2º CONGRESSO BRASILEIRO DE POLÍTICA, PLANEJAMENTO E GESTÃO EM SAÚDE UNIVERSALIDADE, IGUALDADE E INTEGRALIDADE DA SAÚDE: UM PROJETO POSSÍVEL

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "2º CONGRESSO BRASILEIRO DE POLÍTICA, PLANEJAMENTO E GESTÃO EM SAÚDE UNIVERSALIDADE, IGUALDADE E INTEGRALIDADE DA SAÚDE: UM PROJETO POSSÍVEL"

Transcrição

1 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE POLÍTICA, PLANEJAMENTO E GESTÃO EM SAÚDE UNIVERSALIDADE, IGUALDADE E INTEGRALIDADE DA SAÚDE: UM PROJETO POSSÍVEL Perfil dos usuários e entraves para o acesso no serviço ambulatorial de fisioterapia do SUS de Mogi Guaçu-SP Autores Bernardo Diniz Coutinho Celso Stephan Sérgio Roberto de Lucca DSC/FCM/UNICAMP BELO HORIZONTE

2 Perfil dos usuários e entraves para o acesso no serviço ambulatorial de fisioterapia do SUS de Mogi Guaçu-SP / Profile of users and barriers to access in the otpatient physiotherapy NHS Mogi Guaçu, São Paulo State Caracterização e entraves para o acesso no SUS Palavras-chave: perfil de saúde, acesso aos serviços de saúde, atenção secundária, fisioterapia, sistema único de saúde. INTRODUÇÃO Este estudo foi realizado no Ambulatório de Fisioterapia do Hospital Municipal Dr. Tabajara Ramos (HMTR), um hospital geral de média complexidade e de natureza autárquica do município de Mogi Guaçu - SP (1). Este município está localizado na região leste do estado, a 164 Km da cidade de São Paulo, e possui segundo o senso de 2010, uma população residente de habitantes, sendo que 50,4% são homens. A renda mensal per capita dos domicílios particulares na zona urbana foi de R$ 625,00 (2), e o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal no ano de 2000 foi igual a 0,813 (3). Segundo dados do SIH/SUS (4) para o período de janeiro de 2011 a janeiro de 2013, as lesões, envenenamentos e algumas outras consequências de causas externas configuraram a quarta maior causa (9,1%) de internação hospitalar. Mogi Guaçu está integrada ao XIV Departamento Regional de Saúde do Estado de São Paulo (5), e a rede de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) do município é 2

3 coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), sendo composta pelos três níveis de atenção. O nível primário consta com 16 unidades de saúde (6, 7), que ofertam tanto o modelo de atenção Programa Saúde da Família como o tradicional de Unidades Básicas de Saúde, sendo que duas destas unidades localizam-se na zona rural. Segundo dados fornecidos pela SMS (8), em maio de 2013 haviam aproximadamente pessoas cadastradas no Sistema de Informação da Atenção Básica (SIAB). Na Atenção Primária a Saúde (APS) as atividades de prevenção, promoção e assistência em saúde não são desenvolvidas interdisciplinarmente com fisioterapeutas, sendo necessário que a população que precise desta atenção se desloque até o Ambulatório de Fisioterapia do HMTR, que é o único prestador deste serviço na esfera administrativa municipal em convênio com o SUS. A oferta da fisioterapia de uma forma abrangente está centralizada neste ambulatório, sendo ele a referência municipal para o acesso universal da população que necessita deste atendimento. Este modelo de atenção fisioterapêutica centralizado na Atenção Secundária vem vivenciando problemas que foram recentemente abordados nas reuniões do Conselho Municipal de Saúde, como o da demanda reprimida por atendimento decorrente da procura maior que a oferta, da restrição para as vagas de avaliação das morbidades crônicas, dos longos períodos de espera por atendimento e das dificuldades para adesão ao tratamento ambulatorial. JUSTIFICATIVA É desconhecido o perfil sociodemográfico e nosológico dos indivíduos atendidos no setor, como também as morbidades mais frequentes e seus respectivos níveis de complexidade, não se sabendo ao certo quais são os principais entraves para o acesso no 3

4 serviço, e se o atendimento ambulatorial seria o nível da atenção mais adequado do sistema para se prestar o atendimento fisioterapêutico a esta população específica. A realização deste estudo se fez necessária, uma vez que segundo Baquero e Lopez (9), as informações sobre o perfil epidemiológico dos serviços de fisioterapia e a identificação das necessidades e realidades de saúde da população que os utilizam, apesar de ainda serem escassas, são medidas necessárias para se orientar os aspectos administrativos e clínicos da rede, como também para se tomar decisões em matéria de políticas públicas de saúde. OBJETIVOS Objetivo Geral Avaliar o acesso dos utilizadores do serviço ambulatorial de fisioterapia do SUS no município e propor estratégias para resolução dos entraves levantados. Objetivo Específico Conhecer o perfil sociodemográfico e nosológico dos usuários do serviço ambulatorial de fisioterapia; Mapear o local de residência da amostra atendida no serviço ambulatorial de fisioterapia correlacionando-a com a adscrição nas unidades de saúde da Atenção Básica; Identificar os principais entraves para o acesso ao atendimento e os aspectos que possam melhorar a acessibilidade ao serviço e facilitar sua utilização. REFERENCIAL TEÓRICO 4

5 Após a discussão da necessidade de implementação de políticas públicas mais efetivas e democráticas em saúde, com o início da reforma sanitária na década de 70 e a aprovação da Lei Orgânica da Saúde em 1990, a saúde passou a ser um direito constitucional do cidadão e um dever do Estado (10). Desde então, a assistência universal à saúde através de instituições públicas, privadas e filantrópicas passou a ser orientada por um Sistema Único de Saúde, tendo como princípios as diretrizes da universalidade, integralidade e equidade (11). Os serviços de saúde passaram a ser geridos e prestados de uma forma descentralizada, onde cada município é o gestor único do sistema local, assegurando atenção hospitalar e especializada a população através da política de compra de serviços público-privada mediante convênios (12). Além da gestão e prestação descentralizada de serviços de saúde, o SUS também tem por objetivo a promoção de uma atenção abrangente e universal, preventiva e curativa, por intermédio de subsetores interconectados, como o público, o privado e o de saúde suplementar, podendo estes serviços serem utilizados pela população dependendo da facilidade do acesso ou da sua capacidade de pagamento (13). A organização de uma rede hierarquizada de serviços é um dos dispositivos do planejamento para viabilizar o acesso da população aos serviços de saúde, observando sua conformação, organização, seus fluxos, programas e as possibilidades de reorganização, para se garantir um acesso integral, equitativo e universal (14). Um dos sentidos da integralidade é não criar barreiras de acesso às diferentes necessidades de saúde da população, a partir da organização dos serviços de saúde em diferentes níveis de complexidade e densidade tecnológica, com a existência de uma rede assistencial bem articulada entre os três níveis de atenção a saúde. Para se garantir a integralidade no SUS, é necessária uma reflexão, a partir da realidade percebida, sobre os 5

6 aspectos da organização da rede de serviços e da gestão e planejamento destes, entendendo que características como acesso e qualidade dos serviços podem limitar a efetividade e resolutividade do cuidado prestado a população (15). Para Silva e Silveira (11), o princípio da equidade busca assegurar a prestação de serviços e o desenvolvimento de ações de saúde, possibilitando a igualdade do acesso para indivíduos socialmente distintos. Qualquer política de saúde que utilize somente critérios de renda para definir a prioridade no acesso, possuirá pequena sustentação argumentativa. Sendo assim, os sistemas públicos de saúde operam com outras categorias classificatórias de prioridade para a atenção, como os conceitos de risco ou vulnerabilidade social e econômica, além dos riscos subjetivos e biológicos (16). Segundo Travassos et al. (17), apesar da universalidade no acesso aos serviços de saúde ser garantida constitucionalmente, o acesso a estes serviços no país é fortemente influenciado pelas condições sociais das pessoas e pelo local onde residem, sendo que as desigualdades sociais no acesso expressam as particularidades do sistema de saúde de cada local. Fatores de oferta moldam o desenho do sistema de cada localidade, dando-lhes características particulares. O acesso aos serviços de saúde refere-se à possibilidade da utilização apropriada destes serviços no momento em que é necessário, representando o centro do funcionamento dos sistemas de saúde (17,18). Compreende a relação entre o custo de utilização dos serviços de saúde e a capacidade de pagamento dos indivíduos, abrangendo conceitos relacionados ao financiamento do sistema de saúde (19). A relação oferta e demanda é o pilar de sustentação da dimensão econômica dos serviços de saúde, e é entendida como a relação existente entre a capacidade de oferecer serviços de saúde e a necessidade de assistência de uma determinada população (14). 6

7 Para Starfield (20), a acessibilidade é o elemento estrutural necessário para a primeira atenção a saúde, pois possibilita que as pessoas cheguem aos serviços. Para oferecê-la, o local de atendimento deve ser facilmente acessível e disponível, pois caso contrário, poderá haver o atraso na prestação da mesma, chegando ao ponto de afetar desfavoravelmente o diagnóstico e o controle do problema de saúde. A acessibilidade e o acesso podem ser medidos tanto a partir do ponto de vista da população, como dos profissionais que prestam o serviço na unidade de atenção a saúde. A disponibilidade é uma das dimensões do acesso que representa a existência ou não do serviço de saúde no local apropriado e no momento necessário, englobando de forma ampliada a relação geográfica entre as instituições físicas de saúde e o indivíduo que delas necessitam, como a distância e as opções de transporte (19). Apesar do local de residência afetar o acesso, este melhora com o grau de desenvolvimento da região, com a elevação da escolaridade e da renda das pessoas. Há uma tendência de redução da magnitude da permanência de desigualdades sociais no acesso aos serviços de saúde no país como um todo, que atualmente é melhor nas regiões mais desenvolvidas como a sul e sudeste (17). A fisioterapia é uma ciência da saúde que atua no campo do movimento funcional humano e nos distúrbios a ele relacionados, que foi regulamentada como uma profissão liberal de nível superior durante o regime militar brasileiro, pelo Decreto Lei n. 938 de 13 de outubro de 1969, que atribuiu a este profissional da saúde a atividade privativa na prescrição e execução de métodos e técnicas fisioterapêuticas com a finalidade de conservar, desenvolver e restaurar a capacidade física do indivíduo (21). Segundo Júnior (22), a fisioterapia atuou ao longo do tempo com prioridade no nível terciário, em um perfil destinado à cura e reabilitação de determinadas lesões e sequelas de traumas no sistema musculoesquelético. Estes profissionais demoraram a discutir e apresentar 7

8 propostas sobre as contribuições da fisioterapia na promoção da saúde e prevenção de doenças, como também na intervenção em âmbito coletivo nos níveis primário e secundário, onde grande carga dos agravos e sequelas das doenças poderiam ter sido muitas vezes evitadas. Para se aproximar a atenção fisioterapêutica as demandas da população, a ação do SUS não pode ocorrer fundamentada nas práticas profissionais de atuação exclusivamente reabilitadora. A assistência especializada de fisioterapia no formato ambulatorial encontra-se no nível secundário de atenção, onde é prestado o atendimento à população que necessite de uma reabilitação física através de intervenções com recursos tecnológicos de maior densidade (23). A dificuldade no acesso a estes serviços origina um longo tempo de espera por tratamento, aumento da demanda reprimida para estes serviços e, consequentemente, limitações no cuidado longitudinal e integral que se pretende prestar a população (15). Apesar do atendimento fisioterapêutico ambulatorial oferecido pelos estabelecimentos municipais ter crescido 278,7% de 1995 a 2007, a oferta deste serviço pelo SUS ainda é pequena, e segue o padrão de desigualdade geográfica apresentado pelos demais serviços de saúde (24). Em um município com menos de habitantes, aproximadamente 32% da população residente na zona urbana relataram já terem utilizado os serviços de fisioterapia, sendo que a prevalência na utilização variou de acordo com as características socioeconômicas e demográficas dos indivíduos. Dos 30,2% de indivíduos que relataram já terem utilizado os serviços de fisioterapia em uma amostra de pessoas, 66% utilizaram através do SUS, sendo esta prevalência menor do que a encontrada em outros países. Uma vez que a melhora da disponibilidade e da oferta da atenção fisioterapêutica pode aumentar o seu uso no Brasil, é necessário a realização de estudos que aprofundem na temática do acesso e nas informações relativas a utilização destes serviço (25, 26). 8

9 Para Castro et al. (24), é necessário que as intervenções de recuperação sejam realizadas imediatamente a seguir ao evento de adoecimento, evitando-se assim, a crônificação ou outros transtornos secundários a doença, como a limitação funcional ou a incapacidade na realização de atividades e tarefas do contexto social (27). O tempo de espera, segundo Gonçalves et al. (28) e Machado e Nogueira (29), é o motivo principal para o menor grau de satisfação dos utilizadores dos serviços públicos municipais e estaduais de fisioterapia quando comparados aos pacientes das clínicas privadas. O fisioterapeuta desenvolve ações que vão da prevenção de incapacidades ao processo de reabilitação, e deve estar preparado para problematizar as situações de saúde em âmbito local, regional e nacional, desenvolvendo o compromisso com a defesa, implantação, estruturação e organização do Sistema Público de Saúde (30). Fréz e Nobre (31) acreditam que o planejamento e o redirecionamento das políticas públicas relacionadas a saúde serão mais assertivas quanto mais estiverem justificadas pelo respeito às perspectivas e às necessidades dos usuários, sendo necessário a detecção e análise destas necessidades. É importante conhecer o acesso e o perfil da demanda atendida nos serviços de fisioterapia, para melhor mensurar os indicadores da realidade e necessidades destes serviços, pois o conhecimento e o dimensionamento das características da oferta da atenção fisioterapêutica no país serão decisivos para a fundamentação de estratégias mais específicas nas políticas públicas de saúde (24). A reorganização da rede de assistência fisioterapêutica no município visa a busca pela melhoria da qualidade de vida da população, garantindo serviços e ações resolutivas de acordo com as especificidades apresentadas, através da integração dos serviços por meio de redes assistenciais e capazes de responder eficientemente às necessidades de saúde de uma determinada população (15). 9

10 Acredita-se, que haja um predomínio de morbidades crônicas e de baixa complexidade sendo atendidas no Ambulatório de Fisioterapia do Hospital Municipal Dr. Tabajara Ramos, que o período de espera por atendimento seja maior do que o recomendado, e que a distância geográfica e a dificuldade de transporte sejam os principais entraves para o acesso da população do município que necessite deste atendimento em convênio com o Sistema Único de Saúde. A escolha deste local para o desenvolvimento do estudo se deu por ser o serviço de referência na assistência ambulatorial de fisioterapia na esfera pública municipal em convênio com o SUS, além de ser o local de atuação profissional do pesquisador, com trabalho desenvolvido desde o ano de MÉTODOS Este é um estudo com desenho transversal de caráter descritivo, com abordagem quanti-qualitativa. A pesquisa de campo se deu através de duas ações específicas para coleta de dados: análise documental e entrevista semi-estruturada, ambas realizadas pelo pesquisador. O recorte temporal da análise documental compreendeu os atendimentos realizados no período de janeiro de 2011 a janeiro de 2013, e as entrevistas com os sujeitos da pesquisa foram realizadas de fevereiro a março de Nenhum paciente ou fisioterapeuta se recusou a participar das entrevistas. Foram excluídos do estudo quantitativo os prontuários dos pacientes atendidos por outro profissional, ou cujo motivo do encaminhamento fosse para assistência fisioterapêutica em oncologia, pneumo-funcional, neuropediatria ou avaliação para o Programa de Prótese e Órtese, uma vez que estes atendimentos são fornecidos por profissionais específicos e não 10

11 refletem a abrangência real dos agendamentos realizados em comum para os fisioterapeutas do serviço. Utilizou-se como instrumento para coleta dos dados as avaliações e reavaliações registradas nos prontuários dos pacientes atendidos pelo pesquisador, sendo selecionada as consultas referentes ao atendimento que fossem relacionadas ao motivo atual da procura pelo serviço, e o respectivo atendimento que precedeu a alta do tratamento ambulatorial. As variáveis sociodemográficas, condições de saúde, perfil das morbidades, características do agendamento e motivo da consulta e da adesão ao tratamento foram coletadas e utilizadas para a identificação do perfil de atendimento no serviço. Para realização da entrevista semi-estruturada com os pacientes e os fisioterapeutas do serviço, foi utilizado um roteiro elaborado pelo pesquisador, que continha questões subjetivas na finalidade de se abordar a realidade da assistência fisioterapêutica prestada, os entraves para o acesso e adesão ao tratamento, e as sugestões para resolução dos problemas levantados, de acordo com a expectativa e a percepção do entrevistado. Um gravador de áudio foi utilizado para que as falas pudessem ser posteriormente resgatadas e transcritas, possibilitando a análise deste material. O tipo de amostragem usada para as coletas de dados dos pacientes foi definida aleatoriamente, abordando-os na recepção do serviço, antes ou ao término da sessão de tratamento do dia. As entrevistas foram realizadas em um dos consultórios do serviço, em diferentes dias e horários, até a saturação da amostra. Foram entrevistados os outros 6 fisioterapeutas que atuavam no serviço, individualmente, nos horários livres de cada profissional. As informações dos prontuários analisados foram transformadas em variáveis e um banco de dados foi confeccionado. Para classificação do nível de complexidade da morbidade 11

12 e do estado de saúde, foi adaptado os Parâmetros de Assistência Fisioterapêutica Ambulatorial (32) adotando-se os seguintes critérios: Baixa complexidade (paciente que necessite de cuidados mínimos, autossuficiente nas necessidades humanas básicas, portador de morbidades decorrentes de alterações biomecânicas por uso excessivo ou por processos inflamatórios, doenças degenerativas ou crônicas, que não demandem de tecnologias de alta densidade para tratamento); Média complexidade (paciente que necessite de cuidados intermediários, autossuficiente ou com parcial dependência nas necessidades humanas básicas, portador de fraturas tratadas conservadoramente, lesões do sistema nervoso central e/ou periférico, distúrbio neuro-cinético-funcional pós tratamento conservador, pós-cirúrgico tardio e/ou que necessite de tecnologias de alta complexidade e densidade para tratamento); Alta complexidade (paciente que necessite de cuidados intermediários, autossuficiente ou com parcial/total dependência nas necessidades humanas básicas, orientado, e com histórico de pós-intervenção cirúrgica recente). Foi realizada a análise descritiva dos dados, apresentando a distribuição de frequências relativas e as médias e desvios padrão para variáveis contínuas. A análise descritiva com base na distribuição proporcional foi realizada para as características sociodemográficas, para as condições de saúde, característica do acesso e da utilização do serviço de fisioterapia. Para fazer o polígono do município, foram agrupados os setores censitários urbanos e em seguida acrescentados os pontos que representassem as Unidades de Saúde (US) através de suas coordenadas latitude e longitude, sendo associada a esses pontos a quantidade de utilizadores do ambulatório de fisioterapia adscritos em cada US. Estas quantidades geraram 12

13 os tamanhos das representações das US no mapa. Para representar a distribuição populacional da área urbana, foi gerado através de sorteio, pontos aleatórios dentro de cada setor censitário, em quantidade proporcional a população do setor. Foram gerados 1% de pontos para cada setor, relacionados a população do mesmo. Em seguida, foi feito um mapa de Kernel para representar a distribuição populacional da cidade. A análise dos dados coletados nas entrevistas foi realizada pelo pesquisador após a transcrição integral das gravações feitas em áudio. Como modalidade de Análise de Conteúdo, elegeu-se a Análise Temática proposta por Bardin (33), por ser considerada a técnica mais simples e apropriada para as investigações qualitativas em saúde (34). O processo de Análise Temática do conteúdo compreendeu as etapas de pré-analise, exploração do material, tratamento dos resultados, inferência e interpretação. Os softwares Microsoft Office World (2007), Microsoft Office Excel (2007), Epi Info (3.5.3, 2011) e ArcView (versão 10) foram utilizados para a análise dos dados. A participação na entrevista foi voluntária e todos os entrevistados assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, de acordo com a resolução 196/96, que assegura a livre participação do pesquisado sem que haja qualquer tipo de dano ou prejuízo. Todos foram esclarecidos quanto aos objetivos do estudo e a garantia do anonimato, sendo respeitado o direito da não participação no estudo. O projeto de pesquisa foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (CEP/FCM/UNICAMP) sob o parecer nº /13. RESULTADOS A amostra quantitativa deste estudo foi composta pelos dados dos prontuários de 544 indivíduos atendidos pelo pesquisador no período de janeiro de 2011 a janeiro de 2013, com 13

14 variação da idade de 6 a 91 anos. Destes indivíduos, 53,1% foram do sexo masculino e 46,9% do sexo feminino, com idade média de 49,4 (± 18,4) anos. Na distribuição por faixa etária, observa-se um maior número de pessoas adultas (60,8%) com idades entre 40 a 59 anos (36,8%) e um menor número de jovens (5,7%) com faixa etária entre 0 a 9 anos (1,1%) de idade. Em relação ao nível de instrução, a maior parte da população (58,5%) possuía até o primeiro grau, e apenas 4,8% dos indivíduos não possuíam nenhuma instrução. A maioria dos indivíduos avaliados tinha como ocupação a atividade do lar (17,6%), seguida pela de empregada doméstica (7,7%) e auxiliar de serviços gerais (5,7%). Quanto ao local de residência, apenas 25 (4,6%) indivíduos residiam na zona rural, enquanto que a grande maioria residia na zona urbana, mais especificamente na região norte (46,7%, n 254) da cidade. A maioria dos indivíduos atendidos no serviço estavam adscritos ao Centro de Saúde (14,3%), e a minoria estava adscrita às unidades de saúde da zona rural, como a USF da Chácara Alvorada (1,3%) e a UBS do distrito de Martinho Prado (1,5%). Exceto para o Centro de Saúde, as unidades de origem responsáveis pela maior frequência dos utilizadores do serviço foi proporcional às regiões de maior concentração populacional, principalmente para a população adscrita nas US localizadas na região norte do município, como a UBS Ipê II (10,8%) e UBS Zona Norte (10,3%) (figura 1). A prevalência de pacientes que relataram serem portadores de doenças crônicas não transmissíveis (DM e HAS) foi de 29,4% (n 160), sendo estes em sua maioria as mulheres (58,1%), as donas de casa (33,8%), os idosos (61,9%), os com até o primeiro grau de escolaridade (69,4%), e os que residiam na zona norte (45,6%). Dentre as DCNT, a maioria dos indivíduos relataram possuir apenas Hipertensão Arterial Sistêmica (66,2%), 14,4% relataram possuir apenas Diabetes Mellitus, e 19,4% do indivíduos relataram possuir HAS 14

15 associada a DM. A HAS foi mais frequente nas mulheres (57,5%) e nos que residiam na região norte do município (50,0%), já a DM, ao contrário, foi mais frequente nos homens (52,2%) e nos que residiam na região sul (30,4%). Figura 1 Mapa dos utilizadores do serviço ambulatorial de fisioterapia do HMTR, segundo adscrição na unidade de saúde e distribuição populacional do município. Fonte: Dados da pesquisa. Houve predomínio das morbidades classificadas como de baixa complexidade (40,4%), principalmente em indivíduos do sexo feminino (58,2%), sendo os homens mais acometidos por morbidades de alta complexidade (61,4%). Os jovens foram mais acometidos pelas morbidades de média complexidade (41,93%), os adultos pelas de alta complexidade (36,3%) e os idosos pelas de baixa complexidade (53,9%). 15

16 Os diagnósticos agrupados no capítulo XIII da CID-10, referente as doenças do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo foram os mais frequentes (47,2%, n 257), e acometeram mais as mulheres (55,7%, n 142), os indivíduos que tinham até o ensino fundamental (63,0%), e as donas de casa (21,4%). Os diagnósticos mais frequentes entre os homens foram os agrupadas no capítulo XIX - Lesões, envenenamentos e algumas outras consequências de causas externas (47,4%, n 137), sendo este também mais frequente no grupo de adultos (46,5%), nos com escolaridade de até o segundo grau (52,3%) e nos estudantes (72,7%). Tabela 1 - Distribuição das subcategorias do CID-10 associadas ao nível de complexidade. Fisioterapia-HMTR, Mogi-Guaçu, jan/11-jan/13 (n 544). Variáveis N % Baixa complexidade (40,4%, n 220) M488 Outras espondilopatias especificadas 27 12,3 M678 Outros transtornos especificados da sinóvia e do tendão 26 11,8 M179 Gonartrose 23 10,5 M518 Outros transtornos especificados de discos intervertebrais 14 6,4 M751 Síndrome do manguito rotador 13 5,9 M658 Outras sinovites e tenossinovites 11 5,0 M544 Lumbago com ciática 9 4,1 Outras 97 44,1 Média complexidade (28,7%, n 156) S525 Fratura da extremidade distal do rádio 21 13,5 I64 Acidente vascular cerebral 18 11,5 S823 Fratura da extremidade distal da tíbia 10 6,4 S934 Etorse e distensão do tornozelo 10 6,4 S422 Fratura da extremidade superior do úmero 9 5,8 S626 Fratura de outros dedos 8 5,1 S830 Luxação da patela 6 3,8 Outras 74 47,4 Alta complexidade (30,9%, n 168) M232 Transtorno do menisco devido à ruptura ou lesão antiga 24 14,3 Z966 Presença de implantes articulares ortopédicos 24 14,3 G560 Síndrome do túnel do carpo 11 6,5 S525 Fratura da extremidade distal do rádio 10 6,0 S823 Fratura da extremidade distal da tíbia 7 4,2 Z967 Presença de outros implantes de osso e tendão 7 4,2 S562 Traumatismo de outro músculo flexor e tendão ao nível do antebraço 6 3,6 Outras 79 47,0 Fonte: Dados da pesquisa 16

17 As subcategorias M488 - Outras espondilopatias especificadas (12,3%) e M678 - Outros transtornos específicos da sinóvia e do tendão (11,8%) foram as doenças mais frequentes nas morbidades classificadas como de baixa complexidade. As S525 - Fratura da extremidade distal do rádio (13,5%) e I64 Acidente vascular cerebral (11,5%) as mais frequentes nas de média complexidade. E a Z966 - Presença de implantes articulares ortopédicos (14,3%) e M232 - Transtorno do menisco devido à ruptura ou lesão antiga (14,3%) foram as mais frequentes nas de alta complexidade (tabela 1). Dentre as queixas principais registradas na avaliação inicial, a queixa de dor foi a mais frequente (66,7%), seguida pelas queixas de déficit no desempenho muscular e/ou na mobilidade (28,5%), queixas de parestesia (1,7%) e de edema (1,3%). Dentre os 363 indivíduos que queixaram-se de dor, 26,7% das queixas foram referentes aos joelhos, 21,2% aos ombros, 14,3% a região lombar, e o restante queixaram-se de dores em outras regiões do corpo. De todos os 544 indivíduos avaliados, apenas 1,8% não apresentaram uma queixa em especial. Apesar do tempo médio de espera por atendimento no serviço ter sido de 41,7 (± 37,3) dias, os indivíduos que tiveram sua morbidade classificada como de baixo nível de complexidade foram os que mais esperaram por atendimento, em média 68,2 (± 40,9) dias, as classificados como de média complexidade esperaram 24,8 (± 21,3) dias, e as classificadas como de alta complexidade foram as que menos esperaram por atendimento, em média 22,7 (± 19,2) dias. Foram inseridos para tratamento ambulatorial 96,0% dos usuários avaliados, e o período médio de permanência no tratamento foi de 34,5 (± 22,2) dias, sendo realizada uma média de 9,2 (± 5,1) sessões de tratamento. Dos indivíduos inseridos para tratamento, 24,1% não o concluíram, sendo que 120 (23,0%) receberam alta por abandono ou a pedido, 5 (0,9%) 17

18 foram dispensados devido a motivos de complicações na saúde como picos hipertensivos contínuos, e 1 (0,2%) porque foi a óbito. Foram realizadas no total 18 entrevistas, 12 com pacientes (P) e 6 com os fisioterapeutas do setor (F). Quando questionados sobre qual a maior dificuldade para se iniciar o tratamento no serviço ambulatorial de fisioterapia, a temática que mais surgiu entre os entrevistados foi com relação a demora para se conseguir o atendimento, principalmente quanto ao tempo de espera, conforme nas falas abaixo: [...] foi esperar de novo né. Foi quase uns dois meses (P8). [...] o excesso de pessoas procurando o serviço, e a pouca quantidade de profissionais pra atender a demanda deste pacientes..., eles aguardam para conseguir uma vaga para este tratamento... (F5). Pelo fato do tratamento ser prestado com uma frequência semanal, e sua oferta ser centralizada em uma US do município, os pacientes que não possuíam um meio de transporte próprio e que residiam distante do local de atendimento se viam obrigados a depender do transporte coletivo para terem acesso ao serviço, o que segundo eles, foi o maior entrave para a adesão ao tratamento. [...] eu acho que as outras pessoas teriam dificuldade de transporte viu. Pra mim não porque a gente tem carro, mas eu falo pra quem não tem condições, eles teriam uma dificuldade enorme de transporte coletivo... Eu venho de carro,...mas se não fosse, nós íamos ter essa situação do transporte (P7). A dificuldade é pegar o ônibus... Pra ele subir no ônibus também, eu tenho que ajudar ele, é difícil..., os pés dele é duro, então ele não pode pisar forte (P2). (P8). [...] a gente vir aqui né, pegar circular,... E a gente tem dor, tem muita dor na perna 18

19 A distribuição insuficiente de vale transporte pelo município, e a dificuldade financeira do usuário no custeio da tarifa do ônibus, acaba sendo um entrave para a sua adesão ao tratamento ambulatorial, e pode resultar no abandono do mesmo. [...] pra poder vir né, de onde eu moro pra chegar até aqui fica difícil..., a renda é mínima né nossa, e principalmente quando você está afastado né, eu recebo salário mínimo, eu pago aluguel, eu tenho uma filha, então fica difícil..., têm que pagar o ônibus (P12). [...] a prefeitura dá o passe... Tem períodos que não tem esse passe, então às vezes a pessoa abandona o tratamento porque não tem jeito de vir mesmo na fisioterapia (F6). Quando questionados a respeito de uma sugestão para se resolver os entraves levantados, ou de como estar melhorando o acesso ao serviço de fisioterapia no município, observamos o predomínio de temáticas distintas entre os usuários e os prestadores de serviço. Os pacientes sugeriram que fosse ofertada uma condução própria para transporta-los, pois facilitaria o acesso ao serviço devido a amenização de entraves como a distância geográfica, o financiamento e o acesso ao transporte coletivo. Já os fisioterapeutas pontuaram soluções referentes a mudança do modelo de atenção fisioterapêutica prestada no município. (P11). [...] uma van ir buscar..., porque tem muita gente que não tem condição de pagar [...] nas condições de uma pessoa que nem ele que ta assim..., tinha que ter uma condução própria né, daqui até pegar em casa..., porque aí... fica mais fácil prum paciente assim que tá, no causo dele, machucado..., pegar o ônibus é difícil (P2). [...] esses casos mais crônicos, que já fizeram várias fisioterapias individuais, teria que ter... nas UBS mesmo, algum trabalho para eles, [...] ter fisioterapeuta, assim, não precisava ser em cada uma, mas pegar por região, que pudesse estar auxiliando estes pacientes (F2). [...] eu acho que se a gente trabalhar com a descentralização a gente consegue [...] filtrar aquilo que é realmente necessário neste serviço, [...] deixar as UBS para parte que daria 19

20 apoio de grupos, de exercício, que não precise de grandes [...] investimentos, [...] só precisaria de profissionais [...] capacitados pra fazer este trabalho. [...] E aí... tiraria... este paciente repetitivo que vem por motivo crônico, que nem sempre a eletroterapia, que é o que nós temos aqui, vai fazer bem, e ele vai passar ir pra uma atividade física, algo que ele vai ter acompanhamento, e assim sobrarem as vagas pra quem realmente... tá precisando né, na urgência (F6). Essa proposta da descentralização do serviço para a APS do município parece ser bem vista também pelos pacientes, que quando questionados sobre o que achavam da possibilidade de ter a atenção fisioterapêutica em uma unidade de saúde próximo de sua residência, responderam da seguinte maneira: Lá seria mais perto, lá daria até para ir a pé (P3). Seria mais, vamos dizer assim, mais rápido, eu ia ter mais tempo para ta indo num lugar, porque ia estar mais perto de casa (P11). [...] lógico que seria melhor porque, as vezes a gente vêm com muitas dores né, pega ônibus tudo. É difícil pra vim quando a gente tá com muita dor (P10). DISCUSSÃO Apesar da taxa de utilização dos serviços de saúde no Brasil ser maior para as mulheres do que para os homens (35, 36), e da utilização da fisioterapia ser mais reportada pelo sexo feminino (26, 28), a frequência de utilização do serviço ambulatorial de fisioterapia encontrada neste estudo foi maior para os homens do que para as mulheres. Esta diferença também foi encontrada por Moretto et al. (25) e pode ser devido ao fato da população masculina de Mogi Guaçu ser maior do que a feminina. 20

21 A amostra dos usuários caracterizou-se pelo predomínio de indivíduos adultos com idade média de 49,4 anos, resultado semelhante ao encontrado por Machado e Nogueira (29). Como neste atual trabalho, o predomínio de usuários com baixo nível de escolaridade também foi encontrado em estudos realizados nas regiões Nordeste e Sudeste do Brasil (28, 37), divergindo dos estudos realizados na região Sul do país, onde se observou um predomínio de usuários com o 2º grau completo (25, 31). Neste estudo a atividade do lar foi a ocupação mais frequente no serviço, resultado semelhante ao encontrado nos estudos de Batista e Vasconcelos (38) e Bim et al. (39). Quase um terço da amostra relatou ser portadora de alguma Doença Crônica, sendo que a Hipertensão Arterial Sistêmica foi a mais frequente, como também reportado em outros estudos (37, 38). Quanto ao local de residência, 95,4% dos usuários do serviço residiam na zona urbana, fato este já observado por Pinheiro et al. (36), que relatou que mulheres e homens residentes nas áreas urbanas procuram com maior frequência os serviços de saúde do que os residentes nas áreas rurais. Dentre as morbidades atendidas no período da pesquisa, houve o predomínio de doenças osteomusculares classificadas como de baixa complexidade e que possuíam um perfil crônico-degenerativo. Houve diferença da frequência de acometimento das morbidades entre os sexos, sendo as mulheres mais acometidas por doenças do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo, e os homens por lesões, envenenamentos e algumas outras consequências de causas externas. Esta diferença pode ter acontecido pelo fato dos homens procurarem os serviços de saúde predominantemente por problemas agudos e agravos por causas externas, como violência, lesões no trânsito ou na prática de esportes (25, 36). A demora para se conseguir atendimento foi o principal entrave para o acesso ao serviço ambulatorial de fisioterapia, pois o tempo médio de espera por atendimento foi de 21

22 41,7 dias, sendo até maior que dois meses para o casos de baixa complexidade. Frez e Nobre (31) acreditam que está dificuldade pode ser justificada pela quantidade limitada de atendimentos, uma vez que o número de fisioterapeutas contratados pelo SUS é inferior ao necessário, o que implica na demora por atendimento (29). O período médio de permanência no tratamento foi de 34,5 dias, próximo ao relatado por Bim et al. (39), com média de 9,2 sessões sendo realizada neste período. O maior entrave levantado para o acesso contínuo e adesão ao tratamento ambulatorial foi a dependência do transporte coletivo para deslocamento até o serviço. No estudo de Machado e Nogueira (29), o acesso estava relacionado com questão econômico-financeira e com a facilidade na utilização do transporte coletivo. Uma hipótese explicativa para os 24,1% dos pacientes que abandonaram o tratamento, é que a ausência de um transporte acessível parece ser o motivo principal pela não adesão ao tratamento ambulatorial. Como relatado em outros estudos (38, 40), a dor foi a queixa mais frequente no serviço, principalmente para a região dos joelhos e coluna, o que limitava a locomoção e dificultava o acesso ao transporte coletivo. Segundo Taddeo et al. (41), a maior dificuldade para o acesso de pessoas com doenças crônicas aos serviços de saúde está relacionada com a distância entre o domicílio e a US, pois como dependem do transporte público para locomoção, a má organização da malha viária resulta na realização de longas caminhadas até o local, o que os leva a fadiga e à falta de estímulo para sequenciarem no tratamento, restringindo a possibilidade de adesão no mesmo. Observa-se através de estudos sobre a satisfação dos usuários do serviço ambulatorial de fisioterapia (28, 29, 31), que a maior satisfação na dimensão do acesso está relacionada com a possibilidade de escolha do local de tratamento segundo a proximidade com a sua residência. É válido lembrar, que a atenção secundária deveria ser responsável pelo 22

23 tratamento de morbidades que necessitem de tecnologias de maior densidade, o que não é o caso do perfil predominante das doenças e lesões crônicas atendidas nas clínicas de fisioterapia. Segundo Taddeo et al. (41), aderir ao tratamento é imprescindível para o controle da condição crônica e o sucesso da terapia, pois esta exige um tratamento permanente, fazendose necessário o empoderamento do indivíduo, com a adoção de hábitos e atitudes que promovam a consciência para o autocuidado. Em seu estudo, os usuários sugeriram a construção de espaços de bem-estar com profissionais qualificados que orientem práticas de exercícios físicos, além de atividades que promovam o relaxamento e a integração entre pessoas da comunidade. Enfim, os achados deste trabalho sugerem que a mudança no modelo de atenção fisioterapêutica, com a descentralização da oferta para uma Unidade de Saúde da Atenção Primária próxima ao local de residência da amostra estudada, seria uma estratégia viável para se ampliar o acesso e facilitar a utilização por parte da população que necessite da assistência fisioterapêutica. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. CNESNet. Secretaria de Atenção à Saúde. Estabelecimentos de Saúde. [acesso em 27 de abril de 2012]. Disponível em: IBGE. Dados do Censo 2010 publicados no Diário Oficial da União do dia 04/11/2010. [acesso em 27 de abril de 2012]. Disponível em: 23

24 3. PNUD. Ranking do IDH dos municípios do Brasil [acesso em 13 de maio de 2013]. Disponível em: rdion=1&li=li_ranking DATASUS. Ministério da Saúde. Morbidade Hospitalar do SUS por local de residência. [acesso em 13 de maio de 2013]. Disponível em: 5. Governo do Estado de São Paulo. Secretaria de Saúde. Departamentos Regionais de Saúde. [acesso em 27 de abril de 2012]. Disponível em: 6. DATASUS. Ministério da Saúde. Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde do Brasil. [acesso em 27 de abril de 2012]. Disponível em: 7. Governo do Estado de São Paulo. Secretaria de Saúde. Consulta de Unidade de Saúde. [acesso em 27 de abril de 2012]. Disponível em: 8. Brasil. Pessoas cadastradas no SIAB em maio de Mogi Guaçu: Secretaria Municipal de Saúde, Baquero G, Lopez O. El papel de la epidemiologia em la identificación de necessidades relacionadas com la fisioterapia em Colombia. Salud Pública Méx (1)

25 10. Brasil. Lei n , de 19 de setembro de Dispões sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes. Brasília (DF). 11. Silva ID, Silveira M de F de A. A humanização e a formação do profissional em fisioterapia. Ciênc Saúde Colet (Supl. 1): Campos GWS. O SUS entre a tradição dos Sistemas Nacionais e o modo liberalprivado para organizar o cuidado à saúde. Ciênc Saúde Colet (sup): Paim J, Travassos C, Almeida C, Bahia L, Macinko J. O sistema de saúde brasileiro: história, avanços e desafios. Lancet 2011; publicado on line em 9 de maio. DOI: /S (11) de Jesus WLA, Assis MMA. Revisão sistemática sobre o conceito de acesso nos serviços de saúde: contribuições do planejamento. Ciênc Saúde Colet. 2010; 15(1): de Souza ARB, Ribeiro KSQS. A rede assistencial de fisioterapia no município de João Pessoa: uma análise a partir das demandas da atenção básica. Rev Bras Ciênc Saúde. 2011; 15(3): Campos GWS. Reflexões Temáticas sobre Equidade e Saúde: o caso do SUS. Saúde Soc Mai; 15(2): Travassos C, de Oliveira EXG, Viacava F. Desigualdades geográficas e sociais no acesso aos serviços de saúde no Brasil: 1998 e Ciênc Saúde Colet. 2006; 11(4): Travassos C, Martins M. Uma revisão sobre os conceitos de acesso e utilização de serviços de saúde. Cad Saúde Pública. 2004; 20(2):

26 19. Sanchez RM, Ciconelli RM. Conceitos de acesso à saúde. Rev Panam Salud Pública. 2012; 31(3): Starfield B. Atenção primária: equilíbrio entre necessidades de saúde, serviços e tecnologia. Brasília: UNESCO, Ministério da Saúde, Brasil. Decreto Lei N. 938, de 13 de outubro de Provê sobre as profissões de fisioterapeuta e terapeuta ocupacional. D.O.U. Brasília (DF); n. 197, de 14/10/1969, Seção I, p Júnior JPB. Formação em fisioterapia no Brasil: reflexões sobre a expansão do ensino e os modelos de formação. Hist Ciênc Saúde-Manguinhos Jul; 16(3): Brasil. O SUS de A a Z: garantindo saúde nos municípios. Brasília: Ministério da Saúde, CONASEMS, Castro AP, Neves VR, Aciole GG. Diferenças regionais e custos dos procedimentos de fisioterapia no Sistema Único de Saúde do Brasil, 1995 a Rev Panam Salud Pública. 2011; 30(5): Moretto LC, Longo GZ, Boing AF, Arruda MP. Prevalência da utilização de serviços de fisioterapia entre a população adulta e urbana de Lages, Santa Catarina. Rev Bras Fisioter. 2009; 13(2): Siqueira FV, Facchini LA, Hallal PC. Epidemiology of physiotherapy utilization among adults and elderly. Rev Saúde Pública. 2005; 39(4): Giallonardo L. Introdução ao processo de reabilitação: The guide to physical therapist pratice. In: Prentice WE, Voight ML. Técnicas em reabilitação musculoesquelética. Porto alegre: Artmed,

27 28. Gonçalves JR, Veras FEL, Matos AC de M, Lima ISA. Avaliaçãoa da satisfação dos pacientes submetidos à intervenção fisioterapêutica no município de Campo Maior, PI. Fisioter Mov Jan-Mar; 24(1): Machado NP, Nogueira LT. Avaliação da satisfação dos usuários de serviços de Fisioterapia. Rev Bras Fisioter Set-Out; 12(5): Marães VRFS, Martins EF, Junior GC, Acevedo AC, Pinho DLM. Projeto pedagógico do curso de Fisioterapia da Universidade de Brasília. Fisio Mov Abr-Jun; 23(2): Fréz AR, Nobre MIRS. Satisfação dos usuários dos serviços ambulatoriais de fisioterapia da rede pública. Fisio Mov Jul-Set; 24(3): COFFITO. Resolução N.387, de 08 de junho de Fixa e estabelece os Parâmetros Assistenciais Fisioterapêuticos nas diversas modalidades prestadas pelo fisioterapeuta e dá outras providências. D.O.U. Brasília (DF); n. 115, de 16/06/2011, Seção I, p Bardin L. Análise de Conteúdo edição revista e ampliada. São Paulo: Edições 70, Minayo MCS. O desafio do conhecimento pesquisa qualitativa em saúde. 12ª ed. São Paulo: Editora Hucitec, Travassos, C; Viacava, F; Pinheiro, R; Brito, A. Utilização dos serviços de saúde no Brasil: gênero, características familiares e condição social. Rev Panam Salud Pública. 2002; 11(5/6): Pinheiro, RS; Viacava, F; Travassos, C; Brito, AS. Gênero, morbidade, acesso e utilização de serviços de saúde no Brasil. Ciênc Saúde Colet. 2002; 7 (4):

28 37. Rossi, ALS; Pereira, VS; Driusso, P; Rebellato, JR; Ricci, NA. Profile of the elderly in physical therapy and its relation to functional disability. Braz J Phys Ther Jan- Feb; 17 (1): Batista, AGL; Vasconcelos, LAP. Principais queixas dolorosas em pacientes que procuram clínica de fisioterapia. Rev Dor. São Paulo Abr-Jun; 12 (2): Bim, CR; Pelloso, SM; Previdelli, ITS. Inquérito domiciliary sobre uso da fisioterapia por mulheres em Guarapuava-Paraná-Brasil. Ciênc Saúde Colet. 2011; 16 (9): Boissonault, WG. Prevalence of comorbid conditions, sugeries, and medication use in physical therapy outpatient population: a multicentered study. Journal of Orthopaedic & Sports Physical Therapy. 1999; 29 (9): Taddeo, PS; Gomes, KWL; Caprara, A; Gomes, AMA; Oliveira, GC; Moreira, TMM. Acesso, prática educativa e empoderamento de pacientes com doenças crônicas. Ciênc Saúde Colet. 2012; 17 (11):

13º - AUDHOSP AUDITORIA NO SUS VANDERLEI SOARES MOYA 2014

13º - AUDHOSP AUDITORIA NO SUS VANDERLEI SOARES MOYA 2014 13º - AUDHOSP AUDITORIA NO SUS VANDERLEI SOARES MOYA 2014 AUDITORIA NA SAÚDE Na saúde, historicamente, as práticas, as estruturas e os instrumentos de controle, avaliação e auditoria das ações estiveram,

Leia mais

MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE DEPARTAMENTO DE AÇÕES PROGRAMÁTICAS ESTRATÉGICAS ÁREA TÉCNICA SAÚDE DO IDOSO

MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE DEPARTAMENTO DE AÇÕES PROGRAMÁTICAS ESTRATÉGICAS ÁREA TÉCNICA SAÚDE DO IDOSO MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE DEPARTAMENTO DE AÇÕES PROGRAMÁTICAS ESTRATÉGICAS ÁREA TÉCNICA SAÚDE DO IDOSO LUIZA MACHADO COORDENADORA ATENÇÃO Ä SAÚDE DA PESSOA IDOSA -AÇÕES DO MINISTERIO

Leia mais

Internações por Hipertensão Essencial em homens idosos no Brasil: estudo comparativo entre as regiões nordeste e sudeste no período de 2008 a 2012.

Internações por Hipertensão Essencial em homens idosos no Brasil: estudo comparativo entre as regiões nordeste e sudeste no período de 2008 a 2012. Internações por Hipertensão Essencial em homens idosos no Brasil: estudo comparativo entre as regiões nordeste e sudeste no período de 2008 a 2012. Layz Dantas de Alencar 1 - layzalencar@gmail.com Rosimery

Leia mais

SUS: princípios doutrinários e Lei Orgânica da Saúde

SUS: princípios doutrinários e Lei Orgânica da Saúde Universidade de Cuiabá - UNIC Núcleo de Disciplinas Integradas Disciplina: Formação Integral em Saúde SUS: princípios doutrinários e Lei Orgânica da Saúde Profª Andressa Menegaz SUS - Conceito Ações e

Leia mais

METODOLOGIA RESULTADOS E DISCUSSÃO

METODOLOGIA RESULTADOS E DISCUSSÃO ATENDIMENTO DE ENFERMAGEM A SAÚDE DO HOMEM NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA Ingrid Mikaela Moreira de Oliveira Enfermeira Mestranda em Bioprospecção Molecular da Universidade Regional do Cariri-URCA ingrid_lattes@hotmail.com

Leia mais

26/4/2012. Inquéritos Populacionais Informações em Saúde. Dados de Inquéritos Populacionais. Principais Características. Principais Características

26/4/2012. Inquéritos Populacionais Informações em Saúde. Dados de Inquéritos Populacionais. Principais Características. Principais Características Inquéritos Populacionais Informações em Saúde Dados de Inquéritos Populacionais Zilda Pereira da Silva Estudos de corte transversal, únicos ou periódicos, onde são coletadas informações das pessoas que

Leia mais

VIGILÂNCIA E PROMOÇÃO À SAÚDE

VIGILÂNCIA E PROMOÇÃO À SAÚDE VIGILÂNCIA E PROMOÇÃO À SAÚDE Um modelo de assistência descentralizado que busca a integralidade, com a participação da sociedade, e que pretende dar conta da prevenção, promoção e atenção à saúde da população

Leia mais

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS PACIENTES TRATADOS NA CLÍNICA ESCOLA DE FISIOTERAPIA DA UEG

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS PACIENTES TRATADOS NA CLÍNICA ESCOLA DE FISIOTERAPIA DA UEG Anais do IX Seminário de Iniciação Científica, VI Jornada de Pesquisa e Pós-Graduação e Semana Nacional de Ciência e Tecnologia UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS 19 a 21 de outubro de 2011 PERFIL EPIDEMIOLÓGICO

Leia mais

Experiências Nacionais na Abordagem de Hipertensão e Diabetes na Rede de Atenção Primária A Experiência de São Bernardo do Campo

Experiências Nacionais na Abordagem de Hipertensão e Diabetes na Rede de Atenção Primária A Experiência de São Bernardo do Campo Experiências Nacionais na Abordagem de Hipertensão e Diabetes na Rede de Atenção Primária A Experiência de São Bernardo do Campo VIII Encontro Nacional de Prevenção da Doença Renal Crônica Dra. Patrícia

Leia mais

Disciplina MSP 0670-Atenção Primária em Saúde I. Atenção Básica e a Saúde da Família 1

Disciplina MSP 0670-Atenção Primária em Saúde I. Atenção Básica e a Saúde da Família 1 Disciplina MSP 0670-Atenção Primária em Saúde I Atenção Básica e a Saúde da Família 1 O acúmulo técnico e político dos níveis federal, estadual e municipal dos dirigentes do SUS (gestores do SUS) na implantação

Leia mais

Identificar como funciona o sistema de gestão da rede (espaços de pactuação colegiado de gestão, PPI, CIR, CIB, entre outros);

Identificar como funciona o sistema de gestão da rede (espaços de pactuação colegiado de gestão, PPI, CIR, CIB, entre outros); ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PROJETO DE PLANO DE AÇÃO REGIONAL DAS LINHAS DE CUIDADO DAS PESSOAS COM HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA, COM DIABETES MELLITUS E/OU EXCESSO DE PESO NO CONTEXTO DA REDE DE ATENÇÃO

Leia mais

PERCEPÇÃO DOS ACADÊMICOS DE FISIOTERAPIA ACERCA DAS ATIVIDADES DE PROMOÇÃO DA SAÚDE NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE 1

PERCEPÇÃO DOS ACADÊMICOS DE FISIOTERAPIA ACERCA DAS ATIVIDADES DE PROMOÇÃO DA SAÚDE NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE 1 PERCEPÇÃO DOS ACADÊMICOS DE FISIOTERAPIA ACERCA DAS ATIVIDADES DE PROMOÇÃO DA SAÚDE NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE 1 VOIGT, Bruna Francisco 2 ; PREIGSCHADT, Gláucia Pinheiro 2 ; MACHADO, Rafaela Oliveira 2

Leia mais

Gestão do Paciente com Deficiência Uma visão Prática da Terapia Ocupacional e da Fisioterapia

Gestão do Paciente com Deficiência Uma visão Prática da Terapia Ocupacional e da Fisioterapia Gestão do Paciente com Deficiência Uma visão Prática da Terapia Ocupacional e da Fisioterapia Percentual de pessoas com deficiência no Brasil..segundo Censo 2000: 14,5% Deficientes 85,5% Não Deficientes

Leia mais

2 Agentes Comunitários de Saúde e sua atuação

2 Agentes Comunitários de Saúde e sua atuação 2 Agentes Comunitários de Saúde e sua atuação 1. A saúde é direito de todos. 2. O direito à saúde deve ser garantido pelo Estado. Aqui, deve-se entender Estado como Poder Público: governo federal, governos

Leia mais

RELATÓRIO DE PESQUISA

RELATÓRIO DE PESQUISA 2011 14 RELATÓRIO DE PESQUISA Relatório da Pesquisa de Satisfação dos Usuários do SUS quanto aos aspectos de acesso e qualidade percebida na atenção à saúde, mediante inquérito amostral. Ministério da

Leia mais

ANÁLISE DO SISTEMA DE REGULAÇÃO DO MUNICÍPIO DE HIDROLÂNDIA/GO. Palavras-chave: Sistema de Regulação. Descentralização, Regionalização e Referência.

ANÁLISE DO SISTEMA DE REGULAÇÃO DO MUNICÍPIO DE HIDROLÂNDIA/GO. Palavras-chave: Sistema de Regulação. Descentralização, Regionalização e Referência. ANÁLISE DO SISTEMA DE REGULAÇÃO DO MUNICÍPIO DE HIDROLÂNDIA/GO Nara FUKUYA 1 ; Ana Elisa Bauer Camargo SILVA 2 1,2 Universidade Federal de Goiás, Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós Graduação, Núcleo de Estudo

Leia mais

MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE DEPARTAMENTO DE ATENÇÃO BÁSICA COORDENAÇÃO NACIONAL DE HIPERTENSÃO E DIABETES

MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE DEPARTAMENTO DE ATENÇÃO BÁSICA COORDENAÇÃO NACIONAL DE HIPERTENSÃO E DIABETES MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE DEPARTAMENTO DE ATENÇÃO BÁSICA COORDENAÇÃO NACIONAL DE HIPERTENSÃO E DIABETES JANEIRO/2011 COORDENAÇÃO NACIONAL DE HIPERTENSÃO E DIABETES CNHD Supervisão

Leia mais

ERRATA. Na página 11, continuação do Quadro Esquemático das Normas Operacionais do Sus

ERRATA. Na página 11, continuação do Quadro Esquemático das Normas Operacionais do Sus ERRATA Secretaria de Saúde do DF AUXILIAR EM saúde - Patologia Clínica Sistema Único de Sáude - SUS Autora: Dayse Amarílio D. Diniz Na página 11, continuação do Quadro Esquemático das Normas Operacionais

Leia mais

PALAVRAS-CHAVE Hiperdia. PET-SAÚDE. Hipertensão arterial. Diabetes mellitus

PALAVRAS-CHAVE Hiperdia. PET-SAÚDE. Hipertensão arterial. Diabetes mellitus 12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( x ) SAÚDE ( ) TRABALHO

Leia mais

DISCIPLINA DE ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE I MSP 0670/2011. SISTEMAS DE SAÚDE

DISCIPLINA DE ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE I MSP 0670/2011. SISTEMAS DE SAÚDE DISCIPLINA DE ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE I MSP 0670/2011. SISTEMAS DE SAÚDE Paulo Eduardo Elias* Alguns países constroem estruturas de saúde com a finalidade de garantir meios adequados para que as necessidades

Leia mais

MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE DEPARTAMENTO DE ATENÇÃO BÁSICA COORDENAÇÃO NACIONAL DE HIPERTENSÃO E DIABETES

MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE DEPARTAMENTO DE ATENÇÃO BÁSICA COORDENAÇÃO NACIONAL DE HIPERTENSÃO E DIABETES MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE DEPARTAMENTO DE ATENÇÃO BÁSICA COORDENAÇÃO NACIONAL DE HIPERTENSÃO E DIABETES JANEIRO/2011 HIPERTENSÃO ARTERIAL E DIABETES MELLITUS MORBIDADE AUTO REFERIDA

Leia mais

A EVITABILIDADE DE MORTES POR DOENÇAS CRÔNICAS E AS POLÍTICAS PÚBLICAS VOLTADAS AOS IDOSOS

A EVITABILIDADE DE MORTES POR DOENÇAS CRÔNICAS E AS POLÍTICAS PÚBLICAS VOLTADAS AOS IDOSOS A EVITABILIDADE DE MORTES POR DOENÇAS CRÔNICAS E AS POLÍTICAS PÚBLICAS VOLTADAS AOS IDOSOS Niedja Maria Coelho Alves* nimacoal@hotmail.com Isabelle Carolline Veríssimo de Farias* belleverissimo@hotmail.com

Leia mais

MORBIDADES AUTORREFERIDAS POR IDOSOS ATENDIDOS EM UM AMBULATÓRIO DE GERIATRIA

MORBIDADES AUTORREFERIDAS POR IDOSOS ATENDIDOS EM UM AMBULATÓRIO DE GERIATRIA INTRODUÇÃO MORBIDADES AUTORREFERIDAS POR IDOSOS ATENDIDOS EM UM AMBULATÓRIO DE GERIATRIA Mayara Muniz Dias Rodrigues 1 Saemmy Grasiely Estrela de Albuquerque 2 Maria das Graças Melo Fernandes 3 Keylla

Leia mais

Seminário de Doenças Crônicas

Seminário de Doenças Crônicas Seminário de Doenças Crônicas LINHA DE CUIDADO DE HIPERTENSÃO ARTERIAL E DIABETES EXPERIÊNCIA DE DIADEMA SP Dra Lidia Tobias Silveira Assistente Gabinete SMS Diadema Linha de cuidado de HAS e DM Experiência

Leia mais

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2008/prt1559_01_08_2008.html

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2008/prt1559_01_08_2008.html Página 1 de 5 ADVERTÊNCIA Este texto não substitui o publicado no Diário Oficial da União Ministério da Saúde Gabinete do Ministro PORTARIA Nº 1.559, DE 1º DE AGOSTO DE 2008 Institui a Política Nacional

Leia mais

Plano Municipal de Enfrentamento ao uso prejudicial de Crack, Álcool e Outras Drogas

Plano Municipal de Enfrentamento ao uso prejudicial de Crack, Álcool e Outras Drogas Plano Municipal de Enfrentamento ao uso prejudicial de Crack, Álcool e Outras Drogas 1. APRESENTAÇÃO e JUSTIFICATIVA: O consumo de crack vem aumentando nas grandes metrópoles, constituindo hoje um problema

Leia mais

TERAPEUTA OCUPACIONAL E O SUS

TERAPEUTA OCUPACIONAL E O SUS TERAPEUTA OCUPACIONAL E O SUS TERAPIA OCUPACIONAL UMA PROFISSÃO NATURALMENTE PARA A SAÚDE PUBLICA Senhor Gestor, gostaríamos de apresentar as possibilidades de cuidado que o terapeuta ocupacional oferece

Leia mais

CAUSAS DE MORBIDADE HOSPITALAR POR DOENÇAS DE INTERNAÇÃO EVITÁVEL EM CRIANÇAS DE 1 A 4 ANOS

CAUSAS DE MORBIDADE HOSPITALAR POR DOENÇAS DE INTERNAÇÃO EVITÁVEL EM CRIANÇAS DE 1 A 4 ANOS CAUSAS DE MORBIDADE HOSPITALAR POR DOENÇAS DE INTERNAÇÃO EVITÁVEL EM CRIANÇAS DE 1 A 4 ANOS Scaleti Vanessa Brisch 1 Beatriz Rosana Gonçalves de Oliveira Toso RESUMO: Estudo sobre as causas de internações

Leia mais

Selo Hospital Amigo do Idoso. Centro de Referência do Idoso

Selo Hospital Amigo do Idoso. Centro de Referência do Idoso SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE DE SÃO PAULO COORDENADORIA DE REGIÕES DE SAÚDE CRS Política de Saúde para o Idoso no Estado de São Paulo Selo Hospital Amigo do Idoso Centro de Referência do Idoso Resolução

Leia mais

PROGRAMA DE MELHORIA CONTÍNUA DA QUALIDADE DOS CUIDADOS DE ENFERMAGEM (PMCQCE)

PROGRAMA DE MELHORIA CONTÍNUA DA QUALIDADE DOS CUIDADOS DE ENFERMAGEM (PMCQCE) PROGRAMA DE MELHORIA CONTÍNUA DA QUALIDADE DOS CUIDADOS DE ENFERMAGEM (PMCQCE) INSTITUIÇÃO Nome Morada Código Postal CONTEXTO PRÁTICA CLÍNICA ou UNIDADE DE SAÚDE FUNCIONAL Nome CONTATOS Enfermeiro(a) Chefe

Leia mais

Ministério da Saúde NORMA OPERACIONAL DE SAÚDE DO TRABALHADOR NO SUS NOST-SUS

Ministério da Saúde NORMA OPERACIONAL DE SAÚDE DO TRABALHADOR NO SUS NOST-SUS Ministério da Saúde NORMA OPERACIONAL DE SAÚDE DO TRABALHADOR NO SUS NOST-SUS APRESENTAÇÃO O presente documento é resultado de um processo de discussão e negociação que teve a participação de técnicos

Leia mais

PORTARIA NORMATIVA Nº 3, DE 25 DE MARÇO DE 2013

PORTARIA NORMATIVA Nº 3, DE 25 DE MARÇO DE 2013 PORTARIA NORMATIVA Nº 3, DE 25 DE MARÇO DE 2013 Institui as diretrizes gerais de promoção da saúde do servidor público federal, que visam orientar os órgãos e entidades do Sistema de Pessoal Civil da Administração

Leia mais

Inovações Assistenciais para Sustentabilidade da Saúde Suplementar. Modelo Assistencial: o Plano de Cuidado

Inovações Assistenciais para Sustentabilidade da Saúde Suplementar. Modelo Assistencial: o Plano de Cuidado Inovações Assistenciais para Sustentabilidade da Saúde Suplementar Modelo Assistencial: o Plano de Cuidado Linamara Rizzo Battistella 04.10.2012 Universal Irreversível Heterôgeneo Perda Funcional Progressiva

Leia mais

ORIENTAÇÕES SOBRE O SERVIÇO DE FISIOTERAPIA SUMÁRIO

ORIENTAÇÕES SOBRE O SERVIÇO DE FISIOTERAPIA SUMÁRIO ORIENTAÇÕES SOBRE O SUMÁRIO CAPÍTULO I - APRESENTAÇÃO 2 CAPÍTULO II - ENCAMINHAMENTO PARA FISIOTERAPIA - MÉDIA COMPLEXIDADE 2 CAPÍTULO III - RECEPÇÃO E AUTORIZAÇÃO DE ENCAMINHAMENTOS 3 CAPÍTULO IV - CONSULTA

Leia mais

Palavras-chave: Suplementos Alimentares, Musculação, Academia de Ginástica.

Palavras-chave: Suplementos Alimentares, Musculação, Academia de Ginástica. PERFIL DOS CONSUMIDORES DE SUPLEMENTOS ALIMENTARES PRATICANTES DE MUSCULAÇÃO EM ACADEMIAS DE TERESINA. Conceição de Maria Aguiar Carvalho Francisco Evaldo Orsano RESUMO: O aumento da oferta de suplementos

Leia mais

I Seminário Internacional de Atenção Primária em Saúde de São Paulo PARTE II

I Seminário Internacional de Atenção Primária em Saúde de São Paulo PARTE II I Seminário Internacional de Atenção Primária em Saúde de São Paulo PARTE II DESENVOLVIMENTO DO PROJETO EM 2009 Objetivos: REUNIÕES TÉCNICAS DE TRABALHO PactuaçãodoPlanodeTrabalhoedoPlanodeAções Desenvolvimento

Leia mais

V Simpósio da ARELA-RS sobre Esclerose Lateral Amiotrófica ELA

V Simpósio da ARELA-RS sobre Esclerose Lateral Amiotrófica ELA V Simpósio da ARELA-RS sobre Esclerose Lateral Amiotrófica ELA Geneviève Lopes Pedebos Assistente Social Mestre em Serviço Social pela PUCRS Porto Alegre, 08/05/2010 Na área da saúde, o Assistente Social

Leia mais

MORBIDADE E MORTALIDADE POR NEOPLASIAS NO ESTADO DE PERNAMBUCO

MORBIDADE E MORTALIDADE POR NEOPLASIAS NO ESTADO DE PERNAMBUCO MORBIDADE E MORTALIDADE POR NEOPLASIAS NO ESTADO DE PERNAMBUCO Edmilson Cursino dos Santos Junior (1); Renato Filipe de Andrade (2); Bianca Alves Vieira Bianco (3). 1Fisioterapeuta. Residente em Saúde

Leia mais

HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA: HÁ DIFERENÇA NA DISTRIBUIÇÃO ENTRE IDOSOS POR SEXO?

HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA: HÁ DIFERENÇA NA DISTRIBUIÇÃO ENTRE IDOSOS POR SEXO? HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA: HÁ DIFERENÇA NA DISTRIBUIÇÃO ENTRE IDOSOS POR SEXO? Enelúzia Lavynnya Corsino de Paiva China (1); Lucila Corsino de Paiva (2); Karolina de Moura Manso da Rocha (3); Francisco

Leia mais

DIABETES MELLITUS NO BRASIL

DIABETES MELLITUS NO BRASIL DIABETES MELLITUS NO BRASIL 17º Congresso Brasileiro Multidisciplinar em Diabetes PATRÍCIA SAMPAIO CHUEIRI Coordenadora d Geral de Áreas Técnicas DAB/MS Julho, 2012 DIABETES MELITTUS Diabetes é considerado

Leia mais

Comentários. Programa saúde da família

Comentários. Programa saúde da família Comentários levantamento suplementar de saúde da Pesquisa Nacional por O Amostra de Domicílios PNAD 2008 trouxe informações detalhadas sobre a saúde da população residente em domicílios particulares no

Leia mais

Ficha Técnica dos indicadores de saúde disponibilizados por meio do aplicativo Statplanet. Mortalidade

Ficha Técnica dos indicadores de saúde disponibilizados por meio do aplicativo Statplanet. Mortalidade Secretaria Municipal da Saúde Coordenação de Epidemiologia e Informação - CEInfo Ficha Técnica dos indicadores de saúde disponibilizados por meio do aplicativo Statplanet Mortalidade Taxa ou Coeficiente

Leia mais

SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE X ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO EM UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE INTRODUÇÃO

SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE X ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO EM UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE INTRODUÇÃO LÍVIA CRISTINA FRIAS DA SILVA SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE X ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO EM UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE Ms. Maria de Fátima Lires Paiva Orientadora São Luís 2004 INTRODUÇÃO Sistema Único de Saúde - Universalidade

Leia mais

Carta de Campinas 1) QUANTO AO PROBLEMA DO MANEJO DAS CRISES E REGULAÇÃO DA PORTA DE INTERNAÇÃO E URGÊNCIA E EMERGÊNCIA,

Carta de Campinas 1) QUANTO AO PROBLEMA DO MANEJO DAS CRISES E REGULAÇÃO DA PORTA DE INTERNAÇÃO E URGÊNCIA E EMERGÊNCIA, Carta de Campinas Nos dias 17 e 18 de junho de 2008, na cidade de Campinas (SP), gestores de saúde mental dos 22 maiores municípios do Brasil, e dos Estados-sede desses municípios, além de profissionais

Leia mais

Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora. Portaria GM/MS n 1.823, de 23 de agosto de 2012

Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora. Portaria GM/MS n 1.823, de 23 de agosto de 2012 Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora Portaria GM/MS n 1.823, de 23 de agosto de 2012 MARCOS LEGAIS: Constituição Federal de 1988 Art. 200 Ao SUS compete, além de outras atribuições,

Leia mais

UM OLHAR PARA O HOMEM IDOSO. Fabio Garani 17 Regional de Saude

UM OLHAR PARA O HOMEM IDOSO. Fabio Garani 17 Regional de Saude UM OLHAR PARA O HOMEM IDOSO Fabio Garani 17 Regional de Saude 1 ESPERANÇA DE VIDA AO NASCER : 7,4anos

Leia mais

Realização: CEREMAPS, EESP e Fundação CEFETBAHIA 1

Realização: CEREMAPS, EESP e Fundação CEFETBAHIA 1 CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (QUESTÕES 01 a 30) Questão 01 (Peso 1) A saúde, através do Sistema Único de Saúde, é desenvolvida através de uma política social e econômica que visa,

Leia mais

Atenção à Saúde e Saúde Mental em Situações de Desastres

Atenção à Saúde e Saúde Mental em Situações de Desastres Atenção à Saúde e Saúde Mental em Situações de Desastres Desastre: interrupção grave do funcionamento normal de uma comunidade que supera sua capacidade de resposta e recuperação. Principais causas de

Leia mais

MANIFESTO DOS TERAPEUTAS OCUPACIONAIS À REDE DE HOSPITAIS PÚBLICOS FEDERAIS DO RIO DE JANEIRO

MANIFESTO DOS TERAPEUTAS OCUPACIONAIS À REDE DE HOSPITAIS PÚBLICOS FEDERAIS DO RIO DE JANEIRO MANIFESTO DOS TERAPEUTAS OCUPACIONAIS À REDE DE HOSPITAIS PÚBLICOS FEDERAIS DO RIO DE JANEIRO O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão editou a portaria n 292 no dia 4 de julho de 2012 que autoriza

Leia mais

Prof. MS. Ellen H. Magedanz

Prof. MS. Ellen H. Magedanz Prof. MS. Ellen H. Magedanz As transformações nos padrões de saúde/doença constituíram-se em uma das características do último século, estão associadas às mudanças na estrutura etária populacional. América

Leia mais

POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DO HOMEM

POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DO HOMEM POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DO HOMEM COMISSÃO DE ASSUNTOS SOCIAIS SENADO FEDERAL BRASÍLIA, 16 DE MAIO DE 2013 Criação de um novo departamento dentro da SAS: DAET- Departamento de Atenção

Leia mais

Seminário de Residência Médica de Cancerologia Clínica Seminar of Residence in Clinical Oncology

Seminário de Residência Médica de Cancerologia Clínica Seminar of Residence in Clinical Oncology RESIDÊNCIA MÉDICA Seminário de Residência Médica de Cancerologia Clínica Seminar of Residence in Clinical Oncology José Luiz Miranda Guimarães* Neste número estamos divulgando o resultado parcial do Seminário

Leia mais

PORTARIA 1.600, DE 7 DE JULHO DE

PORTARIA 1.600, DE 7 DE JULHO DE PORTARIA No- 1.600, DE 7 DE JULHO DE 2011 Reformula a Política Nacional de Atenção às Urgências e institui a Rede de Atenção às Urgências no Sistema Único de Saúde (SUS). O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE,

Leia mais

VI CONGRESSO DE HIPERTENSÃO DA. HiperDia, desafios futuros e o que esperar?

VI CONGRESSO DE HIPERTENSÃO DA. HiperDia, desafios futuros e o que esperar? VI CONGRESSO DE HIPERTENSÃO DA SBC/DHA HiperDia, desafios futuros e o que esperar? MINISTÉRIO DA SAÚDE Secretaria de Atenção a Saúde - SAS Departamento de Atenção Básica - DAB Coordenação Nacional de Hipertensão

Leia mais

ATENÇÃO A POPULAÇÕES INDÍGENAS EM HOSPITAIS AMIGO DO ÍNDIO EM RONDÔNIA AUTORES: Lucia Rejane Gomes da Silva, Daniel Moreira Leite, Ana Lúcia Escobar, Ari Miguel Teixeira Ott 1 Introdução Em julho de 2005,

Leia mais

QUESTIONÁRIO DO PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA

QUESTIONÁRIO DO PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA Este questionário tem por objetivo fazer com que a sociedade participe da gestão pública, exercendo controle sobre as despesas efetuadas e orientando aos órgãos do governo para que adotem medidas que realmente

Leia mais

COMPREENDENDO A POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA MULHER: UMA REFLEXÃO ACADÊMICA 1

COMPREENDENDO A POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA MULHER: UMA REFLEXÃO ACADÊMICA 1 COMPREENDENDO A POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA MULHER: UMA REFLEXÃO ACADÊMICA 1 BISOGNIN, Patrícia 2 ; SIQUEIRA, Alessandro 2 ; BÖELTER, Débora Cardoso 2 ; FONSECA, Mariana 2 ; PRUNZEL

Leia mais

Modelo de Atenção às Condições Crônicas. Seminário II. Laboratório de Atenção às Condições Crônicas EXPOSIÇÃO 4:

Modelo de Atenção às Condições Crônicas. Seminário II. Laboratório de Atenção às Condições Crônicas EXPOSIÇÃO 4: Modelo de Atenção às Condições Crônicas Seminário II Laboratório de Atenção às Condições Crônicas EXPOSIÇÃO 4: O MODELO DE ATENÇÃO ÀS CONDIÇÕES CRÔNICAS POR QUE UM MODELO DE ATENÇÃO ÀS CONDIÇÕES CRÔNICAS

Leia mais

Universidade Federal de Juiz de Fora Hospital Universitário Programa de Avaliação de Desempenho (PROADES) Segunda Fase

Universidade Federal de Juiz de Fora Hospital Universitário Programa de Avaliação de Desempenho (PROADES) Segunda Fase Universidade Federal de Juiz de Fora Hospital Universitário Programa de Avaliação de Desempenho (PROADES) Segunda Fase Registro de reuniões setoriais Setor: Serviço Social Unidade Dom Bosco Data: 29.05.2009

Leia mais

Módulo: Indicadores de Saúde. Palestrante: Irineu Francisco Barreto Jr.

Módulo: Indicadores de Saúde. Palestrante: Irineu Francisco Barreto Jr. Módulo: Indicadores de Saúde Palestrante: Irineu Francisco Barreto Jr. Sumário 1. Considerações metodológicas sobre Indicadores de Saúde 2. Organização do Sistema de Saúde no Brasil 3. Principais grupos

Leia mais

O CUIDADO PRESTADO AO PACIENTE ONCOLÓGICO PELA EQUIPE MULTIPROFISSIONAL DO PROGRAMA SAÚDE DA FAMÍLIA

O CUIDADO PRESTADO AO PACIENTE ONCOLÓGICO PELA EQUIPE MULTIPROFISSIONAL DO PROGRAMA SAÚDE DA FAMÍLIA V EPCC Encontro Internacional de Produção Científica Cesumar 23 a 26 de outubro de 2007 O CUIDADO PRESTADO AO PACIENTE ONCOLÓGICO PELA EQUIPE MULTIPROFISSIONAL DO PROGRAMA SAÚDE DA FAMÍLIA Aline Paula

Leia mais

Mercado de Saúde no Brasil. Jaqueline Castro residecoadm.hu@ufjf.edu.br 40095172

Mercado de Saúde no Brasil. Jaqueline Castro residecoadm.hu@ufjf.edu.br 40095172 Mercado de Saúde no Brasil Jaqueline Castro residecoadm.hu@ufjf.edu.br 40095172 Constituição de 1988 Implantação do SUS Universalidade, Integralidade e Participação Social As instituições privadas participam

Leia mais

Linhas de Cuidado na Perspectiva de Redes de Atenção à Saúde

Linhas de Cuidado na Perspectiva de Redes de Atenção à Saúde Linhas de Cuidado na Perspectiva de Redes de Atenção à Saúde Linhas de Cuidado na RELEMBRANDO... Perspectiva de RAS A RAS é definida como arranjos organizativos de ações e serviços de saúde, de diferentes

Leia mais

O Nutricionista nas Políticas Públicas: atuação no Sistema Único de Saúde

O Nutricionista nas Políticas Públicas: atuação no Sistema Único de Saúde O Nutricionista nas Políticas Públicas: atuação no Sistema Único de Saúde Patrícia Constante Jaime CGAN/DAB/SAS/MS Encontro sobre Qualidade na Formação e Exercício Profissional do Nutricionista Brasília,

Leia mais

Título: Autores: Unidade Acadêmica: INTRODUÇÃO

Título: Autores: Unidade Acadêmica: INTRODUÇÃO Título: AVALIAÇÃO DOS SERVIÇOS DE ASSISTÊNCIA EM SAÚDE AO IDOSO NO MUNÍCIPIO DE ANÁPOLIS-EFETIVIDADE E RESOLUTIVIDADE Autores: Júlia Maria Rodrigues de OLIVEIRA, Marta Rovery de SOUZA. Unidade Acadêmica:

Leia mais

PNAD - Segurança Alimentar 2004 2009. Insegurança alimentar diminui, mas ainda atinge 30,2% dos domicílios brasileiros

PNAD - Segurança Alimentar 2004 2009. Insegurança alimentar diminui, mas ainda atinge 30,2% dos domicílios brasileiros 1 of 5 11/26/2010 2:57 PM Comunicação Social 26 de novembro de 2010 PNAD - Segurança Alimentar 2004 2009 Insegurança alimentar diminui, mas ainda atinge 30,2% dos domicílios brasileiros O número de domicílios

Leia mais

Perfil dos Beneficiários de Planos e SUS e o Acesso a Serviços de Saúde PNAD 2003 e 2008

Perfil dos Beneficiários de Planos e SUS e o Acesso a Serviços de Saúde PNAD 2003 e 2008 Perfil dos Beneficiários de Planos e SUS e o Acesso a Serviços de Saúde PNAD 2003 e 2008 Marcos Novais Carina Burri Martins José Cechin Superintendente Executivo APRESENTAÇÃO O objetivo deste trabalho

Leia mais

ABSENTEÍSMO-DOENÇA ENTRE SERVIDORES ESTATUTÁRIOS ESTADUAIS BIÊNIO 2011/2012

ABSENTEÍSMO-DOENÇA ENTRE SERVIDORES ESTATUTÁRIOS ESTADUAIS BIÊNIO 2011/2012 Governo do Distrito Federal Secretaria de Estado de Administração Pública Subsecretaria de Saúde, Segurança e Previdência dos Servidores ABSENTEÍSMO-DOENÇA ENTRE SERVIDORES ESTATUTÁRIOS ESTADUAIS BIÊNIO

Leia mais

Redes de Serviços de Reabilitação Visual no SUS

Redes de Serviços de Reabilitação Visual no SUS Ministério da Saúde Secretaria de Atenção à Saúde Departamento de Ações Programáticas Estratégicas Área Técnica Saúde da Pessoa com Deficiência Redes de Serviços de Reabilitação Visual no SUS Érika Pisaneschi

Leia mais

Epidemiologia e Planejamento em Saúde como Ferramentas para a Assistência Farmacêutica

Epidemiologia e Planejamento em Saúde como Ferramentas para a Assistência Farmacêutica Epidemiologia e Planejamento em Saúde como Ferramentas para a Assistência Farmacêutica Gabriela Bittencourt Gonzalez Mosegui Instituto de Saúde da Comunidade ISC/UFF Adaptado de Carlos Magno C.B.Fortaleza

Leia mais

TÍTULO: DIAGNÓSTICO DO PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DAS VÍTIMAS DOS ACIDENTES DE TRÂNSITO DO MUNICÍPIO DE MARÍLIA-SP

TÍTULO: DIAGNÓSTICO DO PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DAS VÍTIMAS DOS ACIDENTES DE TRÂNSITO DO MUNICÍPIO DE MARÍLIA-SP Anais do Conic-Semesp. Volume 1, 2013 - Faculdade Anhanguera de Campinas - Unidade 3. ISSN 2357-8904 TÍTULO: DIAGNÓSTICO DO PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DAS VÍTIMAS DOS ACIDENTES DE TRÂNSITO DO MUNICÍPIO DE MARÍLIA-SP

Leia mais

Maria Angela Alves do Nascimento 2 Marluce Maria Araújo Assis 3

Maria Angela Alves do Nascimento 2 Marluce Maria Araújo Assis 3 Universidade Estadual de Feira de Santana Departamento de saúde Núcleo de Pesquisa Integrada em Saúde Coletiva - NUPISC NUPISC NÚCLEO DE PESQUISA INTEGRADA EM SAÚDE COLETIVA PRÁTICAS DO PROGRAMA SAÚDE

Leia mais

Indicadores da Saúde no Ceará 2008

Indicadores da Saúde no Ceará 2008 Indicadores da Saúde no Ceará 2008 Fortaleza - 2010 GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ Cid Ferreira Gomes Governador SECRETARIA DO PLANEJAMENTO E COORDENAÇÃO (SEPLAG) Desirée Mota Secretária INSTITUTO DE PESQUISA

Leia mais

O Trabalho do Assistente Social no Contexto Hospitalar em Porto Alegre: Uma Análise na Perspectiva do Trabalho em Equipe

O Trabalho do Assistente Social no Contexto Hospitalar em Porto Alegre: Uma Análise na Perspectiva do Trabalho em Equipe 1378 O Trabalho do Assistente Social no Contexto Hospitalar em Porto Alegre: Uma Análise na Perspectiva do Trabalho em Equipe V Mostra de Pesquisa da Pós- Graduação Cristiane Ferraz Quevedo de Mello 1,

Leia mais

ID:1772 MORBIMORTALIDADE HOSPITALAR POR DIABETES MELLITUS EM UM MUNICÍPIO DO INTERIOR DA BAHIA, BRASIL

ID:1772 MORBIMORTALIDADE HOSPITALAR POR DIABETES MELLITUS EM UM MUNICÍPIO DO INTERIOR DA BAHIA, BRASIL Memorias Convención Internacional de Salud. Cuba Salud 15 ISBN 78-5-1-63-4 ID:177 MORBIMORTALIDADE HOSPITALAR POR DIABETES MELLITUS EM UM MUNICÍPIO DO INTERIOR DA BAHIA, BRASIL Andrade Rios, Marcela; Rodrigues

Leia mais

LEI Nº 10.216, DE 6 DE ABRIL DE 2001

LEI Nº 10.216, DE 6 DE ABRIL DE 2001 LEI Nº 10.216, DE 6 DE ABRIL DE 2001 Dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço

Leia mais

RESOLUÇÃO COFFITO Nº 418, DE 4 DE JUNHO DE 2012.

RESOLUÇÃO COFFITO Nº 418, DE 4 DE JUNHO DE 2012. RESOLUÇÃO COFFITO Nº 418, DE 4 DE JUNHO DE 2012. Diário Oficial da União nº 109, de 6 de Junho de 2012 (quarta-feira) Seção 1 Págs. 227_232 Entidades de Fiscalização do Exercício das Profissões Liberais

Leia mais

ANAIS DA 4ª MOSTRA DE TRABALHOS EM SAÚDE PÚBLICA 29 e 30 de novembro de 2010 Unioeste Campus de Cascavel ISSN 2176-4778

ANAIS DA 4ª MOSTRA DE TRABALHOS EM SAÚDE PÚBLICA 29 e 30 de novembro de 2010 Unioeste Campus de Cascavel ISSN 2176-4778 ORGANIZAÇÃO DAS AÇÕES EM SAÚDE DO TRABALHADOR NA ATENÇÃO BÁSICA NOS MUNICÍPIOS DA 20ª REGIONAL DE SAÚDE DO PARANÁ 1 Viviane Delcy da Silva 2 Neide Tiemi Murofuse INTRODUÇÃO A Saúde do Trabalhador (ST)

Leia mais

O PACTO PELA VIDA É UM DOS SUBCOMPONENTES DO PACTO PELA SAÚDE PORTARIA 399/06. É O MARCO JURÍDICO DA PRIORIZAÇÃO DA SAÚDE DO IDOSO NO BRASIL

O PACTO PELA VIDA É UM DOS SUBCOMPONENTES DO PACTO PELA SAÚDE PORTARIA 399/06. É O MARCO JURÍDICO DA PRIORIZAÇÃO DA SAÚDE DO IDOSO NO BRASIL SAÚDE DO IDOSO CURSO ESPECÍFICOS ENFERMAGEM - A Saúde do Idoso aparece como uma das prioridades no Pacto pela Vida, o que significa que, pela primeira vez na história das políticas públicas no Brasil,

Leia mais

Grasiela - Bom à gente pode começar a nossa conversa, você contando para a gente como funciona o sistema de saúde na Inglaterra?

Grasiela - Bom à gente pode começar a nossa conversa, você contando para a gente como funciona o sistema de saúde na Inglaterra? Rádio Web Saúde dos estudantes de Saúde Coletiva da UnB em parceria com Rádio Web Saúde da UFRGS em entrevista com: Sarah Donetto pesquisadora Inglesa falando sobre o NHS - National Health Service, Sistema

Leia mais

Universidade Estadual de Goiás Centro Regional de Referência

Universidade Estadual de Goiás Centro Regional de Referência Universidade Estadual de Goiás Centro Regional de Referência CURSO DE ATUALIZAÇÃO SOBRE INTERVENÇÃO BREVE E ACONSELHAMENTO MOTIVACIONAL PARA USUÁRIOS DE ÁLCOOL, CRACK E OUTRAS DROGAS Rede de Atenção e

Leia mais

ANÁLISE DA MORTE VIOLENTA SEGUNDO RAÇA /COR

ANÁLISE DA MORTE VIOLENTA SEGUNDO RAÇA /COR 8 ANÁLISE DA MORTE VIOLENTA SEGUNDO RAÇA /COR Secretaria de Vigilância em Saúde/MS 435 ANÁLISE DA MORTE VIOLENTA SEGUNDO RAÇA/COR MORTALIDADE POR CAUSAS EXTERNAS Evolução da mortalidade por causas externas

Leia mais

Gerenciamento na Atenção Primária à Saúde: potencialidades e desafios vivenciados pelos gestores.

Gerenciamento na Atenção Primária à Saúde: potencialidades e desafios vivenciados pelos gestores. Gerenciamento na Atenção Primária à Saúde: potencialidades e desafios vivenciados pelos gestores. Joyce Santiago Ferreira Orientador: Profa. Dra. Claci Fátima Weirich Faculdade de Enfermagem, Goiânia-GO,

Leia mais

PROJETO DE FORMAÇÃO E MELHORIA DA QUALIDADE DA REDE DE SAUDE QUALISUS-REDE

PROJETO DE FORMAÇÃO E MELHORIA DA QUALIDADE DA REDE DE SAUDE QUALISUS-REDE TERMO DE REFERÊNCIA Nº 10/2015 Consultor Conteudista para elaboração do Curso EAD voltado à Implantação de Serviço de Clínica Farmacêutica Intervenção Sistêmica Gestão da Assistência Farmacêutica : Implantação

Leia mais

DECRETO Nº 7.508, DE 28 DE JUNHO DE 2011.

DECRETO Nº 7.508, DE 28 DE JUNHO DE 2011. DECRETO Nº 7.508, DE 28 DE JUNHO DE 2011. Regulamenta a Lei n o 8.080, de 19 de setembro de 1990, para dispor sobre a organização do Sistema Único de Saúde - SUS, o planejamento da saúde, a assistência

Leia mais

A SECRETARIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE-SVS e o DECRETO n 7.508/2011

A SECRETARIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE-SVS e o DECRETO n 7.508/2011 A SECRETARIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE-SVS e o DECRETO n 7.508/2011 Departamento de Gestão da Vigilância em Saúde-DAGVS Secretaria de Vigilância em Saúde dagvs@saude.gov.br 06/03/2012 IMPLEMENTAÇÃO DO DECRETO

Leia mais

III Semana de Ciência e Tecnologia IFMG - campus Bambuí III Jornada Científica 19 a 23 de Outubro de 2010

III Semana de Ciência e Tecnologia IFMG - campus Bambuí III Jornada Científica 19 a 23 de Outubro de 2010 PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS PACIENTES ATENDIDOS EM UM PRONTO ATENDIMENTO MUNICIPAL DA REGIÃO CENTRO-OESTE DO ESTADO DE MINAS GERAIS SEGUNDO A CLASSIFICAÇÃO DE RISCO André LUÍS RIBEIRO DOS SANTOS 1 ; Ricardo

Leia mais

TÍTULO: ANÁLISE DA SATISFAÇÃO DOS USUÁRIOS DO SERVIÇO DE FISIOTERAPIA DO SETOR PRIVADO DA CIDADE DE CAJATI-SP: UM ESTUDO PILOTO

TÍTULO: ANÁLISE DA SATISFAÇÃO DOS USUÁRIOS DO SERVIÇO DE FISIOTERAPIA DO SETOR PRIVADO DA CIDADE DE CAJATI-SP: UM ESTUDO PILOTO TÍTULO: ANÁLISE DA SATISFAÇÃO DOS USUÁRIOS DO SERVIÇO DE FISIOTERAPIA DO SETOR PRIVADO DA CIDADE DE CAJATI-SP: UM ESTUDO PILOTO CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE SUBÁREA: FISIOTERAPIA

Leia mais

EPIDEMIOLOGIA E SERVIÇOS DE SAÚDE: USO DE INQUÉRITOS DE BASE POPULACIONAL

EPIDEMIOLOGIA E SERVIÇOS DE SAÚDE: USO DE INQUÉRITOS DE BASE POPULACIONAL EPIDEMIOLOGIA E SERVIÇOS DE SAÚDE: USO DE INQUÉRITOS DE BASE POPULACIONAL Chester Luiz Galvão Cesar Departamento de Epidemiologia Faculdade de Saúde Pública - USP A ESTRATÉGIA DA EPIDEMIOLOGIA E OS SERVIÇOS

Leia mais

Protocolos de acesso do Serviço Social 1- Caracterização do Serviço

Protocolos de acesso do Serviço Social 1- Caracterização do Serviço Protocolos de acesso do Serviço Social 1- Caracterização do Serviço A finalidade do trabalho do Assistente Social junto ao usuário do Hospital Universitário da UFJF, implica em favorecer o acesso deste

Leia mais

Painel 2 Experiências Setoriais: o Monitoramento nas Áreas da Educação e Saúde Afonso Teixeira dos Reis MS Data: 14 e 15 de abril de 2014.

Painel 2 Experiências Setoriais: o Monitoramento nas Áreas da Educação e Saúde Afonso Teixeira dos Reis MS Data: 14 e 15 de abril de 2014. Painel 2 Experiências Setoriais: o Monitoramento nas Áreas da Educação e Saúde Afonso Teixeira dos Reis MS Data: 14 e 15 de abril de 2014. Ministério da Saúde / Secretaria-Executiva Departamento de Monitoramento

Leia mais

Diretrizes Estaduais de Saúde aos Povos Indígenas

Diretrizes Estaduais de Saúde aos Povos Indígenas Diretrizes Estaduais de Saúde aos Povos Indígenas 1. Atenção a Saúde da População Indígena no Estado de São Paulo 1 A população Indígena residente no Estado de São Paulo totaliza, segundo Censo do IBGE

Leia mais

TÉCNICAS EM AVALIAÇÃO E REEDUCAÇÃO POSTURAL

TÉCNICAS EM AVALIAÇÃO E REEDUCAÇÃO POSTURAL 13. CONEX Pôster Resumo Expandido 1 ISSN 2238-9113 ÁREA TEMÁTICA: ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE (X ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA TÉCNICAS

Leia mais

PROJETO DE LEI DO SENADO, Nº 258 DE 2011

PROJETO DE LEI DO SENADO, Nº 258 DE 2011 PROJETO DE LEI DO SENADO, Nº 258 DE 2011 Regulamenta a profissão de quiropraxista, e dá outras providências. O CONGRESSO NACIONAL decreta: Art. 1º Esta lei regula a atividade do profissional de quiropraxia,

Leia mais

Aracaju: em foco o modelo Saúde Todo Dia. A Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva em debate

Aracaju: em foco o modelo Saúde Todo Dia. A Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva em debate Aracaju: em foco o modelo Saúde Todo Dia. A Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva em debate ALEXANDRE DE SOUZA RAMOS 1 Saúde como direito de cidadania e um sistema de saúde (o SUS) de cunho marcadamente

Leia mais

Aumento dos custos no sistema de saúde. Saúde Suplementar - Lei nº 9.656/98

Aumento dos custos no sistema de saúde. Saúde Suplementar - Lei nº 9.656/98 IX ENCONTRO NACIONAL DE ECONOMIA DA SAÚDE DA ABRES Utilização de Serviços em uma Operadora de Plano de Saúde que Desenvolve Programas de Promoção da Saúde e Prevenção de Doenças Cardiovasculares Danielle

Leia mais

Melhorar sua vida, nosso compromisso Redução da Espera: tratar câncer em 60 dias é obrigatório

Melhorar sua vida, nosso compromisso Redução da Espera: tratar câncer em 60 dias é obrigatório Melhorar sua vida, nosso compromisso Redução da Espera: tratar câncer em 60 dias é obrigatório Maio de 2013 Magnitude do Câncer no Brasil 518 mil novos casos em 2013 Câncer de pele não melanoma deve responder

Leia mais

DECRETO 7.508 E O PLANEJAMENTO REGIONAL INTEGRADO DANTE GARCIA 2015

DECRETO 7.508 E O PLANEJAMENTO REGIONAL INTEGRADO DANTE GARCIA 2015 DECRETO 7.508 E O PLANEJAMENTO REGIONAL INTEGRADO DANTE GARCIA 2015 Região de Saúde [...] espaço geográfico contínuo constituído por agrupamentos de Municípios limítrofes, delimitado a partir de identidades

Leia mais

INSERÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA EM UMA UNIDADE DE SAÚDE EM PONTA GROSSA-PR

INSERÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA EM UMA UNIDADE DE SAÚDE EM PONTA GROSSA-PR INSERÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA EM UMA UNIDADE DE SAÚDE EM PONTA GROSSA-PR SANTOS, Elaine Ferreira dos (estagio II), WERNER, Rosiléa Clara (supervisor), rosileawerner@yahoo.com.br

Leia mais

Colaboração interdiciplinar na avaliação da saúde e do adoecimento de idosos

Colaboração interdiciplinar na avaliação da saúde e do adoecimento de idosos Universidade Federal de Pelotas Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia Faculdade de Medicina - Departamento de Medicina Social Faculdade de Enfermagem e Obstetrícia Departamento de Enfermagem Colaboração

Leia mais