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2 ESTADO DO CEARÁ PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA SECRETARIA DE FINANÇAS Manual do Fornecedor Secretaria de Finanças

3 ESTADO DO CEARÁ PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA SECRETARIA DE FINANÇAS Des. José Arísio Lopes da Costa Presidente Des. Luiz Gerardo de Pontes Brígido Vice-Presidente Desa. Edite Bringel Olinda Alencar Corregedora Geral da Justiça Newton Rodrigues Sousa Secretário de Finanças Francisca Maria Machado Nogueira Diretora do Departamento Financeiro

4 ESTADO DO CEARÁ PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA SECRETARIA DE FINANÇAS ÍNDICE 1. Apresentação Definições e Conceitos Acompanhamento do Processo Perguntas e Respostas Legislação Fluxograma

5 ESTADO DO CEARÁ PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA SECRETARIA DE FINANÇAS APRESENTAÇÃO. O Tribunal de Justiça é o órgão do Poder Judiciário do Estado do Ceará encarregado, em virtude da separação de poderes estabelecida pela Constituição Federal nos Arts. 44 a 135, de promover, na esfera judicial estadual, a resolução de conflitos em grau de recurso e, no que diz respeito às questões administrativas, planejar, executar e fiscalizar a organização dos serviços judiciários estaduais como um todo. Como fonte de recursos para a consecução dos seus objetivos o Poder Judiciário do Estado do Ceará dispõe dos recursos advindos do Tesouro Estadual, dos depósitos judiciais (PIMPJ) e também da arrecadação própria através do recolhimento de taxas ao FERMOJU (Fundo Especial de Reaparelhamento e Modernização do Poder Judiciário do Estado do Ceará) - órgão do Poder Judiciário criado por Lei com a incumbência de promover a modernização e o reaparelhamento, contribuindo, assim, com o acesso mais justo e democrático pela sociedade a este Poder. O presente manual tem o objetivo que oferecer aos fornecedores do TJCE informações sobre os requisitos necessários para instrução, empenho, liquidação e pagamento das aquisições de bens e serviços, objetivando a agilidade do processo de pagamento. Seguem informações relativas aos conceitos e procedimentos exigidos pelas legislações correspondentes, bem como rol de perguntas e respostas que serão úteis para agilizar o processo de pagamento no âmbito do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará. 5

6 Manual do Fornecedor Definições e Conceitos A execução da despesa pública é regulamentada pela Lei N de 17 de março de Desta forma, no âmbito do Poder Público, os procedimentos legais necessários ao pagamento de bem adquirido ou prestação de serviços devem necessariamente obedecer as fases determinadas na referida Lei. A Secretaria da Fazenda é órgão responsável por gerenciar o sistema de execução orçamentária financeira e contábil-patrimonial dos Órgãos e Entidades da Administração Estadual. Assim, além das disposições legais pertinentes, o Tribunal de Justiça segue os critérios adotados pelos demais órgãos do Estado do Ceará, em conformidade com o Código de Contabilidade do Estado do Ceará, instituído pela Lei Nº 9.809, de 18 de dezembro de 1973 que dispõe sobre os atos e fatos administrativos da gestão financeira e patrimonial do Estado do Ceará e dá outras providências. 6

7 Manual do Fornecedor Empenho O empenho de despesa é o ato emanado de autoridade competente que cria para o Estado obrigação de pagamento pendente ou não de implemento de condição, neste momento o Tribunal de Justiça reserva parte do seu orçamento para o pagamento específico. Após a conclusão do empenho é emitida a Nota de Empenho que será assinada pelos ordenadores de despesa e encaminhada cópia ao FORNECEDOR para a emissão da nota fiscal correspondente, de acordo com as especificações contantes neste documento. Vale destacar que preliminarmente ao empenho é feita a análise do processo de pagamento e a informação de classificação orçamentária pelo Serviço de Preparo de Contas onde são verificados: o órgão competente para a assunção da despesa (FERMOJU ou Tribunal de Justiça), segundo a natureza da despesa, disponibilidade orçamentária e contrato; o período vigência do contrato; consistência da memória de cálculo, quando houver; vedações a determinados tipos de despesa (FERMOJU); reconhecimento de dívida no caso de se tratar de despesas de exercícios anteriores; autorização do contrato ordenador de despesa competente. Unidades responsáveis: Divisão de Contabilidade / Serviço de Preparo de Contas / Divisão de Programação de Fluxo de Caixa e Serviço de Empenho / Divisão de Execução Orçamentária e Financeira. Excertos da legislação relacionada: Lei N 4.320/64: Art. 8º A discriminação da receita geral e da despesa de cada órgão do Governo ou unidade administrativa, a que se refere o artigo 2º, 1º, incisos III e IV obedecerá à forma do Anexo n Os itens da discriminação da receita e da despesa, mencionados nos artigos 11, 4, e 13, serão identificados por números de códigos decimal, na forma dos Anexos ns. 3 e 4. 2º Completarão os números do código decimal referido no parágrafo anterior os algarismos caracterizadores da classificação funcional da despesa, conforme estabelece o Anexo n O código geral estabelecido nesta lei não prejudicará a adoção de códigos locais. (...) 7

8 Art. 15-2º Para efeito de classificação da despesa, considera-se material permanente o de duração superior a dois anos. - Portaria N 42, de 14 de abril de 1999 (Publicada no DOU de ): Atualiza a discriminação da despesa por funções de que tratam o inciso I do 1o do art. 2 e 2 do art. 8, ambos da Lei no 4.320, de 17 de março de 1964, estabelece os conceitos de função, subfunção, programa, projeto, atividade, operações especiais, e dá outras providências. Art. 58. O empenho de despesa é o ato emanado de autoridade competente que cria para o Estado obrigação de pagamento pendente ou não de implemento de condição. (Veto rejeitado no D.O. 05/05/1964) Art O empenho da despesa não poderá exceder o limite dos créditos concedidos. (Redação dada pela Lei nº 6.397, de ) 4º Reputam-se nulos e de nenhum efeito os empenhos e atos praticados em desacordo com o disposto nos parágrafos 1º e 2º deste artigo, sem prejuízo da responsabilidade do Prefeito nos termos do Art. 1º, inciso V, do Decreto-lei n.º 201, de 27 de fevereiro de (Parágrafo incluído pela Lei nº 6.397, de ) Art. 60. É vedada a realização de despesa sem prévio empenho. 1º Em casos especiais previstos na legislação específica será dispensada a emissão da nota de empenho. 2º Será feito por estimativa o empenho da despesa cujo montante não se possa determinar. 3º É permitido o empenho global de despesas contratuais e outras, sujeitas a parcelamento. Art. 61. Para cada empenho será extraído um documento denominado "nota de empenho" que indicará o nome do credor, a representação e a importância da despesa bem como a dedução desta do saldo da dotação própria. - Portaria interministerial n 163, de 4 de maio de (Publicada no D.O.U. no 87, de , Seção 1, páginas 15 a 20) Dispõe sobre normas gerais de consolidação das Contas Públicas no âmbito da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, e dá outras providências. - Portaria interministerial n 688, de 14 de outubro de 2005 (Publicada no D.O.U. de ) Altera o Anexo II da Portaria Interministerial STN/SOF no 163, de 4 de maio de 2001, e dá outras providências. - Manual de Despesa Nacional - Aplicado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios a partir da elaboração e execução da lei orçamentária de ª Edição; 8

9 Lei Complementar N 101/00 de 04/05/00 - Art. 8º Até trinta dias após a publicação dos orçamentos, nos termos em que dispuser a lei de diretrizes orçamentárias e observado o disposto na alínea c do inciso I do art. 4º, o Poder Executivo estabelecerá a programação financeira e o cronograma de execução mensal de desembolso. Parágrafo único. Os recursos legalmente vinculados a finalidade específica serão utilizados exclusivamente para atender ao objeto de sua vinculação, ainda que em exercício diverso daquele em que ocorrer o ingresso. Art. 9º Se verificado, ao final de um bimestre, que a realização da receita poderá não comportar o cumprimento das metas de resultado primário ou nominal estabelecidas no Anexo de Metas Fiscais, os Poderes e o Ministério Público promoverão, por ato próprio e nos montantes necessários, nos trinta dias subsequentes, limitação de empenho e movimentação financeira, segundo os critérios fixados pela lei de diretrizes orçamentárias. 1º No caso de restabelecimento da receita prevista, ainda que parcial, a recomposição das dotações cujos empenhos foram limitados dar-se-á de forma proporcional às reduções efetivadas. 2º Não serão objeto de limitação as despesas que constituam obrigações constitucionais e legais do ente, inclusive aquelas destinadas ao pagamento do serviço da dívida, e as ressalvadas pela lei de diretrizes orçamentárias. 3º No caso de os Poderes Legislativo e Judiciário e o Ministério Público não promoverem a limitação no prazo estabelecido no caput, é o Poder Executivo autorizado a limitar os valores financeiros segundo os critérios fixados pela lei de diretrizes orçamentárias. (Vide ADIN ) Art. 16 1º Para os fins desta Lei Complementar, considera-se: I - adequada com a lei orçamentária anual, a despesa objeto de dotação específica e suficiente, ou que esteja abrangida por crédito genérico, de forma que somadas todas as desp. da mesma espécie, realizadas e a realizar, previstas no prog. de trab., não sejam ultrapassados os limites estabelecidos para o exercício; II - compatível com o plano plurianual e a lei de diretrizes orç., a despesa que se cf. com as diretrizes, objetivos, prioridades e metas previstos nesses instrumentos e não infrinja qualquer de suas disposições. 2º A estimativa de que trata o inciso I do caput será acompanhada das premissas e metodologia de cálculo utilizadas. 3º Ressalva-se do disposto neste artigo a despesa considerada irrelevante, nos termos em que dispuser a lei de diretrizes orçamentárias. 4º As normas do caput constituem condição prévia para: I - empenho e licitação de serviços, fornecimento de bens ou execução de obras; 9

10 Observar que o fornecedor deverá ter um código de credor junto ao Sistema de Gestão por Resultados S2GPR, caso não tenha, deverá ser feito o cadastro (pessoa física e pessoa jurídica) de acordo com o formulário abaixo: 10

11 É necessário o preenchimento em letra legível, de todos os campos. Observar que no caso do cadastro de Pessoa Jurídica é necessário também o preenchimento, pelo seu representante legal (pessoa física) do formulário de Cadastro de Credores do Estado Pessoa Física. 11

12 Manual do Fornecedor Liquidação A liquidação da despesa consiste na verificação do direito adquirido pelo credor tendo por base os títulos e documentos comprobatórios do respectivo crédito. Nesta fase ocorre o atesto de que o Tribunal de Justiça efetivamente recebeu, com ou sem ressalvas, o bem ou o serviço prestado. Unidades responsáveis: Divisão de Material e Patrimônio / Departamento de Engenharia ou unidade responsável pelo recebimento da prestação do serviço. Excertos da legislação relacionada: Lei 4.320/64: Art. 63. A liquidação da despesa consiste na verificação do direito adquirido pelo credor tendo por base os títulos e documentos comprobatórios do respectivo crédito. 1 Essa verificação tem por fim apurar: I - a origem e o objeto do que se deve pagar; II - a importância exata a pagar; III - a quem se deve pagar a importância, para extinguir a obrigação. 2º A liquidação da despesa por fornecimentos feitos ou serviços prestados terá por base: I - o contrato, ajuste ou acordo respectivo; II - a nota de empenho; III - os comprovantes da entrega de material ou da prestação efetiva do serviço. 12

13 Manual do Fornecedor Pagamento Nesta fase, é verificado o cumprimento dos requisitos para a efetuação do pagamento: autorização para empenho, emissão da nota de empenho, assinatura dos ordenadores de despesa, verificação de regularidade das obrigações acessórias, trabalhistas e tributárias junto à Receita Federal, INSS e outros órgãos relacionados. Uma vez verificada a regularidade do processo é emitida a súmula de pagamento que deverá ser assinada pelo Diretor do Departamento Financeiro / Diretor do Departamento de Execução Orçamentária e Financeira, e Ordenador(es) de despesa respectivo(s), de acordo com as Portarias de delegação de competência expedidas pelo Presidente do Tribunal de Justiça. Vale destacar que em virtude de convênio celebrado entre a Secretaria da Fazenda do Estado do Ceará e o Banco Bradesco S/A, os pagamentos devem ocorrer através de crédito em conta de titularidade do respectivo credor junto a esta instituição financeira, através do Sistema de Gestão por Resultados S2GPR. Unidades responsáveis: Divisão de Tesouraria / Divisão de Execução Orçamentária e Financeira / Departamento de Execução Orçamentária e Financeira. Excertos da legislação relacionada: Lei N 4.320/64: Art. 62. O pagamento da despesa só será efetuado quando ordenado após sua regular liquidação. Art. 64. A ordem de pagamento é o despacho exarado por autoridade competente, determinando que a despesa seja paga. Parágrafo único. A ordem de pagamento só poderá ser exarada em documentos processados pelos serviços de contabilidade (Veto rejeitado no D.O. 05/05/1964) Art. 65. O pagamento da despesa será efetuado por tesouraria ou pagadoria regularmente instituídos por estabelecimentos bancários credenciados e, em casos excepcionais, por meio de adiantamento. Art. 36. Consideram-se Restos a Pagar as despesas empenhadas mas não pagas até o dia 31 de dezembro distinguindo-se as processadas das não processadas. Parágrafo único. Os empenhos que sorvem a conta de créditos com vigência plurienal, que não tenham sido liquidados, só serão computados como Restos a Pagar no último ano de vigência do crédito. Art. 37. As despesas de exercícios encerrados, para as quais o orçamento respectivo consignava crédito próprio, com saldo suficiente para atendê-las, que não se tenham processado na época própria, bem como os Restos a Pagar com prescrição interrompida e os compromissos reconhecidos após o encerramento do 13

14 exercício correspondente poderão ser pagos à conta de dotação específica consignada no orçamento, discriminada por elementos, obedecida, sempre que possível, a ordem cronológica. Art. 92. Parágrafo único. O registro dos restos a pagar far-se-á por exercício e por credor distinguindo-se as despesas processadas das não processadas. Art. 93. Todas as operações de que resultem débitos e créditos de natureza financeira, não compreendidas na execução orçamentária, serão também objeto de registro, individuação e controle contábil. Lei Complementar N 101/00 de 04/05/00 - Seção VI - Dos Restos a Pagar Art. 42. É vedado ao titular de Poder ou órgão referido no art. 20, nos últimos dois quadrimestres do seu mandato, contrair obrigação de despesa que não possa ser cumprida integralmente dentro dele, ou que tenha parcelas a serem pagas no exercício seguinte sem que haja suficiente disponibilidade de caixa para este efeito. Parágrafo único. Na determinação da disponibilidade de caixa serão considerados os encargos e despesas compromissadas a pagar até o final do exercício. 14

15 Manual do Fornecedor Acompanhamento do processo Para cada contrato é designado, por força do Art. 58, inciso III, c/c artigo 67 da Lei 8.666/93, um servidor capacitado com conhecimento técnico do objeto do contrato, indicado no próprio instrumento contratual ou através de Portaria para o acompanhamento das regras previstas no mesmo, como por exemplo o reequilíbrio econômico-financeiro, incidentes relativos a pagamentos, questões ligadas à documentação, controle dos prazos de vencimento, de prorrogação, etc. Além disso, o site do Tribunal de Justiça disponibiliza consulta aos credores para acompanhamento do processo administrativo de pagamento. É necessário que o credor mantenha o número do processo que é gerado no momento do protocolo da solicitação de pagamento no Tribunal. 15

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17 Manual do Fornecedor Perguntas e Respostas 1 É possível receber o pagamento em conta-corrente diferente do Banco Bradesco S/A? Em virtude do convênio celebrado entre a Secretaria da Fazenda do Estado do Ceará SEFAZ e o Banco Bradesco S/A todos os pagamentos do tipo crédito em conta-corrente deverão ser efetuados, preferencialmente, junto a esta instituição bancária. A conta bancária da Pessoa Física ou Jurídica não pode ser conta poupança, pois o sistema só admite pagamentos em conta-corrente ou através de boleto bancário. 2 É possível receber o pagamento em conta-corrente com CNPJ diverso do fornecedor do serviço? Não. Para a efetivação do pagamento, o Sistema de Gestão por Resultados S2GPR realiza a verificação do CNPJ correspondente, não autorizando pagamento no caso de identificar divergência no CPNJ informado no empenho. 17

18 Manual do Fornecedor Legislação - Lei Nº 9.809, de 18 de dezembro de 1973: Dispõe sobre os atos e fatos administrativos da gestão financeira e patrimonial do Estado do Ceará e dá outras providências; - Lei Nº 8.666, de 21 de junho de 1993: Regulamenta o art. 37, inciso XXI, da Constituição Federal, institui normas para licitações e contratos da Administração Pública e dá outras providências; - Lei Nº 4.320, de 17 de março de 1964: Estatui Normas Gerais de Direito Financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal; - Lei Complementar Nº 101, de 04 de maio de 2000: Estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal e dá outras providências. - Portaria STN Nº 751, de 16 de dezembro de 2009: Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público aplicado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios. 18

19 Manual do Fornecedor Fluxograma 19

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