EMPREGO E DESEMPREGO NO NORTE DE PORTUGAL

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2 Seminário NORTE 2015 O Desenvolvimento Regional no Novo Horizonte Europeu: O caso do Norte de Portugal 25.Maio.2005 EMPREGO E DESEMPREGO NO NORTE DE PORTUGAL JOSÉ M. VAREJÃO

3 Enquadramento Trajectória desfavorável do emprego iniciada (e interrompida) nos anos 90, origina tendência na Região Norte divergente relativamente ao Continente. Desemprego com comportamento contra-cíclico mas aumento pronunciado na conjuntura actual. Maior volatilidade das decisões de actividade no Norte (pluriactividade?. Informalidade? migrações?). Mas, também alterações com carácter permanente (homens mulheres; escolaridade e substituição de gerações).

4 Emprego Alterações qualitativas importantes aumento da escolaridade média da população activa visível, mas Região Norte mantém o diferencial de partida (desfavorável) relativamente à média nacional. Apresenta maior proporção de indivíduos com baixos níveis de escolaridade e menor de proporção de indivíduos com os níveis mais elevados. Áreas-problema tradicionais continuam a sê-lo. Região Norte aproveitou menos bem os investimentos públicos em educação oferta ou procura? Oferta custos de oportunidade elevados (forte empregabilidade de jovens com pouca escolaridade)? Procura estrutura sectorial menos favorável ao recrutamento de licenciados?

5 Emprego Menor investimento privado em educação ou menor capacidade de reter os recursos mais qualificados? Papel do Estado enquanto empregador qual a distribuição geográfica do emprego público mais qualificado? Mobilidade para fora da Região?: Estratégias autónomas de rentabilização de investimentos privados; Estratégias empresariais de concentração de actividades com maior conteúdo em capital humano fora da Região. Substituição de trabalhadores menos qualificados por mais qualificados desnecessária ou difícil? Processo lento (substituição de gerações) ou doloroso (encerramentos de empresas)? Ou as duas coisas (baixa produtividade)?

6 Remunerações Incidência de baixos salários salário médios inferiores à média nacional, mas incidência semelhantes dos salários mínimos. Na Região, menor penalização salarial para os trabalhadores do sexo feminino (no sector privado estruturado). Diminuição do prémio salarial associado à maior escolaridade aumento da oferta e desemprego baixo. Maior risco de abandono escolar precoce monitorizar as transições escolavida activa. Renovação do sector produtivo maior criação de empresas associada à menor diminuição do prémio.

7 Desemprego Em nível e em evolução, acompanha a tendência nacional baixo e contracíclico. Mas, desde 2002, em aumento acentuado. Grupos mais atingidos: jovens, mulheres e mulheres jovens, cada vez mais escolarizados. Cada vez mais desempregados à procura de novo emprego (encerramentos?) Fluxos de emprego associados a nascimentos e encerramentos de empresas superior ao que se passa noutros países, com saldo líquido negativo (mas menos do que no resto do país). Até 1998 (pelo menos) dinamismo empresarial assinalável.

8 Especificidades intra-regionais Importantes diferenças no espaço da Região no que se refere ao desempenho do mercado de trabalho. Taxa de actividade maior nos espaços tradicionalmente mais industrializados (EDV, Cávado e Ave). Taxa de desemprego com diferenças muito grandes 2:1 nos casos da AMP e EDV e Ave. Inactividade e migração como alternativa ao desemprego (Douro e ATM). Alterações qualitativas na força de trabalho comuns. Aumento do nível médio de habilitações, mas Tâmega, Ave e Douro Queda forte do emprego industrial na AMP e Ave. Aumento da Construção e Comércio; Sector Financeiro (Porto, Douro, ATM)

9 Especificidades intra-regionais Salários reais aumentaram. Desigualdades entre sub-regiões também. O Grande Porto distanciou-se das restantes. Evolução muito desfavorável do Douro, ATM e Tâmega. Baixos prémios sobre a escolaridade em ATM, Douro, EDV e Minho-Lima, mas bom desempenho em matéria de emprego baixos salários como condição de crescimento do emprego?

10 Objectivos da Política de Emprego Definidos em sede da Estratégia Europeia de Emprego. São três: Pleno emprego, Melhoria da qualidade e produtividade do trabalho, Reforço da coesão e inclusão social. Territorialização como factor de eficiência e eficácia.

11 Criação de Emprego e Emprego Público Previsivelmente, os compromissos em matéria de taxa de emprego não colocarão dificuldades. Mas Área de incerteza emprego público. Que contributo real para a criação de emprego? Qual a sua regionalização? Menor criação de emprego no sector público ameaça ou oportunidade? Migrações (internas e/ou externas) impacto regional diferenciado. Recrutamento de licenciados no sector privado? Substituição de trabalhadores menos qualificados? Redução das desigualdades no topo, mas aumento na base.

12 Criação de Emprego e Emprego Público Apoio à contratação de licenciados e prevenção de episódios de exclusão social. Desafio: criação de novos empregos em número suficiente. Ponto forte da Região: capacidade empreendedora, mas variável entre regiões. Promover empreendorismo e atracção de investimentos externos à região. Intervenção selectiva aspectos cruciais: Dimensão Qualificações empregues Mas: pequenos projectos e trabalho menos qualificado

13 Qualidade do Emprego Questões centrais: Estabilidade Segurança no Trabalho Formação Profissional Organização do Trabalho Região é menor utilizadora relativa de contratos a termo, mas pressão deverá aumentar. Segurança evolução favorável, mas particularmente relevante no Norte. Formação profissional formação inicial, de dirigentes e reconversão; previsível aumento do seus efeitos benéficos (complementaridade com escolaridade) Organização do trabalho tempo de trabalho, trabalho a tempo pacial.

14 Coesão e Inclusão Social Grupos vulneráveis Menos escolarizados/qualificados Jovens e trabalhadores com maior experiência Imigrantes Promoção da criação de emprego. Medidas passivas.

15 Mercado de Trabalho e Desenvolvimento Factores de risco: potencial escassez de emprego e deficit de qualificações. Solicitação às actividades económicas: mais emprego condição de fixação dos recursos, sobretudo os mais qualificados. Constrangimento potencial ao desenvolvimento da Região: qualificações. Trabalhadores menos qualificados em perda desafio à coesão; e os imigrantes?

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