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1 15 de setembro de 2011 O conteúdo das matérias é de inteira responsabilidade dos meios de origem A missão da ADIMB é a de promover o desenvolvimento técnico-científico e a capacitação de recursos humanos para a Indústria Mineral Brasileira PMDB DISPUTA COM PT O CONTROLE DA MINERAÇÃO NO PAÍS Ministro Edison Lobão já nomeou um fisioterapeuta indicado por seu partido para chefiar o setor no Rio. Peemedebistas detêm o controle do DNPM em quatro Estados; PT quer chefias de Minas, Bahia, Ceará e Paraíba. O crescimento da mineração no país tornou os cargos de superintendente do DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral), do Ministério de Minas e Energia, alvo de cobiça do PT e PMDB. O ministro Edison Lobão (PMDB) já nomeou até um fisioterapeuta para cuidar dos recursos minerais no Rio. O PMDB emplacou ainda superintendentes de SP, PA e RN. O órgão, que gerencia os recursos minerais (de areia a ferro), é controlado pelo PMDB desde abril; antes disso a diretoriageral era do PT. No Rio, o órgão passou a ser comandado por Jadiel Pires Gonçalves da Silva. A Folha ouviu políticos com interesse no cargo e eles dizem que há digitais do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na indicação do fisioterapeuta. Jadiel, que tem registro no Conselho Regional de Fisioterapia, só tem no currículo do setor público atuação na área de saúde: durante anos trabalhou no Hospital de Cardiologia de Laranjeiras, no RJ, onde chegou a ser coordenador de Gestão Hospitalar. O novo superintendente do Rio também é empresário. Foi sócio de uma churrascaria em Miami (EUA) com outras pessoas, entre eles Arthur Cesar de Menezes, cujas empresas têm cerca de R$ 1,5 bilhão em contratos com o governo do Rio, a maioria após a chegada de Sérgio Cabral (PMDB). Na época em que Jadiel era coordenador de Gestão do hospital, as empresas de Arthur tinham contratos com a unidade. Os dois foram investigados pela Polícia Federal por suspeita de irregularidades, que resultaram num inquérito depois arquivado. O Tribunal de Contas da União também apontou problemas na passagem de Jadiel pelo hospital, cujos gestores entre 2001 e 2005 estão sendo investigados por pagamentos irregulares. Eles foram multados por problemas ocorridos em Com o PMDB garantindo indicados em alguns Estados, o PT disputa as superintendências de MG, BA, PB e CE. "O PMDB da Paraíba tem 7 dos 15 parlamentares da região, nada mais justo do que participar do governo", diz o deputado Hugo Motta (PB). Na Bahia há briga da ala do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) e a do senador Walter Pinheiro (PT) pela troca do atual diretor, que é do PT. "Se vão trocar, não falaram comigo", disse

2 Pinheiro. Com tantas disputas, a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) avisou os partidos que se não houver acordo a indicação será de nomes técnicos sem vinculação partidária. É o que pode acontecer em Minas Gerais, onde há disputa entre PV, PMDB e PT. "Os deputados estão sofrendo mais que passarinho na mão de menino", disse o deputado Genecias Noronha (PMDB-CE), que se queixa do apetite do PT no seu Estado. O DNPM recolhe o imposto proveniente da mineração, que teve um crescimento de mais de 100% entre 2004 e 2010 devido ao aumento da extração de minério de ferro, areia e brita, entre outros. Também é o órgão que autoriza pesquisa para mineração. Parte das autorizações de lavra são dadas pelos superintendentes, mas as mais importantes são do ministro de Minas e Energia. DIMMI AMORA & ANDREZA MATAIS Fonte: Folha de São Paulo Data: 05/09/2011 MINISTRO LOBÃO DÁ POSSE AOS NOVOS DIRETORES DO DNPM O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, deu posse, nesta sexta-feira (2), em cerimônia realizada no Ministério de Minas e Energia, aos três novos diretores do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Tomaram posse Alex Fabiani Ferreira de Sá, no cargo de diretor de

3 Gestão Administrativa; Jomar Silva Feitosa, no cargo de diretor de Gestão de Títulos Minerários; e Paulo Guilherme Tanus Galvão, no cargo de diretor de Planejamento e Desenvolvimento da Mineração. Na posse, Lobão disse que o DNPM deverá passar por uma reforma profunda, transformandose numa Agência Reguladora. Para ele, cabe ao DNPM uma função cada vez mais relevante no setor mineral brasileiro, que ano a ano ganha importância. Nós hoje temos no setor mineral uma participação significativa nas exportações brasileiras. O Brasil é o país que junto com a Austrália exporta intensamente minério de ferro para os países asiáticos, que são os maiores consumidores dessa substância, afirmou. O ministro disse também que há necessidade de redirecionar o funcionamento do DNPM. Ele afirmou que muitas vezes discutiu isso com o secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do ministério de Minas e Energia, Claudio Scliar. Elaboramos, recentemente, um novo conjunto de normas legais, para que esta nova fase do órgão se exercite. Essas normas foram submetidas à Presidência da República que as avalia neste momento, para o envio próximo ao Congresso Nacional, informou. O ministro explicou ainda que essas propostas governamentais passarão por um longo e aprofundado debate. Segundo ele, é bom que seja assim, até para na medida do possível aperfeiçoálas. O fato é que teremos o código, a nova lei da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem) e a lei de criação da Agência Reguladora, observou. Lobão destacou que os novos dirigentes que assumem os cargos de direção neste momento tem a missão de olhar com mais intensidade os interesses nacionais no tocante a exploração de minérios em nosso País. Segundo o ministro, com a provação do novo conjunto de leis, elas já definirão as tarefas de cada um dos novos diretores da autarquia. Assim, desejo a todos uma administração fecunda e que possam nesses cargos contribuir, realmente, para a defesa mais intransigente e legítima do interesse nacional, destacou. Participaram também da solenidade de posse o superintendente do DNPM no Estado de São Paulo, Ricardo Moraes, que representou o diretor-geral do DNPM, Sérgio Dâmaso, o secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, Claudio Scliar, o deputado federal Odair Cunha (PT-MG), dirigentes da autarquia, diretores da SGM, entre outras autoridades. Fonte: DNPM Data: 02/09/2011 GOVERNO CONCLUI DOIS PROJETOS PARA SETOR DE MINERAÇÃO O governo federal já tem prontos dois dos três projetos de lei que propõem a reformulação do tratamento dado à atividade de mineração no país. Segundo o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, o novo marco regulatório está "praticamente resolvido no Palácio do Planalto". O ministro informou que os dois projetos de lei, o do novo Código de Mineração e dos royalties do setor, foram concluídos. A única pendência está relacionada à terceira proposta, que trata da criação da nova agência reguladora. Ele disse que há uma "pequena dificuldade", que está sendo enfrentada pelos ministérios de Minas e Energia e do Planejamento, relacionada à transferência dos funcionários do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) para a nova agência. O órgão assumirá tarefas importantes relacionadas ao recolhimento dos royalties e exercerá o trabalho de fiscalização e regulação do setor. "Estamos acabando de trabalhar em cima dessa

4 definição. Quando concluirmos, a presidenta decide e manda para o Congresso", disse o ministro. As premissas estabelecidas inicialmente pelo governo, segundo o ministro de Minas e Energia, estão mantidas. Entre elas, a iniciativa de dobrar a média atual de 2% das alíquotas de royalties dos diferentes minérios, fixada pela lei da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM). "Preferimos fazer essa elevação de 100%, generalizada, e manter a média de 4%", disse Lobão. Outro mecanismo, que era considerado apenas uma possibilidade, mas foi confirmado pelo ministro, é o estabelecimento, na nova lei, de uma margem de variação das alíquotas de royalties. Com essa proposta, o governo federal teria um limite mínimo e um limite máximo para fixar os novos percentuais de cobrança da compensação para cada minério. Esses percentuais serão estipulados por meio de outro instrumento legal, como decreto presidencial, depois de sancionada a lei. O ministro assegurou que o governo não enviará o novo marco regulatório do setor ao Congresso Nacional por meio de uma medida provisória. A idéia, segundo ele, é mandar as três propostas ao Legislativo para serem submetidas à forma convencional de tramitação, sem efeito prático imediato e prazo de votação. Quanto à reformulação do atual Código de Mineração, em vigor desde 1967, Lobão mencionou que o período de exploração das jazidas terá o limite reduzido para 20 anos, com possibilidade de renovação de prazo. A concessão de lavra não tem, até agora, limite de tempo para acabar e, na proposta inicial do novo código, teria a duração de 35 anos. Lobão falou também sobre as medidas de estímulo à produção de cana-de-açúcar anunciadas recentemente pelo governo para ampliar oferta de etanol. Ele disse que os últimos ajustes estão a cargo do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa. O ministro não quis comentar os últimos detalhes em discussão com os governo estaduais sobre os novos critérios de distribuição dos royalties do petróleo. "Vamos ver qual é a melhor solução, talvez chegar a um mix de tudo isso. O fato é que até o dia 14 teremos uma proposta firme para apresentar ao Congresso Nacional", afirmou. Por Rafael Bittencourt Fonte: Valor Online Data: 08/09/2011 VENDA DE 15% DA CBMM AVALIA MINERADORA EM US$13 BI XANGAI/HONG KONG,(Reuters) - Um consórcio chinês de cinco estatais pagou 1,95 bilhão de dólares por uma participação de 15 por cento na produtora brasileira de nióbio CBMM, sinalizando o crescente apetite da China para assegurar oferta de recursos minerais. O acordo avalia a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração, maior produtora mundial de nióbio, em 13 bilhões de dólares e coloca o grupo chinês de frente com um grupo de empresas do Japão e Coréia do Sul que havia comprado outros 15 por cento da CBMM em março. A família Moreira Sales, que integra o controle do banco Itaú Unibanco, detém os demais 70 por cento da CBMM e sob os termos do acordo, a composição da empresa será mantida por enquanto, disse uma fonte. O nióbio é usado na fabricação de aço inoxidável e superligas usadas em carros, tubulações de petróleo e gás, pontes e motores de aviões. O Brasil detém as maiores reservas provadas de nióbio do mundo. A demanda global pelo metal cresceu cerca de 10 por cento por ano durante 2002 e 2009, segundo a CBMM, que tem operações em Minas Gerais. A mina operada pela CBMM controla 80 por cento da oferta mundial de nióbio, acrescentou a fonte, e o acordo ajudará a China a assegurar o futuro de sua indústria siderúrgica.

5 O consórcio chinês foi assessorado pelo banco UBS, disseram fontes próximas do assunto à Reuters, e é formado por Baoshan Iron & Steel (Baosteel), CITIC Group, Anshan Iron & Steel Group, Shougang Corp e Taiyuan Iron & Steel Group, afirmou a Baosteel em comunicado nesta sexta-feira. A agência oficial de notícias da China divulgou o acordo na quinta-feira. Em março, um consórcio de quatro companhias japonesas --JFE Holdings, Nippon Steel, Sojitz Corp e Japan Oil, Gas & Metals National Corp-- que incluiu as sul-coreanas National Pension Service e Posco comprou uma participação combinada de 15 por cento na CBMM por cerca de 1,8 bilhão de dólares. Por Ruby Lian e Denny Thomas Fonte: Reuters Data: 02/09/2011 ESPERA PELO NOVO MARCO REGULATÓRIO GERA INSEGURANÇA PARA O SETOR São Paulo - A presidente Dilma Rousseff disse ontem, em Minas Gerais, que a dificuldade para lançar o novo marco regulatório da mineração está na regulamentação de concessões de exploração dos recursos naturais. Para ela, pequenas e médias empresas necessitam de regras específicas para atuarem na no setor. - O geólogo Juarez Fontana, professor do Centro Universitário Monte Serrat (Unimonte), de Santos (SP), que já foi diretor-geral do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), concorda com a presidente. "As chamadas junior companies da mineração não podem ser submetidas à mesma burocracia das grandes empresas", avalia Fontana. Porém, ele ressalta que o discurso não deve ficar somente na teoria. "O Brasil tem uma ânsia estatizante ainda arraigada e está há pelo menos 40 anos atrasado no código de Mineração", diz o professor, que atuou por 22 anos na Vale. Segundo o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, o novo Código de Mineração deve ficar pronto até a próxima semana. Porém, a incerteza sobre o conteúdo do pacote de medidas pode derrubar os investimentos no setor. "Como ainda não sabemos, de fato, o que vem pela frente, essa incerteza causa instabilidade no mercado", acredita o advogado Reinaldo Ma, do escritório Felsberg e Associados. Para ele, a mineração no Brasil está indo bem, mas já teve seus dias bem ruins. A revisão do marco da mineração tramita no Congresso desde Entre os principais pontos está o aumento das alíquotas de Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM). Hoje, a cobrança gira em torno de 0,2% a 3%, e pode chegar a 6%, dependendo do minério a ser explorado. "Nossa proposta de royalties se alinha com as políticas de todos os grandes países mineradores, onde a produção deve servir também como geração de renda para a sociedade", afirma Cláudio Scliar, secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia. Scliar ressalta que a Agência Nacional de Mineração (ANM), que deve substituir o DNPM, terá competências como qualquer outro órgão regulador, como a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Isto significa que, em tese, servirá para controlar e mediar conflitos existentes na área. Mas, para Reinado Ma, a mudança é apenas de "nomenclatura". Paulo Camillo Vargas Penna, diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), acredita que os efeitos do novo código não devem ser altamente negativos para o setor. Ele afirma que o governo federal assegurou que, antes do encaminhamento dos textos finais ao Congresso para votação, as empresas de mineração terão a oportunidade de conhecer os conteúdos e,

6 possivelmente, contribuir com o fechamento do material. No entanto, Fontana não sabe se essa será realmente a postura adotada pelo governo. "Assim como o marco do pré-sal, o novo código de mineração também tem sido discutido e decidido às escuras", afirma o professor. Fonte: DCI Data: 02/09/2011 C.R. ALMEIDA QUERIA MUITO OURO NO MADEIRA A 50ª maior empresa do País, C.R. Almeida, foi escolhida para desenvolver pesquisas de ouro na faixa situada entre Guajará-Mirim e Abunã, na fronteira brasileira com a Bolívia, em Rondônia. Minha nota saía no 1º caderno do Jornal do Brasil na edição de 4/11/1982. A Companhia de Mineração de Rondônia (CMR), recentemente constituída, assinou um contrato no valor de R$ 1,5 bilhão, visando esse tipo de atividade. O presidente da companhia, geólogo Djalma Xavier de Lacerda, acompanha atentamente os passos da C.R. Almeida, que instalaria uma lavra experimental na região de Guajará-Mirim. Os garimpos de ouro de aluvião no estado, todos no Rio Madeira, produzem três toneladas de ouro por ano. Cinco meses antes desse anúncio, a CMR confiava ao geólogo da Companhia de Pesquisas de Recursos Minerais (CPRM) Gaston Pereira Bascopé o apoio a pequenas empresas mineradoras, por meio de pesquisas ao longo da faixa do rio liberada pelo Ministério das Minas e Energia. Essa faixa ia de Porto Velho à fronteira com a Bolívia. A presença da C.R. Almeida naquela região resultou em ambição, violência, matança de garimpeiros e afogamentos no fundo rio. Essa empresa pertencia ao empresário paraense Cecílio do Rego Almeida nascido em Óbidos, que morreu em 22 de março de 2008 aos 78 anos, vítima de infarto, em Curitiba (PR), para onde fora aos sete anos de idade. Deixou mais de 30 empresas nas áreas de construção pesada, concessão de rodovias e logística de transporte e química e explosivos. Seu patrimônio foi avaliado em R$ 9,4 bilhões. Fonte: Agência Amazônia de Notícias Data: 05/09/2011 OURO PODE CHEGAR A US$ 2,2 MIL SE EUA TIVEREM NOVA RECESSÃO São Paulo - Visto como um hedge contra as incertezas em outros mercados e também contra a inflação, o ouro deve continuar a ganhar terreno se a economia dos EUA se deteriorar ainda mais. Segundo uma análise do Standard Bank, caso haja uma recessão norte-americana o metal pode ganhar até 20%, chegando ao nível de US$ a onça-troy. "A recente força do ouro é explicada pelo aumento da liquidez global. No caso de uma terceira rodada de afrouxamento quantitativo [QE3, na sigla em inglês] nos EUA, ou mesmo um

7 aumento da oferta de dinheiro, o ouro deve ganhar terreno", afirma Leon Westgate, estrategista de commodities do Standard Bank. "Normalmente, custa dinheiro estocar ouro, e ele não paga dividendos. Mas no cenário atual, com o dinheiro tão barato e os receios com o que vai acontecer nos EUA e na Europa, eu acho que o ouro deve permanecer firme", explica. Nesta sexta-feira, o contrato para dezembro na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou a US$ 1.859,50 a onça-troy. O analista afirma que, apesar da demanda especulativa, a demanda física por ouro também tem aumentado. Mas ele explica que "leva tempo para os compradores físicos se acostumarem com os preços altos" e que isso pode ser uma barreira para os fabricantes de jóias, por exemplo. Em 2010, a demanda das joalherias respondeu por quase 50% do consumo global de ouro. Segundo Westgate, a demanda dos exchange-traded funds (ETF) também está subindo. "Essa é uma demanda física, apesar de ser guiada financeiramente." Para o estrategista do Standard Bank, o fato de a Chicago Mercantile Exchange (CME), controladora da Nymex, ter elevado as exigências de margens para negociações com uma série de produtos de ouro, em meados do mês passado, deve ter um impacto limitado nos preços, diferentemente do que aconteceu com a prata. "O comportamento do ouro é mais sólido, a prata é mais suscetível a bolhas", comenta. Em relação à nacionalização da indústria de ouro na Venezuela, Westgate afirma que é difícil prever o que vai acontecer. "É preciso olhar para a história. Observando o Reino Unido, quando eles nacionalizaram a indústria de carvão mineral [em 1946], e a Zâmbia, quando eles nacionalizaram a indústria de cobre [em 1969], a nacionalização não é necessariamente boa para a produção no longo prazo", diz. Ele lembra que a mineração exige muitos investimentos e gastos com infraestrutura. Um exemplo bem-sucedido de nacionalização, segundo o analista, é o Chile, onde o Estado começou a assumir as operações de grandes mineradoras estrangeiras na década de Fonte: DCI Data: 12/09/2011 PROCURA POR OURO QUADRUPLICA NA BOLSA O volume de operações com ouro praticamente quadruplicou no país em 2011, ano conturbado nos mercados globais por conta da crise da dívida na Europa e o rebaixamento da avaliação de risco dos Estados Unidos. Em oito meses, foram lotes negociados (pouco mais de quatro toneladas) na BM&FBovespa, contra lotes (1,2 tonelada) em idêntico período em Há pelo menos dez anos os preços do metal têm subido, e somente nos últimos 12 meses já ascenderam mais de 45% no exterior e mais de 30% no mercado brasileiro. O cenário mundial ajudou, com juros internacionais e Bolsas de Valores no chão. "A cotação subiu muito rápido porque os países começaram a repor seus estoques do metal", afirma o diretor comercial da corretora Ourominas, Joselito Soares. "Num quadro mundial como esse, ninguém quis ficar descoberto em ouro."

8 Editoria de Arte/Folhapress COTAÇÕES NO AUGE Mas os interessados devem saber que o precioso metal já está próximo do topo previsto para este ano, na visão atual de parte dos analistas. Sendo negociado em torno de US$ a onça na praça de Nova York (a referência internacional), especialistas apontam para o preço-alvo de US$ em médio prazo. Há quem discorde dessas projeções. O renomado economista e gestor Marc Faber, em uma entrevista recente, zombou daqueles que colocam a valorização atual do ouro como uma "bolha". Entre eles esteve o megainvestidor George Soros, que se pronunciou ainda em setembro do ano passado. Para Faber, o metal ainda está "dirt cheap" (baratíssimo, em tradução não literal) e deveria ter valor atual de US$ a onça. "Esses preços estão refletindo a desconfiança dos investidores na capacidade dos políticos em resolver os problemas presentes [nos EUA e na Europa]", afirma José Inácio Franco, diretor da Reserva Metais, empresa brasileira especializada na negociação com o metal. "Acho que boa parte das pessoas acredita que as lideranças políticas vão errar muito antes de acertar", diz. "Obviamente, [o ouro] já não está tão barato como antes", ressalta. Para ele, caso a Europa e os Estados Unidos tomem medidas que os mercados reconheçam como eficazes para sanar seus problemas fiscais, as cotações podem experimentar uma "realização significativa", ou seja, ainda há espaço para queda forte. O profissional também reconhece que, no Brasil, os juros altos tornam a renda fixa uma opção "difícil de bater". Franco, no entanto, sugere que o investidor poderia avaliar a transferência de pelo menos uma parcela das reservas aplicadas em Bolsa para a commodity. Epaminondas Neto Fonte: Folha.com Data: 12/09/2011 PESQUISAS DE MINERAIS ESTRATÉGICOS AVANÇAM NO ESTADO Vale, Galvani e CBMM investem nas pesquisas para alavancar a exploração de metais como apatita, columbita, fosfato, tantalita e zircão. Grandes empresas como a Vale, Galvani Participações e Investimento S/A, Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), pequenas mineradoras e uma série de pessoas físicas

9 estão investindo na pesquisa de minerais estratégicos em Minas. O Departamento Nacional da Produção Mineral (DNPM) informou que há em curso no estado autorizações de pesquisas somente para um grupo que reúne cinco substâncias de uso industrial e na produção de fertilizantes: apatita, columbita, fosfato, tantalita e zircão. Os direitos de pesquisa estão distribuídos por diversas regiões de Minas, com destaque para a Central, Triângulo, Alto Paranaíba e o Norte do estado. A falta de conhecimento geológico aprofundado no Brasil consiste numa grande desvantagem para o país explorar esses minerais, avalia Marcelo Ribeiro Tunes, diretor de assuntos minerários do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). A demanda por metais que entram nesse conceito de política estratégica cresceu brutalmente com as inovações tecnológicas e a tendência é continuar assim, à medida que a tecnologia se sofistica, afirma. Ribeiro Tunes diz que a alternativa de o setor público se associar às empresas, como admite o governo mineiro, pode ser uma linha interessante de atuação. Outro grande incentivo, de acordo com o diretor do Ibram, deveria ser o apoio ao desenvolvimento ou importação de tecnologia para a exploração de minerais que contêm terras-raras, por exemplo. Nesse segmento, é necessário que as empresas tenham condições de desenvolver técnicas de extração e separação dos elementos, tendo em vista que esses metais podem ser obtidos de mais de um tipo de mineral, como monazita e cassiterita. O tema mereceu destaque na programação do 14º Congresso Brasileiro de Mineração e Exposição Internacional de Mineração (Exposibram) 2011, programado para 26 a 29 no centro de convenções Expominas, em Belo Horizonte. O diretor de inovação do Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT), Fernando Landgraf, vai falar sobre a cadeia produtiva das terrasraras. Em recente entrevista, ele observou que Minas Gerais, Goiás e o Amazonas têm o maior potencial para exploração. O Brasil chegou a manter unidades de produção na década de 90, mas que foram paralisadas em decorrência dos preços baixos pagos pelas terras-raras. Neste ano, o governo brasileiro voltou a tocar no assunto e informou estar negociando acordo de cooperação técnica com a Alemanha. A produção de ímãs de terras-raras seria um projeto piloto dessa parceria. O novo presidente da Vale, Murilo Ferreira, tem dito que a companhia considera esse mercado estratégico e deve ingressar na exploração de terras-raras. Plano de mineração O Plano Nacional de Mineração 2030 estima investimentos ao redor de US$ 350 bilhões no período, incluindo recursos para a pesquisa mineral, descoberta de jazidas ou expansão da produção, além de empreendimentos de transformação desses insumos nos segmentos das indústrias metalúrgica e de minerais não metálicos (usados, basicamente, na construção civil). A maior parte do dinheiro terá o setor privado como origem. É a primeira vez que o Estado define um programa de mineração com horizonte de 20 anos, que traça diretrizes ao segmento e deve orientar as discussões do novo março legal que o governo mandará ao Congresso Nacional. A legislação proporá aumento dos royalties pagos pelas mineradoras pela exploração mineral e vai transformar o DNPM numa agência reguladora. A mineração faturou US$ 150 bilhões no Brasil ano passado e respondeu por 25% das exportações. Fonte: Estado de Minas Data: 12/09/2011

10 EMPRESAS PAGAM 61% A MAIS DE ROYALTIES ATÉ AGOSTO Segundo números do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), as mineradoras que operam no Brasil pagaram R$ 940 milhões até agosto em CFEM, 61% a mais na comparação com o mesmo período de 2010 (R$ 585 milhões). Em relação a 2009, o aumento é de 88%. O crescimento explica-se pelo aumento nas exportações, principalmente de minério de ferro, e alta dos preços das commodities. Até agosto, a receita obtida com exportações de minério de ferro somou US$ 26,6 bilhões, incremento de 67%. O DNPM informou que o empenho na fiscalização, auditorias periódicas a empresas do setor e cruzamento de dados e recuperação de créditos de inadimplentes também ajudaram na maior cifra. Em 2010, o recolhimento da CFEM atingiu R$ 1 bilhão, o que leva a crer que este ano haja um novo recorde de arrecadação do setor mineral. Fonte: Brasil Mineral Data: 09/09/2011 PETROBRAS NEGOCIA COM VALE ATIVO DE NITROGENADOS NO PR A Petrobras informou que mantém tratativas preliminares e não vinculantes com a Vale Fertilizantes com relação a potencial operação envolvendo seus ativos nitrogenados situados no Complexo Industrial de Araucária (PR). Até o momento, segundo a estatal, não há qualquer espécie de entendimento definitivo entre as partes, não tendo sido celebrado qualquer instrumento vinculativo que determine os termos e condições relativas à referida operação. Fonte: Brasil Mineral Data: 09/09/2011 MINERADORAS TRAVAM CORRIDA EM MINAS POR TERRAS RARAS Busca por minerais de alto valor faz aumentar as consultas ao mapa geológico do estado. Governo pode se associar a empresas. Nova corrida ao subsolo de Minas Gerais leva a indústria à procura de jazidas minerais de alto valor na fabricação de equipamentos com forte conteúdo tecnológico, a exemplo dos metais de terras raras, lítio, cobalto, tântalo, zircônio, nióbio e insumos para fertilizantes, os chamados minerais/metais portadores do futuro. Termômetro do avanço da pesquisa nessas áreas, aumentou a

11 demanda de grandes e pequenas empresas do setor para ter acesso ao resultado do mapeamento geológico básico mais recente realizado pela Companhia de Desenvolvimento Econômico do estado (Codemig) em parceria com o Serviço Geológico do Brasil CPRM, e que será concluído até dezembro. As perspectivas de exploração são tão promissoras que o governo estadual já admite a possibilidade de participar como sócio da iniciativa privada na pesquisa mineral, na forma de instrumento para induzir investimentos, revelou Paulo Sérgio Machado Ribeiro, subsecretário de estado de Desenvolvimento Mínero-Metalúrgico e Política Energética. Podemos trabalhar, no futuro, com uma política específica para esses minerais em que o estado se associe na pesquisa às mineradoras com o objetivo de valorizar outras cadeias da indústria mineira, como eletrônica, de fertilizantes, automobilística e de siderurgia, afirmou o subsecretário. A iniciativa tem como inspiração a participação do estado, por meio da Codemig, na pesquisa de gás natural na porção mineira da Bacia do São Francisco. O governo participa do Consórcio Cebasf, que anunciou, recentemente, a viabilidade comercial da exploração do insumo em Morada Nova de Minas, na Região Central mineira. O grupo é formado pela Codemig, Orteng Equipamentos e Sistemas, Delp Engenharia e Imetame. Considerados estratégicos depois da Segunda Guerra Mundial, como suprimentos para a reconstrução do mundo desenvolvido, esses minerais, agora, voltam ao mesmo status, mas em função do seu uso na indústria da inovação tecnológica. Em comum, a pesquisa sai favorecida pela escassez de reservas combinada à alta dos preços dos metais no mercado internacional. Aplicados na produção de componentes de eletrônica avançada, superimãs e fibras óticas, entre outros usos, os metais de terras-raras alcançaram cotações de US$ 150 mil por tonelada neste ano, ante o modesto preço de US$ 5 mil por tonelada praticado no começo dos anos Poderio chinês A valorização sinaliza para a oportunidade que os países produtores têm de explorar as terras raras em substituição às importações. A China é o maior produtor do mundo, controlando 95% da oferta desse insumo, um conjunto de 17 elementos químicos com característica semelhante aplicados na fabricação de equipamentos eletrônicos, superimãs, fertilizantes e combustíveis. O consumo mundial de terras-raras é de 120 mil toneladas por ano. O levantamento aerogeofísico conduzido pela Codemig e o Serviço Geológico do Brasil em Minas desde 2006 já indicou ocorrências de minerais de terras-raras principalmente no Triângulo e Alto Paranaíba, onde há ocorrências também de pirocloro, mineral do nióbio, e no Sul de Minas. O mesmo mapeamento identificou potencial de minerais dos quais podem ser obtidos metais como lítio no Norte de Minas. Mais conhecido no negócio das baterias de longa duração, o lítio é aplicado nas indústrias de medicamentos, espacial e nuclear. O desafio da exploração desses minerais escassos e caros é enorme, conforme observa o consultor José Mendo Mizael de Souza, presidente do Conselho Empresarial de Mineração e Siderurgia da Associação Comercial e Empresarial de Minas (AC Minas). Ele observa que tanto as empresas como os países produtores terão de enfrentar esse desafio, que, no caso brasileiro, foi incluído no Plano Nacional de Mineração 2030, lançado este ano pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Fonte: Estado de Minas Data: 12/09/2011

12 GOVERNO QUER LICITAR CONCESSÃO DE NOVAS JAZIDAS O governo prepara novo marco regulatório para o setor mineral que deve ser levado ao Congresso em breve. Entre as propostas está a de criar um novo modelo de outorga de jazidas, por meio de licitação. Hoje as jazidas de minério são dadas a quem pede primeiro para fazer pesquisa da área. A presidente chama o modelo de "Corrida do Ouro". A idéia da licitação é da presidente Dilma Rousseff, mas ela encontra resistências na área técnica do ministério, que quer apenas as grandes jazidas licitadas. Para os técnicos, será complexo licitar pequenas jazidas. Há uma idéia também de transformar o DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral) em uma agência reguladora, mas ainda não está definido se entrará no novo modelo. No Congresso, a expectativa é por um marco regulatório mais duro com as empresas. Estudos mostram que a mineração no país é a que paga menos tributos no mundo. Fonte: Bol Notícias Data: 09/09/2011 ÍNDIOS QUEREM PARTICIPAR DA MINERAÇÃO Representantes de etnias preparam carta a governos do Brasil e da Colômbia pedindo regulação em terras indígenas. Argumento é que exploração reduziria a pobreza; governo apoia proposta, mas não há consenso entre tribos. Índios da chamada Amazônia Legal - cerca de 25% do território brasileiro onde é proibida atividade econômica - se mobilizam para defender a mineração nessa área. Representantes de etnias do Brasil, da Colômbia, do Canadá e do Alasca preparam uma "carta declaratória" aos governos brasileiro e colombiano. O documento, resultado de encontro na Amazônia, aborda os direitos indígenas à terra e o apoio à mineração. "Solicitamos ao Estado brasileiro a aprovação da regulamentação sobre mineração em territórios indígenas, porque entendemos que a atividade legalmente constituída contribui com a erradicação da pobreza", diz a carta à qual a Folha teve acesso. A mineração em terras indígenas é debatida desde a Constituição de 1988, que permitiu a atividade nessas áreas, caso regulamentadas. O projeto de lei nº 1.610, que trata dessa regulamentação, está em tramitação no Congresso desde Em junho, foi criada uma comissão especial para as discussões. "Já passou pelo Senado e pela Câmara e está em comissão especial, que levará o texto ao plenário", diz o senador Romero Jucá (PMDB-RR), autor do projeto. Marco Antônio Oliveira, superintendente do Serviço Geológico do Brasil, ligado ao Ministério de Minas e Energia, diz que a atividade pode ser o caminho para os índios saírem da miséria. "A idéia é que o pagamento de royalties seja distribuído entre as comunidades e que os índios sejam capacitados para trabalhar na cadeia produtiva", afirma. "A mineração pode melhorar muito a nossa situação", diz Bonifácio Baniwa, que nasceu na tribo Baniwa, na Amazônia, e hoje é secretário de Políticas Indígenas do governo do Amazonas.

13 Mas não há consenso entre os índios. Para Francisco Apurinã, da Coiab (Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira), a atividade pode levar danos ambientais, culturais e sociais às tribos. Segundo ele, essa discussão deve estar no Estatuto dos Povos Indígenas, não em projeto de lei. Por Tatiana Freitas e Paola Carvalo Fonte: Folha de São Paulo Data: 09/09/2011 CANADENSES TÊM MODELO PARA TERRITÓRIOS INDÍGENAS Os indígenas canadenses, até os anos 1960, não tinham voz sobre a exploração de minerais em suas terras, mas o cenário mudou após reconhecimento constitucional. O atual modelo prevê consultas aos índios, além da participação deles nas decisões de políticas públicas e na regulação da indústria. As organizações indígenas constituídas recebem os royalties que o governo arrecada e têm acesso aos empregos gerados na cadeia. "A fase que vive o povo da Amazônia é a que os aborígenes do Canadá viveram há 75 anos", diz Sharon McLeod, da British Columbia Training Association, que qualifica indígenas para trabalho na mineração com financiamento do governo canadense. "Acreditamos que a mineração vai se tornar parte da economia local e, em seguida, as comunidades indígenas serão beneficiadas economicamente", afirma. Mas Saulo Feitosa, secretário-adjunto do Cimi (Conselho Indigenista Missionário), diz que é um erro comparar a experiência canadense com a do Brasil. "No país, há mais de 90 povos indigenistas sem contato com a sociedade." O Cimi é contra a atividade. "As reservas em terra indígena devem ser tratadas como estratégicas para o país e só deveriam ser exploradas em último caso", afirma. Já o presidente da Comissão de Relações internacionais da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Cezar Britto, aprova. TRATAMENTO IGUAL "Os índios não podem ter tratamento diferente do de outros cidadãos. Eles têm direito à propriedade e, se for de consentimento deles e as regras da nação forem cumpridas, não vejo problema." Os dados mais recentes do Serviço Geológico do Brasil sobre ocorrências de depósitos de minerais indicam 708 observações relacionadas a algum produto de interesse econômico no Amazonas e que, desse total, 163 pontos estão em terras indígenas. "A Amazônia é uma das últimas fronteiras de exploração mineral do planeta", diz Marco Antônio Oliveira, do Serviço Geológico. Segundo ele, existem reservas de potássio, caulim e nióbio no Amazonas, estimadas em 1,15 bilhões, 3,5 bilhões e 2,8 bilhões de toneladas, respectivamente. "O valor desses recursos chega a US$ 10 trilhões", afirma. Fonte: Folha de São Paulo Data: 09/09/2011

14 CARTA ABERTA SOBRE O RIO HANZA Uma idéia subjetiva foi apresentada durante o 12º Congresso Internacional da Sociedade Brasileira de Geofísica, no Rio de Janeiro, e divulgada na mídia no mês de agosto de 2011: "abaixo do Rio Amazonas, no interior das rochas a metros de profundidade, haveria um rio subterrâneo com km de comprimento e 400 km de largura. Tal trabalho seria apenas criticável no âmbito da ciência, se restrito aos círculos acadêmicos. No entanto, para surpresa da comunidade geológica, a comunicação, que estava restrita ao Congresso, foi enviada, provavelmente via release, a inúmeros veículos de divulgação científica e não científica. A divulgação de um resultado de pesquisa simplista, que usou dados concretos para chegar a conclusões improváveis, inclusive usando definições incorretas, prejudica a divulgação da ciência e desinforma o público. Proveniente de um grupo de pesquisa do Observatório Nacional, a informação correu mundo sob o nome "Rio Hamza", em alusão a um dos envolvidos na pesquisa. Entretanto, trata-se de uma conclusão precipitada de uma tese de doutorado baseada em dados indiretos medidas de temperaturas de poços para petróleo perfurados a partir dos anos Além disso, a conclusão não foi avaliada por pesquisadores independentes e contém uma série de imprecisões de interpretação e de linguagem, ferindo conceitos arraigados nas Geociências. O rio Amazonas atravessa, de oeste para leste, sucessivamente cinco grandes bacias sedimentares, denominadas Acre, Solimões, Amazonas, Marajó e Foz do Amazonas. Em geologia, bacia sedimentar significa uma depressão que, ao longo do tempo, recebe diferentes materiais sedimentares (areia, lama, etc) de uma ou mais fontes. Essas bacias estão preenchidas por uma sucessão de camadas de rochas sedimentares com milhares de metros de espessura. Quando porosas, as rochas contêm água subterrânea, situação comum em bacias sedimentares. Se, além de porosas, as rochas forem permeáveis (os poros interconectados), em geral há fluxo de água subterrânea, normalmente com velocidades medidas em cm/ano. A situação também é normal em bacias sedimentares e os diversos aquíferos das bacias atravessadas pelo Rio Amazonas são conhecidos e vem sendo estudados há tempos pelos geólogos brasileiros. Uma explicação aceita pela ciência geológica brasileira é de que o Rio Hamza, descoberto pelos geofísicos do Observatório Nacional, não é um rio, mas um possível fluxo muito lento no interior de um aquífero formado por rochas sedimentares porosas e permeáveis. Mesmo como figura de linguagem, o termo rio subterrâneo utilizado por aqueles pesquisadores está absolutamente incorreto para o caso em questão, visto que esse termo é usado, e apenas com cautela, nas situações em que águas fluem através de cavernas. A água não é doce a essa profundidade trata-se de uma água supersaturada em sais solúveis, ou seja, uma salmoura. Não está comprovada a continuidade do aquífero profundo por km, nem se faz idéia se há descarga de suas águas para outras bacias sedimentares próximas. É uma temeridade afirmar, como se fez na Tese em debate, que a água deste aquífero exerceria alguma influência na salinidade de águas marinhas próximo à foz do atual rio Amazonas. A existência de bolsões de água doce no Oceano Atlântico próximo deve-se à tremenda descarga do Rio Amazonas, cujas águas invadem o mar por muitos quilômetros desde sua foz. A forma equivocada de divulgação de resultados de pesquisa, ainda preliminares, abala a credibilidade da pesquisa brasileira, como neste caso, em que a descoberta de um falso "rio subterrâneo" foi alardeada de maneira precipitada e sensacionalista. Os signatários desta carta aberta vêm, de forma responsável, contestar as conclusões tomadas como certas, mas que na verdade carecem de qualquer sentido técnico à luz da ciência geológica que se pratica no Brasil e no mundo.

15 Prof. Dr. Celso Dal Ré Carneiro (UNICAMP) Prof. Dr. Eduardo Salamuni (UFPR) Prof. Luiz Ferreira Vaz (UNICAMP) Prof. Dr. Heinrich Theodor Frank (UFRGS) Apoio: Federação Brasileira de Geólogos - FEBRAGEO Fonte: SBE Notícias Data: 11/09/2011 CRISE DEVE CAUSAR QUEDA NO FLUXO DE INVESTIMENTO GLOBAL O fluxo mundial de investimentos estrangeiros diretos (IED) poderá sofrer contração de até 20% em 2011/2012 por causa da desaceleração econômica global, com empresas congelando planos de expansão pesando dezenas de bilhões de dólares. A estimativa é da Associação Internacional de Agências de Promoção de Investimentos (Waipa, na sigla em inglês), segundo seu presidente, Alessandro Teixeira, vice-ministro do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). A entidade, que reúne 176 agências de 140 países, fará hoje em Genebra sua conferência anual, em meio a uma enxurrada de dados negativos sobre a economia global. A situação é bem diferente do começo de julho, quando a Agência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad) previa crescimento no fluxo de IED de US$ 1,240 trilhão em 2010 para algo entre US$ 1,400-1,600 trilhão em 2011/2012. Agora, ao invés de crescer US$ 200 bilhões, o IED pode é ter contração em nível similar, sobretudo em 2012, e voltar ao patamar próximo do de Muitas empresas têm muito dinheiro em caixa, mas preferem preservá-lo no momento, em vez de continuar com investimentos externos, diante das incertezas do cenário global. Mas Alessandro Teixeira ressalva que o fluxo de IED vai cair menos nos emergentes, que devem ser responsáveis por quase 70% da expansão econômica global este ano. Em alguns casos, diz ele, o fluxo vai mesmo aumentar, ilustrando com o exemplo do Brasil. O MDIC projeta fluxo de IED de US$ 50 bilhões para o Brasil este ano, comparado aos US$ 48 bilhões do ano passado. No ano passado, pela primeira vez as economias em desenvolvimento e em transição atraíram mais da metade do fluxo de US$ 1,24 trilhão de Investimento Estrangeiro Direto. O fluxo de IED deve sofrer contração num cenário altamente incerto. O Deutsche Bank revisou suas projeções para a economia global, de 4,5% para 3,8% de expansão em 2012, diante da deterioração nos EUA e na Europa. O tema recorrente da divergência de "duas velocidades" no crescimento nas economias desenvolvidas e nos emergentes é ainda mais pronunciado nas novas projeções do banco alemão. Enquanto a expansão para os EUA e a UE para 2012 tem corte de quase 1 ponto percentual, nos emergentes a baixa é da metade disso. Juros reais baixos, ou mesmo negativos, e preços estáveis das commodities oferecem um apoio inusual para os emergentes, comparado ao passado. A perda de confiança de consumidores e empresários e o declínio na riqueza das famílias podem ter consequências econômicas reais negativas se as autoridades não restaurarem a confiança em seus esforços de consolidação fiscal e na solidez dos bancos, diz o Deutsche. Um fracasso da parte dos governos nesse sentido pode tornar realidade a recessão que os investidores parecem estar precificando. Por sua vez, o banco Credit Suisse espera também um contágio na Ásia. E projeta agora forte queda no ritmo de crescimento das economias asiáticas nos próximos meses, por causa do risco de

16 recessão nos desenvolvidos. Enquanto o consenso aponta expansão econômica de 9,2% para a China, o banco suíço acha que não passará de 8,6%. Nesse cenário, pode-se esperar uma mudança nítida de foco do fluxo de IED. O presidente da Waipa destaca que o fluxo, que antes se concentrava em economias desenvolvidas, está visivelmente se alterando. Exemplifica que a União Europeia atraía 50% do total em Agora, em plena crise da dívida soberana e crescendo pouco, sua fatia não deve passar dos 38%. Os EUA, que recebiam 17% do fluxo mundial de investimentos diretos, não devem ultrapassar 14% agora. Por sua vez, as maiores taxas de crescimento do fluxo são para economias em desenvolvimento, atraindo empresas em razão do crescimento, da classe média em expansão e da estabilidade econômica Teixeira destaca também a mudança no perfil do fluxo de investimento para as economias em desenvolvimento. Antes, o IED era mais voltado para produção, exploração de recursos naturais, em mineração, petróleo e gás. "Hoje, já temos acima de 30% em investimentos diretos na área de média e alta intensidade tecnológica nos emergentes", afirma. "Isso tem deixado os países desenvolvidos preocupados, porque no passado a estratégia desses países não era atrair investimento qualquer, e sim investimentos com qualidade. Agora, esse fluxo começa a migrar para outras regiões, e isso inquieta fortemente os desenvolvidos", diz Teixeira. Outra questão que vai ser discutida hoje é sobre a importância de os investimentos estrangeiros terem conexão forte com a economia local. Uma forma é rejeitar investimentos em maquiladoras. Assis Moreira De Genebra Fonte: Valor Econômico Data: 05/09/2011 LÍDERES DO SETOR DE MINERAÇÃO FAZEM REIVINDICAÇÕES JUNTO A SICME Representantes de cooperativas ligadas ao setor de mineração de vários municípios matogrossenses estiveram reunidos com o secretário de Estado de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Pedro Nadaf, na tarde desta sexta-feira (02.09). O grupo solicitou soluções para as dificuldades enfrentadas no setor e a elaboração de uma política de governo para os pequenos mineradores. Nadaf se comprometeu em buscar soluções e também em planejar e elaborar uma política para os micro e pequenos empresários do setor. O secretário também agendou para a próxima semana outra reunião com representantes do setor para dar andamento ao trabalho. O secretário também pediu que cada liderança elabore uma lista das necessidades de cada região. Só assim conseguiremos elaborar uma política mais concreta e específica direcionada para os pequenos mineradores. Este é um setor bastante promissor em Mato Grosso. O presidente do sindicato das Indústrias, Extrativas de Minérios do Estado de Mato Grosso, Laerte Lisboa Leite, saiu da reunião satisfeito. Ele está otimista e disse que para a próxima semana já terá em mãos as reivindicações de cada região do Estado. Líderes empresariais de Poconé, Pontes e Lacerda e Peixoto de Azevedo acreditam no crescimento do setor que tem sido chamado de pequena mineração. O presidente da associação de produtores de ouro de Poconé, André Molina, acrescenta que esta é a hora certa para criar a política de Governo que dará parâmetros ao crescimento que está previsto para o setor da pequena mineração. Fonte: 24 Horas News Data: 02/09/2011

17 DISCOVERY, INNOVATION, AND LEARNING IN THE MINING BUSINESS NEW WAYS FORWARD FOR AN OLD INDUSTRY ABSTRACT There is a huge opportunity to develop new business models for the mining industry. Exploration and discovery must be based on a model of cooperation and collaboration rather than competition. Innovation and the development of new technology must be based on what we need to do to transform the business for tomorrow, in addition to what we can do today. Accelerated learning based on business simulations offers an excellent new approach to discovering what needs to be changed, to developing new and creative approaches to actually change our cultures of practice, and to implementing those changes as rapidly as possible. Simply put: we have to change our mindset to change our mine set. INTRODUCTION ( )Although there are many discoveries and projects in the global inventory, there are few projects with robust economics in the pipeline. Mineral production more and more is relying heavily on aging orebodies with declining ore grades, higher stripping ratios, and more challenging metallurgical characteristics. This has resulted in declining metal production in some sectors, such as gold. DISCOVERY The exploration business paradigm Today, major companies appear to be exploration-phobic; it looks as if they just want to acquire discoveries and projects and let the junior companies make the discoveries. (...) The gold business provides a great example of the challenges facing the industry. (...) The probability of discovering a gold deposit greater than 4 Moz is only 1:10 of all deposits. (...) One would conclude that the probability of discovering a gold deposit of this size is about 1:100, giving the proverbial 1:1000 probability of success. (...) Of the >2,000 junior companies listed on the Toronto Stock Exchange, perhaps only 30 percent are serious about creating wealth for their shareholders rather than extracting wealth from their shareholders. ( ) Once a property has been acquired, a typical junior exploration company conserves cash by limiting the amount of geologic, geochemical, and geophysical data that is acquired prior to drilling hoping that quick and dirty will be good enough if they are lucky. ( ) Considering all of these factors, it is not unreasonable to conclude that a junior is only about 10 percent efficient in getting funding focused on discovery. Considering the above reasoning, the probabilities of success in exploration for a >4 million ounce valuable gold deposit are on the order of 1 in 10,000.

18 ( )the probability of success ranges from 1:500 to 1:20,000. A new way forward for the exploration business Given such long odds of success, it is very difficult to understand why we compete so hard against each other. ( ) In a competitive situation, particularly in a zero-sum game, the winner takes all and the loser gets nothing. ( ) Given the extremely low probability of success in exploration, industry and government can maximize the broader benefit to society by cooperating and collaborating more than by competing against each other. INNOVATION A mining business paradigm In many ways, the mining business has come a long way since Georgius Agricola (1556) first described the thencurrent methods for exploration, mining, mineral processing, and even environmental management in the 16th century. Certainly, the mining business has a proud track record of innovation since then, to this day (Ednie, 2006). Take mineral processing as an example: there have been major innovations every 10 to 20 years over the last 120 years or more. New ways forward for innovation in the mining business ( )The industry needs to focus on innovation that must be done in addition to innovation that can be done. (...) Table 2 is a list of the key challenges where current research already is or needs to be directed. The key areas where innovation is clearly needed include the following: exploration and mining geology, mine planning and operations, mineral processing, environmental stewardship, and energy efficiency. ( )

19 Exploration and mine geology: One of the key challenges and opportunities facing the industry today is exploration under cover and in deep settings (>1 km). A considerable amount of work is underway in some of the major companies and university research programs to develop fourdimensional geologic frameworks based on source, transport, and trap mechanisms to predict where deposits formed and where they should be today. In addition, there is also a lot of work that is underway to develop better and more powerful deep-penetrating geochemical and geophysical methods to help us visualize those targets. ( ) What is also needed, however, are methods for safer, faster, cheaper, and deeper drilling such as adapting the oil industry s coil-tube drilling technology to mineral exploration and mining applications. Along with this, the industry needs to miniaturize real-time, do wnhole, extremely accurate and precise remote sensing methods to provide on-the-spot information about metal content, mineralogy, lithology, structure, and a variety of other parameters. ( ) Mine planning and operations: If explorers are able to discover new ore deposits at greater depth, then one of the key challenges and opportunities for mining engineers is to develop costefficient methods for mining those orebodies. Mineral processing: (...) development of cost-efficient methods for recovery of minerals and metals from metallurgically challenging ores. (...) ( ) Development of new technologies that will unlock the value of low-grade and refractory orebodies. The opportunity is immense. Laznicka (2006) asserts that the materials already recognized today store enough metal sufficient for thousands of years Environmental stewardship: ( )Research and development is required for innovative ways to reduce water requirements in mining and mineral processing applications, such as dryprocessing methods and tailings disposal, better modelling, prediction and treatment of waters of various sources and qualities, and even the sequestration of waste materials in the subsurface environment. The challenge for the mining industry is to be good stewards of water resources, not just to protect the environment, which is a much more tangible, measurable, and meaningful goal. (...) Energy efficiency: ( )Thus, one of the key challenges and opportunities facing the mining industry today is in energy efficiency. Energy supply and its fundamental sources, capital costs, and operating costs permeate every aspect of mining. ( ) The challenge will be to conduct detailed energy audits for full life-cycle energy use in all applications and focus on innovation of more cost- and thermodynamically efficient energy use. (...) A new learning paradigm for the mining business (...)If the industry can use simulators to train drivers, why not use business emulations to train the rest of the workforce, including the decision makers. Malcom Gladwell (2008) asserts that to achieve greatness in terms of success or expertise requires 10,000 hours of practice. ( ). If a company wants to get really good at making discoveries, or developing innovative mine plans that reduce costs, or closing acquisitions and mergers, or operating a complex mine or process plant, then it should practice and be prepared to fail frequently and rapidly in the approach to a non-negotiable goal. Resumo do texto pela ADIMB Fonte: SEG Newsletter, n 86 Autores: M. Stephen Enders (Colorado School of Mines, Golden, CO 80401) & Cliff Saunders (Too Serious! unlimited, San Diego, CA 92109) Data: Julho de 2011

20 XIII CONGRESSO BRASILEIRO DE GEOQUÍMICA 09 a 14 de outubro de 2011 Gramado RS Informações: 12º SIMPÓSIO DE GEOLOGIA DO CENTRO-OESTE 16 a 19 de outubro de 2011 Pirenópolis GO Informações:

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