PROJEÇÕES IMAGINÁRIAS SOBRE APRENDIZAGEM DE LÍNGUA INGLESA: O NATIVO NA PUBLICIDADE DAS ESCOLAS DE IDIOMAS

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1 PROJEÇÕES IMAGINÁRIAS SOBRE APRENDIZAGEM DE LÍNGUA INGLESA: O NATIVO NA PUBLICIDADE DAS ESCOLAS DE IDIOMAS Julia Maria Raposo Gonçalves de Melo Larré (UFRPE/UAST) Resumo: Este trabalho tem como principal objetivo trazer à discussão apontamentos sobre a construção das projeções imaginárias sobre o aprendizado de língua inglesa através da breve análise de comentários postados no site Causes devido a um caso recente em que uma determinada escola de idiomas publicou um comercial em vídeo na internet que soou aos professores não-nativos de língua inglesa como extremamente ofensivo. O vídeo publicitário nos permite perceber alguns indícios dos mitos concernentes às representações da língua estrangeira, e, principalmente, da língua inglesa como língua hegemônica. Esta representação, no entanto, não significa que seja um espelhamento da realidade, mas, seguindo os preceitos da Análise do Discurso de linha pecheuxtiana, ela é, antes de tudo, uma possibilidade de construção da realidade que nos leva a perceber o objeto em questão (no caso deste trabalho, a língua inglesa). Alguns dos questionamentos que temos e que nortearão nossa análise são: que imaginário traz a palavra nativo? O que é ser nativo? Que significados eclodem em nosso contexto sócio-históricocultural ao ser um nativo em língua estrangeira? Que possibilidades de significação isso pode trazer? Vemos, então, nos comentários do sujeitos-professores, indícios de não mais uma identificação com o discurso da publicidade, principalmente com o de que professores nativos oportunizam mais fluência aos aprendizes. Palavras-chave: Análise de Discurso Francesa, Ensino de Língua Inglesa, Discurso Publicitário, Professor Nativo, Professor Não-nativo. INTRODUÇÃO Ao pensarmos no discurso publicitário, devemos levar em consideração, além de seu objetivo primordial que é o de divulgação de produtos de consumo ou de serviços que possam ser prestados ao público-alvo, o fato de que ele traz sempre algo de novo a esse público, colaborando com a construção da subjetividade dos indivíduos que têm acesso às peças publicitárias através do imaginário (vf. Coracini, 2007). De acordo com Pêcheux em O Discurso: estrutura ou acontecimento (1990), todo e qualquer discurso possui como inerente a dinâmica entre novo e regular, como constitutivos dos enunciados proferidos. Seguindo, portanto este preceito, algumas das noções da Análise do Discurso (AD) de linha pecheuxtiana tornam-se fundamentais para a análise a que propomos fazer neste trabalho. Traçaremos a fundamentação teórica a partir das noções de formação discursiva (Pêcheux, 1990), imaginário (Coracini, 2007) e abordaremos os

2 mitos acerca da aprendizagem de língua estrangeira (Grigoletto, 2000; Coracini, 2007). Pretendemos, com este embasamento teórico, verificar que representações imaginárias se fazem presentes no discurso sobre o professor nativo e sobre o não-nativo de língua inglesa a partir de comentários realizados em um site de defesa de causas públicas - chamado Causes - em relação a um vídeo publicitário de uma escola de idiomas. Observaremos ainda os processos de identificação e contra-identificação dos sujeitos-professores do site Causes com a formação discursiva FD daqui por diante relacionada à suposta vantagem no ensino quando o professor é falante nativo da língua inglesa. Discutiremos ao fim se há ou não indícios de um processo de desidentificação dos sujeitos com a FD, não como uma tentativa de trazer respostas definitivas sobre a questão, mas como um trajeto de reflexão sobre o fenômeno a ser descrito, de acordo com os estudos realizados sobre a Análise do Discurso de linha francesa. 1. O Discurso Publicitário e o Ensino de Língua Inglesa: sujeitos tecendo imaginários O espaço é um corpo imaginário, como o tempo é um movimento fictício. Paul Ambroise Valéry Para que possamos falar sobre imaginário, por ele ser constitutivo de um sujeito discursivo, devemos pensar sobre o que se trata a noção de sujeito para a AD. Adiantando-nos um pouco nesse breve início, a concepção de sujeito da linguagem a ser adotada neste trabalho é a de um sujeito constituído no discurso, quando se dá a sujeição à linguagem, ao dizer do outro, ao olhar do outro, já que o sujeito se vê no espelho do olhar do outro (CORACINI, 2007, p. 225); e não um sujeito empírico, um indivíduo biológico, como o sujeito falante do estruturalismo saussureano. A concepção de sujeito da AD, portanto, permite que se tenha um olhar sobre o indivíduo situado sócio-histórica e culturalmente, levando em consideração os enunciados não exclusivamente como criação da ordem do individual, mas também da ordem do contexto sócio-histórico-cultural em que se encontra. Como o sujeito não é dono da língua nem de seu saber completo, ele se torna, então determinado (interpelado) pela língua, pela ideologia e pela história. Mas o sujeito, apesar de ser assujeitado pelo real da língua e pela história, é um espaço de contradição e transformação (vf. Orlandi, 2001). Faremos, portanto, mais adiante, uma breve e embrionária reflexão sobre como o

3 sujeito opera a transformação do discurso vigente e sobre como esse movimento, oportunizado pela e na linguagem, chacoalha a relativa estabilidade do imaginário baseado no seguinte enunciado: melhor professor de língua inglesa é o falante nativo. São muitas as vozes que permeiam e constituem as representações dos sujeitosaprendizes e dos sujeitos-professores de língua inglesa. Essas vozes advêm de uma trama de enunciados que se encontra em contato com os sujeitos a todo o momento, e da qual eles não podem escapar como em um espaço fictício criado pela cultura histórica e pela ideologia dos quais o indivíduo não deixa de recorrer para dar significado aos fenômenos que o rodeiam. Um dos pontos dessa trama é o discurso publicitário, que está a todo o momento em contato com os sujeitos, influenciando e também moldando e mudando! suas projeções imaginárias. Coracini (2007) por várias vezes afirma que além de construídas pelas nossas próprias experiências pessoais, as representações se formam através das experiências e do olhar dos outros, pois eles também dizem quem somos. Desta forma, (...) as tomadas de posição do sujeito se dão a partir de momentos de identificação nos quais o sujeito se reconhece e, inconscientemente, assume esses elementos como constituintes de suas representações, logo, de seu dizer e agir (Reis, 2010). A importância do discurso publicitário também se faz pelo fato de que, além de ser mantenedor do senso comum, é, ao mesmo tempo, transformador da noção de identidade dos sujeitos. Pechêux (1990) já afirmava que todo enunciado já tem em si um potencial deslocamento discursivo que se encontra latente, pois a derivação de possibilidades faz parte de qualquer formação discursiva. pecheuxtiana: Orlandi (2001), nos fala sobre a proposta de definição de discurso da AD Desse modo, diremos que não se trata de transmissão de informação apenas, pois, no funcionamento da linguagem, que põe em relação sujeitos e sentidos afetados pela língua e pela história, temos um complexo processo de constituição desses sujeitos e produção de sentidos e não meramente transmissão de informação. São processos de identificação do sujeito, de argumentação, de subjetivação, de construção da realidade etc. (ORLANDI, 2001, p. 21). Podemos ligar, então, a própria noção de discurso da AD ao que a publicidade faz na sociedade: realiza efeitos de sentido em um processo complexo de significação, em que história e ideologia, tecidas pela linguagem, afetam profundamente os sujeitos.

4 O que significa, então, aprender bem uma língua estrangeira para o brasileiro em geral? Grigoletto (2000) faz uma análise das representações dos participantes de sua pesquisa e conclui que eles acreditam que só é possível aprender uma língua estrangeira com fluência se houver a oportunidade de estudar no país da língua-alvo. De acordo com Barcelos (2004, p. 141), essa representação é bastante comum no contexto de ensino-aprendizagem brasileiro e exerce uma influência notória nas representações de ensino e aprendizagem de línguas estrangeiras em geral e podemos perceber indícios dessa representação nos veículos de comunicação. Em relação ao imaginário presente na e mantido pela publicidade, Coracini (2007) nos diz que (...) o imaginário é responsável pelo que se pode denominar sentimento de identidade, ao qual se atribui a ilusão de unidade, de completude do sujeito. Por outro lado, sabemos também que a publicidade desempenha um papel fundamental nesse processo, uma vez que somos bombardeados por ela diariamente, seja via televisão, seja via revistas, jornais, outdoors e/ou folhetos de toda ordem. Como consequência, ela age, reforçando os valores da sociedade e, ao mesmo tempo, procurando deslocá-los, na tentativa de produzir outros, mais adequados às necessidades do mercado; daí sua grande importância social. (CORACINI, 2007, p. 225) Acreditamos que pensar nas projeções imaginárias que os sujeitos fazem sobre o ensino de língua inglesa é uma das maneiras de verificar o quanto o aprendizado e o ensino são influenciados por esse fator. Reis (2008, p. 4) afirma que (...) na relação do sujeito com a língua estrangeira são construídas representações que interferem diretamente, de forma positiva ou negativa, na aprendizagem dos alunos. Obviamente que não será possível ter uma medida concreta do grau de influência das representações no ensino-aprendizagem de língua inglesa, mas é perceptível o quanto o sujeito identifica-se ou não com o discurso emitido pela publicidade sobre ensino de línguas. Iremos, mais adiante, falar um pouco sobre as noções de identificação, contraidentificação e desidentificação trazidas pela AD pecheuxtiana e que nos ajudarão a pensar sobre sequências discursivas que nos propomos a analisar. 2. O Ensino de Língua Inglesa por nativos e não-nativos: um debate na mídia Senso comum: uma espécie de saúde contagiosa. Alberto Moravia

5 A motivação que encontramos para realizar este trabalho foi um fato ocorrido recentemente (maio de 2012) relacionado a um vídeo publicitário de uma escola de idiomas e que trouxe à tona mais uma vez a discussão pela mídia: Quem é mais competente para ensinar uma língua estrangeira: o professor nativo ou o não-nativo?. O vídeo a que nos referimos foi alvo de bastante polêmica, pois retratava a seguinte situação, descrita por Selma Moura em seu blog educacaobilingue.com, em postagem do dia 23 de maio de 2012, com o título Preconceito linguístico, sexismo, colonialismo e preconceito social num pacote só: o desserviço prestado pela Open English : Estes dois querem falar inglês : o vídeo mostra dois jovens, um caracterizado de forma a ter sua imagem associada com a de nerd : camisa fechada, postura curvada, cores sóbrias, cheio de livros nas mãos, enquanto o outro parece descolado : postura ereta, camisa aberta, cores mais chamativas, computador nas mãos. Um vai a uma escola tradicional, o outro faz Open English (curiosamente, com uma pronúncia bem distante do padrão do inglês!). Um passa uma hora no trânsito até chegar na escola toda segunda à noite, enquanto surge a expressão entediada do jovem no carro. O outro aprende on-line a qualquer hora do dia, enquanto surge o rosto sorridente diante do computador. Agora começa mesmo a apelação: Um tem aulas com a Joana : a imagem mostra o jovem cuja imagem foi construída como a de um nerd sentado sozinho em uma classe, com olhar entediado, enquanto uma senhora gordinha, com roupas sóbrias e cabelos comuns aparece, e escreve uma palavra na lousa. E de um conjunto de milhares de palavras disponíveis na língua, qual é a escolhida? Chicken, escreve a atriz, pondo-se a imitar uma galinha e cacarejar. A ridicularização da professora não-nativa é óbvia, e para continuar, a narração prossegue: que estudou inglês em Buenos Aires. Uma pausa na narração e um close, em câmera lenta, do rosto da atriz cacarejando completa o quadro tosco, apelativo, de péssimo gosto e que constrói discursivamente, por meio da interação entre o texto falado e a imagem apresentada, o estereótipo do professor falante de inglês como segunda língua como incompetente, ridículo e chato. E o vídeo continua: O outro fala ao vivo com Jenny, sua professora na Califórnia. A imagem mostra o jovem sorridente, com o computador no colo e uma postura descontraída, enquanto seu computador mostra uma atriz mais jovem, loira, magra, (que obviedade!) com uma camiseta justa onde se lê o nome da escola, e que diz: E você, qual a sua história?, em Português com sotaque bem marcado do inglês. O vídeo termina com a narradora dizendo o nome da escola novamente com um sotaque bem distante da pronúncia padrão de um falante não nativo, no típico estilo faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço.

6 Escolhemos esta descrição de Selma Moura, conhecida pesquisadora sobre bilinguismo no Brasil, não somente pelos comentários acerca do vídeo, mas pela descrição detalhada que ela faz de todos os takes da propaganda. Podemos ver, nas figuras abaixo, algumas das cenas descritas por Moura: Comercial da escola de idiomas: Estes dois querem falar inglês retrato do aluno nerd versus o aluno antenado Comercial da escola de idiomas: professora de escola presencial imitando uma galinha e aluno enfadado, entediado

7 Comercial da escola de idiomas: professora da referida escola na tela de um laptop, conversando com um aluno bastante satisfeito O que podemos ver, então, a partir dessa descrição e de um exemplo de manifestação sobre o vídeo, o início de um debate na mídia que acreditamos ser muito importante, pois toca as projeções imaginárias do senso comum sobre ensino de idiomas e oportuniza um esclarecimento à população sobre este tema. Muitos usuários das redes sociais (Facebook, Twitter) manifestaram suas opiniões acerca do vídeo e enriqueceram o debate. Alguns de nossos questionamentos que nortearam este trabalho são: 1. Que imaginário traz a palavra nativo? 2. O que é ser nativo? 3. Que significados eclodem em nosso contexto sócio-históricocultural ao ser um nativo em língua estrangeira? Tentaremos responder estas questões através da reflexão que faremos adiante. E, para iniciar este subitem, gostaríamos, então de verificar o significado da palavra nativo. Selma Moura, neste mesmo artigo do blog que mencionamos, diz:

8 Nativo quer dizer nascido em. Assim, um falante nativo de Português seria todo aquele nascido no Brasil e que aprendeu a falar a língua desde cedo. Mas todos os brasileiros falam do mesmo jeito? E todos estão capacidados a ensinar a língua portuguesa apenas porque a falam como primeira língua? (MOURA, 2012) O que prega o senso comum, desde quando o ensino de língua inglesa começou a ser encarado como uma maneira de diferenciar a formação dos concorrentes às vagas de trabalho é o fato de que a melhor possibilidade (e talvez até mesmo a única) de se comunicar fluentemente em uma língua estrangeira (LE) é indo ao seu país de origem, pois o aprendiz teria a chance de estar em contato permanente com a línguaalvo. Sabemos que a representação acima descrita não é univocamente acordada, pois o aprendizado de uma LE depende de vários fatores determinantes internos e externos ao aprendiz por exemplo, o grau de motivação e o aproveitamento da colaboração entre os pares em ambiente de estudo (vf. Larré, 2010); além de dimensões cognitivas, comportamentais, sociais, políticas, experienciais e estratégicas (vf. Larsen-Freeman, 1998). Porém, o que se torna mais curioso é o fato de que, mesmo com todas as transformações ocorridas nas investigações da Linguística Aplicada sobre ensinoaprendizagem de línguas, a mídia ainda mantém representações provenientes dos anos 50, em que, de acordo com Barcelos (2004, p. 126), os aprendizes imitavam o comportamento linguístico do professor, em um processo de formação de hábito, como se fosse possível a todos os alunos que se expõem a um professor nativo do país de origem da língua-alvo uma produção linguística idêntica a de um nativo; e como se também fosse possível uma pessoa, só pelo fato de ser nativa, ser habilitado para ensinar sua língua. Além disso, há mais um mito nesta representação: a de que a língua do falante nativo é perfeita, sem falhas, e que o bom aprendiz deve imitá-la para também chegar à perfeição. Em entrevista ao jornal O Globo (a 6 de novembro de 2009), no entanto, David Graddol, linguista britânico e especialista em ensino de língua estrangeira, afirma que o melhor professor de idiomas não é o nativo, mas aquele que fala também a mesma língua do aluno (O GLOBO, 2009). Para ele, o professor não-nativo que tenha ótimo domínio do idioma que ensina e tenha capacitação profissional tem mais capacidade de prever e interpretar as significações que o aprendiz faz sobre a língua-alvo e por esse motivo ensina melhor. Vejamos um trecho dessa entrevista:

9 G1 - O sr. considera então que os professores nativos estão perdendo terreno para outros que falam também a língua do aluno? Graddol - Sim e não. O que acontece é que, usando uma metáfora, o bolo geral está crescendo, porque atualmente há cerca de 2 bilhões de pessoas aprendendo inglês ao redor do mundo. O fato de o Reino Unidos e os EUA estarem perdendo essa fatia de mercado é enganoso, porque a participação deles também está crescendo. No entanto, o bolo está crescendo mais e mais rápido. Em muitos países, há reminiscências românticas acerca do ensino de inglês. Muitas pessoas ainda pensam que os melhores professores são os nativos. Elas pagam inclusive a mais por isso. No entanto, minha opinião é que estão erradas. O que deve ser mudada é a maneira como o inglês é ensinado. G1 - Como assim? Graddol - O inglês passou a ser encarado como uma necessidade. Muitos países se relacionam e fazem negócios entre si por meio do inglês, sem que nenhum deles tenha o inglês como primeiro idioma. Em muitos lugares, o inglês deixou de ser ensinado como língua estrangeira, como na China e Índia, onde o inglês passou a ser considerado uma habilidade básica. Nesses países, os estudantes começam a aprender o idioma já nos primeiros anos escolares. A ideia é que mais tarde, quando atingirem o ensino médio, passem a ter aulas de outras disciplinas por meio do inglês. Historicamente, falar uma língua estrangeira era sinal de status. Agora, o que acontece é que as pessoas estão genuinamente tentando universalizar o idioma. (O GLOBO, 6/11/2009) Graddol, portanto, desmistifica a ideia de que a língua inglesa é melhor ensinada por nativos e também, vai contra a maré do senso comum, afirmando que o inglês está perdendo sua hegemonia. A importância de trazer de volta esta entrevista é a de que no fórum do site Causes 1 onde houve a campanha Abaixo a propaganda universitária ofensiva aos professores de inglês, em que 334 comentários aparecem, em sua maioria criticando negativamente o vídeo a que nos referimos ela aparece como uma parte identificável da memória discursiva 2 a qual os participantes recorreram para dar suporte aos seus argumentos contra a propaganda veiculada. Vejamos o seguinte exemplo: 1 Preferimos, para assegurar a imagem dos participantes do fórum, não divulgar seus nomes nem suas fotos. 2 Para Agustini (2007), é pelo viés da memória que o interdiscurso se torna presente no intradiscurso, no acontecimento da linguagem: Dessa forma, ao se fazer discursividade, o interdiscurso é recortado em unidades significantes, constituindo-se em memória discursiva. Portanto, a memória discursiva é constituída por aqueles sentidos possíveis de se tornarem presentes no acontecimento da linguagem. (AUGUSTINI, 2007, p. 305)

10 O trecho da sequência discursiva de JZ em resposta aos outros participantes do trecho em que diz algumas pesquisas indicam recorre a uma memória discursiva relativa a pesquisas como a de Graddol, mas ainda sem especificar a que textos teve acesso. No entanto, podemos perceber em outro trecho de uma sequência discursiva posterior, no exemplo abaixo, que a entrevista que mencionamos se encontra pairando sobre o debate neste fórum, como uma peça em prol do argumento contra o vídeo publicitário: O que nos chama a atenção no ocorrido sobre o vídeo publicitário é o fato de que o discurso sobre ser nativo de língua inglesa é melhor para que o aluno aprenda mais se mantém na divulgação de escolas de idiomas Brasil afora (Lima, 2010; Coracini, 2007), mas o discurso do público-leitor (formado tanto por professores quanto por alunos) que se manifesta sobre o vídeo é diferente do esperado. Nos comentários postados no site Causes, predomina a noção de que professores nativos nada têm de

11 melhor em comparação aos professores não-nativos de língua inglesa, demonstrando, inclusive, mais informação sobre o assunto do que a publicidade imagina. Esse fenômeno discursivo nos mostra que aquela representação de que somente é possível conhecer uma língua se o professor for falante nativo do idioma em questão está passando por uma movimentação em que o sentido de ser nativo, verificado nas incursões midiáticas sobre o ensino-aprendizagem de língua estrangeira, se desloca para um outro sentido possível. 3. Conceitos fundamentais: Formação discursiva e tomada de posição (identificação, contra-identificação e desidentificação) Ah! Não me diga que concorda comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado. Oscar Wilde Como discutimos um pouco acima, o sujeito para a AD de linha francesa é afetado tanto pelas experiências pessoais quanto pelas sociais e por conta disso, nunca está na origem do dizer (vf. Indursky, 2008). O sujeito, portanto, encontra-se inserido em domínios de saber, tomando posições-sujeito diversas de acordo com a mobilização que pode ser feita do conhecimento discursivo dentro de cada domínio de saber, ao qual Pêcheux denomina de formação discursiva (FD). Esta FD é construída por enunciados discursivos, que figuram uma maneira de estabelecer uma relação com a ideologia vigente, regulando o que pode e deve ser dito (Pêcheux, 1988, p. 160 apud Indursky, 2008, p. 11). Indursky (2008), explica melhor este conceito da seguinte forma: Mais especificamente, pode-se afirmar, juntamente com Pêcheux, que os indivíduos são interpelados em sujeitos de seu discurso, pelas formações discursivas que representam na linguagem as formações ideológicas que lhes são correspondentes (PÊCHEUX, 1988, p.161). E Pêcheux é mais específico ainda ao afirmar que a interpelação do indivíduo em sujeito de seu discurso se efetua pela identificação (do sujeito) com a formação discursiva que o domina (isto é, na qual ele é constituído como sujeito) (idibid, p.163). Pêcheux, mais adiante, acrescenta que tal identificação ocorre pelo viés da forma-sujeito (idibid, p.167). (INDURSKY, 2008, p. 11)

12 Podemos entender que a identificação do sujeito com a FD ocorre através de sua identificação com a forma-sujeito que, por sua vez, é dotada de bastante unicidade. No entanto, a característica mais homogênea da forma-sujeito e de sua FD não significa que as duas sejam fechadas, e que não haja possibilidade de contra-identificação. Na realidade, a própria estruturação da FD com as inúmeras possibilidades de interpretação sobre as quais falamos mais acima permite que haja questionamentos por parte dos sujeitos, dando espaço, portanto, para mudanças ou desidentificação. Sobre uma identificação plena do sujeito discursivo com a forma-sujeito da FD, sabe-se que, na realidade, ela só ocorre como uma modalidade de tomada de posição, pois o discurso do bom sujeito só se torna possível no campo do imaginário. Esta é a ilusão do sujeito do dizer, pois, ao haver uma identificação, ela produz não um sujeito dotado de unidade, mas um efeito-sujeito que se crê na origem do dizer e que, portanto, produz seu discurso sob a ilusão de unicidade imaginária do sujeito. (INDURSKY, 2008, p. 13). Podemos perceber tal modalidade de tomada de posição no seguinte trecho do fórum do Causes sobre a propaganda da escola de idiomas: É possível observar que a posição-sujeito de PR está de acordo com a formasujeito que postula que o professor falante nativo da língua-alvo ensina melhor que o não-nativo, apesar de PR ser um indivíduo não-nativo. Mesmo assim, na sequência: não quer dizer que um teacher nativo seja a solução, mas se ele tem didática, sai

13 disparado na frente podemos perceber uma dobradura do dizer (efeito do interdiscurso no intradiscurso pelo viés da memória vf. Agustini, 2007) em que PR (em não quer dizer que ) considera uma contra-argumentação possível, por assim dizer, para seu discurso. Isto nos revela que o espaço da memória em que o bom sujeito se encontra, nesse caso representado pelo dizer de PR, mesmo que aparentemente homogêneo, possui o embate latente (sempre contraditório) entre a identificação com os outros e a individuação (im)posta pelo poder (AGUSTINI, 2007, p. 308). Como não há somente uma tomada de posição dentro de uma mesma FD, Pêcheux pensa em outras duas, que levam o sujeito do discurso para uma contraidentificação e, em consequência, uma desidentificação em relação à forma-sujeito. E do que se trata cada uma delas? A primeira delas a contra-identificação é uma modalidade de tomada de posição que é característica do mau sujeito : aquele que se contrapõe à forma-sujeito, à regularidade da FD e encaminha o seu dizer para um questionamento que pode ou não transformar o curso daquela FD. Podemos perceber este fenômeno no seguinte exemplo: Haver uma heterogeneidade não significa, no entanto, que haja por si uma desidentificação dos sujeitos com a forma-sujeito. Sobre este assunto, Indursky (2008) nos diz: Vale dizer que a heterogeneidade da formação discursiva é decorrência do desdobramento da forma-sujeito. Ou seja: uma formação discursiva homogênea só pode produzir uma forma-sujeito atravessada pelo imaginário de unicidade desse sujeito; enquanto uma formação discursiva heterogênea produz, como consequência natural, a heterogeneidade da forma-sujeito que a organiza. (INDURSKY, 2008, P. 16) Pêcheux (1990) afirma que o discurso não pode ser tratado como algo que cai do céu, independente das redes de memória e dos trajetos sociais do qual advém, mas

14 que todo discurso, só pelo fato de existir, possui a possibilidade de uma desestruturação-reestruturação dessas redes e trajetos: todo discurso é índice potencial de uma agitação nas filiações sócio-históricas de identificação (PÊCHEUX, 1990, p. 56). Isso significa que ao mesmo tempo em que o discurso é um efeito dessa filiações, ele é uma potencialidade para a transformação desse espaço já formado por outros dizeres. No corpus que aqui estamos analisando brevemente podemos dizer que essa heterogeneidade da forma-sujeito é o que ocorre. Não se pode verificar uma desidentificação, pois, ao mesmo tempo em que as posições-sujeito encontram-se rumo a uma contra-identificação com os dizeres sobre ser professor nativo, eles reconhecem valores pertencentes a estes mesmos dizeres. Não é de estranhar; pois para Pêcheux a diferença e a divisão e a contradição! fazem parte da ideologia. E a ideologia é constitutiva da formação discursiva, que só se realiza por meio deste embate interno. Como afirma Agustini (2007, p. 307), é a resistência que garante o movimento de configuração dos diferentes modos de ser sujeito de dizer das práticas linguageiras. CONSIDERAÇÕES PROVISÓRIAS O mundo interior é a dialogização da heterogeneidade de vozes sociais. Os enunciados, construídos pelo sujeito, são constitutivamente ideológicos, pois são uma resposta ativa às vozes interiorizadas. Por isso, eles nunca são a expressão de uma consciência individual, descolada da realidade social, uma vez que ela é formada pela incorporação das vozes sociais em circulação na sociedade. Mas, ao mesmo tempo, o sujeito não é completamente assujeitado, pois ele participa do diálogo de vozes de uma forma particular, porque a história da constituição de sua consciência é singular. O sujeito é integralmente social e integralmente singular. (FIORIN, 2006, p. 58) Vimos, no decorrer deste breve artigo, que o discurso, pelo fato de ser constituído pela linguagem e pela história não pode ser considerado como homogêneo, a não ser no imaginário do sujeito. Por este motivo, mesmo que o imaginário seja aparentemente sem heterogeneidade, ele tem a possibilidade de inserção de outros imaginários complementares ou opostos que a fazem, por vezes, modificar. Isso vale

15 para a projeção imaginária que discutimos aqui a de que o professor nativo é o melhor para ensinar uma língua estrangeira. Pudemos perceber a partir do brevíssimo corpus analisado que a FD em questão, apesar de parecer homogênea, apresenta outras posições-sujeito que entram em embate com a sua forma-sujeito. Não foi possível perceber uma desidentificação completa, rumo a uma ruptura da FD, pois ao mesmo tempo em que os participantes do fórum analisado se contraidentificavam com a forma-sujeito da FD sobre professor nativo, eles se referiam a esse discurso como uma maneira de, além de encontrar seu pontos negativos, também de encontrar pontos positivos nele. Em consonância com Fiorin (2006) citado acima, na epígrafe destas considerações provisórias, as projeções imaginárias, constituídas por sujeitos, pela linguagem e pela história, nunca são completamente únicas. Os sujeitos que as criam também possuem o poder e o papel de transformá-las, em uma infinita evolução do conhecimento e do pensamento. Apesar de o senso comum parecer tomar conta da mídia em relação ao discurso mitológico sobre o professor nativo, os sujeitos que presenciam as manifestações discursivas deste tipo também abrem o espaço para novas maneiras de pensar, podendo, assim, transformar a maneira pela qual a própria mídia aborda o assunto. Sabendo disso, uma das consequências que ocorreram após o debate que aqui ilustramos minimamente, foi a retirada completa de circulação nos meios de comunicação do vídeo ao qual nos referimos. Em carta aberta, o CEO da escola de idiomas pediu desculpas frente às críticas recebidas. REFERÊNCIAS: AGUSTINI, Carmen. (N)as dobraduras do dizer e (n)o não-um do sentido e do sujeito: um efeito da presença do interdiscurso no intradiscurso. In: FERREIRA, M. C. & INDURSKY, F. (Org.). Análise do discurso no Brasil: mapeando conceitos, confrontando limites. São Carlos: Claraluz, BARCELOS, Ana Maria. Representações sobre aprendizagem de línguas, Linguística Aplicada e ensino de línguas. In: Linguagem & Ensino, Vol. 7, nº 1, p , jan/jul 2004.

16 CAUSES. Fórum Abaixo à campanha publicitária ofensiva aos professores de inglês. Postada em: 22/05/2012. Disponível em: professores-de- ingles/actions/ ?fb_comment_id=fbc_ _ _ #f9c48f424 Acesso em: 26/05/2012 CORACINI, M. J. A Celebração do OUTRO: arquivo, memória e identidade. São Paulo: Mercado de Letras, GRIGOLETTO, M. Representação, identidade e aprendizagem de língua estrangeira. In: Claritas,v. 6, p , INDURSKY, F. Unicidade, desdobramento, fragmentação: a trajetória da noção de sujeito em Análise do Discurso. In: MITTMANN, S.; GRIGOLETTO, E.; CAZARIN, E. A. (Org.). Práticas discursiva e identitárias: sujeito e língua. Porto Alegre: Nova Prova, LARRÉ, J. M. R. G. M. Uma trama a várias mãos: a escrita colaborativa na sala de aula de língua inglesa Dissertação (Mestrado) Programa de Pós-Graduação em Letras, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, LIMA, Solange dos Santos. O discurso publicitário e as metáforas das propagandas de cursos de línguas incorporados na fala do aluno ingressante no Curso de Licenciatura em Letras. In: Linguagem & Ensino, Pelotas, v.13, n.1, p , jan./jun MOURA, S. Preconceito linguístico, sexismo, colonialismo e preconceito social num pacote só: o desserviço prestado pela Open English. In: Educação Bilingue. Disponível em: Acesso em: 26/05/2012 O GLOBO. Melhores professores de inglês não são britânicos nem americanos, diz linguista. Disponível em: MELHORES+PROFESSORES+DE+INGLES+NAO+SAO+BRITANICOS+NEM+A MERICANOS+DIZ+LINGUI.html Acesso em: 26/05/2012 PÊCHEUX, Michel. O discurso: estrutura ou acontecimento. Campinas, SP: Pontes, Trad. Eni Pulcinelli Orlandi.

17 REIS, Valdeni da Silva. O escrevente de diário de aprendizagem e suas representações do processo de ensino-aprendizagem de língua estrangeira. Disponível https://docs.google.com/viewer?a=v&q=cache:cx1gupvph44j:intranet.ufsj.edu.br/rep_sysweb/ BR&gl=br&pid=bl&srcid=ADGEEShEUjZiCsAJyNrnKD66rXsQjl28mmf7k0iNBPfr58zj1ngu File/vertentes/Vertentes_31/valdeni_reis.pdf+&hl=pt- ptsvud_gk1jju- H99CvziIPKUu60nJngAX2goffKIKQNfrggjq8dUbkYtwtr1Nhc4qjq8LIxQmKT0EzUjbEgp0R P&sig=AHIEtbSQ91Tb-avXGasZRriLLR9VdhoZmw&pli=1 Acesso em: 12/06/2012. O diário de aprendizagem de língua estrangeira (inglês) sob a perspectiva do processo discursivo Dissertação (Mestrado) Programa de Pós-Graduação em Estudos Lingüísticos, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, em:

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