIAS, FILANTRÓPICAS, CONFESSIONAIS E DE EDUCAÇÃO ESPECIAL O FUNDEF E AS ESCOLAS COMUNITÁRIAS, FILANTRÓPICAS, CONFESSIONAIS E DE EDUCAÇÃO ESPECIAL PAULO DE SENA MARTINS Consultor Legislativo da Área XV Educação, Cultura, Desporto, Bens Culturais, Diversões e Espetáculos

Leia mais

Art. 3º Os detentores de cargo de Educador Infantil atuarão exclusivamente na educação infantil.

Art. 3º Os detentores de cargo de Educador Infantil atuarão exclusivamente na educação infantil. LEI Nº 3464/2008 de 20.03.08 DÁ NOVA DENOMINAÇÃO AO CARGO DE MONITOR, INCLUI SEUS OCUPANTES NO PLANO DE CARGOS, CARREIRA E REMUNERAÇÃO DO MAGISTÉRIO MUNICIPAL DE FRANCISCO BELTRÃO, NA ÁREA DE EDUCAÇÃO

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos DECRETO Nº 6.755, DE 29 DE JANEIRO DE 2009. Institui a Política Nacional de Formação de Profissionais do Magistério da Educação Básica,

Leia mais

Educação Fiscal e Financiamento. 10º Encontro Estadual da UNCME/ES 14 de maio de 2015

Educação Fiscal e Financiamento. 10º Encontro Estadual da UNCME/ES 14 de maio de 2015 Educação Fiscal e Financiamento 10º Encontro Estadual da UNCME/ES 14 de maio de 2015 Vinculação Constitucional de Recursos CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988 Art. 212. A União aplicará,

Leia mais

As contribuições dos Dirigentes Municipais de Educação na construção do Sistema Nacional de Educação

As contribuições dos Dirigentes Municipais de Educação na construção do Sistema Nacional de Educação As contribuições dos Dirigentes Municipais de Educação na construção do Sistema Nacional de Educação Cleuza Rodrigues Repulho Dirigente Municipal de Educação de São Bernardo do Campo/ SP Presidenta da

Leia mais

AMPLITUDE DO DEBATE: DO CONCEITUAL AO LEGAL

AMPLITUDE DO DEBATE: DO CONCEITUAL AO LEGAL AMPLITUDE DO DEBATE: DO CONCEITUAL AO LEGAL Especialmente nos últimos anos, a implementação da Educação Integral no Sistema Formal de Ensino Brasileiro expressou-se por meio da promulgação de legislação

Leia mais

Palavras-chave: Política de formação; Reformas educacionais; Formação de professores;

Palavras-chave: Política de formação; Reformas educacionais; Formação de professores; A POLÍTICA NACIONAL DE FORMAÇÃO DE PROFISSIONAIS DO MAGISTÉRIO DA EDUCAÇÃO BÁSICA PARFOR: O PAPEL DOS FÓRUNS ESTADUAIS PERMANENTE DE APOIO A FORMAÇÃO DOCE Edinilza Magalhães da Costa Souza UFPA Resumo

Leia mais

CICLO DA INFÂNCIA E CICLO DE ALFABETIZAÇÃO NO ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS: COMPARAÇÕES PRELIMINARES

CICLO DA INFÂNCIA E CICLO DE ALFABETIZAÇÃO NO ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS: COMPARAÇÕES PRELIMINARES CICLO DA INFÂNCIA E CICLO DE ALFABETIZAÇÃO NO ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS: COMPARAÇÕES PRELIMINARES Rosilene Lagares PET Pedagogia/Campus de Palmas/Pedagogia/Mestrado em Educação/UFT/Capes roselagares@uft.edu.br

Leia mais

LEI Diretrizes Regime de colaboração articulação interfederativa Participação Fórum das Entidades Garantia do acesso Indicadores de acompanhamento

LEI Diretrizes Regime de colaboração articulação interfederativa Participação Fórum das Entidades Garantia do acesso Indicadores de acompanhamento PNE PME LEI Diretrizes Regime de colaboração articulação interfederativa Participação Fórum das Entidades Garantia do acesso Indicadores de acompanhamento locais e nacionais (prova Brasil e IDEB) 10% do

Leia mais

ESTUDO COMPARATIVO DA LEI 9394/1996 E DA LEI 12.796/2013

ESTUDO COMPARATIVO DA LEI 9394/1996 E DA LEI 12.796/2013 ESTUDO COMPARATIVO DA LEI 9394/1996 E DA LEI 12.796/2013 1 Art. 3º. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: [...] Art. 3 O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:

Leia mais

15º FÓRUM NACIONAL DA UNDIME. Política Nacional de Educação Infantil. Mata de São João/BA Junho/2015. Secretaria de Educação Básica

15º FÓRUM NACIONAL DA UNDIME. Política Nacional de Educação Infantil. Mata de São João/BA Junho/2015. Secretaria de Educação Básica 15º FÓRUM NACIONAL DA UNDIME Política Nacional de Educação Infantil Mata de São João/BA Junho/2015 Secretaria de Educação Básica CONCEPÇÃO DE EDUCAÇÃO INFANTIL É direito dos trabalhadores urbanos e rurais

Leia mais

SISTEMA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO E REGIME DE COLABORAÇÃO

SISTEMA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO E REGIME DE COLABORAÇÃO 1 SISTEMA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO E REGIME DE COLABORAÇÃO Introdução A Constituição da República Federativa do Brasil, de 5 de outubro de 1988, estabelece o regime de colaboração entre as esferas do poder

Leia mais

TRABALHOS TÉCNICOS Divisão Jurídica

TRABALHOS TÉCNICOS Divisão Jurídica TRABALHOS TÉCNICOS Divisão Jurídica EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 53/2006 FUNDO DE MANUTENÇÃO E DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA E DE VALORIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO (FUNDEB) Ary Jorge Advogado

Leia mais

******************************************************************************** LEI Nº 7508/2007, de 31 de dezembro de 2007

******************************************************************************** LEI Nº 7508/2007, de 31 de dezembro de 2007 ******************************************************************************** LEI Nº 7508/2007, de 31 de dezembro de 2007 ********************************************************************************

Leia mais

XVI ENDIPE - Encontro Nacional de Didática e Práticas de Ensino - UNICAMP - Campinas - 2012

XVI ENDIPE - Encontro Nacional de Didática e Práticas de Ensino - UNICAMP - Campinas - 2012 ARRANJOS INSTITUCIONAIS ENTRE O PÚBLICO E O PRIVADO PARA A OFERTA DA EDUCAÇÃO INFANTIL: UM ESTUDO EM MUNICÍPIOS PAULISTAS. Raquel Fontes Borghi Regiane Helena Bertagna Resumo: Este trabalho resulta de

Leia mais

JOSÉ ALVORI DA SILVA KUHN PREFEITO MUNICIPAL DE MORMAÇO, Estado do Rio Grande do Sul.

JOSÉ ALVORI DA SILVA KUHN PREFEITO MUNICIPAL DE MORMAÇO, Estado do Rio Grande do Sul. LEI MUNICIPAL Nº 580/2004, de 15-06-04. REESTRUTURA o Conselho Municipal de Educação do Município de Mormaço e dá outras providências. JOSÉ ALVORI DA SILVA KUHN PREFEITO MUNICIPAL DE MORMAÇO, Estado do

Leia mais

V Encontro Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares

V Encontro Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares V Encontro Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares Programa Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares: uma política de apoio à gestão educacional Clélia Mara Santos Coordenadora-Geral

Leia mais

O FINANCIAMENTO DA EDUCAÇÃO: ALGUNS PROBLEMAS E DESAFIOS

O FINANCIAMENTO DA EDUCAÇÃO: ALGUNS PROBLEMAS E DESAFIOS O FINANCIAMENTO DA EDUCAÇÃO: ALGUNS PROBLEMAS E DESAFIOS Nicholas Davies, prof. da Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense (UFF), Niterói, RJ Junho de 2011 e-mail: nicholas@pq.cnpq.br

Leia mais

FÓRUM REGIONAL DE EDUCAÇÃO INFANTIL DO ALTO VALE DO ITAJAÍ RIO DO SUL SC 2015 CARTA DE PRINCÍPIOS

FÓRUM REGIONAL DE EDUCAÇÃO INFANTIL DO ALTO VALE DO ITAJAÍ RIO DO SUL SC 2015 CARTA DE PRINCÍPIOS FÓRUM REGIONAL DE EDUCAÇÃO INFANTIL DO ALTO VALE DO ITAJAÍ RIO DO SUL SC 2015 CARTA DE PRINCÍPIOS 1. Natureza e Finalidade O Fórum Regional de Educação Infantil do Alto Vale do Itajaí - FREIAVI é um espaço

Leia mais

RESOLUÇÃO N o 012, de 27 de março de 2008. 1 (Modificado o Regimento pela Res. 022/2011 e 061/2011)

RESOLUÇÃO N o 012, de 27 de março de 2008. 1 (Modificado o Regimento pela Res. 022/2011 e 061/2011) RESOLUÇÃO N o 012, de 27 de março de 2008. 1 (Modificado o Regimento pela Res. 022/2011 e 061/2011) Cria o Núcleo de Educação a Distância (NEAD) e aprova seu Regimento Interno. O PRESIDENTE DO CONSELHO

Leia mais

AUDIÊNCIA PÚBLICA PLANO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO jun/15 GRUPO I META 1

AUDIÊNCIA PÚBLICA PLANO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO jun/15 GRUPO I META 1 AUDIÊNCIA PÚBLICA PLANO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO jun/15 GRUPO I META 1 Universalizar, até 2016, a educação infantil na pré-escola para as crianças de 4 (quatro) a 5 (cinco) anos de idade e ampliar a oferta

Leia mais

REFLEXÃO A CERCA DAS POLÍTICAS PÚBLICAS PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL RESUMO

REFLEXÃO A CERCA DAS POLÍTICAS PÚBLICAS PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL RESUMO REFLEXÃO A CERCA DAS POLÍTICAS PÚBLICAS PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL Autor: Patricia Miolo, UFSM Orientador : Rosane Carneiro Sarturi, UFSM RESUMO Este trabalho realizou-se com apoio do Programa Observatório

Leia mais

REGIMENTO GERAL DA PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU

REGIMENTO GERAL DA PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU REGIMENTO GERAL DA PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU (Regimento aprovado pelo Conselho Deliberativo da Fiocruz em 28/08/2008) 1. Dos Objetivos 1.1. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) oferece programas de pós-graduação

Leia mais

Fonte: Sepe/RJ, Dieese e IBGE Elaboração: Dieese - Subseção Sepe/RJ

Fonte: Sepe/RJ, Dieese e IBGE Elaboração: Dieese - Subseção Sepe/RJ Em praticamente todos os segmentos da sociedade, fala-se muito da importância da educação pública para o desenvolvimento de um povo, e no município do Rio de Janeiro não é diferente. Nas diversas instâncias

Leia mais

AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR EM MATO GROSSO DO SUL: A RELAÇÃO ENTRE O SISTEMA NACIONAL E O SISTEMA ESTADUAL

AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR EM MATO GROSSO DO SUL: A RELAÇÃO ENTRE O SISTEMA NACIONAL E O SISTEMA ESTADUAL AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR EM MATO GROSSO DO SUL: A RELAÇÃO ENTRE O SISTEMA NACIONAL E O SISTEMA ESTADUAL Resumo Marianne Pereira Souza - UFGD marianne-souza@hotmail.com Giselle Cristina Martins Real

Leia mais

LEI MUN ICIPAL N 1412/91. Dispõe sobre a Política Municipal dos Direitos da Criança, do Adolescente e do Idoso.

LEI MUN ICIPAL N 1412/91. Dispõe sobre a Política Municipal dos Direitos da Criança, do Adolescente e do Idoso. LEI MUN ICIPAL N 1412/91 Dispõe sobre a Política Municipal dos Direitos da Criança, do Adolescente e do Idoso. NEREU WILHELMS, Prefeito Municipal de Taquara, FAÇO SABER que, em sessão realizada em 04.03.1991,

Leia mais

Edição Número 243 de 20/12/2006

Edição Número 243 de 20/12/2006 Atos do Congresso Nacional Edição Número 243 de 20/12/2006 EMENDA CONSTITUCIONAL N o 53 Dá nova redação aos arts. 7º, 23, 30, 206, 208, 211 e 212 da Constituição Federal e ao art. 60 do Ato das Disposições

Leia mais

INDICAÇÃO CME Nº. 01/00 Aprovada em 21/12/2000.

INDICAÇÃO CME Nº. 01/00 Aprovada em 21/12/2000. CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO Rua Prof. Felício Savastano, 240 Vila Industrial SJCampos-SP CEP 12220-270 Telefone (12) 3901-2000 Fax: 3901-2088 e-mail: cme@sjc.sp.gov.br INDICAÇÃO CME Nº. 01/00 Aprovada

Leia mais

Audiência Pública Educação Infantil no PNE 17/8/2011

Audiência Pública Educação Infantil no PNE 17/8/2011 Audiência Pública Educação Infantil no PNE 17/8/2011 Movimento social Causa: Educação Infantil Atuação política 26 Estados + Distrito Federal ATUAÇÃO POLÍTICA Legislação Social Científico Gestão Articular

Leia mais