Introdução aos Agronegócios Seminário Temático I. Profª Caroline P. Spanhol

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1 Introdução aos Agronegócios Seminário Temático I Profª Caroline P. Spanhol

2 A Origem do conceito Cada dia mais, as propriedades rurais... Perdem sua auto-suficiência Passam a depender mais de insumos e serviços que não são seus Especializam-se em algumas atividades Geram excedentes de consumo e abastecem mercados muitas vezes distantes Recebem informações externas Necessitam de estradas, armazéns, portos, aeroportos, softwares, bolsas de mercadorias, pesquisas, fertilizantes, novas técnicas; Conquistam mercado; Enfrentam a globalização e a internacionalização da economia.

3 A origem do conceito AGRICULTURA Refere-se agora às atividades de dentro da porteira. AGRIBUSINESS Trata-se dos negócios que envolvem desde o antes até o pós porteira. Visa dar um nome que recupere a importância do termo agricultura de 50 anos atrás.

4 Origem do conceito Em 1957, John Davis e Ray Goldberg formalizaram: a soma total das operações de produção e distribuição de suprimentos agrícolas, das operações de produção nas unidades agrícolas, do armazenamento, processamento e distribuição dos produtos agrícolas e itens produzidos a partir deles.

5 Visão sistêmica Nos EUA em 1957 e no Brasil na década de 80 ganha importância a visão sistêmica. Englobando: 1. Setores fornecedores de insumos 2. As atividades das unidades produtoras 3. Pós porteira Armazenagem, beneficiamento, industrialização, embalagem,distribuição e outros.

6 Visão sistêmica Problemas do setor agroalimentar são complexos e precisam de enfoque de agribusiness e não estático como o da agricultura (Davis e Goldberg,1957). A idéia fica mais evidente quando Ray Goldberg introduz o conceito de sistemas agroindustriais dos produtos soja, trigo e laranja dentro da visão sistêmica.

7 Visão sistêmica - importância 1. Tomadores de decisão passam a olhar também os consumidores finais e tendências de mercado 2. Indispensável na formulação de políticas com maior probabilidade de acerto. 3. O todo é maior que a soma das partes 4. Ajuda a criar um ambiente para o desenvolvimento e viabilizam estruturas que não competiriam.

8 Especificidades da produção agropecuária Sazonalidade da produção Influência de fatores biológicos: doenças e pragas Perecibilidade rápida

9 Agribusiness Segundo Farina e Zylberstajn (1994) existem duas importantes metodologias: Commodity System Approach CSA Davis e Goldberg (1968) Analyse de filière de origem francesa traduzida como cadeias agroindustriais. Morvan (1988)

10 Commodity System Approach CSA Corte vertical na economia; Ponto de partida e principal delimitador análitico uma matéria-prima (soja, laranja, café etc). Dependência Intersetorial > Início da visão sistêmica A análise deve ser feita de montante à jusante Principais critérios de análise Estrutura - Conduta - Desempenho

11 Analyse de filière ou CPA Ferramenta oriunda da Escola Francesa de Economia Industrial, desenvolvida na década de 60. Aplica-se a uma seqüência de atividades que transformam uma matéria-prima em um produto pronto para o consumidor final. A análise sugere uma imagem de atividades sucessivas para se alcançar um objetivo. A análise de filiére é vista como uma concatenação de atividades, resultando na oferta de bens ao consumidor final (que está no final do processo). Além disso, pode-se dizer que esta abordagem é vista como uma articulação das atividades econômicas integradas (nem sempre linear). A análise deve ser feita de jusante à montante. Ex: Cadeia produtiva da Manteiga

12 SISTEMA DE AGRIBUSINESS E TRANSAÇÕES TIPICAS Ambiente Organizacional: Associações, Informação, Pesquisa, Finanças, Cooperativas, Firmas Insumos Agricultura Indústria Alimentos e Fibras Distribuição Atacado Distribuição Varejo T 1 T 2 T 3 T 4 T 5 Consumidor Ambiente Institucional: Cultura, Tradições, Educação, Costumes Fonte: Zylbersztajn, 1995

13 Sistemas Agroindustriais Sistema Agroindustrial INDÚSTRIAS DE APOIO Alimentar Não Alimentar Transportes Combustíveis Indústria química Embalagens Outros Serviços Produção Agricultura Pecuária Pesca Transfor mação IAA 1ª IAA 2ª IAA 3ª Distribuição Varejo Atacado Restaurante s Exploração Florestal Indústria do fumo Couros e peles Móveis Têxteis

14 Comercialização de produtos agroindustriais

15 Características dos produtos São produtos de primeira necessidade Variações no preço não afetam intensamente a quantidade consumida As quantidades variam pouco com o tempo (com exceção dos produtos de época) Consumidores exigem qualidade: segurança (objetivo), sabor e prazer (subjetivo). Difícil satisfação: regularidade e padronização.

16 Mecanismos de comercialização Contratos de suprimento regular Integração Vertical Mercado Spot Contratos de longo prazo Diminuição da incerteza Não há, a priori, um mecanismo de comercialização superior aos demais. Os conceitos de eficiência apóia-se na adequação de um mecanismo em questão às características da transação à qual ele se vincula (AZEVEDO, 2001).

17 Mercado Spot Ponto em inglês é empregada para qualificar um tipo de mercado cujas transações se resolvem em um único instante de tempo. Utiliza-se o mercado físico para designar este tipo de mercado. O mercado spot é esporádico, pois mesmo que a compra se repita, não há obrigatoriedade de compra futura. Alta dose de incerteza no que se refere ao comportamento dos preços.

18 Mercado a termo Complementar ao mercado spot. Tem como referência dois ou mais instantes no tempo. São contratos em que as partes acordam que alguns ou todos os elementos devem ocorrer no futuro. Tipo de mercadoria, data de entrega, local, meio de transporte, meio de pagamento, moeda etc. Ex: soja verde Permite a transferência física do produto do agricultor para a agroindústria, mas também permite que o primeiro obtenha recursos para financiar a produção.

19 Mecanismos de comercialização Transação de commodities O contrato de futuros é exclusivo para commodities Os custos de transação são inferiores aos demais tipos de contrato Permite a transferência do dever da entrega Apenas 3% dos contratos resultam na entrega efetiva da mercadoria. O objetivo principal é a redução do risco característico do mercado spot

20 Mecanismos de comercialização Contratos de longo prazo Oferecer garantias às partes de que o fornecimento das mercadorias se dará dentro de padrões estipulados contratualmente Estabelecimento de marca e qualidade de insumos para qualidade do produto final Integração vertical, franquias e joint ventures

21 Logística e Gestão da Cadeia de Suprimentos

22 Conceitos e Definições Cadeia de Abastecimento = Supply Chain A Cadeia de Abastecimento corresponde ao conjunto de processos requeridos para obter materiais, agregar-lhes valor dentro da concepção dos clientes e consumidores e disponibilizar os produtos onde e quando os clientes e consumidores os desejarem.

23 Conceitos e Definições Matéria-Prima Entrada de Matéria Prima Saida Entrega Clientes

24 Conceitos e Definições Abrangência da Cadeia de Abastecimento Compras/Obtenção Programação da Produção Processamento de Pedidos Gerenciamento de Estoque Transporte Armazenagem Serviço ao Cliente

25 Demanda e serviços ao cliente - modificações Maior variedade de produtos; Maior freqüência de entrega; Quantidades reduzidas; Contratar transportes passa a ser um processo de cooperação entre empresas. Organizações mais velozes; Maior qualidade.

26 Entendendo Transportando o Consumidor por Diferentes Meios Modos de Transporte Rodoviário Ferroviário Hidroviário Dutoviário Aéreo

27 Transportando por Diferentes Meios Características Características Peso, Volume, Produto Valor Sazonal, Mercado Tamanho, Local, Acesso Negociação Prazo, Custos Produção, Armazenagem, Geografia Consumo, Infra

28 Boa Prova!

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