A REPRESENTAÇÃO SOBRE OS ÍNDIOS NOS LIVROS DIDÁTICOS DE HISTÓRIA DO BRASIL

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "A REPRESENTAÇÃO SOBRE OS ÍNDIOS NOS LIVROS DIDÁTICOS DE HISTÓRIA DO BRASIL"

Transcrição

1 UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CENTRO DE EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO POPULAR, COMUNICAÇÃO E CULTURA A REPRESENTAÇÃO SOBRE OS ÍNDIOS NOS LIVROS DIDÁTICOS DE HISTÓRIA DO BRASIL Nayana Rodrigues Cordeiro Mariano João Pessoa- PB 2006

2 NAYANA RODRIGUES CORDEIRO MARIANO A REPRESENTAÇÃO SOBRE OS ÍNDIOS NOS LIVROS DIDÁTICOS DE HISTÓRIA DO BRASIL Dissertação apresentada ao curso de Mestrado do Programa de Pós-graduação em Educação Popular, Comunicação e Cultura, do Centro de Educação, da Universidade Federal da Paraíba, como requisito à obtenção do título de Mestre. Área de Concentração: Fundamentos e Processos em Educação Popular Orientador: Prof Dr. Antonio Carlos Ferreira Pinheiro João Pessoa- PB 2006

3 M333r Mariano, Nayana Rodrigues Cordeiro. A representação sobre os índios nos livros didáticos de história do Brasil/Nayana Rodrigues Cordeiro Mariano.-João Pessoa, p. Orientador: Antonio Carlos Ferreira Pinheiro. Dissertação (Mestrado)-UFPB/CE. 1. Livro didático 2. Índios 3. História da educação. CDU: (043)

4 NAYANA RODRIGUES CORDEIRO MARIANO A REPRESENTAÇÃO SOBRE OS ÍNDIOS NOS LIVROS DIDÁTICOS DE HISTÓRIA DO BRASIL BANCA EXAMINADORA Profº Dr. Antonio Carlos Ferreira Pinheiro Orientador PPGE/UFPB Profº Dr. Ricardo Pinto de Medeiros Membro PPGARQ/UFPE Profª Drª. Regina Célia Gonçalves Membro PPGH/UFPB João Pessoa- PB 2006

5 Para Terezinha e Paulo, meus pais.

6 AGRADECIMENTOS Ao professor Antonio Carlos, agradeço a confiança e a criteriosa orientação ao longo de todo o trabalho. Sua presença foi fundamental para o amadurecimento da minha dissertação. Aos professores Regina Célia Gonçalves e Ricardo pinto de Medeiros, sou grata pelas importantes indicações de leitura e pelas sugestões fundamentais para o desenvolvimento da minha dissertação. Meu agradecimento à professora Rosa Godoy, sempre prestativa e erudita, pelas críticas e sugestões precisas que enriqueceram meu trabalho, bem como por, gentilmente, ter-me cedido valiosos livros. Agradeço ao professor João Azevedo Fernandes, exímio conhecedor da temática indígena, que teceu importantes comentários na feitura desse trabalho. À professora Ariane Norma de M. Sá, pelos incentivos e auxílio com a bibliografia. À Serioja Mariano, minha irmã, pelas leituras incansáveis e pelo incentivo. Esse agradecimento se estende aos meus irmãos Yuri, Giovani, Danuza e Janina. Aos amigos Carmelo, Emmanuel, Luciana, Fabrício e Max, que sempre estiveram por perto, agradeço a presença amiga e os momentos de descontração, espero que tenhamos longos e prazerosos anos de convívio. Minha gratidão a Felipe, Guaraciane, Nina, Ítallo, Vanessa, Waldemar, Laércio e Nadiane, pelo apoio com os livros didáticos, e a Luciana Calissi, pelos empréstimos. Um agradecimento especial a Luciano Lima, pelo estímulo e dedicação que foram essenciais nesse período.

7 RESUMO O presente trabalho analisa a imagem construída sobre os índios nos livros didáticos de História do Brasil. Dessa forma, selecionamos obras produzidas no final do século XIX e início do XX, período em que esses compêndios começaram a ser discutidos e concebidos, bem como manuais escolares atuais (décadas de 1990 e 2000). A partir desse recorte temporal, percebemos a maneira pela qual esses livros abordaram e abordam a temática indígena. Essa temporalidade mostrou-se essencial para avaliarmos mudanças e permanências no tocante ao assunto estudado. Também procuramos entender determinadas representações que foram elaboradas acerca desses povos. Assim, o imaginário produzido pelos cronistas e viajantes a partir do século XVI, as teorias raciais do XIX, o Indianismo, o Positivismo e as abordagens atuais foram discutidas no presente estudo. Contudo, observamos que a temática ainda é relegada a um segundo plano e as sociedades indígenas são pouco pesquisadas e trabalhadas na área de Educação. Tal constatação também foi feita a partir de entrevistas realizadas na rede pública de ensino com alunos que se posicionaram acerca do assunto. A partir dessas análises, o trabalho busca oferecer uma contribuição para a construção de uma visão mais ampla e crítica sobre o tema em questão. Palavras-Chave: Livro Didático, Índios, História da Educação.

8 ABSTRACT The present work aims at analyzing the image of indians built up in textbooks of History of Brazil. In this way, works produced at the end of the 19 th century and at the beginning of the 20 th were selected, together with the current school manuals (decades of 1990 and 2000). Departing from this temporal element, we observed the way used by these books to approach the indigenous issue. This temporality revealed to be essential to evaluate changes and permanencies regarding the topic studied. We attempted to understand certain representations which were made up around these peoples. Being so, the imaginary produced by chroniclers and travelers from the 16 th century, the Indianism, the Positivism and the present approaches were discussed in the present study. Yet, we observed that the topic is still taken for granted and the indigenous societies are little researched in the Education field. Such observation was also done based on interviews carried out in the public teaching institutions with students positioning about the topic. Based on these analyses, the work attempts to offer a contribution to the construction of a broader and more critical view of the topic raised here. Key-words: Textbooks; Indians; History of Education.

9 SUMÁRIO Introdução 9 Capítulo I O Livro Didático e Suas Interfaces O Livro Didático como Objeto de Pesquisa em História da Educação História e Manuais Escolares: O Livro como Objeto Cultural 24 Capítulo II O Encontro Com o Outro: A Imagem dos Índios na Historiografia Do Paraíso à Detração As Teorias Raciais do Século XIX O Indianismo O Indígena e a República 59 Capítulo III A Representação Sobre os Índios na Historiografia Didática A Imagem dos Índios nos Primeiros Manuais Escolares Os Índios nos Livros Didáticos Atuais: Mudanças ou Permanências? 82 Considerações Finais 93 Referências Documentais e Bibliográficas 98

10 9 INTRODUÇÃO Esse trabalho faz uma análise da imagem construída sobre os índios nos livros didáticos de História do Brasil. Para tanto, investigamos dois períodos distintos, analisamos alguns manuais escolares produzidos e utilizados no final do século XIX e início do XX, assim como selecionamos livros didáticos do ensino médio, usados atualmente (décadas de 1990 e 2000). O critério que conduziu à escolha dos livros, foi o seu uso no universo escolar de maneira continuada, isto é, pela grande inserção que possuíam e possuem em suas épocas, formando sucessivas gerações de educandos. A opção de trabalhar nessa temporalidade, abrangendo duas épocas diferentes e inseridas em um tempo longo, envolveu-se ao próprio objeto da pesquisa, pois foi a partir do Oitocentos que esses livros começaram a ser pensados, discutidos e produzidos no Brasil. A escolha de um tempo longo foi necessária para percebermos as mudanças e/ou permanências sobre a temática estudada, visto que, com esse procedimento metodológico, poderíamos melhor compreender o nosso objeto de estudo na sua historicidade. É importante salientar que a persistência de determinadas representações, a conservação de certas práticas, se mostram perceptíveis, essencialmente, na chamada longa duração. Assim conseguimos perceber [...] amplos pedaços de história, sucessão de estruturas ou de modelos de comportamento, que, mais do que se sucederem, se sobrepõem e se encaixam como as telhas de um telhado. (VOVELLE, 1998, p. 75). O interesse pelo tema surgiu a partir da feitura da nossa monografia de final do Curso de Licenciatura em História (UFPB), intitulada A Representação dos Índios na Historiografia Paraibana (MARIANO, 2003), em que percebemos quão lacunar e

11 10 estereotipada é a temática indígena nessa produção. Ademais, constatamos que essa representação genérica também estava presente em muitos livros didáticos, o que demonstra a relevância dessa discussão, tendo em vista que esse é o material impresso mais utilizado no universo escolar, e é a partir dele que os alunos recebem uma gama de informações sobre a alteridade. É interessante ressaltar que, a partir da chegada dos europeus à América, uma considerável elaboração de representações sobre os povos aqui encontrados começou a ser construída. O olhar de estranhamento perante a nova terra e seus habitantes foi relatado por vários cronistas e viajantes desse período. Diante disso, a partir século XVI, duas imagens alicerçaram essas discussões: o bom e o mau selvagem, representações essas que estavam carregadas de elementos que os diferenciavam dos cristãos europeus. A leitura dessa diferença foi feita por muitos pensadores a partir da idéia de falta, isto é, do que estava ausente no outro. Já no século XIX, foi sustentada por diversas correntes de pensamento a tese da extinção dos povos indígenas. A partir, sobretudo, de pressupostos evolucionistas, os índios passaram a ser vistos como primitivos, sendo os europeus, os povos então civilizados, a referência nessa escala evolutiva. Muitos autores, partindo de uma perspectiva utilitária e funcionalista, descreveram os índios a partir da atuação dos europeus, não hesitaram em impor as suas concepções de mundo e, nas suas representações, não havia lugar para o diferente. Na realidade, tomavam o objeto como algo representado e imaginado pelo sujeito. Não havia propriamente um trabalho de pensamento a exigir reflexão em torno do que era visto. (NOVAES, 1999, p. 10). Havia, dessa forma, uma apropriação de determinados valores e idéias e a conseqüente edificação imaginária sobre a alteridade.

12 11 Como conseqüência dessas construções, os índios são quase sempre estudados no passado, aparecem em função do colonizador, representação essa que reforça a tendência etnocêntrica de grande parte da historiografia em curso. Desde então, esses povos têm tido uma participação pouco expressiva em nossa historiografia e no cotidiano escolar, sendo geralmente estudados como coadjuvantes, vítimas indefesas, dominados, aldeados e assimilados, nunca vistos com autonomia. Essas interpretações construíram uma imagem estática dos índios e tendem a afastá-los da história, e, o que é mais preocupante, essa representação está posta em muitos livros didáticos, e, no âmbito escolar, esse manual é um influente instrumento no processo de ensino-aprendizagem. O etnocentrismo é um evento que está presente na história das sociedades e conceitua-se como uma percepção de mundo onde o nosso grupo é pensado como centro de tudo e os nossos valores são colocados como referências para os demais. De acordo com Rocha (2004, p. 9), a sociedade do eu é a melhor, a superior, é representada como o espaço da cultura e da civilização por excelência. É onde existe o saber, o trabalho, o progresso. A sociedade do outro é atrasada. São os selvagens, os bárbaros. Nesse sentido, essa postura tende a dificultar a maneira como pensamos o diferente, visto que, ao exercermos a alteridade, devemos nos colocar no lugar do outro na relação interpessoal e, assim, exercer a cidadania e estabelecer uma relação construtiva com as diferenças. Contudo, o nosso objetivo é entender que tipo de conhecimento esses manuais produziram e produzem sobre aqueles que são diferentes de nós e em que consiste a representação dessa diferença; pretendemos discutir as deficiências mais recorrentes presentes nestes manuais, bem como as omissões mais significativas; procuramos

13 12 compreender em que medida a elaboração dos manuais didáticos acompanha a produção historiográfica, no que se refere às pesquisas e estudos mais recentes. Assim, o presente trabalho está inserido em uma linha de pesquisa interdisciplinar. A partir da década de 1920, com o movimento dos Annales e toda a sua contribuição para as novas abordagens, temas, fontes e problemas, a História passou a aproximar-se de outras disciplinas como a Antropologia, a Geografia, a Educação, a Sociologia, dentre outras, o que proporcionou discussões interdisciplinares. O principal ponto de convergência entre estas áreas tem-se dado, fundamentalmente, no terreno da História Cultural, onde o limite entre elas é fugaz. Logo, partimos da idéia de cultura histórica, para repensar a representação sobre esses povos nos livros didáticos, contribuindo para uma nova leitura. Pois, como chama a atenção Reis (1999, p. 9), a história é necessariamente escrita e reescrita a partir das posições do presente, lugar da problemática da pesquisa e do sujeito que a realiza. E reescrever a história é compreender as dimensões temporais do texto, que estão carregadas de influências, sejam sociais, políticas, econômicas ou culturais. A História Cultural, por sua vez, proporcionou a ampliação das fronteiras entre as diversas áreas e, conseqüentemente, uma variedade de abordagens e fontes descortinou um leque de possibilidades de estudo. Segundo Burke (2005, p. 10), o terreno comum dos historiadores culturais pode ser descrito como a preocupação com o simbólico e suas interpretações, buscando tornar conhecida a maneira como, em diferentes lugares e contextos, uma determinada realidade social é construída, pensada, dada a ler. (CHARTIER, 1990, p. 16). Dessa forma, as representações do universo social são produzidas, e, assim, podemos compreender as maneiras pelas quais as sociedades incutem seus valores, práticas, enfim, as suas concepções de mundo. O conceito de representação é uma categoria central

14 13 na História Cultural, e é manifestada por padrões, normas, instituições, imagens, cerimônias. De acordo com Pesavento (2005, p. 40), representar é, pois, fundamentalmente, estar no lugar de, é presentificação de um ausente; é um apresentar de novo, que dá a ver uma ausência. Contudo, a representação é uma construção que também encobre ordenamento, identificação, legitimação e exclusão. Ademais, entendemos que o livro didático não é uma produção neutra, visto que, traz consigo condicionantes das políticas educacionais vigentes, do mercado editorial, das concepções teórico-metodológicas do autor, enfim, de uma série de fatores que influenciam esta produção. Portanto, no ponto de articulação entre o mundo do texto e o do sujeito coloca-se uma teoria da leitura capaz de compreender a maneira em que os discursos afetam o leitor e o conduzem a uma nova norma de compreensão de si e do mundo. (CHARTIER, 1990, p. 24). Pretendemos analisar a representação sobre os índios nos livros didáticos de História do Brasil, pois o que está posto, é uma certa invisibilidade histórica: são lacunas, omissões, estereótipos que necessitam ser reavaliados, já que esses povos merecem ser desligados dessas concepções teórico-metodológicas que estão cristalizadas na história. Nesse trabalho utilizamos como recurso às fontes primárias, visto que, em um estudo dessa natureza, o livro didático é tratado como documentação básica para análise. Os relatos de cronistas, viajantes, religiosos e naturalistas também foram utilizados e têm muito a revelar, em suas entrelinhas, sobre a complexidade das ralações de alteridade. Logo, a pesquisa foi realizada nas bibliotecas públicas da cidade de João Pessoa, tais como: Biblioteca Central, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB); Biblioteca Prof Silvio Frank Allen, do Núcleo de Documentação e Informação Histórica Regional (NDIHR);

15 14 Biblioteca Irineu Pinto, do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP), dentre outras. Vale salientar a especificidade e limite das fontes, pois não existe no Brasil uma política de preservação de livros didáticos, o que tornou a pesquisa mais difícil. É interessante, também, ressaltar que todo recorte temporal tem um nível de restrição, de finitude, enfim, de limitação e deve adquirir formas próprias de acordo com os objetivos de estudo. Dessa maneira, as nossas problematizações deram contorno ao nosso objeto de pesquisa, pois a história pode ser algo universalmente apreendido, por deficiente que seja a capacidade humana de evocá-la e registrá-la, e algum tipo de cronologia, ainda que irreconhecível ou imprecisa segundo nossos critérios, pode ser uma mensuração necessária disso. (HOBSBAWM, 1998, p. 35). Quanto à estrutura, a dissertação divide-se em três capítulos. O primeiro capítulo discute o livro didático e suas interfaces, com o propósito de entendê-lo enquanto objeto cultural, isto é, fruto de um contexto, de uma temporalidade, que possui uma historicidade. Logo, analisamos a sua trajetória desde o Oitocentos, período em que foram discutidos e produzidos, até os dias atuais. Neste capítulo, também discutimos a importância desse objeto como fonte de pesquisa em História da Educação. O segundo capítulo trata a construção de determinadas imagens sobre os índios na historiografia: para tanto, analisamos, a partir do século XVI, os discursos de cronistas e viajantes, as teorias raciais do XIX, o Indianismo, o Positivismo e as contribuições atuais sobre a temática em questão. Essas discussões mostraram-se fundamentais para podermos articular, no capítulo seguinte, a historiografia não didática com a didática. O terceiro e último capítulo analisa a representação sobre os índios nos livros didáticos de História. Nesse momento, avaliamos esses manuais em duas épocas diferentes,

16 15 com o intuito de percebermos as mudanças e as permanências no tocante ao assunto estudado, e foi a partir da análise de livros didáticos antigos e atuais, que compreendemos as inúmeras ligações que permeiam estes dois momentos distintos.

17 16 CAPÍTULO I O LIVRO DIDÁTICO E SUAS INTERFACES 1-O Livro Didático Como Objeto de Pesquisa em História da Educação Apesar de ilustre, o livro didático é o primo pobre da literatura, texto para ler e botar fora, descartável porque anacrônico: ou ele fica superado dados os progressos da ciência a que se refere ou o estudante o abandona, por avançar em sua educação. Sua história é das mais esquecidas e minimizadas, talvez porque os livros didáticos não são conservados, suplantando seu prazo de validade. (LAJOLO; ZILBERMAN, 1999, p.120) A história cultural, em especial, o estudo das representações, tem se firmado entre os historiadores que se interessam pela compreensão das sociedades históricas a partir da análise dos seus discursos, das suas idéias, imagens, versões, comportamentos e práticas que integram a complexa e dinâmica investigação cultural. Nesse contexto, a História da Educação ganhou um espaço de destaque para tais análises, pois, a partir dela, podemos entender um período, uma temporalidade, aliás, carregada de sentidos, uma vez que os fenômenos educacionais/educativos são manifestações da mais alta significação em relação à cultura de uma determinada sociedade. É também no âmbito educacional que se

18 17 produzem/reproduzem conhecimentos e saberes. Entender todos esses fenômenos na sua historicidade é uma das preocupações da História da Educação. A História da Educação surgiu com o propósito de colaborar para a organização pedagógica e, enquanto disciplina, nasceu no final do século XIX, em especial nas Escolas Normais e nos cursos de formação de professores. Desde a sua concepção, sempre possuiu uma íntima relação com a Pedagogia, o que a caracterizou como um ramo desta. As práticas pedagógicas e o caráter utilitário do sistema educacional marcaram, durante décadas, os trabalhos de História da Educação. Tudo o que era escrito e pensado se referia à solução prática dos problemas de ensino, bem como à formação de professores. Como herança desse período, a História da Educação sofreu uma certa marginalização na sua trajetória, o que dificultou o seu estabelecimento como uma área de estudo autônoma (LOPES; GALVÃO, 2001). Como campo de pesquisa, a História da Educação é relativamente nova e, de acordo com Scocuglia (2003), graças às amplificações historiográficas, aos avanços nas discussões teórico-metodológicas, a História da Educação vem sendo considerada História: Como é possível conhecer a história de um indivíduo, de um grupo, de um país...sem compreender suas educações, suas escolas, suas pedagogias? Como subsistiria uma história das representações, ou história das práticas culturais, sem o entendimento do educativo pedagógico, seja ele escolar ou não? Certamente incluindo a História da Educação, da escola, da pedagogia, dos educadores, da legislação educacional etc, na chamada história cultural. (SCOCUGLIA, 2003, p ) Atualmente, as pesquisas desenvolvidas nesse campo são muito inovadoras e frutíferas. Para Lopes e Galvão (2001), essa mudança de perspectiva foi e está sendo influenciada por duas tendências historiográficas: o Marxismo e a Nova História.

19 18 Segundo as referidas autoras, Louis Althusser ( ) e Antonio Gramsci ( ) foram os pensadores mais estudados nos anos de 1970 no Brasil. O Marxismo contribuiu, assim, de forma decisiva, na maneira de se pensar, entender e pesquisar a História da Educação, indicando-lhes novas abordagens, categorias sociais, fontes e objetos de pesquisa. Alguns estudiosos, porém, enfocaram a análise dos seus trabalhos apenas nas configurações econômicas e políticas. Logo, os aspectos econômicos e políticos de uma determinada época serviam para explicar (quase) tudo (LOPES; GALVÃO, 2001, p. 37), o que empobreceu a feitura de muitos trabalhos que seguiram essa perspectiva. Atualmente, a Nova História, especialmente a Nova História Cultural, tem influenciado a História da Educação. Esse movimento surgiu na década de 1920, na França, com a publicação da revista Annales d histoire économique et sociale, uma iniciativa de Lucien Febvre ( ) e Marc Bloch ( ), que pretendia exercer uma liderança intelectual nos campos da história social e econômica. Seria o porta-voz, melhor dizendo, o alto-falante de difusão dos apelos dos editores em favor de uma abordagem nova da história. (BURKE, 1997, p. 33). A Escola dos Annales, como ficou conhecida, surgiu como uma insatisfação em relação à história política convencional, na busca por uma substituição da tradicional narrativa dos acontecimentos, com total repulsa à história linear e acontecimental. Seus idealizadores objetivavam uma história-problema, interdisciplinar, como forma de superação da historiografia metódica e positivista do século XIX. Essa inovação proposta pelos Annales buscava uma história das atividades humanas e não apenas uma história política, diplomática e factualista. Nesse contexto, a história

20 19 passou a ser entendida como produto do historiador, não havendo, assim, uma realidade pronta e acabada. Essas características marcaram a primeira fase do movimento. Na segunda fase, Fernand Braudel ( ) foi um dos principais inspiradores e contribuiu com os conceitos de conjuntura e estrutura, o que trouxe mudanças na concepção de tempo histórico, que deixou de ser linear e progressiva, alcançando a idéia de duração, isto é, o tempo histórico passou a ser visto como múltiplo, diverso, complexo e nele observamos mudanças e permanências: o historiador dos Annales abordou a história com um novo olhar, isto é, com uma nova representação do tempo histórico. Ao se aproximarem das ciências sociais, os Annales realizaram uma revolução epistemológica quanto ao conceito de tempo histórico, ou melhor, uma renovação profunda, uma mudança substancial na forma de sua compreensão, mas sem perder a sua ligação com o projeto inaugural de Heródoto: conhecer as mudanças humanas no tempo. (REIS, 2000, p. 15) Nos anos de 1960, emergiu a terceira fase, e o movimento foi marcado por uma espécie de fragmentação, com uma historiografia diversificada e com uma ampla abordagem na história sociocultural. Dentro das várias inovações propostas pelos Annales está o diálogo com diversas áreas, e na terceira geração essa interdisciplinaridade tornou-se mais ampla, bem como o alargamento no conceito de fontes históricas, entendidas como qualquer vestígio deixado pelas sociedades passadas. De acordo com Burke (1997): [...] a mais importante contribuição do grupo dos Annales, incluindo-se as três gerações, foi expandir o campo da História por diversas áreas. O grupo ampliou o território da História, abrangendo áreas inesperadas do comportamento humano e a grupos sociais negligenciados pelos historiadores tradicionais. Essas extensões do território histórico estão vinculadas à descoberta de novas fontes e ao desenvolvimento de novos métodos para explorá-las. (p.126, grifos nossos)

21 20 Nesse sentido, a História da Educação vem conquistando seu espaço e ganhando um novo olhar por parte dos pesquisadores e estudiosos. Tais contribuições têm proporcionado uma rediscussão e uma ampliação dos temas e objetos estudados. Com o aumento dos assuntos abordados pela História da Educação, os pesquisadores foram problematizando, incorporando e ampliando o uso de novas fontes. Nesse contexto, o livro didático surgiu como um objeto riquíssimo de pesquisa, pois, a partir das influências e contribuições postas pelas tendências historiográficas anteriormente citadas, esses manuais escolares passaram a ser estudados de forma mais ampla e crítica. Atualmente, o livro didático não é mais entendido como uma produção isenta de parcialidade, visto que traz consigo influência das políticas educacionais em voga, do mercado editorial, das vinculações teórico-metodológicas do autor, enfim, de uma gama de fatores que influenciam essa produção. Contudo, o livro didático deve ser entendido como um objeto cultural (CHARTIER, 1990), pois possui uma grande variedade de conotações. Dessa forma, abre-se um leque de discussões e análises que, anteriormente, eram ignorados em estudos dessa natureza. Ele está inserido em um contexto político, econômico, social e cultural e deve ser analisado como tal: As obras, os discursos, só existem quando se tornam realidades físicas, inscritas sobre as páginas de um livro, transmitidas por uma voz que lê ou narra, declamadas num palco de teatro. Compreender os princípios que governam a ordem do discurso pressupõe decifrar, com todo o rigor, aqueles outros que fundamentam os processos de produção, de comunicação e de recepção dos livros. (CHARTIER, 1999, p. 8) Com esse novo olhar sobre os livros didáticos, diferentes temáticas e perspectivas devem ser consideradas, uma variedade de campos de conhecimento podem verticalizar

22 21 questões ligadas a sua produção, circulação, mudança/permanência, valores, conteúdos, usos e práticas, bem como aos diferentes agentes que estão envolvidos: autores, editores, autoridades, alunos e professores. O livro didático é um objeto de pesquisa importante na História da Educação, pois ele acompanha os alunos em todas as fases da aprendizagem, é portador de uma memória nacional, possui um valor cultural e merece todo o nosso respeito, porém, não vem recebendo um tratamento adequado, visto que, não vem sendo preservado. Diante do exposto, podemos perceber que o livro didático constitui uma fonte privilegiada de pesquisa, porém, é pouco valorizado pela nossa sociedade, é um objeto visto como de segunda categoria, que tem um uso efêmero, pois é destinado a uma determinada série e por um determinado período letivo, o que acarreta um processo seletivo e seu conseqüente descarte: Pouquíssimos são os espaços dedicados à preservação da memória nacional ou regional da educação. Daí a dificuldade que temos de acesso a fontes nessa área. Na verdade, a pesquisa histórica em educação requer que realizemos um verdadeiro trabalho de garimpagem sobre fontes na área educacional. (CORRÊA, 2000, p. 13) Em um estudo realizado na década de 1980, esse descaso foi percebido por pesquisadores que concluíram: apenas 32.7% das escolas públicas conservam o livro pelo período de três anos, que, segundo os professores entrevistados, é o período oficialmente reconhecido pelo PLIDEF 1 como o tempo de vida útil de um livro. (OLIVEIRA; GUIMARÃES; BOMÉNY, 1984, P. 101). Nessa pesquisa, 61.8% das escolas públicas analisadas utilizavam os livros por menos de três anos. Os autores, então, tentaram entender 1 O Programa do Livro Didático Para o Ensino Fundamental foi criado em 1980.

23 22 as razões para a substituição freqüente dos livros, e constataram que 55.5% das escolas mudavam os livros pelo envelhecimento do conteúdo e forma. Dessa amostra, 27.8% dos entrevistados fizeram referência à pressão das editoras que estimulavam a troca, enquanto 16.7% dos professores apontaram como causa da substituição a imposição da escola. Ainda com relação ao valor dado aos livros didáticos, para o mercado editorial é um material extremamente valorizado e por isso é rapidamente descartado, o alto volume de tiragem e circulação mostram bem essa relação. As editoras têm um papel fundamental nessa substituição. Essa indústria cultural que transformou o livro didático numa mercadoria, faz com que os novos lançamentos substituam rapidamente os livros de anos letivos anteriores. Segundo a referida pesquisa, 70.5% das escolas têm acesso aos lançamentos através de propagandas das editoras. Os livros, assim, passaram a ser cada vez menos reutilizados e, conseqüentemente descartados, ou seja, não são guardados ou preservados. A mesma pesquisa demonstrou que menos de 50% das escolas conservavam e armazenavam esse material, ficando evidente que, apesar da maioria das escolas possuírem um espaço físico que poderia ser utilizado para esse fim, isso não ocorre, provavelmente pela falta de uma política de incentivo à preservação desses manuais. Tal constatação é feita a partir de um passeio por nossos arquivos e bibliotecas, onde esses manuais não são catalogados e guardados, isto é, raramente são encontrados nas prateleiras dessas instituições. Consideramos esse um fator determinante para o anonimato do livro didático e para a memória coletiva que está perdendo uma fonte significativa para a história do pensamento e das práticas educativas. Felizmente, algumas iniciativas começam a mudar esse quadro, é o caso da Biblioteca do Livro Didático, na Faculdade de Educação da USP, implantada pela professora Circe Bittencourt na década de 1990.

Ordenar, Civilizar e Instruir: Os Livros Didáticos e a Construção do Saber Escolar no Brasil Oitocentista Nayana R. C. Mariano

Ordenar, Civilizar e Instruir: Os Livros Didáticos e a Construção do Saber Escolar no Brasil Oitocentista Nayana R. C. Mariano Ordenar, Civilizar e Instruir: Os Livros Didáticos e a Construção do Saber Escolar no Brasil Oitocentista Nayana R. C. Mariano O livro sempre visou instaurar uma ordem; fosse a ordem da sua decifração,

Leia mais

NÚCLEO DE ESTUDOS E PESQUISAS HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO EM PERNAMBUCO: 13 ANOS DE HISTÓRIA

NÚCLEO DE ESTUDOS E PESQUISAS HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO EM PERNAMBUCO: 13 ANOS DE HISTÓRIA NÚCLEO DE ESTUDOS E PESQUISAS HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO EM PERNAMBUCO: 13 ANOS DE HISTÓRIA Margarete Maria da Silva meghamburgo@yahoo.com.br Graduanda em Pedagogia e membro do NEPHEPE Universidade Federal de

Leia mais

Nas Margens da Educação: imprensa feminina e urbanidade moderna na Ribeirão Preto das primeiras décadas do século XX

Nas Margens da Educação: imprensa feminina e urbanidade moderna na Ribeirão Preto das primeiras décadas do século XX Nas Margens da Educação: imprensa feminina e urbanidade moderna na Ribeirão Preto das primeiras décadas do século XX Jorge Luiz de FRANÇA * Nesta comunicação, pretendemos, por intermédio das publicações

Leia mais

A se acreditar no testemunho de seus contemporâneos, Maria Guilhermina Loureiro

A se acreditar no testemunho de seus contemporâneos, Maria Guilhermina Loureiro CONSIDERAÇÕES FINAIS A se acreditar no testemunho de seus contemporâneos, Maria Guilhermina Loureiro de Andrade foi uma mulher bastante conhecida na sociedade brasileira, pelo menos entre a imprensa e

Leia mais

SER PROFESSOR NO BRASIL DO SÉCULO XIX. André Paulo Castanha * - PPG-UFSCar/UNIOESTE

SER PROFESSOR NO BRASIL DO SÉCULO XIX. André Paulo Castanha * - PPG-UFSCar/UNIOESTE SER PROFESSOR NO BRASIL DO SÉCULO XIX André Paulo Castanha * - PPG-UFSCar/UNIOESTE Puro nos costumes, no dever exato Modesto, polido, cheio de bondade, Paciente, pio, firme no caráter, Zeloso, ativo e

Leia mais

II ENCONTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA A EDUCAÇÃO COMO MATRIZ DE TODAS AS RELAÇÕES HUMANAS E SOCIAIS SALVADOR, BA 2013

II ENCONTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA A EDUCAÇÃO COMO MATRIZ DE TODAS AS RELAÇÕES HUMANAS E SOCIAIS SALVADOR, BA 2013 II ENCONTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA A EDUCAÇÃO COMO MATRIZ DE TODAS AS RELAÇÕES HUMANAS E SOCIAIS SALVADOR, BA 2013 TEMÁTICA: EDUCAÇÃO, QUESTÃO DE GÊNERO E DIVERSIDADE EDUCAÇÃO

Leia mais

O USO DO LIVRO DIDÁTICO NO PROCESSO ENSINO- APRENDIZAGEM NAS CIÊNCIAS SOCIAIS : 1ª A 4ª SÉRIES

O USO DO LIVRO DIDÁTICO NO PROCESSO ENSINO- APRENDIZAGEM NAS CIÊNCIAS SOCIAIS : 1ª A 4ª SÉRIES Título: O USO DO LIVRO DIDÁTICO NO PROCESSO ENSINO- APRENDIZAGEM NAS CIÊNCIAS SOCIAIS : 1ª A 4ª SÉRIES Área Temática: Educação e Ensino Fundamental Autora: ANELSI SALETTE BIANCHIM Instituição: Universidade

Leia mais

RESENHA PRIMEIRAS LETRAS, PRIMEIRA LEITURA: PRÁTICAS DE ALFABETIZADORES DE JOVENS E ADULTOS

RESENHA PRIMEIRAS LETRAS, PRIMEIRA LEITURA: PRÁTICAS DE ALFABETIZADORES DE JOVENS E ADULTOS RESENHA PRIMEIRAS LETRAS, PRIMEIRA LEITURA: PRÁTICAS DE ALFABETIZADORES DE JOVENS E ADULTOS CARVALHO, Marlene. Primeiras letras: alfabetização de jovens e adultos em espaços populares. São Paulo: Ática,

Leia mais

TRANSPOSIÇÃO DIDÁTICA, INTERDISCIPLINARIDADE E CONTEXTUALIZAÇÃO

TRANSPOSIÇÃO DIDÁTICA, INTERDISCIPLINARIDADE E CONTEXTUALIZAÇÃO TRANSPOSIÇÃO DIDÁTICA, INTERDISCIPLINARIDADE E CONTEXTUALIZAÇÃO Como já vimos, a proposta pedagógica é uma articuladora de intenções educativas onde se definem as competências, os conteúdos, os recursos

Leia mais

CURSO DE PEDAGOGIA EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS 2015.1 BRUSQUE (SC) 2015 1 EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE PEDAGOGIA

CURSO DE PEDAGOGIA EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS 2015.1 BRUSQUE (SC) 2015 1 EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE PEDAGOGIA 1 CURSO EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS 2015.1 BRUSQUE (SC) 2015 2 SUMÁRIO 1ª FASE... 4 01 INVESTIGAÇÃO DA PRÁTICA DOCENTE I... 4 02 LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTO... 4 03 PROFISSIONALIDADE DOCENTE... 4 04 RESPONSABILIDADE

Leia mais

O ENSINO DE LÍNGUA INGLESA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS- EJA

O ENSINO DE LÍNGUA INGLESA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS- EJA O ENSINO DE LÍNGUA INGLESA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS- EJA RESUMO Alba Patrícia Passos de Sousa 1 O presente artigo traz como temática o ensino da língua inglesa na educação de jovens e adultos (EJA),

Leia mais

TRANSPOSIÇÃO DIDÁTICA, INTERDISCIPLINARIDADE E CONTEXTUALIZAÇÃO Guiomar Namo de Mello

TRANSPOSIÇÃO DIDÁTICA, INTERDISCIPLINARIDADE E CONTEXTUALIZAÇÃO Guiomar Namo de Mello TRANSPOSIÇÃO DIDÁTICA, INTERDISCIPLINARIDADE E CONTEXTUALIZAÇÃO Como já vimos, a proposta pedagógica é uma articuladora de intenções educativas onde se definem as competências, os conteúdos, os recursos

Leia mais

FONTES PRIMÁRIAS SOBRE A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO NO BRASIL: BOLETINS E CIRCULARES DO APOSTOLADO POSITIVISTA (1881-1927) APRESENTAÇÃO

FONTES PRIMÁRIAS SOBRE A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO NO BRASIL: BOLETINS E CIRCULARES DO APOSTOLADO POSITIVISTA (1881-1927) APRESENTAÇÃO FONTES PRIMÁRIAS SOBRE A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO NO BRASIL: BOLETINS E CIRCULARES DO APOSTOLADO POSITIVISTA (1881-1927) APRESENTAÇÃO João Carlos da Silva 1 A produção da IPB reúne uma farta publicação de

Leia mais

INTERDISCIPLINARIDADE NO CONTEXTO EDUCACIONAL

INTERDISCIPLINARIDADE NO CONTEXTO EDUCACIONAL INTERDISCIPLINARIDADE NO CONTEXTO EDUCACIONAL Jair Bevenute Gardas Isabel Corrêa da Mota Silva RESUMO A presente pesquisa objetiva um conhecimento amplo sobre a temática interdisciplinaridade, idealizando

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DO ENSINO DE HISTÓRIA NAS ESCOLAS E SUAS IMPLICAÇÕES NA VIDA SOCIAL

A IMPORTÂNCIA DO ENSINO DE HISTÓRIA NAS ESCOLAS E SUAS IMPLICAÇÕES NA VIDA SOCIAL A IMPORTÂNCIA DO ENSINO DE HISTÓRIA NAS ESCOLAS E SUAS IMPLICAÇÕES NA VIDA SOCIAL Alex Silva Costa 1 Resumo O artigo procura analisar o desenvolvimento do ensino da disciplina de História na educação brasileira,

Leia mais

A obra de Joaquim Manuel de Macedo através de anúncios do Jornal do Comércio do Rio de Janeiro.

A obra de Joaquim Manuel de Macedo através de anúncios do Jornal do Comércio do Rio de Janeiro. A obra de Joaquim Manuel de Macedo através de anúncios do Jornal do Comércio do Rio de Janeiro. Resumo: Doutoranda Juliana Maia de Queiroz 1 (UNICAMP). Em 1868, Joaquim Manuel de Macedo publicou o romance

Leia mais

LIBRAS ON-LINE NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES: A EXPERIÊNCIA DA PEDAGOGIA A DISTANCIA DA UFJF

LIBRAS ON-LINE NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES: A EXPERIÊNCIA DA PEDAGOGIA A DISTANCIA DA UFJF LIBRAS ON-LINE NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES: A EXPERIÊNCIA DA PEDAGOGIA A DISTANCIA DA UFJF Introdução Davi Vieira Medeiros; Perola Fátima Valente Simpson Viamonte Com base nas perspectivas atuais propostas

Leia mais

Resenha do livro: GONDRA, José Gonçalves; SCHUELER, Alessandra. Educação, poder e sociedade no Império Brasileiro. Sao Paulo: Cortez, 2008.

Resenha do livro: GONDRA, José Gonçalves; SCHUELER, Alessandra. Educação, poder e sociedade no Império Brasileiro. Sao Paulo: Cortez, 2008. do livro: GONDRA, José Gonçalves; SCHUELER, Alessandra. Educação, poder e sociedade no Império Brasileiro. Sao Paulo: Cortez, 2008. de: Surya Aaronovich Pombo de Barros Universidade Federal da Paraíba/UFPB

Leia mais

NO TEMPO DA MINHA AVÓ: REFLEXÃO E USO DA HISTÓRIA ORAL EM SALA DE AULA

NO TEMPO DA MINHA AVÓ: REFLEXÃO E USO DA HISTÓRIA ORAL EM SALA DE AULA NO TEMPO DA MINHA AVÓ: REFLEXÃO E USO DA HISTÓRIA ORAL EM SALA DE AULA Juliana de Oliveira Meirelles Camargo Universidade Candido Mendes/ Instituto Prominas e-mail: Ju_meirelles@yahoo.com.br Léa Mattosinho

Leia mais

EXPERIÊNCIAS DE LEITURA, ESCRITA E MÚSICA

EXPERIÊNCIAS DE LEITURA, ESCRITA E MÚSICA EXPERIÊNCIAS DE LEITURA, ESCRITA E MÚSICA Aline Mendes da SILVA, Marcilene Cardoso da SILVA, Reila Terezinha da Silva LUZ, Dulcéria TARTUCI, Maria Marta Lopes FLORES, Departamento de Educação UFG - Campus

Leia mais

TEMA: O LÚDICO NA APRENDIZAGEM DA LEITURA E DA ESCRITA

TEMA: O LÚDICO NA APRENDIZAGEM DA LEITURA E DA ESCRITA TEMA: O LÚDICO NA APRENDIZAGEM DA LEITURA E DA ESCRITA RESUMO Os educadores têm se utilizado de uma metodologia Linear, que traz uma característica conteudista; É possível notar que o Lúdico não se limita

Leia mais

O uso de cartilha paranaense nas Escolas do Estado do Paraná. Solange Apª de O. Collares/UEPG Drª Profª Maria Isabel Moura Nascimento/UEPG

O uso de cartilha paranaense nas Escolas do Estado do Paraná. Solange Apª de O. Collares/UEPG Drª Profª Maria Isabel Moura Nascimento/UEPG 1 O uso de cartilha paranaense nas Escolas do Estado do Paraná Solange Apª de O. Collares/UEPG Drª Profª Maria Isabel Moura Nascimento/UEPG O presente trabalho apresenta resultados preliminares de uma

Leia mais

VER PARA COMPREENDER: A SELEÇÃO DE IMAGENS NOS LIVROS DIDÁTICOS DE HISTÓRIA DURANTE O REGIME MILITAR BRASILEIRO

VER PARA COMPREENDER: A SELEÇÃO DE IMAGENS NOS LIVROS DIDÁTICOS DE HISTÓRIA DURANTE O REGIME MILITAR BRASILEIRO VER PARA COMPREENDER: A SELEÇÃO DE IMAGENS NOS LIVROS DIDÁTICOS DE HISTÓRIA DURANTE O REGIME MILITAR BRASILEIRO Juliana Ponqueli Contó (PIBIC/Fundação Araucária - UENP), Jean Carlos Moreno (Orientador),

Leia mais

Educação escolar indígena

Educação escolar indígena Educação escolar indígena O principal objetivo desta apresentação é fazer uma reflexão sobre a cultura indígena kaingang, sobre as políticas educacionais integracionistas e sobre a política atual, que

Leia mais

ENTRE A LEI, OS COSTUMES E O DESENVOLVIMENTO: O PROJETO URBANÍSTICO DE 1970 EM MONTES CLAROS/MG.

ENTRE A LEI, OS COSTUMES E O DESENVOLVIMENTO: O PROJETO URBANÍSTICO DE 1970 EM MONTES CLAROS/MG. ENTRE A LEI, OS COSTUMES E O DESENVOLVIMENTO: O PROJETO URBANÍSTICO DE 1970 EM MONTES CLAROS/MG. Michael Jhonattan Delchoff da Silva. Universidade Estadual de Montes Claros- Unimontes. maicomdelchoff@gmail.com

Leia mais

Índice. 1. Metodologia na Educação de Jovens e Adultos...3

Índice. 1. Metodologia na Educação de Jovens e Adultos...3 GRUPO 6.1 MÓDULO 4 Índice 1. Metodologia na Educação de Jovens e Adultos...3 1.1. Desenvolvimento e Aprendizagem de Jovens e Adultos... 4 1.1.1. Educar na Diversidade... 5 1.2. Os Efeitos da Escolarização/Alfabetização

Leia mais

Geyso D. Germinari Universidade Estadual do Centro-Oeste

Geyso D. Germinari Universidade Estadual do Centro-Oeste O ENSINO DE HISTÓRIA LOCAL E A FORMAÇÃO DA CONSCIÊNCIA HISTÓRICA DE ALUNOS DO 6º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL: UMA EXPERIÊNCIA COM A UNIDADE TEMÁTICA INVESTIGATIVA Geyso D. Germinari Universidade Estadual

Leia mais

O USO DOS JORNAIS PARA O CONHECIMENTO HISTORICO: TEORIA E METODOLOGIA

O USO DOS JORNAIS PARA O CONHECIMENTO HISTORICO: TEORIA E METODOLOGIA O USO DOS JORNAIS PARA O CONHECIMENTO HISTORICO: TEORIA E METODOLOGIA Carlos Henrique Ferreira Leite Prof o Dr o José Miguel Arias Neto (Mestrando em História Social UEL) Bolsista CAPES DS 2015/2016 Palavras-chave:

Leia mais

2. Os estudantes sujeitos do Ensino Médio e os direitos à aprendizagem e ao desenvolvimento humano na Área de Ciências Humanas

2. Os estudantes sujeitos do Ensino Médio e os direitos à aprendizagem e ao desenvolvimento humano na Área de Ciências Humanas 1. O Passado das ciências (Integração). O papel das Ciências Humanas? 2. Os estudantes sujeitos do Ensino Médio e os direitos à aprendizagem e ao desenvolvimento humano na Área de Ciências Humanas Contexto

Leia mais

PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO

PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS LETRAS E ARTES PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO CURSO DE HISTÓRIA - LICENCIATURA João Pessoa, maio de 2011 UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CENTRO DE

Leia mais

A IMPRENSA E A QUESTÃO INDÍGENA NO BRASIL

A IMPRENSA E A QUESTÃO INDÍGENA NO BRASIL FACULDADE SETE DE SETEMBRO INICIAÇÃO CIENTÍFICA CURSO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL COM HABILITAÇÃO EM PUBLICIDADE E PROPAGANDA ALUNA: NATÁLIA DE ARAGÃO PINTO ORIENTADOR: PROF. DR. TIAGO SEIXAS THEMUDO A IMPRENSA

Leia mais

MATRIZ CURRICULAR CURRÍCULO PLENO 1.ª SÉRIE

MATRIZ CURRICULAR CURRÍCULO PLENO 1.ª SÉRIE MATRIZ CURRICULAR Curso: Graduação: Regime: Duração: BACHARELADO SERIADO ANUAL - NOTURNO 4 (QUATRO) ANOS LETIVOS Integralização: A) TEMPO TOTAL - MÍNIMO = 04 (QUATRO) ANOS LETIVOS - MÁXIMO = 07 (SETE)

Leia mais

Memória e discurso: reflexões sobre a trajetória do ensino de espanhol a. partir da análise de textos oficiais

Memória e discurso: reflexões sobre a trajetória do ensino de espanhol a. partir da análise de textos oficiais Memória e discurso: reflexões sobre a trajetória do ensino de espanhol a partir da análise de textos oficiais Maria Cecília do Nascimento Bevilaqua (UERJ) Apresentação Quem não se lembra da ênfase dada

Leia mais

MATRIZ CURRICULAR CURRÍCULO PLENO

MATRIZ CURRICULAR CURRÍCULO PLENO MATRIZ CURRICULAR Curso: Graduação: Habilitação: Regime: Duração: PEDAGOGIA LICENCIATURA FORMAÇÃO PARA O MAGISTÉRIO EM EDUCAÇÃO INFANTIL SERIADO ANUAL - NOTURNO 4 (QUATRO) ANOS LETIVOS Integralização:

Leia mais

O ensino de História Antiga e as inovações metodológicas

O ensino de História Antiga e as inovações metodológicas A transposição didática nas salas de aula: O ensino de História Antiga e as inovações metodológicas DANIEL FRANCISCO DA SILVA 1 DEIZE CAMILA DIAS SALUSTIANO 2 Resumo: Um dos maiores desafios enfrentados

Leia mais

PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO

PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO APRESENTAÇÃO O Projeto Político Pedagógico da Escola foi elaborado com a participação da comunidade escolar, professores e funcionários, voltada para a

Leia mais

A ESCOLA E O LIVRO INFANTIL NA FORMAÇÃO DO GOSTO LITERÁRIO

A ESCOLA E O LIVRO INFANTIL NA FORMAÇÃO DO GOSTO LITERÁRIO A ESCOLA E O LIVRO INFANTIL NA FORMAÇÃO DO GOSTO LITERÁRIO Sílvia Cristina Fernandes Paiva 1 Ana Arlinda Oliveira 2 A leitura literária na escola Podemos afirmar que a leitura é fundamental para construção

Leia mais

Lançamento de Livros e Sessão de Autógrafos 12 de Julho - 19h30

Lançamento de Livros e Sessão de Autógrafos 12 de Julho - 19h30 Lançamento de Livros e Sessão de Autógrafos 12 de Julho - 19h30 Ana Isabel Madeira (Apresentação pela autora - sala 1) Referência da Obra: Madeira, A. (2012). A Construção do Saber Comparado em Educação:

Leia mais

EIXOS TEMÁTICOS REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

EIXOS TEMÁTICOS REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS EIXOS TEMÁTICOS 1. Cultura, saberes e práticas escolares e pedagógicas na educação profissional e tecnológica: arquivos escolares, bibliotecas e centros de documentação. Para este eixo temático espera

Leia mais

Ementário do Curso de Pedagogia, habilitações: Educação Infantil e Séries Iniciais 2010.2

Ementário do Curso de Pedagogia, habilitações: Educação Infantil e Séries Iniciais 2010.2 01 BIOLOGIA EDUCACIONAL Fase: 1ª Carga Horária: 30 h/a Prática: 30 h/a Créditos: 4 A biologia educacional e os fundamentos da educação. As bases biológicas do crescimento e desenvolvimento humano. A dimensão

Leia mais

A INSERÇÃO DO PIBID NA FORMAÇÃO DOCENTE NO CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO DO CAMPO DA UFCG

A INSERÇÃO DO PIBID NA FORMAÇÃO DOCENTE NO CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO DO CAMPO DA UFCG A INSERÇÃO DO PIBID NA FORMAÇÃO DOCENTE NO CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO DO CAMPO DA UFCG Andréa Augusta de Morais Ramos 1 /UFCG-CDSA - andreaedu.15@gmail.com Fabiano Custódio de Oliveira 2 /UFCG-CDSA

Leia mais

A Bandeira Brasileira e Augusto Comte

A Bandeira Brasileira e Augusto Comte A Bandeira Brasileira e Augusto Comte Resumo Este documentário tem como ponto de partida um problema curioso: por que a frase Ordem e Progresso, de autoria de um filósofo francês, foi escolhida para constar

Leia mais

RESENHA. A FORMAÇÃO DA LEITURA NO BRASIL Leonardo Barros Medeiros (UCP)

RESENHA. A FORMAÇÃO DA LEITURA NO BRASIL Leonardo Barros Medeiros (UCP) RESENHA A FORMAÇÃO DA LEITURA NO BRASIL Leonardo Barros Medeiros (UCP) Marisa Lajolo & Regina Zilberman. A formação da leitura no Brasil. São Paulo: Ática, 1996. (http://www.editoraatica.com.br) Trata-se

Leia mais

Michele M. Granzotto ** Valdir Pretto ***

Michele M. Granzotto ** Valdir Pretto *** A IMPORTÂNCIA DO ENSINO DE FILOSOFIA NA FORMAÇÃO ACADÊMICA DO CURSO DE PEDAGOGIA * Michele M. Granzotto ** Valdir Pretto *** Resumo: Este estudo foi construído a partir de uma pesquisa realizada na própria

Leia mais

O SERVIÇO SOCIAL NA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO: ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NA CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DE CIDADANIA.

O SERVIÇO SOCIAL NA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO: ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NA CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DE CIDADANIA. O SERVIÇO SOCIAL NA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO: ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NA CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DE CIDADANIA. Profa. Elizabeth Rodrigues Felix 1 I- INTRODUÇÃO Com dezoito anos de existência, o

Leia mais

FORMAÇÃO CONTINUADA E SEUS REFLEXOS NA PRÁTICA DOS EDUCADORES RESUMO

FORMAÇÃO CONTINUADA E SEUS REFLEXOS NA PRÁTICA DOS EDUCADORES RESUMO FORMAÇÃO CONTINUADA E SEUS REFLEXOS NA PRÁTICA DOS EDUCADORES Joanilson Araújo Ferreira 1 RESUMO O presente estudo traz à tona reflexões referentes à formação docente, tanto formação inicial quanto formação

Leia mais

MENOS ASSISTENCIALISMO, MAIS PEDAGOGIA. Moysés Kuhlmann: carências da educação infantil vão desde instalações à formação dos professores.

MENOS ASSISTENCIALISMO, MAIS PEDAGOGIA. Moysés Kuhlmann: carências da educação infantil vão desde instalações à formação dos professores. MENOS ASSISTENCIALISMO, MAIS PEDAGOGIA Moysés Kuhlmann: carências da educação infantil vão desde instalações à formação dos professores. 2 Ao lado das concepções do trabalho pedagógico para a infância,

Leia mais

TEMAS TRANSVERSAIS, PEDAGOGIA DE PROJETOS E AS MUDANÇAS NA EDUCAÇÃO

TEMAS TRANSVERSAIS, PEDAGOGIA DE PROJETOS E AS MUDANÇAS NA EDUCAÇÃO TEMAS TRANSVERSAIS, PEDAGOGIA DE PROJETOS E AS MUDANÇAS NA EDUCAÇÃO ULISSES F. ARAÚJO TEMAS TRANSVERSAIS, PEDAGOGIA DE PROJETOS E AS MUDANÇAS NA EDUCAÇÃO Copyright 2004, 2014 by Ulisses F. Araújo Direitos

Leia mais

ENSINO DE GEOGRAFIA, CULTURA POPULAR E TEMAS TRANSVERSAIS: uma proposta de transversalidade a partir dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN s)

ENSINO DE GEOGRAFIA, CULTURA POPULAR E TEMAS TRANSVERSAIS: uma proposta de transversalidade a partir dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN s) ENSINO DE GEOGRAFIA, CULTURA POPULAR E TEMAS TRANSVERSAIS: uma proposta de transversalidade a partir dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN s) Kálita Tavares da SILVA 1 ; Estevane de Paula Pontes MENDES

Leia mais

DIRETRIZES GERAIS DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO DO CURSO DE PEDAGOGIA

DIRETRIZES GERAIS DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO DO CURSO DE PEDAGOGIA DIRETRIZES GERAIS DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO DO CURSO DE PEDAGOGIA INTRODUÇÃO O Estágio Curricular foi criado pela Lei 6.494, de 7 de dezembro de 1977 e regulamentado pelo Decreto 87.497, de 18 de agosto

Leia mais

A FORMAÇÃO DE SUJEITOS CRÍTICOS NO ENSINO SUPERIOR: UM POSSÍVEL CAMINHO PARA A TRANSFORMAÇÃO SOCIAL. Marijara de Lima Monaliza Alves Lopes

A FORMAÇÃO DE SUJEITOS CRÍTICOS NO ENSINO SUPERIOR: UM POSSÍVEL CAMINHO PARA A TRANSFORMAÇÃO SOCIAL. Marijara de Lima Monaliza Alves Lopes A FORMAÇÃO DE SUJEITOS CRÍTICOS NO ENSINO SUPERIOR: UM POSSÍVEL CAMINHO PARA A TRANSFORMAÇÃO SOCIAL Marijara de Lima Monaliza Alves Lopes FACULDADE ALFREDO NASSER INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO III PESQUISAR

Leia mais

ORGANIZAÇÃO DO ENSINO NO BRASIL: PERÍODO COLONIAL

ORGANIZAÇÃO DO ENSINO NO BRASIL: PERÍODO COLONIAL Aula ORGANIZAÇÃO DO ENSINO NO BRASIL: PERÍODO COLONIAL META Apresentar as razões da expansão da pedagogia (ensino) jesuítica no Brasil-colônia e, posteriormente, a sua expulsão motivada pela reforma da

Leia mais

Ementário do Curso de Pedagogia, habilitações: Educação Infantil e Séries Iniciais 2008.1A

Ementário do Curso de Pedagogia, habilitações: Educação Infantil e Séries Iniciais 2008.1A 01 BIOLOGIA EDUCACIONAL Fase: 1ª Prática: 15 h/a Carga Horária: 60 h/a Créditos: 4 A biologia educacional e os fundamentos da educação. As bases biológicas do crescimento e desenvolvimento humano. A dimensão

Leia mais

EDUCAR PARA UM FUTURO SUSTENTÁVEL: UM ESTUDO ENVOLVENDO PROFESSORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA

EDUCAR PARA UM FUTURO SUSTENTÁVEL: UM ESTUDO ENVOLVENDO PROFESSORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA EDUCAR PARA UM FUTURO SUSTENTÁVEL: UM ESTUDO ENVOLVENDO PROFESSORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA 1 DEUS, Josiani Camargo & 1 AMARAL, Anelize Queiroz 1 Universidade Estadual do Oeste do Paraná/Unioeste RESUMO Nos

Leia mais

Todo processo de ensino-aprendizagem carece de um ponto de partida, algo que serve para desencadear a ação educativa. Os profissionais educadores

Todo processo de ensino-aprendizagem carece de um ponto de partida, algo que serve para desencadear a ação educativa. Os profissionais educadores Temas geradores Todo processo de ensino-aprendizagem carece de um ponto de partida, algo que serve para desencadear a ação educativa. Os profissionais educadores têm à sua disposição algumas estratégias

Leia mais

Palavras-chave: formação continuada, educação básica, ensino de artes visuais.

Palavras-chave: formação continuada, educação básica, ensino de artes visuais. 4CCHLADAVPEX01 O ENSINO DE ARTES VISUAIS NAS ESCOLAS PÚBLICAS DE ALHANDRA: UMA PROPOSTA DE FORMAÇÃO CONTINUADA PARA OS PROFESSORES DO ENSINO FUNDAMENTAL Cláudia Oliveira de Jesus (1); Adeílson França (1);

Leia mais

UNIDADE 3 O QUE REPRESENTA PARA NÓS O PPP? ÉTICA E LIBERDADE NA CONSTRUÇAO DA AUTONOMIA DA ESCOLA

UNIDADE 3 O QUE REPRESENTA PARA NÓS O PPP? ÉTICA E LIBERDADE NA CONSTRUÇAO DA AUTONOMIA DA ESCOLA UNIDADE 3 O QUE REPRESENTA PARA NÓS O PPP? ÉTICA E LIBERDADE NA CONSTRUÇAO DA AUTONOMIA DA ESCOLA Módulo 3 - Direitos Humanos e o Projeto Político Pedagógico da escola Objetivos: Nesta unidade vamos discutir

Leia mais

PETER BURKE E SEU CONCEITO DE TRADUÇÃO CULTURAL. Luiz Felipe Urbieta Rego

PETER BURKE E SEU CONCEITO DE TRADUÇÃO CULTURAL. Luiz Felipe Urbieta Rego PETER BURKE E SEU CONCEITO DE TRADUÇÃO CULTURAL Luiz Felipe Urbieta Rego (PUC-RJ) A Tradução Cultural consiste em uma obra organizada e escrita por Peter Burke focada em um elemento muito trabalhado no

Leia mais

INTERPRETAR O PATRIMÔNIO LOCAL: PROJETO DE EDUCAÇÃO PATRIMONIAL PARA PROFESSORES

INTERPRETAR O PATRIMÔNIO LOCAL: PROJETO DE EDUCAÇÃO PATRIMONIAL PARA PROFESSORES DOI: 10.4025/4cih.pphuem.268 INTERPRETAR O PATRIMÔNIO LOCAL: PROJETO DE EDUCAÇÃO PATRIMONIAL PARA PROFESSORES Simone Aparecida Pinheiro de Almeida i INTRODUÇÃO Pensar os conteúdos significa refletir acerca

Leia mais

3.360 H/AULA (*) CURRÍCULO PLENO/

3.360 H/AULA (*) CURRÍCULO PLENO/ MATRIZ CURRICULAR Curso: Graduação: Regime: Duração: HISTÓRIA LICENCIATURA PLENA SERIADO ANUAL 3 (TRÊS) ANOS LETIVOS Integralização: A) TEMPO TOTAL - MÍNIMO = 03 (TRÊS) ANOS LETIVOS - MÁXIMO = 05 (CINCO)

Leia mais

HISTÓRIA E POLÍTICAS EDUCACIONAIS: UMA DISCIPLINA EM PERSPECTIVA E EM CONSTRUÇÃO

HISTÓRIA E POLÍTICAS EDUCACIONAIS: UMA DISCIPLINA EM PERSPECTIVA E EM CONSTRUÇÃO HISTÓRIA E POLÍTICAS EDUCACIONAIS: UMA DISCIPLINA EM PERSPECTIVA E EM CONSTRUÇÃO Rachel Duarte Abdala UNITAU A ausência da História da Educação entre as disciplinas componentes da grade curricular das

Leia mais

ARQUIVOS E FONTES DE HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO E A PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA EDUCATIVA

ARQUIVOS E FONTES DE HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO E A PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA EDUCATIVA ARQUIVOS E FONTES DE HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO E A PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA EDUCATIVA Autor(es) ALLINE CRISTINA BASSO; LUCCAS ESCHER GUARASEMINI Introdução Dominando a produção histórica de 1880 a 1945, o positivismo

Leia mais

DINÂMICA CURRICULAR DO CURSO DE PEDAGOGIA - 2008. Disciplinas Teórica Prática Estágio Total. 1º Período

DINÂMICA CURRICULAR DO CURSO DE PEDAGOGIA - 2008. Disciplinas Teórica Prática Estágio Total. 1º Período MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Universidade Federal de Alfenas. UNIFAL-MG Rua Gabriel Monteiro da Silva, 700. Alfenas/MG. CEP 37130-000 Fone: (35) 3299-1000. Fax: (35) 3299-1063 DINÂMICA CURRICULAR DO CURSO DE

Leia mais

Ao começar a escrita deste artigo é importante considerar alguns pontos

Ao começar a escrita deste artigo é importante considerar alguns pontos EDUCAÇÃO CONTRA O TRABALHO INFANTOJUVENIL: CONSIDERAÇÕES SOBRE MÉTODO E VULNERABILIDADES Felipe Pitaro * Ao começar a escrita deste artigo é importante considerar alguns pontos de partida. O primeiro diz

Leia mais

EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA: PROTAGONISMO NECESSÁRIO, DE TODOS, DE CADA ATOR ENVOLVIDO. Suely Melo de Castro Menezes

EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA: PROTAGONISMO NECESSÁRIO, DE TODOS, DE CADA ATOR ENVOLVIDO. Suely Melo de Castro Menezes EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA: PROTAGONISMO NECESSÁRIO, DE TODOS, DE CADA ATOR ENVOLVIDO. Suely Melo de Castro Menezes Nos Estados Unidos o uso de nações indígenas serviu como uma espécie de senha para a tomada

Leia mais

XIII Encontro de Iniciação Científica IX Mostra de Pós-graduação 06 a 11 de outubro de 2008 BIODIVERSIDADE TECNOLOGIA DESENVOLVIMENTO

XIII Encontro de Iniciação Científica IX Mostra de Pós-graduação 06 a 11 de outubro de 2008 BIODIVERSIDADE TECNOLOGIA DESENVOLVIMENTO XIII Encontro de Iniciação Científica IX Mostra de Pós-graduação 06 a 11 de outubro de 2008 BIODIVERSIDADE TECNOLOGIA DESENVOLVIMENTO MCH0181 HISTÓRIAS EM QUADRINHOS SOB A PERSPECTIVA DA TEORIA BAKHTINIANA

Leia mais

A MODELAÇÃO DO CURRÍCULO DE HISTÓRIA PARA O ENSINO MÉDIO DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

A MODELAÇÃO DO CURRÍCULO DE HISTÓRIA PARA O ENSINO MÉDIO DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS A MODELAÇÃO DO CURRÍCULO DE HISTÓRIA PARA O ENSINO MÉDIO DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS FURTADO, Claudia Mendes de Abreu Graduada em História pela UFPE, Especialista em Educação de Jovens e Adultos pela

Leia mais

Há muito tempo eu escuto esse papo furado Dizendo que o samba acabou Só se foi quando o dia clareou. (Paulinho da Viola)

Há muito tempo eu escuto esse papo furado Dizendo que o samba acabou Só se foi quando o dia clareou. (Paulinho da Viola) Diego Mattoso USP Online - www.usp.br mattoso@usp.br Julho de 2005 USP Notícias http://noticias.usp.br/canalacontece/artigo.php?id=9397 Pesquisa mostra porque o samba é um dos gêneros mais representativos

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS

EMENTAS DAS DISCIPLINAS EMENTAS DAS DISCIPLINAS CURSO DE GRADUAÇÃO DE PEDAGOGIA Disciplina: Comunicação e Expressão Ementa: A leitura como vínculo leitor/texto através do conhecimento veiculado pelo texto escrito. Interpretação:

Leia mais

SABERES ADQUIRIDOS NO PIBID (PROGRAMA INSTUCIONAL DE BOLSA INICIAÇÃO À DOCÊNCIA) PARA O SUCESSO PROFISSIONAL.

SABERES ADQUIRIDOS NO PIBID (PROGRAMA INSTUCIONAL DE BOLSA INICIAÇÃO À DOCÊNCIA) PARA O SUCESSO PROFISSIONAL. SABERES ADQUIRIDOS NO PIBID (PROGRAMA INSTUCIONAL DE BOLSA INICIAÇÃO À DOCÊNCIA) PARA O SUCESSO PROFISSIONAL. TayaraCrystina P. Benigno, UERN; tayara_bbg@hotmail.com Emerson Carlos da Silva, UERN; emersoncarlos90@hotmail.com

Leia mais

Trabalhando com Projetos

Trabalhando com Projetos Trabalhando com Projetos Educar para a diversidade étnica e cultural investigação e ação Ricardo Luiz da Silva Fernandes Educar para a compreensão da pluralidade cultural é a luta para construção da igualdade

Leia mais

Dados internacionais de catalogação Biblioteca Curt Nimuendajú

Dados internacionais de catalogação Biblioteca Curt Nimuendajú Catalogação: Cleide de Albuquerque Moreira Bibliotecária/CRB 1100 Revisão final: Karla Bento de Carvalho Projeto Gráfico: Fernando Selleri Silva Dados internacionais de catalogação Biblioteca Curt Nimuendajú

Leia mais

Ementas aprovadas nos Departamentos (as disciplinas obrigatórias semestrais estão indicadas; as demais são anuais)

Ementas aprovadas nos Departamentos (as disciplinas obrigatórias semestrais estão indicadas; as demais são anuais) UFPR SETOR DE EDUCAÇÃO CURSO DE PEDAGOGIA EMENTAS DAS DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS Ementas aprovadas nos Departamentos (as disciplinas obrigatórias semestrais estão indicadas; as demais são anuais) 1º ANO

Leia mais

Área de Ciências Humanas

Área de Ciências Humanas Área de Ciências Humanas Ciências Sociais Unidade: Faculdade de Ciências Humanas e Filosofia (FCHF) www.fchf.ufg.br Em Ciências Sociais estudam-se as relações sociais entre indivíduos, grupos e instituições,

Leia mais

Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros

Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros Maria do Socorro Pimentel da Silva 1 Leandro Mendes Rocha 2 No Brasil, assim como em outros países das Américas, as minorias étnicas viveram

Leia mais

O CONTEÚDO PROGRAMÁTICO E OS PROCEDIMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS DA SOCIOLOGIA E A CIDADANIA NA REDE ESTADUAL DE ENSINO

O CONTEÚDO PROGRAMÁTICO E OS PROCEDIMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS DA SOCIOLOGIA E A CIDADANIA NA REDE ESTADUAL DE ENSINO O CONTEÚDO PROGRAMÁTICO E OS PROCEDIMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS DA SOCIOLOGIA E A CIDADANIA NA REDE ESTADUAL DE ENSINO Gabriela Paulino do Nascimento 1 RESUMO: Este trabalho se propõe a investigar como

Leia mais

O CURRÍCULO ESCOLAR A SERVIÇO DAS AVALIAÇÕES EXTERNAS: UMA PROBLEMATIZAÇÃO A PARTIR DO PIBID/PEDAGOGIA

O CURRÍCULO ESCOLAR A SERVIÇO DAS AVALIAÇÕES EXTERNAS: UMA PROBLEMATIZAÇÃO A PARTIR DO PIBID/PEDAGOGIA 1 Ideuvaneide Gonçalves Costa Universidade Federal de Alfenas- UNIFAL O CURRÍCULO ESCOLAR A SERVIÇO DAS AVALIAÇÕES EXTERNAS: UMA PROBLEMATIZAÇÃO A PARTIR DO PIBID/PEDAGOGIA Esse trabalho tem como objetivo

Leia mais

Tendências Pedagógicas. Formação de Professores. Contextualização. Tendências Não Críticas

Tendências Pedagógicas. Formação de Professores. Contextualização. Tendências Não Críticas Formação de Professores Teleaula 2 Prof.ª Dra. Joana Paulin Romanowski tutoriapedagogia@grupouninter.com.br Críticas Não críticas Pedagogia Formação de Professores (SAVIANI, 2002) Contextualização Aprender

Leia mais

Docente: Gilberto Abreu de Oliveira (Mestrando em Educação UEMS/UUP) Turma 2012/2014 Email: oliveira.gilbertoabreu@hotmail.

Docente: Gilberto Abreu de Oliveira (Mestrando em Educação UEMS/UUP) Turma 2012/2014 Email: oliveira.gilbertoabreu@hotmail. Docente: Gilberto Abreu de Oliveira (Mestrando em Educação UEMS/UUP) Turma 2012/2014 Email: oliveira.gilbertoabreu@hotmail.com Blog: http://historiaemdebate.wordpress.com 1 Principais Conceitos sobre os

Leia mais

ENSINANDO DIREITOS HUMANOS NA EJA: LIMITES E DESAFIOS DE UMA EDUCAÇÃO PARA A CIDADANIA

ENSINANDO DIREITOS HUMANOS NA EJA: LIMITES E DESAFIOS DE UMA EDUCAÇÃO PARA A CIDADANIA ENSINANDO DIREITOS HUMANOS NA EJA: LIMITES E DESAFIOS DE UMA EDUCAÇÃO PARA A CIDADANIA Maria Elizete Guimarães Carvalho 1 Resumo Discute as experiências vivenciadas no Projeto de Extensão Educando Jovens

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Formação do bacharel em direito Valdir Caíres Mendes Filho Introdução O objetivo deste trabalho é compreender as raízes da formação do bacharel em Direito durante o século XIX. Será

Leia mais

8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM

8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM CORRENTES DO PENSAMENTO DIDÁTICO 8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM Se você procurar no dicionário Aurélio, didática, encontrará o termo como feminino substantivado de didático.

Leia mais

A imagem idealizada de uma infância saudável e feliz hoje se

A imagem idealizada de uma infância saudável e feliz hoje se VOZ DO LEITOR ANO 4 EDIÇÃO 30 On/off-line: entreolhares sobre as infâncias X, Y e Z Amanda M. P. Leite A imagem idealizada de uma infância saudável e feliz hoje se prende a uma espécie de saudosismo da

Leia mais

GRAMSCI E A PRÁTICA PEDAGÓGICA DO CENTRO DE TRABALHO E CULTURA

GRAMSCI E A PRÁTICA PEDAGÓGICA DO CENTRO DE TRABALHO E CULTURA GRAMSCI E A PRÁTICA PEDAGÓGICA DO CENTRO DE TRABALHO E CULTURA SPINELLI, Mônica dos Santos IE/PPGE/UFMT RESUMO O texto apresenta resultados parciais da pesquisa teórica sobre categorias conceituais em

Leia mais

Novas tecnologias no ensino de matemática: possibilidades e desafios

Novas tecnologias no ensino de matemática: possibilidades e desafios Novas tecnologias no ensino de matemática: possibilidades e desafios Marcelo Antonio dos Santos Mestre em Matemática Aplicada UFRGS, Professor na Faculdade Cenecista de Osório (FACOS) e professor da rede

Leia mais

de Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia

de Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia Anais do I Seminário Internacional de Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia A CONTRIBUIÇÃO DA DIDÁTICA CRÍTICA NA INTERLIGAÇÃO DE SABERES AMBIENTAIS NO PROCESSO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES

Leia mais

Novas estratégias no ensino de geografia para vestibulandos

Novas estratégias no ensino de geografia para vestibulandos Novas estratégias no ensino de geografia para vestibulandos Renata de Souza Ribeiro (UERJ/FFP) Thiago Jeremias Baptista (UERJ/FFP) Eixo: Fazendo escola com múltiplas linguagens Resumo Este texto relata

Leia mais

RENOVAR PARA INOVAR! Plano de Gestão. Proposta de plano de gestão do candidato Érico S. Costa ao cargo de Diretor do Campus

RENOVAR PARA INOVAR! Plano de Gestão. Proposta de plano de gestão do candidato Érico S. Costa ao cargo de Diretor do Campus RENOVAR PARA INOVAR! Plano de Gestão Proposta de plano de gestão do candidato Érico S. Costa ao cargo de Diretor do Campus 2013-2016 0 1 Sumário Apresentação... 2 Análise Situacional... 2 Programas Estruturantes...

Leia mais

I Seminário Nacional de Controle Social A sociedade no acompanhamento da gestão pública Brasília, 25, 26 e 27 de Set/2009

I Seminário Nacional de Controle Social A sociedade no acompanhamento da gestão pública Brasília, 25, 26 e 27 de Set/2009 I Seminário Nacional de Controle Social A sociedade no acompanhamento da gestão pública Brasília, 25, 26 e 27 de Set/2009 Observatório da Educação participação e controle da sociedade civil nas políticas

Leia mais

Leitura na escola reflexões pedagógicas sobre os processos de formação de leitores e escritores na educação infantil, jovens e adultos.

Leitura na escola reflexões pedagógicas sobre os processos de formação de leitores e escritores na educação infantil, jovens e adultos. Leitura na escola reflexões pedagógicas sobre os processos de formação de leitores e escritores na educação infantil, jovens e adultos. Diogo Vieira do Nascimento 1 (UERJ/EDU) Fabiana da Silva 2 (UERJ/EDU)

Leia mais

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ CONSELHO SUPERIOR DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO RESOLUÇÃO N. 4.638, DE 25 DE FEVEREIRO DE 2015

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ CONSELHO SUPERIOR DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO RESOLUÇÃO N. 4.638, DE 25 DE FEVEREIRO DE 2015 1 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ CONSELHO SUPERIOR DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO RESOLUÇÃO N. 4.638, DE 25 DE FEVEREIRO DE 2015 Aprova o Projeto Pedagógico do Curso de Licenciatura

Leia mais

X Encontro Nacional de Educação Matemática Educação Matemática, Cultura e Diversidade Salvador BA, 7 a 9 de Julho de 2010

X Encontro Nacional de Educação Matemática Educação Matemática, Cultura e Diversidade Salvador BA, 7 a 9 de Julho de 2010 JOGOS COMPUTACIONAIS E A EDUCAÇÃO MATEMÁTICA: CONTRIBUIÇÕES DAS PESQUISAS E DAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS Regina Célia Grando Universidade São Francisco regina.grando@saofrancisco.edu.br Resumo: No presente

Leia mais

A TERCEIRA GERAÇÃO DA EAD E SUA INFLUÊNCIA NA DEMOCRATIZAÇÃO DO ENSINO SUPERIOR BRASILEIRO

A TERCEIRA GERAÇÃO DA EAD E SUA INFLUÊNCIA NA DEMOCRATIZAÇÃO DO ENSINO SUPERIOR BRASILEIRO Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, 2012 624 A TERCEIRA GERAÇÃO DA EAD E SUA INFLUÊNCIA NA DEMOCRATIZAÇÃO DO ENSINO SUPERIOR BRASILEIRO Fabiane Carniel 1,

Leia mais

HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO: A TRAJETÓRIA EDUCACIONAL BRASILEIRA E A IMPLANTAÇÃO DO CURSO DE HISTÓRIA

HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO: A TRAJETÓRIA EDUCACIONAL BRASILEIRA E A IMPLANTAÇÃO DO CURSO DE HISTÓRIA HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO: A TRAJETÓRIA EDUCACIONAL BRASILEIRA E A IMPLANTAÇÃO DO CURSO DE HISTÓRIA Laís de Oliveira Neves; Maria Ruthe Gomes da Silva; Geilza Carla de Lima Silva; Maria do Rosário Gomes Germano

Leia mais

A FOTOGRAFIA COMO INSTRUMENTO DIDÁTICO NO ENSINO DE GEOGRAFIA NA PERSPECTIVA DO CONCEITO DE PAISAGEM ENSINO FUNDAMENTAL II ( ANOS FINAIS )

A FOTOGRAFIA COMO INSTRUMENTO DIDÁTICO NO ENSINO DE GEOGRAFIA NA PERSPECTIVA DO CONCEITO DE PAISAGEM ENSINO FUNDAMENTAL II ( ANOS FINAIS ) Thainá Santos Coimbra Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro thainahappy@hotmail.com A FOTOGRAFIA COMO INSTRUMENTO DIDÁTICO NO ENSINO DE GEOGRAFIA NA PERSPECTIVA DO CONCEITO DE PAISAGEM ENSINO

Leia mais

BRASIL: O ENSINO SUPERIOR ÀS PRIMEIRAS UNIVERSIDADES COLÔNIA IMPÉRIO PRIMEIRA REPÚBLICA

BRASIL: O ENSINO SUPERIOR ÀS PRIMEIRAS UNIVERSIDADES COLÔNIA IMPÉRIO PRIMEIRA REPÚBLICA BRASIL: O ENSINO SUPERIOR ÀS PRIMEIRAS UNIVERSIDADES COLÔNIA IMPÉRIO PRIMEIRA REPÚBLICA Tânia Regina Broeitti Mendonça 1 INTRODUÇÃO: Os espanhóis fundaram universidades em seus territórios na América desde

Leia mais

AS FONTES DOCUMENTAIS: o entrelaçamento dos vestígios na produção da história educativa

AS FONTES DOCUMENTAIS: o entrelaçamento dos vestígios na produção da história educativa V CONGRESSO DE ENSINO E PESQUISA DE HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO EM MINAS GERAIS 1 AS FONTES DOCUMENTAIS: o entrelaçamento dos vestígios na produção da história educativa Luiz Miguel Galvão Queiroz 1 Paulo Sérgio

Leia mais

ARTES VISUAIS NA EDUCAÇÃO INFANTIL RESUMO

ARTES VISUAIS NA EDUCAÇÃO INFANTIL RESUMO ARTES VISUAIS NA EDUCAÇÃO INFANTIL RESUMO CAMILA SONALY QUEIROZ TITO¹ MAÍSE RODRIGUES LÚCIO² O presente artigo tem por objetivo levar educadores da Educação Infantil a repensar sobre as concepções e metodologias

Leia mais