POR UMA REDE DE FORMAÇÃO EM ORGANIZAÇÃO DA CULTURA

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "POR UMA REDE DE FORMAÇÃO EM ORGANIZAÇÃO DA CULTURA"

Transcrição

1 POR UMA REDE DE FORMAÇÃO EM ORGANIZAÇÃO DA CULTURA Antonio Albino Canelas Rubim Hoje vivemos no mundo. Não apenas um local do planeta, mas de algum modo temos uma experiência planetária. Nossa vivência foi ampliada a tudo o que acontece na Terra. Hoje, a distância entre as pessoas não é mais medida em quilômetros, mas em número de conexões 1 : os fluxos financeiros, de informação, conhecimento viajam por todo o planeta em segundos, ainda que em condições marcadas por profundas desigualdades. Nos dias atuais, não é apenas concebível, mas possível, a multidão instantânea (flash mob 2 ). Em suma, como cantou Gilberto Gil: Antes a mundo era pequeno, porque a terra era grande. Hoje o mundo é grande, porque a terra é pequena. As revoluções dos transportes e das comunicações criaram redes que conectaram o mundo e nossa vida, configurando uma sociedade-rede no dizer de Manuel Castells 3. A revolução pela qual passa a sociedade contemporânea afeta pessoas, empresas e mesmo nações. Na base dessa profunda mutação, as redes tecnológicas possibilitam a interconexão glocal e revitalizam o conceito de interdependência, relativizando o poder de atores isolados. Em resposta, como assinala Ana Cristina Fachinelli 4 :...uma dinâmica potente de construção de redes de atores: indivíduos, empresas e organizações tecem laços flexíveis que os tornam coletivamente mais inteligentes, ou seja, mais ágeis no processo de adaptação antecipada ou na resposta às diferentes contingências contextuais. Desnecessário dizer que as redes ocupam todo o âmbito do espectro social: temos redes de relacionamentos, nos organizamos em redes sociais, trabalhamos e nos divertimos através de computadores ligados em rede(s). Enfim, elas transformam, remodelam, re-significam nosso modo de vida. Ainda segundo Castells: 1 Cabe lembrar o experimento liderado por Duncan Watts, da Columbia University, conhecido como Seis Graus de Separação, no qual usuários de tentaram, através de suas redes pessoais, conseguiram conectar-se a 18 pessoas em 13 países. Os alvos foram atingidos através de uma média de cinco a sete conexões. 2 Flash Mob pode ser traduzido como 'Multidão Instantânea'. É um rápido encontro de um grupo de pessoas que são convocadas por para realizar uma performance instantânea e depois dispersar. Há quem se refira a este acontecimento como uma espécie de 'festa surpresa' ou 'multidões inexplicáveis'. 3 CASTELLS, Manoel. La sociedad red. Madrid, Alianza Editorial, FACHINELLI, Ana Cristina. A prática da gestão de redes: uma necessidade estratégica da Sociedade da Informação. In: Revista Com Ciência, Disponível em Acesso em 31/10/

2 Como tendencia histórica, las funciones y los procesos dominantes en la era de la información cada vez más se organizan en redes. Éstas constituyen la nueva morfología social de nuestras sociedades y la difusión de su lógica de enlace modifica de forma sustancial la operación y los resultados de los procesos de producción, la experiencia, el poder y la cultura 5. Ao destacar como a radicalidade transformadora das redes afeta a cultura, Manoel Castells expõe uma relação intrincada. Se, por um lado, podemos afirmar que a cultura é o ambiente das redes, na medida em que são elementos culturais comuns que as tornam possíveis; podemos também dizer que, dada sua horizontalidade e nãolinearidade, as estruturas em rede são, por excelência, o locus de renovação, transmissão e hibridização de culturas. É esta dinamicidade, este movimento de troca, construção e desconstrução próprio das redes que mantém as culturas vivas, ou melhor, que as revitaliza ininterruptamente. Afinal, no dizer de Panikkar: las culturas son el resultado de una continua fecundación mutua. La tarea de cooperación cultural consiste precisamente en esta fecundación mutua 6. O que são Redes? Não existe ainda um conceito de rede amplamente aceito e compatível com a diversidade de organizações e contextos em que o termo é utilizado. Embora este seja o tempo das redes, muito pouco conhecimento foi organizado e difundido sobre a morfologia, as possibilidades e os limites dessas novas formas de organização social. Como resultado, muitas redes hoje existentes acabam recebendo outras denominações: fóruns, coletivos, movimentos, consórcios, comitês, articulações são alguns exemplos. O inverso também é verdadeiro: muitas das redes atuais não são nada além de velhas organizações com nova roupagem ou mesmo simples conjuntos de elementos. Embora a forma seja um fator decisivo, o desenho da rede não é suficiente para explicá-la ou caracterizá-la como um sistema de propriedades e um modo de 5 CASTELLS, Manoel. Ob. cit. p PANIKKAR, Raimon. Cultura y desarollo. In: Papeles Iberoamericanpos: Cooperación Cultural Euroamericana - I Campus Euroamericano de Cooperación Cultural. Barcelona: Organización de los Estados Iberoamericanos / Fundación Interarts, p

3 funcionamento específico (...) se identificarmos a existência de ligações, tudo seria efetivamente rede, como esclarece Martinho 7. Já Ana Cristina Fachinelli anota: Uma agenda de endereços, não mais que um anuário de diplomados, não constitui uma rede, mas sim uma matéria-prima relacional. Para que a rede ganhe corpo, é necessário que um projeto concreto, coletivo, voluntário, proporcione uma dinâmica específica às relações pré-existentes. Ao supor um objetivo coletivo, um projeto deliberado de organização humana (Martinho, 2003) é possível traçar uma distinção clara entre as redes sociais e as redes pessoais, de relacionamentos e interesse privado. Esta diferença de natureza terá reflexos nas formas de participação e no engajamento das pessoas em uma ou em outra rede. Antes de prosseguir, é necessário fazer ainda outra distinção importante: quando falamos de rede social, não falamos de apenas uma, mas, geralmente, de duas redes. Esta é uma simbiose própria dos novos tempos, pois a quase totalidade das redes sociais está estruturada sobre redes de comunicação. Um dos mais significativos desdobramentos das tecnologias da informação e da comunicação (as chamadas TICs), as redes comunicacionais são constituídas de infraestrutura tecnológica e programas (hardwares e softwares) que permitem o trânsito dos fluxos de informação, o compartilhamento de dados e o desenvolvimento de novas formas de interação entre pessoas, grupos de pessoas, organizações etc. As redes comunicacionais reorganizam as forças de produção, os serviços e a economia, rearticulam a política e modelam a cultura 8. A diversidade de funções e aplicações para essas redes 9 é de tal forma abrangente que este é um universo em aberto, no qual uma nova frente emerge a cada dia, para o espanto de muitos e o delírio dos mercados de ações 10. Entretanto, um dos aspectos mais interessantes das redes comunicacionais é a sua invisibilidade: estamos cada vez mais enredados nas redes comunicacionais e mal 7 MARTINHO, Cássio. Redes uma introdução às dinâmicas da conectividade e auto-organização. Brasília: WWF Brasil, Disponível em Acesso em 31/10/ TRIVINHO, Eugênio. Redes: obliterações no fim de século. São Paulo: Annablume, FAPESP: 1998, p Um detalhamento possível (e, ainda, conservador) para algumas das aplicações das redes comunicacionais encontra-se em Trivinho, E. (1998, p.22). 10 Caso emblemático, as ações da empresa Google Inc., responsável pelo mais utilizado mecanismo de busca da Internet, que ultrapassaram por volta de 2005 o valor de US$ 47,9 bilhões. Para efeito de comparação, este montante é quase o dobro do valor da General Motors. 3

4 nos damos conta disso. Para a geração que nasce, o embalar dessas redes será tão essencial e invisível como uma segunda natureza. A disseminação em larga escala das redes sociais, assim, só ocorreu devido à existência das redes comunicacionais. Mais que isso: na medida em que disponibilizam, constantemente, formas inovadoras de interação, as redes comunicacionais conformam o funcionamento e os modos de atuação das redes sociais. Como ensina McLuhan 11, os meios também condicionam a ação. Assim, o termo simbiose, usado anteriormente para descrever o encontro entre as redes comunicacionais e as redes sociais, é provavelmente o mais correto. Características das redes sociais O centro está em toda parte e a circunferência em parte alguma 12. Nicolau de Cusa não seria capaz de imaginar que, ao se posicionar sobre geocentrismo e heliocentrismo em plena Idade Média, estaria trazendo elementos para explicar um fenômeno social oito séculos mais tarde. A assertiva do pensador renascentista nos conduz a um dos maiores diferenciais das redes em relação às outras formas de organização social: a sua horizontalidade potencial. A horizontalidade contrapõe-se às estruturas hierarquizadas. A ausência de um centro ordenador, que por determinação prévia concentre as decisões e responsabilidades da rede, pode estimular o pluralismo de idéias e ações; distribuir eqüitativamente direitos e deveres; desburocratizar as atividades; permitir trocas diretas entre os membros e reforçar o projeto coletivo instaurador da rede. As eventuais centralidades, que seguem a lógica do envolvimento e do reconhecimento, emergem durante processos e atividades, e serão substituídas por outras, na medida em que diminua a sua capacidade de resposta. Assim, cada elemento da rede pode ser um centro, dependendo do momento e do ponto de vista. 11 O canadense Marshall McLuhan ( ), autor dos livros Os Meios de Comunicação como Extensão do Homem, O Meio é a Mensagem e da noção de Aldeia Global, considerado por alguns o oráculo da Era Eletrônica. 12 Nicolau de Cusa, Século XIII. Apud Martinho,

5 Ao prever relacionamentos baseados mais fortemente na qualidade das relações que em qualidades intrínsecas dos membros das redes, horizontalidade confunde-se com conectividade, outra característica essencial das redes. É o fenômeno de produção contínua de conexões, a conectividade, que estabelece uma dinâmica de rede, como observa Martinho: Isso porque são as conexões que fazem a rede. Um conjunto de elementos dispersos no espaço (...) não representa nada se não houver alguma conexão entre eles. É o relacionamento entre os pontos que dá qualidade de rede ao conjunto. Esta questão é particularmente significativa na medida em que todas as conexões são voluntárias. Em outras palavras: a participação numa rede é uma adesão ao projeto que a rede representa. Cada conexão, portanto, simboliza e recupera o compromisso original que mantém a rede viva. Além disso, a participação voluntária, enquanto précondição para a existência de qualquer rede, é um grande obstáculo a qualquer tentativa de hierarquização dessa forma da organização social. As conexões com novos membros também qualificam a rede: cada ponto novo significa a adição de toda uma rede 13, na medida em que o ponto conecta-se a outros pontos que também têm conexões ou, pelo menos, de novos caminhos dentro da rede preexistente. Assim, cada conexão é a possibilidade de novas conexões, o que possibilita que as redes cresçam exponencialmente 14. É preciso observar que um mesmo nó pode ser um vértice para o qual convergem várias redes. Essa multidimensionalidade, ou seja, a possibilidade de um indivíduo ou organização participar simultaneamente de várias redes, cria campos de diálogos e intercâmbio pouco prováveis em estruturas mais tradicionais, tornando cada ponto um mediador dos fluxos das diversas redes em que participa. A dinâmica de suas conexões, por sua vez, não segue ou estabelece padrões, ocorre de forma não-linear, o que dá às redes uma configuração rizomática. A nãolinearidade incorpora o acaso e o não-previsto, aproximando as organizações em rede das dinâmicas da vida. Assim, os caminhos entre um ponto e outro da rede normalmente 13 Este fato relaciona-se, novamente, com a já citada experiência dos seis graus de separação, na medida em que, para chegar até alguém usamos as redes das redes daqueles que conhecemos. 14 Podem ilustrar esta questão os modelos de empresas como a Herbalife e a Amway, cujos vendedores ganham sobre a quantidade produtos vendidos por outros profissionais a eles associados. 5

6 podem ser percorridos de muitas formas, variando, inclusive, de acordo com o tempo. Como num caleidoscópio, cada nova perspectiva é novo arranjo de caminhos e posições. Una estructura social que se base en las redes es un sistema muy dinámico y abierto, susceptible de innovarse sin amenazar su equilibrio 15. Uma rede, enfim, é uma arquitetura plástica, não-linear, aberta, descentralizada, plural, dinâmica, horizontal e capaz de auto-regulação, conforme Martinho (2003). Breve trajetória do conceito de rede As redes constituem um fenômeno atual que não pode ser ignorado. Em um mundo cada vez mais glocalizado e perpassado por intensos fluxos migratórios, monetários e financeiros, mercantis, informacionais e culturais, (...) a rede tornou-se uma forma privilegiada de representar a realidade contemporânea 16. Por conseguinte, o conceito de rede hoje está presente em inúmeras disciplinas científicas e áreas multidisciplinares de conhecimento: da Comunicação à Engenharia; da Administração à Antropologia; da Física à Sociologia; da Biologia à Matemática; da Economia aos Estudos de Saúde; da Ecologia aos Estudos de Cultura, etc. A noção de rede tornou-se onipresente e, bem mais que isto, parece mesmo onipotente, pois aparece como uma chave universal para tudo explicar e mover. O uso amplo e indiscriminado da noção de rede tem como conseqüência sua sobrecarga semântica, com a introdução e o acionamento de uma infinidade de significações diferenciadas para o termo. Cabe, de imediato, desenvolver uma visitação que busque construir um conceito, através da elucidação rigorosa de seus sentidos. A idéia de rede é antiga. Na mitologia grega, o mito do Minotauro já indicava um possível delineamento do conceito de rede, através da metáfora do fio de Ariadne emblematizando as imagens que tecem por entre a malha intrincada de corredores que constitui o labirinto. Na Antiguidade, a concepção de rede ganha paradigmática associação com o corpo humano, quando Hipócrates concebe o corpo como uma 15 CASTELLS, M. ob. cit. p DIAS, Leila Christina. Os sentidos da rede: notas para discussão. In: DIAS, Leila Christina e SILVEIRA, Rogério Leandro Lima da. Redes, sociedades e territórios. Santa Cruz do Sul, EDUNISC, 2005, p.12. 6

7 gigantesca via de comunicação entre veias e órgãos. Por séculos, a noção de rede permaneceu identificada à morfologia do corpo humano. Somente na virada do século XVIII para o século XIX, o conceito extrapola tais limites ao sair das fronteiras do corpo e passar a ser utilizado como representação de fenômenos sociais. Através do empreendimento teórico de Claude Henri de Saint- Simon ( ), o conceito de rede começa a ganhar sua versão moderna, qual seja uma estrutura artificial de gestão do espaço e do tempo que extrapola o corpo e torna-se um artefato superposto a um território, anamorfoseando-o 17. Lançando mão do pressuposto do organismo-rede, ou seja, da idéia de que o corpo se mantém vivo pela circulação, o projeto filosófico do pensador francês baseavase na possível construção de uma comunhão religiosa, no sentido etimológico de religare, entre os homens, tendo na comunicação o caminho por excelência da manutenção deste vínculo. Como observa Leila Dias, sustentado nos princípios do socialismo utópico, o projeto político-filosófico de Saint-Simon tinha como objetivo a construção de relações sociais mais equânimes. Tal meta seria alcançada por meio de um engenhoso projeto de edificação de redes de comunicação sobre o território francês de modo a assegurar uma ampla malha de circulação de todos os fluxos econômicos, sociais, políticos e culturais, o que garantiria a melhoria na condição de vida da população. Se Saint-Simon utilizou o conceito de rede para pensar a mudança social, tomando as redes de comunicação como mediadores técnicos de tal mudança, para Pierre Musso, foram os epígonos simoneanos os responsáveis pela inversão epistemológica e pela corrupção do conceito. Pensadores, como Michel Chevalier, identificam o desenvolvimento das redes com uma revolução política. Assim, nas palavras de Pierre Musso: Diferentemente de Saint-Simon, Chevalier transforma a rede em objeto-símbolo: a rede técnica produz, por ela mesma, mudança social 18. Nesse momento, segundo Pierre Musso, o conceito está corrompido. Ao sair do corpo, as redes, em sua versão moderna se materializam e se sobrepõem aos territórios, criando infinitas teias de circulação de pessoas e coisas. O 17 MUSSO, Pierre. A filosofia da rede. In: PARENTE, André (org.). Tramas da rede: novas dimensões filosóficas, estéticas e políticas de comunicação. Porto Alegre, Sulina, 2004, p MUSSO, Pierre. ob. cit. p.28. 7

8 desenvolvimento extraordinário das redes de transportes e de comunicações, a partir do século XIX e sua potencialização no século seguinte, através das redes informáticas, criam um ambiente propício para que o conceito corrompido de rede possa se vulgarizar e, deste modo, superestimar o poder de mudança social das redes: consideradas como aparatos tão somente técnicos. Aprisionado neste panorama, diversas operações são realizadas para construir um paradigma pretensamente científico, objetivando a compreensão das redes. Elas são logo coisificadas. Isto é, transformadas em coisas que, apartadas do social, adquirem vida própria, porque, na aparência, independem das relações sociais nas quais estão obrigatoriamente inscritas. Aqui se está claramente no reino da reificação, como foi analisado por Karl Marx, Georg Lukács, Lucien Goldmann e Karel Kosik. Depois esta coisa chamada rede passa a definir, por si mesma, as mudanças societárias. Chega-se assim facilmente ao reino do determinismo tecnológico. Coisificação e determinismo tecnológico são operações que marcam muitos dos estudos acerca das redes no mundo recente. As ilusões sobre as redes não se esgotam aí. A atribuição de um conjunto de qualidades imanentes às redes, como se elas estivessem fora da sociedade capitalista onde nasceram e se desenvolveram, faz aportar mais outras ilusões aos discursos sobre o tema. Como os exemplos são quase infindáveis, cabe eleger alguns representativos. Raúl Motta escreve...una red es por definición, no jerárquica. Es un tejido de conexión entre iguales 19. Martinho, em um texto mais abrangente, afirma: A rede é um padrão organizacional que prima pela flexibilidade e pelo dinamismo de sua estrutura; pela democracia e descentralização na tomada de decisão; pelo alto grau de autonomia de seus membros; pela horizontalidade das relações entre seus elementos. (...) a rede opera por meio de um processo de radical desconcentração. 20 Ainda que se tenha concordância com todos estes (belos) dispositivos, fica difícil imaginar que as redes possam se constituir em um espaço social, onde todos eles estejam assegurados, de antemão. Inseridas em um contexto societário capitalista, que não prima pela prevalência de nenhuma destas expectativas igualitárias, não é evidente 19 MOTTA, Raúl. Las redes sociales informales y la búsqueda de la ecuación interactiva entre la toma de decisiones locales y la responsabilidad de la governabilidad global. In: DABAS, Elina e NAJMANOVICH, Denise (orgs.) Redes. El lenguaje de los vínculos. Buenos Aires, Paidós, 2002, p MARTINHO, C. apud DIAS, Leila. ob. cit. p.18/19. 8

9 que tal ocorrência possa se dar. Para que isto acontecesse, as redes só poderiam ser pensadas como externas a este contexto ou totalmente impermeáveis aos seus desígnios. Ambas as alternativas não são plausíveis. Para não desqualificar as expectativas de melhoria do convívio e vínculo sociais, resta formular uma alternativa que incorpore tais dispositivos sem assumir as ilusões de que eles estão já assegurados pelo padrão organizacional mesmo. Nesta perspectiva, um itinerário perspicaz seria propor que tais dispositivos sejam entendidos como potencialidades inscritas, mas não asseguradas, no modelo organizacional rede ou assumir o caráter normativo de tais prescrições, como modelo ideal a ser buscado. Assim, fica descartada a efetivação automática dos dispositivos inscritos nas redes. Tais ideais passam a ter a sua realização sempre condicionada às dinâmicas históricas provenientes das relações de poder presentes nas diferentes sociedades. Nesta perspectiva, a instigante proposta de Manoel Castells 21 de considerar que as redes constituem a nova morfologia social de nossas sociedades talvez produzisse menos polêmica Redes: caracterização, componentes e sociabilidade Pode-se tomar como referência as noções de rede definidas por Michel Serres uma pluralidade de pontos (picos) ligados entre si por uma pluralidade de ramificações (caminhos), onde o pico é a interseção de vários caminhos e, reciprocamente, um caminho põe em relação vários picos e por Pierre Musso 23 : a rede é uma estrutura de interconexão instável, composta de elementos em interação, e cuja variabilidade obedece a alguma regra de funcionamento. Elas são definições abrangentes e assinalam os indicadores necessários para pensar as redes, em sua atual tessitura social; hoje, sem dúvida, sobredeterminada pela explosão das redes, em especial das informatizadas. 21 CASTELLS, Manoel. A sociedade em rede. São Paulo, Paz e Terra, 1999, p SERRES, Michel apud MUSSO, Pierre. ob. cit. p MUSSO, Pierre. ob. cit. p.31. 9

10 Decerto, as idéias de ramificações, interseções, interconexões, interações e regras de funcionamento são vetores significativos que constituem o conceito de rede, mas outros dados podem ainda ser acionados para dar uma mais rigorosa concretude à noção de rede. Alejandro Piscitelli, enfrentando a questão das mutações das propriedades das redes sob o impacto das novas tecnologias informáticas, afirmou que as novas formas das redes sociais: Comparten con las redes físicas tradicionales todos sus aspectos básicos comunidad de intereses, objetivos acotados, interacción periódica, intensidad afectiva etcétera pero inyectan a estas propiedades otras específicas de la comunicación electrónica a distancia, tales como las relaciones intensas de cuerpo ausente, la trascendencia de barreras geográficas, la prescindencia del parecer en el ser, etcétera. 24 Podem ser acrescidas a esta lista de propriedades, por certo, a idéia de adesão voluntária à rede e a existência de um projeto compartilhado, como sugere Fachinelli 25, ainda que tal solicitação possa já estar incorporada nas expressões: comunidad de intereses ou objetivos acotados. Ilse Scherer-Warren propõe que três dimensões de análise das redes devem ser consideradas: a temporalidade, a espacialidade e a sociabilidade 26. As redes, acionadas as possibilidades tecnológicas atuais, podem funcionar em tempo real e também aproximam entes submetidos a temporalidades culturais distintas. No registro da espacialidade, as redes tornam frágeis as fronteiras, permitindo interações entre o local e o global. Indo além, Alejandro Piscitelli 27 fala que as redes não só nos conectam com espaços globais e locais, mas que constituem mesmo um outro espaço social: Las redes ya no son meramente herramientas a través de las cuales nos teleconectamos sino que son espacios donde nos teleencontramos: mundos-redes (networlds). Em trabalhos anteriores de um dos autores do presente texto, encontra-se a proposição de que vivemos hoje uma sociedade complexa, na qual a sociabilidade torna-se necessariamente compósita, pois conjuga: espaços geográficos e midiáticos; 24 PISCITELLI, Alejandro. Enredados. Ciudadanos de la cibercultura. In: DABAS, Elina e NAJMANOVICH, Denise (orgs.) ob. cit. p.80/ FACHINELLI, Ana. Cristina et alli. A prática da gestão de redes: uma necessidade estratégica da Sociedade da Informação. In: Revista Com Ciência, Disponível em Acesso em 31/10/ SCHERER-WARREN, Ilse. Redes sociais: trajetórias e fronteiras. In: DIAS, Leila Christina e SILVEIRA, Rogério Leandro Lima da. ob. cit. p PISCITELLI, Alejandro. ob. cit. p

11 convivências e televivências; fluxos locais e globais, expressos na precisa noção de glocal; e, enfim, realidade contígua e telerrealidade, porque vivida à distância 28. Transita-se assim para a dimensão analítica de sociabilidade, imanente às redes. Neste horizonte, outros dados podem ser agregados a esta nova sociabilidade. Fala-se em um espaço ampliado e um tempo reduzido: em uma experiência planetária em tempo real. Roberto Martinez Nogueira assinala que a pluralidade de redes permite que os indivíduos, no contemporâneo, se integrem a múltiplas redes e pertenceram simultaneamente a diversas comunidades 29. Ilse Scherer-Warren propõe as formas de sociabilidade das redes possam ser investigadas e nomeadas de acordo com as seguintes categorias analíticas: reciprocidade, solidariedade, estratégia e cognição. Antes de concluir este itinerário acerca da noção de rede, buscando dar sentido ao conceito, cabe um retorno às questões da adesão e da participação nas redes, que se considera vital para o ângulo de análise deste texto. Roberto Martinez Nogueira lista diferentes modalidades de participação, sempre voluntária, nas redes: específica, cognitivamente orientada, circunstanciada e estratégica Cada uma destas modalidades de participação implica em envolvimentos diferenciados e modos distintos de assumir o compartilhamento do poder, inerente à rede, como a qualquer organização social. Sandra Fernández assinala que: Un elemento constitutivo de la intervención en red es la existencia de un dispositivo que posibilita la negociación. Todos os actores intervinientes estaban efectivamente presentes, portadores de sus respectivas cuotas de poder. 30 Chega-se, portanto, a uma constatação essencial para pensar as redes em sua complexidade. Elas sempre estão compostas por uma coletividade de entes que: aderem de modo voluntário; fazem parte de uma comunidade de interesses; partilham objetivos e projetos; compartilham algum envolvimento afetivo e emocional; encontram-se interconectados e periodicamente interagem. Tudo isto pode acontecer de modo presencial e dentro de fronteiras geográficas ou transcender os limites físicos do espaço e do corpo, como é bem mais comum nos dias de hoje. Mais que isto: os entes são 28 Por exemplo: RUBIM, Antonio Albino Canelas. Comunicação e política. São Paulo, Hacker, NOGUEIRA, Roberto Martinez. Redes sociales. Más allá del individualismo y del comunitarismo. In: DABAS, Elina e NAJMANOVICH, Denise (orgs.) ob. cit. p FERNÁNDEZ, Sandra. La red como alternativa de desarrollo comunitário. In: DABAS, Elina e NAJMANOVICH, Denise (orgs.) ob. cit. p

12 solicitados a negociar continuamente suas modalidades de atuação na rede, a partir das cotas de poder que dispõem e que estão inseridas nas relações de poder que organizam a rede. Como se viu, os resultados deste processo não estão definidos de antemão, mas as condições de interdependência e de compartilhamento estão dadas pelo perfil e pelo caráter desta modalidade de organização chamada rede. Claro que evocar noções de democracia, flexibilidade, horizontalidade, descentralização e outras como balizadoras para a definição da categoria rede, sem considerar as dimensões de poder inerentes a toda e qualquer relação social, esteriliza o conceito. Mas ele pode ser acionado como utopia, como metáfora para imaginar novas modalidades de convivência, que permitam alternativas desejáveis de construção de novos mundos, compartilhados. Políticas públicas de cultura e redes Anotadas as potencialidades e também os equívocos acerca das redes, cabe avançar e empreender uma rápida análise que explicite as vantagens do recurso às redes no desenvolvimento de políticas públicas e, mais especificamente, em políticas públicas de cultura. De imediato, é preciso explicitar o que se entende por políticas públicas. Elas não podem ser, sem mais, identificadas com meras políticas estatais. Na perspectiva das políticas públicas, a complexa governança da sociedade contemporânea, transcende o estatal, impondo a negociação como procedimento usual para incorporar atores e diversificar procedimentos envolvidos na definição e na implantação de políticas. Por conseguinte: somente políticas submetidas ao debate e crivo públicos podem ser consideradas substantivamente políticas públicas de cultura 31. Deste modo para que uma política seja definida como efetivamente pública ela deve possibilitar momento(s) de debate público, que viabilize(m) a participação de múltiplos atores sociais, e processo(s) público(s) de deliberação, que permita(m) a 31 Sobre o tema, ver: RUBIM, Antonio Albino Canelas. Políticas culturais: entre o possível e o impossível. In: NUSSBAUMER, Gisele Marchiori (Org.) Teorias e políticas da cultura. Visões multidisciplinares. Salvador: EDUFBA, 2007, p

13 incorporação de propostas destes atores. Assim, a política pública resultante pode ser reconhecida como elaboração compartilhada, mesmo que acionando graus distintos de interferência. Tal negociação, é sempre bom lembrar, acontece entre atores que detêm poderes desiguais e encontram-se instalados de modo diferenciado no campo de forças que é a sociedade capitalista contemporânea 32. As políticas públicas de cultura, portanto, podem ser desenvolvidas por uma pluralidade de atores político-sociais - não somente o Estado, ainda que ele seja um ator privilegiado neste campo - desde que tais políticas sejam submetidas obrigatoriamente a alguma regulação e controle sociais, através de crivos e procedimentos, tais como discussões e deliberações públicas. Nesta perspectiva, as políticas públicas aparecem como essenciais para pensar uma nova modalidade de Estado, que não seja estranho à sociedade, porque imposto como Estado todo poderoso ou ausente como Estado mínimo. Mas um novo Estado, radicalmente democratizado, que interaja continuamente com a sociedade (civil). Por óbvio, que apenas o recurso às políticas públicas não basta para democratizar o Estado na sociedade capitalista, marcada por profundas desigualdades econômicas, sociais, culturais e de poder. Entretanto não resta dúvida que o compromisso com a realização de efetivas políticas públicas pode ser um passo relevante no longo e complexo processo de democratização do Estado. A ativação de políticas públicas não só colabora na redefinição democrática do Estado e de seu papel, mas viabiliza a incorporação plural de novos atores, provenientes da sociedade civil, e a construção de parcerias entre o Estado e a sociedade civil. Por sua vez, tais parcerias podem simultaneamente: socializar o poder do Estado; empoderar a sociedade civil; inaugurar vínculos e dispositivos inusitados entre Estado e sociedade e qualificar a formulação e execução das próprias políticas públicas. Considerando as potencialidades antes anunciadas, as redes na contemporaneidade emergem como um dos organismos mais adequados para viabilizar estas parcerias entre Estado e sociedade (civil). Elas podem, por exemplo, ser: democráticas: flexíveis; ágeis; possuir capilaridade e agregar competências. Entretanto para que tais potencialidades sejam preservadas e promovidas é imprescindível ter cuidados extremos na constituição e no funcionamento das redes. Para garantir isto, 32 Sobre políticas públicas ver também: PARADA, Eugenio Lahera. Introducción a las políticas públicas. Santiago, Fondo de Cultura Econômica,

14 torna-se necessário um pacto de constituição e funcionamento acordado de modo cristalino entre Estado e parceiros da sociedade civil. Porque construir uma rede de formação em organização da cultura A fundamentação desenvolvida permite apresentar a proposta de constituição da rede nacional de formação em organização da cultura. Utiliza-se a noção de organização da cultura, inspirada em Antonio Gramsci, porque ela permite identificar englobando um conjunto de atividades imanentes à estruturação do campo e dos eventos culturais, a exemplo de: formulação e desenvolvimento de políticas; gestão; produção; animação; promoção; administração; programação; curadoria 33. A organização da cultura aparece como um dos momentos imanentes do fazer cultural, pois um sistema cultural efetivamente complexo exige um conjunto de momentos, todos eles imprescindíveis ao movimento cultural: 1. Criação, inovação e invenção; 2. Difusão, divulgação e transmissão; 3. Circulação, cooperação, intercâmbios, trocas; 4. Análise, crítica, estudo, investigação, reflexão, pesquisa; 5. Fruição, consumo e públicos; 6. Conservação e preservação; 7. Organização, gestão, legislação e produção da cultura 34. Análises da história das políticas culturais no Brasil têm enfatizado o descuido delas com o tema da formação de pessoal para o campo cultural, em especial, para a área que estamos designando como organização da cultura. Mesmo com a inauguração das políticas culturais no Brasil da década de 30, através dos experimentos de Mário de Andrade no Departamento de Cultura da Cidade de São Paulo e de Gustavo Capanema no Ministério da Educação e Saúde, o Estado nacional, durante todos estes anos, nunca demonstrou preocupação sistemática em formar pessoal qualificado para o campo e, mais especificamente, para as instituições que foram sendo constituídas na área cultural pública. 33 Sobre o tema, consultar: RUBIM, Albino; BARBALHO, Alexandre e COSTA, Leonardo. Formação em organização da cultura: apontamentos iniciais. Texto inédito, RUBIM, Antonio Albino Canelas e RUBIM, Lindinalva. Organizadores da cultura: delimitação e formação. In: Comunicação & Educação. São Paulo, 14(2):15-22, maio/agosto de

15 Com o lugar agigantado ocupado pelas leis de incentivo no país a partir dos anos 80, quase substituindo as políticas de cultura e de financiamento, tal preocupação foi ainda mais esquecida, pois a prevalência das leis de incentivo estimulou apenas uma das faces da organização da cultura: os chamados produtores culturais, quase integralmente associados à lógica de marcado. A retomada vigorosa das políticas culturais no país a partir de 2003 e a redefinição, ainda em curso, do lugar ocupado pelas leis de incentivo na constelação das políticas de cultura e de financiamento, recolocam a questão da formação em organização da cultura com todo vigor. A construção de políticas culturais de Estado - que transcendem os meros mandatos governamentais expressa de modo substantivo no Plano Nacional de Cultura e, principalmente, com no Sistema Nacional de Cultura reforçam sobremaneira a exigência de que atenção especial seja dada a esta zona prejudicada das políticas culturais. Este novo cenário das políticas públicas e de Estado da cultura no país e inúmeras demandas provenientes de conferências e encontros; associações e atores culturais; instituições e gestores; universidades e acadêmicos sensibilizaram o Ministério da Cultura a dar especial atenção a este tema. Deste modo, no âmbito da construção do Sistema Nacional de Cultura, o Ministério efetua um mapeamento nacional das instituições que atuam na área de formação em organização da cultura. Tal mapeamento, para além de produzir um conhecimento rigoroso deste relevante universo da cultura no Brasil, possibilita a constituição de uma rede nacional de instituições formadoras em organização da cultura, que efetive a parceria entre o Ministério e tais instituições, com objetivo de formular e desenvolver no país um programa nacional de formação em cultura, para de uma vez por todas superar a deficiência crônica de formação e atualização no campo cultural. 15

AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO NUMA SOCIEDADE EM TRANSIÇÃO

AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO NUMA SOCIEDADE EM TRANSIÇÃO AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO NUMA SOCIEDADE EM TRANSIÇÃO AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO NUMA SOCIEDADE EM TRANSIÇÃO MÁRCIA MARIA PALHARES (márcia.palhares@uniube.br) RACHEL INÊS DA SILVA (bcpt2@uniube.br)

Leia mais

Rede de Áreas Protegidas, Turismo e Inclusão Social: de uma perspectiva da América do Sul para uma perspectiva global

Rede de Áreas Protegidas, Turismo e Inclusão Social: de uma perspectiva da América do Sul para uma perspectiva global Rede de Áreas Protegidas, Turismo e Inclusão Social: de uma perspectiva da América do Sul para uma perspectiva global (texto extraído da publicação IRVING, M.A.; BOTELHO, E.S.; SANCHO, A.; MORAES, E &

Leia mais

PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E O USO INTEGRADO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS Sérgio Abranches

PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E O USO INTEGRADO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS Sérgio Abranches PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E O USO INTEGRADO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS Sérgio Abranches A presença de tecnologias digitais no campo educacional já é facilmente percebida, seja pela introdução de equipamentos diversos,

Leia mais

A Metáfora da Rede na Construção de Sistemas Dinâmicos e Competitivos Emmanuel Paiva de Andrade Universidade Federal Fluminense Escola de Engenharia

A Metáfora da Rede na Construção de Sistemas Dinâmicos e Competitivos Emmanuel Paiva de Andrade Universidade Federal Fluminense Escola de Engenharia IV Seminário Rio-Metrologia Rio de Janeiro, 20 de abril de 2006 A Metáfora da Rede na Construção de Sistemas Dinâmicos e Competitivos Emmanuel Paiva de Andrade Universidade Federal Fluminense Escola de

Leia mais

AS PERSPECTIVAS DA ECONOMIA CRIATIVA NO BRASIL PARA GERAÇÃO DE EMPREGO E RENDA

AS PERSPECTIVAS DA ECONOMIA CRIATIVA NO BRASIL PARA GERAÇÃO DE EMPREGO E RENDA AS PERSPECTIVAS DA ECONOMIA CRIATIVA NO BRASIL PARA GERAÇÃO DE EMPREGO E RENDA Miranda Aparecida de Camargo luckcamargo@hotmail.com Acadêmico do Curso de Ciências Econômicas/UNICENTRO Luana Sokoloski sokoloski@outlook.com

Leia mais

EDUCAÇÃO MUDANÇAS O QUE ESTÁ REFLETINDO NA ESCOLA?

EDUCAÇÃO MUDANÇAS O QUE ESTÁ REFLETINDO NA ESCOLA? EDUCAÇÃO MUDANÇAS O QUE ESTÁ REFLETINDO NA ESCOLA? Elisane Scapin Cargnin 1 Simone Arenhardt 2 Márcia Lenir Gerhardt 3 Eliandra S. C. Pegoraro 4 Edileine S. Cargnin 5 Resumo: Diante das inúmeras modificações

Leia mais

Projeto Político-Pedagógico Estudo técnico de seus pressupostos, paradigma e propostas

Projeto Político-Pedagógico Estudo técnico de seus pressupostos, paradigma e propostas Projeto Político-Pedagógico Estudo técnico de seus pressupostos, paradigma e propostas Introdução A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional afirma que cabe aos estabelecimentos de ensino definir

Leia mais

REDES PÚBLICAS DE ENSINO

REDES PÚBLICAS DE ENSINO REDES PÚBLICAS DE ENSINO Na atualidade, a expressão redes públicas de ensino é polêmica, pois o termo público, que as qualifica, teve suas fronteiras diluídas. Por sua vez, o termo redes remete à apreensão

Leia mais

CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO RADIAL DE SÃO PAULO SÍNTESE DO PROJETO PEDAGÓGICO DE CURSO 1 MISSÃO DO CURSO

CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO RADIAL DE SÃO PAULO SÍNTESE DO PROJETO PEDAGÓGICO DE CURSO 1 MISSÃO DO CURSO SÍNTESE DO PROJETO PEDAGÓGICO DE CURSO 1 CURSO: EDUCAÇÃO FÍSICA LICENCIATURA MISSÃO DO CURSO O Curso de Licenciatura em Educação Física do Centro Universitário Estácio Radial de São Paulo busca preencher

Leia mais

Documento de Referência do Projeto de Cidades Digitais Secretaria de Inclusão Digital Ministério das Comunicações

Documento de Referência do Projeto de Cidades Digitais Secretaria de Inclusão Digital Ministério das Comunicações Documento de Referência do Projeto de Cidades Digitais Secretaria de Inclusão Digital Ministério das Comunicações CIDADES DIGITAIS CONSTRUINDO UM ECOSSISTEMA DE COOPERAÇÃO E INOVAÇÃO Cidades Digitais Princípios

Leia mais

Os territórios e suas abordagens de desenvolvimento regional / local. Cleonice Alexandre Le Bourlegat

Os territórios e suas abordagens de desenvolvimento regional / local. Cleonice Alexandre Le Bourlegat Os territórios e suas abordagens de desenvolvimento regional / local Cleonice Alexandre Le Bourlegat Complexidade sistêmica e globalização dos lugares A globalidade (conectividade em rede) do planeta e

Leia mais

TEXTO BASE PARA UM POLÍTICA NACIONAL NO ÂMBITO DA EDUCAÇÃO PATRIMONIAL

TEXTO BASE PARA UM POLÍTICA NACIONAL NO ÂMBITO DA EDUCAÇÃO PATRIMONIAL TEXTO BASE PARA UM POLÍTICA NACIONAL NO ÂMBITO DA EDUCAÇÃO PATRIMONIAL Eixos Temáticos, Diretrizes e Ações Documento final do II Encontro Nacional de Educação Patrimonial (Ouro Preto - MG, 17 a 21 de julho

Leia mais

PROTEÇÃO INTEGRAL EM REDES SOCIAIS

PROTEÇÃO INTEGRAL EM REDES SOCIAIS PROTEÇÃO INTEGRAL EM REDES SOCIAIS ENCONTRO DE GRUPOS REGIONAIS DE ARTICULAÇÃO- ABRIGOS - SÃO PAULO O QUE É UMA REDE DE PROTEÇÃO SOCIAL? sistemas organizacionais capazes de reunir indivíduos e instituições,

Leia mais

AVALIAÇÃO SOBRE GOVERNANÇA AMBIENTAL NOS MUNICÍPIOS DO SEMI-ÁRIDO BRASILEIRO

AVALIAÇÃO SOBRE GOVERNANÇA AMBIENTAL NOS MUNICÍPIOS DO SEMI-ÁRIDO BRASILEIRO AVALIAÇÃO SOBRE GOVERNANÇA AMBIENTAL NOS MUNICÍPIOS DO SEMI-ÁRIDO BRASILEIRO Aristides Pereira Lima Green 1 Frederico Cavadas Barcellos 2 Deborah Moreira Pinto 3 I. Introdução As regiões semi-áridas se

Leia mais

O MUSEU E SUA FUNÇÃO SOCIAL PELO MAPEAMENTO DAS REDES SOCIAIS DOS MUSEUS Weidson Leles GOMES 1

O MUSEU E SUA FUNÇÃO SOCIAL PELO MAPEAMENTO DAS REDES SOCIAIS DOS MUSEUS Weidson Leles GOMES 1 O MUSEU E SUA FUNÇÃO SOCIAL PELO MAPEAMENTO DAS REDES SOCIAIS DOS MUSEUS Weidson Leles GOMES 1 Resumo: O presente Artigo busca abordar a pretensão dos museus de cumprir uma função social e a emergência

Leia mais

CidadesDigitais. A construção de um ecossistema de cooperação e inovação

CidadesDigitais. A construção de um ecossistema de cooperação e inovação CidadesDigitais A construção de um ecossistema de cooperação e inovação CidadesDigitais PRINCÍPIOs 1. A inclusão digital deve proporcionar o exercício da cidadania, abrindo possibilidades de promoção cultural,

Leia mais

E D U S K Revista monográfica de educación skepsis.org

E D U S K Revista monográfica de educación skepsis.org ESTADO DE ARTE DA DIDÁTICA DA EDUCAÇÃO PRIMARIA HOJE: ATUALIDADES E DESAFIOS Leila Pessôa Da Costa 1 A didática tem o papel de oferecer os fundamentos teóricos e práticos para o desenvolvimento da ação

Leia mais

Introdução. Gestão do Conhecimento GC

Introdução. Gestão do Conhecimento GC Introdução A tecnologia da informação tem um aspecto muito peculiar quanto aos seus resultados, uma vez que a simples disponibilização dos recursos computacionais (banco de dados, sistemas de ERP, CRM,

Leia mais

Prof. Fabiano Geremia

Prof. Fabiano Geremia PLANEJAMENTO ESTRÁTEGICO PARA ARRANJOS PRODUTIVOS CURSO INTERMEDIÁRIO PARA FORMULADORES DE POLÍTICAS Prof. Fabiano Geremia Planejamento Estratégico ementa da disciplina Planejamento estratégico e seus

Leia mais

OS DIRETORES DAS ESCOLAS ESTADUAIS DE PRESIDENTE PRUDENTE SP E SUAS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS SOBRE ESCOLA PÚBLICA E SUA ATUAÇÃO

OS DIRETORES DAS ESCOLAS ESTADUAIS DE PRESIDENTE PRUDENTE SP E SUAS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS SOBRE ESCOLA PÚBLICA E SUA ATUAÇÃO Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, 2012 1022 OS DIRETORES DAS ESCOLAS ESTADUAIS DE PRESIDENTE PRUDENTE SP E SUAS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS SOBRE ESCOLA PÚBLICA

Leia mais

O CURSO DE GESTÃO PÚBLICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS: UMA CONCEPÇÃO AMPLIADA DE GESTÃO PÚBLICA

O CURSO DE GESTÃO PÚBLICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS: UMA CONCEPÇÃO AMPLIADA DE GESTÃO PÚBLICA O CURSO DE GESTÃO PÚBLICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS: UMA CONCEPÇÃO AMPLIADA DE GESTÃO PÚBLICA Vera Alice Cardoso SILVA 1 A origem: motivações e fatores indutores O Curso de Gestão Pública

Leia mais

Elaboração de Projetos

Elaboração de Projetos Elaboração de Projetos 2 1. ProjetoS Projeto: uma nova cultura de aprendizagem ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini de. Projeto: uma nova cultura de aprendizagem. [S.l.: s.n.], jul. 1999. A prática pedagógica

Leia mais

Sumário 1. CARO EDUCADOR ORIENTADOR 3 PARCEIROS VOLUNTÁRIOS 3. TRIBOS NAS TRILHAS DA CIDADANIA 4

Sumário 1. CARO EDUCADOR ORIENTADOR 3 PARCEIROS VOLUNTÁRIOS 3. TRIBOS NAS TRILHAS DA CIDADANIA 4 Guia do Educador CARO EDUCADOR ORIENTADOR Sumário 1. CARO EDUCADOR ORIENTADOR 3 2. PARCEIROS VOLUNTÁRIOS 3 3. TRIBOS NAS TRILHAS DA CIDADANIA 4 Objetivo GERAL 5 METODOLOGIA 5 A QUEM SE DESTINA? 6 O QUE

Leia mais

Lista de exercícios Sociologia- 1 ano- 1 trimestre

Lista de exercícios Sociologia- 1 ano- 1 trimestre Lista de exercícios Sociologia- 1 ano- 1 trimestre 01-O homo sapiens moderno espécie que pertencemos se constitui por meio do grupo, ou seja, sociedade. Qual das características abaixo é essencial para

Leia mais

EUNEDS INTRODUÇÃO FINALIDADE E OBJECTIVOS

EUNEDS INTRODUÇÃO FINALIDADE E OBJECTIVOS EUNEDS INTRODUÇÃO O mandato para desenvolver uma Estratégia para a Educação para o Desenvolvimento Sustentável (EDS) decorre da declaração apresentada pelos ministros do ambiente da CEE/ONU na 5ª Conferência

Leia mais

Por Prof. Manoel Ricardo. Os caminhos da Educação e a Modelagem Matemática

Por Prof. Manoel Ricardo. Os caminhos da Educação e a Modelagem Matemática Por Prof. Manoel Ricardo Os caminhos da Educação e a Modelagem Matemática A sociedade do século XXI é cada vez mais caracterizada pelo uso intensivo do conhecimento, seja para trabalhar, conviver ou exercer

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE RESENDE AGÊNCIA DO MEIO AMBIENTE DO MUNICÍPIO DE RESENDE

PREFEITURA MUNICIPAL DE RESENDE AGÊNCIA DO MEIO AMBIENTE DO MUNICÍPIO DE RESENDE PREFEITURA MUNICIPAL DE RESENDE AGÊNCIA DO MEIO AMBIENTE DO MUNICÍPIO DE RESENDE CONVÊNIO PUC - NIMA/ PETROBRAS / PMR PROJETO EDUCAÇÃO AMBIENTAL Formação de Valores Ético-Ambientais para o exercício da

Leia mais

AVALIAÇÃO DE PROGRAMAS DE VOLUNTARIADO EMPRESARIAL: OPORTUNIDADES E LIMITES

AVALIAÇÃO DE PROGRAMAS DE VOLUNTARIADO EMPRESARIAL: OPORTUNIDADES E LIMITES MOVE 2015 AVALIAÇÃO DE PROGRAMAS DE VOLUNTARIADO EMPRESARIAL: OPORTUNIDADES E LIMITES CONFERÊNCIAS MOVE CENTRO DE VOLUNTARIADO DE SÃO PAULO INVESTIMENTO SOCIAL INTELIGENTE A Move foi cuidadosamente desenhada

Leia mais

Redes sociais no Terceiro Setor

Redes sociais no Terceiro Setor Redes sociais no Terceiro Setor Prof. Reginaldo Braga Lucas 2º semestre de 2010 Constituição de redes organizacionais Transformações organizacionais Desenvolvimento das organizações articuladas em redes

Leia mais

POLÍTICAS EDUCACIONAIS E O PROTAGONISMO DO PLANEJAMENTO NA GESTÃO MUNICIPAL Roberta Freire Bastos PPGE/UFES/CAPES

POLÍTICAS EDUCACIONAIS E O PROTAGONISMO DO PLANEJAMENTO NA GESTÃO MUNICIPAL Roberta Freire Bastos PPGE/UFES/CAPES POLÍTICAS EDUCACIONAIS E O PROTAGONISMO DO PLANEJAMENTO NA GESTÃO MUNICIPAL Roberta Freire Bastos PPGE/UFES/CAPES Resumo Este texto tem por objetivo discutir as novas formas de gestão da educação no sentido

Leia mais

D.4 RELATÓRIO FINAL, VERSÃO REVISTA CORRIGIDA

D.4 RELATÓRIO FINAL, VERSÃO REVISTA CORRIGIDA 1. RESUMO Existe um amplo reconhecimento da importância do desenvolvimento profissional contínuo (DPC) e da aprendizagem ao longo da vida (ALV) dos profissionais de saúde. O DPC e a ALV ajudam a assegurar

Leia mais

mudanças qualitativas radicais na vida econômica, social e política das nações.

mudanças qualitativas radicais na vida econômica, social e política das nações. PRONUNCIAMENTO DO MINISTRO EDUARDO CAMPOS NA SOLENIDADE DE INSTALAÇÃO DA III ASSEMBLÉIA GERAL DA ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL DE PARLAMENTARES PARA A TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO (IPAIT), NA CÂMARA DOS DEPUTADOS,

Leia mais

Pedagogia. Objetivos deste tema. 3 Sub-temas compõem a aula. Tecnologias da informação e mídias digitais na educação. Prof. Marcos Munhoz da Costa

Pedagogia. Objetivos deste tema. 3 Sub-temas compõem a aula. Tecnologias da informação e mídias digitais na educação. Prof. Marcos Munhoz da Costa Pedagogia Prof. Marcos Munhoz da Costa Tecnologias da informação e mídias digitais na educação Objetivos deste tema Refletir sobre as mudanças de experiências do corpo com o advento das novas tecnologias;

Leia mais

CAPTAÇÃO DE RECURSOS ATRAVÉS DE PROJETOS SOCIAIS. Luis Stephanou Fundação Luterana de Diaconia fld@fld.com.br

CAPTAÇÃO DE RECURSOS ATRAVÉS DE PROJETOS SOCIAIS. Luis Stephanou Fundação Luterana de Diaconia fld@fld.com.br CAPTAÇÃO DE RECURSOS ATRAVÉS DE PROJETOS SOCIAIS Luis Stephanou Fundação Luterana de Diaconia fld@fld.com.br Apresentação preparada para: I Congresso de Captação de Recursos e Sustentabilidade. Promovido

Leia mais

Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Tocantins decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Tocantins decreta e eu sanciono a seguinte Lei: LEI Nº 1.374, DE 08 DE ABRIL DE 2003. Publicado no Diário Oficial nº 1.425. Dispõe sobre a Política Estadual de Educação Ambiental e adota outras providências. O Governador do Estado do Tocantins Faço

Leia mais

Mídia, linguagem e educação

Mídia, linguagem e educação 21 3 22 Mídia, Linguagem e Conhecimento Segundo a UNESCO (1984) Das finalidades maiores da educação: Formar a criança capaz de refletir, criar e se expressar em todas as linguagens e usando todos os meios

Leia mais

PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL Prefeitura Municipal de Cachoeiro de Itapemirim - ES PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL Introdução O Programa Municipal de Educação Ambiental estabelece diretrizes, objetivos, potenciais participantes, linhas

Leia mais

Privatização, terceirização e parceria nos serviços públicos: conceitos e tendências

Privatização, terceirização e parceria nos serviços públicos: conceitos e tendências Privatização, terceirização e parceria nos serviços públicos: conceitos e tendências Por Agnaldo dos Santos* Publicado em: 05/01/2009 Longe de esgotar o assunto, o artigo Privatização, Terceirização e

Leia mais

Acesso aberto e repositórios institucionais: repensando a comunicação e a gestão da informação científica

Acesso aberto e repositórios institucionais: repensando a comunicação e a gestão da informação científica Acesso aberto e repositórios institucionais: repensando a comunicação e a gestão da informação científica Fernando César Lima Leite fernandodfc@gmail.com 1. A comunicação científica e sua importância Qualquer

Leia mais

CIDADANIA LEGAL: DESAFIO E ENFRENTAMENTO DA FORMAÇÃO DE LIDERANÇA SOCIAL NA CIDADE DE LAGES, SC.

CIDADANIA LEGAL: DESAFIO E ENFRENTAMENTO DA FORMAÇÃO DE LIDERANÇA SOCIAL NA CIDADE DE LAGES, SC. CIDADANIA LEGAL: DESAFIO E ENFRENTAMENTO DA FORMAÇÃO DE LIDERANÇA SOCIAL NA CIDADE DE LAGES, SC. Neusa Maria Zangelini - Universidade do Planalto Catarinense Agência Financiadora: Prefeitura de Lages/SC

Leia mais

Lei 17505-11 de Janeiro de 2013. Publicado no Diário Oficial nº. 8875 de 11 de Janeiro de 2013

Lei 17505-11 de Janeiro de 2013. Publicado no Diário Oficial nº. 8875 de 11 de Janeiro de 2013 Lei 17505-11 de Janeiro de 2013 Publicado no Diário Oficial nº. 8875 de 11 de Janeiro de 2013 Súmula: Institui a Política Estadual de Educação Ambiental e o Sistema de Educação Ambiental e adota outras

Leia mais

OS PROCESSOS DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL EM UM DESENHO CONTEMPORÂNEO

OS PROCESSOS DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL EM UM DESENHO CONTEMPORÂNEO OS PROCESSOS DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL EM UM DESENHO CONTEMPORÂNEO Karen Ramos Camargo 1 Resumo O presente artigo visa suscitar a discussão acerca dos processos de trabalho do Serviço Social, relacionados

Leia mais

Fragmentos do Texto Indicadores para o Desenvolvimento da Qualidade da Docência na Educação Superior.

Fragmentos do Texto Indicadores para o Desenvolvimento da Qualidade da Docência na Educação Superior. Fragmentos do Texto Indicadores para o Desenvolvimento da Qualidade da Docência na Educação Superior. Josimar de Aparecido Vieira Nas últimas décadas, a educação superior brasileira teve um expressivo

Leia mais

FEC 25 anos: Qual o papel das sociedades civis no desenvolvimento internacional? Iremos lembrar 2015 como um ano chave no setor do desenvolvimento?

FEC 25 anos: Qual o papel das sociedades civis no desenvolvimento internacional? Iremos lembrar 2015 como um ano chave no setor do desenvolvimento? SEMINÁRIO INTERNACIONAL REPENSAR O DESENVOLVIMENTO REINVENTAR A COOPERAÇÃO ENQUADRAMENTO : Qual o papel das sociedades civis no desenvolvimento internacional? Lisboa, 19 de novembro de 2015 Iremos lembrar

Leia mais

UNIP Universidade Paulista Estudos Políticos e Sociais

UNIP Universidade Paulista Estudos Políticos e Sociais SOCIEDADE E EDUCAÇÃO INTRODUÇÃO Citelli (2004) apresenta um ponto de vista acerca do momento vivido pela escola e, conseqüentemente, pela educação, bastante elucidativo: A escola está sendo pensada, assim,

Leia mais

Texto base para discussão na Jornada Pedagógica julho/2009 O PLANO DE ENSINO: PONTE ENTRE O IDEAL E O REAL 1

Texto base para discussão na Jornada Pedagógica julho/2009 O PLANO DE ENSINO: PONTE ENTRE O IDEAL E O REAL 1 Texto base para discussão na Jornada Pedagógica julho/2009 O PLANO DE ENSINO: PONTE ENTRE O IDEAL E O REAL 1 É comum hoje entre os educadores o desejo de, através da ação docente, contribuir para a construção

Leia mais

SELO SOCIAL VIRAVIDA. Você acaba de chegar ao SELO SOCIAL VIRAVIDA SELO SOCIAL VIRAVIDA REGULAMENTO

SELO SOCIAL VIRAVIDA. Você acaba de chegar ao SELO SOCIAL VIRAVIDA SELO SOCIAL VIRAVIDA REGULAMENTO SELO SOCIAL VIRAVIDA BOAS VINDAS! Você acaba de chegar ao SELO SOCIAL VIRAVIDA SELO SOCIAL VIRAVIDA REGULAMENTO 1. DO SELO 1. O Selo Social ViraVida é uma iniciativa do Serviço Social da Indústria - SESI,

Leia mais

REPRESENTAÇÃO SOCIAL DE MEIO AMBIENTE E EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO ENSINO SUPERIOR

REPRESENTAÇÃO SOCIAL DE MEIO AMBIENTE E EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO ENSINO SUPERIOR REPRESENTAÇÃO SOCIAL DE MEIO AMBIENTE E EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO ENSINO SUPERIOR LUIZ, Cintya Fonseca; AMARAL, Anelize Queiroz & PAGNO, Sônia Fátima Universidade Estadual do Oeste do Paraná/Unioeste. cintya_fonseca@hotmail.com;

Leia mais

Secretaria de Coordenação Política e Governança Local

Secretaria de Coordenação Política e Governança Local Governança Solidária Local O exemplo de Porto Alegre Secretaria de Coordenação Política e Governança Local Porto Alegre / RS / Brasil Brasília 2.027 Km Buenos Aires 1.063 Km Montevidéu 890 Km Assunção

Leia mais

APRESENTAÇÃO CURSO FORMAÇÃO POLITICA PPS PR Curso Haj Mussi Tema Sustentabilidade

APRESENTAÇÃO CURSO FORMAÇÃO POLITICA PPS PR Curso Haj Mussi Tema Sustentabilidade APRESENTAÇÃO CURSO FORMAÇÃO POLITICA PPS PR Curso Haj Mussi Tema Sustentabilidade Desenvolvido por: Neuza Maria Rodrigues Antunes neuzaantunes1@gmail.com AUMENTO DA POPULAÇÃO URBANA 85% NO BRASIL (Censo

Leia mais

PEDAGOGO QUESTÕES DE PROVAS DE CONCURSOS PÚBLICOS DO MAGISTÉRIO

PEDAGOGO QUESTÕES DE PROVAS DE CONCURSOS PÚBLICOS DO MAGISTÉRIO PEDAGOGO 01. Um pedagogo que tem como pressuposto, em sua prática pedagógica, a concepção de que o aluno é o centro do processo e que cabe ao professor se esforçar para despertar-lhe a atenção e a curiosidade,

Leia mais

Comunicação em jogo: a relação entre as mudanças organizacionais e as atividades lúdicas

Comunicação em jogo: a relação entre as mudanças organizacionais e as atividades lúdicas Comunicação em jogo: a relação entre as mudanças organizacionais e as atividades lúdicas Tainah Schuindt Ferrari Veras Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Bauru/SP e-mail: tainah.veras@gmail.com

Leia mais

EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA NA UFMG: EAD E O CURSO DE LETRAS

EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA NA UFMG: EAD E O CURSO DE LETRAS Aline Passos Amanda Antunes Ana Gabriela Gomes da Cruz Natália Neves Nathalie Resende Vanessa de Morais EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA NA UFMG: EAD E O CURSO DE LETRAS Trabalho apresentado à disciplina online Oficina

Leia mais

UMA REFLEXÃO SOBRE A REDE MUNDIAL DE COMPUTADORES

UMA REFLEXÃO SOBRE A REDE MUNDIAL DE COMPUTADORES Uma reflexão sobre a rede mundial de computadores 549 UMA REFLEXÃO SOBRE A REDE MUNDIAL DE COMPUTADORES por Guilherme Paiva de Carvalho * CASTELLS, Manuel. A galáxia da Internet: reflexões sobre a Internet,

Leia mais

UNIDADE II METODOLOGIA DO FORMAÇÃO PELA ESCOLA

UNIDADE II METODOLOGIA DO FORMAÇÃO PELA ESCOLA UNIDADE II METODOLOGIA DO FORMAÇÃO PELA ESCOLA Quando focalizamos o termo a distância, a característica da não presencialidade dos sujeitos, num mesmo espaço físico e ao mesmo tempo, coloca se como um

Leia mais

ü Curso - Bacharelado em Sistemas de Informação

ü Curso - Bacharelado em Sistemas de Informação Curso - Bacharelado em Sistemas de Informação Nome e titulação do Coordenador: Coordenador: Prof. Wender A. Silva - Mestrado em Engenharia Elétrica (Ênfase em Processamento da Informação). Universidade

Leia mais

O PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO NO CONTEXTO DA GESTÃO ESCOLAR 1

O PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO NO CONTEXTO DA GESTÃO ESCOLAR 1 O PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO NO CONTEXTO DA GESTÃO ESCOLAR 1 Janete Maria Lins de Azevedo 2 Falar sobre o projeto pedagógico (PP) da escola, considerando a realidade educacional do Brasil de hoje, necessariamente

Leia mais

VERSÃO APROVADA Tradução de cortesia ANEXO 4

VERSÃO APROVADA Tradução de cortesia ANEXO 4 ANEXO 4 RELATÓRIO PRELIMINAR DO CEED AO CONSELHO DE DEFESA SUL- AMERICANO SOBRE OS TERMOS DE REFERÊNCIA PARA OS CONCEITOS DE SEGURANÇA E DEFESA NA REGIÃO SUL- AMERICANA O é uma instância de conhecimento

Leia mais

Ministério da Saúde SAÚDE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: SAÚDE NA RIO + 20

Ministério da Saúde SAÚDE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: SAÚDE NA RIO + 20 Ministério da Saúde SAÚDE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: SAÚDE NA RIO + 20 INTRODUÇÃO A Organização das Nações Unidas realizará em junho de 2012, no Rio de Janeiro, a Conferência das Nações Unidas sobre

Leia mais

IV EDIPE Encontro Estadual de Didática e Prática de Ensino 2011

IV EDIPE Encontro Estadual de Didática e Prática de Ensino 2011 PORTAL DO FÓRUM GOIANO DE EJA: INTERAÇÃO SOCIAL E EDUCAÇÃO EM AMBIENTE VIRTUAL Danielly Cardoso da Silva Karla Murielly Lôpo Leite Maria Emília de Castro Rodrigues O presente texto tem por objetivo apresentar

Leia mais

A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO COMO PRINCÍPIO EDUCATIVO NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES

A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO COMO PRINCÍPIO EDUCATIVO NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO COMO PRINCÍPIO EDUCATIVO NA FORMAÇÃO DE Universidade Estadual De Maringá gasparin01@brturbo.com.br INTRODUÇÃO Ao pensarmos em nosso trabalho profissional, muitas vezes,

Leia mais

Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros

Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros Maria do Socorro Pimentel da Silva 1 Leandro Mendes Rocha 2 No Brasil, assim como em outros países das Américas, as minorias étnicas viveram

Leia mais

(Publicada no D.O.U em 30/07/2009)

(Publicada no D.O.U em 30/07/2009) MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE CONSELHO NACIONAL DE RECURSOS HÍDRICOS RESOLUÇÃO N o 98, DE 26 DE MARÇO DE 2009 (Publicada no D.O.U em 30/07/2009) Estabelece princípios, fundamentos e diretrizes para a educação,

Leia mais

COMUNICAÇÃO EM SAÚDE

COMUNICAÇÃO EM SAÚDE Fórum ONG/AIDS RS COMUNICAÇÃO EM SAÚDE Paulo Giacomini Porto Alegre, 30 de Outubro de 2014. Comunicação 1. Ação de comunicar, de tornar comum (à comunidade) uma informação (fato, dado, notícia); 2. Meio

Leia mais

SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO EM REDE. Resumo

SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO EM REDE. Resumo SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO EM REDE Cleide Aparecida Carvalho Rodrigues 1 Resumo A proposta para a realização do SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO EM REDE surgiu durante uma das atividades do Grupo de Estudos de Novas Tecnologias

Leia mais

Desenvolvimento Local: Um processo sustentado no investimento em capital social

Desenvolvimento Local: Um processo sustentado no investimento em capital social Desenvolvimento Local: Um processo sustentado no investimento em capital social 1 Resumo por Carlos Lopes Nas próximas paginas, apresento uma fundamental estratégia para o estabelecimento de relacionamento

Leia mais

ESCOLA-COMUNIDADE-UNIVERSIDADE: PARCEIRAS NA SOCIALIZAÇÃO DOS CONHECIMENTOS E DOS RECURSOS TECNOLÓGICOS

ESCOLA-COMUNIDADE-UNIVERSIDADE: PARCEIRAS NA SOCIALIZAÇÃO DOS CONHECIMENTOS E DOS RECURSOS TECNOLÓGICOS ESCOLA-COMUNIDADE-UNIVERSIDADE: PARCEIRAS NA SOCIALIZAÇÃO DOS CONHECIMENTOS E DOS RECURSOS TECNOLÓGICOS Débora Laurino Maçada FURG Sheyla Costa Rodrigues FURG RESUMO - Este projeto visa estabelecer a parceria

Leia mais

Esta publicação tem por objetivo apresentar o Programa Cultura Viva, de responsabilidade da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural do

Esta publicação tem por objetivo apresentar o Programa Cultura Viva, de responsabilidade da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural do Esta publicação tem por objetivo apresentar o Programa Cultura Viva, de responsabilidade da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, de modo a facilitar sua compreensão

Leia mais

Lei N X.XXX de XX de XXXXX de XXX

Lei N X.XXX de XX de XXXXX de XXX Lei N X.XXX de XX de XXXXX de XXX Dispõe sobre a Educação Ambiental, institui a Política Estadual de Educação Ambiental e dá outras providências. A GOVERNADORA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE: FAÇO SABER

Leia mais

O advento das tecnologias da era pósindustrial

O advento das tecnologias da era pósindustrial 3.2 AS CRISES DO CENÁRIO O advento das tecnologias da era pósindustrial As tecnologias que ordenaram a era industrial foram ultrapassadas pelas novas tecnologias surgidas a partir do século XX, especialmente

Leia mais

UMA ESTÉTICA PARA A ESTÉTICA

UMA ESTÉTICA PARA A ESTÉTICA UMA ESTÉTICA PARA A ESTÉTICA Por Homero Alves Schlichting Doutorando no PPGE UFSM homero.a.s@gmail.com Quando falares, procura que tuas palavras sejam melhores que teus silêncios. (Provérbio da cultura

Leia mais

A preparação do Brasil para a Conferência Rio+20 Sugestões para contribuições

A preparação do Brasil para a Conferência Rio+20 Sugestões para contribuições A preparação do Brasil para a Conferência Rio+20 Sugestões para contribuições I. Informações preliminares sobre a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável ( Rio+20 ) De 28 de maio

Leia mais

TRABALHO COMO DIREITO

TRABALHO COMO DIREITO Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 419 CEP: 05403-000 São Paulo SP Brasil TRABALHO COMO DIREITO () 04/12/2013 1 O direito ao trabalho no campo da Saúde Mental: desafio para a Reforma Psiquiátrica brasileira

Leia mais

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CONSELHO SUPERIOR DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CONSELHO SUPERIOR DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CONSELHO SUPERIOR DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO Resolução n 69/ 2011 Aprova o Projeto Pedagógico do Curso de Graduação em, Bacharelado, do Centro

Leia mais

Política do Programa de Voluntariado do Grupo Telefônica

Política do Programa de Voluntariado do Grupo Telefônica Política do Programa de Voluntariado do Grupo Telefônica INTRODUÇÃO O Grupo Telefônica, consciente de seu importante papel na construção de sociedades mais justas e igualitárias, possui um Programa de

Leia mais

Curso de Formação Pedagógica para Docentes da FEI. Coordenação Prof. Dr. Marcos T. Masetto

Curso de Formação Pedagógica para Docentes da FEI. Coordenação Prof. Dr. Marcos T. Masetto Curso de Formação Pedagógica para Docentes da FEI Coordenação Prof. Dr. Marcos T. Masetto 1 Curso de Formação Pedagógica para Docentes da FEI Professor Doutor Marcos T. Masetto Objetivos Desenvolver competências

Leia mais

I Jornada de Pesquisa e Extensão Trabalhos Científicos

I Jornada de Pesquisa e Extensão Trabalhos Científicos I Jornada de Pesquisa e Extensão Trabalhos Científicos LABORATÓRIO DE CONVERGÊNCIA DE MÍDIAS PROJETO DE CRIAÇÃO DE UM NOVO AMBIENTE DE APRENDIZADO COM BASE EM REDES DIGITAIS. 1 Palavras-chave: Convergência,

Leia mais

A INFLUÊNCIA DAS NOVAS TECNOLOGIAS NO PROCESSO DE ENSINO: VANTAGENS E DESVANTAGENS

A INFLUÊNCIA DAS NOVAS TECNOLOGIAS NO PROCESSO DE ENSINO: VANTAGENS E DESVANTAGENS A INFLUÊNCIA DAS NOVAS TECNOLOGIAS NO PROCESSO DE ENSINO: VANTAGENS E DESVANTAGENS Vitor Cleton Viegas de Lima 1 Cristiane Camargo Aita 2 Daniele Pinto Andres 3 Resumo: este artigo tem por objetivo levantar

Leia mais

X Encontro Nacional de Escolas de Governo

X Encontro Nacional de Escolas de Governo X Encontro Nacional de Escolas de Governo Painel Cursos de pós-graduação nas escolas de governo A experiência da Enap na oferta de cursos de pós-graduação lato sensu Carmen Izabel Gatto e Maria Stela Reis

Leia mais

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CONSELHO SUPERIOR DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CONSELHO SUPERIOR DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CONSELHO SUPERIOR DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO RESOLUÇÃO N 72/2009 Aprova o Projeto Político-Pedagógico do Curso de Sistemas de Informação, modalidade

Leia mais

A inclusão de alunos com necessidades educativas especiais no ensino superior

A inclusão de alunos com necessidades educativas especiais no ensino superior UNIrevista - Vol. 1, n 2: (abril 2006) ISSN 1809-4651 A inclusão de alunos com necessidades educativas especiais no ensino superior Marilú Mourão Pereira Resumo Fisioterapeuta especialista em neurofuncional

Leia mais

Realização de rodas de conversa e de troca de conhecimento para intercâmbio do que foi desenvolvido e produzido.

Realização de rodas de conversa e de troca de conhecimento para intercâmbio do que foi desenvolvido e produzido. Realização de rodas de conversa e de troca de conhecimento para intercâmbio do que foi desenvolvido e produzido. Criar novos mecanismos de intercâmbio e fortalecer os programas de intercâmbio já existentes,

Leia mais

O PAPEL DO GESTOR COMO MULTIPLICADOR

O PAPEL DO GESTOR COMO MULTIPLICADOR Programa de Capacitação PAPEL D GESTR CM MULTIPLICADR Brasília 12 de maio de 2011 Graciela Hopstein ghopstein@yahoo.com.br Qual o conceito de multiplicador? Quais são as idéias associadas a esse conceito?

Leia mais

PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO STRICTO SENSU EM POLÍTICAS PÚBLICAS, ESTRATÉGIAS E DESENVOLVIMENTO

PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO STRICTO SENSU EM POLÍTICAS PÚBLICAS, ESTRATÉGIAS E DESENVOLVIMENTO PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO STRICTO SENSU EM POLÍTICAS PÚBLICAS, ESTRATÉGIAS E DESENVOLVIMENTO LINHA DE PESQUISA: POLÍTICAS PÚBLICAS DE CULTURA JUSTIFICATIVA O campo de pesquisa em Políticas Públicas de

Leia mais

TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO: APRENDIZAGEM POR PROJETOS INTERDISCIPLINARES

TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO: APRENDIZAGEM POR PROJETOS INTERDISCIPLINARES 1 TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO: APRENDIZAGEM POR PROJETOS INTERDISCIPLINARES Eliana Rela 1 Karla Marques da Rocha 2 Marceli Behm Goulart 3 Marie Jane Soares Carvalho 4 RESUMO: É inadiável tentar

Leia mais

Atribuições federativas nos sistemas públicos de garantia de direitos

Atribuições federativas nos sistemas públicos de garantia de direitos Atribuições federativas nos sistemas públicos de garantia de direitos Atribuições federativas nos sistemas públicos de garantia de direitos Características da Federação Brasileira Federação Desigual Federação

Leia mais

RE SIGNIFICANDO A AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL

RE SIGNIFICANDO A AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL RE SIGNIFICANDO A AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL Maria Celina Melchior Dados da autora Mestre em Educação, Avaliadora Institucional do INEP/SINAES/MEC, atuou como avaliadora in loco do Prêmio Inovação em Gestão

Leia mais

A Arquivologia como campo de pesquisa: desafios e perspectivas. José Maria Jardim Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO

A Arquivologia como campo de pesquisa: desafios e perspectivas. José Maria Jardim Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO A Arquivologia como campo de pesquisa: desafios e perspectivas José Maria Jardim Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO A indissociabilidade entre ensino/produção/difusão do conhecimento

Leia mais

ASSOCIATIVISMO. Fonte: Educação Sebrae

ASSOCIATIVISMO. Fonte: Educação Sebrae ASSOCIATIVISMO Fonte: Educação Sebrae O IMPORTANTE É COOPERAR A cooperação entre as pessoas pode gerar trabalho, dinheiro e desenvolvimento para toda uma comunidade COOPERAR OU COMPETIR? Cooperar e competir

Leia mais

CAPÍTULO 1 INTRODUÇÃO

CAPÍTULO 1 INTRODUÇÃO CAPÍTULO 1 INTRODUÇÃO A atuação do homem no meio ambiente, ao longo da história, fornece provas de suas ações em nome do progresso. Esta evolução tem seu lado positivo, pois abre novos horizontes, novas

Leia mais

Educação e Mão de Obra para o Crescimento

Educação e Mão de Obra para o Crescimento Fórum Estadão Brasil Competitivo: Educação e Mão de Obra para o Crescimento Maria Alice Setubal Presidente dos Conselhos do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária Cenpece

Leia mais

PROJETO DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA NA ESCOLA

PROJETO DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA NA ESCOLA PROJETO DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA NA ESCOLA O que é o Projeto de Intervenção Pedagógica? O significado de projeto encontrado comumente nos dicionários da Língua Portuguesa está associado a plano de realizar,

Leia mais

Programa do Curso. Cultura da mobilidade e Educação: desvendando possibilidades pedagógicas

Programa do Curso. Cultura da mobilidade e Educação: desvendando possibilidades pedagógicas UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA UNEB DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO CAMPUS I MESTRADO EM EDUCAÇÃO E CONTEMPORANEIDADE LINHA DE PESQUISA: JOGOS ELETRÔNICOS E APRENDIZAGEM GRUPO DE PESQUISA: COMUNIDADES VIRTUAIS

Leia mais

CONSELHO NACIONAL DO SESI. Reconhecendo Parcerias, Transformando Vidas. REGULAMENTO

CONSELHO NACIONAL DO SESI. Reconhecendo Parcerias, Transformando Vidas. REGULAMENTO CONSELHO NACIONAL DO SESI Reconhecendo Parcerias, Transformando Vidas. Um Selo que surge para reconhecer o trabalho das pessoas e instituições que, em parceria com o SESI, constroem pontes para que adolescentes

Leia mais

PROGRAMA ÉTICA E CIDADANIA construindo valores na escola e na sociedade. Democracia na escola Ana Maria Klein 1

PROGRAMA ÉTICA E CIDADANIA construindo valores na escola e na sociedade. Democracia na escola Ana Maria Klein 1 PROGRAMA ÉTICA E CIDADANIA construindo valores na escola e na sociedade Democracia na escola Ana Maria Klein 1 A escola, instituição social destinada à educação das novas gerações, em seus compromissos

Leia mais

EDUCADOR INFANTIL E O PROCESSO FORMATIVO NA CONSTRUÇÃO DE ATORES REFLEXIVOS DA PRÁTICA PEDAGÓGICA

EDUCADOR INFANTIL E O PROCESSO FORMATIVO NA CONSTRUÇÃO DE ATORES REFLEXIVOS DA PRÁTICA PEDAGÓGICA GT-1 FORMAÇÃO DE PROFESSORES EDUCADOR INFANTIL E O PROCESSO FORMATIVO NA CONSTRUÇÃO DE ATORES REFLEXIVOS DA PRÁTICA PEDAGÓGICA RESUMO Maria de Lourdes Cirne Diniz Profa. Ms. PARFOR E-mail: lourdinhacdiniz@oi.com.br

Leia mais

O Envelhecimento Populacional e as Repercussões na Política de Saúde e nas Famílias

O Envelhecimento Populacional e as Repercussões na Política de Saúde e nas Famílias O Envelhecimento Populacional e as Repercussões na Política de Saúde e nas Famílias Daiana de Aquino Hilario Machado * RESUMO: Neste artigo estaremos discutindo sobre as repercussões do envelhecimento

Leia mais

O SERVIÇO SOCIAL NA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO: ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NA CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DE CIDADANIA.

O SERVIÇO SOCIAL NA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO: ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NA CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DE CIDADANIA. O SERVIÇO SOCIAL NA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO: ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NA CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DE CIDADANIA. Profa. Elizabeth Rodrigues Felix 1 I- INTRODUÇÃO Com dezoito anos de existência, o

Leia mais

2 - Sabemos que a educação à distância vem ocupando um importante espaço no mundo educacional. Como podemos identificar o Brasil nesse contexto?

2 - Sabemos que a educação à distância vem ocupando um importante espaço no mundo educacional. Como podemos identificar o Brasil nesse contexto? A EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA E O FUTURO Arnaldo Niskier 1 - Qual a relação existente entre as transformações do mundo educacional e profissional e a educação à distância? A educação à distância pressupõe uma

Leia mais