Abordagem Psicopedagógica às Dificuldades de Aprendizagem

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3 Abordagem Psicopedagógica às Dificuldades de Aprendizagem Brasília-DF, Pós-Graduação a Distância Direito Reservado ao PosEAD. 3

4 Elaboração: Mônica Souza Neves-Pereira Produção: Equipe Técnica de Avaliação, Revisão Linguística e Editoração Abordagem Psicopedagógica às Dificuldades de Aprendizagem 4

5 Sumário Apresentação... 4 Organização do Caderno de Estudo e Pesquisa... 5 Organização da Disciplina... 6 Introdução... 7 Unidade I A Abordagem Psicopedagógica às Dificuldades de Aprendizagem... 9 Capítulo 1 Articulação da História do Fracasso Escolar com o Surgimento das Dificuldades de Aprendizagem: uma Breve Análise Histórica... 9 Capítulo 2 Análise dos Fatores que Impedem a Aprendizagem a partir de um Enfoque Psicopedagógico Unidade II Compreensão das Dificuldades de Aprendizagem Capítulo 3 Taxonomia e Características das Dificuldades de Aprendizagem: Uma Abordagem Psicopedagógica Unidade III O Sucesso Escolar Capítulo 4 A Intervenção Psicopedagógica como Estratégia de Promoção do Sucesso Referências Textos Complementares Pós-Graduação a Distância 5

6 Apresentação Caro aluno, Bem-vindo ao estudo da disciplina Abordagem Psicopedagógica às Dificuldades de Aprendizagem. Este é o nosso Caderno de Estudos e Pesquisa, material elaborado com o objetivo de contribuir para a realização e o desenvolvimento de seus estudos, assim como para a ampliação de seus conhecimentos. Para que você se informe sobre o conteúdo a ser estudado nas próximas semanas, conheça os objetivos da disciplina, a organização dos temas e o número aproximado de horas de estudo que devem ser dedicadas a cada unidade. A carga horária desta disciplina é de 60 (sessenta) horas, cabendo a você administrar o tempo conforme a sua disponibilidade. Mas, lembre-se, há uma data-limite para a conclusão do curso, incluindo a apresentação ao seu tutor das atividades avaliativas indicadas. Os conteúdos foram organizados em unidades de estudo, subdivididas em capítulos de forma didática, objetiva e coerente. Eles serão abordados por meio de textos básicos, com questões para reflexão, que farão parte das atividades avaliativas do curso; serão indicadas, também, fontes de consulta para aprofundar os estudos com leituras e pesquisas complementares. Desejamos a você um trabalho proveitoso sobre os temas abordados nesta disciplina. Lembre-se de que, apesar de distantes, podemos estar muito próximos. A Coordenação do PosEAD Abordagem Psicopedagógica às Dificuldades de Aprendizagem 6

7 Organização do Caderno de Estudos e Pesquisa Organização do Caderno de Estudos e Pesquisa Apresentação: Mensagem da Coordenação do PosEAD. Organização da Disciplina: Apresentação dos objetivos e carga horária das unidades. Introdução: Contextualização do estudo a ser desenvolvido pelo aluno na disciplina, indicando a importância desta para a sua formação acadêmica. Ícones utilizados no material didático Provocação: Pensamentos inseridos no material didático para provocar a reflexão sobre sua prática e seus sentimentos ao desenvolver os estudos em cada disciplina. Para refletir: Questões inseridas durante o estudo da disciplina, para estimulá-lo a pensar a respeito do assunto proposto. Registre aqui a sua visão, sem se preocupar com o conteúdo do texto. O importante é verificar seus conhecimentos, suas experiências e seus sentimentos. É fundamental que você reflita sobre as questões propostas. Elas são o ponto de partida de nosso trabalho. Textos para leitura complementar: Novos textos, trechos de textos referenciais, conceitos de dicionários, exemplos e sugestões, para apresentar novas visões sobre o tema abordado no texto básico. Sintetizando e enriquecendo nossas informações: Espaço para você fazer uma síntese dos textos e enriquecê-los com a sua contribuição pessoal. Sugestão de leituras, filmes, sites e pesquisas: Aprofundamento das discussões. Praticando: Atividades sugeridas, no decorrer das leituras, com o objetivo pedagógico de fortalecer o processo de aprendizagem. Para (não) finalizar: Texto, ao final do Caderno, com a intenção de instigá-lo a prosseguir na reflexão. Referências: Bibliografia consultada na elaboração da disciplina. Pós-Graduação a Distância 7

8 Organização da Disciplina Ementa: Dificuldades de aprendizagem: histórico, etiologia, toxonomia e características. As dificuldades no contexto escolar. Sucesso e fracasso escolar. Objetivos: Investigar o contexto das dificuldades de aprendizagem com ênfase em sua conceituação e construção histórica. Identificar as principais dificuldades de aprendizagem e compreender suas estruturas constitutivas. Compreender o fracasso escolar como fenômeno histórico e social, gerador de atrasos desenvolvimentais, tanto individuais como coletivos. Analisar o papel da psicopedagogia na construção do sucesso. Unidade I A Abordagem Psicopedagógica às Dificuldades de Aprendizagem Carga horária: 25 horas Conteúdo Articulação da História do Fracasso Escolar com o Surgimento das Dificuldades de Aprendizagem: Uma Breve Análise Histórica Análise dos Fatores que Impedem a Aprendizagem a partir de um Enfoque Psicopedagógico Capítulo 1 2 Abordagem Psicopedagógica às Dificuldades de Aprendizagem Unidade II Compreensão das Dificuldades de Aprendizagem Carga horária: 25 horas Conteúdo Taxonomia e Características das Dificuldades de Aprendizagem: Uma Abordagem Psicopedagógica Unidade III O Sucesso Escolar Carga horária: 10 horas Conteúdo A Intervenção Psicopedagógica como Estratégia de Promoção do Sucesso Escolar Capítulo 3 Capítulo 4 8

9 Introdução O objetivo desta disciplina é compreender as dificuldades de aprendizagem (DAs) como fenômeno situado em um contexto histórico e cultural. A identificação dos problemas impeditivos à aprendizagem surgiu em decorrência das múltiplas transformações vivenciadas pela humanidade nas últimas décadas e que alteraram significativamente o papel da escola e da aprendizagem no contexto das sociedades modernas. O mundo nunca experimentou tamanha transformação em seus tecidos social, econômico e cultural como vem ocorrendo nas últimas décadas. O avanço indescritível do conhecimento e a proliferação das tecnologias têm modificado profundamente a experiência humana de modo a exigir do sujeito frequentes condutas adaptativas. Essas transformações trazem, a reboque, significativas mudanças nas crenças, valores e práticas sociais que são transmitidas culturalmente pelas agências educacionais, com destaque para a família e a escola. Diante de um cenário sociocultural tão mutável e com características tão complexas surgem enormes dificuldades por parte das famílias e instituições escolares em prover processos educacionais adequados e de qualidade, que acompanhem tantas mudanças. Desse descompasso, dessa fissura, emergem as dificuldades de aprendizagem. Elas surgem como sintomas que deflagram a dificuldade em articular educação e vida e apontam para a necessidade de revisão das práticas educacionais diante de uma nova sociedade, que se transforma cotidianamente. Compreender as dificuldades de aprendizagem como um fenômeno multideterminado é indispensável na atualidade, especialmente para o educador. Investigá-la para além de seus conceitos e/ou taxonomias também consiste em tarefa indispensável para os profissionais que trabalham com ensino e aprendizagem, em especial os psicopedagogos. É necessário compreender as dificuldades de aprendizagem como fenômeno cultural, que atinge uma pessoa de modo particular, mas que se constitui nas relações entre o sujeito da aprendizagem e seu contexto social e cultural. Uma criança deixa de aprender não somente por ser portadora de alguma restrição cognitiva ou fisiológica, mas especialmente porque em sua trajetória de vida algumas rotas desenvolvimentais encontraram obstáculos intransponíveis que se expressaram no impedimento à aquisição do conhecimento. Aprender é ato revestido de concepções e ideologias típicas de cada cultura. Uma criança que deixa de aprender não o faz por incompetência individual, mas provavelmente porque, em algum momento, deixou de atender às exigências postas por essa cultura com relação aos conteúdos que devem ser aprendidos e de que forma isso deve ocorrer. Apresentar dificuldades para aprender pode ser uma reação saudável do sujeito, especialmente quando essa carga vem carregada de valores e atitudes sem sentido ou significado para ele. A escola é uma instituição feita para todos e esquece que seres humanos são únicos, em suas características personológicas assim como em seus anseios e desejos. Se os conteúdos que a escola empurra goela abaixo a uma criança não interessam ou não fazem sentido para a sua existência é muito provável que surja a recusa em aprender. Parece uma atitude correta, que vai privar o indivíduo de profundos dissabores. É sob essa perspectiva que investigaremos as dificuldades de aprendizagem: a partir de uma leitura complexa que não se reduz aos conceitos, tipos de DA s e estratégias de intervenções pontuais. Além das dificuldades de aprendizagem, este Caderno pretende também investigar o fracasso e o sucesso escolares como ocorrências típicas das sociedades industrializadas, ou seja, como fenômenos deste momento histórico e social. Fracasso escolar e dificuldades de aprendizagem são conceitos que se esbarram continuamente e necessitam ser compreendidos em suas particularidades. Uma criança fracassa na escola porque apresenta dificuldades para aprender ou começa a apresentar dificuldades de aprendizagem em decorrência de frequentes experiências de fracasso escolar? A princípio, as duas proposições procedem, ou não. Compreender o fracasso escolar e suas inter-relações com as dificuldades de aprendizagem é tarefa que exige aprofundamento teórico e conceitual em distintas áreas do conhecimento, com destaque para a educação, a psicologia e, em especial, a psicopedagogia. Pretende-se, também, neste Caderno, apresentar uma discussão mais elaborada sobre esse tema. Dessa forma, a abordagem psicopedagógica às dificuldades de aprendizagem busca o desafio de analisar essa temática em íntima relação com o fracasso escolar, a partir de uma perspectiva ampla e complexa, porém sem desconsiderar a relevância de uma leitura pontual acerca dessas dificuldades. Da mesma forma que é indispensável compreender o fenômeno do não aprender em uma perspectiva sistêmica e abrangente é necessário apropriar-se das especificidades contidas em cada situação de dificuldade de aprendizagem apresentada por diferentes crianças, em distintos contextos Pós-Graduação a Distância 9

10 Introdução sociais. Nossa proposta é olhar o todo sem perder as especificidades das partes. Essa abordagem prioriza uma perspectiva dialética do fenômeno das dificuldades de aprendizagem, aqui compreendido como situação construída nas relações sociais macrossistêmicas e interações microssistêmicas que dão origem e destino aos processos de ensino e aprendizagem. Abordagem Psicopedagógica às Dificuldades de Aprendizagem 10

11 Unidade I A Abordagem Psicopedagógica às Dificuldades de Aprendizagem Capítulo 1 Articulação da História do Fracasso Escolar com o Surgimento das Dificuldades de Aprendizagem: uma Breve Análise Histórica João da Silva tem 12 anos e ainda está na 3ª série do Ensino Fundamental. Por mais que a professora se esforce, João não consegue aprender. Seus pais dizem que ele é imaturo e não tem jeito para a escola. Sua professora também não acredita mais que João possa melhorar. Ela está certa de que ele tem alguma coisa de errado que não permite que ele aprenda. João não tem jeito, costuma dizer sua professora. Ele já é atrasado demais, impossível recuperar!. Você acha que João é um caso perdido? João da Silva engrossa as estatísticas do fracasso escolar no Brasil. Como ele, milhares de brasileiros são rotulados, diariamente, como incapazes de aprender por questões que rondam a esfera das competências individuais dos sujeitos. Quando contestada sobre outras possíveis causas para que um aluno não aprenda, a escola amplia a causa do fracasso escolar à família e à situação econômica do país. Raramente a instituição escolar se inclui no rol dos elementos causais da aprendizagem fracassada de milhares de crianças. O fracasso escolar é, sem dúvida, um dos mais graves problemas sociais e econômicos com o qual nos deparamos. Ele se espalha por todos os níveis educacionais, penalizando desde crianças da Educação Infantil até adultos que sofrem em programas de alfabetização, em busca de um mínimo de condições para o exercício de sua cidadania. Apesar de incidir em quase todas as etapas de escolarização, é nas primeiras séries do Ensino Fundamental que o fracasso escolar faz o grande estrago. Há décadas lidamos com dados que indicam a manutenção dos altos índices de retenção, evasão e exclusão escolar. Ao longo das últimas décadas, as crianças brasileiras não conseguiram se libertar desse vaticínio que as impele para uma vida escolar repleta de situações de frustração e insucesso. Afinal, por que essas crianças fracassam tanto e por tanto tempo? No Brasil, o número de sujeitos que não consegue aprender aumenta a cada ano. Diante de um quadro caracterizado por crescente retenção em séries escolares, exclusão do aluno do sistema educacional ou encaminhamento para serviços psicológicos, psicopedagógicos ou médicos, a escola sente-se perdida e repete, continuamente, o comportamento de responsabilizar o sujeito e sua família pelo fracasso na aprendizagem. Surgem os rótulos, que atribuem ao aluno deficiências de toda ordem e que em nada colaboram para a solução do problema. Em geral, esses rótulos legitimam uma suposta incompetência individual ou orgânica para a aprendizagem, excluindo o aluno não só da vida escolar como do mundo social e do trabalho. Pós-Graduação a Distância 11

12 A Abordagem Psicopedagógica às Dificuldades de Aprendizagem Unidade I Se a culpa pelo fracasso escolar é do aluno, as outras instâncias pertencentes ao sistema escolar não assumem responsabilidade diante desse cenário. Sociedade, políticas públicas e sociais, ideologias educacionais, escola, educadores e professores não são diretamente responsáveis por essa tragédia e, portanto, muito pouco têm a fazer. O fracasso escolar tem origem complexa e multideterminada. Analisar suas causas partindo apenas de aspectos diretamente relacionados ao sujeito que fracassa consiste em visão reduzida do processo. Para compreender como se constitui um quadro de fracasso escolar é necessária uma análise minuciosa de suas origens sem desconsiderar a participação ativa de distintas instâncias na estruturação desse processo. Por ser um fenômeno de alta complexidade, sua construção vai espelhar essa natureza intrincada e vai exigir uma avaliação de todos os aspectos que contribuem para o surgimento dessa situação, tanto no contexto escolar como também no do trabalho. Hoje encontramos, com frequência, adultos que apresentam situações de fracasso no exercício laboral em decorrência de contextos educacionais pregressos que não foram adequados o suficiente para promover nesses sujeitos as competências exigidas pelo mercado de trabalho da atualidade, caracterizado por sua competitividade e alto grau de exigência. Ao pensarmos sobre o papel social da educação e, concomitantemente, buscarmos respostas para os altos índices de fracasso escolar nas escolas públicas brasileiras fica difícil não considerar a existência de uma dimensão perversa no sistema escolar que parece excluir essas crianças quase que de propósito, como garantia de um projeto ideológico que se beneficia dessa exclusão. Sociólogos franceses, investigaram exaustivamente as dimensões simbólicas presentes nas propostas educacionais e que traduzem a ideologia dominante de um dado sistema de poder. Não há dúvida de que a escola, em certa instância, atende ao poder dominante e reproduz, por meio de suas práticas, um contexto sociocultural que garanta a manutenção das condições ideológicas desejáveis. Porém, também somos sabedores de que o espaço escolar, apesar de sua função reprodutivista, é, ainda, um dos poucos contextos que favorecem o surgimento de uma reação popular ao sistema ideológico dominante. Renomados educadores brasileiros, como Saviani e Libâneo, vêm discutindo a possibilidade concreta de construção de uma pedagogia crítica, capaz de restituir ao sujeito sua condição de cidadão, uma pedagogia a serviço do povo brasileiro e não das elites política e ideológica. Abordagem Psicopedagógica às Dificuldades de Aprendizagem O fracasso escolar deve ser compreendido a partir dessa instância macrossistêmica, que delata um projeto ideológico que exclui a população pobre não apenas da escola, mas, principalmente, da possibilidade de construção do seu conhecimento, assim como do acesso ao mercado de trabalho em iguais condições de competição com os raros cidadãos formados nas elites. Não é por acaso que uma criança fracassa na escola. O fracasso escolar tem uma missão, infelizmente mais perversa do que imaginamos. Ele legitima a exclusão escolar e social, de modo sutil e quase imperceptível, ao culpabilizar o aluno pelo seu insucesso. Uma vez que ainda se discute a não aprendizagem como oriunda de aspectos orgânicos, fisiológicos e individuais não há porque duvidar das intenções democráticas do sistema educacional que provê a todos os sujeitos as mesmas condições de ensino. Se o aluno não aprende, não é o sistema que tem culpa, nem o aluno, necessariamente. Esse aluno não aprende porque, infelizmente, pertence a um contexto social e econômico desprivilegiado que termina por minar suas possibilidades desenvolvimentais e suas condições de vida. Diante desse cenário tão precário é quase impossível para o aluno passar pela escola sem apresentar uma quantidade enorme de dificuldades de aprendizagem que vão legitimar o seu fracasso, ou seja, a sua participação ativa no seu insucesso escolar. Para revigorar a perversidade do sistema, surge o discurso de que a solução para esse problema ultrapassa os muros da escola e deve ser objeto de discussão de instâncias superiores. O sistema educacional deixa claro que a solução para esse intrincado problema diz respeito a essas instâncias superiores, como se elas não pertencessem, também, ao sistema político dominante. 12

13 A Abordagem Psicopedagógica às Dificuldades de Aprendizagem Unidade I Ao que parece, a solução para esse problema também ultrapassa o desejo político das elites governantes. Se assim não fosse, a realidade seria outra. O sistema escolar ainda se solidariza com o aluno que fracassa ao inventar múltiplas formas de auxiliá-lo em sua recuperação. Neste ínterim surgem ações como a implantação da progressão automática nas distintas etapas do Ensino Básico, programas de aceleração da aprendizagem, entre outros artifícios que apenas prorrogam o veredicto final, que sempre é a exclusão. Enquanto o poder político se digladia em busca de soluções para a sofrível situação da educação brasileira, nas salas de aula a construção do fracasso escolar toma corpo a cada dia, expresso pelos obstáculos criados pela própria escola e que impedem o aluno de aprender. A burocratização do trabalho pedagógico, a obediência cega a uma carga curricular excessiva e pouco formadora, a prioridade dada aos conteúdos quantitativos em detrimento da experiência qualitativa do aluno, a má formação dos professores, as precárias condições físicas e materiais da escola, entre tantas outras mazelas constituem barreiras presentes que os alunos das camadas pobres enfrentam e que, muito dificilmente, conseguirão sobrepujar. Diante de constatações tão sérias, a necessidade de investigar com maior profundidade esse fenômeno dissimulado que é o fracasso escolar torna-se imperativa. Neste ponto partimos para a escola, com o propósito de compreender o que ocorre em seus espaços, na tentativa de lançar luz sobre essa questão obscura. Ao chegarmos à escola nos deparamos com o inevitável: a total apropriação do discurso dominante por parte dos educadores, de modo pouco explícito, demonstrando em sua dimensão microssistêmica a existência das mesmas propostas evidenciadas na instância macrossistêmica já discutida neste Caderno. Escutamos de educadores e professores que as causas do fracasso escolar têm origem no aluno e em suas precárias condições de vida. Mais uma vez as outras dimensões são salvas do julgamento e permanecem omissas em relação ao quadro do insucesso na escola. O ciclo se fecha e a escola legitima a ideologia dominante ao assumir que o aluno e seu precário contexto socioeconômico são os elementos responsáveis pelo seu fracasso porque dão origem às suas deficiências de aprendizagem. O fracasso escolar é fenômeno complexo, multideterminado e condicionado por ideologias, políticas educacionais, sistemas sociais e econômicos. É um fato concreto que preocupa pais, educadores e toda uma nação. Seus efeitos são nocivos e geram exclusão escolar, social, econômica e cultural. Suas causas são, geralmente, imputadas às características do sujeito que fracassa, seu contexto familiar, social e econômico. Ao situar a origem do problema no sujeito exime-se a escola e todo o sistema restante da partilha da responsabilidade pelo insucesso escolar. Na maioria das vezes o aluno não é responsável pelo seu fracasso na escola. Em algumas circunstâncias, ele tem pouco sucesso na escola por vivenciar situações que trazem, em seu bojo, algum tipo de impedimento ou dificuldade para aprender. Nesses casos, evidenciamos a possibilidade de identificação das dificuldades de aprendizagem. Antes de conceituar dificuldade de aprendizagem é de extrema relevância estabelecer alguns parâmetros que permitam a articulação desse conceito com o de fracasso escolar. Esse cuidado é necessário, pois esses fenômenos não mantêm, necessariamente, uma relação causal ou mesmo uma correlação. Eles refletem faces distintas de um grave problema, que é a não aprendizagem, mas nem sempre estão juntos em sua construção. Pós-Graduação a Distância 13

14 A Abordagem Psicopedagógica às Dificuldades de Aprendizagem Unidade I Vamos aos parâmetros: 1) O fracasso escolar costuma ser compreendido como um fenômeno social que afeta, especialmente, a população de baixo poder aquisitivo e que frequenta o sistema público de ensino. 2) O fracasso escolar também acomete a população privilegiada socialmente e financeiramente, mas, em geral, nessas condições, não é compreendido como fenômeno social e de impacto no desenvolvimento da nação. Esse tipo de fracasso escolar não gera estatísticas educacionais. 3) O fracasso escolar tem origem na relação do sujeito de aprendizagem com seu contexto social e cultural. O que observamos é que, em geral, esse contexto não é construído para promover o sucesso escolar do aluno e ele não tem outra opção senão falhar. Esse é o fracasso legitimado e cantado em verso e prosa na literatura da área. 4) O fracasso na escola pode gerar dificuldades de aprendizagem, que caracterizam impedimentos à construção do conhecimento e que são compreendidas como fenômenos oriundos no sujeito, a partir de suas interações sociais e características orgânicas e individuais. 5) O conceito de dificuldades de aprendizagem tem evoluído e se distanciado de uma perspectiva médica assim como do enfoque da causa no indivíduo, inserindo o sistema ecológico do sujeito como elemento significativo em sua construção. 6) A criança que fracassa na escola não necessariamente tem dificuldades de aprendizagem. 7) Uma criança pode apresentar dificuldades de aprendizagem e não fracassar na escola. Tudo depende do grau de ajuda que ela recebe. 8) Os conceitos de dificuldades de aprendizagem e fracasso escolar se aproximam o tempo todo, mas não mantêm uma relação de causalidade ou reciprocidade. 9) Para compreender o fenômeno da não aprendizagem é indispensável conhecer as origens e trajetórias do fracasso escolar e das dificuldades de aprendizagem, em suas múltiplas interações e distanciamentos. Abordagem Psicopedagógica às Dificuldades de Aprendizagem Conceituar dificuldade de aprendizagem é tarefa complexa que assume tons distintos conforme o contexto cultural onde ocorre essa análise. Nos EUA, surgem as primeiras considerações teóricas sobre o fenômeno das dificuldades de aprendizagem. No início do século XX, os americanos debruçaram-se sobre esse conceito de modo a investigá-lo com os aportes do método científico, alçando-o à categoria de objeto de estudo tanto da psicologia como da medicina. A leitura americana acerca das dificuldades de aprendizagem é pioneira e reflete a visão prática dessa cultura ao buscar formas de solucionar o não aprender por meio de estratégias prioritariamente médicas e psicológicas. Na Europa, o enfoque se diferencia e surge uma leitura das dificuldades de aprendizagem matizada por uma ótica psicopedagógica. A perspectiva psicopedagógica considera que há múltiplos fatores intervenientes na construção desse fenômeno e destaca a necessidade de uma abordagem de intervenção que não exclua as contribuições da medicina e da psicologia, mas que coloque a escola como espaço privilegiado no processo de busca de soluções para situações de não aprendizagem. No Brasil ainda não elaboramos uma visão própria sobre as dificuldades de aprendizagem que auxilie no enfrentamento dos graves problemas educacionais e de fracasso escolar existentes. Essa não elaboração de uma leitura brasileira acerca dos principais problemas de aprendizagem que assolam a nossa população em fase de escolarização relacionase com a precária produção científica do país e com o pouco investimento do setor público nessa área. No Brasil, pesquisa-se muito pouco ou quase nada. Na ausência de estudos que reflitam a nossa realidade o que resta é exportar modelos teóricos na tentativa de compreender o fracasso escolar e intervir, de algum modo, no sentido de minimizar o problema. 14

15 A Abordagem Psicopedagógica às Dificuldades de Aprendizagem Unidade I O corpo de conhecimento elaborado acerca das dificuldades de aprendizagem, suas origens, características e modos de intervenção ainda vêm de fora, de outras culturas, de outros contextos sociais e escolares. Entretanto, esse saber muito tem a colaborar no sentido de construirmos um quadro de compreensão desse fenômeno e adequar esses achados, na medida do possível, à nossa realidade. A Psicopedagogia, como área de investigação da aprendizagem e seus impedimentos, busca colaborar para que as situações de não aprendizagem e o surgimento dos impedimentos à aquisição do conhecimento sejam compreendidos em sua complexidade, permitindo ações preventivas ou mesmo curativas, em consonância com o nosso contexto sociocultural. O conceito de dificuldades de aprendizagem ainda apresenta ambiguidade e falta de consenso. Entre os conceitos existentes, destacamos: Dificuldades de aprendizagem (DA) é um termo geral que se refere a um grupo heterogêneo de desordens manifestadas por dificuldades significativas na aquisição e utilização da compreensão auditiva, da fala, da leitura, da escrita e do raciocínio matemático. Tais desordens, consideradas intrínsecas ao indivíduo, presumindo-se que sejam devidas a uma disfunção do sistema nervoso central, podem ocorrer durante toda a vida. Problemas na autorregulação do comportamento, na percepção social e na interação social podem existir com as DAs. Apesar das DAs ocorrerem com outras deficiências (por exemplo, deficiência sensorial, deficiência mental, distúrbios socioemocionais) ou com influências extrínsecas (por exemplo, diferenças culturais, insuficiente ou inapropriada instrução etc...), elas não são o resultado dessas condições (National Joint Committee of Learning Disabilities, em Fonseca, 1995, p.71). Dificuldades de aprendizagem (learning disabilities) é uma desordem em um ou mais dos processos psicológicos envolvidos na compreensão ou uso da linguagem, falada ou escrita, que pode manifestarse como uma habilidade imperfeita para ouvir, pensar, falar, ler e escrever ou realizar cálculos matemáticos (Learning Disabilities: A Guide for Parents and Teacher, em Zorzi, 1994, pp.15-16). Distúrbios (de aprendizagem) são perturbações de origem biológica, neurológica, intelectual, psicológica, socioeconômica ou educacional, encontradas em escolares, que podem tornar-se problemas para a aprendizagem dessas crianças (Tarnopol, em Drouet, 1995, p.91). (Reservamos o termo dificuldades de aprendizagem) apenas para aqueles casos de crianças com dificuldades de aprendizagem de causas desconhecidas, uma vez que essas crianças não apresentam defeitos físicos, sensoriais, emocionais ou intelectuais de espécie alguma (Kirk & Bateman, em Drouet, 1995, p.92). Um problema de aprendizagem é considerado como um sintoma que expressa algo e possui uma mensagem. Assim o não aprender tem uma função tão integradora quanto o aprender (Parente & Ranña, 1990, p.51). Atualmente, um enfoque multidimensional e histórico está substituindo o posicionamento unívoco (sobre a origem dos distúrbios de aprendizagem). Este tipo de pensamento dialético, oposto ao pensamento causal, faz com que já não se procure a explicação dos distúrbios de aprendizagem neste ou naquele déficit particular, mas em uma constelação de fenômenos sociais, psicológicos, neurológicos, pedagógicos e familiares, que só adquirem o seu pleno sentido quando referidos à história de cada criança ou adolescente, considerando-se as múltiplas interações e os conflitos que marcam essa história (Fichtner, 1990, p.56). Dificuldade de aprendizagem (...) é um atraso, desordem ou imaturidade em um ou mais processos: da linguagem falada, da leitura, da ortografia, da caligrafia ou da aritmética; resultantes de uma possível disfunção cerebral e/ou distúrbios de comportamento, e não dependentes de uma deficiência mental, de uma privação sensorial (visual ou auditiva), de uma privação cultural ou de um conjunto de fatores pedagógicos (Kirk, 1973, p.194, em Fonseca, 1995a). Pós-Graduação a Distância 15

16 A Abordagem Psicopedagógica às Dificuldades de Aprendizagem Unidade I As crianças que têm dificuldades de aprendizagem são as que manifestam discrepâncias educacionalmente significativas. Discrepância entre o seu potencial intelectual estimado e o atual nível de realização escolar, relacionada essencialmente com desordens básicas do processo de aprendizagem, que pode ser ou não acompanhada por disfunções do sistema nervoso central. As discrepâncias de qualquer maneira não são causadas por um distúrbio geral de desenvolvimento ou provocadas por privação sensorial. (Bateman, 1965, p.194, em Fonseca, 1995). A criança com dificuldade de aprendizagem é uma criança com problemas em seu desenvolvimento que revelam uma disparidade no processo psicológico relacionado com a educação, disparidade tal (muitas vezes de 2, 4 ou mais anos escolares) que requer programas adequados de evolução acadêmica, de forma a adaptá-los à natureza e ao nível do desvio do seu processo de desenvolvimento (Gallagher, 1966, p.195, em Fonseca, 1995). A dificuldade de aprendizagem é uma desarmonia do desenvolvimento normalmente caracterizada por uma imaturidade psicomotora, que inclui perturbações nos processos receptivos, integrativos e expressivos da atividade simbólica. Traduz uma irregularidade biopsicossocial do desenvolvimento global da criança, que normalmente envolve, na maioria dos casos: problemas de lateralização e de praxia motora, deficiente estruturação perceptivo-motora, dificuldades de orientação espacial e sucessão temporal e outros tantos fatores inerentes a uma desorganização da constelação psicomotora, que impede a ligação entre os elementos constituintes da linguagem e as formas concretas de expressão que os simbolizam (Fonseca, 1974, pp , em Fonseca, 1995). Ao analisarmos tantos conceitos sobre as DAs identificamos pontos de convergência e de divergência entre eles, além de uma significativa confusão em relação ao que é, especificamente, uma dificuldade de aprendizagem. Vamos pensar com um pouco mais de profundidade sobre essa questão. Reflita sobre as frases abaixo: Abordagem Psicopedagógica às Dificuldades de Aprendizagem Uma criança que apresenta dificuldades de aprendizagem é uma criança com necessidades educativas especiais? Uma criança que apresenta dificuldades de aprendizagem apresenta déficits socioambientais? Uma criança que apresenta dificuldades de aprendizagem fracassa na escola? A criança vivencia situações nas quais apresenta dificuldades para aprender ou essas dificuldades fazem parte do seu repertório intrapsicológico? Uma criança tem ou está com dificuldades de aprendizagem? Quais são as suas respostas para as questões elaboradas? O que de fato significa apresentar dificuldades de aprendizagem? Apesar de tantas definições ainda é difícil apontar para um conceito único de dificuldades de aprendizagem. O fenômeno é muito mais complexo e necessita ser abordado por essa via. Por isso, optamos por discutir as dificuldades de aprendizagem em íntima relação com o fracasso escolar, embora um fenômeno não ocasione o outro. Eles estão inter-relacionados, mas não necessariamente por uma cadeia causal. 16

17 A Abordagem Psicopedagógica às Dificuldades de Aprendizagem Unidade I É indispensável que o professor compreenda que uma criança, a despeito de suas condições individuais, familiares, sociais e econômicas, pode apresentar dificuldades de aprendizagem e fracassar na escola e, mesmo assim, ser uma criança absolutamente normal. O professor deve entender também que crianças que não têm dificuldades de aprendizagem podem fracassar na escola, por diferentes motivos. Ao se apropriar dos conhecimentos psicopedagógicos e educacionais o professor tem maiores chances de construir saberes que permitam o enfrentamento de situações de não aprendizagem, sejam elas derivadas da presença de dificuldades de aprendizagem ou outros fatores também geradores do fracasso escolar. Pós-Graduação a Distância 17

18 A Abordagem Psicopedagógica às Dificuldades de Aprendizagem Unidade I Capítulo 2 Análise dos Fatores que Impedem a Aprendizagem a partir de um Enfoque Psicopedagógico Neste capítulo vamos explorar os diferentes fatores que podem impedir a aprendizagem. Ao longo dessa discussão esbarraremos, novamente, nos conceitos de fracasso escolar e de dificuldades de aprendizagem, pois os fatores impeditivos da aprendizagem são múltiplos e se relacionam intimamente tanto com o insucesso escolar como com as dificuldades para aprender. Por que algumas crianças, absolutamente normais, não aprendem? Essa é uma pergunta intrigante. Dizer que uma criança não aprende porque possui um distúrbio orgânico, fisiológico, cerebral ou semelhante é menos complicado do que atribuir o seu fracasso escolar a outros fatores difíceis de serem mensurados ou mesmo diagnosticados mediante exames. Por essa razão, há uma enorme tendência em medicalizar o fracasso escolar e tratá-lo como um distúrbio passível de cura por uma terapêutica adequada ou medicação suficiente. Porém, mesmo quando cedemos a essa tendência, somos cientes de que há outros aspectos presentes na construção das dificuldades de aprendizagem que extrapolam as nomenclaturas médicas e psicológicas. Abordagem Psicopedagógica às Dificuldades de Aprendizagem Há também situações nas quais a criança ingressa na escola em condições perfeitas para aprender e sai dela apresentando limitações sérias à aquisição do conhecimento. Como explicamos tal fenômeno? Antes da escola a criança aprendia perfeitamente. Depois da escola essa competência torna-se comprometida? A escola pode impedir a aprendizagem? Quando evidenciamos quadros dessa natureza é impossível relacionar as causas da não aprendizagem somente a fatores individuais, orgânicos ou fisiológicos. O sistema escolar é competente para gerar dificuldade de aprendizagem, por incrível que pareça. Muitas vezes é isto o que a escola faz: impede o sujeito de aprender. O foco de investigação das causas da não aprendizagem também pode mudar de rumo e apontar para a família, as condições sociais e econômicas do aluno, as crenças e concepções do seu contexto social, os valores culturais, entre tantos outros fatores. Compreender o fracasso escolar e o surgimento das dificuldades de aprendizagem em um sujeito exige investigação minuciosa, detalhada, aprofundada. Diz respeito a um processo de pesquisa da história desse sujeito, considerando suas inserções familiares, sociais e culturais. Os impedimentos à aprendizagem são múltiplos, derivam de distintas fontes e demandam muita atenção e discernimento em sua identificação. Uma investigação psicopedagógica dos fatores que impedem a aprendizagem vai lançar luz sobre as distintas instâncias que operam na construção das dificuldades de aprendizagem e que também são geradoras do fracasso escolar. 18

19 A Abordagem Psicopedagógica às Dificuldades de Aprendizagem Unidade I Essa leitura abrangente se recusa a compreender a não aprendizagem como oriunda de uma única fonte e considera que só é possível identificar o que impede a aquisição do conhecimento ao considerarmos os pontos de partida dessa situação, que são muitos. O ser humano pertence a uma espécie e partilha com ela características desenvolvimentais comuns. Isso é fato biológico, genético, fisiológico. Entretanto, sabemos que o homem não se torna humano por legado biológico ou genético. Uma criança só se torna humana quando faz parte de uma cultura e conta com mediadores aptos a transmitir a ela os significados dessa cultura. É por meio da mediação que a criança se torna uma pessoa, desenvolve suas funções psicológicas, cresce, matura, aprende, passa a pertencer à humanidade. A construção do ser humano se dá no palco cultural, no qual a família, a escola e diversas instituições atuam como poderosos mediadores nesse processo. Considerando que hoje prevalece no planeta o modelo das sociedades industrializadas e que nesse modelo as crianças passam um longo tempo na escola para adquirirem conhecimentos, imaginem o impacto da instituição escolar na construção da personalidade do homem. Ele é imenso, incomensurável, definitivo, tanto para o sucesso dessa criança como para o seu fracasso. O processo de socialização do homem assim como sua experiência em instituições de ensino constituem vivências repletas de desafios, situações-problema, escolhas e opções. Nem sempre esse sistema se apresenta para o sujeito em concordância com seus desejos e aspirações. Muitas vezes, socializar-se e educar-se são experiências difíceis, que demandam auxílio constante dos pares sociais mais experientes e nem sempre a escola ou a família estão prontas para ofertar esse auxílio. Em situações desse gênero é muito provável o surgimento de dificuldades que podem se expressar tanto no processo de desenvolvimento do sujeito como em sua aprendizagem. No Quadro 1 identificamos as dimensões por meio das quais um ser humano se constitui como sujeito e que podem originar distintos fatores impeditivos à aprendizagem, a saber: (a) biológicas/genéticas; (b) físicas/orgânicas; (c) psicológicas; (d) escolares/institucionais; (e) socioeconômicas; (f) ideológicas; (g) ecológicas, (h) culturais/históricas. Uma breve investigação de cada uma dessas dimensões é necessária para clarear o processo de construção desses fatores impeditivos da aprendizagem e suas interações com todo o sistema que cerca o sujeito. QUADRO 1 DIMENSÕES CONSTITUTIVAS DO HOMEM 1) Dimensões biológica e genética: dizem respeito à herança genética que cada ser humano recebe no momento da concepção e que dá origem a um ser biológico, pertencente a uma espécie com a qual ele partilha inúmeras regularidades, tanto desenvolvimentais como de aprendizagem. O homem é único, porém atende a regularidades desenvolvimentais típicas de sua espécie. Seu processo de desenvolvimento tem aspectos definidos pelo seu código genético e sua biologia, entretanto essas dimensões também são afetadas por contextos ambientais, sociais e culturais, promovendo mudanças e transformações. Pós-Graduação a Distância 19

20 A Abordagem Psicopedagógica às Dificuldades de Aprendizagem Unidade I Diversos estudos mostram que transtornos biológicos ou mesmo genéticos podem gerar dificuldades de aprendizagem, com destaque especial para os déficits neurológicos. Situações dessa natureza ocasionam comprometimentos no processo desenvolvimental do sujeito, especialmente em sua cognição, promovendo alterações biológicas, comportamentais e emocionais que podem impedir a aprendizagem. Entre os transtornos relacionados às alterações biológicas identificamos: (a) lesões cerebrais; (b) paralisia cerebral; (c) epilepsia: (d) deficiência mental; (e) deficiência sensorial e (f) deficiência visual, auditiva ou de fala. Os fatores genéticos podem originar os seguintes quadros: (a) fibrose cística; (b) síndrome de Down; (c) hemofilia; (d) neurofibromatose; (e) fenilcetonúria; (f) anemia falciforme; (g) síndrome de Turner, entre tantos outros. É importante que o psicopedagogo saiba que necessita de auxílio especializado para elaborar um diagnóstico no qual os fatores impeditivos à aprendizagem são, primariamente, de origem biológica ou genética. O trabalho interdisciplinar é indispensável no momento da elaboração de um diagnóstico, seja ele no âmbito clínico ou no institucional. 2) Dimensões física e orgânica: relacionam-se ao desenvolvimento físico e orgânico do sujeito, incluindo os processos de crescimento e maturação. Ao nascer, um bebê já traz registros genéticos que vão orientar seu processo de desenvolvimento. Entretanto, o ambiente que o cerca vai dar cartas em pé de igualdade com suas determinações genéticas e biológicas, tecendo uma trama complexa que engendrará a construção de suas rotas desenvolvimentais. O bebê vai crescer, vai vivenciar processos de maturação e desenvolver-se a partir da interação dos seus fatores genéticos e ambientais. Portanto, suas dimensões físicas e orgânicas podem ter suas trajetórias de desenvolvimento alteradas por fatores de outra ordem, originando situações potencialmente capazes de impedir os seus processos de aprendizagem. Entre os possíveis fatores físicos e orgânicos com potencial para impedir ou prejudicar os processos de aprendizagem, destacamos: (a) desnutrição; (b) exposição a agentes teratogênicos, como drogas, infecções; (c) incompatibilidade de Rh; (d) exposição à irradiação e/ou poluição; (d) déficits psicomotores; (e) déficit no crescimento e (f) baixo peso. Abordagem Psicopedagógica às Dificuldades de Aprendizagem 3) Dimensão psicológica: corresponde aos fatores psicológicos e seu desenvolvimento durante a vida do sujeito. Fatores psicológicos incluem os seguintes processos: emoções, afeto, cognição, inteligência, memória, percepção, linguagem, pensamento, criatividade, imaginação etc. As funções psicológicas determinam o surgimento do sujeito humano. A nossa espécie se diferencia do reino animal por possuir funções psicológicas superiores e mediadas, que permitem a construção da consciência e, consequentemente, a noção de eu. Somente os homens têm identidade, personalidade ou subjetividade. Esta vida psíquica rica, complexa e subjetiva é construída ao longo do nosso desenvolvimento e depende de todas as dimensões que cercam o ser humano. Necessitamos de condições físicas, biológicas, genéticas, ambientais, sociais e históricas favoráveis para desenvolvermos uma personalidade saudável. Quando essas condições são abaladas por qualquer circunstância, o desenvolvimento psicológico do sujeito pode apresentar comprometimentos, entre os quais destacamos aqueles que vão impedir, especificamente, a aprendizagem. Os fatores psicológicos impeditivos da aprendizagem são numerosos e atuam de modo conjunto. Uma criança com baixa autoestima, por exemplo, pode apresentar dificuldades de aprendizagem que, por sua vez, vão gerar déficits na aquisição da linguagem, que, também, por sua vez, se transformam em um outro fator psicológico originário do problema de aprendizagem. Esse ciclo demonstra a relação sistêmica existente entre sintoma e situação, mostrando que muitas vezes a dificuldade de aprendizagem tem poder de gerar um novo sintoma de não aprendizagem. Há necessidade de análise minuciosa dos fatores psicológicos na composição dos quadros de não aprendizagem. O psicopedagogo deve se apropriar de saberes da psicologia, da psicanálise e de outras linhas teóricas no sentido de ampliar seus conhecimentos sobre a dinâmica e estrutura do funcionamento psicológico. Só assim será possível elaborar diagnósticos ou avaliações precisas. Também é importante destacar, novamente, a necessidade do trabalho interdisciplinar. Em alguns momentos, a melhor opção é contar com a participação de um psicólogo clínico experiente no momento de fechar um processo de avaliação psicopedagógica. Entre os fatores psicológicos intervenientes na aprendizagem destacamos: (a) baixa autoestima e autoconceito; (b) distúrbios afetivos e emocionais; (c) distúrbios comportamentais; (d) neuroses e psicoses; (e) transtornos psicomotores etc. 20

21 A Abordagem Psicopedagógica às Dificuldades de Aprendizagem Unidade I 4) Dimensões Escolar e Institucional: representam a influência e capacidade de intervenção da escola e das instituições que a cercam no processo de aprendizagem do aluno. A instituição escolar é apenas uma das instâncias sociais que participam ativamente no desenvolvimento e na aprendizagem dos seres humanos. A família, a comunidade, a igreja e tantos outros espaços de socialização também assumem papel relevante na constituição da personalidade de um indivíduo. Essas instituições, em conjunto, estabelecem padrões, crenças, valores e expectativas com relação ao sujeito e sua trajetória de vida. Em geral, esse sujeito tentará atender a esses padrões e nessa trajetória pode vivenciar situações conflitantes que refletem em sua personalidade, em seu desenvolvimento e em seu aprendizado. Nas sociedades industrializadas, a escola é a instituição onde as crianças passam a maior parte do seu tempo. Ela também é o local, por excelência, de transmissão do legado cultural da humanidade. Na escola, a criança constrói seu conhecimento sobre o mundo e sobre si mesma. Ela também aprende a ser uma pessoa, por meio das diversas interações com os pares, no espaço escolar. A sala de aula é muito mais do que um espaço de aprendizagem; ela é um espaço privilegiado de desenvolvimento humano, onde crianças tornam-se seres humanos e aprendem a viver em coletividade. Portanto, a escola assume papel de extrema importância na construção de bom ou mau processo de aprendizagem. A intenção contida no processo educativo formal, em geral, é boa; os resultados nem sempre. A escola impede a aprendizagem quando: (a) estrutura o mesmo tipo de ensino para diferentes crianças; (b) não prepara seus professores de modo adequado; (c) não oferta metodologias de ensino modernas, sofisticadas e de qualidade; (d) enfatiza a aquisição de conteúdos em detrimento da produção do conhecimento; (e) utiliza a avaliação como sistema punitivo, ao invés de caracterizá-la como momento especial de aprendizagem; (f) elimina a dimensão lúdica da sala de aula; (g) distancia conteúdos curriculares da vida do aluno; (h) constrói ambientes de aprendizagem opressivos, sem destaque para a criatividade. As instituições familiares também não cooperam com o sucesso escolar quando: (a) não valorizam a aprendizagem e o estudo; (b) não participam da vida escolar dos seus filhos; (c) não incentivam ou valorizam a leitura; (d) não estimulam adequadamente as crianças; (e) negligenciam a educação de valores; (f) associam alto nível de ansiedade ao processo escolar; (g) nutrem relações interfamiliares pouco ajustadas. 5) Dimensões Socioeconômicas: dizem respeito ao contexto social e econômico das crianças e suas famílias em etapa de escolarização e refletem, diretamente, no desempenho dos alunos em sala de aula. Uma das causas mais representativas do fracasso escolar é o baixo padrão social e econômico da maioria das crianças brasileiras. Desprovidos de moradia, condições sanitárias, cuidados médicos, nutrição adequada, conforto familiar e emocional e recursos financeiros, as crianças das classes sociais desfavorecidas encontram obstáculos instransponíveis quando chegam à escola. É impossível aprender com qualidade quando não há cadernos, lápis, computadores, alimentação adequada, falta de apoio familiar, trabalho precoce, descanso e lazer, todos os ingredientes que favorecem a aquisição do conhecimento com certo grau de tranquilidade e prazer. As crianças pertencentes às classes socioeconômicas desprivilegiadas apresentam, em geral: (a) condições habitacionais, sanitárias, de higiene e nutrição deficientes; (b) pouca estimulação cognitiva; (c) fraca interação sociolinguística; (d) privações lúdicas, simbólicas e culturais; (e) baixo desempenho na expressão linguística e no desenvolvimento do vocabulário; (f) conhecimentos gerais inadequados; (g) pouca habilidade no uso de tecnologias; (h) acesso restrito aos recursos físicos necessários à aprendizagem (livros, revistas, jornais, cadernos); (i) ausência de uma rede de apoio com relação às etapas de aprendizagem por parte da família e mesmo dos professores. Diante de tantos impedimentos torna-se quase impossível para uma criança pobre alcançar sucesso na escola. Se somarmos esse aspecto aos outros já relacionados veremos o fracasso escolar se constituindo, tornando-se um fenômeno muito mais social do que pedagógico, urdido na perversidade da má distribuição de renda, fato ainda tão presente em nosso país. Mesmo quando consegue ultrapassar todas as barreiras impostas pelo macrossistema, a criança pobre sai da escola em condições precárias para competir em um mercado de trabalho delimitado pela alta especialização e pela busca de excelência. Nesse contexto, parece que não há saída para essas crianças. 6) Dimensão Ideológica: toda sociedade ou grupo cultural constrói ideologias que sustentam suas crenças e valores. Por ideologia compreendemos um conjunto articulado de ideias, valores, opiniões, crenças que expressam e reforçam as relações que conferem unidade a determinado grupo social, seja qual for o grau de consciência que disso tenham seus Pós-Graduação a Distância 21

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