UMA ANÁLISE SOBRE FLUXOS DE PASSAGEIROS DE TRANSPORTE AÉREO E RODOVIÁRIO INTERESTADUAL POR ÔNIBUS NO BRASIL

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "UMA ANÁLISE SOBRE FLUXOS DE PASSAGEIROS DE TRANSPORTE AÉREO E RODOVIÁRIO INTERESTADUAL POR ÔNIBUS NO BRASIL"

Transcrição

1 UMA ANÁLISE SOBRE FLUXOS DE PASSAGEIROS DE TRANSPORTE AÉREO E RODOVIÁRIO INTERESTADUAL POR ÔNIBUS NO BRASIL Francisco Giusepe Donato Martins, MSc¹ Carlos Henrique Rocha, PhD² Universidade de Brasília Francisco Gildemir Ferreira da Silva, MSc³ Universidade Federal do Ceará RESUMO A análise comparativa de fluxos de passageiros de transporte aéreo e rodoviário interestadual por ônibus no Brasil é o foco deste artigo, para o período , tendo como base conceitos de geografia dos transportes, econômica e humana. Os resultados indicam que o fluxo entre as regiões Nordeste e Sudeste predomina para o transporte aéreo, enquanto que para o transporte rodoviário interestadual por ônibus o fluxo dominante está na região Sudeste, e que a cidade de São Paulo possui o maior número de conecções rodoviárias e aéreas. Em termos de evolução da demanda, o transporte aéreo registrou um desempenho bastante superior ao do transporte rodoviário interestadual por ônibus para o período analisado, devido principalmente aos impactos positivos da desregulamentação e do sistema centroradial. ABSTRACT The aim of this paper is on comparative analysis of flows between air and interstate road by bus passengers in Brazil. The analysis is grounded on concepts of geography transport, economic and human. The sample period is The data set is in panel data form. The results show that the flow between the Northeast and Southeast is most done by air transportation, whilst in the Southeast region the dominant flow is by bus road transport. It should be mentioned that São Paulo city has the highest number of road and air connections. In terms of evolution of demand, in the case of São Paulo, the airline recorded a performance well above the interstate road transport by bus for the period analyzed, due mainly to the positive impacts of deregulation and the hub-and-spoke system. 1. INTRODUÇÃO A literatura apresenta diversos estudos sobre análises de tráfego, com o intuito de avaliar os fluxos ou linhas de desejo entre pontos de origem e de destino a partir, por exemplo, de informações agregadas de movimentação de bens e pessoas ao longo de um determinado período, de modo a facilitar, de acordo com Pons e Bey (1991), a compreensão do processo de integração espacial com a dinâmica econômica e com os impactos demográficos, sociais, políticos, institucionais e administrativos. O transporte aéreo de passageiros tem sido objeto de estudo no âmbito internacional e nacional, em especial a partir do processo de desregulamentação e flexibilização ocorrido nos principais mercados mundiais desde o início da década de 80. Um dos enfoques é mensurar os ganhos resultantes desse processo, com a implantação do sistema centro-radial (hub-and-spoke), sobre a demanda pelos serviços (Morrison e Winston, 1985; Rus e Campos, 2001; Guimarães e Salgado, 2003; Oliveira, 2005). Outros estudos têm abordado a questão dos fluxos de demanda do transporte aéreo doméstico, adotando, por vezes, conceitos de geografia dos transportes, a fim de identificar e classificar os mercados hierarquicamente (IAC, 2002; Jin et al., 2004; Wang e Jin, 2007; Bhadra e Kee, 2008). O transporte rodoviário por ônibus em percursos de longa distância também tem sido objeto de análise no âmbito internacional, com o intuito de avaliar os fluxos de demanda internamente aos países (Rus e Campos, 2001; OECD, 2001), bem como no âmbito nacional, destacando-se o estudo procedido em conjunto pelos Ministérios dos Transportes e da Defesa (MT e MD, 2007). 681

2 O mercado de transportes no Brasil tem experimentado expressivas modificações em virtude de incrementos diversificados na demanda de seus serviços, gerando a necessidade de se identificar as principais ligações entre pólos ou centros de maior relevância para o setor de transportes, com base no volume de geração e atração de fluxos e no papel relevante na integração nacional e regional (Geipot, 1989). Apesar da importância de se conhecer os fluxos de transportes, há poucos estudos sobre fluxos de demanda com foco sobre o transporte aéreo doméstico e rodoviário interestadual de passageiros por ônibus no Brasil e, especificamente, de forma comparativa entre esses dois modos de transporte. O objetivo deste trabalho é proceder à análise comparativa dos fluxos de passageiros do transporte aéreo doméstico () e rodoviário interestadual por ônibus () no Brasil, para o período , com base em conceitos de geografia dos transportes, econômica e humana. Para tanto, o presente trabalho foi dividido em seis seções, considerando-se esta introdução. A segunda aborda os principais conceitos e aspectos sobre fluxos de transportes e geografia dos transportes, econômica e humana. A terceira seção apresenta as etapas adotadas para elaboração do banco de dados que subsidiou a pesquisa e o resultado preliminar da análise geral dos registros gerados. A quarta retrata, para os fluxos regionais e inter-regionais, a evolução da demanda no período dos serviços de e no Brasil. A quinta seção apresenta o resultado da análise restrita aos mercados comuns atendidos pelo e pelo, destacando-se a relação entre a demanda agregada e a distância referente aos pares de cidades de origem e de destino. Por fim, na última seção constam as considerações finais. 2. ASPECTOS CONCEITUAIS 2.1. Transporte aéreo e rodoviário de passageiros por ônibus: fluxos e fatores de atrito O transporte aéreo de passageiros, na concepção de Kanafani (1983), trata-se de um modo especial de transporte que, em regra, não requer o tratamento da escolha modal, sendo abordado em macro e em microanálises. No primeiro caso, busca-se explicar a evolução histórica do volume de tráfego aéreo com base em medidas agregadas sobre atividades sócio-econômicas população, taxa de variação da renda per capita, Produto Interno Bruto (PIB) e sobre os serviços passageiros, assentos-quilômetros e passageiros-quilômetros. No segundo caso, avaliase o fluxo de demanda com base em pares de cidades de origem e de destino, considerando-se, ainda, características sócio-econômicas relativas a tais cidades, bem como volume de passageiros e de passageiros-quilômetros, motivo das viagens, tempo de viagem e distância entre as cidades. O transporte rodoviário de passageiros por ônibus em percursos de longa distância é abordado em análises que levam em conta a escolha multimodal, bem como o motivo da viagem (negócios e turismo), as características dos usuários (renda, idade e sexo) e sócio-econômicas das cidades de origem e de destino (população, renda per capita e PIB), o nível de serviço (tempo e custo referentes à viagem) e a distância da viagem (Kanafani, 1983). Distância e tempo são elementos considerados como impedâncias ou atritos em estudos econômicos aplicados a sistemas de transportes, pois impactam o fluxo de bens e pessoas, ou seja, a estrutura de redes de transportes (Pons e Bey, 1991). Os fluxos estão sujeitos principalmente à impedância decorrente da distância entre os pontos de origem e de destino, sendo esse fator crucial, consoante White (2002), na escolha entre modos de transporte em viagens de longa distância. A compreensão das causas do movimento ou dos fluxos de transporte, 682

3 segundo Lowe e Moryadas (1975), requer entender o que ocorre nos pontos de origem e de destino que determina o fluxo. Isso permitirá estabelecer tipologias de fluxos de transporte, com base em características dos pontos de origem e de destino, de maneira a delimitar regiões funcionais em um país decorrente de similitudes de padrões dos fluxos (Jin et al., 2004; Wang e Jin, 2007; Bhadra e Kee, 2008) Geografia dos transportes, humana e econômica Entre os enfoques atuais em geografia dos transportes, destacam-se os que analisam a interação espacial, em especial a descrição sobre a intensidade (densidade) e continuidade e intermitência (duração no tempo) dos fluxos de demanda entre pontos de origem e de destino e suas relações com as características sócio-econômicas das cidades e sua área de influência (Pons e Bey, 1991). Nesse sentido, o transporte de pessoas e bens é influenciado pela disposição espacial uniforme ou funcional de atividades econômicas, sociais e políticas de uma região, de modo que a característica da ligação permite, entre outras coisas, classificar hierarquicamente as cidades, em especial no sentido de estabelecer sua área de influência (Taaffe e Gauthier, 1973; Lowe e Moryadas, 1975). A importância das cidades pode ser avaliada, por exemplo, para fins de geração de viagens, em função do tamanho populacional e funcional, da posição geográfica e da especialização funcional (Andrade, 1989). A especialidade funcional do município tem o poder de determinar a intensidade e direção dos fluxos de pessoas em busca de bens e serviços. As cidades e as ligações são elementos essenciais em um sistema de transporte, de tal maneira que as análises em geral buscam identificar linhas de maior e menor densidade de tráfego (intensidade do fluxo), a fim de descrever a estrutura espacial da região. Assim sendo, estudos são desenvolvidos de modo a estabelecer relações entre transportes e especialização regional. O processo de organização espacial, por sua vez, gera economias de aglomeração correspondentes a economias de escala relacionadas à concentração de atividades ao redor de grandes centros, o que conduz à formação de fluxos dominantes de transportes entre tais centros (Taaffe e Gauthier, 1973; Lowe e Moryadas, 1975) Análise de fluxos dominantes de transportes A análise de fluxos de transportes pode ser realizada mediante abordagens que visem mensurar a densidade absoluta da conecção entre pares de cidades (ou regiões) de origem e destino em termos de fluxos de demanda. Nesse caso, utiliza-se a variável T ij que reflete a demanda agregada obtida pela soma do fluxo da demanda da cidade (ou região) i para a cidade (ou região) j (I ij ) com o fluxo da demanda da cidade (ou região) j para a cidade (ou região) i (I ji ), conforme expresso na Equação 1 (Jin et al., 2004; Wang e Jin, 2007): T ij = I ij + I ji (i, j = 1, 2, 3,..., n) (1) Outra abordagem concerne à análise de fluxos dominantes com o intuito de mensurar o fluxo de uma cidade (ou região) específica para todas as outras cidades (ou regiões) atendidas pela rede de transportes e, assim, identificar os principais fluxos de e para esta cidade (ou região), consoante expresso na Equação 2 (Jin et al., 2004; Wang e Jin, 2007): L ik = max [(T ij + T ji ) / (O i + D i )] (j = 1, 2, 3,, n) (2) onde T ij e T ji são os fluxos de tráfego da cidade (ou região) i para j e de j para i, respectivamente, O i e D i são total de passageiros transportados de e para a cidade (ou região) i, respectivamente, e L ik determina o fluxo dominante em porcentagem para a cidade (ou região) i. Entre as diversas ligações entre i e j (j = 1, 2, 3,, n), a conecção i k é denominada ligação principal e o fluxo 683

4 sobre essa conecção é o fluxo predominante. Jin et al. (2004) e Wang e Jin (2007) identificaram padrões para o transporte aéreo de passageiros na China, com destaque para a quantidade de cidades atendidas a partir de determinadas cidades adotadas como referência para os fluxos analisados e com ênfase no total de passageiros transportados (O i + D i ), padrões que são importantes para o planejamento de transportes. 3. ELABORAÇÃO E ANÁLISE GERAL DO BANCO DE DADOS 3.1. Etapas da elaboração do banco de dados A elaboração do banco de dados (BD) teve as seguintes etapas: a) Extração de informações dos anuários estatísticos de e de de 2000 a 2005 (base ) relativas a cada mercado, especificamente: nome da cidade (ou da localidade) de origem e de destino, Unidade da Federação de origem e de destino, distância em quilômetros (km) entre as cidades e demanda efetiva total (passageiros transportados); b) Exclusão dos mercados internacionais, para ambos os serviços; c) Exclusão dos mercados de com características de serviços semi-urbanos e daqueles registrados como divisa entre duas ou mais Unidades da Federação; e d) Inclusão do PIB e da população de cada cidade para cada exercício do período Ao final dessas etapas, o BD resultou na configuração da Tabela 1, contendo registros distribuídos por serviço de ou da seguinte forma: mercados exclusivos de, mercados exclusivos de e 826 mercados comuns a ambos os serviços. M_O UF_O Região M_O Tabela 1: Configuração do banco de dados elaborado ( ) M_D UF_D Região Distância Demanda Demanda PIB M_D O_D por exercício por exercício M_O (km) POP M_O PIB M_D M=Município. UF=Unidade da Federação. O=Origem. D=Destino. POP=População. PIB=Produto Interno Bruto. A quantidade de pares de cidade de origem e destino referentes ao já indica a vasta capilaridade, ou abrangência, em termos de cidades ou localidades atendidas por esse modo de transporte. Entretanto, devem ser consideradas, também, as especificidades quanto à infraestrutura e à tecnologia afetas a cada um dos modos de transporte Análise geral das informações contidas no banco de dados Elaborado o BD, analisaram-se as informações com intuito de verificar a distribuição dos dados por mercados, especificamente, quanto ao nível e à intermitência de atendimento por mercados, por exercício e por modo de transporte. Ou seja, quantos mercados tiveram ou não registros de demanda e durante quantos exercícios cada mercado foi atendido. O resultado obtido está representado na Tabela 2. Há vários mercados, ano a ano, que não apresentaram registro de demanda, conforme Tabela 2. Isso decorre da dinâmica operacional na prestação dos serviços de e de, em especial a flexibilidade para alterar a oferta dos serviços de (Guimarães e Salgado, 2003) cancelamento de vôos e de (Martins, 2007) disponibilização ou não de serviços diferenciados. POP M_D 684

5 Tabela 2: Nível e intermitência dos registros por mercado, por exercício e por modo de transporte ( ) Nível de distribuição dos dados N.º de exercícios que cada mercado foi atendido Modo Dados Anos Todos os mercados Mercados comuns "zero" "não zero" Total "zero" "não zero" Total Total Constata-se que, durante todo o período (seis anos), de mercados de (54%) foram atendidos por esse modo de transporte, enquanto que apenas 356 de mercados de (11%) tiveram oferta de serviços de transporte aéreo. Ou seja, a oferta de serviços de apresenta uma intermitência no longo prazo menor do que a dos serviços de, considerada a quantidade de mercados atendidos por cada modo de transporte. Ao se restringir a análise para os 826 mercados atendidos simultaneamente por ambos os modos de transporte, nota-se uma intermitência menor para ambos em relação à análise direcionada a todos os mercados. 4. FLUXOS DA DEMANDA DOS SERVIÇOS DE TRANSPORTE AÉREO E RODOVIÁRIO INTERESTADUAL DE PASSAGEIROS POR ÔNIBUS NO BRASIL 4.1. Fluxos regionais e inter-regionais de passageiros de e Procedeu-se à análise macro da evolução da demanda total por serviços de e de, para o período , conforme expresso pela Equação 1, mediante o agrupamento em fluxos regionais e inter-regionais, resultantes da combinação duas a duas das regiões geográficas brasileiras, tendo sido obtido o resultado apresentado na Tabela 3. A Tabela 3 revela que a demanda representada nos quinze fluxos identificados oscilou ao longo do período , ora aumentando, ora diminuindo e vice-versa. Nota-se, ainda, que pelo menos 65% da demanda total de 574,5 milhões de usuários dos serviços de e está contida nos fluxos Sudeste (SE), Sudeste-Sul (SE-S), Nordeste-Sudeste (NE-SE) e Sul (S), alcançando 83% ao se considerar também os fluxos Centro-oeste-Sudeste (CO-SE) e Nordeste (NE). Quatro desses seis fluxos abrangem a região Sudeste brasileira, de maneira que ao se levar em conta tão-somente tal região, pode-se inferir que praticamente 375 milhões de pessoas se deslocaram utilizando os modos de transporte mencionados passando pela região Sudeste. Isso indica uma forte influência da região Sudeste na geração de viagens de e de, possivelmente, em virtude do grau de consolidação econômica dessa região. A evolução acumulada da demanda, por seu turno, aponta para uma redução geral da demanda de 0,53% para o período adotado. Todavia, chama a atenção as reduções acumuladas de 3,73%, 10,49% e 9,44% observadas, respectivamente, para os fluxos SE, NE-SE e NE, bem como os aumentos acumulados de 8,77% e 9,19%, registrados, respectivamente, para os fluxos SE-S e S, dada a magnitude da demanda em termos absolutos. 685

6 Tabela 3: Fluxo da demanda agregada de e entre regiões geográficas brasileiras (x 10 6 ) ( ) N.º Fluxo Total Part.Rel. Part. Tx. 1 SE 30,85 28,99 32,63 28,11 28,32 29,70 178,60 31,09 31,09-3,73 2 SE-S 12,32 12,05 13,75 11,75 12,22 13,40 75,49 13,14 44,23 8,77 3 NE-SE 11,44 11,36 11,47 12,56 11,22 10,24 68,29 11,89 56,11-10,49 4 S 8,38 8,93 9,22 9,04 8,84 9,15 53,56 9,32 65,44 9,19 5 CO-SE 8,76 9,06 9,44 8,30 8,12 8,69 52,37 9,12 74,55-0,80 6 NE 8,37 7,71 8,57 7,86 7,44 7,58 47,53 8,27 82,83-9,44 7 CO 4,19 3,83 4,24 3,38 3,50 3,66 22,80 3,97 86,79-12,65 8 CO-NE 2,40 2,88 2,80 3,29 3,21 2,86 17,44 3,04 89,83 19,17 9 CO-S 2,03 2,45 2,42 2,55 2,91 2,57 14,93 2,60 92,43 26,60 10 NE-S 1,31 2,20 1,79 2,55 2,68 1,53 12,06 2,10 94,53 16,79 11 CO-N 1,57 1,44 1,95 2,09 1,67 1,73 10,45 1,82 96,35 10,19 12 N-SE 1,55 2,05 1,07 1,68 2,17 1,26 9,78 1,70 98,05-18,71 13 NE-N 0,95 0,96 1,24 1,25 0,85 1,08 6,33 1,10 99,15 13,68 14 N-S 0,36 0,54 0,40 0,52 0,73 0,44 2,99 0,52 99,67 22,22 15 N 0,23 0,18 0,35 0,41 0,40 0,32 1,89 0,33 100,00-8,57 Total geral 94,71 94,63 101,34 95,34 94,28 94,21 574,51 100,00-0,53 Fonte: DAC (2006) e ANTT (2006). SE=Sudeste; S=Sul; NE=Nordeste; N=Norte; e CO=Centro-oeste. Part.Rel.=participação relativa (Total/Total geral). Part.=participação acumulada. Tx.=taxa de evolução acumulada da demanda (1999 = 100). Dada essa análise macro dos fluxos regionais, cumpre investigar a evolução da demanda por cada um dos modos de transporte, e, consoante a Equação 1, mediante o agrupamento em fluxos regionais e inter-regionais. O resultado está representado na Tabela 4. Tabela 4: Fluxo de passageiros de e entre regiões geográficas brasileiras ( ) N.º Transporte Aéreo de Passageiros Transporte Rodoviário Interestadual de Passageiros Fluxo Part. Rel. Part. Tx. Fluxo Part. Rel. Part. Tx. 1 NE-SE 39,19 39,19 23,70 23,70 0,00 SE 155,06 155,06 37,89 37,89-9,44 2 SE-S 27,96 67,15 16,91 40,61 17,46 S 50,30 205,36 12,29 50,19 15,02 3 SE 23,54 90,69 14,24 54,85 27,41 SE-S 47,52 252,88 11,61 61,80 3,52 4 CO-SE 20,15 110,84 12,19 67,04 18,53 NE 36,85 289,73 9,01 70,81-15,55 5 CO-NE 11,61 122,45 7,02 74,06 38,69 CO-SE 32,22 321,96 7,88 78,68-11,55 6 NE 10,68 133,13 6,46 80,52 12,71 NE-SE 29,12 351,07 7,12 85,80-22,10 7 NE-S 7,08 140,21 4,28 84,80 40,38 CO 20,23 371,31 4,94 90,74-16,30 8 N-SE 6,18 146,39 3,74 88,54-25,77 CO-S 9,97 381,28 2,44 93,18 13,82 9 CO-S 4,94 151,33 2,99 91,53 64,71 CO-N 7,26 388,54 1,77 94,95 9,09 10 NE-N 3,50 154,83 2,12 93,64 0,00 CO-NE 5,84 394,38 1,43 96,38-6,80 11 S 3,26 158,09 1,97 95,61-46,84 NE-S 4,99 399,37 1,22 97,60 1,27 12 CO-N 3,19 161,28 1,93 97,54 12,77 N-SE 3,58 402,95 0,87 98,47-6,90 13 CO 2,57 163,85 1,56 99,10 10,53 NE-N 2,85 405,80 0,70 99,17 32,50 14 N-S 1,01 164,86 0,61 99,71-53,85 N-S 1,99 407,78 0,49 99,66 65,22 15 N 0,48 165,34 0,29 100,00-37,50 N 1,40 409,19 0,34 100,00 80,00 Total geral 165,34 100,00 12,91 409,19 100,00-5,70 Fonte: DAC (2006) e ANTT (2006). SE=Sudeste; S=Sul; NE=Nordeste; N=Norte; e CO=Centro-oeste. =passageiros. =passageiros transportados acumulado Part.Rel.=participação relativa de Part.=participação acumulada. Tx.=taxa de evolução acumulada da demanda (1999 = 100). 686

7 A comparação do resultado constante da Tabela 4 entre cada modo de transporte indica que a demanda acumulada, para o período , relativa ao fluxo Sudeste para o (155,06 x 10 6 ) equivale à demanda acumulada, para o mesmo período, referente aos dez fluxos de maior intensidade para o (154,83 x 10 6 ). Ou, ainda, toda a demanda acumulada do (165,34 x 10 6 ) é menor que a demanda acumulada dos fluxos SE e S para o (205,36 x 10 6 ). Ademais, entre os quatro principais fluxos de demanda aparecem o regional SE e o inter-regional SE-S comuns a ambos os modos de transporte, em posições distintas, com participação acumulada de 31% para o, correspondente a 51,5 milhões de usuários, e de 51% para o, equivalente a 202,6 milhões de passageiros. Isso demonstra, em termos absolutos, que a demanda pelos serviços de é praticamente quatro vezes maior que a dos serviços de nos fluxos SE e SE-S. No entanto, para o fluxo regional SE, em termos acumulados, a demanda do cresceu 27,4%, enquanto que a demanda do diminuiu 9,4%. Já para o fluxo inter-regional SE-S, também em termos acumulados, a demanda do aumentou 17,4%, enquanto que a demanda do diminuiu 3,5%. Estendendo para os seis principais fluxos, nota-se a presença de mais três fluxos, os interregionais NE-SE e CO-SE e o regional NE, comuns a ambos os modos com participação acumulada de 42% para o e de 24% para o. Estes cinco fluxos (SE, SE-S, NE-SE, CO-SE e NE) são de alta densidade, haja vista que são responsáveis por 74% da demanda atendida no período , tanto para os serviços de (121,5 milhões de passageiros) quanto para os de (300,8 milhões de passageiros). Isso indica, em termos absolutos, que a demanda do nesses cinco fluxos é quase 2,5 vezes a do. Porém, para os fluxos NE-SE, CO-SE e NE, em termos relativos, a demanda pelos serviços de tem maior impacto para este modo de transporte do que para o. Neste caso, fatores como motivo, tempo e distância referentes à viagem podem ter influenciado a escolha do modo de transporte. Da Tabela 4 se observa, também, no tocante ao, que o fluxo preponderante é aquele entre as regiões Nordeste e Sudeste (NE-SE), correspondendo a quase 24% do total de passageiros transportados no período , ou seja, 39 milhões de pessoas, que, segundo o IAC (2002), viajaram motivadas essencialmente por turismo. Em seguida, destacam-se os fluxos SE-S, SE e CO-SE, nos quais foram atendidos mais de 43% do total de usuários, o que, de acordo com o IAC (2002), abrange viagens preponderantemente de negócios ou, quando vinculadas à Brasília, impulsionadas por motivos políticos-administrativos. No que tange ao, a Tabela 4 indica que o fluxo predominante ocorre dentro da região Sudeste (SE) e aponta para uma forte concentração no âmbito da região Sul e entre as regiões Sudeste e Sul, o que caracteriza a influência dessas regiões geográficas sobre a geração de viagens rodoviárias interestaduais por ônibus. De uma forma geral, em termos de taxa de evolução acumulada da demanda para o período selecionado, o registrou um crescimento de quase 13%, enquanto o sofreu uma redução de praticamente 6% Evolução da demanda e conecções de e Com fundamento nos conceitos referentes à Equação 2, procedeu-se à análise da evolução da demanda por serviços de (3.232 ligações) e de ( ligações), para o período e para as principais cidades de origem e de destino, obtendo-se o resultado da Tabela

8 N.º Tabela 5: Evolução da demanda (O i + D i ) para as 5 principais cidades atendidas pelo e pelo Município Pass 1999 Pass 2004 Pass Link Var. Ab. (04-99) Var. Rel. Município Pass 1999 Pass 2004 Pass Link Var. Ab. (04-99) 1 São Paulo 12,2 11,1 70, ,1-9,2 São Paulo 13,0 15,1 71, ,1 16,1 2 Rio de Janeiro 7,2 6,2 39, ,0-13,4 Rio de Janeiro 6,4 7,6 36, ,2 17,9 3 Brasília 3,8 3,3 20, ,5-13,8 Brasília 3,9 5,9 28, ,0 50,0 4 Curitiba 3,1 3,8 20, ,7 23,8 Belo Horizonte 2,5 2,9 15, ,4 16,0 5 Belo Horizonte 2,6 2,5 15, ,1-5,5 Curitiba 2,2 2,2 12,8 85 0,0 0,7 Total geral 28,9 26,9 165, ,0-6,9 Total geral 28,0 33,7 165, ,7 20,1 Fonte: DAC (2006) e ANTT (2006). = passageiros transportados. Link = total de conecções que o município participa. Var. Ab. = Variação da demanda entre 2004 e 1999 em valores absolutos. Var. Rel. = Variação da demanda entre 2004 e 1999 em valores relativos ou percentuais. As cinco cidades representadas na Tabela 5 apresentaram o maior volume de demanda (O i + D i ), tanto para o quanto para o, sendo o município de São Paulo o de maior volume total. Somente Curitiba, entre as cinco cidades citadas, teve aumento de demanda para o. No tocante à demanda do, por outro lado, todas as cinco cidades registraram crescimento da demanda, com destaque para Brasília com crescimento de 2 milhões de passageiros (50%), alcançando em 2004 o patamar registrado em 1999 para a cidade do Rio de Janeiro. Em termos gerais de evolução da demanda entre 1999 e 2004, observa-se que a demanda do sofreu uma redução absoluta de 2 milhões de passageiros (7%), enquanto que a do teve um crescimento de mais de 5,7 milhões (20%). No que tange às conecções registradas na Tabela 5, o município de São Paulo é o de maior destaque para ambos os modos de transporte considerados, tendo em vista que participa diretamente de 794 ligações rodoviárias e de 125 aéreas. Já a cidade de Brasília é a segunda maior em ligações rodoviárias com 446 conecções e, em relação às ligações aéreas, ocupa patamar semelhante ao das cidades do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte. Em valores gerais, apesar de as conecções rodoviárias corresponderem a 3,58 vezes as aéreas, o resultado em termos de evolução da demanda aponta para a vantagem do sistema centro-radial (hub-and-spoke) adotado na prestação dos serviços de, no sentido de, consoante Morrison e Winston (1985), Rus e Campos (2001), Guimarães e Salgado (2003) e Oliveira (2005), possibilitar o aumento da oferta dos serviços a partir de um menor número de conecções e atender um maior número de passageiros. 5. ANÁLISE COMPARATIVA DOS MERCADOS COMUNS AO TRANSPORTE AÉREO E RODOVIÁRIO INTERESTADUAL DE PASSAGEIROS POR ÔNIBUS NO BRASIL 5.1. Fluxos regionais e inter-regionais de passageiros de e A análise dos registros do BD elaborado relativos aos 826 mercados comuns ao e ao forneceu, em termos de fluxos regionais e inter-regionais, adotando o conceito expresso na Equação 1, o resultado da Tabela 6. A Tabela 6 indica que os serviços de e de atenderam no período , respectivamente, um total de 136,03 e de 98,46 milhões de passageiros, perfazendo o volume total de 234,49 milhões de pessoas transportadas. Percebe-se que a demanda do, nos Var. Rel. 688

9 mercados comuns a ambos os modos de transporte analisados, superou em 38% a demanda pelos serviços de. Tabela 6: Fluxo de passageiros nos 826 mercados comuns ao e entre regiões geográficas ( ) N.º Fluxo a a04 Total 99a04 Part. Rel. Part. Tx. Tx. N.º de Pares O_D 1 SE 4,74 6,05 23,05 5,71 5,22 32,00 55,06 23,48 23,48 27,59-8, NE-SE 5,51 5,79 35,32 1,50 1,13 7,65 42,97 18,32 41,80 5,13-24, SE-S 4,15 5,00 25,01 2,56 2,65 15,38 40,39 17,22 59,03 20,31 3, CO-SE 3,05 3,69 19,66 2,02 1,75 11,26 30,92 13,19 72,21 20,95-13, NE 1,67 1,83 9,30 2,26 2,24 13,83 23,12 9,86 82,08 9,60-0, CO-NE 1,28 1,82 9,97 0,26 0,25 1,54 11,51 4,91 86,99 42,17-7, S 0,74 0,39 2,98 1,31 1,44 8,12 11,11 4,74 91,72-47,24 9, CO 0,52 0,56 2,36 0,89 0,64 4,61 6,97 2,97 94,70 7,90-28, CO-S 0,49 0,83 4,59 0,24 0,28 1,62 6,21 2,65 97,34 70,57 18, NE-S 0,18 0,22 1,88 0,05 0,05 0,28 2,15 0,92 98,26 22,58 0, CO-N 0,17 0,16 0,49 0,08 0,17 1,10 1,59 0,68 98,94-10,16 97, N-SE 0,13 0,05 0,82 0,05 0,05 0,34 1,15 0,49 99,43-62,06-8, NE-N 0,06 0,08 0,54 0,07 0,08 0,51 1,05 0,45 99,88 36,05 19, N-S 0,02 0,003 0,05 0,02 0,03 0,17 0,22 0,09 99,97-80,69 100, N 0,0001 0,000 0,001 0,003 0,01 0,06 0,06 0,03 100,00-99,26 331,51 2 Total geral 22,73 26,49 136,03 17,04 15,98 98,46 234,49 100,00 16,55-6, Fonte: DAC (2006) e ANTT (2006). SE=Sudeste; S=Sul; NE=Nordeste; N=Norte; e CO=Centro-oeste. =passageiros. =número de passageiros transportados acumulado. Part.Rel.=participação relativa de Total de 1999 a Part.=participação acumulada. Tx.=taxa de evolução acumulada da demanda (1999 = 100). N.º de Pares O_D=quantidade de pares de cidades de origem e destino. Em termos de volume total de passageiros transportados e de pares de cidades de origem e destino, infere-se da Tabela 6 que 87% da demanda e 70% dos mercados estão concentrados em apenas seis fluxos: SE; NE-SE; SE-S; CO-SE; NE; e CO-NE. O fluxo de passageiros dentro da região Sudeste (SE) é do maior relevância para o, equivalente a 33% da demanda total desse modo de transporte e a 58% da movimentação total de usuários no âmbito dessa região. O fluxo NE-SE, por seu turno, é o mais importante para o, correspondente a 26% de sua demanda total e a 82% da movimentação de passageiros entre o Nordeste e o Sudeste. Relativamente aos quinze fluxos analisados, constata-se da Tabela 6 que a taxa de evolução acumulada da demanda foi positiva para o em 10 fluxos e para o em 8. Em termos gerais para o período , a demanda do registrou crescimento de 16,6%, enquanto que a do apresentou redução de 6,2%. Em termos absolutos, dada a intensidade do fluxo de passageiros, têm relevância os fluxos SE e CO-SE pelos aumentos registrados para o e pelas reduções verificadas para o, o que indica a clara opção do usuário pelo em detrimento do, em função, por exemplo, do motivo, do tempo e da distância associados à viagem Fluxos de passageiros nos 10 maiores mercados comuns ao e ao A análise das 10 maiores ligações entre municípios de origem e de destino em movimentação total de passageiros, para o período , com base na Equação 1, apresentou, por sua vez, o resultado registrado na Tabela

10 Tabela 7: 10 maiores mercados comuns ao e ao em relação à demanda efetiva total ( ) N.º Mun_O UF_O Região Mun_O Mun_D UF_D Região Mun_D Total Part Rel Part Acum 1 São Paulo SP SE Rio de Janeiro RJ SE 6,92 9,56 16,48 7,03 7,03 2 São Paulo SP SE Curitiba PR S 4,19 4,76 8,95 3,82 10,84 3 São Paulo SP SE Belo Horizonte MG SE 3,33 4,82 8,16 3,48 14,32 4 São Paulo SP SE Brasília DF CO 0,63 5,95 6,58 2,81 17,13 5 Rio de Janeiro RJ SE Belo Horizonte MG SE 2,69 2,44 5,13 2,19 19,32 6 São Paulo SP SE Porto Alegre RS S 0,47 4,45 4,92 2,10 21,42 7 Goiânia GO CO Brasília DF CO 2,80 0,97 3,77 1,61 23,03 8 São Paulo SP SE Salvador BA NE 0,35 3,38 3,73 1,59 24,62 9 São Paulo SP SE Recife PE NE 0,43 3,22 3,65 1,56 26,17 10 Rio de Janeiro RJ SE Brasília DF CO 0,72 2,92 3,64 1,55 27,72 Total para os dez mercados 22,54 42,47 65,01 Fonte: DAC (2006) e ANTT (2006). SE=Sudeste; S=Sul; NE=Nordeste; e CO=Centro-oeste. =passageiros. Part. Rel.=participação relativa a 234,5 milhões de usuários. Part. =participação acumulada. Da Tabela 7 se constata que a demanda do nos 10 maiores mercados comuns é praticamente o dobro da demanda do. Essa relação se mantém para os 10 mercados seguintes, e assim sucessivamente, até atingir os 100 maiores mercados, de acordo com as informações consultadas. Isso indica um forte desempenho do em termos de passageiros transportados em relação ao. Pode-se verificar, também, que em nove das dez ligações há pelo menos uma das cidades de origem ou de destino situada na região Sudeste. Ademais, sete dessas ligações conectam a cidade de São Paulo, metrópole nacional e pólo das principais decisões de negócios com nível de atratividade muito forte, à outra metrópole nacional com atratividade também muito forte (Rio de Janeiro) e às metrópoles regionais capitais das Unidades da Federação com nível de atratividade forte (Brasília) ou muito forte (demais capitais representadas) (Ipea, 2001). A Tabela 7 indica, ainda, que a demanda das dez ligações representadas corresponde a 27,72% da demanda total de 234,5 milhões de usuários atendidos nos 826 mercados comuns ao e ao, enquanto que a demanda referente às nove ligações, que abrangem pelo menos uma das cidades situada na região Sudeste, equivale a 26,11% desse total. Quanto ao tamanho populacional e funcional dos nove municípios de origem ou de destino que aparecem na Tabela 7, verificou-se que, para 2004, a população total desses municípios atingiu 16,5% da população total do Brasil, enquanto que o PIB total dessas cidades alcançou 28,0% do PIB nacional Relação da distância com a demanda dos serviços de transporte aéreo e rodoviário A distância é um dos principais fatores que influencia os fluxos de transportes (Pons e Bey, 1991; White, 2002). Em vista disso, analisou-se a relação da distância entre os pares de cidades de origem e destino com a demanda total do período para os mercados comuns ao e ao. O resultado consta da Figura 1. Da Figura 1 se constata que a impedância associada à distância é válida, pois a demanda sofre redução à medida que aumenta a distância entre os pontos de origem e de destino. Percebe-se, ainda, que a demanda do equivale ao dobro da demanda do para os pares de cidades de origem e destino com distância de 79 a 442 km. Em outras palavras, pode-se dizer que para essa classe de distância os usuários optaram pelo em detrimento do. Para o próximo 690

11 conjunto de 227 mercados formados por pares de cidades com distância entre 443 a 884 km, nota-se ainda uma pequena supremacia da demanda do em relação à do, correspondente a pouco mais de 0,7 milhões de usuários. Em relação à terceira classe, composta por 174 mercados com pares de cidades distantes entre si de a km, a demanda do equivale a 2,5 vezes a do. A partir da quarta classe, observa-se uma forte redução da demanda com o aumento da distância, mas com a demanda do sempre superando a do. Passageiros transportados em milhões 45,00 42,50 40,00 37,50 35,00 32,50 30,00 27,50 25,00 22,50 20,00 17,50 15,00 12,50 10,00 7,50 5,00 2,50 0, (85) (227) (174) (113) (88) (59) (42) (20) (7) (5) (4) (1) (0) (0) (1) Classes de distância em km entre pares de cidades O_D (Número de pares de cidades O_D abrangidos por classe discriminada) Figura 1: Relação da demanda pelos serviços de e com a distância rodoviária em quilômetros entre as cidades que formam os 826 pares de origem e destino ( ) 6. CONSIDERAÇÕES FINAIS A análise dos fluxos de transportes, com base no total de passageiros transportados entre pares de cidades (ou regiões) de origem e destino, possibilita avaliar a evolução da demanda, bem como identificar os padrões de fluxos entre cidades ou regiões, contribuindo para o planejamento dos transportes. No caso do presente estudo, é importante destacar que a análise realizada possui caráter preliminar, pois não envolveu outras variáveis que caracterizam o transporte aéreo de passageiros e o transporte rodoviário interestadual de passageiros por ônibus no Brasil. Os resultados obtidos, todavia, para o período , permitiram identificar os principais fluxos de transportes de passageiros por e entre as regiões geográficas brasileiras e no âmbito dessas regiões. Também foi possível identificar os fluxos de maior relevância entre as cidades que formam os pares de origem e destino abrangidos nesta pesquisa, incluindo, ainda, a quantidade de conecções rodoviárias e aéreas de determinadas cidades, despontando como principal ponto de conecção a cidade de São Paulo, tanto para o quanto para o. A análise restrita aos 826 mercados comuns ao e ao indicou alta concentração de demanda e de mercados nos fluxos SE, NE-SE, SE-S, CO-SE, NE e CO-NE. O fluxo SE foi o de maior relevância para o, enquanto que o fluxo NE-SE foi o mais importante para o. Sobre esta análise, cumpre destacar, também, a relação da distância com a evolução da demanda, 691

12 restando claro que a demanda diminui à medida que a distância entre os pontos de origem e de destino aumenta. Porém, é necessário incorporar a sazonalidade da demanda à análise dos fluxos de transporte, haja vista a possibilidade de que para determinados períodos do ano sejam identificadas outras características não observadas neste trabalho. Por fim, outra conclusão que se estabelece, em termos gerais, em função da pesquisa efetuada, é a de que o desempenho do, em termos de demanda para o período , foi superior ao do. Esse fato pode estar associado, entre outros aspectos, ao processo de desregulamentação e flexibilização dos serviços de transporte aéreo, especificamente em virtude da eliminação de barreiras à entrada no mercado, do aumento da competição entre as empresas, da redução de preços dos serviços e da implantação do sistema centro-radial (hub-and-spoke). REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Andrade, M. (1989) Geografia Econômica. 10ª ed. São Paulo: Atlas. ANTT. AGÊNCIA NACIONAL DE TRANSPORTES TERRESTRES. (2006) Anuários Estatísticos do Transporte Rodoviário Interestadual e Internacional Coletivo de Passageiros 2000 a 2005 Ano Base 1999 a Disponível em: Acesso em 20 out Bhadra, D.; Kee, J. (2008) Structure and Dynamics of the Core US Air Travel Markets: A basic empirical analysis of domestic passenger demand. Journal of Air Transport Management, 14. DAC. Departamento de Aviação Civil. (2006) Anuários Estatísticos de 1999 a Disponível em: Acesso em 20 jul Geipot. Empresa Brasileira de Planejamento de Transportes. (1989). Setor de Transportes: Visão Global e Perspectivas: Programa de Desenvolvimento do Setor de Transportes PRODEST Brasília. Guimarães, E.A. e Salgado, L.H. (2003) A Regulação do Mercado de Aviação Civil no Brasil. Notas Técnicas 2. Rio de Janeiro: IPEA. IAC. Instituto de Aviação Civil. (2002) Fluxo de Passageiros nas Ligações Aéreas Nacionais IPEA. Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. (2001) Caracterização e Tendências da Rede Urbana do Brasil: redes urbanas regionais: Sudesde/Sul/Norte/Nordeste/Centro-Oeste/IPEA, IBGE, UNICAMP/IE/NESUR, SEADE. Volumes 1 a 6, Brasília. Jin, F.; Wang, F.; Liu, Y. (2004) Geographic Patterns of Air Passenger Transport in China : Imprints of Economic Growth, Regional Inequality, and Network Development. The Professional Geographer, 56, n.º 4, pp Kanafani, A. (1983) Transportation Demand Analysis. United States of America: McGraw-Hill. Lowe, J.C.; Moryadas, S. (1975) The Geography of Movement. Boston: Houghton Mifflin Company. Martins, F.G.D. (2007). Mercados de Transporte Rodoviário Interestadual de Passageiros: Uma Análise sob Enfoque Dinâmico de Elementos Determinantes das Condições de Concorrência. Dissertação, Publicação T.DM-001A/2007, Departamento de Engenharia Civil e Ambiental, Universidade de Brasília, 143p. Morrison, S. A.; Winston, C. (1985) Intercity Transportation Route Structures Under Deregulation: Some Assessments Motivated by the Airline Experience. The American Economic Review, Vol. 75, No. 2. MT e MD. Ministério dos Transportes e Ministério da Defesa. (2007) Plano Nacional de Logística e Transportes: Relatório Executivo. Acesso em 7/6/2008. OECD. (2001) Ecmt Round Tables Regular Interurban Coach Services in Europe: No. 114 (Paperback). Paris. Oliveira, A.V.M. (2005) The Impacts of Liberalization on Competition on an Air Shuttle Market. Documento de Trabalho n.º 006. São José dos Campos, SP. Disponível em Acesso em 5/6/2008. Pons, J.M.S.; Bey, J.M.P. (1991) Geografía de Redes Y sistemas de Transportes. Madri: Sintesis. Rus, G.; Campos, J. (2001) El Sistema de Transporte Europeo: Un Análisis Económico. Editorial Síntesis: Espanha. Taaffe, E.J.; Gauthier, H.L. (1973) Geography of Transportation. Englewood Cliffs: Prentice-Hall. Wang, J.E.; Jin, F. (2007) China s Air Passenger Transport: An Analysis of Recent Trends. Eurasian Geography and Economics, 48, n.º 4, pp White, P. (2002) Public Transport: its planning, management and operation. 4ª ed. London e New York: Spon Press. dos autores: (1) (2) e (3) 692

Panorama do emprego no turismo

Panorama do emprego no turismo Panorama do emprego no turismo Por prof. Wilson Abrahão Rabahy 1 Emprego por Atividade e Região Dentre as atividades do Turismo, as que mais se destacam como geradoras de empregos são Alimentação, que

Leia mais

População e PIB das cidades médias crescem mais que no resto do Brasil

População e PIB das cidades médias crescem mais que no resto do Brasil RELEASE 17 de JULHO de 2008. População e PIB das cidades médias crescem mais que no resto do Brasil Aumentos de riquezas e de habitantes nas cidades com 100 mil a 500 mil, neste século, superam a média

Leia mais

Estado da motorização individual no Brasil Relatório 2015. Coordenação: Juciano Martins Rodrigues. Observatório das Metrópoles

Estado da motorização individual no Brasil Relatório 2015. Coordenação: Juciano Martins Rodrigues. Observatório das Metrópoles Estado da motorização individual no Brasil Relatório 2015 Estado da motorização individual no Brasil Relatório 2015 Coordenação: Juciano Martins Rodrigues Observatório das Metrópoles Luiz Cesar de Queiroz

Leia mais

ANÁLISE DA MORTE VIOLENTA SEGUNDO RAÇA /COR

ANÁLISE DA MORTE VIOLENTA SEGUNDO RAÇA /COR 8 ANÁLISE DA MORTE VIOLENTA SEGUNDO RAÇA /COR Secretaria de Vigilância em Saúde/MS 435 ANÁLISE DA MORTE VIOLENTA SEGUNDO RAÇA/COR MORTALIDADE POR CAUSAS EXTERNAS Evolução da mortalidade por causas externas

Leia mais

Ministério da Educação Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira RESUMO TÉCNICO CENSO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR 2008

Ministério da Educação Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira RESUMO TÉCNICO CENSO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR 2008 Ministério da Educação Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira RESUMO TÉCNICO CENSO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR 2008 Brasília DF 2009 SUMÁRIO LISTA DE TABELAS... 3 APRESENTAÇÃO...

Leia mais

Tendências Recentes da Migração nas Regiões Administrativas do Estado de São Paulo

Tendências Recentes da Migração nas Regiões Administrativas do Estado de São Paulo Resenha de Estatísticas Vitais do Estado de São Paulo Ano 11 nº 7 Novembro 2011 Tendências Recentes da Migração nas Regiões Administrativas do Estado de São Paulo Esta edição do SP Demográfico, que complementa

Leia mais

SONDAGEM DO CONSUMIDOR INTENÇÃO DE VIAGEM

SONDAGEM DO CONSUMIDOR INTENÇÃO DE VIAGEM SONDAGEM DO CONSUMIDOR INTENÇÃO DE VIAGEM MINISTÉRIO DO TURISMO FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS SUMÁRIO EXECUTIVO PESQUISA REALIZADA /2013, EM GRANDES CIDADES BRASILEIRAS, REFERENTE À PERSPECTIVA DE INTENÇÃO DE

Leia mais

A ONU ESTIMA QUE, ATÉ 2050, DOIS TERÇOS DA POPULAÇÃO MUNDIAL ESTARÃO MORANDO EM ÁREAS URBANAS.

A ONU ESTIMA QUE, ATÉ 2050, DOIS TERÇOS DA POPULAÇÃO MUNDIAL ESTARÃO MORANDO EM ÁREAS URBANAS. A ONU ESTIMA QUE, ATÉ 2050, DOIS TERÇOS DA POPULAÇÃO MUNDIAL ESTARÃO MORANDO EM ÁREAS URBANAS. EM 1950, O NÚMERO CORRESPONDIA A APENAS UM TERÇO DA POPULAÇÃO TOTAL. CERCA DE 90% DO AVANÇO DA POPULAÇÃO URBANA

Leia mais

PERFIL DOS TRABALHADORES NA CONSTRUÇÃO CIVIL NO ESTADO DA BAHIA

PERFIL DOS TRABALHADORES NA CONSTRUÇÃO CIVIL NO ESTADO DA BAHIA PERFIL DOS TRABALHADORES NA CONSTRUÇÃO CIVIL NO ESTADO DA BAHIA SETEMBRO /2012 ÍNDICE INTRODUÇÃO 3 1. Dimensão e características da ocupação no setor da construção civil no Brasil e na Bahia (2000 e 2010)...

Leia mais

Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil

Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil Fevereiro/2014 A taxa de câmbio é um dos principais preços relativos da economia, com influência direta no desempenho macroeconômico do país e na composição de

Leia mais

Resultados da Movimentação de Viagens Organizadas na Temporada de Inverno 2014

Resultados da Movimentação de Viagens Organizadas na Temporada de Inverno 2014 Resultados da Movimentação de Viagens Organizadas na Temporada de Inverno 2014 EQUIPE TÉCNICA DO IPETURIS Coordenação: Mariana Nery Pesquisadores: César Melo Tamiris Martins Viviane Silva Suporte: Gerson

Leia mais

Como a Copa do Mundo 2014 vai movimentar o Turismo Brasileiro

Como a Copa do Mundo 2014 vai movimentar o Turismo Brasileiro Como a Copa do Mundo 214 vai movimentar o Turismo Brasileiro 9 dias O estudo As empresas Principais conclusões a 9 dias da Copa 1 principais emissores 1 Desempenho das cidades-sede Chegadas internacionais

Leia mais

NOTA SOBRE O COMÉRCIO EXTERIOR NA AMÉRICA DO SUL

NOTA SOBRE O COMÉRCIO EXTERIOR NA AMÉRICA DO SUL fevereiro 2010 NOTA SOBRE O COMÉRCIO EXTERIOR NA AMÉRICA DO SUL Paulo Roberto Delgado * Gracia Maria Viecelli Besen* Na presente década, verificou-se forte expansão do comércio externo nos países da América

Leia mais

ESTUDO TÉCNICO N.º 30/2013

ESTUDO TÉCNICO N.º 30/2013 ESTUDO TÉCNICO N.º 30/2013 Evolução das transferências constitucionais e do Programa Bolsa Família entre os anos 2005 e 2012: uma análise comparativa MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE À FOME

Leia mais

RENDA, POBREZA E DESIGUALDADE NOTA CONJUNTURAL JANEIRO DE 2014 Nº28

RENDA, POBREZA E DESIGUALDADE NOTA CONJUNTURAL JANEIRO DE 2014 Nº28 RENDA, POBREZA E DESIGUALDADE NOTA CONJUNTURAL JANEIRO DE 2014 Nº28 no Estado do Rio de Janeiro NOTA CONJUNTURAL JANEIRO DE 2014 Nº28 PANORAMA GERAL Na última década, o Brasil passou por profundas mudanças

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PANANÁ EDISON FERREIRA BRUM

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PANANÁ EDISON FERREIRA BRUM UNIVERSIDADE FEDERAL DO PANANÁ EDISON FERREIRA BRUM ANÁLISE DE MERCADO IMOBILIÁRIO DE CURITIBA NO PERÍODO TRANSCORRIDO ENTRE 2005 E 2012 CURITIBA 2012 UNIVERSIDADE FEDERAL DO PANANÁ EDISON FERREIRA BRUM

Leia mais

Cidades e Aeroportos no Século XXI 11

Cidades e Aeroportos no Século XXI 11 Introdução Nos trabalhos sobre aeroportos e transporte aéreo predominam análises específicas que tratam, por exemplo, do interior do sítio aeroportuário, da arquitetura de aeroportos, da segurança aeroportuária,

Leia mais

O consumo dos brasileiros atingirá R$ 3,7 trilhões, em 2015

O consumo dos brasileiros atingirá R$ 3,7 trilhões, em 2015 O consumo dos brasileiros atingirá R$ 3,7 trilhões, em 2015 A potencialidade de consumo dos brasileiros deve chegar a R$ 3,730 trilhões neste ano, ao mesmo tempo em que revela significativo aumento dos

Leia mais

Acesso à Internet e à televisão e posse de telefone móvel celular para uso pessoal

Acesso à Internet e à televisão e posse de telefone móvel celular para uso pessoal Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão Ministério das Comunicações Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios PNAD Suplementar 2013 Acesso à Internet e à televisão e posse de telefone móvel celular

Leia mais

Regiões Metropolitanas do Brasil

Regiões Metropolitanas do Brasil Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia IPPUR/UFRJ CNPQ FAPERJ Regiões Metropolitanas do Brasil Equipe responsável Sol Garson Luiz Cesar de Queiroz Ribeiro Juciano Martins Rodrigues Regiões Metropolitanas

Leia mais

Perfil Municipal de Fortaleza. Tema X: A Dinâmica das Classes Sociais na Última Década. Edição Especial. Nº 45 Novembro 2012

Perfil Municipal de Fortaleza. Tema X: A Dinâmica das Classes Sociais na Última Década. Edição Especial. Nº 45 Novembro 2012 Nº 45 Novembro 2012 Edição Especial Perfil Municipal de Fortaleza Tema X: A Dinâmica das Classes Sociais na Última Década 4 1 GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ Cid Ferreira Gomes Governador Domingos Gomes de

Leia mais

MUDANÇAS NA RELAÇÃO ENTRE A PME E A PED COM A NOVA METODOLOGIA DA PME

MUDANÇAS NA RELAÇÃO ENTRE A PME E A PED COM A NOVA METODOLOGIA DA PME MUDANÇAS NA RELAÇÃO ENTRE A PME E A PED COM A NOVA METODOLOGIA DA PME Maurício Cortez Reis Professor do Dept de Economia da PUC - Rio 1 INTRODUÇÃO A Pesquisa Mensal de Emprego (PME), realizada pelo IBGE

Leia mais

As Metrópoles no Censo 2010: novas tendências? 1

As Metrópoles no Censo 2010: novas tendências? 1 P á g i n a 1 As Metrópoles no Censo 2010: novas tendências? 1 Os primeiros resultados do Censo 2010 já permitem algumas reflexões sobre mudanças e permanências da posição das metrópoles na rede urbana

Leia mais

Sumário PNAD/SIMPOC 2001 Pontos importantes

Sumário PNAD/SIMPOC 2001 Pontos importantes Sumário PNAD/SIMPOC 2001 Pontos importantes Sistema de pesquisas domiciliares existe no Brasil desde 1967, com a criação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios PNAD; Trata-se de um sistema de pesquisas

Leia mais

DESCONCENTRAÇÃO INDUSTRIAL E EMPREGO NAS REGIÕES METROPOLITANAS DE BELO HORIZONTE, GOIÂNIA E RIO DE JANEIRO.

DESCONCENTRAÇÃO INDUSTRIAL E EMPREGO NAS REGIÕES METROPOLITANAS DE BELO HORIZONTE, GOIÂNIA E RIO DE JANEIRO. DESCONCENTRAÇÃO INDUSTRIAL E EMPREGO NAS REGIÕES METROPOLITANAS DE BELO HORIZONTE, GOIÂNIA E RIO DE JANEIRO. Vivian Fernanda Mendes Merola vfmerola1@gmail.com Universidade de São Paulo Faculdade de Filosofia

Leia mais

ANÁLISE DO PADRÃO DE POLO GERADOR DE VIAGENS EM UMA INSTITUIÇÃO PÚBLICA DE ENSINO SUPERIOR NO INTERIOR DO NORDESTE

ANÁLISE DO PADRÃO DE POLO GERADOR DE VIAGENS EM UMA INSTITUIÇÃO PÚBLICA DE ENSINO SUPERIOR NO INTERIOR DO NORDESTE ANÁLISE DO PADRÃO DE POLO GERADOR DE VIAGENS EM UMA INSTITUIÇÃO PÚBLICA DE ENSINO SUPERIOR NO INTERIOR DO NORDESTE Ary Ferreira da Silva Sabrina Câmara de Morais ANÁLISE DO PADRÃO DE VIAGENS EM UMA INSTITUIÇÃO

Leia mais

Conjuntura Anual do Sorgo em 2008 e um possível cenário para 2009.

Conjuntura Anual do Sorgo em 2008 e um possível cenário para 2009. Conjuntura Anual do Sorgo em 2008 e um possível cenário para 2009. Para os produtores de sorgo o ano de 2008 pode ser considerado como bom. As condições climatológicas foram favoráveis durante todo o ciclo

Leia mais

O papel dos governos nacionais na promoção da integração na América do Sul Bruno Dalcolmo Superintendente de Relações Internacionais

O papel dos governos nacionais na promoção da integração na América do Sul Bruno Dalcolmo Superintendente de Relações Internacionais O papel dos governos nacionais na promoção da integração na América do Sul Bruno Dalcolmo Superintendente de Relações Internacionais Oficina sobre Integração Aérea 10 a 11 de setembro de 2014 Rio de Janeiro

Leia mais

Fundação de Economia e Estatística Centro de Informações Estatísticas Núcleo de Contabilidade Social

Fundação de Economia e Estatística Centro de Informações Estatísticas Núcleo de Contabilidade Social Fundação de Economia e Estatística Centro de Informações Estatísticas Núcleo de Contabilidade Social COMENTÁRIOS ACERCA DOS NÚMEROS FINAIS DO PIB DO RS E DAS DEMAIS UNIDADES DA FEDERAÇÃO EM 2010 Equipe

Leia mais

OS LIMITES DO DESENVOLVIMENTO LOCAL: ESTUDOS SOBRE PEQUENOS MUNICÍPIOS DO INTERIOR DE SÃO PAULO

OS LIMITES DO DESENVOLVIMENTO LOCAL: ESTUDOS SOBRE PEQUENOS MUNICÍPIOS DO INTERIOR DE SÃO PAULO OS LIMITES DO DESENVOLVIMENTO LOCAL: ESTUDOS SOBRE PEQUENOS MUNICÍPIOS DO INTERIOR DE SÃO PAULO Tayla Nayara Barbosa 1 RESUMO: O presente estudo científico teve como objetivo estudar mais detalhadamente

Leia mais

A URBANIZAÇÃO RECENTE NO BRASIL E AS AGLOMERAÇÕES METROPOLITANAS

A URBANIZAÇÃO RECENTE NO BRASIL E AS AGLOMERAÇÕES METROPOLITANAS 1 A URBANIZAÇÃO RECENTE NO BRASIL E AS AGLOMERAÇÕES METROPOLITANAS Fausto Brito Cláudia Júlia Guimarães Horta Ernesto Friedrich de Lima Amaral O grande ciclo de expansão da urbanização no Brasil é relativamente

Leia mais

PALAVRAS-CHAVE Indicadores sócio-econômicos. Campos Gerais. Paraná.

PALAVRAS-CHAVE Indicadores sócio-econômicos. Campos Gerais. Paraná. 12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( x ) TRABALHO

Leia mais

Distribuição Geográfica dos Pontos de Coleta de Dados

Distribuição Geográfica dos Pontos de Coleta de Dados Distribuição Geográfica dos Pontos de Coleta de Dados Nº de Entrevistados da Pesquisa: 39.000 pessoas Nº de locais das entrevistas: 27 15 em aeroportos internacionais, que representam 99% do fluxo internacional

Leia mais

Deslocações turísticas de residentes aumentaram

Deslocações turísticas de residentes aumentaram PROCURA TURÍSTICA DOS RESIDENTES 2º Trimestre 2013 31 de outubro de 2013 Deslocações turísticas de residentes aumentaram Entre abril e junho de 2013, os residentes em Portugal efetuaram 3,9 milhões de

Leia mais

Metrópoles em Números. Crescimento da frota de automóveis e motocicletas nas metrópoles brasileiras 2001/2011. Observatório das Metrópoles

Metrópoles em Números. Crescimento da frota de automóveis e motocicletas nas metrópoles brasileiras 2001/2011. Observatório das Metrópoles Crescimento da frota de automóveis e motocicletas nas metrópoles brasileiras 21/211 Observatório das Metrópoles Elaboração: Juciano Martins Rodrigues Doutor em Urbanismo (PROURB/UFRJ), Pesquisador do INCT

Leia mais

DESENVOLVIMENTO SÓCIO-ECONÔMICO E CAPITAL SOCIAL NO BRASIL: EM BUSCA DE CORRELAÇÕES

DESENVOLVIMENTO SÓCIO-ECONÔMICO E CAPITAL SOCIAL NO BRASIL: EM BUSCA DE CORRELAÇÕES DESENVOLVIMENTO SÓCIO-ECONÔMICO E CAPITAL SOCIAL NO BRASIL: EM BUSCA DE CORRELAÇÕES Sylvio Bandeira de Mello e Silva Programa de Pós-graduação em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Social/UCSAL

Leia mais

A inserção das mulheres nos mercados de trabalho metropolitanos e a desigualdade nos rendimentos

A inserção das mulheres nos mercados de trabalho metropolitanos e a desigualdade nos rendimentos A INSERÇÃO DA MULHER NO MERCADO DE TRABALHO MARÇO 2013 A inserção das mulheres nos mercados de trabalho metropolitanos e a desigualdade nos rendimentos De maneira geral, as mulheres enfrentam grandes dificuldades

Leia mais

PROJETO DE LEI N.º 7.581, DE 2014 (Do Sr. Marco Tebaldi)

PROJETO DE LEI N.º 7.581, DE 2014 (Do Sr. Marco Tebaldi) *C0049355A* C0049355A CÂMARA DOS DEPUTADOS PROJETO DE LEI N.º 7.581, DE 2014 (Do Sr. Marco Tebaldi) Dispõe sobre o exercício das atividades de transporte rodoviário interestadual de passageiros, e dá outras

Leia mais

As condições de acessibilidade e mobilidade nas cidades receptoras. Diretoria de Engenharia - DE

As condições de acessibilidade e mobilidade nas cidades receptoras. Diretoria de Engenharia - DE As condições de acessibilidade e mobilidade nas cidades receptoras Diretoria de Engenharia - DE Cidades candidatas e seus aeroportos Aeroportos da INFRAERO primeira e última imagem que o turista estrangeiro

Leia mais

MODELOS ESPACIAIS DE ACIDENTES DE TRÂNSITO COM ÓBITOS

MODELOS ESPACIAIS DE ACIDENTES DE TRÂNSITO COM ÓBITOS MODELOS ESPACIAIS DE ACIDENTES DE TRÂNSITO COM ÓBITOS Murilo Castanho dos Santos Cira Souza Pitombo MODELOS ESPACIAIS DE ACIDENTES DE TRÂNSITO COM ÓBITOS Murilo Castanho dos Santos Cira Souza Pitombo Universidade

Leia mais

Palavras chave: Transporte Rodoviário; Passageiros; Qualidade; Cliente.

Palavras chave: Transporte Rodoviário; Passageiros; Qualidade; Cliente. A importância da avaliação do transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros através dos critérios de qualidade priorizados pelos clientes Lílian da Silva Santos (UFOP) lilisisa@gmail.com

Leia mais

MIGRAÇÃO NO RIO GRANDE DO SUL: UMA ANÁLISE DAS MICRORREGIÕES A PARTIR DE INDICADORES DE DESENVOLVIMENTO HUMANO 1

MIGRAÇÃO NO RIO GRANDE DO SUL: UMA ANÁLISE DAS MICRORREGIÕES A PARTIR DE INDICADORES DE DESENVOLVIMENTO HUMANO 1 MIGRAÇÃO NO RIO GRANDE DO SUL: UMA ANÁLISE DAS MICRORREGIÕES A PARTIR DE INDICADORES DE DESENVOLVIMENTO HUMANO 1 Vieira, Carine de Almeida 2 ; MARIN, Solange Regina 2 1 Trabalho de Iniciação Científica

Leia mais

A navegação de cabotagem no Brasil

A navegação de cabotagem no Brasil A navegação de cabotagem no Brasil Um imenso potencial com grandes desafios e barreiras João Guilherme Araujo Diretor de Desenvolvimento de Negócios ILOS - Instituto de Logística e Supply Chain Ultimamente

Leia mais

Taxa de analfabetismo

Taxa de analfabetismo B Taxa de analfabetismo B.1................................ 92 Níveis de escolaridade B.2................................ 94 Produto Interno Bruto (PIB) per capita B.3....................... 96 Razão de

Leia mais

MIGRAMED Migração médica no Brasil: tendências e motivações. Autores: Paulo Henrique D Ângelo Seixas Aniara Nascimento Corrêa José Cássio de Moraes

MIGRAMED Migração médica no Brasil: tendências e motivações. Autores: Paulo Henrique D Ângelo Seixas Aniara Nascimento Corrêa José Cássio de Moraes MIGRAMED Migração médica no Brasil: tendências e motivações Autores: Paulo Henrique D Ângelo Seixas Aniara Nascimento Corrêa José Cássio de Moraes CONTEXTO Observatório de RH em Saúde de SP Eixo: Formação

Leia mais

Doutoranda: Nadir Blatt

Doutoranda: Nadir Blatt Territórios de Identidade no Estado da Bahia: uma análise crítica da regionalização implantada pela estrutura governamental para definição de políticas públicas, a partir da perspectiva do desenvolvimento

Leia mais

Estudo da Demanda Turística Internacional

Estudo da Demanda Turística Internacional Estudo da Demanda Turística Internacional Brasil 2012 Resultados do Turismo Receptivo Pontos de Coleta de Dados Locais de entrevistas - 25 Entrevistados - 31.039 15 aeroportos internacionais, que representam

Leia mais

IMPACTOS DAS DISTORÇÕES DO ICMS NOS ESTADOS E DISTRITO FEDERAL

IMPACTOS DAS DISTORÇÕES DO ICMS NOS ESTADOS E DISTRITO FEDERAL IMPACTOS DAS DISTORÇÕES DO ICMS NOS ESTADOS E DISTRITO FEDERAL Brasília, Novembro/ 2013 Unidade de Políticas Públicas NOTA TÉCNICA IMPACTOS DAS DISTORÇOES DO ICMS NOS ESTADOS E DISTRITO FEDERAL Este estudo

Leia mais

CRESCIMENTO DAS CIDADES MÉDIAS

CRESCIMENTO DAS CIDADES MÉDIAS CRESCIMENTO DAS CIDADES MÉDIAS Diana Motta* Daniel da Mata** 1 ANTECEDENTES As cidades médias desempenham o papel de núcleo estratégico da rede urbana do Brasil, constituindo elos dos espaços urbano e

Leia mais

DIAGNÓSTICO ESPACIAL DA OFERTA DE SERVIÇOS REGULARES DE TRANSPORTE RODOVIÁRIO INTERESTADUAL DE PASSAGEIROS

DIAGNÓSTICO ESPACIAL DA OFERTA DE SERVIÇOS REGULARES DE TRANSPORTE RODOVIÁRIO INTERESTADUAL DE PASSAGEIROS DIAGNÓSTICO ESPACIAL DA OFERTA DE SERVIÇOS REGULARES DE TRANSPORTE RODOVIÁRIO INTERESTADUAL DE PASSAGEIROS Francisco Giusepe Donato Martins Francisco Gildemir Ferreira da Silva Yaeko Yamashita PhD. Universidade

Leia mais

TEXTO 1 1. CONJUNTURA BRASILEIRA. 1.1. As Transformações Recentes

TEXTO 1 1. CONJUNTURA BRASILEIRA. 1.1. As Transformações Recentes TEXTO 1 1. CONJUNTURA BRASILEIRA 1.1. As Transformações Recentes O Brasil, do ponto de vista econômico e social, vem sofrendo uma constante mutação em seus principais indicadores básicos como: população;

Leia mais

Diretoria de Geociências Coordenação de Geografia. Regiões de Influência das Cidades

Diretoria de Geociências Coordenação de Geografia. Regiões de Influência das Cidades Diretoria de Geociências Coordenação de Geografia Regiões de Influência das Cidades 2007 Objetivos Gerais Hierarquizar os centros urbanos Delimitar as regiões de influência associadas aos centros urbanos

Leia mais

SONDAGEM DO CONSUMIDOR INTENÇÃO DE VIAGEM

SONDAGEM DO CONSUMIDOR INTENÇÃO DE VIAGEM SONDAGEM DO CONSUMIDOR INTENÇÃO DE VIAGEM MINISTÉRIO DO TURISMO FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS SUMÁRIO EXECUTIVO PESQUISA REALIZADA /2015, EM GRANDES CIDADES BRASILEIRAS, REFERENTE À PERSPECTIVA DE INTENÇÃO DE

Leia mais

4. Aspectos Metodológicos do Modelo Funcional. 5. Aspectos Metodológicos do Modelo de Remuneração

4. Aspectos Metodológicos do Modelo Funcional. 5. Aspectos Metodológicos do Modelo de Remuneração RA DA APRES ENTAÇ ÃO ES STRUTU 1. Embasamento Legal 2. Serviços a licitar 3. Premissas 4. Aspectos Metodológicos do Modelo Funcional 5. Aspectos Metodológicos do Modelo de Remuneração Embasamento Legal

Leia mais

PLANEJAMENTO DA MOBILIDADE COM FOCO EM GRANDES POLOS GERADORES DE VIAGENS

PLANEJAMENTO DA MOBILIDADE COM FOCO EM GRANDES POLOS GERADORES DE VIAGENS PLANEJAMENTO DA MOBILIDADE COM FOCO EM GRANDES POLOS GERADORES DE VIAGENS Angelica Meireles de Oliveira Antônio Nélson Rodrigues da Silva PLANEJAMENTO DA MOBILIDADE COM FOCO EM GRANDES POLOS GERADORES

Leia mais

TRANSPORTE AÉREO BRASILEIRO POR QUE AS EMPRESAS PERDEM DINHEIRO?

TRANSPORTE AÉREO BRASILEIRO POR QUE AS EMPRESAS PERDEM DINHEIRO? 1 TRANSPORTE AÉREO BRASILEIRO POR QUE AS EMPRESAS PERDEM DINHEIRO? I - INTRODUÇÃO O mercado aéreo brasileiro vem apresentando, em seu segmento doméstico, taxas de crescimento chinesas desde o início de

Leia mais

A especialização do Brasil no mapa das exportações mundiais

A especialização do Brasil no mapa das exportações mundiais 10 set 2007 Nº 36 A especialização do Brasil no mapa das exportações mundiais Por Fernando Puga Economista da SAE País tem maior difersificação em vendas externas em nações onde predominam recursos naturais

Leia mais

DESEMPENHO DO SETOR DE TURISMO EM ALAGOAS, PARA SETEMBRO DE 2015

DESEMPENHO DO SETOR DE TURISMO EM ALAGOAS, PARA SETEMBRO DE 2015 DESEMPENHO DO SETOR DE TURISMO EM ALAGOAS, PARA SETEMBRO DE 2015 Superintendência de Produção da Informação e do Conhecimento (SINC) Gerência de Estatística e Indicadores Os resultados do turismo no estado

Leia mais

ipea 45 NOTA TÉCNICA Pobreza e crise econômica: o que há de novo no Brasil metropolitano anos

ipea 45 NOTA TÉCNICA Pobreza e crise econômica: o que há de novo no Brasil metropolitano anos ipea 45 anos NOTA TÉCNICA Pobreza e crise econômica: o que há de novo no Brasil metropolitano Rio de Janeiro, maio de 2009 1 Pobreza e crise econômica: o que há de novo no Brasil metropolitano Marcio Pochmann

Leia mais

A DIFERENCIAÇÃO DA RENDA DO TRABALHO NAS REGIÕES SUL E SUDESTE DO BRASIL

A DIFERENCIAÇÃO DA RENDA DO TRABALHO NAS REGIÕES SUL E SUDESTE DO BRASIL A DIFERENCIAÇÃO DA RENDA DO TRABALHO NAS REGIÕES SUL E SUDESTE DO BRASIL Amarildo Hersen (Economista, Mestre em Desenvolvimento Regional e Agronegócio, docente UNICENTRO) e-mail: amarildohersen@yahoo.com.br.

Leia mais

O PROCESSO DE REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA NO BRASIL E AS MODIFICAÇÕES DA ECONOMIA GOIANA PÓS DÉCADA DE 1960.

O PROCESSO DE REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA NO BRASIL E AS MODIFICAÇÕES DA ECONOMIA GOIANA PÓS DÉCADA DE 1960. O PROCESSO DE REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA NO BRASIL E AS MODIFICAÇÕES DA ECONOMIA GOIANA PÓS DÉCADA DE 1960. Glauber Lopes Xavier 1, 3 ; César Augustus Labre Lemos de Freitas 2, 3. 1 Voluntário Iniciação

Leia mais

FUNDO DE PARTICIPAÇÃO DOS MUNICÍPIOS - FPM

FUNDO DE PARTICIPAÇÃO DOS MUNICÍPIOS - FPM FUNDO DE PARTICIPAÇÃO DOS MUNICÍPIOS - FPM PROPOSTA DE UM MODELO DE NOVOS COEFICIENTES DE DISTRIBUIÇÃO DO FPM PARA OS MUNICÍPIOS DO INTERIOR IBGE - Abril/2008 OBJETIVOS Proposta de criação de novos coeficientes

Leia mais

Comunicado da. Presidência

Comunicado da. Presidência Número 7, agosto de 2008 Comunicado da Presidência Pobreza e riqueza no Brasil metropolitano Realização: Assessoria Técnica da Presidência 2 1. Apresentação 1 A economia brasileira, ao longo dos últimos

Leia mais

Profissionais Portugueses no Brasil. Empresas Familiares

Profissionais Portugueses no Brasil. Empresas Familiares Profissionais Portugueses no Brasil Empresas Familiares Tópicos Abordados As Gerações e o Mercado de Trabalho Empresas Familiares no Brasil Cenário Brasileiro e Estatísticas de Emprego no Brasil Características

Leia mais

Anderson Tavares de Freitas. Bruno Vieira Bertoncini

Anderson Tavares de Freitas. Bruno Vieira Bertoncini PROPOSTA METODOLÓGICA PARA CONSTRUÇÃO DE UMA MATRIZ ORIGEM/DESTINO DO SISTEMA DE TRANSPORTE PÚBLICO A PARTIR DOS DADOS DE BILHETAGEM ELETRÔNICA E GPS DOS VEÍCULOS Anderson Tavares de Freitas Bruno Vieira

Leia mais

O Desempenho do Investimento Público do Ceará, 2007 2012, uma análise comparativa entre os Estados.

O Desempenho do Investimento Público do Ceará, 2007 2012, uma análise comparativa entre os Estados. Enfoque Econômico é uma publicação do IPECE que tem por objetivo fornecer informações de forma imediata sobre políticas econômicas, estudos e pesquisas de interesse da população cearense. Por esse instrumento

Leia mais

A INSERÇÃO DOS NEGROS NOS MERCADOS DE TRABALHO METROPOLITANOS

A INSERÇÃO DOS NEGROS NOS MERCADOS DE TRABALHO METROPOLITANOS OS NEGROS NOS MERCADOS DE TRABALHO METROPOLITANOS NOVEMBRO DE 2013 A INSERÇÃO DOS NEGROS NOS MERCADOS DE TRABALHO METROPOLITANOS A sociedade brasileira comemora, no próximo dia 20 de novembro, o Dia da

Leia mais

REPARTIÇÃO INTERMODAL DO TRÁFEGO

REPARTIÇÃO INTERMODAL DO TRÁFEGO REPARTIÇÃO INTERMODAL DO TRÁFEGO 1.Introdução A divisão modal pode ser definida como a divisão proporcional de total de viagens realizadas pelas pessoas e cargas, entre diferentes modos de viagem. Se refere

Leia mais

{ 2 } Parque Tecnológico Capital Digital

{ 2 } Parque Tecnológico Capital Digital { 2 } Parque Tecnológico Capital Digital { 3 } 1. INTRODUÇÃO: PARQUE TECNOLÓGICO CAPITAL DIGITAL - PTCD Principal polo de desenvolvimento Científico, Tecnológico e de Inovação do Distrito Federal, o PTCD

Leia mais

A EVOLUÇÃO DAS MICROEMPRESAS E EMPRESAS DE PEQUENO PORTE 2009 A 2012

A EVOLUÇÃO DAS MICROEMPRESAS E EMPRESAS DE PEQUENO PORTE 2009 A 2012 A EVOLUÇÃO DAS MICROEMPRESAS E EMPRESAS DE PEQUENO PORTE 2009 A 2012 BRASIL Série Estudos e Pesquisas A EVOLUÇÃO DAS MICROEMPRESAS E EMPRESAS DE PEQUENO PORTE DE 2009 A 2012 Junho/2014 Estudos e Pesquisas

Leia mais

RELATÓRIO DA GERÊNCIA DE MONITORAMENTO PANORAMA DO COOPERATIVISMO BRASILEIRO - ANO 2011

RELATÓRIO DA GERÊNCIA DE MONITORAMENTO PANORAMA DO COOPERATIVISMO BRASILEIRO - ANO 2011 RELATÓRIO DA GERÊNCIA DE MONITORAMENTO PANORAMA DO COOPERATIVISMO BRASILEIRO - ANO 2011 Março 2012 SUMÁRIO I - EVOLUÇÃO DO NÚMERO DE COOPERATIVAS, COOPERADOS E EMPREGADOS, 3 II - ANÁLISE POR RAMO, 8 2.1

Leia mais

DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DOS PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO DO BRASIL

DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DOS PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO DO BRASIL DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DOS PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO DO BRASIL MOURA, A. L. A. 1 ; SÁ, L. A. C. M 2 RESUMO - A presente pesquisa está sendo desenvolvida com o objetivo de formular uma base de dados espaciais

Leia mais

ESTUDO TÉCNICO N.º 03/2015

ESTUDO TÉCNICO N.º 03/2015 ESTUDO TÉCNICO N.º 03/2015 Ações de Inclusão Produtiva segundo Censo SUAS 2013: uma análise sob diversos recortes territoriais. MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE À FOME SECRETARIA DE AVALIAÇÃO

Leia mais

DISTRIBUIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL NO BRASIL: UMA ANÁLISE DOS PADRÕES RECENTES

DISTRIBUIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL NO BRASIL: UMA ANÁLISE DOS PADRÕES RECENTES DISTRIBUIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL NO BRASIL: UMA ANÁLISE DOS PADRÕES RECENTES Barbara Christine Nentwig Silva Professora do Programa de Pós Graduação em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Social /

Leia mais

SONDAGEM DO CONSUMIDOR INTENÇÃO DE VIAGEM

SONDAGEM DO CONSUMIDOR INTENÇÃO DE VIAGEM SONDAGEM DO CONSUMIDOR INTENÇÃO DE VIAGEM MINISTÉRIO DO TURISMO FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS SUMÁRIO EXECUTIVO PESQUISA REALIZADA /2015, EM GRANDES CIDADES BRASILEIRAS, REFERENTE À PERSPECTIVA DE INTENÇÃO DE

Leia mais

1. Acompanhamento dos principais sistemas meteorológicos que atuaram. na América do Sul a norte do paralelo 40S no mês de julho de 2013

1. Acompanhamento dos principais sistemas meteorológicos que atuaram. na América do Sul a norte do paralelo 40S no mês de julho de 2013 1. Acompanhamento dos principais sistemas meteorológicos que atuaram na América do Sul a norte do paralelo 40S no mês de julho de 2013 O mês de julho foi caracterizado pela presença de sete sistemas frontais,

Leia mais

O Sonho de ser Empreendedor no Brasil

O Sonho de ser Empreendedor no Brasil O Sonho de ser Empreendedor no Brasil Marco Aurélio Bedê 1 Resumo: O artigo apresenta os resultados de um estudo sobre o sonho de ser Empreendedor no Brasil. Com base em tabulações especiais elaboradas

Leia mais

11.1. INFORMAÇÕES GERAIS

11.1. INFORMAÇÕES GERAIS ASPECTOS 11 SOCIOECONÔMICOS 11.1. INFORMAÇÕES GERAIS O suprimento de energia elétrica tem-se tornado fator indispensável ao bem-estar social e ao crescimento econômico do Brasil. Contudo, é ainda muito

Leia mais

SECRETARIA DE ESTADO DO TURISMO DIVISÃO DE INFORMAÇÕES E ESTUDOS ESTRATÉGICOS DO TURISMO RELATÓRIO DA OFERTA DE VOOS PARA O RIO GRANDE DO SUL

SECRETARIA DE ESTADO DO TURISMO DIVISÃO DE INFORMAÇÕES E ESTUDOS ESTRATÉGICOS DO TURISMO RELATÓRIO DA OFERTA DE VOOS PARA O RIO GRANDE DO SUL SECRETARIA DE ESTADO DO TURISMO DIVISÃO DE INFORMAÇÕES E ESTUDOS ESTRATÉGICOS DO TURISMO RELATÓRIO DA OFERTA DE VOOS PARA O RIO GRANDE DO SUL Porto Alegre Março de 2013 RESUMO: O Boletim de Horário Previsto

Leia mais

PESQUISA DE MOBILIDADE DA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO PRINCIPAIS RESULTADOS PESQUISA DOMICILIAR DEZEMBRO DE 2013

PESQUISA DE MOBILIDADE DA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO PRINCIPAIS RESULTADOS PESQUISA DOMICILIAR DEZEMBRO DE 2013 PESQUISA DE MOBILIDADE DA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO PRINCIPAIS RESULTADOS PESQUISA DOMICILIAR DEZEMBRO DE 2013 SUMÁRIO Página Capítulo 3 Objetivos, conceitos utilizados e metodologia 12 Dados socioeconômicos

Leia mais

3.14 Demanda atual e potencial

3.14 Demanda atual e potencial 3.14 Demanda atual e potencial O Estado do Ceará vem adquirindo, no cenário nacional, uma importância turística crescente. Em 1998, por exemplo, ocupou o terceiro lugar dentre os destinos mais visitados

Leia mais

Palavras-chave: empregos e salários; serviços de saúde; Região Metropolitana de Natal.

Palavras-chave: empregos e salários; serviços de saúde; Região Metropolitana de Natal. A DINÂMICA DOS EMPREGOS E DOS SALÁRIOS NO SETOR PROVEDOR DE SERVIÇOS DE SAÚDE DA REGIÃO METROPOLITANA DE NATAL (RMN) NA DÉCADA DE 1990 Isabel Caldas Borges 1 Marconi Gomes da Silva 2 Resumo No presente

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DE UM SISTEMA DE INFORMAÇÃO PARA O GERENCIAMENTO DO TRANSPORTE DE PASSAGEIROS

A IMPORTÂNCIA DE UM SISTEMA DE INFORMAÇÃO PARA O GERENCIAMENTO DO TRANSPORTE DE PASSAGEIROS A IMPORTÂNCIA DE UM SISTEMA DE INFORMAÇÃO PARA O GERENCIAMENTO DO TRANSPORTE DE PASSAGEIROS Edgard Dias Batista Jr. UNESP/FEG Universidade Estadual Paulista Departamento de Produção - Campus de Guaratinguetá,

Leia mais

3 O Cimento no Brasil. 10 Características da Indústria Cimenteira. 12 O Cimento no Custo da Construção. 13 Carga Tributária. 15 Panorama Internacional

3 O Cimento no Brasil. 10 Características da Indústria Cimenteira. 12 O Cimento no Custo da Construção. 13 Carga Tributária. 15 Panorama Internacional 3 O Cimento no Brasil 3 Processo produtivo 4 Histórico 5 Indústria 6 Produção 7 Consumo 8 Produção e consumo aparente regional 9 Vendas internas e exportação 10 Características da Indústria Cimenteira

Leia mais

O Mercado de Trabalho no Rio de Janeiro na Última Década

O Mercado de Trabalho no Rio de Janeiro na Última Década O Mercado de Trabalho no Rio de Janeiro na Última Década João Saboia 1 1) Introdução A década de noventa foi marcada por grandes flutuações na economia brasileira. Iniciou sob forte recessão no governo

Leia mais

Informe 05/2011 AS RELAÇÕES COMERCIAIS BRASIL- CHINA NO SETOR DE ROCHAS ORNAMENTAIS E DE REVESTIMENTO: SITUAÇÃO ATUAL E PERSPECTIVAS DE EVOLUÇÃO

Informe 05/2011 AS RELAÇÕES COMERCIAIS BRASIL- CHINA NO SETOR DE ROCHAS ORNAMENTAIS E DE REVESTIMENTO: SITUAÇÃO ATUAL E PERSPECTIVAS DE EVOLUÇÃO Informe 05/2011 AS RELAÇÕES COMERCIAIS BRASIL- CHINA NO SETOR DE ROCHAS ORNAMENTAIS E DE REVESTIMENTO: SITUAÇÃO ATUAL E PERSPECTIVAS DE EVOLUÇÃO Associação Brasileira da Indústria de Rochas Ornamentais

Leia mais

ASPECTOS DA REDE URBANA DO ESTADO DE SÃO PAULO

ASPECTOS DA REDE URBANA DO ESTADO DE SÃO PAULO ASPECTOS DA REDE URBANA DO ESTADO DE SÃO PAULO SIMÃO, Rosycler Cristina Santos Palavras chave: rede urbana; São Paulo; disparidades regionais; Censo Demográfico 2000. Resumo O objetivo do trabalho é mostrar

Leia mais

A urbanização Brasileira

A urbanização Brasileira A urbanização Brasileira Brasil Evolução da população ruralurbana entre 1940 e 2006. Fonte: IBGE. Anuário estatístico do Brasil, 1986, 1990, 1993 e 1997; Censo demográfico, 2000; Síntese Fonte: IBGE. Anuário

Leia mais

Capítulo 3. Fichas de Qualificação de Indicadores

Capítulo 3. Fichas de Qualificação de Indicadores Capítulo 3 Fichas de Qualificação de Indicadores A Demográficos População total A.1................................... 58 Razão de sexos A.2................................... 60 Taxa de crescimento da

Leia mais

O Mercado de Trabalho nas Atividades Culturais no Brasil, 1992-2001

O Mercado de Trabalho nas Atividades Culturais no Brasil, 1992-2001 1 Ministério da Cultura Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) Data de elaboração da ficha: Ago 2007 Dados das organizações: Nome: Ministério da Cultura (MinC) Endereço: Esplanada dos Ministérios,

Leia mais

A Carreira Muller. As melhores soluções para sua empresa

A Carreira Muller. As melhores soluções para sua empresa ABRIL 2.013 A Carreira Muller ESTUDO REEMBOLSO QUILOMETRAGEM ABRIL 2013 As melhores soluções para sua empresa A Carreira Muller é uma empresa de consultoria empresarial que desenvolve e implanta soluções

Leia mais

Evolução demográfica 1950-2010

Evolução demográfica 1950-2010 Evolução demográfica 195-1 37 A estrutura etária da população brasileira em 1 reflete as mudanças ocorridas nos parâmetros demográficos a partir da segunda metade do século XX. Houve declínio rápido dos

Leia mais

Nota de Acompanhamento do Caderno de Informação da Saúde Suplementar

Nota de Acompanhamento do Caderno de Informação da Saúde Suplementar Nota de Acompanhamento do Caderno de Informação da Saúde Suplementar 1. Informações Gerais No segundo trimestre de 2010, o número de beneficiários de planos de saúde cresceu 1,9%, totalizando 44.012.558

Leia mais

Divulgação de Resultados do 2T10. 4 de agosto de 2010

Divulgação de Resultados do 2T10. 4 de agosto de 2010 Divulgação de Resultados do 4 de agosto de 2010 Aviso Importante Esse material pode conter previsões de eventos futuros.tais previsões refletem apenas expectativas dos administradores da Companhia, e envolve

Leia mais

TURISMO, MEIO AMBIENTE E A SAÚDE SOCIAL DO BRASIL

TURISMO, MEIO AMBIENTE E A SAÚDE SOCIAL DO BRASIL 1 10 e 11 de setembro de 2004 TURISMO, MEIO AMBIENTE E A SAÚDE SOCIAL DO BRASIL Hildemar Silva Brasil 1 Melissa Nechio 2 Resumo: A promoção da saúde na América Latina busca a criação de condições que garantam

Leia mais

EQUILÍBRIOS E ASSIMETRIAS NA. distribuição da população e do pib. entre núcleo e periferia. nas 15 principais regiões. metropolitanas brasileiras

EQUILÍBRIOS E ASSIMETRIAS NA. distribuição da população e do pib. entre núcleo e periferia. nas 15 principais regiões. metropolitanas brasileiras CONSELHO FEDERAL DE ECONOMIA - COFECON COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL INSTITUTO BRASILIENSE DE ESTUDOS DA ECONOMIA REGIONAL IBRASE EQUILÍBRIOS E ASSIMETRIAS NA distribuição da população e do pib

Leia mais

TREM DE ALTA VELOCIDADE - TAV

TREM DE ALTA VELOCIDADE - TAV Encontro Econômico Brasil - Alemanha 2009 Cooperação para o Crescimento e Emprego Idéias e Resultados TREM DE ALTA VELOCIDADE - TAV Secretaria de Política Nacional de Transportes / MT - Engº Marcelo Perrupato

Leia mais

BOLETIM EMPREGO Setembro 2014

BOLETIM EMPREGO Setembro 2014 Introdução A seguir são apresentados os últimos resultados disponíveis sobre o emprego no Brasil, com foco no ramo Metalúrgico. Serão utilizadas as bases de dados oficiais, são elas: a RAIS (Relação Anual

Leia mais

ANÁLISE GUARULHOS. Edição bimestral nº 02 2010

ANÁLISE GUARULHOS. Edição bimestral nº 02 2010 ANÁLISE GUARULHOS Edição bimestral nº 02 2010 Guarulhos tem se firmado na última década como um dos principais municípios do Brasil devido ao seu alto grau de dinamismo econômico e social, aliado à sua

Leia mais

Análise dos investimentos no Programa de Eficiência Energética das concessionárias de distribuição de eletricidade.

Análise dos investimentos no Programa de Eficiência Energética das concessionárias de distribuição de eletricidade. Análise dos investimentos no Programa de Eficiência Energética das concessionárias de distribuição de eletricidade. Gilberto De Martino Jannuzzi [1], Herivelto Tiago Marcondes dos Santos [2] [1] Universidade

Leia mais