MIMESIS E IMAGINAÇÃO NOS CONTOS DO OUTRO LADO TEM SEGREDOS E BISA BIA, BISA BEL

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "MIMESIS E IMAGINAÇÃO NOS CONTOS DO OUTRO LADO TEM SEGREDOS E BISA BIA, BISA BEL"

Transcrição

1 MIMESIS E IMAGINAÇÃO NOS CONTOS DO OUTRO LADO TEM SEGREDOS E BISA BIA, BISA BEL LUCIETE DE CÁSSIA SOUZA LIMA BASTOS (UFMG). Resumo A literatura é a simbolização de uma experiência humana e está ligada a um contexto histórico, aproximando se ou se afastando das tradições. A literatura infantil, como objeto novo, desempenha importante papel na formação do pensamento das crianças, possibilitando a transformação e o enriquecimento da experiência de vida desses seres em processo. Por se tratar de um objeto com características singulares e dimensão estética essencial, a literatura infantil é dotada de múltiplas possibilidades de pesquisa. Neste artigo, pretendemos problematizar ficção, mimeses e imaginação a partir dos contos Do outro lado tem segredos (2003) e Bisa Bia, Bisa Bel (2001) de Ana Maria Machado, corpus necessário à reflexão proposta. Em ambos os contos, o fluir da narrativa constitui uma via de mão dupla em que os fatos, que marcaram o cotidiano da autora, pontuam a ficção e vice versa, num movimento contínuo de ir e vir. Nesse sentido, discutimos a apropriação do real e a sua ficcionalização, interpenetrado pela imaginação criativa da escritora. Acerca das imbricações em torno do real, do imaginário e do ficcional, os conceitos de mimeses postulado por Costa Lima e de imaginação defendido por Iser nos serviram de aporte a esta discussão. É possível conjecturar que Ana Maria Machado, ao selecionar, combinar e recolher dados da realidade, ficcionalizando os, incita seus leitores à reflexão sobre questões, aparentemente, distantes do universo infantil. Salientamos que este trabalho não esgota o tema aqui proposto, trata se de um estudo introdutório que levanta questões pertinentes sobre a relação mimeses, ficção e imaginação. Acreditamos que as discussões ora iniciadas poderão servir de aporte a novos pesquisadores interessados nos estudos sobre a obra da escritora Ana Maria Machado. Palavras-chave: LITERATURA, IMAGINAÇÃO, MIMESES. MIMESIS E IMAGINAÇÃO NOS CONTOS DO OUTRO LADO TEM SEGREDOS E BISA BIA, BISA BEL Estar vivo é falar, falar é exercer o simbólico, pelo simbólico me digo enquanto me finjo. (Costa Lima, 1981: 155) A literatura infanto-juvenil, embora apresentando especificidades, tem por desafio, como toda literatura, tentar compreender o ser humano. Como tantos outros poetas e ficcionistas

2 contemporâneos, Ana Maria Machado dá uma roupagem nova e variada para a nova literatura infanto-juvenil inaugurada por Lobato, tornando possível reconhecer vestígios do mestre no olhar questionador, no humor irreverente e na linguagem coloquial. Também ela se deixou seduzir pela arte de contar histórias com um toque pessoal e um olhar inaugural para o mundo. Nessa trilha aberta por Lobato, Ana prossegue ajudando a consolidar esta nova literatura infantil brasileira pautada no olhar crítico e na observação da realidade social. Por se tratar de um objeto com características singulares e dimensão estética essencial, a literatura infantil é dotada de múltiplas possibilidades de pesquisa. Neste estudo, problematizo ficção, mimeses e imaginação a partir dos contos Do outro lado tem segredos e Bisa Bia, Bisa Bel de Ana Maria Machado, procurando estabelecer um diálogo sutil entre texto e contexto, em que as tessituras ficcional e histórica aproximam-se pela narrativa e se afastam pela especificidade no tratamento do objeto. Com esse propósito, mergulho no imaginário da ficcionista para refletir sobre essa possibilidade dialógica. Acerca das imbricações em torno do real, do imaginário e do ficcional, os conceitos de mímesis de Costa Lima e de imaginação postulado por Iser servirão de aporte a esta discussão. Luiz Costa Lima considera a mímesis como uma atividade dialógica, em que a representação existe, mas não representa algo anterior, ela é produto de uma troca, um efeito de ir e vir. No cenário teórico da estética da recepção e do efeito as idéias de Wolfgang Iser podem complementar as postulações de Costa Lima. Iser apóia-se, igualmente, na orientação despragmatizada da ficção articulada ao "imaginário, aos atos de fingir e ao jogo" (Iser, In Lima, 1983). A ficção funciona como um campo de ação onde um processo lúdico de fingimento é ativado. Este campo de fingimento abre o livre acesso

3 da escrita ao imaginário. A mímesis verbal constitui uma forma de jogo que possibilita a encenação de uma realidade que, desde logo, faz-se imaginária e, portanto, inscreve-se na estrutura do fingimento. Entender o mundo ficcional como se fosse um mundo real significa relacioná-lo com algo que ele não é. O texto que se ancora no jogo do fingimento é, necessariamente, marcado pela ambigüidade, porque os "atos de fingir" atraem a presença do imaginário no texto literário. Nos textos selecionados para estudo o como se provoca um jogo ambíguo no qual o leitor é envolvido e enredado. A trama de Bisa, Bia; Bisa Bel conta a história de Isabel, uma menina que ganha da mãe uma fotografia antiga de uma garotinha. Quando Bel descobre que a menina da fotografia é sua bisavó, inicia uma relação de descobertas com essa pessoa tão importante na sua vida e de sua família, estabelecendo com ela um diálogo afetivo, envolto em lembranças. Em Bisa Bia, Bisa Bel o próprio livro é uma narrativa, que sustenta o fluxo da memória, um narrador em primeira pessoa fala durante quase todo o tempo, o diálogo mantido se sustenta no imaginário da protagonista que percorre passado e futuro em busca de sua formação identária, trata-se de uma construção em abismo que propicia esse ir e vir no tempo, por outras palavras, uma metaficção. Esta subjetividade da narrativa desdobrada através de outros sujeitos nas histórias lembradas é a garantia da coerência interna. Não se pode confundir a realidade com aquilo que é contado, pois as memórias escritas dão ao texto certas garantias de realidade, mas, ao mesmo tempo, elas se escrevem e se constroem muito mais pelas possibilidades da invenção. Se há uma permuta entre o real e o imaginário, há muito mais espaço para a fantasia. (RAMOS, 2008: passim) O narrador vai se descobrindo à medida que relata e escreve e, muitas vezes, só vai perceber algo que não percebeu no início da

4 narrativa, tempo depois quando refletir sobre elas; à medida que reflete vai se descobrindo, (re)significando. A narrativa Do outro lado tem segredos fala sobre o cotidiano de uma aldeia de pescadores. Aos poucos, o protagonista Benedito vai desvelando e aprendendo suas tradições e a cultura de seu povo nas relações interpessoais do dia-a-dia. O texto é escrito em terceira pessoa, nele não raras vezes imbricam-se narrador e protagonista, dificultando para o leitor a identificação segura de um deles. A não explicitação do narrador deixa margem para ambigüidade da autoria e nos possibilita ver Bino tomar posse do discurso narrativo pelo qual vai recuperando a história de seus ancestrais e, ao mesmo tempo, vai oportunizando aos demais interlocutores o relato de seu passado vivido, retomado pela lembrança e que mantém constante articulação com os acontecimentos do presente. Recriado pela escrita, o cenário se torna memória de uma experiência pessoal e estética transformadora. Bino cria uma ponte significativa entre sua vida e a de seus antepassados pelo relato das lembranças das pessoas com as quais interage, construindo passo a passo a sua identidade. O tempo da narrativa não acompanha o tempo cronológico, realiza-se à mercê da memória. A memória, com seus volteios e desvios característicos, orienta o desenrolar da história. Apesar de uma estrutura aparentemente confusa, o tempo em ambas as narrativas pode ser recuperado indiretamente pelo leitor, como um quebra-cabeça, juntando-se as marcações temporais espalhadas ao longo do texto. É possível constatar que o material de que trata a literatura desenvolve-se no campo da possibilidade. Se há uma verdade, esta é celebrada por um pacto de leitura estabelecido entre o narrador e o leitor. As memórias são uma busca de recordações com o intuito de evocar pessoas e acontecimentos que sejam representativos para um

5 momento posterior, no qual este narrador escreve. Conforme Costa Lima, a mímesis se explica pela diferença, numa relação que ele denomina de representação-efeito, por conseguinte, a coisa lembrada não é o acontecimento como de fato se deu, mas a impressão, o efeito que tal evento causou no sujeito da memória. Não é possível trazer o acontecimento passado por inteiro para o presente; justamente por serem lacunares as lembranças do sujeito é que ele preenche os vazios com a imaginação; além disso, o narrador seleciona daquilo que é lembrado apenas o que lhe interessa relatar. O sujeito que lembra já não é mais o mesmo de outrora, o tempo é inconstante e a lembrança salta de um ponto de fixação temporal a outro, o sujeito é incapaz de registrar a dinâmica do tempo e inábil para assinalar cada uma das unidades do compasso; por esta razão, a autora ficcionaliza o que narra. Em ambos os contos, o fluir da narrativa constitui uma via de mão dupla em que os fatos que marcaram o cotidiano da autora pontuam a ficção e vice-versa, num movimento contínuo de ir e vir. Nesse sentido, discuto a apropriação do real e a sua ficcionalização, interpenetrado pela imaginação criativa da escritora. Não há então compromisso da ficção com o campo da realidade, mas há uma abertura para um espaço de alteridade imaginária, possibilitada pelo fingimento. A literatura encontra seu campo discursivo específico pela presença do imaginário no artesanato ficcional dentro da situação de comunicação entre texto e leitor. Ana Maria Machado procura sempre se desvincular dos modelos estéticos instituídos, colocando-se em constante experimentação. À maneira de um contador de histórias, a autora torna tênues as fronteiras entre ficção e realidade; narração, memória e história se entrecruzam de tal forma que ora se complementam e ora se estranham, ora se tangenciam e ora se afastam. Referindo-se ao livro Do outro lado tem segredos, Ana diz logo na abertura: Ao escrever

6 este livro, parti de lembranças muito concretas de minha infância no litoral do Espírito Santo. E também da observação de pessoas e coisas que continuavam existindo por lá [...]. Vários dos personagens existiram de verdade [...] ; embora assim se manifeste, a autora não deseja a volta do objeto recordado, mas o que ele representa, particularidade esta própria do discurso sobre a memória da infância, de forma que os elementos recorrentes na lembrança saudosa desse tempo estão articulados sob a própria dinâmica da memória social. O autor-escritor-narrador passa a ser muito mais o sujeito do verbo das lembranças, dessa maneira, Ana Maria redefine as suas lembranças não como imagens congeladas de um passado estático, intacto e distante, mas de um pretérito que é (re)significado pelo presente, que se altera e se reconstrói a partir da experiência do vivido, da incursão da imaginação e a partir da própria linguagem. Costa Lima afirma que a especificidade discursiva da mímesis no terreno da ficção literária configura-se por sua especial sujeição à tematização do imaginário. Por estar submetida à instância imaginária, ela escapa, ou recusa, o domínio da atividade perceptual, que regula as relações pragmáticas entre o sujeito e o modelo "real". A mímesis, segundo o teórico, define-se como processo criativo porque ela corresponde a uma produção do imaginário que não repete o modelo de forma passiva, pois resgata, na aparente semelhança, a diferença latente. A mímesis re-apresenta o modelo não sob o signo da realidade percebida, mas são o signo da imagem precipitada. A atividade mimética se organiza em torno do fingimento ficcional, que simultaneamente evoca e apaga as cenas do mundo "real" através das imagens do texto. As imagens do texto evocam o mundo apenas para retirá-lo de sua "realidade" e precipitá-lo nas brumas nebulosas do imaginário, que rasura os contornos, apaga a nitidez e retira o foco da verdade. No campo das linguagens, a memória permite promissora intersecção entre essas instâncias, pois

7 a memória emerge de uma construção de linguagem, entendida como um mecanismo de laboração textual, base de constituição de representações vinculadas em maior ou menor grau com a mímesis e o verossímil. Cabe lembrar que Ana Maria passou boa parte da infância no Estado do Espírito Santo. Sua identidade com aquele lugar vem daquela época, quando costumava passar verões inteiros na Serra, em Manguinhos, e lá, com o olhar atento e ouvidos aguçados, sentava-se para ouvir historias. Alguns elementos narrativos do conto Do outro lado tem segredos têm origem nesta experiência, mas não é possível trazer o acontecimento passado por inteiro para o presente; justamente por serem as lembranças do sujeito lacunares é que ele preenche os vazios com a imaginação; além disso, o narrador seleciona daquilo que é lembrado apenas o que lhe interessa relatar. O tempo é inconstante e a lembrança salta de um ponto de fixação temporal a outro, o sujeito que lembra já não é mais o mesmo de outrora, é incapaz de registrar a dinâmica do tempo e inábil para assinalar cada uma das unidades do compasso; por esta razão, a autora ficcionaliza o que narra. Comungo com o que escreveu Anna Cláudia Ramos no livro Nos bastidores do Imagináro: Ana Maria recorta da vida fatos possíveis, recorta imagens e pessoas que poderiam existir de verdade, mas depois ela recombina todos eles dentro de sua narrativa e cria um novo mundo, pois nada daquilo que ela criou existe, a não ser no âmbito da ficção. Por isso a ficção não é obra da vida real, mas, sim, uma releitura desse real. E essa releitura passa pelo imaginário. Não para reproduzir o visível, mas para tornar visível aquilo que ninguém vê. Como Bisa Bia em Bel, visível por dentro. (RAMOS, 2006:139) A autora dá vida, nas páginas de Bisa, Bia, Bisa Bel e Do outro lado tem segredos a personagens verossímeis colhidos do cotidiano e das histórias ouvidas, envolvidas em conflitos possíveis de fato. Em Bisa, Bia, Bisa Bel a protagonista vive um cotidiano marcado por

8 ações típicas das crianças contemporâneas em atividades comuns a qualquer criança brasileira, mas essa aparente normalidade é invadida pelo maravilhoso e o fantástico quando uma fotografia adere à pele da personagem, transfigurando-se numa tatuagem só perceptiva pela própria narradora, porque está voltada para o lado de dentro, vive dentro dela; além disso, a protagonista mantém diálogos com sua bisavó e sua bisneta, ambas interferindo na formação pessoal da narradora. É esse toque de imaginário que possibilita à protagonista a construção de sua identidade. Nesse processo de construção, a narradora dialoga com o passado e com o futuro estabelecendo, através do presente narrativo, um elo de conexão entre as três gerações, só possível pela intervenção do imaginário. O narrado não é uma realidade, mas interpretação das coisas acontecidas, aquele que narra estrutura o texto através de verbos rememorativos, garantindo o presente narrativo e selecionador das lembranças. O sujeito que lembra, enquanto escreve, é um controlador da autoria, da estruturação dos fatos, mas é muito mais um manipulador da função estética, dramática e lírica de todas as suas lembranças, em torno do desdobramento do sujeito que viveu e que agora se tornou seu personagem. Iser afirma que a literatura é algo inacabado, em constante transmutação, assim como o ser humano; é a leitura que provoca a contínua interação entre as expectativas modificadas e as memórias transformadas. Assim, cada momento da leitura é uma dialética de propensão e retenção que conduz a um futuro horizonte que deve ser e será ocupado por um horizonte passado que se apaga continuamente. O processo de leitura não foge a essa incompletude, porque não há como perceber um texto literário em sua totalidade. Assim, o vivido e o imaginado, o real e o faz-deconta se mesclam e se complementam resultando em histórias incríveis com as quais o leitor se identifica. Se é possível ao leitor

9 (re)escrever-se no texto que lê (re)inventando a sua história, também o autor, ao dar vida a personagens, exercita esta possibilidade ficcionalizando-se. Certamente, Ana Maria ao dar corpo às personagens Bisa Bia, Bel e neta Beta partiu da junção de elementos fragmentados, colhidos de pessoas conhecidas e imaginadas que vivem dentro dela, possibilitando-lhe viver novas vidas através dessas criações. As histórias de Ana Maria encantam por falar sobre coisas sérias. Fazendo uso de uma linguagem natural e simples, a autora possibilita que o diálogo entre o adulto e a criança leitora tenha a necessária cumplicidade para que o prazer do texto se realize. Ana Maria respeita o universo infantil, não apenas no que tange à escolha da linguagem como também no que diz respeito ao modo de percepção do mundo. Segundo palavras da autora: a conjugação do talento literário e do domínio da arte de escrever com o desejo de construir pontes entre indivíduos de gerações diferentes pode ter excelentes resultados [...](Machado, 2004, p. 63) e acrescenta [...] acho que uma ponte que não agüente o peso de adultos não serve para crianças e não devia ser oferecida a elas, pode até ser perigosa (Ibidem, p. 66). A autora faz uso da palavra ponte para metaforizar essa possibilidade dialógica entre gerações, ponte que se estabelece quando autor e leitor de qualquer idade entram em sintonia. Por conhecer bem as fronteiras entre o ser adulto e o ser infantil é que Ana Maria consegue, como poucos autores, falar diretamente às crianças, seres humanos num período estático da vida em que os mundos real e ficcional, por estarem em uma zona limítrofe, às vezes se misturam e não raras vezes se confundem. Em sintonia com o modo de a criança entender a realidade, na obra de Ana Maria Machado há uma fusão de realidade e fantasia, combinadas de modo verossímil. Em suas ficções, não se percebe a passagem do plausível (a realidade) para o apenas imaginável (o faz-

10 de-conta). Como nas histórias maravilhosas, a transição se processa com naturalidade tanto para personagens como para leitores. O leitor não questiona quando lê o que é real e o que é imaginado, apenas se deixa envolver pela fantasia ali contada e se enleia na história. Nessa direção, também nos interessa o labirinto da construção de sua escrita e de evocação da sua memória, à medida que ela lembra dispõe de liberdade poética, inconsciente ou não, de selecionar o que lembrar e o que esquecer. As memórias são uma busca de recordações com o intuito de evocar pessoas e acontecimentos que sejam representativos para um momento posterior, do qual este narrador escreve. Dessa forma, os labirintos percorridos por Ana Maria, ao evocar a memória de um tempo transcorrido, podem nos fornecer vestígios de uma época passada que não pode ser revivida, mas que pode ser (re)elaborada. A memória, então, imbuída dessa força prospectiva, é um potencial de conhecimento que impulsiona os personagens em suas ações. É um percurso de autoconhecimento e de busca de identidade, reconhecidos a partir das experiências de vida dos personagens Bino e Isabel, em que permeiam as experiências de vida recordadas e inventadas da autora. Acreditamos que, embora se trate de ficção, estudar a experiência de vida dos protagonistas, assim concebidas, pode contribuir para o resgate das relações indivíduo/meio e a importância que estas relações representam enquanto estabelecimento de um sentido maior para a percepção do sujeito no mundo, neste caso, as crianças leitoras de Ana Maria Machado. É possível conjecturar que, ao selecionar, combinar e recolher dados da realidade ficcionalizando-os, a autora incita seus leitores à reflexão sobre questões, aparentemente, distantes do universo infantil. Ana Maria Machado, testemunha que um de seus leitores disse-lhe, certa feita, que muitas histórias só têm mesmo o mundo que contam e acabam num instante, mas outras, as melhores segundo o pequeno

11 leitor, faz a gente ir descobrindo cada vez mais coisas e quando a gente cresce o livro vai crescendo com a gente. Assim são os livros de Ana Maria Machado uma espécie de hormônio do crescimento para a alma. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRAGA, Elizabeth dos Santos, Memória e literatura: uma análise das posições do sujeito no texto narrativo. Disponível em: Acesso em: 17/02/2009, passim COSTA LIMA, Luiz. Mímesis: desafio ao pensamento. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000, passim. Sociedade e Discurso Ficcional. Rio de Janeiro: Guanabara, 1986 ISER, Wolfgang. O Fictício e o Imaginário: perspectivas de uma antropologia literária. Rio de Janeiro: EDUERJ, 1996, passim. The Fictive and the Imaginary. Londres: J. Hopkins University Press, (1979). Os Atos de Fingir, ou o que é Fictício no Texto Ficcional. Trad. de Luiz Costa Lima. In: COSTA LIMA, L. C. Teoria da Literatura em suas Fontes. vol. II. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1983 MACHADO, Ana Maria. Ilhas do tempo: algumas leituras. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, Do outro lado tem segredos. 2 ed. vol. III. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, (Coleção Literatura em minha casa). Esta força estranha: trajetória de uma autora. São Paulo: Atual, (Passando a limpo).. Bisa Bia, Bisa Bel. Rio de Janeiro: Salamandra, 1985 RAMOS, Anna Claudia Nos bastidores do imaginário: criação e Literatura Infantil e Juvenil. São Paulo: Difusão Cultura do Livro, 2006, p.139 RAMOS, Tânia Regina Oliveira. Por uma poética das memórias literárias. Disponível em: Acesso em: 29/10/2008 (passim)

MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS E SUAS ADAPTAÇÕES

MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS E SUAS ADAPTAÇÕES MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS E SUAS ADAPTAÇÕES Simone de Souza Burguês (PIBIC/CNPq-UEM), Mirian Hisae Yaegashi Zappone (Orientadora), e-mail: mirianzappone@gmail.com Universidade Estadual de Maringá/Departamento

Leia mais

Para pensar o. livro de imagens. Para pensar o Livro de imagens

Para pensar o. livro de imagens. Para pensar o Livro de imagens Para pensar o livro de imagens ROTEIROS PARA LEITURA LITERÁRIA Ligia Cademartori Para pensar o Livro de imagens 1 1 Texto visual Há livros compostos predominantemente por imagens que, postas em relação,

Leia mais

LITERATURA INFANTIL: INTERAÇÃO E APRENDIZAGEM

LITERATURA INFANTIL: INTERAÇÃO E APRENDIZAGEM LITERATURA INFANTIL: INTERAÇÃO E APRENDIZAGEM Adriana Bragagnolo i ( Universidade de Passo Fundo) 1. NOTA INICIAL O presente texto objetiva socializar reflexões a respeito da literatura infantil no cenário

Leia mais

LITERATURA E AUTORIA FEMININA: REFLEXÕES SOBRE O CÂNONE LITERÁRIO E MARTHA MEDEIROS

LITERATURA E AUTORIA FEMININA: REFLEXÕES SOBRE O CÂNONE LITERÁRIO E MARTHA MEDEIROS LITERATURA E AUTORIA FEMININA: REFLEXÕES SOBRE O CÂNONE LITERÁRIO E MARTHA MEDEIROS Mestranda Kézia Dantas Félix 1, UEPB 1 Resumo: Neste artigo estudo o debate estabelecido em torno do cânone literário,

Leia mais

Projeto Conto de Fadas

Projeto Conto de Fadas Projeto Conto de Fadas 1. Título: Tudo ao contrário 2. Dados de identificação: Nome da Escola: Escola Municipal Santo Antônio Diretora: Ceriana Dall Mollin Tesch Coordenadora do Projeto: Mônica Sirtoli

Leia mais

A Cobronça, a Princesa e a Surpresa

A Cobronça, a Princesa e a Surpresa elaboração: PROF. DR. JOSÉ NICOLAU GREGORIN FILHO A Cobronça, a Princesa e a Surpresa escrito por & ilustrado por Celso Linck Fê Os Projetos de Leitura: concepção Buscando o oferecimento de subsídios práticos

Leia mais

REVISTA pensata V.4 N.2 OUTUBRO DE 2015

REVISTA pensata V.4 N.2 OUTUBRO DE 2015 Ara Pyaú Haupei Kyringue Paola Correia Mallmann de Oliveira Este ensaio fotográfico é uma aproximação ao ara pyaú (tempo novo) e às kiringue (crianças) no nhanderekó, modo de ser tradicional entre os mbyá

Leia mais

Áfricas no Brasil: aprendendo sobre os sons, as cores, as imagens e os sabores

Áfricas no Brasil: aprendendo sobre os sons, as cores, as imagens e os sabores Áfricas no Brasil: aprendendo sobre os sons, as cores, as imagens e os sabores Rosália Diogo 1 Consideramos que os estudos relacionados a processos identitários e ensino, que serão abordados nesse Seminário,

Leia mais

A FOTOGRAFIA COMO INSTRUMENTO DIDÁTICO NO ENSINO DE GEOGRAFIA NA PERSPECTIVA DO CONCEITO DE PAISAGEM ENSINO FUNDAMENTAL II ( ANOS FINAIS )

A FOTOGRAFIA COMO INSTRUMENTO DIDÁTICO NO ENSINO DE GEOGRAFIA NA PERSPECTIVA DO CONCEITO DE PAISAGEM ENSINO FUNDAMENTAL II ( ANOS FINAIS ) Thainá Santos Coimbra Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro thainahappy@hotmail.com A FOTOGRAFIA COMO INSTRUMENTO DIDÁTICO NO ENSINO DE GEOGRAFIA NA PERSPECTIVA DO CONCEITO DE PAISAGEM ENSINO

Leia mais

O TRABALHO COM AS MÚLTIPLAS LINGUAGENS NO ENSINO DE HISTÓRIA E GEOGRAFIA NOS ANOS INICIAIS: OUVINDO AS CRIANÇAS

O TRABALHO COM AS MÚLTIPLAS LINGUAGENS NO ENSINO DE HISTÓRIA E GEOGRAFIA NOS ANOS INICIAIS: OUVINDO AS CRIANÇAS 1 O TRABALHO COM AS MÚLTIPLAS LINGUAGENS NO ENSINO DE HISTÓRIA E GEOGRAFIA NOS ANOS INICIAIS: OUVINDO AS CRIANÇAS Camila Silva Pinho CEFET/RJ Rosângela Veiga Júlio Ferreira Colégio de Aplicação João XXIII/UFJF

Leia mais

COMO AVALIAR O TEXTO LITERÁRIO CRITÉRIOS DE ANÁLISE

COMO AVALIAR O TEXTO LITERÁRIO CRITÉRIOS DE ANÁLISE COMO AVALIAR O TEXTO LITERÁRIO CRITÉRIOS DE ANÁLISE Literatura Infantil aspectos a serem desenvolvidos A natureza da Literatura Infanto-Juvenil está na Literatura e esta é uma manifestação artística. Assim,

Leia mais

A imagem do corpo e o brincar virtual: perspectivas sobre a infância contemporânea

A imagem do corpo e o brincar virtual: perspectivas sobre a infância contemporânea A imagem do corpo e o brincar virtual: perspectivas sobre a infância contemporânea Érica Fróis O objetivo deste trabalho é discutir o brincar na internet e a construção da Imagem do corpo na criança a

Leia mais

A ARTE DE CONTAR HISTÓRIAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

A ARTE DE CONTAR HISTÓRIAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL A ARTE DE CONTAR HISTÓRIAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL EVELISE RAQUEL DE PONTES (UNESP). Resumo O ato de contar histórias para crianças da educação infantil é a possibilidade de sorrir, criar, é se envolver com

Leia mais

Xixi na Cama. Cara Professora, Caro Professor,

Xixi na Cama. Cara Professora, Caro Professor, Xixi na Cama Cara Professora, Caro Professor, Estamos oferecendo a você e a seus alunos mais um livro da coleção Revoluções: Xixi na Cama, do autor mineiro Drummond Amorim. Junto com a obra, estamos também

Leia mais

Espaço, tempo e seus desdobramentos na obra de Rafael Pagatini

Espaço, tempo e seus desdobramentos na obra de Rafael Pagatini Espaço, tempo e seus desdobramentos na obra de Rafael Pagatini Luísa Kiefer...a nossa experiência diária parece mostrar que nos constituímos como seres que se deslocam pela vida, com a única certeza da

Leia mais

DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL

DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FNDE PROINFÂNCIA BAHIA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA - UFBA FACULDADE DE EDUCAÇÃO - FACED DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS PARA A

Leia mais

Cadê? 1. PALAVRAS-CHAVE: Cinema; curta-metragem; ficção; roteiro; visão.

Cadê? 1. PALAVRAS-CHAVE: Cinema; curta-metragem; ficção; roteiro; visão. Cadê? 1 Mirielle Katarine do Nascimento CAHUHY 2 Claudilma Marques Mendes da SILVA 3 Karen Alves de LIMA 4 Sara Raquel REIS 5 Anaelson Leandro de SOUSA 6 Universidade do Estado da Bahia, Juazeiro, BA RESUMO

Leia mais

A LINGUAGEM ESCRITA COMO UMA DAS MÚLTIPLAS

A LINGUAGEM ESCRITA COMO UMA DAS MÚLTIPLAS A LINGUAGEM ESCRITA COMO UMA DAS MÚLTIPLAS LINGUAGENS DA CRIANÇA Professor(a), no tema anterior, A criança de seis anos no ensino fundamental, falamos sobre quem são e como são essas crianças que ingressam

Leia mais

Cara Professora, Caro Professor,

Cara Professora, Caro Professor, A olhinhos menina de rasgados Cara Professora, Caro Professor, Estamos oferecendo a você e a seus alunos um belo livro de narrativa A menina de olhinhos rasgados, do premiado autor mineiro Vanderlei Timóteo.

Leia mais

A BONITEZA DO OLHAR INFANTIL NA PERSPECTIVA EMANCIPADORA: Ensinar e aprender em diálogo com os saberes das crianças

A BONITEZA DO OLHAR INFANTIL NA PERSPECTIVA EMANCIPADORA: Ensinar e aprender em diálogo com os saberes das crianças A BONITEZA DO OLHAR INFANTIL NA PERSPECTIVA EMANCIPADORA: Ensinar e aprender em diálogo com os saberes das crianças PADILHA, Aparecida Arrais PMSP cidarrais@yahoo.com.br Resumo: Este artigo apresenta uma

Leia mais

Hora do conto: uma experiência maravilhosa

Hora do conto: uma experiência maravilhosa Hora do conto: uma experiência maravilhosa Jucelma Terezinha Neves Schneid UPF Todos apreciam uma boa história, mas muita pouca gente conhece o valor real dela. Muitos que a usam para diferentes fins,

Leia mais

A RODA DE LITERATURA INFANTIL COMO ESPAÇO DE REFLEXÃO CRÍTICA: um relato de experiência

A RODA DE LITERATURA INFANTIL COMO ESPAÇO DE REFLEXÃO CRÍTICA: um relato de experiência A RODA DE LITERATURA INFANTIL COMO ESPAÇO DE REFLEXÃO CRÍTICA: um relato de experiência Ana Raquel da Rocha Bezerra, UFPE Andressa Layse Sales Teixeira, UFRN RESUMO: O presente trabalho tem como objetivo

Leia mais

TÍTULO: REFLEXÕES SOBRE A POESIA E A FUGA AO DIDATISMO CATEGORIA: EM ANDAMENTO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS SUBÁREA: PEDAGOGIA

TÍTULO: REFLEXÕES SOBRE A POESIA E A FUGA AO DIDATISMO CATEGORIA: EM ANDAMENTO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS SUBÁREA: PEDAGOGIA TÍTULO: REFLEXÕES SOBRE A POESIA E A FUGA AO DIDATISMO CATEGORIA: EM ANDAMENTO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS SUBÁREA: PEDAGOGIA INSTITUIÇÃO: UNIÃO DAS FACULDADES DOS GRANDES LAGOS AUTOR(ES): STELA FERNANDES

Leia mais

A LITERATURA INFANTOJUVENIL CONTEMPORÂNEA: ENTRE CARTAS E E-MAILS

A LITERATURA INFANTOJUVENIL CONTEMPORÂNEA: ENTRE CARTAS E E-MAILS A LITERATURA INFANTOJUVENIL CONTEMPORÂNEA: ENTRE CARTAS E E-MAILS Resumo: Prof. Dr. Diógenes Buenos Aires de Carvalho i (UEMA) O presente trabalho objetiva analisar a obra P.S. Beijei, de Adriana Falcão

Leia mais

A relação entre a fala e a escrita

A relação entre a fala e a escrita A relação entre a fala e a escrita Karen Alves da Silva Proposta e objetivo: Partindo de um episódio de escrita, podemos refletir sobre: de que maneira está posta a relação entre escrita e oralidade; como

Leia mais

Circuito de Oficinas: Mediação de Leitura em Bibliotecas Públicas

Circuito de Oficinas: Mediação de Leitura em Bibliotecas Públicas Circuito de Oficinas: Mediação de Leitura em Bibliotecas Públicas outubro/novembro de 2012 A leitura mediada na formação do leitor. Professora Marta Maria Pinto Ferraz martampf@uol.com.br A leitura deve

Leia mais

SOBRE A DESCONSTRUÇÃO ROMANESCA EM BOLOR, DE AUGUSTO ABELAIRA

SOBRE A DESCONSTRUÇÃO ROMANESCA EM BOLOR, DE AUGUSTO ABELAIRA SOBRE A DESCONSTRUÇÃO ROMANESCA EM BOLOR, DE AUGUSTO ABELAIRA Kellen Millene Camargos RESENDE (Faculdade de Letras UFG; kellenmil@gmail.com); Zênia de FARIA (Faculdade de Letras UFG; zenia@letras.ufg.br).

Leia mais

CONTO OU CRÔNICA? http://64.233.179.104/search?q=cache:mjw9pgoamesj:www.anjosdepr ata.com.br/contocro.htm+livro+do+conto+a+cronica&hl=pt-br

CONTO OU CRÔNICA? http://64.233.179.104/search?q=cache:mjw9pgoamesj:www.anjosdepr ata.com.br/contocro.htm+livro+do+conto+a+cronica&hl=pt-br CONTO OU CRÔNICA? http://64.233.179.104/search?q=cache:mjw9pgoamesj:www.anjosdepr ata.com.br/contocro.htm+livro+do+conto+a+cronica&hl=pt-br O que diferencia um conto de uma crônica? Leia algumas definições

Leia mais

Promessa de felicidade

Promessa de felicidade Promessa de felicidade Apontamentos sobre literatura, escola e infância Gilberto Martins Doutorando em Literatura Brasileira na USP. E m seu conto intitulado "Felicidade clandestina" (publicado em livro

Leia mais

O ENSINO DA LITERATURA E A CONDIÇÃO HUMANA

O ENSINO DA LITERATURA E A CONDIÇÃO HUMANA 1 O ENSINO DA LITERATURA E A CONDIÇÃO HUMANA Jaquelânia Aristides Pereira Maria Valdenia da Silva Universidade Estadual do Ceará UECE /FECLESC RESUMO Este artigo ressalta algumas reflexões sobre o ensino

Leia mais

PROPOSTA PEDAGÓGICA. Elaborada por Ana Carolina Carvalho

PROPOSTA PEDAGÓGICA. Elaborada por Ana Carolina Carvalho PROPOSTA PEDAGÓGICA Elaborada por Ana Carolina Carvalho PROPOSTA PEDAGÓGICA Crianças do Brasil Suas histórias, seus brinquedos, seus sonhos elaborada por ANA CAROLINA CARVALHO livro de JOSÉ SANTOS ilustrações

Leia mais

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ DEPARTAMENTO DE LETRAS E ARTES ESPECIALIZAÇÃO EM ESTUDOS COMPARADOS EM LITERATURAS DE LÍNGUA PORTUGUESA

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ DEPARTAMENTO DE LETRAS E ARTES ESPECIALIZAÇÃO EM ESTUDOS COMPARADOS EM LITERATURAS DE LÍNGUA PORTUGUESA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ DEPARTAMENTO DE LETRAS E ARTES ESPECIALIZAÇÃO EM ESTUDOS COMPARADOS EM LITERATURAS DE LÍNGUA PORTUGUESA A REPRESENTAÇÃO DA IDENTIDADE DA MULHER AFRO- DESCENDENTE, TIA

Leia mais

As crianças, a cultura. Lisandra Ogg Gomes

As crianças, a cultura. Lisandra Ogg Gomes As crianças, a cultura lúdica e a matemática Lisandra Ogg Gomes Aprendizagens significativas: Como as crianças pensam o cotidiano e buscam compreendê-lo? (Caderno de Apresentação, 2014, p. 33). O que as

Leia mais

O uso do desenho e da gravura sobre fotografia como práxis poética da memória

O uso do desenho e da gravura sobre fotografia como práxis poética da memória O uso do desenho e da gravura sobre fotografia como práxis poética da memória Vinicius Borges FIGUEIREDO; José César Teatini CLÍMACO Programa de pós-graduação em Arte e Cultura Visual FAV/UFG viniciusfigueiredo.arte@gmail.com

Leia mais

O USO DA LITERATURA NO PROCESSO DE LETRAMENTO NAS ESCOLAS DO CAMPO

O USO DA LITERATURA NO PROCESSO DE LETRAMENTO NAS ESCOLAS DO CAMPO O USO DA LITERATURA NO PROCESSO DE LETRAMENTO NAS ESCOLAS DO CAMPO INTRODUÇÃO Francisca das Virgens Fonseca (UEFS) franciscafonseca@hotmail.com Nelmira Santos Moreira (orientador-uefs) Sabe-se que o uso

Leia mais

Elvira Cristina de Azevedo Souza Lima' A Utilização do Jogo na Pré-Escola

Elvira Cristina de Azevedo Souza Lima' A Utilização do Jogo na Pré-Escola Elvira Cristina de Azevedo Souza Lima' A Utilização do Jogo na Pré-Escola Brincar é fonte de lazer, mas é, simultaneamente, fonte de conhecimento; é esta dupla natureza que nos leva a considerar o brincar

Leia mais

Palavras chave: Letramento Literário; Educação infantil; Literatura infantil; Primeira Infância; Formação Docente.

Palavras chave: Letramento Literário; Educação infantil; Literatura infantil; Primeira Infância; Formação Docente. LETRAMENTO LITERÁRIO NA PRIMEIRA INFÂNCIA Mônica Correia Baptista (FAPEMIG/FaE/UFMG) monicacb@fae.ufmg.br Amanda de Abreu Noronha (FaE/UFMG) amandadeabreu13@gmail.com Priscila Maria Caligiorne Cruz FALE/(UFMG)

Leia mais

PSICOLOGIA E DIREITOS HUMANOS: Formação, Atuação e Compromisso Social A INFLUÊNCIA DO USO DAS NOVAS TECNOLOGIAS NO COTIDIANO

PSICOLOGIA E DIREITOS HUMANOS: Formação, Atuação e Compromisso Social A INFLUÊNCIA DO USO DAS NOVAS TECNOLOGIAS NO COTIDIANO A INFLUÊNCIA DO USO DAS NOVAS TECNOLOGIAS NO COTIDIANO Dennys Rodrigues de Sousa* (Graduando em psicologia pela Faculdades Metropolitanas de Maringá - UNIFAMMA, Maringá-PR, Brasil); André Henrique Scarafiz,

Leia mais

Cartografia de um processo de criação em teatro: Primeiras considerações

Cartografia de um processo de criação em teatro: Primeiras considerações Cartografia de um processo de criação em teatro: Primeiras considerações Getúlio Góis de Araújo Programa de Pós-graduação em Artes UFU Mestrando - Práticas e Processos em Artes. Or. Prof Dr. Narciso Telles

Leia mais

Imagens da cidade de Manaus em A cidade ilhada, de Milton Hatoum e em A caligrafia de Deus, de Márcio Souza

Imagens da cidade de Manaus em A cidade ilhada, de Milton Hatoum e em A caligrafia de Deus, de Márcio Souza Imagens da cidade de Manaus em A cidade ilhada, de Milton Hatoum e em A caligrafia de Deus, de Márcio Souza Neire Márzia RINCON (PG/FL/UFG) neiremarzia@hotmail.com Marilúcia Mendes RAMOS (D/FL/UFG) profamariluciaramos@gmail.com

Leia mais

Não Era uma Vez... Contos clássicos recontados

Não Era uma Vez... Contos clássicos recontados elaboração: PROF. DR. JOSÉ NICOLAU GREGORIN FILHO Não Era uma Vez... Contos clássicos recontados escrito por Vários autores Os Projetos de Leitura: concepção Buscando o oferecimento de subsídios práticos

Leia mais

OS DOZE TRABALHOS DE HÉRCULES

OS DOZE TRABALHOS DE HÉRCULES OS DOZE TRABALHOS DE HÉRCULES Introdução ao tema A importância da mitologia grega para a civilização ocidental é tão grande que, mesmo depois de séculos, ela continua presente no nosso imaginário. Muitas

Leia mais

Trajetórias auto/trans/formativas: diálogos e escuta docentes no PROEJA

Trajetórias auto/trans/formativas: diálogos e escuta docentes no PROEJA Trajetórias auto/trans/formativas: diálogos e escuta docentes no PROEJA Resumo Silvia Regina Montagner 1 Nisiael de Oliveira 2 Caroline da Silva dos Santos 3 A presente investigação configura-se num estudo

Leia mais

Entre a expressão e a intenção: possibilidades de construção narrativa através da transcriação em história oral

Entre a expressão e a intenção: possibilidades de construção narrativa através da transcriação em história oral Entre a expressão e a intenção: possibilidades de construção narrativa através da transcriação em história oral Marcela Boni Evangelista Mestre em História Social Departamento de História - USP Núcleo

Leia mais

FILHAS DA METRÓPOLE: AS FENDAS DO SUJEITO URBANO E LITERATURA GOIANA

FILHAS DA METRÓPOLE: AS FENDAS DO SUJEITO URBANO E LITERATURA GOIANA FILHAS DA METRÓPOLE: AS FENDAS DO SUJEITO URBANO E LITERATURA GOIANA Discente: Angelita Pereira de LIMA anja.angelita@gmail.com IESA/UFG Bolsista Fapeg Orientador: Eguimar Felício CHAVEIRO eguimar@hotmail.com

Leia mais

XIII Encontro de Iniciação Científica IX Mostra de Pós-graduação 06 a 11 de outubro de 2008 BIODIVERSIDADE TECNOLOGIA DESENVOLVIMENTO

XIII Encontro de Iniciação Científica IX Mostra de Pós-graduação 06 a 11 de outubro de 2008 BIODIVERSIDADE TECNOLOGIA DESENVOLVIMENTO XIII Encontro de Iniciação Científica IX Mostra de Pós-graduação 06 a 11 de outubro de 2008 BIODIVERSIDADE TECNOLOGIA DESENVOLVIMENTO MCH0181 HISTÓRIAS EM QUADRINHOS SOB A PERSPECTIVA DA TEORIA BAKHTINIANA

Leia mais

CURRÍCULO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

CURRÍCULO NA EDUCAÇÃO INFANTIL CURRÍCULO NA EDUCAÇÃO INFANTIL Claudia Maria da Cruz Consultora Educacional FEVEREIRO/2015 CURRÍCULO NA EDUCAÇÃO INFANTIL A ênfase na operacionalização escrita dos documentos curriculares municipais é

Leia mais

INTERTEXTUALIDADE E PROTAGONISMO FEMININO: EXEMPLOS NA LITERATURA INFANTIL

INTERTEXTUALIDADE E PROTAGONISMO FEMININO: EXEMPLOS NA LITERATURA INFANTIL INTERTEXTUALIDADE E PROTAGONISMO FEMININO: EXEMPLOS NA LITERATURA INFANTIL Caroline Cassiana Silva dos SANTOS 1 Renata Junqueira de SOUZA 2 Resumo: O artigo ora proposto discorre sobre as personagens femininas

Leia mais

Literatura de Monteiro Lobato

Literatura de Monteiro Lobato Literatura de Monteiro Lobato Cléa Coitinho Escosteguy ULBRA Trabalhar com as obras de Monteiro Lobato é fazer emergir a fantasia e a criatividade, já tão esquecidas. Não há, com certeza, na ficção de

Leia mais

FACESI EM REVISTA Ano 3 Volume 3, N. 2 2011 - - ISSN 2177-6636

FACESI EM REVISTA Ano 3 Volume 3, N. 2 2011 - - ISSN 2177-6636 A IMPORTÂNCIA DO ATO DE LER NO UNIVERSO INFANTIL Ana Maria Martins anna_1280@hotmail.com Karen de Abreu Anchieta karenaanchieta@bol.com.br Resumo A importância do ato de ler no cotidiano infantil é de

Leia mais

O DESENVOLVIMENTO E O APRENDIZADO EM VIGOTSKY

O DESENVOLVIMENTO E O APRENDIZADO EM VIGOTSKY O DESENVOLVIMENTO E O APRENDIZADO EM VIGOTSKY Kassius Otoni Vieira Kassius Otoni@yahoo.com.br Rodrigo Luciano Reis da Silva prrodrigoluciano@yahoo.com.br Harley Juliano Mantovani Faculdade Católica de

Leia mais

CRIANÇAS DIALOGAM COM O TEXTO LITERÁRIO

CRIANÇAS DIALOGAM COM O TEXTO LITERÁRIO 16º CONGRESSO DE LEITURA DO BRASIL WILLIANA PEREIRA SALDANHA CRIANÇAS DIALOGAM COM O TEXTO LITERÁRIO Comunicação oral apresentada no 16ºCOLE, vinculada ao seminário 02- X Seminário sobre Biblioteca no

Leia mais

CONSTRUINDO CASTELOS SOBRE ORVALHO, BRINCAM CRIANÇAS E POETAS

CONSTRUINDO CASTELOS SOBRE ORVALHO, BRINCAM CRIANÇAS E POETAS CONSTRUINDO CASTELOS SOBRE ORVALHO, BRINCAM CRIANÇAS E POETAS Irmgard Birmoser de Matos Ferreira 1 Apresento aqui algumas reflexões sobre aspectos presentes na experiência do brincar que me parecem merecer

Leia mais

CARO PROFESSOR, Bem-vindo ao universo de Pequenas Histórias, filme de Helvécio Ratton que será lançado nos cinemas a partir de julho.

CARO PROFESSOR, Bem-vindo ao universo de Pequenas Histórias, filme de Helvécio Ratton que será lançado nos cinemas a partir de julho. CARO PROFESSOR, Bem-vindo ao universo de Pequenas Histórias, filme de Helvécio Ratton que será lançado nos cinemas a partir de julho. Um filme, como qualquer obra de arte, possibilita várias leituras,

Leia mais

A PRESENÇA INDÍGENA NA CONSTITUIÇÃO DA IDENTIDADE BRASILEIRA Renata Baum Ortiz 1

A PRESENÇA INDÍGENA NA CONSTITUIÇÃO DA IDENTIDADE BRASILEIRA Renata Baum Ortiz 1 157 A PRESENÇA INDÍGENA NA CONSTITUIÇÃO DA IDENTIDADE BRASILEIRA Renata Baum Ortiz 1 Somos a continuação de um fio que nasceu há muito tempo atrás... Vindo de outros lugares... Iniciado por outras pessoas...

Leia mais

Comunicação A INFLUÊNCIA DA CONTAÇÃO DA HISTÓRIAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Comunicação A INFLUÊNCIA DA CONTAÇÃO DA HISTÓRIAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL Comunicação A INFLUÊNCIA DA CONTAÇÃO DA HISTÓRIAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL MENDONÇA, Magda Letícia Bezerra 1 Palavras-chave: Histórias, Educação infantil A presente apresentação refere-se a parte do trabalho

Leia mais

unesp Faculdade de Ciências e Letras Campus de Araraquara - SP Idalires da Silva Almeida Márcia Raquel Camani Mayara Ferreira

unesp Faculdade de Ciências e Letras Campus de Araraquara - SP Idalires da Silva Almeida Márcia Raquel Camani Mayara Ferreira unesp UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA FILHO Faculdade de Ciências e Letras Campus de Araraquara - SP Idalires da Silva Almeida Márcia Raquel Camani Mayara Ferreira PSICOLOGIIA DA EDUCAÇÃO

Leia mais

Cicatriz: abismo do corpo, marca da linguagem

Cicatriz: abismo do corpo, marca da linguagem Cicatriz: abismo do corpo, marca da linguagem Doutorando Marcelo dos Santos 1 (UERJ) Resumo: Se a literatura, o texto literário podem ser vistos como a fabricação dos corpos imaginados, mas também do corpo

Leia mais

Walter Benjamin - Questões de Vestibulares

Walter Benjamin - Questões de Vestibulares Walter Benjamin - Questões de Vestibulares 1. (Uem 2011) A Escola de Frankfurt tem sua origem no Instituto de Pesquisa Social, fundado em 1923. Entre os pensadores expoentes da Escola de Frankfurt, destaca-se

Leia mais

A imagem idealizada de uma infância saudável e feliz hoje se

A imagem idealizada de uma infância saudável e feliz hoje se VOZ DO LEITOR ANO 4 EDIÇÃO 30 On/off-line: entreolhares sobre as infâncias X, Y e Z Amanda M. P. Leite A imagem idealizada de uma infância saudável e feliz hoje se prende a uma espécie de saudosismo da

Leia mais

ENTREVISTA CONCEDIDA AO ESCRITOR FLÁVIO IZHAKI Realizada em 21.VII.08 A PROPÓSITO DE RETRATO DESNATURAL (diários 2004 a 2007) Evando Nascimento

ENTREVISTA CONCEDIDA AO ESCRITOR FLÁVIO IZHAKI Realizada em 21.VII.08 A PROPÓSITO DE RETRATO DESNATURAL (diários 2004 a 2007) Evando Nascimento ENTREVISTA CONCEDIDA AO ESCRITOR FLÁVIO IZHAKI Realizada em 21.VII.08 A PROPÓSITO DE RETRATO DESNATURAL (diários 2004 a 2007) Evando Nascimento Renomado professor universitário, autor de títulos de não

Leia mais

EM CENA: PROCESSO DE MONTAGEM

EM CENA: PROCESSO DE MONTAGEM MIGUILIM EM CENA: PROCESSO DE MONTAGEM Célida Salume Mendonça Universidade Federal da Bahia (UFBA) Palavras-chave: ensino de teatro, texto, processo, montagem Miguilim, Miguilim, vou ensinar o que agorinha

Leia mais

Fundamentação do Projeto

Fundamentação do Projeto Fundamentação do Projeto Todos os alunos que têm uma alta dedicação à leitura alcançam pontuações de aptidão para a leitura que, em média, estão significativamente acima da média dos países membros da

Leia mais

A CRIANÇA, O MUNDO E A ESCOLA: POR UMA EDUCAÇÃO BRINCANTE

A CRIANÇA, O MUNDO E A ESCOLA: POR UMA EDUCAÇÃO BRINCANTE A CRIANÇA, O MUNDO E A ESCOLA: POR UMA EDUCAÇÃO BRINCANTE Resumo Rosalina Lima do Nascimento 1 - FE/UNB Luciana da Silva Oliveira 2 -EAPE/ SEDF Grupo de Trabalho - Educação da Infância Agência Financiadora:

Leia mais

Imaginação e protagonismo na Educação Infantil: construindo uma escola mais íntima da infância

Imaginação e protagonismo na Educação Infantil: construindo uma escola mais íntima da infância Imaginação e protagonismo na Educação Infantil: construindo uma escola mais íntima da infância Me. Tony Aparecido Moreira tony.educ@gmail.com Denise Watanabe de.wtnb@gmail.com Dr. José Milton de Lima miltonlima@fct.unesp.br

Leia mais

1. a) Relacione às suas traduções os temas mais frequentes presentes em blogs de adolescentes:

1. a) Relacione às suas traduções os temas mais frequentes presentes em blogs de adolescentes: Blogs agosto/2009 Blogs são sites estruturados de forma a permitir atualização rápida por meio de acréscimos dos artigos ou posts. Eles são, em geral, organizados de forma cronológica inversa, tratando

Leia mais

O MUNDO ENCANTADO DA LITERATURA INFANTIL: PRÁTICAS PEDAGÓGICAS PARA FORMAÇÃO DE LEITORES

O MUNDO ENCANTADO DA LITERATURA INFANTIL: PRÁTICAS PEDAGÓGICAS PARA FORMAÇÃO DE LEITORES 1 O MUNDO ENCANTADO DA LITERATURA INFANTIL: PRÁTICAS PEDAGÓGICAS PARA FORMAÇÃO DE LEITORES Priscila Dantas Fernandes (UFS) INTRODUÇÃO Hoje, sabe-se o valor exercido pela leitura no dia-a-dia de uma pessoa,

Leia mais

Introdução ao Programa de Língua Portuguesa

Introdução ao Programa de Língua Portuguesa 1 MAPLE BEAR INTERMEDIATE - LP Introdução ao Programa de Língua Portuguesa Português é a língua falada no Brasil e é, primeiramente, com ela que pensamos, falamos, brincamos, cantamos e escrevemos. É a

Leia mais

Uma Perspectiva Sócio-Histórica do Processo de Alfabetização com Conscientização do Contexto Sociocultural

Uma Perspectiva Sócio-Histórica do Processo de Alfabetização com Conscientização do Contexto Sociocultural Uma Perspectiva Sócio-Histórica do Processo de Alfabetização com Conscientização do Contexto Sociocultural Camila Turati Pessoa (Universidade Federal de Uberlândia) camilatpessoa@gmail.com Ruben de Oliveira

Leia mais

Educação inclusiva para surdos: desmistificando pressupostos

Educação inclusiva para surdos: desmistificando pressupostos Educação inclusiva para surdos: desmistificando pressupostos Paula Botelho Mestre em Educação pela Faculdade de Educação da UFMG. Coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação de Surdos (GEPES),

Leia mais

Unidade: A Poesia: uma outra maneira para gostar de ler. Unidade I:

Unidade: A Poesia: uma outra maneira para gostar de ler. Unidade I: Unidade: A Poesia: uma outra maneira para gostar de ler Unidade I: 0 Unidade: A Poesia: uma outra maneira para gostar de ler Olá Alunos, Na unidade anterior conhecemos e discutimos um pouco a respeito

Leia mais

Projetos. Outubro 2012

Projetos. Outubro 2012 Projetos Outubro 2012 Assunto de gente grande para gente pequena. No mês de outubro os brasileiros foram às urnas para eleger prefeitos e vereadores e a Turma da Lagoa não poderia ficar fora deste grande

Leia mais

1. O feminino e a publicidade: em busca de sentido

1. O feminino e a publicidade: em busca de sentido 1. O feminino e a publicidade: em busca de sentido No estudo da Comunicação, a publicidade deve figurar como um dos campos de maior interesse para pesquisadores e críticos das Ciências Sociais e Humanas.

Leia mais

Fig. 247 Storyboard 2

Fig. 247 Storyboard 2 173 Fig. 247 Storyboard 2 174 Fig. 248 Storyboard 2 Fig. 249 Storyboard 2 175 176 3.2.5 Edição visual e sonora Foram realizadas algumas etapas: análise, seleção e edição da imagem (correção de cor, luz,

Leia mais

Apresentação das obras de Maximiliano Gutiez por Marcelo M. Martins bolsista CNPq Maximiliano Gutiez expõe, a partir do dia 21, na Galeria da

Apresentação das obras de Maximiliano Gutiez por Marcelo M. Martins bolsista CNPq Maximiliano Gutiez expõe, a partir do dia 21, na Galeria da 1 Apresentação das obras de Maximiliano Gutiez por Marcelo M. Martins bolsista CNPq Maximiliano Gutiez expõe, a partir do dia 21, na Galeria da Unicamp, algumas de suas obras. Aproveita o caro momento

Leia mais

Os Amigos do Pedrinho

Os Amigos do Pedrinho elaboração: PROF. DR. JOSÉ NICOLAU GREGORIN FILHO Os Amigos do Pedrinho escrito por & ilustrado por Ruth Rocha Eduardo Rocha Os Projetos de Leitura: concepção Buscando o oferecimento de subsídios práticos

Leia mais

TÉCNICAS TEATRAIS E CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS:UMA BOA PARCERIA.

TÉCNICAS TEATRAIS E CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS:UMA BOA PARCERIA. TÉCNICAS TEATRAIS E CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS:UMA BOA PARCERIA. VALÉRIA SANTOS DA SILVA (UNESP). Resumo Muito se tem falado na disseminação da hora do conto nas escolas brasileiras, e, também, de que a leitura

Leia mais

ALVES, Giovanni. MACEDO, Felipe. Cineclube, Cinema e Educação etrópolis: Vozes,

ALVES, Giovanni. MACEDO, Felipe. Cineclube, Cinema e Educação etrópolis: Vozes, ALVES, Giovanni. MACEDO, Felipe. Cineclube, Cinema e Educação etrópolis: Vozes, 2009. Editora Práxis, 2010. Autêntica 2003. 11 Selma Tavares Rebello 1 O livro Cineclube, Cinema e Educação se apresenta

Leia mais

Prática Educativa da Língua Portuguesa na Educação Infantil. Autoras Daniela Guimarães Patrícia Corsino

Prática Educativa da Língua Portuguesa na Educação Infantil. Autoras Daniela Guimarães Patrícia Corsino Prática Educativa da Língua Portuguesa na Educação Infantil Autoras Daniela Guimarães Patrícia Corsino 2009 2008 IESDE Brasil S.A. É proibida a reprodução, mesmo parcial, por qualquer processo, sem autorização

Leia mais

12 Teoria de Vigotsky - Conteúdo

12 Teoria de Vigotsky - Conteúdo Introdução Funções psicológicas superiores Pilares da teoria de Vigotsky Mediação Desenvolvimento e aprendizagem Processo de internalização Níveis de desenvolvimento Esquema da aprendizagem na teoria de

Leia mais

ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM EDUCAÇÃO INFANTIL: RELATOS DE EXPERIÊNCIAS DA PRÁTICA DOCENTE

ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM EDUCAÇÃO INFANTIL: RELATOS DE EXPERIÊNCIAS DA PRÁTICA DOCENTE 1 ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM EDUCAÇÃO INFANTIL: RELATOS DE EXPERIÊNCIAS DA PRÁTICA DOCENTE Natália Maria G. Dantas de Santana- UAE/CFP/UFCG Mayrla Marla Lima Sarmento-UAE/CFP/UFCG Maria Thaís de Oliveira

Leia mais

apaixonados um pelo outro. Fábio é homossexual e tem em torno de 45 anos. Madalena também tem mais ou menos a mesma idade, e é heterossexual.

apaixonados um pelo outro. Fábio é homossexual e tem em torno de 45 anos. Madalena também tem mais ou menos a mesma idade, e é heterossexual. Apresentação Este projeto é simples e pretende levar para o público algo de elevado conteúdo artístico. O orçamento da pré-produção e da produção é pequeno, já que a peça será encenada por dois atores

Leia mais

MÁSCARAS E IMPOSTURAS EM O SOL SE PÕE EM SÃO PAULO 1. Eline Marques dos Santos (UFS) 2

MÁSCARAS E IMPOSTURAS EM O SOL SE PÕE EM SÃO PAULO 1. Eline Marques dos Santos (UFS) 2 MÁSCARAS E IMPOSTURAS EM O SOL SE PÕE EM SÃO PAULO 1 Eline Marques dos Santos (UFS) 2 Introdução O romance O sol se põe em São Paulo, de Bernardo Carvalho, é construído por personagens que passam pelo

Leia mais

DICA PEDAGÓGICA EDUCAÇÃO INFANTIL

DICA PEDAGÓGICA EDUCAÇÃO INFANTIL DICA PEDAGÓGICA EDUCAÇÃO INFANTIL 1. TÍTULO DO PROGRAMA Connie, a Vaquinha 2. EPISÓDIO(S) TRABALHADO(S): A Ponte 3. SINOPSE DO(S) EPISÓDIO(S) ESPECÍFICO(S) O episódio A Ponte faz parte da série Connie,

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS

EMENTAS DAS DISCIPLINAS EMENTAS DAS DISCIPLINAS CURSO DE GRADUAÇÃO DE PEDAGOGIA Disciplina: Comunicação e Expressão Ementa: A leitura como vínculo leitor/texto através do conhecimento veiculado pelo texto escrito. Interpretação:

Leia mais

A PESQUISA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL: À LUZ DO CONCEITO DE RESPONSIVIDADE NA ESTÉTICA BAKHTINIANA

A PESQUISA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL: À LUZ DO CONCEITO DE RESPONSIVIDADE NA ESTÉTICA BAKHTINIANA A PESQUISA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL: À Resumo LUZ DO CONCEITO DE RESPONSIVIDADE NA ESTÉTICA BAKHTINIANA SOUZA, Maiara Ferreira de 1 - UFJF LEITE, Ariane Rodrigues Gomes 2 - UFJF BERTOLDO,

Leia mais

PROCESSO SELETIVO PARA PROFESSORES SUBSTITUTOS EDITAL

PROCESSO SELETIVO PARA PROFESSORES SUBSTITUTOS EDITAL EDUCAÇÃO INFANTIL 01) Tomando como base a bibliografia atual da área, assinale a alternativa que destaca CORRE- TAMENTE os principais eixos de trabalho articuladores do cotidiano pedagógico nas Instituições

Leia mais

Constelação 1 RESUMO. PALAVRAS-CHAVE: haicai; minimalismo; poesia; imaginação INTRODUÇÃO

Constelação 1 RESUMO. PALAVRAS-CHAVE: haicai; minimalismo; poesia; imaginação INTRODUÇÃO Constelação 1 Bruno Henrique de S. EVANGELISTA 2 Daniel HERRERA 3 Rafaela BERNARDAZZI 4 Williane Patrícia GOMES 5 Ubiratan NASCIMENTO 6 Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, RN RESUMO Este

Leia mais

CONCURSO DE ADMISSÃO 2015/2016 PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA (PROVA 3) 1º Ano / Ensino Médio

CONCURSO DE ADMISSÃO 2015/2016 PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA (PROVA 3) 1º Ano / Ensino Médio Leia atentamente o texto 1 e responda às questões de 01 a 06, assinalando a única alternativa correta. Texto 1 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30

Leia mais

Um Menino Igual a Todo Mundo

Um Menino Igual a Todo Mundo elaboração: PROF. DR. JOSÉ NICOLAU GREGORIN FILHO Um Menino Igual a Todo Mundo escrito por & ilustrado por Sandra Saruê Marcelo Boffa Os Projetos de Leitura: concepção Buscando o oferecimento de subsídios

Leia mais

OS MEDIADORES NAS HISTÓRIAS DE LEITURA DOS PROFESSORES Jeovana Alves de Lima Oliveira Secretaria de Educação do Estado da Bahia

OS MEDIADORES NAS HISTÓRIAS DE LEITURA DOS PROFESSORES Jeovana Alves de Lima Oliveira Secretaria de Educação do Estado da Bahia OS MEDIADORES NAS HISTÓRIAS DE LEITURA DOS PROFESSORES Jeovana Alves de Lima Oliveira Secretaria de Educação do Estado da Bahia INTRODUÇÃO: A proposta desse trabalho é apresentar a pesquisa de Mestrado,

Leia mais

Epistemológica por que tem fontes de conhecimentos científicos que sustentam o jogo como fator de desenvolvimento.

Epistemológica por que tem fontes de conhecimentos científicos que sustentam o jogo como fator de desenvolvimento. INTRODUÇÃO É papel da educação é formar pessoas críticas e criativas, que criem, inventem, descubra, que sejam capazes de construir conhecimento. Não devendo aceitar simplesmente o que os outros já fizeram,

Leia mais

FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES: RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA DE LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS NARRATIVOS

FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES: RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA DE LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS NARRATIVOS FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES: RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA DE LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS NARRATIVOS Resumo LUCAS, Maria Angélica Olivo Francisco 1 - UEM Grupo de Trabalho - Formação de professores e

Leia mais

O CHÃO DA PALAVRA: CINEMA E LITERATURA NO BRASIL: A CULTURA CINEMATOGRÁFICA E LITERÁRIA BRASILEIRAS SOB O OLHAR DE JOSÉ CARLOS AVELLAR

O CHÃO DA PALAVRA: CINEMA E LITERATURA NO BRASIL: A CULTURA CINEMATOGRÁFICA E LITERÁRIA BRASILEIRAS SOB O OLHAR DE JOSÉ CARLOS AVELLAR O CHÃO DA PALAVRA: CINEMA E LITERATURA NO BRASIL: A CULTURA CINEMATOGRÁFICA E LITERÁRIA BRASILEIRAS SOB O OLHAR DE JOSÉ CARLOS AVELLAR Matheus Oliveira Knychala Biasi* Universidade Federal de Uberlândia

Leia mais

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS ABEL SALAZAR 2015-2016

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS ABEL SALAZAR 2015-2016 AGRUPAMENTO DE ESCOLAS ABEL SALAZAR 2015-2016 1º CICLO - 1º ANO DE ESCOLARIDADE PORTUGUÊS PLANIFICAÇÃO MENSAL DE JANEIRO DOMÍNIOS METAS/OBJETIVOS OPERACIONALIZAÇÃO (DESCRITORES) MATERIAIS/RECURSOS MODALIDADES

Leia mais

Leya Leituras Projeto de Leitura

Leya Leituras Projeto de Leitura Leya Leituras Projeto de Leitura Nome do livro: Curuminzice Coleção: Aldeia Autor: Tiago Hakiy Nacionalidade do autor: Brasileira Currículo do autor: De origem Sateré-Mawé, povo indígena que habita a região

Leia mais

BLOCO 8. Por que o PROFESSOR DEVE ESCREVER pelos alunos?

BLOCO 8. Por que o PROFESSOR DEVE ESCREVER pelos alunos? BLOCO 8 Por que o PROFESSOR DEVE ESCREVER pelos alunos? Texto 23: Práticas de escrita orientações didáticas Fonte: Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil - Volume 3 / Conhecimento do

Leia mais

BARROCO TROPICAL: Versões e subversões

BARROCO TROPICAL: Versões e subversões BARROCO TROPICAL: Versões e subversões Sabrina Rodrigues Magalhães (FURG) O texto literário pode apresentar várias formas de recepção e com o passar do tempo é atualizado a partir das análises realizadas

Leia mais

BASE NACIONAL COMUM E AVALIAÇÃO NACIONAL DA EDUCAÇÃO INFANTIL: DESAFIOS PARA A FORMAÇÃO DOCENTE. Zilma de Moraes Ramos de Oliveira

BASE NACIONAL COMUM E AVALIAÇÃO NACIONAL DA EDUCAÇÃO INFANTIL: DESAFIOS PARA A FORMAÇÃO DOCENTE. Zilma de Moraes Ramos de Oliveira BASE NACIONAL COMUM E AVALIAÇÃO NACIONAL DA EDUCAÇÃO INFANTIL: DESAFIOS PARA A FORMAÇÃO DOCENTE Zilma de Moraes Ramos de Oliveira HISTÓRICO Constituição brasileira LDB Plano Nacional de Educação CONSTITUIÇÃO

Leia mais

CRIANÇAS E ESTÁTUAS: O RELATO DE UM PROJETO PELA EXPERIÊNCIA DO BRINCAR

CRIANÇAS E ESTÁTUAS: O RELATO DE UM PROJETO PELA EXPERIÊNCIA DO BRINCAR CRIANÇAS E ESTÁTUAS: O RELATO DE UM PROJETO PELA EXPERIÊNCIA DO BRINCAR CAMILA LIMA FERNANDA VENDAS Nada mais sério do que uma criança brincando. (CLAPARÈDE,1958) INTRODUÇÃO Entre tantas brincadeiras das

Leia mais