ODESEMBAR UE A N.º 16 PUBLICAÇÃO PERIÓDICA JULHO 2013 REVIST

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1 O DESEMBAR UE REVISTA N.º 16 PUBLICAÇÃO PERIÓDICA JULHO 2013

2 índice Editorial Meditando um pouco! 3 Cartas ao Director Carta a um Amigo 4 Eventos CEMA inaugura alto-relevo O Fuzileiro 5 Dia do Combatente 8 O 10 de Junho 9 Corpo de Fuzileiros A Escola de Fuzileiros tem novos Brasões de Armas 10 Comemorações do 392.º Aniversário do Corpo de Fuzileiros 12 Contos & Narrativas Seis vacas valia Mariana 13 Opinião O Conceito Estratégico de Defesa Nacional As Forças Armadas como Instituição estruturante do Estado 15 O Direito de Dizer A Advocacia e o Direito dos Cidadãos ao Acesso à Justiça 17 A Criança e o Jogo 19 Convívios Destacamento de Fuzileiros Especiais N.º 13 Guiné 1968/ º Encontro dos Escolas de Destacamento de Fuzileiros Especiais N.º 9 Moçambique 1971/73 23 Homenagens Sargento FZE Mário Rodrigues Afonso O Magala 24 Entrevista Contra-Almirante José Luís Ferreira Leiria Pinto 25 Crónicas O rapto de D. Duarte de Bragança na Guiné 31 Companhia de Fuzileiros N.º 6 Angola 1973/75 33 Breve história dos Fuzileiros Formação, Combatente, Paz e Serviço Diplomático 37 Delegações Delegação do Algarve 39 Delegação de Juromenha/Elvas 41 Delegação de Vila Nova de Gaia 43 Divisões Divisão do Mar e das Actividades Lúdicas e Desportivas 45 Notícias Cadetes do Mar Fuzileiros 47 Assembleia-Geral 48 Formação em Língua Inglesa para Elementos da Force Protection 50 O Vice-Presidente da Câmara Municipal de Elvas e os Directores do Museu Militar de Elvas visitam o Museu do Fuzileiro e a nossa Associação 51 Troca do kit de LVT-4 na Sala-Museu do Fuzileiro 52 Visita do Director-Geral da DGAM e do Capitão do Porto de Lisboa à Associação de Fuzileiros 52 Visita do Director de Infraestruturas da Marinha à Associação de Fuzileiros 53 Escolas 88 Regresso à Escola 53 A Associação de Fuzileiros participa na iniciativa Cidade Limpa 54 Protocolos Assinatura de Protocolos Divisão do Mar e das Actividades Lúdicas e Desportivas (Secção de Tiro) 54 Obituário 55 Diversos 55 ficha técnica Publicação Periódica da Associação de Fuzileiros Revista n.º 16 Julho 2013 Propriedade Associação de Fuzileiros Rua Miguel Pais, n.º 25, 1.º Esq Barreiro Tel.: Telem.: Edição e Redacção Direcção da Associação de Fuzileiros Director Lhano Preto Directores Adjuntos Cardoso Moniz e Marques Pinto Colaborações Delegações da AFZ, LP, MP, CM, Ribeiro Ramos, Miranda Neto, CMP, CCFZ, EFZ, BFZ Fotografia: Ribeiro, Afonso Brandão, Pedro Gonçalves, Mário Manso e Lema Santos Coordenação gráfica e paginação electrónica Manuel Lema Santos Impressão e acabamento Gazela - Artes Gráficas, Lda. Rua Sebastião e SIlva, n.º 79 - Massamá Queluz Tel.: Fax: Tiragem exemplares Exceptuando-se os artigos assinalados e da responsabilidade dos respectivos autores, a redacção desta revista não está adaptada às regras de novo acordo ortográfico

3 editorial Meditando um pouco! Francisco Lhano Preto Penso que a altura para balanços é no fim do ano, mas acordei hoje com três frases que se aplicam muito na instrução na Escola de Fuzileiros e que não posso deixar de partilhar com todos os associados, pois que também se encaixam no dia-a-dia da nossa Associação e, porventura também, em toda a nossa vida. Como sabem, este mandato dos Corpos Sociais da nossa AFZ termina no fim deste ano e, não querendo fazer um balanço, não posso deixar de afirmar: muito foi feito, mas muito há para fazer. Posso dizer-vos que houve imenso trabalho e, como em todas as equipas houve quem despendesse maior ou menor esforço. Contudo, como poderemos nós medi-lo? O esforço, nestes casos é sempre grande, já que a retribuição monetária não existe. De qualquer forma penso que, na natureza do nosso trabalho, porque inteiramente voluntário, as retribuições monetárias nem sequer são importantes, não terão mesmo importância nenhuma, porque todos dão o melhor que podem e sabem em prol da causa: Os Fuzileiros. Para quem deu o seu melhor pela causa, a grande retribuição é prestada, em satisfação pessoal, no fim de cada trabalho realizado, plasmada na alegria dos nossos associados, já que as mais das vezes nem é preciso dizerem-nos que foi bom ou obrigado pelo trabalho, bastando o brilhar dos seus olhos para nos transmitem o seu reconhecimento. Entre parênteses relembro aqui, a propósito, a visita que fizemos ao Afonso (O Magala) que nos deixou há uns meses e a quem o seu amigo Talhadas fez um pequeno texto bem elucidativo do grande Fuzileiro que foi, incluído nesta revista, em nome de todos os que com ele tiveram o prazer de conviver nesta vida, nem que tenha sido só por um dia. Já no Hospital do Barreiro, nos seus últimos dias, quando eu, o Talhadas, o Leal, o Couto e o Pinto o fomos visitar, a melhor despedida que nos poderia ter feito, foi levar a nossa mão ao seu coração para transmitir a amizade que tinha por nós. Apesar do momento ser difícil, para todos nós, tornou-se mais fácil quando partiu, pela coincidente e dignificante despedida. Estes e outros factos dão-nos alma para fazer melhor! Mas fechando os parênteses e voltando um pouco atrás. Como podemos avaliar o esforço de cada um se, muitas vezes, para um Associado ou elemento da Direcção, só a deslocação à sede da AFZ, face às variadas distâncias que têm de percorrer, se torna mais ou menos difícil ou oneroso? E para aqueles que estão a trabalhar em suas casas, horas a fio, talvez postergando afazeres pessoais? Por tudo isto, devemos dizer a todos os que participaram: obrigado porque valeu e vale a pena. O mais importante é que, sem dúvida, a nossa Associação está melhor, física e institucionalmente. Estando no fim das obras de requalificação, penso poder afirmar, que os diversos espaços estão mais agradáveis e, a justificá-lo, está a afluência quer individual quer de grupos de Fuzileiros ou de Marinha cuja frequência tem vindo a aumentar. Também o ambiente institucional tem melhorado imenso e, neste campo é sempre muito importante que haja respeito, nas nossas reuniões ou nas nossas conversas ou até nas nossas Assembleias. A propósito desta temática relembro uma expressão do Jaime que, numa das nossas conversas, me interrogava se achava que todos os elementos da Direcção e da Associação concordavam com tudo. Apressei-me a responder-lhe que se tal acontecesse estaríamos perto do fim da Associação ou então estávamos todos cacimbados, como dizíamos em África. As reuniões são, também, para divergirmos e para consensualizarmos, para que seja possível tirarmos o azimute e solucionar os problemas da forma melhor e mais ampla. Se não houver alguém que discorde, não nos obrigamos a repensar os assuntos e a eventualmente rever posições quando for aconselhável. É frequente que vejamos os problemas de forma diferente e é por isso que somos Homens e não máquinas. Como, algures havia prometido, aqui deixo as frases tantas vezes gritadas pelo Simões, pelo Cardetas, pelo Romão e por tantos outros Oficiais, Sargentos ou Praças, instrutores, aos seus alunos, e hoje já repetidas pelos nossos sócios não Originários (Efectivos, Descendentes ou Aderentes) homens e mulheres envolvidos nos mesmos ideais e princípios: se fosse fácil estariam cá outros ; a equipa é mais do que a soma dos elementos ; e tudo se faz aos poucos, pois o caminho faz-se caminhando. Perguntarão muitos o que se pretende significar com as linhas e entrelinhas deste texto? O objectivo final é o de alertar a massa dos nossos Associados para o facto de que esta Direcção e restantes Órgãos Sociais terminarem o seu mandato no fim deste ano. Por isso, é indispensável constituírem-se novas equipas, coesas, determinadas e suficientemente altruístas para darem sem esperar recompensa e se darem à Associação que é de todos nós. É necessário que comecem a aparecer novas faces, novas ideias, sangue novo, gente que dê continuidade ao trabalho desenvolvido e que, quiçá, possa fazer diferente mas sempre mais e melhor e a quem se passe o testemunho com tranquilidade. Só assim se poderá engrandecer a nossa Associação, para possibilitar prestar algum apoio a quem, por qualquer razão precise, nem que seja, e muitas vezes é, de apenas uma palavra amiga. A quem possa, eventualmente estar interessado em constituir equipa, não direi que é tudo muito simples, sem espinhos e que, por vezes, não há incompreensões e críticas de quem está de fora e geralmente possui poucos dados ou os avalia de forma simples e demasiadamente exigente, face a quem está apenas por amor à camisola. Relembro porém: se fosse fácil estariam cá outros. Apesar de tudo, posso hoje afirmar que sairei mais Homem e mais sábio desta jornada de uns anos. Aprendi muito e muito posso agradecer a todos, pois amizade e incentivos nunca me faltaram, da esmagadora maioria dos Associados e de todos os meus ilustres pares. Termino com um: valeu a pena. Fuzileiro uma vez, Fuzileiro para sempre Lhano Preto Presidente da Direcção 3

4 cartas ao director Carta a um Amigo Guilhermino Ângelo Os anos já me ofuscam a memória, mas recordo ter sido num frio e chuvoso inverno que nos conhecemos. Éramos então jovens alunos a frequentar cursos do 1.º Grau na Escola de Mecânicos, em Vila Franca de Xira. Seguimos depois para unidades diferentes por diferentes serem as nossas especialidades. Não foi longa a separação. Alguns meses depois estávamos como voluntários a frequentar o curso de Fuzileiros Especiais, em Vale de Zebro. Concluído aquele curso vieram as comissões nos Destacamentos em Angola, na Guiné e, por fim, em Moçambique. Comissões que deram para cimentar a nossa amizade e para conhecer bem os rios e lagos daqueles territórios e, melhor ainda, aquele chão que Comandante Manuel Diogo percorremos quer de viaturas quer calcorreando as suas matas e savanas. Chão onde tanta vez comemos, dormimos e combatemos aguerridos adversários. Conheci-te como aluno brilhante, nos muitos e variados cursos que frequentámos, mas também, te conheci como profissional exemplar e combatente destemido. Combatente corajoso, germen da heróica Ala dos Namorados que, em Aljubarrota, enfrentou os Castelhanos enquanto o Condestável rezava a Nossa Senhora e o Rei comungava de joelhos aos pés do arcebispo de Braga. Herdeiro daqueles heróis humildes que arrancados do sacrificado povo, para matar, e sem tempo para uma oração fizeram história mas que não têm história. Porém tu és herói, não só por aquele heroísmo que espalha a morte no campo de batalha. És herói pelas tuas virtudes, pela dedicada afeição que te liga à família, pelo carinho sincero que dispensas aos amigos que tão bem sabes prender com o teu inegualável poder de comunicar. És também herói pela tua indomável energia que nunca vacilou perante tantos contras. Só não és do Benfica, mas isso já seria atingir a perfeição... Para ti, meu camarada e amigo Manel Diogo, o meu obrigado pela grandeza desta amizade de tantos anos ( ). Guilhermino Augusto Ângelo Sóc. Orig. n.º

5 CEMA inaugura alto-relevo O Fuzileiro eventos No passado dia 21 de Maio aconteceu, porventura, o mais relevante evento da Associação de Fuzileiros do ano em curso: o descerramento, pelo Chefe do Estado- -Maior da Armada, Almirante Saldanha Lopes, de uma escultura, em alto-relevo, representando O Fuzileiro, da autoria do escultor Tolentino de Lagos. A figura, incrustada na parede principal da Sede da Associação, pretende representar um fuzileiro a sair da parede e a entrar na sua Casa : a Associação Nacional de Fuzileiros. A cerimónia, inserida na Semana da Marinha que este ano teve lugar no Barreiro, contou com mais de cem associados que, para além dos convidados, encheram completamente o Salão Polivalente. O acto, a que deram brilho várias entidades, teve designadamente as presenças do Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Sr. Carlos Pinheiro de Carvalho, de Vereadores e Chefias da respectiva Câmara, do Comandante Naval, Vice-Almirante Monteiro Montenegro, do Presidente da Junta de Freguesia do Barreiro, Sr. Raúl Nunes Malacão, de Almirantes, sócios e não sócios, de muitos Oficiais, Sargentos e Praças, e de Membros dos Órgãos Sociais da AFZ Assembleia-Geral, Direcção, Conselho de Veteranos e Conselho Fiscal. Após o descerramento da escultura, pro cedeu-se à entrega dos Diplomas de Sócios Honorários e de Mérito, às personalidades agraciadas com estes títulos honoríficos, (outros, os da Casa foram entregues no próprio dia da Assembleia-Geral) sob propostas da Direcção e decisão da Assembleia-Geral da AFZ que reuniu no passado dia 23 de Março e cuja entrega foi guardada propositadamente para este acto. Colaboração fotográfica de Mário Manso, entre outras. 5

6 eventos Foram distinguidos como Sócios Honorários: Carlos Humberto Palácios Pinheiro de Carvalho, presidente da Câmara Municipal do Barreiro; José Carlos Torrado Saldanha Lopes, Almirante Chefe do Estado-Maior da Armada; José Alfredo Monteiro Montenegro, Vice-Almirante Comandante Naval; António Manuel Mateus, CMG, antigo Presidente da Direcção da AFZ; Dr. Ilídio Neves Luís (a título póstumo) antigo Presidente da Direcção da AFZ; Foi distinguido como Sócio de Mérito: Raúl António Nunes Malacão, Presidente da Junta de Freguesia do Barreiro. Os Diplomas, bem como um subscrito contendo os textos das propostas da Direcção à Assembleia-Geral foram entregues pelos Presidentes da Assembleia-Geral da AFZ, Almirante Leiria Pinto e da Direcção, Comt Lhano Preto e pelos Vice-Presidentes da Direcção, Comt Cardoso Moniz e Dr. Marques Pinto. Recebeu o diploma do antigo Presidente da Direcção, Dr. Ilídio Neves Luís, a viúva, Exm.ª Sr.ª D. Elisabete Marques Mateus Neves, que se fez acompanhar dos filhos, e a quem foi entregue, também, uma discreta violeta natural. O Presidente da Direcção da AFZ e o Chefe do Estado-Maior da Armada proferiram algumas palavras. 6

7 eventos O primeiro, de agradecimento pela honra que deram à AFZ com as suas presenças e solidariedade, todos quantos nos brindaram com a sua companhia mas, especialmente, ao Chefe do Estado-Maior da Armada pela particular honra que nos concedeu ao dispor-se a descerrar o alto-relevo O Fuzileiro. E o segundo agradecendo, também, à Associação de Nacional de Fuzileiros a distinção e tecendo rasgados elogios à nossa Instituição. O Vice-Presidente Marques Pinto serviu de porta-voz da AFZ, anunciando ao microfone, protocolarmente, todos os passos da cerimónia. Este Dirigente explicou que face a doença súbita de um dos músicos do projecto Poesia Cantada Trilogia Poética o programa que estava previsto, não poderia cumprir-se inteiramente, sem prejuízo de a Dr.ª Laurinda Rodrigues (a promotora do projecto e autora de três obras de poesia, de onde provêm os originais que seriam cantados) declamar um ou dois poemas. O jantar volante que se seguiu, irrepreensivelmente servido pelos Concessionários do Snack-Bar da Associação de Fuzileiros (Sr.ª D. Alzira e Sr. Cabrita) e apoiado por pessoal da Escola de Fuzileiros, constituiu oportunidade de uma bonita confraternização entre todos quantos quiseram estar presentes neste inédito e particular evento que, acreditamos, ficará a constituir marco histórico na vida da Associação de Nacional de Fuzileiros. A Direcção da AFZ agradece a colaboração e o trabalho de quantos colaboraram e, especialmente, aos Comandos da Escola de Fuzileiros e ao seu imprescindível e qualificado pessoal da taifa que muito contribuiu para o nível com que foi servido o jantar volante. 7

8 eventos Dia do Combatente Fotos retiradas do Portal do Governo em À semelhança do que tem vindo a acontecer em anos anteriores, a Liga dos Combatentes promoveu uma cerimónia evocativa, de homenagem aos mortos nos conflitos em que Portugal participou, em que o sangue lusitano foi vertido. A Associação de Fuzileiros foi convidada a fazer-se representar no Mosteiro da Batalha. Aqui encontram-se sepultados dois soldados não identificados que, se pretende, representem todos os portugueses mortos em combate desde que existimos como país independente, há mais de 800 anos. A delegação de Associação foi composta pelos sócios José Moniz, João Leal, José Parreira, Jaime Ferro, Ramires Bonito, Manuel Conceição e Manuel Teixeira. As cerimónias começaram com uma missa rezada pelo Bispo das Forças Armadas, D. Januário Torgal Ferreira que, na homília, não foi tão contundente quanto costumava ser, quando se referiu aos políticos nacionais. Frente à entrada do templo foi montada uma tribuna para onde, acabada a missa, se deslocaram as personalidades convidadas. Para prestar honras ao Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas, que presidiu às cerimónias, havia uma companhia a três pelotões (Marinha, Exército e Força Aérea) com banda e fanfarra do Exército e dezenas de guiões, entre os quais o da AFZ, transportado pelo sócio José Parreira. O Ministro da Defesa foi representado por um Secretário de Estado. Depois de todas as altas individualidades se instalarem e do CEMFA passar revista à Companhia usou da palavra o Presidente da Liga dos Combatentes, General Chito Rodrigues. Como sempre, fez um discurso patriótico, enaltecendo o valor da Forças Armadas. Esta parte da cerimónia terminou com o desfile das forças em parada. Seguiu-se a visita à Sala do Capítulo. Aqui, na Sala do Capítulo, usou da palavra o CEMFA, que também enalteceu os feitos dos portugueses ao longo dos séculos. Todas as representações depositaram coroas de flores no túmulo do Soldado Desconhecido, incluindo a Associação de Fuzileiros. Após as trocas de cumprimentos seguiu- -se o tradicional almoço de chanfana. O regresso a casa foi tranquilo, tendo decorrido tudo como previsto e planeado. J. Moniz Sóc. Orig. n.º 36 8

9 eventos O 10 de Junho Colaboração fotográfica de Mário Manso O passado dia 10 de Junho foi de grande actividade para a Associação de Fuzileiros, marcando presença massiva em Elvas, cidade onde decorreram as cerimónias do Dia de Portugal e junto do Monumento aos Combatentes da Guerra do Ultramar onde se homenagearam todos os que morreram pela Pátria, mas também os que estão vivos e as suas famílias e, em especial, as suas Mulheres. Em Lisboa (Belém), a cerimónia começou com uma Missa, no Mosteiro dos Jerónimos, por intenção de Portugal e de sufrágio pelos que tombaram pela Pátria presidida pelo Sr. Bispo Auxiliar de Lisboa, D. Nuno Braz. Após concentração junto do Monumento, o Presidente da Comissão Executiva, Almirante Fernando José Ribeiro de Melo Gomes, abriu a cerimónia com um discurso verdadeiramente patriótico, de homenagem aos que partiram e em que exortou todos os Combatentes a não deixarem cair os braços e a terem esperança num Portugal melhor. Seguiu-se uma cerimónia inter-religiosa católica e muçulmana e o discurso da Sr.ª Dr.ª Isabel Jonet, de homenagem aos Combatentes. Momento alto foi a deposição de coroas de flores: em nome dos agraciados, individualmente, com a Medalha da Torre Espada, Valor, Lealdade e Mérito, em que se destacou o Sargento Fuzileiro Teixeira; e por todas as organizações de combatentes, incluindo a Associação Nacional de Fuzileiros, representada pelo Comandante Cardoso Moniz. As organizações de Combatentes desfilaram com os seus Guiões dando-se aqui destaque à Associação Nacional de Fuzileiros cujos elementos (12) comandados pelo SMOR José Talhadas se apresentaram irrepreensivelmente fardados com calça cinzenta, casaco azul e gravata vermelha da AFZ, boina e condecorações, designadamente, o nosso porta Guião, SMOR Parreira. Atrás deste grupo desfilaram dezenas de Fuzileiros, estes, informalmente vestidos mas ostentando, garbosamente, a sua boina azul ferrete. Cantou-se o Hino Nacional, um Navio da Marinha cumpriu a salva protocolar, um dornier da Força Aérea fez várias passagens e, na última, cumprimentou a multidão, de muitos milhares de participantes. No final da cerimónia houve uma passagem pelas lápides dos militares mortos em combate. Depois, seguiram-se os saltos de três paraquedistas do exército e o almoço/convívio. Terminamos com Luís Vaz de Camões, nos seus imortais Os Lusíadas (Canto I, 14) poema citado no folheto do Convite/Programa, da Comissão Executiva das cerimónias. Nem deixaram meus versos esquecidos Aqueles que, nos Reinos lá da Aurora, Se fizeram por armas tão subidos, Vossa bandeira sempre vencedora:.. E outros em quem poder não teve a morte. Em Elvas, os Fuzileiros estiveram, também, representados por uma delegação constituída por cerca de uma dúzia de elementos das Delegações da AFZ do Algarve e de Juromenha/Elvas coordenados pelo Presidente da Direcção, Comt. Lhano Preto, grupo que garbosamente desfilou irrepreensivelmente vestido, ostentando a sua boina azul ferrete, distintivos e a gravata da AFZ. O desfile militar e as honras prestadas ao Presidente da República de Portugal foram comandados pelo Contra-Almirante Cortes Picciochi, Comandante do Corpo Fuzileiros da Marinha de Guerra. 9

10 corpo de fuzileiros A Escola de Fuzileiros tem novos Brasões de Armas HERÁLDICA Heráldica é a arte de formar e descrever o brasão de armas, que é um conjunto de peças, figuras e ornatos dispostos no campo de um escudo e/ou fora dele, e que representam as armas de uma nação, país, estado, cidade, de um soberano, de uma família, de um indivíduo, de uma corporação ou associação. HERÁLDICA MILITAR A prática da aplicação das normas de heráldica, sempre que o Regulamento fica desajustado tendo em conta a necessidade de atualizar a representação simbólica dos comandos, forças, unidades e serviços que constituem a Marinha, têm aconselhado a sua revisão, apontando também nesta área a evolução da Marinha. Neste contexto e numa prova de dinâmica desta arte/ciência auxiliar da História foi alterada/aprimorada mais uma vez, a heráldica da Escola de Fuzileiros, sendo concedido através do Despacho de 13 de fevereiro 2013, do Almirante Chefe do Estado-Maior da Armada, publicado na OA1 nº. 8, de 20 de fevereiro de 2013, o novo Brasão de Armas (fig. 1). Avultam nas alterações, a inclusão das duas últimas condecorações atribuídas à Escola de Fuzileiros Medalha da Ordem Militar de Avis e Medalha da Ordem do Infante Dom Henrique no listel ondulado, a troca da inscrição do lema da Escola de Fuzileiros Gloria Docentium, Victoria Discentium por Escola de Fuzileiros, e ainda a alteração da ordem colorida do fuselado de prata e azul. DESCRIÇÃO HERÁLDICA DO BRASÃO DE ARMAS Escudo fuselado de prata e azul. Brocante uma asna de vermelho carregada de três candeias chamejantes de ouro. Pendentes no escudo a Medalha da Ordem Militar de Avis (2006), a Medalha de Ouro de Serviços Distintos (1986) e a Medalha da Ordem do Infante Dom Henrique (2012). Coronel naval de ouro forrado de vermelho. Sotoposto listel ondulado de prata com a legenda em letras negras maiúsculas, tipo elzevir, «ESCOLA DE FUZILEIROS». Fig. 1 Brasão da Escola de F uzileiros Também por Despacho de 7 de março de 2013, do Almirante Chefe do Estado Maior da Armada, publicado na OA1 nº 11 de 13 de março de 2013, foi concedido o estandarte heráldico à Escola de Fuzileiros (fig. 2). DESCRIÇÃO HERÁLDICA DO ESTANDARTE HERÁLDICO Esquartelado de ouro e vermelho, bordadura contra esquartelada do primeiro e do segundo, acantonada dos contrários e brocante uma estrela de quatro pontas esquartelada e contra esquartelada de ouro e azul. Sobre este ordenamento o escudo do brasão de armas envolvido por folhagens de louro em ouro, circundado por um listel em prata com a legenda em letras negras, tipo elzevir, «ESCOLA DE FUZILEIROS». Franjas de prata, cordões e borlas de vermelho e ouro, haste e lança de prata. Fig. 2 Estandarte Heráldico da Escola de Fuzileiros 10

11 corpo de fuzileiros Da mesma forma foi concedido o Brasão de Armas do Batalhão de Instrução da Escola de Fuzileiro (fig. 3), através do Despacho do Almirante Chefe do Estado-Maior da Armada de 20 de fevereiro de 2013, publicado na OA1 nº 9 de 27 de fevereiro de Também no mesmo Despacho é concedido o novo Estandarte Heráldico (fig. 4), revogando o Despacho de concessão de 24 de janeiro de DESCRIÇÃO HERÁLDICA DO BRASÃO DE ARMAS Fuselado de prata e azul com uma ponta de vermelho, carregada com uma candeia flamejante de ouro. Coronel naval de ouro forrado de vermelho. Sotoposto listel ondulado de prata com a legenda em letras negras maiúsculas, tipo elzevir, «BATALHÃO DE INSTRUÇÃO». Fig. 3 Brasão do Batalhão de Instrução DESCRIÇÃO HERÁLDICA DO ESTANDARTE HERÁLDICO Bandado de vinte peças de ouro e vermelho, brocantes duas cruzes de S. Jorge de azul, uma firmada e outra no cantão dextro do chefe. Sobreposto à primeira, o escudo do brasão de armas circundado por folhas de loureiro em ouro, envolvido por um listel circular de prata com a legenda em letras negras, tipo elzevir, «BATALHÃO DE INSTRUÇÃO». Franjas de ouro, cordões e borlas de ouro e vermelho, haste e lança de prata. Colaboração da Escola de Fuzileiros Fig. 4 Estandarte Heráldico do Batalhão de Instrução NOTA: Este texto foi escrito segundo o novo acordo ortográfico A VOSSA ASSOCIAÇÃO DE FUZILEIROS VIVE DAS VOSSAS QUOTAS Prezados Camaradas: Pela estima que temos por todos os Sócios, Fuzileiros ou não, aqui estamos de novo, a dizer-vos quanto é importante, a Vossa participação. Todos somos herdeiros de um património de que nos orgulhamos. Mas, para que tenhamos condições de levar em frente a tarefa a que nos propusemos é determinante podermos contar com a quotização de todos nós, desta grande Família que, à volta da sua Associação se vai juntando. Temos a consciência de que o atraso no pagamento de quotas podem ter várias leituras, quiçá razões diversas, algumas das quais evidentemente ponderosas. Porém, para todas elas haverá uma solução desde que, em conjunto, nos dispusemos a resolver o problema. Esperamos pela vontade e disponibilidade desta família de Fuzileiros no sentido de ultrapassarmos esta dificuldade já que as portas da Associação e dos membros da sua Direcção estão permanentemente franqueadas. Pensamos que uma das razões, de menor importância, porque alguns sócios têm as suas quotas em atraso será por puro esquecimento. Para obstar a isto aconselhamos e incentivamos a que optem pelo débito, em conta bancária, de 6 em 6 ou de 12 em 12 meses. Já pensaram que o valor de um ano de quotas representa apenas cerca de quatro cafés por mês? Por razões de custos e desta vez será em definitivo vamos suspender o envio da revista O Desembarque, que custa muito dinheiro à Associação, para os camaradas sócios com quotas em atraso por período superior a um ano. Solicitamos a todos os Sócios que preencham o impresso para autorização de pagamentos das quotas por débito bancário, sistema que é muito mais cómodo e evita o pagamento de quotas acumuladas. Informem-se junto do Secretariado Nacional (tel.: , telem.: , Consideramos ser este um acto de justiça, uma vez que os que assiduamente pagam não devem suportar as despesas dos que não pagam. Cordiais e amigas saudações associativas. A Direcção Nacional 11

12 corpo de fuzileiros Comemorações do 392.º Aniversário do Corpo de Fuzileiros NOTA: Este texto foi escrito segundo o novo acordo ortográfico O Corpo de Fuzileiros comemorou o seu 392.º Aniversário. Perto de 400 anos de História! Num ambiente onde primou o apelo ao espírito de corpo desenvolveram-se uma série de atividades envolvendo um número considerável de militares. Um seminário subordinado ao tema da recolha de informações por meios humanos, fez um ponto de situação sobre o Destacamento de HUMINT, residente no Batalhão Ligeiro de Desembarque e apresentou três experiência vividas, recentemente, no Afeganistão, no Líbano e na Operação Manatim (Guiné). Numa prova multidisciplinar de características adequadas aos fuzileiros (montagem de um equipamento de comunicações e emissão de uma mensagem, tração de uma viatura tática, problema de navegação, transporte de um ferido, montagem de um bote e seu transporte e montagem de uma G3) foi testado o espírito de coesão das equipas bem assim como a liderança dos seus chefes. Uma prova de 24 horas a correr que tendo como objetivo a recolha de donativos para o Banco Alimentar proporcionou a obtenção de 845 kg de alimentos mostrou, assim, o sentido de solidariedade dos fuzileiros. Foram percorridos 2.873,8 km o correspondente a ir de Lisboa a Berlim! Uma corrida pelo Alfeite, atravessando, entre outros locais, a Estação Rádio Naval e a ETNA, num percurso de 7 km, com centenas de fuzileiros de calça de camuflado e bota de combate, mostrou, também, o seu espírito de corpo. Uma celebração litúrgica evocativa da efeméride, uma formatura geral na parada da Base de Fuzileiros e um almoço convívio completaram o programa de festividades. Apesar de o evento decorrer logo após concluído o maior exercício do ano operacional (INSTREX13) a participação foi, além de massiva, empenhada, num clima de sã camaradagem, nunca desdenhando o esforço a despender. Com simplicidade e com a dignidade que se exigia, cumpriu-se a celebração de uma data histórica a origem dos homens que envergam a boina azul ferrete. Colaboração do Corpo de Fuzileiros 12

13 contos&narrativas Seis vacas valia Mariana Elísio Carmona O dia decorria pachorrento. Ia a meia tarde adiantada. As LDM descansavam pacatamente, a sua quilha seria aquele fundo chato uma quilha? assente no fundo lodoso do braço fluvial que tinha por berço trinta ou quarenta passos para lá do cais de Catió. Era assim, meio dia baloiçando nas águas mansas, espelhosas, da água que chegava desde o mar pelo Cobade, ora poisadas sobre o viscoso leito depois de as águas se retirarem no cumprimento de mais um ciclo de marés. Dez ou doze braçadas eram tantas as necessárias para abraçar as duas margens. Porto interior de Catió (a distância entre o cais e a margem IN era esta.) De dia e de noite aguardava-se nem sei o quê, talvez aquilo que por sorte nunca aconteceu, Que a segurança, por mais aturada que fosse era sempre mais do que precária. Os batelões, esses, encostados ao Cais, sim, era mesmo um cais, de pedra, de cargas e descargas, sólido, que nos dois primeiros comboios comandados pelo Marinheiro E ainda acalentava as ruínas daquilo que teria sido um armazém, ruínas que poderão um dia destes ser motivo de nova estória, prosseguiam na sua rotina de ir alojando as mercadorias que levariam de regresso a Bissau, largadas aquelas que os levaram àquele Porto. Mas naquele dia o Marinheiro E estava longe de suspeitar que a sua rotina ia ser quebrada. Nada de transcendente, ou talvez sim, quando aquele marinheiro aprumado, Balanta, porventura, na sua farda impecavelmente branca, o abordou. Dá licença, senhor Marinheiro E. Preciso falar. Quem és tu? Sou fulano de tal, grumete do DFE22. Cumprida a formalidade da identificação, sempre necessária naquelas circunstâncias, Sabe, Senhor Marinheiro E, vim para casar com a minha namorada mas, agora, o pai dela quer seis vacas. Oh homem, então o que tens de fazer é comprar as vacas e dar-lhas. Pois, mas seis vacas custam muito dinheiro e eu não o tenho. Caraças, então não podes casar Pois não Este diálogo, nas falas do grumete, não era tão corrido, passados estes anos, quarenta e tantos, já não me é possível reproduzi-lo à letra no seu nativo parafrasear. Não o podia ajudar, claro. Os comboios eram por norma autoabastecidos, mantimentos carregados em Bissau naquelas arcas de placas de cortiça de sete ou oito cm revestidas a folha de flandres, uma camada de gelo uma camada de carne, até ao cimo, mantimentos calculados milimetricamente para os dias da operação, e apenas se requeriam uns trocados para uma incursão por uma cerveja fresquinha tomada numa das tascas da localidade de destino. Pois não, não o podia ajudar. Ele próprio se terá apercebido disso e seguiu caminho meio vencido. Ainda atirou um pesaroso mas ela gosta de mim e quer ir comigo. Só que entretanto chegou a noite e, inspirado pelo cintilar do céu estrelado, na mente do nosso Marinheiro E acendeu-se um fogacho já sei o que vou fazer, como o vou ajudar. E adormeceu a sorrir concupiscente. Sabia que o grumete voltaria a aparecer, já que tinha de apanhar a boleia da LDM para regressar à sua base. No dia seguinte chamou-o. Diga senhor Marinheiro E Bom, olha lá, ainda nada mudou na tua vida, o pai da cachopa continua a exigir as seis vacas? Sim senhor. E eu não posso comprar as vacas Estive a pensar e acho que te posso ajudar. Ena pá!, que nem os olhos dele, apanhado de surpresa, queriam escutar, sim, os olhos, aquele acho que te posso ajudar disparado à queima roupa pelo seu interlocutor E quedou-se à espera do resto. Se não tens dinheiro para comprar as vacas não se compram vacas. Batelão e LDM no cais (de pedra) de Catió, Porto 13

14 contos&narrativas Como? Mas então e a minha namorada? Diz-lhe que venha falar comigo amanhã de manhã, bem cedo, sozinha. Não te quero nem por perto. Que não falte. Só lhe dizes a ela e mais ninguém pode saber. Sim senhor. Como se chama ela? Mariana E lá foi, mais leve que passarinho, imbrincado no que raio estaria para acontecer. O que é certo é que no dia seguinte, ainda não eram 8 horas, andávamos nós na faina dos últimos preparos higiénicos do dia, vi aparecer uma jovem, muito bonita, figura franzina, traços delicados a fazerem lembrar o de uma bonita donzela europeia e que contrastavam os poderosos do seu jovem namorado. Mostrava acanhamento pelo que o Marinheiro E perguntou: És a Mariana? Sim senhor Disse-me o teu namorado que gostas dele, que queres ir com ele, mas que o teu pai quer seis vacas, senão não te deixa casar com ele? É verdade, sim senhor. E tu queres mesmo ir com ele? Quer sim senhor. O diálogo foi curto, que a cachopa, via-se, talvez ofuscada por aquele branco do fardamento, cordão vermelho a engalanar a imensa alvura, ou pelo porte do seu amado, nem hesitou, Quero sim senhor! Bem, amanhã, por esta hora, vens sozinha, preparada para a viagem. Só que ninguém pode saber. Apenas nós e o teu namorado. Ele que apareça só pelas 9 horas. Percebeste? Não, não é a Mariana mas podia ser! Batelões no cais de Catió Sim senhor E lá foi, se tinha vindo em um pé, abalou no outro. No dia seguinte a faina para a largada começou cedo. Havia que cumprir o ORDMOVE. Os botes, que seguiriam o comboio à vista, cada um bordejando a sua margem, ensaiavam já os seus preparos quando chegou a nossa passageira clandestina, que o havia de ser nas duas primeiras horas da viagem. Só que, para espanto do Marinheiro E, não vinha sozinha. Acompanhava-a uma rapariga da mesma altura, bem roliça nas formas, não tão escura, mas de linhas menos airosas, menos delicadas. Hei, Mariana, quem é a tua companheira? É minha prima. E o que faz aqui? Também quer ir connosco Ó diacho, cofiou o Marinheiro E a sua vetusta barba daquela altura, esta não estava na manga, mas quem leva uma também leva duas Trazem tudo convosco? Sim senhor, responderam as duas à uma O Marinheiro E abordou então o Patrão do melhor dos batelões, por sinal o que inspirava mais confiança, e pediu, posto ao corrente da situação, que escondesse as duas raparigas o melhor que soubesse até à Foz do Cobade. Batelão e LDM no cais (de pedra) de Catió, Porto Fique descansado, senhor Marinheiro E Pelas 9 horas apareceu o bom do nosso grumete, antecipando-se à festa das despedidas com que a população de Catió, presume- -se, sempre obsequiava as Lanchas e os Batelões, comparecendo nos seus trajes garridos. Subiu para a LDM, espiolhou todos os cantos, e começou a dar indícios de preocupação quando não vislumbrou a sua amada mais a prima. E olhava para o Marinheiro E, que impávido e sereno nem um esgar de assentimento deixava transparecer. Iniciado o regresso, ao sabor da corrente descendente, já Catió tinha ficado para trás há muito tempo e o Cobade se espraiava a caminho da foz, foi dada a ordem para a LDM abraçar o Batelão abrigo para que dele saísse a Bela Adormecida Mariana mai-la aia sua prima. E nunca mais se falou dos personagens desta estória vivida ia a meio o ano de 72. Marinheiro E* *O Marinheiro E (Elísio Carmona - Sócio n.º 1542) integrou os efectivos da CF 11 e cumpriu uma comissão no TO da Guiné nos anos de

15 opinião José Manuel Neto Simões O Conceito Estratégico de Defesa Nacional As Forças Armadas como Instituição estruturante do Estado (1) O futuro das Forças Armadas será também, certamente, indissociável do futuro de Portugal. Presidente da República, Professor Dr. Cavaco Silva O Conceito Estratégico de Defesa Nacional (CEDN) resulta do planeamento estratégico do Estado e é estruturante da Política de Defesa Nacional. A sua revisão devia permitir clarificar o que se pretende das Forças Armadas (FA), que se encontram num longo processo de reestruturação e transformação iniciado há vários anos. Nos últimos vinte anos, realizaram-se importantes alterações, que permitiram ao País ter hoje umas FA diferentes e com melhores capacidades para assumirem as suas missões a nível nacional e integrarem forças multinacionais no âmbito dos compromissos externos. As FA têm contribuído de forma indelével para a afirmação e credibilidade externa do Estado Português, constituindo um instrumento essencial da nossa Diplomacia. Isto deve ser explicitado aos cidadãos sem ambiguidades para que se combata o discurso ameaçador da inutilidade das FA, devendo começar, ao nível político, e não dentro dos quartéis, como recentemente afirmado pelo MDN. É do conhecimento da opinião pública a origem daquele tipo de discurso condicionado por critérios de oportunidade política (elogiadas ou criticadas conforme a ocasião e o público-alvo). As FA não se deixam instrumentalizar e, infelizmente, grande parte da classe política não conhece os seus valores, o seu código de conduta e o que elas representam para o País. A necessidade e sua importância devem ser ponderadas a três níveis: constitucional, político e institucional. Neste artigo vamos analisar apenas a vertente institucional. Sendo as FA uma Instituição de carácter nacional, estruturante da nossa identidade à qual compete garantir a independência nacional, a unidade do Estado e a integridade do território, deve ser preservada e respeitada. As FA partilham com a sociedade civil os valores fundamentais que sustentam a sua cultura e a sua actividade, contribuindo assim para o reforço da coesão nacional e da identidade histórica. São uma Instituição secular com a antiguidade da Nação de sentido patriótico. Não é apenas património material do Estado, é património imaterial dos cidadãos. O problema principal da Instituição é a falta de esperança e gratidão, que poderá ter impacto negativo no funcionamento da sua estrutura. Os seus servidores precisam sentir como condição tão importante quanto as remunerações, que a sociedade gosta das suas FA. É inegável que subsiste uma rotura de afecto que exige, aos políticos e chefias militares, o dever de promover uma maior aproximação entre as FA e aqueles que servem: os portugueses. É necessário fomentar mais iniciativas que mostrem o empenhamento das FA à comunidade quer ao nível nacional em especial as missões de interesse público quer nas missões de apoio à paz e humanitárias ao nível multinacional, cuja participação, por vezes, é feita em condições de dificuldade extrema com limitações de equipamento crítico emprestado por outros países. É também indispensável explicar melhor a opção política do modelo profissional (decidida em 1994) e os seus custos, redução de efectivos já concretizada, despesas da defesa (ex: o peso dos combustíveis, a opção e importância de determinados meios como os submarinos, viaturas blindadas de transporte de pessoal, helicópteros e aviões de transporte, etc). A este propósito, é exemplar o discurso do Chefe das Forças de Defesa da Holanda, que se encontra disponível na internet (2). Manter bem informados os cidadãos é a única forma de evitar a sua indignação, acreditando no papel das suas FA. Os custos devem ser encarados como um investimento e não um encargo, pois têm uma influência directa e indirecta sobre o desenvolvimento socioeconómico do País, tendo em vista a Segurança Nacional. Na situação referida de emergência nacional (sem ter sido declarada conforme a Constituição) em que o País enfrenta uma grave crise, as FA têm de dar o seu contributo racionalizando custos sem, no entanto, afectar a sua prontidão, mas não 1 O presente artigo é a versão completa do publicado no Jornal Diário de Noticias, n.º 52494, de 2 Janeiro General Peter van Uhm: Porque escolho a arma (http://www.youtube.com/watch?v=l_dagjjkrx0) 15

16 opinião com iniciativas, meramente economicistas, que são redutoras da Segurança Nacional e do seu papel. Os portugueses não querem que a crise financeira se transforme também numa crise de segurança. Por isso, não pode ser comprometido o exercício de funções de soberania do Estado. Os militares não podem nem devem ser considerados funcionários públicos. São um tipo de servidores públicos diferenciado dos demais, porque têm um estatuto da condição militar espécie de contrato entre o Estado e os seus cidadãos militares, no qual se procura exigir mais do que à generalidade dos cidadãos, garantindo, em contrapartida, alguns direitos especiais. A diferença principal reside: a missão implica disponibilidade permanente incluindo o sacrifício da própria vida assumido no juramento perante a Bandeira Nacional, sujeição dos riscos inerentes às missões com renuncia aos interesses pessoais e mobilização automática. Têm ainda restrição de alguns direitos e liberdades, situação diferente dos funcionários públicos, mas têm vindo a ser tratados como tal. Não respeitar a condição militar é por em causa uma das funções essenciais do Estado. Além disso, têm ainda um estatuto relacionado com a função sacra do líder (3), que não deve ser negligenciado ao nível das promoções as suas decisões interferem com a vida e morte dos cidadãos, existindo apenas três classes com esse estatuto (médicos, sacerdotes e militares). O reforço da coesão e do prestígio das FA, devia constituir um objectivo, merecedor de atenção prioritária não só aos diferentes níveis da Instituição, como também dos diversos responsáveis políticos. Por isso, a Instituição não pode ser enquadrada num modelo contabilístico do Estado e o poder político tem de demonstrar mais sensibilidade face ao papel das FA na sociedade portuguesa e às novas exigências impostas pelas relações internacionais. Nos momentos de grande instabilidade e grave crise com que o País se confronta a ser ampliada pela inabilidade de comunicação dos lideres políticos refundação (?) do Estado (ou da Constituição), terão de ser ponderados os reflexos de determinadas decisões ou a ausência delas sobre a coesão e a motivação nas FA. Por último, no que diz respeito às reformas das FA sendo assumido o seu carácter conjunto, para além das medidas, resultantes da aprovação do CEDN, seria de considerar, no seguimento do Conceito Estratégico Militar, a elaboração de um Plano Estratégico (PE/FA) de médio, longo prazo (4). Nesse PE/FA nunca promulgado ao nível do CEMGFA (5), seriam identificadas a hierarquia das finalidades estratégicas: visão, missão, objectivos estratégicos e a forma de os alcançar com a identificação dos indicadores, estabelecendo as metas (para o período considerado). Não é possível gerir o que não se consegue medir. Sendo um documento estruturante para a consolidação da reestruturação das nossas FA, teria de estar alinhado com as prioridades nacionais da defesa e objectivos do CEDN, contribuindo para dar orientações concretas aos Ramos e Planos sectoriais: recursos humanos, formação e treino, informações militares, planeamento operacional, logística, infra-estruturas, comunicações e sistemas de informação. O PE/FA constituiria também um instrumento de gestão estratégica, porque permitiria relacionar a estrutura e o desempenho organizacional com o planeamento por capacidades, o orçamento e a gestão de Projectos. Deste modo seria possível avaliar com maior eficácia e de forma integrada, o impacto das necessidades de financiamento das FA no Orçamento Geral do Estado. Aquele processo é determinante, para a tomada de decisão e para a atribuição de prioridades de investimento, no âmbito da programação militar programas de investimento para modernização do Sistema de Forças (SF), tendo em conta a avaliação de custo-benefício. O SF constitui a principal referência do esforço de reequipamento militar que a Lei de Programação Militar deverá concretizar, no quadro da edificação das capacidades identificadas no CEDN. Concluindo, as FA são um importante instrumento do Estado de salvaguarda da coe são e soberania nacionais, constituindo, inequivocamente, um veículo de afirmação do prestígio e credibilidade de Portugal no exterior. Mas, para isso, a sua credibilidade interna não pode ser afectada. É imperativo assumir as responsabilidades ao nível institucional e político. Para finalizar, merece reflexão a frase do Presidente da República, Cavaco Silva (Comandante Supremo das FA): Considero da maior relevância o reforço da coesão e do prestígio da Instituição militar, objectivo que, em permanência, deve merecer atenção prioritária de todos os responsáveis políticos. José Manuel Neto Simões Capitão-de-Fragata SEF (Reserva) 3 Expressão utilizada pelo General Loureiro dos Santos numa entrevista na SIC notícias em As Forças Armadas de Timor-Leste (F-FDTL) têm um Plano deste tipo (PDF ), homologado ao nível político, que resulta do modelo adoptado, através de um Estudo Estratégico (Estudo Força 2020 ). Aquele Plano está alinhado com o Plano Estratégico do Governo (PED ). 5 Conforme estatuído na lei detém o Comando operacional das FA. 16

17 opinião Carla Marques Pinto (Advogada) O Direito de Dizer A Advocacia e o Direito dos Cidadãos ao Acesso à Justiça A terminar esta série de artigos de opinião que iniciámos em Novembro de 2010 edição N.º 10 de O Desembarque gostaríamos de aproveitar para desejar aos nossos leitores e à nossa revista que o 2013, que já vai a meio, vá correndo devagar se possível, sem os enormes solavancos que todos, uns mais que outros, sentimos no ano passou e devagar, devagarinho porque, se cada dia que passa representa mais um grão de experiência e de sabedoria, é também a inexorável inevitabilidade de um a menos no bonito carrossel da vida. Vivamos, pois, quanto possível, tranquilos e sem pressas porque, a alucinante velocidade da nova civilização informática e esta Europa quase desfeita e, quiçá o Mundo, se encarregarão de nos empurrar! Mas entremos então no tema, sempre controverso, porque o que se plasma em Lei quase nunca se faz, ou porque não se pode ou porque se não sabe, ou porque se não quer. O acesso ao direito e à justiça vem consagrado pela seguinte forma no Art.º 20.º da Constituição da Republica Portuguesa: «1. A todos é assegurado o acesso ao direito e aos tribunais para defesa dos seus direitos e interesses legítimos, não podendo a justiça ser denegada por insuficiência de meios económicos. 2. Todos têm direito nos termos da lei, à informação e consulta jurídica e ao patrocínio judiciário.» Lindíssimo! Tomáramos todos que fosse assim! Tudo parece definitivamente definido (perdoe-se-nos a cacofonia pleonástica) claro e garantido. Mas as perguntas que nos propomos formular, sendo simples, desde logo revelam a controvérsia da temática que tem sido, aliás, objecto de reflexão por muitos ilustres advogados e também por alguns daqueles que, candidatos á advocacia por vocação estão também preocupados. Perguntemos, então: Como assegurar, na prática e concretamente, este direito constitucional a todos os cidadãos e, senão com os mesmos níveis de respostas, pelo menos de forma tendencialmente paritária? Que papel deve assumir o Advogado na consagração e execução deste direito? Como conciliar a independência da Advocacia e a liberdade da mais liberal das profissões liberais, e o direito dos cidadãos à livre escolha do seu patrono com a dependência financeira, directa ou indirecta do Estado, única Entidade que pode e deve assegurar o direito de acesso à justiça, aos mais débeis e desprotegidos? E como conciliar essa livre escolha, essencial para que o cidadão tenha acesso livre, e consciente ao direito e à justiça, com a crescente proletarização dos advogados? O principal problema que aqui se coloca sugere, necessariamente, a questão do modelo. De facto, um dos problemas com que o Advogado deste século se confronta é o de que não é mais possível protestar contra as violações dos direitos humanos e combater as arbitrariedades, com a mínima eficácia, enquanto não estiver garantido o acesso de todo os cidadãos, tanto quanto possível paritário, ao direito e à justiça. Cremos que o anterior e tradicional modelo está esgotado e não se adapta mais à inevitável sociedade global, à alucinante velocidade das novas tecnologias, enfim, a um Mundo em constante mudança onde a feroz concorrência e o individualismo quase já civilizacional, não mais consentem que a Classe seja a garante do acesso aos tribunais e à justiça dos cidadãos carenciados como foi tradição na advocacia portuguesa. Temos para nós que esse tempo, seguramente, passou e que a Advocacia em Portugal se encontra em era de, para a maioria, dramática mudança. E porque assim será, o que deverá cuidar-se de saber é o que queremos para o futuro. Um Serviço Nacional de Acesso ao Direito à semelhança de um Serviço Nacional de Saúde? Um modelo de Defensor Público organizado e pago directamente pelo Estado, necessariamente hierarquizado e inevitavelmente burocratizante em que os defensores não seriam mais advocatus mas uma nova corporação de funcionários públicos, porventura e legitimamente reunidos em sindicatos? Ou uma verdadeira Magistratura (outra?) tão independente quanto o pretende ser a do Ministério Público, sindicalista, corporativista, aceitando uma cadeia de comando e, quiçá, avaliada pelo número de defesas que efectuasse? Algumas séries de televisão americanas terão criado em cabeças mais idealistas a possibilidade de vencer a utopia que já não é nossa! Será curioso citar porque neste momento o cremos insuspeito o ex-bastonário, Dr. José Miguel Júdice, numa das suas bastonadas : «Fazer Justiça Social é, para os Advogados, tudo tentar para que os Cidadãos sem recursos e sem poder possam beneficiar do Direito ao Direito, tendencialmente em termos equivalentes aos que têm assegurado o Direito à Saúde». (O acesso ao Direito na Linha da Frente in. Bol. N.º 26 da AO Jun./2003). 17

18 opinião Quem se ficasse pela mera leitura deste excerto, poderia ser tentado a pensar que estaríamos na presença de uma defesa, para o futuro, do tal Serviço Nacional de Acesso ao Direito aceitando a proletarização da Classe ou, pelo menos, de uma parte dela. Porém, mais adiante, esclarece: «Mudar é preciso porque o Acesso ao Direito actualmente não responde minimamente às necessidades dos Cidadãos e está a destruir a profissão liberal da Advocacia, sobretudo nas zonas onde manter a Advocacia livre é cada vez mais difícil» (Idem já citada). Afirmando, ainda, que «um advogado lutará sempre mais e melhor por eles (os carenciados) do que um burocrata». (Idem). Face às preocupações que subjazem às nossas perguntas, ficámos a saber que não estará em curso a funcionalização do advogado ou a sua proletarização, isto é, que é possível mudar sem comprometer a sua independência e autonomia, pedras chaves de uma profissão que são, quanto a nós, as determinantes que atraem as verdadeiras vocações, necessariamente avessas ao mercenarismo porque, nestes casos, são o seu invés. Tranquilizou-nos a filosofia de acção ao tempo expressa pelo Vice-Presidente do Conselho Geral da Ordem de cujos textos pedimos vénia para respigar: Desde logo impedir que se instale um serviço estadual de defensores públicos, uma dócil sub-advocacia e, a prazo, um Sub-Ministério público, uma cinecura estatal hierarquizada e gizada em moldes quase castrenses». (In. Boletim n.º. 26.º da OE págs. 8 a 13). De facto, o modelo para que se aponta, qual seja o de um verdadeiro instituto de apoio judiciário que permita remunerar os defensores oficiosos com dignidade e a tempo, pesem embora algumas vozes discordantes algumas das quais que muito consideramos v.g. a do Dr. Fuzeta da Ponte (não tivesse sido nosso ilustre e amigo professor) quando afirma «Em tese, o sistema que antes vigorava de apoio judiciário, em que, na prática, o Advogado nada ganhava, era mais justo e transparente, permitindo uma melhor defesa do cidadão carenciado e um normal desenvolvimento da advocacia enquanto profissão livre» (in. Comunicado ao Congresso da Justiça Setúbal Out.º/2002) parece-nos o mais adequado, sendo que as referenciadas vozes, com certeza muito bem-intencionadas, poderão estar, perdoe-se-nos a irreverência, deslocados do nosso tempo. Como afirma o Dr. João Correia, «crescemos depressa e em pouco mais de 20 anos quase decuplicámos» (in. Bol AO). Ora bem, para que o sistema que antes vigorava fosse minimamente viável seria indispensável que a procura decuplicasse e isto para que, no fundo, os ricos pudessem subsidiar os honorários que os carenciados não pagariam Isto é, os advogados teriam de ter a garantia que, uma vez no mercado, não teriam dificuldades em sobreviver acima da média, para que pudessem assumir a responsabilidade, quiçá, a obrigação que seria também, para nós, enorme prazer e elemento de prestígio de patrocinarem os carenciados e desprotegidos. Quanto gostaríamos que fosse assim se o não tivesse como bonita utopia e símbolo de impossibilidade, nos tempos que vão correndo! Terão esquecido os defensores do antigo sistema que o Estado, na prática, insiste em manter quando nunca se sabe quando retribui as intervenções oficiosas uma relativamente sondagem do Centro de Estudos de Opinião (CESOP) da Universidade Católica para o jornal O Público que revelava que apenas 34,9% dos inquiridos pensavam que os advogados exerciam as suas funções de forma íntegra e honesta sendo que 49,4% pensavam o contrário? Mesmo que seja dramático e para nós é muito, e não corresponda à realidade urge, sem dúvida inverter a situação e esta imagem que, poucos, matizam e salpicam os muitos que somos. Em primeiro lugar punindo e irradiando (somos a este nível, absolutamente radicais) mas sem rotinas burocráticas e instaurando por tudo e por nada procedimentos disciplinares e, sobretudo, garantindo condições que não propiciem que a Classe seja invadida por mercenários, cujo meio de vida lhes não importará que seja este ou outro qualquer! Subscrevemos incondicionalmente as palavras do Ilustre Colega Dr. José Miguel Júdice citadas pelos Drs. Margarida Ascensão Rocha e Rogério Moura na sua esclarecida análise da sondagem do CESOP que apetece transcrever a itálico negro: «A injusta imagem dos Advogados é em parte nossa culpa: porque tolerámos muitas vezes os desonestos, porque os não castigámos exemplarmente, como era necessário, porque deixamos que só se falasse de nós quando algum se portava mal e nunca quando tantos mais foram generosos, idealistas, solidários e corajosos, porque deixámos que o apoio judiciário muitas vezes não fosse adequado». (in. Bol AO) E continua a não ser! Temos para nós que do que precisamos é de prestigiar rapidamente a profissão. E isso faz-se com autoridade, com coragem, mas também com união e solidariedade, sobretudo, para com os mais fracos, isto é, para com os jovens que, ao contrário de serem, apenas considerados pelas suas prestações teóricas e de cariz académico precisam de ser vistos como pequenos Advogados de terreno onde a postura, a dignidade, a honestidade e o humanismo muitas vezes não encontram correspondência na consideração que as Magistraturas seriam obrigadas a conferir-lhes. E é aqui que apetece gritar pelo apoio dos mais velhos. Em prol da dignidade e do prestígio da profissão. É óbvio que a nossa opção filosófica (não queremos chamar-lhe ideológica) estava feita pelo instituto de acesso ao direito tal como o sabíamos definido, em termos de princípios, pelo Protocolo existente e cremos que vinculativo, entre o Estado Português (MJ) e a Ordem dos Advogados. O que se pode perguntar é: e para quando a verdadeira implementação, que não distorcida, deste instituto? Citando o Ilustre Colega Dr. João Vaz Rodrigues numa daquelas que consideramos uma das suas mais brilhantes e realistas intervenções, com ele também dizemos: 18

19 opinião «Sofridos estão os advogados que desempenham o patrocínio odioso, perdão, oficioso, trabalhando sem receber (condignamente ou de todo). É dever de ofício, dirão. Pois é, mas não pode tornar-se numa missão impossível. Foi apanágio de uma generosidade de que todos os Advogados sempre se orgulharam. Pois foi mas já não é. Para voltar a ser motivo de orgulho é necessário adaptar o sistema à massificação vigente». (In Bol. 28 OA). E mais adiante: «A Advocacia Pública é uma contradição em termos. Não podendo ser por definição uma Magistratura a sua institucionalização pode transformar uma profissão livre em actividade subalterna, hierarquizada, submissa a um salário do Estado e à respectiva subordinação. Tudo a determinar evidentes rombos nas duas vigas estruturais da profissão: a independência e a autonomia (o sublinhado é nosso). A Advocacia pública está para a Advocacia como um clone está para um ser humano: trata-se de uma manipulação proibida. Sempre será possível criar uma terceira Magistratura. Mas estão pensados o Estatuto e a teleologia? Valerá a pena? Até que se responda cabalmente a estas questões deixem estar a advocacia oficiosa em paz». Nada de mais actual! E nisto, parece concordarem todos os Bastonários. Permita-se-nos a veleidade de afirmar nós que somos espírito cheio de dúvidas que neste aspecto não temos dúvidas nenhumas. Aquelas que eventualmente se poderão suscitar têm a ver com a capacidade anímica e organizativa da Ordem mas, sobretudo, na implementação e execução de um projecto para que, claramente, não permita duas coisas: uma velada proletarização de alguns Advogados afectos ao instituto e que o Estado não cumpra, atempadamente como está a acontecer presentemente estrangulando por dos nossos colegas, ao contrário das afirmações gratuitas e falaciosas da Ministra da Justiça a transferência dos fundos necessários ao seu funcionamento, porque daqui, sim, pode advir e já adveio o desprestígio da justiça e com ela o da Ordem e o da Advocacia. Não nos despedindo da nossa revista. Despedimo-nos, apenas, com um abraço, dos nossos Leitores. «Fuzileiro uma vez, fuzileiro para sempre» Carla Marques Pinto Sócia Descendente n.º A Criança e o Jogo Abel Melo e Sousa A Juventude não é um capítulo isolado da vida, nem o prefácio de um livro independentemente do que vem a seguir. É a promessa de tudo o resto: é a semente da qual tudo cresce, é o fundamento sobre o qual deve erguer-se o edifício da vida. Quando percorro pátios, largos e quintais vejo que algo lhes falta: a presença da «criançada» que em outros tempos animava estes locais, com os seus jogos, brincadeiras e traquinices próprias da idade Pergunto onde andam estes meninos? A resposta é muito simples, estão em casa defronte de um computador É imperativo as crianças voltarem a conviver para além da escola e das actividades desportivas e culturais, porque é fundamental a sua inter-actividade real que não pode reduzir-se às ferramentas virtuais, se bem que estas ponderadamente utilizadas são um contributo importante para a formação da juventude dos nossos dias. Assim apresento, de forma adaptada, um artigo que escrevi na Revista da Armada, em Janeiro de 1984, com o título A Criança e o Jogo, que julgo poder ser útil para pais e avós da Associação de Fuzileiros. 1. Introdução Tiago Alberione Pretende este artigo lançar algumas pistas que permitam esclarecer certas questões que surgem muitas vezes a pais e avós, acerca da problemática da criança e do jogo. 2. Importância do jogo para a criança Poder-se-ia perguntar porque joga a criança. Jean Chateau explica o facto através do conceito do apelo ao mais velho, o qual se apresenta, no seu entender, como o motor de grande parte da actividade lúdica infantil. A criança vê no adulto o modelo com que deseja identificar-se, procurando participar nos trabalhos realizados pelo adulto em igualdade de circunstâncias. No jogo infantil, a criança empenha toda a sua personalidade, constituindo uma actividade séria, frequentemente entendida pelos mais velhos como palhaçadas, subestimando a sua importância que não é mais do que uma ocasião em que a criança aproveita para agir como gente crescida, como adulto que ainda não pode ser. 19

20 opinião Uma criança que não joga, ainda segundo Chateau, é uma criança cuja personalidade não se afirma, é um ser sem coragem e sem futuro. 3. Jogos Infantis Existem vários tipos de classificações para os jogos infantis, segundo as observações e trabalhos de Chateau, Terman, Daniels e Maudry, entre os mais significativos. Apresenta-se de seguida aquela que resume as classificações dos autores referidos: Primeiro Jogo Jogos Funcionais / bebés entre os 6 e 10 meses É desprovido de qualquer regra e corresponde a gestos espontâneos que a criança repete, e que mais tarde conduzem a gestos concretos como o falar e andar. Dentro deste tipo de jogos surgem mais tarde os jogos hedonísticos, nos quais a criança procura obter um prazer, como provocando um ruído, ou conseguindo uma sensação táctil. Segundo Jogo Jogos de construção / entre os 2 e 4 anos São os primeiros jogos propriamente ditos e aparecem a nível familiar e na escola, ainda com um registo puramente individual. É sabido o atractivo dos cubos nas crianças destas idades. Terceiro Jogo Jogos Sociais / entre os 4 e 7 anos Este tipo de jogos que, sobretudo nos rapazes, se manifesta como jogos de proeza em que as crianças mostram o seu respectivo valor. Quando atingem uma organização rudimentar tornam-se jogos de competição, que são os primórdios dos desportos individuais. Quarto Jogo Jogos de Imitação / entre os 7 e 9 anos Os modelos aqui imitados são humanos, com maior incidência para pais, colegas, artistas de cinema, cantores da moda, etc., procurando copiar os comportamentos dos mais velhos. Quinto Jogo Jogos Tradicionais / maiores de 10 anos No fim da infância desenvolvem-se os jogos de grupo organizado, que não são mais que o resultado do desenvolvimento dos jogos precedentes. Assim, os jogos de proeza dão origem a jogos tradicionais de competição cooperativa, como são a macaca, a barra, os quatros cantinhos, etc. Os jogos de imitação, por seu lado, dão lugar aos jogos tradicionais familiares, nos quais se joga a qualquer acontecimento, como casamentos, baptizados, guerras, etc 4. A Regra Inicialmente a criança apresenta uma ordem que rege as condutas mais simples como o ritmo e a repetição, sendo a sua consequência o aparecimento das primeiras regras. Desde os primeiros jogos a criança faz apelo a uma regra embrionária, sendo os modelos que ela copia outras tantas regras que comandam o seu comportamento. Jogar à «mãe e à filha» abrange um certo número de gestos, um certo número de actividades que dependem do real. A ideia que a criança faz do modelo é como uma regra de jogo. Os jogos com regra arbitrária aparecem no fim da segunda infância (3 a 5 anos) e no princípio da terceira (5 a 8 anos) não durando muito tempo e dando lugar aos jogos de competição, tornando-se a regra algo de social. É o caso dos jogos tradicionais. 5. A criatividade e o jogo É através do jogo, segundo Chateau, que a criança põe em acção as possibilidades que dimanam da sua estrutura peculiar, realiza as potencialidades virtuais que afloram sucessivamente à superfície do seu ser, assinala-as e complica-as, coordena o seu ser e dá-lhe vigor. É através do jogo que a criança vai criando novas situações ou adaptando à sua maneira outras já existentes, fazendo como que um treino preliminar da sua vida futura, dado que nos jogos é posta perante diversas situações, habituando-se desde logo a resolvê-las. Entre outros, o jogo desenvolve o gosto pela aventura, actividades físicas, contacto com a natureza, etc 6. Conclusão O valor pedagógico do jogo para uma criança é reconhecido por todos os psicólogos, como é o caso de Piaget que o resume em dois parâmetros: a apropriação do real objectivo e a formação do pensamento social. Ou seja o jogo prepara a criança para a vida séria conquistando pela primeira vez, a autonomia, a personalidade, e os esquemas práticos de que terá necessidade quando for adulta e ajudando a integrá-la ao mesmo tempo nos grupos de amigos e na sociedade. Como pode uma criança crescer, resumida às quatro paredes da casa e da escola? É impensável que uma criança cresça sem esfolar uns «joelhitos» a subir muros e árvores como, já agora, se forme um fuzileiro sem fazer uma pista de lodo! Vamos ajudar ao regresso das crianças e suas brincadeiras nos pátios e quintais, necessariamente com as precauções inerentes às questões de segurança da actualidade e, com isso contribuir para a formação de uma juventude mais responsável e mais preparada para os desafios do futuro! Abel Melo e Sousa (*) Sóc. Orig. n.º 1154 (*) Abel Melo e Sousa é Oficial da Marinha de Guerra na reforma, especializado em Fuzileiro Especial e Educação Física. Dirigente do CNE (Corpo Nacional de Escutas). 20

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