INFLUÊNCIA DOS HÁBITOS H VIDA NO CÂNCER DE MAMA. Prof. Dr. Henrique Brenelli CAISM - UNICAMP

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1 INFLUÊNCIA DOS HÁBITOS H DE VIDA NO CÂNCER DE MAMA Prof. Dr. Henrique Brenelli CAISM - UNICAMP

2 Transtornos depressivos e câncer de mama Incidência população geral: 8% pacientes com ca de mama: 30% Qualidade de vida diagnóstico de câncer de mama Considerar aspectos : Físico Psicológico Sexual Social Econômico

3 Qualidade de vida alterações psiquicas após o diagnóstico Insônia Perda de Apetite Alterações de humor Medo do abandono (marido, amigos) Medo da recidiva Medo da morte Risco maior de disfunção sexual Carpenter et al. Oncol Nurs Forum, 2002 Savard et al. J Pain Symptom Manage, 2004 Kornblith & Ligibel. Cancer, 2003

4 Qualidade de vida e câncer de mama 60% dos casos no período climatério e pós-menopausa Qualidade de vida comprometida neste período por: ondas de calor, secura vaginal sudorese, incontinencia urinária alterações do humor TMX QT Piora dos sintomas Dalyy et al. Br Med J, 1993 Couzi et al. J Clin Oncol 1995 Stein et al. J Pain Sumptom Manage 2000

5 A MULHER E O SIGNIFICADO DA MAMA Significado da mama Psicológico Corporal Função da mama Maternidade Sexualidade Contato Atração Símbolo Narcísico

6 A MULHER E O SIGNIFICADO DA MAMA Mama associada Identidade corporal feminina Auto-estima Valor próprio Alterações da Mutilação Mental Corporal Depressão Sentimento Castração Abalo imagem corporal

7 INFLUÊNCIA DOS HÁBITOS H DE VIDA NO CÂNCER DE MAMA Qual o impacto da dieta, do controle de peso e do exercício físico no aparecimento ou no controle do câncer de mama? A vida após o câncer: o que pode ajudar e o que está contra-indicado? Existe relação entre a tristeza e a oncogenese?

8 INDICES ANTROPOMÉTRICOS TRICOS E CÂNCER DE MAMA Estudo de revisão com mulheres e casos ca de mama IMC: relação significativa inversa na pré-menopausa e positiva na pós-menopausa Altura associou-de de maneira significativa ao risco aumentado na pós-menopausa Van der Brandt et al. Am J Epidemiol, 152:514-27, 2000

9 Nurses Health 1 DIETA E CÂNCER DE MAMA mulheres - Ingestão de gordura animal (carne vermelha e laticínios) - Associação a risco aumentado na pré-menopausa - Não houve associação de risco com ingesta de carbohidratos, fibras e índice glicêmico Estudo de revisão com 8 estudos prospectivos mulheres e casos câncer de mama - análise na ingestão gorduras poli,mono,saturadas X carbohidratos - sem associação entre consumo de gordura animal X vegetal - pequena associação com dominuição de risco quando houve substituição de gordura saturada por carbohidrato 1 Cho et al. J Natl Cancer Inst, Smith-warner et al. Int J Cancer, 2001

10 Ganho de peso após câncer de mama Mulheres (>70%) ganham peso durante o tratamento média de 1,6kg Etiologia multifatorial corticóides fadiga diminuição atividade física alterações metabolismo mudanças no hábito alimentar Fatores associados premenopausa QT adjuvante menopausa induzida por QT hormonioterapia?

11 Impacto do ganho de peso no prognóstico Dados observacionais: Aumento de peso associado a tumores maiores e axila + Mulheres com IMC na faixa normal têm melhor prognóstico Estudos sugerem que ganho de peso após o diagnóstico de câncer de mama podem estar associados com aumento do risco de recorrência Chelbowski et al. JCO 2002 Goodwin et al. JCO 1995

12 Obesidade e Prognóstico Estudo de coorte com 512 pacientes com ca de mama inicial Avaliação IMC e níveis de insulina medidas de IMC e insulinemia 4 12 semanas após cirurgia follow-up de 50 meses 76 recorrências a distância e 45 mortes Houve associação significativa entre IMC e as recorrências / mortes Goodwin et al. JCO 2002

13 Impacto do IMC no risco para Câncer de mama em mulheres pós menopausa Estudo n níveis de IMC risco associado comparados Nurse s Health > 31 vs. < 20 tendencia a aumento Study E3N Women s > 30 vs 18,5-25 sem aumento risco Cohort France Treti pequenas diferenças pequeno aumento risco entre IMC 16% CPS II > 40 vs. 18,5-24,9 aumento de 2 vezes WHI > 31 vs. < 22,6 aumento > 2 vezes CPS II > 35 vs. < 22 50% de aumento

14 Atividade física e risco para câncer de mama Estudo prospectivo com alunas de colégios dos EUA recrutadas entre 1925 e casos de câncer de mama Atividade física fornecida e praticada nos colégios Risco em desenvolver câncer de mama foi 40% menor nas praticantes de esportes (95% IC 0,438-0,835) Wyshak and Frisch. BJC 2000

15 Exercícios e câncer de mama California Teachers Study: estudo prospectivo com mulheres seguidas desde casos de câncer de mama Risco relativo entre prática de exercícios maior ou menor a 5horas / semana Ca de mama invasor 0,80 (95% IC 0,69-0,94) Ca in situ 0,69 (95% IC 0,48-0,98) Redução de risco nos casos de receptores hormonais negativos Sugere fator de proteção associado aos exercícios > 5horas por semana Wyshak and Frisch. BJC 2000

16 INFLUÊNCIA DOS HÁBITOS H DE VIDA NO CÂNCER DE MAMA Qual o impacto da dieta, do controle de peso e do exercício físico no aparecimento ou no controle do câncer de mama? A vida após o câncer: o que pode ajudar e o que está contra-indicado? Existe relação entre a tristeza e a oncogenese?

17 INFLUÊNCIA DOS HÁBITOS H DE VIDA NO CÂNCER DE MAMA Terapia Hormonal Associada a melhora da qualidade de vida após menopausa 1 Contra-indicada para pacientes com ca de mama 2 O que fazer? Tratamento não hormonal 3 Inibidores seletivos da captação serotonina Agonistas alfa-adrenérgicos Gabapentina 1 Lobo et at. Obst Gynecol, Carpenter et at. Oncol Nurs Forum, Sicat et al. Pharmacotherapy, 2004

18 100 Qualidade de Vida em Mulheres Climatéricas com Câncer de Mama (n=84) e sem Câncer de Mama (n=83) 80 escore CF LAF Dor EGS V AS LAE SM Domínios SF36 com câncer sem câncer total Fonte: DTG/FCM/UNICAMP, Ambulatório de Menopausa, 12 setembro Conde et al. Menopause, 2005

19 A EVOLUÇÃO DA CIRURGIA NO TRATAMENTO DO CÂNCER DE MAMA MASTECTOMIA RADICAL QUADRANTECTOMIA + AXILECTOMIA MASTECTOMIA + RECONSTRUÇÃO

20

21 REABILITAÇÃO Vínculo estabelecido com as metas Linguagem não verbal (ouvir) Valorização da integridade Vínculo de co-responsabilidade PRESERVAÇÃO DO SER HUMANO

22 A reabilitação é o processo para reduzir ao mínimo a disfunção física, psiquica e vocacional que pode resultar da doença ou seu tratamento H.B. BRENELLI

23 REABILITAÇÃO Conhecimento das incapacidades Ação prospectiva para prevenir ou minimizar as incapacidades Sistema organizado de avaliação Intervenção de variável complexidade, que pode envolver uma variedade de indivíduos com variados graus e tipos de perícia (abordagem por equipe) Vigilância e reavaliação para monitorar a efetividade H.B. BRENELLI

24 REABILITAÇÃO A reabilitação é fundamental para a efetivação da digna qualidade de vida, da capacidade volitiva individual. H.B. BRENELLI

25 INFLUÊNCIA DOS HÁBITOS H DE VIDA NO CÂNCER DE MAMA Qual o impacto da dieta, do controle de peso e do exercício físico no aparecimento ou no controle do câncer de mama? A vida após o câncer: o que pode ajudar e o que está contra-indicado? Existe relação entre a tristeza e a oncogênese?

26 TRISTEZA É uma reação frente a uma perda É um sentimento, nem positivo ou negativo, certo ou errado Está inserida em um contexto

27 Quem não consegue se entristecer e deprimir + Doença Física (Projeta seus sentimentos inaceitáveis para fora da mente seu corpo) Estar Triste Não Significa Doença

28 TRISTEZA e ONCOGÊNESE Frustações crônicas Depressões por longos períodos Funcionamento mental Capacidade eleborativa Físico Psíquico Saúde Mental Saúde Física

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