De Menor Infrator ao Adolescente em Conflito com a Lei:

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1 UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA FACULDADE DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAIS De Menor Infrator ao Adolescente em Conflito com a Lei: um estudo sobre o sistema socioeducativo AMANDA SANTOS SILVA SALVADOR 2014

2 AMANDA SANTOS SILVA De Menor Infrator ao Adolescente em Conflito com a Lei: um estudo sobre o sistema socioeducativo Dissertação apresentada ao Programa de Pós Graduação em Ciências Sociais da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal da Bahia, como requisito para a obtenção do grau de Mestre em Ciências Sociais Orientadora: Prof.ª Iracema Brandão Guimarães SALVADOR 2014

3 S586 Silva, Amanda Santos De menor infrator ao adolescente em conflito com a lei: um estudo sobre o sistema socioeducativo / Amanda Santos Silva. Salvador, f. Orientador: Profª. Drª. Iracema Brandão Guimarães Dissertação (mestrado) Universidade Federal da Bahia. Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Adolescentes. 2. Educação Aspectos sociais. 3. Delinquência juvenil. I. Guimarães, Iracema Brandão. II. Universidade Federal da Bahia. Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas. III. Título. CDD: 362.7

4 AMANDA SANTOS SILVA De Menor Infrator ao Adolescente em Conflito com a Lei: um estudo sobre o sistema socioeducativo Banca Examinadora: ORIENTADORA Prof.ª Iracema Brandão Guimarães (Departamento de Sociologia, UFBA) Examinador 1 Prof.ª Lúcia Álvares Pedreira (Departamento de Educação, UNEB) Examinador 2 Prof. Luiz Claudio Lourenço (Departamento de Sociologia, UFBA) Examinador 3 Prof.ª Mariana Possas (Departamento de Sociologia, UFBA) SALVADOR 2014

5 AGRADECIMENTOS Findada mais essa etapa da minha formação acadêmica, gostaria de fazer alguns agradecimentos. À Coordenação de Apoio à Pesquisa e Ensino Superior (CAPES) pela concessão de uma bolsa de pesquisa, sem a qual não poderia ter realizado este trabalho. À Pós-graduação em Ciências Sociais (PPGCS/UFBA) e seus funcionários, o coordenador Prof. Clóvis Roberto Zimmermann, pela sua gentilize e solicitude, e a secretária Dôra, pela sua eterna disponibilidade. À minha orientadora, professora Iracema Brandão Guimarães, pela sua paciência e olhar crítico. Aos funcionários da Comunidade de Atendimento Socioeducativo, CASE Salvador (Ba), por terem compartilhado suas trajetórias. Ao professor Luiz Claudio Lourenço pelas aulas de Metodologia e de Estudos Prisionais, e pelas suas contribuições durante a Banca de qualificação. Sem elas a pesquisa não teria progredido. Aos funcionários do Centro Recursos Humanos (CRH), Maria, Edna e Alexandre, pelos contatos afetuosos e nossos incontáveis cafés. Aos amigos do Conselho Latinoamericano de Ciências Sociais (CLACSO), as contribuições feitas ao trabalho, durante o nosso encontro em Cartagena das Índias (Colômbia), foram enriquecedoras. À Lu (Lucia Pedreira), minha querida amiga, pelas nossas viagens, idas a museus, discussões sobre as artes e sobre a vida, e pelos encantamentos na nossa inesquecível Havana (Cuba). Agradeço, também, a sua disponibilidade, seu olhar atento sobre a minha pesquisa. À professora Mariana Possas por ter aceitado o convite para compor a banca de defesa. Aos meus queridos amigos e colegas de trabalho, Ana e Adriano, o tempo ao lado de vocês foi enriquecedor.

6 À Jalusa Arruda por compartilhar seu trabalho e indicar bibliografias. Agradeço também por seu exemplo de força, perseverança e dignidade. Aos meus amigos e colegas do mestrado. Tati, agradeço pelas experiências ao seu lado, pelas nossas descobertas nas terras de Gabo (Gabriel García Márquez), por permitir que compartilhasse momentos com a sua família. Agradeço, ainda, aos meus queridos, Natasha, Cícero, Pedro, Tiara, e Sarinha, sem vocês e nossas idas semanais ao Tampinha Bar, o mestrado teria sido bem mais tenso. Sou grata pelos nossos encontros! À Ricardo e Antônia Aragão, Elisia, Taíse, Nazazi, Kitembo e Kavungo. Obrigado pela acolhida e cuidado. Axé! À Kell pelo apoio e conselhos. Aos meus pais pelo apoio incondicional. E aos meus irmãos, Carol e Bruno. Lola, agradeço pela paciência e pelo olhar crítico sobre o trabalho. Brunão, sou grata pelas nossas conversas, cervejas e pelo seu incentivo.

7 RESUMO Desde que foram instituídas, em 1990, as medidas socioeducativas, que se constituem em formas de responsabilização para adolescentes envolvidos em atos infracionais, têm sido tema de uma série de trabalhos, sobretudo, nos campos do Direito, da Educação e da Psicologia. Nas Ciências Sociais, no entanto, a produção ainda é insuficiente. São raras as pesquisas que discorrem sobre as medidas. Considerando a relevância das mesmas, o presente trabalho procura discutir o sistema socioeducativo, explorando mais profundamente a experiência da Bahia. De maneira geral, tratamos das práticas punitivas (e assistencialistas) que antecederam o sistema socioeducativo, do seu processo de construção e dos desafios vividos por ele. Nosso objetivo foi analisar o tratamento que o Estado vem dispensado ao público infanto-juvenil envolvido em práticas ilícitas, com foco no sistema socioeducativo. Palavras-chaves: adolescentes; ato infracional; responsabilização; sistema socioeducativo.

8 ABSTRACT Since social-educational measures, which are forms of accountability for teenagers involved in illegal acts, were implemented in 1990, they have been the subject of a number of studies, especially in the fields of law, education and psychology. In the social sciences, however, production is still insufficient. There are a few studies that discuss the measures. Considering the importance of these studies, this paper discusses the social-educational system, exploring more deeply the experience of Bahia. In general, the paper discusses the punitive (and welfare) practices leading up to the social-educational system, its process of construction and the challenges experienced by it. Our goal was to analyze the treatment that the state has dealt to the children and youth involved in illegal practices, focusing on the social-educational system. Keywords: adolescents; offense; accountability; social-educational system.

9 LISTA DE FOTOS Foto 1 Quarto do alojamento masculino (CASE Salvador)...87 Foto 2 Sala onde os adolescentes internados ligam para os parentes (CASE Salvador) LISTA DE MAPAS Mapa 1 Taxas de homicídios 100 mil por habitantes/ano (Salvador/Ba)...83 LISTA DE QUADROS Quadro 1 Informações sobre os funcionários da CASE Salvador que foram entrevistados...26 Quadro 2 Instituições extintas e instituições criadas...71 LISTA DE TABELAS Tabela 1 Número de homicídios da população jovem em Salvador e no Brasil (por capital). 2001/ Tabela 2 Taxas de homicídios (por 100 mil) na população jovem em Salvador e no Brasil (por capital). 2001/ LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 Faixa etária dos adolescentes apreendidos (Jan-Ago/2012- Salvador (Ba))...95

10 Gráfico 2 Escolaridade dos adolescentes apreendidos (Jan-Ago/ Salvador (Ba))...95 Gráfico 3 Situação escolar dos adolescentes apreendidos (Jan-Ago/ Salvador (Ba))...96 Gráfico 4 Faixa etária dos adolescentes apreendidos (Jan-Ago de Municípios (Ba))...96 Gráfico 5 Escolaridade dos adolescentes apreendidos (Jan-Ago de Municípios (Ba))...97 Gráfico 6 Situação escolar dos adolescentes apreendidos (Jan-Ago de Municípios (Ba))...97

11 LISTA DE SIGLAS ABMP Associação Brasileira de Magistrados e Promotores da Justiça da Infância e da Juventude ADS Assistente de Desenvolvimento Social ANPOCS Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais CAM Casa de Atendimento ao Menor CASE Comunidade de Atendimento Socioeducativo CNJ Conselho Nacional de Justiça CNPq Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico CONANDA Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente CRAS Centro de Referência em Assistência Social CREAS Centro de Referência Especializado da Assistência Social CRH Centro de Recursos Humanos CRT Centro de Recepção e Triagem ECA Estatuto da Criança e do Adolescente EPM Escola Profissional de Menores FAMEB Fundação de Assistência ao Menor do Estado da Bahia FEBEM Fundação Estadual de Bem-Estar do Menor FONACRIAD Fórum Nacional de Dirigentes Governamentais de Entidades Executoras da Política de Promoção e Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente FUNABEM Fundação Nacional de Bem-Estar ao Menor FUNDAC Fundação da Criança e do Adolescente JEIJ Justiça Especial da Infância e Juventude IAT Instituto Anísio Teixeira

12 IFBA Instituto Federal da Bahia IPR Instituto de Preservação e Reforma LA Liberdade Assistida LBA Legião Brasileira de Assistência MSEI Medida Socioeducativa de Internação OEA Organização de Estados Americanos OIT Organização Internacional do Trabalho ONGs Organizações Não Governamentais PIBIC Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica PNAS Política Nacional de Assistência Social PNBEM Política Nacional de Bem-Estar do Menor PRONASCI Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania PROTEJO Programa de Proteção a Jovens PSC Prestação de Serviço Comunitário RAFDR Revista Acadêmica da Faculdade de Direito de Recife RMS Região Metropolitana de Salvador SAM Serviço de Assistência ao Menor SEAM Serviço Estadual de Assistência ao Menor SEC Secretária de Educação SESC Serviço Social do Comércio SEDES Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza SEDH Secretaria de Direitos Humanos SENAC Serviço Nacional de Aprendizado Comercial SENAI Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial SESI Serviço Social da Indústria SINASE Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo

13 SIPIA - Sistema de Informação para a infância e Adolescência. UDN União Democrática Nacional UFBA Universidade Federal da Bahia UNEB Universidade Estadual da Bahia UNICEF Fundo das Nações Unidas para a Infância USP Universidade de São Paulo ZEIS Zona Especial de Interesse Social

14 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO...17 INTRODUÇÃO Os Olhares sobre a Socioeducação Um problema de pesquisa Aspectos metodológicos Organização dos Capítulos...28 PARTE I UMA PERSPECTIVA SÓCIO-HISTÓRICA CAPITULO I DA COLÔNIA À REPÚBLICA: UMA ANÁLISE SOBRE AS PRÁTICAS PUNITIVAS E O PROBLEMA DA MENORIDADE O Período Colonial e a Intimidação pelo Terror Punições Privadas na Colônia A Independência e a Emergência de Práticas Punitivas Modernas Penitenciárias: laboratórios de virtude O Fim da Escravidão e as Medidas de Punição Alternativas A República e as Medidas Privativas de Liberdade Tratar desigualmente os desiguais : a ascensão da criminologia...44 CAPÍTULO II CRIANÇAS LADRONAS E ABANDONADAS, MENORES INFRATORES E DESASSISTIDOS: AS PRÁTICAS DE CONTROLE, REPRESSÃO E ASSISTÊNCIA AO LONGO DO SÉCULO XX ( ) Narrativas Comuns A Especialização do Direito e da Justiça: o início da fase tutelar Um Novo Olhar sobre a Infância A Criança Criminosa e a Abandonada: é preciso salvá-las O Código de Menores de 1927 ou Código Mello Mattos...55

15 2.2.4 As Instituições do Novo Aparato Jurídico-Legal: as escolas de preservação e reforma As Políticas de Privação de Liberdade para Menores na Bahia O Serviço de Assistência ao Menor (SAM) e o fortalecimento de uma política de controle social Implantando um Sistema de Controle: o Serviço Estadual de Assistência ao Menor (SEAM) Uma Nova Arquitetura Institucional: PNBEM, FUNABEM, FEBENs e o Código de Menores de A Fundação de Assistência a Menores do Estado da Bahia (FAMEB)...64 PARTE II O MOMENTO ATUAL CAPÍTULO III - A REVITALIZAÇÃO DO SOCIAL E A CRIAÇÃO DO ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE (ECA): AVANÇOS, RETROCESSOS E VIOLAÇÕES O ECA e as Medidas Especiais: entre avanços, retrocessos e violações O Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE)...78 CAPÍTULO IV- VISITANDO A CASE SALVADOR: UM OLHAR SOBRE O ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO NA BAHIA A necessidade dos números: os jovens e a violência O Tancredo O Socioeducar não é nada mais que educar para o convívio social As Condições da CASE e a Superlotação A Organização Institucional...91

16 4.5.1 A Necessidade da Rede Socioeducativo As Dores do Aprisionamento: as privações a que estão submetidos os internos da CASE Salvador CONCLUSÕES BIBLIOGRAFIA ANEXO...120

17 17 APRESENTAÇÃO Tecer uma narrativa sobre uma determinada experiência, em nosso caso, sobre a produção de um trabalho científico, significa acomodar os acontecimentos anteriores, de tal modo, que o ponto final acaba como um resultado necessário de todo um percurso. Obviamente, nem todos os eventos da vida são convidados para compor a história, apenas aqueles que consideramos mais significativos. Em nossa narrativa, acontecimentos, tanto de caráter acadêmico, quanto profissional, foram significativos: A participação, como bolsista, nos projetos desenvolvidos no Centro de Recursos Humanos (CRH/UFBA), com o apoio do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC/UFBA) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), sob a coordenação da Professora Iracema Brandão Guimarães; Condições de vida em Salvador: um estudo sobre domicílios, famílias e suas estratégias familiares no espaço urbano ; Mudanças no mercado de trabalho e impactos na inserção das famílias em Salvador ; Trabalho, Família e Relações de Gênero em contextos urbanos de pobreza. A iniciação científica, exercida durante esses três anos, possibilitou a nossa capacitação no uso das metodologias das ciências sociais quantitativas e qualitativas e também o acesso a informações sobre famílias residentes em bairros da periferia, tendo realizado algumas entrevistas sobre a ausência de estrutura urbana nesses bairros. A atuação, como mobilizadora social, no início de 2010, no Projeto PROTEJO Programa de Proteção a Jovens em Território de Vulnerabilidade; O PROTEJO foi uma iniciativa do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (PRONASCI) e do Ministério da Justiça. Na Bahia, foi implementado pela Secretária de Educação (SEC), através do Instituto Anísio

18 18 Teixeira (IAT). Realizado em bairros da periferia de Salvador e de cidades da Região Metropolitana (Camaçari, Lauro de Freitas e Simões Filho), seu objetivo era estimular o protagonismo juvenil por meio de oficinas de arte-educação e dirimir as práticas violentas que marcavam as relações entre os jovens. A nossa participação no Projeto permitiu o estabelecimento de diálogos com adolescentes que vivem em contextos de pobreza e que compõem, como veremos mais a frente, o público preferencial da política socioeducativa. A atuação, entre os meses de março de 2010 e junho de 2011, no Curso de Formação de Operadores do Sistema de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente em Conflito com a Lei na Bahia. O curso foi resultado de uma parceria entre o Centro de Recursos Humanos (CRH/UFBA), a Universidade Federal da Bahia (UFBA), a Fundação da Criança e do Adolescente (FUNDAC/Ba), a Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (SEDES/Ba) e a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH). Esta experiência profissional foi decisiva para a realização da pesquisa, cujos resultados compõem a atual Dissertação de Mestrado. Dos encontros com os profissionais, que atuam no campo das medidas socioeducativas, e das visitas às instituições responsáveis pela execução, feitas em função do curso, surgiu a proposta de pesquisa voltada para a socioeducação. Nosso interesse pelo desenvolvimento de um estudo científico tornou-se mais intenso, em virtude da escassez de trabalhos sobre o tema no campo das Ciências Sociais.

19 19 INTRODUÇÃO A política socioeducativa encontra-se inserida num instrumento normativo mais amplo, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Promulgado em julho de 1990, com a função de inaugurar novas concepções sobre as crianças e os adolescentes e instituir práticas que os beneficiasse, a exemplo das medidas socioeducativas, o ECA representava a possibilidade de superação do arranjo institucional anterior, marcado por um histórico de práticas assistencialistas e correcionais-repressivas. Na década de 1980, ações e movimentos sociais em torno das crianças e dos adolescentes ocorreram em todo o mundo, tendo como consequência a adoção da Convenção sobre os Direitos da Infância pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo este documento, crianças e adolescentes devem ser reconhecidos como sujeitos de direitos e merecedores de proteção integral por parte do Estado, da sociedade e da família. No Brasil, a Convenção foi ratificada, inicialmente, pelo artigo 227 da Carta Constitucional de 1988, e, posteriormente, por uma legislação especializada, o Estatuto da Criança e do Adolescente. No que diz respeito aos adolescentes (entre 12 e 18 anos de idade) em conflito com a lei, o ECA instituiu que eles são penalmente inimputáveis aspecto a ser discutido adiante ficando submetidos às medidas socioeducativas: advertência, obrigação de reparar o dano, prestação de serviço comunitário (PSC), liberdade assistida (LA), semiliberdade, internação em estabelecimento educacional. Tais medidas possuem um duplo caráter, são, por um lado, punitivas, enquanto formas de responsabilização pelo ato infracional cometido, e, por outro, educativas, na medida em que devem possibilitar aos adolescentes uma formação para que eles superem a condição de exclusão. Em respeito à condição de seres em desenvolvimento e orientado pela lógica da proteção integral, o ECA determina, ainda, que os programas socioeducativos disponibilizem para os socioeducandos os serviços de saúde, alimentação, educação, profissionalização, lazer, assistência jurídica, segurança, atendimento psicossocial, além de assegurar-lhes a convivência familiar e comunitária.

20 Os Olhares sobre a Socioeducação No Brasil, há uma vasta literatura sobre socioeducação, principalmente, no campo da Psicologia. Os trabalhos nessa área exploram, por exemplo, as motivações subjacentes aos atos infracionais. Identificando a condição de vulnerabilidade, a exclusão social, a violência familiar, o abandono da escola, e o uso de drogas como potenciais fatores de risco para o envolvimento em infrações. (MULLER; et al., 2009) Outras pesquisas discorrem sobre a vivência dos adolescentes em unidades de internação. Segundo algumas dessas, os internos interpretam a vida institucionalizada como uma experiência negativa. Definindo a instituição como inferno, cadeia, lugar de morte e sofrimento. Para Ionara D. Estevam, Maria da Penha de L. Coutinho e Ludgleydson F. de Araújo (2009), tais avaliações podem ser compreendidas à luz das práticas de intervenção adotadas na instituição, e dos espaços físicos que não acompanharam a evolução da legislação sobre crianças e adolescentes ao longo do século XX (VOLPI, 2001 apud ESTEVAM, COUTINHO e ARAÚJO, 2009). A própria relação entre os adolescentes e os profissionais, que atuam nas instituições, é definida como um dos motivos, pelos quais, os primeiros definem a vida na instituição como negativa. Em artigo produzido, a partir de uma pesquisa realizada em três unidades de privação de liberdade na cidade de Recife (Pe), Daniel H. P. Espíndula e Maria de Fátima de S. Santos (2004) apresentam as representações sociais que orientam a relação dos Assistentes de Desenvolvimento Social (ADS) com os adolescentes internados, estas são de conteúdo negativo, definem os últimos como seres inferiores e irrecuperáveis. Segundo os autores, na medida em que são essas as representações, que estão na base do atendimento que é dirigido aos internos, seria preciso perguntar-se se a prática desses profissionais estaria em consonância com o que é determinado pelo ECA. No campo do Direito, existe, também, uma série de produções. Destacamos, por exemplo, o livro de Mario Volpi, O adolescente e o ato infracional, publicado em 1997, com uma edição recente de Trata-se de

21 21 um trabalho introdutório, dividido em duas partes. Na primeira, o autor procura discutir a instituição das medidas socioeducativas e os aspectos mais gerais relacionados as mesmas, a exemplo da adoção da expressão adolescente em conflito com a lei, em substituição a menor infrator. Conforme o autor, a primeira expressão situa a infração em um momento específico da trajetória do adolescente, já a segunda, toma o ato infracional como aquilo que define a subjetividade do indivíduo, devendo, por isso, ser descartada. Na segunda parte do trabalho, Volpi (2011) apresenta uma pesquisa quantitativa, realizada pelo Movimento Nacional de Meninos e Meninas de RUA, com o apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), sobre a situação dos adolescentes privados de liberdade no Brasil. Os trabalhos do campo do Direito sobre as medidas socioeducativas gravitam, geralmente, em torno da instituição do ECA e das medidas (eixo em que se situa o trabalho de Volpi (2011)), dos benefícios da justiça restaurativa, da imputabilidade penal versus redução da maioridade penal, e da violação de direitos dos adolescentes em cumprimento de medidas. Nas Ciências Sociais, a produção ainda é insuficiente. Durante nossa pesquisa bibliográfica, encontramos alguns artigos, a exemplo do trabalho em conjunto de Marcos César Alvarez, Ana Lúcia Pastore Schritzmeyer e Fernando Afonso Salla, intitulado Adolescentes em conflito com a lei: pastas e prontuários do Complexo do Tatuapé (São Paulo/ SP, ). Neste trabalho, publicado em 2010, os autores, que fazem parte do Núcleo de Estudos da Violência, da Universidade de São Paulo (USP), apresentam os resultados preliminares de uma análise das pastas e prontuários de adolescentes que passaram pela Fundação Casa (São Paulo). Com a desativação do Complexo de Tatuapé, formado por 17 unidades de internação, em abril de 2006, buscouse, a partir da análise do material, recuperar aspectos da dinâmica institucional, entre os anos de Os resultados presentes no trabalho referem-se à fase quantitativa de processamento e análise dos dados. O cruzamento, previsto no artigo, desses primeiros resultados com uma análise qualitativa das pastas e prontuários, permitirá, segundo os autores, uma melhor compreensão das trajetórias dos adolescentes que passaram pela instituição - o Complexo de Tatuapé.

22 22 Um segundo trabalho, pertencente as Ciências Sociais, foi o de Alessandra Teixeira e Fernando Salla, O lugar dos adolescentes no crime urbano em São Paulo, publicado em 2013, nos Anais do 37º Encontro da ANPOCS (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais). Conforme os autores, o objetivo do trabalho foi refletir o perfil da criminalidade juvenil e as mudanças sofridas por ele ao longo dos últimos anos. Para tanto, realizaram o levantamento de dados junto ao Poder Judiciário do Estado. Segundo Salla e Teixeira (2013), a fonte mais relevante foi a Justiça Especial da Infância e Juventude (JEIJ) da Capital de São Paulo. Os dados, aí recolhidos, dizem respeito ao tipo de infração cometida. Sobre isso os autores revelam; Para além das diferenças, os dados relativos aos crimes praticados por adolescentes revelam o roubo e o tráfico de drogas como as condutas mais representativas do engajamento de jovens no crime urbano no Estado, havendo a prevalência do roubo (Capital), ora do tráfico de drogas (no interior). Mais do que opções por carreiras criminais determinadas, estudos têm apontado que os jovens inclinam-se ao trânsito entre o articulado tráfico de drogas e o avulso roubo, recusando via de regra, um percurso único no mundo do crime. (TEIXEIRA, 2012 apud SALLA; TEIXEIRA, 2013, p. 3) Entre as outras fontes utilizadas, estão os dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP/SP), que indicaram um aumento significativo da apreensão de adolescentes entre os anos de 2002 e Na Bahia, em termos de Ciências de Sociais, identificamos a dissertação de Jalusa Silva de Arruda, de 2011, Para ver as meninas : um estudo sobre as adolescentes em cumprimento de Medida Socioeducativa de Internação na Case/Salvador. Uma das poucas produções mais extensas no referido campo, se não for a primeira. Em seu trabalho, Arruda (2011) procurou analisar, a partir dos estudos de gênero e de metodologias de cunho qualitativo, aspectos da vida das meninas na execução da medida de internação na Comunidade de Atendimento Socioeducativo de Salvador/Ba (CASE/Salvador). Conforme a autora, o objetivo

23 23 mais geral do seu trabalho desdobrava-se na identificação do perfil das adolescentes e da percepção dessas sobre a execução da medida de internação, e na descrição do funcionamento da CASE/Salvador no tocante à execução da medida socioeducativa de internação às adolescentes (ARRUDA, 2011, p. 26), ou seja, na apresentação das especificidades implicadas no atendimento de um público feminino. Em seu estudo, Arruda (2011) conclui que as meninas são oriundas de classes menos favorecidas, negras, de baixa escolaridade e reincidentes. Sobre a internação, as mesmas identificam a medida pelo seu caráter punitivo e como um meio de proteção temporária. 2.0 Um Problema de Pesquisa A existência de poucas produções sobre a socioeducação nas Ciências Sociais, e o fato de termos construindo um diálogo com as instituições e com os funcionários que atuavam no sistema socioeducativo baiano foram determinantes para que empreendêssemos uma pesquisa sobre a temática. A princípio, desejávamos identificar os elementos constitutivos da identidade de interno em uma Comunidade de Atendimento Socioeducativo. No entanto, o contato com a literatura existente fez com alterássemos nossos planos de pesquisa, e passamos a perseguir outros aspectos. Especificamente, nos interessamos pelas práticas punitivas (e assistencialistas) que antecederam o sistema socioeducativo, o processo de construção desse e os desafios vividos por ele, a partir da observação de uma das instituições socioeducativas que aplicam a medida de internação na Bahia, a Comunidade de Atendimento Socioeducativo de Salvador ou CASE Salvador. De maneira geral, nosso objetivo é analisar o tratamento que o Estado vem dispensado ao público infantojuvenil envolvido em práticas ilícitas. Com foco no sistema Socioeducativo do Brasil. Sustentamos, ainda, a hipótese de que o sistema socioeducativo, embora proponha uma nova lógica, é permeado por aspectos do modelo correcionalrepressivo.

24 Aspectos Metodológicos Para o desenvolvimento desta hipótese, o trabalho encontra-se dividido em duas partes: uma sócio-histórica e a outra sobre o momento atual. Para a elaboração da primeira, desenvolvemos uma pesquisa bibliográfica sobre os períodos que antecederam a instituição do sistema socioeducativo. Como elemento complementar à pesquisa bibliográfica, utilizamos material audiovisual uma palestra 1 do educador Antônio Carlos Gomes da Costa 2. A segunda parte do trabalho está voltada para o momento atual. Nesta, analisamos o processo de construção do sistema socioeducativo (os elementos envolvidos, os atores sociais, etc.) e os desafios e retrocessos presentes nesse, a partir da observação de uma das instituições socioeducativas baianas. Considerando-se as dimensões do estado da Bahia e as várias instituições que prestam trabalhos socioeducativos (as unidades de internação, as semiliberdades, os CREAS, responsáveis pelas medidas de meio-aberto), optamos pela análise apenas de uma delas, a Comunidade de Atendimento Socioeducativo de Salvador, órgão vinculado à Fundação da Criança e do Adolescente (FUNDAC), responsável pela aplicação da internação provisória 3 e da medida socioeducativa de internação a adolescentes de ambos os sexos. Os métodos utilizados para a concreção desta segunda parte do trabalho incluem: observação, entrevistas semi-estruturadas e uma pesquisa documental. A observação, segundo Julieta Lemgruber (1999), é definida como um processo em que o pesquisador estabelecerá uma relação face a face com os observados e, ao participar da vida deles em seu cenário natural, colhe dados. 1 A palestra realizada, em 2010, marcou o início do Curso de Formação de Operadores do Sistema de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente em Conflito com a Lei na Bahia. O material audiovisual encontra-se disponível nos arquivos do Centro de Recursos Humanos (CRH) da Universidade Federal da Bahia (UFBA). 2 Antônio Carlos Gomes da Costa foi pedagogo, consultor da Organização Internacional do Trabalho (OIT), do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), de órgãos governamentais, e organizações do terceiro setor e do mundo empresarial. Além disso, foi um dos redatores do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). 3 A internação provisória é aplicada a alguns dos adolescentes que estão aguardando o julgamento do seu processo, essa tem o prazo máximo de 45 dias.

25 25 É este envolvimento, que afeta o pesquisador, que tornaria acessíveis e compreensíveis certos aspectos da vida desse outro. Citando Malinowski, que é identificado, por alguns, como um dos primeiros antropólogos a utilizarem o método da observação participante (HAGUETTE, 1992, p. 66), Lemgruber (1999) nos revela as possibilidades que a observação pode trazer para pesquisas de caráter qualitativo. Há uma série de fenômenos de grande importância que não podem ser registrados através de perguntas, ou em documentos quantitativos, mas que devem ser observados em sua plena realidade. Denominemolos os imponderáveis da vida (grifo nosso). Entre eles se incluem coisas como a rotina de um dia de trabalho, os detalhes do cuidado com o corpo, da maneira de comer e preparar as refeições; o tom das conversas e da vida social ao redor das casas da aldeia; a existência de grandes amizades e hostilidades e de simpatias e antipatias passageiras entre as pessoas; a maneira sutil, mas inquestionável, em que as vaidades e ambições pessoais se refletem no comportamento de indivíduos e nas reações emocionais dos que o rodeiam. Todos estes fatos podem e devem ser cientificamente formulados e registrados. (grifo nosso) (MALINOWSKI apud LEMGRUBER, 1999, p. 12) Em nosso campo a observação foi realizada, a partir de algumas visitas feitas a CASE Salvador, entre os anos de 2010 e 2013, durante as mesmas, procuramos entender a forma como a unidade encontra-se organizada, as funções desempenhadas pelos diferentes setores, além do próprio cotidiano da instituição. As entrevistas foram feitas com base em um roteiro semi-estruturado (ver anexo, p.120), o que permitiu que incluíssemos outras perguntas, ao longo das entrevistas. Essas foram realizadas apenas com funcionários da referida instituição. No total, obtivemos 8 entrevistas. Três delas foram feitas manualmente, pelo fato de nos encontrarmos dentro da ala onde ficam os adolescentes, e não ser permitida a gravação, já que essa seria feita com o aparelho celular. As outras seis entrevistas puderam ser gravadas, sendo realizadas na área inicial da instituição, local onde concentram-se as salas de cada setor. As entrevistas foram facilitadas pelo fato de já conhecermos alguns dos funcionários, em virtude da nossa atuação no curso de Operadores do Sistema

26 26 de Atendimento Socioeducativo, e pela existência de um informante-chave, que nos apresentou outros funcionários que concordaram em contribuir com a pesquisa. Quadro 1 Informantes Setor/Função Tempo de atuação no sistema socioeducativo Pedro Ala administrativa 15 anos João Ala de segurança 04 anos José Professor de educação física 11 anos Fernanda Enfermeira 17 anos Joana Enfermeira Sem informação Jair Professor de dança 07 anos Cristiano Ala administrativa 14 anos Patrícia Guarda-volumes 15 anos Como meio de preservar a identidade dos informantes, modificamos os seus nomes e, em alguns dos casos, não identificamos a função, apenas o setor a que estão vinculados. Optamos por utilizar o termo informantes e não entrevistados, porque os funcionários não cederam informações apenas sobre si, sobre sua atuação, mas também, sobre outras pessoas (funcionários e internos). (HAGUETE, 1992)

27 27 Analisando-se a trajetória destes funcionários, observamos que José, Jair e Patrícia, antes das atuais funções, desempenharam outras atividades na unidade. José atuou, inicialmente, como monitor/orientador, nomenclaturas que eram atribuídas aos atuais socioeducadores; Jair, antes de atuar como professor de dança (Hip Hop), exerceu o cargo de monitor; Patrícia, antes de ser responsável por guardar os pertences dos funcionários e visitantes, atuava na área pedagógica da unidade. Além da circulação intrainstitucional, a análise das trajetórias revelou que há uma circulação interinstitucional, uma vez que alguns dos informantes já trabalharam em outras instituições do sistema socioeducativo. Durante 12 anos, João atuou na Comunidade de Atendimento Socioeducativa do CIA ou CASE CIA, localizada no município de Simões Filho (Ba). Nessa unidade, trabalhou, também, por 04 anos, o professor de esportes, José. Estas entrevistas se constituíram nos instrumentos mais importantes de todo o trabalho de pesquisa, corroborando a importância da validação empírica como elemento constitutivo do método em Ciências Sociais. Em virtude do tempo de atuação dos funcionários, da circulação de alguns desses dentro da instituição e da vivência em outras unidades socioeducativas, as informações eram sempre ricas. Por outro lado, tais instrumentos metodológicos foram os que mais apresentaram problemas, exemplos: 1ª A utilização de um discurso institucional; Um dos funcionários tentou, ao longo da entrevista, sustentar o discurso da instituição, o mesmo faz parte da ala administrativa e ocupa uma posição elevada neste setor, o que pode justificar a sua postura durante a entrevista. 2ª Receio de possíveis retaliações e do pesquisador Um segundo funcionário, Jair, evitava responder perguntas sobre o funcionamento da instituição, sobre o seu posicionamento frente a unidade, respondendo constantemente é difícil de falar quando se está fora, ou seja, quando não se pertence a administração.

28 28 Segundo Teresa Maria Frota Haguete (1992), tal postura é comum entre informantes que fazem parte de organizações como comunidades, sindicatos etc. percebem a entrevista como uma armadilha para fazê-los falar sobre coisas ou pessoas, o que pode comprometê-los. (HAGUETE, 1992, p. 91) Além disso, havia uma preocupação com a própria figura do pesquisador, um receio sobre as informações prestadas, se essas estavam de acordo ao que era solicitado. [...] os pesquisadores, na maioria vinculados a universidades, são muitas vezes percebidos como indivíduos sofisticados e de alta educação, o que pode criar uma reação de defesa por parte dos entrevistados. Dependendo do tipo de percepção, os entrevistados podem recorrer a mecanismos de defesa, tais como: desvio no direcionamento da entrevista, esquecimento protetivo, ou mesmo preparando-se de antemão para a entrevista através de informações colhidas junto a outros entrevistados anteriormente. (HAGUETE, 1992, p. 91) Complementando o trabalho de campo, as observações e entrevistas, realizamos pesquisas em jornais impressos e digitais, nos bancos de dados dos órgãos do sistema socioeducativo baiano, e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Além dessas pesquisas, buscamos, junto a coordenação do Curso de Formação de Operadores do Sistema de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente em Conflito com a Lei na Bahia, as avaliações dos funcionários do sistema socioeducativo baiano que participaram dessa atividade. Nestas, eles relatavam suas atividades, as dificuldades enfrentadas no cotidiano institucional, além dos progressos das suas unidades. Um último recurso utilizado foi o acompanhamento e gravação de debates, palestras acerca da socioeducação, realizadas durante os anos de Organização dos Capítulos Como dito anteriormente, o trabalho está organizado em duas partes, a primeira, formada pelos capítulos um e dois, tem um caráter sócio-histórico, já a

29 29 segunda, constituída pelos capítulos três e quatro, procura dar conta do período atual. O capítulo I, Da colônia à república: uma análise sobre as práticas punitivas e o problema da menoridade, discorre sobre as punições legais (e privadas) adotadas na Colônia, no Império, e no começo da República. No decorrer desse, procuramos situar como as pessoas menores de idade foram inseridas no campo das práticas punitivas, ao longo desses períodos. O capítulo II, Crianças Ladronas e Abandonadas, Menores Infratores e Desassistidos: as práticas de controle, repressão e assistência no século XX ( ), analisa a construção, na segunda década do século XX, de um aparato jurídico-legal especializado nos menores de idade, o funcionamento desse e as mudanças que sofreu nos anos seguintes. Como pretendíamos dar conta tanto de uma perspectiva macro, a nível de Brasil, quanto uma micro, procuramos, neste capítulo, sinalizar como se deu a construção e evolução dessa estrutura jurídica-legal na Bahia. O capítulo III - A Revitalização do Social e a Criação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA): avanços, retrocessos e violações, discorre sobre o processo de criação do ECA, os avanços trazidos pela nova legislação, e as medidas especiais adotadas nos casos de envolvimento de crianças e adolescente em práticas delituosas. Além disso, apresenta as instituições responsáveis pela aplicação das medidas socioeducativas na Bahia e alguns exemplos das dificuldades e violações de direitos presentes no atendimento do sistema socioeducativo baiano. O capítulo IV, Visitando a CASE Salvador: um olhar sobre o atendimento socioeducativo na Bahia, discute o sistema socioeducativo, a partir da experiência da Comunidade de Atendimento Socioeducativo de Salvador (Ba) ou CASE Salvador, unidade responsável pela aplicação da medida socioeducativa de internação e pela internação provisória a adolescentes de ambos os sexos. Neste capítulo, analisamos o ideal socioeducativo e os limites para sua realização em uma unidade de internação, as condições da CASE Salvador, a organização da unidade (seus setores), o perfil dos adolescentes e as consequências do internamento para os mesmos.

30 30 Capitulo I Da Colônia à República: uma análise sobre as práticas punitivas e o problema da menoridade Na segunda década do século XX, constitui-se, no Brasil, um aparato jurídico-legal para as crianças/menores de idade, como resultado da atuação de intelectuais que buscavam solucionar problemas relacionados àquele grupo, tais como a delinquência. Da solução desses, dependia o futuro da nação, assim defendiam médicos, juristas, jornalistas e também políticos. É preciso esclarecer que, ao dizermos que o aparato era voltado para as crianças, não estamos excluindo os adolescentes. Na verdade, os que, hoje, são assim classificados, durante muito tempo, foram identificados como infantes. No início do século XX, a adolescência (fase intermediária da vida) ainda estava em vias de consolidação, de reconhecimento social, a própria expressão, derivada do verbo latino adolescere (ad= para e olecere= crescer) era muito recente, havia surgido nos Estados Unidos. (CHAGAS, 2003 apud GÓES, 2006, p. 21) Segundo alguns autores (ex: RZZINI, 2009), que utilizaram como fontes de pesquisa, documentos jurídicos, das primeiras décadas do século passado, raras foram as vezes em que encontraram o termo adolescência sendo citado. A referência era, sobretudo, a infância, e nela estavam incluídos os que conhecemos por adolescentes. Obviamente, com o passar do tempo, a adolescência e as características a ela relacionadas, passaram a influir na organização do Direito e do sistema de justiça. Em acordo com a história, iremos utilizar, pelos menos a princípio, o termo criança, como expressão geral, que inclui os adolescentes. Antes do surgimento do aparato especializado, crianças, autoras de ilícitos penais, eram submetidas a mesma estrutura jurídica-legal destinada aos adultos. A menoridade, todavia, já funcionava como atenuante 4. Assim, na colônia, por exemplo, a pena capital não era aplicada as crianças; e no império, quando a privação de liberdade começou a ganhar espaço no campo das 4 Segundo Irene Rizzini, a menoridade constituía-se como atenuante, desde as origens do Direito Romano. (RIZZINI, 2009)

31 31 práticas punitivas, elas ficavam encarceradas, assim como os adultos, mas por períodos mais curtos de tempo. O fato da menoridade funcionar como atenuante indica que havia, entre os legisladores e a sociedade, de modo geral, a compreensão de que as crianças compunham um grupo distinto dos adultos, ao qual não cabia o mesmo rigor punitivo. As diferenças, que os separavam, não parecem, contudo, terem sido tão profundas, o que justificaria a inexistência, por um longo período de tempo, de um campo de justiça específico. Conforme David Garland, la diferencia entre adulto y ninõ se entendía de manera muy diferente, implicaba menos distancia psicológica y se centraba en torno de una etapa mucho más temprana de desarrollo del individuo 5 (GARLAND, 1999, p. 236) Entre os séculos XIX e XX, a percepção moderna da infância (e, mais tarde, da adolescência) conduziu a criação de um campo específico do direito e da justiça. Esse novo olhar, sobre as crianças, identificava-as como membros de uma fase particular da vida, bem distinta da fase adulta. Conforme Garland (1999) e outros autores, o processo de especialização do direito e da justiça teria começado nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha, a partir de meados século XIX. Para los defensores de los niños en Estados Unidos y Gran Bretaña, desde mediados del siglo XIX hastas postrimerías, la condena y el encarcelamiento de jóvenes y adultos en un mismo sitio resultaba escandaloso, porque contravenía sus nociones culturales de la niñez y la de sus contemporâneos. Representaba una verguenza, una contradiccion flagrante entre la ley y la cultura que fue objeto de campañas de reforma y que acabó por resolverse legislativamente con el estabelecimiento de reformatórios especiales, tribunales para menores y métodos orientado al bienestar de los delincuentes jóvenes. 6 (GARLAND, 1999, p ) 5 [...] a diferença entre o adulto e a criança era entendida de maneira muito diferente, implicava menos distância psicológica e se centrava em torno de uma etapa muito mais próxima de desenvolvimento do indivíduo. (GARLAND, 1999, p. 236) 6 Para os defensores das crianças nos Estados Unidos e Grã-Bretanha, desde meados do século XIX até seus últimos anos, a condenação e o encarceramento de jovens e adultos em um mesmo lugar eram práticas escandalosas, porque contradiziam as suas noções culturais de infância e a de seus contemporâneos. Representava uma vergonha, uma contradição flagrante entre a lei e a cultura, sendo objeto de campanhas e reformas que acabaram por resolver-se legislativamente com o estabelecimento de reformatórios especiais, tribunais para menores e métodos orientados para o bem-estar dos delinquentes juvenis. (GARLAND, 1999, p )

32 32 Como nossa pesquisa, além de um caráter sociológico, tem um fundo histórico, iremos analisar, nesse primeiro capítulo, as formações jurídica-legais brasileiras que foram comuns a crianças e adultos. Para, nos capítulos seguintes, nos dedicarmos à especialização do direito e da justiça, ao seu desenvolvimento posterior e seu momento atual. Nessa fase, focalizaremos, com especial interesse, as práticas punitivas legais (iremos fazer referência também à práticas privadas) que foram adotadas ao longo da história brasileira. 1.1 O Período Colonial e a Intimidação pelo Terror Durante o período colonial, o Brasil possuía uma estrutura econômicosocial calcada na agricultura exportadora e na mão-de-obra escrava. Em matéria de Direito, vigoravam as Ordenações do Reino, compilações jurídicas, organizadas pelos monarcas da época (séculos XV, XVI e XVII), com o intuito de reunir em um só corpo legislativo as diversas leis [...] e outras fontes de direito [...] (ANDRÉ, s.d., s.p.) As Ordenações Afonsinas (1446) e Manuelinas (1521) tiveram uma curta duração, já as Filipinas (1603) continuaram a vigorar, mesmo depois da Proclamação da Independência, e foram sendo revogadas aos poucos. Às Câmaras Municipais cabia o papel de zelar pela vontade do Rei, expressa nas Ordenações. Para exercitar tal papel, elas desempenhavam uma série de funções administrativas, reguladoras, deliberativas, fiscalizadoras e punitivas. Segundo Anderson Moraes de Castro e Silva, tais atividades eram, na prática, pouco exequíveis para além dos centros administrativos, localizados nas vilas. (SILVA, 2011, p. 21) As condutas classificadas como crimes, pelas Ordenações, coincidiam, segundo Silva (2011), com os comportamentos considerados pecaminosos pela Igreja. Tal homologia, de acordo o mesmo autor, deveria ser encarada como uma das formas de expressão jurídica da superposição dos poderes secular e religioso.

33 33 A apenação, segundo o Capítulo V das Ordenações Filipinas, iniciava-se aos sete anos de idade 7. Até os dezessete, os menores estavam livres da pena de morte, entre essa idade e os vinte um anos, eles deveriam ser submetidos ao sistema de jovem adulto. Neste havia a possibilidade de condenação a pena capital, ou, a depender das circunstâncias, a redução da pena. (ARRUDA, 2011; SARAIVA, 2009) De acordo com Irene Rizzini (2009), apesar da menoridade ter atuado como um atenuante, as crianças foram severamente punidas, no decorrer do período colonial. O objetivo das penas, na opinião de Antônio Luiz Paixão (1987 apud SILVA, 2011), era o de intimidar pelo terror, motivo, pelo qual, as penas cruéis (inclusive a morte 8 ) estariam associadas à uma série de títulos da lei. Entretanto, este objetivo, para outros autores, seria apenas o mais evidente. Muito mais do que a intimidação pelo terror, a rigidez punitiva visava a legitimação do sistema de dominação. (SILVA, 2011) Dito de outra maneira, a previsão das penas cruéis, em vários títulos, expressava a função política que elas desempenhavam e que transcendia o eixo punitivo-intimidador. A manutenção do sistema de dominação era o resultado positivo das práticas punitivas que não se limitavam a castigar ou intimidar pelo terror. Como afirmou Michael Foucault, as medidas punitivas não são simplesmente mecanismos negativos que permitem reprimir, impedir, excluir, suprimir; [...] elas estão ligadas a toda uma série de efeitos positivos e úteis que elas têm por encargo sustentar [...] (FOUCAULT, 1987, p. 27) O encarceramento, no período colonial, não se configurava como uma forma de pena. Existiam cadeias, mas estas eram utilizadas apenas como espaços de custódia 9, nos quais, os presos ficavam à disposição da justiça, aguardando o término do julgamento ou a execução da punição. (AGUIRRE, 2009) 7 Os menores com idade inferior a sete anos eram considerados incapazes, tal como na velha tradição do Direito Romano, seus atos eram equiparados aos dos animais. (MÉNDEZ, 2006) 8 A pena de morte poderia ser executada de várias formas e estar associada a outros rituais. Ex: morte na forca para sempre (o cadáver era deixado até apodrecer), morte atroz (com circunstâncias que agravam a morte, mas não o sofrimento: confisco de bens, queima ou esquartejamento do cadáver). 9 Em algumas Câmaras Municipais, existiam enxovias, celas coletivas subterrâneas, onde os acusados ficavam aguardando o julgamento e a execução da pena. (AGUIRRE, 2009; SILVA, 2011)

34 34 [...] as cadeias não eram instituições demasiadamente importantes dentro dos esquemas punitivos implementados pelas autoridades coloniais. Na maioria dos casos, tratava-se de meros lugares de detenção para suspeitos que estavam sendo julgados ou para delinquentes já condenados que aguardavam a execução da sentença. Os mecanismos coloniais de castigo e controle social não incluíam as prisões como um de seus principais elementos. [...] Localizadas em lugares fétidos e inseguros, a maioria das cadeias coloniais não mantinha sequer um registro dos detentos, das datas de entrada e saída, da categoria dos delitos e sentenças. [...] o encarceramento de delinquentes durante o período colonial foi uma prática social [...] destinada simplesmente a armazenar detentos, sem que se tenha implementado um regime punitivo institucional que buscasse a reforma dos delinquentes. (AGUIRRE, 2009, p.38-39) Na aplicação das penas, levava-se em conta o fato das pessoas serem formalmente desiguais. A sociedade colonial era organizada hierarquicamente e isso implicava em tratamentos distintos para cada categoria social. Os infratores de posições elevadas eram imunes a penas corporais, sendo castigados, em geral, com penas leves, já os de categoria social inferior eram submetidos a penas pesadas e humilhantes. A posição social ocupada influía, na verdade, desde o início do processo judicial, na medida em que um crime poderia não ser avaliado como tal, a depender de quem o tivesse cometido. (SILVA, 2011) [...] a noção de crime implicava a ruptura das normas reais e dos princípios cristãos, entretanto, ressaltamos que essa conduta tenderia a ser interpretada de modo tão mais ofensivo quanto menor fosse a categoria social do infrator. Enfim, no direito pré-moderno, a conduta inimiga que desafiava o poder soberano sujeitava o seu autor a punições cruéis que se intensificariam na proporção da desqualificação social do criminoso e que se atenuariam segundo as qualidades do infrator. (SILVA, 2011, p.25) Punições Privadas na Colônia As punições previstas pelas Ordenações conviviam com práticas coercitivas privadas, a exemplo das utilizadas na dominação dos cativos fossem esses gentios ou africanos. Como dito anteriormente, as funções das Câmaras Municipais, inclusive as punitivas, eram pouco exequíveis fora das vilas. Para além dessas, o senhor de terras era a lei. Em seus domínios, cabia a

35 35 ele organizar sua força de segurança e seus esquemas corretivos, assim, os grandes latifúndios mantiveram milícias privadas. Além de poder castigar os cativos privadamente, os senhores poderiam encaminhá-los para as Câmaras para esse fim, o que dava a eles um duplo poder punitivo. (SILVA, 2011) As medidas punitivas privadas, tais como as previstas pelas Ordenações, visavam castigar, intimidar, mas, sobretudo, permitir a manutenção do sistema de dominação vigente. Além dos objetivos comuns, elas compartilhavam de um mesmo espaço de atuação, o corpo, objeto tangível, sobre o qual se aplicavam uma boa parte das punições. Os castigos físicos parecem mesmo ter feito parte do ethos da sociedade colonial. Esses não foram empregados apenas pelo poder colonial e pelos senhores de terras, mais também, como esclarece Mary Del Priori (1999), foram utilizados pelo patriarca, no espaço privado da casa. No ambiente familiar, os castigos físicos eram práticas habituais, sendo administrados na educação dos filhos. As disciplinas, os bolos e beliscões revezavam-se com as risadas e mimos. (DEL PRIORI, 1999, p. 98) O castigo físico em crianças não era nenhuma novidade no cotidiano colonial. Introduzido, no século XVI, pelos padres jesuítas, para horror dos indígenas que desconheciam o ato de bater em crianças, a correção era vista como uma forma de amor. O muito amor devia ser repudiado. Fazia mal aos filhos. [...] O amor de pai devia inspirar-se naquele divino no qual Deus ensinava que amar é castigar e dar trabalhos nesta vida. Vícios e pecados, mesmo cometidos por pequeninos, deviam ser combatidos com açoites e castigos. (DEL PRIORI, 1999, p. 97) Na segunda metade do século XVIII, com o estabelecimento das chamadas Aulas Régias, a palmatória passou a ser utilizada pelos professores como instrumento no processo educativo. (DEL PRIORI, 1999) 1.2 A Independência e a Emergência de Práticas Punitivas Modernas

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