UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA UNEB DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA HUMANAS CAMPUS V Programa de Pós-Graduação em História Regional e Local

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1 UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA UNEB DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA HUMANAS CAMPUS V Programa de Pós-Graduação em História Regional e Local REJANE CRISTINE SANTANA CUNHA SANTO ANTÔNIO DE JESUS BA NOVEMBRO 2010

2 REJANE CRISTINE SANTANA CUNHA O FOGO DE 51 REMINISCÊNCIAS PATAXÓ Dissertação apresentada ao Programa de Pós- Graduação em História Regional e Local, Departamento de Ciências Humanas DCH Campus V, Universidade do Estado da Bahia, como requisito parcial para obtenção do grau de Mestre. Área de Concentração: História Regional e Local Orientadora: Prof. Dra. Suzana Maria de Sousa Santos Severs SANTO ANTÔNIO DE JESUS BA NOVEMBRO 2010

3 C972 Cunha, Rejane Cristine Santana. O fogo de 51: reminiscências Pataxó. / Rejane Cristine Santana Cunha f.: il Orientadora: Profa. Dra. Suzana Souza Santos Severs. Dissertação (mestrado) - Universidade do Estado da Bahia, Programa de Pósgraduação em História Regional e Local, História da Bahia. 2. Barra Velha - Bahia. 3. Índios Pataxó História. I. Severs, Suzana Souza Santos. II. Universidade do Estado da Bahia, Programa de Pós-graduação em História Regional e Local. CDD: Elaboração: Biblioteca Campus V/ UNEB Bibliotecária: Juliana Braga CRB-5/1396.

4 REJANE CRISTINE SANTANA CUNHA O FOGO DE 51 REMINISCÊNCIAS PATAXÓ Dissertação para obtenção do grau de Mestra em História. Santo Antonio de Jesus/BA, / de Banca examinadora: Professora Doutora Suzana Maria de Sousa Santos Severs Orientadora Professora Doutora Maria Hilda Baqueiro Paraíso Examinadora Professora Doutora Carmélia Aparecida Silva Miranda Examinadora

5 Aos meus pais, João Borges de Santana (in memorian) e Celina Carneiro Santana que acreditaram, investiram e me fizeram gente.

6 AGRADECIMENTOS O fruto deste trabalho só foi possível pelas intervenções e contribuições de todos que expressam por mim carinho, e foram fortes aliados em todo processo de construção. Saibam que divido com vocês esse momento de vitória. Em primeiro lugar agradeço a minha família pelo auxílio nas inúmeras vezes que precisei e, principalmente, pela compreensão em minhas constantes ausências. Dedel, meu marido, que também participou das viagens de campo me auxiliando nas entrevistas e nas aproximações com a comunidade de Barra Velha. Meus filhos Ruann, Arthur, e Rachel minha companheira inseparável, que me apoiaram desde os primeiros passos dessa jornada. A Gui, meu Polinhos, com quem compartilho momentos ímpares de felicidade. À Leive, minha nora, pelo suporte na configuração do texto, tenha certeza de que sem a sua ajuda a visualização deste trabalho não se concluiria com este resultado. À minha mãe, Celina, sempre solícita em todos os momentos, minhas irmãs Juçara, Débora e Jaqueline pelas sábias palavras de motivação. À vovó pelo acolhimento e admiração. À Aline, minha sobrinha, pela árdua tarefa na transcrição das entrevistas, todos os demais parentes e agregados pela energia positiva intercedidas por mim. À Lulie, minha gata, sempre presente nas inúmeras madrugadas de estudo. Não poderia deixar de agradecer a minha orientadora profª Suzana Severs que acreditou em minha pesquisa e manteve-se presente até o final deste trabalho; alertando-me, corrigindo-me e contribuindo de forma significativa para o resultado final dessa produção. Às integrantes da banca examinadora, profª Mª Hilda B. Paraíso por sua generosa contribuição, pelas relevantes críticas e correções que provocaram um redimensionamento para esta pesquisa. Profª Carmélia Aparecida S. Miranda pela disponibilidade e acolhimento para avaliação desse trabalho.

7 Aos companheiros na coleta das fontes orais: Nalinho, sem a sua valiosa contribuição não teria conquistado a confiança da Aldeia; Claudia pelo apoio técnico e moral nesses dias de fantásticas descobertas. Aos professores do Programa de Pós-Graduação em História Regional e Local, em especial, Raimundo Nonato, Ely Estrela, Mª das Graças, Carlos Zacarias, pelos acréscimos obtidos em meio às reflexões, empréstimos bibliográficos durante o processo de curso. Vocês ficarão na minha história. Aos amigos com quem socializei minhas angústias e momentos dessa pesquisa: Mª Fulgência, Dircéa Vânia, Dalila, Jurema, Cinira, Patel, Wanderson. Sou eternamente grata ao apoio de cada um de vocês. Às secretárias deste Programa de Mestrado, pelos eficientes serviços prestados e também as constantes lembranças nos cumprimento de datas, Ane Nunes, Consuello Silva e Vilma Braga, as meninas super-poderosas! Aos pesquisadores da ANAI, em especial Sara Miranda, pelo precioso material bibliográfico concedido, pela atenção e paciência. Serei eternamente grata. Aos queridos parentes Pataxó das comunidades de Barra Velha e Coroa Vermelha, não citarei nomes para não cair no esquecimento de alguém, saibam que vocês foram a fonte mais preciosa para a construção desta dissertação. Sinto-me honrada por, humildemente, compartilhar uma parte dessa história vivida por vocês. A vocês a inspiração dessa trajetória acadêmica.

8 antes de eu nascer de meu pai nascer de nascer o pai de meu pai e o pai do pai do pai do pai de meu pai o branco vem roubando a terra do índio. tomara que o filho dele aceite a minha amizade e o filho do filho do filho do filho do filho do filho do filho dele tenha uma História melhor pra contar. Ulisses Tavares, Viva a poesia. São Paulo, Saraiva, 1997.

9 RESUMO O Fogo de 51 reminiscências Pataxó é fruto de um trabalho de campo que aborda o conflito armado entre índios e autoridades governamentais em consequência da criação do Parque Nacional do Monte Pascoal, no extremo sul baiano. Esse episódio ocorreu em 1951, e foi ofuscado pela memória oficial, mas encontra-se vivo nos arquivos mnemônicos da comunidade indígena Pataxó de Barra Velha, Porto Seguro/BA. Numa perspectiva de estudar a memória coletiva dessa comunidade, esta dissertação utiliza-se da metodologia de história oral, visando apresentar o cotidiano dessa comunidade em estudo; bem como o relato de sua indianidade, recontado e reinterpretado pelos seus integrantes. A luta desses índios pela permanência em suas terras e pelo valor histórico e simbólico que o Monte Pascoal teria para esta comunidade, os mobilizou a atos de sublevação, ao mesmo tempo em que provocou a consciência da sua identidade. O Fogo de 51 marcou a trajetória de vidas de índios Pataxó provocando a dispersão do grupo e a criação de novas aldeias nas proximidades de Barra Velha. Despertou o sentimento de pertença fazendo com que os índios que se encontravam dispersos se reagrupassem reconhecendo a Aldeia Barra Velha como a aldeia-mãe, pois nela encontrava-se a tradição cultural Pataxó. Nessas memórias subterrâneas evidenciamos a voz do índio e sua representação, o que provoca um abalo às estruturas e/ou desconstrói a versão oficializada pela sociedade envolvente. Palavras-chave: comunidade Pataxó, conflitos interétnicos, identidade, representação.

10 RESUMÉ "Le feu de 51 - réminiscences Pataxó" est le résultat du travail de terrain qui porte le conflit armé entre les Indiens et les représentants du gouvernement en raison de la création du Parc national de Monte Pascoal, dans l'extrême sud de Bahia. Cet épisode s'est produit en 1951 et a été éclipsé par la mémoire officielle, mais rester en vie dans les archives de mnémoniques Pataxó communauté de Barra Velha, Porto Seguro/BA. Perspective de l'étude de la mémoire collective de cette communauté, cette thèse utilise la méthodologie de l'histoire orale afin de présenter la vie quotidienne de cette communauté à l'étude, et le compte de son indianité, racontée et réinterprétés par ses membres. La lutte des Indiens pour leurs terres et de rester dans la valeur historique et symbolique que le Monte Pascoal aurait pour cette communauté, a mobilisé les actes de l'insurrection, tout en causant prise de conscience de votre identité. "Le feu de 51" a marqué la trajectoire de la vie des Indiens Pataxós provoquant la dispersion du groupe et la création de nouveaux villages à proximité de Old Bar. Il a suscité un sentiment d'appartenance de telle sorte que les Indiens qui ont été dispersés de se regrouper en reconnaissant le village comme la vieille mère du village Bar, car il était le Pataxó tradition culturelle. Dans ces mémoires, nous avons noté la voix souterraine de l'indien et sa représentation, ce qui provoque une commotion structures et / ou déconstruit la version officielle de la société environnante. Mots-clés : Pataxó communauté, interétnicos conflit, l idenité et la représentation.

11 LISTA DE ILUSTRAÇÕES FIGURA 1: Sala de aula de uma Escola Indígena Pataxó. FIGURA 2: Igreja Nossa Senhora da Conceição. FIGURA 3: Mapa da região em que foi localizado o Parque Monumental Nacional de Monte Pascoal a que se refere o Decreto Lei nº 179 de 19 de Abril de FIGURA 4: Crianças Pataxó em Aula de Recreação. FIGURA 5: Sr. Luís, ex-capitão da Aldeia Barra Velha, Porto Seguro/BA. FIGURA 6: Nytinawã, filha de D. Ana Pataxó, Reserva da Jaqueira, Porto Seguro/BA. FIGURA 7: Dona Ana Pataxó. Reserva da Jaqueira, Porto Seguro/BA. FIGURA 8: Turirim, ex-cacique da Aldeia Barra Velha, Porto Seguro/BA. FIGURA 9: Elisângela, neta de Josefa Ferreira. Aldeia Barra Velha, Porto Seguro/BA. FIGURA 10: Aldeia Barra Velha. FIGURA 11: Os Pataxó ocupam a periferia da cena e ao lado do altar à direita está uma criança. Porto Seguro/BA. FIGURA 12: Família Pataxó à espera de alimentos. Jornal da Bahia, Salvador/BA, 12 de Julho de FIGURA 13: Comunidade Indígena Pataxó Celebração de casamento cultural, Reserva da Jaqueira Porto Seguro/BA.

12 LISTA DE ABREVIATURAS APEB - Arquivo Público do Estado da Bahia ANAI - Associação Nacional de Ação Indigenista CIMI - Conselho Missionário Indigenista CEDOC - Centro de Documentação e Memória Regional ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio FUNAI - Fundação Nacional do Índio IBDF - Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal ONGS - Organização Não Governamentais ONT - Organização Nacional do Trabalho PCB - Partido Comunista Brasileiro PI - Posto Indígena PINEB - Programa de Pesquisa sobre os Povos Indígenas do Nordeste Brasileiro PPPIN - Programa de Pesquisa dos Povos Indígenas do Nordeste PNMP - Parque Nacional do Monte Pascoal SPI - Serviço de Proteção ao Índio UEFS - Universidade Estadual de Feira de Santana UESB - Universidade Estadual do Sudoeste Baiano UESC - Universidade Estadual de Santa Cruz UNI - União das Nações Indígenas USP - Universidade de São Paulo

13 SUMÁRIO INTRODUÇÃO O FOGO DE 51: MARCO NA HISTÓRIA PATAXÓ Contextualizando a história dos povos indígenas do sul baiano Os povos indígenas do sul baiano e a questão da terra A atuação do SPI no Sul da Bahia Frente de Resistência e Territorialização Indígena Resiliência, confrontos e conquistas: por uma nova história A ALDEIA-MÃE": PALCO DE LUTAS E CENÁRIO DO FOGO DE Pé de Pedra: o porto seguro dos Pataxó Entre a Memória Oficial e as Subterrâneas Dos relatos às denúncias A suposta ligação entre índios e militantes comunistas Capitão Honório Borges: o pivô da história O FOGO DE 51 NA MEMÓRIA PATAXÓ: A DISPERSÃO E O RETORNO DO GRUPO O reagrupamento Pataxó: levantando a aldeia A mistura e as novas identidades emergentes Antropólogos em Barra Velha: aliados no processo de lutas Comunidade Pataxó: reafirmando a identidade CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS APÊNDICES ANEXOS CADERNO DE FOTOGRAFIAS

14 14 INTRODUÇÃO As inquietações com as manifestações culturais indígenas sempre me foram presentes. Desde a minha trajetória acadêmica, como discente ou docente, já percebia a negação das referências indígenas no contexto sócio-escolar. A abordagem que se fazia, aos grupos indígenas, ainda era romântica e retratada a datas comemorativas como o dia do índio; ou a fatos passados, numa visão do bom selvagem; não se tratava de índios do presente e fatos que estavam acontecendo com os mesmos. Eles não eram reconhecidos, apesar das conquistas no final da década de 1970 e início dos anos 1980, quando grupos indígenas já se faziam representar no Congresso Nacional e exigiam a reparação de suas terras e direitos perdidos por séculos de colonização. Tinha a impressão de que a sociedade envolvente não percebia que a violação aos direitos indígenas os havia condenado a uma sobrevivência de miséria e conduzido gerações de descendentes a uma minoria que, enfrentando preconceitos e inúmeras dificuldades, compunham a classe pobre de analfabetos sem direito à voz e manifestação cultural - uma vez que o processo de posição cultural foi tão cruel, quanto os massacres físicos sofridos durante todo o processo histórico [...] há mais barbárie em comer um homem vivo que morto, em destroçar por tormentos e torturas um corpo cheio de sentimentos 1. Conheci a comunidade Pataxó em 2007, em viagem de campo, a convite de professores da UEFS (Universidade Estadual de Feira de Santana); desde então, tornei-me voluntária de um trabalho de coordenação pedagógica da Escola Indígena Pataxó, de Coroa Vermelha, localizada em Santa Cruz de Cabrália/BA. Através desse contato, conheci e me encantei com as pessoas que compunham esta comunidade, como também pelo episódio O Fogo de 51, relato contado por sobreviventes e gerações descendentes, fato que permanece vivo na memória desses índios. A comunidade Pataxó surgiu como interesse de estudo quando fiz uma leitura referente ao episódio conhecido como O Fogo de 51- o massacre, numa versão elaborada por 1 BERND, Zilá. Literatura e Identidade Nacional. Editora da Universidade/ UFRGS. Porto Alegre, 1992, p. 47.

15 15 professores e alunos da Escola Indígena Pataxó. O relato, que me pareceu traumático, foi adotado como tema de pesquisa nesta dissertação de mestrado. Amparada na ideologia histórica subjetiva de Micheal de Certeau 2 que se volta para os novos sujeitos e se concentra nos direitos e na verdade da subjetividade dos testemunhos não só para conservar lembranças, mas também na intenção de revitalizar identidades marginalizadas: A etnologia se torna uma forma de exegese para o ocidente moderno com o que articular sua identidade numa relação com passado ou o futuro. Para analisar este acontecimento, resultado do contato entre índios e a sociedade envolvente, lançamos mão metodológica de história oral, pois esta nos possibilita observar, no discurso, vestígios que se encontravam despercebidos no contexto sóciohistórico: [...] o lugar espetacular da história oral é reconhecido pela disciplina acadêmica, que há muitas décadas, considera totalmente legítimas as fontes testemunhais orais [...] 3. Tais fontes surgem como revelações imprescindíveis ao desempenho da pesquisa local, pois a enriquece em meio aos detalhes que só a narrativa é capaz de proporcionar em suas entrelinhas. Este trabalho insere-se no domínio da história social, posto que ela nos permite a quebra dessa representação no imaginário social, já que assume o papel de desconstruir em sua perspectiva de análise, esses ideários montados pela herança cultural ibérica colonial, inserindo e legitimando os sujeitos históricos antes invisíveis, sem voz, negados em todo seu contexto histórico-social. Fatores como descolonização, fluxo migratório, genocídios, questões étnico-raciais, em que historiadores se inseriram em discussões interdisciplinares, nas trajetórias e problemas das sociedades emergentes, são temas que a história social abriga e aos quais nos dedicamos neste trabalho. A historiografia proposta pela Escola dos Annales aparece nesse limiar, rompendo com os moldes da história positivista e universal. A história foi chamada a responder questões específicas das sociedades humanas que por muito tempo permaneceram submersas sob o ícone da generalização e outras categorias reducionistas que pretendiam sintetizar a 2 CERTEAU, Michel de. A escrita da história. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1982, p SARLO, Beatriz. Tempo passado: cultura da memória e guinada subjetiva; tradução Rosa Freire d Aguiar. São Paulo: Companhia das Letras; Belo Horizonte; UFMG, 2007, p. 18.

16 16 aventura humana na Terra 4. Durante o processo de conquista e colonização, da época moderna, a negação de valores e manifestações culturais, religiosas e linguísticas conduziram comunidades nativas a se integrarem nos grupos dos invisíveis, sem voz, sem representatividade. Por se tratar de comunidades ágrafas, suas versões históricas se representavam como lendas. Os primeiros arquivos ou bibliotecas do mundo foram os cérebros dos homens 5. Nas sociedades ágrafas, como era o caso da Aldeia Barra Velha, não só a oralidade seria o meio de manutenção de sua história, mas também a ligação entre o homem e a palavra. Esta ligação, muito bem apresentada por Hampatè Bâ, se encontra por detrás do testemunho, portanto, é o próprio valor do homem que faz o testemunho. O valor da cadeia de transmissão da qual ele faz parte, a fidedignidade das memórias individual e coletiva e o valor atribuído à verdade em uma determinada sociedade. Em suma: a ligação entre o homem e a palavra 6. Nesse processo de pesquisa local, abordaremos um trabalho que se retrata pela memória, fruto de um trabalho de campo que perpassa amplos caminhos do conhecimento da história, antropologia e linguística discursiva; com aberturas e aproximações. A apreciação desses discursos por um viés agora permitidos pela historiografia de cunho memorialista e oral. Enfatizamos nessa pesquisa, a apreciação desses discursos oriundos das memórias subterrâneas, já que são partes integrantes das culturas minoritárias e dominadas, oponentes da memória oficial 7. São estas memórias que se propõem a desestruturar e acrescentar dados relevantes para a historicização de fatos ofuscados pela história. Infelizmente, para a comunidade indígena brasileira, o poder da palavra foi silenciado, negado em todo processo de manifestação histórico-cultural. No âmbito da educação formal, criou-se um componente curricular absolutamente etnocentrado que impossibilitou a reflexão e o conhecimento da história indígena, da luta e permanência 4 ROCHA, Elaine. A Captura de Novos Sentidos na História. Revista Diálogos, DHI/UEM, v. 4, n. 4, 2000, p HAMPATÉ BÂ, Ama dou. História Geral da África: metodologia e pré-história da África. Coordenador In: Ki-Zerbo. São Paulo: Ática. UNESCO.1982, p Idem, p POLLAK, Michael. Memória, Esquecimento, Silêncio. In: Estudos Históricos. Rio de Janeiro, vol. 2 n. 3, 1989, p. 17.

17 17 dos povos indígenas brasileiros. Até mesmo para alguns consagrados autores, representantes da nossa literatura indianista, as narrativas sempre foram versadas pelo colonizador branco, sem representação identitária do indígena, como bem afirma Zilá Bernd em Literatura e Identidade Nacional: o literário incorpora uma imagem inventada do índio, excluindo sua voz. Certamente a que melhor correspondia à edificação do projeto nacional 8. Segundo a mesma autora, pela palavra onipresente dos letrados tudo o que se considerava autóctone no Brasil era marginalizado. Com essa concepção unilateral, criaram-se barreiras preconceituosas aos estudos de fatos provenientes das camadas desprivilegiadas. Apesar da construção pejorativa que se atribuiu às narrativas autóctones, estudos mais recentes ensejam uma lição de aceitação do outro e de sua diferença, promovendo um novo olhar para a imagem outra do índio. A fonte oral assume um importante papel de evidenciar fatos despercebidos e/ou ofuscados pela história positivista. Pela arte de contar histórias, evidenciamos feitos do passado como referência significativa para o presente. Também pela análise interpretativa de personagens que protagonizam essas histórias desconstruímos imagens estereotipadas sobre comunidades indígenas que foram implantadas durante todo o processo de colonização e que perduram até os dias atuais. O trabalho historiográfico com as fontes orais é considerado pela particularidade do tempo da memória em que serão questionados os laços mais importantes dessa relação. As histórias relatadas são, antes de tudo, vidas ou acontecimentos lembrados, pois as recordações não são meras exposições da memória, e sim um olhar que atravessa o tempo múltiplo, um olhar que reconstrói, decifra, revela e permite a passagem de um tempo a outro e, especialmente, traz a possibilidade de atualização do passado no presente 9. Neste trabalho historiográfico cuja prioridade se volta ao relato mnemônico da comunidade Pataxó sobre o conflito de 1951, interessa-nos saber qual foi a ressonância desse episódio traumático para a construção de uma identidade Pataxó e de (re)construção dos laços de solidariedade grupal. Em alguns discurso, como veremos em 8 BERND, Zilá. Literatura e Identidade Nacional. Editora da Universidade/ UFRGS. Porto Alegre, 1992, p NETO, Regina Beatriz Guimarães. Memória e Relato Histórico. In: CLIO. Revista de pesquisa histórica, 2007, p. 103.

18 18 capítulo específico, encontramos por um lado uma vitimização do sofrimento causado pelo conflito e, por outro uma retomada de consciência identitária e de luta contra as restrições impostas pela sociedade envolvente local. Será isso uma consequência desse trauma vivenciado em 1951? Nos depoimentos, procuraremos vestígios que possam nos responder esses questionamentos. Acreditamos que para a comunidade Pataxó, a apreciação acadêmica de sua versão sobre a história que viveram, de seus relatos imbuídos de valores, contribuirá para a afirmação de identidade e referência positiva. E, principalmente, para inclusão de fatos vivenciados na história da Bahia que, por questão de jogo de poder, foram narrados por uma única vertente. Afinal, pela ausência do discurso, pelo silenciamento da voz, da referência de identidade, como construir uma comunidade com seres sujeitos? E é justamente esta preservação cultural que a comunidade Pataxó prioriza. Dessa pesquisa emerge um povo que pelo enfrentamento às adversidades, às proibições e aos preconceitos da sociedade envolvente, reencontra-se consigo mesmo e com as memórias de seus antepassados: A construção da memória através da oralidade, por sua formação, manutenção e elaboração das identidades individuais e coletivas é expressa pela experiência humana no tempo e dimensionada pela história 10. Nesse processo, eles revisitam suas origens, seu idioma, seus rituais religiosos, preservando-os e atrelando-os a um grupo guardião de saberes. A metodologia proposta para a pesquisa foi de cunho qualitativo, etnográfico, que me forneceu uma melhor compreensão dos fenômenos sociais, através da coleta de depoimentos dos moradores locais e sobreviventes desse conflito, e da análise do episódio O Fogo de 51 - o massacre. Mesmo porque [...] a oralidade possibilita ao historiador um diálogo para construção do conhecimento histórico que engloba indeterminações, representações do imaginário e dimensões para compreensão de uma realidade 11. Por essas fontes, percebemos valores culturais relevantes e significativos resguardados pelo grupo social pesquisado. 10 MIRANDA, Carmélia Aparecida Silva. Vestígios Recuperados: experiências da comunidade negra rural de Tijuaçu BA. São Paulo: Annablume, 2009, p Idem, p. 31.

19 19 Desse modo, entendemos que o papel do pesquisador em história oral está pautado na interpretação dessas narrativas e as possíveis ligações e encaixes para conclusões plausíveis, referentes ao objeto de estudo. Pois, como afirma Dilthey 12, para se compreender o homem, faz-se necessário compreender a sua historicidade. As produções humanas exprimem a vivência e cabe ao hermeneuta compreender essas expressões, como também vivenciar essas outras existências: reencontrar o eu no tu. Há, em nossa perspectiva de trabalho, uma concordância com as ideias de Verena Alberti, quando a mesma afirma que numa entrevista o que fascina é a possibilidade de vivenciar as experiências do outro. Se bem que, na história oral, requer-se do entrevistador uma preparação criteriosa que transforme em interlocutores à altura de nossos entrevistados, capazes de entender suas expressões de vida e de acompanhar seus relatos. Por mais que o entrevistador absorva um conhecimento do objeto pesquisado é só com os sujeitos entrevistados que ele se surpreenderá com detalhes que o sujeito entrevistado detém 13. A memória traduz um conjunto de lembranças que são resultados de um processo de seleção, reconstruídas do passado com a ajuda de dados do presente, dando margem a novas interpretações, para se construir uma memória coletiva: [...] uma corrente do pensamento contínuo, de uma continuidade que nada tem de artificial, já que retém do passado somente aquilo que está vivo ou capaz de viver na consciência do grupo que a mantém 14. A lembrança é a sobrevivência do passado que se conserva no espírito de cada ser humano, e que se sustenta nas imagens perpassadas pelas reminiscências de um grupo. A proposta da pesquisa é fazer uma releitura dessa trágica história, analisando o episódio de O Fogo de 51 O Massacre, na perspectiva de entendermos valores e significados histórico-culturais que se encontram gravados na memória dos integrantes da comunidade indígena Pataxó. É relevante informar que fontes documentais foram rastreadas em cidades que estavam envolvidas com este acontecimento de 1951, como Prado e Porto Seguro, mas que os documentos referentes ao fato, segundo informação de funcionários 12 DILTHEY apud ALBERTI, Verena. Ouvir contar: textos em história oral. Rio de Janeiro, Editora: FGV, 2004, p ALBERTI, Verena. Ouvir contar: textos em história oral. Rio de Janeiro, Editora: FGV, 2004, p HALBWACHS, Maurice. A Memória Coletiva. São Paulo: Vértice, 1990, p.18.

20 20 dos órgãos públicos das referidas cidades, foram queimados de forma acidental. Ainda inconformada, busquei encontrá-las no Centro de Documentação e Memória Regional (CEDOC) da Universidade de Santa Cruz (UESC), sul da Bahia, Arquivo Público do Estado da Bahia (APEB), mas tive mais uma vez minhas expectativas frustradas. Restando-me o arquivo da Biblioteca Central de Salvador, cujos textos coletados fazem parte da nossa análise. A pesquisa de campo se desenvolveu em duas etapas: a primeira visita em dezembro de 2009, e a segunda em maio de Ao chegar em Barra Velha para fazer coleta das fontes orais, fui apresentada ao cacique Aruraw 15, para o qual apresentei a proposta da minha pesquisa e a instituição que me apoiava. Encontrei uma comunidade indígena ainda carente. As casas de sopapo eram poucas e o que visualizei foram casas de alvenaria cobertas com telhas Eternit, não mais com palha de embira 16. Em cada residência observamos a presença de aparelhos elétricos, TV, DVD, som, aparelhos celulares e antenas parabólicas. A aldeia já contava com serviço de transporte (ônibus que diariamente faz a linha Barra Velha/Eunápolis); posto de saúde da FUNASA com visitas odontológicas semestralmente, e médicas mensalmente; duas mercearias e uma sorveteria. A Aldeia possui duas escolas: uma menor, que atende crianças de séries iniciais com duas salas de aula em funcionamento nos turnos matutino e vespertino, e uma sala anexa onde situa a sede da FUNAI (Fundação Nacional do Índio), atualmente dirigida por Marcos Alves, índio Pataxó; e um colégio maior que atende alunos do Ensino Fundamental II e Médio, assistindo os três turnos, com 683 alunos matriculados. Um alojamento para os professores, que vêm de fora, pois o número de professores indígenas não atende à demanda de turmas. Os jovens da comunidade já prestam exames do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) e vestibular, disputando vagas pela reserva de cotas para índios. 15 Seu nome de batismo é Romildo Conceição Ferreira, 43 anos, natural de Barra Velha, Porto Seguro/BA. 16 Esta descrição foi relatada pela antropóloga Maria do Rosário de Carvalho, quando esteve em Barra Velha, na década de 1970, para realização de pesquisa de mestrado. Ver CARVALHO, Maria R. G. de. Os Pataxó de Barra Velha: seu subsistema econômico; Dissertação de mestrado apresentada à UFBA, Salvador, 1977, p. 66.

21 21 Encontram-se, nesta Aldeia, três igrejas: Nossa Senhora da Conceição, igreja católica que já existia desde o período do conflito de 1951; e duas evangélicas a Maranata, fundada em 2000, e a Assembleia de Deus, fundada em Vale ressaltar que as igrejas evangélicas receberam aprovação das lideranças para se estabelecerem na Aldeia, com a condição de respeitar as tradições culturais e religiosas dessa comunidade. Índios católicos e evangélicos participam do ritual de cunho espiritual reservado, é uma tradição de seus antepassados, vista como prioridade na preservação dos costumes Pataxó. Percebemos que a comunidade não se sente confortada com a expressão da identidade cabocla. Afirmam-se índios, pois entendem que ser caboclo é se colocar num grupo étnico inferior, miscigenado, sem referência ou identidade. Foram bastante solícitos para as entrevistas, pareciam que já compreendiam a importância de contribuir com seus depoimentos para divulgação da história da comunidade Pataxó. Faziam questão de nos presentear com colares, artesanatos de madeira, coco verde tirado do pé durante as entrevistas, reforçando para nós a boa referência da hospitalidade indígena. Esta dissertação está divida em três capítulos: para o primeiro O Fogo de 51: marco na história Pataxó fazemos uma abordagem sobre este episódio e buscamos contextualizar a história dos povos indígenas do sul baiano, baseada em fontes de viajantes e cronistas que estiveram no Brasil no período colonial; uma reflexão sobre a trajetória histórica dos índios no Brasil e a questão da terra; a política indigenista do antigo SPI (Serviço de Proteção ao Índio) e da FUNAI (Fundação Nacional de Apoio ao Índio), órgãos de apoio às comunidades indígenas e sua atuação, bem como a visão dos antropólogos e historiadores. Para o segundo capítulo, intitulado A aldeia-mãe: palco de lutas e cenário do Fogo de 51 apresentamos a Aldeia Barra Velha, que foi o cenário deste objeto de estudo; o relato de 51, o fato contado por sobreviventes e pela geração de descendentes da comunidade de Barra Velha; as consequências sofridas por essa comunidade após o conflito; as sequelas físicas, materiais e emocionais que transtornam as vítimas deste episódio até os dias atuais; a separação de famílias por meios de mortes e fugas. Trazemos também contribuições de fontes documentais coletadas em jornais da época, com depoimento de autoridades e jornalistas que vivenciaram os fatos.

22 22 Para o terceiro capítulo O Fogo de 51 na Memória Pataxó: a dispersão e o retorno do grupo falamos sobre a continuidade da vida tribal dessa comunidade. O reaparecimento após a catástrofe, pois até antes desse fato, esta comunidade era ignorada para a comunidade brasileira e considerada extinta para alguns antropólogos. Apresentamos a o retorno à Aldeia Mãe e o fortalecimento do grupo. Enfim, o renascer das cinzas, enxergamos assim, uma vez que foi através de muita luta que vieram as conquistas como: posto da FUNAI, Escolas Indígenas Pataxó, a regularização e reconhecimento do Monte Pascoal como terra indígena; e a principal conquista: o respeito de se afirmarem índios com direito à terra, a manifestação cultural e à liberdade de expressão. Enfim, o respeito enquanto Nação Pataxó.

23 23 1 O FOGO DE 51: MARCO NA HISTÓRIA PATAXÓ Quando o branco achou o Brasil, já tinha o índio no mundo pra contar a história para as pessoas. (José Rufino, Tururin, ex-cacique de Barra Velha) A utilização da fonte oral é tida como base de construção da narrativa histórica presente neste trabalho, sendo um dos veículos para lidarmos com a pesquisa etnográfica sobre os Pataxó. Baseada nessa consciência percebida no discurso de Tururin, citado na epígrafe, desenvolveremos uma reflexão historiográfica sustentada a partir dessa memória. Embora seja fato que a narrativa das histórias autóctones tenha sido negada a grupos minoritários e versada por letrados que representavam uma classe social privilegiada e, em sua maioria, estavam aliados à ideologia dos que detinham o poder. Diante de mais um fato de impunidade sofrido por minorias foi que resolvi me debruçar para a versão Pataxó referente a esse conflito. O Fogo de 51 foi mais uma tentativa de domínio ou expropriação de terras, por interesses de não-índios e, ao mesmo tempo, resistência dos Pataxó de permanecerem em sua área territorial. Um fato que aconteceu em 1951, na Aldeia Barra Velha Porto Seguro/BA, em meio a lutas pela demarcação de terras e pela criação do PNMP (Parque Nacional do Monte Pascoal) 1. Esse fato, também conhecido pela comunidade local como a revolta de Barra Velha, revela que embora houvesse relações de amizade e compadrio entre índios e não-índios havia uma parte da elite que, dominada pelo desejo de poder, hostilizava indígenas pela ganância de possuírem as terras de quem ali já se encontrava bem antes da chegada do branco colonizador. Na versão dos professores Pataxó do extremo sul baiano 2, em 1949, depois de muito sofrimento pelos entraves na disputa territorial, o Capitão Honório, cacique da Aldeia Barra Velha, resolveu ir até o Rio de Janeiro para buscar o reconhecimento do usufruto das terras de sua comunidade. Chegando lá, procurou o SPI (Serviço de Proteção ao 1 Decreto de nº de 19 de abril de Uma História de Resistência. Org: Professores Pataxó do Estremo Sul da Bahia. Salvador: Associação Nacional de Ação Indigenista: CESE, 2007, p

24 24 Índio), e não conseguiu obter esclarecimentos sobre a demarcação do PNMP, mas os funcionários que o atenderam se dispuseram a ajudá-lo, tomando as providências necessárias. Passaram-se dois anos e não apareceu ninguém como eles haviam prometido. Nesse intervalo de tempo, Honório e outros índios Pataxó fizeram viagens para resolver os problemas da terra, foi quando conheceram os supostos engenheiros que se dispuseram a fazer a demarcação a todo custo: eles vieram com uma conversa bonita dizendo que os índios eram os primeiros brasileiros e tinham direito à terra 3. Nesse clima de luta em defesa de seu território, prepararam-se para um enfrentamento armado, desencadeando no conflito entre índios e os representantes do governo. Os policiais incendiaram as palhoças dos índios e trocaram tiros entre si. Em consequência desse conflito armado, alguns índios se espalharam pelas matas; outros aceitaram abrigo de fazendeiros e se submeteram a um regime de exploração de mão de obra; e os mais aventureiros compuseram as periferias das cidades maiores. Na análise dos sujeitos envolvidos nesse episódio, que serão abordados com mais precisão no capítulo II, compactuamos com a assertiva de Beatriz Sarlo ao afirmar que: Esses sujeitos marginais, que teriam sido relativamente ignorados em outros modos de narração do passado, demandam novas exigências de método e tendem à escuta sistemática dos discursos da memória 4. Nessa perspectiva, pontuamos os conflitos inerentes ao processo de colonização por disputa de terras movimento iniciado com a colonização portuguesa e constantemente redefinido até os dias atuais - os massacres às comunidades indígenas, justificados por lei, para manutenção da ordem e dos bons costumes da sociedade dominante. A troca de tiros entre policiais e o incêndio provocado nas palhoças dos índios, permaneceram nas lembranças desses sobreviventes. Esse fogo que gerou a destruição da Aldeia Barra Velha, em 1951, e a dispersão dos Pataxó, metaforicamente, está no título desse episódio. Contudo, entendemos que O Fogo de 51 não foi apenas uma história de massacre, mas sim de luta do povo Pataxó em prol de seus direitos, pois esses índios persistiram nos enfrentamentos e reconquistaram seu espaço territorial, ao retornarem à 3 Uma História de Resistência. Org: Professores Pataxó do Estremo Sul da Bahia. Salvador: Associação Nacional de Ação Indigenista: CESE, 2007, p SARLO, Beatriz. Tempo passado: cultura da memória e guinada subjetiva; tradução Rosa Freire d Aguiar. São Paulo: Companhia das Letras; Belo Horizonte; UFMG, 2007, p, 17.

25 25 Aldeia Barra Velha. Sendo assim, foi um fato histórico que marcou a trajetória desse povo e, ao mesmo tempo, despertou-os para sua afirmação identitária. 1.1 CONTEXTUALIZANDO A HISTÓRIA DOS POVOS INDÍGENAS DO SUL BAIANO Para compreendermos melhor a história dos Pataxó de Barra Velha, achamos pertinente trazermos para a pesquisa uma parte da historiografia indígena, entre o século XVI ao século XX, referente aos índios da costa litorânea da região sul da Bahia, a fim de que possamos perceber o processo de resistência que estes enfrentaram para revitalização de seus costumes, após séculos de catequização e imposição de valores culturais europeus. A saga dos povos indígenas começou a ser narrada pelos cânones da história do Brasil e historicizada com a presença do colonizador a partir de Aqueles, antes de qualquer coisa, denominaram lugares e pessoas através do batismo para cada lugar descoberto, como também para os nativos que aqui se encontravam, e que passaram a ser denominados Aymorés, Tupinikin, Tupinambá, Pataxó. Esse processo foi responsável por criar um Brasil simbólico, moldado à cultura europeia, com os santos da igreja católica para cada dia em que se achava um lugar novo. A princípio, o colonizador denominou os habitantes da terra achada de gentios e o caracterizou de forma homogênea sem diferenças significativas referentes à etnia, à cultura e à história. A pluralidade étnico-cultural nunca fora percebida por colonos e jesuítas, o que contribuiu para estes nativos tornarem-se relativos a um coletivo de indivíduos, denominados de índios, e que para o colonizador e jesuítas coletivamente seriam tratados por gentios da terra. Essa percepção transformou os índios em coleção de homens e mulheres sem nomes e diferenças, sobre os quais a primeira preocupação dos colonizadores era atribuir um nome cristão. A Companhia de Jesus, preocupada em transformar os gentios em cristãos, compreendia a essência da alma desses povos pelo castigo ao corpo, através de disciplinas para se domar as concupiscências da carne. Os padres utilizavam a prática de jejuns, abstinências

26 26 a toda prática de antropofagia, incesto e nudez, pois só assim os transformariam em criaturas de Deus : São de forma bárbaros e indômitos, que parecem aproximar-se mais à natureza das feras do que à dos homens 5. Com esse procedimento, os jesuítas acreditavam neste caminho para a salvação desses selvagens, e que teriam dos sacerdotes a doação da cultura civilizatória e o caminho da salvação de suas almas. A tentativa dos jesuítas em convencer os índios de suas práticas pagãs para conversão à religião católica, dava-se pela ideologia da dominação, da repressão como forma violenta de exemplar; o que justificava as guerras justas, que não se aplicava a todos, tão somente aos que resistiam, posto que havia um trato diferenciado aos que negociavam 6. A Companhia de Jesus construiu, de forma didática, um imaginário de pecado para o índio, abordando todas as suas práticas culturais como feitos malignos, com atenção especial às ações do pajé, uma vez que este representava para a comunidade indígena a fonte da sabedoria e da obediência. Os padres tinham um alvo prioritário na conquista dos curumins (crianças), pois sabiam que se a conversão os atingisse, eles teriam mais domínio sobre os hábitos culturais da comunidade indígena com a qual se propunham trabalhar, o que renderia o crescimento de número de adeptos ao catolicismo objetivo primeiro de sua missão e da contrarreforma: [...] pequeno nem grande morre sem ser de nós examinado se deva ser baptizado, e asy [sic] N. Senhor vai ganhando gente para povoar sua glória e a terra se vai pondo em subjeção de Deus e do governador A intenção era exercer o controle total através do batismo a fim de que se domassem esses índios e mantivessem o controle para Deus (igreja), e governador (autoridades que ali o representavam). Na costa brasileira do extremo sul baiano, habitavam grupos indígenas, dentre eles o Pataxó, que resistiu ao processo de dominação e enfrentou sucessivas campanhas sob ordem do governo real. Esse processo de enfrentamento às ações repressivas ocasionou uma significativa redução populacional, restando-lhes sobreviver às comunidades 5 ANCHIETA, José de. Cartas, informações, fragmentos históricos e sermões I Quadrimestre de Maio a Setembro de Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1933, p As guerras justas eram permitidas pela Lei 1680, a qual autorizava a escravização de índios inimigos. Justificava-se pela recusa de índios à fé católica e à prática hostil dos mesmos aos vassalos e aliados portugueses. Ver PERRONE-MOISÉS, Beatriz. Índios livres e índios escravos: os princípios de legislação indigenista do período colonial (séc. XVI a VXIII). In: CUNHA, Manuela (Org.). História dos Índios no Brasil. São Paulo: Cia das Letras, NÓBREGA, Tomé de Souza. Cartas do Brasil. Bahia, 5 de julho de 1559, p. 335.

27 27 costeiras circunvizinhas e submetidos às vilas nacionais como Santa Cruz de Cabrália e Porto Alegre, atual Mucuri 8. Andavam em pequenos grupos, seminômades, sem muitos pertences com apenas pequenos sacos de embira 9 que usavam ao pescoço. Tanto homens como mulheres andavam nus, e os homens com o prepúcio amarrado através de cipó 10. À medida que faziam contato com os colonos, incorporavam determinadas peças de roupas, o que representava tanto uma simbologia de prestígio, quanto à necessidade de se cobrir para se relacionar com a sociedade colonial. Dessa forma, apareciam para o grupo social local com lenços no pescoço, carapuças vermelhas na cabeça, ou calções coloridos obtidos nas diversas trocas, com poucas indumentárias, trazendo em seus corpos pinturas em cores preto e vermelho, extraídas do jenipapo e urucum, com poucos adereços de plumagens, usavam cabelos soltos aos ombros e na testa, mas os raspavam no centro deixando em forma de cuia, ou optavam por trazê-lo totalmente raspado, traziam também talos de bambu nas orelhas e lábio inferior 11. Quando chegavam à fase da puberdade eram inseridos na divisão social do trabalho: para as meninas, eram reservadas as atividades de coleta, plantio, confecção de utensílios domésticos, preparação dos alimentos e o transporte de pertences para os constantes deslocamentos a que se submetiam; para os rapazes, competia-lhes a confecção de botoques e demais ornamentos, a caça, a guerra, atividades cerimoniais casamentos, rituais para furar orelhas, para nascimentos e para mortes; provas para adquirir emblemas de status pelos adultos e também o preparo das armas 12. A comercialização sob prática de escambo era comum entre o grupo, como também o interesse em manter trocas por produtos da sociedade dos não-índios. 8 SAMPAIO, José Augusto Laranjeiras. Breve História da Presença Indígena no Extremo Sul Baiano e a Questão do Território Pataxó do Monte Pascoal. XXII Reunião Brasileira de Antropologia. Fórum de Pesquisa 3: Conflitos Socioambientais e Unidades de Conservação. Brasília, Vegetal de matas úmidas que se caracterizam por produzir boa fibra na entrecasca. (FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário da Língua Portuguesa, 2009). 10 SAMPAIO, José Augusto Laranjeiras. Breve História da Presença Indígena no Extremo Sul Baiano e a Questão do Território Pataxó do Monte Pascoal. XXII Reunião Brasileira de Antropologia. Fórum de Pesquisa 3: Conflitos Socioambientais e Unidades de Conservação. Brasília, 2000, p Idem, p Na arte de confecção das armas (arco e flecha), os Pataxós se destacavam por exibi-las entre as maiores no grupo Jê, aproximadamente mediam em torno de 2,55m; as flechas com as três formas mais comuns de pontas, cortante e afiada, e de ponta farpada terminada em roseta. Ver PARAÍSO, Maria Hilda Baqueiro. Caminhos de ir e vir e caminhos sem volta: índios, estradas e rios no sul da Bahia (1983: 111). Tese Mestrado em Ciências Sociais. Salvador: UFBA, 1983.

28 28 Estes índios buscavam sempre regiões mais seguras para fugir de seus perseguidores sem deixar vestígio. Como precursores na técnica de guerrilhas, surgiam repentinamente devastando as plantações e moradias dos colonos que por ali se encontravam, tendo a mesma perspicácia para desaparecerem e retornarem às matas sem deixar pistas. Mesmo assim, muitos não conseguiram escapar das mãos dos colonos e foram forçados ao aldeamento, sofrendo coerção sistemática dos padrões morais impostos por uma elite dominante. Com a instalação das capitanias de Ilhéus e Porto Seguro aconteceram os primeiros contatos belicosos. Os confrontos seguiram-se às tentativas de apreensão de índios Aymorés para mão de obra escrava, em substituição aos Tupiniquins que, após a revolta de e a epidemia de varíola, tornaram-se desaparecidos. A sede da capitania de Ilhéus, ilha de Tinharé, doada em 1534 por D. João III a Jorge de Figueredo Correa, abrangia uma área com limites ao norte, a Ponta do Garcêz, na borda sul da Baía de Todos os Santos e ao sul com a foz do rio Pardo. Esta região já era habitada por Tupiniquin no litoral e Kamakã-mongoió e Aymorés, os temidos botocudos. Nesta capitania foram construídos engenhos na tentativa de inserção comercial da economia colonial, nesse projeto açucareiro contava-se com a mão de obra Tupiniquin 14. Em 1595, foi decretada a primeira guerra justa aos índios genericamente nomeados por Aymorés. A resistência dos índios do sul baiano provocou a decadência nas capitanias, contribuindo para uma agravante crise aos colonos, que temendo ataques dos Aymorés, Mongoyó, Pataxó despovoavam a região sul baiana. Diante desse despovoamento, coube ao administrador Antônio Ribeiro nomear lideranças para permanência na região. O despovoamento de Ilhéus por colonos forçava seu administrador, Antônio Ribeiro, a adotar medidas administrativas pouco usuais para o início do século XVII: nomear lideranças indígenas para o cargo de Capitães de Aldeias. Além de suprir a carência de administradores, Ribeiro encarava tal opção como forma de fortalecer alianças com 13 A revolta de 1540 foi uma reação dos índios tupiniquins pela escravização que sofreram por colonizadores portugueses. Ver PARAÍSO, Maria Hilda Baqueiro; FREITAS, Antonio Guerreiro de. Caminhos ao Encontro do Muno: a capitania, os frutos de ouro e a princesa o sul Ilhéus, Ilhéus: Editus, 2001, p Idem, p

29 29 grupos aldeados, já que os conflitos com os índios, a desunião entre os colonos e a escassez de recursos persistiam 15. Com o fracasso das capitanias por conta das revoltas indígenas, na década de 1740 em São Tomé, Espírito Santo e Porto Seguro, houve a necessidade da criação do governo geral na Colônia, a fim de se controlar desavenças e conflitos nestas capitanias. A revolta desses indígenas dava-se a fatos de impunidade diante das perdas de seus territórios para os colonos. O governador vigente na época, Mem de Sá, interveio para solucionar as constantes revoltas indígenas. Com sua tropa, chegou a destruir aldeias encontradas, condenando quem se opusesse à sua presença: lhes dei pazes com a condição que haviam de ser vassalos de sua Alteza e pagar tributos e tornar a fazer os engenhos 16. Para aqueles que se redimiam e se entregavam, aconteceria o acolhimento, desde que se dispusesse a ressarcir todo o prejuízo causado aos colonos. As missões e a exploração da mão de obra indígena, bem como a preocupação com a repartição de trabalhos, e as ações para impedir a fuga dos índios, pelo descimento, séc. XVIII 17, relação com lideranças indígenas apontou que a grande diferença estava nos parágrafos relativos aos costumes indígenas, que deveriam ser extirpados, e no forte incentivo à miscigenação e à presença de brancos nas aldeias 18. Mesmo com a tentativa de impor moldes de hegemonia, essa nova sociedade que se construía de forma multicultural e mestiça não se libertava de hábitos e crenças indígenas, tão condenados pela igreja. Com o diretório dos índios, através do Alvará de 08/05/1758, as transformações sociais políticas e econômicas começaram a se evidenciar. As antigas aldeias missionárias transformavam-se em vilas indígenas de onde surgia um lugar de base econômica através da mão de obra de índios e não-índios que ali se integravam, proporcionando a 15 ALMEIDA PRADO, 1945, p apud PARAÍSO, 2001, p.24. In: PARAÍSO, Maria Hilda Baqueiro; FREITAS, Antonio Guerreiro de. Caminhos ao Encontro do Muno: a capitania, os frutos de ouro e a princesa o sul Ilhéus, Ilhéus: Editus, SÁ, 1560 apud SILVA CAMPOS, 1974, p In: PARAÍSO, Maria Hilda Baqueiro; FREITAS, Antonio Guerreiro de. Caminhos ao Encontro do Muno: a capitania, os frutos de ouro e a princesa o sul Ilhéus, Ilhéus: Editus, 2001, p Os descimentos foram os deslocamentos de índios dos sertões para povoar novas aldeias próximas aos estabelecimentos dos portugueses, nos séculos XVII e XVIII. Ver PERRONE-MOISÉS, Beatriz. Índios Livres e Índios Escravos: princípios da legislação indigenista do período colonial (séculos XVI a XVIII). In: CUNHA, Manuela (Org.). História dos Índios no Brasil. São Paulo: Cia das Letras, 1999, p ALMEIDA, Maria Regina Celestino de. Metamorfoses Indígenas: Cultura e identidade nos aldeamentos indígenas do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2003, p.169.

30 30 sustentabilidade da colônia. Surgia então uma nova sociedade mestiça: índios e brancos degredados 19. Outra mudança para atrair e fixar os índios às vilas foi a distribuição de cargos e funções para lideranças indígenas na esfera política da colônia nomeação de chefias, concessão de honras e privilégios o que possibilitou a adaptação de um novo grupo social emergente no extremo sul baiano. Na Capitania de Porto Seguro, as vilas de índios foram criadas em dois momentos diferentes. O primeiro aconteceu em 1758, quando a Coroa Portuguesa estendeu as Leis de 1755 para o Estado do Brasil. A partir deste momento, um conjunto de medidas foi tomado pelo Vice-Reinado para afastar os padres jesuítas da administração dos aldeamentos e para transformar aqueles antigos núcleos de catequização em novas vilas. Neste contexto, os dois únicos aldeamentos jesuíticos existentes em Porto Seguro, a aldeia São João Batista dos Índios e a aldeia Espírito Santo dos Índios, transformaram-se em vilas, recebendo, respectivamente, a denominação de Vila de Trancoso e Vila Verde 20. As novas vilas visavam a um espaço de civilizados, e para tanto seria indispensável a transformação dos ameríndios em vassalos que absorvessem integralmente a cultura branca da religião à organização social tornando-se também bons pagadores de impostos. A presença dos não-índios garantiria a preservação dos costumes europeus e domesticação dos nativos. Com a presença do comércio, os índios passariam a se adaptar a um novo contexto social; deveriam descartar os seus costumes considerados grotescos e seguir o modelo de comportamento dos não-índios. Mesmo com a convivência da diversidade étnica, para esta comunidade indígena prevaleceu o etnômio Pataxó, por apresentar um contingente maior de representantes desta etnia, e por sua aldeia estar situada em território tradicionalmente conhecido como do povo Pataxó 21. De modo geral, estes índios foram marcados por uma traumática e 19 Os degredados passavam por uma condenação judicial que constava na legislação portuguesa desde o séc. XIV: pessoas que cometiam crimes e delitos eram deslocadas para outras regiões, em especial, colônias de Portugal. Os degredados que chegavam à capitania de Porto Seguro serviam como ferramenta humana para colonização de território português. Ver PONTAROLO, Fábio. Degredo interno e incorporação no Brasil meridional: trajetórias de degredados em Guarapuava, século XIX. Dissertação (Mestrado em História Social), Curitiba: UFPR, In: CANCELA, Francisco. A presença de não-índios nas vilas de índios de Porto Seguro: relações interétnicas, territórios multiculturais e reconfiguração de identidade reflexões iniciais. 2007, p CANCELA, Francisco. A presença de não-índios nas vilas de índios de Porto Seguro: relações interétnicas, territórios multiculturais e reconfiguração de identidade reflexões iniciais. Espaço Ameríndio, Porto Alegre, v. 1, n. 1, p ,jul./dez. 2007, p SAMPAIO, José Augusto Laranjeiras. Breve História da Presença Indígena no Extremo Sul Baiano e a Questão do Território Pataxó do Monte Pascoal. XXII Reunião Brasileira de Antropologia. Fórum de Pesquisa 3: Conflitos Socioambientais e Unidades de Conservação. Brasília, p.3

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