COMPOSTO SELECIONADO E COMPOSTO NÃO- SELECIONADO PROVENIENTES DE LIXO URBANO E A CONCENTRAÇÃO DE METAIS PESADOS EM MILHO (ZEA MAYS L.

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1 COMPOSTO SELECIONADO E COMPOSTO NÃO- SELECIONADO PROVENIENTES DE LIXO URBANO E A CONCENTRAÇÃO DE METAIS PESADOS EM MILHO (ZEA MAYS L.) Josanidia Santana Lima (1) Ph.D. em Ecologia Paisagística pela Universidade de Kassel - Alemanha, Professora do Instituto de Biologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Prêmio CETREL/ABES de Tecnologia Ambiental: Melhor Trabalho do 18 o Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental: Influência do Composto Orgânico no Teor de Metais Pesados de Solos Agrícolas. José Eustáquio Guimarães de Queiroz Mestre em Biologia Vegetal pelo Mestrado em Ciências Biológicas do Instituto de Biologia da UFBA. Herminia Maria de Bastos Freitas Professora do Depto de Botânica do Instituto de Biologia da UFBA. Endereço (1) : Instituto de Biologia - UFBA - Campus de Ondina - Salvador - BA - CEP: Brasil -Tel: (71) / Fax: (71) / e- mail: RESUMO A compostagem contribui significativamente para a redução do volume original do lixo, evita a degradação ambiental e permite a obtenção de composto orgânico (fertilizantes), que comprovadamente traz benefícios aos solos (Lima et al. 1997). Entretanto, solos adubados com composto proveniente de resíduos, especialmente quando não-selecionados ou de origem industrial, necessitam de um monitoramento sistemático na avaliação da concentração de metais pesados (Lima et al., 1995). Os solos podem conter uma concentração considerável desses elementos, por ocorrência natural nas rochas. Essa concentração pode ser grandemente aumentada por influência das atividades humanas, comprometendo a sobrevivência dos seres vivos. Neste trabalho, foi avaliado o efeito de composto proveniente de lixo selecionado e nãoselecionado na concentração de metais pesados (Cd, Cu, Ni e Zn) em milho (Zea mays L). Como tratamento controle e componente do substrato foi usado solo classificado como Latossolo Vermelho-Amarelo, coletado em floresta. O milho, colhido 35 dias após germinado, foi semeado em vasos de polietileno preenchidos com substrato contendo o equivalente a 0, 15, 30, 45 e 60 t ha -1 de composto selecionado e não-selecionado. Para a determinação dos teores de metais pesados, as amostras foram preparadas em moinho de porcelana, digeridas em bombas de pressão com ácido nítrico concentrado (HNO 3 65%) e analisadas em espectrofotômetro de emissão atômica com plasma de argônio (ICP-AES). De um modo geral, a aplicação do composto selecionado e não-selecionado não contribuiu de maneira significativa para elevar os teores dos metais no substrato, e quando houve incremento, a concentração ainda permaneceu abaixo dos limites para solos considerados ABES - Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 1351

2 não-poluídos. Apenas o Cd no composto não-selecionado apresentou valores considerados acima dos limites para solos não-poluídos. Os teores dos metais na raiz e parte aérea do milho, nos diversos tratamentos, não ultrapassaram os níveis normalmente encontrados em plantas em situação considerada não-poluída, apesar da tendência de incremento nos tratamentos com composto nãoselecionado ter sido observada. PALAVRAS-CHAVE: Lixo Urbano, Composto Selecionado, Composto não- Selecionado, Metais Pesados, Milho (Zea mays L). INTRODUÇÃO O volume de lixo orgânico produzido pela população das grandes cidades é tão grande que os sistemas naturais não conseguem reintegrá-lo nos respectivos ciclos biogeoquímicos satisfatoriamente. Por isso o lixo passa a ser considerado um dos maiores responsáveis pela poluição ambiental. Os problemas com os resíduos sólidos urbanos podem ser minimizados mediante a reciclagem de material, possibilitando a sua redução, economia de recursos naturais, proteção ambiental, desenvolvimento econômico e social, e uma série de outros benefícios à comunidade e ao ambiente. A compostagem contribui significativamente para a redução do volume original do lixo, evita a degradação ambiental e permite a obtenção de fertilizantes. O composto orgânico ou fertilizante orgânico proveniente de resíduos orgânicos tem um efeito de amplo espectro, agindo beneficamente nos mecanismos físicos, químicos e biológicos do solo, indo muito além da ação puramente química dos fertilizantes industrializados. Pesquisas realizadas por Lima et al. (1997a, 1997b e 1997c), comprovam a ação beneficiadora do composto nas propriedades fisico-químicas do solo e no desenvolvimento vegetal. Por outro lado, solos adubados com composto proveniente de resíduos, especialmente quando não-selecionados, necessitam de um monitoramento sistemático para acompanhar a concentração de metais pesados (Lima et al., 1995). Os solos podem conter uma considerável concentração de metais pesados, que ocorrem naturalmente nas rochas. Apesar de manter-se estável nos solos nãopoluídos, a concentração dos metais pesados pode ser grandemente aumentada por influência das atividades humanas. Este importante grupo de poluentes possui densidade elevada, maior que 5 Kg dm -3, ou possui número atômico maior do que 20 e pode representar um grande perigo para os organismos vivos. Absorvidos pelas plantas, estes metais podem interferir no funcionamento dos estômatos, inibir a fotossíntese, a respiração, reduzir a atividade do mitocôndrio, interferindo no crescimento e no desenvolvimento vegetal. No homem, os efeitos nocivos dos metais vão desde pequenas tonturas, vômitos, diarréia, anemia, necrose no fígado, edema cerebral, câncer, problemas cardiovasculares e até graves lesões no sistema nervoso periférico e central. O objetivo do presente trabalho foi avaliar o efeito do uso de composto orgânico proveniente de lixo urbano selecionado e não-selecionado na concentração de metais pesados em plantas de milho. O experimento foi montado utilizando-se um solo classificado como Latossolo Vermelho-Amarelo (tratamento controle) coletado em área de floresta, composto selecionado produzido a partir de resíduos orgânicos seletivamente coletados e composto não-selecionado. ABES - Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 1352

3 O composto não-selecionado foi proveniente do aterro sanitário de Canabrava, Salvador - BA (de material coletado em uma célula desativada há 10 anos). No substrato, os metais Cu, Ni e Zn apresentaram concentrações dentro dos valores considerados como normais, mesmo nos tratamentos onde foi usado o composto nãoselecionado, que mostraram concentrações superiores. A concentração do Cd no composto não-selecionado se apresentou acima dos valores considerados para solos nãopoluídos, que segundo Stoeppler (1991) e Ward e Savage (1994), podem variar de 0,01 a 0,5 mg/kg. De um modo geral a aplicação do composto selecionado e não-selecionado não contribuiu de maneira significativa para elevar os teores dos metais na amostra do substrato, e, quando houve um incremento, a concentração ainda permaneceu abaixo das concentrações consideradas como limites em solos não-poluídos. Os teores dos metais determinados na raiz e parte aérea das plantas analisadas nos diversos tratamentos não ultrapassaram os níveis normalmente encontrados em plantas em situação considerada não-poluída. Apesar da concentração dos metais no milho se apresentar dentro dos limites considerados normais, observa-se uma tendência de incremento nos tratamentos com composto não-selecionado. Em países como a Alemanha, o composto é produzido apenas a partir de resíduos selecionados. Recomendamos portanto, para uma maior segurança, que o composto seja produzido a partir de resíduos coletados seletivamente e que seja realizado um monitoramento da concentração de metais pesados nos solos e vegetais cultivados em presença de compostos orgânicos. Este trabalho foi realizado com apoio da CAPES, LIMPURB (Empresa de Limpeza Urbana do Município e Salvador), CEPLAC-CEPEC Ba e EMBRAPA-Cruz das Almas-BA. MATERIAIS E MÉTODOS O experimento foi estabelecido na Casa de Vegetação do Instituto de Biologia da Universidade Federal da Bahia, conforme delineamento inteiramente casualisado em plano fatorial 2 x 4 + 1, com 5 repetições. Foram utilizados dois tipos de composto, um procedente de coleta seletiva (CS) e outro de coleta não-seletiva (CNS), adicionados à amostra do latossolo vermelho-amarelo nas doses de 15, 30, 45 e 60 t ha -1. Um tratamento controle foi adicionado para fins de comparação. As unidades experimentais foram constituídas de vasos rígidos de polietileno contendo 3 dm 3 de solo e as diferentes doses do CS e do CNS, conforme os tratamentos. Após o estabelecimento dos tratamentos (solo e misturas solo/composto) o material foi incubado por 15 dias com umidade em torno de 80% da capacidade de campo. A rega dos vasos foi realizada com água desmineralizada. Antes do plantio uma amostra do substrato de cada unidade experimental foi retirada para análise química. O milho (Zea mays L.) híbrido (Agroceres-405) foi usado como planta teste. Cinco dias após o plantio, foi efetuado um desbaste deixando-se duas plantas por vaso. Durante o ABES - Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 1353

4 período de estudo a umidade das amostras foi mantida próxima da capacidade de campo, utilizando-se água desmineralizada. O milho foi cultivado por 35 dias. As amostras das plantas e do solo, após secagem em estufa a 60 o C até alcançarem peso constante, foram moídas em moinho de porcelana, acondicionadas em sacos plásticos e mantidas em dessecador com sílica-gel. Desse material foram retiradas amostras de 0,4 g (tecido vegetal), 1,0 g (solo) nas quais se adicionaram 5 e 10 ml de ácido nítrico concentrado (HNO 3 65%), respectivamente. Terminada a adição do ácido, os recipientes herméticos (usando bomba de pressão) foram fechados e transferidos para estufa a 100 o C, por um período de 10 horas. Após este tempo, as amostras foram filtradas e a solução coletada, avolumada para 25 ml com água desionizada (Sulcek e Povondra, 1989). As determinações dos metais (Cd, Cu, Ni e Zn) foram realizadas em espectrofotômetro de emissão atômica com plasma de argônio (ICP-AES) no Departamento de Química Analítica do Instituto de Química da Universidade Federal da Bahia. Os dados foram submetidos à análise de variância. O efeito dos fatores qualitativos (composto) foi separado pelo teste de Tukey ao nível de 5% de significância. O experimento foi analisado usando o pacote estatístico SAS (Statistical Analysis Sistem - SAS Institute, 1982) no Departamento de Estatística do Instituto de Matemática da Universidade Federal da Bahia. RESULTADOS A Tabela 1 mostra resultados da análise química do substrato usado nos tratamentos. O solo apresentou baixa fertilidade natural e acidez elevada, características típicas desse tipo de solo, segundo Malavolta et al. (1974). Tabela 1. Caracterização Química do Latossolo Vermelho-Amarelo, Composto Selecionado (CS) e do Composto não-selecionado (CNS). Parâmetro Solo CS CNS Referência para Composto BR (1) D (2) ph em água (1:2,5) 5,0 8,1 7,7 6,9 b 7,5 CTC (mmol c kg -1 ) 16,0 288,0 324,0 252,0 b - Alumínio (mmol c kg -1 ) 7,3 0,0 0,0 0,0 b - Cálcio (mmol c kg -1 ) 5,3 86,0 120,0 30,0 a 39,0 Magnésio (mmol c kg -1 ) 3,3 6,0 16,0 12,0 a 8,0 Potássio (g kg -1 ) 0,6 11,7 1,7 15,0 a 10,0 Fósforo (g kg -1 ) 0,3 4,5 1,5 15,0 a 6,2 Nitrogênio (g kg -1 ) 1,7 17,5 5,3 9,0 a 11,5 Carbono (g kg -1 ) 22,2 325,0 62,0 178,0 b - Matéria Orgânica (g kg -1 ) 38,9 560,0 106,0 360,0 a 330,0 (1) BR: Referencial no Brasil citado por Kiehl a (1985), Trindade b et al. (1996); (2) D: Referencial na Alemanha citado por Vogtmann et al. (1993). ABES - Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 1354

5 As características químicas do composto selecionado indicam que este substrato apresenta teores mais elevados de nutrientes do que o composto não-selecionado. Para Vogtmann et al. (1993), a qualidade do composto determina o crescimento e o desenvolvimento dos vegetais. Para possibilitar que as plantas tenham uma boa produção, o composto, segundo os autores, deve ter em média: ph superior a 7; teor de matéria orgânica em torno de 330 g kg -1 ; teor de nitrogênio, 11,5 g kg -1 ; concentração de fósforo, 6,2 g kg -1 ; potássio, 10 g kg -1 e teores de cálcio e magnésio em torno de 39,5 e 8 g kg -1, respectivamente. Os valores sugeridos pelos autores são para composto produzido na Alemanha, mas de maneira geral, não diferem dos limites estabelecidos no Brasil. A Tabela 2 mostra que os teores de metais pesados encontrados no solo permaneceram dentro da faixa recomendada para solos não-poluídos. Segundo Stoeppler (1991) e Ward e Savage (1994), para solos não-poluídos, a concentração de Cd pode variar de 0,01 a 0,5 mg kg -1. Teores de Cd no solo acima de 3,0 mg kg -1, segundo Malavolta (1980), Mengel e Kirkby (1987), são desaconselháveis para o cultivo agrícola. Em solos não-poluídos, segundo Scheinberg (1991), o teor de Cu deve variar de 20 a 30 mg kg -1. O Cu é um elemento essencial para a nutrição das plantas. Em concentrações inferiores a 5 mg kg -1 podem ocasionar sintomas de deficiência (Ormrod, 1984; Stoeppler, 1991). Apesar de necessário para a nutrição das plantas, o excesso desse elemento pode causar redução do crescimento, interferir na absorção e translocação de Zn (Mengel e Kirkby, 1987; Foy et al., 1978; Ormrod, 1984) e limitar a colonização das raízes por fungos micorrízicos (Ruegg, 1989 citado por Scheinberg, 1991). Segundo Sunderman e Oskarsson (1991), nos solos, o teor de Ni deve variar de 0,01 a 2,6 mg kg -1. De maneira geral, a concentração de Ni nos solos não ultrapassa 100 mg kg -1 (Mengel e Kirkby,1987). O teor de Zn em solos varia de 10 a 300 mg kg -1 (Ohnesorge e Wilhelm, 1991; Ward e Savage, 1994). Segundo Ohnesorge e Wilhelm (1991), quando a concentração de Zn no solo ultrapassa 400 mg kg - 1,existe um grande risco para os organismos vivos. Tabela 2: Concentração de Metais Pesados no Solo, Composto Selecionado (CS), Composto não Selecionado (CNS) e nos Tratamentos em mg/kg Metal Solo (controle) Composto Selecionado Composto nãoselecionado 15 t/ha 30 t/ha 45 t/ha 60 t/ha Cd < LD < LD 1,9 CS <LD CNS < LD CS <LD CNS <LD CS < LD CNS <LD CS < LD CNS < LD Cu 4,9 25,0 65,0 CS 4,7 A CS 5,0 A CS 4,9 A CS 5,0 A CNS 5,3 A CNS 6,0 A CNS 5,6 A CNS 5,9 A Ni 2,6 5,0 8,6 CS 2,2 A CS 2,3 A CS 1,8 A CS 1,6 A CNS 2,6 A CNS 2,8 A CNS 2,3 A CNS 1,7 A Zn 9,9 58,0 151,0 CS 9,3 A CNS 10,8 AB CS 10,4 AB CNS 10,7 AB CS 10,8 AB CNS 13,0 BC CS 10,8 AB CNS 13,7 C LD Leitura abaixo do limite de detecção do aparelho As médias na horizontal e vertical, dentro do mesmo parâmetro, seguidas da mesma letra, não diferem entre si, ao nível de 5% de significância pelo teste de Tukey. ABES - Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 1355

6 Nos dois tipos de composto orgânico (selecionado e não-selecionado), a concentração dos metais analisados ficou abaixo dos valores normalmente encontrados em composto de lixo urbano, com exceção do Cd no composto não-selecionado, que apresentou 1,9 mg/kg. Segundo Grossi (1993), os limites máximos permitidos para composto na Alemanha pela Associação Federal para Qualidade do Composto (BGGK) em mg kg -1 são: Cd, 1,5; Pb, 150; Cu, 100; Cr, 100; Ni, 50 e Zn, 400. No Brasil não existe legislação específica para limitar o teor de metais em composto, produzido a partir de resíduos domésticos. Fricke et al. (1991), citado por Grossi (1993), e Grossi (1993), analisando outros compostos orgânicos produzidos a partir de resíduos de coleta seletiva na Alemanha e no Brasil, também encontraram teores de metais bem abaixo dos observados em composto de lixo não-selecionado. Segundo Grossi (1993), não é possível obter composto sem nenhum tipo de metal, visto que, os resíduos utilizados no processo de compostagem e o solo podem apresentar níveis consideráveis de metais pesados. O teor de metais pesados no composto de lixo urbano depende do grau de industrialização do local, da época do ano em que os resíduos foram produzidos, do sistema de compostagem utilizado, da metodologia de análise, etc. A aplicação do CS e do CNS não contribuiu de maneira significativa para elevar os teores dos metais na amostra do solo. Na amostra do solo onde foi aplicado o CNS, foi observado leve incremento, estatisticamente comprovado, na concentração de Zn, principalmente nas doses de 45 e 60 t de composto ha -1. O teor de Zn observado não ultrapassou os limites recomendados para solos. Os tratamentos que receberam o CS e CNS não indicaram a presença de Cd. A concentração desse metal foi inferior ao limite de detecção do aparelho (<L.D.). O Ni mostrou tendência a declínio na sua concentração na proporção que aumentava a quantidade do composto usada. Costa (1994) e Lima et al. (1995), estudando a influência de composto de lixo urbano no teor de metais pesados de solos agrícolas, observaram que a adição do composto ao solo contribuiu para aumentar os teores de alguns elementos, sem contudo terem atingido níveis considerados perigosos. Com o propósito de observar a influência da quantidade e do tipo de composto usado (selecionado ou não-selecionado), na transferência e acúmulo de metais no milho, a interpretação dos resultados mostrados na Tabela 3 foi feita observando os seguintes princípios: i. comportamento dos metais no vegetal (parte aérea e raiz) no mesmo tratamento; ii. comportamento dos metais na parte aérea dos vegetais entre os diversos tratamentos; iii. comportamento dos metais na raiz dos vegetais entre os diversos tratamentos. ABES - Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 1356

7 Tabela 3. Teor de metal pesado em mg/kg na matéria seca de plantas de milho cultivadas com composto selecionado (CS) e composto não-selecionado (CNS) provenientes de Lixo Urbano. Tratamento Local Cd Cu Ni Zn Controle (C) Raiz 4 (<LD) 2 6,64 A 1 2,60 A 3 18,37 A 15 t ha -1 (CS) Raiz (CNS) Raiz 30 t ha -1 (CS) Raiz (CNS) Raiz 45 t ha -1 (CS) Raiz (CNS) Raiz 60 t ha -1 (CS) Raiz (CNS) Raiz d (<LD) a 9,66 B a 0,16 B c 65,25 B 4 (<LD) 2 5,89 A 3 0,93 A 3 23,84 A d (<LD) b 4,33 A a 0,12 B d 44,70 B 3,4 0,26 A 1,2 9,68 A 1,2 1,87 A 2 52,97 A cb 0,15 A ab 6,02 B a 0,32 B a 96,57 B 4 0,01 A 1,2 12,60 A 1,2,3 1,70 A 3 19,42 A d (<LD) B b 3,52 B a 0,10 B de 35,09 B 2,3 0,45 A 1 16,50 A 2,3 1,54 A 1 80,43 A c 0,10 B ab 6,14 B a 0,12 B bc 77,37 A 4 0,01 A 2 4,79 A 2,3 1,18 A 3 20,23 A d (<LD) B b 1,77 B a (<LD) B e 30,12 B 1 1,12 A 1,2 13,14 A 2,3 1,33 A 1 76,77 A b 0,20 B a 10,40 A a 0,18 B a 92,48 A 4 0,01 A 2 6,89 A 2,3 0,97 A 3 27,60 A b 0,22 B b 4,68 A a (<LD) B de 35,40 A 2 0,66 A 1 16,40 A 2,3 1,01 A 1 80,22 A a 0,35 B b 4,82 B a (<LD) B b 78,10 A Mesmas letras maiúsculas são valores no mesmo tratamento que não diferem entre si; ao nível de 5% de significância de Tukey Mesmas letras minúsculas são valores da parte aérea entre tratamentos que não diferem entre si, ao nível de 5% de significância de Tukey Mesmos números em caixa alta são valores da raiz entre tratamentos, que não diferem entre si, ao nível de 5% de significância de Tukey ABES - Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 1357

8 A concentração dos metais analisados tanto na raiz como na parte aérea do milho, em todos os tratamentos, se encontrou dentro dos valores considerados como freqüentes pela literatura especializada, embora tenha sido observada tendência a incremento na concentração, especialmente nos vegetais cultivados em maiores quantidades do CNS, com exceção do níquel. A raiz mostrou ser o principal órgão acumulador dos metais analisados, com exceção do Zn, que no milho, mostrou se concentrar na parte aérea. A Tabela 3 mostra que somente o CNS influenciou no teor de Cd no milho, sendo a raiz o principal órgão receptor desse elemento. Observa-se que quanto maior a quantidade do composto, maior a concentração do Cd, havendo um incremento no transporte da raiz para a parte aérea. Nos tratamentos que receberam o CS, a concentração do Cd na raiz foi bastante baixa e semelhante entre os tratamentos. Na parte aérea a sua concentração ficou abaixo do limite de detecção do aparelho. O tratamento 60t/ha apresentou irregularidades no comportamento do Cd, tanto com o CS quanto com o CNS. Em condições normais, na matéria seca, o teor de Cd nas plantas, segundo Mengel e Kirkby (1987) e Risser e Baker (1990), pode variar de 0,1 a 1 mg kg -1. Outros autores como Ormrod (1984) e Stoeppler (1991) indicam que o teor aceitável é de 0,5 mg kg -1. Segundo Mengel e Kirkby (1987), os sintomas de fitotoxidez podem ocorrer quando as plantas acumulam entre 5 e 10 mg kg -1. Em todos os tratamentos, com exceção do tratamento controle, a raiz mostrou ser o órgão com maior concentração de Cu do que a parte aérea. No CS não foi observada influência da quantidade do composto usada na concentração desse metal na raiz nem na parte aérea, entretanto a concentração do Cu na parte aérea nos vários tratamentos com CS foi inferior à concentração do tratamento controle, embora a raiz apresente valores semelhantes em todos os tratamentos, inclusive no controle. Possivelmente a presença da matéria orgânica nos compostos pode ter bioindisponibilizado o cobre. Os tratamentos que receberam CNS apresentaram concentrações de Cu superiores aos tratamentos com CS, entretanto não houve incremento significativo na concentração do Cu que pudesse ter sido proporcional à quantidade de CNS usada, embora se observe que o tratamento 15t/ha mostra uma concentração inferior aos demais tratamentos. O teor de Cu na matéria seca de plantas pode variar de 20 a 30 mg kg -1 (Scheinberg, 1991). Já Mengel e Kirkby (1987) afirmam que o teor desse metal pode variar de 2 a 20 mg kg -1, sendo que Ormrod (1984) e Lake (1987), citados por Egreja Filho (1993), defendem que o teor normal de Cu em plantas é de 6 a 15 mg kg -1 e acima de 20 mg kg -1, este elemento pode representar risco para os vegetais. Como pode ser observado na Tabela 3, o Ni também foi um metal que mostrou maior concentração na raiz, em todos os tratamentos estudados. O tratamento controle apresentou maior concentração de Ni na raiz do que todos os outros tratamentos, indicando que características dos compostos, como ph e matéria orgânica, possam ter influenciado sua biodisponibilidade. A influência no composto na concentração do Ni pode também ser observada na Tabela 2. A concentração do Ni na parte aérea do milho não se diferiu significativamente entre os tratamentos, não tendo sido observado nenhum ABES - Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 1358

9 comportamento distinto que pudesse ser atribuído ao tipo e à quantidade de composto usada. Na raiz pode ser observada uma tendência de declínio na concentração do Ni na proporção que houve incremento na quantidade de composto usada, independente de ser CS ou CNS. Em condições normais, na matéria seca, o teor de Ni nas plantas varia de 0,05 a 5 mg kg -1 (Sunderman e Oskarsson, 1991). Segundo Mengel e Kirkby (1987), essa variação vai de 0,1 a 5 mg kg -1. Para Ormrod (1984), esses valores oscilam entre 0 e 8 mg kg -1. Teores acima de 70 (Sunderman e Oskarsson, 1991), 80 (Ormrod, 1984) e 100 mg kg -1 (Mengel e Kirkby, 1987) podem ser tóxico para a maioria das plantas. Observando a Tabela 3, verifica-se que a parte aérea do milho concentra mais Zn do que a raiz em todos os tratamentos. Os tratamentos que receberam CS não mostraram proporcionalidade clara e que possa ter sido comprovada estatisticamente, entre concentração do Zn no vegetal e quantidade de composto usada. As plantas cultivadas nos tratamentos que receberam CNS apresentaram concentrações significativamente superiores quando comparadas aos tratamentos com CS, ou seja, o tipo de composto, influenciou a concentração do Zn no vegetal e não a sua quantidade. Na matéria seca de plantas, o teor médio de Zn é de 20 mg kg -1, segundo Salisbury & Ross (1992) e Taiz & Zeiger (1991). Para Mengel e Kirkby (1987), esse teor é de 100 mg kg -1. Segundo Ohnesorge e Wilhelm (1991), o teor deste mineral pode oscilar entre 15 e 100 mg kg -1. Ormrod (1984) encontrou teores que variaram de 25 a 250 mg kg -1. Conforme o mesmo autor, os problemas de fitotoxicidade podem surgir quando o teor de Zn atinge 400 mg kg -1 na matéria seca. CONCLUSÕES Nos dois tipos de composto orgânico (selecionado e não-selecionado), a concentração dos metais analisados ficou abaixo dos valores normalmente encontrados em composto de lixo urbano, com exceção do Cd no composto não-selecionado. A aplicação do CS e do CNS não contribuiu de maneira significativa para elevar os teores dos metais no solo. Apenas o Zn, nos tratamentos com CNS, mostrou incremento estatisticamente comprovado nas doses de 45 e 60 t de composto ha -1. Os tratamentos que receberam o CS e CNS não indicaram a presença de Cd. A raiz mostrou ser o principal órgão acumulador dos metais analisados, com exceção do Zn, que no milho, se concentrou na parte aérea. A concentração dos metais analisados tanto na raiz como na parte aérea do milho, em todos os tratamentos, se encontrou dentro dos valores considerados como frequentes pela literatura especializada, embora tenha sido observada tendência a incremento na concentração, especialmente nos vegetais cultivados em maiores quantidades do CNS, com exceção do níquel. ABES - Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 1359

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