Of. 36 FOPROP Porto Alegre, 25 de agosto de 2009.

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1 Of. 36 FOPROP Porto Alegre, 25 de agosto de Prezado Secretário Ronaldo Motta: Seguem as sugestões do FOPROP (Fórum dos Pró-Reitores de Pesquisa e PG das Universidades Brasileiras) com relação ao PL de Incentivos aos Parques Tecnológicos. Nossas contribuições estão em amarelo no texto. Destaco que a percepção geral do FOPROP é amplamente positiva, sendo que as sugestões são somente no sentido de aprimoramento de um texto de PL muito bem elaborado. O texto do PL foi distribuído a todos os Pró-Reitores de Pesquisa e PG do nosso Fórum. Atenciosamente, Prof. Jorge Luis Nicolas Audy, PUCRS Presidente FOPROP Nacional. Ao Senhor Ronaldo Mota Secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, Ministério de Ciência e Tecnologia, Esplanada dos Ministérios, Bloco E, CEP: , Brasília, DF

2 LEII Nº, DE DE DE Dispõe sobre incentivos fiscais para as empresas inovadoras instaladas em Sistemas Locais de Produção Intensiva em Conhecimento, e dá outras providências. Art. 1º Fica o Poder Executivo autorizado a conceder incentivos fiscais para as empresas inovadoras instaladas em Sistemas de Produção Intensiva em Conhecimento (SPIC) reconhecidos pelo Programa Nacional de Incubadoras de Empresas e Parques Tecnológicos PNI, com a finalidade de compartilhar risco tecnológico e torná-las mais competitivas mediante a agregação de valor em seus produtos e serviços pela utilização de conhecimentos advindos de pesquisa e desenvolvimento tecnológico, bem como estimular a promoção do desenvolvimento econômico e regional. Parágrafo único. Para efeito desta lei entende-se como: - Sistemas de Produção Intensiva em Conhecimento (SPIC): áreas destinadas à localização de complexos de desenvolvimento econômico e tecnológico que visam fomentar e promover sinergias nas atividades de pesquisas científica, tecnológica e de inovação entre as empresas e instituições científicas e tecnológicas, públicas e privadas, com forte apoio institucional e financeiro entre os governos federal, estadual e municipal, comunidade local e setor privado. (porque não chamar diretamente de Parques Científicos e Tecnológicos?) - Empresa Inovadora: Empresa baseada no conhecimento (EI) é um empreendimento que fundamenta sua atividade produtiva no desenvolvimento de novos processos ou produtos, ainda não produzidos internamente no país ou que apresentam novas funcionalidades no atendimento de demanda potencial do mercado nacional ou externo, baseado na aplicação sistemática de conhecimentos científicos e tecnológicos e utilização de técnicas avançadas ou pioneiras. Art. 2º Os Sistemas de Produção Intensiva em Conhecimento, definido no parágrafo único do artigo 1º, deverão satisfazer os seguintes requisitos:

3 I apresentarem do arranjo de governança composto por agentes econômicos e institucionais como, órgãos ou entidades de governo, científicas e tecnológicas, empresariais e de ensino do estado, município ou da região; II estarem situados em localidade que abrigue centros de excelência reconhecidos na produção de conhecimentos e formação de recursos humanos para a pesquisa e desenvolvimento tecnológico, bem como manter vínculos formais com esses centros; III comprovarem de disponibilidade de área, própria e com todas as licenças legais necessárias para abrigar as necessidades do parque de produção pretendido; IV - comprovarem de disponibilidade financeira, considerando inclusive a possibilidade de aportes de recursos da iniciativa privada para sua manutenção; V - comprovarem de disponibilidade mínima de infra-estrutura e de serviços capazes de absorver a demanda das empresas instaladas ou a serem instaladas na área do Parque (seria o SPIC?); VI comprovarem a existência de, no mínimo, 10 empresas inovadoras instaladas; VII comprovarem da estrutura de gestão; VIII permitir que os professores pesquisadores com Dedicação Exclusiva (ou tempo integral) participem da coordenação de projetos de P&D ou da orientação técnica a empresas inovadoras instaladas e que forneçam condições para a transferência das tecnologias desenvolvidas; e IX - atendimento de outras condições que forem estabelecidas em regulamento. Art. 3º Fica criado o Conselho de Acompanhamento do Programa Nacional de Incubadoras de Empresas e Parques Tecnológicos CNAP - composto por representantes dos Ministérios da Ciência e Tecnologia, que o preside, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e da Fazenda. Sugerimos a inclusão de representante do FOPROP Nacional, considerando

4 que os Parques Científicos e Tecnológicos são ambientes de inovação e pesquisa, sendo estas áreas usualmente vinculadas às Pró-Reitorias de Pesquisa e Pós-Graduação nas IES. Art. 4º Compete ao CNAP: I analisar, aprovar e reconhecer para os fins desta Lei os Sistemas de Produção Intensiva em Conhecimento (SPIC) que poderão abrigar empresas inovadoras aptas a usufruir dos incentivos fiscais do art. 5º desta Lei; II - analisar e aprovar as propostas de concessão de incentivos fiscais para as empresas inovadoras componentes dos Sistemas de Produção Intensiva em Conhecimento (SPIC) aprovados nos termos do inciso anterior; III suspender, cancelar ou reformular as concessões de incentivos fiscais às empresas inovadoras, bem como o reconhecimento dos Sistemas de Produção Intensiva em Conhecimento (SPIC) tendo em vista o desempenho no cumprimento dos objetivos propostos; IV - estabelecer mecanismos e instrumentos de controle e avaliação dos incentivos concedidos e dos impactos sócio-econômicos para as regiões onde se situam os empreendimentos de que trata esta Lei. V Fixar outras diretrizes julgadas importantes ou necessários para o cumprimento dos objetivos do Programa Nacional de Incubadoras de Empresas e Parques Tecnológicos. Art. 5º Para fins de análise e aprovação das propostas de incentivos para as empresas inovadoras localizados nos espaços definidos por esta Lei, o CNAP levará em consideração, dentre outras que poderão ser fixadas em regulamento, as seguintes diretrizes: I - atendimento às prioridades de desenvolvimento econômico local e regional para os diversos setores da indústria, especialmente as referentes as políticas industrial e tecnológica; II - prioridade para as propostas de implantação de empresas com vocação para as necessidades da região e para as áreas de atuação em pesquisa das ICTs presentes;

5 III as especializações das ICT e empresas potencialmente participantes da proposta; (Sugerimos a retirada da palavra potencialmente, pois as ICTs e a empresas devem concordar com a participação). Art. 6º É vedada a instalação de empresas nos SPIC cujos projetos evidenciem a simples transferência de plantas industriais já instaladas no País ou de produção de bens, processos ou serviços não pioneiros no mercado nacional ou que caracterizem a produção de bens, processos ou serviços de tecnologias adquiridas no exterior. Parágrafo único. As empresas instaladas nos SPIC não serão autorizadas, a produção, a importação ou exportação de: I - armas ou explosivos de qualquer natureza, salvo com prévia autorização do Comando do Exército; II - material radioativo, salvo com prévia autorização da Comissão Nacional de Energia Nuclear -CNEN; e III - outros indicados em regulamento. Art. 7º As empresas inovadoras localizadas e enquadradas nos termos desta Lei terão suspensão da exigência dos seguintes impostos e contribuições, por um prazo de até 10 anos: I - Imposto de Importação - II; II - Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI; III - Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins; IV - Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social devida pelo Importador de Bens Estrangeiros ou Serviços do Exterior - Cofins- Importação; V - Contribuição para o PIS/Pasep; VI - Contribuição para o PIS/Pasep-Importação;

6 VI Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante AFRMM; e VII Redução de até 100% do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica IRPJ e da Contribuição social sobre o Lucro Líquido CSLL, se valor equivalente a esta redução for aplicado em pesquisas e desenvolvimentos tecnológicos próprios ou cooperados com ICT públicas ou privadas sem fins lucrativos que comprovadamente tenham atuação reconhecida na área de pesquisa científica e tecnológica. 1º A redução do inciso VII deste artigo não pode ser usufruída cumulativamente com os incentivos fiscais do Capítulo III da Lei nº , de 21 de novembro de º A suspensão de impostos e taxas dos incisos de I a VI deste artigo se dará na venda de produtos e nas despesas de aquisição de insumos, produtos, bens e serviços necessários para o processo de produção da empresa inovadora conforme definição desta Lei. Art.8º O Poder Executivo regulamentará no prazo de 180 dias o disposto nesta Lei. Art. 9º O descumprimento de qualquer obrigação assumida para obtenção dos incentivos desta Lei, bem como a utilização indevida dos incentivos fiscais neles referidos implicam perda do direito aos incentivos ainda não utilizados e o recolhimento do valor correspondente aos tributos não pagos em decorrência dos incentivos já utilizados, acrescidos de juros e multa, de mora ou de ofício, previstos na legislação tributária, sem prejuízo das sanções penais cabíveis. Art. 10. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, de de, da Independência e da República. LUIZ INÁCIO Programa Nacional de Incubadoras de Empresas e Parques Tecnológicos LULA DA SILVA

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