Direitos sexuais e direitos reprodutivos

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1 Direitos sexuais e direitos reprodutivos de adolescentes e jovens em conflito com a lei: contribuições para o debate e ações São Paulo, junho,

2 Presidenta da República Dilma Vana Rousseff Vice-Presidente da República Michel Miguel Elias Temer Lulia Ministra de Estado Chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República Maria do Rosário Nunes Secretária Executiva da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República Patrícia Barcelos Secretária Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente Carmen Silveira de Oliveira Coordenadora-Geral do SINASE Thelma Alves de Oliveira Colegiado responsável pela ECOS Comunicação em Sexualidade Maria Helena Franco, Osmar de Paula Leite, Sandra Unbehaum, Sylvia Cavasin, Teo Weingrill Araújo, Thais Gava, Vera Lúcia Simonetti Racy Projeto Promovendo os direitos sexuais e reprodutivos de adolescentes em conflito com a lei Coordenação Maria Helena Franco Equipe Técnica Cecília Simonetti, Vera Lúcia Simonetti Racy, Ingrid Leão, Vitor Silva Alencar Equipe Financeira/Administrativa Osmar de Paula Leite, Denize Cardoso Pereira, Sandra Pessoa Colaboradoras/es Alcides dos Santos Caldas, Eduardo Paysan Gomes, Estela Scandola, Fabiane Simioni, Francisca Eleonora Asanuma Schiavo, Manoela Souza, Maria da Graça Bezerra, Max André Correa Costa, Ricardo Melo, Tânia Palma Parcerias institucionais Plataforma de Direitos Humanos Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais - Plataforma Dhesca, Regional Bahia da Rede Feminista de Saúde, MUSA Programa Integrado de Pesquisa e Cooperação Técnica em Gênero e Saúde do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia, Grupo Operativo da Ouvidoria Externa da Defensoria Pública do Estado da Bahia, Instituto Universidade Popular UNIPOP, Centro de Defesa dos Direitos da Criança e Adolescente Zumbi de Palmares CEDECA, Serviço de Assessoria Jurídica Universitária (SAJU) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Comitê Latino-Americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher CLADEM Brasil, Centro Dom Helder Câmara de Estudos e Ação Social CENDHEC, Instituto Brasileiro de Inovações pró- Sociedade Saudável Centro-Oeste IBISS/CO - ECOS Comunicação em Sexualidade e Secretaria de Direitos Humanos da Presidênca da República Secretaria de Direitos Humanos da Presidênca da República SDH/PR Programa Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual de Crianças e Adolescentes SCS B, Qd 9, Lt C, Ed. Parque Cidade Corporate Torre A, sala 805-A Brasília DF Telefone: (61) Site: ECOS Comunicação em Sexualidade Endereço: Rua Araújo, 124/2º andar , Vila Buarque, São Paulo/SP Brasil Telefone: (11) Site: Esta publicação é resultado de convênio entre a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e a ECOS Comunicação em Sexualidade. A reprodução do todo ou parte deste documento é permitida somente para fins não lucrativos e com a autorização prévia e formal da SDH/PR e da ECOS, desde que citada a fonte. em conflito com a lei: contribuições para o debate e ações Conteúdo disponível nos sites e ISBN: Tiragem desta edição: exemplares Impresso no Brasil 1ª Edição Distribuição gratuita Criação, redação e edição Maria Helena Franco, Cecília Simonetti, Vera Lúcia Simonetti Racy Fotografia Maria Helena Franco Projeto Gráfico e Editoração DMAG Design Editorial Argeu Godoy e Doriana Madeira Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) em conflito com a lei: contribuições para o debate e ações /[coordenação Maria Helena Franco]. Sao Paulo: ECOS Comunicação em Sexualidade, Vários colaboradores. Bibliografia 1. Adolescência 2. Adolescentes infratores Direitos 3. Direito e saúde 4. Direitos Humanos 5. Direitos reprodutivos 6. Direitos Sexuais 7. Medida socioeducativa Leis e legislação Brasil 8. Mulheres Saúde e higiene 9. Políticas públicas Brasil 10. Sexualidade 11. Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINSE) CDU 342.7: (81) Índices para catálogo sistemático: 1. Brasil: Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo: Medidas Socioeducativas destinadas a adolescentes e jovens em conflito com a lei: Direitos sexuais e reprodutivos: Direitos humanos: Direito constitucional (81) 2 3

3 Sumário 1 Introdução Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo SINASE Levantamento Nacional do Atendimento Socioeducativo aos Adolescentes em Conflito com a Lei CNJ Programa Justiça ao Jovem Metodologia do projeto promovendo os direitos sexuais e reprodutivos de adolescentes em conflito com a lei Levantamento das unidades femininas nos estados e Distrito Federal Seleção das unidades socioeducativas, parcerias locais e visitas Informações gerais sobre as unidades visitadas Pará Pernambuco São Paulo Alagoas Rio Grande do Sul Bahia Mato Grosso do Sul Aspectos do sistema socioeducativo que ferem a doutrina de proteção Integral O quê o Projeto Promovendo os direitos sexuais e reprodutivos de adolescentes em conflito com a lei encontrou Direito à intimidade a política pública da visita íntima Caminhos possíveis, porém difíceis Reflexos da visita íntima no dia-a-dia Direito à igualdade, a não ser discriminado e à diferença homoafetividade Direito à informação sobre métodos contraceptivos, à prevenção do câncer e das DST, AIDS e Hepatites Virais e à assistência ginecológica Ações de educação em saúde sexual e reprodutiva Ações de prevenção das DST, Aids e Hepatites Virais Saúde reprodutiva: assistência ginecológica, gravidez, Sumário pré-natal, parto, pós-parto e aborto Boas Práticas Considerações finais Referências bibliográficas Informações gerais sobre as garotas cumprindo medida socioeducativa nas unidades visitadas

4 Agradecimentos Apresentação À equipe do projeto, ao acolhimento e comprometimento de colaboradoras/es, instituições parceiras, responsáveis pelas unidades socioeducativas e suas equipes técnicas, de saúde, educadores/as, socioeducadores/as, magistrados/as e especialmente às garotas, que tornaram este estudo possível. Comunidade de Atendimento Socioeducativo CASE Salvador 2ª Vara da Infância e Juventude de Salvador Câmara Municipal de Salvador Centro Socieducativo Feminino em Ananindeua CESEF 2ª Vara da Infância e Juventude da Comarca de Belém Promotora da Infância e Juventude de Belém Ordem dos Advogados do Brasil de Belém Centro de Atendimento Socioeducativo Feminino CASEF Centro de Atendimento Socioeducativo POA I, masculino 3ª Vara do Juizado da Infância e Juventude de Porto Alegre Núcleo Estadual de Atendimento Socioeducativo NEAS Unidade de Internação Extensão UIME Unidade de Internação Feminina UIF Vara da Infância e Juventude de Alagoas Fundação de Atendimento Socioeducativo FUNASE Centro de Atendimento Socioeducativo Santa Luzia CASE SANTA LUZIA Centro de Internação Provisoria Santa Luzia CENIP SANTA LUZIA Vara Regional da Infância e Juventude da 1ª Circunscrição de Recife Unidade Educacional de Internação Estrela do Amanhã UNEI Vara da Infância e Juventude de Campo Grande Fundação Casa Unidade Feminina de Internação Provisória e Internação Chiquinha Gonzaga Internato Parada de Taipas Unidade de Semiliberdade Azaleia CASA Guarulhos III, Guarulhos Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente de Cerqueira César I e II 6 7

5 Historicamente, a posição reservada às mulheres nas normas sexuais e reprodutivas constitui um dos pontos de maior tensão no momento da elaboração e aplicação de leis e políticas. Em geral as leis e políticas estabelecem mais restrições à liberdade sexual e reprodutiva feminina, justificadas como necessárias para a reprodução e desenvolvimento saudável da população. Ainda hoje, com maior ou menor intensidade aspectos fundamentais da posição das mulheres como titulares de direitos sexuais e reprodutivos são negligenciados no dia a dia (VENTURA, 2011, p.306) 1. Introdução Projeto Promovendo os direitos sexuais e reprodutivos de adolescentes em conflito O com a lei foi implementado pela ECOS Comunicação em Sexualidade com o apoio da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/ PR). Teve por objetivo promover os direitos sexuais e os direitos reprodutivos de adolescentes e jovens cumprindo medida socioeducativa restritiva de liberdade em todo o território nacional. Para produzir informações sobre unidades socioeducativas femininas, a equipe responsável pelo projeto Promovendo os direitos sexuais e reprodutivos de adolescentes em conflito com a lei, visitou 13 unidades de internação e internação provisória femininas, localizadas em sete estados e cobrindo as cinco Regiões do país. Durante as visitas, realizaram-se entrevistas e conversas com adolescentes e jovens, com profissionais das unidades de atendimento e operadores/as de direito. Para a organização e realização das visitas, a equipe da ECOS contou com o apoio de organizações não governamentais locais no campo dos direitos humanos de adolescentes e jovens. Do ponto de vista da história da ECOS, o Projeto Promovendo os direitos sexuais e reprodutivos de adolescentes em conflito com a lei tem um significado especial, pois duas das fundadoras da ECOS Cecília Simonetti e Sylvia Cavasin e Maria Helena Franco, coordenadora deste projeto trabalharam na Secretaria do Menor do Estado de São Paulo, no final dos anos 1980 e início dos anos 1990, época de experiências pioneiras no atendimento de adolescentes em situação de conflito com lei. A ECOS é uma organização não governamental, brasileira, cuja criação, em 1989, ocorre em um contexto nacional e internacional de profundas mudanças sociais e políticas. No Brasil, essas mudanças advinham da sinergia de diversos movimentos sociais, tais como os da redemocratização, da reforma sanitária, os feministas, os de mulheres e os da infância e juventude. Esses movimentos contestavam princípios arcaicos que, há tempos, concorriam para a produção de desigualdades nos campos da política, da saúde, nas relações de gênero, de geração e de raça/etnia, para falar apenas das áreas mais relevantes no âmbito deste projeto. Nesse contexto, ECOS veio posicionar-se como uma entre outras ONGs voltadas à realização de ações, no campo da Educação, Comunicação e Saúde, que possibilitassem a adolescentes e jovens desfrutar, em sua integralidade, 8 9

6 indivisibilidade e interseccionalidade, direitos dos quais passavam a ser titulares, justamente por sua recém conquistada condição de sujeitos em desenvolvimento, em 1989 e , e aos quais foram adicionados os direitos reprodutivos e os direitos sexuais, em 1994 e Aproximando-se das perspectivas teóricas trazidas pela reforma sanitarista, ECOS parte do pressuposto de que a saúde não é apenas um estado biológico e, sim, uma questão de cidadania e de justiça social. Neste sentido, o exercício dos direitos sexuais e reprodutivos não se limita à assistência à saúde sexual e reprodutiva, mas estende-se a um conjunto de direitos humanos, individuais e sociais, que interagem em prol do pleno exercício da sexualidade e da reprodução. Portanto, no presente documento, que é uma síntese dos principais achados do Projeto Promovendo os direitos sexuais e reprodutivos de adolescentes em conflito com a lei, reafirma-se que os direitos reprodutivos e os direitos sexuais são direitos humanos. 2. Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos Os direitos reprodutivos e os direitos sexuais como direitos humanos são um campo de reflexão relativamente novo no Brasil, quase tão novo quanto a história recente da saúde no nosso país, cujo primeiro marco basilar foi a Constituição Federal de Essa Constituição foi um passo importante de amplo movimento pela redemocratização. Nela, lê-se que A saúde é direito de todos e dever do estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação (Art. 196). Por meio desse Art. 196, a Constituição de 1988 institucionaliza um conjunto de princípios para a organização do Sistema Único de Saúde/SUS, tais como a universalidade saúde como um direito de todos, com acesso universal; a igualdade dar serviços iguais para todos, a participação social e a descentralização, os quais representam uma conquista sem precedentes de ampla mobilização social que apoiou o movimento da reforma sanitária pelo direito à saúde. Ainda nos anos de 1980, no Brasil, as reivindicações do movimento feminista 1 Respectivamente, datas da Convenção dos Direitos da Criança e de aprovação do Estatuto da Criança e do Adolescente ECA. 2 Respectivamente, datas da Conferência Internacional e População e Desenvolvimento, no Cairo, e da Conferência Mundial das Mulheres, em Beijing. contemporâneo e suas interfaces com o movimento da reforma sanitária, dão origem ao PAISM - Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (1983). Enquanto a reforma sanitária apontava para um modelo de sistema de saúde público, universal e equitativo, o PAISM rompia com a concepção materno-infantil, ao enunciar o tema da saúde integral da mulher, que abarcam questões ligadas ao exercício da sexualidade e da autonomia reprodutiva feminina. Em 1990 a Organização das Nações Unidas (ONU) adota a Convenção Internacional sobre os Direitos das Crianças, ratificada pelo Brasil, na qual estão previstos os direitos das crianças e adolescentes. Ao longo dos anos de 1990, o ciclo social ONU é responsável por colocar em pauta os direitos sexuais e os direitos reprodutivos, uma vez que (i) em 1993, a II Conferência Internacional de Direitos Humanos (Viena) enfatiza que os direitos das mulheres são direitos humanos e que, portanto, devem estar incluídos na agenda das políticas de direitos humanos das nações; (ii) em 1994, em decorrência da incidência política do movimento internacional de mulheres, a Conferência Internacional de População e Desenvolvimento (CIPD, Cairo) consagra os direitos reprodutivos como direitos humanos. Ainda no âmbito internacional, durante a IV Conferência Mundial da Mulher em Pequim (1995), as Nações Unidas reconhecem que as restrições legais e políticas impostas à autonomia reprodutiva, além de violarem os direitos humanos, especialmente os direitos das mulheres, são desfavoráveis ao desenvolvimento econômico e humano das populações. Esses avanços, nos planos nacional e internacional, repercutem nos esforços dos movimentos sociais e governos brasileiros no sentido de inserir o conteúdo dos direitos sexuais e reprodutivos nas nossas leis e políticas, por exemplo, a Lei 9.263, de 12 de janeiro de 1996, que trata do planejamento familiar, no âmbito do atendimento global e integral à saúde, assim como a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher (2005), que busca traduzir os princípios e a filosofia do PAISM, ao mesmo tempo em que respeita as especificidades epidemiológicas e os diferentes níveis de organização dos sistemas de saúde dos inúmeros municípios brasileiros. De acordo com Araújo e Simonetti (2011), a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher incorpora as diferenças entre grupos de mulheres criadas por discriminações que se superpõem e que interagem com as discriminações de gênero. Neste sentido, essa Política contempla as mulheres em todas as fases da vida, portanto, a adolescência e a juventude, e em muitas de suas singularidades 10 11

7 de raça/etnia, privação de liberdade, orientação sexual, além de introduzir novas questões antes invisíveis como, por exemplo, a violência sexual e doméstica e os problemas relacionados à saúde mental. Nessa Política, está o pressuposto de que às especificidades do corpo se agregam outras menos visíveis, criadas por efeito cultural em contextos sociais e históricos específicos e, portanto, mais difíceis de serem incorporadas pelas leis e práticas jurídicas, médicas, pedagógicas, e sobretudo nas políticas como constituintes da saúde integral das mulheres. Apesar de todos os avanços, é de se reconhecer a dificuldade, no Brasil, de realização dos direitos sexuais e reprodutivos, mesmo quando incorporados nas leis e políticas públicas. Nesse sentido, o problema da realização, implementação, dos direitos reprodutivos e direitos sexuais é mais uma questão do campo da gestão. As dificuldades aumentam quando estas leis e políticas se referem à adolescência e juventude, tornando-se um desafio ainda maior quando, em relação a esse grupo, fala-se das adolescentes e jovens cumprindo medida socioeducativa de internação ou internação provisória. Nesse sentido a adoção de uma linguagem de direitos e obrigações, permite que se trabalhe as três faces da responsabilidade estatal, isto é:...respeitar, proteger e implementar. Respeitar direitos significa que as ações do Estado e seus agentes não devem, por si mesmas, violar direitos; proteger direitos significa que o Estado deve tomar medidas em todas as suas dependências para assegurar que nenhuma outra entidade indivíduos, corporações cometa abusos contra os direitos humanos; e implementar direitos impõe a obrigação aos Estados de garantir que suas ações em todos os níveis possibilitem o desfrute desses direitos. Miller apud MATTAR (2008, p. 65) 3. Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo SINASE presente estudo foi realizado antes de ter sido sancionada a Lei no , O de 18/1/2012 (publicada em 19/1/2012 e retificada em 20/1/2012). Esta lei regulamenta o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo SINASE e altera, entre outras normativas, a Lei no. 8069, de 13/7/1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente ECA). A nova lei é vista como a primeira lei nacional para a execução de Medida Socioeducativa (MSE) destinada a crianças e adolescentes que pratiquem atos infracionais. Vários/as defensores/as dos direitos humanos consideram que a lei é um grande avanço na garantia dos direitos de crianças, adolescentes e jovens no Brasil, por tornar possível normatizar a internação dos que cumprem MSE, ao criar parâmetros de adequações nos poderes jurídico e executivo. Uma das inovações da lei é a transferência da função executiva e de gestão para a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR). Avanços são elencados quanto à obrigatoriedade para que adolescentes em conflito com a lei voltem a estudar (Art. 82), à proibição de isolamento do adolescente, exceto para a sua proteção e a de outros internos (Art. 48), ou à possibilidade de reavaliação da MSE a qualquer momento, na condição de que exista motivo aceitável (Art. 43). Há, entretanto, quem aponte críticas à Lei no , por exemplo, em relação ao Art. 65 que permite, de acordo com associações ativistas da luta antimanicomial, que a autoridade judiciária interdite adolescentes com sofrimento mental e, assim, abra brecha para que adolescentes sejam internados por tempo indeterminado. É importante lembrar que a interdição é uma medida de privação de direitos. Outros atores sociais na área jurídica apontam falhas na lei por não determinar a divisão de internos por idade, por ato infracional cometido e por porte físico; ou por não prever um quantitativo de no máximo 40 internos em cada unidade de atendimento. A equipe do projeto Promovendo os direitos sexuais e reprodutivos de adolescentes em conflito com a lei, reconhece que a lei avançou em relação a temáticas não contempladas no ECA, quanto à sexualidade e à saúde sexual e reprodutiva. Porém, considera lastimável a supressão dos Art. 103 e 104 do ECA, sobre a imputabilidade penal de menores de 18 anos de idade, juntamente com os demais artigos do Cap. I Das Disposições Gerais do Título III Da prática de ato infracional. ECOS trabalha com sexualidade, saúde sexual e reprodutiva, direitos sexuais e direitos reprodutivos de adolescentes 3 e jovens, temáticas que não foram explicitadas no ECA e que a lei que sanciona o SINASE contemplou. O presente documento não trata do mérito da lei reguladora das MSE, apesar de considerar fundamental o debate em torno dessa questão. O foco nos direitos sexuais e direitos reprodutivos possibilita que nossa análise remeta a alguns artigos e incisos específicos da Lei no , em especial os artigos 35, 60, 67 e Recorre-se à definição de adolescente no ECA, com base na idade, de 12 a 17 anos incompletos

8 Art. 35, inciso VIII, sobre a não discriminação do adolescente, notadamente em razão de etnia, gênero, nacionalidade, classe social, orientação religiosa, política ou sexual, ou associação ou pertencimento a qualquer minoria ou status; Art. 60, incisos IV e VI diretrizes para a atenção integral à saúde do adolescente no Sistema de Atendimento Socioeducativo, incisos IV (ações de educação em saúde sexual e reprodutiva e prevenção das DST) e VI (capacitação de profissionais nos temas de saúde sexual e reprodutiva) 4 ; Art. 67 e 68 sobre as visitas, inclusive a íntima. O Art. 67 anuncia visita do cônjuge, companheiro, pais ou responsáveis, parentes e amigos a adolescente a quem foi aplicada medida socioeducativa de internação. A visita observará dias e horários próprios definidos pela direção do programa de atendimento. No Art. 68 é assegurado ao adolescente casado ou que viva, comprovadamente, em união estável o direito à visita íntima. Parágrafo único. O visitante será identificado e registrado pela direção do programa de atendimento, que emitirá documento de identificação, pessoal e intransferível, específico para a realização da visita íntima. Este documento pretende contribuir para a elaboração dos Planos Plurianuais estaduais com vistas a assegurar prioridade para a política pública de atendimento socioeducativo, articulado horizontalmente entre as políticas setoriais e verticalmente entre as esferas de governo. 4. Levantamento Nacional do Atendimento Socioeducativo aos Adolescentes em Conflito com a Lei 2010 estudo feito pelo projeto Promovendo os direitos sexuais e reprodutivos de O adolescentes em conflito com a lei foi realizado em 2011, em 13 unidades femininas localizadas em sete estados, dos quais seis apresentaram crescimento no número de adolescentes em restrição e privação de liberdade entre 2009 e 2010, conforme mostram as taxas 5 : 4 Vale a pena ressaltar, para reflexão, que nesses incisos não se fala sobre direitos sexuais e direitos reprodutivos. 5 O Levantamento Nacional do Atendimento Socioeducativo aos Adolescentes em Conflito com a Lei 2010, lançado em Brasília em junho de 2011 pela Secretaria De Direitos Humanos informa que em 2010 havia no Brasil adolescentes em medida socioeducativa de internação e em internação provisória. De acordo com esse Levantamento, em 12 estados aumentou o número de adolescentes nas unidades socioeducativas enquanto em 15 diminuíram. Na região norte os estados Na Região Norte, o PA apresentou taxa de crescimento de 22,90%; Na Região Nordeste, a BA foi o estado que teve a taxa mais elevada (47,87%), seguido de AL, com 33,33%. PB, apesar da taxa ser de 2,10%, foi o estado nordestino com número absoluto mais elevado, 1023 (em 2010); Na Região Centro-Oeste, o estado de MS teve taxa de 10,07% perdendo em crescimento somente para o DF (taxa de 30,55%); Na Região Sudeste, SP apresentou crescimento de 7,09% e foi o estado com o maior número absoluto de adolescentes e jovens em internação (5107 adolescentes e jovens em 2010); Na Região Sul, o RS foi uma exceção entre os estados estudados pelo projeto, pois teve uma taxa negativa de - 21,02%. Em média, no Brasil, para cada dez mil adolescentes, 8,8 encontram-se em situação de privação ou restrição de liberdade. A relação entre adolescentes do sexo masculino e do sexo feminino na internação provisória e em cumprimento das medidas de internação e semiliberdade confirma a prevalência de adolescentes homens com percentual próximo dos 95% (888 garotas para garotos). Em 2010, o número de adolescentes do sexo feminino apresentou elevação de 1,06%, em relação a 2009, sobretudo na medida de internação e nas regiões norte e nordeste, que juntas totalizam aumento de 56,48% em relação ao restante do país. O menor número de garotas envolvidas na infração está associado a diversos fatores sociais, econômicos e culturais que permeiam a questão de gênero. Dados recentes têm mostrado crescimento no envolvimento de adolescentes do sexo feminino com o tráfico de drogas, um problema ainda pouco conhecido e pesquisado 6. O Levantamento Nacional informa que, em 2010, a rede física atual está composta por 435 unidades, sendo 305 para atendimento exclusivo de programas: 124 de internação, 55 de internação provisória, 110 de semiliberdade, 16 de atendimento inicial, e 130 mistas em mais de um programa de atendimento. Grande parte destas unidades foi construída anteriormente ao SINASE, apresentando inadequações a seus parâmetros (BRASIL, 2011, p. 32). O projeto Promovendo os direitos sexuais e reprodutivos de adolescentes em conque apresentaram aumento foram PA e TO; na região nordeste AL, BA, CE, MA; na região centro oeste o DF e MS, na sudeste o ES, RJ e SP e na região sul o PR. Em número absoluto o maior crescimento se deu no estado de São Paulo e foi de 588 adolescentes. 6 Referências a esse crescimento também foi observado no projeto

9 flito com a lei identificou 40 unidades femininas sendo 7 na região Norte, 11 na Nordeste, 11 na Centro-Oeste, 8 na Sudeste e 3 na Sul, ou seja, em torno de 1% do total de unidades, consoante o Levantamento Nacional de CNJ Programa Justiça ao Jovem Em junho de 2010, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lançou o Programa Justiça ao Jovem, projeto responsável por mapear as unidades de internação de todos os estados brasileiros e do Distrito Federal, analisar unidades de internação de jovens em conflito com a Lei e atentar para que as/os adolescentes sob custódia do estado tenham tratamento diferenciado dos adultos. O Programa Justiça ao Jovem teve a participação de magistrados com experiência na área de execução de medida socioeducativa, de técnicos do Judiciário, tais como assistentes sociais, psicólogos e pedagogos, além de instituições, naquela ocasião, gestoras da execução da medida de internação, tais como o Ministério Público, a Defensoria Pública, a Ordem dos Advogados do Brasil. A equipe do programa Justiça ao Jovem visitou todas as unidades da Federação para conhecer a realidade nacional das medidas socioeducativas, verificar a situação processual de todos os adolescentes que estão em conflito com a lei no Brasil e tecer recomendações para que os sistemas socioeducativos estaduais se adequassem às diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE). A equipe do projeto Promovendo os direitos sexuais e reprodutivos de adolescentes em conflito com a lei deparou-se com os mesmos problemas apontados nos relatórios do CNJ, particularmente nos estados visitados nas regiões Norte, Nordeste e Centro- Oeste (PA, AL, BA, PE, MS), sem esquecer aqueles encontrados nas unidades visitadas em SP e RS. Em praticamente todos os estados há relato de superlotação (frequentes nas unidades masculinas), desarranjos na estruturação e localização, tornando deficiente o sistema para execução da internação; de necessidade de superar a arquitetura prisional, a concentração em poucos municípios que reforça a distância dos familiares; da urgência de mais investimentos na melhoria das instalações de modo a obedecer aos ditames do ECA e do SINASE, para se atingir os objetivos maiores da socioeducação; a necessidade de capacitação de quem trabalha nas unidades, de servidores a magistrados, de modo a aprimorar o atendimento. São recorrentes nos relatórios do CNJ, à exceção de situações específicas a São Paulo e Rio Grande do Sul, a falta de uniformidade nos procedimentos do Judiciário, a inexistência de projeto pedagógico, de planos estaduais para o Sistema Socioeducativo, a falta de varas especializadas da infância e juventude, a existência de assistência jurídica precária e a necessidade de maior articulação entre Poder Judiciário, Poder Executivo, Ministério Público, Defensoria Pública e demais atores do Sistema de Garantia e Defesa dos Direitos das Crianças e Adolescentes. 6. Metodologia do projeto Promovendo os direitos sexuais e reprodutivos de adolescentes em conflito com a lei 6.1 Levantamento das unidades femininas nos estados e Distrito Federal Tendo em conta o contexto apresentado pelo Levantamento Nacional de 2010 da SDH e as informações do CNJ, foi realizado um breve diagnóstico para identificar unidades de internação e internação provisória que recebiam garotas nos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal, além de investigar a existência de ações educativas em sexualidade, o respeito ao direito de visita íntima e o acesso a preservativos. Esses dados subsidiaram o início do estudo sobre os direitos sexuais nos sistemas de privação de liberdade, com foco na condição das mulheres jovens. Para o levantamento dos primeiros dados, foram consultados representantes dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescente (CEDECAs) e de sua Associação Nacional (ANCED), a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, além de militantes dos direitos da criança e do adolescente ligados a Universidades e Fóruns de Defesa. Ademais, foram feitas consultas a websites de órgãos governamentais e a publicações (virtuais e impressas) sobre a temática. Em seguida foram feitas consultas telefônicas diretamente às unidades de internação ou a órgãos gestores do sistema socioeducativo, onde foram confirmadas as informações recebidas no primeiro momento (endereços das unidades e se de fato eram apenas aquelas que recebiam adolescentes e jovens do sexo feminino). No mesmo contato telefônico questionou-se sobre a existência de ações educativas em sexualidade, sobre o respeito ao direito de visita íntima e acerca da distribuição de preservativos. As perguntas utilizadas foram: 3 Existem ações educativas em sexualidade para as adolescentes e jovens na unidade de internação? Se sim, no que consistem? As garotas 16 17

10 7. Tocantins Centro de Internação Provisório Feminino de Palmas: Ações articuladas pontambém têm acesso a essas atividades? (no caso de unidades mistas). 3 O direito à visita íntima é assegurado na unidade de internação, conforme os parâmetros estabelecidos pelo SINASE? As garotas também têm acesso a esse direito? (no caso de unidades mistas). 3 Existe distribuição de preservativos na unidade de internação? As garotas também recebem os preservativos? (no caso de unidades mistas). O levantamento foi realizado em março e abril de Foram encontradas 40 unidades de internação e internação provisória que recebem garotas no território nacional. Das unidades identificadas, cerca de 20 declararam possuir ações de educação em sexualidade, 01 admitiu ter visita íntima para adolescentes mulheres (03 para o sexo masculino) e cerca de 30 disseram distribuir preservativos, mesmo que no momento de saída definitiva da unidade. A seguir, apresentamos as informações fornecidas por gestores/as das unidades, registradas conforme a ocasião dos contatos. sando à prevenção de doenças, além do acompanhamento ginecológico das garotas, inclusive das grávidas. Não existe visita íntima em nenhuma unidade de internação no Amazonas, incluindo a das adolescentes. Preservativos são distribuídos quando as adolescentes são liberadas para passar algum momento fora da unidade. Centro Sócio-educativo de Internação Provisória: Não existem ações de educação em sexualidade voltadas para as garotas, apenas orientações feitas individualmente pela equipe técnica da unidade. Não existe visita íntima nem distribuição de preservativos. 4. Pará Centro de Internação Socio Educativo Feminino CESEF: Existem ações de orientação sobre sexualidade realizadas pelas equipes técnico-pedagógica e de enfermagem, além de parcerias externas com a Secretaria de Saúde. Não existe visita íntima, mas as garotas recebem preservativos. Região Norte 1. Acre Casa da Adolescente Mocinha Magalhães: Não existem ações de educação voltadas para a questão da sexualidade, mas pretendem articular para o ano de 2011; não são distribuídos preservativos, mas quando as adolescentes vão ao/a ginecologista a unidade procura garantir a utilização de métodos contraceptivos; a visita íntima não é permitida para as garotas, mas a alguns adolescentes do sexo masculino é permitida com autorização judicial. 2. Amapá Centro de Internação Feminino CIFEM: Não existem ações de educação em sexualidade; quando ocorrem, são através de palestras pontuais realizadas com parcerias externas. Não existe visita íntima nem distribuição de preservativos. 3. Amazonas Centro Sócio-educativo Marise Mendes: As ações que acontecem sobre educação em sexualidade se restringem a orientações dadas pela equipe de saúde da unidade e por parceria com a Secretaria de Saúde. Normalmente consistem em orientações vi- 5. Rondônia Unidade Sócio-educativa de Internação Feminina: O setor de saúde orienta quando existe alguma demanda das garotas. Pontualmente são feitas parcerias com a Universidade e com a Secretaria Municipal de Saúde de Porto Velho para realização de palestras e atividades de orientação sobre sexualidade. Não existe visita íntima nas unidades de internação de Rondônia. Também não são distribuídos preservativos. 6. Roraima Centro Sócio Educativo Homero de Souza Cruz Filho: O número de garotas sempre é muito pequeno e já faz dois meses que não existem garotas internadas. Mas quando existe alguma se constrói um calendário para palestras sobre a questão da sexualidade, proferidas tanto por atores externos como pela equipe técnica da unidade. As garotas também recebem atendimento individual pelos/as profissionais. Não existe visita íntima, mas quando os internos (garota ou garoto) vão passar algum período fora da unidade recebem preservativos

11 tualmente com a Secretaria de Saúde com foco na gravidez e na prevenção de doenças. Não existe visita íntima. Preservativos só são distribuídos quando as adolescentes saem definitivamente da unidade. Região Nordeste 8. Alagoas Unidade de Internação Feminina UIF: Eventualmente são apresentados vídeos ou feitas parcerias para realização de palestras sobre gravidez e sobre prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. Nesses momentos ocorre distribuição de preservativos. Também são distribuídos preservativos quando alguma adolescente está exercendo o direito à visita íntima (após cumprimento dos requisitos estabelecidos por portaria do juiz da infância e juventude). Nesse caso, elas também recebem orientações da equipe de saúde da unidade. 9. Bahia Comunidade de Atendimento Socioeducativo - CASE Salvador: As iniciativas de educação em sexualidade ocorrem pontualmente através de palestras promovidas pela equipe da unidade e por parceiros externos. Não existe visita íntima nem distribuição de preservativos. 10. Ceará Centro Educacional Aldaci Barbosa Mota: Atividades de orientação sobre sexualidade são realizadas na escola e em palestras pontuais articuladas em parceria com outras instituições. Não existe distribuição de preservativos (apenas para as garotas da semiliberdade, que também funciona no mesmo complexo). Não existe visita íntima. 11. Maranhão Centro da Juventude Florescer (Feminino): As ações educativas sobre sexualidade estão inseridas no atendimento técnico (social, psicológico e pedagógico) fornecido pela unidade e pontualmente através de formações decorrentes de parcerias feitas pela coordenação do sistema socioeducativo. Não existe distri- buição de preservativos nem visita íntima. Centro da Juventude Semear Internação provisória: Não existe ação especifica de educação em sexualidade, apenas alguma orientação quando solicitada pelas internas. Não existe visita íntima, mas são distribuídos preservativos quando as adolescentes são liberadas da unidade. 12. Paraíba Casa Educativa: A equipe técnica da unidade realiza ações de orientação relacionadas à sexualidade e busca parcerias externas para que as adolescentes tenham palestras sobre a temática. Não existe visita íntima nem são distribuídos preservativos. 13. Pernambuco Centro de Atendimento Sócio-educativo CASE Santa Luzia: As atividades realizadas sobre sexualidade ocorrem na escola e através de palestras ministradas por atores externos, além das orientações dadas pelos técnicos da unidade. Não são distribuídos preservativos. A visita íntima é proibida para as garotas, mas a coordenadora insinuou que os garotos de outras unidades têm direito. Centro de Internação Provisória CENIP Santa Luzia: As garotas recebem palestras sobre sexualidade realizadas por profissionais de outros órgãos do governo que vão até a unidade. Os temas são prevenção a doenças e atividade reprodutiva. Não existe visita íntima nem distribuição de preservativos. 14. Piauí Centro Educacional Feminino: O tema é tratado como tabu e as iniciativas são bem tímidas. Quando acontecem são palestras pontuais feitas pela equipe educacional da unidade. As garotas têm acompanhamento da rede de saúde, onde recebem orientações e têm acesso a preservativos. Dentro da unidade só existe distribuição de preservativos quando as adolescentes são desligadas definitivamente. Não existe visita íntima. 15. Rio Grande do Norte Centro Educacional Padre João Maria (Ceduc): Existem ações de educação sobre sexualidade fornecidas pela própria equipe técnica da unidade e por palestras 20 21

12 pontuais ministradas em função de parceria com a BEMFAM/RN, quando as garotas tem acesso a preservativos. As adolescentes não têm direito à visita íntima, embora os adolescentes do sexo masculino tenham. 16. Sergipe Unidade de Internação Feminina Hildete Falcão: São realizadas palestras com as garotas a partir de parceria com a Secretaria de Saúde, além da orientação que é dada pela equipe técnica da unidade. Trabalham-se ações sobre gravidez e prevenção de DSTs. As garotas também são acompanhadas clinicamente pelos serviços de saúde. Não existe visita íntima nem distribuição de preservativo para as internas. Região Centro-Oeste 17. Distrito Federal Centro de Atendimento Juvenil Especializado CAJE: Ocorreu pontualmente em 2010 parceria com a Universidade de Brasília e Secretaria de Saúde onde foram realizadas atividades de orientação voltada para a temática da sexualidade. Até abril de 2011 esse tipo de atividade ainda não fora realizada. A primeira turma foi formada apenas para as garotas e a segunda contou também com garotos. Não existe visita íntima na unidade, nem para garotas nem para garotos. Preservativos são distribuidos apenas quando as/os adolescentes saem com autorização judicial para passar períodos fora da unidade. 18. Goiás Centro de Atendimento Socioeducativo - CASE/Goiânia: Não existem ações de educação em sexualidade na unidade. Não é permitida a visita íntima e não se distribuem preservativos para os internos. Centro de Internação Provisória - CIP: Até abril de 2011 não havia nenhuma ação educativa voltada para a sexualidade, mas embora houvesse intenção. Não existe visita íntima, mas em datas específicas, como o carnaval, são distribuídos preservativos. Na semana em que foram prestadas as informações a unidade parou de receber adolescentes do sexo feminino. Centro de Atendimento Socioeducativo - CASE/Formosa - (contato não se efetivou). Centro de Atendimento Socioeducativo - CASE/Luziânia - (contato não se efetivou). Centro de Internação de Adolescentes de Jataí - CIAJ: Ainda estão sendo planejadas ações de educação em sexualidade por equipe formada pela Secretaria de Saúde e por profissionais dos serviços social e psicológico da unidade. Não existe visita íntima nem distribuição de preservativos. Centro de Recepção de Adolescentes de Itumbiara - (contato não se efetivou). Centro de Atendimento ao Adolescente Infrator CEIA/Porangatu: A equipe de saúde da unidade ainda está planejando ações de educação em sexualidade. Não existe visita íntima nem distribuição de preservativos. 19. Mato Grosso Unidade de Internação provisória e Internação feminina, Cuiabá: Existe um acadêmico de medicina que realiza palestras semanais sobre a temática da sexualidade, além das orientações que são realizadas pela equipe de saúde da unidade. Sobre visita íntima e distribuição de preservativos a gerente preferiu que esses temas fossem respondidos pela superintendência. Foi encaminhado , não respondido. 20. Mato Grosso do Sul Unidade Educacional de Internação Feminina Estrela do Amanhã: Pontualmente são feitas palestras tanto pela equipe técnica da unidade como por parceiros externos. Na última vez membros da universidade realizaram trabalho que envolvia o conhecimento do corpo, questões de higiene pessoal, gravidez e prevenção de doenças. Não existe visita íntima, mas são distribuídos preservativos para as internas que deixam definitivamente a unidade. Unidade Educacional de Internação Feminina Esperança: São proferidas palestras a partir de parceria com a Secretaria de Saúde e também são dadas orientações pela equipe de saúde da unidade. O trabalho tem conteúdo preventivo, no que diz respeito a DSTs e como evitar a gravidez. As grávidas da unidade também recebem acompanhamento especial. Não existe visita íntima, mas as adolescentes recebem preservativos quando deixam definitivamente a unidade

13 Região Sudeste Região Sul 21. Espírito Santo Unidade Feminina de Internação UFI: Existem apenas orientações realizadas pelo núcleo de saúde junto às adolescentes, principalmente aquelas que se encontram grávidas ou com suspeita de gravidez. Não existe visita íntima, nem distribuição de preservativos. 22. Minas Gerais Centro de Reeducação Social São Jerônimo CRSSJ: As adolescentes recebem acompanhamento e são orientadas pela equipe de saúde do Programa Saúde da Família. Também existe parceria com o Grupo Universitário em Defesa da Diversidade Sexual, que realiza atividades sobre sexualidade. A temática da sexualidade também foi inserida nas formações destinadas às/aos profissionais do sistema socioeducativo. Não existe visita íntima, mas preservativos são distribuídos quando as adolescentes saem para passar períodos fora da unidade. 23. Rio de Janeiro Educandário Santos Dumont (ESD): Existem orientações sobre sexualidade na grade escolar e são realizadas parcerias externas com órgãos governamentais e não governamentais para realização de palestras. Não existe visita íntima nem distribuição de preservativos na unidade, mas algumas recebem camisinhas quando são levadas para atendimento médico externo. 25. Paraná Centro de Socioeducação Joana Miguel Richa: Em 2010 a BEMFAM realizou parceria com todas as unidades de internação do Paraná para implementar projeto com a temática da educação em sexualidade, incluindo a questão da diversidade. Na unidade, a equipe de saúde também procura estabelecer outras parcerias com a comunidade, incluindo organizações não governamentais e a prefeitura. Não existe visita íntima nem distribuição de preservativos. 26. Santa Catarina Centro de Internação Feminina: Ocorrem apenas palestras pontuais através de parceria feita com o posto de saúde da comunidade. As palestras visam à orientação das garotas com vistas à gravidez e a prevenção de doenças. Não existe visita íntima nem distribuição de preservativos. 27. Rio Grande do Sul Centro de Atendimento Sócio Educativo Feminino CASEF: Existem momentos para discutir sexualidade realizados pelos técnicos da unidade e por parcerias externas, tendo já acontecido inclusive debates sobre homofobia. As garotas são orientadas sobre métodos contraceptivos e podem fazer uso após avaliação da médica ginecologista da unidade. São distribuídos preservativos para aquelas que podem sair da unidade de internação, mas não existe direito à visita íntima. 24. São Paulo CASA Guarulhos III - (contato não se efetivou). Internato Parada de Taipas (IPT) - (contato não se efetivou). Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente de Cerqueira César I e II - (contato não se efetivou). Unidade Feminina de Internação Provisória e Internação Chiquinha Gonzaga - (contato não se efetivou). As informações colhidas neste levantamento inicial do projeto já apontavam para a ausência da abordagem dos direitos sexuais e direitos reprodutivos nas unidades femininas de internação. Os resultados iniciais indicam que existe pouca preocupação com a garantia dos direitos sexuais das adolescentes e jovens inseridas no sistema socioeducativo. Quando existem ações de educação em sexualidade, não parecem incluídas no processo socioeducativo ao qual a garota está submetida, mas apenas iniciativas pontuais para orientação sobre gravidez ou prevenção de doenças. Somente em 01 caso é garantido o direito à visita íntima para unidades femininas e a distribuição de preservativos não parece contextualizada num processo educativo e de respeito ao exercício da sexualidade

14 6.2 Seleção das unidades socioeducativas, parcerias locais e visitas Baseada no levantamento inicial, apresentado no item anterior, e tendo em vista garantir uma representação mínima das cinco regiões do Brasil, compatível com os recursos financeiros destinados a gastos com viagens e estadias e ao cronograma do projeto, e com base na sua rede de relacionamentos, a equipe do projeto buscou apoio junto a organizações não-governamentais que atuam na defesa dos direitos das crianças, adolescentes e jovens, para obter permissão para visitar as unidades socioeducativos locais. A partir desses contatos iniciais que se deram via e telefone, foram encontradas instituições que se interessaram em apoiar o projeto e as parcerias foram sendo construídas, principalmente com aquelas que estavam desenvolvendo atividades junto ao sistema socioeducativo local. A parceria era formalizada nos seguintes termos: a instituição parceira se comprometia a fazer a mediação com o sistema socioeducativo local tendo em vista a obtenção de permissão para realizar visita(s) à(s) unidade(s) feminina(s) de internação e internação provisória, entrevistas individuais com garotas cumprindo medida, entrevistas individuais e/ou coletivas com gestores/as do sistema e equipes técnicas (saúde, educação, administração, socioeducadores/as); a agendar a visita; contatar e agendar encontro com operadores/as de direito responsáveis pela(s) unidade(s) socioeducativa(s) visitada(s); acompanhar a(s) pesquisadora(s) durante a visita às unidades e à Vara da Infância e Juventude local; divulgar o relatório referente à visita para pessoas e instituições locais envolvidas diretamente no estudo e para a rede de proteção local. Por seu lado, a equipe do projeto se comprometia a fornecer informações, produzir documentos que se fizessem necessários para viabilizar as visitas; realizar as visitas e entrevistas programadas; elaborar relatório referente à viagem, mencionando a parceria; disponibilizar o relatório à instituição parceira para divulgação; mencionar a parceria em documentos, eventos derivados do projeto. Os estados visitados e as instituições parceiras que apoiaram a realização do estudo foram: Bahia Plataforma de Direitos Humanos Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais Plataforma Dhesca, Regional Bahia da Rede Feminista de Saúde e MUSA Programa Integrado de Pesquisa e Cooperação Técnica em Gênero e Saúde do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia; Pará Instituto Universidade Popular UNIPOP; Alagoas Centro de Defesa dos Direitos da Criança e Adolescente Zumbi de Palmares CEDECA; Rio Grande do Sul Serviço de Assessoria Jurídica Universitária (SAJU) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, através do Grupo de Assessoria Jurídica para Adolescentes Selecionados pelo Sistema Penal Juvenil (G10) e do Comitê Latino-Americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher CLADEM Brasil; Pernambuco Centro Dom Helder Câmara de Estudos e Ação Social CENDHEC; Mato Grosso do Sul Instituto Brasileiro de Inovações pró-sociedade Saudável Centro-Oeste IBISS/CO. Com relação ao Estado de São Paulo, a estratégia foi diferente, pois o Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente Fundação Casa, responsável pelas unidades socioeducativas paulistas, estabeleceu uma portaria (Portaria Normativa Nº 155/2008) que normatiza procedimentos para a realização de estudos e pesquisas nas suas unidades. Portanto, no caso das unidades femininas paulistas, a equipe seguiu os procedimentos estabelecidos pela portaria e a tratativa se deu diretamente com o setor da Fundação Casa que atende a essas solicitações, sem a mediação de outras instituições locais. Para a aprovação do estudo pela Fundação Casa foi apresentado projeto de pesquisa contendo justificativa, objetivos, metodologia, resultados esperados e roteiros de entrevistas. As visitas aos estados, com exceção de São Paulo, em média duravam dois dias, no caso de visita a uma única unidade, ou três, quando havia mais de uma unidade a ser visitada. Geralmente, no primeiro dia, na parte da manhã era feita visita à unidade, a(s) pesquisadora(s) era(m) recebida(s) por representante do gestor/a, pelo/a gerente da unidade e parte da equipe técnica ou quase toda a equipe, a depender da disponibilidade das/os profissionais, e realizava entrevistas individuais e/ou coletivas. Nessas ocasiões, quando permitido, a unidade era fotografada. Na parte da tarde do primeiro dia eram realizadas entrevistas individuais com as garotas, pelo menos três entrevistas, sempre antecedidas de informações sobre o estudo e da concordância por parte das garotas. A seleção das garotas dependia também do tempo na unidade as com mais tempo tinham mais chance de ter acompanhado/participado de ações educativas/atividades e de situações abordadas pelo estudo que aquelas com menos tempo de internação. Quando havia 26 27

15 garota(s) grávida(s) ou com bebê na unidade tentávamos entrevistá-las para obter informações sobre atendimento de pré-natal, parto, cuidados pós-parto e com o bebê. Também buscávamos entrevistar garotas de modo a contemplar as diversidades de raça/etnia observadas no momento da visita. As entrevistas com os/ as profissionais e com as garotas eram apoiadas por um roteiro semi-estruturado com questões sobre os serviços de saúde a que garotas tinham acesso na unidade ou fora dela (incluso pré-natal e pós-parto), acesso a métodos contraceptivos e de prevenção, acesso à visita íntima, oferta de atividades educativas em sexualidade e saúde reprodutiva, relações homoafetivas, entre outras perguntas. No segundo dia, se havia mais uma unidade, a visita era feita no mesmo esquema descrito acima. Caso não houvesse outra unidade a ser visitada realizávamos a etapa final da viagem, que consistia em encontro e conversa com juízes/as, promotores/ as responsáveis pela execução das medidas socioeducativas na(s) unidade(s). Nessas ocasiões falávamos sobre o projeto e sobre o que havíamos visto e ouvido na(s) unidade(s) visitada(s), em especial sobre violações relacionadas aos direitos sexuais e direitos reprodutivos das/os adolescentes/jovens. As entrevistas e conversas foram gravadas, transcritas e deram origem, até o momento, a relatórios parciais, por estado, a este documento e a um seminário nacional realizado no dia 11 de maio de 2012, em São Paulo/SP, com o apoio da Faculdade de Saúde Publica da Universidade de São Paulo. 7. Informações gerais sobre as unidades visitadas Visitamos 13 unidades femininas de internação e internação provisória, entrevistamos individualmente 33 garotas, sendo 24 brancas e 9 negras. Em relação à população adulta envolvida no escopo do estudo foram entrevistadas/os individualmente 6 profissionais do sistema socioeducativo e 14 operadores/as de direito, e realizadas 14 entrevistas coletivas envolvendo 7 operadores/as de direito e 76 profissionais do sistema socioeducativo. 7.1 Pará Visitamos a unidade da Região Norte, o CESEF Centro Socieducativo Feminino em Ananindeu/Pará, em agosto de 2011, com apoio do UNIPOP. Foram realizadas entrevistas individuais com cinco adolescentes e com três pro- fissionais (gerente da unidade, profissional da área de saúde e socioeducador/a); conversa com juíza de 2ª Vara da Infância e Juventude da Comarca de Belém, com Promotora da Infância e Juventude em Belém; com assistente social da Defensoria Pública e defensor público, com assistente social da Promotoria da Infância e Juventude de Belém e encontro com representantes da Comissão da Criança e do Adolescente e da Comissão da Diversidade Sexual da OAB/Belém. O CESEF é a única unidade socioeducativa do Estado do Pará que atende garotas cumprindo medida socioeducativa de internação, incluindo internação provisória e de semiliberdade. São 143 municípios e as garotas vêm das mais diversas e longínquas áreas do estado para cumprir medida nesta unidade. Na ocasião da visita, das 14 garotas cumprindo medida na unidade, 9 cumpriam internação, 4 internação provisória e uma estava em regime de semiliberdade. A idade das garotas, na ocasião, variava de 13 a 18 anos. 7.2 Pernambuco Visitamos as unidades femininas da Fundação de Atendimento Socioeducativo FUNASE, Centro de Atendimento Socioeducativo SANTA LUZIA CASE SANTA LUZIA, o Centro de Internação Provisória SANTA LUZIA CENIP SANTA LUZIA, e a Vara Regional da Infância e Juventude da 1ª Circunscrição de Recife, em outubro de 2011, com apoio do CENDHEC. Realizamos entrevistas individuais com quatro adolescentes, com uma profissional de saúde e com três operadores/as de direito (promotor/a, juíz/a) e três entrevistas coletivas (uma com a equipe do CASE SANTA LUZIA da qual participaram nove profissionais, outra com a equipe do CENIP SANTA LUZIA da qual participaram cinco profissionais, e a terceira com grupo de quatro educadoras/es da Escola Vovó Geralda, que atende as garotas do CASE). O CASE SANTA LUZIA é a única unidade socioeducativa feminina de internação do Estado de Pernambuco. As garotas vêm das mais diversas áreas do estado para cumprir medida nessa unidade. Fica em um bairro residencial de Recife, em uma casa alugada. Tem capacidade para atender 20 garotas, no dia da visita estava com 37 garotas e um bebê. O CENIP SANTA LUZIA é a única casa de internação provisória feminina de Pernambuco, recebe adolescentes oriundas de todos os municípios do Estado. No CENIP as garotas ficam no máximo 45 dias aguardando a sentença do/a 28 29

16 juiz/a podendo resultar em liberdade, em semiliberdade, liberdade assistida (LA) ou encaminhamento para uma casa abrigo (nos casos de garotas que não possuem famílias responsáveis por elas). 7.3 São Paulo Na etapa paulista do estudo visitamos a Unidade Feminina de Internação Provisória e Internação Chiquinha Gonzaga, na Mooca em São Paulo, a CASA Guarulhos III, em Guarulhos, o Internato Parada de Taipas, na Vila Brasilândia em São Paulo, o Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente de Cerqueira César I e II, em Cerqueira César, e a Unidade de Semiliberdade Azaleia em São Paulo, capital. As visitas a essas unidades ocorreram nos meses de outubro, novembro e dezembro de Foram realizadas 16 entrevistas individuais com adolescentes/jovens, uma entrevista individual com um/a gestor/a, 5 entrevistas coletivas com equipes técnicas (profissionais da saúde, da gestão, administrativo e socioeducadores/as) envolvendo 29 profissionais da Fundação Casa. No Estado de São Paulo o projeto não conseguiu entrevistar operadores/as de direito. Na ocasião da visita às unidades paulistas, na Unidade Feminina de Internação Provisória e Internação Chiquinha Gonzaga havia 98 garotas cumprindo medida de internação provisória (a unidade comporta 60) e 64 garotas cumprindo medida de internação (a unidade comporta 50); na casa das mães havia 12 garotas; na CASA Guarulhos III havia 40 garotas na internação e 8 na internação provisória, de 12 a 18 anos; no Internato Parada de Taipas havia 56 garotas na internação, de 13 a 20 anos; no Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente de Cerqueira César I e II havia 56 garotas cumprindo medida de internação na Casa II e 48 na Casa I, cuja capacidade é para 40 garotas, na provisória havia 3 garotas e a capacidade é de 16; e na Unidade de Semiliberdade Azaleia havia 19 garotas e a unidade tem capacidade para abrigar Alagoas Visitamos parte do complexo que abriga as unidades masculinas (posto de saúde, salas de aula, quadra, gramado e a Unidade de Internação Extensão UIME), e a Unidade de Internação Feminina UIF e à 1ª Vara da Infância e da Juventude da Capital, em Maceió, em setembro de 2011, com apoio do CEDECA. Foram realizadas entrevistas individuais com duas garotas, duas entrevistas coletivas uma na visita ao complexo com participação de um/a gestor/a do sistema socioeducativo e um/a profissional da saúde, e outra com equipe de professionais da UIF (gerente, psicólogo/a e assessor/a administrativa/o). A unidade feminina, UIF, comporta internação provisória, internação e semiliberdade. Fica em uma casa em um bairro residencial de Maceió. Das 11 garotas que estavam na unidade, uma tinha menos de 15 anos e as demais entre 15 e 18 anos. A maioria era da capital. 7.5 Rio Grande do Sul Visitamos o Centro de Atendimento Socioeducativo Feminino CASEF e o Centro de Atendimento Socioeducativo POA I, masculino, da Fundação de Atendimento Socioeducativo do Rio Grande do Sul FASE, e a 3ª Vara do Juizado da Infância e Juventude, em Porto Alegre, em setembro de 2011, com apoio do SAJU e do CLADEM Brasil. Realizamos conversas informais com garotos, entrevistas individuais com três garotas, uma entrevista coletiva com doze profissionais da equipe técnica do CASEF (gestor/a da unidade; profissionais da saúde coordenador/a, psicólogo/a, médico/a, enfermeiro/a, assistente social, socioeducadores/as) e conversa conjunta com dois juízes/as da 3ª Vara do Juizado da Infância e Juventude. O CASEF é a única unidade de internação feminina no Rio Grande do Sul. Na unidade garotas cumprem medida de internação provisória, internação e semiliberdade. As adolescentes do CASEF vêm do centro do estado, das fronteiras, da serra, do litoral, sendo que a metade é da região metropolitana de Porto Alegre. Na ocasião da visita havia 33 adolescentes na unidade. 7.6 Bahia Visitamos o CASE Salvador Comunidade de Atendimento Socioeducativo da FUNDAC, a 2ª Vara da Infância e Juventude e a Câmara Municipal de Salvador, em julho de 2011, com apoio da Plataforma Dhesca, da Regional Bahia da Rede Feminista de Saúde e do MUSA. A visita ao CASE Salvador foi feita em comitiva composta por Tânia Palma, Ouvidora Externa da Defensoria Pública do Estado da Bahia, acompanhada pelo 30 31

17 Grupo Operativo dessa ouvidoria, com representação de 34 regionais do estado. A comitiva foi recebida por um representante do/a diretor/a geral de Atendimento Socioeducativo da FUNDAC, pelo/a diretor/a e um/a gerente administrativo/a do CASE Salvador. Realizamos entrevista coletiva, em conjunto com a comitiva, com os/as três gestores/as, três entrevistas individuais com garotas, duas entrevistas individuais com profissionais da saúde, duas entrevistas individuais com operadores de direito (juízes/as) e uma entrevista individual com um/a vereador/a de Salvador. Na unidade feminina, na ocasião da visita, localizada em uma das alas do CASE Salvador, havia 14 garotas cumprindo medida, 6 da internação provisória e 8 da internação, com idades de 14 a 19 anos. 7.7 Mato Grosso do Sul Visitamos a Unidade Educacional de Internação (UNEI) Estrela do Amanhã, e a Vara da Infância e Juventude de Campo Grande, em novembro de 2011, com apoio do IBISS/CO. Realizamos entrevistas individuais com três adolescentes, com um/a operador/a de direito (juiz) e com um/a inspetor/a de ação socioeducativa, e uma entrevista coletiva com profissionais da unidade (um/a gestor/a, duas/ois profissionais da saúde, duas/ois da educação e dois/uas socioeducadores/as). A UNEI Feminina Estrela do Amanhã tem capacidade para atender 16 garotas, no dia da visita estava com sete garotas. Em média são 10, 12 garotas abrigadas na unidade, com idade em torno de 15 anos. 8. Informações gerais sobre as garotas cumprindo medida socioeducativa nas unidades visitadas A s garotas entrevistadas tinham entre 14 e 22 anos, esta havia acabado de completá-los. Das 33 garotas, uma era da semiliberdade, 7 da internação provisória e 25 estavam cumprindo medida de internação. Das 33 garotas, 3 não haviam completado o ensino médio e as demais não haviam completado o ensino fundamental. Entre as atividades escolares desenvolvidas nas unidades, de acordo com a fala das garotas, havia a continuidade dos estudos interrompidos, cursos de artesanato (pintura em tecido pano de prato, camisa, pintura em madeira, bordado, crochê, biscui, bijuteria), de informática, de teatro, violão, hip-hop, aulas de arte, de grafite, atividades esportivas (vôlei, futebol, gincana). Como atividade profissionalizante dentro das unidades as garotas citaram cursos de culinária básica, salgados, chocolateria, vela, horta, cabelereiro, manicure e um curso de LIBRAS Língua Brasileira de Sinais. A única garota que relatou participar de atividades profissionalizantes fora da unidade foi a que cumpria medida de semiliberdade citou curso de lapidação, educação ambiental, biblioteconomia e participação em estágio em órgão público. À exceção de uma garota, os cursos e a escolas das unidades foram bastante elogiados: Tem até mais atenção. Como somos poucas, tem mais incentivo, atenção, porque todas nós temos mais dificuldade. Eu tinha abandonado a escola, agora voltei, acho que até de ano eu vou passar. (Mato Grosso do Sul) De um lado foi bom porque tirei bastante proveito dos cursos até agora. A escola é boa aqui, os cursos são muito bons, fiz muitos cursos. Gostei de cozinha, informática, que estou fazendo de novo, teatro, eu amo teatro, estamos montando uma peça. (São Paulo) Um aspecto negativo a se destacar diz respeito às atividades externas, realizadas fora da unidade, que, se nos basearmos pelas falas das garotas, há poucas saídas: uma garota na semiliberdade (já citada); algumas menções a participação em atividades esportivas, tais como a Olimpíada da Fundação Casa; outras a idas a shopping para assistir filme, pelo bom comportamento; alguns passeios (parques, chácaras). Algumas referiram também encontros, atividades festivas que acontecem, vez por outra, nas próprias unidades femininas, nos quais participam também garotos que estão cumprindo medida socioeducativa. Nesses encontros garotas e as garotos têm a oportunidade de conversar, e pode rolar namoro. Algumas garotas já haviam trabalhado como garçonete, babá, empregada doméstica, agricultora, ajudante de construção civil; atividades que exigem pouca qualificação e de baixa remuneração. Outras já haviam trabalhado para o comércio ilegal de drogas e/ou para o comércio sexual. Entre todas as entrevistadas, 28 estavam cumprindo medida socioeducativa de internação pela primeira vez e 5 já haviam sido internadas, anteriormente, uma 32 33

18 Quanto à sexualidade, saúde reprodutiva e orientação sexual, duas garotas declararam que ainda não haviam tido nenhuma relação sexual. As demais já eram sexualmente ativas antes de ingressarem no sistema socioeducativo; cinco garotas se declararam lésbicas, três bissexuais. Uma delas nos pareceu transexual, pois se apresentava com nome social masculino e adotava identidade de gênero masculina. Entre as garotas entrevistadas, sete disseram que viviam com seus maridos; o tempo da relação com o marido variou de oito meses a cinco anos. Uma das garotas vivia com a namorada. Das garotas entrevistadas, três estavam grávidas e oito tinham pelo menos um/a filho/a - duas delas haviam entrado grávidas no sistema socioeducativo, tiveram seus bebês e viviam com ele na unidade. Este rápido apanhado sobre as garotas entrevistadas se aproxima da colocação de um/a juiz/a quando discorreu sobre o perfil de garotas e garotos quem cumprem medida socioeducativa: Com relação ao perfil, eu não vejo grande mudança não, continuam sendo os meninos pobres, continuam sendo aqueles com fragilidade de apoio em geral, muitos meninos continuam fora da escola, então as vezes o menino é até matriculado por conta dos programas de bolsa e tal, mas eles não frequentam aquela escola. A escola não está acessível a este adolescente, acessível que eu falo é assim, com recursos suficientes pra ser atrativa para os adolescentes. Esdelas com 3 reincidências por envolvimento com o comércio ilegal de drogas e outra cumpria medida pela quinta vez. Quanto ao tipo de ato infracional que as levou à medida restritiva de liberdade, o tráfico de drogas ou associação com o tráfico desponta como o mais cometido, seguido de homicídio, latrocínio, roubo e sequestro. Entre os homicídios conversamos com duas irmãs que haviam acabado de adentrar ao sistema socioeducativo acusadas de matar o pai, que segundo elas vinha abusando sexualmente delas há vários anos, estava de olho na irmã de 8 anos, e havia ameaçado matá-las e expulsar a mãe delas de casa. Esse caso foi levado às autoridades competentes e pedida especial atenção dada a situação envolvida no ato infracional e o estado das garotas, ambas muito abaladas emocionalmente. Das garotas que receberam sentença por envolvimento com o comércio ilegal de drogas, duas declararam que o envolvimento se deu por iniciativa própria (uma delas desde os 9 anos de idade), para ter um dinheirinho, comprar alguma coisinha, tirava uma média 600 reais/dia e gastava com cigarro, bebida, roupas, uma maneira utilizada pelas/os jovens para terem acesso a bens de consumo, e itens para a própria sobrevivência e/ou da familia: Eu estava traficando drogas, crack, era eu e meu marido (...). A gente não consumia droga, nem álcool, era traficar mesmo pra ter casa, carro, dinheiro, viajar (...) quando engravidei ele falou da gente parar porque não quero que a gente fique preso e o nenê lá fora, mas eu pensava muito no dinheiro, então não deixei ele parar... ele tinha até uma oferta de trabalho de pintor, e eu era contra, que pintor não dava dinheiro. (...). Aí ele tá preso e eu também. Sobre os ganhos com nesse comércio, estes variavam bastante, segundo as entrevistadas desde R$100,00 para a primeira vez que comercializava, até R$5.000,00 semanais: Eu traficava drogas, farinha, crack, eu traficava pra comprar roupa, não era pra usar droga (...), minha mãe sempre comprou as coisas pra gente, mas eu sempre queria mais, eu traficava sozinha, o pai do meu filho não sabia. Eu trabalhei antes, ai comecei a traficar e minha mãe achava que eu saia pra trabalhar (...). Por semana eu tirava 2 mil reais, não guardava, comprava roupa, gastava com bebida, saía, não dava nada pra minhas irmãs, só dava uns presentinhos pro meu sobrinho. Para sustentar seu próprio consumo de drogas, três garotas declararam recorrer ao comércio sexual para obter o dinheiro necessário. Com respeito ao envolvimento das garotas com o tráfico, demos algum destaque também porque esteve muito presente nas falas de profissionais das unidades visitadas e de juizes/as e de promotores/as entrevistadas/os, quando referiam a mudanças no perfil das garotas e garotos cumprindo medida de privação de liberdade nos últimos anos. Uma das falas faz ressalvas quanto a essas colocações: A gente deve por entre aspas porque há situações bem diferentes, umas estão com 70 kg de crack e juiz libera, outras estão ao lado de quem está traficando e ela é internada, então não se pode generalizar, o tráfico tem que ser visto com mais cuidado senão ela vai carregar um peso que não é de fato dela. (Participante de equipe) 34 35

19 pecialmente os meninos que têm envolvimento com drogas, esse não é o aluno que é bem querido ou bem recebido na escola. Eu não vejo mudança não, os meninos continuam analfabetos na grande maioria das vezes. (Juiz/a) 8.1 Aspectos do sistema socioeducativo que ferem a doutrina de proteção integral Garotas se queixaram da falta de ou pouca roupa que têm para usar, principalmente em unidades nas quais é obrigatório o uso de uniforme. Nesses locais, muitas vezes, os uniformes giram entre as garotas, em sistema de rodízio, e elas acabam não tendo uma roupa pessoal, só delas, com exceção das peças íntimas: Os uniformes estão muito velhos, tá manchado, tá rasgado. Roupas não tem à vontade, só o uniforme da casa. São três uniformes, lavo lá dentro e estende. Não existe troca de roupa todos os dias. Às vezes, passamos até três dias com a mesma roupa. Não existe número suficiente de calcinha, dão uma calcinha e um sutiã. Não tem roupa pessoal, fica três dias com a mesma roupa, depois ela é trocada. De pessoal só calcinha e sutiã. Tenho três calcinhas, uma ganhei da unidade e as outras duas de uma amiga, a mãe dela trouxe. Aí a gente dá aquela olhadinha rápida, mas e só. Uma fica vigiando enquanto a outra se olha no espelho. Para o funcionário não pegar. As garotas entrevistadas referiram outras situações constrangedoras por que passam no cotidiano das unidades socioeducativas, entre elas a revista íntima, Toda vez que entra na unidade, tira toda a roupa, abaixa e sopra. Segundo as garotas a revista íntima também seria realizada em familiares, inclusive em crianças, por ocasião das visitas. Outras referiram o baculejo ou pagar canguru que consiste em ficar nua e abaixar o corpo por três vezes seguidas, de frente e de costas, durante uma revista para se procurar eventuais objetos escondidos em algum orifício do corpo. Sobre essa prática as garotas disseram: É muito humilhante. Tipo, dentro da sala de aula, se sumir um lápis, uma borracha, a sala inteira paga canguru. Tem que tirar a roupa e agachar três vezes, pra ver se não escondeu. Sobre o sumiço dos objetos a garota acrescentou: Aí quando vai procurar direitinho está enfiado dentro do armário, foi colocado dentro da caixa de revistas. Tenho três, quatro calcinhas e preciso de mais, menstruo direto e mancha, sabe? A família não pode trazer, são só as roupas da fundação. A falta de roupas próprias repercute negativamente na auto-estima das garotas e consequentemente no próprio processo socioeducativo, dado que contribui para a não expressão, apagamento das individualidades. Em algumas unidades essa situação é agravada pelo fato de as garotas não terem acesso a espelhos. Uma das garotas entrevistadas disse que elas e as outras internas só veem o próprio rosto quando fazem faxina no banheiro dos funcionários, que tem espelho, Fala de outras garotas, A gente paga revista todo dia, isso é ruim porque não tem tanta necessidade de pagar tanta revista. Tira toda roupa, agacha 3 vezes de frente, 3 vezes de costas, todo dia, quando tem aula. Sai do curso, paga revista, tem curso de noite, paga revista. No esporte, não, mas na aula de pintura, que tem material, paga revista. Nunca vi aparecer nada, na turma que eu vou pagar revista, nunca vi. Já sumiu lápis, mas sempre depois aparece em carteira. Sumiu ou não, todo dia tem que pagar. Tipo faz um paredão com todo 36 37

20 mundo. Se está menstruada, não paga, você abaixa, mostra o absorvente, daí veste a roupa e vai. Algumas garotas mencionaram violências, provocações por parte de funcionários, geralmente homens, que segundo elas, agem com muito rigor: O que não é bom aqui são as regras, eles pegam muito no pé. Tem funcionário que fica provocando a gente pra gente perder a cabeça. Não são todos, mas tem. Alguns são muito rígidos, os homens mais que as mulheres. Muito chato, parece que não entendem a gente. Quando a gente fica nervosa, chuta a porta, briga com adolescente, eles algemam a gente e levam lá pra baixo, fica o dia inteiro algemada. A gente apanha, eles machucam a gente. No domingo mesmo as meninas ficaram o dia todo formadas, sentadas na quadra, com as pernas cruzadas. Não pode conversar na hora do almoço. É que eles gostam de ser rigorosos. Aqui ele é o pai, todo mundo respeita ele. Ele bate, ele quer ser o que não é aqui dentro....é muito rígido, tem gente que fica na contenção 15 dias, é ali naquele quarto vazio, não tem nada dentro dele, é aquele quarto lá, hoje tem uma menina ali, não sei porque. Só tem dois colchões. Conflitos entre socioeducadores/as e garotas foi relatado também por Assis e Constantino (2001). Pra essas autoras, A dificuldade dos agentes em aceitar os revides carregados de revolta das meninas às menores frustrações é um dos pontos mais delicados dessa relação. Dependendo do grau de sensibilidade do agente, situações corriqueiras viram um problema institucional (p. 209). Os conflitos e violências demonstram urgente necessidade de revisão do regime disciplinar, das sanções disciplinares das unidades socioeducativas, principalmente aquelas que impliquem em tratamento cruel, desumano e degradante, assim como qualquer tipo de sanção coletiva, conforme consta no subitem 8, letra b) do item Entidades de Atendimento (BRASIL, 2010, p. 37), e que encontra respaldo no Art. 124, item V, da Secão VII do ECA, que trata da internação, ou seja, é um direito do adolescente privado de liberdade... ser tratado com respeito e dignidade (BRASIL, 2011, p. 106). 9. O quê o Projeto Promovendo os direitos sexuais e reprodutivos de adolescentes em conflito com a lei encontrou Miriam Ventura, no artigo Saúde feminina e o pleno exercício da sexualidade e dos direitos reprodutivos (2011, p. 310), comenta as dimensões individuais e sociais dos direitos sexuais e reprodutivos. Em relação às primeiras, têm relevância para este projeto as referências da autora sobre (i) o direito à privacidade e à intimidade, e (ii) o direito à igualdade, a não ser discriminado e à diferença. Ainda de acordo com a autora, na dimensão social encontra-se (iii) o direito à informação, educação, aquisição de competências e demais meios e métodos para as pessoas tomarem decisões sobre sua vida sexual e reprodutiva (incluindo o acesso a métodos contraceptivos, à assistência ginecológica e à prevenção do câncer e das DST, aids e hepatites virais). 9.1 Direito à intimidade a política pública da visita íntima No Brasil a politica pública da visita íntima para adolescentes em conflito com a lei e cumprindo medida socioeducativa de internação foi sancionada pela Lei no , de 18/1/2012 (publicada em 19/1/2012 e retificada em 20/1/2012). Essa lei entrou em vigor após três meses da data de publicação. O artigo que trata exclusivamente do direito à visita íntima e os critérios de elegibilidade a ela é o Art. 68, pelo qual É assegurado ao adolescente casado ou que viva, comprovadamente, em união estável o direito à visita íntima, havendo obrigatoriedade de o visitante ser identificado e registrado pela direção do programa de atendimento, que emitirá documento de identificação, pessoal e intransferível, específico para a realização da visita íntima

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