MIMESIS E IMAGINAÇÃO NOS CONTOS DO OUTRO LADO TEM SEGREDOS E BISA BIA, BISA BEL

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1 MIMESIS E IMAGINAÇÃO NOS CONTOS DO OUTRO LADO TEM SEGREDOS E BISA BIA, BISA BEL LUCIETE DE CÁSSIA SOUZA LIMA BASTOS (UFMG). Resumo A literatura é a simbolização de uma experiência humana e está ligada a um contexto histórico, aproximando se ou se afastando das tradições. A literatura infantil, como objeto novo, desempenha importante papel na formação do pensamento das crianças, possibilitando a transformação e o enriquecimento da experiência de vida desses seres em processo. Por se tratar de um objeto com características singulares e dimensão estética essencial, a literatura infantil é dotada de múltiplas possibilidades de pesquisa. Neste artigo, pretendemos problematizar ficção, mimeses e imaginação a partir dos contos Do outro lado tem segredos (2003) e Bisa Bia, Bisa Bel (2001) de Ana Maria Machado, corpus necessário à reflexão proposta. Em ambos os contos, o fluir da narrativa constitui uma via de mão dupla em que os fatos, que marcaram o cotidiano da autora, pontuam a ficção e vice versa, num movimento contínuo de ir e vir. Nesse sentido, discutimos a apropriação do real e a sua ficcionalização, interpenetrado pela imaginação criativa da escritora. Acerca das imbricações em torno do real, do imaginário e do ficcional, os conceitos de mimeses postulado por Costa Lima e de imaginação defendido por Iser nos serviram de aporte a esta discussão. É possível conjecturar que Ana Maria Machado, ao selecionar, combinar e recolher dados da realidade, ficcionalizando os, incita seus leitores à reflexão sobre questões, aparentemente, distantes do universo infantil. Salientamos que este trabalho não esgota o tema aqui proposto, trata se de um estudo introdutório que levanta questões pertinentes sobre a relação mimeses, ficção e imaginação. Acreditamos que as discussões ora iniciadas poderão servir de aporte a novos pesquisadores interessados nos estudos sobre a obra da escritora Ana Maria Machado. Palavras-chave: LITERATURA, IMAGINAÇÃO, MIMESES. MIMESIS E IMAGINAÇÃO NOS CONTOS DO OUTRO LADO TEM SEGREDOS E BISA BIA, BISA BEL Estar vivo é falar, falar é exercer o simbólico, pelo simbólico me digo enquanto me finjo. (Costa Lima, 1981: 155) A literatura infanto-juvenil, embora apresentando especificidades, tem por desafio, como toda literatura, tentar compreender o ser humano. Como tantos outros poetas e ficcionistas

2 contemporâneos, Ana Maria Machado dá uma roupagem nova e variada para a nova literatura infanto-juvenil inaugurada por Lobato, tornando possível reconhecer vestígios do mestre no olhar questionador, no humor irreverente e na linguagem coloquial. Também ela se deixou seduzir pela arte de contar histórias com um toque pessoal e um olhar inaugural para o mundo. Nessa trilha aberta por Lobato, Ana prossegue ajudando a consolidar esta nova literatura infantil brasileira pautada no olhar crítico e na observação da realidade social. Por se tratar de um objeto com características singulares e dimensão estética essencial, a literatura infantil é dotada de múltiplas possibilidades de pesquisa. Neste estudo, problematizo ficção, mimeses e imaginação a partir dos contos Do outro lado tem segredos e Bisa Bia, Bisa Bel de Ana Maria Machado, procurando estabelecer um diálogo sutil entre texto e contexto, em que as tessituras ficcional e histórica aproximam-se pela narrativa e se afastam pela especificidade no tratamento do objeto. Com esse propósito, mergulho no imaginário da ficcionista para refletir sobre essa possibilidade dialógica. Acerca das imbricações em torno do real, do imaginário e do ficcional, os conceitos de mímesis de Costa Lima e de imaginação postulado por Iser servirão de aporte a esta discussão. Luiz Costa Lima considera a mímesis como uma atividade dialógica, em que a representação existe, mas não representa algo anterior, ela é produto de uma troca, um efeito de ir e vir. No cenário teórico da estética da recepção e do efeito as idéias de Wolfgang Iser podem complementar as postulações de Costa Lima. Iser apóia-se, igualmente, na orientação despragmatizada da ficção articulada ao "imaginário, aos atos de fingir e ao jogo" (Iser, In Lima, 1983). A ficção funciona como um campo de ação onde um processo lúdico de fingimento é ativado. Este campo de fingimento abre o livre acesso

3 da escrita ao imaginário. A mímesis verbal constitui uma forma de jogo que possibilita a encenação de uma realidade que, desde logo, faz-se imaginária e, portanto, inscreve-se na estrutura do fingimento. Entender o mundo ficcional como se fosse um mundo real significa relacioná-lo com algo que ele não é. O texto que se ancora no jogo do fingimento é, necessariamente, marcado pela ambigüidade, porque os "atos de fingir" atraem a presença do imaginário no texto literário. Nos textos selecionados para estudo o como se provoca um jogo ambíguo no qual o leitor é envolvido e enredado. A trama de Bisa, Bia; Bisa Bel conta a história de Isabel, uma menina que ganha da mãe uma fotografia antiga de uma garotinha. Quando Bel descobre que a menina da fotografia é sua bisavó, inicia uma relação de descobertas com essa pessoa tão importante na sua vida e de sua família, estabelecendo com ela um diálogo afetivo, envolto em lembranças. Em Bisa Bia, Bisa Bel o próprio livro é uma narrativa, que sustenta o fluxo da memória, um narrador em primeira pessoa fala durante quase todo o tempo, o diálogo mantido se sustenta no imaginário da protagonista que percorre passado e futuro em busca de sua formação identária, trata-se de uma construção em abismo que propicia esse ir e vir no tempo, por outras palavras, uma metaficção. Esta subjetividade da narrativa desdobrada através de outros sujeitos nas histórias lembradas é a garantia da coerência interna. Não se pode confundir a realidade com aquilo que é contado, pois as memórias escritas dão ao texto certas garantias de realidade, mas, ao mesmo tempo, elas se escrevem e se constroem muito mais pelas possibilidades da invenção. Se há uma permuta entre o real e o imaginário, há muito mais espaço para a fantasia. (RAMOS, 2008: passim) O narrador vai se descobrindo à medida que relata e escreve e, muitas vezes, só vai perceber algo que não percebeu no início da

4 narrativa, tempo depois quando refletir sobre elas; à medida que reflete vai se descobrindo, (re)significando. A narrativa Do outro lado tem segredos fala sobre o cotidiano de uma aldeia de pescadores. Aos poucos, o protagonista Benedito vai desvelando e aprendendo suas tradições e a cultura de seu povo nas relações interpessoais do dia-a-dia. O texto é escrito em terceira pessoa, nele não raras vezes imbricam-se narrador e protagonista, dificultando para o leitor a identificação segura de um deles. A não explicitação do narrador deixa margem para ambigüidade da autoria e nos possibilita ver Bino tomar posse do discurso narrativo pelo qual vai recuperando a história de seus ancestrais e, ao mesmo tempo, vai oportunizando aos demais interlocutores o relato de seu passado vivido, retomado pela lembrança e que mantém constante articulação com os acontecimentos do presente. Recriado pela escrita, o cenário se torna memória de uma experiência pessoal e estética transformadora. Bino cria uma ponte significativa entre sua vida e a de seus antepassados pelo relato das lembranças das pessoas com as quais interage, construindo passo a passo a sua identidade. O tempo da narrativa não acompanha o tempo cronológico, realiza-se à mercê da memória. A memória, com seus volteios e desvios característicos, orienta o desenrolar da história. Apesar de uma estrutura aparentemente confusa, o tempo em ambas as narrativas pode ser recuperado indiretamente pelo leitor, como um quebra-cabeça, juntando-se as marcações temporais espalhadas ao longo do texto. É possível constatar que o material de que trata a literatura desenvolve-se no campo da possibilidade. Se há uma verdade, esta é celebrada por um pacto de leitura estabelecido entre o narrador e o leitor. As memórias são uma busca de recordações com o intuito de evocar pessoas e acontecimentos que sejam representativos para um

5 momento posterior, no qual este narrador escreve. Conforme Costa Lima, a mímesis se explica pela diferença, numa relação que ele denomina de representação-efeito, por conseguinte, a coisa lembrada não é o acontecimento como de fato se deu, mas a impressão, o efeito que tal evento causou no sujeito da memória. Não é possível trazer o acontecimento passado por inteiro para o presente; justamente por serem lacunares as lembranças do sujeito é que ele preenche os vazios com a imaginação; além disso, o narrador seleciona daquilo que é lembrado apenas o que lhe interessa relatar. O sujeito que lembra já não é mais o mesmo de outrora, o tempo é inconstante e a lembrança salta de um ponto de fixação temporal a outro, o sujeito é incapaz de registrar a dinâmica do tempo e inábil para assinalar cada uma das unidades do compasso; por esta razão, a autora ficcionaliza o que narra. Em ambos os contos, o fluir da narrativa constitui uma via de mão dupla em que os fatos que marcaram o cotidiano da autora pontuam a ficção e vice-versa, num movimento contínuo de ir e vir. Nesse sentido, discuto a apropriação do real e a sua ficcionalização, interpenetrado pela imaginação criativa da escritora. Não há então compromisso da ficção com o campo da realidade, mas há uma abertura para um espaço de alteridade imaginária, possibilitada pelo fingimento. A literatura encontra seu campo discursivo específico pela presença do imaginário no artesanato ficcional dentro da situação de comunicação entre texto e leitor. Ana Maria Machado procura sempre se desvincular dos modelos estéticos instituídos, colocando-se em constante experimentação. À maneira de um contador de histórias, a autora torna tênues as fronteiras entre ficção e realidade; narração, memória e história se entrecruzam de tal forma que ora se complementam e ora se estranham, ora se tangenciam e ora se afastam. Referindo-se ao livro Do outro lado tem segredos, Ana diz logo na abertura: Ao escrever

6 este livro, parti de lembranças muito concretas de minha infância no litoral do Espírito Santo. E também da observação de pessoas e coisas que continuavam existindo por lá [...]. Vários dos personagens existiram de verdade [...] ; embora assim se manifeste, a autora não deseja a volta do objeto recordado, mas o que ele representa, particularidade esta própria do discurso sobre a memória da infância, de forma que os elementos recorrentes na lembrança saudosa desse tempo estão articulados sob a própria dinâmica da memória social. O autor-escritor-narrador passa a ser muito mais o sujeito do verbo das lembranças, dessa maneira, Ana Maria redefine as suas lembranças não como imagens congeladas de um passado estático, intacto e distante, mas de um pretérito que é (re)significado pelo presente, que se altera e se reconstrói a partir da experiência do vivido, da incursão da imaginação e a partir da própria linguagem. Costa Lima afirma que a especificidade discursiva da mímesis no terreno da ficção literária configura-se por sua especial sujeição à tematização do imaginário. Por estar submetida à instância imaginária, ela escapa, ou recusa, o domínio da atividade perceptual, que regula as relações pragmáticas entre o sujeito e o modelo "real". A mímesis, segundo o teórico, define-se como processo criativo porque ela corresponde a uma produção do imaginário que não repete o modelo de forma passiva, pois resgata, na aparente semelhança, a diferença latente. A mímesis re-apresenta o modelo não sob o signo da realidade percebida, mas são o signo da imagem precipitada. A atividade mimética se organiza em torno do fingimento ficcional, que simultaneamente evoca e apaga as cenas do mundo "real" através das imagens do texto. As imagens do texto evocam o mundo apenas para retirá-lo de sua "realidade" e precipitá-lo nas brumas nebulosas do imaginário, que rasura os contornos, apaga a nitidez e retira o foco da verdade. No campo das linguagens, a memória permite promissora intersecção entre essas instâncias, pois

7 a memória emerge de uma construção de linguagem, entendida como um mecanismo de laboração textual, base de constituição de representações vinculadas em maior ou menor grau com a mímesis e o verossímil. Cabe lembrar que Ana Maria passou boa parte da infância no Estado do Espírito Santo. Sua identidade com aquele lugar vem daquela época, quando costumava passar verões inteiros na Serra, em Manguinhos, e lá, com o olhar atento e ouvidos aguçados, sentava-se para ouvir historias. Alguns elementos narrativos do conto Do outro lado tem segredos têm origem nesta experiência, mas não é possível trazer o acontecimento passado por inteiro para o presente; justamente por serem as lembranças do sujeito lacunares é que ele preenche os vazios com a imaginação; além disso, o narrador seleciona daquilo que é lembrado apenas o que lhe interessa relatar. O tempo é inconstante e a lembrança salta de um ponto de fixação temporal a outro, o sujeito que lembra já não é mais o mesmo de outrora, é incapaz de registrar a dinâmica do tempo e inábil para assinalar cada uma das unidades do compasso; por esta razão, a autora ficcionaliza o que narra. Comungo com o que escreveu Anna Cláudia Ramos no livro Nos bastidores do Imagináro: Ana Maria recorta da vida fatos possíveis, recorta imagens e pessoas que poderiam existir de verdade, mas depois ela recombina todos eles dentro de sua narrativa e cria um novo mundo, pois nada daquilo que ela criou existe, a não ser no âmbito da ficção. Por isso a ficção não é obra da vida real, mas, sim, uma releitura desse real. E essa releitura passa pelo imaginário. Não para reproduzir o visível, mas para tornar visível aquilo que ninguém vê. Como Bisa Bia em Bel, visível por dentro. (RAMOS, 2006:139) A autora dá vida, nas páginas de Bisa, Bia, Bisa Bel e Do outro lado tem segredos a personagens verossímeis colhidos do cotidiano e das histórias ouvidas, envolvidas em conflitos possíveis de fato. Em Bisa, Bia, Bisa Bel a protagonista vive um cotidiano marcado por

8 ações típicas das crianças contemporâneas em atividades comuns a qualquer criança brasileira, mas essa aparente normalidade é invadida pelo maravilhoso e o fantástico quando uma fotografia adere à pele da personagem, transfigurando-se numa tatuagem só perceptiva pela própria narradora, porque está voltada para o lado de dentro, vive dentro dela; além disso, a protagonista mantém diálogos com sua bisavó e sua bisneta, ambas interferindo na formação pessoal da narradora. É esse toque de imaginário que possibilita à protagonista a construção de sua identidade. Nesse processo de construção, a narradora dialoga com o passado e com o futuro estabelecendo, através do presente narrativo, um elo de conexão entre as três gerações, só possível pela intervenção do imaginário. O narrado não é uma realidade, mas interpretação das coisas acontecidas, aquele que narra estrutura o texto através de verbos rememorativos, garantindo o presente narrativo e selecionador das lembranças. O sujeito que lembra, enquanto escreve, é um controlador da autoria, da estruturação dos fatos, mas é muito mais um manipulador da função estética, dramática e lírica de todas as suas lembranças, em torno do desdobramento do sujeito que viveu e que agora se tornou seu personagem. Iser afirma que a literatura é algo inacabado, em constante transmutação, assim como o ser humano; é a leitura que provoca a contínua interação entre as expectativas modificadas e as memórias transformadas. Assim, cada momento da leitura é uma dialética de propensão e retenção que conduz a um futuro horizonte que deve ser e será ocupado por um horizonte passado que se apaga continuamente. O processo de leitura não foge a essa incompletude, porque não há como perceber um texto literário em sua totalidade. Assim, o vivido e o imaginado, o real e o faz-deconta se mesclam e se complementam resultando em histórias incríveis com as quais o leitor se identifica. Se é possível ao leitor

9 (re)escrever-se no texto que lê (re)inventando a sua história, também o autor, ao dar vida a personagens, exercita esta possibilidade ficcionalizando-se. Certamente, Ana Maria ao dar corpo às personagens Bisa Bia, Bel e neta Beta partiu da junção de elementos fragmentados, colhidos de pessoas conhecidas e imaginadas que vivem dentro dela, possibilitando-lhe viver novas vidas através dessas criações. As histórias de Ana Maria encantam por falar sobre coisas sérias. Fazendo uso de uma linguagem natural e simples, a autora possibilita que o diálogo entre o adulto e a criança leitora tenha a necessária cumplicidade para que o prazer do texto se realize. Ana Maria respeita o universo infantil, não apenas no que tange à escolha da linguagem como também no que diz respeito ao modo de percepção do mundo. Segundo palavras da autora: a conjugação do talento literário e do domínio da arte de escrever com o desejo de construir pontes entre indivíduos de gerações diferentes pode ter excelentes resultados [...](Machado, 2004, p. 63) e acrescenta [...] acho que uma ponte que não agüente o peso de adultos não serve para crianças e não devia ser oferecida a elas, pode até ser perigosa (Ibidem, p. 66). A autora faz uso da palavra ponte para metaforizar essa possibilidade dialógica entre gerações, ponte que se estabelece quando autor e leitor de qualquer idade entram em sintonia. Por conhecer bem as fronteiras entre o ser adulto e o ser infantil é que Ana Maria consegue, como poucos autores, falar diretamente às crianças, seres humanos num período estático da vida em que os mundos real e ficcional, por estarem em uma zona limítrofe, às vezes se misturam e não raras vezes se confundem. Em sintonia com o modo de a criança entender a realidade, na obra de Ana Maria Machado há uma fusão de realidade e fantasia, combinadas de modo verossímil. Em suas ficções, não se percebe a passagem do plausível (a realidade) para o apenas imaginável (o faz-

10 de-conta). Como nas histórias maravilhosas, a transição se processa com naturalidade tanto para personagens como para leitores. O leitor não questiona quando lê o que é real e o que é imaginado, apenas se deixa envolver pela fantasia ali contada e se enleia na história. Nessa direção, também nos interessa o labirinto da construção de sua escrita e de evocação da sua memória, à medida que ela lembra dispõe de liberdade poética, inconsciente ou não, de selecionar o que lembrar e o que esquecer. As memórias são uma busca de recordações com o intuito de evocar pessoas e acontecimentos que sejam representativos para um momento posterior, do qual este narrador escreve. Dessa forma, os labirintos percorridos por Ana Maria, ao evocar a memória de um tempo transcorrido, podem nos fornecer vestígios de uma época passada que não pode ser revivida, mas que pode ser (re)elaborada. A memória, então, imbuída dessa força prospectiva, é um potencial de conhecimento que impulsiona os personagens em suas ações. É um percurso de autoconhecimento e de busca de identidade, reconhecidos a partir das experiências de vida dos personagens Bino e Isabel, em que permeiam as experiências de vida recordadas e inventadas da autora. Acreditamos que, embora se trate de ficção, estudar a experiência de vida dos protagonistas, assim concebidas, pode contribuir para o resgate das relações indivíduo/meio e a importância que estas relações representam enquanto estabelecimento de um sentido maior para a percepção do sujeito no mundo, neste caso, as crianças leitoras de Ana Maria Machado. É possível conjecturar que, ao selecionar, combinar e recolher dados da realidade ficcionalizando-os, a autora incita seus leitores à reflexão sobre questões, aparentemente, distantes do universo infantil. Ana Maria Machado, testemunha que um de seus leitores disse-lhe, certa feita, que muitas histórias só têm mesmo o mundo que contam e acabam num instante, mas outras, as melhores segundo o pequeno

11 leitor, faz a gente ir descobrindo cada vez mais coisas e quando a gente cresce o livro vai crescendo com a gente. Assim são os livros de Ana Maria Machado uma espécie de hormônio do crescimento para a alma. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRAGA, Elizabeth dos Santos, Memória e literatura: uma análise das posições do sujeito no texto narrativo. Disponível em: Acesso em: 17/02/2009, passim COSTA LIMA, Luiz. Mímesis: desafio ao pensamento. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000, passim. Sociedade e Discurso Ficcional. Rio de Janeiro: Guanabara, 1986 ISER, Wolfgang. O Fictício e o Imaginário: perspectivas de uma antropologia literária. Rio de Janeiro: EDUERJ, 1996, passim. The Fictive and the Imaginary. Londres: J. Hopkins University Press, (1979). Os Atos de Fingir, ou o que é Fictício no Texto Ficcional. Trad. de Luiz Costa Lima. In: COSTA LIMA, L. C. Teoria da Literatura em suas Fontes. vol. II. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1983 MACHADO, Ana Maria. Ilhas do tempo: algumas leituras. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, Do outro lado tem segredos. 2 ed. vol. III. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, (Coleção Literatura em minha casa). Esta força estranha: trajetória de uma autora. São Paulo: Atual, (Passando a limpo).. Bisa Bia, Bisa Bel. Rio de Janeiro: Salamandra, 1985 RAMOS, Anna Claudia Nos bastidores do imaginário: criação e Literatura Infantil e Juvenil. São Paulo: Difusão Cultura do Livro, 2006, p.139 RAMOS, Tânia Regina Oliveira. Por uma poética das memórias literárias. Disponível em: Acesso em: 29/10/2008 (passim)

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