PROJETO CONSULTORIA ORGANIZACIONAL CONVÊNIO CURSO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO DA UFG/CAC E UNICON

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1 PROJETO CONSULTORIA ORGANIZACIONAL CONVÊNIO CURSO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO DA UFG/CAC E UNICON COSTA, Heloisa Machado da¹; SOARES, Julio Cesar Valandro². Palavras-chave: Consultoria, Melhoria, Confecções, Gestão. Introdução O ambiente de qualquer empreendimento é constituído por agentes e forças que, em grande medida, estão fora de controle da gerência da organização. Fazer uma previsão das necessidades que afetam o desempenho de um empreendimento e que interferem no desenvolvimento de transações bem sucedidas com o meio exterior e interior é relativamente complexo, pois as incertezas e constantes mudanças do ambiente são variáveis difíceis de equacionar, e as empresas estão inseridas em um ambiente que sofre constantes transformações. Assim, torna-se de grande importância observá-lo e analisá-lo já que o mesmo oferece tantas ameaças e oportunidades. As empresas de micro, pequeno e médio porte (MPME s), assim como as demais, devem estar atentas às constantes turbulências ambientais, sendo esta uma condição sine qua non para sua sobrevivência, podendo ser o determinante do seu sucesso ou fracasso. Qualquer que seja a empresa que pretenda continuar com suas atividades e se tornar competitiva no mercado em que atua deverá observar as tendências de tal mercado, da concorrência, de seus clientes, dos produtos e serviços, da legislação que está inserida, de seus aspectos sociais, entre outras dimensões inerentes à operação da própria empresa. Nesta perspectiva, as MPME s não podem se furtar ao desafio de buscarem permanentemente melhorias e avanços em seus processos produtivo-operacionais como forma de melhor responderem aos aspectos supracitados. Diante das considerações postas propõe-se o projeto Consultoria Organizacional CO, o qual, preliminarmente, pode ser identificado como uma ação articulada entre o curso de Engenharia de Produção (EP) da Universidade Federal de Goiás/Campus Catalão (UFG/CAC) e a UNICON União das Indústrias de Confecção de Catalão e Sudeste Goiano. Tal projeto brotou de discussões entre empresários associados à UNICON e professores e alunos do curso de Engenharia de Produção (EP) da Universidade Federal de Goiás/Campus Catalão (UFG/CAC), o

2 que redundou numa parceria e respectivo convênio entre as instituições supracitadas. O objetivo geral deste projeto é proporcionar uma relação sinérgica entre empresas associadas à UNICON/Catalão e acadêmicos e professores do curso de Engenharia de Produção (EP) da Universidade Federal de Goiás/Campus Catalão (UFG/CAC). Neste sentido, o foco precípuo da proposta está atrelado a um processo de consultoria a empresas associadas à UNICON/Catalão, consultoria esta coordenada e executada por professores e acadêmicos do curso de EP da UFG/CAC. Metodologia A estrutura do projeto CO pode ser visualizada considerando os atores institucionais e sujeitos envolvidos pelo CO, assim como o próprio ambiente externo que cerca todo este contexto. Portanto, a formatação do CO envolve O curso de EP da UFG/CAC e as empresas associadas à UNICON, cada qual com suas responsabilidades. Em termos metodológicos propriamente ditos, pode-se propor um conjunto de etapas e passos sequenciais (que podem ser também denominados de fases) a serem trilhados na perspectiva da consecução dos objetivos do projeto CO. Sendo assim, propõe-se uma sequência lógica cadenciada de distintas fases, as quais podem ser repetidas, a saber: 1. FASE INICIAL: exposição e sensibilização (reunião para apresentação do projeto à UNICON). 2. FASE DA 1 a VISITA: apresentação dos acadêmicos consultores (ACs) às empresas da UNICON. 3. FASE DE DIAGNÓSTICO: realização dos diagnósticos empresariais (Nesta fase o AC deverá investigar dados e informações relacionados com cada área funcional das empresas, que servirão como indicadores básicos para apontar as principais forças, fraquezas, oportunidades e ameaças que interagem no contexto competitivo da empresa) 4. SEMINÁRIO DE PROPOSIÇÕES: apresentação de relatórios dos diagnósticos realizados e proposições de ações de melhorias.

3 5. FASE DE IMPLEMENTAÇÃO E AVALIAÇÃO DE AÇÕES DE MELHORIAS: Coordenação do processo de implantação de ações de melhoria e avaliação de tal processo. 6. SEMINÁRIO DE APRESENTAÇÃO DE RESULTADOS: apresentação e discussão dos relatórios de implantação das ações e respectivos resultados. 7. SISTEMATIZAÇÃO E PUBLICIZAÇÃO: edição e publicização de documentos atinentes às ações do CO, além de submissão de artigos a eventos científicos. Para o acompanhamento dos trabalhos desenvolvidos pelos ACs, foram programadas e realizadas reuniões semanais, onde estes expuseram as ações praticadas, suas observações acerca da empresa no que diz respeito à organização do ambiente de trabalho, layout, comprometimento dos colaboradores, gargalos e ociosidade na produção, técnicas de gestão, entre outros. Para facilitar o processo de apresentação das suas atividades, foi elaborado um formulário, para que o AC descrevesse e analisasse essas atuações. A fim de obter um feedback dos alunos e empresários participantes, foram enviadas três perguntas que dizem respeito à contribuição do projeto para a formação como engenheiro de produção (para os alunos) ou para a empresa (para os empresários), e também à avaliação do envolvimento com o projeto. Resultados e Discussões Na fase inicial do projeto (reunião para apresentação do projeto à UNICON) estavam presentes representantes de seis empresas do ramo da confecção da cidade de Catalão, uma representante do IEL (Instituto Euvaldo Lodi), o coordenador da ação, a aluna bolsista e alguns alunos interessados em participar do projeto CO como ACs. É importante frisar que a relação empresa-acadêmico é formalizada através de contrato de estágio, com duração de um ano. Depois da exposição do projeto à UNICON, quatro empresas demonstraram interesse em admitir acadêmicos consultores (uma dessas empresas solicitou dois ACs). Os cinco acadêmicos consultores foram selecionados com a ajuda de uma representante da UNICON, um psicólogo e a equipe de professores responsáveis pelo projeto, adaptando o perfil de cada empresa aos alunos em processo de triagem.

4 Na fase da primeira visita, os ACs foram apresentados e familiarizados com todos os setores da empresa se reuniram com os proprietários e gerentes de produção, além de já iniciarem a identificação dos principais problemas e necessidades da empresa. Na terceira fase, foram levantados dados de produção como, por exemplo, materiais mais utilizados, quantidade produzida por período, produtos mais procurados, níveis de desperdícios de material. Além desses aspectos, foram analisados os tipos de layouts das empresas, as condições ergonômicas e de trabalho dos colaboradores; foram analisados os tempos e movimentos das operações (a fim de medir a eficiência geral e individual dos trabalhadores) e realizadas entrevistas com o pessoal de todas as áreas das confecções. O seminário/reunião de apresentação das propostas de melhoria foi realizado no início de dezembro de 2011, onde todos os envolvidos no projeto CO estavam presentes. Algumas das propostas apresentadas foram: melhorias no layout do processo de corte dos tecidos, instalação de uma caixa de sugestões, implantação da ferramenta 5S (que possibilita um planejamento sistemático de organização, limpeza, classificação, entre outros, promovendo um aumento na produtividade, melhoria no clima organizacional, e diversos benefícios), instalação de novos e simples aparelhos e equipamentos (no corte), composição de uma ordem de pedido mais completa, melhor utilização de softwares já aplicados nos processos da empresa. Algumas das proposições foram recusadas pelos empresários, que alegaram não ter recursos suficientes para realizá-las ou não achavam que eram válidas. A partir disso, as medidas aceitas foram implantadas, com ajuda dos professores tutores, responsáveis pelos ACs (que sempre acompanharam o progresso das atividades desenvolvidas). Reuniões entre os empresários e ACs validaram as ações desenvolvidas. Os ACs avaliaram seu envolvimento no projeto como total e completo, ainda que alguns deles desistissem do projeto, em razão de incompatibilidade de horários disponíveis entre empresa e aluno. Além da desistência destes ACs, houve a desistência de um dos empresários envolvidos, alegando que não possuía disponibilidade suficiente para se dedicar atenção ao projeto. Conclusão

5 Segundo os acadêmicos envolvidos, o projeto é muito válido para sua formação acadêmica, principalmente no que se refere à prática dos tópicos estudados no decorrer do curso, ou seja, o projeto gerou aprendizado tanto na questão técnica quanto na questão de relacionamento organizacional. Ainda foi relatado que os acadêmicos se sentiram motivados em relação ao curso de Engenharia de Produção (EP) da Universidade Federal de Goiás/Campus Catalão (UFG/CAC), por notarem a necessidade deste profissional dentro de uma organização, independente da sua dimensão. De acordo com o questionário feito sobre a validade e opinião sobre o projeto Consultoria Organizacional, há um desejo, por parte dos alunos envolvidos, de manter um envolvimento mais estreito e um maior controle na relação UFG-alunoempresa, a fim de um melhor desenvolvimento de atividades e compartilhamento de informações. Do ponto de vista dos empresários, o projeto realizado é válido, porém a falta de tempo para dedicarem atenções às ações de melhoria, impossibilita um maior envolvimento deles com os ACs. Algumas dificuldades em relação à flexibilidade de horários dos empresários para acompanhar os estagiários, assim como a resistência dos colaboradores das empresas em relação à presença do AC foram superadas ao longo do trabalho. Portanto, pode-se dizer que o projeto CO é uma iniciativa válida, que deve ser mantida (conforme o anseio dos empresários, alunos e professores envolvidos). Por meio do questionário aplicado aos alunos e empresários, afirma-se que é necessária uma maior conscientização dos empresários acerca das mudanças sugeridas pelos alunos, para que se busque e atinja uma melhoria contínua dentro da organização. Referências Bibliográficas. SILVA, V. E. V.; ROBERT, B. H. M.; OLIVEIRA, J. C. F.; SANTOS, V. A. Aprendizagem Vivencial no Curso de Graduação em Administração: Integração entre a Teoria e a Prática na UNESA - Campus Nova América. In: Anais do V Simpósio de Gestão e Estratégia em Negócios Seropédica, RJ, Brasil, Setembro de SLACK, N.; JOHNSTON, R.; CHAMBERS, S. Administração da Produção. São Paulo: Atlas, 2002.

Página 1 de 19 Data 04/03/2014 Hora 09:11:49 Modelo Cerne 1.1 Sensibilização e Prospecção Envolve a manutenção de um processo sistematizado e contínuo para a sensibilização da comunidade quanto ao empreendedorismo

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