ORIENTAÇÕES SOBRE AFASTAMENTOS DE SAÚDE

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1 ORIENTAÇÕES SOBRE AFASTAMENTOS DE SAÚDE É direito do servidor ausentar-se, se, sem prejuízo da remuneração a que fizer jus, por motivo de tratamento da própria saúde ou de pessoa de sua família, enquanto durar a limitação laborativa ou a necessidade de acompanhamento ao familiar, dentro dos prazos e das condições previstas na legislação vigente. ATESTADO MÉDICO Ao se afastar do trabalho por motivo de saúde, é dever de o servidor informar à chefia imediata sobre seu afastamento e agendar a perícia, nos casos obrigatórios. Na impossibilidade de fazê-lo, um familiar ou alguém de sua confiança poderá assumir a responsabilidade de proceder aos encaminhamentos e observar os prazos estabelecidos na legislação. CONTEÚDO Ao receber o atestado médico (original), devem ser observados os seguintes dados, de maneira legível e sem rasuras: 1. Identificação do servidor ou seu dependente legal (acompanhar pessoa da família); 2. Tempo de afastamento sugerido; 3. CID (Classificação Internacional das Doenças); 4. Local e Data; 5. Identificação do médico/dentista, com assinatura e número do registro no Conselho de Classe. PRAZO Em seguida, o atestado deverá ser apresentado no prazo máximo de cinco dias corridos, contados da data do início do afastamento do servidor. O atestado apresentado fora do prazo estabelecido, apenas será recebido mediante justificativa 1 que será submetida à análise por peritos oficiais. Caso a justificativa não seja aceita, caracterizará falta ao serviço, nos termos do art. 44, inciso I, da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de Caberá à Unidade de SIASS avaliar as razões que motivaram o atraso e aceitar ou não o atestado para homologá-lo mediante perícia oficial.

2 LOCAL DE ENTREGA O atestado médico dos servidores com exercício na Sede, em Unidade de Conservação e Centro de Pesquisa e Conservação, localizados no Distrito Federal, deverá ser entregue na Coordenação-Geral de Gestão de Pessoas (CGGP), no setor de Qualidade de Vida no Trabalho. O atestado médico dos demais servidores deverá ser entregue na Coordenação Regional ou Centros de Pesquisa e Conservação a que estiverem vinculados para registro no Siape Saúde e agendamento das perícias s, quando for o caso. O servidor ou familiar deverá entregar o atestado original (os peritos não aceitam cópias) e este deverá ser tramitado em envelope lacrado, identificado e marcado como confidencial, constando o último dia trabalhado, um telefone e para contato com o servidor (ou familiar) e sua chefia imediata. PERÍCIA MÉDICA CONCEITO É o ato administrativo que consiste na avaliação técnica de questões relacionadas à saúde e à capacidade laboral,, realizada na presença do servidor por médico ou cirurgião-dentista formalmente designado. A perícia oficial em saúde produz informações para fundamentar as decisões da administração no tocante ao disposto na Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, e suas alterações posteriores. De acordo com o prazo e modalidade, as licenças para tratamento de saúde e odontológica podem ser tratadas de duas maneiras: licença dispensada de perícia e licença concedida mediante avaliação pericial,, conforme descrito abaixo: LICENÇA CONCEDIDA MEDIANTE PERÍCIA MÉDICA OBRIGATÓRIA LICENÇA DISPENSADA DE PERÍCIA MÉDICA TRATAMENTO DA PRÓPRIA SAÚDE 2 A partir do 6º (sexto) dia 3 em diante de licença A partir do 15º (décimo quinto) dia em 12 (doze) meses Atestado sem CID (Classificação Internacional de Doenças) independentemente do número de dias Dados incompletos ou ilegíveis no atestado médico Mediante recomendação do perito, chefia e RH, a qualquer momento, mesmo cumprindo todos os requisitos De 01 (um) a 05 (cinco) dias de licença Até 14 (quatorze) dias em 12 (doze) meses* 2 As licenças para tratar a própria saúde ou para acompanhar familiar não são somadas entre si, uma vez que são de espécies diferentes (Art. 203 e 83, Lei nº 8112/90) 3 As datas descritas são consideradas como dias corridos, incluindo feriados, finais de semana, contadas a partir do primeiro dia de afastamento.

3 LICENÇA CONCEDIDA MEDIANTE PERÍCIA MÉDICA OBRIGATÓRIA LICENÇA DISPENSADA DE PERÍCIA MÉDICA TRATAMENTO DA SAÚDE DE PESSOA DA FAMÍLIA 4 A partir do 4º (quarto) dia em diante de licença A partir do 15º (décimo quinto) dia em 12 (doze) meses Atestado sem CID independentemente do número de dias Dados incompletos ou ilegíveis no atestado médico Mediante recomendação do perito, chefia e RH, a qualquer momento, mesmo cumprindo todos os requisitos De 01 a 03 (três) dias de licença Até 14 (quatorze) dias em 12 (doze) meses* * Por exemplo: um servidor usufruiu 3 (três) dias de licença para tratar sua saúde a partir de 18 de junho de O responsável pelos atestados médicos da Unidade verifica no SIAPE-Saúde se houve outras licenças s, da mesma espécie, desde 18 de junho de Caso o servidor tenha retirado outras licenças que, somadas, resultem em 15 (quinze) dias ou mais, deverá passar por avaliação pericial mesmo que a licença apresentada no dia 18 de junho de 2015 contabilize 3 (três) dias. Observação: Nos casos de perícia obrigatória o atestado médico não garante a homologação do afastamento do servidor, cabendo ao perito avaliar se a doença que acomete o periciado impede de manter sua capacidade laboral. No caso de acompanhamento de pessoa da família, a licença somente será deferida se a assistência pessoal do servidor ao familiar for indispensável e não puder ser prestada simultaneamente, com o exercício do cargo ou mediante compensação de horário. MODALIDADES DA PERÍCIA OFICIAL A licença de até 120 dias, ininterruptos ou não, no período de 12 meses, será avaliada por perícia singular e acima deste número de dias, obrigatoriamente, por junta oficial composta por três médicos ou três cirurgiões-dentistas, respeitando as áreas de atuação. Até 120 dias de licença 5 Acima de 120 dias de licença 6 Perícia Oficial Singular em Saúde (obrigatória) Junta Oficial em Saúde (obrigatória) 4 Pessoas da família são aquelas consideradas pela Lei nº 8112/90, Art. 83 e previamente cadastradas no SIAPE. 5 Art. 3º Decreto 7003/09 6 Art º Lei nº 8112/90

4 LOCAL DA PERÍCIA As perícias s oficiais serão realizadas nas Unidades do Subsistema de Atenção à Saúde do Servidor (SIASS) mais próximas da localização do servidor, após agendamento realizado pelo setor de Qualidade de Vida para os servidores do Distrito Federal e pelas Coordenações Regionais (CR) para os demais servidores. A CR vinculada à unidade do servidor deverá prestar informações sobre o agendamento e o local da perícia. APÓS A PERÍCIA Depois de realizada a perícia e confirmada a incapacidade do servidor para o trabalho, haverá o registro pelo perito no módulo Siape Saúde, o qual emitirá o laudo médico pericial impresso em 3 (três) vias: 1ª via Servidor 2ª via Chefia 3ª via Pasta Médica Para as licenças dispensadas de perícia oficial haverá registro no módulo Siape Saúde pelos responsáveis por atestados nas Unidades Descentralizadas e na Sede. RETORNO DO AFASTAMENTO Ao receber o laudo médico pericial, é importante verificar as informações descritas no documento, as quais indicarão os próximos passos, tais como:

5 Após o término da licença, o servidor deverá retornar às suas atividades laborais normalmente. Caso o perito tenha indicado a reavaliação ao final da licença, é responsabilidade do servidor comunicar a necessidade de agendamento da nova perícia. Se o servidor, próximo ao fim de sua licença, não estiver em condições de retornar ao trabalho, deverá passar por nova perícia 7, a fim de que o perito avalie a concessão de novo afastamento médico. DECLARAÇÃO DE COMPARECIMENTO X ATESTADO É importante salientar a diferença entre as declarações de comparecimento a tratamentos/consultas s e os atestados médicos. O acompanhamento ou comparecimento a consultas, a exames e a atendimentos de urgência e emergência, por períodos inferiores a 01 (um) dia serão tratados administrativamente pela chefia do servidor, não exigem perícia e não se configuram como licença. ARMAZENAMENTO DE DOCUMENTOS MÉDICOS Por serem documentos confidenciais, os atestados médicos, laudos ou qualquer documento de caráter sigiloso que faça referência à condição de saúde dos servidores não poderão ser anexados à folha de ponto, devendo, portanto, ser arquivados na pasta do servidor. Caso a CR não possua local destinado a este fim, poderá enviar os atestados para serem arquivados na Coordenação Geral de Gestão de Pessoas (CGGP), no Setor de Qualidade de Vida no Trabalho. As declarações de comparecimento a tratamentos/consultas deverão ser entregues às chefias que as manterão sob sua guarda. 7 Desde que a situação de adoecimento seja possível de ser verificada pela perícia. Assim, ficará sempre a critério do perito solicitar exames complementares.

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