Voluntariado. Cabe na sua vida. Ser voluntário #issomudaomundo NOTÍCIAS. Ação Estudar Vale a Pena mobiliza mais de 800 voluntários Itaú Unibanco

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1 NOTÍCIAS Ação Estudar Vale a Pena mobiliza mais de 800 voluntários Itaú Unibanco Mobilizar. Colaborar. Transformar. Muitas foram as motivações que levaram você e mais 791 colaboradores Itaú Unibanco (e seus convidados) a participarem em 2014 da ação voluntária Estudar Vale a Pena (EVP) em 34 escolas públicas de Ensino Médio na Grande São Paulo e cidade do Rio de Janeiro, que impactou jovens. Esta é a hora de agradecer sua participação, apoio, paciência, parceria e dedicação. Obrigado! Tenha certeza que sua ida à escola contribuiu para ampliar os referenciais, repertório e questionamentos dos jovens presentes durante a aplicação sobre o mundo em que vivem e o mundo em que querem viver. E você: já refletiu sobre o que aprendeu com o Estudar Vale a Pena? Conte para nós! Basta enviar seus comentários para a chave Estudar Vale a Pena. Com isso, você, voluntário, ainda pode contribuir com outra etapa muito importante: a avaliação e melhoria da ação para o ano seguinte. Seu relato traz subsídios para a equipe do Instituto Unibanco revisar e aperfeiçoar ano a ano a metodologia, as aplicações, atividades e materiais, que estão em constante melhoria e, assim, sensibilizar cada vez mais jovens de que Estudar Vale a Pena.

2 DEPOIMENTOS Confira os depoimentos de um voluntário e um estudante que participaram do Estudar Vale a Pena em 2014 Bernardo Costa, 25 anos, bancário, São Paulo Sempre tive vontade de ser voluntário. Porém, com a correria do dia a dia, tinha dificuldades de conciliar a vida acadêmica, profissional e de voluntário. Agora que concluí a fase acadêmica, coloquei como prioridade este projeto. A motivação sempre será ajudar o próximo, mesmo que com pouco, mas ajudar. A primeira impressão quando cheguei à escola Professor Roldão Lopes de Barros e percebi que havia muitos alunos com deficiência auditiva, foi de que tínhamos um desafio! Foi necessário observar e tentar encontrar a melhor maneira de superar as dificuldades que poderíamos enfrentar para nos comunicarmos, mas no final nada era como imaginei, foi muito melhor. A dificuldade que achei que teríamos foi apenas uma conclusão precipitada. A escola trabalha com intérpretes, o que facilitou bastante a comunicação com os alunos, caso contrário poderia se tornar uma situação ruim. Mais foi tudo perfeito. O que levo de aprendizado com o Estudar Vale a Pena é que as limitações estão em nossa mente. Tanto por eles, que por mais que convivam com deficiências buscam o conhecimento como qualquer pessoa, como por nós voluntários, pois acredito que mudamos a maneira de agir quanto às dificuldades e medo diante de préconceitos que a sociedade impõe quanto às deficiências. Não há nada que impeça que alguém queira aprender ou ensinar, e que nesta relação todos nós também aprendemos com eles.

3 DEPOIMENTOS Daivid Silva Souza, 17 anos, estudante da 1ª série do Ensino Médio, São Paulo Foi legal receber os voluntários, porque além de levarem jogos, eles contaram o trabalho e a experiência deles. Também falaram bastante sobre vagas de trabalho. Recebê-los me incentivou a continuar os estudos. Uma das voluntárias falou que tem um bom trabalho e já viajou para vários lugares, porque não deixou de estudar. Isso me estimulou. Levo de experiência o que conversei bastante com um dos voluntários, que é nunca desistir, porque uma hora a chance vai aparecer. Estudar com pessoas com deficiência auditiva é normal. Um deles está na minha sala e o convívio é natural. O que não conseguimos entender, ele escreve. É até melhor estudar com ele, porque aprendemos outra língua, a Libras.

4 ENTREVISTA A rede pública já conta com experiências criativas e consistentes, exemplos de que é possível acolher a diversidade Rodrigo Hübner Mendes é graduado em Administração de Empresas e mestre em Gestão da Diversidade Humana pela FGV, onde é professor. Foi aluno do curso de Liderança e Políticas Públicas para o século XXI na Kennedy School of Government (Harvard). Em 2004, assumiu a gestão do Instituto Rodrigo Mendes, organização sem fins lucrativos que desenvolve programas educativos que visam contribuir com a transformação do ensino público em um modelo inclusivo, capaz de acolher a diversidade humana. Ele concedeu entrevista para o EVP em notícia e abordou assuntos como os desafios para a promoção de uma educação inclusiva nas redes de ensino e caminhos já construídos para a garantia do aprendizado para crianças e adolescentes com deficiência.

5 1. Pelo importante trabalho que o Instituto Rodrigo Mendes (IRM) desenvolve junto às escolas, na sua avaliação, quais são as maiores barreiras para a inclusão de alunos com algum tipo de deficiência no Brasil? Existem ainda várias barreiras presentes no ambiente escolar que precisam ser eliminadas para permitir que as atividades de ensino e aprendizagem sejam inclusivas. Merecem destaque a insegurança de alguns educadores, que pode ser reduzida por meio do investimento em formação continuada, e as barreiras arquitetônicas, que podem ser eliminadas por meio de adequações nos espaços físicos das escolas. 2. Como as escolas podem se preparar para receber esses alunos? E os professores? De fato, ainda vemos ambientes escolares que tentam adaptar os estudantes que apresentam diferenças significativas em relação ao modelo vigente de ensino, o que é um equívoco. A inclusão deve ser entendida como um processo complexo, que demanda transformações estruturais em toda comunidade escolar, a começar pela ruptura da ideia de que os estudantes devem aprender da mesma forma, no mesmo ritmo, avaliados por instrumentos padronizados de desempenho. Dentre os desafios para que a educação pública seja efetivamente inclusiva estão: liderança por parte dos gestores escolares, a formação dos educadores, a interação entre o atendimento educacional especializado e os educadores da sala de aula regular, investimento em recursos de acessibilidade e as barreiras de comunicação no ambiente escolar. Acredito que essa nova forma de se pensar a educação deixou de ser uma proposta meramente teórica já faz algum tempo. A rede pública de ensino já conta com experiências educacionais extremamente criativas e consistentes. São exemplos concretos de que é possível desenvolvermos projetos pedagógicos que acolham a diversidade humana sem que se abra mão da aprendizagem. 3. Pela sua experiência, são mais efetivas iniciativas de escolas que reúnem uma sala apenas com alunos com deficiência, ou que os integra às outras salas, com os demais alunos? De acordo com as nossas iniciativas de pesquisas, as experiências que se mostram mais consistentes no atendimento de estudantes com deficiência investem no modelo em que esses estudantes têm a oportunidade de frequentar a sala de aula regular, juntamente com os demais alunos. Recentemente, a APAE de São Paulo publicou os resultados de uma pesquisa que confirmam essa nossa percepção. Nas escolas especiais as crianças não apresentaram avanço significativo. Já nas escolas regulares, as crianças tiveram avanços significativos em três áreas: identidade e autonomia (passaram a se locomover pela escola, a se higienizar e a se alimentar, sem necessitar de ajuda de um profissional); socialização (começaram a procurar colegas para brincar e a ter maior participação das atividades de forma espontânea); e comunicação (conseguiram transmitir ideias a partir da fala, gestos ou imagens). 4. Qual a experiência do IRM com ações voluntárias? O Instituto sempre convidou voluntários com formação em diversas áreas a participar e contribuir em seus programas. Atualmente, esse tipo de colaboração tem sido canalizada para atividades de tradução de textos e organização de eventos.

6 5. Qual pode ser a contribuição de voluntários na escola? Entendemos que a construção de uma educação inclusiva de qualidade é responsabilidade de todos os segmentos da sociedade. Nesse sentido, toda pessoa pode contribuir voluntariamente para as escolas situadas em seu bairro ou em sua comunidade. Temos observado que algumas das experiências exitosas de escolas inclusivas na rede pública de ensino tiveram o apoio de parceiros (pessoas físicas e jurídicas) que ofereceram sua expertise e sua experiência profissional para complementar os esforços que tais escolas vinham fazendo no sentido de transformar sua infraestrutura e sua prática pedagógica. 6. Conte um pouco sobre o trabalho desenvolvido pelo portal Diversa? O Instituto Rodrigo Mendes é uma organização fundada em 1994 cuja visão é ser parte da construção de uma sociedade inclusiva por meio da educação. Para isso, desenvolve diferentes programas que têm a intenção de colaborar para que toda pessoa com deficiência tenha uma educação de qualidade na escola comum. Uma das principais iniciativas é o projeto DIVERSA (www.diversa.org.br), rede colaborativa dedicada à pesquisa, produção de conhecimento e troca de experiências em educação inclusiva para educadores e gestores públicos que se sentem desafiados a acolher estudantes com deficiência na sala de aula regular. Todo o conhecimento construído a partir do DIVERSA é partilhado no programa de formação continuada promovido pelo IRM, cujo público-alvo são profissionais das redes públicas de ensino. Em seu terceiro ano, a plataforma DIVERSA já beneficiou mais de 95 mil pessoas com seu conteúdo em 87 países. A atuação com pesquisa e construção de conhecimento em educação inclusiva resultou no convite para que o Instituto Rodrigo Mendes fosse corresponsável pela realização do seminário The quest for Global Inclusion: How People with Disability Impact Social Change and Educational Reform (A busca da inclusão global: como pessoas com deficiência impactam nas mudanças sociais e na reforma educativa), realizado pela Faculdade de Educação de Harvard, em Boston, em março de O evento teve como objetivo discutir o status mundial da educação inclusiva e perspectivas de novos avanços com os principais formadores de opinião e pesquisadores do tema no mundo.

7 DICAS Transmita a mensagem de que Estudar Vale a Pena mesmo fora da ação voluntária As aplicações do Estudar Vale a Pena (EVP) em São Paulo e no Rio de Janeiro deste ano já terminaram, mas lembre-se que a mensagem de que Estudar Vale a Pena está presente o tempo todo. Você pode transmiti-la em seu dia a dia, entre os jovens com quem você convive, mesmo fora da ação voluntária. Nos dias 8 e 9 de novembro acontecem as provas do Enem Este ano houve um aumento significativo no número de inscritos em relação a Agora o esforço é incentivar que os jovens se preparem e compareçam nos dias da avaliação. Duas ferramentas podem contribuir com os jovens que prestarão o Enem: o e o Gratuitas e disponíveis online, essas plataformas reforçam o conteúdo exigido nas provas, contribuindo com o plano de estudo dos alunos. No segundo semestre o Estudar Vale a Pena acontecerá nas regiões metropolitanas de Fortaleza (CE) e Goiânia (GO), com a participação de colaboradores do conglomerado. No Ceará também contará com a participarão das equipes da Secretaria de Educação do Estado. O período de inscrições será de 27/7 à 15/8/2014. Compartilhe com sua rede de conhecidos nessas cidades e mobilize mais voluntários. Você já conhece a fanpage do Estudar Vale a Pena no Facebook? A página é um espaço permanente de troca de experiências entre jovens e voluntários, com dicas sobre Ensino Médio e outros temas de interesse. Não deixe de curtir! https://www.facebook.com/estudarvaleapena

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