3º ENCONTRO DE GRUPOS REGIONAIS DE ARTICULAÇÃO DE ABRIGOS

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1 3º ENCONTRO DE GRUPOS REGIONAIS DE ARTICULAÇÃO DE ABRIGOS 2º SEMESTRE/2009

2 Organização do Sistema - SUAS A Assistência Social está organizada em Sistema de Proteção Social Básica e Especial: Sistema de Proteção Social Básica: tem como objetivos prevenir situações de risco e o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários a famílias que vivem em situação de pobreza, ausência de renda, precário ou nulo acesso aos serviços públicos, fragilização de vínculos afetivos relacionais e de pertencimento social. Sistema de Proteção Social Especial: tem como objetivos prover atenções socioassistenciais a famílias e indivíduos que se encontram em situação de risco pessoal e social (abandono, maus tratos físicos e, ou, psíquicos, abuso sexual, uso de substâncias psicoativas, cumprimento de medidas socioeducativas, situação de rua, situação de trabalho infantil, entre outras).

3 4SMADS Princípios da Proteção Social A proteção social de assistência social, ao ter por direção o desenvolvimento humano e social e os direitos de cidadania, tem por princípios: a territorialização; a proteção pró-ativa; integração à seguridade social; integração às políticas sociais e econômicas. a matricialidade sociofamiliar

4 Proteção Social Especial A Proteção Social Especial articula-se com a Proteção Social Básica - de modo a ofertar atendimento integrado às famílias cujas especificidades demandem atendimento concomitante nas duas proteções. Em consonância com o princípio da matricialidade sócio familiar da Proteção Social de Assistência Social, a família representa o foco central das ações na Proteção Social Especial.

5 CREAS - Centro de Referencia Especializado de Assistência Social Pólo de referência, de coordenação e de articulação da proteção social especial de média complexidade, com objetivo de ofertar orientação, apoio especializado e continuado de assistência social a indivíduos e famílias com seus direitos violados, promovendo a integração de esforços, recursos e meios para enfrentar a dispersão dos serviços, visando potencializar a ação, envolvendo um conjunto de profissionais e processos de trabalhos que deveram ofertar apoio e acompanhamento individualizado especializado

6 CREAS - Centro de Referencia Especializado de Assistência Social O mesmo deve articular os serviços de média complexidade e operar referência e contrareferência com a rede de serviços socioasssitenciais da proteção social básica e especial, com as demais políticas públicas e demais instituições que compõem o sistema e Garantia de direitos Movimentos sociais.

7 Temas que orientaram a discussão e elaboração dos objetivos e ações do PNCFC Valorização da Família: Políticas de Apoio Sócio-Familiar Reordenamento dos Programas de Acolhimento Institucional Adoção centrada no interesse da criança e do adolescente

8 - SECRETARIA MUNICIPAL DE ASSISTÊNCIA E DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL - SMADS Adjunto Gabinete do Secretário Chefia de Gabinete Assessoria Jurídica Coordenadoria de Gestão Administrativa Coordenadoria de Gestão de Pessoas Coordenadoria de Gestão Administrativa COGEAS Coordenadoria Geral da Assistência Social Assessoria de Comunicação Social Assessoria Técnica Assessoria Técnica Coord. Observatório Políticas Sociais. Coord. Gestão de Benefícios Coord. Proteção Social Especial Coord. Proteção Social Básica Apoio Administrativo Coordenadoria NORTE Coordenadoria SUL Coordenadoria CENTRO / OESTE Coordenadoria SUDESTE Coordenadoria LESTE Perus Freguesia / Brasilândia Casa Verde Cachoeirinha Santana / Tucuruvi V. Maria / V. Guilherme Jaçanã / Tremembé Pirituba Campo Limpo M Boi Mirim Parelheiros Santo Amaro Cidade Ademar Capela do Socorro Supervisão Técnica de Assistencia Social Supervisão de Adm. E Finanças / CREAS SÉ Butantã Pinheiros Lapa LEGENDA - Ligados diretamente a Secretária Núcleo de Gestão de Benefícios Supervisão de Planejamento e Observatório de Políticas Sociais CREAS / Vila Prudente / Sapopemba Jabaquara Moóca Vila Mariana Aricanduva / V.Formosa / V.Carrão Ipiranga Penha Cidade Tiradentes Ermelino Matarazzo Guaianazes /CREAS Itaim Paulista Itaquera São Mateus São Miguel - Subordinados a Coord. Geral da Assist. Social - Estrutura se repete para as 5 coord. regionais Página 1

9 COORDENADORIA PROTEÇÃO ESPECIAL Formação Continuada Crianças e Adolescentes Acolhida Convívio Defesa Ministério Público, Ouvidoria e Conselho CRECAS Centro Acolhida 0 a 6 anos 16 serviços Medida socioeducativa em meio aberto ciclo 5 serviços de violência 52 Serviços Serviço de Proteção Atendimentos Jurídico 5 Serviços Abrigos 95 serviços PSR -Educação Social de Rua Família Acolhedora 1 serviço 11 serviços Proteção à Ameaça de Morte Proteção vítimas de Violência e Abuso e exploração sexual 1 serviço 5 serviços República Jovem 2 serviços

10

11 TOTAL DE SERVIÇOS NA CIDADE DE SÃO PAULO - SETEMBRO/09 Serviços Conveniados 16 CRECAs 95 Abrigos 05 Centros de Acolhida Especial Serviços Não Conveniados 124 abrigos

12 COORDENADORIA DE PROTEÇÃO SOCIAL ESPECIAL CAS Abrigos CRECAs Centros de Acolhida Especial de 0 a 6 anos Centro-Oeste Norte Sul Sudeste Leste

13 DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO ATUAL Na cidade de São Paulo, somente na rede conveniada com a SMADS, em abril/2009, havia (duas mil, trezentas e quinze) vagas para crianças e adolescentes em medida de proteção de acolhimento institucional. (116 Serviços) Na rede não conveniada, em abril/2009, havia 2.007(duas mil e sete) vagas para crianças e adolescentes em medida de proteção de acolhimento institucional. (124 Serviços)

14 ABRIGOS E CENTROS DE ACOLHIDA Motivos de Abrigamento Abrigos e Centro de Acolhida Especial 0,9% 3,6% 1,7% 2,5% NEGLIGÊNCIA E MAUS TRATOS 2,7% SITUAÇÃO DE ABANDONO 6,3% 20,7% DIFICULDADE ECONÔMICA DOS RESPONSÁVEIS ALCOOLISMO E DROGADIÇÃO DOS RESPONSÁVEIS CONFLITO FAMILIAR 4,7% 4,6% 8,0% 12,1% 8,8% SITUAÇÃO DE RUA VIOLÊNCIA OU EXPLORAÇÃO SEXUAL DOENÇA DOS RESPONSÁVEIS PROTEÇÃO À VIDA PROBLEMA DE COMPORTAMENTO 10,7% 12,9% CUMPRIMENTO DE PENA DOS RESPONSÁVEIS ÓBITO DOS RESPONSÁVEIS

15 CRECAS Motivos de Abrigamento 0,3% CRECAS 8,1% DNEGLIGÊNCIA E MAUS TRATOS 0,8% 3,4% 3,9% SITUAÇÃO DE ABANDONO 3,9% 2,3% DIFICULDADE ECONÔMICA DOS RESPONSÁVEIS 7,7% 7,6% 8,1% 2,3% 0% ALCOOLISMO E DROGADIÇÃO DOS RESPONSÁVEIS 17,2% CONFLITO FAMILIAR 1,0% 2,1% 17,2% 45,4% SITUAÇÃO DE RUA 2,1% VIOLÊNCIA OU EXPLORAÇÃO SEXUAL 1% DOENÇA DOS RESPONSÁVEIS 7,7% PROTEÇÃO À VIDA 45,4% 7,6% PROBLEMA DE COMPORTAMENTO 0,8% CUMPRIMENTO DE PENA DOS RESPONSÁVEIS 0,3% ÓBITO DOS RESPONSÁVEIS 3,4% ESTAR PERDIDA

16 MOTIVOS DE ABRIGAMENTO Colocando em análise apenas o motivo dificuldade econômica dos responsáveis, que se consolida como motivo de entrada de 12,1% do total de crianças e adolescentes acolhidos nos Abrigos e 1,1% do total de crianças e adolescentes acolhidos nos CRECA s.

17 AÇÕES PRIORITÁRIAS Por intermédio dos s e CREAS serão realizados atendimento social prioritário às famílias que têm filhos abrigados por motivo de dificuldade econômica, incluindo-as em programa de transferência de renda (prioritariamente renda mínima) e na rede de proteção sócio assistencial, resultando em aproximadamente 230 vagas nos Abrigos, e promovendo a reinserção familiar de 12,1% das crianças e adolescentes atualmente abrigadas; ARTIGO 23 - ECA

18 1º SEMESTRE/2009 Atendimento - Janeiro a Junho de 2009 Tipo de Serviço Abrigo* % CRECA % Total % Relativo Atendimento no Período Janeiro - Junho , , ,0

19 ABRIGOS Motivos de desabrigamento 3,7% 0,7% ABRIGOS 52,3% REINTEGRAÇÃO FAMILIAR 9,7% 33,6% TRANSFERÊNCIA P/ OUTRO SERVIÇO SIMILAR 9,7% SAÍDA NÃO AUTORIZADA 52,3% 33,6% 3,7% LIMITE DE IDADE 0,7% ÓBITO

20 CRECAS- Motivos de desabrigamento 4,8% 0,3% 0,4% CRECAS 14,4% REINTEGRAÇÃO FAMILIAR 16,6% TRANSFERÊNCIA P/ OUTRO SERVIÇO SIMILAR 12,4% 14,4% 51,6% SAÍDA NÃO AUTORIZADA 16,6% 12,4% ENCAMINHAMENTOS PARA ABRIGO 0,3% ÓBITO 51,6% 4,8% RECÂMBIO 0,4% PROGRAMA AMEAÇADOS DE MORTE

21 DESABRIGAMENTO Comparando os motivos de entrada nos CRECA s, temos em primeiro lugar (45,4%) para situação de rua e, como primeiro motivo de saída deste Serviço 51,6% saída não autorizada. Os dados parecem revelar que as crianças e adolescentes que se encontram em situação de rua estão utilizando o Serviço CRECA para ratificar sua permanência na rua, e não como Serviço efetivo de proteção, ensejando que esta Pasta proponha alterações e adequações à rede de proteção social a crianças e adolescentes em situação de risco pessoal e social, objetivando efetivar a política de proteção, eixo de promoção conforme previsto em Resolução do CONANDA Conselho Nacional de direitos da Criança e do Adolescente nº 113.

22 MARCOS LEGAIS Artigo CF a família, base da sociedade, tem proteção especial do Estado ; Artigo CF é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com prioridade absoluto, o direito à vida, a saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização,à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade, e à convivência familiar e comunitária. Artigo 19 - ECA toda criança ou adolescente tem direito a ser criado e educado no seio de sua família, excepcionalmente, em família substituta assegurada a convivencia familiar e comunitária...;

23 Artigo 100 LEI Nº , DE 3 DE AGOSTO DE 2009 ADOÇÃO X - prevalência da família: na promoção de direitos e na proteção da criança e do adolescente deve ser dada prevalência às medidas que os mantenham ou reintegrem na sua família natural ou extensa ou, se isto não for possível, que promovam a sua integração em família substituta;

24 Artigo 101 LEI Nº , DE 3 DE AGOSTO DE 2009 ADOÇÃO 7 o O acolhimento familiar ou institucional ocorrerá no local mais próximo à residência dos pais ou do responsável e, como parte do processo de reintegração familiar, sempre que identificada a necessidade, a família de origem será incluída em programas oficiais de orientação, de apoio e de promoção social, sendo facilitado e estimulado o contato com a criança ou com o adolescente acolhido. Slide 12

25 LEI Nº , DE 3 DE AGOSTO DE 2009 ADOÇÃO Artigo 87 VI - políticas e programas destinados a prevenir ou abreviar o período de afastamento do convívio familiar e a garantir o efetivo exercício do direito à convivência familiar de crianças e adolescentes;

26 Ações Prioritárias Investimento na região central da cidade em espaços abertos para o desenvolvimento de trabalho socioeducativo para crianças e adolescentes em situação de rua, visando a consolidação da formação do vínculo com o educador de rua e favorecendo a saída da rua. Tal Centro não se configurará como serviço de acolhimento institucional, mas sim como base do trabalho de educação social de rua (atenção urbana);

27 Ações Prioritárias Transformar alguns CRECAS da região periférica em abrigos, localizados onde se concentra a maior demanda de crianças e adolescentes que demandam medida de proteção de acolhimento institucional; Analisar a demanda e territórios de necessidade de Serviços, através do georreferenciamento e cruzamento dos índices de Vulnerabilidade Infanto-Juvenil, Índice de Desenvolvimento Humano, Censo de Crianças e Adolescentes em Situação de Rua e Trabalho Infantil; A partir do diagnóstico realizado sobre os motivos e o tempo de abrigamento, será possível prever e realizar reintegrações familiares e comunitárias.

28 DESAFIOS Mudar o lugar que ocupa a/às família/as nas políticas públicas Construção coletivas de alternativas mais consistentes ante as necessidades e direitos das famílias; Sistema de apoio e trocas famíliares, a exemplo da geracional;

29

30 Plano Nacional PRINCIPAIS ASPECTOS APOIO À FAMÍLIA: PREVENÇÃO DA INSTITUCIONALIZAÇÃO; EXCEPCIONALIDADE E PROVISORIEDADE DO AFASTAMENTO DO CONVÍVIO FAMILIAR; REORDENAMENTO DOS PROGRAMAS DE ACOLHIMENTO INSTITUCIONAL; IMPLEMENTAÇÃO DE PROGRAMAS DE FAMÍLIAS ACOLHEDORAS E REPÚBLICAS ;

31 Plano Nacional PRINCIPAIS ASPECTOS REINTEGRAÇÃO FAMILIAR ADOÇÃO: EM CONSONÂNCIA COM O ECA E CENTRADA NO INTERESSE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE FORTALECIMENTO DA AUTONOMIA DO ADOLESCENTE E DO JOVEM ADULTO ARTICULAÇÃO INTERSETORIAL

32 Plano Nacional PRINCIPAIS ASPECTOS Reconhecimento de que a função da família pode ser exercida nos mais diversos arranjos familiares; Criança e Adolescente vistos de forma indissociável do seu contexto familiar e comunitário; Acompanhamento sócio-familiar: valorização das potencialidades, reconstrução das relações, superação de padrões violadores, fortalecimento de vínculos e do protagonismo;

33 Plano Nacional PRINCIPAIS ASPECTOS Estratégias preventivas: fortalecimento de vínculos familiares e das redes sociais de apoio; intervenção com famílias em situação de vulnerabilidade (acesso às políticas públicas e serviços de apoio, para que ela possa desempenhar seu papel de proteção e cuidado dos filhos); Intervenções em situações de risco: atendimento especialização à família, prevenção da institucionalização, reconstrução das relações, preservação dos vínculos e promoção da reintegração familiar; Descobrir e valorizar as fortalezas e potencialidades ao invés de diagnosticar o que está errado em relação a um pretenso modelo de saúde e normalidade (PNCFC)

34 É amplamente reconhecida a importância da família, nos seus mais diversos arranjos, no cuidado e no bem estar de seus membros, pois é este o lócus privilegiado e primeiro a proporcionar a garantia de sobrevivência a seus integrantes, especialmente aos mais vulneráveis, como as crianças, os idosos e os doentes. Neste sentido, o direito à convivência familiar e comunitária é um dos direitos fundamentais de crianças e adolescentes brasileiros. Tanto a Constituição Federal quanto o ECA definem o direito à convivência familiar e comunitária como sendo um direito fundamental ao lado do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade (Constituição Federal artigo 227 e ECA 4).

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