OS DESAFIOS DA PROMOÇÃO E CONSOLIDAÇÃO DO COOPERATIVISMO EM MOCAMBIQUE

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1 OS DESAFIOS DA PROMOÇÃO E CONSOLIDAÇÃO DO COOPERATIVISMO EM MOCAMBIQUE (Por Eng Amâncio Armando Nguluve - Director Executivo da AMPCM, 15 de Maio 2014) 1. INTRODUÇÃO No âmbito do excelente e importante espaço dos Seminários que o Gabinete de Estudos da Presidência nos habituou a levar a cabo no contexto das plataformas de diálogo e reflexão sobre assuntos de interesse nacional com o envolvimento directo de Sua Excelência Senhor Armando Emílio Guebuza, Presidente da República de Moçambique, está hoje esta oportunidade ímpar de partilharmos informação e recolher estratégicos subsídios para a sustentável promoção e consolidação do cooperativismo moderno em Moçambique. Aliás, o reconhecimento do estado e governo Moçambicano, de que o Cooperativismo pode contribuir decisivamente para que o Moçambique seja um País mais justo do ponto de vista social e económico, ocorre desde a altura da aprovação da nova Lei das Cooperativas, a Lei nr 23/2009 de 8 de Setembro; da disponibilidade do governo de apreciar para a aprovação do Regulamento da Lei das Cooperativas (que esperamos que ainda dentro do mandato do actual governo seja aprovado); do envolvimento de Sua Excelência o Sr. Presidente da República no lançamento do Ano Internacional das Cooperativas em Moçambique ao longo do ano 2012; e, do envolvimento da Presidência da República para acolher e facilitar a reflexão de hoje sobre Os desafios da promoção e consolidação do cooperativismo em Moçambique. À par do fundamental objectivo de combate à pobreza no país e da elevação da auto-estima de cada um de nós através do espírito da cidadania e cultura do empreendimento, o cooperativismo moderno apresenta-se como um aliado importante pela abordagem de desenvolvimento que alia o social e económico ao mesmo que contribui para o desenvolvimento de formas de comportamentos democráticos e o reforço da colectividade e onde os produtores são sujeitos do seu próprio destino e crescimento. Com esta contribuição, que não é necessariamente estruturada como um documento académico mas apenas a partilha das realidades que tem acompanhado a nova dinâmica do cooperativismo em Moçambique, a AMPCM cuja sua existência tem estado ligada com a promoção do cooperativismo moderno em Moçambique desde a aprovação da lei geral das cooperativas, pretende partilhar: Surgimento e noções conceptuais do cooperativismo e das cooperativas; incluindo a explicitação sobre as diferenças entre Cooperativas, Associações e Sociedade Comerciais; e as diferenças entre as cooperativas tradicionais e as da nova geração (modernas); O movimento do cooperativo e cooperativas pelo mundo; sua importância e relevância; Uma breve contextualização histórica sobre o cooperativismo em Moçambique, com ênfase do processo que levou à produção da nova lei geral das cooperativas e os principais elementos que fazem desta lei uma das mais inovadoras leis do mundo, A dinâmica actual do cooperativismo moderno em Moçambique: o caso da Associação Moçambicana para a Promoção do Cooperativismo Moderno (AMPCM), suas realizações até então e principais desafios e expectativas no contexto da promoção e consolidação do cooperativismo moderno em Moçambique e sua contribuição para o desenvolvimento económico e social e inclusivo nacional. Esperamos que esta iniciativa contribua para o maior comprometimento nacional, do governo, das entidades publicas, dos produtores, académicos, organizações da sociedade civil, dos empreendedores, etc, para com os desafios da promoção e consolidação do cooperativismo em Moçambique como forma sustentável de promoção da riqueza. 2. SURGIMENTO, CONCEITO E NOÇÃO DAS COOPERATIVAS 1 P a g e

2 2.1. SURGIMENTO A natureza humana sempre foi de viver em conjunto, sempre se associando para resolver problemas dos mais simples aos mais complexos, desde os primórdios como caçar, pescar até os dias de hoje como comprar, vender, produzir. Assim, a cooperação sempre esteve presente na história do homem. Desde seu primitivismo, utilizavam-se da cooperação para alcançar seus objectivos. O cooperativismo surge com os povos mais antigos, quando saíam em busca de alimento ou de abrigo, praticavam a ajuda mútua, para sobreviver. Os agricultores, artesãos e mercadores na China, Grécia e Egito, em união, buscavam uma melhor condição de vida. Entretanto, embora sejam encontradas experiências cooperativas e associativas em períodos bastante remotos, estas não passavam de manifestações de sociabilidade característica do homem enquanto um ser social. Quase todos os autores defendem que o movimento cooperativo surgiu a partir das ideias filosóficas de cooperação conduzidas por idealistas como Robert Owen, Louis Blanc, Charles Fourier, Frederico de Raiffisen, dentre outros que defendiam propostas baseadas nas ideias de igualdade, associativismo e auto-gestão. O modelo de cooperativa, na forma como hoje são conhecidas as sociedades cooperativas, surgiu em 1844, na cidade inglesa de Rochdale, época em que o Estado passava por uma séria crise social, agravada pelas repercussões da Revolução Industrial. Diante da crise, 28 tecelões de Rochdale, em Manchester na Inglaterra, movidos pelo espírito de ajuda mútua, constituíram uma cooperativa (primeira cooperativa organizada formalmente) de consumo para viabilizar a aquisição ao menor custo, de bens e suprimentos directamente dos produtores, de forma a eliminar o intermediador da relação comercial. Dedicando-se na venda de alimentos e roupas no comércio local, após um ano de trabalho, acumularam um capital de 28 libras (o suficiente apenas para comprar uma pequena quantidade de manteiga, farinha de trigo, aveia e vela) e conseguiram abrir um armazém próprio. Apoiou a construção ou a compra de casas para os tecelões e montou uma linha de produção para os trabalhadores com salários muito baixos ou desempregados. Designada por Sociedade dos Probos Pioneiros de Rochdale, e conhecida como a primeira cooperativa moderna do mundo, ela criou os princípios morais e a conduta que são considerados, até hoje, a base do cooperativismo autêntico. Em 1848 já eram 140 membros e doze anos depois chegou a sócios com um capital de 152 mil libras. Desde então, as cooperativas existem em vários sectores e em todo mundo. Os valores e princípios cooperativos, mais tarde conhecidos como Princípios Básicos do Cooperativismo, foram preservados, com pequenas alterações ao modelo cooperativista adoptado em todo mundo, como também a própria base da filosofia do cooperativismo CONCEITO E NOÇAO DAS COOPERATIVAS Segundo Pinho (1966), embora etimologicamente cooperação, cooperativa e cooperativismo derivem do verbo cooperar, de origem latina cooperari (cum e operari) que significa trabalhar com alguém, são conceitos distintos. Enquanto a cooperação significa acção conjunta com vista ao mesmo objectivo, o cooperativismo, por sua vez, significa sistema, doutrina ou ideologia e, finalmente, a cooperativa seria uma entidade ou instituição onde as pessoas cooperam objectivando o mesmo fim. Assim, para a melhor percepção dos conceitos Cooperativa e Cooperativismo é necessário antes esclarecer o significado de algumas palavras correlacionadas a estas, tais como: Cooperar unir-se a outras pessoas para em conjunto enfrentar situações adversas, no sentido de transformá-las em oportunidade para a melhoria do bem-estar económico e social. Cooperar, é praticar ações em conjunto com outras pessoas, com o mesmo objetivo, na busca de resultados comuns a todos, superando as dificuldades individuais. 2 P a g e

3 Cooperação métodos de acção pelos quais indivíduos com interesses comuns constituem um empreendimento. Os direitos são iguais para todos e o resultado alcançado é repartido somente entre os integrantes, na proporção da participação de cada um. Trata-se da acção de cooperar. Cooperativista (ou Cooperado) indivíduo, profissional, produtor de qualquer categoria ou actividade económica que se associa a uma cooperativa para exercer actividade económica ou adquirir bens de consumo e/ou duráveis. É toda a pessoa sócia de qualquer cooperativa, que participa das atividades econômicas, através da ajuda mútua. Cooperativismo e Cooperativa são hoje definidos como: Cooperativismo: É forma e/ou sistema de organização de trabalho específica visando facilitar as actividades económicas individuais dos seus membros em bases democráticas e através de promoção de serviços que contribuem para o desenvolvimento dos mesmos e que tem como diferencial promover o desenvolvimento económico e o bem-estar social simultaneamente, que alia o economicamente viável ao ecologicamente correcto e ao socialmente justo. Cooperativa: De uma forma geral, cooperativa é uma associação de pessoas que tenha por fim a melhoria económica e social de seus membros, através da exploração de uma empresa sobre a base da ajuda mútua e mediante partilha de risco e que observe os princípios cooperativos. Segundo a Aliança Internacional das Cooperativas, cooperativa é uma associação autónoma de pessoas que se unem, voluntariamente, para satisfazer aspirações e necessidades económicas, sociais e culturais comuns, por meio de uma empresa de propriedade comum e democraticamente gerida. Segundo a nova lei Moçambicana das Cooperativas, a Lei 23/2009, Cooperativas são pessoas colectivas autónomas, de livre constituição, de capital e composição variáveis e de controlo democrático, em que os seus membros obrigam-se a contribuir com bens e serviços para o exercício de uma actividade económica, de proveito comum, através de acções mútuas e mediante a partilha de risco, com a vista a satisfação das suas necessidades e aspirações económicas e um retorno patrimonial predominantemente realizado na proporção das suas operações. As cooperativas têm dupla natureza: social (enquanto é formada por pessoas que participam da sociedade sociedade de pessoas) e económica (enquanto buscam resultados positivos, sob óptica económica - empresa); são associações e, simultaneamente uma empresa que permite financiar, com os seus resultados, os objectivos sociais da associação, pois uma cooperativa é um agrupamento de pessoas que prosseguem objectivos económicos, sociais e educativos através duma empresa. È nessa dupla vocação onde reside a característica ímpar das cooperativas e que fundamenta a sua autonomia e uma regulamentação específica e especial. A cooperativa é uma das formas avançadas de organização da sociedade civil, pois proporciona o desenvolvimento socioeconómico aos seus integrantes e à comunidade. Assim, resgatando a cidadania dos mesmos, mediante o exercício da democracia, da liberdade e autonomia, no processo de organização da economia e do trabalho, tendo como principais beneficiários produtores/trabalhadores, organizações associativistas de produtores rurais e suas entidades representativas e cooperativas em geral. 3 P a g e

4 2.3. PRINCÍPIOS DAS COOPERATIVAS Os princípios do cooperativismo expressam o sentimento social do sistema cooperativo através de uma inspiração democrática, onde os associados são os dirigentes, recebem os excedentes da cooperativa de forma proporcional às suas operações, mantém a neutralidade político-religiosa, visam o capital como mero instrumento e não como factor determinante, não perseguem lucros e acima de tudo visam o desenvolvimento e aperfeiçoamento do ser humano. Os sete princípios do cooperativismo constituem a linha orientadora que rege as cooperativas e formam a base filosófica da doutrina. É por meio dela que os cooperativistas levam os seus valores à prática. Estes princípios, derivados das normas criadas pela primeira cooperativa de Rochdale, foram reformulados pela ACI nos Congressos de 1937, 1966 e 1995 são mantidos actualmente pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI). Os sete princípios cooperativos são: a) Princípio da adesão e demissão livre e voluntária Este princípio que também é apelidado de princípio da porta aberta, baseia-se no pressuposto de que as cooperativas são organizações voluntárias, abertas a todas as pessoas aptas a utilizar os seus serviços, dispostas e em condições de assumir as responsabilidades de membro, não devendo haver discriminação social, racial, política, religiosa e de género. A qualquer cooperado também lhe assiste, dentro do legal ou estatutariamente previsto, o direito de ter a liberdade de se afastar ou sair da mesma. b) Princípio da gestão e administração democrática pelos membros As cooperativas são organizações democráticas geridas pelos seus membros, os quais participam activamente na formulação das suas políticas e na tomada de decisões. Os homens e as mulheres que exerçam funções como representantes eleitos, são responsáveis perante o conjunto dos membros que os elegeram. Nas chamadas cooperativas de primeiro grau e que assumem o modelo tradicional (aqui em contraposição das chamadas cooperativas da nova geração), os membros têm iguais direitos de voto (um membro, um voto) e as decisões devem sempre respeitar a vontade da maioria. c) Princípio da participação económica dos membros. Os membros contribuem equitativamente para o capital das suas cooperativas e controlam-no democraticamente. Parte desse capital é, normalmente, propriedade comum da cooperativa. Os membros recebem habitualmente, se houver, uma remuneração limitada ao capital integralizado, como condição de sua adesão. Os membros destinam os excedentes a uma ou mais das seguintes finalidades: Desenvolvimento das suas cooperativas, eventualmente através da criação de reservas, parte das quais, pelo menos será, indivisível; Benefícios aos membros na proporção das suas transacções com a cooperativa; e Apoio a outras actividades aprovadas pelos membros. d) Princípio da autonomia e independência As cooperativas são organizações autónomas, de ajuda mútua, controladas pelos seus membros. Se firmarem acordos com outras organizações, incluindo instituições públicas, ou recorrerem a capital externo (endividamentos ou aquisições de capitais externos), devem fazê-lo em condições que assegurem o controlo democrático pelos seus membros e se mantenha a autonomia da cooperativa. 4 P a g e

5 e) Princípio da educação, formação e informação. As cooperativas promovem a educação e a formação dos seus membros, dos representantes eleitos e dos trabalhadores, de forma que estes possam contribuir, eficazmente, para o desenvolvimento das suas cooperativas. Informam o público em geral, particularmente os jovens e os líderes de opinião, sobre a natureza e as vantagens da cooperação. f) Princípio da Intercooperação A entreajuda é uma característica importante nas cooperativas, servindo os seus membros, dando mais força ao movimento cooperativo, trabalhando em conjunto, através das estruturas locais, regionais, nacionais e internacionais. g) Princípio do Interesse pela comunidade As cooperativas trabalham para o desenvolvimento sustentado das suas comunidades através de políticas aprovadas pelos seus membros. Segundo Alves (2003), os princípios do cooperativismo, uma vez seguidos adequadamente, podem prestar uma grande contribuição para o desenvolvimento económico e social de uma região, estado ou país através do aumento das oportunidades de trabalho; da diminuição da desigualdade de renda; do fortalecimento das instituições democráticas; da defesa das liberdades individuais e da humanização das relações económicas AS COOPERATIVAS E MOVIMENTO COOPERATIVO PELO MUNDO. SUA IMPORTÂNCIA E RELEVÂNCIA O cooperativismo evoluiu e conquistou um espaço próprio, definido por uma nova forma de pensar o homem, o trabalho e o desenvolvimento social. Por sua forma igualitária e social, o cooperativismo é aceite por todos os governos e reconhecido como fórmula democrática para a solução de problemas sócio-económicos. Conforme salienta a FAO Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, o cooperativismo é identificado como um instrumento importante dentro das políticas de desenvolvimento para as camadas da população economicamente mais desfavorecidas, sendo um meio eficaz para assegurar um desenvolvimento integrado capaz de atender ao conjunto das necessidades imediatas da população. Por sua definição, valores e princípios, o sistema cooperativista é considerado como um importante instrumento para a dinamização da economia de um país, estado ou município, seja pela forma de interacção junto a outros agentes de mercado ou pela política de distribuição de resultados que possibilita uma melhor distribuição equitativa de renda onde quem produz mais recebe mais. A importância das cooperativas e do movimento cooperativo, são por demais reconhecidas em diversas realidades. Com efeito: Viabilizam novas formas de negócios, geração de rendas com justiça social e empregos nos sectores da economia rural, e portanto agentes geradores de riqueza rural; Melhoram a situação económica, social e cultural das pessoas com recursos e possibilidades limitadas, assim como para fomentar seu espírito de iniciativa; Incrementam os recursos pessoais e o capital nacional mediante estímulo da poupança e sadia utilização do crédito; 5 P a g e

6 é um instrumento capaz de evitar o marasmo económico e social das áreas rurais, vitimadas, especialmente por um ambiente económico marcado por forte competitividade; facilitando acesso à tecnologia, ao crédito e à assistência especializada para competir com os grandes conglomerados que integram o agrobusiness; Contribuem para o negócio formal e alargamento da base tributária; Contribuem para a economia, através do controle democrático da actividade económica e de distribuição equitativa dos excedentes; Geram impacto nas comunidades rurais, através da utilização de estruturas participativas (partnership), dinamizando o meio onde actuam; resgatando a cidadania através da participação, do exercício da democracia, da liberdade e autonomia, no processo de organização da economia e do trabalho; Ajudar a elevar o nível de conhecimento geral e técnico de seus membros. Melhoram as condições sociais e completam os serviços sociais nos campos da habitação, saúde, educação e comunicação; Ajudam a modernização, mobilizando mecanismos que permitam fortalecer os membros de uma comunidade ou região, de forma a responder aos renovados apelos de organização do mundo agrícola e rural. As cooperativas agrícolas, nesse contexto, são identificadas como factores de organização económica e de competitividade do sector agrário e de organização dos produtores sob bases democráticas, contribuindo para o êxito dos projectos de desenvolvimento rural. Através das cooperativas, muitos países reestruturaram as suas economias rurais, baseando-se na melhoria das oportunidades económicas, na manutenção do bem-estar das populações e na protecção das tradições sócio-culturais das regiões rurais. Mais do que uma associação de pessoas, as cooperativas são agentes que promovem o desenvolvimento econômico e social local, principalmente do meio rural, Note-se que muitos países conferem grande importância às cooperativas nos seus programas de desenvolvimento. Tem-se conhecimento que, por exemplo, na Indonésia até existe um ministério que se dedica às cooperativas, designado por Ministério das Cooperativas e Pequenas e Médias Empresas. Note-se que a União Europeia, reconhecendo a importância do cooperativismo no desenvolvimento económico e social das regiões dos Estados membros, levou a cabo um projecto denominado Programa Leader, cujo objectivo foi o de promover a revitalização das áreas rurais tendo por base projectos inovadores através da participação activa da população e dos agentes económicos e sociais, por meio da cooperação. O êxito da experiência piloto realizada entre 1991 e 1993, deu lugar ao Leader II ( ). Hoje o projecto é financiado pela Secção de Protecção do Fundo Europeu de Orientação e de Garantia Agrícola (FEGOA). Perseguindo o mesmo princípio, é de se destacar o fenómeno canadense das denominadas Cooperativas de Desenvolvimento Regional (CDR). Cooperativas criadas a partir de um programa de apoio do governo do Quebec. O referido programa foi criado com vista a apoiar a a criação de empresas cooperativas no seu âmbito geográfico e a garantir-lhes assistência técnica. O resultado foi significativo, dado que houve um acréscimo do número de cooperativas, da actividade produtiva e consequentemente mais postos de trabalho. Estas e outras experiências corroboram a ideia de se identificar as cooperativas como um instrumento eficaz nas diferentes propostas de desenvolvimento rural e semi-urbano, impedindo o declínio económico e social que vem atingindo muitas comunidades moçambicanas, face aos grandes comerciantes e multinacionais que começam a implantar-se nas zonas rurais. 6 P a g e

7 Alguns números que mostram a relevância das cooperativas no mundo: Hoje cerca de um bilião de pessoas no mundo são associadas de alguma cooperativa (Worldwatch Institute, Vital Signs publication, 22/2/2012) e estima-se que o sector cooperativo seja responsável por 100 milhões de postos de trabalho em todo o mundo. Cerca de três bilhões de pessoas estão ligadas indirectamente ao cooperativismo (1/3 da população mundial). As 300 maiores cooperativas do mundo dão 20% a mais de empregos do que as multinacionais e tiveram uma facturação agregada de US$ 1,1 trilhão (Global 300 Report 2010); Cooperativas representam 30% da produção da agricultura familiar no mundo (FAO). 7,8% da população economicamente activa do mundo é associada a uma cooperativa de crédito; e, Entre os 50 maiores sistemas bancários do mundo, 6 são bancos cooperativos, representados por: Credit Agricole, Rabobank, Natixis, Norinchukin Bank, Dz Bank e Credit Mutuel. 40% dos agregados familiares africanos são membros de uma cooperativa. Em muitos Países representam o sector mais importante da economia. Alguns exemplos do que as cooperativas representam nas economias e desenvolvimento de países: o o o o o o o As Cooperativas Agrícolas são responsáveis por cerca de 99% da produção de leite na Noruega, Nova Zelândia e Estados Unidos e por 50% da agricultura no Brasil; Na Índia, as necessidades de consumo de 67% dos agregados familiares rurais são supridas por cooperativas (OIT,2011); 71% das Pescas da Coréia são asseguradas por cooperativas; As Cooperativas Eléctricas: i. Bangladesh servem a 28 milhões de pessoas; ii. nos EUA 900 Coops Eléctricas rurais servem 3 milhões de pessoas e detém quase metade das linhas de distribuição de energia em todo o país. Olhando para as Cooperativas de Crédito: i. Em Canadá, em cada três habitantes, um é membro de uma Caixa Cooperativa de Crédito; ii. iii. iv. No Quénia: A Alemanha conta com cerca de 18 milhões de pessoas associadas numa população de cerca de 85 milhões de habitantes (~ 21%). O volume de recursos movimentados corresponde a mais de 18% do mercado financeiro alemão; Na França, as caixas cooperativas agrícolas ocupam o sétimo lugar mundial no sistema bancário e de crédito; e Na China 91% do microcrédito é cooperativo. (Global to Local). i. as cooperativas têm as seguintes parcelas do mercado: 70% do café, 76% dos laticínios, 90% do píretro e 95% do algodão. ii. as cooperativas empregam pessoas e criam indirectamente trabalho para 2 milhões através do financiamento e das oportunidades que criam. OIT (2012). Na Índia, as necessidades de consumo de 67% dos agregados familiares rurais são supridas por cooperativas OIT (2011). 7 P a g e

8 2.5. COOPERATIVAS MODERNAS (COOPERATIVAS DA NOVA GERAÇÃO) DIFERENÇAS ENTRE COOPERATIVAS, ASSOCIAÇÕES E SOCIEDADES COMERCIAIS Antes mesmo de melhor caracterizarmos as cooperativas modernas e de forma a permitir uma análise mais detalhada, uma melhor tomada de decisão e compreensão do que é uma Cooperativa como organização diferente de Associações e de uma Sociedades comercial, propriamente ditas, abaixo apresenta-se um quadro sobre as principais diferenças entre esses tipos de organizações: Nr. Cooperativa Associação Sociedade Comercial 1 Sociedade de pessoas, com fins económicos de Sociedade de capitais com fins Sociedade Civil sem fins lucrativos. natureza civil sem objectivo de lucro. lucrativos. 2 É uma sociedade de pessoas que funciona É uma sociedade de pessoas que É uma sociedade de pessoas que democraticamente. funciona democraticamente. funciona hierarquicamente 3 Representar e defender os interesses dos Seu objectivo principal é o lucro Seu objectivo principal é a prestação de serviço associados. proveniente da prestação de serviços e aos associados. Estimular a melhoria técnica, profissional comércio. e social dos associados. 4 O associado é sempre dono e usuário da O associado é participante da sociedade. Os sócios vendem seus produtos a sociedade. uma massa de consumidores. Cada associado tem direito a um voto nas Cada associado tem direito a um voto nas Cada acção ou quota corresponde a 5 Assembleias Gerais. Assembleias Gerais. um voto na Assembleias. 6 O controlo é democrático. O controlo é democrático. O controlo é financeiro Não possui capital social, mas património As quotas não podem ser transferidas a As acções ou quotas podem ser 7 social formado por taxas pagas pelos terceiros. transferidas a terceiros. associados, doações, fundos de reserva. 8 Afasta ou disciplina a acção de intermediários. Busca afastar a acção de intermediários. 9 Os resultados retornam aos associados de forma proporcional às operações efectuadas com a cooperativa. 10 Aberta à participação de novos associados Promove a integração entre as cooperativas (intercooperação). O compromisso é educativo, social e económico. Nas Assembleias Gerais, o quórum é baseado no número de associados presentes. As possíveis sobras das operações financeiras não são divididas entre os sócios, sendo aplicadas na própria associação. Aberta à participação de novos associados. Promove a integração entre associações, cooperativas, ONGs, governo, ou seja, dos vários actores sociais no intuito de minimizar a concorrência. O compromisso é educativo e social Nas Assembleias Gerais, o quórum é baseado no número de associados presentes. São, muitas vezes, os próprios intermediários. Dividendos retornam aos sócios proporcionalmente ao número de acções de cada um. Pode limitar a quantidade de accionistas. Promove a concorrência entre as sociedades. O compromisso é puramente económico. Nas Assembleias Gerais, o quórum é baseado no capital presente. Conforme se retira, há acentuadas diferenças entre as associações, cooperativas e sociedades comerciais propriamente ditas. Entretanto, uma não substitui outra, pois são realidades distintas e autónomas, não só juridicamente como em termos de organização e prossecução económica e social. 8 P a g e

9 COOPERATIVAS DA NOVA GERAÇÃO As cooperativas modernas (ou de nova geração), são principalmente caracterizadas por: Canais de transacções sustentáveis e controlados pelos membros, A cooperativa funciona para o benefício e com risco dos membros, Auto-capitalização (capitalização pelos membros), Acto Cooperativo. Direitos proporcionais aos Investimentos, Proporcionalidade na distribuição de capital. Administração profissionalizada e contratada, Acções transferíveis e apreciáveis, Contrato de comercialização. O seu modelo organizacional estrutura-se a partir de seis princípios organizacionais: a) Quadro de associados limitado ou fechado. A cooperativa define a sua escala de produção de acordo com um estudo de mercado e emite direitos de uso aos associados para conseguir o volume necessário de matéria-prima. Ou seja, a cooperativa passa a ter um quadro de associados definido, controlando assim a oferta. b) Proporcionalidade na distribuição do capital. A cooperativa demanda investimentos de cada cooperado em proporção ao volume de entrega de produtos, emitindo títulos de entrega (delivery rights). Cada associado investe up front, ou seja, antes mesmo da cooperativa iniciar as operações. Os títulos de entrega são emitidos em função dos investimentos demandados e estes irão determinar, proporcionalmente, a distribuição do capital de cada cooperado. c) Acções transferíveis e apreciáveis. Os títulos de entrega podem ser transaccionados entre os associados da cooperativa, ao valor do dia, mas a cooperativa controla a entrada de novos associados. d) Contrato de comercialização Ao se associar à cooperativa e investir em direitos de entrega, o associado assina um contrato de comercialização que o obriga a entregar a quantidade pré-determinada do produto, na data e qualidade especificadas pela cooperativa. Note-se que caso a sua produção não for suficiente, o associado tem a opção de comprar produto no mercado para entregar à cooperativa. Desta forma, a cooperativa soluciona o problema de falta de fidelidade dos cooperados e passa a ter menos incertezas na aquisição de matéria-prima. A obtenção de um maior valor agregado através da transformação e/ou posterior distribuição dos produtos entregues à cooperativa é considerada como uma das principais novidades da nova geração das cooperativas. 9 P a g e

10 e) Controlo proporcional ao investimento. Algumas cooperativas de nova geração também adoptam o conceito de proporcionalidade com relação aos direitos de voto: uma acção (título de entrega) um voto. Entretanto, devido ás legislações de certos países, o princípio cooperativista tradicional de um homem um voto, ainda prevalece. A proporcionalidade entre contribuição de capital e controlo, evita que membros com pequena participação na geração de valor da cooperativa usem o preceito de um homem um voto para o seu próprio auto-interesse e favorece um processo de tomada de decisões mais eficiente na cooperativa. f) Retorno de Excedentes A cooperativa não visa o lucro, pois a sua principal missão é o benefício do cooperado. Porém, como organização económica, tem receitas e despesas, podendo ter perdas ou excedentes. Os excedentes poderão ser cobertos pelos cooperados, em forma de rateio, bem como os excedentes poderão ser distribuídos DIFERENÇAS ENTRE COOPERATIVAS DO TIPO TRADICIONAL E AS DA NOVA GERAÇÃO (MODERNAS) Como acima ficou demonstrado, hoje conhecem-se dois modelos de cooperativas, as do tipo tradicional e as da nova geração. O surgimento das últimas está ligado com a necessidade de responder a certos constrangimentos e lacunas, em termos estruturais, organizacionais e de conflito entre os cooperados, surgidos na implementação de um processo económico mais moderno que elas pretendem responder. Olhando agora especificamente para as cooperativas de tipo tradicional e as na nova geração (modernas), se consta as seguintes principais diferenças: Nr Cooperativa Tradicional Cooperativa Moderna 1 Quadro de associados aberto Quadro de associados definido. 2 Direitos não definidos claramente Direitos definidos claramente e restritos aos usuários 3 Cargos de chefia distribuídos entre os sócios, sem Contratação de conselheiros externos influência externa. (profissionais) 4 Benefícios distribuídos aos usuários sem aplicação de um critério. (Desproporcionalmente) Benefícios distribuídos proporcionalmente. 5 Capital do associado não é remunerado e tem baixa Remuneração do capital de risco do liquidez associado Analisando as diferenças sob o ângulo de vantagens das cooperativas da nova geração e do Pretenso desvio do Modelo Tradicional das Cooperativas, se pode referir que: a) Em relação a Vantagens das Cooperativas da Nova Geração : i. Propósito Único (foco): a cooperativa moderna evita resolver os problemas de todos os produtores e concentra-se em uma única actividade económica onde apresenta condições de competir e gerar resultados; ii. Controlo de Oferta: através de um quadro de associados definido e contratos de comercialização, a cooperativa consegue controlar a quantidade e a qualidade de seu produto final; 10 P a g e

11 iii. Incentivos para o Investimento de Capital de Risco: a cooperativa redefine a sua relação contratual com os cooperados, dando-lhes incentivos para contribuir com capital de risco, ou busca novas fontes de capital próprio no mercado, mas, neste caso, a cooperativa corre o risco de perder o controlo dos associados sobre a empresa; iv. Proporcionalidade: os associados devem contribuir com capital, dividir o lucro (resultados, excedentes) e ter direito a voto na cooperativa, proporcional ao uso do capital; v. Fidelidade dos Associados: ao assinar o contrato de comercialização com a cooperativa e investir capital de risco, o associado tem uma relação contratual forte e estável com a cooperativa. O sucesso produtivo e financeiro da cooperativa, passa a ter grande impacto sobre o lucro da actividade agrícola dos associados; vi. Orientação para o Mercado: com base numa relação contratual forte e estável com os associados, a cooperativa adopta uma orientação para o mercado, visando satisfazer seus clientes ou consumidores e agregando valor à commodity, i.e. ao produto, ao bem ou aos serviços. b) Em relação ao Pretenso desvio do Modelo Tradicional das Cooperativas : Do atrás exposto é de parecer que as cooperativas da nova geração afastam-se completamente daquilo que são efectivamente as cooperativas. Mas tal entendimento não é correcto. Esses pretensos desvios não devem ser vistos como um afastamento daquilo que é a essência das cooperativas, ao invés disso deve ser tido como um aperfeiçoamento aos princípios cooperativos. Senão vejamos: i. No que se refere ao princípio da adesão e demissão livre e voluntária e do número ilimitado de membros: Este princípio mantém-se, com a nuance de que os estatutos podem impôr limites, tendo em conta a impossibilidade técnica de prestação de serviços a um número maior de cooperados. Nas cooperativas de nova geração, procura-se evitar consequências negativas de variação do número de membros sobre os fluxos reais. Qualquer empreendimento empresarial segue o mesmo princípio. O número limite de membros está ligado à capacidade de transformação e/ou comercialização da unidade económica. Com efeito constitui prerrogativa de qualquer empresa adequar-se à sua capacidade produtiva, de modo a não comprometer a sua capitalização. Mais do que uma questão de princípios, a questão da adesão representa uma posição técnica e que, em função disso, não tende a comprometer a identidade da cooperativa. No que diz respeito à liberdade de saída, ela não é restringida, no caso das cooperativas de nova geração depende da venda dos direitos de entrega. ii. No que se refere a administração: Nas cooperativas da nova geração, a administração é conferida com base na competência. Parecendo fugir um pouco ao aspecto da participação de todos os membros da cooperativa nos centros de decisão. Este aspecto das cooperativas da nova geração, não atenta contra o princípio da democraticidade, pois são os membros que elegem um corpo restrito para administrar a cooperativa. De forma delegada, todos os membros participam na administração. Note-se que os membros da administração ao serem designados com base na competência, podem, os seus titulares serem pessoas estranhas a cooperativa, uma vez que hoje em dia qualquer agente económico prima pela profissionalização. Ademais, delegando os poderes a um grupo restrito, resolve-se um dos grandes problemas que existe nas organizações de massas: que é o da atempada, oportuna e profissional tomada de decisões, não necessitando de levar muito tempo para reunir e tomar decisões que se precisam de imediato. 11 P a g e

12 iii. iv. Quanto a transferência das quotas-partes: Esta possibilidade permite ao cooperado não ficar indefinidamente ligado à organização, caso não tenha ninguém, dentro da cooperativa, que queira adquirir a sua participação. No entanto, deve-se notar que a transferência das quotas-partes nas cooperativas de nova geração tem a ver com os títulos de entrega. Quanto aos objectivos: O facto de se procurar capitalizar a cooperativa, as da nova geração não deixam nem abandonam o modelo tradicional, pois os objectivos de uma cooperativa que são os da prestação de serviços, o interesse da comunidade, estão garantidos. Acrescenta-se sómente o interesse de obtenção de ganho com eficiência, o qual existe em qualquer organização económica. Conforme se demonstrou, as cooperativas da nova geração, são verdadeiras cooperativas e perseguem o mesmo fim das cooperativas que se conhecem tradicionalmente. Os desvios que apresentam, não constituem nenhum afastamento daquilo que é a essência das cooperativas, tratam-se sim de um melhoramento da sua actuação ao nível económico. Com efeito, as cooperativas passam a exercer uma actuação empresarial mais dinâmica de modo a responder e a dotá-las de uma maior capacidade de obtenção de resultados e excedentes que lhe permite actuar no mercado como uma verdadeira unidade económica capaz de fazer face a concorrência e a obtenção de lucros em prol dos cooperativistas e da continuidade da própria cooperativa. 2.3 ÁREAS DE NEGÓCIOS DAS COOPERATIVAS A partir da procura e da necessidade em atender a demandas específicas de cada negócio, podemos observar que existem os seguintes treze principais ramos de actuação das cooperativas: Agro-pecuário: É constituído por cooperativas de produtores agro-pecuários e de pesca e cujos os meios de produção pertencem aos membros. Consumo: É constituído por cooperativas de abastecimento cujas actividades consistem em formar estoques de bens de consumo (alimentos, roupas, medicamentos e outros artigos) para distribuição ao seu quadro social, em condições mais vantajosas de preço. Crédito: É formado por cooperativas que reúnem poupanças de seus cooperado para benefício destes, realizando empréstimos aos mesmos, a juros mais baixos que os praticados pelos bancos comerciais. Educacional: Congrega empreendimentos cooperativos que tem como objectivo a educação nas escolas, a fundação de estabelecimentos de ensino ou sua manutenção. Habitacional: É a reunião de cooperativas que visam proporcionar a seus cooperado a aquisição de moradia, abrangendo actividades de construção, manutenção e administração de conjuntos habitacionais. Especial: Tem seu quadro social formado por pessoas relativamente incapazes e necessitando de tutela (menores de idade, deficientes mentais, auditivos, dentre outros), visam o desenvolvimento e maior integração social de seus associados. Mineração: É constituída por cooperativas que abrigam actividades de garimpo, específicas de mineração (extracção, manufactura e comercialização), permitindo a seus associados uma alternativa de trabalho autónomo. 12 P a g e

13 Produção: São cooperativas em que os meios de produção, explorados pelos associados, pertencem à própria cooperativa. Os cooperados são o seu quadro social, funcional, técnico e directivo. Infra-estrutura: É constituído por cooperativas que se limitam a prestar serviços directa ou exclusivamente ao seu quadro social (electrificação rural, telefonia rural, dentre outros). O associado é o único usuário deste serviço. Trabalho: Têm em seu quadro social diversos tipos de profissionais que prestam serviços a terceiros, cujo objectivo é o de proporcionar a seus membros fontes de ocupação estáveis e apropriadas. Saúde: É constituído por cooperativas de médicos, odontólogos, psicólogos e actividades afins, que prestam atendimento à população, a preços mais acessíveis que os oferecidos pela iniciativa privada, podendo também ser formadas por usuários desses serviços. Turismo e Lazer: É constituído por cooperativas que actuam no sector de turismo e lazer, nomeadamente prestação de serviços turísticos, artísticos, de entretenimento, de desporto e de hotelaria. Transporte de Cargas e Passageiros: É constituído por cooperativas de transporte, na qual se incluem colectivos, táxis, e transporte de cargas, actuantes em todo território nacional. 3. BREVE HISTÓRICO DO COOPERATIVISMO EM MOÇAMBIQUE O cooperativismo em Moçambique existiu muitos antes da Independência Nacional e, foi muito importante para a ascensão da população moçambicana nos pensamentos sobre o nacionalismo e da consciência patriótica. Em plena Luta de Libertação Nacional, lançou-se o movimento de produção, em moldes colectivos, nas Zonas Libertadas, que se revelou cristalizador dos valores nobres que se estavam a cultivar, entre eles a produção em moldes colectivos que viria a impulsionar o lançamento e afirmação do cooperativismo no nosso Moçambique, livre e independente. Logo depois da independência alcançada em 1975, como forma de responder e dividir de forma equitativa por todos os recursos do país, ainda recém-independente, e com muita euforia para o gozo da liberdade e justiça social surgiram as primeiras formas de organização cooperativas controladas pelo Estado moçambicano, cujo sistema de planificação e distribuição da riqueza era centralizada. Foi o período em que o sistema económico era centralizado e influenciado pelo modelo de organização social e económica vigente, o Socialismo. A produção das zonas rurais, feita em parte pelas cooperativas agrárias, abastecia as cooperativas de consumo nos centros urbanos e contribua para a estabilização da oferta dos produtos alimentares e dos preços. Essa produção abastecia ainda as indústrias, gerando, tanto no campo como nas zonas urbanas, emprego e renda. Mais tarde em 1897 com o lançamento do PRES (Plano de Reabilitação Económica e Social) que visava a introdução do modelo de economia de mercado, o modelo cooperativo baseado no sistema socialista (economia centralizada e estatal) foi desaparecendo. O período subsequente, não houve um impacto visível do movimento cooperativo. Contudo, algumas áreas do cooperativismo persistiram, o caso das cooperativas agrícolas. Com a evolução do novo modelo de organização económico-social baseado na economia de mercado foram aparecendo de uma forma não estruturada algumas cooperativas. Ao nível do ordenamento jurídico moçambicano, a legislação previa um modelo de cooperativa do tipo tradicional confuso e pouco abrangente, pois alguma legislação, para além de estar em claro desuso, desenhava um modelo de cooperativas que se 13 P a g e

14 baseava numa economia centralizada, não consentânea com a economia de mercado adoptada pela actual constituição da República de Moçambique. Acreditando que: A nova realidade sócio-económica, a globalização dos mercados, a forte concorrência o aparecimento de multinacionais em regiões rurais, aconselha que se mantenha vivo o espírito do cooperativismo; O cooperativismo para poder vingar deve ser munido de instrumentos jurídicos apropriados, onde venha espelhado e/ou previsto, não só o modelo tradicional das cooperativas, assim como o das cooperativas da nova geração; um grupo de organizações que começou por promover várias reformas legais no domínio das organizações de produtores rurais, reformulado e organizado no que passou a chamar-se NPCM (Núcleo de Promoção do Cooperativismo Moderno) constituído por APAC (Associação para Promoção da Agricultura Comercial), FRUTISUL (Associação de Fruticultores do Sul de Moçambique), UNAC (União Nacional de Camponeses) e Projecto CLUSA em Moçambique definiu como seu principal objectivo criar um debate nacional sobre os modelos cooperativos e promover uma nova lei cooperativa. Depois de um exercício participativo nacional, que incluiu auscultações públicas (com o grupo alvo, governo e parlamento), debates e mesas redondas (na imprensa falada e escrita), o Núcleo logrou produzir e submeter a proposta da nova lei das cooperativas que foi aprovada por unanimidade no Parlamento Moçambicano a 30 de Abril de 2009, promulgada pelo Exmo. Senhor Presidente da República no dia 27 de Agosto de 2009 e publicada no Boletim da República de Moçambique (I Série nº 38, Lei 23/2009) no dia 28 de Setembro de Trata-se da hoje designada por Lei Geral das Cooperativas, a Lei 23/2009. A partir deste marco inicia uma nova era em Moçambique do relançamento do cooperativismo, o denominado cooperativismo moderno, intrinsecamente ligada ao estabelecimento institucional da AMPCM (Associação Moçambicana para o Cooperativismo Moderno) através da transformação do então NPCM (Núcleo de Promoção do Cooperativismo Moderno) para responder aos novos desafios que assim se colocavam para o Movimento Cooperativo Moçambicano. 4. A NOVA LEI MOÇAMBICANA DAS COOPERATIVAS 4.1. PROCESSO PARTICIPATIVO DE ELABORAÇÃO DA NOVA LEI DAS COOPERATIVAS Tendo com fundamentos: O desuso da legislação anterior e seu desajustamento com a nova constituição, A necessidade de autonomia do direito cooperativo, Ter-se uma lei que sistematizasse e aglutinasse toda a legislação anterior, que abarcasse todos os ramos de actividade, A reactivação desta nova entidade jurídica tendo em conta as práticas comerciais, em forma de associativismo, nas zonas rurais, o Núcleo de Promoção do Cooperativismo Moderno-NPCM, hoje Associação Moçambicana para a Promoção do Cooperativismo Moderno-AMPCM, iniciou em 2007 um processo atinente à elaboração da Nova Lei das Cooperativas que culminou com a elaboração da Nova Lei das Cooperativas, ora em vigor. O processo compreendeu várias fases que vão desde a auscultação pública (com o grupo alvo, com o governo e com o parlamento), debates e mesas redondas, até a entrega oficial da versão final da Lei Geral das Cooperativas ao Parlamento da República de Moçambique. 14 P a g e

15 Os vários encontros no âmbito da auscultação pública, serviram para colher sensibilidades em relação à necessidade de haver uma lei específica para a actividade cooperativa. Para tal, foi encomendado um estudo relativo ao quadro legal sobre o cooperativismo em Moçambique que entre outros aspectos debruçou-se da necessidade de aprovação de uma lei específica sobre o cooperativismo. Ao mais alto nível, foram mantidos encontros com os ministérios, da Indústria e Comércio, da Justiça, e a nível do parlamento, os quais tiveram os seguintes objectivos: Apresentação da necessidade que a sociedade civil sente em regulamentar e ver mudado o quadro legal no que respeita ao cooperativismo; Apresentação do draft da lei; e, Solicitação de contribuições, pareceres sobre a lei em causa. A ronda de reuniões, terminou com o Encontro Nacional para a discussão da Nova Lei das Cooperativas durante o qual foi apresentado o 2º Draft daquilo que se transformou na Lei Geral das Cooperativas. Foi desta forma que a 10 de Novembro de 2008 foi feita a entrega oficial ao Parlamento, da proposta de Lei das Cooperativas, Assim, a Nova Lei das Cooperativas foi aprovada por unanimidade a 30 de Abril de 2009, promulgada pelo Exmo Senhor Presidente da República no dia 28 de Setembro de 2009, publicada no Boletim da República no dia 28 de Setembro de 2009 (I série nº 38, Lei 23/2009) e e fixada para entrar em vigor, depois de 180 dias da sua publicação (ou seja no dia 28 de Março de 2010). Esta lei, que nasceu após longos e aturados estudos sobre lições do passado, modelos actuais que funcionam no resto do mundo, debates e auscultações a todos os níveis e com todos os directamente interessados, é hoje considerada uma das leis inovadoras no mundo. É considerada inovadora, quer na técnica jurídica, assim como no conteúdo, pois toda a Lei é erguida realçando o lado económico das cooperativas, sem descurar o lado social, uma vez que parte-se de um posicionamento de cooperativas que a noção e essência das cooperativas assentam numa dupla natureza: são associações e, simultaneamente uma empresa que permite financiar, com os seus resultados, os objectivos sociais da associação, pois uma cooperativa é um agrupamento de pessoas que prosseguem objectivos económicos, sociais e educativos através duma empresa. È nessa dupla vocação onde reside a característica ímpar das cooperativas, na base da qual a lei é concebida PRINCIPAIS INOVAÇÕES DA NOVA LEI MOÇAMBICANA DAS COOPERATIVAS. No âmbito do seu articulado, as principais inovações da nova lei Moçambicana das Cooperativas são seguintes: 1. Na definição de Cooperativa adoptada na Lei e ao carácter que se pretendeu dar às novas cooperativas (cooperativas modernas). A definição prevista engloba não só a essência das cooperativas do tipo tradicional, assim como também as das chamadas cooperativas da nova geração, sublinhando-se o aspecto empresarial e económico de que é característica a noção moderna das cooperativas. 2. Operações com terceiros Esta previsão abre caminho a possibilidade das cooperativas puderem realizar operações com terceiros a título complementar, do mesmo modo que o faz com os cooperativistas, desde que não se desvirtue as suas finalidades e as posições adquiridas pelos seus cooperativistas, assim como em participar em sociedades comerciais. 15 P a g e

16 3. O acto cooperativo Este é um novo conceito, que se acha bastante interessante e útil para diferenciar um acto de comércio puramente dito de um acto praticado pelo cooperativista com a cooperativa e vice-versa, pois este último, não possui as mesmas características de um acto de comércio. Diferenciando-se desta forma o acto cooperativo de um acto de comércio normal, justifica-se que os actos cooperativos não sejam sujeitos a impostos. Primeiro porque a relação que a cooperativa estabelece com um membro é de prestação de serviços, em que este último procede à entrega de bens. Essa entrega não se traduz em nenhuma compra e venda, pelo que aquelas entregas não podem estar sujeitas a impostos, contrariamente os actos de comércio. 4. A forma de constituição das cooperativas Prevê-se uma tendência para a desburocratização do processo, sem necessidade de escritura pública, sem mínimo de capital social, facilidades da forma de realização do capital, sem necessidade prévia de solicitar autorização, e sem necessidade de acta da assembleia constituinte. 5. Votação Prevê-se: A salvaguarda do princípio da singularidade do voto, mas com a nuance de se ter direito a mais de um voto, calculado com base nas operações realizadas com a cooperativa e nunca através do capital social realizado, mas com limite até cinco A assembleia de delegados, uma forma de ultrapassar a impossibilidade que muitas vezes se tem em reunir a totalidade dos cooperativistas, nas reuniões, devido a sua dispersão geográfica e custos relacionados com a realização da assembleia geral. A restrição do direito de voto por conflito de interesses. 6. Gestão Prevê-se: Possibilidade de integrar na administração pessoas estranhas, desde que não ultrapasse um terço; Nas cooperativas com menos de trinta membros, poder funcionar com um presidente e um vicepresidente; O acautelamento de incompatibilidades para os órgãos de direcção da cooperativa. 7. Despesas, Reservas, Excedentes Todos os preceitos referentes a estas matérias são inovadores e estabelecem claramente os limites de actuação das cooperativas, assim como das expectativas dos cooperativistas. São de destacar: Prevê-se como se custeiam as despesas e o princípio do rateio das despesas na proporção directa da fruição dos serviços. Reservas: obrigatórias (legal e para formação) outras que forem decididas em AG. Prevê-se a obrigatoriedade de constituição de uma reserva (legal e para formação e outras que forem decididas em Assembleias Gerais) Prevê-se a forma de distribuição dos excedentes que é feita depois do custeio das despesas e da constituição das reservas, assim como da possibilidade dos mesmos poderem ser retidos para 16 P a g e

17 autofinanciamento da cooperativa. Esta distribuição é em função proporcional as operações realizadas com a cooperativa, nunca pelo montante ou percentagem do capital social. 8. Transformação de Associações em Cooperativas Atendendo ao caso particular e actual de Moçambique, adoptou-se esta previsão, de modo a facilitar a transformação das associações em cooperativas. Entretanto não se prevê a transformação das cooperativas em outro tipo de sociedade ou empresa comercial, para não permitir o aproveitamento destas para depois se constituírem empresas puramente comerciais O REGULAMENTO DA NOVA LEI DAS COOPERATIVAS Está previsto no artigo 98 da Lei 23/2009 que compete ao Governo regulamentar a presente lei, no prazo de 180 dias a partir da data da sua publicação. Assim como foi aquando da elaboração da Nova Lei das Cooperativas, o processo de elaboração do Regulamento da Lei Geral das Cooperativas foi antecedido de vários encontros a diversos níveis para a auscultação e a recolha de sensibilidades em volta daquele importante instrumento. Trata-se de um instrumento que vem estabelecer os procedimentos e normas aplicáveis a todos os tipos de cooperativas independentemente do seu objecto, grau ou actividade económica desenvolvida e às organizações afins cuja legislação especial para ela expressamente remeta. Tal processo de participação no processo, assegurou que a legislação fosse a mais apropriada para o contexto local, criando um ambiente mais favorável, no qual o negócio cooperativo possa prosperar, a longo prazo. Discutido, elaborado e submetido ao governo do para aprovação dentro do prazo estipulado, infelizmente até hoje ainda aguarda-se que este regulamento seja aprovado pelo conselho de Ministros. 5. A AMPCM ASSOCIAÇÃO MOÇAMBICANA PARA PROMOÇÃO DO COOPERATIVISMO MODERNO 5.1. QUEM É, QUANDO E COMO SURGIU? A Associação Moçambicana para Promoção do Cooperativismo Moderno - AMPCM é uma entidade jurídica dotada de autonomia administrativa, financeira e patrimonial, sem fins lucrativos e de utilidade pública, estatutos próprios reconhecidos e publicados no BR nr. 15 III Série de 14 de Abril de Foi legalmente estabelecida em Janeiro de 2010 por 12 organizações fundadoras, pela transformação do NPCM (um grupo de quatro organizações que liderou primeiro reformas legais no domínio das organizações de produtores/as rurais que originou o Decreto Lei das Associações Agro Pecuárias e depois o processo de produção e submissão para a provação da Nova Lei das Cooperativas). Constituem actualmente sua visão, missão, valores, lema e objectivo global as seguintes declarações de identidade da AMPCM: Visão Um conjunto de organizações COOPs ou pré COOPs que ajuda a criar um ambiente favorável para a existência e funcionamento de COOPs modernas, baseado nos três princípios do cooperativismo moderno: A cooperativa funciona para o benefício e com risco dos membros; 17 P a g e

18 Auto capitalização; Democracia. Missão Desenvolver e promover o modelo cooperativo moderno (canais de transacções sustentáveis e controlados pelos membros) como forma sustentável de promoção da riqueza; Valores: Transparência, Equidade, Inovação, Respeito pelos Princípios Cooperativos e Sustentabilidade. Lema: Pelo Cooperativismo Moderno, Negócios Cooperativos e Desenvolvimento sustentável em Moçambique! Objectivo Global Promoção e prática de todos os actos que possam contribuir para o desenvolvimento do movimento cooperativo moderno como forma viável e sustentável de promoção da riqueza, incentivando o progresso técnico, económico, profissional e social dos associados e para a defesa dos seus interesses perante quaisquer entidades públicas, nacionais ou estrangeiras. Com 4 anos de sua existência, a AMPCM tem actualmente (24) Membros (Entre Uniões/ Associações de/para Cooperativas & pré-cooperativas, e Cooperativas), que desenvolvem negócios cooperativos nas áreas de Agropecuária, Crédito, Saúde, Produção/Industria, Trabalho, Consumo e Habitação. As actuais organizações membro da AMPCM abrangem cerca de Cooperativas e pré-cooperativas, envolvendo cerca de cooperativistas, o que faz com que actualmente cerca de um milhão e quinhentos Moçambicanos estejam de alguma forma no Movimento Cooperativo através da AMPCM. Actualmente, os seus principais papéis e/ou serviço são seguintes: Advocacia & Lobby; Assistência Jurídica Direito Cooperativo; Contabilidade & Auditorias Empresas Cooperativas; Desenvolvimento Institucional e Gestão de Empresas Cooperativas; Gestão Conhecimento, Formação & Capacitação sobre cooperativismo; Pesquisa e Ligação Mercados de Produtos de Empresas Cooperativas; Investigação e Divulgação Assuntos sobre Cooperativismo. E está localizada: Em todo o país: Através dos seus membros e parceiros estratégicos de implementação; Na sua Sede Nacional: na cidade de Maputo, desde Fevereiro de 2011 Na sua projectada Delegação da AMPCM-Norte: em Nampula desde Fevereiro de 2014, com o Projecto de Desenvolvimento de Negócios Cooperativos da zona norte O QUE QUE TEM FEITO DE LÁ ATÉ AGORA? (PRINCIPAIS REALIZAÇÕES EM 4 ANOS DE SUA EXISTÊNCIA) Depois do bem-sucedido movimento participativo de auscultação e produção da nova lei e do regulamento das cooperativas, nestes quatro anos de sua existência, são de destacar as seguintes realizações: a) O Estabelecimento de sua sede nacional, sita na baixa da cidade de Maputo junto à Praça da Independência Nacional na Avenida Samora Machel; e 18 P a g e

19 b) Constituição de seu primeiro corpo técnico base, com a contratação de seu primeiro Director Executivo e de Assistente Programas Desenvolvimento de Empresas e Negócios Cooperativos, Assistente Jurídico em Direito Cooperativo, Assistente de Comunicação e Imagem; e, Assistente de Administração e Finanças; c) Estabelecimento de instrumentos e sistemas institucionais da AMPCM; d) Produção e criação de condições para a implementação de seu primeiro Plano Estratégico e Plano de Sustentabilidade Financeira para período ; e) Auscultação e produção participativa do Regulamento da nova lei das Cooperativas, já submetida ao Governo Moçambicano e apenas aguardando-se a sua aprovação, f) Formação de Juristas Juniores sobre Direito Cooperativo e de Auditores para Empresas Cooperativas, com a abrangência para as três regiões do Pais); g) Divulgação da Nova Lei de Cooperativas e sua proposta de Regulamento ao nível de entidades governamentais, organizações da sociedade civil, sector privado, instituições de ensino, média e público em geral; h) Partilha de informação e conhecimento sobre o cooperativismo (através de encontros, produção e/ou divulgação de documentos e material informativo, etc.); i) Promoção e facilitação da participação das organizações membro e cooperativas na FACIM desde 2010 até cá; j) Assistência Jurídica à criação de novas cooperativas e a processos de adequação dos estatutos das associações de produtores e/ou de cooperativas no âmbito da nova lei das cooperativas; k) Assistência no âmbito de desenvolvimento organizacional e gestão de empresas de tipo cooperativo. (incl. Estudos de Viabilidade, Planos Estratégicos e Planos de Negócios); l) Em parceria com seus membros, realização de um estudo para determinar a dinâmica das organizações de produtores na regiões norte e centro com vista a definição de estratégias para seu fortalecimento; m) Lançamento do Livro Nova Lei das Cooperativas, com Anotações do Dr. Mahomed Bachir; n) Estudo sobre a Boa Governação nas Cooperativas Moçambicanas e produção de um Manual de Boa Governação para as Cooperativas Moçambicanas; o) Trabalhos de investigação sobre o Cooperativismo Moderno em Moçambique no âmbito das parcerias com instituições académicas Moçambicanas, nomeadamente com ISPM (Manica), ISPG (Gaza), ESNEC/UEM (Chibuto) e ESUDER/UEM (Vilanculos); p) Estabelecimento de filiação em redes nacionais e internacionais, nomeadamente: CTA (Confederação das Associações Económicas de Moçambique), desde Junho e 2012; SACF (Fórum das Cooperativas da África Austral), desde Agosto de 2012; OCPLP (Organização das Cooperativas da CPLP), desde Novembro de 2012; 19 P a g e

20 ACI (Aliança Internacional das Cooperativas), desde Fevereiro de 2014 e até então através da AMPCM, Moçambique é o primeiro país Africano de língua oficial portuguesa a fazer parte deste principal organismo do movimento cooperativo mundial. q) Elaboração e Implementação do Plano de Acção para celebração em Moçambique do Ano Internacional das Cooperativas, cujo lançamento oficial foi presidido pela Sua Excelência o Sr. Armando Emílio Guebuza, Presidente da República de Moçambique; 5.3. PRINCIPAIS EXPECTATIVAS E DESAFIOS DA AMPCM E DO MOVIMENTO COOPERATIVO MOÇAMBICANO (PARA SUA PROMOÇÃO E CONSOLIDAÇÃO) Para a promoção e consolidação do Cooperativismo moderno em Moçambique e fortalecimento da AMPCM como entidade promotora do movimento cooperativo em Moçambique, constituem principais expectativas e desafios os seguintes: No âmbito da Institucionalização do Cooperativismo Moderno em Moçambique a) Estabelecer um ambiente favorável ao desenvolvimento do sector cooperativo moderno em Moçambique; constituindo de imediato a expectativa do alcance definitivo da aprovação do Regulamento da lei das cooperativas, a definição do ponto focal do governo Moçambicano para assuntos sobre o cooperativismo e a produção e aprovação pelo Governo do Decreto-lei do Regime Fiscal para empresas cooperativas; b) Massificar no seio dos moçambicanos conhecimentos a todos os níveis sobre a nova lei de regulamento das cooperativas e sobre a abordagem actual do desenvolvimento cooperativo moderno, incluindo o desafio imediato do início em 2014 de promoção de Conferências Nacionais Anuais sobre Cooperativismo Moderno em Moçambique. c) Conhecer a actual estatística do Movimento Cooperativo em Moçambique existente e o potencial incluindo a sua contribuição para PIB Nacional. d) Garantir e estabelecer parcerias estratégicas para a promoção e consolidação do movimento cooperativo moderno em Moçambique e para o fortalecimento institucional da AMPCM como uma organização appex na promoção do Cooperativismo em Moçambique (incluindo a consolidação da AMPCM como entidade de liderança do diálogo público-privado em assuntos cooperativos para o desenvolvimento do nosso povo e do nosso pais) e em condições para uma transição sustentável e capaz de Associação para Liga Nacional das Cooperativas (o que inclui a formulação do Plano Estratégico e de Sustentabilidade Financeira da AMPCM orientado para Resultados para o período ); No âmbito da dinamização de negócios das organizações Cooperativas Moçambicanas a) Realização de Diagnósticos, Conceptualizações e Definições das Prioridades para relançamento das áreas de negócios cooperativos e desenvolvimento de modelos de abordagens de desenvolvimento cooperativo em Moçambique; 20 P a g e

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